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<p>PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ</p><p>ESCOLA DE CIÊNCIAS DA VIDA</p><p>CURSO DE PSICOLOGIA</p><p>DISCIPLINA ESTRATÉGIAS DE AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA</p><p>WISC IV – ESCALA WECHSLER DE INTELIGÊNCIA PARA CRIANÇAS</p><p>Roteiro realizado por Gabriela Costa, Hilary Aline</p><p>Furtado, Iasmin Barboza, Lucas G. de Oliveira e</p><p>Maria Beatriz C. Gonçalves, turma U, noturno.</p><p>Orientado pela Professora Sandra.</p><p>Curitiba</p><p>2019</p><p>Roteiro de Estudo</p><p>1. Nome do instrumento</p><p>WISC IV – ESCALA WECHSLER DE INTELIGÊNCIA PARA CRIANÇAS – 4°</p><p>Edição.</p><p>2. Autor</p><p>David Wechsler.</p><p>3. Medida ou área de avaliação</p><p>Inteligência.</p><p>4. Objetivo</p><p>Avaliar a capacidade intelectual das crianças e o processo de resolução de</p><p>problemas.</p><p>5. Material necessário</p><p>O teste é composto por 15 subtestes, manual técnico, manual para aplicação e</p><p>interpretação, protocolo de registro geral, protocolo de resposta 1 (código e procurar</p><p>símbolos), protocolo de resposta 2 (cancelamento), livro de estímulos, caixa com</p><p>cubos é crivos de correção.</p><p>6. População a quem se destina:</p><p>Crianças e adolescentes de 6 anos e 0 meses a 16 anos e 11 meses.</p><p>7. Forma de aplicação (Individual ou coletivo):</p><p>Individual.</p><p>8. Tempo de aplicação</p><p>Cada subtestes tem seu tempo de aplicação, sendo alguns o número de</p><p>tentativa ou erros consecutivos. É necessárias duas sessões para aplicação dos</p><p>testes.</p><p>9. Informações técnicas</p><p>A história dos estudos acerca da inteligência tem sua origem registrada desde</p><p>antes de cristo e incluem vários autores clássicos, modernos e contemporâneos.</p><p>Essas teorias, de forma geral tentaram entender o funcionamento desse fenômeno</p><p>psicológico e seus componentes. A história do teste teve início do século 20, quando</p><p>David Wechsler viu a necessidade de uma ferramenta que avaliasse as questões</p><p>envolvendo a inteligência, mas só próximo a segunda guerra mundial, que o</p><p>instrumento que avaliava a inteligência na criança (WISC), foi padronizado e</p><p>apropriado para avaliações.</p><p>Almeida (1994) contextualiza que existem três correntes no estudo da</p><p>inteligência, são eles: Teoria fatorial ou psicométrica, focado nas aptidões e traços</p><p>subjacentes da mente; Teoria desenvolvimentista, onde engloba as questões do</p><p>desenvolvimento humano; Teoria cognitivista, que se preocupa em entender o</p><p>processamento da informação vista no sujeito. Como visto no histórico, o conceito de</p><p>inteligência de Wechsler , que influenciado pelo modelo teórico de Spearman,</p><p>compreendeu que a inteligência estava ligada as manifestações da personalidade e</p><p>questões emocionais, portanto, sua teoria é calcada no princípio de que a inteligência</p><p>é influenciado e influencia outros fenômenos psicológicos, por isso, a testagem</p><p>engloba diferentes testes e avaliam várias áreas da inteligência em crianças.</p><p>Nesta fase todas as questões de pesquisa foram reavaliadas, utilizando os</p><p>mesmos métodos do estudo piloto e de qualificação nacional. As pesquisas adicionais</p><p>focaram em normas e evidências de confiabilidade, validade e utilidade clínica para</p><p>assim compor o instrumento final.</p><p>A validade, quanto a precisão do teste, é compreendida e avaliada acerca dos</p><p>grupos e subgrupos, com seus respectivos manuais de aplicação que são utilizados</p><p>na testagem, e visam validar desde as capacidades de compreensão verbal,</p><p>velocidade de processamento, até conceitos figurativos e raciocínio matricial. Alguns</p><p>desses testes, foram adaptadas do WAIS – III e visam avaliar com precisão a</p><p>memória, velocidade de processamento e raciocínio matricial, para os indivíduos entre</p><p>6 e 16 anos, como é o exemplo do subteste aritmético, que foi adaptado para os</p><p>conhecimentos matemáticos à diferentes idades, fases do desenvolvimento e</p><p>capacidades de processamento.</p><p>Crianças de ambos os sexos, de idade entre 6 e 16 anos, de etnias orientais,</p><p>africanas, europeias e latinas. É encontrado, de forma proporcional, crianças</p><p>portadoras de deficiências físicas e intelectuais, assim como crianças de escolaridade</p><p>concorrente às médias do país.</p><p>É baseada numa amostra de crianças norte-americanas entre 6 anos e 16 anos</p><p>e 11 meses, com grupos de 200 crianças em cada idade, 2200 no total, sendo cada</p><p>200, 100 meninas e 100 meninos, incluindo várias etnias.</p><p>10. Tipo de resultado</p><p>Qualitativo e quantitativo.</p><p>11. Campo de aplicação</p><p>Clínica.</p><p>12. Tipo de avaliação em que é possível utilizar:</p><p>Psicodiagnóstico, psicopedagógico e avaliação de potencial.</p><p>13. Referência:</p><p>WECHSLER, David. Escala Wechsler de Inteligência para crianças: WISC-IV.</p><p>4º Edição.</p><p>SCHELINI, P. W. A teoria subjacente à escala wechsler de inteligência para</p><p>crianças (WISC). Estud. psicol. vol.17 no.2 Campinas May/Aug. 2000.</p><p>Síntese da Avaliação</p><p>Paciente: J.L. Idade: 7 anos e 1 mês</p><p>J.L apresentou durante a realização da avaliação um bom desempenho</p><p>quando comparado à amostra normativa em Compreensão verbal, o que envolve</p><p>uma boa capacidade de abstração, aprendizagem e fluência verbal e bom</p><p>desempenho de memorização. Dentro dos subtestes J. L. apresentou:</p><p>- Bom desempenho no subteste Semelhanças, o que implica raciocínio lógico,</p><p>indutivo; capacidade de classificação por associação, inclusão e divisão de</p><p>categorias; pensamento concreto (em função e conceito), memória remota.</p><p>- Bom desempenho no subteste Vocabulário o que implica em boa capacidade</p><p>de aprendizagem, curiosidade em relação aos estímulos ambientais,</p><p>formulação conceitual, boa qualidade no processamento do pensamento.</p><p>- Muito bom desempenho no subteste Compreensão o que implica em um</p><p>destaque em habilidades sociais e conhecimentos adquiridos na prática, além</p><p>de apresentar boa capacidade comunicativa e bom juízo social e moral, boa</p><p>aplicação de conhecimento por experiência, bom desenvolvimento do</p><p>pensamento abstrato.</p><p>- Leves dificuldades no subteste Informação o que implica em inteligência</p><p>adquirida por educação formal, pensamento abstrato, memória remota</p><p>(recuperação de informação armazenada), memória associativa relacionada a</p><p>objetos, e memória de padrão simbólicos ligados a percepção corporal e</p><p>temporal.</p><p>- Leves dificuldades no subteste Raciocínio com palavras o que implica em</p><p>fluidez na criação de conceitos, habilidade em relacionar itens distintos em uma</p><p>mesma lógica, fluência verbal, integração e síntese de informações.</p><p>No que se refere a sua Organização Perceptual, J.L. apresentou muito bom</p><p>desempenho, o que envolve processamento visual de diferentes estímulos,</p><p>aprendizagem vísuo espacial e não verbal, capacidade de planejamento, velocidade</p><p>percepção e manipulação a partir de estímulos visuais. Dentro dos subtestes J. L.</p><p>apresentou:</p><p>- Bom desempenho no subteste Cubos que implica em boa capacidade de</p><p>integração de dados, visuo integração na formação de conceitos parte-todo,</p><p>adequada percepção e manipulação de informação e articulação na solução de</p><p>problemas.</p><p>- Bom desempenho em Conceito figurativo que implica em adequada</p><p>capacidade de abstração e raciocínio visual, assim como bom desempenho em</p><p>estabelecer relações entre objetos de acordo com sua classe.</p><p>- Muito bom desempenho em Raciocínio matricial que implica em boa percepção</p><p>auditiva na decodificação de estímulos complexos, adequada organização de</p><p>dados visuais, diferenciação e seleção de informações importantes, integração</p><p>e análise de um todo, habilidade em aprendizado e bom raciocínio não verbal.</p><p>- Muito bom desempenho em Completar figuras que implica em boa exploração</p><p>por estímulos visuais, interesse pelo ambiente, capacidade de raciocínio,</p><p>concentração e diferenciação de elementos importantes.</p><p>Nos aspectos envolvendo Memória operacional, os resultados tiveram bom</p><p>desempenho, comparado à amostra normativa, do qual envolve suas capacidades de</p><p>atenção, para receber a informação, armazenar de forma breve e emitir a</p><p>resposta,</p><p>no caso, nos testes envolvendo memória operacional J.L. apresentou:</p><p>- Leves dificuldades em Dígitos que implica na avaliação de atenção e</p><p>concentração, capacidade de memorizar o que foi ouvido e realizar o inverso,</p><p>ou seja, processar a informação e verbalizar, além da tolerância ao estresse e</p><p>da ansiedade.</p><p>- Bom desempenho em Sequência de Números e Letras do qual implica</p><p>percepção auditiva e memória de trabalho verbal, além do processamento</p><p>inverso da informação, ou seja, ouvir e memorizar, respondendo em sequência</p><p>e codificação da informação recebida seguido de processamento cognitivo.</p><p>- Bom desempenho em Aritmética que implica na rapidez do cálculo e em</p><p>focalizar a atenção para abstrair os principais processos que o problema exige</p><p>e também as capacidades de sua memória auditiva a longo prazo e atribuí-las</p><p>no teste. Portanto, aplicar também, seus conhecimentos acumulados, ou seja,</p><p>suas experiências escolares, além de resistir à distração.</p><p>Em Velocidade de processamento J.L. obteve bom desempenho,</p><p>comparado à amostra normativa, o que envolve ritmo de processamento mental na</p><p>resolução de problemas, qualidade de estratégias e planejamento, desenvolvimento</p><p>cognitivo e comportamental. Quanto à este quesito o paciente apresentou:</p><p>- Bom desempenho em Códigos, o que indica adequado processamento de</p><p>informações mesmo sobre pressão, concentração, persistência motora,</p><p>memória a curto prazo, flexibilidade cognitiva e bom processamento executivo.</p><p>- Bom desempenho em Procurar símbolos, o que indica boa diferenciação ao</p><p>perceber estímulos distintos, adequada atenção, concentração, e memória de</p><p>curto prazo.</p><p>- Muito bom desempenho em Cancelamento, o que indica capacidade de</p><p>vigilância, bom processamento e adequada atenção seletiva.</p><p>Considera-se que J.L. apresentou um desempenho adequado quando</p><p>comparado à amostra normativa de sua idade e escolaridade. É notável um</p><p>rendimento muito bom na sua capacidade de aprendizado prático e social, na sua</p><p>capacidade de abstração, assim como em sua compreensão e manipulação de</p><p>estímulos visuais e informações orientadoras.</p><p>Apesar de J.L atender os padrões de desempenho na avaliação em geral,</p><p>quando comparado com seu próprio desempenho nas outras áreas dos testes,</p><p>demonstrou leves dificuldades no que se refere a aplicação de conhecimento</p><p>adquirido por meio da educação formal e em sua capacidade de concentração e</p><p>memorização, que pode estar atrelado ao seu manejo de ansiedade e estresse.</p><p>Mediante o mapeamento de suas estratégias cognitivas, seria favorável para</p><p>seu melhor rendimento escolar, aplicar uma metodologia de ensino em conjunto com</p><p>a equipe de profissionais de sua escola, que envolvam estratégias de ensino voltadas</p><p>para atividade práticas, interacionistas e que exijam participação ativa da criança.</p><p>Através desse método, seria possível auxiliar J. L. a alcançar seu potencial dentro do</p><p>ensino formal, superando as dificuldades apresentadas.</p>

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