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<p>FICHA DE LEITURA 04 (pág. 113 à 166) – HISTÓRIA DAS ARTES</p><p>Alexandra Carneiro</p><p>Os estilos que surgiram durante o período proposto na leitura (entre o século XII e XV) na</p><p>Europa foram o Românico e o Gótico. Esses estilos marcaram a transição a Alta Idade</p><p>Média para o final da Idade Média.</p><p>O Estilo Românico foi o primeiro grande movimento artístico e arquitetônico que se</p><p>espalhou por toda a Europa, após a queda do Império Romano. Ele foi predominante entre</p><p>os séculos X e XII e refletia uma era de estabilidade crescente, com a expansão das</p><p>cidades e a construção de grandes igrejas e mosteiros.</p><p>Sobre o Estilo Gótico, surgiu a partir do século XII na França, e rapidamente se espalhou</p><p>na Europa, substituindo o estilo românico. As características desse estilo na arquitetura</p><p>se dão por edifícios verticais e leves, com arcos ogivais (pontiagudos), abóbadas de</p><p>nervuras e contrafortes voadores, permitindo que as igrejas fossem mais altas e tivessem</p><p>grandes janelas. As catedrais desse estilo são também facilmente identificadas por seus</p><p>vitrais coloridos, que criava uma atmosfera espiritual em seu interior, pela entrada</p><p>abundante de luz. Outros detalhes decorativos que caracterizam essas construções são</p><p>as rosáceas (janelas circulares) e esculturas intricadas em pináculos e portais, que</p><p>frequentemente representavam figuras sagradas, temas religiosos, folclóricos ou da</p><p>natureza.</p><p>Durante esse período (séc. XII – XV) a Igreja Católica moldou quase todos os aspectos da</p><p>vida europeia, especialmente na arte e na arquitetura. Através de seu patrocínio, controle</p><p>ideológico e influência cultural, a Igreja garantiu que a arte fosse um reflexo da</p><p>espiritualidade cristã, educando e inspirando as populações sobre os ensinamentos da</p><p>fé. Esse papel dominante da Igreja só começou a diminuir com o advento do</p><p>Renascimento e o surgimento de novas visões artísticas e filosóficas no final da Idade</p><p>Média. A Igreja Católica foi a maior patrocinadora da arte durante a Idade Média.</p><p>Praticamente todas as grandes obras de arte, sejam arquitetônicas, escultóricas ou</p><p>pictóricas, foram encomendadas pela Igreja ou realizadas para fins religiosos. As</p><p>catedrais, igrejas, mosteiros e capelas construídos no estilo românico e gótico eram</p><p>símbolos tangíveis da autoridade e presença da Igreja na vida cotidiana. A construção de</p><p>catedrais era um empreendimento massivo, financiado pela Igreja e pelos nobres locais.</p><p>Essas catedrais, como a Catedral de Notre-Dame em Paris ou a Catedral de Chartres,</p><p>eram não apenas centros religiosos, mas também centros comunitários e culturais. Elas</p><p>simbolizavam a conexão entre o céu e a terra, muitas vezes refletindo a grandeza e poder</p><p>de Deus através de sua escala monumental e ornamentação detalhada. Além disso, A</p><p>Igreja não apenas influenciava o conteúdo da arte, mas também controlava as formas</p><p>aceitáveis de expressão artística. A arte era vista como uma forma de glorificar a Deus e</p><p>ensinar os dogmas da fé aos fiéis, sendo fortemente regulamentada pelo clero.</p><p>A arte medieval na Europa se desenvolveu ao longo de aproximadamente mil anos,</p><p>desde a queda do Império Romano no século V até o início do Renascimento no século</p><p>XV. Esse período foi marcado por uma grande diversidade de estilos e influências</p><p>culturais, variando de acordo com as regiões e as fases históricas. A arte medieval pode</p><p>ser dividida em três grandes períodos: a arte paleocristã, a arte românica e a arte gótica.</p><p>Cada um desses períodos trouxe mudanças significativas na forma como a arte era</p><p>produzida e percebida.</p>