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História do Ensino de Arte passou por várias transformações, desde a influência europeia no período colonial até as abordagens contemporâneas mais integradas e voltadas à criatividade. O ensino de Arte Período Colonial (XVI – XVIII) •O ensino de Arte no Brasil começou de maneira informal com a chegada dos Jesuítas em 1549. Eles utilizavam a arte como ferramenta para a catequese indígena, ensinando pintura, escultura e arquitetura sacra. •A arte era ensinada principalmente dentro das igrejas e conventos, seguindo o estilo barroco europeu. O estilo barroco europeu, que era dominante nessa época, se caracterizava por: •Muita ornamentação e detalhes nas pinturas, esculturas e arquiteturas. •Temas religiosos, como santos, anjos e cenas bíblicas. •Dramaticidade, com contrastes de luz e sombra e expressões emocionantes. •Igrejas ricamente decoradas, como as de Minas Gerais, que possuem talhas douradas e pinturas no teto. •Não havia escolas específicas para ensino artístico, e os aprendizes trabalhavam sob a orientação de mestres, como no caso do escultor Aleijadinho. Antônio Francisco Lisboa Período Imperial – Academia Imperial de Belas Artes (XIX) •Com a chegada da Família Real Portuguesa em 1808, o ensino de Arte foi institucionalizado com a criação da Academia Imperial de Belas Artes (AIBA) em 1826, no Rio de Janeiro. •O ensino era baseado no academicismo europeu, especialmente no neoclassicismo, e seguia modelos franceses. O neoclassicismo era o estilo caracterizado por: •Influência da arte da Grécia e Roma Antiga. •Composições equilibradas e harmoniosas. •Temas históricos, mitológicos e patrióticos. Esse modelo valorizava a técnica rigorosa, o desenho preciso e a representação idealizada das formas. •Artistas como Victor Meirelles e Pedro Américo foram formados nesse período. •O ensino era voltado à elite e à formação de pintores, escultores e arquitetos. A Primeira Missa no Brasil (Meirelles) O Grito do Ipiranga (Américo). Primeiras Reformas e Modernismo (Início do Século XX) •No início do século XX, o ensino de Arte ainda era restrito às escolas de Belas Artes. Desenho, pintura, escultura e arquitetura •A Semana de Arte Moderna de 1922 marcou uma ruptura com o ensino acadêmico tradicional e abriu caminho para novas abordagens na arte e na educação. •Na década de 1930, com a Reforma Francisco Campos, a Arte começou a ser introduzida no currículo escolar, mas ainda de forma secundária. Arte na Educação Escolar – Anos 1960 e 1970 •Com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) de 1961, a Arte foi reconhecida como disciplina escolar. •Na década de 1970, com a Lei 5.692/71, a disciplina passou a se chamar Educação Artística, englobando diferentes linguagens artísticas (artes visuais, música, teatro e dança). •O ensino era voltado mais para a técnica do que para a expressão criativa. Redemocratização e a Nova LDB (Anos 1980 – 1990) •A partir da redemocratização do Brasil (1985), o ensino de Arte passou a ser visto como um meio de expressão e desenvolvimento criativo, e não apenas técnico. •A Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) de 1996 reforçou a Arte como componente obrigatório no currículo escolar. •Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) de 1997 estabeleceram diretrizes para um ensino mais crítico e voltado para a cultura. Ensino de Arte no Século XXI •A Arte continua como disciplina obrigatória, mas com desafios na sua implementação, como a falta de formação específica para professores. •A BNCC (Base Nacional Comum Curricular) de 2017 incluiu a Arte como parte fundamental da educação, enfatizando a diversidade cultural e o uso de novas tecnologias. •O ensino de Arte se expandiu para além das escolas, sendo valorizado em projetos sociais e culturais. Slide 1: História do Ensino de Arte Slide 2: passou por várias transformações, desde a influência europeia no período colonial até as abordagens contemporâneas mais integradas e voltadas à criatividade. Slide 3 Slide 4 Slide 5 Slide 6 Slide 7 Slide 8 Slide 9 Slide 10 Slide 11 Slide 12 Slide 13