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<p>UNIVERSIDADE UNOPAR PITÁGORAS ANHANGUERA</p><p>Sistema de Ensino A DISTÂNCIA</p><p>PEDAGOGIA - LICENCIATURA</p><p>BRENDA MICHELLY CRUZ ALVAREZ</p><p>PROJETO DE ENSINO</p><p>EM PEDAGOGIA - LICENCIATURA</p><p>Cidade</p><p>2020</p><p>Cidade</p><p>2020</p><p>Belém - PA</p><p>2023</p><p>brenda michelly cruz alvarez</p><p>PROJETO DE ENSINO</p><p>EM pedagogia - licenciatura</p><p>Projeto de Ensino apresentado à UNIVERSIDADE UNOPAR PITÁGORAS ANHANGUERA, como requisito parcial à conclusão do Curso de Pedagogia - Licenciatura.</p><p>Docente supervisor: Prof. Lilian Amaral da Silva Souza</p><p>Belém - PA</p><p>2023</p><p>SUMÁRIO</p><p>INTRODUÇÃO	3</p><p>1	TEMA	4</p><p>2	JUSTIFICATIVA	5</p><p>3	PARTICIPANTES	6</p><p>4	OBJETIVOS	7</p><p>5	PROBLEMATIZAÇÃO	8</p><p>6	REFERENCIAL TEÓRICO	9</p><p>7	METODOLOGIA	14</p><p>8	CRONOGRAMA	16</p><p>9	RECURSOS	17</p><p>10	AVALIAÇÃO	18</p><p>CONSIDERAÇÕES FINAIS	19</p><p>REFERÊNCIAS	20</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>O tema a ser discutido é Habilidades Socioemocionais e aprendizagem: um olhar importante sobre a questão socioemocional.</p><p>Observar e entrar no campo das habilidades é algo enriquecedor já que os estudos nessa área trouxeram respostas em um cenário pós pandemia onde vemos que o apoio afetivo e o desenvolvimento dessas habilidades são extremamente necessários.</p><p>O vínculo do aluno com a escola, quando bem desenvolvido emocionalmente, traz grandes resultados aos alunos, evitando até mesmo as situações que envolvem o bullying. A responsabilidade do professor assim como do coordenador ou orientador pedagógico é de grande importância para a aplicação desse conhecimento que é adquirido na forma em que as relações são direcionadas e tratadas.</p><p>Sendo assim é de grande relevância a abordagem desse tema no sentido de sensibilizarmos os profissionais da área educacional a buscar o conhecimento e práticas pedagógicas eficientes para aplicabilidade dentro do processo do ensino e aprendizagem. Com isso ver crescer as habilidades socioemocionais e contribuir para uma sociedade mais sensível a questões tão importantes que envolvem esse conhecimento.</p><p>Diante do exposto, a partir da observação da prática em sala de aula foi pensado um Plano de Ensino como proposta em que o professor está para além do componente curricular, mas também como agente social, ajudando os alunos no desenvolvimento das habilidades socioemocionais tendo como base a Base Nacional Comum Curricular.</p><p>Com o resultado do Plano de Ensino observou-se o quanto já evoluímos nesse sentido, porém vemos também que é cada vez mais necessária a formação dos profissionais da comunidade escolar para que sejam agentes ativos dentro da mesma.</p><p>20</p><p>TEMA</p><p>O tema escolhido para o Projeto de Ensino foi Habilidades Socioemocionais e aprendizagem: um olhar importante sobre a questão socioemocional.</p><p>A ideia do tema surgiu após experiências vividas durante a realização dos estágios obrigatórios, onde foi possível observar que os alunos que desenvolviam algumas habilidades apresentavam um melhor rendimento e aproveitamento da aprendizagem, com maior segurança para realizar perguntas durante a aula e expor ideias.</p><p>Durante a rotina de sala de aula e também durante a observação da atuação da orientação pedagógica da escola, um dos grandes diferenciais era exatamente o desenvolvimento, por exemplo, da empatia, autorreflexão, dentre outras habilidades que acabam gerando no aluno um grande apoio na questão da aprendizagem. Os alunos com maior vínculo com o professor e equipe pedagógica, conseguem contribuir com a escola tirando dúvidas, apresentando sugestões, opinando sobre como melhorar processos, deixando de ser um mero espectador em sala de aula, além disso o desenvolvimento dessas habilidades ajuda na prevenção e intervenção em relação ao bullying.</p><p>Dentro desse universo estive observando como se dava esse processo de ensino e aprendizagem, onde diferentes tipos de relações vão sendo cultivadas e construídas nos anos que antecedem a transição de segmento, em especial o 5º ano. Além disso, tive oportunidade de acompanhar também, através da observação da orientação pedagógica, os anos finais e ensino médio. Nestes últimos segmentos é importante frisar que o nível de complexidade do componente curricular juntamente com a pressão que acompanha o preparo para o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), exigem do estudante uma maior capacidade de gerenciar as emoções e nesses casos o vínculo afetivo traz uma grande contribuição.</p><p>Desenvolver uma prática ativa diária na escola é necessária quando falamos em avançar no desenvolvimento de emoções que vão moldar o comportamento e caráter dos alunos.</p><p>JUSTIFICATIVA</p><p>É necessário analisarmos o quanto as habilidades socioemocionais podem contribuir no desenvolvimento da aprendizagem dos alunos. E dentro dessa perspectiva, analisar também, o quanto os professores podem contribuir com esse desenvolvimento, já que o professor não é apenas um profissional que transmite conhecimento ou direciona o aluno a obter o conhecimento de determinado componente curricular, mas ele é também um agente social.</p><p>Na BNCC, as competências socioemocionais estão presentes em todas as 10 competências gerais. Portanto, no Brasil, até 2020, todas as escolas deverão contemplar as competências socioemocionais em seus currículos. Diante dessa demanda, precisamos conhecer mais sobre a educação socioemocional (BNCC, 2023).</p><p>A necessidade de desenvolver as habilidades socioemocionais deve estar presente nas escolas contribuindo para a formação de valores importantes dentro da sociedade. É possível desenvolver essas habilidades desde o início da vida escolar e enfatizá-las à medida que o estudante vai avançando os demais segmentos.</p><p>PARTICIPANTES</p><p>O público alvo do projeto de ensino são os alunos do 5º ano do fundamental anos iniciais do Colégio ASLAN atualmente com 25 alunos. A turma não tem um professor regente, mas sim um professor para cada disciplina.</p><p>Os alunos são os maiores contemplados com o desenvolvimento deste Projeto de Ensino, visto que o objetivo final é o desenvolvimento de algumas das habilidades socioemocionais que estão presentes nas 10 competências gerais da BNCC e fundamentadas com base na indicação do CASEL, organização internacional sem fins lucrativos que pesquisa e estuda o desenvolvimento socioemocional, porém para isso, entende-se que, o professor deve ser o facilitador desse aprendizado e por consequência também deve dominar essas habilidades.</p><p>OBJETIVOS</p><p>O objetivo deste projeto de ensino é, mostrar a relação do processo de aprendizagem ao desenvolvimento das habilidades socioemocionais do estudante e constatar a importância da construção desta relação viabilizando um melhor aproveitamento acadêmico e oportunizando um ambiente emocionalmente seguro e propício a aprendizagem.</p><p>Com o desenvolvimento do Projeto de Ensino, pretendo alcançar uma interação maior entre aluno e professor, onde as habilidades socioemocionais sejam os grandes fomentadores desta relação. A extensão do aprendizado do componente curricular atrelado ao desenvolvimento das habilidades socioemocionais faz com que o aluno possa alcançar um aprendizado mais amplo para a vida, além da questão cognitiva, os alunos aprendem a se relacionar e encontrar soluções para várias situações do cotidiano, sendo protagonistas do seu futuro.</p><p>Além da importância do vínculo entre aluno e professor o Projeto de Ensino mostra também a necessidade de o professor transmitir o conhecimento dessas habilidades para além do componente curricular, estando intimamente ligado a este na intencionalidade dentro da prática do professor.</p><p>PROBLEMATIZAÇÃO</p><p>Dois de cada três estudantes do 5º e 9º ano do ensino fundamental e 3ª série do ensino médio da rede estadual de São Paulo relatam sintomas de depressão e ansiedade. Foi o que apontou um mapeamento desenvolvido pela Secretaria da Educação do Estado de São Paulo e o Instituto Ayrton Senna, que contou com a participação de 642 mil alunos no âmbito do Saresp (Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo). O estudo permitiu analisar a evolução do desenvolvimento de competências</p><p>socioemocionais no contexto da pandemia.</p><p>Ao acompanhar o trabalho dos professores durante as aulas observei que alguns alunos apresentam baixo rendimento e conflito nas relações com colegas e/ou professor, demonstrando deficiência no desenvolvimento das habilidades socioemocionais. O comportamento apontava para necessidade de aprender a trabalhar em grupo com cooperação, proatividade, organização, respeito e de forma que as atividades pudessem contribuir com a formação integral desse aluno. Alguns destes, inclusive, apresentavam momentos de ansiedade e desregulação emocional.</p><p>O aluno, se orientado, consegue desenvolver essas habilidades e para isso é preciso que o professor esteja envolvido nesse processo não apenas como professor, mas como educador que transmite esse conhecimento através das aulas planejadas, mas também pela própria maneira como se relaciona com o aluno individualmente e com a turma quando tratamos do coletivo.</p><p>REFERENCIAL TEÓRICO</p><p>O presente referencial teórico é resultado de levantamento bibliográfico realizado em bancos de artigos científicos Scielo e Google acadêmico. Os principais descritores foram afetividade, competência socioemocional, e competência socioemocional nas séries iniciais e/ou ensino fundamental. Foram selecionados alguns trabalhos que compõe a discussão desta seção.</p><p>A função da escola vai muito além da transmissão do conhecimento, pois é urgente e necessário fortalecer muitas e variadas competências nas nossas crianças e jovens, que lhe possibilitem construir uma vida produtiva e feliz em uma sociedade marcada pela velocidade das mudanças. Motivação, perseverança, capacidade de trabalhar em equipe e resiliência diante de situações difíceis são algumas das habilidades socioemocionais imprescindíveis na contemporaneidade... E no futuro dos nossos alunos. (ABED, 2014.)</p><p>Na BNCC, as competências socioemocionais estão presentes em todas as 10 competências gerais. Portanto, no Brasil, até 2020, todas as escolas deverão contemplar as competências socioemocionais em seus currículos. Diante dessa demanda, precisamos conhecer mais sobre a educação socioemocional (Social Emotional Learning – SEL). O grande desafio que se configura atualmente é investir nas competências cognitivas/acadêmicas e também nas competências socioemocionais. Quanto a essa questão, CASEL (2015) aponta que investir em competências socioemocionais beneficia o aluno não apenas no desenvolvimento dessas competências, mas também no desempenho escolar de modo geral e na manutenção de uma sociedade pró-social. Portanto, para que as competências socioemocionais sejam trabalhadas no contexto escolar do aluno do século XXI, elas devem ser o foco de qualquer proposta curricular que venha a ser delineada a partir da BNCC. (BNCC, 2023).</p><p>Marcos Meier e Sandra Garcia (2007), pautados em Feuerstein, apontam alguns critérios de mediação, em consonância com ações apoiadas nas competências socioemocionais, que podem ser transpostos para a sala de aula, a saber:</p><p>Intencionalidade e reciprocidade: o educador deve apresentar objetivos/metas claras e concretas (assim produzirá maior reciprocidade entre os alunos).</p><p>Significado: o educador deve explicar o conceito (relacionado ao tema trabalhado na aula) e suas implicações com outros conceitos de modo claro e objetivo verificando se o aluno os compreendeu.</p><p>Transcendência: o educador deve articular as aprendizagens de modo que transcendam o “aqui e agora”, favorecendo o aluno a pensar sobre as implicações do que está sendo “dito e feito”.</p><p>Competência: o educador deve proporcionar que o aluno se sinta “capaz” de aprender, favorecendo sua motivação e autoestima. Ou seja, deve oportunizar situações em que o aluno obtenha sucesso. Para isso, as aulas, avaliações, linguagens etc. devem estar de acordo com o nível do aluno para o tema abordado. O feedback ao aluno é fundamental!</p><p>Regulação e controle do comportamento: o educador deve apoiar o aluno a controlar/regular suas ações nas diferentes situações, incluindo as estressoras. Portanto, apoiar a discussão reflexiva, com o aluno e no grupo, é importante!</p><p>Compartilhar: o educador deve manter e reforçar o clima escolar de respeito, ajuda mútua e valorizar a importância do controle das emoções, da comunicação clara e respeitosa, do balanceamento entre os objetivos/metas pessoais e do grupo. Situações de debate, troca de ideias e afins são de fundamental importância!</p><p>Individuação e diferenciação psicológica: o educador deve valorizar as diferenças, desenvolvendo a consciência e a singularidade de cada aluno – e como ela pode coabitar com o grupo e fortalecê-lo.</p><p>Planejamento e busca por objetivos: o educador pode apoiar o aluno na identificação de suas metas (objetivas, claras e que respeitem os demais) e ajudá-lo no planejamento (concreto e com passos possíveis de serem realizados) para que essas metas sejam alcançadas. A conversa e as estratégias para análise (como antecipação por imagens mentais) são de suma importância.</p><p>Procura pelo novo e pela complexidade: o educador deve propor situações desafiadoras e incentivar a sua resolução de modo respeitoso.</p><p>Consciência da modificabilidade: o educador deve sempre buscar novos caminhos, recursos, estratégias etc., de forma a apoiar a todos os alunos (nunca desistir de um aluno quando a maioria já dominou um assunto, situação etc.).</p><p>Sentimento de pertença: o educador deve apoiar o aluno a identificar as pessoas que se aproximam ou que se identificam com ele, em outras palavras, o educador deve auxiliar os alunos a se sentirem pertencentes a um grupo.</p><p>Construção do vínculo: o educador deve buscar vincular-se aos alunos e vice-versa. O vínculo é fundamental para a ação em grupo!</p><p>O grande desafio que se configura atualmente é investir nas competências cognitivas / acadêmicas e também nas competências socioemocionais. Quanto a essa questão, CASEL (2015) aponta que investir em competências socioemocionais beneficia o aluno não apenas no desenvolvimento dessas competências, mas também no desempenho escolar de modo geral e na manutenção de uma sociedade pró-social. Portanto, para que as competências socioemocionais sejam trabalhadas no contexto escolar do aluno do século XXI, elas devem ser o foco de qualquer proposta curricular que venha a ser delineada a partir da BNCC.</p><p>Os relatos de professores sobre o mal comportamento dos alunos sugerem haver déficit de habilidades sociais e emocionais neste grupo social (JENNINGS et al., 2017). Exemplos são os casos de agressão retratados pela mídia e o envolvimento dos jovens com a criminalidade e outros comportamentos de risco, vide a média da taxa de homicídios entre jovens de 15 a 19 no Brasil que é de 49% (BRANTES, GONDIN, 2022)</p><p>Essa dificuldade afetiva e relacional nas escolas, em especial a decorrente do relacionamento entre alunos e professores, foi denominada de “pandemia de iliteracia emocional” e está atrelada a uma mudança teórica no campo da educação, mas ainda negligenciada por muitos currículos escolares, que foi o deslocamento do foco da inteligência racional para a emocional (BRANCO, 2004).</p><p>O interesse pelo desenvolvimento emocional de alunos e professores tem espaço na literatura nacional e internacional, com recomendações para inserção nos currículos escolares ou evidenciando tal inserção (DAMÁSIO & SEMENTE EDUCAÇÃO, 2017; IBIES, [s.d.]; TAXER & GROSS, 2018). Os estudos sobre os aspectos socioemocionais na literatura nacional, no entanto, ainda são em menor número (SANTOS et al., 2018).</p><p>No Brasil, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Brasileira (1996) não dá ênfase em um grupo específico de competências relacionadas ao campo emocional, alguns as denominando “soft skills” (MORAIS et al., 2020), não sendo previsto sua inserção como política pública específica. Mesmo assim, é possível observar algumas iniciativas em escolas públicas, por meio de parcerias, para mudança curricular baseadas no CASEL (DAMÁSIO & SEMENTE EDUCAÇÃO, 2017; IAS, 2014).</p><p>Competências Socioemocionais (CSE) resultam da articulação entre conhecimentos,</p><p>habilidades e motivações para lidar com conteúdos emocionais em diversas situações, cujo objetivo é o aprimoramento do repertório comportamental. Seu foco é na aprendizagem e no desenvolvimento contínuo visando tornar o indivíduo mais apto a manejar as inúmeras demandas emocionais que se mostram presentes na sociedade atual (BISQUERRA & PÉREZ-ESCODA, 2007; SAARNI, 2002).</p><p>Na educação básica nos anos iniciais devem ser associados alguns conceitos com os conhecimentos envolvidos e construídos com os afetos; saberes e valores se entrelaçam, cuidados se misturam a atenção, e a seriedade é intercalada ao riso. Cada qual no seu momento, tudo entremeado pelo diálogo com os vários campos do conhecimento e com as crianças. E a figura do coordenador pedagógico, como adulto, tem a responsabilidade de estar disponível para a criança direta ou indiretamente no trabalho com os professores, vislumbrando formas do trabalho pedagógico coletivo contemplar as necessidades dos educandos ou na promoção de um diálogo com as famílias (PERIUS, p. 15-16, 2013).</p><p>Com certeza, é fundamental repensar as bases filosóficas e teóricas que sustem as práticas para que possamos, de maneira consistente e abrangente, (re) construir o espaço escolar. Entretanto, nunca poderá haver mudanças na escola se os professores não transformarem o seu fazer, afinal são eles que estão no "aqui e agora" com seus alunos. Para que os docentes promovam habilidades socioemocionais em seus estudantes, eles mesmos precisam do apoio para assumir o papel de protagonistas privilegiados da cena pedagógica. É preciso levar os professores a refletirem sobre os paradigmas que sustentam as suas práticas e instrumentalizá-los por meio de programas de formação consistentes, tanto do ponto de vista teórico como prático, para que eles possam de fato ser os agentes de mudança na educação.</p><p>Na sua prática de sala de aula, o professor possui uma coisa que lhe é única: a sua vivência, o seu fazer pedagógico. O professor pode e deve ser um pesquisador de sua própria ação, um profissional que faz e que reflete e teoriza sobre o seu fazer. Pensar o conhecimento como multifacetado (ao invés de "verdades absolutas") liberta o professor para construir conhecimentos, integrando a sua prática aos suportes teóricos que o ajudem, como diria Edgar Morin, a "explicá-la" e a "compreendê-la". O professor, na visão pós-moderna, não é simplesmente um técnico transmissor de informações, é um educador que cultiva a criação e a transformação dos saberes nos alunos e em si mesmo. (ABED, 2014: 132).</p><p>Estudos associaram a qualidade do relacionamento entre o professor e o aluno e a motivação deste último com a aprendizagem (MAULANA, OPDENAKKER, & BOSKER, 2014), o que, por sua vez, tem reflexos no desempenho acadêmico (JONES et al., 2013; MAULANA, OPDENAKKER, STROET, & BOSKER, 2013).</p><p>As competências socioemocionais do professor o tornam um modelo que influenciam a capacidade de desenvolver estas mesmas competências dos alunos (JENNINGS & GREENBERG, 2009).</p><p>Estes aspectos ampliam a relevância de programas de intervenção para a aprendizagem socioemocional, visando o desenvolvimento da competência socioemocional dos educadores como forma de impactar positivamente a educação como um todo. Embora tenham se tornado cada vez mais presentes intervenções para o desenvolvimento de habilidades socioemocionais dos alunos, ainda são poucos os que se voltam para a aprendizagem socioemocional dos professores (MARQUES, TAKANA, FOZ, 2019).</p><p>Goleman refere-se ao caso de um aluno com "fantásticas aptidões intelectuais", mas que levou 10 anos para se formar, pois faltavam-lhe aptidões emocionais. No entanto, a "Inteligência Emocional" apresenta-se, conforme colocações do próprio Goleman, como um remédio do grande mal-estar instalado nas sociedades: "Acredito que o único remédio capaz de debelar esses sintomas de doença social seja uma nova forma de interagirmos no mundo - com a inteligência emocional."; "... e ela não serve apenas como um antídoto, ..." (GOLEMAN, 1995.)</p><p>METODOLOGIA</p><p>O tema escolhido foi Habilidades Socioemocionais e aprendizagem: um olhar importante sobre a questão socioemocional e será trabalhado com os alunos do 5º ano do fundamental anos iniciais.</p><p>A BNCC (2018) aborda a questão socioemocional com 5 habilidades que podem ser desenvolvidas. São elas a autoconsciência, autogestão, consciência social, habilidades de relacionamento e tomada de decisão responsável. E foi com base no conceito dessas habilidades que pude desenvolver a metodologia do Projeto de Ensino.</p><p>A metodologia consiste em realizar uma aula por semana para abordar uma habilidade socioemocional por vez, dentro do que nos mostra a BNCC. Nesse sentido os temas estarão organizados da seguinte forma:</p><p>· Na primeira aula temos a habilidade Autoconsciência (Envolve o conhecimento de cada pessoa, bem como de suas forças e limitações, sempre mantendo uma atitude otimista e voltada para o crescimento).</p><p>· Segunda aula temos a habilidade Autogestão (Relaciona-se ao gerenciamento eficiente do estresse, ao controle de impulsos e à definição de metas).</p><p>· Na terceira temos a Consciência Social (Necessita do exercício da empatia, do colocar-se “no lugar dos outros”, respeitando a diversidade).</p><p>· Na quarta temos Habilidades de Relacionamento (Relacionam-se com as habilidades de ouvir com empatia, falar clara e objetivamente, cooperar com os demais, resistir à pressão social inadequada, solucionar conflitos de modo construtivo e respeitoso, bem como auxiliar o outro quando for o caso).</p><p>· E por fim a quinta habilidade, Tomada de Decisão Responsável (Preconiza as escolhas pessoais e as interações sociais de acordo com as normas, os cuidados com a segurança e os padrões éticos de uma sociedade). Dentro dessas habilidades teremos um plano de aula para cada uma delas, trazendo sempre uma roda de conversa com a turma para que seja incentivada a reflexão a respeito dessas habilidades.</p><p>Após desenvolver os conceitos dessas habilidades com a turma, e com uma base já construída e estabelecida com os alunos chega o momento de realizar uma atividade como forma de reforçar os conceitos e de levar os alunos à reflexão sobre quais habilidades eles já tem mais desenvolvidas e quais precisam desenvolver.</p><p>Na aula final cada aluno receberá uma folha de papel com duas colunas com os títulos “Habilidades que desenvolvi” e “Habilidades que posso desenvolver”. Com essa atividade os alunos são levados, através da reflexão, a elencar quais habilidades eles têm, e quais habilidades eles acreditam que precisam desenvolver.</p><p>É importante frisar que não é uma atividade de certo ou errado, mas sim uma atividade reflexiva e que ao final podemos realizar um ranking com base no que os alunos escolheram como habilidades que precisam desenvolver. Dessa forma podemos realizar o levantamento das habilidades mais citadas e, com base na visualização desse ranking, traçar objetivos coletivos e atividades que possam ajudar os estudantes nessa tarefa.</p><p>O resultado da atividade ficará exposta em sala de aula como forma de varal, onde todos possam visualizar a sua produção e ter em vista a meta estabelecida pela turma.</p><p>CRONOGRAMA</p><p>Inicia-se com uma entrada semanal na turma para uma aula onde serão realizadas atividades de explanação e autorreflexão com base nas habilidades socioemocionais especificadas na BNCC, segue:</p><p>1. Primeira semana: Autoconsciência</p><p>2. Segunda semana: Autogestão</p><p>3. Terceira semana: Consciência Social</p><p>4. Quarta semana: Habilidade de Relacionamento</p><p>5. Quinta semana: Tomada de Decisão</p><p>Na sexta semana, com as habilidades já trabalhadas, aplica-se a atividade final de reforço dos conceitos apresentados em cada aula.</p><p>A exposição da atividade deve ser realizada em forma de varal e exposta pelo período que o professor determinar.</p><p>ETAPAS DO PROJETO</p><p>PERÍODO/2023</p><p>Planejamento</p><p>Setembro</p><p>Execução</p><p>Outubro e Novembro</p><p>Avaliação</p><p>Novembro</p><p>RECURSOS</p><p>Para o desenvolvimento das aulas serão necessários um computador, um projetor interativo, quadro branco e pincéis para</p><p>que o professor possa apresentar em slides as habilidades e, caso necessário, anotar no quadro observações pertinentes a atividade.</p><p>Para a última aula, além dos materiais já citados, serão necessárias 25 cópias com uma tabela constando duas colunas com os títulos “Habilidades que desenvolvi” e “Habilidades que posso desenvolver”, lápis ou caneta esferográfica.</p><p>Para a confecção do varal onde serão expostas as atividades serão necessários barbante e tesoura.</p><p>AVALIAÇÃO</p><p>Após o desenvolvimento das aulas e atividades, a avaliação será realizada com o acompanhamento da equipe pedagógica junto aos professores da turma. Essa avaliação será registrada através de ficha de assessoramento aplicada em trabalho conjunto entre a coordenação e orientação pedagógica, onde esses profissionais devem pontuar as situações de sala de aula para que estas possam ser analisadas em concordância com o trabalho já desenvolvido, deixando assim registrado em ficha o perfil inicial da turma e seu progresso em relação as habilidades socioemocionais. Dessa forma a avaliação pode nortear os tipos de intervenções futuras para a turma em questão.</p><p>CONSIDERAÇÕES FINAIS</p><p>Preparar o aluno para o futuro, aprender a aprender, lidar com as diferenças, conviver, respeitar, aprender, desenvolver habilidades e competências. O universo escolar é repleto de interações sociais que trazem conflitos inerentes a esse espaço de descoberta e desenvolvimento do indivíduo.</p><p>Imaginar que as habilidades socioemocionais nem sempre foram discutidas e implementadas nesse ambiente é no mínimo desafiador, já que os professores necessitam de formação para que o desenvolvimento dessas habilidades possa chegar aos alunos. O que semeamos agora, nesse campo, possivelmente só será colhido nas gerações futuras, daqui há alguns anos. Tivemos um agravamento no desenvolvimento dessas habilidades no retorno do lockdown e durante as aulas presenciais, pós pandemia, retomar e, principalmente, reforçar e executar estratégias e atividades voltadas a esse campo é de grande importância e relevância para a educação integral.</p><p>Este projeto de ensino contribuiu imensamente para o meu crescimento profissional e pessoal, já que pude observar, dentro de sala de aula, alguns aspectos relacionados ao projeto, vivenciando e aprendendo junto com os alunos. O educar será sempre uma via de mão dupla e foi imensamente recompensador experienciar este momento.</p><p>Desta forma realizar este Projeto de Ensino possibilitou expandir o olhar a respeito do tema e das relações com as habilidades socioemocionais.</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>ABED, A. O desenvolvimento das habilidades socioemocionais como caminho para a aprendizagem e o sucesso escolar de alunos da educação básica. São Paulo: Unesco/MEC, 2014.</p><p>BISQUERRA, R., & Pérez-Escoda, N.; Las competencias emocionales. Educación, 2007. https://doi.org/10.5944/educxx1.1.10.297</p><p>BRANCO, A. V.; COMPETENCIA EMOCIONAL: Um estudo com professores (1o ed). Quarteto, 2004.</p><p>BRANTES, C. dos A. A; GONDIN, S.M. G. Competências Socioemocionais no Ensino Fundamental: uma revisão sistemática. Scielo Preprints, 2022. Disponível em: https://doi.org/10.1590/SciELOPreprints.4798</p><p>DAMÁSIO, B. F., & SEMENTE EDUCAÇÃO, G.; Mensurando habilidades socioemocionais de crianças e adolescentes: Desenvolvimento e validação de uma bateria (nota técnica). Temas em Psicologia, 2017. https://doi.org/10.9788/TP2017.4-24Pt</p><p>GOLEMAN, D. Inteligência emocional. Rio de Janeiro: Objetiva, 1995.</p><p>IAS, I. A. S.; Competências socioemocionais: Material para discussão. IAS. IBGE | Séries Estatísticas & Séries Históricas, 2012. Recuperado 17 de abril de 2022, de https://seriesestatisticas.ibge.gov.br/series.aspx?no=3&op=0&vcodigo=MS45&t=taxamortalidade-especifica-causas-externas-jovens</p><p>IBIES, I. B. de I. E. e S. ([s.d.]). O Método Friends. Método FRIENDS. Recuperado 9 de março de 2020, de http://metodofriends.com/o-metodo-friends/</p><p>JENNINGS, P. A.; BROWN, J. L.; FRANK, J. L.; DOYLE, S.; OH, Y.; DAVIS, R.; RASHEED, D.; DEWEESE, A.; DEMAURO, A. A.; CHAM, H. & GREENBERG, M. T. (2017). Impacts of the CARE for Teachers program on teachers’ social and emotional competence and classroom interactions. Journal of Educational Psychology, 109(7), 1010–1028. https://doi.org/10.1037/edu0000187</p><p>MEIER, Marcos; GARCIA, Sandra. Mediação da aprendizagem: contribuições de Feuerstein e Vygostky. Curitiba: Edição do Autor, 2007.</p><p>MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2018. Disponível em: Acesso em: 10 de set. 2023.</p><p>MORAIS, F. A. de; GONDIM, S. M. G., & PALMA, E. M. 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