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<p>LABORATÓRIO DE FARMACOBOTÂNICA</p><p>ANATOMIA DE CAULE</p><p>ALGETEC – SOLUÇÕES TECNOLÓGICAS EM EDUCAÇÃO</p><p>CEP: 40260-215 Fone: 71 3272-3504</p><p>E-mail: contato@algetec.com.br | Site: www.algetec.com.br</p><p>ANATOMIA DE CAULE</p><p>Normalmente, o caule é a parte aérea do vegetal superior, responsável por</p><p>importantes funções, como: suporte mecânico para as folhas e estruturas de</p><p>reprodução vegetal; condução de água e sais das raízes para as partes aéreas, e das</p><p>substâncias aí produzidas para as demais regiões da planta; alguns acumulam reservas</p><p>ou água e atuam como estruturas de propagação vegetativa; fotossíntese; proteção das</p><p>gemas.</p><p>O caule tem origem no meristema apical no epicótilo do embrião.</p><p>Diferentemente do meristema subapical da raiz, esse meristema tem estrutura mais</p><p>complexa. Na base, apresenta organização em duas camadas: túnica, formada por uma</p><p>camada única de células que se dividem perpendicularmente, proporcionando aumento</p><p>em superfície; e corpo, localizado abaixo da túnica (as células que o compõem dividem-</p><p>se em diversos planos, proporcionando um crescimento em volume). Em seguida,</p><p>abaixo da túnica, encontramos os tecidos meristemáticos primários: protoderme,</p><p>meristema fundamental e procâmbio. O meristema fundamental se divide em córtex e</p><p>medula (BRANDELI et al., 2017). Na Figura 1, observe as partes do caule:</p><p>mailto:contato@algetec.com.br</p><p>LABORATÓRIO DE FARMACOBOTÂNICA</p><p>ANATOMIA DE CAULE</p><p>ALGETEC – SOLUÇÕES TECNOLÓGICAS EM EDUCAÇÃO</p><p>CEP: 40260-215 Fone: 71 3272-3504</p><p>E-mail: contato@algetec.com.br | Site: www.algetec.com.br</p><p>Figura 1 – Partes do caule. Fonte: Taiz et al. (2016).</p><p>Com a adição de novas células, o caule vai tomando sua estrutura básica.</p><p>Podemos visualizar um eixo com nós e outro com entrenós. O nó é a região do caule em</p><p>que existem folhas e gemas, sendo a principal diferença com relação à raiz. A gema</p><p>presente no ápice de um eixo caulinar é a terminal, enquanto as localizadas nas axilas</p><p>das folhas são as laterais ou axilares. A gema terminal é formada pelo meristema</p><p>caulinar e primórdios foliares que o recobrem. Entre a axila foliar e a superfície do caule,</p><p>existem uma ou mais gemas laterais ou axilares. O entrenó é caracterizado por ser a</p><p>região de distensão entre um nó e outro. Nas angiospermas, todas essas regiões são</p><p>encontradas, podendo, algumas vezes, se apresentarem reduzidas, dificultando sua</p><p>visualização. Na Figura 2, podem ser observados o entrenó e o nó (RAVEN; EVERT;</p><p>EICHCHORN, 2001):</p><p>mailto:contato@algetec.com.br</p><p>LABORATÓRIO DE FARMACOBOTÂNICA</p><p>ANATOMIA DE CAULE</p><p>ALGETEC – SOLUÇÕES TECNOLÓGICAS EM EDUCAÇÃO</p><p>CEP: 40260-215 Fone: 71 3272-3504</p><p>E-mail: contato@algetec.com.br | Site: www.algetec.com.br</p><p>Figura 2 – Partes do caule: nó e entrenó. Fonte: Taiz et al. (2016).</p><p>Os caules podem ser classificados de diferentes maneiras, dependendo da</p><p>característica analisada: quanto ao hábitat, semelhante à raiz, os caules podem ser</p><p>aéreos, subterrâneos ou aquáticos.</p><p>• Aéreos (eretos, trepadores e rastejantes):</p><p>1. Eretos – tronco: caule das árvores, lenhoso, forma grossa; haste: caule</p><p>das ervas, mole, fino e geralmente verde; estípite: caule das palmeiras,</p><p>cilíndrico, sem meristemas secundários; colmo: caule das gramíneas,</p><p>dividido em gomos.</p><p>2. Trepadores – sarmentoso: agarra-se por gavinhas; volúvel: prende-se em</p><p>um suporte.</p><p>3. Rastejante – estolão: dispersa-se pelo chão, é rastejante.</p><p>• Subterrâneos (rizoma e tubérculo):</p><p>1. Rizoma: caule subterrâneo, encontrado em samambaias e bananeiras.</p><p>2. Tubérculo: ramo de caule que intumesce para armazenar reservas.</p><p>mailto:contato@algetec.com.br</p><p>LABORATÓRIO DE FARMACOBOTÂNICA</p><p>ANATOMIA DE CAULE</p><p>ALGETEC – SOLUÇÕES TECNOLÓGICAS EM EDUCAÇÃO</p><p>CEP: 40260-215 Fone: 71 3272-3504</p><p>E-mail: contato@algetec.com.br | Site: www.algetec.com.br</p><p>• Aquáticos: apresenta parênquimas aeríferos com função de respiração e</p><p>flutuação.</p><p>Quanto à consistência, classificam-se em herbáceos, sublenhosos e lenhosos:</p><p>• Herbáceos: caule tenro, na maioria das vezes clorofilado, flexível, não</p><p>lignificado, como o das ervas.</p><p>• Sublenhoso: caule lignificado apenas na região basal. Ocorre em arbustos.</p><p>• Lenhoso: caule muito lignificado, rígido e de grande porte, com um</p><p>considerável aumento em diâmetro, como o dos troncos das árvores.</p><p>Quanto ao desenvolvimento do caule, são classificados em: ervas, subarbustos,</p><p>arbusto, árvore, arvoreta, trepadeira:</p><p>• Ervas: plantas, na maioria das vezes pouco desenvolvidas, de consistência</p><p>herbácea, como o amor-perfeito.</p><p>• Subarbustos: plantas que, geralmente, alcançam 1,5m de altura, com ramos</p><p>sublenhosos, como a arnica.</p><p>• Arbustos: plantas de altura inferior a 5m. São resistentes, com ramos</p><p>lenhosos, sem um tronco predominante, como a ixora.</p><p>• Árvores: plantas com altura superior a 5m, com um tronco nítido que</p><p>apresenta crescimento secundário, sendo que a parte ereta constitui a haste</p><p>e a ramificada, a copa. Exemplo: pinheiro-dourado.</p><p>• Arvoretas: árvores de pequeno porte, como o pêssego-do-mato.</p><p>• Trepadeiras: caule tipo cipó, trepador, lenhoso, com vários metros de</p><p>comprimento, como o cipó-de-são-joão.</p><p>A morfologia do sistema caulinar é amplamente determinada pelo tipo de</p><p>ramificação apresentada. Os principais tipos de ramificação são os seguintes:</p><p>mailto:contato@algetec.com.br</p><p>LABORATÓRIO DE FARMACOBOTÂNICA</p><p>ANATOMIA DE CAULE</p><p>ALGETEC – SOLUÇÕES TECNOLÓGICAS EM EDUCAÇÃO</p><p>CEP: 40260-215 Fone: 71 3272-3504</p><p>E-mail: contato@algetec.com.br | Site: www.algetec.com.br</p><p>• Sistema monopodial: o crescimento do caule se dá pela atividade de uma</p><p>única gema apical, que persiste por toda a vida da planta. Nesse sistema, o</p><p>eixo do caule é mais desenvolvido do que os demais e cresce verticalmente,</p><p>enquanto os ramos laterais têm crescimento oblíquo e são menos</p><p>desenvolvidos, como na maioria dos pinheiros.</p><p>• Sistema simpodial: várias gemas participam da formação de cada eixo. Isso</p><p>ocorre porque a gema apical cessa sua atividade, sendo substituída por uma</p><p>gema lateral, que passa a ter sua atividade como principal. As árvores, em</p><p>geral, apresentam o sistema caulinar do tipo simpodial.</p><p>Para melhor entendimento das estruturas que compõem a anatomia do caule,</p><p>recomenda-se o estudo em atlas de anatomia vegetal, para que você esteja apto a</p><p>identificar as estruturas durante a aula prática de anatomia do caule.</p><p>mailto:contato@algetec.com.br</p><p>LABORATÓRIO DE FARMACOBOTÂNICA</p><p>ANATOMIA DE CAULE</p><p>ALGETEC – SOLUÇÕES TECNOLÓGICAS EM EDUCAÇÃO</p><p>CEP: 40260-215 Fone: 71 3272-3504</p><p>E-mail: contato@algetec.com.br | Site: www.algetec.com.br</p><p>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</p><p>BRANDELI, C. L. C. et al. Farmacobotânica: aspectos teóricos e aplicação. Parte das</p><p>plantas: raiz, caule, flor, folhas, frutos e sementes. Porto Alegre: Artmed, 2017.</p><p>RAVEN, P. H.; EVERT, R. F.; EICHCHORN, S. E. Biologia vegetal. 6. ed. Rio de Janeiro:</p><p>Guanabara Koogan, 2001.</p><p>TAIZ, L. et al. Fisiologia e desenvolvimento vegetal. 6. ed. Porto Alegre: Artmed, 2016.</p><p>mailto:contato@algetec.com.br</p>