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<p>Física Acústica Aplicada À Fonoaudiologia</p><p>Contabilidade financeira (Centro Universitário Ingá)</p><p>Digitalizar para abrir em Studocu</p><p>A Studocu não é patrocinada ou endossada por nenhuma faculdade ou universidade</p><p>Física Acústica Aplicada À Fonoaudiologia</p><p>Contabilidade financeira (Centro Universitário Ingá)</p><p>Digitalizar para abrir em Studocu</p><p>A Studocu não é patrocinada ou endossada por nenhuma faculdade ou universidade</p><p>Baixado por Ricardo Synth (rchrd9@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|46334729</p><p>https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=fisica-acustica-aplicada-a-fonoaudiologia</p><p>https://www.studocu.com/pt-br/document/centro-universitario-inga/contabilidade-financeira/fisica-acustica-aplicada-a-fonoaudiologia/59632963?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=fisica-acustica-aplicada-a-fonoaudiologia</p><p>https://www.studocu.com/pt-br/course/centro-universitario-inga/contabilidade-financeira/6037941?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=fisica-acustica-aplicada-a-fonoaudiologia</p><p>https://www.studocu.com/pt-br?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=fisica-acustica-aplicada-a-fonoaudiologia</p><p>https://www.studocu.com/pt-br/document/centro-universitario-inga/contabilidade-financeira/fisica-acustica-aplicada-a-fonoaudiologia/59632963?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=fisica-acustica-aplicada-a-fonoaudiologia</p><p>https://www.studocu.com/pt-br/course/centro-universitario-inga/contabilidade-financeira/6037941?utm_campaign=shared-document&utm_source=studocu-document&utm_medium=social_sharing&utm_content=fisica-acustica-aplicada-a-fonoaudiologia</p><p>FÍSICA ACÚSTICA APLICADA</p><p>À FONOAUDIOLOGIA</p><p>PROFA. KEREN CRISTINA DA SILVA VASCONCELOS</p><p>Baixado por Ricardo Synth (rchrd9@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|46334729</p><p>Reitor:</p><p>Prof. Me. Ricardo Benedito de</p><p>Oliveira</p><p>Pró-Reitoria Acadêmica</p><p>Maria Albertina Ferreira do</p><p>Nascimento</p><p>Diretoria EAD:</p><p>Prof.a Dra. Gisele Caroline</p><p>Novakowski</p><p>PRODUÇÃO DE MATERIAIS</p><p>Diagramação:</p><p>Edson Dias Vieira</p><p>Thiago Bruno Peraro</p><p>Revisão Textual:</p><p>Camila Cristiane Moreschi</p><p>Danielly de Oliveira Nascimento</p><p>Fernando Sachetti Bomfim</p><p>Luana Luciano de Oliveira</p><p>Patrícia Garcia Costa</p><p>Renata Rafaela de Oliveira</p><p>Produção Audiovisual:</p><p>Adriano Vieira Marques</p><p>Márcio Alexandre Júnior Lara</p><p>Osmar da Conceição Calisto</p><p>Gestão de Produção:</p><p>Cristiane Alves</p><p>© Direitos reservados à UNINGÁ - Reprodução Proibida. - Rodovia PR 317 (Av. Morangueira), n° 6114</p><p>Prezado (a) Acadêmico (a), bem-vindo</p><p>(a) à UNINGÁ – Centro Universitário Ingá.</p><p>Primeiramente, deixo uma frase de</p><p>Sócrates para reflexão: “a vida sem desafios</p><p>não vale a pena ser vivida.”</p><p>Cada um de nós tem uma grande</p><p>responsabilidade sobre as escolhas que</p><p>fazemos, e essas nos guiarão por toda a vida</p><p>acadêmica e profissional, refletindo diretamente</p><p>em nossa vida pessoal e em nossas relações</p><p>com a sociedade. Hoje em dia, essa sociedade</p><p>é exigente e busca por tecnologia, informação</p><p>e conhecimento advindos de profissionais que</p><p>possuam novas habilidades para liderança e</p><p>sobrevivência no mercado de trabalho.</p><p>De fato, a tecnologia e a comunicação</p><p>têm nos aproximado cada vez mais de pessoas,</p><p>diminuindo distâncias, rompendo fronteiras e</p><p>nos proporcionando momentos inesquecíveis.</p><p>Assim, a UNINGÁ se dispõe, através do Ensino a</p><p>Distância, a proporcionar um ensino de qualidade,</p><p>capaz de formar cidadãos integrantes de uma</p><p>sociedade justa, preparados para o mercado de</p><p>trabalho, como planejadores e líderes atuantes.</p><p>Que esta nova caminhada lhes traga</p><p>muita experiência, conhecimento e sucesso.</p><p>Prof. Me. Ricardo Benedito de Oliveira</p><p>REITOR</p><p>Baixado por Ricardo Synth (rchrd9@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|46334729</p><p>33WWW.UNINGA.BR</p><p>U N I D A D E</p><p>01</p><p>SUMÁRIO DA UNIDADE</p><p>INTRODUÇÃO ................................................................................................................................................................4</p><p>1. CONCEITOS ...............................................................................................................................................................5</p><p>1.1 TIPOS DE ONDAS .....................................................................................................................................................5</p><p>1.2 ONDA SONORA .......................................................................................................................................................6</p><p>1.2.1 PROPAGAÇÃO DA ONDA SONORA ......................................................................................................................8</p><p>1.2.2 A FORMA DE ONDA ............................................................................................................................................ 12</p><p>CONSIDERAÇÕES FINAIS ........................................................................................................................................... 13</p><p>FÍSICA ACÚSTICA E PSICOACÚSTICA</p><p>PROFA. KEREN CRISTINA DA SILVA VASCONCELOS</p><p>ENSINO A DISTÂNCIA</p><p>DISCIPLINA:</p><p>FÍSICA ACÚSTICA APLICADA À FONOAUDIOLOGIA</p><p>Baixado por Ricardo Synth (rchrd9@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|46334729</p><p>4WWW.UNINGA.BR</p><p>FÍ</p><p>SI</p><p>CA</p><p>A</p><p>CÚ</p><p>ST</p><p>IC</p><p>A</p><p>AP</p><p>LI</p><p>CA</p><p>DA</p><p>À</p><p>F</p><p>ON</p><p>OA</p><p>UD</p><p>IO</p><p>LO</p><p>GI</p><p>A</p><p>|</p><p>U</p><p>N</p><p>ID</p><p>AD</p><p>E</p><p>1</p><p>EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>A Física enquanto ciência está presente em várias áreas do conhecimento. Como explica</p><p>Russo (2013), ela nos permite entender os fenômenos que estão ocorrendo o tempo todo e nos</p><p>dá base teórica para sua interpretação.</p><p>A Física Acústica é uma das áreas dessa ciência e, de acordo com Bistafa (2018), fornece</p><p>informações quanto à geração, transmissão e efeitos do som. O autor a�rma que a Acústica</p><p>explica não só os eventos sonoros perceptíveis ao ouvido humano, como também tudo aquilo</p><p>que é governado por princípio físico análogo. Sendo assim, podemos dizer que ela se preocupa</p><p>em explicar os fenômenos do som, fornecendo informações exatas e quanti�cando os eventos</p><p>sonoros.</p><p>Já a Psicoacústica, ou Acústica Fisiológica, diz respeito à forma como o evento sonoro</p><p>é percebido, podendo caracterizar o som a partir de conceitos particulares de um determinado</p><p>indivíduo. Russo et al. (2013) explicam que, diferentemente da Acústica, a Psicoacústica tem</p><p>a ver com as impressões do ouvinte, como cada indivíduo discrimina a diferença entre os</p><p>estímulos sonoros. Um mesmo som pode ter signi�cado diferente para um ou para outro sujeito.</p><p>Como de�ne Menezes (2015), essa ciência também nos permite o aprofundamento das técnicas</p><p>empregadas na avaliação e reabilitação auditiva.</p><p>Um mesmo som pode ocasionar/gerar alegria, tristeza ou incômodo, dependendo do</p><p>indivíduo que o ouve. Um dos motivos subjetivos pode ser alguma memória que o indivíduo</p><p>tenha, por exemplo, o som do seu nome ou o nome de algum ente querido. Essa memória do som</p><p>para além do sentimento in�uencia as habilidades auditivas envolvidas - como a discriminação de</p><p>fala. É importante considerar que a psicoacústica explica a prática do avaliador, além do avaliado,</p><p>pois, nas avaliações subjetivas, também contamos com a “interferência” do próprio avaliador.</p><p>Um mesmo comportamento ou resultado pode ser interpretado diferentemente, a</p><p>depender de como o avaliador percebe tal informação. É possível também veri�carmos os</p><p>conceitos da psicoacústica interferindo na concepção do sujeito em relação a si mesmo, seja voz</p><p>ou fala, podendo reagir de forma mais rígida consigo mesmo se sua voz produzir uma sensação</p><p>mais desagradável, por exemplo. As impressões em relação à sua produção vocal ou de fala irão</p><p>direcionar, por exemplo, a necessidade de intervenção fonoaudiológica, pois, em alguns casos,</p><p>desde que não haja prejuízos, a “alteração” veri�cada pode ser considerada normal, não sendo</p><p>necessária uma intervenção terapêutica.</p><p>Diante disso, podemos considerar</p><p>fornece energia para fonação e, por isso, não</p><p>ocorre livremente. Como aponta Behlau (2005), “O ar é o combustível para a produção da voz</p><p>[...]. Qualquer desequilíbrio nesse mecanismo, como força ou ar em demasia, pode acarretar um</p><p>problema vocal”.</p><p>Os órgãos e estruturas que participam irão obstruir parcialmente a passagem do ar e</p><p>coordenar a saída de acordo com a necessidade da palavra pronunciada.</p><p>O Dicionário Online de�ne fonação da seguinte forma: “ato ou processo de produzir voz,</p><p>pela vibração das pregas vocais à saída do ar dos pulmões (aplica-se ao ser humano e aos animais</p><p>providos de pregas vocais). 2. ato de emitir (o ser humano) linguagem articulada, formada de</p><p>sons vocais ou fonemas; fala”.</p><p>Behlau (2005) também orienta que “[...] o som da laringe assemelha-se a um ruído de um</p><p>barbeador elétrico”. Sendo que o som da voz que ouvimos é resultado da ressonância gerada pelas</p><p>estruturas da boca, faringe e nariz.</p><p>A função principal da laringe é a de proteger os pulmões. Sua elevação e fechamento</p><p>impedem que o alimento entre na faringe e chegue às vias respiratórias inferiores.</p><p>Em casos de atraso ou disfunção desse reflexo, o indivíduo pode aspirar o alimento;</p><p>além de engasgo, a aspiração pode ocasionar pneumonia por broncoaspiração e,</p><p>em situações mais graves e recorrentes, pode levar a óbito.</p><p>Em acréscimo, o Videodeglutograma é um dos exames que possibilitam a</p><p>verificação da função de disparo do reflexo laríngeo. Em casos de suspeita de</p><p>disfunção, é de suma importância a realização desse tipo de avaliação, pois, a</p><p>partir desses resultados, será definida qual a melhor conduta para o caso.</p><p>O vídeo a seguir demonstra como acontece a ação da laringe</p><p>durante o processo de deglutição. Ele se chama Deglutição, Fases</p><p>e Visão Geral do Controle Neural e está disponível em https://www.</p><p>youtube.com/watch?v=HUAGCimpR00.</p><p>Ademais, como relatado anteriormente, o Videodeglutograma</p><p>possibilita a verificação da função laríngea de proteção das vias</p><p>respiratórias. Assista ao vídeo Videofluoroscopia da deglutição</p><p>(normal e atípica), disponível em https://www.youtube.com/</p><p>watch?v=CjLvG7rz684.</p><p>Baixado por Ricardo Synth (rchrd9@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|46334729</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=HUAGCimpR00</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=HUAGCimpR00</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=CjLvG7rz684</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=CjLvG7rz684</p><p>42WWW.UNINGA.BR</p><p>FÍ</p><p>SI</p><p>CA</p><p>A</p><p>CÚ</p><p>ST</p><p>IC</p><p>A</p><p>AP</p><p>LI</p><p>CA</p><p>DA</p><p>À</p><p>F</p><p>ON</p><p>OA</p><p>UD</p><p>IO</p><p>LO</p><p>GI</p><p>A</p><p>| U</p><p>N</p><p>ID</p><p>AD</p><p>E</p><p>4</p><p>EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA</p><p>2. VOZ</p><p>Para a produção vocal, é necessária principalmente a ação da laringe, a estrutura</p><p>comumente chamada de garganta. Nela, estão situadas as pregas vocais, que vibram, produzindo o</p><p>som. Como orientam Behlau et al. (2017) em seu livro sobre a higiene vocal, durante a respiração,</p><p>as pregas vocais estão relaxadas e, no processo de produção da voz, elas se aproximam e vibram.</p><p>Alguns fenômenos físicos são necessários para que a voz seja produzida. Um deles</p><p>é a resistência dos ligamentos e músculos. Essa força/resistência permite que os músculos e</p><p>ligamentos retornem à posição inicial após terem sido removidos pelo �uxo de ar da expiração.</p><p>O ar expirado movimento a prega vocal da posição original. A resistência dos músculos</p><p>e ligamentos faz com que retomem a sua posição, gerando ciclos repetidos de abertura e</p><p>fechamento das pregas vocais. É importante salientar que a posição original das pregas é quando</p><p>estão fechadas. Essa resistência é também chamada de resistência glótica, consequência da força</p><p>mioelástica das pregas vocais.</p><p>A variação da pressão glótica é inversamente proporcional à velocidade do �uxo de ar</p><p>dentro da laringe e faz com que as pregas vocais sejam puxadas, indo uma em direção à outra. Esse</p><p>efeito possibilita a sucção das pregas, ocasionando um novo fechamento. Tal força aerodinâmica</p><p>recebe o nome de Efeito Bernoulli.</p><p>Diante disso, podemos concluir que, para que haja o equilíbrio do ciclo de abertura e</p><p>fechamento das pregas vocais, é necessária a ação de duas forças:</p><p>- Força muscular das pregas vocais, “mioelástica”;</p><p>- Força do ar que sai dos pulmões, “aerodinâmica”.</p><p>Como explicam Huche e Allali (2015, p. 58), “[...] a disfonia é um distúrbio</p><p>momentâneo ou durável da função vocal sentida como tal pelo próprio indivíduo ou</p><p>seu meio de convívio”. Nesses casos, é possível verificar alteração nos parâmetros</p><p>da produção vocal, sendo verificada de forma psicoacústica ou analisada por meio</p><p>dos padrões da física acústica.</p><p>Para maiores informações quanto às ocorrências nas disfonias, sugere-se a</p><p>seguinte leitura: François L. Huche e André Allali. A Voz. v. 2.</p><p>O livro está disponível em: Minha Biblioteca, 2. ed., Grupo A, 2015.</p><p>Baixado por Ricardo Synth (rchrd9@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|46334729</p><p>43WWW.UNINGA.BR</p><p>FÍ</p><p>SI</p><p>CA</p><p>A</p><p>CÚ</p><p>ST</p><p>IC</p><p>A</p><p>AP</p><p>LI</p><p>CA</p><p>DA</p><p>À</p><p>F</p><p>ON</p><p>OA</p><p>UD</p><p>IO</p><p>LO</p><p>GI</p><p>A</p><p>| U</p><p>N</p><p>ID</p><p>AD</p><p>E</p><p>4</p><p>EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA</p><p>Anteriormente, vimos que a frequência da onda é o número de ciclos realizados por</p><p>segundo. Essa mudança de frequência durante a produção vocal recebe o nome de frequência</p><p>fundamental da laringe. Como explicam Behlau e Rehder (2008), é o número de ciclos de</p><p>vibração possível a determinado indivíduo. A título de referência teórica, os estudos procuram</p><p>um padrão de frequência fundamental para determinado público. Por exemplo, estabelece-se a</p><p>frequência fundamental feminina como uma média padrão para que, nas avaliações, se compare</p><p>e se estabeleça dentro da normalidade ou não.</p><p>As comparações para a criação dos padrões de frequência fundamental levam em conta</p><p>principalmente o gênero e a idade do indivíduo, pois se consideram as diferenças anatômicas</p><p>entre os gêneros e as faixas etárias. Os fatores físicos que interferem na frequência de vibração</p><p>irão variar.</p><p>Como orienta Russo (1999, p. 147), “[...] os fatores físicos que regulam a frequência</p><p>de vibração são a massa, o comprimento e a tensão das pregas vocais, todos controlados pelos</p><p>músculos intrínsecos e extrínsecos da laringe”.</p><p>Aplicando os conceitos da vibração da massa, comprimento e tensão, podemos</p><p>compreender melhor as diferenças de frequência de vibração. Por isso, podemos veri�car</p><p>diferentes frequências no mesmo padrão vocal mesmo em sujeitos de mesmo gênero e mesma</p><p>faixa etária. As características anatômicas variam de indivíduo para indivíduo. Isso também</p><p>explica a semelhança vocal entre pessoas da mesma família, sendo que a herança genética atua</p><p>nas características anatômicas, que, por sua vez, produzem voz semelhante.</p><p>Russo (1999) também ressalta que as partes vibrantes da laringe podem assumir as mais</p><p>diferentes con�gurações. O que possibilita, por exemplo, que alguns indivíduos imitem a voz de</p><p>outra pessoa, pois, mesmo tendo sua frequência fundamental, conseguem alterar as con�gurações</p><p>de sua laringe, gerando uma voz semelhante.</p><p>Quando variamos a frequência vocal por meio das alterações de con�guração da laringe,</p><p>ocorre o que chamamos de modulação vocal. Essa modulação permite que uma frase dita tenha</p><p>signi�cado de pergunta/a�rmação, dentre outras �nalidades da oração. Por exemplo, a entonação</p><p>da voz utilizada com bebês é diferente da que usamos com crianças maiores e adultos.</p><p>Um outro aspecto veri�cado na produção vocal é a intensidade com que o som é produzido.</p><p>Tal aspecto sofre interferência dos seguintes fatores: “pressão de ar subglótica, quantidade do</p><p>�uxo aéreo e resistência glótica” (RUSSO, 1999, p. 149).</p><p>Além desses fatores, podemos considerar as características de cada cultura, dentre outros</p><p>aspectos. Por exemplo, é comum considerarmos que indivíduos de origem italiana possuem um</p><p>padrão de intensidade vocal maior que os japoneses.</p><p>Como vimos, é possível que se modifique a frequência vocal</p><p>naturalmente produzida a partir das mudanças das partes vibrantes</p><p>da laringe. Algumas pessoas têm maior facilidade para realizar tal</p><p>feito, como observado no vídeo Carioca faz imitações no Jogo das</p><p>3 Pistas, disponível em</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=tGNkMi5bLw4.</p><p>Baixado</p><p>por Ricardo Synth (rchrd9@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|46334729</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=tGNkMi5bLw4</p><p>44WWW.UNINGA.BR</p><p>FÍ</p><p>SI</p><p>CA</p><p>A</p><p>CÚ</p><p>ST</p><p>IC</p><p>A</p><p>AP</p><p>LI</p><p>CA</p><p>DA</p><p>À</p><p>F</p><p>ON</p><p>OA</p><p>UD</p><p>IO</p><p>LO</p><p>GI</p><p>A</p><p>| U</p><p>N</p><p>ID</p><p>AD</p><p>E</p><p>4</p><p>EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA</p><p>Além da laringe, temos outras estruturas que contribuem para a caracterização da</p><p>voz, sendo responsáveis pela ressonância. São elas que permitem uma sonoridade diferente,</p><p>dependendo da forma como se “comanda” a saída de ar na produção vocal. São elas: cavidade</p><p>nasal, cavidade oral, laringe e faringe.</p><p>Assista ao vídeo a seguir, que apresenta diferentes estilos musicais,</p><p>com a sonoridade vocal diferente possibilitada pela mudança de</p><p>ressonadores: Cantar 5 estilos musicais diferentes em 1 minuto,</p><p>disponível em</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=8J2X4nozsOY.</p><p>Sobre a atuação fonoaudiológica, leia o seguinte artigo, que trata da</p><p>autopercepção vocal de pessoas transgênero:</p><p>DORNELAS, R. et al. Qualidade de vida e voz: a autopercepção vocal</p><p>de pessoas transgênero. Audiol Commun Res, v. 25, 2020.</p><p>Acesse-o em https://doi.org/10.1590/2317-6431-2019-2196.</p><p>Baixado por Ricardo Synth (rchrd9@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|46334729</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=8J2X4nozsOY</p><p>https://doi.org/10.1590/2317-6431-2019-2196</p><p>45WWW.UNINGA.BR</p><p>FÍ</p><p>SI</p><p>CA</p><p>A</p><p>CÚ</p><p>ST</p><p>IC</p><p>A</p><p>AP</p><p>LI</p><p>CA</p><p>DA</p><p>À</p><p>F</p><p>ON</p><p>OA</p><p>UD</p><p>IO</p><p>LO</p><p>GI</p><p>A</p><p>| U</p><p>N</p><p>ID</p><p>AD</p><p>E</p><p>4</p><p>EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA</p><p>3. FALA</p><p>Além dos sons emitidos pela vibração das pregas vocais, temos os sons articulados</p><p>formando as palavras. A essa produção denominamos fala. Os sons da fala podem ser vocálicos</p><p>ou consonantais.</p><p>A fala é o ato de verbalizar/oralizar palavras. Conforme o Dicionário Online, fala é “o</p><p>ato de emitir (o ser humano) linguagem articulada, formada de sons vocais ou fonemas, fala”. Os</p><p>órgãos envolvidos são: boca e cavidade oral; língua; bochechas; palato; dentes e lábios.</p><p>Figura 1 - Anatomia da boca humana. Fonte: Vecteezy (2021).</p><p>As variações na posição das estruturas são o que proporcionará os diferentes tipos de</p><p>sons da fala, denominados fonemas. A participação ou não das pregas vocais é o que caracteriza</p><p>a sonoridade de um determinado fonema. Aos fonemas com sonoridade chamam-se sonoros, e</p><p>os que possuem vibração das PPVV são chamados surdos.</p><p>Como se define o número de fonemas falados em Português? O número de fonemas</p><p>produzidos em um determinado idioma é restrito aos padrões gramaticais de</p><p>cada língua. Esse fato é facilmente observado quando iniciamos o aprendizado de</p><p>um novo idioma. Dependendo da língua escolhida, podemos ter mais dificuldade</p><p>em pronunciar corretamente os fonemas e, quando os pronunciamos, pode-se</p><p>observar a interferência da nossa primeira língua. É sempre importante considerar</p><p>que o número de fonemas produzidos pelo ser humano é vasto, indo além das</p><p>“permissões” gramaticais. Mas, se considerarmos as características fisiológicas</p><p>do aparelho fonador, o ser humano pode produzir um número restrito de sons,</p><p>chamado de inventário fonético, como define Silva (2007).</p><p>Baixado por Ricardo Synth (rchrd9@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|46334729</p><p>46WWW.UNINGA.BR</p><p>FÍ</p><p>SI</p><p>CA</p><p>A</p><p>CÚ</p><p>ST</p><p>IC</p><p>A</p><p>AP</p><p>LI</p><p>CA</p><p>DA</p><p>À</p><p>F</p><p>ON</p><p>OA</p><p>UD</p><p>IO</p><p>LO</p><p>GI</p><p>A</p><p>| U</p><p>N</p><p>ID</p><p>AD</p><p>E</p><p>4</p><p>EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA</p><p>Existem alguns fonemas da Língua Portuguesa que pronunciamos junto com a</p><p>emissão vocal. São, portanto, denominados fonemas sonoros, que a fonologia irá</p><p>chamar de traço distintivo de sonoridade. O fonema que se assemelha em ponto</p><p>de articulação, mas que se opõe pelo traço de sonoridade, é chamado de surdo.</p><p>Sendo assim, o fonema em que há a vibração das pregas vocais é o sonoro, e</p><p>o que há a livre passagem de ar, sem vibração das pregas, é chamado surdo.</p><p>Esse conhecimento é de suma importância na avaliação do sujeito, não só na</p><p>elaboração do quadro fonético do indivíduo, mas também norteando a intervenção</p><p>terapêutica conforme as necessidades do sujeito.</p><p>Baixado por Ricardo Synth (rchrd9@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|46334729</p><p>47WWW.UNINGA.BR</p><p>FÍ</p><p>SI</p><p>CA</p><p>A</p><p>CÚ</p><p>ST</p><p>IC</p><p>A</p><p>AP</p><p>LI</p><p>CA</p><p>DA</p><p>À</p><p>F</p><p>ON</p><p>OA</p><p>UD</p><p>IO</p><p>LO</p><p>GI</p><p>A</p><p>| U</p><p>N</p><p>ID</p><p>AD</p><p>E</p><p>4</p><p>EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA</p><p>CONSIDERAÇÕES FINAIS</p><p>A fonação compreende duas atividades de suma importância para a comunicação</p><p>humana, quais sejam, a voz e a fala. A voz é produzida pelas pregas vocais, que, quando vibram</p><p>e se aproximam, geram som. A frequência desse som depende do número de ciclos vibratórios</p><p>realizados e da quantidade de ciclos naturalmente produzidos por determinado indivíduo, sendo</p><p>chamada de frequência fundamental. As mudanças de frequência que o ser humano é capaz de</p><p>produzir estão relacionadas com a variação na posição das estruturas do aparelho fonador.</p><p>A essas mudanças de frequência dá-se o nome de modulação vocal. É o que possibilita</p><p>mudarmos a entonação vocal quando fazemos uma pergunta, por exemplo.</p><p>As avaliações vocais podem ser objetivas ou subjetivas, ou seja, podem utilizar parâmetros</p><p>da acústica para mensurar os resultados. Como também, utilizam-se da psicoacústica, veri�cando</p><p>a sensação de determinada produção vocal.</p><p>Além da voz, a fonação compreende a atividade da fala. É um dos meios de comunicação</p><p>mais utilizados pelo ser humano. Na articulação das palavras, também temos a participação da</p><p>laringe, o que torna sonoro um determinado fonema. Durante a fala, temos a contribuição dos</p><p>articuladores que obstruem, de diversas formas, a passagem de ar. Essa variação na passagem</p><p>de ar também torna o som de fala produzido diferente um do outro. As variações na produção</p><p>dos fonemas podem sofrer diversas in�uências. Nas crianças pequenas, podemos veri�car, por</p><p>exemplo, a imprecisão da articulação do fonema, sendo parte natural no processo de aquisição.</p><p>Baixado por Ricardo Synth (rchrd9@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|46334729</p><p>48WWW.UNINGA.BR</p><p>ENSINO A DISTÂNCIA</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>ADOBE. Representação de onda complexa aperiódica. 2021. Disponível em: https://helpx.</p><p>adobe.com/pt/audition/using/sound.html. Acesso em: 25 out. 2021.</p><p>ALFA PRINT. Modelo de selo ruído. 2021. Disponível em: https://www.alfaprint.ind.br/selo-</p><p>ruido-em-eletrodomesticos/. Acesso em: 25 out. 2021.</p><p>AME AUDIOLOGIA. Modelo de fone TDH 39. 2021. Disponível em: http://www.ameaudiologia.</p><p>com.br/?go=produto&itemID=1. Acesso em: 26 out. 2021.</p><p>ATHOS ELECTRONICS. Forma de onda. 2021. Disponível em: https://athoselectronics.com/</p><p>frequencia-como-funciona/. Acesso em: 25 out. 2021.</p><p>AUDIOMETRIA CENTRO DE DIAGNÓSTICO. Modelo audiômetro AD229 B -Interacoustics.</p><p>2021. Disponível em: http://www.audiometracenter.com.br/produtos/equipamentos-</p><p>audiologicos/audiometro/. Acesso em: 26 out. 2021.</p><p>BEHLAU, M. Voz: o livro do especialista. São Paulo: Revinter, 2005.</p><p>BEHLAU, M.; REHDER, M. I. Higiene Vocal: Para o canto coral. São Paulo: Revinter, 2008.</p><p>BEHLAU, M.; PONTES, P.; MORETI, F. Higiene Vocal: cuidando da voz. Rio de Janeiro: Revinter,</p><p>2017.</p><p>BESS, F. H.; HUMES, L. E. Fundamentos de Audiologia. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 1998.</p><p>BRANDÃO, E. Acústica de salas. São Paulo: Editora Blucher, 2016.</p><p>BRASIL. Portaria n. 19, de 9 de abril de 1998. Brasília, DF: Secretaria de Segurança e Saúde no</p><p>Trabalho, [1998]. Disponível em: http://www.capecanaveral4045.com/nr07-anexo1.html. Acesso</p><p>em: 26 out. 2021.</p><p>CASAS BAHIA. Modelo de fone de ouvido intra-auricular. 2021. Disponível em: https://</p><p>www.casasbahia.com.br/fone-de-ouvido-intra-auricular-com-microfone-e-controle-jbl-</p><p>t110/p/11490993. Acesso em: 25 out. 2021.</p><p>CONECTA FG. Exemplos de Equipamento de Proteção Individual para sistema auditivo.</p><p>2021. Disponível em: http://conectafg.com.br/protetor-auricular-tipos-e-diferencas/. Acesso em:</p><p>25 out. 2021.</p><p>DEPOSIT PHOTOS. Cóclea. 2021. Disponível em: https://br.depositphotos.com/stock-photos/</p><p>c%C3%B3clea.html. Acesso em: 26 out. 2021.</p><p>DIG SOM. Pavilhão, orelha média e orelha interna. 2021. Disponível em: https://www.digsom.</p><p>com.br/labirintite-uma-das-doencas-relacionadas-ao-sistema-auditivo/. Acesso em: 26 out.</p><p>2021.</p><p>FRAGMENTOS DE ESSÊNCIA. Atenuação interaural. 2014. Disponível em: http://</p><p>Baixado por</p><p>Ricardo Synth (rchrd9@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|46334729</p><p>https://www.alfaprint.ind.br/selo-ruido-em-eletrodomesticos/.</p><p>https://www.alfaprint.ind.br/selo-ruido-em-eletrodomesticos/.</p><p>https://www.amazon.com.br/s/ref=dp_byline_sr_book_1?ie=UTF8&field-author=Mara+Behlau&text=Mara+Behlau&sort=relevancerank&search-alias=stripbooks</p><p>https://www.amazon.com.br/s/ref=dp_byline_sr_book_1?ie=UTF8&field-author=Mara+Behlau&text=Mara+Behlau&sort=relevancerank&search-alias=stripbooks</p><p>https://www.amazon.com.br/s/ref=dp_byline_sr_book_2?ie=UTF8&field-author=Maria+In%C3%AAs+Rehder&text=Maria+In%C3%AAs+Rehder&sort=relevancerank&search-alias=stripbooks</p><p>https://www.estantevirtual.com.br/livros/fred-h-bess-larry-e-humes</p><p>https://www.estantevirtual.com.br/livros/fred-h-bess-larry-e-humes</p><p>https://www.estantevirtual.com.br/livros/fred-h-bess-larry-e-humes</p><p>https://www.casasbahia.com.br/fone-de-ouvido-intra-auricular-com-microfone-e-controle-jbl-t110/p/11490993.</p><p>https://www.casasbahia.com.br/fone-de-ouvido-intra-auricular-com-microfone-e-controle-jbl-t110/p/11490993.</p><p>https://www.casasbahia.com.br/fone-de-ouvido-intra-auricular-com-microfone-e-controle-jbl-t110/p/11490993.</p><p>http://conectafg.com.br/protetor-auricular-tipos-e-diferencas/.</p><p>http://fragmentosdeessencia.blogspot.com/2014/02/arrepios-musicais.html.</p><p>49WWW.UNINGA.BR</p><p>ENSINO A DISTÂNCIA</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>fragmentosdeessencia.blogspot.com/2014/02/arrepios-musicais.html. Acesso em: 25 out. 2021.</p><p>GOEN OPTIKA. Audiograma. 2021. Disponível em: http://www.goenoptika.com/opticagoen/</p><p>de/audiometria.asp?nombre=146&cod=146&sesion=1. Acesso em: 26 out. 2021.</p><p>HAVAN. Modelo de caixa de som. 2021. Disponível em: https://www.havan.com.br/caixa-de-</p><p>som-bluetooth-xboom-go-pl7-lg-azul/p. Acesso em: 25 out. 2021.</p><p>IMOBILIÁRIA NICHELE. Cômodo vazio. 2015. 1 foto. Disponível em: https://www.</p><p>nicheleimoveis.com.br/blog/comodo-sobrando-em-casa-aqui-vao-algumas-dicas.html. Acesso</p><p>em: 25 out. 2021.</p><p>INTEGRATIVA. Exemplo de Logoaudiometria. 2021. Disponível em: http://www.</p><p>audiologiaintegrativa.com.br/Exames/10/Audiometria-Vocal-Logoaudiometria. Acesso em: 26</p><p>out. 2021.</p><p>IZECKSOHN, S. Um carrossel de parêmetros. In: Jacarandá Trilhas. 2014. Disponível em:</p><p>https://jacarandatrilhas.com/2014/07/um-carrossel-de-parametros/. Acesso em: 25 out. 2021.</p><p>LINARES, A. E. Re�exo Acústico. In: BEVILACQUA, M. C. et al. Tratado de Audiologia. São</p><p>Paulo: Santos, 2013.</p><p>MARCA MÉDICA. Imitanciômetro. 2021. Disponível em: https://www.marcamedica.com.br/</p><p>imitanciometro-oto�ex-100-otometrics/. Acesso em: 26 out. 2021.</p><p>MASTERAUDIOLOGIA. Fone por vibração óssea. 2021. Disponível em: http://www.</p><p>masteraudiologia.com.br/index.php/equipamentos/produtos-acessorios/menu-b71-completo.</p><p>Acesso em: 26 out. 2021.</p><p>MENEZES, P. L.; MENEZES, D. C. Psicoacústica. In: BEVILACQUA et al. (Orgs.). Tratado de</p><p>audiologia. 2. ed. São Paulo: Santos, 2015.</p><p>MULTILASER. Modelo de fone de ouvido auricular. 2021. Disponível em: https://www.</p><p>multilaser.com.br/multilaser/smartphones-e-celulares/acessorios/fones-de-ouvido. Acesso em:</p><p>25 out. 2021.</p><p>NIKOLAEV, S. Interior de uma caverna. 2019. 1 foto. Disponível em: https://unsplash.com/</p><p>photos/w9hXuaV6gvs. Acesso em: 25 out. 2021.</p><p>OLIVEIRA, G. Ondas periódicas. In: Brasil Escola. 2021. Disponível em: https://brasilescola.uol.</p><p>com.br/�sica/ondas-periodicas.htm. Acesso em: 25 out. 2021.</p><p>PERMED. Diapasão de diversas frequências diferentes. 2021. Disponível em: https://www.</p><p>permed.com.br/Diapasao-Medico-Em-Aluminio-MD~361~145~9~lojas-por-marcas~md.</p><p>Acesso em: 25 out. 2021.</p><p>Baixado por Ricardo Synth (rchrd9@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|46334729</p><p>http://fragmentosdeessencia.blogspot.com/2014/02/arrepios-musicais.html.</p><p>https://www.havan.com.br/caixa-de-som-bluetooth-xboom-go-pl7-lg-azul/p.</p><p>https://www.havan.com.br/caixa-de-som-bluetooth-xboom-go-pl7-lg-azul/p.</p><p>https://jacarandatrilhas.com/2014/07/um-carrossel-de-parametros/.</p><p>https://www.multilaser.com.br/multilaser/smartphones-e-celulares/acessorios/fones-de-ouvido.</p><p>https://www.multilaser.com.br/multilaser/smartphones-e-celulares/acessorios/fones-de-ouvido.</p><p>50WWW.UNINGA.BR</p><p>ENSINO A DISTÂNCIA</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>RIBEIRO, F. A. Q. Embriologia da orelha humana. In: LEVY, C. C. A. C. Manual de Audiologia</p><p>Pediátrica. São Paulo: Editora Manole, 2015.</p><p>RICHARD, S. H. Sensação e Percepção. 5. ed. Rio de Janeiro: Grupo GEN, 2005.</p><p>SANTOS, T. M. M.; RUSSO, I. C. P. (Orgs.). Prática da Audiologia Clínica. 8. ed. São Paulo:</p><p>Cortez, 2011.</p><p>SILVA, C. Representação grá�ca da onda sonora para a produção das letras indicadas, a saber</p><p>/m/; /a/; /g/; /i/; /n/. 2021. Disponível em: https://www.researchgate.net/�gure/Figura-3-Forma-</p><p>de-onda-espectrograma-segmentacao-e-transcricao-fonetica-da-palavra_fig2_317716019.</p><p>Acesso em: 25 out. 2021.</p><p>SILVA, J. C. Representação de onda senoidal (tom puro). In: Research Gate. 2021. Disponível</p><p>em: https://www.researchgate.net/�gure/Figura-5-Representacao-de-uma-onda-senoidal_</p><p>�g3_313833283. Acesso em: 25 out. 2021.</p><p>SILVA, T. C. Fonética e Fonologia do Português: roteiro de estudos e guia de exercícios. São</p><p>Paulo: Contexto, 2007.</p><p>TEXAS CHILDREN’S HOSPITAL. Microtia. 2021. Disponível em: https://www.texaschildrens.</p><p>org/blog/2017/04/microtia-and-atresia-101. Acesso em: 26 out. 2021.</p><p>VECTEEZY. Anatomia da boca humana. 2021. Disponível em: https://pt.vecteezy.com/arte-</p><p>vetorial/299705-anatomia-da-boca-humana. Acesso em: 26 out. 2021.</p><p>Baixado por Ricardo Synth (rchrd9@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|46334729</p><p>Baixado por Ricardo Synth (rchrd9@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|46334729</p><p>que tal ciência contribui para a prática fonoaudiológica</p><p>vez que é a partir desses dados que o pro�ssional irá elaborar estratégias de prevenção e/ou</p><p>intervenção terapêutica para as situações comunicativas que envolvam eventos sonoros. Dentre</p><p>as áreas da Fonoaudiologia que mais se utilizam dessas informações, temos a Audiologia, a Voz</p><p>e a Articulação.</p><p>Veremos, de forma mais detalhada, como essa ciência irá contribuir para cada uma dessas</p><p>áreas.</p><p>Baixado por Ricardo Synth (rchrd9@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|46334729</p><p>5WWW.UNINGA.BR</p><p>FÍ</p><p>SI</p><p>CA</p><p>A</p><p>CÚ</p><p>ST</p><p>IC</p><p>A</p><p>AP</p><p>LI</p><p>CA</p><p>DA</p><p>À</p><p>F</p><p>ON</p><p>OA</p><p>UD</p><p>IO</p><p>LO</p><p>GI</p><p>A</p><p>|</p><p>U</p><p>N</p><p>ID</p><p>AD</p><p>E</p><p>1</p><p>EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA</p><p>1. CONCEITOS</p><p>1.1 Tipos de Ondas</p><p>Como já relatado, a Física nos oferece informações que explicam alguns fenômenos do</p><p>nosso dia a dia. Destacaremos neste tópico os fenômenos ondulatórios. Hetem e Hetem (2016)</p><p>explicam que “Os fenômenos ondulatórios nos quais as ondas são caracterizadas por variações</p><p>cíclicas de aglomeração de partículas são chamados de ondas de densidade.”</p><p>Russo (1999) de�ne a onda como sendo “[...] uma perturbação, abalo ou distúrbio</p><p>transmitido através do vácuo ou de um meio gasoso, líquido ou sólido”, podendo ser classi�cada</p><p>em dois tipos: mecânicas e não mecânicas. Orienta também que as ondas mecânicas são as que</p><p>se propagam em meios deformáveis ou elásticos. E que as ondas não mecânicas são as que não</p><p>necessitam de um material para sua propagação, sendo constituídas por variações de campos</p><p>elétricos e magnéticos.</p><p>A autora chama a atenção quanto a outras formas de classi�cação da onda, de acordo,</p><p>por exemplo, com a direção de propagação (unidimensional, bidimensional e tridimensional) e a</p><p>direção da perturbação (transversais e longitudinais).</p><p>A seguir, representaremos os principais tipos de ondas.</p><p>Figura 1 - Representação de onda senoidal (tom puro). Fonte: Silva (2021).</p><p>Figura 2 - Representação de onda de período constante. Fonte: Oliveira (2021).</p><p>Baixado por Ricardo Synth (rchrd9@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|46334729</p><p>6WWW.UNINGA.BR</p><p>FÍ</p><p>SI</p><p>CA</p><p>A</p><p>CÚ</p><p>ST</p><p>IC</p><p>A</p><p>AP</p><p>LI</p><p>CA</p><p>DA</p><p>À</p><p>F</p><p>ON</p><p>OA</p><p>UD</p><p>IO</p><p>LO</p><p>GI</p><p>A</p><p>|</p><p>U</p><p>N</p><p>ID</p><p>AD</p><p>E</p><p>1</p><p>EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA</p><p>Figura 3 - Representação de onda complexa aperiódica. Fonte: Adobe (2021).</p><p>1.2 Onda Sonora</p><p>Figura 4 - Representação grá�ca da onda sonora para a produção das letras indicadas, a saber /m/; /a/; /g/; /i/; /n/.</p><p>Fonte: Silva (2021).</p><p>A onda sonora é um exemplo de onda mecânica, pois se propaga a partir da movimentação</p><p>das partículas do meio. Como relatam Russo et al. (2013), o som se propaga em forma de onda</p><p>ou “oscilações mecânicas” e necessita, portanto, de um meio material para se propagar. As ondas</p><p>sonoras “[...] são longitudinais, pois a direção da perturbação é a mesma de sua propagação, e</p><p>tridimensionais, pois se propagam no espaço” (RUSSO et al., 2013, p. 46).</p><p>O movimento vibratório ocasionado pelo estímulo sonoro é facilmente percebido em</p><p>altas intensidades. Em casos assim, é comum dizermos que, além de ouvirmos, “sentimos” o som.</p><p>Essa percepção táctil do som se deve às vibrações da matéria, ocasionadas pela propagação da</p><p>onda sonora. A sensação gerada trará sentimentos diferentes dependendo do tipo do estímulo e</p><p>dos indivíduos que o ouvem/sentem (assunto tratado pela Psicoacústica).</p><p>Um exemplo desse efeito do som em cada indivíduo são as avaliações subjetivas da</p><p>audição. Na Audiologia (especialidade da Fonoaudiologia que se dedica a diagnosticar e intervir</p><p>em distúrbios relacionados ao sistema auditivo e de equilíbrio), utilizamos essas percepções</p><p>para avaliar o indivíduo. Um dos exames auditivos subjetivos utilizados é a audiometria, que</p><p>veremos com mais detalhes na Unidade 3, em que trataremos da Física Acústica e da prática</p><p>fonoaudiológica em Audiologia.</p><p>Baixado por Ricardo Synth (rchrd9@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|46334729</p><p>7WWW.UNINGA.BR</p><p>FÍ</p><p>SI</p><p>CA</p><p>A</p><p>CÚ</p><p>ST</p><p>IC</p><p>A</p><p>AP</p><p>LI</p><p>CA</p><p>DA</p><p>À</p><p>F</p><p>ON</p><p>OA</p><p>UD</p><p>IO</p><p>LO</p><p>GI</p><p>A</p><p>|</p><p>U</p><p>N</p><p>ID</p><p>AD</p><p>E</p><p>1</p><p>EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA</p><p>O diapasão é uma barra metálica em formato de U, que, quando colocada em</p><p>vibração, gera estímulo sonoro que se assemelha ao tom puro. Era utilizado como</p><p>instrumento para avaliação auditiva, porém, trata-se de um recurso defasado,</p><p>uma vez que o avanço tecnológico nos permite a emissão de sons eletrônicos e,</p><p>portanto, mais objetivos.</p><p>Figura 5 - Diapasão de diversas frequências diferentes. Fonte: Permed (2021).</p><p>Para maiores informações sobre a Psicoacústica e suas contribuições à</p><p>Fonoaudiologia, ler:</p><p>MENEZES, P. L.; MENEZES, D. C. Psicoacústica. In: BEVILACQUA et al. (Orgs.).</p><p>Tratado de audiologia. 2. ed. São Paulo: Santos, 2015.</p><p>Para melhor compreensão dos conceitos de percepção auditiva e</p><p>forma de onda, assista ao vídeo Você ouve bem? Teste seus ouvidos</p><p>- Faixas de frequência, disponível em</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=HkzVxwghiik.</p><p>Baixado por Ricardo Synth (rchrd9@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|46334729</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=HkzVxwghiik</p><p>8WWW.UNINGA.BR</p><p>FÍ</p><p>SI</p><p>CA</p><p>A</p><p>CÚ</p><p>ST</p><p>IC</p><p>A</p><p>AP</p><p>LI</p><p>CA</p><p>DA</p><p>À</p><p>F</p><p>ON</p><p>OA</p><p>UD</p><p>IO</p><p>LO</p><p>GI</p><p>A</p><p>|</p><p>U</p><p>N</p><p>ID</p><p>AD</p><p>E</p><p>1</p><p>EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA</p><p>1.2.1 Propagação da onda sonora</p><p>A propagação da onda sonora gera uma força ao seu redor, que movimenta as partículas</p><p>do meio. Quando iniciamos um estímulo sonoro, esse som se dispersa no meio de formas</p><p>tridimensional e longitudinal, dependendo das características do meio de propagação, sendo que</p><p>o estímulo tem suas características modi�cadas.</p><p>Podemos citar alguns eventos que participam do processo de propagação da onda sonora,</p><p>como a absorção e a re�exão do som. Algumas superfícies são compostas por materiais com</p><p>características absorventes. Desse modo, o som propagado é parcial ou totalmente absorvido</p><p>pelo objeto em questão. Um exemplo de material absorvente são as espumas acústicas utilizadas</p><p>nos estúdios de gravação. Essa caraterística do ambiente permite que o som seja absorvido pelo</p><p>meio e, por isso, classi�camo-las como isolante acústico.</p><p>Já outros materiais (como a alvenaria, por exemplo) têm a capacidade de re�etir o som;</p><p>em um cômodo vazio, podemos ter uma percepção do som re�etido. O mesmo estímulo sonoro</p><p>emitido neste cômodo com móveis produzirá um som mais abafado, uma vez que os objetos irão</p><p>absorver parte da energia da onda sonora.</p><p>É importante ressaltar que os fenômenos que interferem na propagação do som ocorrem</p><p>de forma combinada, e não isoladamente. O fenômeno de re�exão é o mais perceptível ao ser</p><p>humano, podendo ser denominado eco ou reverberação. Tomando os valores de velocidade da</p><p>propagação do som, podemos de�nir que se trata de um eco quando o obstáculo do estímulo</p><p>sonoro está numa distância igual ou superior a 17 metros. Já a reverberação ocorre numa distância</p><p>menor que 17 metros (RUSSO, 1999).</p><p>A velocidade de propagação da onda através do ar é de, aproximadamente,</p><p>330 m/s e depende das características do meio. Dentre as características que</p><p>se destacam nesse processo, temos a temperatura do ambiente. À medida que</p><p>se aumenta a temperatura do ambiente, a velocidade de propagação também é</p><p>alterada. Um aumento de 20º C altera a velocidade de propagação para 343 m/s.</p><p>Baixado por Ricardo Synth (rchrd9@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|46334729</p><p>9WWW.UNINGA.BR</p><p>FÍ</p><p>SI</p><p>CA</p><p>A</p><p>CÚ</p><p>ST</p><p>IC</p><p>A</p><p>AP</p><p>LI</p><p>CA</p><p>DA</p><p>À</p><p>F</p><p>ON</p><p>OA</p><p>UD</p><p>IO</p><p>LO</p><p>GI</p><p>A</p><p>|</p><p>U</p><p>N</p><p>ID</p><p>AD</p><p>E</p><p>1</p><p>EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA</p><p>Para �ns didáticos, podemos considerar que o som re�etido dentro de uma caverna é o</p><p>eco.</p><p>Figura 6 - Interior de uma caverna. Fonte: Nikolaev (2019).</p><p>O som emitido dentro de um cômodo é uma reverberação.</p><p>Figura 7 - Cômodo vazio. Fonte: Imobiliária Nichele (2015).</p><p>Um outro fenômeno que ocorre ao se propagar um estímulo sonoro é a transmissão,</p><p>podendo ser veri�cada quando um som é capaz de superar o obstáculo e continuar sendo</p><p>propagado. Nesse caso, o som perde energia, mas pode “atravessar” o objeto em questão. Um</p><p>exemplo desse efeito é que um som emitido em um cômodo pode ser percebido no cômodo</p><p>vizinho, ultrapassando a parede. A refração é quando um som incidido sofre mudanças</p><p>em suas</p><p>características ao penetrar em outro meio, por exemplo, um som emitido fora de uma piscina</p><p>pode ser percebido dentro da água, porém, com características diferentes. Já a difração é quando</p><p>a onda incidida contorna um obstáculo. Essa propriedade depende do comprimento da onda em</p><p>relação ao tamanho da barreira.</p><p>Baixado por Ricardo Synth (rchrd9@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|46334729</p><p>10WWW.UNINGA.BR</p><p>FÍ</p><p>SI</p><p>CA</p><p>A</p><p>CÚ</p><p>ST</p><p>IC</p><p>A</p><p>AP</p><p>LI</p><p>CA</p><p>DA</p><p>À</p><p>F</p><p>ON</p><p>OA</p><p>UD</p><p>IO</p><p>LO</p><p>GI</p><p>A</p><p>|</p><p>U</p><p>N</p><p>ID</p><p>AD</p><p>E</p><p>1</p><p>EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA</p><p>Conforme descrevem Bess e Humess (1998), “[...] quando uma onda sonora encontra</p><p>um objeto, o resultado deste encontro é determinado em grande parte pelas dimensões, pela</p><p>composição do objeto e pelo comprimento de onda do som”. Dessa forma, quando temos um</p><p>objeto de tamanho maior em relação ao comprimento da onda, temos a ocorrência do efeito</p><p>sombra, pois, nesse caso, o som não consegue manter suas características iniciais, sofrendo</p><p>interferência do objeto durante o seu percurso de propagação.</p><p>Uma vez que precisa de um meio para se propagar, podemos considerar que o som pode</p><p>ser dissipado em meio líquido, sólido e gasoso. Quando se trata da comunicação humana, temos</p><p>o som sendo transmitido em meio gasoso e sólido. Gasoso, pois o estímulo sonoro é emitido</p><p>no ar, e sólido uma vez que, como vimos anteriormente, temos a interferência dos materiais</p><p>sólidos que compõem cada ambiente. Destacamos aqui três tipos de ambientes de propagação</p><p>sonora: o campo sonoro, que é uma região que contém várias ondas sendo emitidas; o campo</p><p>livre, ambiente em que não há ondas sonoras sendo re�etidas, ou seja, o som está livre para se</p><p>propagar; e o campo dinâmico, que se trata de um ambiente em que o som pode ser re�etido em</p><p>muitas superfícies.</p><p>A atenuação interaural é um fenômeno relacionado à diminuição de energia, sendo</p><p>a redução de energia sonora entre duas orelhas. Um som emitido em uma orelha</p><p>sofre atenuação e pode ser percebido pela orelha oposta, em menor intensidade.</p><p>Quando a quantidade de atenuação é maior que o estímulo gerado, o som não é</p><p>percebido pela orelha oposta. Esse conceito é de suma importância na atuação</p><p>em avaliação audiológica. Relaciona-se com os conhecimentos dos fenômenos</p><p>de propagação da onda sonora. Como observado na Figura 8, o som apresentado</p><p>em uma das orelhas é dissipado enquanto se propaga para a orelha oposta.</p><p>Figura 8 - Atenuação interaural. Fonte: Fragmentos de Essência (2014).</p><p>Baixado por Ricardo Synth (rchrd9@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|46334729</p><p>11WWW.UNINGA.BR</p><p>FÍ</p><p>SI</p><p>CA</p><p>A</p><p>CÚ</p><p>ST</p><p>IC</p><p>A</p><p>AP</p><p>LI</p><p>CA</p><p>DA</p><p>À</p><p>F</p><p>ON</p><p>OA</p><p>UD</p><p>IO</p><p>LO</p><p>GI</p><p>A</p><p>|</p><p>U</p><p>N</p><p>ID</p><p>AD</p><p>E</p><p>1</p><p>EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA</p><p>Um exemplo de uso do campo livre como meio de propagação do som é o campo de</p><p>futebol: o que é dito por um determinado jogador em um canto do campo di�cilmente será</p><p>percebido e entendido por um jogador do outro lado do campo. Nesse caso, mesmo que o som</p><p>não seja re�etido, é, em grande parte, dissipado no ar. Essa propagação faz com que o estímulo</p><p>perca intensidade, sendo percebido minimamente pelo sistema auditivo.</p><p>A transmissão/propagação do som sofre interferência conforme as características do</p><p>meio. Os aspectos mais importantes são a massa, o peso, a densidade e a elasticidade. De acordo</p><p>com Russo (1999), a massa é a quantidade de matéria que está presente em determinado corpo.</p><p>O peso é a força da gravidade exercida sobre a massa. A densidade é a quantidade de massa</p><p>por unidade de volume. E a elasticidade é a capacidade do corpo de se movimentar após uma</p><p>perturbação sofrida, voltando a seu volume anterior.</p><p>Como o conhecimento da propagação da onda sonora pode auxiliar a conduta</p><p>fonoaudiológica? Na prática clínica em audiologia, é comum ouvirmos a seguinte</p><p>queixa “Eu ouço bem quando estou em casa, mas, quando vou à igreja ou outras</p><p>reuniões, não escuto direito”.</p><p>Além dos aspectos de processamento auditivo, é importante nesse caso</p><p>refletirmos quanto às diferenças ambientais que ocasionam a queixa do sujeito.</p><p>Temos, no primeiro exemplo, um ambiente controlado e de menor tamanho e, por</p><p>isso, o som propagado “perde” menos intensidade até ser percebido pelo sistema</p><p>auditivo. Nesse caso, temos um número menor de estímulos sonoros e um meio</p><p>de propagação favorecido, pois a distância que a onda sonora deve percorrer é</p><p>menor. Já no exemplo das reuniões ou igreja, temos maior informação sonora</p><p>sendo propagada e um ambiente que, na maioria das vezes, possui distância</p><p>maior entre o som estimulado e a orelha do indivíduo.</p><p>Para maior esclarecimento de como se dá o efeito de ressonância,</p><p>assista ao vídeo Ponte Tacoma balança e cai - Ressonância (PT-BR),</p><p>disponível em</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=mfQk6ac4res.</p><p>Baixado por Ricardo Synth (rchrd9@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|46334729</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=mfQk6ac4res</p><p>12WWW.UNINGA.BR</p><p>FÍ</p><p>SI</p><p>CA</p><p>A</p><p>CÚ</p><p>ST</p><p>IC</p><p>A</p><p>AP</p><p>LI</p><p>CA</p><p>DA</p><p>À</p><p>F</p><p>ON</p><p>OA</p><p>UD</p><p>IO</p><p>LO</p><p>GI</p><p>A</p><p>|</p><p>U</p><p>N</p><p>ID</p><p>AD</p><p>E</p><p>1</p><p>EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA</p><p>1.2.2 A forma de onda</p><p>Como vimos, o som é um fenômeno ondulatório e, por isso, é comumente chamado de</p><p>onda sonora. A representação grá�ca desses movimentos é dada em função do tempo, também</p><p>chamada de movimento senoidal. Russo (1999) expõe que esse movimento é composto por pontos</p><p>�xos, chamados nós ou nodos de vibração, e pontos móveis, denominados ventres de vibração.</p><p>O ventre voltado para cima é nomeado como crista e, voltado para baixo, vale. E a distância entre</p><p>esses dois pontos é chamada de “comprimento da onda”, como representado pela Figura 9.</p><p>Figura 9 - Forma de onda. Fonte: Athos Electronics (2021).</p><p>Bess e Humes (1998, p. 46) apontam que a “[...] distância entre as duas condensações ou</p><p>áreas de alta pressão sucessivas é chamada de comprimento da onda sonora”. Um outro elemento</p><p>observado na Figura 9 é a representação grá�ca da amplitude da onda. A amplitude se relaciona</p><p>com a intensidade do estímulo e sofrerá diminuição de tamanho, dependendo da distância</p><p>percorrida pelo som.</p><p>Baixado por Ricardo Synth (rchrd9@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|46334729</p><p>13WWW.UNINGA.BR</p><p>FÍ</p><p>SI</p><p>CA</p><p>A</p><p>CÚ</p><p>ST</p><p>IC</p><p>A</p><p>AP</p><p>LI</p><p>CA</p><p>DA</p><p>À</p><p>F</p><p>ON</p><p>OA</p><p>UD</p><p>IO</p><p>LO</p><p>GI</p><p>A</p><p>|</p><p>U</p><p>N</p><p>ID</p><p>AD</p><p>E</p><p>1</p><p>EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA</p><p>CONSIDERAÇÕES FINAIS</p><p>Nesta unidade, vimos alguns conceitos da Física que podemos emprestar à Fonoaudiologia.</p><p>Entender os fenômenos acústicos nos proporciona nortear a prática fonoaudiológica. As aplicações</p><p>clínicas desses conceitos possibilitam melhores resultados quanto aos diagnósticos audiológicos e</p><p>de voz/articulação. Quanto aos conceitos da psicoacústica, eles são relevantes para entendermos</p><p>o que determinado som signi�ca para cada sujeito, uma vez que, além do processo �siológico tido</p><p>como padrão, temos respostas diferentes aos mesmos estímulos auditivos, que, muitas vezes, não</p><p>condizem com as informações técnicas que temos.</p><p>Vimos também que o comportamento da onda sonora pode ser mais bem compreendido</p><p>quando observamos cada elemento que a compõe. Esses pressupostos nos auxiliam quanto ao</p><p>norte da conduta em Fonoaudiologia. A onda sonora é de natureza mecânica, pois, quando</p><p>produzida, irá movimentar as partículas do meio de propagação. As vibrações geradas irão</p><p>deslocar as partículas do meio e também possibilitar o movimento da onda. Quanto maior</p><p>a distância percorrida pela onda, ela perderá energia, diminuindo em amplitude (quando</p><p>veri�cado conforme os conceitos da física), e diminuirá a sensação desse som para o ouvinte</p><p>(quando veri�cado conforme os conceitos da psicoacústica). A propagação desse estímulo será</p><p>in�uenciada pelo meio em que foi produzida. A interferência irá depender da temperatura,</p><p>densidade e elasticidade - características que vão possibilitar alguns fenômenos, como a re�exão/</p><p>absorção. Uma superfície mais rígida terá maior quantidade de som sendo re�etido, enquanto</p><p>uma superfície mais elástica irá absorver uma quantidade maior de energia.</p><p>É sempre bom relembrar que os fenômenos estão acontecendo concomitantemente e, por</p><p>isso, devem ser considerados em conjunto.</p><p>E, por �m, faz-se importante compreender como a</p><p>onda está sendo representada, pois nos ajudará a de�nir como as características de determinado</p><p>estímulo estão in�uenciando as sensações do indivíduo. É comum ouvirmos que a sensação do</p><p>som se altera de acordo com a situação. Isso acontece, pois, em ambientes diferentes, temos os</p><p>materiais que o compõem, que são barreiras para a propagação do som.</p><p>Baixado por Ricardo Synth (rchrd9@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|46334729</p><p>1414WWW.UNINGA.BR</p><p>U N I D A D E</p><p>02</p><p>SUMÁRIO DA UNIDADE</p><p>INTRODUÇÃO ............................................................................................................................................................... 15</p><p>1. FREQUÊNCIA DA ONDA .......................................................................................................................................... 16</p><p>1.1 PERÍODO .................................................................................................................................................................. 17</p><p>1.2 AMPLITUDE DA ONDA .......................................................................................................................................... 18</p><p>1.3 FONTE SONORA ...................................................................................................................................................23</p><p>CONSIDERAÇÕES FINAIS ...........................................................................................................................................24</p><p>ELEMENTOS DA ONDULATÓRIA</p><p>PROFA. KEREN CRISTINA DA SILVA VASCONCELOS</p><p>ENSINO A DISTÂNCIA</p><p>DISCIPLINA:</p><p>FÍSICA ACÚSTICA APLICADA À FONOAUDIOLOGIA</p><p>Baixado por Ricardo Synth (rchrd9@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|46334729</p><p>15WWW.UNINGA.BR</p><p>FÍ</p><p>SI</p><p>CA</p><p>A</p><p>CÚ</p><p>ST</p><p>IC</p><p>A</p><p>AP</p><p>LI</p><p>CA</p><p>DA</p><p>À</p><p>F</p><p>ON</p><p>OA</p><p>UD</p><p>IO</p><p>LO</p><p>GI</p><p>A</p><p>| U</p><p>N</p><p>ID</p><p>AD</p><p>E</p><p>2</p><p>EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>Nesta unidade, veremos de forma mais detalhada elementos da ondulatória, a saber:</p><p>frequência, período, amplitude, timbre e fonte sonora. Como Russo (1999) de�ne, frequência é</p><p>o número de ciclos que as partículas materiais realizam em um segundo. A frequência da onda</p><p>sonora é analisada pela Física Acústica, pois, como vimos anteriormente, essa ciência nos oferece</p><p>aporte técnico e, portanto, os dados mensurados são objetivos e replicáveis. Quando nos referimos</p><p>a um dado replicado, trata-se de informações objetivas, que podem ser passíveis de con�rmação.</p><p>Na audiologia, por exemplo, é comum usarmos o termo reprodutibilidade, pois, quando</p><p>se trata de uma avaliação objetiva, os resultados encontrados não sofrem grande discrepância,</p><p>mesmo quando analisados por diferentes pro�ssionais.</p><p>O período ou duração do estímulo é um outro elemento mensurado pela Acústica que</p><p>nos fornece dados importantes, uma vez que, em situações em que o estímulo sonoro é eliciado</p><p>em alta intensidade, o impacto dele também dependerá do tempo a que o sujeito �cará exposto.</p><p>A amplitude da onda é a representação grá�ca da intensidade do estímulo. É um elemento</p><p>facilmente percebido e de�nido pelo sistema auditivo humano e tem a ver com as concepções de</p><p>“volume” do som.</p><p>A sensação de amplitude da onda é determinada em grande parte pelo nível de pressão</p><p>sonora do estímulo, sendo que as sensações de desconforto serão in�uenciadas pelo limiar</p><p>auditivo do indivíduo, bem como por suas memórias auditivas. Dependerá também do quanto o</p><p>indivíduo consegue ouvir determinado som, se este o agrada ou não, pois alguns sons podem gerar</p><p>desconforto ao sujeito mesmo em baixa amplitude, por se tratarem de estímulos desagradáveis.</p><p>O timbre de um estímulo sonoro tem a ver com as características do som relacionadas ao</p><p>tipo de fonte sonora, que se trata do elemento que irá eliciar/iniciar o estímulo sonoro.</p><p>As características materiais da fonte sonora irão determinar o timbre do som, bem</p><p>como os demais elementos da onda sonora. Por exemplo, o som da voz de uma mulher e de</p><p>um homem, mesmo que esteja emitindo estímulo de mesma frequência, terá timbres diferentes</p><p>devido às características anatômicas da laringe de cada um. Como características, referimo-nos</p><p>ao tamanho, comprimento e largura, e, quando se trata de objetos, também temos os materiais</p><p>constituintes como diferenciais.</p><p>Baixado por Ricardo Synth (rchrd9@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|46334729</p><p>16WWW.UNINGA.BR</p><p>FÍ</p><p>SI</p><p>CA</p><p>A</p><p>CÚ</p><p>ST</p><p>IC</p><p>A</p><p>AP</p><p>LI</p><p>CA</p><p>DA</p><p>À</p><p>F</p><p>ON</p><p>OA</p><p>UD</p><p>IO</p><p>LO</p><p>GI</p><p>A</p><p>| U</p><p>N</p><p>ID</p><p>AD</p><p>E</p><p>2</p><p>EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA</p><p>1. FREQUÊNCIA DA ONDA</p><p>A frequência pode ser analisada de duas formas, quando veri�cada pela acústica, tem a</p><p>ver com o número de ciclos dentro de um determinado tempo. Como de�nem Russo et al. (2011,</p><p>p. 47), “[...] é o número de vibrações por unidade de tempo ou número de ciclos que as partículas</p><p>materiais realizam em um segundo”. Sons com menor número de ciclos são denominados graves;</p><p>sons com maior número de ciclos são chamados de agudos; e os sons intermediários são os sons</p><p>médios.</p><p>A unidade de medida utilizada para medir a frequência do som é o Hertz, que recebeu esse</p><p>nome devido aos estudos de Hertz. “É uma homenagem ao físico alemão Heinrich Rudolf Hertz</p><p>(1857–1894), que foi a primeira pessoa a trazer provas da existência de ondas eletromagnéticas”</p><p>(RICHARD, 2005).</p><p>As diferentes frequências do som são percebidas pelo sistema auditivo e geram variadas</p><p>sensações de acordo com suas características. Sendo assim, a outra forma de análise da frequência</p><p>é oferecida pela psicoacústica. A percepção da frequência sonora é o pitch, termo utilizado para</p><p>classi�car um som de forma subjetiva.</p><p>Na avaliação vocal, por exemplo, o avaliador faz análise do pitch da voz como grave ou</p><p>agudo. Como se trata de uma sensação, a análise é subjetiva, podendo, então, variar de acordo com o</p><p>indivíduo que faz a análise. Para as avaliações vocais, essas percepções são parte da caracterização</p><p>da voz e podem nortear parte do processo terapêutico, mas não de�nem o diagnóstico. É uma</p><p>informação que colabora com a intervenção, mas não pode ser utilizada de forma isolada.</p><p>O elemento frequência da onda é analisado por equipamentos ou programas de</p><p>computador. O estímulo é captado pelo microfone e analisado por seus algoritmos.</p><p>Diferentemente dos equipamentos de avaliação auditiva que irão emitir o som,</p><p>possui capacidade de eliciar um estímulo sonoro de acordo com a frequência</p><p>solicitada pelo avaliador.</p><p>O vídeo a seguir apresenta como a percepção da frequência e</p><p>intensidade pode auxiliar os animais. A Ecolocalização é uma</p><p>forma de alguns animais perceberem o ambiente à sua volta sem</p><p>utilizarem a visão. A partir de estudos da Ecolocalização, foram</p><p>criados os sistemas de sonar e radar que conhecemos hoje.</p><p>Assista ao vídeo Echolocation em</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=laeE4icRYp4.</p><p>Baixado por Ricardo Synth (rchrd9@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|46334729</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=laeE4icRYp4</p><p>17WWW.UNINGA.BR</p><p>FÍ</p><p>SI</p><p>CA</p><p>A</p><p>CÚ</p><p>ST</p><p>IC</p><p>A</p><p>AP</p><p>LI</p><p>CA</p><p>DA</p><p>À</p><p>F</p><p>ON</p><p>OA</p><p>UD</p><p>IO</p><p>LO</p><p>GI</p><p>A</p><p>| U</p><p>N</p><p>ID</p><p>AD</p><p>E</p><p>2</p><p>EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA</p><p>1.1 Período</p><p>O período é o elemento mais simples uma vez que se trata de um conceito comum e</p><p>aplicável a outras áreas de nosso dia a dia. Trata-se do tempo ou duração do estímulo sonoro.</p><p>A duração do estímulo in�uencia grandemente os parâmetros de impacto da onda sonora</p><p>em relação ao prejuízo que pode causar ao ser humano. O indivíduo exposto a um som de alta</p><p>intensidade por um longo espaço de tempo poderá sofrer impacto irreversível no seu sistema</p><p>auditivo. Como explica Bistafa (2018), ruído é um tipo de som “[...] indesejável, em geral de</p><p>conotação negativa”. Dessa forma, um mesmo som pode ser considerado um ruído de acordo</p><p>com o ouvinte que o analisa.</p><p>De acordo com as preferências sonoras de diferentes indivíduos, um determinado som</p><p>pode ser considerado como ruído. Por exemplo, um indivíduo pode detestar música sertaneja e,</p><p>por apresentar conotação negativa, pode ser considerado como ruído. O som também pode ser</p><p>classi�cado como ruído quando</p><p>apresenta altas intensidades. Veremos de forma mais detalhada</p><p>nas próximas unidades como classi�caremos os tipos de ruído.</p><p>O exame de audiometria deve começar com o estímulo na frequência de 1000</p><p>Hertz, pois, devido às características desse som, o estímulo é mais facilmente</p><p>percebido pelo indivíduo avaliado.</p><p>Para maiores informações sobre as Normas Regulamentadoras</p><p>ocupacionais para exposição a sons de alta intensidade, ler a</p><p>NR15, disponível em</p><p>https: //www.audio logiabras i l .org.br/por ta l2018/pdf/</p><p>legislacao_4.pdf.</p><p>Baixado por Ricardo Synth (rchrd9@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|46334729</p><p>https://www.audiologiabrasil.org.br/portal2018/pdf/legislacao_4.pdf</p><p>https://www.audiologiabrasil.org.br/portal2018/pdf/legislacao_4.pdf</p><p>18WWW.UNINGA.BR</p><p>FÍ</p><p>SI</p><p>CA</p><p>A</p><p>CÚ</p><p>ST</p><p>IC</p><p>A</p><p>AP</p><p>LI</p><p>CA</p><p>DA</p><p>À</p><p>F</p><p>ON</p><p>OA</p><p>UD</p><p>IO</p><p>LO</p><p>GI</p><p>A</p><p>| U</p><p>N</p><p>ID</p><p>AD</p><p>E</p><p>2</p><p>EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA</p><p>1.2 Amplitude da Onda</p><p>A amplitude da onda sonora é o aspecto que se relaciona com a intensidade do estímulo.</p><p>Quanto maior a intensidade, mais energia e, portanto, maior a amplitude da onda, facilmente</p><p>percebida pela representação grá�ca a seguir.</p><p>Figura 1 - Intensidade da onda sonora. Fonte: Izecksohn (2014).</p><p>Temos, na Figura 1, três estímulos sonoros de intensidades diferentes e, portanto, com</p><p>amplitudes de onda distintas. A unidade de medida utilizada para a intensidade de determinado</p><p>som é o dB, que deriva do nome Bell, em homenagem ao físico inglês Alexander Graham</p><p>Bell. A sensação da intensidade do som é comumente chamada de volume ou loudness. Para a</p><p>psicoacústica, essa sensação pode apontar qual o limiar de desconforto do paciente, bem como o</p><p>nível mínimo de percepção do estímulo sonoro.</p><p>Ao utilizarmos o dB (deciBel) como unidade relativa, é muito importante que seja de�nido</p><p>qual o valor de referência para essa mensuração, como explana Russo (1999). Apresentaremos</p><p>aqui duas possibilidades de referência, representadas pelas siglas NPS e NIS, que signi�cam,</p><p>respectivamente, Nível de Pressão Sonora e Nível de Intensidade Sonora. Os valores equivalentes</p><p>são calculados pela Física Acústica por meio de expressões numéricas, como vemos na expressão</p><p>que segue, que representa o cálculo do NPS.</p><p>O conhecimento da existência desses cálculos é importante para a Fonoaudiologia,</p><p>porém, não é necessário que nos atentemos à execução dos mesmos. É de suma importância</p><p>para o diagnóstico auditivo, por exemplo, que o pro�ssional saiba qual a medida de intensidade</p><p>referente ao seu equipamento, pois, uma vez que não são níveis equivalentes, dependendo da</p><p>unidade de medida utilizada, podemos considerar os dados da avaliação como sendo patológicos</p><p>ou dentro dos padrões de normalidade.</p><p>Baixado por Ricardo Synth (rchrd9@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|46334729</p><p>19WWW.UNINGA.BR</p><p>FÍ</p><p>SI</p><p>CA</p><p>A</p><p>CÚ</p><p>ST</p><p>IC</p><p>A</p><p>AP</p><p>LI</p><p>CA</p><p>DA</p><p>À</p><p>F</p><p>ON</p><p>OA</p><p>UD</p><p>IO</p><p>LO</p><p>GI</p><p>A</p><p>| U</p><p>N</p><p>ID</p><p>AD</p><p>E</p><p>2</p><p>EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA</p><p>A equivalência entre essas duas medidas pode ser calculada por meio da duplicação, ou</p><p>seja, “[...] quando a intensidade de energia é duplicada, o NIS aumenta em 3 dB e, quando a</p><p>pressão sonora é duplicada, o NPS aumenta em 6 dB” (RUSSO, 1999).</p><p>Assim como o tempo de estímulo, a intensidade do som também é um elemento relevante</p><p>nas concepções de sons que são prejudiciais ao sistema auditivo humano, conforme podemos</p><p>observar nos parâmetros da NR 15, trazida na penúltima Indicação de Leitura.</p><p>Quanto maior a distância percorrida pelo estímulo sonoro, menor a amplitude da onda</p><p>sonora e, por isso, menor a sensação de loudness/volume do som. Esse dado faz-se relevante no</p><p>entendimento de queixas trazidas pelo paciente, na presença de perdas auditivas. Por exemplo,</p><p>são comuns queixas relacionadas ao entendimento de fala em campo livre se comparado com</p><p>indivíduos conversando em um ambiente fechado. Isso se deve à distância que o som irá percorrer</p><p>da fonte sonora até o sistema auditivo.</p><p>Iêda Chaves Pacheco Russo é, sem dúvida, um dos maiores nomes quando se</p><p>estuda Física Acústica Aplicada à Fonoaudiologia. Seus estudos quanto à onda</p><p>sonora e a aplicação desses conceitos contribuem até os dias atuais, mesmo</p><p>depois de anos de seu falecimento. Para maiores informações sobre essas</p><p>contribuições, sugerimos a leitura de seu livro Acústica e Psicoacústica Aplicadas</p><p>à Fonoaudiologia, da editora Lovisa.</p><p>Um estímulo sonoro de intensidade específica poderá ou não ocasionar maior</p><p>sensação/desconforto ou prejuízo ao ouvinte, dependendo do meio de propagação</p><p>do som.</p><p>Baixado por Ricardo Synth (rchrd9@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|46334729</p><p>20WWW.UNINGA.BR</p><p>FÍ</p><p>SI</p><p>CA</p><p>A</p><p>CÚ</p><p>ST</p><p>IC</p><p>A</p><p>AP</p><p>LI</p><p>CA</p><p>DA</p><p>À</p><p>F</p><p>ON</p><p>OA</p><p>UD</p><p>IO</p><p>LO</p><p>GI</p><p>A</p><p>| U</p><p>N</p><p>ID</p><p>AD</p><p>E</p><p>2</p><p>EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA</p><p>Para melhor entendimento desse conceito, observe as Figuras 2, 3 e 4.</p><p>Fone intra-auricular:</p><p>Figura 2 - Modelo de fone de ouvido intra-auricular. Fonte: Casas Bahia (2021).</p><p>Fone auricular:</p><p>Figura 3 - Modelo de fone de ouvido auricular. Fonte: Multilaser (2021).</p><p>Caixa de som:</p><p>Figura 4 - Modelo de caixa de som. Fonte: Havan (2021).</p><p>Baixado por Ricardo Synth (rchrd9@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|46334729</p><p>21WWW.UNINGA.BR</p><p>FÍ</p><p>SI</p><p>CA</p><p>A</p><p>CÚ</p><p>ST</p><p>IC</p><p>A</p><p>AP</p><p>LI</p><p>CA</p><p>DA</p><p>À</p><p>F</p><p>ON</p><p>OA</p><p>UD</p><p>IO</p><p>LO</p><p>GI</p><p>A</p><p>| U</p><p>N</p><p>ID</p><p>AD</p><p>E</p><p>2</p><p>EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA</p><p>Quanto menor a distância percorrida pelo estímulo sonoro, maior o nível de pressão</p><p>sonora exercida sobre o sistema auditivo. É, portanto, um aspecto importante a ser avaliado ao</p><p>se analisar um determinado som e de�ni-lo como prejudicial, ou não, ao ouvido humano. Um</p><p>som que é emitido pelo fone intra-auricular percorrerá um espaço menor até chegar ao ouvido</p><p>humano, pois está inserido dentro do conduto auditivo, perdendo intensidade mínima da fonte</p><p>sonora e, daí, a pressão sonora será maior. Já na caixa de som, o estímulo será propagado em</p><p>campo livre e, por isso, a pressão sonora será bem menor, pois, como vimos anteriormente, o som</p><p>perderá energia para o ambiente.</p><p>A Figura 5 ilustra alguns tipos de protetor auricular, que é o EPI para o sistema auditivo.</p><p>Figura 5 - Exemplos de Equipamento de Proteção Individual para sistema auditivo. Fonte: Conecta FG (2021).</p><p>Atualmente, devido ao estabelecimento das normas regulamentadoras, temos diversos</p><p>documentos que norteiam os níveis aceitáveis de pressão sonora, como vimos anteriormente na</p><p>NR 15.</p><p>A exposição excessiva a altas intensidades sonoras pode provocar prejuízos</p><p>irreversíveis ao ser humano. Isso pode ser evitado com o uso do EPI - Equipamento</p><p>de Proteção Individual. O uso do EPI pode proteger o sistema auditivo contra os</p><p>riscos de pressão sonora elevada. Cada tipo de EPI é fabricado com indicações</p><p>quanto ao limite de proteção proporcionada. Por isso, ao selecionar um tipo de</p><p>protetor, deve-se conhecer qual o parâmetro do produto e qual a necessidade de</p><p>proteção relacionada àquele determinado ambiente.</p><p>Baixado por Ricardo Synth (rchrd9@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|46334729</p><p>22WWW.UNINGA.BR</p><p>FÍ</p><p>SI</p><p>CA</p><p>A</p><p>CÚ</p><p>ST</p><p>IC</p><p>A</p><p>AP</p><p>LI</p><p>CA</p><p>DA</p><p>À</p><p>F</p><p>ON</p><p>OA</p><p>UD</p><p>IO</p><p>LO</p><p>GI</p><p>A</p><p>| U</p><p>N</p><p>ID</p><p>AD</p><p>E</p><p>2</p><p>EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA</p><p>Com o aumento da �scalização, as empresas tiveram de se adequar e respeitar esses limites</p><p>de proteção à saúde do trabalhador, bem como do consumidor de seus produtos. Para facilitar</p><p>as informações aos usuários, alguns produtos oferecem informações na embalagem para �ns de</p><p>proteção contra os prejuízos decorrentes da exposição ao ruído. Como observado na Figura 6,</p><p>alguns produtos possuem o selo ruído, exigido como caracterização do produto uma vez que</p><p>mesmo aqueles de uso doméstico podem ocasionar prejuízo.</p><p>Figura 6 - Modelo de selo ruído. Fonte: Alfa Print (2019).</p><p>Como a fonoaudiologia pode atuar na saúde do trabalhador? O profissional</p><p>fonoaudiólogo que trabalha na área ocupacional irá auxiliar na avaliação ambiental</p><p>a fim de proteger a integridade do trabalhador no que diz respeito à voz e audição.</p><p>O Conselho Regional de Fonoaudiologia - CREFONO - oferece</p><p>um manual com orientações sobre a prática fonoaudiológica em</p><p>audiologia ocupacional. Acesse o guia em: http://www.crefono6.</p><p>org.br/visualizacao-de-publicacoes/ler/168/audiologia-</p><p>ocupacional-faq.</p><p>Baixado por Ricardo Synth (rchrd9@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|46334729</p><p>http://www.crefono6.org.br/visualizacao-de-publicacoes/ler/168/audiologia-ocupacional-faq</p><p>http://www.crefono6.org.br/visualizacao-de-publicacoes/ler/168/audiologia-ocupacional-faq</p><p>http://www.crefono6.org.br/visualizacao-de-publicacoes/ler/168/audiologia-ocupacional-faq</p><p>23WWW.UNINGA.BR</p><p>FÍ</p><p>SI</p><p>CA</p><p>A</p><p>CÚ</p><p>ST</p><p>IC</p><p>A</p><p>AP</p><p>LI</p><p>CA</p><p>DA</p><p>À</p><p>F</p><p>ON</p><p>OA</p><p>UD</p><p>IO</p><p>LO</p><p>GI</p><p>A</p><p>| U</p><p>N</p><p>ID</p><p>AD</p><p>E</p><p>2</p><p>EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA</p><p>1.3 Fonte Sonora</p><p>A fonte sonora é o que proporciona a emissão do som, sendo responsável por iniciar</p><p>a onda sonora. O som emitido sofrerá interferência das propriedades que constituem a fonte</p><p>sonora. Assim, o som emitido por duas fontes sonoras diferentes, ainda que estejam nas mesmas</p><p>frequência e intensidade, produz sons com características distintas. A essa diferença entre os sons</p><p>dá-se o nome de timbre. Os diferentes timbres do som são também facilmente veri�cados na voz</p><p>humana.</p><p>Fontes sonoras diferentes, ainda que gerem estímulo sonoro de mesmas frequência e</p><p>intensidade, terão um timbre diferente. A onda sonora terá características diferentes, bem como</p><p>sua representação grá�ca - Física Acústica. A sensação do som também sofrerá mudanças -</p><p>Psicoacústica.</p><p>Os vídeos a seguir apresentam dois exemplos de tipos de timbres diferentes, pois,</p><p>ainda que estejam cantando na mesma frequência (nota musical), a percepção da</p><p>voz irá mudar em ambos os casos, por se tratarem de uma criança e um adulto.</p><p>O primeiro vídeo é Don’t Let Me Down - The Beatles, por Diogo Mello,</p><p>disponível em https://www.youtube.com/watch?v=8cYCubol7a0.</p><p>O segundo vídeo é You’ve Got a Friend In Me - LIVE Performance, by</p><p>4-year-old Claire Ryann and Dad,</p><p>disponível em https://www.youtube.com/watch?v=ukD8zj6ngVY.</p><p>Baixado por Ricardo Synth (rchrd9@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|46334729</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=8cYCubol7a0</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=8cYCubol7a0</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=8cYCubol7a0</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=ukD8zj6ngVY</p><p>24WWW.UNINGA.BR</p><p>FÍ</p><p>SI</p><p>CA</p><p>A</p><p>CÚ</p><p>ST</p><p>IC</p><p>A</p><p>AP</p><p>LI</p><p>CA</p><p>DA</p><p>À</p><p>F</p><p>ON</p><p>OA</p><p>UD</p><p>IO</p><p>LO</p><p>GI</p><p>A</p><p>| U</p><p>N</p><p>ID</p><p>AD</p><p>E</p><p>2</p><p>EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA</p><p>CONSIDERAÇÕES FINAIS</p><p>Os conceitos de ondulatória irão contribuir grandemente para a prática fonoaudiológica.</p><p>Destacamos nesta unidade as contribuições da Avaliação Auditiva e Avaliação Vocal.</p><p>Vimos os elementos da ondulatória e como eles podem facilitar a prática fonoaudiológica,</p><p>auxiliando a compreensão dos fenômenos e, consequentemente, a atuação clínica propriamente</p><p>dita.</p><p>Ressaltou-se a diferença entre as contribuições da Física Acústica, tida como uma ciência</p><p>objetiva, e a Psicoacústica, que trata de considerar elementos subjetivos (por exemplo, a emoção</p><p>ao se ouvir determinado som).</p><p>Foi apresentado o conceito de frequência da onda sonora, que é um elemento analisado</p><p>pela Física Acústica e que pode ser mensurado. Sua de�nição tem a ver com o número de ciclos</p><p>da onda sonora por segundo. A sensação de frequência da onda sonora é denominada como</p><p>pitch e é analisada pela Psicoacústica, que se trata da impressão gerada pelo elemento frequência,</p><p>relacionando-se com a sensação de som �no e som grosso.</p><p>A amplitude da onda que representa a intensidade de um determinado estímulo sonoro é</p><p>medida em dB e pode ter parâmetros diferentes de cálculo, dependendo do equipamento utilizado</p><p>pelo pro�ssional. A sensação da intensidade é chamada de loudness e explica como de�nimos um</p><p>som com volume alto ou baixo.</p><p>Há casos de maior sensibilidade a sons especí�cos que, por suas características, podem</p><p>gerar desconforto ao indivíduo. O desconforto da amplitude da onda pode ser analisado de duas</p><p>formas: pela acústica, o parâmetro serão os padrões de impacto ao organismo do ser humano.</p><p>Se um indivíduo é exposto ao som de alta intensidade, isso pode “lesar” seu sistema auditivo,</p><p>por exemplo, na psicoacústica, a avaliação desse elemento pode ser in�uenciada por outras</p><p>características do estímulo sonoro. Se o indivíduo gosta de determinado estímulo musical,</p><p>mesmo em alta intensidade, não irá sentir desconforto.</p><p>Essa característica do som nos auxilia na avaliação do limiar auditivo do sujeito avaliado.</p><p>Ou seja, possibilita mensurarmos qual o mínimo de intensidade sonora percebida pelo indivíduo</p><p>avaliado. Quanto maior a amplitude da onda sonora, maior a sensação do som pelo sistema</p><p>auditivo e melhor a percepção do estímulo.</p><p>Um outro elemento é o período que trata da duração de determinado estímulo sonoro.</p><p>Para as avaliações auditivas, entender o período também in�uenciará na percepção do estímulo</p><p>sonoro, pois, quando o estímulo é mais longo, o sujeito terá maior facilidade de detectar o som. O</p><p>tempo também é um fator relevante na fonação, pois, quando um determinado som é emitido pelo</p><p>nosso sistema fonatório - voz ou fala -, a informação sobre a duração irá nortear o entendimento</p><p>entre a normalidade e a patologia.</p><p>Na avaliação vocal, por exemplo, indivíduos com fenda vocal irão emitir sons mais curtos</p><p>que a média considerada padrão. Nos critérios de avaliação da produção vocal, é, portanto, um</p><p>elemento de suma importância. Em casos mais graves, é possível perceber alterações mesmo nas</p><p>avaliações subjetivas ou psicoacústicas.</p><p>A fonte sonora é o que dá origem ao som. É a partir dela que o som será percebido/</p><p>mensurado. Suas características irão determinar o timbre do som emitido. Um exemplo são duas</p><p>pessoas cantando uma mesma música, e ambas emitem sons em frequência igual. No entanto,</p><p>por se tratarem de fontes sonoras diferentes, irão gerar sensações de timbre muitas vezes opostas,</p><p>como é o caso de uma criança cantando com um homem adulto.</p><p>Baixado por Ricardo Synth (rchrd9@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|46334729</p><p>2525WWW.UNINGA.BR</p><p>U N I D A D E</p><p>03</p><p>SUMÁRIO DA UNIDADE</p><p>INTRODUÇÃO ...............................................................................................................................................................26</p><p>1. CONCEITOS ..............................................................................................................................................................27</p><p>2. SISTEMA AUDITIVO ................................................................................................................................................32</p><p>2.1 FENÔMENOS E TRANSDUÇÕES ..........................................................................................................................35</p><p>2.2 IMPEDÂNCIA ACÚSTICA ......................................................................................................................................37</p><p>CONSIDERAÇÕES FINAIS ...........................................................................................................................................38</p><p>ACÚSTICA E AUDIOLOGIA</p><p>PROFA. KEREN CRISTINA DA SILVA VASCONCELOS</p><p>ENSINO A DISTÂNCIA</p><p>DISCIPLINA:</p><p>FÍSICA ACÚSTICA APLICADA À FONOAUDIOLOGIA</p><p>Baixado por Ricardo Synth (rchrd9@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|46334729</p><p>26WWW.UNINGA.BR</p><p>FÍ</p><p>SI</p><p>CA</p><p>A</p><p>CÚ</p><p>ST</p><p>IC</p><p>A</p><p>AP</p><p>LI</p><p>CA</p><p>DA</p><p>À</p><p>F</p><p>ON</p><p>OA</p><p>UD</p><p>IO</p><p>LO</p><p>GI</p><p>A</p><p>| U</p><p>N</p><p>ID</p><p>AD</p><p>E</p><p>3</p><p>EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>A audição é um dos sentidos mais importantes para a comunicação, porque é por meio</p><p>desse sistema que o ser humano adquire e desenvolve a linguagem. Conforme de�nem Mondelli</p><p>et al. (2013, p. 564), “[...] a audição é um dos sentidos fundamentais à vida, desempenhando um</p><p>papel importante na sociedade, pois é base do desenvolvimento da comunicação humana”.</p><p>Trata-se de um sistema extremamente complexo, que pode ser dividido basicamente em três</p><p>partes: orelha externa, orelha média e orelha interna. Qualquer alteração ou mau funcionamento</p><p>de um dos elementos do sistema irá prejudicar o indivíduo. As consequências dessas alterações</p><p>dependerão da proporção do comprometimento do sistema. O fonoaudiólogo é o pro�ssional</p><p>responsável por avaliar o funcionamento desse sistema, sendo sua especialidade</p><p>de atuação a</p><p>audiologia. Após a avaliação auditiva, o sujeito é encaminhado ao médico otorrinolaringologista,</p><p>que é o pro�ssional responsável por decidir a conduta para cada caso. O fonoaudiólogo também</p><p>irá atuar no processo terapêutico de vários casos, dependendo da conduta orientada pelo médico.</p><p>Para a avaliação auditiva, o fonoaudiólogo irá utilizar diversos protocolos. Um dos exames</p><p>mais usados e que melhor orienta o diagnóstico auditivo é a audiometria. Trata-se de um exame</p><p>subjetivo, primordial para se considerar qual a melhor conduta no que diz respeito ao limiar</p><p>auditivo do sujeito, bem como auxiliar na etiologia do quadro audiológico. Possibilita a de�nição</p><p>dos limiares auditivos, ou seja, qual a mínima intensidade de som que é percebida pelo indivíduo.</p><p>Baixado por Ricardo Synth (rchrd9@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|46334729</p><p>27WWW.UNINGA.BR</p><p>FÍ</p><p>SI</p><p>CA</p><p>A</p><p>CÚ</p><p>ST</p><p>IC</p><p>A</p><p>AP</p><p>LI</p><p>CA</p><p>DA</p><p>À</p><p>F</p><p>ON</p><p>OA</p><p>UD</p><p>IO</p><p>LO</p><p>GI</p><p>A</p><p>| U</p><p>N</p><p>ID</p><p>AD</p><p>E</p><p>3</p><p>EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA</p><p>1. CONCEITOS</p><p>Como explica Bonaldi (2015, p. 3), “O sistema auditivo é constituído de estruturas</p><p>sensoriais e conexões centrais responsáveis pela audição”. Neto e Marçal (2015, p. 25) relatam</p><p>que “A audição humana é um sentido extremamente complexo. A plena percepção dos estímulos</p><p>sonoros do ambiente depende da integridade de todo o sistema auditivo”.</p><p>Essas estruturas operam para que o indivíduo consiga ouvir o som e possibilitam, além</p><p>da percepção do estímulo, outras funções, a saber: localização, discriminação, detecção do som.</p><p>Sendo assim, é possível que o indivíduo perceba a presença do som, porém, não saiba onde está</p><p>a fonte sonora (localização) ou não entenda a informação sonora transmitida (discriminação).</p><p>Mesmo que não haja uma de�ciência auditiva e o indivíduo possua limiares auditivos</p><p>dentro dos padrões de normalidade, existem alguns casos em que as funções da audição estarão</p><p>prejudicadas. Isso porque o som não é apenas percebido (limiar de audibilidade), mas também</p><p>processado pelo sistema nervoso central - o que evidencia, mais uma vez, a importância de que</p><p>se realizem vários exames complementares entre si.</p><p>Nas situações em que o indivíduo não consegue perceber o som na intensidade</p><p>determinada como padrão, diz-se que ele possui perda auditiva. Ou seja, parte da</p><p>informação sonora não pode ser percebida por ele, perdendo conteúdo auditivo.</p><p>A perda auditiva é um tipo de deficiência que causa limitação comunicativa.</p><p>Em alguns casos em que o comprometimento é maior, pode incapacitá-lo para</p><p>desenvolver a linguagem oral, sendo necessário que se utilize outro meio de</p><p>comunicação.</p><p>Nas situações em que o indivíduo não consegue perceber o som na intensidade</p><p>determinada como padrão, diz-se que ele possui perda auditiva. Ou seja, parte da</p><p>informação sonora não pode ser percebida por ele, perdendo conteúdo auditivo.</p><p>A perda auditiva é um tipo de deficiência que causa limitação comunicativa.</p><p>Em alguns casos em que o comprometimento é maior, pode incapacitá-lo para</p><p>desenvolver a linguagem oral, sendo necessário que se utilize outro meio de</p><p>comunicação.</p><p>Baixado por Ricardo Synth (rchrd9@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|46334729</p><p>28WWW.UNINGA.BR</p><p>FÍ</p><p>SI</p><p>CA</p><p>A</p><p>CÚ</p><p>ST</p><p>IC</p><p>A</p><p>AP</p><p>LI</p><p>CA</p><p>DA</p><p>À</p><p>F</p><p>ON</p><p>OA</p><p>UD</p><p>IO</p><p>LO</p><p>GI</p><p>A</p><p>| U</p><p>N</p><p>ID</p><p>AD</p><p>E</p><p>3</p><p>EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA</p><p>Como citado anteriormente, além do ouvir o som, existem outras funções que participam</p><p>desse sistema e que possibilitam que cada estímulo sonoro tenha signi�cado. Para melhor</p><p>compreensão, apresentaremos a seguir tipos de exames utilizados no diagnóstico auditivo.</p><p>Neste exame de audiometria tonal limiar, o indivíduo é posto dentro da cabine acústica</p><p>ou ambiente acusticamente tratado (veremos mais detalhadamente a seguir). Ao avaliado,</p><p>solicita-se que sinalize com a mão ou aperte campainha para indicar que está percebendo o som</p><p>apresentado. Sendo assim, a primeira função avaliada nesse teste é a detecção do som - função</p><p>subjetiva e que pode sofrer variação de acordo com o dia em que o sujeito é avaliado. Seu estado</p><p>de atenção, bem-estar físico, cansaço, compreensão do teste (cognitivo íntegro), dentre outros</p><p>fatores, irão in�uenciar diretamente os resultados da percepção do estímulo sonoro.</p><p>O estímulo é dado a partir do equipamento chamado audiômetro, apresentado na Figura</p><p>1. E, como vimos anteriormente, o teste iniciará pela análise do limiar na frequência de 1000Hz,</p><p>pois é mais bem percebida pelo indivíduo.</p><p>Para a condução do estímulo, utiliza-se o fone TDH 39, como apresenta a Figura 2.</p><p>Como vimos na Unidade 1 (quando estudamos os meios de propagação), trata-se de um estímulo</p><p>eliciado em meio gasoso e é por isso chamado de estímulo por VIA AÉREA. Uma outra forma</p><p>de apresentar o estímulo é o vibrador ósseo, sendo um fone que propaga o estímulo sonoro por</p><p>meio sólido e, portanto, é chamado de estímulo por VIA ÓSSEA. A seguir, pode-se observar o</p><p>equipamento utilizado para realização do exame, bem como os fones de via aérea e via óssea.</p><p>Figura 1- Audiômetro AD229 B – Interacoustics. Fonte: AudiometrIa Centro de Diagnóstico (2021).</p><p>Figura 2 - Modelo de fone TDH 39. Fonte: AME Audiologia (2021).</p><p>Baixado por Ricardo Synth (rchrd9@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|46334729</p><p>29WWW.UNINGA.BR</p><p>FÍ</p><p>SI</p><p>CA</p><p>A</p><p>CÚ</p><p>ST</p><p>IC</p><p>A</p><p>AP</p><p>LI</p><p>CA</p><p>DA</p><p>À</p><p>F</p><p>ON</p><p>OA</p><p>UD</p><p>IO</p><p>LO</p><p>GI</p><p>A</p><p>| U</p><p>N</p><p>ID</p><p>AD</p><p>E</p><p>3</p><p>EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA</p><p>Figura 3 - Fone por vibração óssea. Fonte: Masteraudiologia (2021).</p><p>A Figura 4 apresenta o audiograma, que é o grá�co onde se demarcam as respostas do</p><p>limiar auditivo. Ou seja, anota-se a mínima intensidade em que o avaliado percebe o som.</p><p>Figura 4 - Audiograma. Fonte: Goen Optika (2021).</p><p>Baixado por Ricardo Synth (rchrd9@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|46334729</p><p>30WWW.UNINGA.BR</p><p>FÍ</p><p>SI</p><p>CA</p><p>A</p><p>CÚ</p><p>ST</p><p>IC</p><p>A</p><p>AP</p><p>LI</p><p>CA</p><p>DA</p><p>À</p><p>F</p><p>ON</p><p>OA</p><p>UD</p><p>IO</p><p>LO</p><p>GI</p><p>A</p><p>| U</p><p>N</p><p>ID</p><p>AD</p><p>E</p><p>3</p><p>EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA</p><p>Cada símbolo representa a resposta de determinada orelha e indica o meio de propagação</p><p>do som, conforme se observa na Figura 5.</p><p>Figura 5 - Representação de respostas do audiograma. Fonte: Brasil (1998).</p><p>Dentro desse mesmo teste, temos a avaliação chamada LOGOAUDIOMETRIA,</p><p>apresentada na Figura 6.</p><p>Figura 6 - Exemplo de Logoaudiometria. Fonte: Integrativa (2021).</p><p>A função de percepção sonora é avaliada por meio da apresentação de palavras trissílabas.</p><p>A resposta de detecção do estímulo sonoro da fala é o LDF (Limiar de Detecção de Fala), também</p><p>chamado de SDT (sigla em Inglês). Nessa fase do teste, avalia-se a função de discriminação sonora,</p><p>pois o sujeito avaliado deverá repetir a pronúncia das palavras apresentadas, comprovando,</p><p>assim, sua compreensão do estímulo. O resultado desse teste é chamado de LRF (Limiar de</p><p>Reconhecimento de Fala) ou SRT (sigla em inglês), pois representa a intensidade mínima que o</p><p>indivíduo consegue reconhecer a fala.</p><p>Temos também o teste de IPRF, que se trata do Índice Percentual de Reconhecimento de</p><p>Fala, que demonstra a resposta do reconhecimento de fala por meio do percentual de acerto do</p><p>indivíduo.</p><p>Se compararmos respostas entre VA e VO, a resposta por via óssea será melhor ou</p><p>igual à percepção da mesma frequência por via aérea. Isso é explicado pela teoria</p><p>de propagação da onda sonora, segundo a qual o som perde menos intensidade</p><p>para o meio sólido se compararmos com o trajeto em meio aéreo/gasoso.</p><p>Baixado por Ricardo Synth (rchrd9@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|46334729</p><p>31WWW.UNINGA.BR</p><p>FÍ</p><p>SI</p><p>CA</p><p>A</p><p>CÚ</p><p>ST</p><p>IC</p><p>A</p><p>AP</p><p>LI</p><p>CA</p><p>DA</p><p>À</p><p>F</p><p>ON</p><p>OA</p><p>UD</p><p>IO</p><p>LO</p><p>GI</p><p>A</p><p>| U</p><p>N</p><p>ID</p><p>AD</p><p>E</p><p>3</p><p>EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA</p><p>Além das funções veri�cadas na audiometria, temos outros exames que nos indicam alguma</p><p>disfunção do sistema auditivo. É o caso do exame do PAC (Processamento Auditivo Central).</p><p>Para esse teste, o avaliador utiliza-se do mesmo local de exame da audiometria. Apresenta-se a</p><p>gravação de fala por meio aéreo (TDH-39) e, conforme as orientações do avaliador, o indivíduo</p><p>deve pronunciar as palavras oferecidas.</p><p>Um exemplo de avaliação é o teste de fala no ruído, que veri�ca, por meio dos percentuais</p><p>de</p><p>padrão estabelecidos, como estão as funções atenção e discriminação da fala em ambiente</p><p>ruidoso. Mais uma vez, é importante deixar claro que nenhum teste isolado pode ser considerado</p><p>como de�nitivo para o diagnóstico.</p><p>Para maiores informações sobre a Audiologia Clínica, leia a Parte</p><p>1 do livro:</p><p>OTACÍLIO FILHO, L. et al. Novo Tratado de Fonoaudiologia. São</p><p>Paulo: Manole, 2013.</p><p>O material está disponível em:</p><p>h t t p s : // i n t e g r a d a . m i n h a b i b l i o t e c a . c o m . b r / # /</p><p>books/9788520452189/.</p><p>A realização da audiometria é critério primordial para a avaliação do PAC, uma vez</p><p>que indivíduos que apresentam alteração dos limiares auditivos consequentemente</p><p>terão alteração do processamento da informação auditiva.</p><p>Baixado por Ricardo Synth (rchrd9@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|46334729</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788520452189/</p><p>https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788520452189/</p><p>32WWW.UNINGA.BR</p><p>FÍ</p><p>SI</p><p>CA</p><p>A</p><p>CÚ</p><p>ST</p><p>IC</p><p>A</p><p>AP</p><p>LI</p><p>CA</p><p>DA</p><p>À</p><p>F</p><p>ON</p><p>OA</p><p>UD</p><p>IO</p><p>LO</p><p>GI</p><p>A</p><p>| U</p><p>N</p><p>ID</p><p>AD</p><p>E</p><p>3</p><p>EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA</p><p>2. SISTEMA AUDITIVO</p><p>Para a compreensão dos resultados apresentados nestes e em outros exames de avaliação</p><p>auditiva, é de suma importância que o pro�ssional fonoaudiólogo tenha conhecimento da</p><p>anatomia (estruturas) e �siologia (funcionamento) do sistema auditivo. Observe a Figura 7.</p><p>Figura 7 - Pavilhão, orelha média e orelha interna. Fonte: DigSom (2021).</p><p>O estímulo sonoro surge a partir de uma fonte sonora. O som eliciado é recebido pelo</p><p>Sistema Auditivo por meio da orelha externa, que, como relata Ribeiro (2015), é composta pelo</p><p>pavilhão auricular e pelo meato acústico externo. Bonaldi (2015, p. 5) explica que “[...] a orelha é</p><p>uma estrutura de cartilagem �exível [...] formada pelas seguintes saliências e depressões: hélice,</p><p>tubérculo da orelha, concha da orelha, antélice, fossa triangular, escafa, trago, incisura antitrágica</p><p>e lóbulo”. O lóbulo é constituído de pele e gordura, não sendo cartilagem, como as demais</p><p>estruturas do pavilhão auricular.</p><p>Em seguida, o som adentra no organismo a partir do meato acústico externo ou conduto</p><p>auditivo. Possui estrutura óssea e cartilaginosa, podendo variar em comprimento, diâmetro e</p><p>trajeto, de acordo com as características de cada indivíduo. Pode variar em tamanho de acordo</p><p>com as posições da mandíbula e do pavilhão auricular.</p><p>A orelha média é uma cavidade composta por diversas estruturas, localizada no nosso</p><p>osso temporal do crânio. A estrutura que divide orelha externa e média é chamada de membrana</p><p>timpânica, comumente conhecida como tímpano. As características de elasticidade dessa</p><p>membrana irão orientar as condições funcionais da orelha média. Veremos isso, de forma mais</p><p>detalhada, no tópico sobre Impedância Acústica.</p><p>Baixado por Ricardo Synth (rchrd9@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|46334729</p><p>33WWW.UNINGA.BR</p><p>FÍ</p><p>SI</p><p>CA</p><p>A</p><p>CÚ</p><p>ST</p><p>IC</p><p>A</p><p>AP</p><p>LI</p><p>CA</p><p>DA</p><p>À</p><p>F</p><p>ON</p><p>OA</p><p>UD</p><p>IO</p><p>LO</p><p>GI</p><p>A</p><p>| U</p><p>N</p><p>ID</p><p>AD</p><p>E</p><p>3</p><p>EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA</p><p>Na região da orelha média, temos os menores ossos do corpo humano e, por isso,</p><p>denominados ossículos. São eles: martelo, estribo e bigorna. Juntos, formam a cadeia ossicular e</p><p>possuem estática que os mantém suspensos dentro da cavidade. Para que isso ocorra, é necessário</p><p>ação das articulações entre os ossículos, que são as superfícies de contato entre eles. Os ligamentos</p><p>e pregas que tratam de unir as partes e os músculos, além de auxiliarem de maneira estrutural,</p><p>também proporcionam a mobilidade do sistema.</p><p>As estruturas da orelha externa e média são responsáveis por conduzir o som dentro</p><p>do sistema auditivo. Alterações dessas estruturas ocasionam o que chamamos de perda auditiva</p><p>condutiva.</p><p>A má formação congênita do pavilhão auditivo é uma causa de perda de condução do</p><p>som, como se observa na Figura 8.</p><p>Figura 8 - Microtia. Fonte: Texas Children’s Hospital (2021).</p><p>A tuba auditiva, antes conhecida como trompa de Eustáquio, é uma estrutura que</p><p>comunica a orelha média ao ambiente externo. É responsável pelo equilíbrio entre</p><p>as pressões da orelha média e ar externo, protege o sistema contra alterações</p><p>bruscas da pressão atmosférica. Sua ação é facilmente percebida quando se</p><p>viaja de avião, uma vez que a mudança de pressão do ar ocorre de forma súbita,</p><p>provocando a ação da tuba. Nesses casos, é comum dizermos que estamos com o</p><p>“ouvido tapado”. Existem alguns casos em que tal sensação é momentânea, pois,</p><p>ao equilibrar a pressão, sentimos um retorno à normalidade. Porém, há alguns</p><p>casos de plenitude auricular (termo técnico usado para denominar a sensação de</p><p>ouvido tapado) contínua, que podem ocorrer devido à disfunção da tuba auditiva.</p><p>Para esses casos, o indivíduo deve procurar o médico otorrinolaringologista para</p><p>avaliação e conduta do caso.</p><p>O vídeo a seguir explica as partes do sistema auditivo e, de forma</p><p>concisa, apresenta as funções da orelha externa, média e interna.</p><p>Assista a ele em</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=FLUwYCHFVas.</p><p>Baixado por Ricardo Synth (rchrd9@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|46334729</p><p>https://www.youtube.com/watch?v=FLUwYCHFVas</p><p>34WWW.UNINGA.BR</p><p>FÍ</p><p>SI</p><p>CA</p><p>A</p><p>CÚ</p><p>ST</p><p>IC</p><p>A</p><p>AP</p><p>LI</p><p>CA</p><p>DA</p><p>À</p><p>F</p><p>ON</p><p>OA</p><p>UD</p><p>IO</p><p>LO</p><p>GI</p><p>A</p><p>| U</p><p>N</p><p>ID</p><p>AD</p><p>E</p><p>3</p><p>EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA</p><p>Nesse caso, o estímulo sonoro não “encontra” espaço aéreo de propagação, sendo que a</p><p>condução �ca restrita ao meio sólido. O estímulo perde intensidade para o meio até ser percebido</p><p>pelo sistema auditivo, a menos que o estímulo sonoro gerado esteja desde o início sendo propagado</p><p>por meio sólido, como é o caso do estímulo gerado pelo fone de vibrador ósseo.</p><p>Em seguida, temos a orelha interna, composta pelo labirinto (ósseo e membranoso), a</p><p>perilinfa (líquido rico em sódio e potássio) e a cóclea, que é a principal responsável pela função</p><p>auditiva (BONALDI, 2015; BESS; HUMES, 1998).</p><p>Figura 9 - Cóclea. Fonte: Deposit Photos (2021).</p><p>A estrutura da cóclea é composta por diversos elementos. Ela é responsável pela</p><p>comunicação entre a cavidade timpânica e as �bras do nervo coclear.</p><p>Um recurso para os casos de malformação de orelha é o Aparelho Auditivo</p><p>Ancorado no Osso. Esse tipo de prótese proporciona a estimulação direta das</p><p>células do sistema auditivo, beneficiando a condução do som que está prejudicada.</p><p>Qual a base da discriminação de frequência? A característica da excitação seletiva</p><p>das células ciliadas externas possibilita que as informações sonoras sejam</p><p>percebidas de forma específica por cada região coclear.</p><p>Baixado por Ricardo Synth (rchrd9@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|46334729</p><p>35WWW.UNINGA.BR</p><p>FÍ</p><p>SI</p><p>CA</p><p>A</p><p>CÚ</p><p>ST</p><p>IC</p><p>A</p><p>AP</p><p>LI</p><p>CA</p><p>DA</p><p>À</p><p>F</p><p>ON</p><p>OA</p><p>UD</p><p>IO</p><p>LO</p><p>GI</p><p>A</p><p>| U</p><p>N</p><p>ID</p><p>AD</p><p>E</p><p>3</p><p>EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA</p><p>As respostas de interpretação são resultados da ação de diversas estruturas do sistema</p><p>nervoso central, sofrem in�uência das memórias/conhecimento do indivíduo que, mesmo</p><p>apresentando toda a função do sistema auditivo dentro do padrão de normalidade, pode não</p><p>apresentar resposta compatível à informação oferecida.</p><p>Se, por exemplo, não conhece uma determinada língua, ainda que toda a função esteja</p><p>íntegra, o sistema não disponibiliza conhecimento linguístico e, portanto, não gera resposta</p><p>compatível.</p><p>2.1 Fenômenos e Transduções</p><p>A propagação do som para dentro do pavilhão auricular ocorre no meio gasoso, pelo ar,</p><p>desde que não haja nenhum impedimento estrutural, como é o caso de malformações de orelha</p><p>ou barreiras físicas (como excesso de cerume).</p><p>Em seguida, o som é conduzido pela membrana timpânica, que vibra em movimentos de</p><p>vai-e-vem. Essa energia mecânica é transmitida à cadeia e transmitida para a cóclea. A vibração</p><p>da cadeia ossicular irá oscilar de acordo com a intensidade do estímulo, sendo que atuará como</p><p>uma espécie de amortecedor de intensidade para reduzir o risco de lesões das células ciliadas.</p><p>A essa função de proteção damos o nome de re�exo acústico, uma vez que as contrações</p><p>simultâneas restringem o movimento da cadeia ossicular, deixando o sistema rígido diante de um</p><p>estímulo sonoro em forte</p><p>intensidade (RUSSO, 1999; LINARES, 2013).</p><p>As fibras nervosas que saem da cóclea são responsáveis por transmitirem</p><p>os impulsos nervosos para o sistema auditivo central. E este, por sua vez, é</p><p>responsável por interpretar a informação oferecida e também gerar resposta ao</p><p>estímulo recebido.</p><p>Considerando a sensibilidade do ouvido humano para as variações de frequência,</p><p>leia o Capítulo 5 de:</p><p>BISTAFAVIO, S. R. Acústica aplicada ao controle do ruído. 3. ed. São Paulo: Blucher,</p><p>2018.</p><p>Baixado por Ricardo Synth (rchrd9@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|46334729</p><p>36WWW.UNINGA.BR</p><p>FÍ</p><p>SI</p><p>CA</p><p>A</p><p>CÚ</p><p>ST</p><p>IC</p><p>A</p><p>AP</p><p>LI</p><p>CA</p><p>DA</p><p>À</p><p>F</p><p>ON</p><p>OA</p><p>UD</p><p>IO</p><p>LO</p><p>GI</p><p>A</p><p>| U</p><p>N</p><p>ID</p><p>AD</p><p>E</p><p>3</p><p>EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA</p><p>A ação da membrana timpânica juntamente com a cadeia ossicular irá restringir os</p><p>estímulos sonoros que entram no sistema. Sendo assim, parte da energia sonora é re�etida para</p><p>fora, e a outra parte é absorvida e transmitida. Essa função é chamada de impedância acústica.</p><p>Para que não haja prejuízo quanto à informação sonora transmitida à orelha interna, a</p><p>cadeia ossicular atuará como transformadora, “[...] combinando a baixa impedância do ar com</p><p>alta impedância dos �uidos cocleares” (RUSSO, 1999, p. 194). Sendo assim, de forma brilhante,</p><p>o sistema consegue ampli�car a informação sonora para que o som transmitido chegue de forma</p><p>íntegra à orelha interna.</p><p>Esses sistemas podem ser explicados pela ação da força motriz, que é objeto de estudo da</p><p>Física. O estímulo sonoro chega até a orelha interna por meio da “[...] força mecânica ampli�cada e</p><p>transmitida da orelha média para a interna pelos ossículos, é transformada em pressão hidráulica”</p><p>(RUSSO, 1999).</p><p>Essas ondas de pressão penetram no Órgão de Corti, causando movimentação das</p><p>membranas basilar e tectória, que, por sua vez, movimentam os cílios, que liberam substância</p><p>que possibilita a mudança do sinal mecânico em informação elétrica. A esse fenômeno dá-se o</p><p>nome de transdução mecanoelétrica. A cóclea é responsável por codi�car a informação sonora</p><p>para transmiti-la ao sistema nervoso central.</p><p>O imitanciômetro é um equipamento que possibilita a avaliação do reflexo</p><p>acústico, bem como da impedância da orelha média. Dispõe de um fone que elicia</p><p>o estímulo e de uma sonda que irá eliciar e captar respostas ao estímulo oferecido.</p><p>Figura 10 - Imitanciômetro. Fonte: Marca Médica (2021).</p><p>Baixado por Ricardo Synth (rchrd9@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|46334729</p><p>37WWW.UNINGA.BR</p><p>FÍ</p><p>SI</p><p>CA</p><p>A</p><p>CÚ</p><p>ST</p><p>IC</p><p>A</p><p>AP</p><p>LI</p><p>CA</p><p>DA</p><p>À</p><p>F</p><p>ON</p><p>OA</p><p>UD</p><p>IO</p><p>LO</p><p>GI</p><p>A</p><p>| U</p><p>N</p><p>ID</p><p>AD</p><p>E</p><p>3</p><p>EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA</p><p>2.2 Impedância Acústica</p><p>Este fenômeno pode ser avaliado por meio da timpanometria, que é um teste realizado</p><p>para veri�car a função de resistência e admitância da membrana timpânica. Por meio de pesquisas</p><p>e estudos clínicos, estabeleceu-se o volume de normalidade da orelha média. Nesse exame, o</p><p>volume de pressão exercida sobre a membrana timpânica possibilita avaliar sua mobilidade e</p><p>determinar, assim, a integridade do conjunto tímpano-ossicular.</p><p>A membrana timpânica é uma estrutura com capacidade de cicatrização. Do</p><p>processo, surgiu o neotímpano, que significa novo tímpano. Trata-se de um</p><p>processo natural de regeneração das células de tecido que foram lesadas por</p><p>algum trauma. Porém, existem casos em que a situação crônica do trauma, ou</p><p>mesmo a abrangência da lesão, impedem a regeneração. Essas condições são</p><p>avaliadas</p><p>pelo médico otorrinolaringologista e, em alguns casos, são passíveis de</p><p>intervenção clínica cirúrgica, denominada timpanoplastia, que proporciona uma</p><p>nova membrana timpânica.</p><p>Baixado por Ricardo Synth (rchrd9@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|46334729</p><p>38WWW.UNINGA.BR</p><p>FÍ</p><p>SI</p><p>CA</p><p>A</p><p>CÚ</p><p>ST</p><p>IC</p><p>A</p><p>AP</p><p>LI</p><p>CA</p><p>DA</p><p>À</p><p>F</p><p>ON</p><p>OA</p><p>UD</p><p>IO</p><p>LO</p><p>GI</p><p>A</p><p>| U</p><p>N</p><p>ID</p><p>AD</p><p>E</p><p>3</p><p>EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA</p><p>CONSIDERAÇÕES FINAIS</p><p>Como vimos nesta unidade, entender quais estruturas compõem o sistema auditivo, bem</p><p>como seu funcionamento, proporciona o entendimento das ocorrências adversas ao padrão de</p><p>normalidade.</p><p>Antes de entendermos sobre as alterações/de�ciências do sistema, é de grande importância</p><p>o conhecimento da anatomia e �siologia da audição, uma vez que esses parâmetros oferecidos</p><p>pelos estudos cientí�cos nos darão aporte para os diagnósticos audiológicos e possíveis condutas</p><p>disponíveis.</p><p>As avaliações audiológicas nos possibilitam entender o local da lesão, bem como</p><p>as consequências geradas ao indivíduo, sendo que, para a con�abilidade do diagnóstico, é</p><p>primordial que se use mais que o método avaliativo. A combinação entre os resultados norteia o</p><p>processo de intervenção. Ressaltamos que, de acordo com o manual da pro�ssão, cabe ao médico</p><p>otorrinolaringologista orientar a melhor conduta para o caso.</p><p>Tal situação não desvalida a importância do pro�ssional fonoaudiólogo no que diz</p><p>respeito às práticas terapêuticas, pois os dados que conduziram a conduta médica devem ser</p><p>oferecidos de maneira �dedigna e con�ável para melhores resultados ao sujeito avaliado.</p><p>Baixado por Ricardo Synth (rchrd9@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|46334729</p><p>3939WWW.UNINGA.BR</p><p>U N I D A D E</p><p>04</p><p>SUMÁRIO DA UNIDADE</p><p>INTRODUÇÃO ...............................................................................................................................................................40</p><p>1. CONCEITOS .............................................................................................................................................................. 41</p><p>2. VOZ ...........................................................................................................................................................................42</p><p>3. FALA ..........................................................................................................................................................................45</p><p>CONSIDERAÇÕES FINAIS ...........................................................................................................................................47</p><p>ACÚSTICA E FONAÇÃO</p><p>PROFA. KEREN CRISTINA DA SILVA VASCONCELOS</p><p>ENSINO A DISTÂNCIA</p><p>DISCIPLINA:</p><p>FÍSICA ACÚSTICA APLICADA À FONOAUDIOLOGIA</p><p>Baixado por Ricardo Synth (rchrd9@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|46334729</p><p>40WWW.UNINGA.BR</p><p>FÍ</p><p>SI</p><p>CA</p><p>A</p><p>CÚ</p><p>ST</p><p>IC</p><p>A</p><p>AP</p><p>LI</p><p>CA</p><p>DA</p><p>À</p><p>F</p><p>ON</p><p>OA</p><p>UD</p><p>IO</p><p>LO</p><p>GI</p><p>A</p><p>| U</p><p>N</p><p>ID</p><p>AD</p><p>E</p><p>4</p><p>EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>O termo fonação tem a ver com o ato motor da fala e da voz, a forma como articulamos os</p><p>fonemas e produzimos a voz. Possibilita a comunicação oral, que é um dos meios mais utilizados</p><p>de linguagem.</p><p>Para falar, é necessário movimento dos articuladores, a saber: dentes, língua, bochecha</p><p>e lábios. A combinação de movimentos desses articuladores é o que diferencia os sons da fala ou</p><p>fonemas da língua. A combinação entre os fonemas de uma determinada língua proporciona as</p><p>palavras, que, por sua vez, constituem o vocabulário de cada idioma.</p><p>Já na produção da voz, precisamos de outros órgãos, tais como a nasofaringe, a boca,</p><p>os pulmões, dentre outros. Além das estruturas e órgãos, para que entendamos a fonação, é</p><p>necessário conhecermos os fonemas que possibilitam a produção da fala e da voz. Os �ltros</p><p>acústicos são recursos utilizados para �ltragem do som, possibilitando, assim, a sensação de</p><p>um som “mais limpo”. São muito utilizados em estúdio de gravação, pois neutralizam os ruídos</p><p>ambientais e de emissão vocal. A fonte sonora do som de voz é a laringe.</p><p>Para que haja produção da voz, é necessário suplemento de energia, que é oferecido pela</p><p>inspiração. Quando estamos respirando, temos duas forças agindo: a inspiração e a expiração. A</p><p>força da inspiração permite que os pulmões in�uam, trazendo o ar para dentro do organismo. E</p><p>a força da expiração contrai os pulmões, soltando o ar para fora.</p><p>Baixado por Ricardo Synth (rchrd9@gmail.com)</p><p>lOMoARcPSD|46334729</p><p>41WWW.UNINGA.BR</p><p>FÍ</p><p>SI</p><p>CA</p><p>A</p><p>CÚ</p><p>ST</p><p>IC</p><p>A</p><p>AP</p><p>LI</p><p>CA</p><p>DA</p><p>À</p><p>F</p><p>ON</p><p>OA</p><p>UD</p><p>IO</p><p>LO</p><p>GI</p><p>A</p><p>| U</p><p>N</p><p>ID</p><p>AD</p><p>E</p><p>4</p><p>EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA</p><p>1. CONCEITOS</p><p>Durante a produção vocal, a expiração</p>