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<p>ESCOLA DE ENGENHARIA</p><p>UFF</p><p>PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA DE SEGURANÇA DO TRABALHO</p><p>TURMA 54</p><p>Eng. de Seg. do Trabalho – Gerência de Riscos</p><p>Prof. Eng.º Helton Santana, D. Sc</p><p>QUESTIONÁRIO DE GERÊNCIA DE RISCOS</p><p>Antonio José Braga Monteiro Neto</p><p>QUESTÃO 013 – À luz do relatório técnico ISO/TR-31004 descreva um procedimento detalhado</p><p>de como implementar o princípio: “A gestão de riscos é parte integrante de todos os processos</p><p>organizacionais”.</p><p>A implementação do princípio “A gestão de riscos é parte integrante de todos os processos</p><p>organizacionais”, exige compromisso de toda a estrutura da organização, desde o presidente até o</p><p>trabalhador na linha de frente. Uma abordagem desse procedimento poderia levar em conta os</p><p>seguintes tópicos:</p><p>- Comprometimento da alta administração</p><p>• A alta administração deve demonstrar comprometimento com a gestão de riscos e</p><p>estabelecer uma cultura organizacional que valoriza a gestão de riscos como uma parte</p><p>essencial dos processos.</p><p>- Avaliação do contexto</p><p>• Realizar uma análise completa do contexto organizacional, levando em consideração os</p><p>objetivos, as partes interessadas, as restrições e as oportunidades.</p><p>• Identificação de documente dos processos organizacionais existentes e determinação de</p><p>como a gestão de riscos pode ser integrada a eles.</p><p>- Identificação de riscos</p><p>• Realizar uma identificação sistemática de riscos em todos os processos organizacionais.</p><p>• Envolver as partes interessadas relevantes para obter diferentes perspectivas sobre os</p><p>riscos associados a cada processo.</p><p>- Avaliação de riscos</p><p>• Avaliação da probabilidade e o impacto de cada risco identificado.</p><p>• Considerar outros critérios relevantes, como a capacidade da organização de lidar com o</p><p>risco, a urgência de tratá-lo e as implicações legais ou regulatórias.</p><p>- Tratamento de riscos</p><p>• Desenvolvimento de estratégias de tratamento de riscos para cada risco identificado.</p><p>• Priorização dos riscos com base em sua importância e na capacidade da organização de</p><p>lidar com eles.</p><p>• Implementação de medidas de mitigação, transferência, aceitação ou prevenção de riscos,</p><p>conforme apropriado.</p><p>- Monitoramento e revisão</p><p>• Estabelecimento de um sistema de monitoramento contínuo dos riscos identificados e das</p><p>medidas de tratamento implementadas.</p><p>• Realização de revisões regulares dos processos organizacionais para garantir que a gestão</p><p>de riscos seja mantida como parte integrante.</p><p>- Comunicação e conscientização</p><p>• Comunicação da importância da gestão de riscos a todos os níveis da organização.</p><p>• Treinamento e conscientização sobre a gestão de riscos para funcionários em todos os</p><p>departamentos.</p><p>- Melhoria contínua</p><p>• Estabelecimento de um processo de melhoria contínua para a gestão de riscos.</p><p>• Analise regular dos resultados obtidos, aprendizado com as experiências passadas e ajustes</p><p>nos processos conforme necessário.</p><p>Cabe ressaltar que estes procedimentos não esgotam o assunto e que essa é uma das possíveis</p><p>abordagens para a adoção de um procedimento de implantação do princípio apresentado.</p><p>QUESTÃO 020 - [NCE-UFRJ:TBG - PSP RH - 1/2006-EST - Q-18] - Após a ocorrência de um acidente,</p><p>uma análise deve ser iniciada o mais rapidamente possível para determinar todas as causas e</p><p>recomendar ações de melhoria, que quando implementadas, poderão evitar reincidências e</p><p>consequentemente mais perdas. A técnica de investigação de acidentes que consiste em</p><p>determinar as causas mais distantes (básicas) através da pergunta “por que isto aconteceu?” é</p><p>denominada:</p><p>(A) AMFE – Análise dos Modos de Falhas e Efeitos;</p><p>(B) HAZOP – Hazard & Operability;</p><p>(C) AST – Análise de Segurança da Tarefa;</p><p>→ (D) AAA - Árvore de Análise de Acidentes;</p><p>(E) APP – Análise Preliminar de Perigos.</p><p>QUESTÃO 021 – [CESGRANRIO: PETROBRAS – MAIO/ 2006 - ENGENHEIRO(A) DE SEGURANÇA</p><p>PLENO – Q.52]- Para identificar os perigos de acidentes nos sistemas e instalações na fase</p><p>operacional é realizada a:</p><p>(A) Técnica do Incidente Crítico (TIC).</p><p>(B) Análise Preliminar de Riscos (APR).</p><p>(C) Análise por Árvore de Eventos (AAE).</p><p>(D) Análise dos Modos de Falhas e Efeitos (AMFE).</p><p>→ (E) Análise de Operabilidade de Perigos (HAZOP).</p><p>QUESTÃO 029 – [UFMG – 2009 – TST – Q-32] A confiabilidade de um sistema aumenta em todos</p><p>os casos abaixo, EXCETO:</p><p>(A) Substituição de componentes com baixo tempo médio entre falhas (TMEF).</p><p>(B) Redundância de componentes em paralelo.</p><p>(C) Reposição constante de componentes.</p><p>→ (D) Duplicação dos mesmos componentes em série.</p><p>QUESTÃO 034 – [IPAD-AC – 2009 – Engº Sanitarista – Q-17] Quando a fase de</p><p>estudo/caracterização do risco demora demais (5 a 10 anos) até o início das ações de</p><p>gerenciamento, tal fato pode comprometer essa fase porque:</p><p>(A) durante esse período nada poderá ser feito em termos de monitoramento dos riscos.</p><p>→ (B) durante esse período podemos ter mudanças de exigências das agencias regulatórias por</p><p>parte do governo, novas legislações podem surgir e até mesmo novos estudos que estavam em</p><p>andamento podem apresentar novas informações sobre determinado risco.</p><p>(C) as análises de riscos têm prazo de apresentação de resultados regulamentados, nenhuma</p><p>análise de risco poderá ultrapassar o prazo máximo de dois anos para a apresentação de seus</p><p>resultados.</p><p>(D) nenhum estudo de risco por mais complexo que seja não pode demorar tanto, pelo simples</p><p>fato de que as informações são baseadas em probabilidades, portanto pouco precisas.</p><p>(E) uma análise de risco para ser precisa se faz necessário pelo menos sete anos e meio para sua</p><p>conclusão, isso acarreta a implantação de uma gestão de risco parcial. A medida que as análises</p><p>avançam a gestão segue em paralelo até o resultado final da análise e a total implantação do</p><p>gerenciamento.</p><p>QUESTÃO 059 - [CESGRANRIO: PETROBRAS- PSP RH - 2/2010 – TST- Q-49] Após avaliar um risco,</p><p>deve-se decidir qual será a melhor forma de controle. Qual técnica deve ser empregada quando</p><p>se faz necessária a utilização de luvas adequadas para se trabalhar com materiais aquecidos,</p><p>perfurantes e cortantes?</p><p>(A) Antecipação</p><p>(B) Eliminação</p><p>→ (C) Tratamento</p><p>(D) Tolerância</p><p>(E) Transferência</p><p>QUESTÃO 077 – [CESGRANRIO: BR DISTRIBUIDORA – PSP 1/2011 – TST – Q-49] - Qual a técnica</p><p>de Gerenciamento de Risco que utiliza o quadro abaixo?</p><p>Perigo Causa Consequência Probabilidade Severidade Risco Medidas de</p><p>Controle</p><p>Quadro 4 - Técnica de Gerenciamento de Risco</p><p>(A) Análise de Operabilidade de Perigos</p><p>(B) Análise de Árvore de Falha</p><p>→ (C) Análise Preliminar de Risco</p><p>(D) Análise Preliminar de Perigos</p><p>(E) WHAT–IF</p><p>QUESTÃO 106 – [CETRO CONCURSOS – TBG – Técnico de Dutos Jr: Integridade de dutos – PSP-</p><p>GERH-01/2012 - Q-29] – Considerando a matriz de classificação do risco ilustrada abaixo,</p><p>segundo a MIL-STL-882, é correto afirmar que:</p><p>Quadro 8 - matriz de classificação do risco</p><p>(A) quando a severidade é desprezível (I) e a frequência extremamente remota (A), o risco é</p><p>desprezível (1).</p><p>(B) quando a severidade é marginal (II) e a frequência remota (B), o risco é moderado (3).</p><p>→ (C) quando a severidade é catastrófica (IV) e a frequência improvável (C), o risco é crítico (5).</p><p>(D) quando a severidade é crítica (III) e a frequência é frequente (E), o risco é sério (4).</p><p>(E) quando a severidade é marginal (II) e a frequência é provável (D), o risco é desprezível (1).</p><p>QUESTÃO 108 – [CETRO CONCURSOS – TBG – Técnico de Dutos Jr: Integridade de dutos – PSP-</p><p>GERH-01/2012 - Q-30] – A falha de uma tubulação pode trazer diversos prejuízos para a</p><p>população e propriedades próximas ao local desta. A área de risco associada ao dano vai</p><p>depender do modo de falha da tubulação, tempo de ignição, condições ambientais no ponto de</p><p>falha e condições meteorológicas. Os riscos podem ser classificados em duas categorias: riscos</p><p>aceitáveis e riscos inaceitáveis. Sobre os riscos associados aos danos, são considerados riscos</p><p>inaceitáveis os riscos com probabilidade de ocorrência inferior a:</p><p>(A) 10-6.</p><p>(B) 10-9.</p><p>de radar, abrangendo projeto e construção de</p><p>grandes tanques de baixa pressão, soldados, montados no campo e usados para o</p><p>armazenamento de combustíveis e produtos químicos, com pressão máxima de 15 psig no</p><p>espaço vapor. Com base no relatório em questão, responda aos que se pede nos itens “a” a “g”</p><p>que se seguem:</p><p>QUESTÃO 243 – Um dos desafios a ser vencido pelo profissional que lidera um estudo de riscos</p><p>pela técnica Hazop é a estimativa do tempo total consumido, constituído pelas seguintes</p><p>parcelas de tempo para as atividades:</p><p>- Coletar e organizar os dados chave necessários para a realização do estudo de risco por Hazop;</p><p>- Tempo demandado para executar as sessões de discussão do Hazop;</p><p>- Tempo demandado para redigir uma primeira versão do relatório de Hazop.</p><p>a) Utilizando-se o conjunto de informações disponibilizadas no anexo X, estime as parcelas de</p><p>tempo e o tempo total de estudo de Hazop, considerando o modelo de estimativa de tempo</p><p>proposta em: “DENTI, J. D. (2010) – New trends for conducting Hazard & Operability (Hazop)</p><p>Studies in Continuous Chemical Process – PhD Thesis submitted to the Universitat Politécnica de</p><p>Catalunya.”</p><p>Segue abaixo as parcelas de tempo e o tempo total de estudo de Hazop estimados pelo artigo:</p><p>b) Utilizando-se a tabela de honorários para engenheiros mais recente elaborada pelo IBEC –</p><p>Instituto Brasileiro de Engenharia de Custos disponível em: . Elabore uma estimativa de preço completa a ser lançada numa proposta</p><p>comercial de realização deste estudo. A memória de cálculos deve incluir todos os profissionais</p><p>requeridos e ser apresentada de forma detalhada e as premissas assumidas devem ser</p><p>explicitadas.</p><p>Considerando um profissional master e 6 trainees, totalizando 7 na equipe de realização do Hazop,</p><p>seguindo modelo respondido no exemplo anterior, temos que:</p><p>Total de horas: 448</p><p>Total de horas por pessoa: 448/7 = 64</p><p>Custo para cada Trainee: 142,12 x 64 = 9.095,68</p><p>Custo para Master: 321,44 x 64 = 20.572,16</p><p>Custo Total: 54.574,08 + 20.572,16 = R$ 75.146,24.</p><p>QUESTÃO 247 – Com relação ao inventário de riscos ocupacionais previsto na NR-1, julgue os</p><p>itens que se seguem:</p><p>a. (V) Os dados da identificação dos perigos e das avaliações dos riscos ocupacionais devem ser</p><p>consolidados em um inventário de riscos ocupacionais.</p><p>b. (F) A caracterização dos processos e ambientes de trabalho não é relevante para o inventário de</p><p>riscos ocupacionais.</p><p>c. (V) A descrição de riscos gerados pelos perigos, com a indicação dos grupos de trabalhadores</p><p>sujeitos a esses riscos, e descrição de medidas de prevenção implementadas fazem parte</p><p>obrigatória do inventário de riscos ocupacionais.</p><p>d. (V) A caracterização das atividades desenvolvidas no local sobre o qual se analisam os riscos é</p><p>item obrigatório do inventário de riscos ocupacionais.</p><p>e. (F) Somente os riscos que tenham sido estudados através de técnicas quantitativas poder ser</p><p>considerados no inventário de riscos ocupacionais.</p><p>→ (C) 10-12.</p><p>(D) 10-15.</p><p>(E) 10-18.</p><p>QUESTÃO 110 – [CETRO CONCURSOS – TBG – Técnico de Dutos Jr: Integridade de dutos – PSP-</p><p>GERH-01/2012 - Q-34] – Para o processo de execução de um estudo de HAZOP estruturado e</p><p>sistemático, é necessário o entendimento de alguns termos específicos que são utilizados no</p><p>desenvolvimento de uma análise de riscos. Entre os termos utilizados, encontra-se “parâmetros</p><p>dos processos”. Sendo assim, assinale a alternativa que apresenta o significado desse termo.</p><p>(A) São afastamentos das intenções de operação, que são distúrbios provocados no equilíbrio do</p><p>sistema.</p><p>(B) São os motivos pelos quais os desvios ocorrem.</p><p>(C) São os resultados decorrentes de um desvio da intenção de operação em um determinado nó</p><p>de estudo.</p><p>→ (D) São os fatores ou componentes da intenção de operação, ou seja, são as variáveis físicas</p><p>do processo e os procedimentos operacionais.</p><p>(E) São os pontos do processo, localizados através dos fluxogramas da planta, que serão analisados</p><p>nos casos em que ocorram desvios.</p><p>QUESTÃO 126 – [IDECAN: CNEN - Tecnologista em Engenharia de Segurança do Trabalho – 2014 -</p><p>Q-63] - O método da análise de riscos consiste em dividir o objeto e identificar perigos e analisar</p><p>riscos em cada elemento. O objeto pode ser organização, área, sistema processo, atividade,</p><p>intervenção. Uma avaliação de riscos adequada inclui, entre outros aspectos, a garantia de que</p><p>todos os riscos relevantes são tidos em consideração. Relacione adequadamente as técnicas de</p><p>riscos às respectivas afirmativas.</p><p>1. Árvore de eventos (AAE).</p><p>2. Árvore de falhas (AAF).</p><p>3. Análise preliminar de risco (APR).</p><p>4. Análise de modos de falhas e efeitos (FMEA).</p><p>5. Análise pela matriz de integração (AMI).</p><p>( ) Consiste em identificar eventos perigosos, causas e consequências, estabelecendo medidas de</p><p>controle.</p><p>( ) Analisa detalhadamente as maneiras pelas quais um sistema ou equipamento pode falhar e os</p><p>efeitos que poderão ocorrer.</p><p>( ) Técnica dedutiva para avaliar possíveis consequências de um acidente potencial, resultante de</p><p>um evento inicial, o qual pode ser um fenômeno natural ou uma ocorrência externa ao sistema,</p><p>um erro humano ou uma falha do equipamento.</p><p>( ) Técnica de identificação de perigos e análise de riscos que parte de um evento topo escolhido</p><p>para estudo e estabelece combinações de falhas e condições que poderiam causar a ocorrência</p><p>desse evento.</p><p>( ) Consiste em observar os elementos do objeto de estudo verificando os perigos que podem</p><p>resultar das interações entre esses elementos.</p><p>A sequência está correta em</p><p>(A) 1, 2, 3, 4, 5.</p><p>(B) 5, 4, 3, 2, 1.</p><p>→ (C) 3, 4, 1, 2, 5.</p><p>(D) 3, 4, 2, 5, 1.</p><p>(E) 3, 2, 4, 1, 5.</p><p>QUESTÃO 135 – [UFPA – 2014 – Técnicos-Administrativos em Educação – Q-31] Hazop, de acordo</p><p>com as normas vigentes, é uma técnica utilizada para a realização de análise de riscos em:</p><p>(A) Plano de emergência contra incêndio.</p><p>→ (B) Planejamento e controle de riscos.</p><p>(C) Plano de emergência com produtos químicos.</p><p>(D) Planejamento da escolha do Equipamento de Proteção Individual.</p><p>(E) Plano de emergência nos trabalhos com frigoríficos.</p><p>QUESTÃO 155 – [UFGD - Caderno de Provas Tipo B – 2015 – Técnico-Administrativo – Q-47] De</p><p>acordo com NR 20, para instalações de Classe I, é solicitado que seja elaborado (A):</p><p>(A) Análise de Árvore de Eventos (AA(E).</p><p>(B) Análise por Diagrama de Blocos (ADB).</p><p>(C) Análise Preliminar de Perigos/Riscos (APP/APR).</p><p>(D) Análise por Árvore de Falhas (AAF).</p><p>→ (E) Análise de Operabilidade de Perigos (HAZOP).</p><p>QUESTÃO 168 – [CEBRASPE: PETROBRAS – ESP 2022 – Q-83/86] Julgue os itens seguintes,</p><p>relativos à filosofia de projeto inerentemente mais seguro e à APR (análise preliminar de riscos).</p><p>(V) Pode-se considerar um processo inerentemente seguro como sendo aquele cujo projeto não</p><p>produz um perigo se ocorrer uma falha.</p><p>(V) Na APR, em um primeiro momento, devem ser apontadas as causas de cada um dos possíveis</p><p>acidentes e suas respectivas consequências; posteriormente, deve-se realizar uma avaliação</p><p>qualitativa do risco associado a cada cenário, levando em consideração, entre outros aspectos, a</p><p>frequência de ocorrência do evento acidental.</p><p>(F) A APR de um ambiente de trabalho consiste no estudo realizado durante a fase de concepção</p><p>do sistema, com o objetivo de determinar os riscos que poderão estar presentes na fase</p><p>operacional. Ela não se aplica a outras fases do sistema, como, por exemplo, o desenvolvimento.</p><p>(F) O desenvolvimento de uma APR não requer a definição de um grupo para participar da análise,</p><p>já que essa atividade deve ser executada somente por um profissional da área de exatas,</p><p>preferencialmente aquele com maior conhecimento dos processos internos da empresa/órgão.</p><p>QUESTÃO 181 – Nos itens que se seguem são apresentados conteúdos relativos a premissas</p><p>empregadas nos estudos de Hazop. Julgue cada uma das afirmativas que se seguem assinalando</p><p>com “V” para as assertivas que forem verdadeiras e “F” para as que forem falsas.</p><p>a-(V) Em estudos de risco pela técnica Hazop as instrumentações de campo não são válidas como</p><p>modo de detecção. Assim respostas do operador que dependam de instrumentação de campo não</p><p>são consideradas como salvaguarda.</p><p>b-(V) Lógicas de Controle e EPI (Equipamentos de Proteção Individual) não devem ser considerados</p><p>como salvaguardas de um Hazop.</p><p>c-(V) Procedimento operacional não deve ser a única salvaguarda de um cenário acidental. O</p><p>procedimento operacional contemplando a resposta do operador associada a um alarme de</p><p>variáveis de processo poderá ser considerado como uma salvaguarda em um cenário acidental,</p><p>desde que atenda a todos os requisitos: 1º) O alarme deve ser gerado em um local onde o</p><p>operador esteja presente de forma contínua (posto de controle permanentemente assistido) e</p><p>possa reconhecê-lo; 2º) - Os dispositivos de alarme e de resposta do campo devem possuir</p><p>iniciadores independentes da malha de intertravamento; 3º) O tempo de resposta ao alarme deve</p><p>ser suficiente para que o operador efetue as ações previstas para interromper o cenário; 4º) - A</p><p>ação tomada é efetiva para minimizar o risco sem expor o operador que efetua a resposta.</p><p>d-(F) A análise das consequências é realizada desconsiderando-se a atuação de todas as</p><p>salvaguardas existentes, tais como: Intertravamentos no PLC de segurança (SIS); Automatismos no</p><p>SDCD; Dispositivos mecânicos; Respostas de operadores a alarmes sem comprovação de</p><p>suficiência de tempo para atuação (considera-se como tempo suficiente aquele necessário para</p><p>que o operador reconheça, faça um diagnóstico da situação e tome a ação necessária conforme</p><p>treinamento baseado em procedimento operacional existente e que esta ação surta seus efeitos</p><p>antes que seja causado algum dano); etc.</p><p>e-(F) Quando da análise de uma causa para o desvio, mesmo desconsiderando a ação das</p><p>salvaguardas, pelo princípio da não consideração de falhas duplas, é assumido que os demais</p><p>dispositivos de controle (não salvaguardas – Válvulas, Transmissores e Malhas como um todo)</p><p>estão íntegros e funcionais.</p><p>f-(F) Malhas de controle não são consideradas como salvaguardas de determinado cenário, se a</p><p>falha de algum dentre os elementos das mesmas puder ser a causa do desvio.</p><p>g-(V) Falhas na demanda de sistemas de segurança, nos equipamentos em condição de reserva e</p><p>nos sistemas de utilidades não são consideradas como causas de desvios.</p><p>h-(V) Atuações espúrias de sistemas de alívio podendo levar um fluido de processo à expansão</p><p>brusca, do estado líquido ao estado vapor, podem ser consideradas como causas de desvio.</p><p>i-(V) Falhas simultâneas não são consideradas como causas de desvios, exceto se as consequências</p><p>forem críticas e houver relato de ocorrência deste cenário.</p><p>j-(F) Furos em equipamentos ou tubulações não são consideradas como causas iniciadoras de</p><p>perdas de contenção. No entanto, furos em tubos de trocadores de calor são causas típicas de</p><p>contaminação (vazamento interno ao processo, não configurando</p><p>perda de contenção).</p><p>k-(F) A reposta do operador aos alarmes só pode ser considerada como IPL uma vez para a mesma</p><p>causa iniciadora.</p><p>l-(F) Na análise de um determinado nó, podem sem consideradas como causas iniciadoras as falhas</p><p>de equipamentos em outros nós, se e somente se, essas falhas tiverem consequências relevantes</p><p>sobre o nó em análise, do contrário adotar sempre o princípio de que as causas devem estar</p><p>contidas dentro do nó de estudo.</p><p>m-(V) A determinada salvaguarda somente é atribuível um Fator de Redução de Riscos (FRR) se ela</p><p>puder ser caracterizada como camada de proteção independente, devendo para tanto atender</p><p>simultaneamente aos três requisitos a saber: EFETIVIDADE – Ao funcionar como projetada, a IPL</p><p>deve ser efetiva na prevenção do evento indesejado ou na mitigação das consequências do</p><p>cenário; INDEPENDÊNCIA – A IPL deve ser independente da causa e de quaisquer outros</p><p>componentes de outra IPL considerada para o mesmo cenário; AUDITABILIDADE – Através de</p><p>documentos que comprovem que a IPL foi adequadamente projetada e instalada e, que é testada e</p><p>mantida de forma a garantir a PFD especificada.</p><p>QUESTÃO 185 – Analise minuciosamente o diagrama de tubulações e instrumentos</p><p>disponibilizado no ANEXO II deste caderno geral de exercícios e responda ao que se pede em</p><p>cada um dos itens desde “a” até “x” na questão anterior.</p><p>a) Identifique qual a denominação do processo industrial representado neste P&ID.</p><p>Água contra incêndio – Tanque de armazenamento e bombas</p><p>b) Identifique todas as variáveis de processo que estão sendo monitoradas no processo</p><p>representado neste P&ID.</p><p>Pressão, nível, temperatura e vazão.</p><p>c) Relacione as combinações de letras padronizadas que fazem a identificação funcional de cada</p><p>um dos dispositivos representados no P&ID em questão, especificando o seu significado</p><p>expresso em língua inglesa e seu correspondente traduzido em língua portuguesa. [Sugestão:</p><p>Utilize a tabela 1.1e disponível no capítulo 1 do livro: LIPTAK, Bela G. - Instrument Engineers'</p><p>Handbook, 4th Edition, Volume 1. CRC Press 2003.].</p><p>PI -Pressure Indicate (Indicador de pressão)</p><p>TI – Temperature Indicate (Indicador de temperatura)</p><p>SI – Speed Indicate (Indicador de velocidade)</p><p>LI – Level Indicate (Indicador de nível)</p><p>LG – Level Gauge (Visor de nível)</p><p>FI – Flow Indicate (Indicador de vazão)</p><p>FG – Flow Gauge (Visor de vazão)</p><p>d) Relacione todos os tipos de dispositivos e instrumentos utilizados no P&ID em questão, que</p><p>sejam categorizados como: “Dispositivos e/ou funções discretos (Individuais). Montado em</p><p>campo ou localmente. Não montado em painel ou gabinete. Normalmente acessível ao</p><p>operador. Instalado em sala de controle secundária ou local.” [Sugestão: Utilize a tabela 1.1h</p><p>disponível no capítulo 1 do livro: LIPTAK, Bela G. - Instrument Engineers' Handbook, 4th Edition,</p><p>Volume 1. CRC Press 2003.].</p><p>Sensores de pressão, nível, temperatura e vazão.</p><p>e) Relacione todos os tipos de dispositivos e instrumentos utilizados no P&ID em questão, que</p><p>sejam categorizados como: “Dispositivos e/ou funções discretos (individuais). Montado em</p><p>painel de controle local ou instalado localmente. Posicionado na frente do painel secundário ou</p><p>localmente montado. Normalmente acessível ao operador.” [Sugestão: Utilize a tabela 1.1h</p><p>disponível no capítulo 1 do livro: LIPTAK, Bela G. - Instrument Engineers' Handbook, 4th Edition,</p><p>Volume 1. CRC Press 2003].</p><p>Sensores de pressão, nível, temperatura e vazão.</p><p>f) Relacione todos os tipos de dispositivos e instrumentos utilizados no P&ID em questão, que</p><p>sejam categorizados como: “Dispositivos e/ou funções contínuos compartilhados. Montado em</p><p>console central ou principal. Visível na exibição de vídeo. Normalmente acessível ao operador no</p><p>console.” [Sugestão: Utilize a tabela 1.1i disponível no capítulo 1 do livro: LIPTAK, Bela G. -</p><p>Instrument Engineers' Handbook, 4th Edition, Volume 1. CRC Press 2003].</p><p>Sensores de pressão, nível, temperatura e vazão.</p><p>g) Relacione todos os tipos de dispositivos e instrumentos utilizados no P&ID em questão, que</p><p>sejam categorizados como: “Dispositivos e/ou funções on-off compartilhados. Montado em</p><p>campo ou localmente. Não montado em painel ou gabinete. Normalmente acessível ao operador</p><p>no dispositivo.” [Sugestão: Utilize a tabela 1.1j disponível no capítulo 1 do livro: LIPTAK, Bela G. -</p><p>Instrument Engineers' Handbook, 4th Edition, Volume 1. CRC Press 2003].</p><p>Sensores de pressão, nível, temperatura e vazão.</p><p>h) Relacione todos os tipos de dispositivos e instrumentos utilizados no P&ID em questão, que</p><p>sejam categorizados como: “Dispositivos e/ou funções on-off compartilhados. Montado em</p><p>Console central ou principal. Visível na exibição de vídeo. Normalmente acessível ao operador</p><p>no console.” [Sugestão: Utilize a tabela 1.1j disponível no capítulo 1 do livro: LIPTAK, Bela G. -</p><p>Instrument Engineers' Handbook, 4th Edition, Volume 1. CRC Press 2003].</p><p>Sensores de pressão, nível, temperatura e vazão.</p><p>i)Relacione todos os tipos de dispositivos e instrumentos utilizados no P&ID em questão, que</p><p>sejam categorizados como: “Dispositivos e/ou funções de computador. Montado em local</p><p>indefinido. Visibilidade indefinida. Acessibilidade indefinida.” [Sugestão: Utilize a tabela 1.1k</p><p>disponível no capítulo 1 do livro: LIPTAK, Bela G. - Instrument Engineers' Handbook, 4th Edition,</p><p>Volume 1. CRC Press 2003].</p><p>Sensores de pressão, nível, temperatura e vazão.</p><p>j)Relacione todos os equipamentos principais de processo com o respectivo código de</p><p>identificação completa (tag) que estejam representados no P&ID em questão.</p><p>k) Relacione todas as linhas de tubulações para os diferentes serviços (de processo; de ar de</p><p>instrumentos; de drenagens abertas; drenagens fechadas, etc.) com o respectivo código de</p><p>identificação completa (tag) que estejam representados no P&ID em questão. Categorize essas</p><p>linhas de acordo com os respectivos diâmetros nominais. Identifique em quais delas utiliza</p><p>isolamentos térmicos. Especifique os pontos de início e término de cada uma dessas linhas.</p><p>l) Alguns dos instrumentos e dispositivos utilizados em P&ID podem ser salvaguardas integrantes</p><p>das malhas do Sistema Instrumentado de Segurança (SIS) da instalação industrial. Relacione</p><p>todos os tipos de salvaguardas de segurança integrantes da malha do SIS que estejam</p><p>representadas no P&ID em questão. Especifique a função de cada um desses dispositivos.</p><p>[Sugestão: Utilize a tabela 1 da norma: “ISO-10418: Petroleum and natural gas industries –</p><p>Offshore production installations – Basic surfasse process safety systems. Geneva: ISO, 2003”].</p><p>m) Dentre as práticas de trabalho seguro em instalações industriais de processo, tem-se que dar</p><p>particular atenção às formas de controle das energias perigosas. Uma forma de controle das</p><p>energias perigosas se dá através do emprego de dispositivos de isolação tais como: Raquetes</p><p>(slip blinds); Figuras 8 (Spectacle blinds); Flanges cegos (Blind flanges); Dispositivos de ação</p><p>rápida para bloqueio de linhas (ONIS quick action line blind), etc. Relacione todas as localizações</p><p>(tag dos trechos de linhas isoladas e/ou posições dos bocais de equipamentos estáticos com</p><p>respectivos tags) e respectivas dimensões de cada desses tipos de dispositivos que estejam</p><p>representados no P&ID em questão.</p><p>n) Dentre as práticas de trabalho seguro em instalações industriais de processo, tem-se o alívio</p><p>de sobre pressurização em equipamentos e sistemas. Relacione todos os dispositivos de alívio de</p><p>pressão (Válvulas de segurança, discos de ruptura, válvulas por pinos de flambagem, etc) com</p><p>respectivos tags, set points representados no P&ID em questão. Informe se está especificado o</p><p>caso de cenário de sobre pressurização empregado no seu dimensionamento.</p><p>o) O bloqueio inadvertido de válvulas manuais, mantendo-as na posição requerida, caso se</p><p>deseje que elas estejam na</p><p>posição aberta pode ser feito através de dispositivos do tipo “locked</p><p>open – LO”. Relacione os tags de todas as válvulas manuais assinaladas no P&ID como travadas</p><p>na posição aberta.</p><p>p) O bloqueio inadvertido de válvulas manuais, mantendo-as na posição requerida, caso se</p><p>deseje que elas estejam na posição fechada, pode ser feito através de dispositivos do tipo</p><p>“locked closed – LC”. Relacione os tags de todas as válvulas manuais assinaladas no P&ID como</p><p>travadas na posição fechada.</p><p>q) Relacione os tags de todas as válvulas manuais assinaladas no P&ID com tipo construtivo</p><p>“zero leakage”, isto é, válvulas de estanqueidade total (VET).</p><p>r) Relacione os tags de todas as válvulas de controle de duas vias assinaladas no P&ID como</p><p>sendo do tipo que abrem por falta do fluido de comando (F.O.: Fail Open).</p><p>s) Relacione os tags de todas as válvulas de controle de duas vias assinaladas no P&ID como</p><p>sendo do tipo que fecham por falta do fluido de comando (F.O.: Fail Close).</p><p>t) Relacione os tags de todas as válvulas de controle de duas vias assinaladas no P&ID como</p><p>sendo do tipo que permanecem na posição em que se encontra na ocasião em que se dá a falta</p><p>do fluido de controle (F.L.: Fail Latch).</p><p>u) Relacione os tags de todas as válvulas de bloqueio automático do tipo on-off (XV) assinaladas</p><p>no P&ID.</p><p>v) Relacione os tags de todas as válvulas de controle manuais, que permitem aberturas</p><p>intermediárias e assim possibilitam ao operador poder regular a passagem do fluido (HV)</p><p>assinaladas no P&ID.</p><p>w) Relacione os tags de todas as válvulas de parada de emergência (SDV –shutdown valve) que</p><p>ficam abertas quando energizadas, porém fecham na falta de fluido de comando, assinaladas no</p><p>P&ID.</p><p>x) Relacione os tags de todas as válvulas de despressurização de emergência (BDV – blowdown</p><p>valve) ficam fechadas quando energizadas, porém abrem na falta de fluido de comando,</p><p>assinaladas no P&ID.</p><p>QUESTÃO 188 - Na segurança de processo de plantas industriais são empregados diferentes</p><p>princípios para projeto de plantas industriais inerentemente seguras, conforme apresentado no</p><p>item “INHERENTLY SAFER DESIGN AND OTHER PRINCIPLES” no capítulo 23 do livro: PERRY, R.;</p><p>GREEN,D. W. Perry's Chemical Engineers' Handbook, 8th Edition, Volume 8, McGraw-Hill</p><p>Education, 2008. Preencha para cada princípio o respectivo enunciado.</p><p>Princípio de projeto</p><p>inerentemente seguro</p><p>Breve enunciado do princípio</p><p>Intensificação ou minimização</p><p>O princípio de intensificação ou minimização visa maximizar</p><p>os benefícios e minimizar os riscos, considerando diferentes</p><p>alternativas de projeto e operação que possam resultar em</p><p>uma planta industrial mais segura e eficiente.</p><p>Subestimação O princípio de subestimação envolve a consideração cautelosa</p><p>dos riscos e a adoção de medidas de segurança adequadas,</p><p>levando em conta a possibilidade de falhas e eventos</p><p>indesejados que possam ocorrer durante a operação da</p><p>planta.</p><p>Atenuação ou modificação</p><p>O princípio de atenuação ou modificação refere-se à adoção</p><p>de medidas que reduzam ou modifiquem os efeitos adversos</p><p>de acidentes ou falhas, por meio do uso de tecnologias,</p><p>dispositivos ou sistemas de proteção adequados.</p><p>Limitação dos efeitos de falhas</p><p>O princípio de limitação dos efeitos de falhas busca minimizar</p><p>os impactos de falhas ou acidentes, através de estratégias de</p><p>projeto que evitem a propagação de eventos indesejados,</p><p>isolando áreas críticas e implementando sistemas de</p><p>contenção eficazes.</p><p>Simplificação</p><p>O princípio de simplificação envolve a adoção de soluções e</p><p>processos mais simples, evitando complexidades</p><p>desnecessárias que possam aumentar a probabilidade de</p><p>falhas ou erros humanos.</p><p>Efeito dominó</p><p>O princípio de efeito dominó refere-se à consideração dos</p><p>possíveis efeitos em cadeia que podem ocorrer em caso de</p><p>falhas ou acidentes, buscando identificar e mitigar as causas e</p><p>consequências desses eventos para evitar sua propagação.</p><p>Impossibilidade de montagem</p><p>correta</p><p>O princípio de impossibilidade de montagem correta visa</p><p>eliminar ou dificultar a montagem ou conexão inadequada de</p><p>componentes ou equipamentos, evitando erros de instalação</p><p>que possam comprometer a segurança e o desempenho da</p><p>planta.</p><p>Clareza no status</p><p>O princípio de clareza no status envolve a implementação de</p><p>sistemas e procedimentos que forneçam informações claras e</p><p>atualizadas sobre o status operacional da planta, facilitando a</p><p>tomada de decisões e ações corretivas em situações de</p><p>emergência.</p><p>Tolerância a instalações</p><p>deficientes</p><p>O princípio de tolerância a instalações deficientes refere-se à</p><p>capacidade da planta de operar de forma segura mesmo</p><p>quando ocorrem falhas ou condições adversas, garantindo a</p><p>continuidade operacional e a minimização dos riscos.</p><p>Baixa taxa de vazamentos</p><p>O princípio de baixa taxa de vazamentos busca minimizar a</p><p>ocorrência de vazamentos de produtos químicos ou</p><p>substâncias perigosas, através de projetos adequados de</p><p>equipamentos, sistemas de vedação eficientes e</p><p>procedimentos de manutenção e monitoramento adequados.</p><p>Facilidade de controle do</p><p>processo</p><p>O princípio de facilidade de controle do processo envolve o</p><p>projeto da planta de forma a permitir um controle eficiente e</p><p>preciso das variáveis operacionais, facilitando a detecção de</p><p>desvios, a implementação de medidas corretivas e a</p><p>prevenção de acidentes.</p><p>Softwares amigáveis O princípio da utilização de softwares amigáveis pode</p><p>contribuir para a segurança de processo, fornecendo</p><p>ferramentas intuitivas e eficientes para o planejamento,</p><p>simulação e controle das operações da planta, ajudando a</p><p>identificar riscos e a otimizar o desempenho do sistema.</p><p>QUESTÃO 200 – (CFSE: Certified Functional Safety Expert – Study Guide 2nd ed, 2002) – Um</p><p>determinado tipo de transmissor é conhecido por ter uma taxa de falhas constante de 9x10-6</p><p>falhas por hora. Pede-se:</p><p>a) Calcular o MTTF (tempo médio entre falhas do transmissor expresso em anos.</p><p>O MTTF (tempo médio entre falhas) pode ser calculado pela fórmula MTTF = 1 / λ. Substituindo o</p><p>valor da taxa de falha (λ = 9x10^(-6) falhas por hora):</p><p>MTTF = 1 / (9x10^(-6)) = 111.111 horas.</p><p>Para expressar o resultado em anos, considerando que um ano possui 8.760 horas (365 dias x 24</p><p>horas):</p><p>MTTF (em anos) = 111.111 horas / 8.760 horas = 12,68 anos.</p><p>Portanto, o MTTF do transmissor é de aproximadamente 12,68 anos.</p><p>b) Calcular a probabilidade desse dado transmissor opere sem falhas durante três anos.</p><p>A probabilidade de o transmissor operar sem falhas durante três anos é calculada pela fórmula P =</p><p>e^(-λt), onde λ é a taxa de falha e t é o tempo de operação. Substituindo os valores:</p><p>P = e^(-9x10^(-6) * 3 * 8.760) = e^(-0,237) ≈ 0,7893.</p><p>A probabilidade é de aproximadamente 0,7893 ou 78,93%.</p><p>c) Calcular a probabilidade de falha no instante t=MTTF.</p><p>A probabilidade de falha no instante t = MTTF é calculada pela fórmula P = 1 - e^(-λt). Substituindo</p><p>os valores:</p><p>P = 1 - e^(-9x10^(-6) * 12,68 * 8.760) = 1 - e^(-1) ≈ 0,6321.</p><p>A probabilidade de falha é de aproximadamente 0,6321 ou 63,21%.</p><p>d) Calcular a vida máxima de projeto do transmissor para que sua confiabilidade nunca seja</p><p>inferior a 85%.</p><p>Para calcular a vida máxima de projeto do transmissor para que sua confiabilidade nunca seja</p><p>inferior a 85%, devemos encontrar o valor de t na fórmula P = e^(-λt) que resulta em uma</p><p>confiabilidade R = 0,85.</p><p>0,85 = e^(-9x10^(-6) * t * 8.760).</p><p>Aplicando o logaritmo natural (ln) em ambos os lados:</p><p>ln(0,85) = -9x10^(-6) * t * 8.760.</p><p>t = ln(0,85) / (-9x10^(-6) * 8.760) ≈ 13,35 anos.</p><p>Portanto, a vida máxima de projeto do transmissor para que sua confiabilidade nunca seja inferior</p><p>a 85% é de aproximadamente 13,35 anos.</p><p>QUESTÃO 203 - Os acidentes com animais peçonhentos são aqueles causados por animais que</p><p>produzem veneno e o secretam através de estruturas inoculadoras especializadas, como por</p><p>exemplo, presas, ferrões e espinhos. Dentre</p><p>os vários animais peçonhentos, destacamos algumas</p><p>espécies de serpentes, escorpiões, aranhas, abelhas, vespas, lagartas, formigas, arraias, entre</p><p>outros. Para as atividades de empreendimentos em canteiros de obras abertos, tais como a</p><p>construção de: linhas de transmissão de energia elétrica; rodovias; ferrovias; dutos para</p><p>transporte de petróleo e derivados; minerodutos; adutoras de água; redes de fibra ótica; etc., há</p><p>uma maior propensão de que este tipo de acidente ocorra com relativa frequência, e muitas</p><p>vezes acarretam em um quadro clínico ao trabalhador que pode ter bastante gravidade, levando-</p><p>o a necessitar de um atendimento de saúde especializado, rápido e eficaz. Segundo dados do</p><p>Centro de Vigilância Epidemiológica Professor Alexandre Vranjac do governo do estado de São</p><p>Paulo, o número de acidentes envolvendo animais peçonhentos têm tido uma tendência de</p><p>crescimento no período de 2010 a 2014, tendo havido no estado de São Paulo, ao longo desses</p><p>anos, diversos episódios de óbitos decorrentes de complicações originadas por</p><p>picadas/ferroadas de pessoas por animais peçonhentos diversos.</p><p>Tabela 1: Estatísticas de acidentes com animais peçonhentos no estado de São Paulo 2010 a 2014.</p><p>Ano População potencialmente</p><p>exposta estimada no ano</p><p>Total de acidentes</p><p>registrados no ano</p><p>Nº de vítimas fatais</p><p>registradas no ano</p><p>2010 41.262.199 15.776 8</p><p>2011 41.614.996 16.523 14</p><p>2012 41.967.793 20.003 13</p><p>2013 42.320.589 22.721 12</p><p>2014 42.673.386 22.519 11</p><p>Para os dados acima tabulados, utilizando os conceitos básicos de estatística e a abordagem de</p><p>riscos a posteriori, responda ao que se pede:</p><p>Para o conjunto dos dados tabulados na Tabela 3, utilizando-se os conceitos básicos de</p><p>estatística descritiva e de modelos de previsão de séries temporais numa abordagem de riscos a</p><p>posteriori, responda ao que se pede:</p><p>a) Para o número de casos de acidentes registrados anualmente ao longo do período desde 2010</p><p>até 2014, determine, caso existam, os valores das seguintes medidas estatísticas de tendência</p><p>central: Média aritmética simples; Mediana; Moda bruta; Moda de King; Moda de Czuber.</p><p>Determine também, os valores das seguintes medidas estatísticas de dispersão: Desvio-padrão</p><p>amostral (SD); Amplitude total (R); Coeficiente de variação de Pearson (CV). Determine ainda, os</p><p>valores das seguintes medidas de ordenação: 1º quartil (Q1); 3º quartil (Q3); 1º Decil (D1); 9º</p><p>Decil (D9); 15º Percentil de Mendenhall e Sincich (P15); 85º Percentil de Mendenhall e Sincich</p><p>(P85). Plote um gráfico do tipo dispersão em escala linear mostrando a evolução do número de</p><p>casos de acidentes registrados anualmente ao longo do período desde 2010 até 2014.</p><p>- Média aritmética simples: (15776 + 16523 + 20003 + 22721 + 22519) / 5 = 19508,4</p><p>- Mediana: 20003</p><p>- Moda bruta: A moda bruta é o valor que ocorre com maior frequência no conjunto de dados. Para</p><p>o conjunto fornecido, não há um valor que se repita mais vezes. Portanto, não existe uma moda</p><p>bruta.</p><p>- Moda de King: A moda de King é o valor que ocorre com maior frequência, considerando também</p><p>os valores que ocorrem imediatamente antes e depois do valor mais frequente. No conjunto de</p><p>dados fornecido, não há um valor que se repita mais vezes. Portanto, não existe uma moda de</p><p>King.</p><p>- Moda de Czuber: A moda de Czuber é calculada encontrando a moda bruta e ajustando-a com</p><p>base na diferença entre as frequências dos valores vizinhos. No conjunto de dados fornecido, não</p><p>existe uma moda bruta, portanto não podemos calcular a moda de Czuber.</p><p>- Desvio-padrão amostral (SD): SD = √(Σ(xi - )² / (n – 1)) → SD = x̄ √((3313279,68 / 4) ≈</p><p>√((828319,92) ≈ 909,26</p><p>- Amplitude total (R): R = maior valor - menor valor → R = 22721 – 15776 → R = 6945</p><p>- Coeficiente de variação de Pearson (CV): CV = (SD / ) * 100 → CV = (909,26 / 19508,4) * 100 →x̄</p><p>CV = 4,66%</p><p>Para o cálculo de quartil, decil e percentil, a partir do posto, pode-se calcular o valor do quartil, do</p><p>decil ou do percentil desejado. Como regra geral, se o posto coincide com um número inteiro i o</p><p>valor a ser usado é o da média aritmética entre os dados que ocupam as posições i e i+1. Já se o</p><p>posto não for um número inteiro a convenção que vamos usar é arredondar para a posição do</p><p>número inteiro acima do posto e tomar o valor correspondente</p><p>- 1º Quartil (Q1): Posição Q1 = n/4 = 5/4 = 1,25 → Q1 = 16523</p><p>- 3º Quartil (Q3): Posição Q3 = 3n/4 = 15/4 = 3,75 → Q3 = 22519</p><p>- 1º Decil (D1): Posição D1 = n/10 = 5/10 = 0,5 → D1 = 15776</p><p>- 9º Decil (D9): Posição D9 = 9n/10 = 45/10 = 4,5 → D9 = 22721</p><p>- 15º Percentil de Mendenhall e Sincich (P15): Posição P15 = 15(n+1)/100 = 90/100 = 0,9 → P15 =</p><p>15776</p><p>- 85º Percentil de Mendenhall e Sincich (P85): Posição P85 = 85(n+1)/100 = 510/100 = 5,1 → P15 =</p><p>22721</p><p>b) Para o número de vítimas fatais registrados anualmente, ao longo de todo o período desde</p><p>2010 até 2014, determine, caso existam, os valores das seguintes medidas estatísticas de</p><p>tendência central: Média aritmética simples; Mediana; Moda bruta; Moda de King; Moda de</p><p>Czuber. Determine também, os valores das seguintes medidas estatísticas de dispersão: Desvio-</p><p>2010 2011 2012 2013 2014</p><p>15000</p><p>16000</p><p>17000</p><p>18000</p><p>19000</p><p>20000</p><p>21000</p><p>22000</p><p>23000</p><p>Ano</p><p>To</p><p>ta</p><p>l d</p><p>e</p><p>ac</p><p>id</p><p>en</p><p>te</p><p>s</p><p>re</p><p>gi</p><p>st</p><p>ra</p><p>do</p><p>s</p><p>padrão amostral (SD); Amplitude total (R); Coeficiente de variação de Pearson (CV). Determine</p><p>ainda, os valores das seguintes medidas de ordenação: 1º quartil (Q1); 3º quartil (Q3); 1º Decil</p><p>(D1); 9º Decil (D9); 15º Percentil de Mendenhall e Sincich (P15); 85º Percentil de Mendenhall e</p><p>Sincich (P85). Plote um gráfico do tipo dispersão em escala linear mostrando a evolução do</p><p>número de vítimas fatais registrados anualmente, ao longo de todo o período desde 2010 até</p><p>2014.</p><p>- Média aritmética simples: (8 + 14 + 13 + 12 + 11) / 5 = 58 / 5 = 11.6</p><p>- Mediana: 12</p><p>- Moda bruta: A moda bruta é o valor que ocorre com maior frequência no conjunto de dados. Para</p><p>o conjunto fornecido, não há um valor que se repita mais vezes. Portanto, não existe uma moda</p><p>bruta.</p><p>- Moda de King: A moda de King é o valor que ocorre com maior frequência, considerando também</p><p>os valores que ocorrem imediatamente antes e depois do valor mais frequente. No conjunto de</p><p>dados fornecido, não há um valor que se repita mais vezes. Portanto, não existe uma moda de</p><p>King.</p><p>- Moda de Czuber: A moda de Czuber é calculada encontrando a moda bruta e ajustando-a com</p><p>base na diferença entre as frequências dos valores vizinhos. No conjunto de dados fornecido, não</p><p>existe uma moda bruta, portanto não podemos calcular a moda de Czuber.</p><p>- Desvio-padrão amostral (SD): SD = √(Σ(xi - )² / (n – 1)) → SD x̄ = √[15,96 / 4] = √3,99 ≈ 1,998</p><p>- Amplitude total (R): R = maior valor - menor valor → R = 14 – 8 → R = 6</p><p>- Coeficiente de variação de Pearson (CV): CV = (SD / ) * 100 → CV = (x̄ 1,998 / 11,6) * 100 → CV</p><p>=17,224%</p><p>Para o cálculo de quartil, decil e percentil, a partir do posto, pode-se calcular o valor do quartil, do</p><p>decil ou do percentil desejado. Como regra geral, se o posto coincide com um número inteiro i o</p><p>valor a ser usado é o da média aritmética entre os dados que ocupam as posições i e i+1. Já se o</p><p>posto não for um número inteiro a convenção que vamos usar é arredondar para a posição do</p><p>número inteiro acima do posto e tomar o valor correspondente</p><p>- 1º Quartil (Q1): Posição Q1 = n/4 = 5/4 = 1,25 → Q1 = 11</p><p>- 3º Quartil (Q3): Posição Q3 = 3n/4 = 15/4 = 3,75 → Q3 = 13</p><p>- 1º Decil (D1): Posição D1 = n/10 = 5/10 = 0,5 → D1 = 8</p><p>- 9º Decil (D9): Posição D9 = 9n/10 = 45/10 = 4,5 → D9 = 14</p><p>- 15º Percentil de Mendenhall e Sincich (P15): Posição P15 = 15(n+1)/100 = 90/100 = 0,9 → P15 = 8</p><p>- 85º Percentil de Mendenhall e Sincich (P85): Posição P85 = 85(n+1)/100 = 510/100 = 5,1 → P15 =</p><p>14</p><p>c) A razão entre o número de veículos da frota nacional e o de habitantes de um país a cada ano,</p><p>representa um índice internacionalmente conhecido como índice de motorização da população.</p><p>Plote um gráfico do tipo dispersão em escala linear mostrando a evolução</p><p>do índice de</p><p>motorização da população brasileira, ao longo de todo o período desde 2010 até 2014. O</p><p>coeficiente de determinação R2 é um número positivo que deve ser interpretado como a</p><p>proporção da variância total da variável dependente que é explicada pelo modelo de regressão.</p><p>Apresente a expressão analítica da equação de melhor ajuste por mínimos quadrados (equação</p><p>da linha de tendência com o maior valor de coeficiente de determinação R2) para esta variável?</p><p>Não entendi a questão.</p><p>d) Utilizando o conceito de séries temporais para o número de casos de acidentes registrados,</p><p>estime qual deveria ser o número de casos de acidentes previsto para o ano de 2015,</p><p>considerando o modelo de previsão por média móvel simples (Simple Moving Average)?</p><p>Considerar uma janela móvel de tamanho 3 para esse conjunto de dados:</p><p>{15776;16523;20003;22721;22519}, podemos calcular a média móvel simples da seguinte forma:</p><p>Primeiro ponto:</p><p>Média móvel simples = (15776) / 1 = 15776</p><p>Segundo ponto:</p><p>Média móvel simples = (15776 + 16523) / 2 = 16149.5</p><p>Terceiro ponto:</p><p>Média móvel simples = (15776 + 16523 + 20003) / 3 = 17434</p><p>Quarto ponto:</p><p>Média móvel simples = (16523 + 20003 + 22721) / 3 = 19749</p><p>Sendo assim, para estimar o próximo número na sequência, consideramos a média móvel simples</p><p>dos três últimos pontos:</p><p>Quinto ponto:</p><p>Média móvel simples = (20003 + 22721 + 22519) / 3 = 21747.67</p><p>Portanto, de acordo com o modelo de previsão por média móvel simples, o número subsequente na</p><p>sequência seria 21748.</p><p>2010 2011 2012 2013 2014</p><p>5</p><p>7</p><p>9</p><p>11</p><p>13</p><p>15</p><p>Ano</p><p>N</p><p>º d</p><p>e</p><p>ví</p><p>tim</p><p>as</p><p>fa</p><p>ta</p><p>is</p><p>re</p><p>gi</p><p>st</p><p>ra</p><p>da</p><p>s</p><p>e) Determine o valor do risco social (RS) correspondente ao ano de 2010. Em que unidade deve</p><p>ser expresso?</p><p>RS = (Número de vítimas fatais / Total de acidentes) x População potencialmente exposta</p><p>RS = (8 / 15.776) x 41.262.199 → RS = 0.000508 x 41.262.199 → RS = 21.003,195.</p><p>O risco social é geralmente expresso como um número sem unidade, pois representa uma</p><p>proporção entre a população e os acidentes fatais. Portanto, no caso do risco social, não há uma</p><p>unidade específica associada ao valor.</p><p>f) Considere que o risco individual possa ser expresso pelo produto “frequência × Consequência”.</p><p>Determine a frequência (f) de ocorrência expressa em [Acidentes/(Pessoa × Ano)]</p><p>correspondente ao ano de 2011.</p><p>f = Total de acidentes / (População potencialmente exposta × Anos considerados)</p><p>f = 16.523 / (41.614.996 × 1) → f = 0.000396</p><p>g) Considere que o risco individual possa ser expresso pelo produto “frequência ×</p><p>Consequência”. Determine a consequência média de cada ocorrência (C), expressa em</p><p>[Mortes/acidente], correspondente ao ano de 2012.</p><p>C = Número de vítimas fatais / Total de acidentes</p><p>C = 13 / 20.003 → C = 0.000649</p><p>h) Determine o valor do risco individual médio (RI), a partir dos valores de “frequência” em</p><p>[Acidentes/(Pessoa × Ano)] e “Consequência” em [Mortes/acidente], correspondente ao ano de</p><p>2013. Em que unidade deve ser expresso?</p><p>RI = f × C</p><p>f = 22.721/42.320.589 → 0,000536878</p><p>C = 12/22.721 → 0,000528146</p><p>RI = 0,000536878 x 0,000528146 → RI = 0,000000284</p><p>O risco individual médio é expresso como um valor numérico e não possui uma unidade específica,</p><p>pois é uma medida combinada da frequência de ocorrência de acidentes e da consequência média</p><p>em termos de mortes por acidente.</p><p>i) O risco individual médio (RI) é determinado pela relação entre o risco social (RS) e o número</p><p>de indivíduos expostos a risco (NE). Sabendo-se, da tabela 1, o risco social e o número de</p><p>habitantes estimados do ano de 2014, determine qual o valor do risco individual médio de um</p><p>habitante do Brasil correspondente ao mesmo ano?</p><p>RS = (Número de vítimas fatais / Total de acidentes) x População potencialmente exposta</p><p>RS = (11 / 22.519) x 42.673.386 → RS = 0.000508 x 41.262.199 → RS = 20.844,94</p><p>RI = f x C</p><p>f = 22.519/42.673.386 → 0,000527706</p><p>C = 11/22.519 → 0,000488476</p><p>RI = 0,000527706 x 0,000488476 → RI = 0,000000258</p><p>j) Admitindo como válido para esta análise o diagrama F-N a seguir representado, determine as</p><p>equações algébricas, no formato F=(10b)x(Na), para as curvas nele representadas pelas retas</p><p>cujos pontos notáveis são: Curva inferior (xo=1, yo=10-5) e (x1=10+4, y1=10-9); Curva superior (x2=1,</p><p>y2=10-3) e (x3=10+4, y3=10-7);</p><p>Figura 8: Curva FN para risco social no Estado de São Paulo [Fonte: CETESB-SP]</p><p>Obs.: O gráfico tem ambos os eixos plotados em escala logarítmica decimal. No eixo das</p><p>ordenadas (F) expressa-se a frequência acumulada de acidentes [Ocorrências/ano] e no eixo das</p><p>abcissas (N) tem-se o número acumulado de fatalidades [Mortes/ocorrência].</p><p>Para a curva inferior, os pontos notáveis são (xo=1, yo=10^-5) e (x1=10^4, y1=10^-9). Podemos</p><p>calcular o coeficiente angular (m) da reta usando a fórmula:</p><p>m = (y1 - yo) / (x1 – xo) → m = (10^-9 - 10^-5) / (10^4 – 1) → m = (10^-9 - 10^-5) / (9999)</p><p>Agora, substituindo o valor de m em uma das equações dos pontos notáveis (usaremos o ponto</p><p>(xo, yo)) e resolvendo para b:</p><p>yo = mxo + b → 10^-5 = (m * 1) + b → b = 10^-5 - m</p><p>Portanto, a equação algébrica para a curva inferior é:</p><p>F = (10^-5 - m) * (Na)</p><p>Para a curva superior, os pontos notáveis são (x2=1, y2=10^-3) e (x3=10^4, y3=10^-7). Vamos</p><p>calcular o coeficiente angular (m) da mesma maneira:</p><p>m = (y3 - y2) / (x3 – x2) → m = (10^-7 - 10^-3) / (10^4 – 1) → m = (10^-7 - 10^-3) / (9999)</p><p>Substituindo o valor de m em uma das equações dos pontos notáveis (usaremos o ponto (x2, y2)) e</p><p>resolvendo para b:</p><p>y2 = mx2 + b → 10^-3 = (m * 1) + b → b = 10^-3 - m</p><p>Portanto, a equação algébrica para a curva superior é:</p><p>F = (10^-3 - m) * (Na)</p><p>k) A partir das equações algébricas determinadas no item anterior, calcule os valores máximo e</p><p>mínimo de frequência acumulada (região ALARP) que correspondem a um acidente hipotético</p><p>que produza de uma só vez o dobro do número mortes ocorridas nos acidentes registrados no</p><p>ano de 2011.</p><p>Curva inferior:</p><p>Fi = (10^-5 - (10^-9 - 10^-5) / (9999)) * (2 * 14) → Fi = (10^-5 - 0.000004 * (2 * 14)</p><p>Fi = (10^-5 - 0.000056) * 28 → Fi = -0.000056 * 28 → Fi = -0.001568</p><p>Curva superior:</p><p>Fs = (10^-3 - (10^-7 - 10^-3) / (9999)) * (2 * 14) → Fs = (10^-3 - 0.00000004) * 28</p><p>Fs = 0.000996 * 28 → Fs = 0.027888</p><p>l) A partir das equações algébricas determinadas no item “i”, calcule o número máximo de</p><p>fatalidades “Nmáx”, que torna essa ocorrência tolerável, e que corresponde a uma frequência</p><p>anual acumulada igual a FN=1,725×10-5 acidentes/ano. Qual o número inteiro mínimo de</p><p>fatalidades “Nmín” que torna essa ocorrência intolerável para a mesma frequência acumulada,</p><p>na curva F-N em questão?</p><p>QUESTÃO 222 – Para a técnica da árvore de falhas estática (FTA), consultando as normas IEC</p><p>61025:2006, ANSI/IEEE 91/91A:1991 e outras fontes, complete adequadamente o quadro que se</p><p>segue:</p><p>AND gate</p><p>- Denominação em português: Portão Lógico E</p><p>- Simbologia IEC 61025:</p><p>- Simbologia ANSI/IEEE 91/91A:</p><p>- Descrição da operação do portão lógico: Recebe dois ou mais sinais de entrada e produz um sinal</p><p>de saída que é "verdadeiro" (nível alto) apenas quando todos os sinais de entrada são</p><p>"verdadeiros" (níveis altos). Caso qualquer um dos sinais de entrada seja "falso" (nível baixo), a</p><p>saída será "falsa" (nível baixo).</p><p>- Equação de probabilidade de falha: P(falha) = P(A falha) + P(B falha) - P(A falha) * P(B falha)</p><p>- Representação por diagrama de Venn:</p><p>- Tabela verdade do portão:</p><p>Entrada A Entrada B Saída</p><p>0 0 0</p><p>0 1 0</p><p>1 0 0</p><p>1 1 1</p><p>OR gate</p><p>- Denominação em português: Portão Lógico OU</p><p>- Simbologia IEC 61025:</p><p>- Simbologia ANSI/IEEE 91/91A:</p><p>- Descrição da operação do portão lógico: Recebe duas ou mais entradas e produz uma saída que é</p><p>"verdadeira" (nível alto) se pelo menos uma das entradas for "verdadeira" (nível alto). A saída será</p><p>"falsa" (nível baixo) apenas se todas as entradas forem "falsas" (níveis baixos).</p><p>- Equação de probabilidade de falha:</p><p>P(falha) = P(A falha) * P(B falha)</p><p>- Representação</p><p>por diagrama de Venn:</p><p>- Tabela verdade do portão:</p><p>Entrada A Entrada B Saída</p><p>0 0 0</p><p>Entrada A Entrada B Saída</p><p>0 1 1</p><p>1 0 1</p><p>1 1 1</p><p>NOT gate</p><p>- Denominação em português: Portão Lógico NÃO</p><p>- Simbologia IEC 61025:</p><p>- Simbologia ANSI/IEEE 91/91A:</p><p>- Descrição da operação do portão lógico: Inverte o sinal da entrada. Se a entrada estiver em</p><p>estado "verdadeiro" (nível alto), o portão lógico NOT irá convertê-la para "falsa" (nível baixo). Da</p><p>mesma forma, se a entrada estiver em estado "falso" (nível baixo), a saída será "verdadeira" (nível</p><p>alto).</p><p>- Equação de probabilidade de falha: P(falha) = P(entrada falha)</p><p>- Representação por diagrama de Venn:</p><p>- Tabela verdade do portão:</p><p>Entrada Saída</p><p>0 1</p><p>1 0</p><p>Voting gate K/N</p><p>- Denominação em português: Portão Lógico de Votação K/N ou Portão Lógico de Maioria K/N</p><p>- Simbologia IEC 61025:</p><p>- Simbologia ANSI/IEEE 91/91A:</p><p>- Descrição da operação do portão lógico: A saída do Voting gate K/N é determinada pela maioria</p><p>das entradas. Se a quantidade de entradas "verdadeiras" (1) for igual ou maior que K (um</p><p>parâmetro definido), a saída será "verdadeira" (1). Caso contrário, a saída será "falsa" (0).</p><p>- Equação de probabilidade de falha:</p><p>P(falha) = Σ(i = K até N) C(N, i) * (P(falha))^i * (1 - P(falha))^(N - i)</p><p>- Representação por diagrama de Venn:</p><p>- Tabela verdade do portão:</p><p>Entrada 1 Entrada 2 ... Entrada N Saída</p><p>0 0 ... 0 0</p><p>0 0 ... 1 0</p><p>0 0 ... 1 0</p><p>0 1 ... 0 0</p><p>0 1 ... 1 1</p><p>0 1 ... 1 1</p><p>1 0 ... 0 1</p><p>1 0 ... 1 1</p><p>1 0 ... 1 1</p><p>1 1 ... 0 1</p><p>1 1 ... 1 1</p><p>1 1 ... 1 1</p><p>NAND gate</p><p>- Denominação em portugûes: Portão Lógico E-NÃO</p><p>- Simbologia IEC 61025:</p><p>- Simbologia ANSI/IEEE 91/91A:</p><p>- Descrição da operação do portão lógico: Recebe duas ou mais entradas e produz uma saída que é</p><p>"falsa" (nível baixo) apenas quando todas as entradas são "verdadeiras" (níveis altos). Caso</p><p>qualquer uma das entradas seja "falsa" (nível baixo), a saída será "verdadeira" (nível alto). O</p><p>portão lógico NAND realiza a operação lógica AND (E) entre suas entradas e, em seguida, inverte o</p><p>resultado com a operação lógica NOT (NÃO).</p><p>- Equação de probabilidade de falha: P(falha) = 1 - (1 - P(A falha)) * (1 - P(B falha))</p><p>- Representação por diagrama de Venn:</p><p>- Tabela verdade do portão:</p><p>Entrada A Entrada B Saída</p><p>0 0 1</p><p>0 1 1</p><p>1 0 1</p><p>1 1 0</p><p>NOR gate</p><p>- Denominação em português: Portão Lógico OU-NÃO</p><p>- Simbologia IEC 61025:</p><p>- Simbologia ANSI/IEEE 91/91A:</p><p>- Descrição da operação do portão lógico: Recebe duas ou mais entradas e produz uma saída que é</p><p>"verdadeira" (nível alto) apenas quando todas as entradas são "falsas" (níveis baixos). Caso</p><p>qualquer uma das entradas seja "verdadeira" (nível alto), a saída será "falsa" (nível baixo). O</p><p>portão lógico NOR realiza a operação lógica OR (OU) entre suas entradas e, em seguida, inverte o</p><p>resultado com a operação lógica NOT (NÃO).</p><p>- Equação de probabilidade de falha: P(falha) = 1 - (1 - P(A falha)) * (1 - P(B falha))</p><p>- Representação por diagrama de Venn:</p><p>- Tabela verdade do portão:</p><p>Entrada A Entrada B Saída</p><p>0 0 1</p><p>0 1 0</p><p>1 0 0</p><p>1 1 0</p><p>XOR gate</p><p>- Denominação em português: Portão Lógico OU-EXCLUSIVO</p><p>- Simbologia IEC 61025:</p><p>- Simbologia ANSI/IEEE 91/91A:</p><p>- Descrição da operação do portão lógico: Recebe duas entradas e produz uma saída que é</p><p>"verdadeira" (nível alto) somente quando as entradas são diferentes. Se as entradas forem iguais,</p><p>a saída será "falsa" (nível baixo).</p><p>- Equação de probabilidade de falha: P(falha) = P(A falha) * (1 - P(B falha)) + (1 - P(A falha)) * P(B</p><p>falha)</p><p>- Representação por diagrama de Venn:</p><p>- Tabela verdade do portão:</p><p>Entrada A Entrada B Saída</p><p>0 0 0</p><p>0 1 1</p><p>1 0 1</p><p>1 1 0</p><p>XNOR gate</p><p>- Denominação em português: Portão Lógico NÃO-OU-EXCLUSIVO</p><p>- Simbologia IEC 61025:</p><p>- Simbologia ANSI/IEEE 91/91A:</p><p>- Descrição da operação do portão lógico: Recebe duas entradas e produz uma saída que é</p><p>"verdadeira" (nível alto) quando as entradas são iguais e "falsa" (nível baixo) quando as entradas</p><p>são diferentes.</p><p>- Equação de probabilidade de falha: P(falha) = P(A falha) * P(B falha) + (1 - P(A falha)) * (1 - P(B</p><p>falha))</p><p>- Representação por diagrama de Venn:</p><p>- Tabela verdade do portão:</p><p>Entrada A Entrada B Saída</p><p>0 0 1</p><p>0 1 0</p><p>1 0 0</p><p>1 1 1</p><p>INHIBIT gate</p><p>- Denominação em português: Portão Lógico INIBIDOR</p><p>- Simbologia IEC 61025:</p><p>- Simbologia ANSI/IEEE 91/91A:</p><p>- Descrição da operação do portão lógico: Possui duas entradas: uma entrada principal e uma</p><p>entrada de inibição. A operação do portão lógico INHIBIT é determinada pelo estado da entrada de</p><p>inibição. Quando a entrada de inibição está desativada (0), a saída do portão lógico INHIBIT é igual</p><p>à entrada principal. Isso significa que o sinal passa diretamente para a saída sem sofrer alterações.</p><p>No entanto, quando a entrada de inibição está ativada (1), a saída do portão lógico INHIBIT é</p><p>desativada. Nesse caso, independentemente do estado da entrada principal, a saída é sempre</p><p>"falsa" (0) ou "baixa".</p><p>- Equação de probabilidade de falha: P(falha) = P(INPUT falha) + P(INHIBIT falha) - P(INPUT falha) *</p><p>P(INHIBIT falha)</p><p>- Representação por diagrama de Venn:</p><p>- Tabela verdade do portão:</p><p>INPUT INHIBIT Saída</p><p>0 0 0</p><p>0 1 1</p><p>1 0 1</p><p>1 1 0</p><p>QUESTÃO 233 – Um tanque de armazenamento do tipo teto fixo, fabricado em chapas de aço</p><p>carbono soldadas e que se encontra operando na pressão atmosférica, tem diâmetro interno</p><p>56m e altura de costado de 15m. O tanque encontra-se cercado por um dique de contenção e</p><p>opera regularmente contendo efluente aquoso com traços de resíduos perigosos. Devido a uma</p><p>manobra inadvertida a válvula de gaveta de passagem plena utilizada para dreno da linha de</p><p>transferência do tanque, que está posicionada ao nível do solo na porção intermediária de um</p><p>trecho horizontal de tubo de aço carbono comercial novo com diâmetro nominal de 8” x Sch. 80</p><p>(classe XS) e um comprimento total de 43m extensão, conforme ilustram as figuras 1(a) e 1(b). A</p><p>tubulação apresenta em seu traçado duas curvas de 900 de raio longo instaladas a montante da</p><p>válvula e que se acham separadas por trechos retilíneos de tubulação. Considerar as perdas</p><p>localizadas associadas à entrada normal da tubulação no tanque. O nível inicial do efluente</p><p>líquido no interior do tanque está a 65% da altura de costado, acima da linha de centro da</p><p>tubulação de dreno.</p><p>Figura 22(a): Vista em elevação da tubulação horizontal de dreno do tanque de armazenamento.</p><p>Figura 22(b): Vista em elevação do traçado da tubulação horizontal de dreno do tanque de armazenamento.</p><p>Admitir se tratar de escoamento interno monofásico de líquido incompressível. Considerar como</p><p>válidas para o efluente as propriedades físico-químicas similares à da água à temperatura de</p><p>30°C. Para estimar todos os valores das propriedades massa específica ρ(kg/m3) e viscosidade</p><p>dinâmica μ(Pa.s) utilize as equações de ajuste em função da temperatura, isto é, a DIPPR105</p><p>para a massa específica e a equação de Vogel para a viscosidade dinâmica, disponíveis no sítio</p><p>da DDBSP - Dortmund Data Bank (http://www.ddbst.com/calculation.html). Utilize para o</p><p>diâmetro interno do escoamento deduzindo-se do diâmetro externo a espessura de parede</p><p>conforme os dados da Tabela A.4 da norma NBR-5590:2015. Responda ao que se pede:</p><p>a) Como seriam as expressões analíticas das equações utilizadas para estimar a velocidade de</p><p>descarga do efluente liberado, deduzindo-a a partir da: Lei de conservação da energia mecânica;</p><p>da fórmula da perda de carga distribuída obtida da experiência de Darcy-Weisbach (1845), a</p><p>fórmula do teorema de Borda-Belanger para perdas de carga singulares, a fórmula de Colebrook-</p><p>White (1939) para o fator de atrito e a expressão do número de Reynolds?</p><p>- Equação da conservação da energia mecânica:</p><p>(v_1^2) / 2 + P_1 / ρ + g * z_1 + h_l = (v_2^2) / 2 + P_2 / ρ + g * z_2</p><p>Onde:</p><p>v_1 e v_2 são as velocidades do fluido nos pontos 1 e 2, respectivamente.</p><p>P_1 e P_2 são as pressões nos pontos 1 e 2, respectivamente.</p><p>ρ é a massa específica</p><p>do fluido.</p><p>g é a aceleração da gravidade.</p><p>z_1 e z_2 são as alturas dos pontos 1 e 2 em relação a uma referência vertical.</p><p>h_l é a perda de carga entre os pontos 1 e 2.</p><p>- Equação de Darcy-Weisbach para perda de carga distribuída:</p><p>h_l = (f * L * v^2) / (2 * D)</p><p>Onde:</p><p>h_l é a perda de carga distribuída.</p><p>f é o fator de atrito.</p><p>L é o comprimento da tubulação.</p><p>v é a velocidade do fluido.</p><p>D é o diâmetro interno da tubulação.</p><p>- Fórmula de Borda-Belanger para perdas de carga singulares:</p><p>h_s = K * (v^2) / (2 * g)</p><p>Onde:</p><p>h_s é a perda de carga singular.</p><p>K é o coeficiente de perda de carga singular associado à geometria do componente.</p><p>g é a aceleração da gravidade.</p><p>- Fórmula de Colebrook-White para o fator de atrito:</p><p>(1 / √f) = -2 * log((ε / (3.7 * D)) + (2.51 / (Re * √f)))</p><p>Onde:</p><p>ε é a rugosidade absoluta da tubulação.</p><p>Re é o número de Reynolds.</p><p>- Número de Reynolds:</p><p>Re = (ρ * v * D) / μ</p><p>Onde:</p><p>μ é a viscosidade dinâmica do fluido.</p><p>b) E como ficaria a expressão analítica da equação do item anterior se fosse empregada a Lei de</p><p>conservação da energia mecânica, a fórmula de Darcy-Weisbach (1845) para as perdas</p><p>distribuídas, o Método dos 2K’s de Hooper (1981) para perdas singulares e a fórmula de</p><p>Colebrook-White (1939) para o fator de atrito e a expressão do número de Reynolds?</p><p>- Lei de Conservação da Energia Mecânica:</p><p>(v_1^2) / 2 + P_1 / ρ + g * z_1 + h_l = (v_2^2) / 2 + P_2 / ρ + g * z_2</p><p>Onde:</p><p>v_1 e v_2 são as velocidades do fluido nos pontos 1 e 2, respectivamente.</p><p>P_1 e P_2 são as pressões nos pontos 1 e 2, respectivamente.</p><p>ρ é a massa específica do fluido.</p><p>g é a aceleração da gravidade.</p><p>z_1 e z_2 são as alturas dos pontos 1 e 2 em relação a uma referência vertical.</p><p>h_l é a perda de carga entre os pontos 1 e 2.</p><p>- Fórmula de Darcy-Weisbach para perdas distribuídas:</p><p>h_l = (f * L * v^2) / (2 * D)</p><p>Onde:</p><p>h_l é a perda de carga distribuída.</p><p>f é o fator de atrito.</p><p>L é o comprimento da tubulação.</p><p>v é a velocidade do fluido.</p><p>D é o diâmetro interno da tubulação.</p><p>- Método dos 2K's de Hooper para perdas singulares:</p><p>h_s = (K_s + K_d) * (v^2) / (2 * g)</p><p>Onde:</p><p>h_s é a perda de carga singular.</p><p>K_s é o coeficiente de perda de carga singular para a válvula ou componente específico.</p><p>K_d é o coeficiente de perda de carga singular para a curva ou componente específico.</p><p>g é a aceleração da gravidade.</p><p>-Fórmula de Colebrook-White para o fator de atrito:</p><p>(1 / √f) = -2 * log((ε / (3.7 * D)) + (2.51 / (Re * √f)))</p><p>Onde:</p><p>ε é a rugosidade absoluta da tubulação.</p><p>Re é o número de Reynolds.</p><p>- Número de Reynolds:</p><p>Re = (ρ * v * D) / μ</p><p>Onde:</p><p>μ é a viscosidade dinâmica do fluido.</p><p>c) E como ficaria a expressão analítica da equação do item anterior se fosse empregada a Lei de</p><p>conservação da energia mecânica, a fórmula de Darcy-Weisbach (1845) para as perdas</p><p>distribuídas, o Método dos 3K’s de Darby (1999) para perdas singulares e a fórmula de</p><p>Colebrook-White (1939) para o fator de atrito e a expressão do número de Reynolds?</p><p>- Lei de Conservação da Energia Mecânica:</p><p>(v_1^2) / 2 + P_1 / ρ + g * z_1 + h_l = (v_2^2) / 2 + P_2 / ρ + g * z_2</p><p>Onde:</p><p>v_1 e v_2 são as velocidades do fluido nos pontos 1 e 2, respectivamente.</p><p>P_1 e P_2 são as pressões nos pontos 1 e 2, respectivamente.</p><p>ρ é a massa específica do fluido.</p><p>g é a aceleração da gravidade.</p><p>z_1 e z_2 são as alturas dos pontos 1 e 2 em relação a uma referência vertical.</p><p>h_l é a perda de carga entre os pontos 1 e 2.</p><p>- Fórmula de Darcy-Weisbach para perdas distribuídas:</p><p>h_l = (f * L * v^2) / (2 * D)</p><p>Onde:</p><p>h_l é a perda de carga distribuída.</p><p>f é o fator de atrito.</p><p>L é o comprimento da tubulação.</p><p>v é a velocidade do fluido.</p><p>D é o diâmetro interno da tubulação.</p><p>- Método dos 2K's de Hooper para perdas singulares:</p><p>h_s = (K_s + K_d) * (v^2) / (2 * g)</p><p>Onde:</p><p>h_s é a perda de carga singular.</p><p>K_s é o coeficiente de perda de carga singular para a válvula ou componente específico.</p><p>K_d é o coeficiente de perda de carga singular para a curva ou componente específico.</p><p>g é a aceleração da gravidade.</p><p>-Fórmula de Colebrook-White para o fator de atrito:</p><p>(1 / √f) = -2 * log((ε / (3.7 * D)) + (2.51 / (Re * √f)))</p><p>Onde:</p><p>ε é a rugosidade absoluta da tubulação.</p><p>Re é o número de Reynolds.</p><p>- Número de Reynolds:</p><p>Re = (ρ * v * D) / μ</p><p>Onde:</p><p>μ é a viscosidade dinâmica do fluido.</p><p>d) Quais métodos numéricos poderiam ser empregados para solucionar a cada um dos sistemas</p><p>de equações não lineares representados nos itens anteriores?</p><p>Método de Newton-Raphson, Método de Broyden, Método de Gauss-Seidel, Método de Newton</p><p>Modificado, Método de Quasi-Newton, Método de Ponto Fixo:, Método de Homotopia e Método de</p><p>Região de Confiança.</p><p>e) Qual seria o valor da velocidade do fluido no trecho final da tubulação e qual a vazão mássica</p><p>correspondente no instante de tempo t=1s se for admitida que a tubulação esteja em estado de</p><p>nova? [Obs.: Admitir que a velocidade se estabilizará, quando o erro máximo absoluto entre</p><p>duas iterações sucessivas seja menor ou igual que 10-6]</p><p>f) Admitir que a tubulação ao longo dos anos de operação sofrerá incrustação que irá se</p><p>acumulando aderida em suas paredes internas numa taxa de crescimento de rugosidade</p><p>semelhante à prevista pela equação do modelo NEWWA (1935) (disponível no artigo: SHAHZAD,</p><p>A. & JAMES, W. - Loss in Carrying Capacity of Water Mains due to Encrustation and Biofouling,</p><p>and Application to Walkerton, Ontario - DOI: 10.14796/JWMM.R208-19) e considerar que o</p><p>fluido tenha um pH=9. Quais seriam os valores da velocidade do fluido no trecho final da</p><p>tubulação e qual seria a vazão mássica correspondente no instante de tempo t=1s, se for</p><p>admitida que a tubulação já tenha 20 anos de utilização contínua?</p><p>g) Quais seriam as variações esperadas nos valores de velocidade e da vazão ao final do tubo, no</p><p>instante de tempo t=1s de liberação do fluido, admitindo-se que a tubulação é nova e que a</p><p>temperatura do fluido variasse em ΔT=-200C e ΔT=+200C? E seria o efeito combinado se a</p><p>tubulação tiver acumulado 20 anos de operação?</p><p>h) Qual seria a quantidade total de efluente vazada se o tempo necessário à efetiva mobilização</p><p>e estancamento do vazamento pela equipe de controle de emergência for de 45 min? Qual seria</p><p>o nível de fluido estimado que ainda deverá estar contido no interior do tanque após esse tempo</p><p>até a interrupção do fluxo?</p><p>i) Qual o valor médio da velocidade do fluido ao final da tubulação considerando-se desde o</p><p>início do vazamento até seu estancamento no 45º minuto?</p><p>j) Se o tanque tivesse um diâmetro interno de 1/5 do que é especificado no enunciado desta</p><p>questão qual o comportamento esperado em relação à velocidade de passagem do fluido no</p><p>final da tubulação ao longo do tempo? E com relação ao nível do fluido contido no tanque ao</p><p>longo do tempo? Represente graficamente cada uma das situações.</p><p>QUESTÃO 235 - Admita que você, na qualidade de Engenheiro de Segurança do Trabalho, foi</p><p>admitido numa média empresa industrial do ramo de distribuição de GLP (Gás Liquefeito de</p><p>Petróleo). Você foi designado pelo gerente geral da empresa como gerente do programa de</p><p>Segurança, Meio Ambiente e Saúde Ocupacional dessa instalação industrial. A instalação</p><p>industrial, atualmente, encontra-se em fase de EVTEA (Estudo de Viabilidade Técnico-Econômico</p><p>e Ambiental) e se planeja que entre em operação num futuro de próximo de até cinco anos.</p><p>Entre as suas atribuições nesse cargo, consta a implantação de todos os programas obrigatórios</p><p>pela legislação brasileira de segurança do trabalho, bem como a responsabilidade pelas</p><p>atividades de licenciamento ambiental e de gestão de emergências e contingência. A nova</p><p>unidade deverá ser implantada no estado do Rio de Janeiro, deverá operar como terminal de</p><p>transferência e estocagem de GLP. Durante</p><p>o pico da fase de obras, deverá envolver diretamente</p><p>um contingente de até 1.600 trabalhadores e, na fase de operação poderá ter um contingente de</p><p>cerca de 200 trabalhadores, que atuarão em regimes administrativos e de turnos. A locação mais</p><p>provável para a instalação situa-se numa zona estritamente industrial, onde já existem algumas</p><p>empresas estabelecidas. O terreno já adquirido pela sua empresa tem área de 500m x 1000m,</p><p>mas tem uma de suas laterais na fronteira com uma locação onde foi estabelecida uma ocupação</p><p>habitacional irregular, estabelecida há mais de 20 anos e, onde vivem cerca de 3.000 pessoas. Na</p><p>imagem que se segue está um layout da instalação:</p><p>Figura 23 - Layout geral da unidade industrial.</p><p>Neste projeto que está sendo idealizado para a instalação de armazenamento constam os</p><p>seguintes itens:</p><p>Código de</p><p>legenda Equipamentos Quantidade Capacidade</p><p>Unitária Dimensões</p><p>1 Vasos de pressão esféricos 02 2.400m³ Ф16,5m</p><p>2 Vasos de pressão esféricos 04 1.600m³ Ф14,5m</p><p>3 Vasos de pressão cilíndricos 04 270m³ 32m x Ф3,5m</p><p>4 Vasos de pressão cilíndricos 14 180m³ 21m x Ф3,5m</p><p>5 Vasos de pressão cilíndricos 21 36m³ 13m x Ф2,0m</p><p>6 Vasos de pressão cilíndricos 06 54m³ 19m x Ф2,0m</p><p>03 45m³ 16m x Ф2,0m</p><p>7 Queimador de gases (ground flare) ao</p><p>nível do solo</p><p>8 Lagoa</p><p>9 Sala de controle</p><p>10 Casa de bombas</p><p>11 Bombas de incêndio</p><p>12 Estação de carregamento de caminhões</p><p>13 Botijões de GLP</p><p>14 Manifold de dutos e válvulas</p><p>15 Castelo d’água</p><p>Visando a concessão da devida licença ambiental, o órgão regulador ambiental desenvolveu um</p><p>termo de referência, o qual deverá ser cumprido, e que fixa condições que requerem aplicação</p><p>de técnicas qualitativas e quantitativas de estudos de riscos. A você, enquanto profissional</p><p>responsável direto por esse processo na empresa, cabe desenvolver os estudos solicitados para</p><p>evidenciar a viabilidade ambiental do empreendimento. Nas questões de número 2, 3 e 4</p><p>abaixo, considere apenas o que for aplicável à fase atual do empreendimento. A partir dessas</p><p>considerações, faça o que se pede:</p><p>a. Construa um fluxograma com a sequência das ações que devem ser realizadas para a</p><p>elaboração de todo o processo de análise, avaliação e gerenciamento de riscos industriais, que</p><p>suportará os estudos do licenciamento ambiental dessa planta.</p><p>1. Identificação dos perigos: Levantamento de todas as fontes de perigo presentes no</p><p>empreendimento, como equipamentos, substâncias perigosas e processos.</p><p>2. Análise de cenários de risco: Identificação e análise de cenários possíveis de acidentes e</p><p>incidentes, considerando falhas nos equipamentos, vazamentos, incêndios, entre outros.</p><p>3. Avaliação dos riscos: Determinação da gravidade e probabilidade de ocorrência de cada</p><p>cenário de risco identificado.</p><p>4. Priorização dos riscos: Classificação dos cenários de risco com base na gravidade e</p><p>probabilidade, para identificar aqueles que requerem mais atenção.</p><p>5. Medidas de controle: Definição e implementação de medidas de controle e mitigação</p><p>para reduzir os riscos identificados.</p><p>6. Análise de falhas e sistemas de proteção: Avaliação dos sistemas de segurança e das</p><p>possíveis falhas que podem afetar sua eficácia.</p><p>7. Análise de consequências: Estudo das possíveis consequências dos cenários de risco,</p><p>como impacto ambiental, danos à propriedade e impacto na comunidade.</p><p>b. Enumere e justifique as técnicas de análise de risco que deverão ser aplicadas nesses estudos.</p><p>Indique que tipo de informação poderá ser obtida, com a aplicação de cada um desses estudos.</p><p>1. Estudo de Hazop (Hazard and Operability Study): Permite identificar desvios operacionais</p><p>e cenários de risco, fornecendo informações detalhadas sobre possíveis falhas nos equipamentos e</p><p>processos.</p><p>2. Análise Preliminar de Perigos (APP): Identifica os principais perigos inerentes ao</p><p>empreendimento, fornecendo uma visão geral dos riscos envolvidos.</p><p>3. Análise de Árvore de Falhas (AAF): Analisa os cenários de acidentes e identifica as</p><p>possíveis sequências de eventos que podem levar a falhas.</p><p>4. Análise de Modos de Falha e Efeitos (AMFE): Foca nos modos de falha dos equipamentos</p><p>e processos, identificando seus efeitos potenciais.</p><p>5. Análise Quantitativa de Riscos (AQR): Utiliza dados quantitativos para avaliar a</p><p>probabilidade e as consequências dos cenários de risco, permitindo uma análise mais precisa.</p><p>c. Relacione do modo mais completo possível, o conjunto de dados e outros recursos (pessoal,</p><p>instalações, etc.) necessários à realização de cada um desses estudos.</p><p>1. Estudo de Hazop: Requer informações detalhadas sobre o processo, dados técnicos dos</p><p>equipamentos, composição química das substâncias, diagramas de fluxo, plantas e layout da</p><p>instalação. A equipe envolvida deve ser multidisciplinar, com conhecimentos em processos,</p><p>instrumentação e segurança.</p><p>2. Análise Preliminar de Perigos (APP): Necessita de dados básicos sobre os equipamentos e</p><p>substâncias envolvidas, diagramas de processo e a participação de especialistas em segurança.</p><p>3. Análise de Árvore de Falhas (AAF): Requer informações detalhadas sobre as falhas</p><p>potenciais, bem como a identificação de causas e consequências. A equipe precisa incluir</p><p>especialistas em engenharia e segurança.</p><p>4. Análise de Modos de Falha e Efeitos (AMFE): Exige a coleta de informações sobre os</p><p>modos de falha, suas causas e efeitos, com o envolvimento de especialistas técnicos.</p><p>5. Análise Quantitativa de Riscos (AQR): Depende de dados quantitativos sobre o processo,</p><p>histórico de acidentes e informações de confiabilidade dos equipamentos. A equipe precisa incluir</p><p>estatísticos e especialistas em análise de riscos.</p><p>d. Exemplifique e descreva, do modo mais completo possível, que hipóteses você assumiria, na</p><p>falta de maiores detalhes, para a realização de cada um desses estudos.</p><p>1. Estudo de Hazop: Hipoteticamente, podem ser assumidos cenários de desvio com base</p><p>em experiências anteriores em instalações semelhantes e conhecimentos técnicos.</p><p>2. Análise Preliminar de Perigos (APP): Na ausência de informações detalhadas, pode-se</p><p>fazer suposições com base em dados gerais sobre as substâncias e processos envolvidos.</p><p>3. Análise de Árvore de Falhas (AAF): Caso não haja informações suficientes, podem ser</p><p>considerados cenários de falhas típicas para equipamentos e processos similares.</p><p>4. Análise de Modos de Falha e Efeitos (AMFE): Na falta de dados específicos, pode-se</p><p>assumir modos de falha comuns para os equipamentos e suas consequências mais prováveis.</p><p>5. Análise Quantitativa de Riscos (AQR): Caso não haja dados suficientes, podem ser</p><p>utilizadas distribuições probabilísticas genéricas e dados de acidentes históricos semelhantes para</p><p>estimar as probabilidades e consequências dos cenários de risco.</p><p>QUESTÃO 241 – No anexo VIII deste caderno geral de exercícios tem-se um relatório de estudo</p><p>de análise quantitativa de riscos para um complexo insular de tancagem e armazéns gerais. As</p><p>instalações são de uma companhia de terminais e armazéns gerais, compostas das seguintes</p><p>áreas: Área de tancagem; Sistema de recebimento e expedição de produtos; Sistema de ar</p><p>comprimido; Sistema de água industrial; sistema de combate a incêndio; Sistema de nitrogênio;</p><p>Sistema de drenagem; Sistema de resfriamento; Sistema de controle de emissões atmosféricas.</p><p>Especificamente, a instalação da área de tancagem é composta de 118 tanques licenciados e</p><p>instalados e 5 outros tanques que ainda não foram construídos, mas possuem licença de</p><p>instalação, sendo todos divididos em 10 bacias de contenção. Todos os 123 tanques são verticais</p><p>e cilíndricos e projetados de acordo com a norma API 620 ou API 650F, especificados para</p><p>fabricação em aço inoxidável AISI 304L ou aço carbono ASTM A-36 ou A-283, de acordo com a</p><p>compatibilidade do produto a ser armazenado. Todos os tanques são projetados para operar</p><p>inertizados, com controle de nível por sistema</p>