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<p>Dr. Victor Menezes Tunholi Alves</p><p>Medicina Veterinária</p><p>Faculdade Multivix-Cachoeiro de</p><p>Itapemirim</p><p>Tripanossomas</p><p>Fonte: The Rockfeller University</p><p>Dr. Sabidinho</p><p>Instituto Adolfo Lutz</p><p>Filo</p><p>Euglenozoa</p><p>ordem</p><p>Trypanosomatin</p><p>a</p><p>Bodonin</p><p>a</p><p>subordens</p><p>* biflagelados</p><p>* parasitos</p><p>* vida livre</p><p>*</p><p>uniflagelados</p><p>* parasitos</p><p>Ordem KINETOPLASTEA: presença do cinetoplasto, uma região</p><p>especializada da mitocôndria constituída por moléculas de DNA</p><p>circulares concatenadas.</p><p>cinetoplasto</p><p>núcle</p><p>o</p><p>Tripanossomatídeo</p><p>sum único flagelo</p><p>parasitas obrigatórios</p><p>- Invertebrados</p><p>- Plantas</p><p>- Todas as ordens de vertebrados</p><p>grande</p><p>distribuição</p><p>geográfica</p><p>9</p><p>gêneros</p><p>False-colour scanning</p><p>electron micrographs</p><p>Images courtesy Prof.</p><p>J. Lukeš and D.</p><p>Maslov</p><p>Leptomonas</p><p>sp.</p><p>Trypanosoma</p><p>cruzi</p><p>Leishmania sp.</p><p>❑ monoxênicos de insetos:</p><p>Leptomonas, Herpetomonas, Crithidia,</p><p>Blastocrithidia e Rhynchoidomonas.</p><p>❑ heteroxênicos (insetos e plantas):</p><p>Phytomonas.</p><p>❑ heteroxênicos (invertebrados e vertebrados):</p><p>Leishmania e Trypanosoma.</p><p>- leishmanioses;</p><p>- doença de Chagas;</p><p>- tripanossomíases africana;</p><p>Quando patogênicos, estes organismos são</p><p>responsáveis por doenças de grande</p><p>importância médica humana e veterinária</p><p>Subgêneros Subgêneros</p><p>Schizotrypanum (T. cruzi) Duttonella (T. vivax)</p><p>Herpetosoma (T. lewisi) Pycnomonas (T. suis)</p><p>Megatrypanum (T. theileri) Trypanozoon (T. brucei)</p><p>(T. evansi)</p><p>(T. equiperdum)</p><p>Nannomonas (T. congolense)</p><p>Gênero Trypanosoma</p><p>Secções: Stercoraria Salivaria</p><p>Transmissão: contaminativa inoculativa</p><p>Amastigota Promastigota Epimastigota</p><p>Tripomastigota</p><p>Morfologia dos tripanossomas</p><p>intracelula</p><p>r</p><p>k</p><p>n</p><p>f</p><p>Variação antigênica</p><p>Glicoproteína de</p><p>superfície</p><p>Fonte: Mike</p><p>Ferguson</p><p>Fonte: Bill Wickstead, University of</p><p>Oxford</p><p>Aspectos biológicos e epidemiológicos</p><p>Glossin</p><p>a</p><p>Insetos</p><p>hematófagos</p><p>Transmissã</p><p>o</p><p>mecânica</p><p>Transmissã</p><p>o</p><p>cíclica</p><p>Hospedeiro</p><p>Vertebrado</p><p>Saliva</p><p>(Salivaria</p><p>)</p><p>Fezes</p><p>(Stercoraria</p><p>)</p><p>Formas</p><p>infectantes</p><p>Hospedeiro Invertebrado</p><p>Tripanosomíase bovina - Nagana ou</p><p>Secadeira</p><p>3 espécies distintas – sintomas muito</p><p>similares:</p><p>Trypanosoma brucei brucei</p><p>T. congolense</p><p>T. vivax * América</p><p>s</p><p>T.</p><p>evansi</p><p>T. vivax</p><p>perdeu capacidade de</p><p>desenvolver ciclo em mosca</p><p>tsetsé;</p><p>se adaptou a transmissão</p><p>mecânica fora da África;</p><p>Oeste e Sul da Ásia</p><p>Sudeste da Ásia e Oceania</p><p>América Central</p><p>América do Sul</p><p>Brasil (endêmica) - Pantanal</p><p>MS</p><p>Distribuição geográfica</p><p>T. vivax - único tripanossoma associado</p><p>à doença em bovinos nestas regiões</p><p>Amplamente distribuído na África</p><p>T.</p><p>vivax</p><p>Ciclo de vida - T.</p><p>vivax</p><p>Transmissã</p><p>o</p><p>Cíclica</p><p>(AF)</p><p>Apenas</p><p>transporta</p><p>os tripomastigotas</p><p>na probóscide</p><p>Glossin</p><p>a</p><p>sistema vascular:</p><p>desenvolvimento</p><p>e</p><p>multiplicação dos</p><p>tripomastigotas</p><p>Insetos</p><p>hematófagos</p><p>Transmissã</p><p>o</p><p>Mecânica</p><p>(AF, Américas)</p><p>pel</p><p>e</p><p>Tripomastigota</p><p>sangüícola</p><p>Fissão binária</p><p>vaso</p><p>sangüíneo</p><p>Transmissão Mecânica: agulhas e instrumentos contaminados</p><p>Patogenia</p><p>- hipoglicemia;</p><p>- desencadeamento de reações imunomediadas caracterizadas pela destruição de</p><p>hemácias, plaquetas, células cardíacas, tecido nervoso, tecido renal;</p><p>hemácia hepatócito</p><p>ativação do SISTEMA COMPLEMENTO</p><p>(via clássica)</p><p>Patogenia</p><p>- anemia por hemólise intra-vascular disseminada;</p><p>- intensificação do processo hemocaterético;</p><p>- em consequência da trombocitopenia, processos hemorrágicos podem também ser</p><p>observados;</p><p>hemoglobinemia</p><p>hemácia</p><p>Fonte: http://caltest.vet.upenn.edu/merialsp/Strongls/images/sw023f.jpg</p><p>Patogenia</p><p>- metabolismo da bilirrubina;</p><p>Patogenia</p><p>=</p><p>ICTERÍCIA</p><p>hemoglobinemia</p><p>HIPERBILERRUBINEMIA</p><p>Fonte: http://caltest.vet.upenn.edu/merialsp/Strongls/images/sw023f.jpg</p><p>Patogenia</p><p>Fonte: http://caltest.vet.upenn.edu/merialsp/Strongls/images/sw023f.jpg</p><p>hemoglobinemia</p><p>hemoglobinúria</p><p>Patogenia</p><p>Fonte: http://caltest.vet.upenn.edu/merialsp/Strongls/images/sw023f.jpg</p><p>ASCITE</p><p>- insuficiência hepática (deposição de imunocomplexos);</p><p>- insuficiência cardíaca;</p><p>- lesão glomerular;</p><p>- ativação das cininas;</p><p>Patogenia</p><p>Fonte: http://caltest.vet.upenn.edu/merialsp/Strongls/images/sw023f.jpg</p><p>- hepato e esplenomegalias (aumento da reatividade antigênica);</p><p>- hipertrofia (“infartamento”) de gânglios linfáticos;</p><p>Hepato e esplenomegalia em bovino infectado por T. vivax</p><p>Gânglios linfáticos hipertrofiados</p><p>em bovino infectado por T. vivax</p><p>Patogenia</p><p>Fonte: http://caltest.vet.upenn.edu/merialsp/Strongls/images/sw023f.jpg</p><p>- desenvolvimento de um quadro de meningo-encefalite, dismielinização disseminada e</p><p>lesões neurológicas hemorrágicas;</p><p>Sintomas clínicos</p><p>- febre</p><p>- perda de peso</p><p>- anemia</p><p>- síndrome hemorrágica</p><p>(sistema gastrointestinal e mucosas)</p><p>- efeitos sobre a fertilidade: órgãos reprodutores</p><p>- aborto</p><p>Surra ou Mal de Cadeiras</p><p>Trypanosoma evansi</p><p>Hospedeiros e Distribuição geográfica</p><p>❑ Trypanosoma evansi: maior distribuição geográfica entre os</p><p>tripanossomas africanos: África, Ásia, Oceania, América do Sul e América</p><p>Central.</p><p>� no Brasil: T. evansi afeta principalmente eqüinos;</p><p>� doença enzoótica (endêmica) em eqüinos do Pantanal (MS): importância</p><p>econômica;</p><p>� outros hospedeiros: cães, capivaras, quatis, bovinos, búfalos, pequenos</p><p>marsupiais ( gambás [Monodelphis spp] e tatus [Dasypus spp]);</p><p>� surtos em capivaras geralmente precedem a doença em eqüinos.</p><p>Trypanosoma evansi – Ciclo de vida</p><p>Transmissão</p><p>:</p><p>inoculação</p><p>mecânica</p><p>Apenas</p><p>transporta</p><p>os tripomastigotas</p><p>na probóscide</p><p>Insetos</p><p>hematófago</p><p>s</p><p>Hospedeiros</p><p>mamíferos</p><p>sistema vascular:</p><p>desenvolvimento</p><p>e</p><p>multiplicação dos</p><p>tripomastigotas</p><p>Principais hospedeiros:</p><p>domésticos: cães, cavalos, camelos</p><p>silvestres: capivara, quati</p><p>pel</p><p>e</p><p>Tripomastigota</p><p>sangüícola</p><p>Fissão binária</p><p>vaso</p><p>sangüíneo</p><p>“Mal de</p><p>Cadeiras”</p><p>(Atrofia acentuada dos músculos da</p><p>coxa)</p><p>Rodrigues, A et al., 2005. Surtos de tripanossomíase</p><p>por Trypanosoma evansi em eqüinos no Rio Grande do</p><p>Sul: aspectos epidemiológicos, clínicos, hematológicos e</p><p>patológicos</p><p>Diagnóstic</p><p>o- Esfregaço sanguíneo</p><p>- Sorologia</p><p>- PCR</p><p>Técnica de WHO - Microhematócrito</p><p>(Cortesia: Costa-Martins, A.G.</p><p>)</p><p>Trypanosoma evansi</p><p>Formas tripomastigotas sangüícolas – aspirado de linfonodo</p><p>(Fonte: Carlos Kaneto, UNESP</p><p>Araçatuba)</p><p>Tratamento</p><p>- aceturato de diminazeno:</p><p>- equinos infectados por T. evansi 7,5 mg/kg, via IM;</p><p>- bovinos infectados por T. vivax 3,5 mg/kg, via IM;</p><p>- cães infectados por T. evansi não ultrapassar a concentração</p><p>de 3,5 mg/kg, via IM</p><p>Durina</p><p>Trypanosoma equiperdum</p><p>Durina</p><p>� Hospedeiros susceptíveis:</p><p>- equinos;</p><p>- asininos;</p><p>- muares;</p><p>� Vias de transmissão:</p><p>- durante o coito ou procedimentos de inseminação</p><p>artificial, através de secreções genitais;</p><p>Durina</p><p>� Sinais clínicos: forma edematosa ou intersticial</p><p>sinal patognomônico</p><p>Fonte: http://www.google.com.br/imagens</p><p>Durina</p><p>� Sinais clínicos: forma neurológica</p><p>- paralisia de musculatura facial;</p><p>- que se estendem para o pescoço, membros torácicos e pélvicos;</p><p>- paralisando, por fim, o diafragma e a musculatura cardíaca;</p><p>Fonte: http://www.google.com.br/imagens</p><p>Diagnóstico</p><p>- interpretação dos sinais clínicos;</p><p>- visualização e identificação de formas tripomastigotas de T.</p><p>equiperdum nas secreções genitais;</p><p>- ensaios sorológicos;</p><p>Tripomastigota metacíclico de T.</p><p>equiperdum</p><p>Fonte: http://www.google.com.br/imagens</p><p>Carlos Chagas</p><p>T. cruzi –</p><p>1909</p><p>100 anos da</p><p>Descoberta</p><p>Hospedeiro</p><p>s</p><p>Vertebrados</p><p>Invertebrado</p><p>s</p><p>Hospedeiro</p><p>s</p><p>Invertebrado</p><p>s</p><p>Rhodnius sp.</p><p>Triatoma sp.</p><p>Pastrongylus sp.</p><p>Triatomíneo</p><p>Hospedeiro</p><p>s</p><p>Invertebrado</p><p>s Localização do tubérculo antenífero em relação aos olhos;</p><p>Conformação da cabeça.</p><p>Ciclo biológico – Doença de</p><p>Chagas</p><p>Músculo cardíaco – ninhos</p><p>amastigota</p><p>Invasão</p><p>celular</p><p>Célula repleta de</p><p>tripomastigotas</p><p>(Fonte:</p><p>FioCruz)</p><p>(Cortesia: Costa-Martins, A.G.</p><p>)</p><p>Doença de Chagas.</p><p>(a) Coração de um paciente vítima de "Morte súbita", nota-se abaulamento em</p><p>correspondência com o ápice do ventrículo esquerdo, devido a lesão vorticilar</p><p>esquerda (aneurisma de ponta);</p><p>(b) Coração de um paciente portador de visceromegalias (megaesôfago e/ou</p><p>megacolon);</p><p>(c) Coração de paciente falecido na vigência de insuficiência cardíaca congestiva (ICC).</p><p>Forma Cardíaca – Doença de</p><p>Chagas</p><p>A: megaesôfago e megaestômago;</p><p>B: megaesôfago e megaduodeno;</p><p>C: megabulbo e megajejuno;</p><p>D: megacólon</p><p>Forma digestiva – Doença de</p><p>Chagas</p><p>Magaesôfago - evolução</p><p>Diagnóstico</p><p>Clínic</p><p>o</p><p>Laboratorial</p><p>Pesquisa direta e MH</p><p>Biópsia de linfonodos</p><p>Cultura dos parasitos</p><p>Xenodiagnóstico</p><p>Testes imunológicos</p><p>Hemaglutinação indireta</p><p>Imunofluorescência indireta</p><p>Imunoenzimáticos (ELISA)</p><p>Esfregaço</p><p>sanguíneo</p><p>Exame a</p><p>fresco</p><p>Benznidazol –</p><p>Nitroimidazóis</p><p>Nifurtimox - Nitrofuranos</p><p>(Cortesia: Costa-Martins, A.G.</p><p>)</p><p>Fonte:</p><p>FioCruz</p><p>Tratament</p><p>o</p>