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<p>Transporte de pequenas moléculas 1</p><p>Transporte de pequenas</p><p>moléculas</p><p>disciplina bmc</p><p>data</p><p>status não estudada</p><p>a permeabilidade da bicamada lipídica</p><p>o fato do centro da bicamada lipídica ser apolar dificulta a passagem de</p><p>pequenas moléculas polares de dentro e fora da célula; forma de arranjo</p><p>dos fosfolipídios</p><p>a maioria das moléculas precisam de proteínas para mediar seu transporte</p><p>moléculas apolares pequenas: dissolvem-se rapidamente nas</p><p>bicamadas lipídicas e por isso se difundem com rapidez através delas.</p><p>ex: gases e lipídios. as células dependem dessa permeabilidade a</p><p>gases para os processos de respiração celular.</p><p>moléculas polares não carregadas (distribuição</p><p>desigual de carga elétrica):</p><p>difundem-se prontamente</p><p>se forem pequenas o suficiente, como a</p><p>água e o etanol.</p><p>moléculas polares sem cargas maiores: dificilmente</p><p>atravessam a bicamada, como a glicose.</p><p>moléculas carregadas: as bicamadas lipídicas são</p><p>altamente impermeáveis a essas moléculas, incluindo</p><p>todos os íons inorgânicos (independentemente do</p><p>tamanho).</p><p>suas cargas e sua forte atração elétrica às</p><p>moléculas de água inibem a sua entrada na fase</p><p>hidrocarbonada interna da camada.</p><p>14 de outubro de 2024</p><p>Transporte de pequenas moléculas 2</p><p>moléculas hidrofílicas solúveis em água, como íons inorgânicos, açúcares,</p><p>aminoácidos, nucleotídeos e outros metabólitos celulares cruzam as</p><p>bicamas lipídicas muito lentamente por difusão simples. Essa passagem é</p><p>acelerada pelas proteínas de transporte de membrana especializadas pelo</p><p>transporte facilitado.</p><p>concentração de íons</p><p>→ para que uma célula não seja destruída por forças elétricas, a quantidade de</p><p>carga positiva dentro da célula deve ser balanceada por uma quantidade de</p><p>carga negativa quase exatamente igual</p><p>extracelular: concentração maior de Na+,Ca+2 e Cl- Na+ balanceado por</p><p>Cl-</p><p>intracelular: concentração maior de K (equilibrada por ânions orgânicos e</p><p>inorgânicos, como ácidos nucleicos, proteínas e etc)</p><p>é garantida, especialmente, pela bomba de Na e K</p><p>as proteínas mediadoras mantém essa concentração nas células</p><p>→ diferenças na concentração de íons inorgânicos através de uma membrana</p><p>celular criam um potencial de membrana</p><p>Transporte de pequenas moléculas 3</p><p>o potencial de membrana é expresso em mV e será negativo, uma vez que</p><p>o interior celular é mais negativamente carregado que o exterior</p><p>importância: esse potencial de membrana permite que as células</p><p>promovam o transporte de certos metabólitos e que sejam excitáveis como</p><p>formas de comunicação com a vizinhança.</p><p>difusão da água: osmose</p><p>💧 intumescer: tornar-se túmido, aumentar de volume, inchar</p><p>Transporte de pequenas moléculas 4</p><p>aquaporinas:</p><p>→a aquaporina organiza a passagem da água em fila por meio da</p><p>formação da ligação de hidrogênios com os oxigênios da carbonila dos</p><p>aminoácidos que formam a estrutura da aquaporina quando apenas a</p><p>difusão da água não é suficiente</p><p>→ é formada por 4 subunidades idênticas.</p><p>→ apresentam grande importância para reabsorção de</p><p>água nos rins</p><p>→ são proteínas transmembrana em formato de canais</p><p>estratégias para evitar o intumescimento osmótico</p><p>Transporte de pequenas moléculas 5</p><p>→a maioria das células animais possui um citoplasma semelhante a um gel que</p><p>resiste ao intumescimento osmótico.</p><p>→alguns protozoários de água doce eliminam o excesso de água por vacúolos</p><p>contráteis que descarregam periodicamente o seu conteúdo no exterior.</p><p>→as células vegetais não intumescem devido às suas paredes celulares</p><p>resistentes. as células vegetais utilizam a pressão osmótica de intumescimento</p><p>(pressão de turgescência) para manter suas paredes celulares tensas e, assim,</p><p>os caules da planta rígidos e as folhas estendidas.</p><p>proteína transportadora (transmembrana</p><p>multipasso)</p><p>todas as proteínas que mediam a passagem de pequenas moléculas são</p><p>proteínas integrais que fazem múltiplas passagens na bicamada lipídica</p><p>essas múltiplas passagem permitem que a proteína altere sua conformação</p><p>para permitir ou impedir a passagem, ou seja, controlar os múltiplos poros</p><p>todas as transmembrana são anfipáticas</p><p>a grande maioria é formada por proteínas na forma secundária alfa-hélice</p><p>as beta pregueada, em geral, são menos específicas, mais rígidas e</p><p>assim há menos movimento</p><p>tipos de proteínas de transporte</p><p>proteína transportadora: funcionam alternando dois estados</p><p>conformacionais</p><p>ela exibe um sítio para ligação do soluto a ser transportado</p><p>realiza transporte ativo e passivo, dependendo do gradiente de</p><p>concentração</p><p>Transporte de pequenas moléculas 6</p><p>proteína de canal: forma poro hidrofílico por onde uma molécula vai passar,</p><p>não liga-se à proteína</p><p>realiza apenas transporte passivo = difusão facilitada</p><p>seu intuito é aumentar a velocidade de passagem da molécula</p><p>transporte passivo x transporte ativo</p><p>o que define isso é o gradiente de concentração, e não o gasto de energia,</p><p>pois, às vezes, o gasto de energia ocorre para mudar a conformação de</p><p>uma proteína transportadora/ carreadora, e não para transportar a molécula</p><p>em si. logo, seria um transporte passivo</p><p>gradiente eletroquímico</p><p>Transporte de pequenas moléculas 7</p><p>potencial de membrana + gradiente de concentração</p><p>a molécula é atraída não só pela carga do meio intracelular, como por sua</p><p>concentração</p><p>difusão facilitada</p><p>deslocamento da molécula ocorre a favor do gradiente eletroquímico</p><p>transporte ativo</p><p>deslocamento da molécula ocorre contra o gradiente eletroquímico</p><p>Transporte de pequenas moléculas 8</p><p>transporte acoplado: uma molécula passa a favor do gradiente gerando</p><p>energia para a passagem de uma segunda molécula contra o gradiente</p><p>transporte ativo dirigido por hidrólise de ATP a energia da hidrólise é usada</p><p>para impulsionar a molécula contra o gradiente</p><p>bomba dirigida por luz: muito utilizada em bactérias</p><p>tipos de bombas dirigidas por ATP</p><p>bomba tipo p</p><p>funciona através da hidrólise do ATP acoplamento do fosfato que muda a</p><p>conformação da proteína</p><p>são estrutural e funcionalmente relacionada a proteínas transmembrana de</p><p>passagem múltipla</p><p>Transporte de pequenas moléculas 9</p><p>são responsáveis pelo estabelecimento e pela manutenção dos gradientes</p><p>de Na+, K, H e Ca2 através das membranas celulares.</p><p>são tipo P pois se autofosforilam durante o ciclo de bombeamento</p><p>bomba de Na+-K+</p><p>� Na+ concentrado fora e K dentro</p><p>� o Na+ liga-se ao sítio específico exposto</p><p>� a proteína é ativada e ela hidrolisa o ATP</p><p>� o grupamento fosfato resultante se liga a bomba, provocando uma</p><p>mudança conformacional</p><p>� o Na+ é liberado do lado de fora da célula</p><p>� fica um outro sítio exposto para o K se ligar</p><p>� a ligação do K faz a proteína perder a afinidade com o fosfato</p><p>� com a desfosforilação a bomba retorna a conformação original e ejeta o K</p><p>dentro da célula</p><p>� acontece com 2K entrando ao mesmo tempo que 3Na saem, relação 2/3</p><p>� o K é responsável por equilibrar os ânions fixos presentes no citosol</p><p>transportador ABC: a proteína tem sítios de ligação para o ATP</p><p>Transporte de pequenas moléculas 10</p><p>o bacteriano funciona tanto importando como exportando moléculas, a</p><p>favor ou contra</p><p>o eucariótico apenas exporta moléculas contra gradiente de concentração</p><p>o aumento de expressão dos transportadores ABC é o principal mecanismo</p><p>molecular associado ao desenvolvimento de resistência</p><p>células cancerosas fazem esse transporte para eliminar as drogas anti</p><p>câncer</p><p>esses transportadores também estão relacionados a multirresistência a</p><p>antimaláricos em Plasmodium falciparum</p><p>mutações nas diferentes posições do gene do Plasmodium que</p><p>codifica transportadores ABC são atribuídas à diminuição de</p><p>sensibilidade do parasita a drogas como a cloroquina e</p><p>amodiaquina</p><p>a fibrose cística - doença genética que afeta os canais de cloreto do</p><p>corpo, causando um desequilíbrio na concentração de cloro e sódio</p><p>nas células, causando secreções espessas e viscosas - também esta</p><p>relacionada à tABC</p><p>A fibrose cística é uma doença genética causada por uma mutação</p><p>no gene CFTR que pertence à família dos transportadores</p><p>ABC</p><p>esse gene é responsável pela homeostase de íons (principalmente</p><p>Cl-) nas superfícies dos tratos respiratórios, intestinais e</p><p>reprodutivos</p><p>Transporte de pequenas moléculas 11</p><p>Transporte de pequenas moléculas 12</p><p>A quimioterapia, abordagem terapêutica que utiliza medicamentos para</p><p>destruir as células doentes que formam um tumor, pode não ser um</p><p>método eficiente para muitos pacientes com câncer que não respondem</p><p>bem ao tratamento. Isso acontece porque alguns organismos</p><p>desenvolvem resistência aos fármacos, condição chamada de fenômeno</p><p>de resistência a múltiplas drogas MDR em câncer.</p><p>Comumente, essa resistência é associada a uma alteração molecular</p><p>que aumenta a expulsão da droga na célula por uma classe de proteínas</p><p>pertencentes à família dos transportadores ABC. Esse tipo de proteína</p><p>atua transportando diversas substâncias por meio da membrana celular.</p><p>Nas células saudáveis, os transportadores ABC conduzem sais biliares,</p><p>colesterol, entre outras funções. Contudo, eles também têm papel</p><p>importante na desintoxicação de drogas nas células, isto é, limpando</p><p>as toxinas do organismo.</p><p>Essas proteínas são capazes de retirar as moléculas das drogas</p><p>quimioterápicas do meio intracelular, transportando-as para fora da</p><p>célula. Assim, há constante expulsão dos fármacos, não sendo possível</p><p>alcançar uma quantidade intracelular da droga que seja tóxica para as</p><p>células cancerígenas. No MDR, os pacientes desenvolvem resistência</p><p>não apenas ao medicamento que estão ingerindo, mas a vários tipos</p><p>diferentes de medicamentos.</p><p>As células neoplásicas (aquelas que tiveram seu código genético</p><p>alterado a ponto de perder a função característica) resistentes ao</p><p>tratamento quimioterápico normalmente apresentam um elevado nível de</p><p>transportadores ABC na membrana plasmática. Esses transportadores</p><p>ABC são capazes de promover o transporte de quimioterápicos em uma</p><p>só direção: de dentro para fora das células. Esse processo reduz a</p><p>concentração intracelular dos medicamentos, ocasionando a resistência</p><p>a múltiplas drogas.</p><p>Vivian destaca que essas proteínas são capazes de transportar uma</p><p>grande quantidade de quimioterápicos sem correlação estrutural e, por</p><p>isso, a simples substituição de quimioterápicos não melhora a resposta</p><p>do paciente. “Os inibidores funcionam ligando-se a uma região específica</p><p>dos transportadores ABC e bloqueando a passagem do quimioterápico.</p><p>Dessa forma, o quimioterápico se acumula dentro da célula e produz o</p><p>Transporte de pequenas moléculas 13</p><p>efeito desejado, independentemente dos níveis de expressão dos</p><p>transportadores ABC nas células neoplásicas .ˮ</p><p>transporte acoplado</p><p>no simporte e no antiporte alguma tem que estar sempre a favor do</p><p>gradiente de concentração</p><p>o transporte será ativo (e não passivo E ativo)</p><p>simporte glicose-Na+</p><p>as células epiteliais que revestem o intestino bombeiam glicose do lúmen</p><p>intestinal através do epitélio intestinal e, por fim, para dentro do sangue. se</p><p>essas células tivessem somente o transportador passivo de glicose</p><p>uniporte, elas liberariam glicose no intestino após o jejum.</p><p>tais células possuem um transportador simporte Na+/glicose, para captar</p><p>glicose do lúmen intestinal, mesmo quando contra o gradiente de</p><p>concentração. assim, a glicose é arrastada quando o Na+ se move para</p><p>dentro por conta de seu gradiente eletroquímico acentuado. como a ligação</p><p>do Na+ e da glicose é cooperativa – a ligação de um aumenta a do</p><p>outro -, se um dos dois solutos estiver ausente, o outro falha a se ligar.</p><p>contudo, se as células epiteliais possuíssem apenas esse simporte, elas</p><p>nunca poderiam liberar glicose para o uso das outras células do corpo.</p><p>Transporte de pequenas moléculas 14</p><p>assim, essas células possuem dois tipos de transportadores de glicose:</p><p>no domínio apical da membrana (voltado para o lúmen intestinal):</p><p>possuem os simportes Na+/glicose, que captam a glicose ativamente,</p><p>criando sua alta concentração no citosol.</p><p>nos domínios basolateral: possuem uniportes passivos de glicose, que</p><p>liberam a glicose a favor de seu gradiente para o uso por outros</p><p>tecidos. obs.: esses transportadores são mantidos separados nos seus</p><p>domínios por uma barreia de difusão formada por uma junção</p><p>compacta próximo ao ápice da célula.</p><p>a glicose é deslocada pra dentro contra o gradiente usando energia da</p><p>passagem do Na a favor do gradiente</p><p>comum nas células epiteliais intestinais</p><p>normalmente o Na passa no simporte gerando energia para as próximas</p><p>o transporte acoplado com Na+ é considerado secundário porque o</p><p>primário é a bomba de Na+K que possibilita a concentração de Na+ fora</p><p>da célula</p><p>Transporte de pequenas moléculas 15</p><p>sem essa concentração, o mecanismo de simporte do Na-glicose com</p><p>passagem passiva do Na não aconteceria</p><p>pelo fato de a glicose não ser carregada, a direção na qual a glicose é</p><p>transportada é determinada somente pelo seu gradiente de</p><p>concentração</p><p>quando a glicose é abundante fora das células, como após uma</p><p>refeição, o açúcar ligado se liga aos sítios de ligação do</p><p>transportador dispostos externamente; quando a proteína altera a</p><p>conformação – espontânea e aleatoriamente -, ela carrega o açúcar</p><p>para dentro e libera no citosol.</p><p>quando os níveis sanguíneos de glicose estão baixos, como durante a</p><p>fome, o glucagon estimula as células do fígado a produzir glicose</p><p>pela degradação do glicogênio. consequentemente, a concentração</p><p>de glicose é mais alta nas células do fígado do que fora. quando a</p><p>proteína alterna a conformação na direção oposta, a glicose é</p><p>transportada para fora das células, onde se torna disponível para</p><p>outros a importarem.</p><p>canais iônicos</p><p>mediam a passagem dos íons sempre a favor do gradiente de</p><p>concentração</p><p>seletividade dos canais iônicos</p><p>são seletivos por conta do diâmetro e carga interna</p><p>Transporte de pequenas moléculas 16</p><p>uma vez aberto os canais, possibilitam a passagem de íons de tamanho e</p><p>carga apropriado para o canal</p><p>no canal de K, ele consegue se dissociar da H2O pois o K interage com o</p><p>O dos AA das paredes do canal, pois com H2O ele não passa pelo</p><p>diâmetro do canal</p><p>o Na não consegue passar pois não consegue se livrar da H2O, tem um</p><p>diâmetro menor que o K e não interage com o poro</p><p>o K não consegue passar pelo seu tamanho maior e por não conseguir</p><p>interagir com as paredes desse poro</p><p>controle da abertura dos canais iônicos</p><p>Transporte de pequenas moléculas 17</p><p>abertura controlada por estresse</p><p>voltagem</p><p>Transporte de pequenas moléculas 18</p><p>geração de potencial de ação e neurônios</p><p>Transporte de pequenas moléculas 19</p><p>em repouso os canais ficam fechados</p><p>com o estímulo da sinapse os canais se abrem</p><p>o Na entrando na célula aumenta o potencial</p><p>os canais de K abrem com a inativação do de Na</p><p>o K vai saindo da célula até voltar ao repouso e os dois canais se fecham</p><p>sentido sempre em direção ao terminal axônico devido a inativação dos</p><p>canais anteriores</p><p>Transporte de pequenas moléculas 20</p><p>Em repouso, a membrana plasmática do axônio bombeia Na+ para o meio</p><p>externo e, ao mesmo tempo, transfere íons K para o interior da célula.</p><p>Nesse momento, pode ocorrer também a difusão passiva de sódio para o</p><p>interior da célula e de potássio para fora. O potássio passa para o meio</p><p>externo com maior rapidez do que o sódio entra, fazendo com que mais</p><p>cargas positivas permaneçam fora da célula. São essas ações que</p><p>determinam o potencial de repouso.</p><p>Quando o neurônio sofre estímulo, ocorre uma mudança transitória do</p><p>potencial de membrana. Nesse momento, acontece a abertura dos canais</p><p>iônicos e a entrada rápida de Na+, que estava em grande quantidade, no</p><p>meio extracelular. Quando esse íon entra, ocorre a mudança de potencial</p><p>e o interior do axônio passa a ser positivo (despolarização).</p><p>Esse conjunto de alterações sequenciais que garante a transição de</p><p>potencial é chamado de potencial de ação. Essa mudança faz com que</p><p>os canais de Na+ fechem-se e provoca a abertura dos canais de K. O</p><p>íon K começa a sair por difusão, e o potencial de repouso da membrana</p><p>retorna</p><p>ao normal (repolarização).</p><p>propagação do potencial de ação</p><p>Transporte de pequenas moléculas 21</p><p>transmissão neuromuscular</p><p>quando o potencial de ação chega no terminal a alteração do potencial de</p><p>membrana induz a abertura do canal de Ca</p><p>uma vez aberto, por gradiente o Ca entra na celula e induz a fusão da</p><p>vesícula com a membrana do axônio</p><p>a acetilcolina é lançada pra fora pela fusão da membrana</p><p>acetilcolina se liga na proteína azul e induz a abertura do canal de cátions</p><p>uma vez aberto o canal de cátions, nesse caso do Na, que permite sua</p><p>entrada e abre outros canais de Na por alteração do potencial de</p><p>membrana</p><p>o canal de Ca da membrana do retículo endoplasmático se comunica com o</p><p>canal de Na da membrana (túbulos T e invaginações pra dentro)</p><p>o contato entre dois canais estimula a abertura dos canais de Ca e sua</p><p>saída (retículo armazena Ca) que leva a contração da célula muscular</p><p>bomba de Ca+2</p><p>concentração de Ca2 no citosol:</p><p>mantida em níveis baixos, muito menor que a de Na+</p><p>essa baixa concentração torna a célula mais sensível a pequenos</p><p>aumentos de Ca2</p><p>funções do Ca2</p><p>contração muscular</p><p>Transporte de pequenas moléculas 22</p><p>fertilização</p><p>comunicação entre células nervosas</p><p>regulação da concentração de Ca2</p><p>bombas de Ca2 dependentes de ATP na membrana plasmática e no</p><p>retículo endoplasmático RE</p><p>mantêm grande diferença de concentração entre citosol e meio</p><p>extracelular/RE</p><p>contração muscular:</p><p>estímulo libera Ca2 do retículo sarcoplasmático para o citosol</p><p>aumento de Ca2 no citosol causa contração</p><p>para relaxar, Ca2 é bombeado de volta ao retículo sarcoplasmático</p><p>funcionamento da bomba de Ca2</p><p>usa ATP para se autofosforilar</p><p>2 Ca2 se ligam a seu sítio de ligação, o que promove hidrólise do ATP</p><p>e a fosforilação da bomba</p><p>uma alteração conformacional gerada pela fosforilação expulsa 2 íons</p><p>para o lúmen do retículo sarcoplasmático</p><p>os sítios ficam expostos e há a ligação de dois H, promovendo a</p><p>desfosforilação da bomba e o retorno ao seu estado inicial a partir da</p><p>expulsão dos íons H</p><p>ciclo: ligação de Ca2 fosforilação → expulsão de Ca2 ligação</p><p>de H desfosforilação → retorno ao estado inicial</p><p>células musculares cardíacas:</p><p>possuem bomba adicional: antiporte Ca2/Na+</p><p>ajuda a remover Ca2 rapidamente após contração, pois um aumento</p><p>na concentração intracelular de Ca2 causa a contração das células</p><p>musculares</p><p>o antiporte troca Ca2 por Na+ extracelular através da membrana</p><p>plasmática, a maioria dos íons Ca2 que entra na célula durante a</p><p>contração é rapidamente bombeada de volta para fora da célula por</p><p>esse antiporte</p><p>Transporte de pequenas moléculas 23</p><p>tratamento de doenças cardíacas:</p><p>drogas como ouabaína e digitálicos inibem parcialmente a bomba de</p><p>Na+; normalmente, a bomba de sódio/potássio atua expulsando 3Na+</p><p>para o meio extracelular para cada 2K importados para o meio</p><p>intracelular. desta forma, a inibição da bomba pelo digitálico bloqueia</p><p>uma das principais vias de perda de Na+ na célula, levando ao acúmulo</p><p>de Na+ no meio intracelular.</p><p>o aumento de Na+ intracelular impacta no funcionamento de outro</p><p>transportador, o trocador sódio/cálcio antiporte, que, diferente da</p><p>bomba sódio/potássio, não requer ATP para funcionar.</p><p>os trocadores sódio/cálcio utilizam a tendência natural do Na+ de entrar</p><p>na célula para expulsar cálcio intracelular. esse transporte não gasta</p><p>ATP, porém depende do gradiente de concentração do sódio.</p><p>com o aumento da concentração intracelular de sódio mediante</p><p>bloqueio da bomba sódio/potássio, a condutibilidade do antiporte irá</p><p>diminuir, uma vez que o gradiente de concentração de sódio também</p><p>diminuirá.</p><p>assim, o cardiomiócito apresenta aumento na retenção de cálcio</p><p>intracelular, prolongando o potencial de ação e diminuindo o ritmo</p><p>cardíaco.</p><p>a bomba de Ca2 retorna para a sua conformação original sem a</p><p>necessidade de ligação e transporte de um segundo íon</p><p>isso leva a contrações mais fortes do músculo cardíaco</p><p>receptor de acetilcolina</p><p>canal apenas de cátions devido ao poro com paredes negativas</p><p>Transporte de pequenas moléculas 24</p><p>preferencialmente passa Na pelo gradiente de concentração</p><p>questões</p><p>Caracterizar os componentes proteicos da membrana celular, considerando</p><p>a forma de associação com a membrana e as suas funções no transporte de</p><p>moléculas e na comunicação celular.</p><p>Os componentes proteicos da membrana celular podem ser caracterizados</p><p>da seguinte forma:</p><p>Proteínas integrais: atravessam completamente a bicamada lipídica e</p><p>estão fortemente associadas à membrana. Exemplos incluem canais</p><p>iônicos e transportadores.</p><p>Proteínas periféricas: associadas à superfície da membrana, não</p><p>penetrando na bicamada lipídica. Podem estar ligadas a proteínas</p><p>integrais ou a fosfolipídios.</p><p>Proteínas ancoradas por lipídios: ligadas covalentemente a moléculas</p><p>lipídicas que as inserem na membrana.</p><p>Funções no transporte de moléculas:</p><p>Canais iônicos: permitem a passagem seletiva de íons específicos</p><p>através da membrana.</p><p>Transportadores: facilitam a passagem de moléculas específicas, como</p><p>a bomba de Na+/K e o simporte glicose-Na+.</p><p>Proteínas ABC responsáveis pelo transporte ativo de várias</p><p>substâncias, incluindo a expulsão de drogas em células cancerígenas</p><p>resistentes.</p><p>Funções na comunicação celular:</p><p>Receptores: reconhecem e ligam-se a moléculas sinalizadoras, como o</p><p>receptor de acetilcolina na junção neuromuscular.</p><p>Proteínas de adesão: permitem a comunicação e interação entre células</p><p>adjacentes.</p><p>Descrever as diferentes formas de passagem de pequenas moléculas</p><p>através da membrana de acordo com seus gradientes de concentração.</p><p>As diferentes formas de passagem de pequenas moléculas através da</p><p>membrana de acordo com seus gradientes de concentração podem ser</p><p>Transporte de pequenas moléculas 25</p><p>descritas como:</p><p>Difusão simples: moléculas pequenas e apolares atravessam</p><p>diretamente a bicamada lipídica a favor do gradiente de concentração,</p><p>sem auxílio de proteínas.</p><p>Difusão facilitada: moléculas polares ou íons passam através de</p><p>proteínas transportadoras ou canais iônicos, sempre a favor do</p><p>gradiente de concentração.</p><p>Osmose: passagem de água através da membrana, do meio menos</p><p>concentrado para o mais concentrado em solutos.</p><p>Transporte ativo: moléculas são transportadas contra o gradiente de</p><p>concentração, utilizando energia (geralmente ATP e proteínas</p><p>transportadoras específicas.</p><p>Transporte acoplado: uma molécula é transportada a favor do seu</p><p>gradiente de concentração, fornecendo energia para o transporte de</p><p>outra molécula contra seu gradiente. Pode ser simporte (mesma</p><p>direção) ou antiporte (direções opostas).</p><p>Essas formas de passagem permitem que a célula mantenha suas</p><p>concentrações internas de íons e moléculas, essenciais para seu</p><p>funcionamento adequado.</p><p>Para que haja contração em uma célula muscular é necessário um aumento</p><p>na concentração intracelular de cálcio Ca+2. O relaxamento celular</p><p>subsequente se dá pela saída de cálcio, que ocorre, principalmente, através</p><p>de um antiportador na membrana plasmática, que troca Ca+2 por Na+</p><p>extracelular. Algumas drogas, como os digitálicos são importantes para o</p><p>tratamento de pacientes com doença cardíaca porque elas fazem o músculo</p><p>cardíaco se contrair mais fortemente. Essas drogas inibem parcialmente a</p><p>bomba de Na+-K na membrana da célula muscular cardíaca. Explique o</p><p>mecanismo de ação dos digitálicos.</p>