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<p>Questão 1:</p><p>"O Rio de Janeiro é a capital do Brasil há bastante tempo, muito antes de a família real deixar Lisboa. Traçarei uma breve descrição dessa cidade a partir do que pude apurar durante a minha estada. [...] O comércio [...] progrediu muito depois que a cidade tornou-se residência real [...] Os ingleses têm aberto muitos cafés no Rio de Janeiro, uma novidade, que tenho certeza, será bem acolhida. De fato, desde março de 1808, toda a cidade vem passando por transformações e recebendo melhorias”.</p><p>(Conde Thomas O Neill, 1809. Apud Jean Marcel Carvalho França. "Outras visões do Rio de Janeiro Colonial - Antologia de Textos".</p><p>Rio de Janeiro, José Olympio, 2000. Pp: 310-320).</p><p>A descrição do inglês Thomas O Neill destaca algumas das transformações ocorridas desde a chegada da Corte portuguesa ao Rio de Janeiro no ano de 1808. a) Explique por que, a partir da abertura dos portos (1808), ocorreu a preponderância dos ingleses nas transações comerciais com o Brasil.</p><p>b) Cite duas transformações culturais ocorridas na cidade do Rio de Janeiro durante o Período Joanino (1808-1821).</p><p>Questão 2:</p><p>Em 2008, foi relembrada e comemorada uma data especialmente importante na história brasileira, os 200 anos da chegada da Família Real ao Brasil e a consequente transferência da capital do Reino para o Rio de Janeiro.</p><p>A decisão de D. João VI de abandonar Portugal e vir para o Brasil deveu-se</p><p>a) ao expansionismo da Espanha que, sob o reinado de Felipe II, procurava restabelecer a União Ibérica.</p><p>b) à expansão francesa e à constituição do Império napoleônico, uma vez que Portugal havia se negado a apoiar o bloqueio continental contra a Inglaterra.</p><p>c) à tentativa das Cortes Portuguesas reunidas na cidade do Porto de estabelecerem uma monarquia constitucional em Portugal.</p><p>d) aos movimentos de independência que desde a Inconfidência Mineira haviam se multiplicado no Brasil.</p><p>e) às riquezas do Brasil que permitiriam sustentar mais facilmente o luxo excessivo da corte portuguesa.</p><p>Questão 3:</p><p>Assinale a proposição CORRETA. A transferência da Corte portuguesa para o Brasil teve consequências no processo de autonomia política brasileira.</p><p>a) Foi possível ao governo metropolitano controlar o processo de independência do Brasil, que acabou ocorrendo de maneira lenta e gradual, diferentemente das demais colônias do continente sul-americano.</p><p>b) A presença da monarquia no Brasil aguçou as contradições entre a Colônia e a Metrópole, levando a uma violenta separação, que se resolveu nos campos de batalha.</p><p>c) Confrontada pela realidade brasileira e pelo alto grau de desenvolvimento político das instituições coloniais, a Coroa Portuguesa cedeu a independência de forma pacífica e generosa.</p><p>d) Os brasileiros, sentindo mais próximas as amarras metropolitanas, rebelaram-se e conquistaram a independência no mesmo movimento que varria as colônias ibero-americanas.</p><p>e) A presença da Corte possibilitou um grande desenvolvimento econômico, político e cultural na Colônia, o que, paradoxalmente, acabou por retardar o surgimento de um sentimento autonomista e nacionalista entre os brasileiros.</p><p>Questão 4:</p><p>O processo de independência do Brasil caracterizou-se por:</p><p>a) ser conduzido pela classe dominante que manteve o governo monárquico como garantia de seus privilégios.</p><p>b) ter uma ideologia democrática e reformista, alterando o quadro social imediatamente após a independência.</p><p>c) evitas a dependência dos mercados internacionais, criando uma economia autônoma.</p><p>d) grande participação popular, fundamental na prolongada guerra contra as tropas metropolitanas.</p><p>e) promover um governo liberal e descentralizado através da Constituição de 1824.</p><p>Questão 5:</p><p>A maior razão brasileira para romper os laços com Portugal era:</p><p>a) evitar a fragmentação do país, abalado por revoluções anteriores.</p><p>b) garantir a liberdade de comércio, ameaçada pela política de recolonização das Cortes de Lisboa.</p><p>c) substituir a estrutura colonial de produção e desenvolver o mercado interno.</p><p>d) aproximar o país das repúblicas platinas e combater a Santa Aliança.</p><p>e) integrar as camadas populares ao processo político e econômico.</p><p>Questão 6:</p><p>A respeito da independência do Brasil, pode-se afirmar que:</p><p>a) consubstanciou os ideais propostos na Confederação do Equador.</p><p>b) instituiu a monarquia como forma de governo, a partir de um amplo movimento popular.</p><p>c) propôs, a partir das ideias liberais das elites políticas, a extinção do tráfico de escravos, contrariando os interesses da Inglaterra.</p><p>d) provocou, a partir da Constituição de 1824, profundas transformações nas estruturas econômicas e sociais do País.</p><p>e) implicou na adoção da forma monárquica de governo e preservou os interesses básicos dos proprietários de terras e de escravos.</p><p>Questão 7:</p><p>Em 1824, Frei Caneca criticou a Constituição outorgada por D. Pedro I dizendo que o poder moderador era a chave mestra da opressão da nação brasileira e que a Constituição não garantia a independência do Brasil, ameaçava sua integridade e atacava a soberania da nação.</p><p>(Baseado em Frei Caneca, "Crítica da Constituição Outorgada", ENSAIOS POLÍTICOS,</p><p>Rio de Janeiro, Editora Documentário, p. 70-75)</p><p>a) Defina o poder moderador.</p><p>b) O que foi a Confederação do Equador, da qual Frei Caneca participou?</p><p>Questão 8:</p><p>A Constituição imperial brasileira, promulgada em 1824, estabeleceu linhas básicas da estrutura e do funcionamento do sistema político imperial tais como o(a):</p><p>a) equilíbrio dos poderes com o controle constitucional do Imperador e as ordens sociais privilegiadas.</p><p>b) ampla participação política de todos os cidadãos, com exceção dos escravos.</p><p>c) laicização do Estado por influência das ideias liberais.</p><p>d) predominância do poder do imperador sobre todo o sistema através do Poder Moderador.</p><p>e) autonomia das Províncias e, principalmente, dos Municípios, reconhecendo-se a formação regionalizada do país.</p><p>Questão 9:</p><p>"Art. 26 - Se o Imperador não tiver parente algum que reúna as qualidades exigidas no art. 122 da Constituição, será o Império governado durante a sua menoridade por um regente eletivo e temporário, cujo cargo durará quatro anos, renovando-se para esse fim a eleição de quatro em quatro anos..." "Art. 32 - Fica suprimido o Conselho de Estado de que trata o título 5, capítulo 79 da Constituição".</p><p>Os artigos citados compuseram:</p><p>a) A Constituição Imperial de 1824.</p><p>b) O Ato Adicional de 1834.</p><p>c) A Lei de Interpretação do Ato Adicional.</p><p>d) O anteprojeto de Antônio Carlos, "A Constituição da Mandioca", que não terminou de ser debatido em função da Dissolução da Assembleia Constituinte em 1823.</p><p>e) A Declaração ou Lei da Maioridade.</p><p>Questão 10:</p><p>"Usando do direito que a Constituição me concede, declaro que hei de muito voluntariamente abdicado na pessoa de meu mui amado e prezado filho o Sr. D. Pedro de Alcântara. Boa Vista - 7 de abril de 1831, décimo da Independência e do Império - D. Pedro I."</p><p>Nesses termos, D. Pedro I abdicou ao trono brasileiro no culminar de uma profunda crise, que NÃO se caracterizou por:</p><p>a) antagonismo entre o Imperador e parte da aristocracia rural brasileira.</p><p>b) empréstimos externos para cobrir o déficit público gerado, em grande parte, pelo aparelhamento das forças militares.</p><p>c) aumento do custo de vida, diminuição das exportações e aumento das importações.</p><p>d) pressão das elites coloniais que queriam o fim do Império e a implantação de uma República nos moldes dos Estados Unidos.</p><p>e) conflitos entre o Partido Brasileiro e o Partido Português e medo da recolonização.</p><p>Questão 11:</p><p>A proclamação que se segue ocorria durante a chamada Revolta dos Farrapos, no sul do Brasil, surgida no período de crise político-institucional ocorrida a partir do afastamento do poder de D. Pedro I, em 1831.</p><p>Camaradas! Nós, que compomos a 1• Brigada do exército liberal, devemos ser os primeiros a proclamar (...) a independência desta Província, a qual fica desligada das demais do Império e forma um Estado livre e independente, com o título de República Riograndense (...)</p><p>(Proclamação do Cel. Antônio de Sousa Neto às suas tropas em 11/09/1836.</p><p>Apud: FLORES, M. "Revolução dos Farrapos". São</p><p>Paulo: Ática, 1995. p. 20).</p><p>a) Aponte um dos fatores centrais responsáveis pela eclosão da revolta.</p><p>b) Compare a Farroupilha com as demais revoltas do período quanto ao aspecto da participação popular.</p><p>Questão 12:</p><p>A revolta dos malês: (0,5 pt)</p><p>a) Foi comandada por escravos e libertos muçulmanos que controlaram Salvador por alguns dias.</p><p>b) Foi iniciada por setores da elite maranhense contra as medidas centralizadoras adotadas pelo governo sediado no Rio de Janeiro.</p><p>c) Foi liderada por comerciantes paulistas contrários à presença dos portugueses na região das minas.</p><p>d) Foi articulada pelo setor açucareiro da elite baiana descontente com a falta de investimentos do governo imperial.</p><p>e) Estabeleceu uma ampla rede de quilombos em Pernambuco, desafiando a dominação holandesa.</p><p>Questão 13:</p><p>O Sete de Abril de 1831, mais do que o Sete de Setembro de 1822, representou a verdadeira independência nacional, o início do governo do país por si mesmo, a Coroa agora representada apenas pela figura quase simbólica de uma criança de cinco anos. O governo do país por si mesmo, levado a efeito pelas regências, revelou-se difícil e conturbado. Rebeliões e revoltas pipocaram por todo o país, algumas lideradas por grupos de elite, outras pela população tanto urbana como rural, outras ainda por escravos. (...) A partir de 1837, no entanto, o regresso conservador ganhou força, até que o golpe da Maioridade de 1840 colocou D. Pedro II no trono, inaugurando o Segundo Reinado. Estava estruturado o Império do Brasil com base na unidade nacional, na centralização política e na preservação do trabalho escravo.</p><p>(CARVALHO, J. Murilo et al. Documentação política, 1808-1840. In: "Brasiliana da Biblioteca Nacional". Rio de Janeiro: Fundação</p><p>Biblioteca Nacional/Nova Fronteira, 2001.)</p><p>Explique por que a antecipação da maioridade de D. Pedro II foi uma solução para a crise.</p><p>Questão 14:</p><p>1 – (Puccamp 2005) Estrangeiro é quem mudou de país mudou de paisagem e fez da viagem um modo de estar. Quem deixou para trás o que tinha pela frente. Quem era igual e se tornou diferente. Estrangeiro é quem mudou por inteiro: de ares, de amigos e até de dinheiro.</p><p>(Alberto Martins. "A Floresta e o estrangeiro". São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2000. p. 6-7)</p><p>No final do século XIX, a imigração europeia para o Brasil estava relacionada ao processo de unificação da Itália e Alemanha. O movimento pela unificação desses dois países foi conduzido, sobretudo, por grupos políticos que defendiam, a um só tempo, o</p><p>a) socialismo e o nacionalismo.</p><p>b) socialismo e o republicanismo.</p><p>c) liberalismo e o socialismo.</p><p>d)</p><p>liberalismo e o nacionalismo.</p><p>e) comunismo e o republicanismo.</p><p>Questão 15:</p><p>As Unificações Italiana e Alemã alteraram profundamente o quadro político da Europa no Século XIX, rearticulando um equilíbrio de forças que resultaria na</p><p>a) Primeira Guerra Mundial.</p><p>b) Revolução dos Cravos.</p><p>c) Guerra Civil Espanhola.</p><p>d)</p><p>Revolta dos Cipaios.</p><p>e) Segunda Guerra Mundial.</p><p>Questão 16:</p><p>Apesar das forças monarquistas se saírem vitoriosas no processo de unificação italiana e transformarem Roma na capital do reino, em 1870, o papa recusava-se a reconhecer o novo Estado italiano, no episódio conhecido como Questão Romana. A partir destas informações, responda:</p><p>a) Quando a Questão Romana foi resolvida?</p><p>b) Qual foi o acordo feito para que o papa reconhecesse o Estado italiano?</p><p>Questão 17:</p><p>A expansão dos Estados Unidos em direção ao oeste, na primeira metade do século XIX, envolveu, entre outros fatores, a:</p><p>a) intervenção norte-americana na guerra de independência do México, da América Central e de Cuba.</p><p>b) anexação militar do Alasca, resultado de longo conflito armado com a Rússia.</p><p>c) Guerra de Secessão, que opôs os escravistas dos estados do sul aos abolicionistas do norte.</p><p>d) implantação de um sistema legal rigoroso nas áreas ocupadas, evitando conflitos armados na região.</p><p>e) remoção indígena, transferindo comunidades indígenas que viviam a leste do rio Mississipi para outras regiões.</p><p>Questão 18:</p><p>No caso da história americana, um dos eventos mais retratados pela memória social é, sem dúvida, a chamada Marcha para o Oeste. Mesmo antes do surgimento do cinema, esses temas já faziam parte das imagens da história americana. A fronteira foi um tema constante dos pintores do século XIX. A imagem das caravanas de colonos e peregrinos, da corrida do ouro, dos cowboys, das estradas de ferro cruzando os desertos, dos ataques dos índios marcam a arte, a fotografia e também a cinematografia americana.</p><p>(CARVALHO, Mariza Soares de. In: http://www.historia.uff.br/primeirosescritos/files/pe02- 2.pdf, acessado em 29.08.2009)</p><p>Entre os fatores que motivaram e favoreceram a Marcha para o Oeste está</p><p>a) a possibilidade de as famílias de colonos tornarem-se proprietárias, o que também atraiu imigrantes europeus.</p><p>b) o desejo de fugir da região litorânea afundada em guerras com tribos indígenas fixadas ali, desde o período da colonização.</p><p>c) a beleza das paisagens americanas, o que atraiu muitos pintores e fotógrafos para aquela região.</p><p>d) o avanço da indústria cinematográfica, que encontrou no Oeste o lugar perfeito para a realização de seus filmes.</p><p>e) a existência de terras férteis que incentivaram a ida, para o Oeste, de agricultores que buscavam ampliar suas plantações de algodão.</p><p>Questão 19:</p><p>Uma das alternativas a seguir NÃO corresponde às diferenças entre o colonialismo do século XVI e o Neocolonialismo do século XIX.</p><p>a) A principal área de dominação do Colonialismo europeu foi a América e o Neocolonialismo voltava-se para a África e a Ásia.</p><p>b) O Colonialismo teve como justificativa ideológica a expansão da fé cristã, enquanto que no Neocolonialismo, a missão civilizadora do homem branco foi espalhar o progresso.</p><p>c) Os patrocinadores do Colonialismo foram a burguesia financeiro/industrial e os Estados da Europa, América e Ásia, enquanto que os do Neocolonialismo, o Estado metropolitano europeu e sua burguesia comercial.</p><p>d) O Colonialismo buscava garantir o fornecimento de produtos tropicais e metais preciosos, enquanto que o Neocolonialismo, a reserva de mercados e o fornecimento de matérias-primas.</p><p>e) A fase do capitalismo em que o Colonialismo se desenvolveu denominou-se Capitalismo Comercial e a do Neocolonialismo, Capitalismo Industrial e Financeiro.</p><p>Questão 20:</p><p>Assinale a alternativa correta a respeito da expansão imperialista na Ásia e na África, na segunda metade do século XIX.</p><p>a) Ela derivou da necessidade de substituir os mercados dos novos países americanos, uma vez que a constituição de Estados nacionais foi acompanhada de políticas protecionistas.</p><p>b) Ela foi motivada pela busca de novas fontes de matérias-primas e de novos mercados consumidores, fundamentais para a expansão capitalista dos países europeus.</p><p>c) Ela foi consequência direta da formação do Segundo Império alemão e da ampliação de suas rivalidades em relação ao governo da França.</p><p>d) Ela atendeu, primordialmente, às necessidades da expansão demográfica em diversos países europeus, decorrente de políticas médicas preventivas e programas de saneamento básico.</p><p>e) Ela viabilizou a integração econômica mundial, favorecendo a circulação de riquezas, tecnologia e conhecimentos entre povos e regiões envolvidos.</p>

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