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<p>ENEM</p><p>Colocação Pronominal</p><p>GR0121 - (Enem)</p><p>A colocação pronominal é a posição que os pronomes</p><p>pessoais oblíquos átonos ocupam na frase em relação ao</p><p>verbo a que se referem. São pronomes oblíquos átonos:</p><p>me, te, se, o, os, a, as, lhe, lhes, nos e vos. Esses</p><p>pronomes podem assumir três posições na oração em</p><p>relação ao verbo. Próclise, quando o pronome é colocado</p><p>antes do verbo, devido a par�culas atra�vas, como o</p><p>pronome rela�vo. Ênclise, quando o pronome é colocado</p><p>depois do verbo, o que acontece quando este es�ver no</p><p>impera�vo afirma�vo ou no infini�vo impessoal regido</p><p>da preposição “a” ou quando o verbo es�ver no</p><p>gerúndio. Mesóclise, usada quando o verbo es�ver</p><p>flexionado no futuro do presente ou no futuro do</p><p>pretérito.</p><p>A mesóclise é um �po de colocação pronominal raro no</p><p>uso coloquial da língua portuguesa. No entanto, ainda é</p><p>encontrada em contextos mais formais, como se observa</p><p>em:</p><p>a) Não lhe negou que era um improviso.</p><p>b) Faz muito tempo que lhe falei essas coisas.</p><p>c) Nunca um homem se achou em mais apertado lance.</p><p>d) Referia-se à D. Evarista ou tê-la-ia encontrado em</p><p>algum outro autor?</p><p>e) Acabou de chegar dizendo-lhe que precisava retornar</p><p>ao serviço imediatamente.</p><p>GR0386 - (Enem)</p><p>Papos</p><p>– Me disseram...</p><p>– Disseram-me.</p><p>– Hein?</p><p>– O correto é “disseram-me”. Não “me disseram”.</p><p>– Eu falo como quero. E te digo mais... Ou é “digo-te”?</p><p>– O quê?</p><p>– Digo-te que você...</p><p>– O “te” e o “você” não combinam.</p><p>– Lhe digo?</p><p>– Também não. O que você ia me dizer?</p><p>– Que você está sendo grosseiro, pedante e chato. [...]</p><p>– Dispenso as suas correções. Vê se esquece-me. Falo</p><p>como bem entender. Mais uma correção e eu...</p><p>– O quê?</p><p>– O mato.</p><p>– Que mato?</p><p>– Mato-o. Mato-lhe. Mato você. Matar-lhe-ei-te. Ouviu</p><p>bem? Pois esqueça-o e para-te. Pronome no lugar certo é</p><p>eli�smo!</p><p>– Se você prefere falar errado...</p><p>– Falo como todo mundo fala. O importante é me</p><p>entenderem. Ou entenderem-me?</p><p>VERISSIMO, L. F. Comédias para se ler na escola. Rio de</p><p>Janeiro: Obje�va, 2001 (adaptado).</p><p>Nesse texto, o uso da norma-padrão defendido por um</p><p>dos personagens torna-se inadequado em razão do(a)</p><p>a) falta de compreensão causada pelo choque entre</p><p>gerações.</p><p>b) contexto de comunicação em que a conversa se dá.</p><p>c) grau de polidez dis�nto entre os interlocutores.</p><p>d) diferença de escolaridade entre os falantes.</p><p>e) nível social dos par�cipantes da situação.</p><p>GR0608 - (Enem PPL)</p><p>Proclamação do amor an�gramá�ca</p><p>“Dá-me um beijo”, ela me disse,</p><p>E eu nunca mais voltei lá.</p><p>Quem fala “dá-me” não ama,</p><p>Quem ama fala “me dá”</p><p>“Dá-me um beijo” é que é correto,</p><p>É linguagem de doutor,</p><p>Mas “me dá” tem mais afeto,</p><p>Beijo me-dado é melhor.</p><p>A gramá�ca foi feita</p><p>Por um velho professor,</p><p>Por isso é tão má receita</p><p>Pra dizer coisas de amor.</p><p>O mestre pune com zero</p><p>Quem não diz “amo-te”. Aposto</p><p>Que em casa ele é mais sincero</p><p>1@professorferretto @prof_ferretto</p><p>E diz pra mulher: “te gosto”</p><p>Delírio dos olhos meus,</p><p>Estás ficando an�pá�ca.</p><p>Pelo diabo ou por deus</p><p>Manda às favas a gramá�ca.</p><p>Fala, meu cheiro de rosa,</p><p>Do jeito que estou pedindo:</p><p>“Hoje estou menas formosa,</p><p>Com licença, vou se indo”.</p><p>Comete miles de erros,</p><p>Mistura tu com você,</p><p>E eu proclamarei aos berros:</p><p>“Vós és o meu bem querer”.</p><p>LAGO,</p><p>M.</p><p>Disponível</p><p>em:</p><p>www.mariolago.com.br.</p><p>Acesso</p><p>em:</p><p>30</p><p>out.</p><p>2021.</p><p>Nesse poema, o eu lírico defende o uso de algumas</p><p>estruturas consideradas inadequadas na norma-padrão</p><p>da língua. Esse uso, exemplificado por “me dá” e “te</p><p>gosto”, é legi�mado</p><p>a) pelo contexto de situação discu�do ao longo do</p><p>poema.</p><p>b) pelas caracterís�cas enuncia�vas requeridas pelo</p><p>gênero poema.</p><p>c) pela interlocução construída entre o eu lírico e os</p><p>leitores do poema.</p><p>d) pela mobilização da função poé�ca da linguagem na</p><p>composição do texto.</p><p>e) pelo reconhecimento do valor social da variedade de</p><p>pres�gio em textos escritos.</p><p>2@professorferretto @prof_ferretto</p>