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<p>Aula 10 - Profª Débora</p><p>Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso</p><p>Regular (Profs Débora Lima e Frederico</p><p>Kochem)</p><p>Autor:</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto</p><p>Kochem</p><p>05 de Março de 2023</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>1</p><p>Sumário</p><p>INTRODUÇÃO .............................................................................................................................................. 2</p><p>1. Anatomia do Assoalho Pélvico .............................................................................................................. 3</p><p>1.1 - Funções da Pelve ........................................................................................................................... 4</p><p>1.2 - Ligamentos da Pelve ..................................................................................................................... 4</p><p>1.3 - Órgãos Genitais Femininos Internos .............................................................................................. 5</p><p>1.4 - Órgãos Genitais Femininos Externos ............................................................................................. 6</p><p>2. Diferenças Anatômicas entre a Pelve Masculina e Feminina ................................................................. 6</p><p>3. Musculatura do Assoalho Pélvico .......................................................................................................... 8</p><p>4. Incontinência Urinária ......................................................................................................................... 14</p><p>4.1 - Fisiologia do Trato Urinário Inferior e a Micção ........................................................................... 15</p><p>4.2 – Classificação da Incontinência Urinária ....................................................................................... 17</p><p>4.3 – Diagnóstico Diferencial da Incontinência Urinária ...................................................................... 18</p><p>4.4 - Exames na Incontinência Urinária ............................................................................................... 19</p><p>5. Disfunções Sexuais ............................................................................................................................. 23</p><p>6. Doenças da Mama .............................................................................................................................. 26</p><p>6.1 - Patologias da Mama .................................................................................................................... 31</p><p>6. Gravidez .............................................................................................................................................. 39</p><p>Questões Comentadas ............................................................................................................................... 50</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 10 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>2</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>Queridos (as) alunos (as), vamos hoje iniciar nossos estudos em uroginecologia :)</p><p>Bom, apesar de não ser cobrado de maneira exaustiva nos concursos, alguns itens básicos</p><p>relacionados a essa matéria precisamos saber, né!?</p><p>Nesse livro digital vamos entender um pouco sobre a anatomia do assoalho pélvico, bem como seus</p><p>principais ligamentos e músculos.</p><p>Além disso, vamos estudar sobre a gravidez e como ela pode modificar o corpo de uma mulher.</p><p>Passaremos também por algumas patologias importantes, como câncer de mama, incontinência</p><p>urinária e disfunções sexuais.</p><p>Espero muito que vocês gostem do material!</p><p>Lembrem-se de que qualquer dúvida vocês podem me procurar no fórum ou nas redes sociais para</p><p>que possamos esclarecer dúvidas (@neurostudent e @profdeboralima).</p><p>Bons estudos e um grande abraço!</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 10 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>3</p><p>1. Anatomia do Assoalho Pélvico</p><p>O termo pelve (ou assoalho pélvico) é utilizado para nomear o anel ósseo que é formado pelos dois</p><p>ossos do quadril, o sacro e o cóccix.</p><p>Essa estrutura faz parte da região inferior do abdome, sendo dividida em pelve óssea e pelve</p><p>visceral.</p><p>Podemos subdividir a pelve em pelve maior e pelve menor.</p><p>Pelve Maior</p><p>É caracterizada por ser a parte da cavidade abdominopélvica. A localização dela se dá acima da</p><p>abertura superior da pelve. É limitada anteriormente pela parede abdominal e sínfise púbica, lateralmente</p><p>pelas fossas ilíacas e posteriormente pelas vértebras L5 e S1. Também conhecemos a pelve maior como</p><p>pelve falsa.</p><p>Pelve Menor</p><p>Chamada também de pelve obstétrica. Está situada abaixo do plano oblíquo da margem da pelve.</p><p>Nessa região podemos encontrar órgãos do aparelho urogenital e a porção terminal do tubo digestório,</p><p>sendo particularmente importante em ginecologia e obstetrícia por conter o “canal do parto”.</p><p>http://rle.dainf.ct.utfpr.edu.br/hipermidia/images</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 10 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>4</p><p>Vísceras Pélvicas</p><p>As vísceras pélvicas são compreendidas pela bexiga, porção terminal dos ureteres, órgãos</p><p>genitais (tanto masculino quanto feminino), reto, bem como vasos sanguíneos, vasos linfáticos e nervos.</p><p>A pelve então, além de realizar a união entre a coluna vertebral e os membros inferiores, também</p><p>tem a grande importância de realizar a sustentação do tronco e proteção dos órgãos nessa região.</p><p>Em especial, nas mulheres devemos citar a proteção ao feto em desenvolvimento no período</p><p>gestacional.</p><p>1.1 - Funções da Pelve</p><p>- Transmitir o peso do esqueleto axial aos membros inferiores ou às tuberosidades isquiáticas;</p><p>- "Suporte" para inserção de vários músculos que nela se inserem e controlam os membros inferiores;</p><p>- Abrigar estruturas distais do trato urinário e digestivo, além de todo o sistema reprodutivo.</p><p>- Sustentar o tronco;</p><p>- Possibilita a cópula e o parto (pelve feminina);</p><p>- Proteção de órgãos pélvicos.</p><p>1.2 - Ligamentos da Pelve</p><p>Ligamentos são estruturas que podem ser consideradas fortes feixes de tecido conjuntivo fibroso e</p><p>denso que garantem limitação de movimentos indesejados durante os movimentos da pelve.</p><p>Vamos agora ver os mais importantes para nosso estudo?!</p><p>- Ligamento Iliolombar: une o osso ílio à vértebra L5;</p><p>- Ligamentos sacrotuberal e sacroespinal: une o sacro ao ísquio;</p><p>- Ligamentos sacrilíacos: têm relação com as articulações sacrilíacas e reforçam a relação entre os ossos.</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 10 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>==1365fc==</p><p>5</p><p>Além dos ligamentos sacrilíacos, os ligamentos vertebropélvicos se afrouxam durante a gravidez e</p><p>adquirem consistência mais flexível no estágio final da mesma, tornando os movimentos entre a pelve e a</p><p>parte lombar da coluna vertebral mais livres.</p><p>Outra parte relacionada a pelve que também relaxa é a sínfise púbica, facilitando a passagem do</p><p>feto durante o parto. Essa flexibilidade, associada com o desvio do centro de gravidade, causa importantes</p><p>alterações na marcha da gestante, principalmente no último trimestre da gravidez.</p><p>1.3 - Órgãos Genitais Femininos Internos</p><p>Os órgãos genitais femininos internos são:</p><p>- Vagina;</p><p>- Útero;</p><p>- Ovários;</p><p>- Trompas de Falópio (ou tubas uterinas);</p><p>- Bexiga;</p><p>- Ureter Pélvico.</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 10 - Profª Débora Lima</p><p>- Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>44</p><p>O teste de Phalen ou Phalen invertido pode ser realizado com o objetivo de tensionar as raízes do</p><p>nervo mediano, procurando evidenciar dor e parestesia no seu trajeto.</p><p>Abaixo podemos observar o teste de Phalen:</p><p>https://lh3.googleusercontent.com/proxy/l4FPAL_laqr846u8oXtxNR6l86ALpZ0LOXzLraS7h1ZiM_0hujpArrFPTRlUH09qxv-</p><p>XZ60IeMEMbtY2EWEeU9G5mNp26bLhbiDhdFo6pdDi5iyLMMtiiVLqxp7lqDcpanGMw6v6pSk</p><p>Abaixo podemos observar o teste de Phalen Invertido:</p><p>https://www.google.com/url?sa=i&url=https%3A%2F%2Fwww.legale.com.br%2Fuploads%2Fda53ce7683cbc9349d528219d13e2ede.pdf&psig=A</p><p>OvVaw3ofaVSRDB4E7fYvH1PyeML&ust=1592016251297000&source=images&cd=vfe&ved=0CAIQjRxqFwoTCKDGue6g--</p><p>kCFQAAAAAdAAAAABAD</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 10 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>45</p><p>O teste de Tinel também pode ser feito para indicar possível síndrome do túnel do carpo.</p><p>Esse teste é realizado da seguinte forma: com a paciente sentada e o antebraço e o punho apoiados</p><p>na mesa, o terapeuta realiza uma percussão no túnel do carpo, na interlinha articular, procurando por</p><p>parestesia no trajeto do nervo mediano.</p><p>https://www.mdsaude.com/wp-content/uploads/teste-tinel.jpg</p><p>O acometimento do nervo isquiático também pode ocorrer na gravidez. Na região do quadril, o</p><p>nervo pode ser comprimido pelo músculo piriforme. Em geral, dor em queimação e hiperestesia são</p><p>sentidas na região sacral e/ou glútea, bem como na distribuição do nervo isquiático.</p><p>O teste de elevação da perna estendida, também conhecido como teste de Lasègue, é feito como</p><p>objetivo de determinar se existe compressão no trajeto do nervo isquiático e suas raízes.</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 10 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>46</p><p>https://www.google.com/url?sa=i&url=https%3A%2F%2Fpt.wikipedia.org%2Fwiki%2FSinal_de_Las%25C3%25A8gue&psig=AOvVaw3glS-</p><p>L7ZDfLnhP5a1QKThz&ust=1592016437919000&source=images&cd=vfe&ved=0CAIQjRxqFwoTCPC54cWh--kCFQAAAAAdAAAAABAD</p><p>A paciente é posicionada em decúbito dorsal. O terapeuta realiza a flexão do quadril de maneira</p><p>passiva, mantendo-o em leve rotação interna, com o joelho estendido, até o limite da amplitude de</p><p>movimento (ADM) ou da dor.</p><p>Se a dor ocorrer em forma de pontada e/ou irradiação, o teste pode ser positivo, indicando um</p><p>estiramento da dura-máter ou dos nervos espinais.</p><p>Dor manifestada após 70 graus provavelmente é de origem articular da coluna lombar ou da</p><p>articulação sacroilíaca, já que, nessa amplitude de flexão, as raízes de L5, S1 e S2 (nervo isquiático)</p><p>estão completamente alongadas.</p><p>Para se obter essa confirmação, deve-se reduzir em 5 graus a ADM de flexão do quadril obtida, o</p><p>que fará com que a dor diminua, e realizar, em seguida, a flexão dorsal do tornozelo.</p><p>O teste é considerado positivo se, após realizar a flexão dorsal, a dor retornar.</p><p>Devem-se comparar os dois lados.</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 10 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>47</p><p>Avaliação Muscular</p><p>Deve-se avaliar principalmente os músculos que atuam na pelve, no quadril e na coluna lombar, entre</p><p>eles: grande dorsal, eretores da coluna espinal, quadrado lombar, iliopsoas, tensor da fáscia lata,</p><p>glúteos, piriforme, adutores do quadril, quadríceps e isquiotibiais; bem como os músculos</p><p>estabilizadores profundos: músculos do assoalho pélvico, diafragma respiratório, transverso abdominal,</p><p>oblíquos e multífidos.</p><p>Nos casos de neuropatia do nervo isquiático associada a tensão excessiva do músculo piriforme, é</p><p>importante fazer uma avaliação minuciosa da pelve para avaliar a necessidade de alongamento e/ou</p><p>fortalecimento desse músculo.</p><p>Nem sempre o piriforme que causa sintomas está encurtado. A tensão excessiva do piriforme,</p><p>frequente na gravidez, reflete uma tentativa de estabilização da articulação sacroilíaca.</p><p>Além disso, o piriforme é hipersolicitado quando o glúteo máximo se encontra insuficiente.</p><p>Palpação</p><p>A palpação é fundamental na avaliação quando a paciente apresenta algum comprometimento ou</p><p>queixa específica.</p><p>Através da palpação o terapeuta deve observar diferenças de tensão e textura dos tecidos,</p><p>espasmos musculares, trofismo muscular e sinais inflamatórios (calor, edema, dor).</p><p>Fisioterapia no tratamento das disfunções do Sistema Musculoesqueléticos</p><p>Entre as modalidades terapêuticas utilizadas pela Fisioterapia durante a gestação para a prevenção</p><p>e para o tratamento das disfunções neuromusculoesqueléticas, estão:</p><p>- Exercícios de fortalecimento e alongamento específicos.</p><p>- Correções e treinamento de padrões de movimentos.</p><p>- Termoterapia.</p><p>- Massoterapia.</p><p>- Eletroterapia.</p><p>- Uso de órteses e correções ergonômicas.</p><p>- Hidroterapia.</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 10 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>48</p><p>Exercícios de estabilização, fortalecimento e alongamento</p><p>Com o crescimento do abdome e as adaptações hormonais, o sistema de estabilização</p><p>lombopélvica tende a se tornar deficiente, podendo causar compensações em todo o corpo da gestante.</p><p>Com isso, o fisioterapeuta deve sempre incluir exercícios de estabilização lombopélvica para</p><p>prevenir e tratar disfunções no sistema neuromusculoesquelético, especialmente se houver sintomas na</p><p>cintura pélvica e lombar.</p><p>Dentre os músculos implicados na estabilização da região lombopélvica estão o transverso do</p><p>abdome, os multífidos, o diafragma e os músculos do assoalho pélvico, que, em conjunto, fecham a</p><p>cavidade abdominopélvica.</p><p>Além deles, a musculatura global, mais superficial, como glúteo máximo, grande dorsal, oblíquos</p><p>abdominais, eretores espinais e bíceps femoral, bem como a fáscia toracolombar, também exerce</p><p>influência estabilizadora.</p><p>Exercícios de fortalecimento e alongamento de músculos pélvicos e dos quadris devem ser</p><p>realizados de acordo com os achados da avaliação da função muscular.</p><p>A realização de exercícios de estabilização da cintura escapular e coluna cervical e de</p><p>fortalecimento de membros superiores é fundamental para preparar a gestante para o período pós-parto,</p><p>quando os cuidados com o bebê e a amamentação aumentarão a demanda sobre essas estruturas.</p><p>Ao escolher exercícios é recomendado que os alongamentos passivos muito vigorosos que buscam</p><p>o máximo de amplitude articular sejam evitados, já que as articulações na gestação se encontram mais</p><p>instáveis em decorrência da frouxidão ligamentar.</p><p>Termoterapia</p><p>O calor excessivo, principalmente profundo, pode causar hipertermia materna e danos fetais; por</p><p>isso, não se devem usar ondas curtas, parafina e ultrassom nas gestantes. A compressa (bolsa) térmica</p><p>pode ser utilizada, mas é recomendado que seja envolta com toalhas e que a água esteja morna, não quente,</p><p>principalmente quando aplicada na região lombar, que é próxima ao abdome.</p><p>Ela é muito benéfica para aumentar o fluxo sanguíneo e a extensibilidade do tecido conectivo, além</p><p>de promover o relaxamento muscular e aliviar quadros álgicos.</p><p>Já quando falamos de gelo, não existem contraindicações.</p><p>Ele pode ser usado como recurso antiálgico e anti-inflamatório, sendo muito eficaz também para</p><p>a redução do espasmo muscular, minimizando o ciclo dor-espasmo-dor.</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 10 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos -</p><p>Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>49</p><p>Em ambos os tipos de termoterapia, a aplicação não deve ultrapassar 20 min.</p><p>Massoterapia</p><p>A massagem no local da dor provoca relaxamento muscular e liberação de opioides endógenos,</p><p>como a endorfina, além de aumentar o fluxo sanguíneo em várias regiões do cérebro envolvidas na</p><p>regulação do estresse.</p><p>Estudos científicos demonstram que gestantes que recebem massagem têm menores níveis de</p><p>estresse, dores e depressão, e melhor qualidade do sono. Apesar desses benefícios, ela não deve ser usada</p><p>como recurso isolado de tratamento.</p><p>Eletroterapia</p><p>A única modalidade que parece não oferecer riscos para a gestante é a estimulação elétrica</p><p>nervosa transcutânea (TENS, transcutaneous electrical nerve stimulation), quando aplicada a partir do</p><p>primeiro trimestre.</p><p>Como sua indicação durante o período gestacional ainda é controversa, atualmente não é</p><p>recomendada na região lombar, no abdome, nos quadris e na pelve, na tentativa de evitar o risco</p><p>potencial de atingir o feto.</p><p>Uso de órteses</p><p>A cinta pélvica, envolvendo a região infra-abdominal e sacroilíaca, pode ser indicada nos casos</p><p>extremos de dor lombopélvica, a fim de oferecer mais estabilidade articular e minimizar o quadro álgico.</p><p>Não é recomendável seu uso contínuo, já que a gestante tende a relaxar a musculatura</p><p>abdominal com o seu uso, enfraquecendo-a.</p><p>Avaliar os horários de maior intensidade de dor pode ajudar a definir períodos de indicação do uso</p><p>da cinta.</p><p>Gestantes que apresentam síndrome do túnel do carpo podem beneficiar-se do uso de órtese de</p><p>estabilização do punho durante as atividades ocupacionais e à noite.</p><p>Bom, vamos agora treinar o que estudamos? Vamos para as questões!</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 10 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>50</p><p>QUESTÕES COMENTADAS</p><p>Questão 1. (CEBRASPE/CESPE - Prefeitura de Limeira - Fisioterapeuta - 2007). Em relação às medidas</p><p>específicas da fisioterapia no período pós-parto, julgue o seguinte item.</p><p>Exercícios para o assoalho pélvico possuem propriedades de fortalecimento muscular, alívio da dor,</p><p>redução de edema e melhora da circulação local, podendo ser iniciados ainda no pós-natal precoce.</p><p>A) Certo</p><p>B) Errado</p><p>Comentários:</p><p>A alternativa A é a correta. Os exercícios para o assoalho pélvico apresentam diversas propriedades, entre</p><p>elas podemos citar o fortalecimento muscular, alívio da dor, redução de edema e melhora da circulação</p><p>local, podendo ser iniciados ainda no pós-natal precoce.</p><p>A alternativa B está incorreta.</p><p>Questão 2. (Quadrix - SEDF - Fisioterapeuta - 2017). Problemas relacionados com os tratos urinário e</p><p>genital feminino são comuns e habitualmente complexos. Gradativamente a fisioterapia torna-se o</p><p>tratamento de primeira linha para pacientes acometidas com tais disfunções. No que se refere a esse</p><p>assunto, julgue o item subsecutivo.</p><p>A principal meta da fisioterapia é o fortalecimento dos músculos do assoalho pélvico e a base do</p><p>treinamento é um programa de exercícios individualizados que pode mostrar bons resultados com duas</p><p>semanas de terapia.</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 10 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>51</p><p>A) Certo</p><p>B) Errado</p><p>Comentários:</p><p>A alternativa A está incorreta.</p><p>A alternativa B é a correta. Bom, podemos entender nessa questão que na verdade a meta é a melhoria</p><p>dos sintomas, seja por exemplo a incontinência urinária, que é um problema relacionado ao trato urinário;</p><p>mas também podemos citar, disfunção sexual e dor pélvica.</p><p>O fortalecimento muscular é um meio que podemos utilizar para alcançar a meta.</p><p>Questão 3. (Quadrix - SEDF - Fisioterapeuta - 2017). Problemas relacionados com os tratos urinário e</p><p>genital feminino são comuns e habitualmente complexos. Gradativamente a fisioterapia torna-se o</p><p>tratamento de primeira linha para pacientes acometidas com tais disfunções. No que se refere a esse</p><p>assunto, julgue o item subsecutivo.</p><p>Treinamento apropriado do músculo transverso do abdome pode facilitar a reeducação do assoalho</p><p>pélvico no tratamento de incontinência urinária.</p><p>A) Certo</p><p>B) Errado</p><p>Comentários:</p><p>A alternativa A é a correta. A ativação do transverso do abdome pode coativar a musculatura perineal. Em</p><p>longo prazo, leva ao aumento no tônus do assoalho pélvico e músculos abdominais, diminuindo</p><p>significativamente o risco de perda urinária. A contração da musculatura abdominal ocorre</p><p>simultaneamente à contração do AP, demonstrando ação sinérgica abdomino-pélvica de maneira</p><p>voluntária ou não.</p><p>A alternativa B está incorreta.</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 10 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>52</p><p>Questão 4. (ADM&TEC - Prefeitura de Teotônio Vilela - Fisioterapeuta - 2019). Leia as afirmativas a</p><p>seguir:</p><p>I. O tratamento cirúrgico do câncer de mama pode determinar complicações no pós-operatório, como</p><p>restrição da amplitude de movimento (ADM) do ombro, prejuízo na função do membro superior (MS)</p><p>homolateral à cirurgia, dor, aderências cicatriciais, linfedemas, entre outros.</p><p>II. A fisioterapia proporciona muitos benefícios à gestante, pois previne e trata dores lombares muito</p><p>comuns; melhora o controle respiratório, facilitando o trabalho de parto; diminui a ansiedade e o</p><p>estresse; promove relaxamento; previne lesões do assoalho pélvico e incontinência urinária.</p><p>Marque a alternativa CORRETA:</p><p>A) As duas afirmativas são verdadeiras.</p><p>B) A afirmativa I é verdadeira e a II é falsa.</p><p>C) A afirmativa II é verdadeira e a I é falsa.</p><p>D) As duas afirmativas são falsas.</p><p>Comentários:</p><p>A alternativa A é a correta. Ambas as afirmativas estão corretas.</p><p>A alternativa B está incorreta. A afirmativa I é realmente verdadeira, bem como a II, que também é</p><p>verdadeira.</p><p>A alternativa C está incorreta. A afirmativa I é verdadeira, bem como a II, que também é verdadeira.</p><p>A alternativa D está incorreta. As duas afirmativas são verdadeiras.</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 10 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>53</p><p>Questão 5. (IBFC - Prefeitura de Cabo de Santo Agostinho - Fisioterapeuta - 2019). No período</p><p>gestacional a atuação fisioterapêutica é fundamental na preparação do parto e na melhora da</p><p>qualidade de vida da mãe, proporcionando uma diminuição sintomatológica das alterações</p><p>cinesiofuncionais que são acompanhadas pelo processo.</p><p>Desta forma, analise as afirmativas abaixo.</p><p>I. A fisioterapia atua na melhora de força muscular e das condições posturais do paciente quando suas</p><p>técnicas são focadas para os membros inferiores da mãe, aumentando a capacidade da mãe sustentar</p><p>o peso do bebe.</p><p>II. A cinesioterapia no pré-parto tem como objetivo aliviar o quadro álgico da mãe, preparar o assoalho</p><p>pélvico para a sustentação do útero e prevenir doenças.</p><p>III. Exercícios respiratórios e de relaxamento são utilizados principalmente na fase pós-parto, pois com</p><p>a dilatação abdominal, pode-se aumentar a pressão intrauterina na fase pré-parto.</p><p>Marque a alternativa CORRETA:</p><p>A) Apenas a afirmativa I é correta</p><p>B) Apenas a afirmativa II é correta</p><p>C) Apenas a afirmativa III é correta</p><p>D) As afirmativas I, II e III estão corretas.</p><p>Comentários:</p><p>A alternativa A está incorreta. A afirmativa I está incorreta, bem como a III também. Somente a II está</p><p>correta.</p><p>A alternativa B é a correta. A afirmativa I está incorreta porque a fisioterapia atua não somente em</p><p>membros inferiores, mas também em superiores. Já a afirmativa III está incorreta devido ao fato que os</p><p>exercícios respiratórios e de relaxamento não são utilizados somente na faze pós-parto, mas sim na faze</p><p>pré-parto também.</p><p>A alternativa C está incorreta. A afirmativa I está incorreta, bem como a III também. Somente a II está</p><p>correta.</p><p>A alternativa D está incorreta. Somente a afirmativa II está correta.</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 10 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>54</p><p>Questão 6. (Questão criada pela professora – 2020) De acordo com a anatomia do assoalho pélvico,</p><p>podemos caracterizar a pelve menor como:</p><p>A) É caracterizada por ser a parte da cavidade abdominopélvica</p><p>B) A localização dela se dá acima da abertura superior da pelve. É limitada anteriormente pela parede</p><p>abdominal e sínfise púbica, lateralmente pelas fossas ilíacas e posteriormente pelas vértebras L5 e S1.</p><p>C) Chamada também de pelve obstétrica. Está situada abaixo do plano oblíquo da margem da pelve.</p><p>D) Também conhecida como pelve falsa.</p><p>Comentários:</p><p>A alternativa A está incorreta. A pelve maior é caracterizada como pelve abdominopelvica. Já a pelve menor</p><p>é caracterizada como obstétrica.</p><p>A alternativa B está incorreta. Essa alternativa se caracteriza pela pelve maior</p><p>A alternativa C é a correta. A pelve menor Chamada também de pelve obstétrica. Está situada abaixo do</p><p>plano oblíquo da margem da pelve.</p><p>A alternativa D está incorreta. Essa denominação é característica da pelve maior.</p><p>Questão 7. (IBFC - Prefeitura de Cabo de Santo Agostinho - Fisioterapeuta - 2019). Paciente, G2 PN2,</p><p>34 anos, procurou o ginecologista com queixa de perda urinária involuntária. Refere que sente vontade</p><p>de urinar e, caso tenha fila no banheiro, não consegue segurar e acaba urinando na roupa. Nega</p><p>comorbidades ou uso de medicações.</p><p>O exame de urodinâmica mostrou contrações não inibidas do detrusor. Assinale a alternativa com o</p><p>diagnóstico e o tratamento corretos.</p><p>A) Urge-incontinência de stress. Tratamento com benzodiazepínicos.</p><p>B) Incontinência urinária de Urgência. Tratamento cirúrgico com Sling Transobturatório.</p><p>C) Incontinência urinária de Urgência. Tratamento inicial com medicação anticolinérgica (por exemplo</p><p>oxibutinina).</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 10 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>55</p><p>D) Incontinência urinária de Esforço. Tratamento cirúrgico com Sling transobturatório.</p><p>E) Incontinência urinária de Esforço. Tratamento com fisioterapia para fortalecimento da musculatura</p><p>pélvica.</p><p>Comentários:</p><p>A alternativa A está incorreta. A incontinência é a de urgência, mas o tratamento com benzodiazepínicos</p><p>não é para incontinência urinária, e sim para tratamento para ataques de pânico, insônia, convulsos e</p><p>abstinência de álcool, por exemplo.</p><p>A alternativa B está incorreta. A incontinência é a de urgência, mas o tratamento cirúrgico não é o mais</p><p>indicado nesse caso.</p><p>A alternativa C é a correta. A incontinência urinária é a de esforço e o tratamento inicial é com a medicação</p><p>anticolinérgica como a oxibutinina.</p><p>A alternativa D está incorreta. A incontinência urinária não é a de esforço, e sim a de urgência.</p><p>A alternativa E está incorreta. A incontinência urinária não é a de esforço, e sim a de urgência.</p><p>Questão 8. (Questão criada pela professora – 2020) De acordo com as funções da pelve, marque a</p><p>alternativa correta.</p><p>A) Transmitir o peso do esqueleto apendicular aos membros inferiores ou às tuberosidades isquiáticas;</p><p>B) Suporte para inserção de músculos que nela se inserem e controlam os membros superiores;</p><p>C) Possibilita a cópula e o parto (pelve feminina);</p><p>D) Proteção de órgãos abdominais</p><p>Comentários:</p><p>A alternativa A está incorreta. Transmitir o peso do esqueleto axial, e não pelvico aos membros inferiores</p><p>ou às tuberosidades isquiáticas.</p><p>A alternativa B está incorreta. Controlam membros inferiores e não superiores.</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 10 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>56</p><p>A alternativa C é a correta. Possibilita a cópula e o parto (pelve feminina);</p><p>A alternativa D está incorreta. Proteção dos órgãos pélvicos e não abdominais.</p><p>Questão 9. (Quadrix - SEDF - Fisioterapeuta - 2017). Problemas relacionados com os tratos urinário e</p><p>genital feminino são comuns e habitualmente complexos. Gradativamente a fisioterapia torna-se o</p><p>tratamento de primeira linha para pacientes acometidas com tais disfunções. No que se refere a esse</p><p>assunto, julgue o item subsecutivo.</p><p>A incontinência urinária por estresse é definida por uma queixa de perda involuntária de urina</p><p>acompanhada de urgência, é um desejo repentino de urinar, difícil de conter.</p><p>A) Certo</p><p>B) Errado</p><p>Comentários:</p><p>A alternativa A está incorreta.</p><p>A alternativa B é a correta. A incontinência urinária de estresse é caracterizada pela perda de urina durante</p><p>atividades onde ocorre o aumento da pressão intra-abdominal. A incontinência descrita é a incontinência</p><p>urinária de urgência.</p><p>Questão 10. (Quadrix - SEDF - Fisioterapeuta - 2017). Problemas relacionados com os tratos urinário e</p><p>genital feminino são comuns e habitualmente complexos. Gradativamente a fisioterapia torna-se o</p><p>tratamento de primeira linha para pacientes acometidas com tais disfunções. No que se refere a esse</p><p>assunto, julgue o item subsecutivo.</p><p>A disfunção de bexiga mais comum é a incontinência urinária, que pode ocorrer em qualquer tempo na</p><p>vida da mulher, mas cuja incidência aumenta com a idade.</p><p>A) Certo</p><p>B) Errado</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 10 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>57</p><p>Comentários:</p><p>A alternativa A é a correta. Devido as alterações no trato geniturinário decorrentes do envelhecimento a</p><p>incidência da incontinência urinária aumenta com a idade.</p><p>A alternativa B está incorreta.</p><p>Questão 11. (CESPE - HUB - Fisioterapeuta - 2018). Paciente de sessenta e dois anos de idade, do sexo</p><p>masculino, foi admitido no setor de fisioterapia com histórico de nódulo no pescoço com crescimento</p><p>progressivo e doloroso, que evoluiu com ulceração da pele da região, o que levou o paciente a ser</p><p>submetido a radioterapia local e cirurgia para retirada do tumor. O paciente foi submetido a</p><p>procedimento cirúrgico quinze dias antes para a retirada da massa tumoral e o esvaziamento cervical,</p><p>além da ressecção do nervo acessório e da remoção de estruturas do trato aerodigestivo superior. Na</p><p>avaliação fisioterapêutica, foram observados linfedema facial, diminuição da mobilidade cervical e</p><p>trismo.</p><p>A partir do caso clínico precedente, julgue o item seguinte.</p><p>A abordagem fisioterapêutica mais indicada para o tratamento do linfedema facial é a fisioterapia</p><p>complexa descongestiva.</p><p>A) Certo</p><p>B) Errado</p><p>Comentários:</p><p>A alternativa A é a correta. A Fisioterapia Complexa Descongestiva (FCD) é o tratamento para o Linfedema</p><p>recomendado pela Sociedade Internacional de Linfologia. O tratamento inclui uma atenção especial aos</p><p>cuidados com a pele, drenagem linfática manual, bandagens de baixa elasticidade, exercícios</p><p>miolinfocinéticos e meias/luvas compressivas.</p><p>A alternativa B está incorreta.</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 10 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>58</p><p>Questão 12. (Questão criada pela professora – 2020) De acordo com os ligamentos pélvicos, marque a</p><p>alternativa correta.</p><p>A) Ligamento Iliolombar: une o osso ílio à vértebra L5.</p><p>B) Ligamentos sacrotuberal e sacroespinal: une o sacro ao cóccix.</p><p>C) Ligamentos sacrilíacos: têm relação com as articulações metacarpofalângicas.</p><p>D) Os ligamentos vertebropélvicos se tornam mais tensos durante a gravidez.</p><p>Comentários:</p><p>A alternativa A é a correta. O ligamento Iliolombar une o osso ílio à vértebra L5.</p><p>A alternativa B está incorreta. Os ligamentos sacrotuberal e sacroespinal: une o sacro ao ísquio, e não ao</p><p>cóccix.</p><p>A alternativa C está incorreta. Os ligamentos sacrilíacos têm relação com as articulações sacrilíacas e</p><p>reforçam a relação entre os ossos.</p><p>A alternativa D está incorreta. Os ligamentos vertebropélvicos se afrouxam durante a gravidez.</p><p>Questão 13. (CESPE - HUB - Fisioterapeuta - 2018). Sobre a intervenção fisioterapêutica em mulheres</p><p>com neoplasia mamária, é INCORRETO afirmar:</p><p>A) A protrusão e a elevação do ombro são alterações posturais características após a mastectomia.</p><p>B) A radioterapia aplicada na região axilar pode gerar limitação de amplitude de movimento quando resulta</p><p>em fibrose subcutânea com fixação da musculatura subjacente.</p><p>C) Quando ocorre lesão dos nervos peitoral, torácico longo e toracodorsal durante a mastectomia, a</p><p>paciente pode apresentar atrofia dos músculos peitoral maior e latíssimo do dorso.</p><p>D) A Fisioterapia Complexa Descongestiva é o método mais indicado para o tratamento do linfedema pós-</p><p>mastectomia e consiste numa tétrade composta por drenagem linfática manual, enfaixamento</p><p>compressivo, elevação do membro superior e cinesioterapia específica.</p><p>E) Quando a reconstrução mamária não for possível, as mulheres podem ser orientadas a utilizar uma</p><p>prótese externa acoplada ao sutiã para equiparar o peso entre as mamas e reequilibrar a postura.</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 10 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>59</p><p>Comentários:</p><p>A alternativa A está incorreta. A frase está correta e essas são as principais alterações posturais pós-</p><p>mastectomia.</p><p>A alternativa B está incorreta. A assertiva está correta.</p><p>A alternativa C está incorreta. A assertiva está correta.</p><p>A alternativa D é a correta. A Fisioterapia complexa descongestiva (FCD), técnica que combina drenagem</p><p>linfática manual (DLM) com os seguintes procedimentos: enfaixamento compressivo funcional (ECF),</p><p>kinesiotape (K-TAPE), contenção elástica, compressão pneumática intermitente (CPI), exercícios</p><p>terapêuticos, cuidados com a pele e cuidados na vida diária.</p><p>A alternativa E está incorreta. A assertiva está correta.</p><p>Questão 14. (FEC - Prefeitura de Itapemirim - ES - Fisioterapeuta - 2007). Todo o equilíbrio da coluna</p><p>vertebral e pelve se altera à medida que a gestação evolui. Uma alteração musculoesquelética que</p><p>ocorre durante a gravidez é:</p><p>A) O deslocamento posterior da pelve</p><p>B) A diminuição da lordose cervical</p><p>C) Aumento do ângulo lombossacro</p><p>D) O deslocamento compensatório anterior dos ombros</p><p>E) A manutenção da lordose lombar.</p><p>Comentários:</p><p>A alternativa A está incorreta. Não há um deslocamento posterior da pelve.</p><p>A alternativa B está incorreta. Como vimos a lordose cervical pode estar aumentada.</p><p>A alternativa C é a correta. Há um aumento do ângulo da região lombar durante a gravidez de modo</p><p>compensatório.</p><p>A alternativa D está incorreta. Não há um deslocamento anterior compensatório e sim posterior.</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 10 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>60</p><p>A alternativa E está incorreta. Não há a manutenção e sim o aumento da lordose lombar.</p><p>Questão 15. (FEC - Prefeitura de Itapemirim - ES - Fisioterapeuta - 2007). A passagem do bebê durante</p><p>o parto é facilitada por pequenos movimentos que ocorrem nas articulações pélvicas durante a</p><p>gravidez. O hormônio responsável por esses movimentos é:</p><p>A) Relaxina</p><p>B) Prolaxina</p><p>C) Oxicitocina</p><p>D) Ligamentina</p><p>E) Progesterona</p><p>Comentários:</p><p>A alternativa A é a correta. A relaxina é um hormônio que está responsável pela movimentação das</p><p>articulações pélvicas durante o parto.</p><p>A alternativa B está incorreta. Não existe esse hormônio, e sim prolactina.</p><p>A alternativa C está incorreta. Esse hormônio pode auxiliar na amamentação</p><p>A alternativa D está incorreta. Esse hormônio não é descrito na literatura.</p><p>A alternativa E está incorreta. Esse hormônio é caracterizado por ser um hormônio sexual esteroide</p><p>essencial para o equilíbrio do ciclo ovariano e para a gravidez.</p><p>Questão 16. (AOCP - EBSERH- Fisioterapeuta - 2015). Qual músculo a seguir NÃO faz parte da</p><p>camada profunda do assoalho pélvico?</p><p>A) Pubococcígeo</p><p>B) Puboretal</p><p>C) Iliococcíogeo</p><p>D) Bulbo Cavernoso</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 10 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>61</p><p>E) Coccígeo</p><p>Comentários:</p><p>A alternativa A está incorreta. O músculos pubococcígeo faz parte dos músculos profundos do assoalho</p><p>pélvico.</p><p>A alternativa B está incorreta. O músculo puboretal faz parte dos músculos profundos do assoalho pélvico.</p><p>A alternativa C está incorreta. O músculo iliococcígeo faz parte dos músculos profundos do assoalho</p><p>pélvico.</p><p>A alternativa D é a correta. O músculo bulbo cavernoso NÃO faz parte dos músculos profundos do</p><p>assoalho pélvico.</p><p>A alternativa E está incorreta. O músculo cocígeo faz parte dos músculos profundos do assoalho pélvico.</p><p>Questão 17 . (Questão criada pela professora - 2020). Os órgãos genitais femininos internos são:</p><p>A) Vagina, útero, ovários, tubas uterinas, bexiga e ureter pélvico</p><p>B) Somente vagina e ovários</p><p>C) Grandes lábios, pequenos lábios e hímem</p><p>D) Clitóris, monte de vênus e clitóris.</p><p>Comentários:</p><p>A alternativa A é a correta. Vagina, útero, ovários, tubas uterinas, bexiga e ureter pélvico são órgão</p><p>genitais femininos internos.</p><p>A alternativa B está incorreta. Não são somente esses órgãos que fazem parte dos órgãos genitais</p><p>femininos internos.</p><p>A alternativa C está incorreta. Esses são órgãos que participam de maneira externa.</p><p>A alternativa D está incorreta. Esses são órgãos que participam de maneira externa.</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 10 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>62</p><p>Questão 18. (Questão criada pela professora - 2020). Dentre as opções abaixo, qual a única não é</p><p>considerada um tipo de variação anatômica da pelve.</p><p>A) Androide:</p><p>b) Antropoide;</p><p>c) Ginecoide;</p><p>d) Platipeloide</p><p>e) Anostopletipóide</p><p>Comentários:</p><p>A alternativa A está incorreta. Não são somente esses órgãos que fazem parte dos órgãos genitais</p><p>femininos internos.</p><p>A alternativa B está incorreta. É considerada um tipo de variação anatômica de pelve.</p><p>A alternativa C está incorreta. É considerada um tipo de variação anatômica de pelve.</p><p>A alternativa D está incorreta. É considerada um tipo de variação anatômica de pelve.</p><p>A alternativa E é a correta. Essa nomenclatura não existe na literatura.</p><p>Questão 19. (UFPB - UFPB - Fisioterapeuta - 2012). Sobre a anatomia do Trato Genital Feminino e</p><p>Assoalho Pélvico, julgue cada uma das assertivas seguintes:</p><p>O músculo elevador do ânus é o músculo mais importante do assoalho, sendo constituído por três</p><p>componentes: puborretal, pubococcígeo e ileococcígeo.</p><p>A) Certo</p><p>B) Errado</p><p>Comentários:</p><p>A alternativa A é a correta. O músculo elevador do ânus é o músculo mais importante do assoalho, sendo</p><p>constituído por três componentes: puborretal, pubococcígeo e ileococcígeo.</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 10 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>63</p><p>A alternativa B está incorreta.</p><p>Questão 20. (CESPE - MPU - Fisioterapeuta - 2013). No que diz respeito à assistência ao indivíduo</p><p>idoso, julgue o item que se segue.</p><p>Idosos com incontinência urinária de esforço, que perdem urina ao tossir, rir ou espirrar, devem</p><p>realizar exercícios direcionados ao fortalecimento dos músculos do assoalho pélvico.</p><p>A) Certo</p><p>B) Errado</p><p>Comentários:</p><p>A alternativa A é a correta. Quando falamos de incontinência urinária de esforço, sabemos que ela é</p><p>caracterizada por perda de urina ao tossir, rir ou espirrar e a realização de exercícios de fortalecimento da</p><p>musculatura do assoalho pélvico é ideal, como por exemplo os exercícios de Kegel.</p><p>A alternativa B está incorreta.</p><p>Questão 21. (CESPE - MPU - Prefeitura de Limeira - SP - 2007). Em relação às medidas específicas da</p><p>fisioterapia no período pós-parto, julgue o seguinte item.</p><p>Exercícios para o assoalho pélvico possuem propriedades de fortalecimento muscular, alívio da dor,</p><p>redução de edema e melhora da circulação local, podendo ser iniciados ainda no pós-natal precoce.</p><p>A) Certo</p><p>B) Errado</p><p>Comentários:</p><p>A alternativa A é a correta. Exercícios para o assoalho pélvico possuem propriedades de fortalecimento</p><p>muscular, alívio da dor, redução de edema e melhora da circulação local, podendo ser iniciados ainda no</p><p>pós-natal precoce.</p><p>A alternativa B está incorreta.</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 10 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>64</p><p>Questão 22. (VUNESP - Prefeitura de Guararapes - SP - 2018). “Um aumento na pressão abdominal</p><p>devido ao esforço físico coloca estresse sobre a bexiga, causando vazamento da urina. O mecanismo</p><p>responsável por isso é o suporte uretral pobre pelos músculos do assoalho pélvico e a deficiência do</p><p>esfíncter intrínseco. ”</p><p>Essa frase se refere à fisiopatologia de qual doença?</p><p>A) I. U. de esforço</p><p>B) I. U. mista</p><p>C) I. U. de urgência</p><p>D) Bexiga hipoativa</p><p>E) Bexiga hiperativa</p><p>Comentários:</p><p>A alternativa A é a correta. Na incontinência urinária de esforço é caracterizada pelo aumento na pressão</p><p>abdominal devido ao esforço físico coloca estresse sobre a bexiga, causando vazamento da urina. O</p><p>mecanismo responsável por isso é o suporte uretral pobre pelos músculos do assoalho pélvico e a</p><p>deficiência do esfíncter intrínseco.</p><p>A alternativa B está incorreta. A incontinência urinária mista é a mistura da incontinência urinária de</p><p>esforço e a de urgência.</p><p>A alternativa C está incorreta. A descrição da incontinência no enunciado é caracterizada pela</p><p>incontinência urinária de esforço, e não de urgência.</p><p>A alternativa D está incorreta. A descrição da incontinência no enunciado é caracterizada pela</p><p>incontinência urinária de esforço, e não de bexiga hipoativa.</p><p>A alternativa E está incorreta. A descrição da incontinência no enunciado é caracterizada pela</p><p>incontinência urinária de esforço, e não de bexiga hiperativa.</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 10 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>65</p><p>Questão 23. (Questão criada pela professora - 2020). O diário miccional pode ser usado no diagnóstico</p><p>clínico da hiperatividade vesical.</p><p>A) Certo</p><p>B) Errado</p><p>Comentários:</p><p>A alternativa A é a correta. O diário miccional pode ser usado no diagnóstico clínico da hiperatividade</p><p>vesical.</p><p>A alternativa B está incorreta.</p><p>Questão 24. (AOCP - EBSERH - 2016). Sobre o assoalho pélvico, assinale a alternativa INCORRETA.</p><p>A) O assoalho pélvico tem como objetivo sustentar os órgãos internos, principalmente o útero, bexiga e</p><p>reto</p><p>B) O assoalho pélvico fecha a cavidade inferior, sendo limitado anteriormente pelo arco púbico e</p><p>posteriormente pelo cóccix.</p><p>C) O diafragma pélvico é formado pelos músculos levantador do ânus, obturador interno e transverso</p><p>superficial do períneo</p><p>D) O levantador do ânus é um músculo profundo e de suporte aos órgãos pélvicos, contribuindo para o</p><p>processo de micção e defecação</p><p>E) O assoalho pélvico é formado por músculos, ligamentos e fáscias.</p><p>Comentários:</p><p>A alternativa A está incorreta. O assoalho pélvico tem como objetivo sustentar os órgãos internos,</p><p>principalmente o útero, bexiga e reto</p><p>A alternativa B está incorreta. O assoalho pélvico fecha a cavidade inferior, sendo limitado anteriormente</p><p>pelo arco púbico e posteriormente pelo cóccix.</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 10 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>66</p><p>A alternativa C é a correta. O diafragma pélvico é constituído pelos músculos elevadores do ânus e</p><p>coccígeos (estes são pouco importantes) e suas fáscias superiores e inferiores.</p><p>A alternativa D está incorreta. O levantador do ânus é um músculo profundo e de suporte aos órgãos</p><p>pélvicos, contribuindo para o processo de micção e defecação</p><p>A alternativa E está incorreta. O assoalho pélvico é formado por músculos, ligamentos e fáscias.</p><p>Questão 25. (CESPE - INCA - 2010). A IUE feminina é uma patologia prevalente, com forte impacto</p><p>negativo na qualidade de vida. No que se refere a essa doença, julgue o item.</p><p>O tratamento conservador da IUE pode ser instituído por meio de mudanças comportamentais,</p><p>reabilitação do assoalho pélvico, biofeedback e eletroestimulação, ou com dispositivos intravaginais</p><p>de compressão uretral.</p><p>A) Certo</p><p>B) Errado</p><p>Comentários:</p><p>A alternativa A é a correta. O tratamento conservador da IUE pode ser instituído por meio de mudanças</p><p>comportamentais, reabilitação do assoalho pélvico, biofeedback e eletroestimulação, ou com dispositivos</p><p>intravaginais de compressão uretral.</p><p>A alternativa B está incorreta.</p><p>Questão 26. (AOCP - Prefeitura de Vitória - 2019). A incontinência urinária é considerada um</p><p>problema que traz, além de prejuízos fisiológicos, problemas psicológicos, sendo de grande</p><p>importância não só o tratamento, mas também os trabalhos de prevenção. Sobre a incontinência</p><p>urinária e os fatores que envolvem a saúde da mulher e o assoalho pélvico, assinale a alternativa</p><p>correta.</p><p>A) A noctúria ocorre quando uma mulher consegue conter a urina somente no período noturno.</p><p>B) A enurese é o termo utilizado especificamente para perda de urina durante a manhã.</p><p>C) Para pacientes que apresentam hiperatividade detrusora, o biofeedback é contraindicado.</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 10 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>67</p><p>D) O biofeedback atua no fortalecimento de fibras musculares tanto de contração lenta quanto de</p><p>contração rápida (fibras musculares do tipo I e II).</p><p>Comentários:</p><p>A alternativa A está incorreta. A noctúria consiste na vontade de urinar várias vezes durante a noite,</p><p>forçando a pessoa a acordar e ir ao banheiro.</p><p>A alternativa B está incorreta. A enurese é o termo utilizado especificamente para perda de urina durante</p><p>o sono.</p><p>A alternativa C está incorreta. Para pacientes que apresentam hiperatividade detrusora, o biofeedback é</p><p>indicado.</p><p>A alternativa D é a correta. O biofeedback atua no fortalecimento de fibras musculares</p><p>tanto de</p><p>contração lenta quanto de contração rápida (fibras musculares do tipo I e II).</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 10 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>6</p><p>1.4 - Órgãos Genitais Femininos Externos</p><p>Os órgãos genitais femininos internos são:</p><p>- Monte púbico (ou monte de Vênus);</p><p>- Pequenos lábios;</p><p>- Grandes lábios;</p><p>- Clitóris;</p><p>- Glândulas vestibulares;</p><p>- Hímen.</p><p>2. Diferenças Anatômicas entre a Pelve Masculina e Feminina</p><p>Quando observarmos uma pelve feminina e uma pelve masculina, é comum que observemos</p><p>algumas diferenças morfológicas.</p><p>De maneira geral, a pelve do homem é mais espessa e pesada, se comparada a da mulher, que é</p><p>mais fina e delicada, sendo que esta variação de tamanho e forma não se deve somente ao sexo, mas</p><p>também em pessoas do mesmo sexo.</p><p>A pelve masculina geralmente é mais estreita com abertura superior em forma de coração e</p><p>abertura inferior pequena, com as impressões musculares bem marcadas.</p><p>https://www.anatomiaemfoco.com.br/wp-content/uploads/2019/07/pelve-feminina-masculina.jpg</p><p>Vulva</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 10 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>7</p><p>A pelve feminina, de forma geral, é mais superficial e larga, com a pelve menor assumindo formato</p><p>cilíndrico.</p><p>A abertura superior da pelve é arredondada, possuindo uma obliquidade maior, e sua abertura</p><p>inferior maior se comparada à masculina (podemos ver na imagem ali em cima).</p><p>Se observarmos, nas mulheres, o sacro se apresenta mais curto, largo e com curvatura menor, com</p><p>o cóccix possuindo maior mobilidade.</p><p>Vale a pena ressaltar aqui que o diâmetro pélvico é muito importante quando observado no sexo</p><p>feminino, pois forma o canal ósseo pelo qual o feto atravessa durante o parto.</p><p>Há quatro tipos básicos de variações anatômicas de pelve:</p><p>- Androide:</p><p>- Antropoide;</p><p>- Ginecoide;</p><p>- Platipeloide.</p><p>A variação androide é a mais comum em homem, sendo pequena e estreita.</p><p>Já a ginecoide é mais comum em mulheres, possuindo um formato mais arredondado, favorecendo</p><p>o deslizamento do feto no momento do parto.</p><p>O formato antropoide possui cavidade rasa, com pelve mais ampla e achatada, e, finamente o</p><p>formato platipeloide é oval, estreito, com cavidade profunda e mais alongada.</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 10 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>8</p><p>3. Musculatura do Assoalho Pélvico</p><p>Anteriormente estudamos a anatomia do assoalho pélvico. Vamos agora entender um pouco sobre</p><p>os músculos envolvidos nessa estrutura?</p><p>A cavidade da pelve é demarcada inferiormente pelo diafragma pélvico musculofascial, que fica</p><p>suspenso na parte superior e desce centralmente até a abertura inferior da pelve em forma de funil. Além</p><p>desse diafragma, outros músculos, fáscias e ligamentos formam o assoalho pélvico, que apresenta a função</p><p>de sustentação de órgãos internos, proporciona ação esfincteriana para uretra, vagina e reto, e possibilita a</p><p>passagem do feto no canal do parto.</p><p>Diafragma da Pelve</p><p>O diafragma da pelve é constituído pelos músculos coccígeo e levantador do ânus, além de suas</p><p>fáscias de revestimento, que se situam na pelve menor, separando a cavidade pélvica acima do diafragma</p><p>da pelve e o períneo abaixo dele. Vamos observar a imagem abaixo:</p><p>O músculo coccígeo se fixa na borda lateral da porção inferior do sacro e do cóccix, e seu ventre</p><p>carnoso situa-se sobre o ligamento sacroespinal, onde também se fixa. O músculo levantador do ânus,</p><p>uma faixa larga de músculo, é a maior e mais importante parte do diafragma pélvico. Está fixado</p><p>anteriormente aos corpos do púbis e posteriormente às espinhas isquiáticas e a um espessamento na fáscia</p><p>obturatória denominado arco tendíneo do músculo levantador do ânus.</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 10 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>9</p><p>O músculo levantador no ânus tem três partes, vamos observar abaixo:</p><p>- Puborretal: porção mais medial, mais estreita e espessa do levantador do ânus. Forma uma alça em forma</p><p>de U que contorna posteriormente a junção anorretal. O puborretal tem um papel importante na</p><p>manutenção da continência fecal.</p><p>- Pubococcígeo: porção mais larga e intermediária; entretanto, é a parte menos espessa do músculo</p><p>levantador do ânus e apresenta fixação lateral ao puborretal. O músculo pubococcígeo surge anteriormente</p><p>no corpo do púbis e suas fibras laterais se fixam no cóccix. Suas fibras mediais fundem-se às do músculo</p><p>contralateral para formar uma rafe fibrosa, parte do corpo anococcígeo. Alças de fibras musculares mais</p><p>curtas do pubococcígeo se fundem à fáscia ao redor de estruturas da linha mediana do assoalho pélvico e</p><p>são denominadas, em mulheres: pubovaginal, puboperineal e puboanal.</p><p>- Iliococcígeo: porção posterolateral do músculo levantador do ânus, apresenta sua origem no arco</p><p>tendíneo e na espinha isquiática, e se funde posteriormente ao corpo anococcígeo.</p><p>O músculo levantador do ânus constitui um assoalho dinâmico para cumprir sua função de</p><p>sustentação de víscera abdominopélvicas. Em quase todo o tempo, suas três partes mantêm contração</p><p>tônica, o que viabiliza a manutenção da continência fecal e urinária; há também contração ativa em</p><p>situações diversas, como tosse, espirro, vômito, dentre outras.</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 10 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>10</p><p>O músculo coccígeo é inervado pelos ramos nos nervos espinais S4 e S5, enquanto o músculo</p><p>levantador do ânus puborretal, pubococcígeo e iliococcígeo - é inervado pelo nervo para o músculo</p><p>levantador do ânus (ramos de S4), o nervo anainferior e o plexo coccígeo (pequena rede de fibras</p><p>nervosas formadas pelos ramos anteriores de S4-S5 e os nervos coccígeos).</p><p>Períneo</p><p>O períneo é a região superficial do assoalho pélvico, situada inferiormente ao diafragma da pelve.</p><p>As estruturas esqueléticas e fibrosas que marcam os limites do períneo são:</p><p>- Sínfise púbica, anteriormente;</p><p>- Ramos do ísquio e púbis, anterolateralmente;</p><p>- Túberes isquiáticos, lateralmente;</p><p>- Ligamentos sacrotuberais, posterolateralmente;</p><p>- Porção inferior do sacro e cóccix, posteriormente.</p><p>Uma linha imaginária que une os túberes isquiáticos separa o períneo em duas regiões triangulares:</p><p>uma anterior, o trígono urogenital; e uma posterior, o trígono anal.</p><p>Vamos analisar os trígonos citados acima na imagem abaixo:</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 10 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>11</p><p>O ponto médio da linha que une os túberes isquiáticos é o ponto central do períneo; essa é a</p><p>localização do corpo do períneo, que é massa de tecido fibromuscular irregular com tamanho. O corpo do</p><p>períneo é o local de convergência e entrelaçamento de fibras musculares, incluindo os seguintes músculos:</p><p>bulboesponjoso, esfíncter externo do ânus e músculos transversos superficial e profundo do períneo.</p><p>Observe na imagem abaixo:</p><p>Os músculos do espaço superficial do períneo são:</p><p>- Isquiocavernoso: Envolve o clitóris e está associado a compressão e manutenção da ereção do mesmo.</p><p>- Bulboesponjoso: Tem sua fixação no corpo do períneo e circunda a parte mais inferior da vagina. Agindo</p><p>em conjunto com o bulbo do vestíbulo, constrita a vagina durante a coaptação.</p><p>- Tranverso superficial do</p><p>períneo: Origina-se na face interna do ramo do ísquio e se insere no corpo do</p><p>períneo. Esse músculo funciona como auxiliar do transverso profundo.</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 10 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>12</p><p>Os músculos do espaço profundo do períneo são:</p><p>- Transverso profundo do períneo: Apresenta fixação na face interna do ramo do ísquio, e a maior parte</p><p>das suas fibras se insere no corpo do períneo. Algumas fibras se inserem na parede lateral da vagina.</p><p>- Esfíncter da uretra: Fixa-se na face interna do ramo inferior do púbis e na parede lateral da vagina.</p><p>Somente poucas fibras desse músculo passam posteriormente à uretra.</p><p>Os músculos do períneo são inervados pelo ramo perineal do nervo pudendo (S2-S4).</p><p>O nervo perineal apresenta dois ramos: o ramo perineal superficial, que dá origem aos nervos</p><p>labiais (cutâneos) posteriores, e o ramo perineal profundo, que inerva os músculos profundos e superficiais</p><p>do períneo, a pele do vestíbulo vaginal e a túnica mucosa da porção inferior da vagina.</p><p>O nervo dorsal do clitóris é o principal nervo sensitivo do órgão genital feminino, sobretudo a</p><p>glande do clitóris, que normalmente é muito sensível.</p><p>Mamas</p><p>Quando falamos das mamas, é importante entendermos as suas funções na fisiologia feminina e no</p><p>puerpério, sendo as grandes responsáveis pela amamentação do lactente.</p><p>Elas estão localizadas entre o esterno e a região axilar, lateralmente e abaixo da região</p><p>infraclavicular, estendendo-se da 2 a à 6 a costela.</p><p>A mama situa-se sobre a fáscia que recobre o peitoral maior, serrátil anterior, oblíquo externo do</p><p>abdome e bainha do reto do abdome.</p><p>A mama adulta consiste em tecido glandular imerso em estroma constituído de tecido conjuntivo</p><p>e tecido adiposo. O estroma conduz os vasos sanguíneos, os nervos e os vasos linfáticos. O tecido</p><p>glandular consiste em um sistema ductal arborizado que drena grupos de alvéolos ou ácinos, os quais</p><p>formam a unidade básica do sistema secretor.</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 10 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>13</p><p>A fáscia superior é sustentada por ligamentos suspensores, denominados ligamentos de</p><p>Cooper.</p><p>O mamilo é uma condensação de tecido epitelial através da qual os ductos lactíferos seguem até os</p><p>orifícios na superfície. É circundado por pele pigmentada especializada, a aréola, que contém glândulas</p><p>sudoríparas e sebáceas (glândulas de Montgomery) que hipertrofiam durante a gravidez e servem para</p><p>lubrificar e proteger o mamilo durante a lactação.</p><p>A inervação do mamilo desempenha papel vital na lactação, mediando a ativação dos reflexos</p><p>neuro-humorais responsáveis pela remoção de leite da glândula e a liberação de prolactina, essencial</p><p>para a manutenção do leite.</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 10 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>14</p><p>4. Incontinência Urinária</p><p>Quando falamos de incontinência urinária (IU), devemos saber que ela afeta 27% da</p><p>população mundial de ambos os sexos e é duas vezes mais frequente nas mulheres do que nos homens,</p><p>atingindo 30 a 70% das mulheres na pós-menopausa.</p><p>Podemos definir a incontinência urinária como qualquer perda involuntária de urina, exceto para</p><p>crianças, com importante impacto na qualidade de vida. Dentre os tipos de IU, a incontinência urinária</p><p>de esforço (IUE) é a mais prevalente (86%).</p><p>A abordagem da doença requer uma equipe multiprofissional, com objetivo de melhorar os</p><p>resultados do tratamento, seja clínico ou cirúrgico.</p><p>A International Continence Society (ICS) padronizou a nomenclatura em uroginecologia a fim de</p><p>uniformizar protocolos de diagnóstico e tratamento, facilitando as comparações de resultados e</p><p>possibilitando uma comunicação efetiva entre investigadores.</p><p>Fatores de Risco da I.U.</p><p>Podemos dividir os fatores de risco em não obstétricos e obstétricos.</p><p>Os fatores não obstétricos são: idade, raça (maior prevalência na raça não hispânica), herança</p><p>genética correlacionada ao colágeno, tabagismo (principalmente na IU por urgência), obesidade, baixo nível</p><p>socioeconômico, atividades laborativas com grande esforço físico e cirurgias ginecológicas prévias.</p><p>Os fatores obstétricos são: parto vaginal, principalmente se for operatório (uso de fórceps),</p><p>episiotomia rotineira, peso de recém-nascido (maior que 3.000 g), maior duração do segundo estágio do</p><p>trabalho de parto e apresentação fetal não cefálica.</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 10 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>15</p><p>4.1 - Fisiologia do Trato Urinário Inferior e a Micção</p><p>Vamos entender um pouquinho sobre a fisiologia do trato urinário?</p><p>Vamos lá!</p><p>Quando a função de armazenamento e/ou esvaziamento de urina sofre qualquer distúrbio, uma</p><p>grande variedade de sintomas urinários ocorre, e a IU é o principal sintoma do armazenamento anormal.</p><p>A bexiga é um órgão autônomo constituído de músculo liso, com função de armazenar urina sem</p><p>esforço, sem dor e sem perda involuntária, além de eliminá-la completa e voluntariamente sem esforço</p><p>e também sem dor. Ela funciona como um sistema de baixa pressão que acomoda um crescente volume de</p><p>urina sem haver elevação de pressão vesical. Além disso, há aumento da resistência à saída de urina.</p><p>A função de armazenamento é mediada principalmente pelo sistema nervoso simpático.</p><p>Vale lembrar aqui que o sistema nervoso simpático se origina da medula espinal, entre T10 e L2.</p><p>O sistema nervoso simpático apresenta gânglios, que estão próximos à medula, e com isso utilizam</p><p>a acetilcolina como neurotransmissor pré-ganglionar e a norepinefrina como neurotransmissor pós-</p><p>ganglionar.</p><p>A noraepinefrina estimula os receptores alfa na uretra e com isso ocorre um aumento do tônus e</p><p>fechamento uretral. A estimulação dos receptores beta, localizados no corpo da bexiga, diminui o tônus</p><p>muscular vesical.</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 10 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>16</p><p>A sensação de repleção vesical após enchimento de determinado volume de urina é enviada ao</p><p>encéfalo por receptores de tensão-estiramento. A paciente, então, desencadeia o reflexo da micção no</p><p>momento e no local que lhe for adequado.</p><p>A uretra é um conduto constituído de músculo estriado, músculo liso da parede uretral e plexo</p><p>vascular venoso submucoso.</p><p>O mecanismo de fechamento uretral e a manutenção da resistência uretral elevada durante a fase</p><p>de armazenamento dependem de dois fatores: o intrínseco e o extrínseco.</p><p>- Fatores intrínsecos: integridade das estruturas anatômicas da uretra, a coaptação epitelial das pregas de</p><p>revestimento uretral, a elasticidade e o tônus uretral. Esses fatores são mediados pelos receptores alfa-</p><p>adrenérgicos do sistema nervoso simpático.</p><p>- Fatores extrínsecos: estruturas de sustentação da uretra, que são constituídas pelos músculos</p><p>levantadores do ânus, da fáscia endopélvica e das suas fixações às paredes laterais da pelve e à uretra.</p><p>A fase de esvaziamento vesical é mediada, principalmente, pelo sistema nervoso parassimpático,</p><p>responsável pelo controle motor do detrusor, promovendo contração vesical efetiva.</p><p>Origina-se da medula espinal sacral, entre S2 e S4, junto com a inervação somática do assoalho</p><p>pélvico,</p><p>a uretra e o esfíncter externo do ânus.</p><p>Os neurônios parassimpáticos, tanto pré-ganglionares longos quanto pós-ganglionares curtos,</p><p>localizam-se na musculatura detrusora e utilizam a acetilcolina como neurotransmissor. O esvaziamento</p><p>completo e frequente é um mecanismo de defesa da bexiga contra infecção urinária.</p><p>As funções de armazenamento e esvaziamento vesical dependem da interação do sistema</p><p>nervoso simpático e do parassimpático, bem como dos neurotransmissores não adrenérgicos, não</p><p>colinérgicos e neuropeptídios, com ação de facilitação ou inibição na medula espinal e nas áreas superiores</p><p>do sistema nervoso central (SNC).</p><p>O principal centro facilitador da micção é o centro pontino, localizado na substância cinzenta</p><p>pontinomesencefálica, o qual serve como via final de todos os neurônios motores vesicais.</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 10 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>17</p><p>O cerebelo coordena o relaxamento do assoalho pélvico e também a frequência, a força e a</p><p>amplitude das contrações do detrusor; além disso, faz interconexões com os centros de reflexos</p><p>encefálicos.</p><p>O córtex cerebral exerce efeito inibitório sobre a micção, que é deflagrada pelo sistema nervoso</p><p>periférico e controlada pelo SNC.</p><p>4.2 – Classificação da Incontinência Urinária</p><p>A I.U. pode ser classificada em:</p><p>- De esforço: é a perda urinária involuntária, que ocorre após exercício físico, tosse ou espirro. Ou seja,</p><p>após um pressão intra-abdominal.</p><p>- De urgência ou urge-incontinência: perda urinária acompanhada por forte desejo de urinar.</p><p>- Mista: quando há, simultaneamente, incontinência urinária de esforço e por urgência.</p><p>- Inconsciente: perda urinária sem urgência ou reconhecimento consciente do extravasamento.</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 10 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>18</p><p>4.3 – Diagnóstico Diferencial da Incontinência Urinária</p><p>Ao realizarmos o diagnóstico diferencial da incontinência urinária, podemos entender que ele pode ser</p><p>dividido em extrauretral e transuretral.</p><p>Incontinência extrauretral</p><p>- Ureter ectópico, extrofia vesical.</p><p>- Fístulas (uretral, vesical, ureteral e mistas).</p><p>Incontinência transuretral</p><p>- Incontinência urinária de esforço verdadeira.</p><p>- Hiperatividade do detrusor.</p><p>- Incontinência mista.</p><p>- Retenção urinária com distensão vesical e hiperfluxo.</p><p>- Divertículo uretral.</p><p>- Anomalias uretrais congênitas (exemplo: epispadia).</p><p>- Instabilidade uretral (relaxamento uretral não inibido).</p><p>- Incontinência funcional e transitória.</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 10 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>19</p><p>4.4 - Exames na Incontinência Urinária</p><p>Vamos agora analisar quais são os exames mais comuns que podemos utilizar na incontinência</p><p>urinária.</p><p>Exame Físico</p><p>O exame físico abdominal tem por objetivo excluir rumores de tumores, hérnias e outros fatores</p><p>de aumento da pressão abdominal.</p><p>PE importante que realizamos também o exame neurológico sucinto para avaliar força muscular,</p><p>reflexos e sensibilidade dos membros inferiores e do períneo.</p><p>Ainda no exame neurológico, avalia-se a integridade nervosa do assoalho pélvico por meio do arco</p><p>reflexo (componente motor do nervo pudendo) e por três reflexos:</p><p>- Reflexo cutâneo-anal: estimulação ou toque na pele do períneo causa contração do esfíncter externo anal</p><p>- Reflexo bulbocavernoso: estimulação do clitóris causa contração do músculo bulbocavernoso,</p><p>constatada pela contração do esfíncter anal.</p><p>- Sensibilidade em sela: sensibilidade tátil da pele do períneo.</p><p>O exame uroginecológico é realizado com a paciente em posição ginecológica e obedece à</p><p>seguinte ordem:</p><p>1. Exame das condições da pele vulvar: procurando sinais de contato constante com a urina (escoriações,</p><p>edema e eritema)</p><p>2. Avaliação do trofismo genital</p><p>3. Avaliação do meato uretral: presença de carúncula, ectopia de mucosa, secreções e mobilidade. A</p><p>mobilidade da uretra e do colo vesical pode ser verificada com o teste do cotonete: insere-se um cotonete</p><p>estéril e lubrificado na uretra até o colo vesical e observa-se seu movimento durante o repouso e a manobra</p><p>de valsalva da paciente. A inclinação superior a 30 graus sugere hipermobilidade uretral.</p><p>4. Avaliação do prolapso genital (cistoceles, retoceles, enteroceles e prolapsos uterinos/cúpula): a</p><p>classificação mais utilizada na prática clínica é aquela em que se define o suporte vaginal durante manobra</p><p>de esforço.</p><p>Nos últimos anos, com a necessidade de trocas de informações padronizadas, a ICS aprovou a</p><p>utilização do método POP-q (pelvic organ prolapse quantification), que usa o hímen como ponto de</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 10 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>20</p><p>referência e mede em centímetros as posições das estruturas vaginais e sua descida durante manobras de</p><p>esforço.</p><p>5. Avaliação funcional do assoalho pélvico: verifica-se a capacidade contrátil do assoalho pélvico por meio</p><p>da inspeção e palpação do músculo levantador do ânus. A classificação mais utilizada é a de Oxford.</p><p>6. Toque vaginal: o toque bimanual objetiva afastar alterações pélvicas e vaginais que possam</p><p>comprometer bexiga e uretra, como massas pélvicas ou vaginais, divertículos de uretra, compressão</p><p>extrínseca e cistos parauretrais.</p><p>7. Teste da perda urinária: o ideal é que seja realizado com a bexiga da paciente repleta, com pelo menos</p><p>200 mℓde urina ou soro fisiológico instilado previamente. Solicita-se que ela execute manobras de esforço</p><p>e observa-se a perda urinária considerando o momento e o volume da perda. A ausência de perda não</p><p>descarta a IU, devendo ser confirmada por outra prova objetiva.</p><p>8. Medida do volume residual pós-miccional: avalia a eficácia do esvaziamento vesical. O volume residual</p><p>elevado causa incontinência por hiperdistensão vesical e transbordamento de urina, além da infecção</p><p>urinária de repetição. Esse volume pode ser medido por cateterização vesical após micção espontânea ou,</p><p>de modo menos invasivo, pela ultrassonografia pélvica após micção.</p><p>Considera-se fisiológico o volume residual de até 100 mℓ na mulher adulta.</p><p>Exame de Urina de rotina e urocultura</p><p>O exame de urina é indispensável na avaliação primária da incontinência urinária e visa excluir a</p><p>hipótese de infecção, anormalidades metabólicas e doenças renais.</p><p>O exame de urina de rotina detecta glicosúria (diabetes melito), alterações na densidade da urina</p><p>(diabetes insípido), hematúria (pode ser causada por litíase, infecção ou tumor) e leucocitúria (não é</p><p>patognomônica de infecção urinária, mas, quando associada a nitrito positivo, é diagnóstica).</p><p>A urocultura é importante no diagnóstico de infecção do trato urinário quando revela pelo menos</p><p>100 mil unidades formadoras de colônias/mℓem amostra de jato médio de urina.</p><p>Diário Miccional ou gráfico de frequência/volume vesical</p><p>Constitui um instrumento não invasivo e deve ser solicitado em todos os pacientes com sintomas</p><p>do trato urinário inferior.</p><p>Possibilita uma avaliação “objetiva” dos resultados de tratamentos clínicos e cirúrgicos, por meio da</p><p>comparação dos dados coletados antes e depois da intervenção.</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 10 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>21</p><p>O diário miccional pode ser usado no diagnóstico clínico da hiperatividade vesical.</p><p>Mas como ele é realizado? É o seguinte:</p><p>A paciente registra durante 1 ou 3 dias o horário de cada micção, a quantidade de urina eliminada,</p><p>os episódios de incontinência ou qualquer outro sintoma urinário e, quando possível, o volume da ingestão</p><p>de líquidos. Este último não é essencial porque pode ser presumido pela quantidade de urina eliminada.</p><p>Por meio desses registros, obtêm-se o débito urinário de 24 h, o número de micções diárias, a</p><p>capacidade vesical funcional (maior volume eliminado) e o volume médio eliminado.</p><p>Vamos ver abaixo um exemplo?!</p><p>https://www.google.com/url?sa=i&url=https%3A%2F%2Fwww.clinicabortolini.com.br%2Furoginecologia%2Ftreinamento-controle-da-</p><p>bexiga.html&psig=AOvVaw1XPx4HjrMfB-uMhdUiQPpo&ust=1591978743667000&source=images&cd=vfe&ved=0CAIQjRxqFwoTCPiBiY-V-</p><p>ukCFQAAAAAdAAAAABAD</p><p>Os valores de normalidade adotados são: débito urinário de 24 h de 1.500 a 2.500 mℓ, volume</p><p>médio eliminado de 250 mℓ, capacidade funcional de 400 a 600 mℓ e até 7 a 8 micções por dia.</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 10 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>22</p><p>Teste do Absorvente</p><p>O teste do absorvente é padronizado pela ICS na avaliação e comparação dos resultados do</p><p>tratamento da IU por meio da avaliação objetiva das perdas urinárias.</p><p>A paciente utiliza absorventes durante 2, 24 ou 48 h, sem alterar sua atividade diária; depois, esses</p><p>absorventes são pesados.</p><p>O teste é positivo quando a pesagem de todos os absorventes utilizados é maior ou igual a 1,3 g</p><p>em 24 h, segundo a ICS.</p><p>Contudo, adotamos o valor igual ou maior que 4 g após estudo na população brasileira.</p><p>Estudos Urodinâmicos</p><p>Quando falamos de estudos urodinâmicos, podemos incluir qualquer exame que forneça dados</p><p>sobre a fisiologia do trato urinário, como a medida do volume residual, o teste simples de enchimento</p><p>vesical e até os exames em múltiplos canais.</p><p>Os estudos urodinâmicos somente são úteis quando correlacionados à anamnese e ao exame</p><p>físico.</p><p>Vale a pena falar aqui que o Colégio Americano de Ginecologia e Obstetrícia (ACOG, do inglês,</p><p>American College of Obstetricians and Gynecologists) preconiza que o estudo urodinâmico seja realizado nas</p><p>pacientes com incontinência urinária complicada: outros sintomas de incontinência além da perda de urina</p><p>ao esforço, infeção urinária de repetição, passado de cirurgia pélvica, doenças neurológicas, diabetes</p><p>melito, sintomas de prolapso, de divertículo de uretra ou fístula urogenital e volume residual superior a 150</p><p>mℓ.</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 10 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>23</p><p>Como 40 a 50% das pacientes com prolapso de órgãos pélvicos apresentam IU, o estudo</p><p>urodinâmico ajuda a confirmar o diagnóstico de incontinência oculta. Nesse tipo, a perda de urina somente</p><p>aparece após a correção do prolapso genital ou sua redução durante o exame clínico ou urodinâmico,</p><p>quando se constata perda de urina durante manobras de esforço.</p><p>5. Disfunções Sexuais</p><p>Você sabia que a sexualidade, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), representa</p><p>um dos quatro pilares para a qualidade de vida do ser humano??</p><p>Ela está associada ao direito à família, à saúde e ao trabalho.</p><p>Trata-se de um termo amplo, que se refere à energia que motiva o homem a se relacionar e à sua</p><p>capacidade de receber e transmitir afeto. Presente desde o nascimento, a sexualidade é desenvolvida em</p><p>fases sucessivas, continuamente sujeita à cultura.</p><p>A atividade sexual faz parte da sexualidade e não é estável ou homogênea; antes, é plástica, o que</p><p>significa que se modifica ao longo da vida, dependendo do contexto sociocultural.</p><p>O conceito amplo da sexualidade foi desenvolvido e continuamente revisto por Freud (1969). Por ser</p><p>um dos aspectos constituintes do ser humano, abrange a identidade sexual ou de gênero – a maneira como</p><p>cada pessoa se identifica com o gênero masculino ou feminino e como se relaciona com o outro, nos mais</p><p>distintos contextos sociais.</p><p>Nos últimos anos, as dificuldades sexuais têm atraído a atenção de profissionais da saúde de</p><p>diferentes especialidades, os quais têm indagado como e por que a classificação é tão importante em sua</p><p>prática clínica.</p><p>Bom, classicamente, as disfunções sexuais são denominadas conforme a falha de resposta na fase</p><p>correspondente, ou seja, disfunção de desejo sexual, de excitação, de orgasmo ou de resolução.</p><p>Vamos aqui resumidamente falar de alguns deles?!</p><p>Disfunção do desejo hipoativo ou da ausência de libido</p><p>Os sentimentos, ou interesse sexual estão muito diminuídos ou mesmo ausentes. Não há</p><p>pensamentos, fantasias ou motivações sexuais.</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 10 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>24</p><p>Disfunção de excitação</p><p>Excitação ausente, insuficiente e/ou inadequada, mesmo na presença dos sinais físicos de resposta</p><p>sexual, como lubrificação vaginal e tumescência genital. Observa-se que a mulher pode sentir forte</p><p>excitação sexual subjetiva e queixar-se de acentuada diminuição, ou interrupção, da resposta excitatória</p><p>genital.</p><p>Disfunção Orgásmica</p><p>Retardo ou ausência recorrente de orgasmo após uma fase normal de excitação ou diminuição</p><p>marcada de sua intensidade.</p><p>Transtorno genitopélvico de dor e de penetração (vaginismo e dispareunia)</p><p>O vaginismo, espasmo dos músculos ao redor da vagina, pode ser observado no fechamento parcial</p><p>ou completo da vagina na ocorrência de qualquer tentativa de penetração, como dedo, tampão, pênis ou</p><p>espéculo para o exame ginecológico. Pode ser primário ou secundário, persistente ou recorrente e</p><p>independe do desejo consciente da mulher de ser penetrada.</p><p>O grau de fechamento e o desconforto da paciente indicam a gravidade do sintoma. Quando</p><p>possível o toque digital, pode-se observar tanto o tônus permanentemente elevado ao repouso como a</p><p>contração subitamente desencadeada, mesmo após a penetração sem dificuldade alguma, o que pode</p><p>ocorrer em qualquer segmento vaginal.</p><p>Pode-se observar assimetria de tônus ou de atividade muscular, voluntária e/ou involuntária, com</p><p>incoordenação, dificuldade total ou parcial na execução do comando para contrair e/ou descontrair, o</p><p>que norteará mais especificamente o procedimento fisioterapêutico.</p><p>Essa condição pode ou não estar acompanhada de dor.</p><p>Agora, quando falamos de dispareunia, anteriormente definida como dor no intercurso sexual é</p><p>agora entendida como dor ou desconforto (superficial ou profundo) a qualquer penetração, seja dedo,</p><p>tampão, seja espéculo, para o exame ginecológico ou pênis.</p><p>Vale a pena ressaltar que a dor ou desconforto pode ocorrer não apenas no momento do coito,</p><p>mas também durante as atividades preliminares, no período do orgasmo (excitação ou orgasmo extremos),</p><p>podendo ou não incapacitar o intercurso, ou no período de resolução, e persistir por tempo prolongado.</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 10 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>25</p><p>Vulvodinia / Vestibulodinia</p><p>Mulheres podem relatar dor durante qualquer tipo de penetração por toda vida após trauma local</p><p>ou afecções como herpes, candidíase, líquen, entre outras.</p><p>A dor pode ser vulvar e/ou vaginal, localizada no introito vaginal, ou até mesmo mais profunda.</p><p>As mulheres que apresentam esses sintomas, isoladamente ou em conjunto,</p><p>podem apresentar</p><p>diferenças concernentes a gravidade do mal, grau de dor e/ou de medo da dor, inclusive sua capacidade de</p><p>tolerância aos sintomas.</p><p>Além disso, estes podem ser generalizados ou situacionais, provocados ou não.</p><p>Transtorno Genitopélvico de dor e de penetração</p><p>Mulheres que sofrem de transtornos de penetração apresentam preocupações não somente em</p><p>relação à função sexual, mas também a prevenção, concepção e via de parto.</p><p>O período pós-parto também deve ser levado em consideração.</p><p>Aproximadamente metade das mulheres pode desenvolver dor genitopélvica durante a gestação, o</p><p>que pode persistir em 41% delas, ou aparecer em 7% após o parto.</p><p>Um dado curioso é que essas mulheres também apresentam menor chance de engravidar. A</p><p>concepção pode ocorrer por meio de penetração completa ou parcial ou por meio de inseminação artificial.</p><p>Caso a concepção ocorra, há probabilidade de operação cesariana ou parto por instrumentos, além</p><p>de lacerações perineais, uma vez que existe dificuldade para realizar adequado exame vaginal durante o</p><p>período pré-natal.</p><p>Quando a gestação for de baixo risco, a fisioterapia pélvica não apresenta contraindicação específica,</p><p>exceto a eletroestimulação.</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 10 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>26</p><p>6. Doenças da Mama</p><p>Querido (a) aluno (a), o conhecimento da anatomia da mama é de grande importância para o</p><p>entendimento da evolução e do comportamento das lesões mamárias.</p><p>A glândula mamária está localizada na parede anterior do tórax, estendendo-se da segunda a sexta</p><p>costela, e da linha axilar média até a borda lateral do esterno.</p><p>O sulco inframamário representa a base da mama, referência para a escolha de implantes ou</p><p>retalhos em reconstrução mamária.</p><p>A superfície cutânea da mama pode ser dividida em 3 regiões: periférica, areolar e papilar.</p><p>Vamos observar a imagem abaixo:</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 10 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>27</p><p>A aréola é a parte mais central, de coloração rósea ou acastanhada em razão da presença de</p><p>camadas celulares ricas em pigmentos melânicos.</p><p>No centro da aréola localiza-se a papila, que tem formato cilíndrico e é recoberta por um tecido</p><p>cutâneo espesso e rugoso, em cujo ápice se abrem 15 a 20 ductos lactíferos.</p><p>A região periférica da mama constitui-se de tecido cutâneo, que apresenta todos os anexos, como</p><p>pelos, glândulas sebáceas e sudoríparas.</p><p>A glândula mamária encontra-se envolta pela fáscia, que tem duas cápsulas, uma superficial e outra</p><p>profunda.</p><p>Entre elas, há numerosas projeções de tecido fibroso mais compacto, orientadas</p><p>perpendicularmente à pele e denominadas ligamentos suspensores da mama ou ligamentos de Cooper.</p><p>Essas estruturas dividem o corpo mamário em aproximadamente 15 a 20 lobos, com um ducto lactífero</p><p>cada, o qual se abre na superfície da papila.</p><p>Dos pontos de vista clínico, cirúrgico e radiológico, a mama é dividida em quadrantes:</p><p>- Quadrante superior interno (QSI)</p><p>- Quadrante superior externo (QSE) - área da mama com maior incidência de lesões malignas.</p><p>- Quadrante inferior interno (QII)</p><p>- Quadrante inferior externo (QIE)</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 10 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>28</p><p>A glândula mamária é nutrida por ramos provenientes da artéria axilar e da artéria torácica</p><p>interna (mamária interna) que, por meio da porção paraesternal, origina os ramos perfurantes.</p><p>Depois de atravessar os músculos intercostais e de vascularizar o músculo grande peitoral, essas</p><p>ramificações distribuem-se à parte medial da glândula mamária e dirigem-se, de maneira centralizada, à</p><p>aréola, por meio do espaço subcutâneo.</p><p>A parte superior da glândula mamária recebe ramos da artéria axilar, diretamente ou por meio da</p><p>artéria acromiotorácica. A porção lateral da mama é irrigada, principalmente, pela artéria torácica</p><p>lateral.</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 10 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>29</p><p>O retorno venoso está a cargo de três grupos de veias profundas: ramos perfurantes, que alcançam</p><p>a veia torácica interna; ramos que chegam diretamente à veia axilar; e ramos que alcançam as veias</p><p>intercostais, tributárias do sistema ázigo e das veias vertebrais.</p><p>A drenagem venosa da mama é de extrema importância dado o potencial de disseminação</p><p>hematogênica de metástases do câncer de mama (já falaremos sobre essa patologia).</p><p>Células metastáticas podem passar por qualquer dessas rotas e chegar ao coração, atingindo o</p><p>pulmão posteriormente. O plexo venoso vertebral representa uma segunda rota de disseminação de</p><p>metástases do câncer de mama. Ele se estende da base do crânio ao sacro, seguindo as vértebras, e</p><p>mantém contato com órgãos torácicos, abdominais e pélvicos.</p><p>Outras estruturas interessantes que devemos abordar nesse livro digital são os linfonodos (observe</p><p>a ilustração abaixo):</p><p>https://www.google.com/url?sa=i&url=https%3A%2F%2Fbrasilescola.uol.com.br%2Fo-que-e%2Fbiologia%2Fo-que-sao-</p><p>linfonodos.htm&psig=AOvVaw0PIIWwAIW_O5ZgdRrPKhSV&ust=1591980971996000&source=images&cd=vfe&ved=0CAIQjRxqFwoTCJiBqrWd-</p><p>ukCFQAAAAAdAAAAABAD</p><p>Linfonodos, que também podem ser chamados de gânglios linfáticos, são órgãos formados por</p><p>tecido linfoide e estão distribuídos por todo nosso corpo. Eles estão localizados, por exemplo, nas axilas, na</p><p>virilha e no pescoço e estão ligados a vasos linfáticos.</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 10 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>30</p><p>A função dos linfonodos é filtrar a linfa (líquido incolor com composição semelhante à do plasma</p><p>sanguíneo), garantindo, assim, a remoção de partículas estranhas e evitando que estas entrem no</p><p>sistema circulatório quando a linfa retornar.</p><p>Como falado anteriormente, temos linfonodos em várias regiões do corpo.</p><p>Vamos agora, especificamente falar sobre os linfonodos axilares? Vamos lá!</p><p>Os linfonodos axilares podem ser agrupados em:</p><p>- Grupo da veia axilar (grupo lateral): 4 a 6 linfonodos. Situa-se medial ou posterior à veia axilar e recebe a</p><p>drenagem da região superior da mama.</p><p>- Grupo da cadeia mamária externa (grupo peitoral): 4 a 5 linfonodos. Situa-se na borda inferior do</p><p>músculo peitoral menor, em associação com os vasos torácicos laterais, e recebe a maior parte da drenagem</p><p>da mama.</p><p>- Grupo de linfonodos subescapulares (grupo posterior): 6 ou 7 linfonodos. Situa-se ao longo da parede</p><p>posterior da axila até a borda lateral da escápula, em associação com os vasos subescapulares, e recebe</p><p>drenagem da região cervical posterior e do ombro.</p><p>- Grupo central: 3 a 4 linfonodos. Situa-se posteriormente ao músculo peitoral menor, entremeado por</p><p>tecido adiposo e recebe drenagem dos 3 grupos anteriores e também diretamente da mama. Em seguida,</p><p>pode drenar para o grupo subclavicular, que é o mais facilmente palpável. Importante para avaliação</p><p>clínica de metástase.</p><p>- Grupo subclavicular ou apical: 6 a 12 linfonodos. Situa-se de modos posterior e superior à borda do</p><p>músculo peitoral menor e recebe a drenagem, direta ou indireta, de todos os outros grupos.</p><p>- Grupo interpeitoral ou de Rotter: 3 a 4 linfonodos. Situa-se entre os músculos</p><p>peitorais maior e menor e</p><p>drena para os grupos central e subclavicular.</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 10 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>31</p><p>6.1 - Patologias da Mama</p><p>As principais patologias benignas da mama, que apresentam importância cirúrgica, são os tumores</p><p>benignos, os derrames papilares e os processos inflamatórios.</p><p>Vamos cita-los rapidamente abaixo?! Bora lá!</p><p>Tumores Benignos</p><p>As doenças benignas da mama representam um grupo heterogêneo de lesões que podem ser</p><p>palpáveis ao exame físico ou detectadas em exames de imagem da mama.</p><p>Dado o diagnóstico diferencial com neoplasia maligna da mama, essas lesões necessitam de</p><p>avaliação especializada e diagnóstico. A abordagem pode ser por meio de cirurgia ou por métodos menos</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 10 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>32</p><p>invasivos, como a punção aspirativa por agulha fina (PAAF) ou biopsia de fragmentos (punção por agulha</p><p>grossa ou core biopsy).</p><p>Nos casos cirúrgicos, a definição da técnica a ser utilizada leva em consideração a estética das</p><p>mamas.</p><p>O tratamento cirúrgico não é a primeira opção, e está reservado principalmente para os casos com</p><p>prejuízo estético pela lesão ou suspeita de malignidade.</p><p>Os tumores benignos mais comuns são o fibroadenoma, o lipoma e o hamartoma.</p><p>Fibroadenoma</p><p>O fibroadenoma é o tumor benigno mais comum na mama e acomete, preferencialmente,</p><p>mulheres jovens e negras. Muitas vezes apresenta-se como nódulo regular, móvel e de crescimento lento.</p><p>É um tumor pseudocapsulado com aumento do tecido fibroconjuntivo e discreta proliferação epitelial. Em</p><p>20% dos casos são múltiplos na mesma mama ou bilaterais. A etiologia é ainda desconhecida.</p><p>Hamartomas</p><p>Os hamartomas são tumores de tecido gorduroso, glandular e fibroso. São massas discretas,</p><p>encapsuladas e indolores. São tumores raros e podem ser diagnosticados incidentalmente em mamografia</p><p>de rastreamento. Por não ter característica histológica específica, a quantidade de material produzida para</p><p>análise na punção por agulha fina ou grossa pode ser insuficiente para o diagnóstico definitivo. Assim, a</p><p>excisão cirúrgica é recomendada para excluir a possibilidade de componente maligno associado.</p><p>Lipomas</p><p>Os lipomas são massas amolecidas, bem delimitadas, de variados tamanhos, decorrentes da proliferação</p><p>benigna das células lipídicas. O diagnóstico clínico associado à PAAF e aos exames de imagem</p><p>característicos são suficientes para a conduta conservadora, que consiste apenas em controle clínico e</p><p>imagenológico da lesão. A cirurgia está indicada quando esse tipo de tumor atinge grandes dimensões.</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 10 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>33</p><p>Derrames Papilares</p><p>O derrame papilar é a saída espontânea de secreção pelo mamilo, fora do período de gravidez e</p><p>lactação.</p><p>https://www.google.com/url?sa=i&url=https%3A%2F%2Fdicasdadoutora.com.br%2F2019%2F02%2F20%2Ffluxo-</p><p>papilar%2F&psig=AOvVaw0eHZHoMWBsvxYFgCWu7MRn&ust=1591981647830000&source=images&cd=vfe&ved=0CAIQjRxqFwoTCIjUt_qf-</p><p>ukCFQAAAAAdAAAAABAD</p><p>Quando ocorre saída de material à expressão induzida da mama, esta é denominada secreção</p><p>papilar e geralmente é fisiológica. A saída de secreção láctea bilateral é conhecida como galactorreia e é</p><p>ocasionada por fatores não mamários.</p><p>Apesar de aproximadamente 95% dos casos serem de etiologia benigna, a preocupação com o</p><p>câncer de mama, associada ao desconforto local, é motivo de ansiedade para as pacientes.</p><p>A anamnese e o exame físico detalhados já direcionam para a provável etiologia da descarga papilar.</p><p>A mamografia, mesmo na ausência de alterações suspeitas, não é suficiente para descartar o risco de</p><p>câncer de mama.</p><p>O uso de determinados medicamentos deve ser investigado, como por exemplo os anti-</p><p>hipertensivos (alfa-adrenérgicos, betabloqueadores), hormônios anticoncepcionais, medicamentos de</p><p>ação no sistema nervoso central (benzodiazepínicos, fenotiazidas e alguns antidepressivos), além de</p><p>opioides, podem corresponder ao fator etiológico da descarga papilar.</p><p>No caso da galactorreia, deve-se também investigar elevação dos níveis de prolactina.</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 10 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>34</p><p>A secreção papilar pode ser sanguinolenta, serossanguinolenta ou serosa.</p><p>Quando ocorre em mulheres nos pós menopausa ou em homens, a probabilidade de origem</p><p>maligna aumenta.</p><p>Câncer de Mama</p><p>O câncer de mama é a neoplasia maligna mais frequente em mulheres.</p><p>O principal método de diagnóstico precoce da doença é a mamografia. De acordo com a</p><p>Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e</p><p>Obstetrícia (Febrasgo) e o Colégio Brasileiro de Radiologia (CBR), o exame deve ser feito anualmente por</p><p>todas as mulheres, dos 40 aos 69 anos.</p><p>A partir dessa idade, a indicação é individualizada conforme as condições de saúde da mulher.</p><p>Ao falarmos de câncer de mama, devemos entender que existem diversos tipos de tratamento, o</p><p>principal deles é a mastectomia. Vamos entende-la?</p><p>Mastectomia</p><p>O princípio da mastectomia é a retirada de todo o conteúdo mamário. A mastectomia simples</p><p>consiste na remoção de toda a mama e da pele sobrejacente.</p><p>Pode-se variar a técnica, preservando a pele da mama (mastectomia com preservação de pele ou</p><p>skin sparing) ou mesmo o complexo areolomamilar (adenomastectomia, mastectomia com preservação do</p><p>complexo areolomamilar ou nipple sparing).</p><p>Em casos selecionados de mulheres com alto risco para câncer de mama, a mastectomia redutora</p><p>de risco é modalidade cirúrgica que pode ser indicada como prevenção da doença.</p><p>As complicações mais frequentes são necrose de pele, infecção, seromas e hematomas.</p><p>No caso de preservação do complexo areolomamilar, há o risco de sua necrose parcial ou total.</p><p>A reconstrução da mama, desenvolvida com o objetivo de manter a estética e oferecer à mulher</p><p>mastectomizada um novo sentimento de feminilidade, pode ser realizada no mesmo tempo cirúrgico da</p><p>mastectomia (imediata) ou meses após (tardia).</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 10 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>35</p><p>O prognóstico da doença não piora com a realização da reconstrução, seja imediata, seja tardia.</p><p>Como falamos sobre complicações mais frequentes, vale a pena descrever aqui um tópico especial</p><p>para o linfedema, a complicação pós-operatória mais frequente em mulheres.</p><p>Linfedema</p><p>O linfedema pode ser definido como inchaço crônico resultante da deficiência da drenagem do</p><p>sistema linfático, com acúmulo anormal de fluido rico em proteínas no espaço intersticial.</p><p>https://www.google.com/url?sa=i&url=https%3A%2F%2Fwww.msdmanuals.com%2Fpt%2Fcasa%2Fdist%25C3%25BArbios-do-</p><p>cora%25C3%25A7%25C3%25A3o-e-dos-vasos-sangu%25C3%25ADneos%2Fdist%25C3%25BArbios-do-sistema-</p><p>linf%25C3%25A1tico%2Flinfedema&psig=AOvVaw2zULdB2sW9JSNvd</p><p>O linfedema pode resultar em desconfortos, dores, aumento do risco de infecções, diminuição da</p><p>amplitude de movimento, alterações sensoriais, problemas com a imagem corporal, podendo interferir</p><p>na aceitabilidade social.</p><p>É geralmente observado pelo aumento do volume do membro em comparação com o</p><p>lado</p><p>contralateral.</p><p>O edema de membro superior é mais estressante para a mulher que a mastectomia, a qual pode</p><p>ser facilmente escondida.</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 10 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>36</p><p>A mão e o braço desfigurados são uma constante lembrança da doença e um objeto de curiosidade</p><p>dos outros.</p><p>Cerca de 20 a 30% das mulheres que se submetem ao tratamento para câncer de mama</p><p>desenvolvem linfedema.</p><p>O linfedema ocasiona diminuição importante na qualidade de vida das pacientes, levando a um</p><p>decréscimo da atividade física, abandono das atividades de lazer, diminuição da capacidade laboral,</p><p>frustração, depressão e ansiedade.</p><p>O aparecimento de edema na mama após a cirurgia pode ser causado pelo trauma da</p><p>manipulação cirúrgica e pela imobilidade antálgica da paciente.</p><p>Geralmente, esse edema regride com o posicionamento do membro e com os exercícios orientados</p><p>no pós-operatório.</p><p>A primeira fase de tratamento do linfedema consiste na fisioterapia complexa descongestiva</p><p>(FCD) abrange uma série de medidas, incluindo drenagem linfática manual, vestuário de compressão,</p><p>bandagens, meticulosa higiene da pele e exercícios terapêuticos.</p><p>Ela é dividida em duas fases: uma fase intensiva de tratamento diário, durante a qual é aplicada em</p><p>um período de duas a quatro semanas, somente sendo finalizada quando atingir o máximo de redução do</p><p>linfedema; e uma fase de manutenção, em que especialmente a terapia de compressão é mantida, a fim</p><p>de garantir os efeitos positivos alcançados durante a primeira fase.</p><p>Pode-se usar braçadeiras de compressão durante as fases citadas acima. Observe só:</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 10 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>37</p><p>https://www.google.com/url?sa=i&url=https%3A%2F%2Fwww.ortoponto.com.br%2Fproduto%2Fbracadeira-elastica-de-compressao-para-</p><p>linfedema-advance-20-30mmhg-sigvaris-com-polegar-</p><p>1288&psig=AOvVaw3FoRPzWjfwkiqyNPbVTggF&ust=1591982466836000&source=images&cd=vfe&ve</p><p>As consequências da deformação estética, do desconforto físico e da perda de capacidade</p><p>funcional podem ser acompanhadas por celulite, linfangite, síndromes compartimentais nervosas e,</p><p>ocasionalmente, linfangiossarcoma.</p><p>O linfedema pode surgir no período pós-operatório imediato ou em uma fase mais tardia após a</p><p>cirurgia.</p><p>Os fatores de risco associados à instalação de linfedema ainda não são bem-definidos, mas acredita-</p><p>se que haja interação com o tratamento, a doença e também o paciente, entre os quais podemos citar: a</p><p>extensão da dissecção axilar, a radioterapia na axila e na fossa supraclavicular, o estadiamento avançado no</p><p>momento do diagnóstico, o índice de massa corpórea maior que 30 kg/m2 , a hipertensão, a restrição do</p><p>movimento de membro superior ou seu uso excessivo, a história de infecções e a idade avançada.</p><p>O linfedema, contudo, pode aparecer sem que haja nenhum desses fatores envolvidos.</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 10 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>38</p><p>Nesses casos, supõe-se que a paciente já apresente algum grau de hipoplasia ou displasia linfática</p><p>que não havia se manifestado, e a cirurgia pode ter sido o fator responsável pela instalação.</p><p>O bloqueio linfático cria incompetência valvular maior, a qual resulta em menor capacidade de</p><p>transportar a linfa proveniente da extremidade. Consequentemente, as moléculas proteicas intersticiais</p><p>permanecem nos tecidos, aumentando a pressão osmótica do coloide tecidual e promovendo o acúmulo</p><p>adicional de líquido.</p><p>O volume do membro, quando não tratado, aumenta progressivamente, assim como aumenta a</p><p>frequência de complicações como linfangites e erisipelas, condições que sobrecarregam ainda mais o</p><p>sistema linfático e que comprometem o membro superior.</p><p>Podemos suspeitar de um quadro de erisipela caso a paciente apresente hiperemia, hipertermia e</p><p>dor no membro ipsilateral (ou seja, do mesmo lado) à cirurgia. Nesse caso, ela deve ser sempre</p><p>encaminhada a seu médico de referência responsável para avaliação do quadro clínico e tratamento</p><p>adequado.</p><p>O que vale a entendermos aqui é que quanto mais precoce for a intervenção fisioterapêutica,</p><p>melhores serão os resultados no controle.</p><p>Os principais tratamentos são a fisioterapia complexa descongestiva, a compressão pneumática</p><p>intermitente, o laser de baixa potência e a bandagem elástica funcional.</p><p>De acordo com o Consenso da Sociedade Internacional de Linfologia, divulgado em 2016, a terapia física</p><p>complexa é o tratamento de escolha para o linfedema (falamos dela ali em cima!).</p><p>Vamos descrever aqui outras complicações?!</p><p>Seroma</p><p>Define-se seroma como uma coleção de líquido no tecido subcutâneo. É mais frequente quando há</p><p>dissecção cirúrgica extensa, resultando em descolamento maior de tecido e espaço morto potencial, o</p><p>qual poderá receber linfa e sangue provenientes da lesão de pequenos vasos sanguíneos e linfáticos.</p><p>A ocorrência de seroma pode estar relacionada com vários fatores, entre eles alto peso corporal,</p><p>idade avançada (mais de 70 anos), necrose das bordas da pele, retardo na cura da ferida, extensão da</p><p>cirurgia e irradiação.</p><p>Na maioria dos casos o tratamento é ambulatorial, por meio de punções realizadas pelo médico.</p><p>O que podemos orientar como fisioterapeutas é a limitação da amplitude de ombro a 90 graus até</p><p>a retirada dos pontos.</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 10 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>39</p><p>6. Gravidez</p><p>Vamos para o nosso último tópico?</p><p>Gravidez vem caído bastante nas provas de concursos, mas vamos focar somente em pontos</p><p>específicos, beleza?</p><p>As modificações fisiológicas envolvem todos os sistemas temporariamente, mas o suficiente para</p><p>criar situações biológicas, corporais, mentais, espirituais e sociais que devem ser diferenciadas entre o que</p><p>achamos normal e patológico, que necessitamos compreender, escutar e agir.</p><p>Diagnóstico da Gravidez</p><p>Todo sistema genital passa por modificações bioquímicas, funcionais e anatômicas, observadas logo</p><p>após a fecundação.</p><p>O diagnóstico da gestação pode ser realizado com base em sinais presuntivos, como náuseas,</p><p>vômitos e polaciúria.</p><p>A amenorreia é o sintoma principal, mas outros também ocorrem, como congestão e hiperestesia</p><p>mamária (mastalgia), vascularização mais evidente na mama (rede venosa de Haller) e</p><p>hiperpigmentação da aréola primitiva com halo mais claro ao seu redor (sinal de Hunter) (figura A).</p><p>Há ainda alterações cutâneas, como a hipertrofia das glândulas sebáceas na aréola secundária e a</p><p>pigmentação da linha alba, chamada linha nigra (figura B).</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 10 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>40</p><p>Ao exame clínico, podem-se observar: aumento do crescimento e do volume uterino (50 g, no início</p><p>da gestação, a 1.000 g no final), amolecimento do istmo uterino (sinal de Hegar) e cianose vaginal e cervical</p><p>(sinal de Chadwick).</p><p>A produção do hormônio gonadotrofina coriônica humana beta (β-hCG) pelo sinciotrofoblasto é o</p><p>teste bioquímico responsável pelo diagnóstico. Sua ação está relacionada com a maioria dos sintomas</p><p>iniciais da gravidez, e, com a sua detecção na urina ou no sangue, é confirmado o resultado positivo de</p><p>gravidez.</p><p>O colo passa por um processo</p><p>de amolecimento e cianose devido ao aumento de vascularização e</p><p>edema em toda a sua área.</p><p>Durante a gestação, o colo passa por um processo de reorganização do seu tecido conjuntivo,</p><p>composto por colágeno, o qual auxiliará na expulsão do feto e na recuperação pós-parto. Além disso, logo</p><p>após a concepção, ocorre a produção de um tampão mucoso que obstrui o canal cervical, com a função de</p><p>ser uma barreira de proteção para o útero contra infecções.</p><p>Esse tampão é expelido, geralmente, no início do trabalho de parto. A parte inferior do útero, região</p><p>que se forma entre o corpo e o colo, se torna funcionalmente contrátil e participa do mecanismo de</p><p>dilatação do colo.</p><p>No útero aparecem modificações como hipertrofia das células musculares, associadas a um</p><p>acúmulo de tecido fibroso e ao aumento do tecido elástico, o que promove força à parede uterina que</p><p>sofrerá dilatação ao longo da gestação. Essa hipertrofia no início da gravidez se deve, principalmente, à</p><p>ação do estrogênio, enquanto a que ocorre ao final é decorrente, predominantemente, da expansão dos</p><p>produtos da concepção, que exercem uma pressão no sentido de aumentar o tamanho do útero.</p><p>A posição e a forma do útero também são alteradas ao longo da gestação. Originalmente, o útero</p><p>apresenta-se como piriforme (formato de uma pera); no entanto, com o aumento de tamanho, ele passa a</p><p>adquirir o formato ovoide.</p><p>O aumento no tamanho do útero cria uma demanda em relação ao aumento da vascularização em</p><p>função da necessidade de maior perfusão sanguínea, enquanto, na placenta, devido ao aumento</p><p>progressivo, há um incremento correlato do fluxo sanguíneo uteroplacentário conforme a evolução da</p><p>gestação, o que exige, também, aumento do número de vasos sanguíneos.</p><p>Durante a gestação, as secreções vaginais aumentam seu volume consideravelmente e,</p><p>geralmente, são espessas e de cor branca.</p><p>A gravidez está associada também a maior prevalência de candidíase vulvovaginal.</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 10 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>41</p><p>Alterações no Sistema Musculoesquelético</p><p>A postura da gestante é influenciada pela modificação no centro de gravidade, com uma</p><p>tendência ao deslocamento para a frente, devido ao crescimento uterino abdominal e ao aumento</p><p>ponderal das mamas.</p><p>Para compensar, o corpo projeta-se para trás (lordose), o polígono de sustentação amplia-se, os</p><p>pés se distanciam e as espáduas se dirigem para trás.</p><p>https://www.google.com/url?sa=i&url=http%3A%2F%2Fosteopatiafrancelo.blogspot.com%2F2017%2F07%2Fosteopatia-como-recurso-de-</p><p>tratamento.html&psig=AOvVaw0S3MlK8h8a9krNJyEpn7Hq&ust=1592015205450000&source=images&cd=vfe&ved=0CAIQjRxqFwoTCKiE4vic--</p><p>kCFQAAAAAdAAA</p><p>A porção cervical da coluna se condensa e alinha-se para frente.</p><p>No cotidiano da mulher gestante trabalhadora, essas modificações têm aumentado a fragilidade</p><p>da musculatura compensatória da região lombossacra e cervical, podendo dificultar o desempenho</p><p>profissional e a vida cotidiana com lombalgias e cervicalgias frequentes.</p><p>Algumas gestantes podem se queixar de dores, dormência e fraqueza nos membros superiores, que</p><p>podem ser resultantes da lordose acentuada associada a flexão anterior do pescoço e tombamento da</p><p>cintura escapular, com tração dos nervos ulnar e mediano.</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 10 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>42</p><p>As adaptações que podemos encontrar no sistema osteoarticular são:</p><p>- Lordose lombar e marcha anserina: alteração do centro de gravidade devido ao peso adicional da</p><p>gravidez, do aumento uterino e do aumento das mamas.</p><p>- Compressões radiculares e lombalgia: alterações posturais alteram o eixo da coluna vertebral</p><p>- Fadiga muscular, dores lombares e dormência dos membros superiores</p><p>- Melhor motilidade das articulações pélvicas pela embebição gravídica, principalmente as sacroilíacas,</p><p>sacrococcígeas e púbicas.</p><p>Os fisioterapeutas-obstetras estão convictos de que as curvas lombares e torácicas estão</p><p>aumentadas e associam-se a 50% das queixas de dor nas costas das gestantes. Portanto, o costume de</p><p>abaixar, flexionando os joelhos para pegar objetos mais baixos, deve ser estimulado.</p><p>O controle do peso, a avaliação da musculatura pélvico-abdominal e o aconselhamento sobre a</p><p>saúde física visando à prática de esportes e ao bom desempenho no trabalho têm, neste profissional</p><p>qualificado, grande valor para a saúde da mulher e do recém-nascido, principalmente pela facilidade de</p><p>trabalhar em equipe e a motivação para mudanças de estilo de vida da mulher.</p><p>Durante a gravidez, há maior flexibilidade das articulações sacroilíacas, sacrococcígeas e púbicas.</p><p>Porém, esse aumento não tem relação com a elevação dos hormônios estradiol, progesterona ou</p><p>relaxina.</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 10 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos - Curso Regular (Profs Débora Lima e Frederico Kochem)</p><p>www.estrategiaconcursos.com.br</p><p>39471799600 - Naldira Luiza Vieria</p><p>43</p><p>Na primeira metade da gestação, já é observada a maior parte do relaxamento articular, o que leva ao</p><p>aumento da capacidade pélvica. Maior expansão na região da sínfise pubiana e sacral no período do parto</p><p>pode persistir até 6 meses depois e depende da substituição contínua do colágeno.</p><p>Fisioterapia na Gravidez</p><p>O pré-natal compreende a concepção até o momento do parto, período de intensas mudanças</p><p>físicas e psicológicas na mulher.</p><p>A gestante é encaminhada para acompanhamento fisioterapêutico a fim de preparar-se para o</p><p>parto, aliviar dores e desconfortos, prevenir disfunções, como as musculoesqueléticas e as do assoalho</p><p>pélvico, ou com o objetivo de ser orientada em relação aos parâmetros adequados de atividade física.</p><p>Por ser uma fase de grandes modificações, a mulher, de maneira geral, encontra-se receptiva às</p><p>informações, ao aprendizado e à adoção de novos hábitos que beneficiem a sua saúde e a do bebê, tornando</p><p>a gravidez um período propício para a atuação fisioterapêutica.</p><p>O trabalho do fisioterapeuta durante o período pré-natal deve ser desenvolvido no sentido de</p><p>conscientizar a gestante de sua postura e de desenvolver a potencialidade dos seus músculos para que</p><p>se tornem aptos a conviver com as exigências extras que a gravidez, o parto e o pós-parto precisarão.</p><p>Em uma consulta fisioterapêutica no pré-natal, no primeiro contato, fazemos uma anamnese</p><p>seguida por um exame físico (o que já é padrão para a gente como fisioterapeuta, né?!).</p><p>Vale a pena lembrar aqui que o estabelecimento do diagnóstico cinético-funcional que o</p><p>fisioterapeuta pode dar deve ser pautado no modelo da Classificação Internacional de Funcionalidade,</p><p>Incapacidade e Saúde (CIF), proposto pela Organização Mundial da Saúde (OMS).</p><p>Com isso, devemos investigar os componentes (domínios) de funções e estruturas do corpo, a</p><p>atividade e a participação social, identificando os aspectos positivos relacionados a esses domínios, que</p><p>dizem respeito à funcionalidade da gestante, e os aspectos negativos, que correspondem à incapacidade.</p><p>Além disso, deve identificar os fatores pessoais e os ambientais que podem atuar como</p><p>facilitadores ou barreiras para o desempenho das atividades e da participação.</p><p>Avaliação Neurológica na Gravidez</p><p>A avaliação neurológica deve ser executada se houver queixas de parestesia, dor irradiada e</p><p>alteração da força muscular. Em gestantes, é comum a compressão do nervo mediano no nível do túnel</p><p>do carpo, afetando sua distribuição motora e sensorial na mão e nos dedos.</p><p>Isso decorre da retenção de líquidos mediada por hormônios.</p><p>Débora Lima, Frederico Barreto Kochem</p><p>Aula 10 - Profª Débora Lima</p><p>Fisioterapia p/ Concursos</p>