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<p>Letícia Rocha- Habilidades Médicas- 4° semestre</p><p>Órgãos genitais masculinos:</p><p>O aparelho genital masculino compreende o pênis</p><p>(prepúcio, glande, freio e corpo), saco escrotal</p><p>(testículos, epidídimo e cordão espermático), a</p><p>próstata, as vesículas seminais e a uretra.</p><p>Anamnese:</p><p>Investiga-se sobre orientação sexual e resposta sexual;</p><p>secreções ou lesões penianas; dor ao urinar, cor da</p><p>urina, edema ou lesões escrotais e doenças infecciosas</p><p>sexualmente transmissíveis.</p><p>Semiotécnica:</p><p>Faz-se o exame da genitália masculina em seguida ao</p><p>do abdome, incluindo as regiões inguinais,</p><p>principalmente em virtude de aí se localizarem os</p><p>linfonodos relacionados à rede linfática perineal e</p><p>pélvica.</p><p>Um bom exame genital pode ser realizado com o</p><p>paciente de pé ou em decúbito dorsal. Para verificar se</p><p>há hérnias ou varicoceles, contudo, o paciente precisa</p><p>ficar de pé, e você deve sentar-se confortavelmente em</p><p>uma cadeira ou banco. Um roupão deve recobrir o</p><p>tórax e o abdome do paciente. Use luvas durante todo</p><p>o exame. Exponha a genitália e as regiões inguinais.</p><p>O estudo semiológico dos órgãos genitais masculinos</p><p>externos é realizado pela inspeção e pela palpação.</p><p>Devese inspecionar o pênis e a bolsa escrotal,</p><p>observando se o paciente é circuncisado, o tamanho do</p><p>pênis e do escroto e se há lesões. Se houver corrimento</p><p>peniano, o examinador deve observar suas</p><p>características: contínuo ou intermitente, purulento ou</p><p>sanguinolento. O exame dos genitais internos (próstata</p><p>e vesículas seminais) é feito pelo toque retal.</p><p>Pênis:</p><p>Deve-se analisar a pele. Se existir prepúcio, retraia-o ou</p><p>peça ao paciente que o faça. Essa etapa é essencial na</p><p>detecção de cancros e carcinomas. É normal ocorrer o</p><p>acúmulo de substância caseosa esbranquiçada,</p><p>denominada esmegma, sob o prepúcio. Verifique se há</p><p>úlceras, cicatrizes, nódulos ou sinais de inflamação na</p><p>glande.</p><p>Examine a pele na base do pênis, buscando identificar</p><p>escoriações ou inflamação. Verifique se há lêndeas ou</p><p>piolhos na base dos pelos pubianos. Observe a</p><p>localização do meato uretral. Comprima a glande</p><p>suavemente entre o dedo indicador (por cima) e o</p><p>polegar (por baixo). Essa manobra tende a expor o</p><p>meato uretral e permite avaliar se há secreção.</p><p>Normalmente, não há secreção no local.</p><p>Palpe o corpo do pênis entre o polegar e os dois</p><p>primeiros dedos, à procura de regiões endurecidas.</p><p>(Pode não ser realizada no caso de pacientes jovens</p><p>assintomáticos.) Palpe qualquer anormalidade</p><p>encontrada no pênis, observando se há dor à palpação</p><p>ou endurecimento.</p><p>Avalie os linfonodos inguinais, com especial atenção a</p><p>adenomegalia ou dor à palpação, no caso de detectar</p><p>lesão inflamatória ou, eventualmente, maligna nessas</p><p>superfícies.</p><p>Saco escrotal:</p><p>Exame dos órgãos genitais</p><p>Letícia Rocha- Habilidades Médicas- 4° semestre</p><p>Observe a pele e levante a bolsa escrotal, para</p><p>examinar a sua superfície posterior. Verifique se há</p><p>aumento volumétrico, nódulos ou veias nos contornos</p><p>da bolsa escrotal.</p><p>Podem ocorrer pápulas ou nódulos, esbranquiçados ou</p><p>amarelados, em forma de cúpula, formados pela</p><p>oclusão de folículos por restos de queratina</p><p>proveniente do epitélio folicular descamado. Tais cistos</p><p>epidermóides são comuns, frequentemente múltiplos</p><p>e benignos.</p><p>Se estiver usando a técnica de uma mão, palpe cada um</p><p>dos testículos e epidídimos com o polegar e os dois</p><p>primeiros dedos da mão. Se estiver utilizando as duas</p><p>mãos, segure o testículo em ambos os polos com o</p><p>polegar e as pontas dos dedos de ambas as mãos. Palpe</p><p>o conteúdo escrotal conforme desliza-os suavemente</p><p>para trás e para frente das pontas dos dedos de uma</p><p>mão para a outra, sem alterar a posição das suas mãos</p><p>enquanto elas envolvem o escroto.</p><p>Para cada testículo, avalie o tamanho, o formato, a</p><p>consistência e se existe dor à palpação; tente perceber</p><p>nódulos. A pressão no testículo normalmente produz</p><p>uma dor visceral profunda. Palpe o epidídimo na</p><p>superfície posterior de cada testículo sem aplicar</p><p>pressão em excesso, o que pode causar desconforto. O</p><p>epidídimo apresenta-se nodular e semelhante a um</p><p>cordão, não devendo ser confundido com um nódulo</p><p>anormal. Normalmente, não deve ser doloroso à</p><p>palpação. Palpe cada cordão espermático, incluindo o</p><p>ducto deferente, entre seu polegar e seus dedos, do epi</p><p>dídimo ao anel inguinal externo. O ducto parece um</p><p>pouco rígido e tubular e é diferente dos vasos que</p><p>acompanham o cordão espermático.</p><p>Hérnias:</p><p>Durante o exame para pesquisar hérnias, o paciente</p><p>pode ficar deitado ou em posição ortostática. As</p><p>técnicas de exame e posicionamento das mãos do</p><p>examinador são as mesmas para as duas posições.</p><p>Sentado confortavelmente em frente ao paciente de</p><p>pé, com um assistente presente, se indicado, na sala de</p><p>exames, inspecione as regiões inguinais e a genitália à</p><p>procura de abaulamento e assimetria.</p><p>Tente palpar hérnias inguinais. Ao pesquisar hérnia</p><p>inguinal em qualquer um dos lados, coloque a ponta de</p><p>seu dedo indicador dominante na margem inferior</p><p>anterior do escroto, permanecendo superficial ao</p><p>testículo, em seguida, desloque seu dedo e a mão para</p><p>cima em direção ao anel inguinal externo, invaginando</p><p>a pele escrotal abaixo do coxim gorduroso peripúbico</p><p>próximo à base do pênis.</p><p>Letícia Rocha- Habilidades Médicas- 4° semestre</p><p>Acompanhe o cordão espermático em seu trajeto</p><p>ascendente até o ligamento inguinal. Localize o orifício</p><p>triangular em forma de fenda do anel inguinal externo,</p><p>logo acima e lateralmente ao tubérculo pubiano. Palpe</p><p>o anel inguinal externo e seu assoalho. Solicite ao</p><p>paciente que tussa. Palpe à procura de abaulamento ou</p><p>massa distinta que se move contra o seu dedo</p><p>estacionário durante a tosse.</p><p>Uma protrusão próximo do anel inguinal externo</p><p>sugere hérnia inguinal direta. Solicite ao paciente que</p><p>tussa novamente. Pesquise qualquer abaulamento que</p><p>deslize pelo canal inguinal e toque a ponta de seu dedo.</p><p>Use as mesmas técnicas com o mesmo dedo</p><p>dominante para examinar ambos os lados.</p><p>Obs: Como avaliar uma possível hérnia escrotal: Se</p><p>você identificar uma grande massa escrotal e suspeitar</p><p>de hérnia, solicite ao paciente que se deite. A massa</p><p>pode retornar espontaneamente ao abdome. Se isso</p><p>acontecer, trata-se de uma hérnia. Se não ocorrer:</p><p>Ausculte a massa com estetoscópio, procurando</p><p>identificar ruídos abdominais. Os ruídos intestinais</p><p>seriam auscultados sobre uma hérnia, mas nunca sobre</p><p>uma hidrocele. É possível colocar os dedos acima da</p><p>massa no escroto? Suspeite de hidrocele, caso isso seja</p><p>possível. Se os achados sugerirem uma hérnia, tente</p><p>reduzi-la (fazer com que retorne à cavidade abdominal)</p><p>com cuidado, comprimindo-a persistentemente com os</p><p>dedos. Não tente esta manobra se a massa for</p><p>dolorosa, ou se o paciente relatar náuseas e vômitos.</p><p>Região anoperineal:</p><p>A região anoperineal é constituída pelo períneo e ânus,</p><p>sendo seu exame feito pela inspeção e palpação; este</p><p>último procedimento inclui o toque retal. A posição</p><p>mais adequada é a genupeitoral, podendo ser adotada</p><p>também a posição de Sims, que consiste no decúbito</p><p>lateral esquerdo com a coxa direita fletida em ângulo</p><p>de 90°. O exame da região anoperineal exige boa</p><p>iluminação, e o uso de luvas é obrigatório.</p><p>Posição genupeitoral</p><p>Posição de Sims</p><p>Nota-se, à inspeção, que a pele da região perianal é</p><p>mais pigmentada que a adjacente e, frequentemente,</p><p>pregueada de modo radiado.</p><p>Pesquisam-se, em primeiro lugar, espessamento e</p><p>escoriações que costumam acompanhar o prurido anal.</p><p>As lesões mais comuns são hemorroidas (dilatação das</p><p>veias hemorroidárias), fissuras, condilomas, prolapsos</p><p>e neoplasias.</p><p>Em seguida, faz-se a palpação digital do canal anal. Para</p><p>isso é necessário lubrificar previamente o dedo</p><p>enluvado, investigando-se os seguintes elementos:</p><p>tônus do esfíncter</p><p>externo, sensibilidade, presença de</p><p>tumores ou irregularidades que podem indicar</p><p>hemorroidas, neoplasias, abscessos, condilomas e</p><p>pólipos. Pesquisa-se o tamanho, a consistência, a</p><p>assimetria, a presença de nódulos, áreas dolorosas ou</p><p>o acometimento das vesículas seminais.</p><p>OBS: sabe-se que o toque retal só detecta o câncer</p><p>prostático em sua forma mais avançada, sendo</p><p>necessário a realização do PSA (antígeno prostático</p><p>específico) para detecção precoce.</p><p>Referências:</p><p>Bates, propedêutica médica / Lynn S. Bickley; Peter G.</p><p>Szilagyi; tradução Maria de Fátima Azevedo. - 11. ed.</p><p>Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2015. il.</p><p>Letícia Rocha- Habilidades Médicas- 4° semestre</p><p>Exame clínico / Celmo Celeno Porto, Arnaldo Lemos</p><p>Porto. 8. ed. Rio de Janeiro : Guanabara Koogan, 2017.</p><p>I</p><p>Órgãos genitais femininos:</p><p>Os órgãos genitais femininos dividem-se em internos e</p><p>externos. Os externos são formados por: monte de</p><p>Vênus, períneo, vulva, grandes e pequenos lábios,</p><p>clitóris, glândulas de Bartholin e de Skene, meato</p><p>uretral e introito vulvar; os internos são: vagina, útero,</p><p>ovários, tubas uterinas e ligamentos de suspensão e</p><p>sustentação da pelve.</p><p>Anamnese:</p><p>Como a anamnese em ginecologia aborda assuntos</p><p>íntimos ligados à saúde da mulher, deve-se realizá-la de</p><p>forma cordial e atenciosa, evitando constrangimentos</p><p>que poderiam comprometer a qualidade das</p><p>informações.</p><p>O roteiro segue os mesmos princípios de qualquer</p><p>anamnese sendo composto por: identificação, queixa</p><p>principal ou motivo da consulta, história da doença</p><p>atual, revisão de sistemas, antecedentes ginecológicos</p><p>e obstétricos, antecedentes mórbidos pessoais e</p><p>familiares e perfil psicossocial - condições e hábitos de</p><p>vida.</p><p> Antecedentes ginecológicos e obstétricos:</p><p> Inicia-se perguntando sobre a primeira</p><p>menstruação (menarca) e sobre os ciclos</p><p>menstruais subsequentes, sua regularidade,</p><p>intervalo, duração, intensidade do fluxo,</p><p>cólicas ou outros sintomas associados, atrasos</p><p>menstruais, data da última menstruação e se</p><p>ela teve as características habituais ou foi</p><p>atípica.</p><p> Se a paciente já parou de menstruar, anota-se</p><p>também a data da menopausa.</p><p> Quando indicado, investigam-se sintomas</p><p>climatéricos, em especial, alterações</p><p>menstruais e uso de terapia hormonal.</p><p> Aborda-se a vida sexual da paciente de</p><p>maneira respeitosa, sem manifestar</p><p>aprovações ou desaprovações, e sem emitir</p><p>julgamentos. Anota-se se a paciente já iniciou</p><p>sua vida sexual e a data da primeira relação</p><p>(sexarca), informações sobre os parceiros</p><p>sexuais, uso de métodos de prevenção para as</p><p>DSTs, libido, prazer e orgasmo, práticas</p><p>sexuais, dispareunia, vaginismo e sangramento</p><p>nas relações sexuais.</p><p> Questiona-se sobre os antecedentes</p><p>obstétricos: número de gestações e sua</p><p>Letícia Rocha- Habilidades Médicas- 4° semestre</p><p>evolução (pré-natal) -partos espontâneos ou</p><p>instrumentados, cesarianas, abortos,</p><p>gestações ectópicas, partos prematuros,</p><p>curetagens, peso e condição dos recém-</p><p>nascidos, períodos de amamentação, e</p><p>eventuais complicações decorrentes dos</p><p>partos, como lacerações, infecções de parede</p><p>e outras infecções.</p><p> Investiga-se sobre sintomas relacionados à</p><p>vulva, à vagina e ao colo uterino (também</p><p>denominado cérvice): secreção vaginal e</p><p>corrimento, características do fluxo (cor, odor,</p><p>prurido associado), lesões ou alterações da</p><p>pele e da mucosa observadas pela paciente,</p><p>adenomegalias associadas, sensações de peso</p><p>ou saliências na vagina sugestivas de distopias,</p><p>incontinência ou urgência urinária e suas</p><p>características. Também é importante saber</p><p>sobre tratamentos de infecções com</p><p>medicamentos tópicos ou sistêmicos,</p><p>cauterizações ou outros procedimentos</p><p>ambulatoriais.</p><p> Pergunta-se sobre sintomas relacionados às</p><p>mamas: dor relacionada ou não ao ciclo</p><p>menstrual e sua localização, percepção de</p><p>nódulos, derrame papilar espontâneo ou</p><p>provocado pela expressão e suas</p><p>características (seroso, sanguinolento,</p><p>purulento, leitoso)</p><p>Exame físico:</p><p>Embora o foco do exame seja relacionado aos aspectos</p><p>ginecológicos, ele deve iniciar por uma avaliação geral</p><p>que inclua peso, altura, observação do estado geral da</p><p>paciente, ectoscopia (pele e distribuição de pêlos),</p><p>pressão arterial, palpação da tireóide, ausculta</p><p>cardíaca e pulmonar e avaliação das extremidades. A</p><p>paciente deve ser orientada sobre a necessidade da</p><p>realização de exame físico ginecológico anual e sobre</p><p>como o exame será feito.</p><p>O exame ginecológico objetiva a avaliação da pelve</p><p>feminina mediante inspeção estática e dinâmica, toque</p><p>vaginal simples ou bimanual e exame especular, além</p><p>do teste de Schiller e do ácido acético.</p><p>O primeiro exame ginecológico na avaliação das</p><p>anomalias congênitas, como genitália ambígua, hímen</p><p>e ânus imperfurados, e em qualquer fase da vida da</p><p>mulher.</p><p>Na criança, o exame é realizado para avaliar</p><p>vulvovaginites, presença de corpos estranhos,</p><p>sangramentos e violência sexual.</p><p>Na adolescência, o exame ginecológico deve estar</p><p>focado no início da atividade sexual, mediante</p><p>rastreamento e orientação sobre doenças sexualmente</p><p>transmissíveis, contracepção e prevenção do câncer,</p><p>além de ser um recurso valioso no diagnóstico</p><p>diferencial das alterações menstruais.</p><p>Já na mulher adulta e em pós-menopausa, o exame</p><p>dos órgãos genitais tem como alvo a prevenção e o</p><p>diagnóstico de diferentes afecções.</p><p>O exame é realizado na posição ginecológica, quando a</p><p>paciente está deitada com a face voltada para cima,</p><p>com flexão de 90° do quadril e do joelho, expondo o</p><p>períneo, também conhecida como posição litotômica</p><p>ou talha.</p><p>Posição ginecológica.</p><p>A consulta ginecológica segue o roteiro habitual das</p><p>consultas médicas: anamnese, exame físico,</p><p>elaboração de hipóteses diagnósticas, solicitação de</p><p>exames complementares, conduta quanto à</p><p>terapêutica e ao seguimento da paciente. No entanto,</p><p>há particularidades muito importantes que merecem</p><p>atenção. A consulta abordará assuntos íntimos ligados</p><p>à sexualidade, à higiene menstrual, ao planejamento</p><p>familiar e a sintomas percebidos nas mamas e no</p><p>sistema urogenital. É preciso, portanto, que o médico</p><p>procure deixar a paciente à vontade para que ela possa</p><p>falar livremente de suas queixas e preocupações, e</p><p>abstenha-se de emitir julgamentos ou fazer</p><p>Letícia Rocha- Habilidades Médicas- 4° semestre</p><p>observações que possam constrangê-la, respeitando a</p><p>fragilidade da paciente neste momento.</p><p>Inspeção estática:</p><p>A inspeção estática inicia-se com a avaliação da</p><p>pilificação, principalmente do monte de Vênus, da</p><p>região perineal, da raiz das coxas e da região anorretal,</p><p>à procura de rarefação ou ausência dos pelos, como</p><p>ocorre nas pacientes em pós-menopausa ou com</p><p>síndromes associadas à insensibilidade aos</p><p>androgênios, como a síndrome de Morris (pseudo-</p><p>hermafrodita masculino – ausência de pelos pubianos),</p><p>e também o contrário, do aumento dos pelos,</p><p>denominado hirsutismo, que pode ser constitucional</p><p>ou representar aumento de androgênio decorrente de</p><p>distúrbios dos ovários ou das suprarrenais. Os pelos são</p><p>descritos como adequados para etnia, idade e sexo ou</p><p>inadequados.</p><p>Na sequência, realiza-se a avaliação da morfologia e do</p><p>trofismo dos grandes e pequenos lábios, que podem</p><p>estar alterados na dependência do nível de estrogênio</p><p>endógeno ou exógeno presente. Na infância, os</p><p>grandes lábios estão mais evidentes do que os</p><p>pequenos, em virtude da não estimulação estrogênica.</p><p>Após a menarca (primeira menstruação) e com a</p><p>puberdade, ocorre o aumento da produção de</p><p>hormônios sexuais, propiciando a maturação da</p><p>genitália feminina. Na pós-menopausa, os grandes</p><p>lábios atrofiam-se novamente, dando a impressão de</p><p>que os pequenos lábios são maiores.</p><p>As glândulas de Bartholin, responsáveis pela</p><p>lubrificação vaginal, estão localizadas entre 4 e 8 h. As</p><p>glândulas não são palpáveis</p><p>quando normais; porém,</p><p>quando estão inflamadas, é possível que cresçam</p><p>formando uma tumoração no introito vulvar indicativa</p><p>de bartholinite. Na avaliação do hímen, observam-se</p><p>integridade e morfologia. A membrana himenal</p><p>apresenta-se em várias configurações, como anular,</p><p>fimbriada, cribriforme e imperfurada.</p><p>O períneo ou corpo perineal compreende o espaço</p><p>entre a fúrcula vaginal e o ânus; na sua avaliação,</p><p>descrever a presença de rupturas advindas de partos,</p><p>lesões da pele e de processos infecciosos ou</p><p>inflamatórios.</p><p>Inspeção dinâmica:</p><p>Na inspeção dinâmica, solicita-se à paciente que realize</p><p>movimentos que aumentem a pressão abdominal,</p><p>tornando evidentes as distopias genitais. A manobra de</p><p>Valsalva baseia-se no ato de tossir ou soprar no dorso</p><p>da mão, para avaliar se ocorre procidência do útero,</p><p>abaulamento das paredes vaginais ou perda de urina.</p><p>As distopias são reflexos do enfraquecimento das</p><p>estruturas que formam o assoalho pélvico. Quando</p><p>ocorre a procidência da parede vaginal anterior,</p><p>chamamos de cistocele e, quando é da parede</p><p>posterior, de retocele.</p><p>Exame especular:</p><p>Para o exame especular utiliza- se um instrumento</p><p>conhecido como espéculo de Collins, articulado e</p><p>disponível em três tamanhos. O espéculo deve ser</p><p>introduzido com uma angulação de 45° para se desviar</p><p>do meato uretral; posteriormente, é colocado de tal</p><p>forma que as paredes anterior e posterior sejam</p><p>deslocadas.</p><p>Inicia-se com a inspeção das paredes vaginais,</p><p>observando seu trofismo, que reflete a ação do</p><p>estrogênio sobre este tecido. Nas pacientes na</p><p>menacme, as paredes vaginais encontram-se rugosas e</p><p>úmidas, e na pós-menopausa, lisas e secas.</p><p>A presença de secreções vaginais e seu aspecto</p><p>também devem ser relatados. Uma secreção clara,</p><p>cristalina e límpida é considerada fisiológica.</p><p>Representa a produção normal das glândulas da</p><p>endocérvice e do vestíbulo vulvar. Se secreção anormal</p><p>Letícia Rocha- Habilidades Médicas- 4° semestre</p><p>for identificada, deve ser avaliada quanto a volume,</p><p>cor, consistência e odor.</p><p>O pH da secreção normal é inferior a 4,5; um pH</p><p>elevado pode ser atribuído a infecção (p. ex., vaginose</p><p>bacteriana) ou substâncias exógenas. Quando esta</p><p>secreção apresenta- se com colorações diferentes,</p><p>como esverdeado, amarelado, acinzentado e branco,</p><p>provavelmente está presente algum patógeno.</p><p>Na avaliação do colo do útero é importante relatar a</p><p>localização, a morfologia, o tamanho e o aspecto do</p><p>orifício do colo do útero. Esses dados nos guiam para a</p><p>realização de diagnósticos diferenciais. O colo do útero</p><p>também pode ser acometido pelo câncer, uma das</p><p>patologias malignas ginecológicas mais agressivas se</p><p>não diagnosticadas precocemente. Com o objetivo de</p><p>prevenir essa doença, no momento do exame</p><p>especular, faz-se a coleta de material para o exame de</p><p>Papanicolaou, conhecido como citologia</p><p>oncoparasitária. Realizam-se também os testes do</p><p>ácido acético e de Schiller (lugol).</p><p>Toque bimanual:</p><p>No exame do toque vaginal, são avaliados a vagina, o</p><p>colo do útero, os anexos e o fundo de saco posterior</p><p>(saco de Douglas). É realizado mediante introdução dos</p><p>dedos indicador e médio da mão dominante. Devese</p><p>lembrar de utilizar lubrificantes na luva para facilitar o</p><p>exame.</p><p>Com a mão abdominal, auxilia-se a varredura dos</p><p>órgãos pélvicos comprimindo a parede abdominal com</p><p>o intuito de aproximá-los do toque vagina.</p><p>Letícia Rocha- Habilidades Médicas- 4° semestre</p><p>Na avaliação do colo e do corpo do útero, observar a</p><p>posição (anteroversofletido, retroversofletido,</p><p>medianizado ou lateralizado), o tamanho, a forma, a</p><p>simetria, a mobilidade e a consistência.</p><p>Os anexos são verificados quanto a tamanho,</p><p>mobilidade e dor; quando se encontra uma tumoração,</p><p>devese acrescentar localização, consistência e textura.</p><p>Os ovários são palpáveis em mulheres na menacme,</p><p>magras e que auxiliam no exame. Na pós-menopausa,</p><p>os ovários são palpáveis em apenas 30% das pacientes,</p><p>sendo que estas requerem uma investigação mais</p><p>detalhada, embora na maioria dos casos haja uma</p><p>doença benigna. As trompas não são palpáveis no</p><p>exame normal, mas podem ser encontradas, quando</p><p>acometidas por processos inflamatórios ou</p><p>neoplásicos.</p><p>Toque retal:</p><p>O toque retal é utilizado em ginecologia para a</p><p>avaliação dos paramétrios ou, quando não for possível</p><p>o exame vaginal, como nos casos de crianças e</p><p>pacientes virgens. O exame deve ser realizado na</p><p>posição ginecológica, para melhor palpação dos</p><p>paramétrios ou de massas pélvicas. As principais</p><p>indicações são tumorações pélvicas e câncer do colo do</p><p>útero. Nas tumorações pélvicas, este exame auxilia na</p><p>diferenciação da origem do tumor e, no câncer do colo,</p><p>ele faz parte do estadiamento da doença.</p><p>Exame das mamas:</p><p>O exame das mamas divide-se em inspeção estática,</p><p>dinâmica e palpação.</p><p>Inspeção estática:</p><p>Coloca-se a paciente sentada de frente para o</p><p>observador, com o tórax desnudo, e membros</p><p>superiores relaxados ao lado do corpo. Anotamos após</p><p>a observação, alterações de pele, pigmentações,</p><p>cicatrizes, simetria, contornos, retrações e</p><p>abaulamentos, dando atenção especial às aréolas e</p><p>papilas. No caso de adolescentes ou pacientes com</p><p>suspeitas sindrômicas, avalia-se o estágio do</p><p>desenvolvimento mamário de acordo com a</p><p>classificação dos estágios de Tanner.</p><p>Inspeção dinâmica:</p><p>São realizadas manobras para realçar possíveis</p><p>retrações e abaulamentos, que podem sugerir ou não</p><p>processos malignos, bem como, verificar o</p><p>comprometimento dos planos musculares, cutâneo e</p><p>gradil costal. São realizadas as manobras solicitando à</p><p>paciente que eleve lentamente as mãos sobre a</p><p>cabeça e em seguida baixar e pressionar com as mãos</p><p>as asas do osso ilíaco bilateralmente, para contrair a</p><p>musculatura peitoral. A manobra de inclinação do</p><p>tronco para frente com os braços abertos é útil em</p><p>pacientes com mamas grandes ou pendulares e para</p><p>melhor observação de retração do complexo</p><p>areolopapilar, que pode sugerir malignidade.</p><p>A palpação envolve as mamas, axilas e fossas supra e</p><p>infraclaviculares. Deve ser realizada com a paciente em</p><p>decúbito dorsal, os braços estendidos para trás da</p><p>cabeça. Com a face palmar da mão, percorrer os</p><p>quadrantes mamários no sentido horário da porção</p><p>mais externa a mais interna, até chegar à porção</p><p>central da mama, onde está o complexo areolopapilar.</p><p>Pode-se complementar a palpação em caso de dúvida,</p><p>utilizando a técnica com as polpas digitais em</p><p>compressões superficiais, médias e profundas. Para se</p><p>palpar a cadeia axilar esquerda, o braço esquerdo do</p><p>examinador apoia o braço esquerdo da paciente que</p><p>deve estar fletido e em ângulo de 90 graus com o tórax.</p><p>Com a mão direita o examinador palpa a cadeia axilar,</p><p>nos diferentes níveis, bem como as fossas infra e</p><p>supraclaviculares. Para se palpar a cadeia axilar direita,</p><p>fazemos o oposto, e o examinador utiliza a mão</p><p>esquerda para a palpação.</p><p>Letícia Rocha- Habilidades Médicas- 4° semestre</p><p>As posições incluem a paciente sentada ou em pé</p><p>(A) com os membros superiores na lateral; (B) com</p><p>os membros superiores levantados acima da</p><p>cabeça, elevando a fáscia peitoral e as mamas; (C)</p><p>com as mãos firmemente pressionadas contra os</p><p>quadris; ou (D) com as palmas unidas em frente à</p><p>testa, contraindo os músculos peitorais. (E)</p><p>Palpação da axila; braço apoiado, conforme</p><p>mostrado, relaxando os músculos peitorais. (F)</p><p>Paciente supina com travesseiro embaixo do ombro</p><p>e com o membro superior levantado acima da</p><p>cabeça no lado que está sendo examinado. (G)</p><p>Palpação da mama em padrão circular do mamilo</p><p>para fora.</p><p>Referências:</p><p>Bates, propedêutica médica / Lynn S. Bickley; Peter G.</p><p>Szilagyi; tradução Maria de Fátima Azevedo. - 11. ed.</p><p>Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2015. il.</p><p>Exame clínico / Celmo Celeno Porto, Arnaldo Lemos</p><p>Porto. 8. ed. Rio de Janeiro : Guanabara</p><p>Koogan, 2017.</p><p>Semiologia Médica UFOP:</p><p>https://semiologiamedica.ufop.br/exame-das-</p><p>mamas</p><p>https://semiologiamedica.ufop.br/exame-das-mamas</p><p>https://semiologiamedica.ufop.br/exame-das-mamas</p>