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<p>DESCRIÇÃO</p><p>Métodos de gestão em saúde e segurança do trabalho, custos diretos e indiretos envolvidos em um</p><p>acidente de trabalho, atividade da emissão da comunicação de acidente de trabalho com a gestão da</p><p>saúde ocupacional e principais medidas preventivas adotadas nas empresas.</p><p>PROPÓSITO</p><p>A gestão da saúde em segurança ocupacional compõe uma série de medidas obrigatórias e não</p><p>obrigatórias que, além de garantir a saúde do trabalhador, tem impacto direto na imagem da empresa,</p><p>na sua produtividade e no clima organizacional. A preocupação com essa atividade deve ir além do</p><p>cumprimento de normas legais e estar alinhada com objetivos estratégicos da empresa.</p><p>OBJETIVOS</p><p>MÓDULO 1</p><p>Identificar os custos diretos e indiretos envolvidos em um acidente de trabalho</p><p>MÓDULO 2</p><p>Relacionar a atividade da emissão da comunicação de acidente de trabalho com a gestão da saúde</p><p>ocupacional</p><p>MÓDULO 3</p><p>Identificar as principais medidas preventivas adotadas nas empresas</p><p>POR QUE DEVEMOS GERIR A SAÚDE E A</p><p>SEGURANÇA DOS TRABALHADORES?</p><p>MÓDULO 1</p><p> Identificar os custos diretos e indiretos envolvidos em um acidente do trabalho</p><p>LIGANDO OS PONTOS</p><p>CASE MÓDULO I - CUSTOS DIRETOS E INDIRETOS</p><p>EM SEGURANÇA DO TRABALHO</p><p>Foto: Shutterstock.com</p><p>Caso: Empresa de engenharia deve pagar pensão mensal à viúva de trabalhador morto em mina.</p><p>Notícia publicada em 08/07/2021 no site do Tribunal Superior do trabalho (tst.jus.br)</p><p>A Terceira Turma do Tribunal Superior do Trabalho decidiu, por unanimidade, condenar a Shaft</p><p>Engenharia e Serviços Eireli e a Anglogold Ashanti Córrego do Sítio Mineração S.A. ao pagamento de</p><p>pensão mensal à viúva de um supervisor de turno morto em acidente de trabalho quando o elevador</p><p>onde se encontrava despencou de uma altura de 500 metros dentro de mina. Pela decisão, o valor</p><p>deverá ser fixado em percentual equivalente a 2/3 do salário do empregado, e a pensão deverá ser paga</p><p>até que as parcelas atinjam R$200 mil.</p><p>Na ação de reparação de danos decorrente de acidente de trabalho com antecipação de tutela, a</p><p>herdeira narrou que o seu companheiro, com o qual conviveu em união estável durante mais de nove</p><p>anos, era contratado pela Shaft e sofreu acidente de trabalho quando trabalhava em poço existente em</p><p>mina de propriedade da Anglogold. Conta que o empregado não teve qualquer possibilidade de defesa</p><p>quando o elevador em forma de gaiola, onde se encontrava juntamente com três colegas, despencou</p><p>dentro da mina, devido a um defeito no sistema de freios.</p><p>As empresas, em defesa, buscavam afastar a responsabilização pelo acidente. A Shaft, empresa</p><p>especializada em equipagem e revestimento de poços de ventilação e serviços de minas subterrâneas,</p><p>sustentou que o acidente decorreu de caso fortuito e que tomou todas as precauções necessárias,</p><p>inclusive apresentou certificados de cursos sobre segurança do trabalho.</p><p>O juízo da Vara do Trabalho de Conceição do Coité, BA, ao analisar o pedido, decidiu pela condenação</p><p>da Shaft e da Anglogold, de forma subsidiária, ao pagamento de danos materiais de cerca de R$560 mil,</p><p>com pagamento em cota única, e danos morais de R$50 mil. O juízo levou em consideração que foram</p><p>anexados às provas dez autos de infração emitidos pelo Ministério do Trabalho e Emprego contra as</p><p>empresas após o acidente, ficando evidente para o juízo que o acidente poderia ter sido evitado.</p><p>O ministro chamou atenção para o fato de que a indenização por danos materiais resultante de morte de</p><p>empregado não se confunde com aquela do benefício previdenciário, conforme explicitado no artigo 121</p><p>da Lei nº 8.213/1991.</p><p>O relator ressaltou que o artigo 948 do Código Civil orienta que a indenização a ser paga deve, sem</p><p>excluir outras reparações, englobar despesas com tratamento da vítima, funeral e alimentação dos</p><p>dependentes do falecido.</p><p>1. A INDENIZAÇÃO PAGA À VIÚVA DO TRABALHADOR VÍTIMA DO ACIDENTE DE</p><p>TRABALHO É CLASSIFICADA COMO</p><p>A) custos de prevenção fixos.</p><p>B) custos de prevenção variáveis.</p><p>C) custos indiretos.</p><p>D) custos diretos fixos.</p><p>E) custos diretos variáveis.</p><p>2. NO CASE APRESENTADO, A EMPRESA ALEGA TER TOMADO PRECAUÇÕES</p><p>PARA EVITAR ACIDENTES INVESTINDO EM CURSOS DE SEGURANÇA DO</p><p>TRABALHO. O INVESTIMENTO EM TAIS CURSOS PODE SER CLASSIFICADO</p><p>COMO</p><p>A) custos diretos fixos.</p><p>B) custos diretos variáveis.</p><p>C) custos indiretos.</p><p>D) custos de prevenção fixos.</p><p>E) custos de prevenção variáveis.</p><p>GABARITO</p><p>1. A indenização paga à viúva do trabalhador vítima do acidente de trabalho é classificada como</p><p>A alternativa "C " está correta.</p><p>Os custos indiretos são aqueles relacionados ao acidente de trabalho, mas que não estão relacionados</p><p>ao INSS. Os custos de prevenção fixos são gastos que independem da taxa de acidentes. Os custos de</p><p>prevenção variáveis são gastos que variam de acordo com a frequência e o grau de severidade do risco</p><p>do acidente. Os custos diretos fixos ou variáveis são relacionados a gastos com o INSS.</p><p>2. No case apresentado, a empresa alega ter tomado precauções para evitar acidentes investindo</p><p>em cursos de segurança do trabalho. O investimento em tais cursos pode ser classificado como</p><p>A alternativa "D " está correta.</p><p>Os custos de treinamento dos trabalhadores são custos de prevenção e não custos diretos ou indiretos,</p><p>pois não estão relacionados ao acidente. São considerados como fixos, pois não se referem à taxa de</p><p>acidentes da empresa.</p><p>3. RELACIONE TODOS OS CUSTOS ENVOLVIDOS COM A</p><p>SEGURANÇA DO TRABALHO APRESENTADOS NO CASE.</p><p>RESPOSTA</p><p>javascript:void(0)</p><p>Custos de prevenção: treinamento em segurança do trabalho relatado pela Shaft.</p><p>Custos diretos: pagamento de SAT relativo ao trabalhador acidentado.</p><p>Custos indiretos: indenização à viúva, danos morais, tratamento e funeral da vítima, possíveis reparos ao</p><p>elevador, honorários advocatícios e outras despesas judiciais.</p><p>GERENCIAMENTOS DE CUSTOS VERSUS</p><p>PREVENCIONISMO</p><p>FUNDAMENTOS DA GESTÃO DE CUSTOS</p><p>Imagem: Shutterstock.com</p><p>A GESTÃO DOS CUSTOS EM ACIDENTES DE TRABALHO É UMA</p><p>FERRAMENTA ÚTIL PARA MENSURAR OS GASTOS COM</p><p>SEGURANÇA EM SAÚDE NAS EMPRESAS E É UMA FERRAMENTA</p><p>IMPORTANTE PARA GARANTIA DA MANUTENÇÃO DOS NÍVEIS DE</p><p>PRODUTIVIDADE EM PADRÕES ACEITÁVEIS. ALÉM DISSO, TAL</p><p>GESTÃO AJUDA A PREVENIR OS RISCOS QUE PODEM CAUSAR</p><p>CONSEQUÊNCIAS FÍSICAS E MENTAIS AOS TRABALHADORES, O</p><p>QUE INFERE DIRETAMENTE NA REDUÇÃO DOS CUSTOS</p><p>ASSOCIADOS À QUEDA DA PRODUTIVIDADE E DANOS À IMAGEM</p><p>DA EMPRESA.</p><p>Contabilizar os custos com acidentes de trabalho não é fácil nem comum, mesmo em grandes empresas</p><p>e em países com grande destaque no campo da prevenção. Antes de falarmos diretamente da gestão de</p><p>custos de acidentes de trabalho, precisamos revisar termos conceituais de ciências contábeis.</p><p>CONCEITOS FUNDAMENTAIS NA GESTÃO DE</p><p>CUSTOS</p><p>GERENCIAMENTO DE CUSTOS É O PROCESSO ADMINISTRATIVO</p><p>QUE VISA AO CONTROLE DE CUSTOS E À TOMADA DE DECISÃO</p><p>DOS GESTORES PARA ALCANÇAR OS RESULTADOS DESEJÁVEIS.</p><p> SAIBA MAIS</p><p>Nesse processo, busca-se uma eficiente racionalização de recursos disponíveis e limitados com o</p><p>objetivo de alcançar resultados coerentes com as necessidades da clientela e com as finalidades</p><p>empresariais.</p><p>GASTOS É O ESFORÇO FINANCEIRO QUE A EMPRESA FAZ PARA</p><p>ADQUIRIR UM PRODUTO OU SERVIÇO. O GASTO É REPRESENTADO</p><p>POR ENTREGA OU PROMESSA DE ENTREGA DE ATIVOS</p><p>(NORMALMENTE DINHEIRO).</p><p>O conceito de gasto é amplo e se aplica a todas as saídas financeiras ocorridas na empresa, sendo</p><p>aplicável também a aquisições a prazo. Dessa forma, podemos ter gastos com mão de obra, matéria-</p><p>prima, produção, distribuição, honorários etc.</p><p>O gasto pode ser conceituado como:</p><p>Gasto de Investimento</p><p>Quando o produto ou o serviço adquirido for utilizado em vários processos produtivos (imobilizado,</p><p>estoques etc.).</p><p></p><p>Gasto de Consumo</p><p>Quando o produto ou serviço forem consumidos no momento mesmo da produção ou do serviço que a</p><p>entidade realiza.</p><p>CUSTOS X DESPESAS</p><p>O GASTO DE CONSUMO E O GASTO DE INVESTIMENTO PODERÃO</p><p>SE CONVERTER EM CUSTO OU DESPESA, DEPENDENDO DO SEU</p><p>DESTINO.</p><p>CUSTO</p><p>É UM GASTO RELATIVO AO BEM OU SERVIÇO UTILIZADO NA</p><p>no PCMSO.</p><p>PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCOS</p><p>AMBIENTAIS (NR 09)</p><p>A Norma Regulamentadora nº 9 estabelece as diretrizes para a implementação do Programa de</p><p>Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA), que é parte integrante de um conjunto de medidas preventivas</p><p>e visa à preservação da integridade dos trabalhadores por meio do gerenciamento dos riscos</p><p>ambientais, tais como riscos físicos, químicos e biológicos, levando em consideração a proteção do meio</p><p>ambiente e dos recursos naturais.</p><p>A ELABORAÇÃO, IMPLEMENTAÇÃO, ACOMPANHAMENTO E</p><p>AVALIAÇÃO DO PPRA PODERÃO SER FEITAS PELO SERVIÇO</p><p>ESPECIALIZADO EM ENGENHARIA DE SEGURANÇA E EM MEDICINA</p><p>DO TRABALHO (SESMT), OU POR PESSOA OU EQUIPE DE</p><p>PESSOAS QUE, A CRITÉRIO DO EMPREGADOR, SEJAM CAPAZES</p><p>DE DESENVOLVÊ-LO.</p><p>Similar ao Programa de Gerenciamento dos Riscos Ocupacionais (NR 01), para a implementação do</p><p>PPRA é preciso seguir algumas etapas: antecipação, reconhecimento, avaliação e controle dos riscos</p><p>ambientais. A implantação de medidas de caráter coletivo deverá ser acompanhada de treinamento dos</p><p>trabalhadores quanto aos procedimentos que assegurem a sua eficiência e de informação sobre as</p><p>eventuais limitações de proteção que ofereçam (Portaria SEPRT nº 1.359/2019).</p><p>No PPRA, as medidas preventivas devem contemplar (Portaria SEPRT nº 1.359/2019):</p><p>a) Avaliação periódica da exposição;</p><p>b) Orientação dos trabalhadores quanto aos riscos decorrentes da exposição à vibração e à utilização</p><p>adequada dos equipamentos de trabalho, bem como quanto ao direito de comunicar aos seus</p><p>superiores sobre níveis anormais de vibração observados durante suas atividades;</p><p>c) Vigilância da saúde dos trabalhadores focada nos efeitos da exposição à vibração;</p><p>d) Adoção de procedimentos e métodos de trabalho alternativos que permitam reduzir a exposição a</p><p>vibrações mecânicas.</p><p> ATENÇÃO</p><p>Lembrando que, além dessas medidas, outras podem ser adotadas dependendo das particularidades de</p><p>cada ambiente de trabalho. Além das Normas Regulamentadoras que dizem respeito às competências</p><p>das equipes de saúde e segurança no trabalho, há a Norma Regulamentadora nº 6, que orienta as</p><p>equipes sobre os equipamentos de proteção individuais corretos para os trabalhadores.</p><p>EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (NR 06)</p><p>OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAIS (EPI) SÃO</p><p>TODO DISPOSITIVO OU PRODUTO, DE USO INDIVIDUAL</p><p>UTILIZADO PELO TRABALHADOR, DESTINADO À</p><p>PROTEÇÃO DE RISCOS SUSCETÍVEIS DE AMEAÇAR A</p><p>SEGURANÇA E A SAÚDE NO TRABALHO. PARA A</p><p>PROTEÇÃO DOS TRABALHADORES, AS EMPRESAS SÃO</p><p>OBRIGADAS A FORNECER AOS EMPREGADOS,</p><p>GRATUITAMENTE, EPI ADEQUADO AO RISCO, EM</p><p>PERFEITO ESTADO DE CONSERVAÇÃO E</p><p>FUNCIONAMENTO.</p><p>(NR 06)</p><p>Cabe ao SESMT e à CIPA recomendar ao empregador o EPI adequado ao risco existente nas</p><p>atividades laborais.</p><p>PRINCIPAIS NORMAS DE SEGURANÇA</p><p>INTERNACIONAIS</p><p>Foto: Shutterstock.com</p><p>ORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL DO TRABALHO</p><p>(OIT)</p><p>A OIT é uma organização internacional que reúne governos, empregadores e trabalhadores de 187</p><p>Estados membros para estabelecer diretrizes e padrões de trabalho, além de desenvolver políticas e</p><p>elaborar programas que promovam o trabalho decente para mulheres e homens. Por meio das</p><p>Convenções, Recomendações e dos Protocolos, a OIT estabelece as prioridades a serem adotadas</p><p>pelos países membros com o intuito de minimizar os danos que ocorrem com os trabalhadores durante o</p><p>trabalho.</p><p>As diversas Convenções e Recomendações estão voltadas para a segurança dos trabalhadores em</p><p>vários contextos de trabalho, proporcionando aos países a possibilidade de adotarem medidas</p><p>preventivas, evitando assim o adoecimento e os acidentes na população trabalhadora, como na</p><p>Convenção nº 155 sobre Segurança e Saúde dos Trabalhadores.</p><p>PROGRAMA SEGURANÇA + SAÚDE PARA TODOS NO</p><p>ENFRENTAMENTO DA COVID-19</p><p>O PROGRAMA SEGURANÇA + SAÚDE PARA TODOS, ELABORADO</p><p>RECENTEMENTE PELA OIT, OFERECE AOS PAÍSES MEMBROS UM</p><p>CONJUNTO DE INTERVENÇÕES PARA ATENDER AS NECESSIDADES</p><p>DE CURTO, MÉDIO E LONGO PRAZOS DE SEGURANÇA E SAÚDE</p><p>DOS PROFISSIONAIS EXPOSTOS AO SARS-COV-2.</p><p>O programa está voltado para adoção de políticas e medidas nos locais de trabalho, com o intuito de</p><p>reduzir a incidência de mortes, lesões e doenças relacionadas à covid-19, incluindo a integração de</p><p>riscos biológicos e preparação de emergências na gestão de riscos corporativos e planos de ação</p><p>nacionais para evitar a recorrência do contágio nos locais de trabalho.</p><p>ORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL DE</p><p>PADRONIZAÇÃO (ISO)</p><p>A Organização Internacional de Padronização, mais conhecida como ISO, é uma organização não</p><p>governamental. Com o objetivo de desenvolver Normas Internacionais (voluntárias) relevantes para o</p><p>mercado, as equipes se reúnem periodicamente.</p><p> VOCÊ SABIA</p><p>A ISO atualmente tem mais de 23.249 normas internacionais e as mais conhecidas são a ISO</p><p>9001:2015, Sistema de Gestão da Qualidade; a ISO 14001:2015, Sistemas de Gestão Ambiental; e a</p><p>ISO 45001:2018, Sistemas de Gestão de Segurança e Saúde Ocupacional.</p><p>A ISO 45001:2018 especifica os requisitos para um sistema de gerenciamento de saúde e segurança do</p><p>trabalho e fornece orientações para seu uso, permitindo que as empresas forneçam ambientes de</p><p>trabalho seguros e saudáveis, prevenindo acidentes e adoecimentos relacionados ao trabalho.</p><p>Consistente com a política de Saúde e Segurança do Trabalho (SST) da empresa, os resultados</p><p>pretendidos de um sistema de gerenciamento de SST incluem:</p><p>A MELHORIA CONTÍNUA DO DESEMPENHO EM SST;</p><p>O CUMPRIMENTO DOS REQUISITOS LEGAIS E OUTROS</p><p>REQUISITOS;</p><p>O ALCANCE DOS OBJETIVOS DE SST.</p><p>De acordo com os agentes/fatores de risco, as causas de acidentes, doenças e os agravos são</p><p>identificados e caracterizados, e a oportunidade de prevenção pode ser identificada. Com essa visão,</p><p>profissionais de segurança do trabalho podem considerar as possíveis estratégias preventivas</p><p>destinadas a reduzir o risco ou considerar intervenções para interromper a sequência causal dos</p><p>acidentes.</p><p>Atualmente, há uma ampla gama de tecnologias e estratégias de proteção que já foram aplicadas à</p><p>proteção do trabalhador e podem ser aplicadas e que terão resultados benéficos. Lembrando que</p><p>tecnologias e estratégias ainda não descobertas poderão ser trazidas à luz na busca por uma proteção</p><p>aprimorada para o trabalhador.</p><p>VERIFICANDO O APRENDIZADO</p><p>1. CONSIDERANDO A NORMA REGULAMENTADORA 04, QUE TRATA DOS</p><p>SERVIÇOS ESPECIALIZADOS EM ENGENHARIA DE SEGURANÇA E MEDICINA</p><p>DO TRABALHO (SESMT), É CORRETO AFIRMAR:</p><p>A) A empresa determina o número dos profissionais integrantes dos SESMT, independentemente do</p><p>número total dos funcionários.</p><p>B) A equipe dos SESMT é composta por engenheiros de segurança do trabalho, técnicos de segurança</p><p>do trabalho, médicos do trabalho, enfermeiros do trabalho, técnicos de enfermagem do trabalho,</p><p>contador de segurança e advogado de segurança do trabalho.</p><p>C) Todos os materiais utilizados pelos SESMT para o desenvolvimento do trabalho são pagos pelo</p><p>próprio SESMT, uma vez que a empresa não é obrigada a fornecer os meios para do desenvolvimento</p><p>do trabalho.</p><p>D) Os profissionais do SESMT não podem participar da equipe de inspeção de segurança de uma</p><p>empresa.</p><p>E) O SESMT tem como objetivo garantir o ambiente de trabalho seguro, evitando assim o adoecimento</p><p>dos trabalhadores e acidentes de trabalho.</p><p>2. FJH FOI AFASTADO DAS SUAS ATIVIDADES LABORAIS POR 90 DIAS PARA</p><p>TRATAMENTO DE UMA DOENÇA. AO RETORNAR PARA O TRABALHO, ANTES</p><p>DE PODER ASSUMIR SUA ATIVIDADE, FOI PRECISO REALIZAR O SEGUINTE</p><p>EXAME OCUPACIONAL:</p><p>A) Demissionam</p><p>B) Mudança de risco ocupacional</p><p>C) Retorno ao trabalho</p><p>D) Admissional</p><p>E) Periódico</p><p>GABARITO</p><p>1. Considerando a Norma Regulamentadora 04, que trata dos Serviços Especializados em</p><p>Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT), é correto afirmar:</p><p>A alternativa "E " está correta.</p><p>Um dos objetivos do SESMT é a garantia do ambiente de trabalho apropriado para os trabalhadores,</p><p>sem infortúnios que possam contribuir para os acidentes e adoecimentos. Garantir que os ambientes de</p><p>trabalho estejam seguros para</p><p>que os trabalhadores possam desenvolver suas atividades com o mínimo</p><p>de risco possível.</p><p>2. FJH foi afastado das suas atividades laborais por 90 dias para tratamento de uma doença. Ao</p><p>retornar para o trabalho, antes de poder assumir sua atividade, foi preciso realizar o seguinte</p><p>exame ocupacional:</p><p>A alternativa "C " está correta.</p><p>Ao ficar afastado do trabalho por mais de 30 dias, independentemente da causa, o trabalhador, ao</p><p>retornar para suas funções, precisará realizar o exame de retorno ao trabalho.</p><p>CONCLUSÃO</p><p>CONSIDERAÇÕES FINAIS</p><p>A Gestão de Segurança e Saúde Ocupacional deve apresentar papel estratégico nas empresas, e os</p><p>trabalhadores devem ser vistos como principal ativo destas instituições. O trabalho da gestão envolve a</p><p>doação de medidas preventivas recomendadas pelas NR, normas internacionais e permanente</p><p>atualização quanto a novos procedimentos de segurança que surgem devidos ao desenvolvimento</p><p>científico e tecnológico.</p><p>A comunicação de acidente de trabalho, além de ser uma obrigação do SST, deve ser utilizada também</p><p>como ferramenta para obtenção de dados sobre a segurança e os riscos ocupacionais. Por fim, cabe</p><p>ressaltar o gerenciamento de custos de acidentes de trabalho que podem afetar de forma significativa a</p><p>produtividade das empresas.</p><p>AVALIAÇÃO DO TEMA:</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>ARAÚJO, W. T. Manual de Segurança do Trabalho. São Paulo: DCI, 2010.</p><p>BRASIL. Escola Nacional da Inspeção do Trabalho. Normas Regulamentadoras. [on-line] Consultado</p><p>na internet em: 6 set. 2021.</p><p>BRASIL. Lei nº 8.213, de 24 de julho de 1991. Dispõe sobre os Planos de Benefícios da Previdência</p><p>Social e dá outras providências. Brasília, 1991.</p><p>BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 6.730, de 09 de março de 2020. Institui atualização Norma</p><p>Regulamentadora nº 01. Brasília, 2020.</p><p>BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 6.735, de 10 de março de 2020. Institui atualização Norma</p><p>Regulamentadora nº 01. Brasília, 2019.</p><p>BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 915, de 30 de julho de 2019. Institui atualização da Norma</p><p>Regulamentadora nº 05. Brasília, 2019.</p><p>CHAGAS, A. M. R.; SALIM, C. A.; SERVO, L. M. S. (org.). Saúde e Segurança no Trabalho no Brasil:</p><p>aspectos institucionais, sistemas de informação e indicadores. 2. ed. São Paulo: IPEA; Funda Centro,</p><p>2012.</p><p>EYERKAUFER, M. L. et al. Simulação de custos para gestão de riscos de acidentes de trabalho.</p><p>XXIV Congresso Brasileiro de Custos. Florianópolis, 15 a 17 de novembro de 2017.</p><p>FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ. FIOCRUZ. Manual de Primeiros Socorros. Rio de Janeiro: Fundação</p><p>Oswaldo Cruz, 2003. 170p.</p><p>JUSTIÇA DO TRABALHO. Tribunal Superior do Trabalho. Empresa de engenharia deve pagar pensão</p><p>mensal à viúva de trabalhador morto em mina. TST. Publicado em: 8 de jul. 2021.</p><p>MACEDO, G. C. G. et al. Levantamento dos custos indiretos de acidentes do trabalho em uma</p><p>empresa do setor elétrico. Publicado no XXXVII Encontro Nacional de Engenharia de Produção "A</p><p>Engenharia de Produção e as novas tecnologias produtivas: indústria 4.0, manufatura aditiva e outras</p><p>abordagens avançadas de produção", Joinville, 2017.</p><p>EXPLORE+</p><p>Leia o artigo Simulador de custos para gestão de riscos de acidentes de trabalho, de Eyerkaufer et al.,</p><p>disponível na Revista Catarinense da Ciência Contábil, ISSN 2237-7662, Florianópolis, v. 18, 1-16,</p><p>e2753, 2019.</p><p>Além disso, baixe o aplicativo de primeiros socorros da Cruz Vermelha.</p><p>Faça o registro de CAT no endereço: https://www.gov.br/pt-br/servicos/registrar-comunicacao-de-</p><p>acidente-de-trabalho-cat.</p><p>Pesquise e veja o calendário de vacinação ocupacional da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm)</p><p>– 2020/2021.</p><p>CONTEUDISTA</p><p>Ismael da Silva Costa</p><p>PRODUÇÃO DE OUTROS BENS OU SERVIÇOS.</p><p>Passe o cursor na imagem. Objeto com interação.</p><p>Foto: Shutterstock.com</p><p>São aportes de capitais ou serviços realizados para execução de determinados objetos. O custo é</p><p>também um gasto, que é reconhecido como tal. Registramos um custo no momento da utilização dos</p><p>fatores de produção (bens e serviços) para a fabricação de um produto ou execução de um serviço.</p><p>Os custos podem ser classificados segundo sua natureza em custos fixos ou variáveis; custos</p><p>diretos ou indiretos:</p><p>CUSTO DIRETO</p><p>Gastos com materiais e mão de obra que se aplicam diretamente na produção de um bem ou serviço,</p><p>por exemplo a compra de uma matéria-prima para confecção de um produto.</p><p>CUSTO INDIRETO</p><p>São gastos comuns a diversos procedimentos e serviços, não podendo ser relacionados somente a um</p><p>setor ou produto. A compra de um equipamento de proteção coletiva (EPC), gastos com energia elétrica</p><p>no setor etc.</p><p>CUSTOS FIXOS</p><p>São custos vinculados à infraestrutura instalada e que são constantes. Podemos dar como exemplos os</p><p>gastos com aluguéis, salários etc.</p><p>CUSTOS VARIÁVEIS</p><p>São aqueles relacionados ao volume de produção. Neste caso, os gastos aumentam ou diminuem de</p><p>acordo com o aumento ou diminuição da produção.</p><p>DESPESAS</p><p>SÃO GASTOS NÃO UTILIZADOS DIRETAMENTE NO PROCESSO DE</p><p>PRODUÇÃO DAS ATIVIDADES-FIM DA ORGANIZAÇÃO.</p><p>As despesas podem ser exemplificadas como:</p><p>javascript:void(0)</p><p>javascript:void(0)</p><p>javascript:void(0)</p><p>javascript:void(0)</p><p>IMPOSTOS</p><p></p><p>JUROS DE FINANCIAMENTOS</p><p></p><p>GASTOS COM SEGUROS</p><p>TIPOS DE SISTEMAS DE CUSTEIO</p><p>Para uma gestão adequada dos custos de uma empresa, os profissionais de contabilidade utilizam</p><p>sistemas de custeio.</p><p>OS SISTEMAS DE CUSTEIO SÃO UM CONJUNTO DE TAREFAS</p><p>REALIZADAS NUMA EMPRESA PARA MENSURAR OS CUSTOS DOS</p><p>RECURSOS CONSUMIDOS QUANDO SÃO EXECUTADAS</p><p>ATIVIDADES IMPORTANTES PARA A EMPRESA.</p><p>São eles:</p><p>SISTEMA POR ABSORÇÃO</p><p>É um método de custeio no qual os produtos fabricados ou os serviços realizados absorvem todos os</p><p>custos incorridos no processo de fabricação. Nesta metodologia, a apuração dos custos do produto</p><p>fabricado ou do serviço realizado serão alocados: tanto os custos diretos vinculados aos produtos como</p><p>os custos indiretos de fabricação; tanto os custos variáveis como os custos fixos. Os custos diretos são</p><p>apurados por “centros de custos” e os indiretos por “rateio”, ou seja, gastos como energia elétrica serão</p><p>divididos entre todas as unidades produzidas ou entre os serviços ofertados.</p><p>SISTEMA DE CUSTO-PADRÃO</p><p>Pode ser compreendido como o valor de uma atividade ou serviço definido como “padrão”, obtido</p><p>geralmente por um cálculo de absorção, ou ainda por uma meta que ajudaria na definição do preço e no</p><p>controle do custo. O valor obtido no cálculo do “custo padrão” serve como comparação com aquilo que</p><p>foi devidamente realizado.</p><p>SISTEMA DE CUSTEIO POR ATIVIDADE (ABC – ACTIVITY</p><p>BASED COSTING)</p><p>É um método de custeio que está fundamentado nos procedimentos que a empresa efetua no processo</p><p>de fabricação de seus produtos ou realização dos serviços. Fornece um método para a análise dos</p><p>custos indiretos por meio do estudo das atividades, dos seus geradores de custos e dos utilizadores. O</p><p>método ABC consiste na identificação, análise e alocação de custos aos processos de uma empresa</p><p>com o objetivo de gerenciar a lucratividade. O uso desta metodologia permite uma melhor mensuração</p><p>dos custos. Custos estes que são atribuídos à cada atividade e, posteriormente, as atividades são</p><p>atribuídas à origem de cada gasto relacionado às atividades. Dessa forma, o método consegue</p><p>amenizar as distorções causadas pelos cálculos de rateio usados no método de absorção.</p><p>CLASSFICAÇÃO DOS CUSTOS EM ACIDENTE</p><p>DE TRABALHO</p><p>Foto: Shutterstock.com</p><p>Os acidentes de trabalho são definidos como aqueles que ocorrem pelo exercício do...</p><p>TRABALHO A SERVIÇO DA EMPRESA, OU PELO EXERCÍCIO</p><p>DO TRABALHO DOS SEGURADOS, PROVOCANDO LESÃO</p><p>CORPORAL OU ALGUMA PERTURBAÇÃO FUNCIONAL QUE</p><p>CAUSE A MORTE, PERDA OU REDUÇÃO, PERMANENTE OU</p><p>TEMPORÁRIA, DA CAPACIDADE PARA O TRABALHO.</p><p>(ART. 19 da LEI nº 8.213/1991)</p><p>Independentemente da caracterização legal, os acidentes de trabalho geram custos às empresas que</p><p>podem ser diretos ou indiretos.</p><p>CUSTOS DIRETOS DE ACIDENTES DE TRABALHO</p><p>OS CUSTOS DIRETOS, TAMBÉM CHAMADOS DE CUSTOS</p><p>SEGURADOS, DEVEM SER PAGOS PELO EMPREGADOR AO</p><p>INSTITUTO NACIONAL DE SEGURIDADE SOCIAL (INSS), SENDO</p><p>EXPLÍCITOS E FACILMENTE DETECTÁVEIS.</p><p>As Normas Regulamentadoras (NR), relativas à segurança e medicina do trabalho, são de observância</p><p>obrigatória pelas empresas privadas e públicas, pelos órgãos públicos da administração direta e indireta,</p><p>bem como pelos órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário que possuam empregados regidos pela</p><p>Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).</p><p>Foto: Shutterstock.com</p><p>Em nosso país, uma grande parte dos custos diretos com acidentes de trabalho recai sobre o Ministério</p><p>da Economia, que, por meio do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), tem o objetivo de</p><p>garantir o direito à Previdência Social.</p><p>O INSS É RESPONSÁVEL PELO RECOLHIMENTO DAS</p><p>CONTRIBUIÇÕES E CUSTEIO DOS GASTOS COM O PAGAMENTO</p><p>DOS BENEFÍCIOS DO SISTEMA ÚNICO DE BENEFÍCIO (SUB).</p><p>Foto: Leonidas Santana / Shutterstock.com</p><p>De acordo com o INSS, a fonte de custeio para a cobertura de acidentes e doenças do trabalho, eventos</p><p>advindos dos riscos ambientais do trabalho, assim como as aposentadorias especiais, baseia-se na</p><p>tarifação coletiva das empresas, segundo a classificação das atividades preponderantes, estabelecida</p><p>conforme a Subclasse da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE).</p><p>A tarifação coletiva, Seguro de Acidente do Trabalho (SAT) está prevista no art. 22 da Lei 8.212/1991.</p><p>Embora seja chamado de seguro, trata-se de um tributo, que estabelece as taxas de 1%, 2% e 3%</p><p>calculadas sobre o total das remunerações pagas aos segurados empregados e trabalhadores avulsos,</p><p>a depender dos riscos ambientais do trabalho.</p><p> ATENÇÃO</p><p>Cabe ressaltar que o pagamento desse tributo não isenta a empresa do pagamento de possíveis</p><p>indenizações.</p><p>CÁLCULO DO VALOR DO SAT</p><p>O valor do seguro de acidente de trabalho é calculado de acordo com os riscos da atividade exercida</p><p>pela empresa. Para tanto, é utilizada a Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE),</p><p>sempre calculado com base na remuneração paga aos empregados.</p><p>Assim sendo, as alíquotas são relacionadas de acordo com o risco da atividade econômica da</p><p>empresa:</p><p>LEVE: ALÍQUOTA DE 1%</p><p></p><p>MÉDIO: ALÍQUOTA DE 2%</p><p></p><p>GRAVE: ALÍQUOTA DE 3%</p><p>Considera-se também o Fator Acidentário de Prevenção (FAP), criado pelo Decreto 3.048/1999. Trata-se</p><p>de um fator de multiplicação aplicado à alíquota, que varia entre 0,5 e 2 pontos, de acordo com o</p><p>desempenho da empresa em relação à segurança, considerando a atividade exercida.</p><p>DESSA FORMA, O FAP PODE AUMENTAR OU REDUZIR O SAT</p><p>ORIGINAL, INFLUENCIANDO DIRETAMENTE NOS CUSTOS DA</p><p>ORGANIZAÇÃO.</p><p>Uma empresa com risco considerado leve poderá obter um custo menor que 1% se adotar todos os</p><p>cuidados de segurança. Embora haja um custo inicial para a adoção das medidas, estas podem ser</p><p>vistas como um investimento, pois o valor seria amortizado ao longo do tempo.</p><p>O FAP ENTÃO PODE SER ENCARADO COMO UM ESTÍMULO PARA</p><p>INCENTIVAR A CULTURA DE SEGURANÇA NAS EMPRESAS.</p><p>O não cumprimento das medidas pode aumentar com custos diretos relacionados ao SAT pela</p><p>majoração da alíquota. Importante ressaltar que, nas empresas que possuem diversos</p><p>estabelecimentos, o recolhimento deve observar o grau de risco de cada um em separado.</p><p>CUSTOS INDIRETOS DE ACIDENTES DE TRABALHO</p><p>Passe o cursor na imagem. Objeto com interação.</p><p>Foto: Shutterstock.com</p><p>São considerados custos indiretos todos os gastos ligados diretamente ao atendimento do trabalhador</p><p>acidentado que não são de responsabilidade do INSS, tais como: gastos com atendimentos médicos,</p><p>odontológicos, hospitalares, medicamentos. Também são custos diretos gastos com transporte do</p><p>acidentado, seguros com acidentes pessoais.</p><p>Em caso de internação hospitalar, pode-se ainda</p><p>relacionar, após a alta, gastos com reabilitação médica e ocupacional.</p><p>OS CUSTOS INDIRETOS COM OS ACIDENTES DE TRABALHO SÃO</p><p>OS MAIS DIFÍCEIS DE MENSURAR, POIS MUITAS VEZES NÃO SÃO</p><p>FACILMENTE PERCEBIDOS, TODAVIA PODEM CAUSAR GRANDE</p><p>IMPACTO NA LUCRATIVIDADE DA EMPRESA.</p><p> EXEMPLO</p><p>Podemos relacionar os salários pagos durante o tempo perdido por outros trabalhadores que não o</p><p>acidentado, isto é, o tempo de trabalho perdido durante o socorro do acidentado; com o atendimento</p><p>médico na própria empresa; gasto de tempo de ida e volta ao ambulatório médico; tempo de espera para</p><p>atendimento; tempo gasto em procedimentos.</p><p>A licença de um trabalhador acidentado pode gerar gastos com horas extras pagas a outros</p><p>trabalhadores que o substituirão para dar conta da produção. Além disso, os acidentes podem causar</p><p>atrasos na produção, gastos com reparos ou substituição de equipamentos danificados no acidente.</p><p>Foto: Shutterstock.com</p><p>COM RELAÇÃO AOS GASTOS COM OS TRABALHOS DE</p><p>SUPERVISORES ENVOLVIDOS EM ATIVIDADES RELATIVAS AO</p><p>ACIDENTE, O CUSTO EXTRA SE REFERE À PERDA DE</p><p>PRODUTIVIDADE, POIS VAI DISPENDER TEMPO QUE PODERIA SER</p><p>UTILIZADO EM OUTRAS ATIVIDADES, COMO TREINAMENTO E</p><p>PLANEJAMENTO. DA MESMA FORMA, PODEREMOS CONSIDERAR</p><p>COMO CUSTOS INDIRETOS OS SALÁRIOS PAGOS A FUNCIONÁRIOS</p><p>DURANTE O TEMPO GASTO NA INVESTIGAÇÃO DO ACIDENTE E O</p><p>PREENCHIMENTO DE FORMULÁRIOS E PROCESSAMENTO DE</p><p>DOCUMENTOS.</p><p>A perda de produtividade pode ser causada pela diminuição da eficiência do trabalhador que retorna da</p><p>licença médica. Sabe-se que trabalhadores que retornam de acidentes produzem menos devido à falta</p><p>de condicionamento físico, desambientação, entre outros fatores. Nesses casos, os custos são</p><p>estimados pela diferença de produção entre o trabalhador pré e pós-acidente, uma vez que o salário</p><p>permanecerá igual.</p><p>Durante o período em que o trabalhador estiver licenciado ou ainda se ele não retornar, a empresa</p><p>deverá contratar e treinar um novo funcionário para a função. O profissional em treinamento, embora</p><p>receba o salário integral, ainda não é capaz de produzir da mesma forma que o trabalhador experiente.</p><p>Cabe ressaltar ainda os custos envolvidos no próprio treinamento.</p><p>Outros custos indiretos podem ser relacionados, tais como:</p><p>Aluguel de equipamento para reposição.</p><p>Multas contratuais.</p><p>Custo de admissão de novos empregados.</p><p>Custo de marketing (imagem) da empresa.</p><p>Gastos com possíveis processos judiciais e indenizações.</p><p>OS GASTOS RELACIONADOS COM CUSTOS INDIRETOS PODEM</p><p>SER ENTENDIDOS COMO UMA CADEIA DE EVENTOS</p><p>INTERRELACIONADOS E PODEM SER INCOMENSURÁVEIS.</p><p>Dessa forma, as medidas preventivas adotadas em ambiente de trabalho não devem ser vistas somente</p><p>como uma simples tarefa de cumprimento de normas, ou ainda como um custo extra, mas</p><p>principalmente como uma atividade que pode, além de evitar um grande prejuízo, representar uma</p><p>prevenção contra a perda de produtividade.</p><p>GESTÃO DE CUSTOS EM SEGURANÇA DO</p><p>TRABALHO</p><p>Foto: Shutterstock.com</p><p>OS PRIMEIROS ESTUDOS ECONÔMICOS DA SEGURANÇA DO</p><p>TRABALHO DATAM DO FINAL DA DÉCADA DE 1920.</p><p>W. Henrich (1959) definiu os custos dos acidentes como formados por custos diretos (CD), também</p><p>conhecidos como custos segurados, e indiretos (CI) ou não segurados. Henrich procurou estudar uma</p><p>possível relação linear entre custos diretos e indiretos. De acordo com seus estudos, existiria uma</p><p>relação de 4:1, em que o custo indireto seria quatro vezes mais que o custo direto.</p><p>Embora não seja possível adotar essa relação como algo fechado, sabemos que os custos indiretos</p><p>(que também são variáveis, pois dependem da ocorrência de acidentes) tendem a ser maiores em</p><p>ambientes altamente insalubres (MACEDO et al., 2017). Os custos de saúde e segurança do trabalho</p><p>são dados pela soma dos custos de acidentes e dos custos de prevenção.</p><p>Os custos de acidentes podem ser divididos em diretos e indiretos, conforme já vimos. Todavia, para</p><p>entender melhor a gestão desses custos, podemos subdividi-los. Os custos indiretos, mais difíceis de</p><p>manejar, podem ser divididos em:</p><p>CUSTOS SALARIAIS</p><p>DANOS MATERIAIS</p><p>CUSTO DE TEMPO ADMINISTRATIVO</p><p>CUSTOS DE PERDAS DE PRODUÇÃO</p><p>OUTROS CUSTOS</p><p>CUSTOS INTANGÍVEIS</p><p>CUSTOS SALARIAIS:</p><p>Pagamento de salários ao trabalhador acidentado e aos trabalhadores afetados pelo acidente.</p><p>DANOS MATERIAIS:</p><p>Perdas com compra e reparo de máquinas e produtos.</p><p>CUSTO DE TEMPO ADMINISTRATIVO:</p><p>Tempo gasto com análise do acidente, atendimento, treinamento de novos funcionários etc.</p><p>CUSTOS DE PERDAS DE PRODUÇÃO:</p><p>Custos relacionados com as perdas de produtividade.</p><p>OUTROS CUSTOS:</p><p>Custos diversos, tais como transporte, primeiros socorros, perícias etc.</p><p>CUSTOS INTANGÍVEIS:</p><p>Custos relacionados à imagem da empresa.</p><p>Os custos diretos, ou custos segurados, podem ser divididos em fixos ou variáveis:</p><p>CUSTOS DIRETOS FIXOS</p><p>Quando os gastos são independentes do número e da gravidade dos acidentes ocorridos na empresa,</p><p>embora as taxas possam ser revistas periodicamente.</p><p>javascript:void(0)</p><p>CUSTOS DIRETOS VARIÁVEIS</p><p>Nestes casos, os planos de seguro têm uma porção variável que é estabelecida e ajustada de acordo</p><p>com o nível do acidente, é o caso da legislação brasileira SAT/FAP. Nesta situação, a empresa pode</p><p>controlar ou até mesmo diminuir este custo mediante o aumento em prevenção.</p><p>Os custos de prevenção são anteriores aos acidentes e referem-se a gastos com medidas oriundas de</p><p>estudos de riscos ou da aplicação de normas de segurança.</p><p>Os custos de prevenção são divididos em três tipos:</p><p>CUSTOS DE PREVENÇÃO FIXOS</p><p>São gastos que independem da taxa de acidentes. Esse tipo de custo é inalterado em curto prazo e é</p><p>determinado pela gestão de saúde e segurança do trabalho da empresa ou da regulamentação do</p><p>governo.</p><p>CUSTOS DE PREVENÇÃO VARIÁVEIS</p><p>São gastos que variam de acordo com a frequência e o grau de severidade do risco do acidente.</p><p>Incluem o tempo tomado para análise de acidentes tentando identificar as causas e determinar medidas</p><p>corretivas.</p><p>CUSTOS DE PREVENÇÃO INESPERADOS</p><p>São gastos que estão relacionados com mudanças nas normas legais ou à mudança dos equipamentos</p><p>de prevenção devido à evolução tecnológica. Nesses casos, a empresa passa a adotar equipamentos</p><p>mais seguros que antes não existiam, seja por determinação governamental, seja por causa da política</p><p>da empresa.</p><p>No processo de gestão de custos de acidentes de trabalho, é importante que as empresas não vejam</p><p>seus colaboradores como meros recursos produtivos, nem a gestão apenas como forma de diminuir</p><p>custos e aumentar a produtividade. Existem custos relacionados aos acidentes que são intangíveis,</p><p>como a perda de vidas humanas, deficiências permanentes, consequências nas famílias dos</p><p>empregados etc.</p><p>Ao se buscar uma boa gestão da qualidade das empresas, tende-se a reduzir os custos de prevenção,</p><p>pois são ações correlacionadas. Já os custos de acidentes estão relacionados com a falta da qualidade.</p><p>Assim, a gestão de custos, além das atividades de controle de gastos e planilhas de cálculo, também</p><p>está relacionada às atividades de prevenção.</p><p>Os gastos relacionados à prevenção revertem-se em valor para a empresa na redução de</p><p>acidentes e em ganhos como:</p><p>melhor eficiência e produtividade.</p><p>javascript:void(0)</p><p>maior motivação dos trabalhadores.</p><p>menor absenteísmo.</p><p>menor rotação de trabalhadores.</p><p>melhor qualidade do trabalho.</p><p>menor gasto com despesas médicas.</p><p>A gestão de risco em acidentes de trabalho geralmente utiliza instrumentos de gestão de risco, tais como</p><p>COSO e PMBOK, ou ainda ferramentas de gerenciamento de riscos em projetos como a ISO 31000.</p><p>Podemos destacar também o Mapa de Riscos ou a APR (Análise Preliminar de Riscos). Esses</p><p>instrumentos podem auxiliar na mensuração dos custos em acidentes de trabalho, contudo não são</p><p>específicos para isso.</p><p>EMBORA NÃO EXISTA UM PADRÃO OU ALGUM SISTEMA DE</p><p>EXCELÊNCIA, NUMA RÁPIDA PESQUISA NA INTERNET PODEMOS</p><p>OBTER MODELOS E PLANILHAS PARA FAZER A GESTÃO DOS</p><p>CUSTOS.</p><p>INVESTIGAÇÃO DOS CUSTOS COM ACIDENTES</p><p>DE</p><p>TRABALHO</p><p>Ao emitir a comunicação do acidente de trabalho (CAT), a empresa poderá iniciar a coleta de dados</p><p>necessária para a análise dos custos indiretos do acidente.</p><p> SAIBA MAIS</p><p>As empresas poderão utilizar sistemas como a implementação das OHSAS (Occupational Health and</p><p>Safety Assessment Services), que é uma especificação de auditoria internacionalmente reconhecida</p><p>para sistemas de gestão em segurança e saúde ocupacional.</p><p>CUSTO EFETIVO DE ACIDENTES</p><p>Entendendo a necessidade de elaborar uma nova metodologia de cálculo para os custos relativos a</p><p>acidentes de trabalho, a Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho</p><p>(FUNDACENTRO), órgão do governo federal vinculado ao Ministério da Economia, elaborou um novo</p><p>modelo de cálculo.</p><p>Custo efetivo de acidentes</p><p>Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal</p><p>Em que:</p><p>= Custo efetivo do acidente.</p><p>= Custo do acidente.</p><p>= Indenizações e ressarcimento recebidos por meio de seguro ou de terceiros (valor líquido).</p><p>O custo do acidente (C) será calculado segundo a fórmula:</p><p>Atenção! Para visualização completa da equação utilize a rolagem horizontal</p><p>= Custo correspondente ao tempo de afastamento (até os 15 primeiros dias) em consequência de</p><p>acidente com lesão.</p><p>= Custo referente aos reparos e reposições de máquinas, equipamentos e materiais danificados</p><p>(acidentes com danos a propriedade).</p><p>= Custo complementares relativos as lesões (assistência médica e primeiro socorros) e os danos a</p><p>propriedade (outros custos operacionais, como os resultantes de paralisações, manutenções e</p><p>lucros interrompidos).</p><p>Ce  =  C  −  I</p><p>Ce</p><p>C</p><p>I</p><p>C = C1 + C2 + C3</p><p>C1</p><p>C2</p><p>C3</p><p>VERIFICANDO O APRENDIZADO</p><p>1. EM DETERMINADA EMPRESA, O ENGENHEIRO DE SEGURANÇA DO</p><p>TRABALHO DECIDIU CALCULAR OS CUSTOS DIRETOS COM UM ACIDENTE.</p><p>APONTE ENTRE AS ALTERNATIVAS ABAIXO QUAL ITEM PODE SER</p><p>CONSIDERADO COMO CUSTO DIRETO:</p><p>A) Horas perdidas com análise do acidente de trabalho.</p><p>B) Contratação de seguro de acidente de trabalho.</p><p>C) Treinamento de um novo trabalhador.</p><p>D) Gastos com processos judiciais.</p><p>E) Conserto de máquina envolvida no acidente.</p><p>2. DE QUE FORMA PODEMOS CLASSIFICAR OS GASTOS COM TREINAMENTO</p><p>INICIAL DE UM GRUPO DE FUNCIONÁRIOS EM PROCEDIMENTOS DE</p><p>SEGURANÇA OCUPACIONAL?</p><p>A) Custos diretos fixos.</p><p>B) Custos diretos variáveis.</p><p>C) Custos de prevenção fixos.</p><p>D) Custos de prevenção variáveis.</p><p>E) Custos de prevenção inesperados.</p><p>GABARITO</p><p>1. Em determinada empresa, o engenheiro de segurança do trabalho decidiu calcular os custos</p><p>diretos com um acidente. Aponte entre as alternativas abaixo qual item pode ser considerado</p><p>como custo direto:</p><p>A alternativa "B " está correta.</p><p>Os custos diretos são gastos realizados pela empresa direcionados ao INSS. O Seguro de Acidente de</p><p>Trabalho (SAT) é uma contribuição paga pelo empregador para custear benefícios concedidos pelo</p><p>Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) aos funcionários que sofreram acidente de trabalho ou</p><p>doença ocupacional. As alternativas A, C, D e E referem-se a gastos indiretos, ou seja, que ocorrem</p><p>após um acidente de trabalho.</p><p>2. De que forma podemos classificar os gastos com treinamento inicial de um grupo de</p><p>funcionários em procedimentos de segurança ocupacional?</p><p>A alternativa "C " está correta.</p><p>Os gastos com treinamento inicial são considerados custos de prevenção, ou seja, que ocorrem antes</p><p>de um acidente de trabalho. No caso em questão, podemos defini-los como fixos, pois não estão</p><p>relacionados à taxa de acidentes.</p><p>MÓDULO 2</p><p> Relacionar a atividade da emissão da comunicação de acidente de trabalho com a gestão da</p><p>saúde ocupacional</p><p>LIGANDO OS PONTOS</p><p>CASE MÓDULO II- COMUNICAÇÃO DE ACIDENTES</p><p>DE TRABALHO</p><p>Foto: Shutterstock.com</p><p>A comunicação de acidente de trabalho (CAT) é a ferramenta utilizada pelo INSS para registro dos</p><p>acidentes e garantia do pagamento de benefícios aos trabalhadores. Trata-se de uma ação obrigatória</p><p>da empresa, a qual pode estar sujeita a inúmeros prejuízos na sua inobservância.</p><p>Caso: Empresa que não emitiu CAT depois de acidente de trajeto é condenada por danos morais.</p><p>Notícia publicada pelo Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região em 05/08/2013 no site trt-</p><p>3.jusbrasil.com.br:</p><p>A 7ª Turma do TRT-MG decidiu julgar desfavoravelmente o recurso de uma empresa de construções e</p><p>montagens e confirmar a sentença que a condenou a pagar indenização a um empregado que sofreu</p><p>um acidente de carro no caminho para o trabalho.</p><p>A ré afirmou que não emitiu a CAT, pois não foi informada do acidente. No entanto, ao analisar as</p><p>provas, o desembargador Marcelo Lamego Pertence constatou inverdade. É que o próprio engenheiro</p><p>da obra onde o reclamante trabalhava admitiu que ficou sabendo do acidente. Colegas que pegaram</p><p>carona com o reclamante deram a notícia e contaram, inclusive, que ele se machucou. Segundo o</p><p>relator, na defesa, a ré admitiu ter recebido um atestado médico dando notícia do afastamento do</p><p>empregado pelo período de 15 dias por motivo de doença. Depois disso, ele não retornou mais ao</p><p>trabalho.</p><p>Para o magistrado, não restaram dúvidas de que a reclamada tomou conhecimento do acidente.</p><p>Acidente este caracterizado como de trabalho, uma vez que ocorreu no percurso entre o local de</p><p>trabalho e a residência. Nesse sentido, dispõe o artigo 21, inciso IV, letra d, da Lei nº 8.213/1991. As</p><p>provas revelaram que o trabalhador fraturou o pé e ficou impossibilitado de trabalhar. Mesmo assim,</p><p>conforme destacou o desembargador, a reclamada não tomou qualquer providência e sequer buscou</p><p>investigar a causa do afastamento do reclamante depois do acidente noticiado pelos colegas.</p><p>A conduta foi considerada inaceitável pelo relator, que lembrou que a emissão da CAT é uma obrigação</p><p>do patrão em caso de acidente do trabalho. O não cumprimento desse dever não pode gerar prejuízo ao</p><p>trabalhador. Tanto é assim que o artigo 22 da Lei 8.213/1991 autoriza que o próprio acidentado, seus</p><p>dependentes, a entidade sindical competente, o médico que o assistiu ou qualquer autoridade pública</p><p>providencie a emissão do documento, em complemento à empresa.</p><p>O magistrado chamou a atenção para os inúmeros problemas causados pela omissão da empresa. Ao</p><p>deixar de cumprir sua obrigação, ela contribuiu para que o empregado permanecesse após o</p><p>afastamento por acidente do trabalho sem qualquer tipo de benefício previdenciário e sem a certeza</p><p>quanto ao recebimento da sua fonte de sustento. Como ponderou o julgador, se a CAT tivesse sido</p><p>emitida, o acesso ao benefício previdenciário teria sido rápido e o trabalhador não teria que tomar todas</p><p>as providencias sozinho, como ocorreu. Ele acabou conseguindo, por conta própria, receber o auxílio-</p><p>doença.</p><p>1. QUAL O PRAZO MÁXIMO PARA EMISSÃO DA CAT APÓS O ACIDENTE, A SER</p><p>FEITA PELO TRABALHADOR OU POR SEUS DEPENDENTES?</p><p>A) A CAT deveria ser feita imediatamente.</p><p>B) A CAT deveria ser feita em até 1 dia útil.</p><p>C) A CAT deveria ser feita em até 1 dia corrido.</p><p>D) A CAT poderia ser feita em até uma semana.</p><p>E) Não existe prazo para emissão da CAT por outrem que não seja a empresa.</p><p>2. NO CASO APRESENTADO, O TRABALHADOR ENTREGOU UM ATESTADO</p><p>MÉDICO DE 15 DIAS E NÃO RETORNOU AO TRABALHO. CASO ELE TIVESSE</p><p>EMITIDO A CAT POR MEIOS PRÓPRIOS E DEPOIS PRECISASSE DE OUTRA</p><p>LICENÇA, QUAL DEVERIA SER O PROCEDIMENTO A SER ADOTADO?</p><p>A) Emissão de nova CAT inicial, uma vez que a primeira foi realizada pelo trabalhador.</p><p>B) Emissão de uma CAT de reabertura, pois já havia uma CAT inicial e o afastamento foi maior do que</p><p>15 dias.</p><p>C) Emissão de CAT extra, utilizadas em casos em que períodos adicionais de licença a serem</p><p>acrescentados numa CAT inicial.</p><p>D) Emissão de nova CAT inicial, visto que o afastamento foi menor do que 30 dias.</p><p>E) Não será necessário nova CAT, pois o acidentado já recebeu o seguro e a indenização.</p><p>GABARITO</p><p>1. Qual o prazo máximo para emissão da CAT após o acidente, a ser feita pelo trabalhador ou por</p><p>seus dependentes?</p><p>A alternativa "E " está correta.</p><p>Não existe prazo máximo para</p><p>emissão da CAT realizada pela vítima do acidente ou por seus</p><p>dependentes. No caso da empresa, seria em até um dia útil após a ciência do acidente.</p><p>2. No caso apresentado, o trabalhador entregou um atestado médico de 15 dias e não retornou ao</p><p>trabalho. Caso ele tivesse emitido a CAT por meios próprios e depois precisasse de outra licença,</p><p>qual deveria ser o procedimento a ser adotado?</p><p>A alternativa "B " está correta.</p><p>A CAT de reabertura deverá ser aberta quando ocorrer agravamento do acidente do trabalho ou de</p><p>doença profissional ou do trabalho, ou reinício de tratamento do trabalhador quando o afastamento for</p><p>maior do que 15 dias. O fato de a CAT inicial ter sido emitida pelo trabalhador não isenta a empresa da</p><p>emissão da CAT de reabertura e não obriga a emissão de uma nova CAT inicial.</p><p>3. NO CASO ACIMA, QUAIS ELEMENTOS A VÍTIMA DO</p><p>ACIDENTE PODERIA UTILIZAR PARA EMITIR A CAT POR</p><p>SUA PRÓPRIA CONTA?</p><p>RESPOSTA</p><p>A vítima poderia procurar um posto do INSS ou fazer notificação pelo site da previdência. Poderia anexar o</p><p>atestado médico do atendimento e ainda elencar como testemunhas do acidente os colegas de trabalho.</p><p>javascript:void(0)</p><p>A CAT COMO FERRAMENTA DE GESTÃO</p><p>DEFINIÇÃO DE CAT</p><p>Foto: Shutterstock.com</p><p>UMA DAS MAIS IMPORTANTES MEDIDAS NO PROCESSO DE SAÚDE</p><p>E SEGURANÇA DO TRABALHO É A COMUNICAÇÃO DE ACIDENTE</p><p>DE TRABALHO (CAT).</p><p>POR DEFINIÇÃO, A CAT É ATO DE COMUNICAR OS CASOS DE</p><p>ACIDENTES DE TRABALHO, DE TRAJETO, DOENÇAS</p><p>OCUPACIONAIS, ATOS EQUIPARÁVEIS OU ÓBITO À PREVIDÊNCIA</p><p>SOCIAL PARA QUE SEJAM GARANTIDOS OS DIREITOS DOS</p><p>TRABALHADORES E/OU DE SEUS FAMILIARES.</p><p>O acidente de trabalho deve ser comunicado à Previdência Social até o primeiro dia útil seguinte ao da</p><p>ocorrência e, em caso de morte, de imediato à autoridade competente, sob pena de multa.</p><p>A CAT é um formulário em que devem ser preenchidas informações sobre a empresa, o colaborador e o</p><p>fato ocorrido. Nessa comunicação, descreve-se o acidente de trabalho ou a doença ocupacional para</p><p>que a Previdência Social mantenha um registro oficial para consultas.</p><p>PROCEDIMENTO</p><p>Foto: Shutterstock.com</p><p>O acidentado ou seus dependentes, assim como seu sindicato, receberão uma cópia da comunicação.</p><p>Na ausência de comunicação por parte da empresa, o próprio acidentado pode formalizá-la ou, ainda,</p><p>seus dependentes, a entidade sindical competente, o médico que o assistiu ou qualquer outra</p><p>autoridade pública. A comunicação de acidente de trabalho pode ser registrada on-line, desde que</p><p>preenchidos todos os campos obrigatórios.</p><p>De acordo com o artigo 22 da Lei nº 8213/1991:</p><p>Na falta de comunicação por parte da empresa, podem formalizá-la o próprio acidentado, seus</p><p>dependentes, a entidade sindical competente, o médico que o assistiu ou qualquer autoridade</p><p>pública, não prevalecendo nestes casos o prazo previsto neste artigo.</p><p>A comunicação a que se refere não exime a empresa de responsabilidade pela falta do</p><p>cumprimento do disposto neste artigo.</p><p>Os sindicatos e entidades representativas de classe poderão acompanhar a cobrança, pela</p><p>Previdência Social, das multas previstas neste artigo.</p><p> ATENÇÃO</p><p>A abertura da CAT deve ser realizada até o primeiro dia útil seguinte ao da ocorrência do acidente de</p><p>trabalho. Em caso de morte, a comunicação deve ser imediata. Todo acidente de trabalho, ainda que</p><p>não gere o afastamento do trabalhador, deve ser informado à Previdência Social. Equivocadamente,</p><p>algumas empresas deixam de enviar a CAT quando não há afastamento, gerando prejuízos para si.</p><p>É FRUTÍFERO LEMBRAR QUE O REGISTRO DA CAT NÃO TEM COMO</p><p>OBJETIVO CULPAR A EMPRESA PELO ACIDENTE, MAS SIM</p><p>GARANTIR O AUXÍLIO PARA O TRABALHADOR E OBTER DADOS</p><p>ESTATÍSTICOS PARA O GOVERNO.</p><p>Ao dar entrada no INSS por acidente de trabalho, o trabalhador precisa de um documento diferente do</p><p>atestado médico que comprove o fato causador de suas lesões ou de sua doença ocupacional. Esse</p><p>documento deve ser emitido pela empresa da qual o trabalhador estava a serviço no momento do</p><p>acidente.</p><p>TODA DOENÇA PROFISSIONAL, LESÃO, OU QUALQUER ACIDENTE</p><p>QUE OCORRA NO AMBIENTE DO TRABALHO OU DURANTE SEU</p><p>TRAJETO DÁ AO TRABALHADOR O DIREITO DE REGISTRAR</p><p>ACIDENTE DE TRABALHO OU DOENÇA OCUPACIONAL.</p><p>O acesso se dá pelo site da Previdência, na página de serviços ao cidadão, comunicação de acidente de</p><p>trabalho. Deve-se fazer o download do aplicativo e realizar o preenchimento. Cabe ressaltar que, mesmo</p><p>após o envio on-line, a empresa deve manter uma cópia da CAT para fins de fiscalização.</p><p>Foto: Brenda Rocha - Blossom / Shutterstock.com</p><p>Nos casos em que não haja possibilidade do registro da CAT on-line, a empresa poderá fazê-lo em uma</p><p>das agências do INSS. Dessa forma, evita-se a aplicação da multa por descumprimento de prazo. Para</p><p>ser atendido nas agências do INSS, o declarante deve apresentar documento com foto e CPF.</p><p>A falta de comunicação de acidente é crime, com pena de seis meses a dois anos de detenção e</p><p>multa, conforme artigo 169 da CLT, combinado com artigo 269 do Código Penal:</p><p>ART. 169 DA CLT – SERÁ OBRIGATÓRIA A NOTIFICAÇÃO</p><p>DAS DOENÇAS PROFISSIONAIS E DAS PRODUZIDAS EM</p><p>VIRTUDE DE CONDIÇÕES ESPECIAIS DE TRABALHO,</p><p>COMPROVADAS OU OBJETO DE SUSPEITA, DE</p><p>CONFORMIDADE COM AS INSTRUÇÕES EXPEDIDAS PELO</p><p>MINISTÉRIO DO TRABALHO.</p><p>ART. 269 DO CÓDIGO PENAL – DEIXAR O MÉDICO DE</p><p>DENUNCIAR À AUTORIDADE PÚBLICA DOENÇA CUJA</p><p>NOTIFICAÇÃO É COMPULSÓRIA: PENA – DETENÇÃO, DE 6</p><p>(SEIS) MESES A 2 (DOIS) ANOS, E MULTA.</p><p>Poderá também ser considerada tentativa de esconder (má-fé), ou desinteresse no cumprimento às</p><p>normas, abrindo precedente para possível condenação do empregador a indenizar o trabalhador por</p><p>danos morais. Deverão ser emitidas quatro vias da CAT, sendo:</p><p>1ª via ao INSS</p><p>2ª via ao segurado ou dependente</p><p>3ª via do sindicato de classe do trabalhador</p><p>4ª via à empresa</p><p>TIPOS DE OCORRÊNCIA</p><p>Foto: Shutterstock.com</p><p>Poderão ser registrados na CAT três tipos de ocorrência:</p><p>ACIDENTE DE TRABALHO</p><p></p><p>DOENÇA OCUPACIONAL</p><p></p><p>ATOS EQUIPARÁVEIS</p><p>ACIDENTE DE TRABALHO</p><p>Conforme o art. 19 da Lei nº 8.213/1991, temos que:</p><p>ACIDENTE DO TRABALHO É O QUE OCORRE PELO</p><p>EXERCÍCIO DO TRABALHO A SERVIÇO DE EMPRESA OU</p><p>DE EMPREGADOR DOMÉSTICO OU PELO EXERCÍCIO DO</p><p>TRABALHO DOS SEGURADOS REFERIDOS NO INCISO VII</p><p>DO ART. 11 DESTA LEI, PROVOCANDO LESÃO CORPORAL</p><p>OU PERTURBAÇÃO FUNCIONAL QUE CAUSE A MORTE OU</p><p>A PERDA OU REDUÇÃO, PERMANENTE OU TEMPORÁRIA,</p><p>DA CAPACIDADE PARA O TRABALHO.</p><p>Considera-se também como acidente as injúrias que ocorrem no trajeto do trabalhador para o trabalho e</p><p>vice-versa. Podemos exemplificar como acidente de trabalho uma queimadura que ocorra durante o</p><p>exercício profissional ou um acidente de automóvel a caminho do trabalho.</p><p>DOENÇAS OCUPACIONAIS</p><p>Foto: Shutterstock.com</p><p>Conforme o art. 20 da Lei nº 8.213/1991, temos que:</p><p>CONSIDERAM-SE DOENÇA DO TRABALHO, NOS TERMOS</p><p>DO ARTIGO ANTERIOR, AS SEGUINTES ENTIDADES</p><p>MÓRBIDAS:</p><p>I – DOENÇA PROFISSIONAL, ASSIM ENTENDIDA A</p><p>PRODUZIDA OU DESENCADEADA PELO EXERCÍCIO DO</p><p>TRABALHO PECULIAR A DETERMINADA ATIVIDADE E</p><p>CONSTANTE DA RESPECTIVA RELAÇÃO ELABORADA</p><p>PELO MINISTÉRIO DO TRABALHO E DA PREVIDÊNCIA</p><p>SOCIAL;</p><p>II – DOENÇA DO TRABALHO, ASSIM ENTENDIDA A</p><p>ADQUIRIDA OU DESENCADEADA EM FUNÇÃO DE</p><p>CONDIÇÕES ESPECIAIS EM QUE O TRABALHO É</p><p>REALIZADO E COM ELE SE RELACIONE DIRETAMENTE,</p><p>CONSTANTE DA RELAÇÃO MENCIONADA NO INCISO I.</p><p>Podemos exemplificar como doença profissional um caso de asbestose que ocorra com um</p><p>trabalhador que esteja exposto a poeira de amianto. A asbestose é um tipo de pneumoconiose: uma</p><p>doença pulmonar crônica que está relacionada ao acúmulo de substâncias tóxicas no parênquima</p><p>pulmonar.</p><p>LOGO, TEMOS UMA ASSOCIAÇÃO DIRETA/PECULIAR ENTRE O</p><p>TRABALHO E A DOENÇA.</p><p> EXEMPLO</p><p>Podemos exemplificar como doença do trabalho um caso de perda auditiva induzida por ruído (PAIR)</p><p>em trabalhadores que exercem suas atividades em ambientes muito ruidosos (condições especiais).</p><p>É IMPORTANTE DIZER QUE NÃO HÁ DIFERENÇAS PARA FINS DE</p><p>BENEFÍCIO ENTRE AS DOENÇAS DO TRABALHO OU</p><p>PROFISSIONAIS, EMBORA O ESTABELECIMENTO DO NEXO</p><p>CAUSAL NOS</p><p>CASOS DAS DOENÇAS DO TRABALHO SEJA MAIS</p><p>DIFÍCIL.</p><p>De acordo com o §1º do art. 20 da Lei nº 8.213/1991, é importante destacar que não são</p><p>consideradas doenças ocupacionais:</p><p>a doença degenerativa;</p><p>a inerente a grupo etário;</p><p>a que não produza incapacidade laborativa;</p><p>a doença endêmica adquirida por segurado habitante de região em que ela se desenvolva, salvo</p><p>comprovação de que é resultante de exposição ou contato direto determinado pela natureza do</p><p>trabalho.</p><p>Assim, não poderíamos considerar, por exemplo, casos de hipertensão arterial, diabetes, covid-19 (salvo</p><p>em profissionais de saúde diretamente expostos).</p><p>ATOS EQUIPARÁVEIS</p><p>Segundo o artigo 21 da Lei nº 8.213/1991, equiparam-se aos acidentes de trabalho:</p><p>I - o acidente ligado ao trabalho que, embora não tenha sido a causa única, haja contribuído diretamente</p><p>para a morte do segurado, para redução ou perda da sua capacidade para o trabalho, ou produzido</p><p>lesão que exija atenção médica para a sua recuperação;</p><p>II - o acidente sofrido pelo segurado no local e no horário do trabalho, em consequência de:</p><p>a) ato de agressão, sabotagem ou terrorismo praticado por terceiro ou companheiro de trabalho;</p><p>b) ofensa física intencional, inclusive de terceiro, por motivo de disputa relacionada ao trabalho;</p><p>c) ato de imprudência, de negligência ou de imperícia de terceiro ou de companheiro de trabalho;</p><p>d) ato de pessoa privada do uso da razão;</p><p>e) desabamento, inundação, incêndio e outros casos fortuitos ou decorrentes de força maior.</p><p>III - a doença proveniente de contaminação acidental do empregado no exercício de sua atividade;</p><p>IV - o acidente sofrido pelo segurado ainda que fora do local e horário de trabalho:</p><p>a) na execução de ordem ou na realização de serviço sob a autoridade da empresa;</p><p>b) na prestação espontânea de qualquer serviço à empresa para lhe evitar prejuízo ou proporcionar</p><p>proveito;</p><p>c) em viagem a serviço da empresa, inclusive para estudo quando financiada por esta dentro de seus</p><p>planos para melhor capacitação da mão de obra, independentemente do meio de locomoção utilizado,</p><p>inclusive veículo de propriedade do segurado.</p><p>A MORTE DE UM TRABALHADOR NUM ATO TERRORISTA</p><p>PRATICADO CONTRA SUA EMPRESA SERIA UM EXEMPLO DE ATO</p><p>EQUIPARÁVEL. OS ATOS EQUIPARÁVEIS DEVEM SER</p><p>PREENCHIDOS COMO ACIDENTES DE TRABALHO OU DOENÇA</p><p>OCUPACIONAL, DEPENDENDO DE SEU DESFECHO.</p><p> ATENÇÃO</p><p>É importante lembrar que a comprovação do acidente do trabalho compete exclusivamente à perícia do</p><p>INSS. O perito é quem possui expertise para estabelecer o nexo causal entre o acidente e o trabalho.</p><p>PREENCHIMENTO DA CAT</p><p>Foto: Shutterstock.com</p><p>As CAT podem ser classificadas em três tipos:</p><p>CAT INICIAL</p><p>É preenchido na primeira solicitação do profissional quando ocorre um acidente de trabalho ou doença</p><p>ocupacional;</p><p>CAT DE REABERTURA</p><p>Deve ser emitido quando um tratamento contínuo de uma lesão ou doença ocupacional é reiniciado.</p><p>Importante ressaltar que a reabertura da CAT somente poderá ser feita nos afastamentos superiores a</p><p>15 dias, não sendo permitido em situações contrárias;</p><p>CAT DE ÓBITO</p><p>Deve ser preenchido quando ocorrer a morte do colaborador após o preenchimento da CAT inicial.</p><p>No ato de preenchimento da CAT, devemos considerar como dia do acidente, no caso de doença</p><p>profissional ou do trabalho, a data do início da incapacidade laborativa para o exercício da atividade</p><p>habitual, ou o dia da segregação compulsória, ou o dia em que for realizado o diagnóstico, valendo para</p><p>este efeito o que ocorrer primeiro.</p><p>ORIENTAÇÕES PARA PREENCHIMENTO DA CAT</p><p>INFORMAÇÕES DO EMITENTE QUADRO I</p><p>QUADRO I - EMITENTE – TRATA-SE DO SUJEITO QUE ESTÁ</p><p>FAZENDO A NOTIFICAÇÃO DO ACIDENTE PODENDO SER O</p><p>EMPREGADOR, O SINDICATO, O MÉDICO, O SEGURADO OU SEUS</p><p>DEPENDENTES; UMA AUTORIDADE PÚBLICA.</p><p>TIPO DE CAT</p><p>Informar no campo demarcado o dígito que especifica o tipo de CAT, podendo ser:</p><p>Inicial.</p><p>Reabertura.</p><p>Comunicação de óbito – Deverá ser anexada a cópia da Certidão de Óbito e, quando houver, do</p><p>laudo de necropsia.</p><p>Obs.: Os acidentes com morte imediata deverão ser comunicados por CAT inicial.</p><p>RAZÃO SOCIAL/NOME</p><p>TIPO E NÚMERO DO DOCUMENTO</p><p>CNAE</p><p>ENDEREÇO</p><p>MUNICÍPIO</p><p>TELEFONE</p><p>UF</p><p>RAZÃO SOCIAL/NOME:</p><p>Informar a denominação da empresa empregadora.</p><p>TIPO E NÚMERO DO DOCUMENTO:</p><p>Informar o código que especifica o tipo de documento, sendo:</p><p>CGC/CNPJ – Número ou matrícula no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) da empresa</p><p>empregadora;</p><p>CEI – Número de inscrição no Cadastro Específico do INSS (CEI), quando o empregador for</p><p>pessoa jurídica desobrigada de inscrição no CGC/CNPJ;</p><p>CPF – Número de inscrição no Cadastro de Pessoa Física (CPF), quando o empregador for</p><p>pessoa física;</p><p>NIT – Número de identificação do trabalhador no INSS (NIT), quando for segurado especial.</p><p>CNAE:</p><p>Informar o código relativo à atividade principal do estabelecimento, em conformidade com aquela que</p><p>determina o grau de risco para fins de contribuição aos benefícios concedidos em razão do grau de</p><p>incidência da incapacidade laborativa decorrente dos riscos ambientais do trabalho. O código CNAE</p><p>(Classificação Nacional de Atividade Econômica) encontra-se no documento/cartão do CNPJ da</p><p>empresa.</p><p>ENDEREÇO:</p><p>Informar o endereço completo da empresa empregadora. O número do telefone, quando houver, deverá</p><p>ser precedido de código de área e do DDD do município.</p><p>MUNICÍPIO:</p><p>Informar o município de localização da empresa empregadora.</p><p>UF:</p><p>Informar a unidade da federação de localização da empresa empregadora.</p><p>TELEFONE:</p><p>Informar o telefone da empresa empregadora.</p><p>INFORMAÇÕES RELATIVAS AO ACIDENTADO</p><p>Passe o cursor na imagem. Objeto com interação.</p><p>Foto: Shutterstock.com</p><p>Devem ser informados o nome do acidentado, endereço completo, telefone, nome da mãe, data de</p><p>nascimento, sexo, estado civil; o número, a série e a data de emissão da Carteira Profissional (CP) ou</p><p>da Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS); remuneração mensal – Informar a remuneração</p><p>mensal do acidentado em moeda corrente na data do acidente; o número de inscrição no Programa de</p><p>Integração Social (PIS) ou no Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PASEP),</p><p>conforme o caso.</p><p>Devem ser informados também:</p><p>• Nome da ocupação – Exercida pelo acidentado à época do acidente ou da doença.</p><p>• CBO – Código da ocupação do Código Brasileiro de Ocupação (CBO).</p><p>• Filiação à Previdência Social – O tipo de filiação do segurado, podendo ser:</p><p>🗸 Empregado;</p><p>🗸 Trabalhador Avulso;</p><p>🗸 Segurado Especial;</p><p>🗸 Médico residente.</p><p>• Área – Natureza da prestação de serviço, se urbana ou rural.</p><p>INFORMAÇÕES RELATIVAS AO ACIDENTE OU À DOENÇA</p><p>Informações complementares, que precisam, obrigatoriamente, ser notificadas:</p><p>• Data do acidente - Informar a data em que o acidente ocorreu. No caso de doença, informar como</p><p>data do acidente a da conclusão do diagnóstico ou a do início da incapacidade laborativa, devendo ser</p><p>consignada aquela que ocorrer primeiro. A data deverá ser completa, utilizando quatro dígitos para o</p><p>ano.</p><p>• Hora do acidente - No caso de doença, o campo deverá ficar em branco.</p><p>• Após quantas horas de trabalho? – Informar o número de horas decorridas desde o início da jornada</p><p>de trabalho até o momento do acidente. No caso de doença, o campo deverá ficar em branco.</p><p>• Tipo de acidente – Informar tipo de acidente 1 para típico, 2 para doença e 3 para trajeto.</p><p>• Afastamento – É preciso informar se houve afastamento.</p><p>• Último dia trabalhado – Informar a data do último dia em que efetivamente houve trabalho do</p><p>acidentado, ainda que a jornada não tenha sido completa.</p><p>• Local do acidente – Informar o local onde ocorreu o acidente, podendo ser:</p><p>🗸 em estabelecimento da empregadora;</p><p>🗸 em empresa onde a empregadora presta serviço;</p><p>🗸 em via pública;</p><p>🗸 em área rural;</p><p>🗸 outros.</p><p>• Especificação do local do acidente – Informar precisamente o local onde ocorreu o acidente, por</p><p>exemplo: almoxarifado, escada, pátio etc.</p><p>• CGC – Este campo deverá ser preenchido quando o acidente, ou a doença ocupacional, ocorrer</p><p>em</p><p>empresa onde a empregadora presta serviço.</p><p>• Parte(s) do corpo atingida(s)</p><p>🗸 Em caso de acidente do trabalho: deverá ser informada a parte do corpo diretamente atingida pelo</p><p>agente causador, seja externa ou internamente;</p><p>🗸 Em caso de doenças profissionais, do trabalho, ou equiparadas informar o órgão ou sistema</p><p>lesionado.</p><p>• Agente causador – Informar o agente diretamente relacionado ao acidente, por exemplo: agentes</p><p>físicos, como calor, frio, radiação, agentes biológicos, máquina, ferramenta, produtos químicos ou ainda</p><p>as doenças profissionais ou do trabalho.</p><p>• Descrição da situação geradora do acidente ou doença – Descrever a situação ou a atividade de</p><p>trabalho desenvolvida pelo acidentado que estabeleça nexo causal com o acidente. No caso de doença,</p><p>descrever a atividade de trabalho, o ambiente ou as condições em que o trabalho era realizado. Não se</p><p>deve descrever neste campo o diagnóstico de uma doença, e sim os possíveis agentes causadores. Ex.:</p><p>amianto em vez de asbestose.</p><p>• Registro policial ou morte – O Boletim de Ocorrência (BO) registrado na delegacia, e/ou o</p><p>registro de óbito, emitido por um médico (em caso de atendimento em uma unidade hospitalar),</p><p>ou por um legista (caso em que necessita do laudo do Instituto Médico Legal - IML), são</p><p>informações extremamente importantes e que precisam ser notificadas.</p><p>INFORMAÇÕES RELATIVAS ÀS TESTEMUNHAS</p><p>DEVEMOS RELACIONAR AS PESSOAS QUE TESTEMUNHARAM O</p><p>ACIDENTE OU AINDA AQUELAS QUE TIVERAM O PRIMEIRO</p><p>CONTATO COM O ACIDENTADO OU CIÊNCIA DO OCORRIDO.</p><p>Além dos nomes, devemos descrever outros dados das testemunhas como endereço completo e</p><p>telefone.</p><p>QUADRO II – ATESTADO MÉDICO</p><p>Este item deverá ser preenchido por profissional médico. No caso de acidente com morte, o</p><p>preenchimento é dispensável, devendo ser apresentada a Certidão de Óbito e, quando houver, o laudo</p><p>de necropsia.</p><p>Devem ser relatadas as seguintes informações:</p><p>Unidade de atendimento médico – Informar o nome do local onde foi prestado o atendimento</p><p>médico.</p><p>Data e hora do acidente e se houve internação.</p><p>Duração provável do tratamento – Informar o período provável do tratamento, mesmo que</p><p>superior a quinze dias.</p><p>Deverá o acidentado afastar-se do trabalho durante o tratamento? – Informar a necessidade</p><p>do afastamento do acidentado de suas atividades laborais.</p><p>Descrição e natureza da lesão – Fazer descrição da lesão ou quadro clínico, informando a</p><p>natureza, o tipo da lesão, e descrevendo a parte do corpo atingida, os sistemas ou aparelhos.</p><p>Diagnóstico provável.</p><p>CID - 10 – Classificar conforme a Classificação Internacional de Doenças (CID).</p><p>Observações – Relatar informações adicionais.</p><p>Em situações em que as informações referentes ao atestado médico do formulário não estejam</p><p>preenchidas e assinadas pelo médico assistente, deverá ser apresentado o atestado médico, constando</p><p>a devida descrição do local/data/hora de atendimento, bem como o diagnóstico com a CID e o período</p><p>provável para o tratamento, contendo assinatura, o número do Conselho Regional de Medicina (CRM) e</p><p>o carimbo do médico responsável pelo atendimento. O quadro III da CAT é de preenchimento exclusivo</p><p>do INSS.</p><p>PARA EFEITOS DE GESTÃO EM SAÚDE E SEGURANÇA DO</p><p>TRABALHO, O PREENCHIMENTO DA CAT É UMA BOA</p><p>OPORTUNIDADE DE OBTERMOS DADOS PARA ANÁLISE DOS</p><p>RISCOS OCUPACIONAIS E DESTA SUBSIDIAR AS AÇÕES DE</p><p>PREVENÇÃO, BEM COMO GERAR INFORMAÇÕES PARA A GESTÃO</p><p>DE CUSTOS COM ACIDENTES DE TRABALHO.</p><p>VERIFICANDO O APRENDIZADO</p><p>1. É CONSIDERÁVEL UM “ATO EQUIPARÁVEL” A UM ACIDENTE DE TRABALHO:</p><p>A) Uma agressão física sofrida por um trabalhador em seu ambiente de trabalho.</p><p>B) Uma intoxicação ocorrida em ambiente de trabalho.</p><p>C) Uma doença endêmica.</p><p>D) Uma doença peculiar ao trabalho exercido.</p><p>E) Um esmagamento causado por uma máquina.</p><p>2. QUAL TIPO DE CAT DEVE SER EMITIDO QUANDO O TRABALHADOR TEM UM</p><p>TRATAMENTO CONTÍNUO DE UMA LESÃO OU DOENÇA OCUPACIONAL</p><p>REINICIADO?</p><p>A) CAT de retorno.</p><p>B) CAT de reinício.</p><p>C) CAT inicial.</p><p>D) CAT de óbito.</p><p>E) CAT de reabertura.</p><p>GABARITO</p><p>1. É considerável um “ato equiparável” a um acidente de trabalho:</p><p>A alternativa "A " está correta.</p><p>Um ato equiparável é um dano causado à saúde do trabalhador que não pode ser classificado como</p><p>acidente ou doença, mas que está relacionado ao trabalho. Entre os atos equiparáveis definidos e</p><p>sujeitos à CAT, definidos pela Lei nº 8.213/1991, está a ofensa física intencional, inclusive de terceiro,</p><p>por motivo de disputa relacionada ao trabalho. A intoxicação e o esmagamento são considerados</p><p>acidentes de trabalho, a doença peculiar é chamada de doença profissional, e as doenças endêmicas</p><p>não são classificadas como acidente de trabalho.</p><p>2. Qual tipo de CAT deve ser emitido quando o trabalhador tem um tratamento contínuo de uma</p><p>lesão ou doença ocupacional reiniciado?</p><p>A alternativa "E " está correta.</p><p>A CAT inicial é preenchida na primeira solicitação do profissional quando ocorre um acidente de trabalho</p><p>ou uma doença ocupacional; a CAT de reabertura deve ser emitida quando um tratamento contínuo de</p><p>uma lesão ou doença ocupacional é reiniciado; a CAT de óbito deve ser preenchida quando ocorre a</p><p>morte do colaborador após o preenchimento da CAT inicial. Não existe CAT de reinício ou de retorno.</p><p>MÓDULO 3</p><p> Identificar as principais medidas preventivas adotadas nas empresas</p><p>LIGANDO OS PONTOS</p><p>CASE MÓDULO III – MEDIDAS PREVENTIVAS</p><p>Foto: Shutterstock.com</p><p>As medidas preventivas são fundamentais para garantir a segurança dos trabalhadores, pois minimizam,</p><p>quando não eliminam, os riscos ocupacionais. Todavia, apesar de tais medidas, os acidentes podem</p><p>acontecer. A análise de acidentes de trabalho são fundamentais para qualificar novas medidas</p><p>preventivas que serão adotadas.</p><p>Caso: Homem fica ferido após ser atingido por empilhadeira em indústria.</p><p>ADM, 40 anos, se acidentou em seu ambiente de trabalho em Santa Maria. O fato ocorreu por volta das</p><p>16h30min de terça-feira na empresa RBD, que fica na área industrial da cidade. De acordo com</p><p>informações, a vítima estava no pátio da empresa, onde trabalha, quando foi atingida por uma</p><p>empilhadeira. Segundo informações preliminares, a manobra de um caminhão que estava sendo</p><p>carregado provocou o tombamento da máquina, e o veículo caiu em cima do operador. ADM foi</p><p>socorrido e levado pela equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) ao Hospital, com</p><p>ferimentos graves. A empresa informou que está prestando todo o apoio ao trabalhador e a família e que</p><p>os funcionários estão abalados com o acidente. Ainda segundo a empresa, esta é a primeira vez que um</p><p>acidente de trabalho ocorre nas suas dependências. O operador que foi atingido e o caminhoneiro que</p><p>manobrava o caminhão, segundo comunicado da empresa, tinham experiência e capacitações nas</p><p>funções que exerciam.</p><p>1. PARA EVITAR OUTROS ACIDENTES, A EMPRESA DECIDIU ELABORAR UM</p><p>PLANO DE TRABALHO BASEADO NO PROGRAMA DE PREVENÇÃO DE RISCOS</p><p>AMBIENTAIS (PPRA). DESSA FORMA, QUAL A ETAPA QUE MELHOR SE</p><p>ENQUADRA PARA A PREVENÇÃO DE OUTROS ACIDENTES?</p><p>A) Antecipação dos riscos.</p><p>B) Avaliação dos riscos.</p><p>C) Medidas de controle dos riscos.</p><p>D) Medidas de controle dos trabalhadores.</p><p>E) Classificação dos trabalhadores.</p><p>2. O ACIDENTE DE ADM FOI CONSIDERADO GRAVE, COM A NECESSIDADE DA</p><p>REMOÇÃO PARA UM HOSPITAL. NESSE CASO, ATÉ A CHEGADA DO SAMU, O</p><p>QUE VOCÊ COMO LÍDER DE EQUIPE PODE FAZER PARA QUE O AMBIENTE NÃO</p><p>AGRAVE AS CONDIÇÕES DO ACIDENTADO?</p><p>A) Evitar o pânico, deixar o ambiente livre para fácil acesso da equipe SAMU, afastar os curiosos.</p><p>B) Levantar a vítima, chamar o maior número de funcionários para ajudar na remoção, conversar com a</p><p>vítima.</p><p>C) Afastar os curiosos, colocar a vítima sentada, dar água para a vítima.</p><p>D) Conversar com a vítima, evitar o pânico, dificultar o acesso da equipe SAMU à vítima.</p><p>E) Informar a vítima de que ela está morrendo, afastar os curiosos, acalmar os outros funcionários.</p><p>GABARITO</p><p>1. Para evitar outros acidentes, a empresa decidiu elaborar um plano de trabalho baseado no</p><p>Programa de Prevenção</p><p>de Riscos Ambientais (PPRA). Dessa forma, qual a etapa que melhor se</p><p>enquadra para a prevenção de outros acidentes?</p><p>A alternativa "C " está correta.</p><p>Justificativa: As medidas de controle de risco são importantes para que outros acidentes não ocorram,</p><p>uma vez que essa etapa permite eliminar as fontes geradoras de acidentes e, caso não seja possível</p><p>eliminar, propor mudanças para minimizar os riscos.</p><p>2. O acidente de ADM foi considerado grave, com a necessidade da remoção para um hospital.</p><p>Nesse caso, até a chegada do SAMU, o que você como líder de equipe pode fazer para que o</p><p>ambiente não agrave as condições do acidentado?</p><p>A alternativa "A " está correta.</p><p>Em acidentes graves, não se deve manusear a vítima, aguardando o atendimento da equipe SAMU.</p><p>Para facilitar o acesso da equipe, é preciso remover todas as possíveis barreiras, como fios soltos,</p><p>andaimes, máquinas em funcionamento. Também é preciso afastar os funcionários curiosos e preservar</p><p>a privacidade da vítima, proibindo as fotografias do acidentado.</p><p>3. CASO A SUA EQUIPE FOSSE CHAMADA PARA</p><p>ELABORAÇÃO DE UM PLANO DE PREVENÇÃO DE</p><p>ACIDENTES, EVITANDO OUTROS PARECIDOS COM O DO</p><p>CASO OCORRIDO NA RBD, QUAIS ELEMENTOS VOCÊ</p><p>ABORDARIA PARA A ELABORAÇÃO DAS MEDIDAS DE</p><p>PREVENÇÃO?</p><p>RESPOSTA</p><p>Sinalização da máquina</p><p>Sinalização do ambiente</p><p>Manutenção das máquinas/caminhões</p><p>Treinamento periódico dos funcionários</p><p>Inspeção dos locais de trabalho</p><p>OS VÁRIOS SIGNIFICADOS DO TERMO</p><p>PREVENÇÃO</p><p>javascript:void(0)</p><p>A PREVENÇÃO DE ACIDENTES, DOENÇAS E/OU AGRAVOS</p><p>RELACIONADOS AO TRABALHO É DE RESPONSABILIDADE DE</p><p>TODOS, EMPREGADORES E EMPREGADOS.</p><p>Considerando as diversas causas dessas intercorrências, as medidas preventivas nos ambientes de</p><p>trabalho precisam ser orientadas e sistematizadas, colocando assim a preservação da saúde e a</p><p>segurança dos trabalhadores como eixo principal.</p><p>Neste módulo, veremos algumas estratégias para a prevenção de acidentes, doenças e agravos</p><p>que acometem os trabalhadores.</p><p>PRINCIPAIS MEDIDAS PREVENTIVAS</p><p>ADOTADAS NAS EMPRESAS</p><p>Foto: Shutterstock.com</p><p>OS TRABALHADORES ESTÃO EXPOSTOS EM SUAS ATIVIDADES</p><p>LABORAIS A PELO MENOS UM FATOR/AGENTE DE RISCO</p><p>OCUPACIONAL, MAS ISSO NÃO QUER DIZER QUE O</p><p>TRABALHADOR IRÁ SE ACIDENTAR OU ADOECER DEVIDO A ESSA</p><p>EXPOSIÇÃO.</p><p>Se o ambiente de trabalho segue as normas de segurança apropriadas, o risco de um incidente é</p><p>mínimo, lembrando que a Norma Regulamentadora nº 1 estabelece que o empregador precisa informar</p><p>os trabalhadores dos riscos ocupacionais existentes no trabalho, assim como informar as medidas de</p><p>prevenção adotadas pela empresa para eliminar ou reduzir os riscos.</p><p>Mas para que a segurança do trabalhador seja garantida, as instituições precisam adotar</p><p>programas de segurança bem estruturados, como veremos a seguir.</p><p>SERVIÇOS ESPECIALIZADOS EM ENGENHARIA DE</p><p>SEGURANÇA E EM MEDICINA DO TRABALHO</p><p>(SESMT)</p><p>O SESMT É COMPOSTO POR PROFISSIONAIS DA ÁREA DA</p><p>SEGURANÇA E SAÚDE DO TRABALHADOR.</p><p>É uma Norma Regulamentadora (nº 4) e tem como objetivo garantir o ambiente de trabalho seguro,</p><p>evitando assim o adoecimento dos trabalhadores e acidentes de trabalho. Para isso, a equipe precisa</p><p>conhecer os riscos ocupacionais dos ambientes de trabalho, assim como elaborar os planos de</p><p>segurança, tais como:</p><p>GERENCIAMENTO DE RISCOS OCUPACIONAIS (NR 01)</p><p>A Norma Regulamentadora nº 1 estabelece as diretrizes e os requisitos para o gerenciamento de riscos</p><p>ocupacionais e as medidas de prevenção em Segurança e Saúde no Trabalho (SST), de acordo com a</p><p>ordem de prioridade:</p><p>I. eliminação dos fatores de risco;</p><p>II. minimização e controle dos fatores de risco, com a adoção de medidas de proteção coletiva;</p><p>III. minimização e controle dos fatores de risco, com a adoção de medidas administrativas ou de</p><p>organização do trabalho;</p><p>IV. adoção de medidas de proteção individual.</p><p>O gerenciamento de riscos ocupacionais deve constituir um Programa de Gerenciamento de Riscos</p><p>(PGR). O processo de trabalho em gerenciamento de riscos deve considerar o disposto nas normas</p><p>regulamentadoras e demais exigências legais de segurança e saúde no trabalho, conforme descrito na</p><p>Portaria SEPRT nº 6.730/2020:</p><p>LEVANTAMENTO PRELIMINAR DE PERIGOS</p><p>O levantamento preliminar de perigos deve ser realizado: a) antes do início do funcionamento do</p><p>estabelecimento ou novas instalações; b) para as atividades existentes; e c) nas mudanças e introdução</p><p>de novos processos ou atividades de trabalho.</p><p>IDENTIFICAÇÃO DE PERIGOS</p><p>A identificação de perigos deve incluir: a) descrição dos perigos e possíveis lesões ou agravos à saúde;</p><p>b) identificação das fontes ou circunstâncias; e c) indicação do grupo de trabalhadores sujeitos aos</p><p>riscos.</p><p>Atenção! A identificação dos perigos deve abordar os perigos externos previsíveis relacionados ao</p><p>trabalho que possam afetar a saúde e segurança no trabalho.</p><p>AVALIAÇÃO DE RISCOS OCUPACIONAIS</p><p>A organização deve avaliar os riscos ocupacionais relativos aos perigos identificados em seu(s)</p><p>estabelecimento(s), de forma a manter informações para adoção de medidas de prevenção. Para cada</p><p>risco, deve ser indicado o nível de risco ocupacional, determinado pela combinação da severidade das</p><p>possíveis lesões ou agravos à saúde com a probabilidade ou chance de sua ocorrência.</p><p>MEDIDAS DE PREVENÇÃO</p><p>A organização deve adotar medidas de prevenção para eliminar, reduzir ou controlar os riscos sempre</p><p>que: a) exigências previstas em normas regulamentadoras e nos dispositivos legais determinarem; b) a</p><p>classificação dos riscos ocupacionais; c) houver evidências de associação, por meio do controle médico</p><p>da saúde, entre as lesões e os agravos à saúde dos trabalhadores com os riscos e as situações de</p><p>trabalho identificados.</p><p>PLANOS DE AÇÃO</p><p>A organização deve elaborar plano de ação, indicando as medidas de prevenção a serem introduzidas,</p><p>aprimoradas ou mantidas. Para as medidas de prevenção, devem ser definidos cronograma, formas de</p><p>acompanhamento e aferição de resultados.</p><p>IMPLEMENTAÇÃO E ACOMPANHAMENTO DAS MEDIDAS DE</p><p>PREVENÇÃO</p><p>A implementação das medidas de prevenção e respectivos ajustes devem ser registrados. O</p><p>desempenho das medidas de prevenção deve ser acompanhado de forma planejada e contemplar: a) a</p><p>verificação da execução das ações planejadas; b) as inspeções dos locais e equipamentos de trabalho;</p><p>e c) o monitoramento das condições ambientais e exposições a agentes nocivos, quando aplicável. As</p><p>medidas de prevenção devem ser corrigidas quando os dados obtidos no acompanhamento indicarem</p><p>ineficácia em seu desempenho. A organização deve desenvolver ações em saúde ocupacional dos</p><p>trabalhadores integradas às demais medidas de prevenção em SST, de acordo com os riscos gerados</p><p>pelo trabalho, assim descritos na Portaria SEPRT nº 6.730/2020.</p><p>COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE</p><p>ACIDENTES (NR 05)</p><p>A COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES (CIPA) É</p><p>FORMADA POR UMA EQUIPE QUE TEM COMO OBJETIVO A</p><p>PREVENÇÃO DE ACIDENTES E DOENÇAS DECORRENTES DO</p><p>TRABALHO.</p><p>As atribuições da CIPA estão voltadas para a promoção da saúde dos trabalhadores e prevenção</p><p>dos acidentes, doenças e agravos. Dentre as diversas atribuições, podemos citar:</p><p>identificar os riscos do processo de trabalho e elaborar o mapa de riscos, com a participação do</p><p>maior número de trabalhadores, com assessoria do SESMT, onde houver;</p><p>realizar, periodicamente, verificações nos ambientes e das condições de trabalho visando à</p><p>identificação de situações que venham a trazer riscos para a segurança e saúde dos</p><p>trabalhadores;</p><p>divulgar aos trabalhadores informações relativas à segurança e saúde no trabalho;</p><p>participar, em conjunto com o SESMT, onde houver, ou com o empregador, da análise das causas</p><p>das doenças e acidentes de trabalho e propor medidas de solução dos problemas identificados;</p><p>promover, anualmente, em conjunto com o SESMT, onde houver, a Semana Interna de Prevenção</p><p>de Acidentes do Trabalho (SIPAT).</p><p>PARA QUE OS MEMBROS DA CIPA CONSIGAM TRABALHAR DE</p><p>FORMA EFICAZ, OS EMPREGADORES DEVEM PROPORCIONAR OS</p><p>MEIOS ADEQUADOS PARA O DESENVOLVIMENTO</p><p>DAS</p><p>ATRIBUIÇÕES, GARANTINDO O TEMPO ADEQUADO PARA A</p><p>REALIZAÇÃO DAS TAREFAS PROPOSTAS.</p><p>PROGRAMA DE CONTROLE MÉDICO DE SAÚDE</p><p>OCUPACIONAL (NR 07)</p><p>A Norma Regulamentadora nº 7 estabelece as diretrizes para o desenvolvimento do Programa de</p><p>Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) a serem implementadas pelas empresas.</p><p> SAIBA MAIS</p><p>O objetivo principal do PCMSO é a proteção e preservação da saúde dos trabalhadores em relação à</p><p>exposição aos riscos ocupacionais, de acordo com avaliação de riscos do Programa de Gerenciamento</p><p>de Risco da instituição.</p><p>Dentre as diversas diretrizes para implantação do PCMSO, destacamos:</p><p>rastrear e detectar precocemente os agravos à saúde relacionados ao trabalho;</p><p>detectar possíveis exposições excessivas a agentes nocivos ocupacionais;</p><p>subsidiar a implantação e o monitoramento da eficácia das medidas de prevenção adotadas na</p><p>organização;</p><p>controlar a imunização ativa dos empregados, relacionada a riscos ocupacionais, sempre que</p><p>houver recomendação do Ministério da Saúde.</p><p>AS AÇÕES DO PCMSO DEVEM ESTAR PAUTADAS NAS VIGILÂNCIAS</p><p>ATIVAS E PASSIVAS DA SAÚDE OCUPACIONAL, EM QUE A</p><p>PRIMEIRA SERÁ DESENVOLVIDA A PARTIR DE EXAMES PREVISTOS</p><p>NA NR, ALÉM DA AVALIAÇÃO DOS AGRAVOS À SAÚDE DOS</p><p>TRABALHADORES. A VIGILÂNCIA PASSIVA, POR SUA VEZ, SERÁ</p><p>DESENVOLVIDA POR MEIO DA DEMANDA ESPONTÂNEA DOS</p><p>TRABALHADORES, OU SEJA, OS TRABALHADORES É QUE VÃO</p><p>PROCURAR OS SERVIÇOS DE SAÚDE OCUPACIONAL POR CONTA</p><p>PRÓPRIA.</p><p>O PCMSO deve incluir nas ações de vigilância ativa a obrigatoriedade na realização dos exames:</p><p>admissional; periódico; de retorno ao trabalho; de mudança de riscos ocupacionais; demissional,</p><p>conforme descrito na Portaria SEPRT nº 6.734/2020:</p><p>I - exame admissional: realizado antes que o empregado assuma suas atividades;</p><p>II - exame periódico: realizado de acordo com os intervalos previstos na NR 07;</p><p>III - exame de retorno ao trabalho: o exame clínico de retorno ao trabalho deve ser realizado antes que</p><p>o empregado reassuma suas funções, quando ausente por período igual ou superior a 30 (trinta) dias</p><p>por motivo de doença ou acidente, de natureza ocupacional ou não. No exame de retorno ao trabalho, a</p><p>avaliação médica deve definir a necessidade de retorno gradativo ao trabalho.</p><p>IV - exame de mudança de risco ocupacional: deve, obrigatoriamente, ser realizado antes da data da</p><p>mudança, adequando-se o controle médico aos novos riscos</p><p>V - exame demissional: o exame clínico demissional deve ser realizado em até 10 (dez) dias contados</p><p>do término do contrato, podendo ser dispensado caso o exame clínico ocupacional mais recente tenha</p><p>sido realizado há menos de 135 (centro e trinta e cinco) dias, para as organizações graus de risco 1 e 2,</p><p>e há menos de 90 (noventa) dias, para as organizações graus de risco 3 e 4.</p><p>Cabe destacar alguns exames complementares que farão parte dos exames periódicos</p><p>dependendo das funções exercidas pelos trabalhadores. São eles:</p><p>• Exames otológico e audiométrico para trabalhadores expostos a níveis de pressão sonora elevados.</p><p>• Radiografias de tórax e Espirometria para trabalhadores expostos a agentes químicos, de acordo com</p><p>a NR 07.</p><p>• Radiografia de tórax em visão anteroposterior e de perfil; eletrocardiograma; hemograma completo;</p><p>dosagem de glicose sanguínea; radiografia bilateral das articulações escapuloumerais, coxofemorais e</p><p>de joelhos; audiometria; eletroencefalograma; espirometria para trabalhadores no exercício de atividade</p><p>sob pressão atmosférica elevada (pressão hiperbárica).</p><p>• Exames de sangue e urina para trabalhadores expostos a agentes químicos.</p><p> ATENÇÃO</p><p>Para cada exame clínico ocupacional realizado, o médico emitirá Atestado de Saúde Ocupacional</p><p>(ASO), que deve ser comprovadamente disponibilizado ao empregado, devendo ser fornecido em meio</p><p>físico quando solicitado. Outros exames podem ser solicitados, a critério do médico responsável, desde</p><p>que relacionados aos riscos ocupacionais classificados no PGR e tecnicamente justificados no PCMSO.</p><p>PRIMEIROS SOCORROS</p><p>Foto: Shutterstock.com</p><p>A NR 07 também orienta as empresas a estarem equipadas com material para a prestação de primeiros</p><p>socorros, caso seja necessário, considerando-se as características da atividade desenvolvida.</p><p>É PRECISO MANTER ESSE MATERIAL GUARDADO EM LOCAL</p><p>ADEQUADO E AOS CUIDADOS DE PESSOA TREINADA PARA ESSE</p><p>FIM. É PROIBIDA A PRESTAÇÃO DE PRIMEIROS SOCORROS POR</p><p>PESSOAS NÃO CAPACITADAS. NESSES CASOS, O MELHOR A</p><p>FAZER É CHAMAR O SERVIÇO DE ATENDIMENTO MÓVEL DE</p><p>URGÊNCIA LOCAL.</p><p>ETAPAS BÁSICAS DE PRIMEIROS SOCORROS</p><p>PARA O ATENDIMENTO AO ACIDENTADO, É PRECISO VERIFICAR AS</p><p>SEGUINTES SITUAÇÕES: A PRIMEIRA É O PRÓPRIO LOCAL DO</p><p>ACIDENTE, E A SEGUNDA SÃO AS CONDIÇÕES EM QUE O</p><p>ACIDENTADO SE ENCONTRA.</p><p>Cabe lembrar que qualquer manipulação ao acidentado deverá ser feita por profissionais capacitados.</p><p>Em acidentes graves, se a empresa não tem condições de atender o trabalhador, será preciso acionar o</p><p>Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) ou outro serviço conveniado.</p><p>LOCAL DO ACIDENTE</p><p>A avaliação do local do acidente é a etapa inicial na prestação do atendimento ao acidentado. Essa</p><p>etapa é importante uma vez que, caso o ambiente não esteja seguro, poderá causar mais danos à</p><p>saúde do acidentado. Outro objetivo da avaliação do local de acidente é obter o máximo de informações</p><p>para os devidos registros. É importante lembrar que</p><p>a) quem assumirá o atendimento deverá acalmar a vítima, e outros trabalhadores poderão ajudar na</p><p>evacuação e no afastamento dos curiosos no local, dando ordens breves, claras, objetivas e concisas.</p><p>b) caso seja necessário acionar o serviço de atendimento móvel, o ambiente não deverá ter obstáculos</p><p>que dificultem o acesso dos profissionais ao acidentado.</p><p>É importante observar se existem situações de perigo para todos, como fios elétricos expostos,</p><p>vazamento de gás, tráfego de veículos, máquinas funcionando. Caso seja possível, deve-se desligar a</p><p>rede elétrica, evitar faíscas, chamas, entre outros. O ambiente deverá estar seguro para o socorrido e</p><p>para quem está socorrendo.</p><p>O ACIDENTADO</p><p>Após a avaliação do local do acidente, será necessária a avaliação do acidentado, que pode ser feita por</p><p>meio da Avaliação e Exame do Estado Geral, que consiste em identificar quais as possibilidades de o</p><p>atendimento ocorrer por profissionais da empresa ou dos serviços de emergências. O exame deverá ser</p><p>rápido e sistemático, observando as seguintes prioridades:</p><p>1. Estado de consciência: avaliação de respostas lógicas (nome, idade etc.).</p><p>2. Respiração: movimentos torácicos e abdominais com entrada e saída de ar normalmente pelas</p><p>narinas ou boca.</p><p>3. Hemorragia: avaliar a quantidade, o volume e a qualidade do sangue que se perde.</p><p>4. Pupilas: verificar o estado de dilatação e simetria (igualdade entre as pupilas).</p><p>5. Temperatura do corpo: observação e sensação de tato na face e extremidades.</p><p>Deve-se sempre ter em mente a clareza do que se irá fazer, para não expor o acidentado. Verificar, com</p><p>cuidado, se há ferimento, evitando movimentá-lo desnecessariamente.</p><p>PROGRAMA DE IMUNIZAÇÃO OCUPACIONAL</p><p>O programa de imunização visa atender a Política Nacional de Imunização, do Ministério da Saúde,</p><p>mantendo o controle das doenças imunopreveníveis relacionadas aos ambientes de trabalho.</p><p>O USO DE VACINAS É UM DOS PRINCIPAIS MECANISMOS DAS</p><p>POLÍTICAS DE SAÚDE PÚBLICA PARA O COMBATE ÀS DOENÇAS</p><p>INFECCIOSAS.</p><p>Os principais objetivos do Programa de Imunização Ocupacional são:</p><p>Combater o adoecimento do trabalhador por doenças infecciosas de forma a reduzir</p><p>consequentemente: os níveis de absenteísmo dos trabalhadores adoecidos e os prejuízos</p><p>financeiros do empregador;</p><p>Promover a qualidade de vida e prevenir a saúde dos trabalhadores expostos a diversas infecções</p><p>pela natureza de suas ocupações;</p><p>Evitar ou reduzir danos à saúde do trabalhador em consequência do agravo de saúde que o</p><p>acometeu;</p><p>Evitar prejuízos financeiros aos trabalhadores;</p><p>Diminuir a mortalidade precoce da população economicamente ativa;</p><p>Cumprir com o disposto</p>

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