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<p>TUTELAS PROVISÓRIAS</p><p>TUTELAS PROVISÓRIAS – artigos 294 a</p><p>311,CPC</p><p> É uma técnica provisória que busca melhor distribuir o tempo no processo.</p><p> A) Disposições Geris – artigo 294 a 299</p><p> B) Tutelas de Urgência:</p><p>B.1 – Disposições Gerais sobre tutelas de Urgência (arts. 300 a 302)</p><p>B.2 – Tutela Antecipada (arts. 303 e 304)</p><p>B.3 – Tutela Cautelar (arts. 305 a 310)</p><p> C) Tutelas de Evidência (art. 311)</p><p> A) DISPOSIÇÕES GERAIS SOBRE TUTELAS PROVISÓRIAS</p><p>TUTELAS PROVISÓRIAS</p><p>TUTELAS DE</p><p>EVIDÊNCIA</p><p>TUTELAS DE URGÊNCIA</p><p>ANTECIPADA CAUTELAR</p><p>ANTECEDENTE INCIDENTE ANTECEDENTE INCIDENTE</p><p> Art. 295 – tutela provisória incidental (no processo em curso) – não é</p><p>necessário o pagamento de custas.</p><p> Art. 296 – a tutela provisória conserva sua eficácia na pendência do processo,</p><p>inclusive se o processo ficar suspenso.</p><p>Mas, a qualquer tempo pode ser revogada ou modificada em nome do</p><p>Princípio da Precariedade da Tutela Provisória.</p><p> Art. 297 – O juiz pode determinar as medidas que considerar adequadas para</p><p>a efetivação da tutela provisória.</p><p>“Atipicidade” => “Medidas que forem necessárias”.</p><p>Parágrafo único: a efetivação observará regras do cumprimento provisória de</p><p>sentença.</p><p> Art. 298 – Na decisão que conceder, negar, modificar ou revogar a tutela</p><p>provisória, o juiz motivará seu convencimento => dever legal de</p><p>fundamentação.</p><p>Highlight</p><p> Art. 299 – A tutela provisória será requerida ao juízo da causa (se for</p><p>incidente) e, quando antecedente será do juízo competente para conhecer do</p><p>pedido principal.</p><p>Por exemplo: se a tutela for para antecipar os efeitos de deferimento de</p><p>Recuperação Judicial, será requerida ao juízo competente para Recuperação</p><p>Judicial</p><p>Parágrafo único: ressalvada disposição específica, na ação de competência</p><p>originária de tribunal e nos recursos a tutela provisória será requerida ao órgão</p><p>competente para julgar o mérito.</p><p> LEGITIMIDADE PARA REQUERER TUTELA PROVISÓRIA:</p><p>a) Autor</p><p>b) Réu</p><p>c) Terceiro interveniente</p><p>d) Ministério Público como parte do processo</p><p> B) TUTELAS PROVISÓRIAS DE URGÊNCIA</p><p> B.1 – DISPOSIÇÕES GERAIS</p><p>Tutela de Urgência Antecipada (ex.: para tratamento, remédio): são medidas de</p><p>natureza satisfatória para realizar o direito.</p><p>Tutela de Urgência Cautelar (ex.: arresto, separação de corpus): assegura que o</p><p>direito que a parte pretenda pode ser alcançado. Visa assegurar o resultado do</p><p>processo.</p><p>Art. 300 – Requisitos para tutela de urgência (probabilidade do direito e perigo do</p><p>dano ou resultado útil do processo) => Fumus boni iuris e periculum in mora.</p><p>§3º: Antecipada – não será concedida quando houver perigo de irreversibilidade</p><p>dos efeitos da decisão. Ex.: demolição de um prédio histórico.</p><p>Highlight</p><p>Highlight</p><p> A doutrina e a jurisprudência flexibilizam esse §3º, em nome da</p><p>irreversibilidade da medida.</p><p> §1º - O juiz pode exigir caução para conceder a tutela, podendo dispensar</p><p>caso a parte seja hipossuficiente.</p><p> Art. 301. A tutela de urgência de natureza cautelar pode ser efetivada</p><p>mediante arresto, sequestro, arrolamento de bens, registro de protesto</p><p>contra alienação de bem e qualquer outra medida idônea para asseguração do</p><p>direito.</p><p> Art. 302. Independentemente de reparação de dano processual, a parte</p><p>responde pelo prejuízo a que a efetivação da tutela de urgência causar a</p><p>parte adversa.</p><p>Highlight</p><p> B.2 – TUTELA PROVISÓRIA DE URÊNCIA ANTECIPADA (TUTELA ANTECIPADA):</p><p>Ela antecipa os efeitos de uma sentença de mérito.</p><p>Pode ser: incidente ou antecedente.</p><p>Art. 303: Nos casos em que a urgência for contemporânea à propositura da ação,</p><p>a petição inicial pode limitar-se ao requerimento da tutela antecipada e à</p><p>indicação do pedido da tutela final.</p><p>Nesse caso o juiz poderá:</p><p>I – Indeferir a tutela – o autor terá 05 dias para emendar a peça sob pena de</p><p>extinção.</p><p>II – Conceder a tutela – o réu será citado para tomar conhecimento e se quiser</p><p>recorrer em 15 dias, e, o autor terá 15 dias para aditar a petição inicial.</p><p>Highlight</p><p>Highlight</p><p> Artigo 304 – se o réu não recorrer, torna-se estável a tutela.</p><p>Não haverá coisa julgada (processo se extingue sem resolução de mérito).</p><p>-> Ação para rever, reformar ou invalidar a tutela estabilizada será cabível</p><p>dentro do prazo de 02 anos (não é ação rescisória).</p><p>O juízo prevendo será o mesmo da tutela concedida.</p><p> TUTELA CAUTELAR</p><p> Artigos 305 a 310</p><p>A tutela cautelar tem a natureza conservativa, ou seja, visa conservar o</p><p>resulta útil do processo que está por vir. Ex.: arresto; exclusão de nome do</p><p>devedor do rol de maus pagadores.</p><p>Ademais, o CPC só falar de tutela cautelar antecedente, pois a incidental</p><p>usa a própria estrutura de um pedido principal formulado.</p><p>Highlight</p><p>Highlight</p><p> São 04 requisitos para a tutela cautelar (art. 305):</p><p>a) Apresentar a lide e o fundamento – o pedido principal</p><p>b) Exposição sumária do direito – probabilidade do direito (fumus boni iuris)</p><p>c) Risco ou perigo de dano ou ao resultado útil do processo – urgência</p><p>(periculum in mora)</p><p>d) Valor da causa do pedido principal – o recolhimento de custas será neste</p><p>momento.</p><p> Procedimento: (artigos 306 e 307)</p><p>a) O réu será citado no prazo de 5 dias para contestar o pedido e indicar as</p><p>provas que pretende produzir.</p><p>b) Não sendo contestado o pedido, os fatos serão presumidos aceitos pelo</p><p>Réu como ocorridos, devendo o juiz decidir em 05 dias sobre o pedido.</p><p> O pedido principal é feito na própria cautelar.</p><p> Por exemplo: o juiz concede o arresto antecedente. A parte terá 30</p><p>dias para transformar, através de aditamento ou emenda, o pedido de</p><p>arresto em execução. Assim, não há o ajuizamento de uma nova ação.</p><p> O prazo de 30 dias é contado da data da efetivação da medida</p><p>cautelar.</p><p> Se em 30 dia as parte não formular o pedido, a medida concedida</p><p>perderá a sua eficácia e o procedimento de tutela antecedente será</p><p>extinto sem exame de mérito.</p><p> C) TUTELA DE EVIDÊNCIA (ART. 311)</p><p> Está disciplina no artigo mencionado acima e nos procedimentos</p><p>especiais (liminar de reintegração de posse, de busca e apreensão).</p><p>Highlight</p><p>Highlight</p><p> Não há urgência em virtude da altíssima probabilidade de direito do</p><p>autor.</p><p> Tutela satisfativa que dispensa a ocorrência do periculum in mora.</p><p> A petição inicial deve ser completa. Assim, a tutela de evidência só</p><p>pode ser requerida na modalidade incidental.</p><p> Hipóteses de cabimento:</p><p>a) Abuso de direito ou manifesto propósito protelatório;</p><p>b) Alegações que puderem ser comprovadas por documentos ou houver</p><p>teses baseada em julgamento de casos repetitivos, bem como súmula</p><p>vinculante;</p><p>c) Ação de depósito (obrigar a depositar a coisa);</p><p>d) Inicial com prova documental suficiente dos fatos e o réu não foi capaz</p><p>de gerar dúvida razoável.</p><p>Highlight</p>