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<p>SAÚDE</p><p>Av.Monteiro Lobato 6365, Cumbica - Guarulhos SP -CEP 07184000</p><p>http://www.ila.intraer - http://www2.fab.mil.br/ila/</p><p>Tel: (11) 2465-2009 - (11) 2465 - 6416</p><p>COMANDO DA AERONÁUTICA</p><p>COMANDO GERAL DE APOIO</p><p>INSTITUTO DE LOGÍSTICA DA AERONÁUTICA</p><p>Aptl 160-00</p><p>ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR</p><p>(APH)</p><p>2020</p><p>Rejeição de Responsabilidade</p><p>O presente trabalho foi desenvolvido para uso didático, em cursos que são oferecidos pelo Insti-</p><p>tuto de Logística da Aeronáutica (ILA). O seu conteúdo é fruto de pesquisa em fontes citadas na</p><p>referência bibliográfi ca, e que o(s) autor(es)/revisor(es) acreditam ser confi áveis. No entanto,</p><p>nem o ILA, nem o(s) autor(es)/revisor(es) garantem a exatidão e a atualização das informações</p><p>aqui apresentadas, rejeitando a responsabilidade por quaisquer erros e/ou omissões, ou por</p><p>danos e prejuízos que possam advir do uso dessas informações. Esse trabalho é publicado com</p><p>o objetivo de suprir informações acerca dos temas nele abordados, não devendo ser entendido</p><p>como um substituto dos serviços prestados por profi ssionais da área, ou das publicações técni-</p><p>cas específi cas que tratam de assuntos correlatos.</p><p>Aptl 160-00/2020</p><p>OBJETIVO ESPECÍFICO</p><p>(Cn) - Conhecer os principais conceitos relativos ao APH;</p><p>(Cn) - Conhecer os aspectos legais do APH;</p><p>(Cn) - Conhecer as posição anatômica;</p><p>(Cp) - Apontar a localização de uma lesão utilizando referências anatômicas;</p><p>(Cp) - Relatar as divisões do corpo humano;</p><p>(Cp) - Enumerar os principais órgãos do corpo humano;</p><p>(Cp) - Compreender o funcionamento dos sistemas do corpo humano;</p><p>(Cp) - Proporcionar aos participantes conhecimentos e habilidades que os</p><p>capacitem a identificar os principais pontos da Cinemática do trauma;</p><p>(Cn) - Definir Análise Primária;</p><p>(Ap) - Executar as ações que constituem a Análise Primária da vítima;</p><p>(Ap) - Aplicar a Escala de Coma de Glasgow e Verificação das Pupilas;</p><p>(Cn) - Indicar as regras para exposição de vítimas;</p><p>(Cn) - Indicar as situações que exijam o Transporte Imediato;</p><p>(Cn) - Definir Análise Secundária;</p><p>(Cn) - Definir sinais e sintomas;</p><p>(Ap) - Executar as ações que constituem a Análise Secundária da vítima;</p><p>(Cn) - Identificar as situações que necessitam de aplicação de colar cervical;</p><p>(Ap) - Executar os procedimentos para aplicação de colar cervical;</p><p>(Ap) - Executar os procedimentos para retirada de capacetes;</p><p>(Cn) - Conhecer os métodos de desobstrução das vias aéreas;</p><p>(Ap) - Executar os procedimentos para desobstrução das vias aéreas;</p><p>(Cn) - Identifcar uma parada respiratória;</p><p>(Cn) - Diferenciar as técnicas de abertura das vias aéreas;</p><p>(Ap) - Aplicar os procedimentos de APH para parada respiratória x;</p><p>(Cn) - Identificar Parada Cardiorespiratória;</p><p>(Ap) - Executar as Manobras de Reanimação Cardiopulmonar - RCP;</p><p>(Cp) - Conhecer os procedimentos de uso do Desfibrilador Externos</p><p>Automático – DEA;</p><p>(Cn) - Identificar uma hemorragia;</p><p>(Ap) - Executar os procedimentos de APH para hemorragia;</p><p>(Cn) - Conceituar ferimentos;</p><p>(Cp) - Distinguir os diferentes tipos de ferimentos;</p><p>(Ap) - Realizar os procedimentos de APH para ferimentos;</p><p>(Cn) - Definir queimaduras e emergências ambientais;</p><p>(Cn) - Diferenciar os tipos de emergências ambientais;</p><p>Aptl 160-00/2020</p><p>(Cn) - Conhecer a classificação das queimaduras de acordo com sua</p><p>profundidade e extensão;</p><p>(Cn) - Aplicar os procedimentos de APH para queimaduras e emergências</p><p>ambientais;</p><p>(Cn) - Conceituar os traumas em ossos;</p><p>(Cp) - Reconhecer os imobilizadores e suas formas de utilização;</p><p>(Ap) - Demonstrar através de uma simulação, os passos para imobilizar</p><p>fraturas;</p><p>(Cn) - Identificar sinais e sintomas das principais traumas de crânio, face,coluna</p><p>vertebral, tórax e abdômen;</p><p>(Ap) - Tratar adequadamente os traumas de crânio, face, coluna vertebral;</p><p>tórax e abdômen;</p><p>(Ap) - Demonstrar através de uma simulação, os passos para tratar os traumas</p><p>de crânio, face, coluna vertebral, tórax e abdômen;</p><p>(Cn) - Identificar uma vítima em estado de choque;</p><p>(Ap) - Executar os procedimentos para estado de choque;</p><p>(Cn) - Definir emergências médicas;</p><p>(Cp) - Identificar as principais emergências médicas;</p><p>(Ap) - Realizar os procedimentos de APH adequados à situação;</p><p>(Cn) - Identificar as técnicas corretas para movimentação e transporte de</p><p>vítimas;</p><p>(Ap) - Praticar as técnicas adequadas à cada situação de acordo com a</p><p>disponibilidade de socorristas;</p><p>(Cn) - Indicar as vias do agente nocivo no organismo nos casos de</p><p>intoxicações;</p><p>(Cn) - Enumerar os principais sinais e sintomas das intoxicações;</p><p>(Cp) - Descrever o tratamento pré-hospitalar para vítimas de intoxicação;</p><p>(Cn) - Identificar as principais espécies de animais peçonhentos;</p><p>(Cp) - Descrever o tratamento pré-hospitalar para vítimas de acidentes com</p><p>animais peçonhentos;</p><p>(Cp) - Descrever as ações de avaliação, zoneamento, triagem e método START</p><p>para acidentes e incidentes que envolvam múltiplas vítimas – IMV;</p><p>(Cn) - Citar os principais conceitos relacionados à Assistência ao Parto no</p><p>ambiente pré-hospitalar;</p><p>(Cp) - Apresentar a anatomia da mulher grávida, os tipos de parto e as fases do</p><p>trabalho de parto;</p><p>(Cp) - Explicar as principais condutas a serem realizadas pelos socorristas na</p><p>Assistência ao Parto de Emergência.</p><p>Aptl 160-00/2019</p><p>SUMÁRIO</p><p>1 HISTÓRICO DO SERVIÇO DE RESGATE ..............................................................1 0</p><p>2 O ATENDIMENTO PRÉ - HOSPITALAR NO SISCON .........................................1 2</p><p>3 ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR (APH) ............................................................14</p><p>3.1 CONCEITOS BÁSICOS ................................................................................................14</p><p>3.2 SUPORTE BÁSICO DE VIDA (SBV) .........................................................................14</p><p>3.3 SOCORRISTA .................................................................................................................14</p><p>3.4 PARTICIPAÇÃO DE MÉDICOS E ENFERMEIROS SEM APH ...............................19</p><p>3.5 ORDEM CONTRÁRIA DE AUTORIDADE NÃO MÉDICA ......................................20</p><p>3.6 ASPECTOS LEGAIS .....................................................................................................2 0</p><p>4 NOÇÕES DE ANATOMIA E FISIOLOGIA DO CORPO HUMANO .....................25</p><p>4.1 DIVISÃO DO CORPO HUMANO .................................................................................25</p><p>4.2 QUADRANTES ABDOMINAIS ....................................................................................26</p><p>4.3 SISTEMA CIRCULATÓRIO ...........................................................................................26</p><p>4.4 SISTEMA RESPIRATÓRIO ............................................................................................29</p><p>4.5 SISTEMA CIRCULATÓRIO ...........................................................................................31</p><p>4.6 SISTEMA NERVOSO ......................................................................................................31</p><p>4.7 SISTEMA ESQUELÉTICO .............................................................................................35</p><p>4.8 SISTEMA MUSCULAR ..................................................................................................41</p><p>4.9 SISTEMA TEGUMENTAR .............................................................................................43</p><p>4.10 SISTEMA DIGESTÓRIO ............................................................................................4 5</p><p>5 CINEMÁTICA DO TRAUMA .........................................................................................47</p><p>5.1 AS FASES DO ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR ................................................48</p><p>5.2 CINEMÁTICA DO TRAUMA ........................................................................................48</p><p>5.3 PRINCÍPIOS BÁSICOS ..................................................................................................48</p><p>95/310</p><p>6.1.1.6.1.2 VÍTIMA INCONSCIENTE</p><p>Figura - 171 Figura - 172 Figura - 173</p><p>Tabela - 20</p><p>6.1.1.6.1.3 Compressões Toráxicas</p><p>Bebês (Exceto Neonatal) Crianças Adultos e Adolescentes</p><p>Aptl 92-00/202096/310</p><p>Regular ou Irregular.</p><p>6.1.2 PRESSÃO ARTERIAL</p><p>IMPORTANTE</p><p>- Pulso carotídeo palpável: PAS estimada acima de 60 mmHg.</p><p>- Pulso radial palpável: PAS estimada acima de 80 mmHg.</p><p>ESFIGNOMANÔMETRO</p><p>Tabela - 21</p><p>Figura - 174</p><p>Figura - 175</p><p>Aptl 92-00/2020 97/310</p><p>Tabela - 22</p><p>6.1.2.6.1 Verificação de Outras Hemorragias Externas Menores e Internas</p><p>1. Visualizar a parte anterior do corpo da vítima;</p><p>2. Apalpar a parte posterior do corpo da vítima;</p><p>3. Procurar por poças e manchas de sangue nas vestes bem como edemas, hema-</p><p>tomas, deformidades visíveis que indiquem uma Hemorragia Interna.</p><p>Figura - 176 Figura - 177 Figura - 178</p><p>Figura - 179 Figura - 180</p><p>Figura - 181</p><p>6.1.2.6.2 Perfusão Capilar</p><p>Retorno sanguíneo esperado em até 2 segundos.</p><p>Retorna em até 2</p><p>segundos</p><p>Retorna após 2</p><p>segundos</p><p>Não retorna</p><p>Normal</p><p>Hemorragia</p><p>intensa</p><p>Choque - PCR</p><p>6.1.2.6.3 Pele</p><p>Analise: Temperatura, Umidade e Colo-</p><p>ração.</p><p>Aptl 92-00/202098/310</p><p>6.1.3 TEMPERATURA DA PELE E UMIDADE</p><p>6.1.3.6.3.1 Coloração da Pele</p><p>Tabela - 23</p><p>Figura - 182</p><p>Figura - 184 Figura - 185</p><p>Figura - 183</p><p>Pele Provável Problema</p><p>Fria e Úmida Traumatismo, Hemorragia, Estado de Choque</p><p>Fria e Seca Exposição ao frio(Hipotermia)</p><p>Quente e Seca Hipertermia (febre),Insolação</p><p>Quente e Úmida Hipertermia (febre),Intermação</p><p>Aptl 92-00/2020 99/310</p><p>Tabela - 24</p><p>6.1.3.1 (D) EXAME NEUROLÓGICO / ESCALA DE GLASGOW</p><p>Ocular</p><p>Alerta 4</p><p>Verbal 3</p><p>Doloroso 2</p><p>Nenhuma 1</p><p>Verbal</p><p>Orientado 5</p><p>Confuso 4</p><p>Inaprop. 3</p><p>S. gemid. 2</p><p>Nenhum 1</p><p>Motora</p><p>Ob.ordens 6</p><p>Loc ret 5</p><p>Rge a dor 4</p><p>Dec 3</p><p>Desc 2</p><p>Nenhuma 1</p><p>Ocular</p><p>Alerta 4</p><p>Verbal 3</p><p>Doloroso 2</p><p>Nenhuma 1</p><p>Verbal</p><p>Sorriso 5</p><p>Choro 4</p><p>Inst perst 3</p><p>Agitação 2</p><p>Nenhum 1</p><p>Motora</p><p>M. 4m esp 6</p><p>Loc ret 5</p><p>N.reage a dor 4</p><p>Dec 3</p><p>Desc 2</p><p>Nenhuma 1</p><p>6.1.3.1.1 Escala de Coma de Glasgow em Maiores de 5 anos.</p><p>Figura - 186</p><p>Aptl 92-00/2020100/310</p><p>6.1.4 ESCALA DE COMA DE GLASGOW EM MENORES DE 5 ANOS.</p><p>Tabela - 25</p><p>Tabela - 26</p><p>Figura - 187</p><p>Figura - 188 Figura - 189</p><p>DECORTICAÇÃO DESCEREBRAÇÃO</p><p>Aptl 92-00/2020 101/310</p><p>6.1.4.1.1 Avaliação das Pupilas</p><p>6.1.4.1 Reatividade à luz</p><p>- Reativas - Contrai</p><p>- Arreativas - Não Contrai</p><p>Figura - 190</p><p>6.1.4.2 Tamanho</p><p>- Normais</p><p>- Miose - Contraídas</p><p>- Midríase - Dilatadas</p><p>Figura - 191</p><p>Figura - 192: Normais</p><p>Figura - 193: Miose - Contraídas Figura - 194: Midríase - Dilatadas</p><p>Figura - 195: Isocóricas – Simétricas</p><p>Figura - 196: Anisocóricas –Assimétricas</p><p>6.1.4.3 Simetria</p><p>Aptl 92-00/2020102/310</p><p>6.1.5 ALTERAÇÕES PUPILARES</p><p>6.1.5.3.1 Pontuação das Pupilas</p><p>- Duas Tem Reatividade: 0</p><p>- Uma Sem Reatividade: -1</p><p>- Duas Sem Reatividade: -2</p><p>Pontuação Final: Glasgow – Pupilas</p><p>Tabela - 27</p><p>Tabela - 28</p><p>Figura - 197</p><p>Figura - 198</p><p>Aptl 92-00/2020 103/310</p><p>6.1.5.1 (E) EXPOSIÇÃO</p><p>EXPOSIÇÃO DA VÍTIMA</p><p>1) Informar à vítima e/ou responsável sobre o procedimento que será efetuado;</p><p>2) Executar a exposição do corpo da vítima somente quando indispensável para</p><p>identifi car sinais de lesões ou de emergências clínicas. (DENTRO DA VIATURA);</p><p>3) Evitar tempo demasiado de exposição, prevenindo a hipotermia;</p><p>4) Cobrir com manta aluminizada ou cobertor ou lençóis limpos.</p><p>5) Garantir privacidade da vítima, evitando expor desnecessariamente as partes</p><p>íntimas de seu corpo.</p><p>6) Respeitar as objeções da vítima, por motivos pessoais, incluindo religiosos,</p><p>desde que isso não implique em prejuízo para o atendimento com conseqüente risco de vida.</p><p>7) Evitar danos desnecessários ao remover vestes e/ou calçados.</p><p>8) Relacionar os pertences do acidentado, mesmo danifi cados, e entregar no</p><p>hospital, à pessoa responsável pela vítima devidamente identifi cada ou à Chefi a de Enferma-</p><p>gem, no hospital.</p><p>Necessária para o exame físico detalhado ou dirigido para a queixa principal.</p><p>Não exponha por tempo demasiado. Previna a hipotermia. Tão logo seja possível</p><p>cubra a vítima.</p><p>Figura - 199</p><p>Figura - 201 Figura - 202</p><p>Figura - 200</p><p>Aptl 92-00/2020104/310</p><p>6.1.6 TRANSPORTE IMEDIATO</p><p>Decisão de Transporte Imediato</p><p>1. Obstrução respiratória que não pode ser facilmente permeada por métodos</p><p>mecânicos;</p><p>2. Parada cardiorrespiratória;</p><p>3. Evidência de estado de choque;</p><p>4. Trauma de crânio;</p><p>5. Difi culdade respiratória provocada por trauma no tórax ou face;</p><p>6. Ferimentos penetrantes em cavidades;</p><p>7. Queimadura da face;</p><p>8. Parto complicado;</p><p>9. Envenenamento;</p><p>10. Acidentes com animais peçonhentos; e</p><p>11. Sinais de lesões internas geradas por trauma violento.</p><p>6.1.7 RECURSOS AUXILIARES À AVALIAÇÃO PRIMÁRIA</p><p>Figura - 203</p><p>Figura - 204</p><p>Oximetria de pulso</p><p>Monitoramento do dióxido de</p><p>carbono (CO2) ao fi nal da expi-</p><p>ração - ETCO2.</p><p>Aptl 92-00/2020 105/310</p><p>Figura - 205</p><p>7 AVALIAÇÃO DA VÍTIMA (ANÁLISE SECUNDÁRIA)</p><p>7.1 ANÁLISE SECUNDÁRIA</p><p>É o exame ordenado realizado pelo socorrista para obter informações sobre o</p><p>estado da vítima e descobrir lesões ou problemas clínicos que, se não tratados, poderão ameaçar</p><p>a vida da vítima.</p><p>O objetivo da avaliação secundária é a identifi cação de lesões ou problemas de</p><p>menor gravidade não identifi cados na avaliação primária para determinar o tratamento mais</p><p>adequado.</p><p>A análise secundária é realizada após a resolução dos problemas detectados na</p><p>análise primária. Ela pode ser realizada no local da ocorrência ou, nos casos de vítimas graves,</p><p>durante o transporte ao hospital.</p><p>7.2 SINAIS E SINTOMAS</p><p>Formas peculiares de manifestação de uma lesão ou doença e isso pode ajudar o</p><p>socorrista a descobrir o tipo de problema que afeta a vítima</p><p>7.2.1 SINAIS</p><p>É o que socorrista descobre fazendo o reconhecimento objetivo utilizando seus</p><p>sentidos (visão, tato, audição e olfato) ao examinar uma vítima.</p><p>Veja</p><p>Ouça</p><p>Sinta</p><p>7.2.1.1 Quais sinais podem ser VISTOS pelo socorrista</p><p>- Movimentos respiratórios.</p><p>- Coloração da pele.</p><p>- Hemorragia externa ou sinais de hemorragia interna do abdômen (tensão exa-</p><p>gerada em um quadrante ou hematoma expansivo).</p><p>- Lesões da pele como escoriações, incisivos, lacerações, queimaduras, perfu-</p><p>ro-contusos, contusões, avulsão, amputação traumática, hematomas.</p><p>- Inchaço ou deformidade de ossos.</p><p>- Qualquer coisa que não “pareça certa”.</p><p>7.2.1.2 Quais sinais podem ser OUVIDOS pelo socorrista</p><p>- Ruídos estranhos durante a respiração.</p><p>7.2.1.3 Quais sinais podem ser SENTIDOS pelo socorrista</p><p>- Batimentos cardíacos.</p><p>- Crepitação óssea, movimento incomum.</p><p>- Exame Físico.</p><p>7.2.1.4 Quais sinais podem ser sentidos (ODORES CARACTERÍRSTICOS)</p><p>- Álcool, drogas, medicamentos, fezes, urina, etc.</p><p>Aptl 92-00/2020106/310</p><p>7.2.2 SINAIS DE LESÃO</p><p>- Sangramento, inchaço (edema), aumento de sensibilidade ou deformação.</p><p>7.2.3 SINAIS CLÍNICOS</p><p>- Pele pálida ou avermelhada, suor, temperatura elevada e pulso rápido.</p><p>7.3 SINTOMAS</p><p>É a sensação manifestada pela vítima.</p><p>Figura - 206</p><p>Figura - 208 Figura - 209</p><p>Figura - 210</p><p>Figura - 207</p><p>Aptl 92-00/2020 107/310</p><p>Pode ser necessário fazer perguntas à vítima para defi nir a presença ou ausência</p><p>de sintomas. Uma boa sugestão é perguntar à vítima consciente se ela sente dor e exatamente</p><p>onde. O socorrista, então, examina a região indicada, procurando descobrir possíveis lesões por</p><p>trauma.</p><p>ATENÇÃO</p><p>Dor intensa numa região pode mascarar outra enfermidade mais</p><p>séria, embora menos dolorosa.</p><p>Além da dor, os outros sintomas que podem ajudar no diagnóstico incluem náu-</p><p>seas, vertigem, calor, frio, fraqueza e sensação de mal-estar.</p><p>7.4 ETAPAS DA ANÁLISE SECUNDÁRIA</p><p>Uma parte da análise é objetiva, por intermédio da avaliação dos sinais vitais e</p><p>do exame físico realizado no sentido da cabeça aos pés da vítima, e a outra é subjetiva, através</p><p>de dados colhidos em entrevista.</p><p>ATENÇÃO</p><p>É prudente, informar a vítima sobre os procedimentos que estão</p><p>sendo</p><p>realizados nela.</p><p>7.4.1 ANÁLISE SECUNDÁRIA OBJETIVA</p><p>Avaliação dos sinais apresentados pela vítima.</p><p>7.4.1.1 Avaliação da Respiração</p><p>Figura - 211</p><p>Aptl 92-00/2020108/310</p><p>7.4.1.1.1 Avaliação da respiração: frequência respiratória</p><p>- Palpar o pulso radial;</p><p>- Movimentos toráxicos 30 seg x 2;</p><p>- Se respiração irregular = 1 min.</p><p>Referência: CBMSP</p><p>(incursões respiratórias por minuto – irm) Referência: Protocolo de Suporte Básico de Vida</p><p>(SAMU – 2016)</p><p>Figura - 212</p><p>Tabela - 29</p><p>Aptl 92-00/2020 109/310</p><p>7.4.1.1.2 Avaliação da Respiração: PROFUNDIDADE</p><p>Normal - Expansão torácica normal;</p><p>Superfi cial - Expansão torácica superfi cial; pouco volume de ar trocado;</p><p>Profunda - Grande Expansão torácica; muito volume de ar trocado.</p><p>7.4.1.1.3 Avaliação da Respiração: RITMO</p><p>Regular - Quando o intervalo é semelhante;</p><p>Irregular - Quando o intervalo é variável.</p><p>7.4.1.1.4 Avaliação da Respiração: SOM</p><p>- Sem ruídos estranhos;</p><p>- Com ruídos estranhos.</p><p>7.4.1.1.5 Oxímetro</p><p>Saturação de</p><p>Oxigênio</p><p>Operação</p><p>Igual ou maior</p><p>que 95%</p><p>Ministrar Oxigênio</p><p>Inicie assistência ventilatória</p><p>com reanimador manual com</p><p>oxigênio.</p><p>Abaixo de 90%</p><p>Transporte Imediato e assis-</p><p>tência ventilatória com rea-</p><p>nimador manual e oxigênio.</p><p>Entre 90 e 95%</p><p>Constatamos que um paciente encontra-se com a ventilação prejudicada no</p><p>momento em que o submetemos ao oxímetro de pulso e obtemos como respos-</p><p>ta uma saturação de Oxigênio abaixo de 95%</p><p>Figura - 213</p><p>Tabela - 30</p><p>Tabela - 31</p><p>Tabela - 32</p><p>Aptl 92-00/2020110/310</p><p>7.4.2 FREQUÊNCIA CARDIACA EM REPOUSO</p><p>(batimentos por minuto - bpm) Referência: Protocolo de Suporte Básico de Vida</p><p>(SAMU – 2016)</p><p>7.5 ANÁLISE SECUNDÁRIA OBJETIVA</p><p>7.5.1 AVALIAÇÃO DA CIRCULAÇÃO</p><p>Figura - 214</p><p>Tabela - 33</p><p>Aptl 92-00/2020 111/310</p><p>7.5.1.1.1 RITMO da Frequência Cardíaca</p><p>Regular Intervalos Iguais</p><p>Irregular Intervalos Diferentes</p><p>Forte Fácil Detecção</p><p>Fraco Difícil Detecção</p><p>7.5.1.1.2 INTENSIDADE da Frequência Cardíaca</p><p>7.5.1.1.3 Avaliação da Pressão Arterial (PA)</p><p>Recém Nascido 52/30 mmHg</p><p>4 anos 85/60 mmHg</p><p>6 anos 95/62 mmHg</p><p>10 anos 100/65 mmHg</p><p>12 anos 108/67 mmHg</p><p>16 anos 118/75 mmHg</p><p>+ de 16 anos 120/80 mmHg</p><p>+ de 50 anos De 140/90 a 160/100 mmHg</p><p>Idade PA</p><p>Referência: CBMSP</p><p>7.5.1.1 Avaliação da Temperatura, Umidade e Coloração da Pele</p><p>Figura - 215 Figura - 216 Figura - 217</p><p>Tabela - 34</p><p>Tabela - 35</p><p>Tabela - 36</p><p>Aptl 92-00/2020112/310</p><p>7.5.2 AVALIAÇÃO DA TEMPERATURA DA PELE:</p><p>Temperatura central</p><p>com suportes laterais de cabeça e respectivas tiras de sustentação.</p><p>Deve ser aplicado em todas as vítimas de trauma, a qualquer momento durante</p><p>a abordagem da vítima.</p><p>São colocados comumente após a liberação das vias aéreas.</p><p>Existem vários modelos e tamanhos. Os utilizados no APH possuem uma aber-</p><p>tura frontal que permite a verifi cação dos batimentos cardíacos e até uma traqueotomia, caso</p><p>necessário.</p><p>Figura - 227</p><p>Figura - 229</p><p>Figura - 228</p><p>8.1.1 TÉCNICAS DE APLICAÇÃO DO COLAR CERVICAL</p><p>8.1.1.1 Vítima Sentada</p><p>1º- Socorrista 1: Faz, lentamente, o alinhamento manual da cabeça da vítima e a</p><p>mantém estabilizada com uma leve tração para cima;</p><p>OBS: Apóie as mãos na face e os cotovelos em cima das coxas. Não apóie os</p><p>cotovelos no chão desnecessariamente.</p><p>OBS: Vítima inconsciente: manter as vias aéreas permeáveis, usando a manobra</p><p>de elevação de mandíbula.</p><p>Aptl 92-00/2020 119/310</p><p>ATENÇÃO</p><p>Se ao alinhar o pescoço ocorre alguma dessas situações, pare</p><p>imediatamente!</p><p>- Resistência ao movimento;</p><p>- Espasmos do músculo do pescoço;</p><p>- Aumento da dor;</p><p>- Início ou aumento de défi cit neurológico, como adormecimento, formiga-</p><p>mento ou perda de motricidade;</p><p>- Comprometimento da via aérea ou respiração.</p><p>Socorrista 2: Retira qualquer vestimenta e adornos da área do pescoço da vítima;</p><p>3º- Examinar o pescoço da vítima antes de aplicar o colar;</p><p>4º- Socorrista 2: Verifi ca com seus dedos, a altura do pescoço que corresponde</p><p>a distância entre uma linha imaginária que passa pela borda inferior da mandíbula e outra que</p><p>passa pelo ponto onde termina o pescoço e se inicia o ombro;</p><p>Figura - 230</p><p>Figura - 231 Figura - 232</p><p>2º- Socorrista 2: Retira qualquer vestimenta e adornos da área do pescoço da</p><p>vítima;</p><p>Aptl 92-00/2020120/310</p><p>5º- Socorrista 2 - Verifi ca a altura (tamanho) do colar cervical, calculando a dis-</p><p>tância entre o pino preto de fi xação, até a borda rígida do colar. Não inclua na medida a borda</p><p>macia;</p><p>6º- Socorrista 2 - Escolhe o colar que tiver esta altura igual à altura do pescoço;</p><p>Figura - 233</p><p>Figura - 234</p><p>Aptl 92-00/2020 121/310</p><p>7º- Socorrista 2 - Coloca o colar cervical iniciando pela parte do queixo, desli-</p><p>zando o colar sobre o tórax da vítima até que seu queixo esteja apoiado fi rmemente sobre a parte</p><p>anterior do colar;</p><p>8º- Socorrista 2 - Passa a parte posterior do colar por trás do pescoço da vítima</p><p>até se encontrar com a parte anterior do colar;</p><p>9º- Socorrista 2 - Ajusta o colar e prende o velcro observando uma discreta folga</p><p>(01 dedo) entre o colar e o pescoço da vítima;</p><p>10º- Socorrista 1 - Mantém a imobilização lateral da cabeça.</p><p>8.1.1.2 Vítima Deitada</p><p>1º- Socorrista 1 - Faz, lentamente, o alinhamento manual da cabeça da vítima e</p><p>a mantém estabilizada com uma leve tração para cima;</p><p>Na vítima inconsciente, mantém as vias aéreas permeáveis, usando a manobra</p><p>de elevação de mandíbula.</p><p>2º- Socorrista 2 - Retira qualquer vestimenta e adornos da área do pescoço da</p><p>vítima;</p><p>3º- Socorrista 2 - Examinar o pescoço da vítima antes de aplicar</p><p>o colar;</p><p>4º- Socorrista 2 - Verifi ca com seus dedos, a altura do pescoço que corresponde</p><p>a distância entre uma linha imaginária que passa pela borda inferior da mandíbula e outra que</p><p>passa pelo ponto onde termina o pescoço e se inicia o ombro;</p><p>5º- Socorrista 2 - Verifi ca a altura (tamanho) do colar cervical, calculando a dis-</p><p>tância entre o pino preto de fi xação, até a borda rígida do colar. Não inclua na medida a borda</p><p>macia;</p><p>6º- Socorrista 2 - Escolhe o colar que tiver esta altura igual à altura do pescoço;</p><p>Figura - 235</p><p>Aptl 92-00/2020122/310</p><p>7º- Socorrista 2 - Passa a parte posterior do colar por trás do pescoço da vítima;</p><p>8º- Socorrista 2 - Coloca a parte anterior do colar cervical, encaixando no queixo</p><p>da vítima de forma que fi que apoiado fi rmemente;</p><p>9º- Socorrista 2 - Ajusta o colar e prende o velcro observando uma discreta folga</p><p>(01 dedo) entre o colar e o pescoço da vítima;</p><p>10º- Socorrista 1 - Mantém a imobilização lateral da cabeça até que seja coloca-</p><p>do um recurso para tal (imobilizador lateral de cabeça, cobertor, etc.).</p><p>ATENÇÃO</p><p>Lembrar que mesmo com o colar cervical, a vítima pode movimentar a cabeça.</p><p>A região cervical somente estará imobilizada completamente quando o estabilizador lateral de</p><p>cabeça for instalado.</p><p>Em toda vítima de trauma deverá ser colocado o colar cervical, mesmo que o</p><p>estado da vítima não seja grave.</p><p>8.2 TÉCNICAS DE RETIRADA DE CAPACETE</p><p>É recomendado que a vítima esteja na posição de decúbito dorsal horizontal</p><p>(DDH) ou sentada.</p><p>ATENÇÃO!</p><p>No caso de piloto de aeronaves providas de canopy, antes deremover o capacete, é</p><p>necessário desconectar a mangueira do oxigênio e o fi o do rádio.</p><p>Figura - 236 Figura - 237</p><p>Aptl 92-00/2020 123/310</p><p>1º- Socorrista 1 - Segura o capacete de modo queseus dedos envolvam a mandí-</p><p>bula da vítima e estabiliza a cabeça da vítima mantendo uma leve tração;</p><p>2º- Socorrista 2 - Solta ou corta o tirante do capacete, enquanto o Socorrista 1</p><p>mantém atração;</p><p>Coloca o polegar e o indicador de uma das mãos segurando a mandíbula e com</p><p>a outra na parte posterior do pescoço, na altura da região occipital, fi xando a coluna cervical;</p><p>3º- Socorrista 1 - Remove o capacete da cabeça da vítima, atentando para os</p><p>seguintes itens:</p><p>- Capacete oval - é necessário alarga-lo com as próprias mãos, mantendo-o</p><p>dessa forma durante todo o processo de retirada, para que ele não traumatize</p><p>as orelhas da vítima e seja mais fácil a retirada.</p><p>- Capacete que cobre toda a face da vítima - remova primeiro o visor e erga</p><p>a parte da frente do capacete ao tirá-lo, para que não traumatize o nariz.</p><p>4º- Socorrista 1 - Depois de retirar o capacete, assume a posição estabilizando a</p><p>cabeça;</p><p>5º- Socorrista 2 - Coloca o colar cervical no pescoço da vítima, com técnica</p><p>adequada.</p><p>Figura - 238</p><p>Figura - 241</p><p>Figura - 242 Figura - 243</p><p>Figura - 239 Figura - 240</p><p>Aptl 92-00/2020124/310</p><p>ATENÇÃO</p><p>Caso a vítima não esteja em DDH, será necessário colocá-la nesta posição utili-</p><p>zando a técnica de movimentação mais adequada à situação.</p><p>A retirada do capacete deve ser feita o mais precocemente possível.</p><p>Permite-se a retirada do capacete com a vítima em outra posição que não em</p><p>decúbito dorsal se ela estiver presa em algum lugar impedindo o rolamento;</p><p>Não retirar o capacete se houver objeto transfi xando o mesmo;</p><p>Não retirar o capacete se a vítima queixar-se de dor em coluna cervical; nesse</p><p>caso transportá-la com o capacete fi xo a prancha.</p><p>Aptl 92-00/2020 125/310</p><p>9 DESOBSTRUÇÃO DAS VIAS AÉREAS</p><p>9.1 RETIRADA DE CORPO ESTRANHO SÓLIDO DA BOCA</p><p>9.1.1 VÍTIMA COM MAIS DE 1 ANO</p><p>Remover o corpo estranho visível com o dedo indicador e médio em forma de</p><p>pinça.</p><p>9.1.2 VÍTIMA COM MENOS DE 1 ANO</p><p>Remover o objeto estranho visível com o dedo mínimo em forma de gancho.</p><p>9.2 RETIRADA DE SECREÇÕES LÍQUIDAS DA BOCA</p><p>9.2.1 ASPIRAÇÃO</p><p>É a melhor opção</p><p>9.2.2 GIRAR ACABEÇA PARA O LADO</p><p>Vítima sem suspeita de lesão na coluna cervical.</p><p>Figura - 244</p><p>Figura - 246 Figura - 247</p><p>Figura - 245</p><p>Aptl 92-00/2020126/310</p><p>9.2.3 VIRAR A MACA</p><p>Vítima com suspeita de lesão na cervical imobilizada na prancha rígida.</p><p>9.2.4 GIRO EM BLOCO 90º</p><p>Vítima com suspeita de lesão na cervical.</p><p>9.3 POSIÇÃO UNIVERSAL DE ENGASGO</p><p>9.4 MANOBRA DE HEIMLICH</p><p>Manobra destinada a desobstruir as vias aéreas de vítima com obstrução total.</p><p>9.4.1 VÍTIMA COM MAIS DE 1 ANO CONSCIENTE</p><p>1º- Perguntar se está engasgado e Constatar a obstrução (Totalou Parcial);</p><p>- OBS. Obstrução Parcial: Estimular Tosse, caso positivo, pode trans-</p><p>portar vítima sentada em observação (sinais e sintomas). Obstrução</p><p>Total:Manobra de Heimlich,</p><p>2º- Solicitar SAV;</p><p>Figura - 248 Figura - 249</p><p>Figura - 250</p><p>Figura - 252 Figura - 253</p><p>Figura - 251</p><p>Aptl 92-00/2020 127/310</p><p>3º- Explicar os procedimentos que serão realizados (de maneira breve) paraopa-</p><p>ciente efornecer osuporte emocional;</p><p>4º- Posicionar atrás de vítima em boa base e Posicionar sua mão fechada com a</p><p>face do polegar encostada na parede abdominal, entreoapêndice</p><p>xifoidee acicatriz umbilical;</p><p>5º- Com a outra mão espalmada sobre a primeira comprima o abdome num mo-</p><p>vimento rápido direcionado para trás e para cima (movimentoem “J”);</p><p>6º- Efetuar compressões até desobstruir ou a vítima tornar-se inconsciente; e</p><p>7º- Após desobstrução, verifi car sinais vitais e transportar assim que possível e</p><p>caso a vítima fi car inconsciente durante a manobra deitá-la em superfície rígida e tratar confor-</p><p>me os procedimentos específi cos.</p><p>Obs.: Gestantes e Obesos: Compressões esternais.</p><p>9.4.2 VÍTIMA COM MAIS DE 1 ANO CONSCIENTE (DEITADA)</p><p>Obs.: Compressões entre a cicatriz umbilical e o processo xifoide. E caso a víti-</p><p>ma seja obesa ou gestante, compressões esternais, lembrando a vítima está consciente.</p><p>Figura - 254</p><p>Figura - 255 Figura - 256</p><p>Aptl 92-00/2020128/310</p><p>9.4.3 VÍTIMA COM MAIS DE 1 ANO INCONSCIENTE</p><p>1º- Constatada a inconsciência, colocar a vítima em DDH e Posicionar-se Late-</p><p>ralmente a vítima;</p><p>2º-Realizar 30 compressões torácicas;</p><p>3º-Inspecionar VAS, se OVACE visível retirar. Obs. Realizar 2 ventilações su-</p><p>cessivas para identifi cara entrada e saída do ar.</p><p>4º- Checar Sinais Vitais - Pulso e Respiração (5 a10 Segundos).</p><p>5º- Situação do Paciente 1.</p><p>Objeto não está mais obstruindoas VAS:</p><p>- Sem Respiração e Sem Pulso: tratar como uma PCR.</p><p>- Sem Respiração e Com Pulso: tratar como uma PR.</p><p>- Com Respiração e Com Pulso: DLE encaminhar ao Hospital.</p><p>- OBS. Em todasas situações Solicitar SAV.</p><p>5º-Situação do Paciente 2.</p><p>Objeto está obstruindoas VAS, Cou S Pulso:</p><p>- 2 ventilações de resgate. Aprimeira observando a expansão torácica, se não</p><p>teve movimento reposiciona as VAS e faz a segunda ventilação.</p><p>- Realizar Procedimentos para PCR, incluindo a inspeção visual das VAS logo</p><p>após as compressões.</p><p>- Caso Objeto seja encontrado, retirar, promover 2 ventilações para identifi car</p><p>a entrada e saída do ar e checar o pulso e respiração.</p><p>9.4.4 VÍTIMA COM MENOS DE 1ANO</p><p>1º- Constatada a obstrução (total ou parcial), posicionar a vítima de bruços em</p><p>seu antebraço apoiado em sua coxa, segurando fi rmemente a cabeça da vítima pela mandíbula,</p><p>apoiando o lábio inferior com o dedo indicador para manter a boca aberta (V ou C). A cabeça</p><p>da vítima deverá estar em nível inferior ao próprio tórax dela;</p><p>OBS. Solicitar SAV.</p><p>2º- Efetuar 5 (cinco) pancadas, com a região tenar e hipotenar da palma de sua</p><p>mão, entre as escápulas da vítima;</p><p>Figura - 257 Figura - 258</p><p>Aptl 92-00/2020 129/310</p><p>3º- Colocar o antebraço livre sobre as costas da vítima e virá-la para decúbito</p><p>dorsal.</p><p>4º- Manter a cabeça da vítima em nível inferior ao próprio tórax, apoiando o</p><p>braço sobre a coxa;</p><p>5º- Efetuar 5 (cinco) compressões esternais com 2 dedos (médio e anelar);e</p><p>6º- Abrir a boca, visualizar e tentar remover qualquer objeto estranho visível</p><p>com o dedo mínimo em forma de gancho.</p><p>7º- Fazer 2 ventilações (boca a boca nariz), caso o ar não entre, reinicie o ciclo</p><p>transportando para hospital.</p><p>OBSERVAÇÃO</p><p>Caso o Bebê evolua para Inconsciência deverá iniciar o protocolo de RCP. Sem-</p><p>pre inspecionando as VAS após as compressões.</p><p>Caso identifi que o objeto, deverá retirá-lo, e promover 2 ventilações para cons-</p><p>tatar a expansão torácica. Após, checar pulso braquial ou femural e respiração.</p><p>Figura - 259 Figura - 260</p><p>Figura - 261</p><p>Figura - 262 Figura - 263</p><p>Aptl 92-00/2020130/310</p><p>Se você não tem força sufi ciente, pode ou</p><p>não conseguir atingir a circunferência da</p><p>vítima pode ajudar também com batidas</p><p>fi rmes nas costas.</p><p>Mas, melhor ainda é a manobra em que</p><p>se abraça e aplica a compressão entre o</p><p>abdome e as costelas.</p><p>9.5 AUTO SALVAMENTO</p><p>E, inclusive, você mesmo(a) pode auto-aplicar a manobra se estiver sozinho(a).</p><p>Figura - 264</p><p>Figura - 265</p><p>Figura - 266</p><p>Aptl 92-00/2020 131/310</p><p>10 PARADA RESPIRATÓRIA</p><p>É a ausência dos movimentos respiratórios, no entanto, a vítimapermanece com</p><p>os movimentos cardíacos, podendo ser recuperada pela aplicação de ventilações de resgate</p><p>(ventilações artifi ciais).</p><p>Quando se deixa de respirar (parada respiratória) o coração pode continuar bom-</p><p>beando sangue por alguns minutos, porém se não houver a renovação do oxigênio ocorrerá uma</p><p>parada cardíaca como conseqüência.</p><p>10.1 SINAIS E SINTOMAS</p><p>- Inconsciência;</p><p>- Ausência de movimento respiratório;</p><p>- Pele fria e pálida;</p><p>- Lábios e extremidades cianóticas; e</p><p>- Pupilas dilatadas.</p><p>10.2 PRINCIPAIS CAUSAS DA PARADA RESPIRATÓRIA</p><p>- Distúrbios neurológicos ou musculares;</p><p>- Intoxicação;</p><p>- Afogamento; e</p><p>- Obstrução das vias aéreas por corpos estranhos ou pela própria língua, etc.</p><p>O atendimento imediato é fundamental para evitar a parada cardíaca e a morte.</p><p>Em muitos casos a simples desobstrução das vias aéreas será uma manobra efi -</p><p>ciente para recuperação da vítima.</p><p>10.3 TÉCNICAS DE VENTILAÇÃO</p><p>1 ventilação a cada 5 a 6 segundos.</p><p>Cerca de 10 a 12 respirações/min</p><p>1 ventilação a cada 3 a 5 segundos.</p><p>Cerca de 12 a 20 respirações/min</p><p>Parada Respiratória</p><p>Adultos Pediátrico (Crianças e Bebês)</p><p>Tabela - 40</p><p>O Socorrista deve:</p><p>Técnicas de</p><p>Ventilação - de 1 ano + de 1 ano</p><p>Boca a Boca</p><p>∙ Se posicionar ao lado da</p><p>vítima;</p><p>∙ Envolver a boca e o nariz</p><p>da vítima;</p><p>∙ Insufl ar apenas o ar contido</p><p>em sua boca (bochechadas).</p><p>∙ Se posicionar ao lado da</p><p>vítima;</p><p>∙ Envolver a boca da</p><p>Vítima.</p><p>∙ Insufl ar ar até observar</p><p>o tórax da vítima levan-</p><p>tar.</p><p>Tabela - 41</p><p>Aptl 92-00/2020132/310</p><p>Ventilação Boca a Boca Ventilação Boca a Boca Nariz</p><p>O Socorrista deve:</p><p>Técnicas de</p><p>Ventilação - de 1 ano + de 1 ano</p><p>Boca a</p><p>Máscara</p><p>• Se posicionar atrás da</p><p>cabeça da vítima;</p><p>• Envolver a boca e o</p><p>nariz</p><p>da vítima com a máscara.</p><p>• Insufl ar ar até observar o</p><p>tórax da vítima levantar.</p><p>• Se posicionar atrás da</p><p>cabeça da vítima;</p><p>• Envolver a boca e o</p><p>nariz</p><p>da vítima com a máscara;</p><p>• Insufl ar apenas o ar</p><p>contido em sua boca</p><p>(bochechadas).</p><p>Tabela - 42</p><p>Figura - 267 Figura - 268</p><p>Ventilação Boca a Máscara</p><p>Figura - 269 Figura - 270</p><p>Aptl 92-00/2020 133/310</p><p>O Socorrista deve:</p><p>Técnicas de</p><p>Ventilação - de 1 ano + de 1 ano</p><p>Balão de</p><p>Ventilação</p><p>Manual</p><p>• Se posicionar atrás da</p><p>cabeça da vítima;</p><p>• Envolver a boca e o</p><p>nariz</p><p>da vítima com a máscara;</p><p>• Usar Balão de Ventila-</p><p>ção Adequado.</p><p>• Se posicionar atrás da</p><p>cabeça da vítima;</p><p>• Envolver a boca e o</p><p>nariz</p><p>da vítima com a máscara;</p><p>• Usar Balão de Ventila-</p><p>ção Adequado.</p><p>Adulto – Infantil - Bebê Ventilação com 1 socorrista</p><p>Tabela - 43</p><p>Figura - 271 Figura - 272</p><p>Ventilação com 2 socorristas</p><p>Figura - 273</p><p>Aptl 92-00/2020134/310</p><p>10.3.1 PROCEDIMENTOS PARA VENTILAÇÃO ARTIFICIAL</p><p>1. Avaliar e Assegurar a Segurança da Cena e Utilizar EPI;</p><p>2. Abordar e Avaliar Situação da Vítima (Status Neurológico, Pulso e Respira-</p><p>ção);</p><p>3. Solicitar SAV e solicitar o DEA;</p><p>4. Posicionar a vítima em DDH numa superfície rígida e plana;</p><p>5. Fazer abertura das vias aéreas com a técnica mais adequada à situação da</p><p>vítima;</p><p>6. Colocar os dispositivos disponíveis para realizar ventilação;</p><p>7. Efetuar ventilações conforme referência da AHA com a técnica adequada:</p><p>1 ventilação a cada 5 a 6 segundos.</p><p>Cerca de 10 a 12 respirações/min</p><p>1 ventilação a cada 3 a 5 segundos.</p><p>Cerca de 12 a 20 respirações/min</p><p>Parada Respiratória</p><p>Adultos Pediátrico (Crianças e Bebês)</p><p>Referência: AHA 2015Tabela - 44</p><p>8. Checar pulso e respiração a cada 2 minutos;</p><p>- 8.1 - Caso a vítima volte a respirar, encaminhe-a ao médico;</p><p>- 8.2 - Caso ela continue em parada respiratória, reinicie o ciclo de ventila-</p><p>ção; e</p><p>- 8.3 - Caso a vítima entre em parada cardiorespiratória, inicie as manobras</p><p>de RCP.</p><p>- 8.4 - A Verifi cação do Pulso e Respiração não devem ultrapassar 10 segun-</p><p>dos.</p><p>ATENÇÃO</p><p>Em caso de obstrução respiratória, providenciar a desobstrução.</p><p>Auxiliar a ventilação com Balão de Ventilação Manual associado a oxigênio</p><p>quando verifi car:</p><p>- Presença de cianose;</p><p>- Retrações e diminuição do nível de consciência tais como sonolência e agi-</p><p>tação acentuada;</p><p>- Respiração superfi cial ou bradipnéia;</p><p>- Nesses casos, observar o fl uxo de oxigênio respectivo.</p><p>Na presença de vômitos,</p><p>em casos clínicos, girar a cabeça da vítima lateralmen-</p><p>te; em casos de trauma, girar a vítima em bloco ou a prancha lateralmente, se devidamente</p><p>fi xada. Sensibilidade dos órgãos à isquemia (diminuição da oxigenação):</p><p>Tabela - 45</p><p>Aptl 92-00/2020 135/310</p><p>11 PARADA CARDIORESPIRATÓRIA -PCR</p><p>É a situação em que a vítima não apresenta batimentos cardíacos e nem respira-</p><p>ção (MorteAparente).</p><p>11.1 SINAIS E SINTOMAS</p><p>- Inconsciência;</p><p>- Ausência de movimento respiratório;</p><p>- Ausência de batimentos cardíacos;</p><p>- Pele fria e pálida;</p><p>- Lábios e extremidades cianóticas; e</p><p>- Pupilas dilatadas.</p><p>11.2 PRINCIPAIS CAUSAS</p><p>- Doenças cardiovasculares;</p><p>- Afogamento;</p><p>- Choque Elétrico;</p><p>- Trauma de Crânio, etc.</p><p>11.3 CORRENTE DA SOBREVIVÊNCIA</p><p>É o conceito da American Hearth Association (AHA) sobre a reanimação cardio-</p><p>pulmonar (RCP), que estabelece uma seqüência de procedimentos que devem ser realizados no</p><p>menor tempo possível para viabilizar a sobrevida após uma parada cardiorrespiratória (PCR).</p><p>Este conceito mostra a importância da integração dos diferente selos, em espe-</p><p>cial a RCP e a Desfi brilação Precoce.</p><p>2015 – AHA</p><p>11.3.1 EM ADULTOS</p><p>1º Elo - Reconhecimento imediato da PCR e acionamento do serviço de emer-</p><p>gência/urgência;</p><p>2º Elo - Iniciar RCP precoce, com ênfase nas compressões torácicas;</p><p>3º Elo - Rápida desfi brilação;</p><p>4º Elo - Suporte avançado davida efi caz;</p><p>5º Elo - Cuidados pós PCR integrados.</p><p>Figura - 274</p><p>Aptl 92-00/2020136/310</p><p>11.3.2 EM CRIANÇAS</p><p>2015 -AHA</p><p>1º Elo - Prevenção;</p><p>2º Elo - RCP precoce, com ênfase nas compressões torácicas;</p><p>3º Elo - Chamar ajuda especializada;</p><p>4º Elo - Suporte avançado davida efi caz;</p><p>5º Elo - Cuidados pós PCR integrados.</p><p>11.4 REANIMAÇÃO CARDIORESPIRATÓRIA -RCP</p><p>Procedimento de emergência aplicado nos casos de Parada Cardiorespiratória -</p><p>PCR.</p><p>É a combinação de compressões torácicas com ventilação de resgate (ou venti-</p><p>lação artifi cial), com o objetivo de manter artifi cialmente a circulação e a respiração da vítima</p><p>até que haja um socorro médico adequado.</p><p>É imprescindível a correta posição da vítima e do socorrista, a abertura das vias</p><p>aéreas por meio da manobra mais indicada, a localização dos pontos de compressão torácica e</p><p>avaliação dos sinais vitais, bem como a adequada intensidade das compressões e das insufl a-</p><p>ções de ar.</p><p>11.5 TÉCNICAS DE COMPRESSÃO TORÁCICA</p><p>- Ressalta-se que em atendimentos deve-se:</p><p>- Avaliar a Cena e Assegurar a sua Segurança;</p><p>- Utilizar a proteção pessoal (EPI);e</p><p>- Avaliar a situação das vítimas.</p><p>11.5.1 ADULTOSE ADOLESCENTES</p><p>- Posicionar vítima em DDH numa superfície rígida;</p><p>- Socorrista de joelhos ao lado da vítima;</p><p>- Colocar as duas mãos a uma distância de dois dedos acima do apêndice xi-</p><p>fóide apoiando a região tenar e hipotenar da mão no centro do esterno ea</p><p>outramão sobrea primeira;</p><p>Figura - 275</p><p>Figura - 276 Figura - 277</p><p>Aptl 92-00/2020 137/310</p><p>- Manter os braços estendidos, num ângulo de 90º com o corpo da vítima.</p><p>- Comprimir o esterno no mínimo 5 e no máximo 6 cm noritmo de 100 a 120/</p><p>min;</p><p>- Após cada compressão, aliviar o peso para que o tórax retorne à posição nor-</p><p>mal e permita o enchimento sanguíneo das cavidades cardíacas (diástole),</p><p>mas não perder o contato entre a base da mão e o tórax da vítima.</p><p>11.5.2 CRIANÇAS (1ANO ATÉA PUBERDADE)</p><p>- Uma única mão – 90º.</p><p>- Comprimir o esterno cerca de 5 cm no ritmo de 100 a 120/min.</p><p>Figura - 278</p><p>Figura - 279</p><p>Aptl 92-00/2020138/310</p><p>11.5.3 BEBÊS (ABAIXO DE 1 ANO) E NEONATAIS (ATÉ 28 DIAS)</p><p>- Traçar uma linha imaginária entre os mamilos e colocar o dedo indicador em</p><p>cima dessa linha.</p><p>- Posicionar os dedos médio e anelar imediatamente abaixo do dedo indicador,</p><p>retirando, em seguida, o dedo indicador do tórax da vítima, mantendo-o apon-</p><p>tado para alinha imaginária.</p><p>- Comprimir o esterno cerca 4 cm no ritmo de 100 a 120/min.</p><p>11.5.4 BEBÊS ENEONATAIS</p><p>Como opção, com 2 socorristas, pode-se envolver o tórax da vítima com as duas</p><p>mãos e comprimir com os dois polegares (técnica recomendada para 2 socorristas utilizando</p><p>equipamentos auxiliares na reanimação).</p><p>11.6 PROCEDIMENTOS DE RCP</p><p>11.6.1 ADULTOSE ADOLESCENTES</p><p>1. Confi rmara PCR constatando:</p><p>- Inconsciência;</p><p>- Verifi car Pulso Central e Respiração (no máximo 10 segundos)</p><p>2. Solicitar SAV e pedir oDEA;</p><p>3. Posicionar a vítima em DDH sobre umasuperfície rígida;</p><p>4. Efetuar 30 compressões (2 mãos), no ritmo de 100 a 120/min, no mínimo5cm,</p><p>não ultrapassando 6cm;</p><p>5. Efetuar2 ventilações (VASdevem estar liberadas);</p><p>6. Manteras compressões eventilações na frequência 30x2;</p><p>Figura - 280</p><p>Figura - 282 Figura - 283</p><p>Figura - 281</p><p>Aptl 92-00/2020 139/310</p><p>7. Verifi car o pulso central a cada 2 minutos (5 ciclos).</p><p>- Se não houver pulso, a RCP deve ser reiniciada pelas 30 compressões to-</p><p>rácicas e preparar para transporte a hospital;</p><p>- Se houver retorno do pulso, porém respiração ausente, iniciar a ventilação</p><p>artifi cial.</p><p>1 Socorrista 2 Socorristas</p><p>ATENÇÃO</p><p>Quando em 2 socorristas, o que ventila é responsável por avaliar a efi cácia da</p><p>compressão (afundamento correto do tórax, retorno da coloração rósea da pele) controle do</p><p>tempo e verifi cação do pulso central. O intervalo entre cada ciclo deve ser inferior a 10 segun-</p><p>dos.</p><p>11.6.2 CRIANÇAS (1ANO ATÉ A PUBERDADE)</p><p>- 1 mão 90º – boca a boca;</p><p>- 30x2 (1 Socorrista);</p><p>- 15x2 (2 Socorristas);</p><p>- Cerca de 5cm de profundidade;</p><p>- Ritmo 100 a 120/min.</p><p>Figura - 284</p><p>Figura - 286 Figura - 287</p><p>Figura - 285</p><p>Aptl 92-00/2020140/310</p><p>11.6.3 BEBÊS (ABAIXO DE 1 ANO)</p><p>- 2 dedos 90º – boca aboca nariz</p><p>- 30x2 (1 Socorrista)</p><p>- 15x2 (2 Socorristas)</p><p>- Cerca de 4cm de profundidade</p><p>- Ritmo 100 a 120/min</p><p>11.6.4 NEONATAL (RECÉM NASCIDOS – ATÉ 28 DIAS)</p><p>- 2 dedos 90º – boca a boca nariz</p><p>- 3x1 (1 ou 2 Socorristas)</p><p>- Cerca de 4cm de profundidade</p><p>- Relação de 90 compressões para 30 ventilações p/minuto</p><p>Figura - 288</p><p>Figura - 290</p><p>Figura - 289</p><p>11.7 TROCA DE SOCORRISTA</p><p>A cada 2 min (5 ciclos) durante a verifi cação do pulso e respiração. Os socor-</p><p>ristas devem combinar um sinal para a troca. Assim, ao término de cada 5 ciclos os socorristas</p><p>devem:</p><p>1. Aquele que efetua as compressões assume o local da ventilação, checa o pul-</p><p>so e informa sua presença ou não;</p><p>2. O socorrista que ventila se posiciona junto ao tórax da vítima, localiza o pon-</p><p>to de compressão e posiciona corretamente as mãos. Depois de informado</p><p>que não há presença de pulso, inicia a compressão torácica. A troca de posi-</p><p>ção deve ser inferior a 10 segundos.</p><p>Aptl 92-00/2020 141/310</p><p>ATENÇÃO</p><p>A RCP deve continuar até que:</p><p>- Ocorra o retorno da respiração e circulação;</p><p>- Ocorra o retorno espontâneo da circulação (retorno de pulso efi caz), situação</p><p>em que deverá ser mantidaa ventilação de resgate;</p><p>- A vítima seja entregue sob os cuidados da equipe avançada ou equipe médica</p><p>nohospital;</p><p>- Médico devidamente qualifi cado e identifi cado determine o óbito da vítima</p><p>no local.</p><p>OBSERVAÇÕES IMPORTANTES</p><p>Os ciclos de reanimação iniciam-se com a compressão e terminam com a venti-</p><p>lação.</p><p>Após checagem de pulso ao término dos ciclos, estando este ausente, reiniciar a</p><p>RCP com as compressões.</p><p>Com 2 socorristas, a fi m de manter um controle da freqüência de compressões e</p><p>os ciclos de RCP, utilizara seguinte regra:</p><p>- O socorrista que ventila conta os ciclos.</p><p>- O que efetua as compressões marca somente o ritmo das compressões.</p><p>- O socorrista que ventila é quem checa o pulso ao término dos ciclos.</p><p>Em geral, na RCP, exige-se a aplicação de 5 ciclos de 30x2 no tempo de 2 minu-</p><p>tos para se atingir corretamente a técnica proposta para a reanimação.</p><p>Em situações de trauma, o colar cervical deve ser aplicado em qualquer mo-</p><p>mento antes da movimentação da vítima para a prancha longa por socorrista que não esteja</p><p>empenhado na RCP.</p><p>11.8 ERROS MAIS COMUNS</p><p>- A vítima não está posicionada sobre uma superfície rígida;</p><p>- A vítima não está em posição horizontal;</p><p>- Vias aéreas não estão liberadas corretamente;</p><p>- A máscara não está perfeitamente selada</p><p>eo ar escapa;</p><p>- Narinas da vítima não estão vedadas na respiração boca-a-boca;</p><p>- As mãos estão colocadas incorretamente ou em local inadequado sobre o tó-</p><p>rax;</p><p>- Compressões muito profundas ou demasiadamente rápidas;</p><p>- Combinação entre as ventilações e compressões está incorreta;</p><p>- A RCP deixa de ser executada por mais de 10 segundos.</p><p>11.9 CONSIDERAÇÕES IMPORTANTES</p><p>Em pacientes que estejam com Via Aérea Avançada pode se realizar compres-</p><p>sões contínuas (sem interromper para ventilar) no ritmo de 100 a 120 compressões por minuto</p><p>e uma ventilação a cada 6 segundos, contabilizando 10 respirações por minuto.</p><p>Via Aérea Avançada = Tubo Endotraqueal, Tubo Esofagotraqueal ou Máscara</p><p>Laríngea.</p><p>Obs.: Cânula Orofaríngea ou Nasofaríngea não são considerados como Via Aé-</p><p>rea Avançada.</p><p>Aptl 92-00/2020142/310</p><p>12 DESFIBRILADOR EXTERNO AUTOMÁTICO (DEA)</p><p>O DEA é um aparelho que incorpora um sistema de análise de ritmo cardíaco e</p><p>possui um sistema de aviso de descarga elétrica para vítimas de parada cardíaca. O DEA avisa</p><p>sobre o choque e o operador deve tomar a decisão fi nal de defl agrá-lo.</p><p>12.1 EMPREGO DO DEA</p><p>SINUSAL CHOCÁVEL NÃO CHOCÁVEL</p><p>Figura - 291</p><p>Figura - 292</p><p>Aptl 92-00/2020 143/310</p><p>1. Efetuar análise primária;</p><p>2. Se a vítima estiver em PCR, solicitar SAV e iniciar a RCP, conforme pro-</p><p>cedimento específi co, até que o DEA esteja pronto e os terminais estejam</p><p>conectados;</p><p>3. Posicionar o aparelho ao lado esquerdo da cabeça da vítima;</p><p>4. Fixar os terminais adesivos (eletrodos) nos locais indicados;</p><p>OBS - Se necessário, raspar os pelos.</p><p>OBS - Em bebês e crianças, utilizar terminais pediátricos.</p><p>OBS - Caso a vítima seja muito pequena, posicionar eletrodos em posição</p><p>anteroposterior (entre os mamilos e entre as escápulas). Não existe nenhum</p><p>problema de inverter os eletrodos desde que os mesmos estejam posicionados</p><p>corretamente.</p><p>OBS - Vítimas com marca-passo: eletrodos na posição anteroposterior se</p><p>caso não conseguir desviar as pás.</p><p>Figura - 293</p><p>Figura - 295</p><p>Figura - 294</p><p>MARCA PASSO E CDI</p><p>Figura - 296 Figura - 297</p><p>Aptl 92-00/2020144/310</p><p>5. Interromper a RCP e pressionar o modo análise do DEA, mantendo afastadas</p><p>as pessoas da vítima e da maca.</p><p>- DEA informa que choque não seja recomendado, checar pulso e, se au-</p><p>sente, reiniciar a RCP, realizando o transporte imediato ou aguardando a</p><p>Suporte Avançado.</p><p>- DEA informa que o choque é recomendado, desfi brilar 1 vez;</p><p>6. Após orientação do DEA, checar pulso e, se ausente, efetuar RCP durante 2</p><p>minutos;</p><p>7. Checar pulso e, se ausente, pressionar o modo análise do DEA, mantendo</p><p>afastadas as pessoas da vítima e da maca;</p><p>- DEA informa que choque não seja recomendado, checar pulso e, se au-</p><p>sente, reiniciar a RCP, realizando o transporte imediato ou aguardando a</p><p>Suporte Avançado.</p><p>- DEA informa que o choque é recomendado, desfi brilar mais 1 vez.</p><p>8. Após orientação do DEA, checar pulso e, se ausente, efetuar RCP durante 2</p><p>minutos;</p><p>9. Checar pulso e, se ausente, pressionar o modo análise do DEA, mantendo</p><p>afastadas as pessoas da vítima e da maca;</p><p>- DEA informa que choque não seja recomendado, checar pulso e, se au-</p><p>sente, reiniciar a RCP, realizando o transporte imediato ou aguardando a</p><p>Suporte Avançado.</p><p>- DEA informa que é recomendado choque, desfi brilar mais 1 vez.</p><p>10. Após orientação do DEA, Checar pulso e, se ausente efetuar a RCP, reali-</p><p>zando o transporte imediato ou aguardando a Suporte Avançado.</p><p>OBS: Se não houver respiração e houver pulso, manter as vias aéreas pérvias</p><p>e ventilação artifi cial.</p><p>ATENÇÃO</p><p>- O DEA deve ser empregado por pessoa treinada e habilitada.</p><p>- A maior chance de sobrevida ocorre quando o DEA é utilizado dentro dos</p><p>primeiros 5 minutos.</p><p>- Cada minuto de atraso no uso do DEA corresponde a menos 10% de chance</p><p>de sobrevivência.</p><p>- Retirar o eletrodo da embalagem apenas quando for utilizá-lo, e não segurar</p><p>diretamente nele.</p><p>ATENÇÃO</p><p>- Não utilize o DEA em locais molhados (poça d’água) e mantenha o tórax do</p><p>paciente seco.</p><p>- Mantenha as pessoas afastadas e não permita contato físico com a vítima ou</p><p>com a maca durante o processo de análise e choque.</p><p>- Não utilizar rádio (da Viatura ou HT ou celulares) a menos de 2 metros da</p><p>vítima durante a análise ou os choques.</p><p>- Caso ocorra PCR durante o transporte, realizar RCP conforme procedimento</p><p>específi co.</p><p>- A segurança da utilização e efi cácia do DEA depende de uma manutenção</p><p>adequada.</p><p>- Lançar em relatório a realização de RCP com o uso do DEA.</p><p>- Nas emergências traumáticas, a PCR é geralmente produzida por lesões car-</p><p>díacas graves e associadas a outras lesões no organismo que requerem trata-</p><p>mento médico hospitalar imediato. Priorize o transporte.</p><p>- Informar à equipe médica (USA ou Hospital) a utilização do DEA e a quanti-</p><p>dade de choques aplicados na vítima.</p><p>Aptl 92-00/2020 145/310</p><p>13 HEMORRAGIAS</p><p>13.1 HEMORRAGIA</p><p>É o extravasamento de um grande volume de sangue do interior dos vasos san-</p><p>guíneos. Ela pode ser interna ou externa e em ambos os casos são muito perigosas.</p><p>13.1.1 HEMORRAGIA EXTERNA</p><p>É visível. O sangue fl ui através de um ferimento.</p><p>13.1.2 HEMORRAGIA INTERNA</p><p>Não pode ser detectada visualmente.</p><p>Pode-se suspeitar avaliando o mecanismo da lesão com a possibilidade de lesões</p><p>ocultas, constatando a presença de sinais e sintomas de traumas e choque.</p><p>Figura - 298</p><p>Figura - 299</p><p>Figura - 300 Figura - 301</p><p>Pode ser:</p><p>Aptl 92-00/2020146/310</p><p>13.2 MECANISMOS DO ORGANISMO PARA CONTROLE DE HEMORRAGIAS:</p><p>13.2.1 VASOCONSTRIÇÃO</p><p>Mecanismo refl exo que permite a contração do vaso sanguíneo lesado diminuin-</p><p>do a perda sangüínea.</p><p>13.2.2 COAGULAÇÃO</p><p>Mecanismo de aglutinação de plaquetas no local onde ocorreu o rompimento do</p><p>vaso sanguíneo, dando início à formação de um verdadeiro tampão, denominado coágulo, que</p><p>obstrui a saída do sangue. Tempo de coagulação: 6 a 10 minutos.</p><p>13.2.3 REDIRECIONAMENTO DO FLUXO SANGÜÍNEO</p><p>A perda contínua de sangue ativa mecanismos de compensação do próprio orga-</p><p>nismo, que preserva o fl uxo sangüíneo para os órgãos fundamentais como o cérebro e o cora-</p><p>ção, e diminui o fl uxo para as regiões menos importantes.</p><p>13.3 SINAIS E SINTOMAS</p><p>- Hemorragia visível (nos casos de hemorragias externas);</p><p>- Palidez;</p><p>- Sudorese;</p><p>- Pele fria;</p><p>- Pulso fraco e rápido;</p><p>- Baixa pressão arterial;</p><p>- Agitação;</p><p>- Fraqueza;</p><p>- Sede; e</p><p>- Estado de choque.</p><p>Tabela - 46</p><p>Aptl 92-00/2020 147/310</p><p>13.4 PROCEDIMENTOS DE APH PARA HEMORRAGIAS EXTERNAS</p><p>1. Realizar a Análise Primária e tratar os problemas em ordem de prioridade.</p><p>Ao detectar hemorragia, aplicar as técnicas de contenção;</p><p>2. Realizar a Análise Secundária Objetiva;</p><p>3. Realizar a Análise Secundária Subjetiva.</p><p>13.5 MATERIAL PARA CONTENÇÃO DE HEMORRAGIAS EXTERNAS</p><p>- Compressa de gaze estéril;</p><p>- Bandagem triangular;</p><p>- Atadura e crepe;</p><p>- Esparadrapo; e</p><p>- Tesoura de Ponta Romba.</p><p>Figura - 302</p><p>Figura - 303 Figura - 304 Figura - 305</p><p>Figura - 306 Figura - 307</p><p>Aptl 92-00/2020148/310</p><p>13.6 COMPRESSÃO DIRETA SOBRE A LESÃO OU CURATIVO COMPRESSIVO</p><p>1. Aplicar uma gaze estéril seca sobre o ferimento;</p><p>2. Comprimir manualmente o local ou utilizar uma bandagem triangular ou ata-</p><p>dura de crepe para a fi xação do curativo, exercendo pressão direta sobre a</p><p>área lesada.</p><p>Compressão Direta Compressão Direta Curativo compressivo</p><p>Obs.: Se a compressa de gaze estéril saturar de sangue e a hemorragia per-</p><p>sistir, não a remova, aplique outra compressa sobre a primeira e exerça maior</p><p>pressão.</p><p>13.7 ELEVAÇÃO DE MEMBRO</p><p>Pode ser usado em conjunto com a pressão direta. A elevação acima do nível do</p><p>coração reduz o fl uxo de sangue para o ferimento.</p><p>OBS: NÃO realizar em vítimas de trauma.</p><p>OBS: A técnica de compressão arterial não é mais recomendada pelo fato dos</p><p>pontos corretos de compressão serem de difícil localização.</p><p>Figura - 308 Figura - 309</p><p>Figura - 311</p><p>Figura - 312</p><p>Figura - 310</p><p>Aptl 92-00/2020 149/310</p><p>13.8 HEMORRAGIAS INTERNAS</p><p>Além dos sinais e sintomas citados, suspeitar de hemorragia interna quando:</p><p>- Ferimentos</p><p>penetrantes no crânio;</p><p>- Sangue ou fl uídos misturados com sangue escorrendo pelo nariz ou orelha;</p><p>- Vômito ou tosse com sangue;</p><p>- Hematomas ou traumas penetrantes no pescoço;</p><p>- Hematomas no tórax ou sinais de fraturas de costelas;</p><p>- Ferimentos penetrantes no tórax ou abdome;</p><p>- Abdome aumentado ou com áreas de hematoma;</p><p>- Abdome rígido, sensível ou com espasmos;</p><p>- Sangramento retal ou vaginal; e</p><p>- Fraturas de pelve, ossos longos da coxa e braço.</p><p>13.8.1 PROCEDIMENTOS DE APH</p><p>1. Realizar a Análise Primária e tratar os problemas em ordem de prioridade;</p><p>2. Realizar a Análise Secundária Objetiva;</p><p>3. Realizar a Análise Secundária Subjetiva; e</p><p>4. Priorizar o transporte para hospital.</p><p>ATENÇÃO</p><p>- Nunca obstrua a saída de sangue através dos orifícios naturais, tais como</p><p>boca, nariz, orelha, ânus e vagina</p><p>- Colocar a vítima na posição de choque (DDE - Decúbito Lateral Esquerdo);</p><p>- Administrar oxigênio 10 LPM conforme procedimento específi co;</p><p>- Não permita que a vítima beba ou ingira alimentos.</p><p>13.9 TORNIQUETE</p><p>Uso em Grandes Hemorragias Externas (Exsanguinante), juntamente com a</p><p>compressão direta no local do ferimento.</p><p>Figura - 313 Figura - 314</p><p>Aptl 92-00/2020150/310</p><p>Existem diversos tipos de torniquetes, a seguir listamos alguns:</p><p>Torniquete Tático CAT Torniquete SAM Torniquete Mecânico MAT RESPONDER</p><p>Torniquete SWAT Torniquete R.A.T.S Torniquete S.T.A.T</p><p>ATENÇÃO</p><p>Torniquetes improvisados podem ter efi cácia mais limitada do que as versões</p><p>comercialmente disponíveis.</p><p>Alguns protocolos admi-</p><p>tem o uso do Esfi gnoma-</p><p>nômetro como torniquete.</p><p>Existem dois métodos de utilização do torniquete:</p><p>Deliberado - É o torniquete tradicional onde é colocado 5-7cm acima da ferida,</p><p>onde se tem tempo para analisar o membro e a equipe não está em risco.</p><p>Emergencial - É sempre alto e apertado (parte mais proximal do membro) pois</p><p>resolve qualquer lesão daquele membro de uma maneira rápida sem ter que pensar muito. Pode</p><p>ser colocado por cima da roupa caso você não tenha tempo para analisar a ferida ou não queira</p><p>que o paciente perca muito sangue.</p><p>Figura - 315</p><p>Figura - 318 Figura - 319</p><p>Figura - 321</p><p>Figura - 320</p><p>Figura - 316 Figura - 317</p><p>Aptl 92-00/2020 151/310</p><p>Deliberado Emergencial</p><p>13.10 TORNIQUETE: OBSERVAÇÕES IMPORTANTES</p><p>• Anotar o Tempo de Colocação do Torniquete.</p><p>• Não aplicar sobre articulações. Caso a lesão esteja próxima a um articulação,</p><p>posicione o torniquete acima da articulação.</p><p>• Aperte o torniquete até que o sangramento pare completamente.</p><p>• A correta aplicação do torniquete dói bastante. Avise isso ao paciente.</p><p>• O Tempo de uso sem danos teciduais é de 120 a 150 minutos.</p><p>• Não precisa aliviar o torniquete, salvo em situações remotas onde o resgate</p><p>vai demorar mais que o tempo de isquemia, pode-se aliviar até uma breve</p><p>irrigação, após apertá-lo novamente.</p><p>Figura - 322 Figura - 323</p><p>Aptl 92-00/2020152/310</p><p>14 FERIMENTOS</p><p>É uma agressão à integridade tecidual. Dependendo da localização, profundida-</p><p>de e extensão, podem representar risco de morte para a vítima devido à perda sanguínea que</p><p>podem ocasionar ou porafetar órgãos internos.</p><p>Podem ser:</p><p>Fechados ou ContusoAbertos</p><p>14.1 TIPOS DE FERIMENTOS</p><p>14.1.1 ESCORIAÇÕES OU FERIMENTOS ABRASIVOS</p><p>São superfi ciais de sangramento discreto e muito doloroso.</p><p>14.1.2 INCISIVOS</p><p>Possuem bordas regulares produzidas por objetos cortantes.</p><p>Figura - 324</p><p>Figura - 326</p><p>Figura - 328</p><p>Figura - 329</p><p>Figura - 327</p><p>Figura - 325</p><p>Aptl 92-00/2020 153/310</p><p>14.1.3 LACERAÇÕES</p><p>Possuem bordas irregulares produzidas por objetos rombos.</p><p>14.1.4 PÉRFURO-CONTUSOS</p><p>Penetração de projéteis ou objetos pontiagudos.</p><p>14.1.5 CONTUDENTE</p><p>Produzido por objeto pesado e pouco afi ado ou pelo choque do corpo contra</p><p>estruturas semelhantes (lesão interna).</p><p>Figura - 330 Figura - 331</p><p>Figura - 332</p><p>Figura - 333</p><p>Aptl 92-00/2020154/310</p><p>14.1.6 AVULSÃO</p><p>Extração violenta de determinadas partes do corpo, com perda total ou parcial</p><p>de uma extremidade.</p><p>14.1.7 AMPUTAÇÃO TRAUMÁTICA</p><p>Perda total ou parcial de um membro ou de parte deste segmento (mão, dedo, pé,</p><p>braço) causada por um traumatismo.</p><p>14.2 FERIMENTOS EM TECIDOS MOLES</p><p>Procedimentos</p><p>1. Verifi car o mecanismo de lesão;</p><p>2. Identifi carlesões que ameaçam avida;</p><p>3. Expor o ferimento.</p><p>OBS: Não retirar objeto encravado (Estabilizar), dependendo do ferimento</p><p>não lavar, retirar objetos grosseiros e soltos com gaze.</p><p>4. Avaliar a função neurovascular distal ao ferimento (antes e após a confecção</p><p>do curativo);e</p><p>5. Fazer curativo.</p><p>- Curativo compressivo na presença de sangramento;</p><p>- Curativo oclusivo nos demais casos.</p><p>ATENÇÃO!</p><p>∙ Utilizar compressas de gaze estéreis secas na confecção do curativo;</p><p>∙ Escoriações ou ferimentos abrasivos: Usar material estéril não aderente para fazer o curati-</p><p>vo e fi xar com bandagens ou ataduras.</p><p>Figura - 334</p><p>Figura - 335</p><p>Aptl 92-00/2020 155/310</p><p>LEMBRE-SE</p><p>Antes da confecção de curativos utilizar as Precauções Universais.</p><p>ALGUNS MATERIAIS CONVENCIONAIS PARA USO EM CURATIVOS</p><p>ALGUNS MATERIAIS DO APH TÁTICO PARA CURATIVOS</p><p>Figura - 336</p><p>Figura - 337</p><p>Figura - 338</p><p>Aptl 92-00/2020156/310</p><p>BANDAGEM TRIANGULAR</p><p>Destinado ao uso em resgates de acidentados, podendo ser utilizado de várias</p><p>formas, como nos membros inferiores e superiores, com imobilização precária, diminuindo o</p><p>sangramento e facilitando o transporte da vítima ao hospital mais próximo, após as imobiliza-</p><p>ções de socorro.</p><p>14.3 FERIMENTOS NA CABEÇA E NA FACE</p><p>É uma região que possui numerosos vasos sanguíneos, por isso produzem san-</p><p>gramento abundante mesmo em pequenos ferimentos.</p><p>Procedimentos:</p><p>1. Verifi car a permeabilidade das vias aéreas, mantendo a coluna cervical ali-</p><p>nhada na posição neutra. (Caso não esteja adotarcuidados especiais);</p><p>2. Aplicar curativo o clusivo fi xando com Bandagem Triangular.</p><p>Figura - 339</p><p>Figura - 340 Figura - 341</p><p>Figura - 342 Figura - 343</p><p>Aptl 92-00/2020 157/310</p><p>3. Estar atento aos sinais e sintomas de traumatismo crânio encefálico (TCE).</p><p>ATENÇÃO</p><p>- Não efetuar curativo compressivo nos ferimentos penetrantes de crânio;</p><p>- Nas crianças os ferimentos de cabeça podem levar rapidamente ao choque por</p><p>perda sanguínea; e</p><p>- Em casos de sangramentos incontroláveis, transportar a vítima em DDH com</p><p>lateralização da prancha longa para drenar o sangue da boca.</p><p>14.4 FERIMENTOS NOS OLHOS</p><p>Impressionam pelo aspecto da lesão.</p><p>Procedimentos:</p><p>1. Retirar com gaze seca, somente corpos estranhos grosseiros que estejam sol-</p><p>tos na superfície externa das pálpebras.</p><p>- Não retirar corpos estranhos do globo ocular.</p><p>2. Aplicar curativo oclusivo absorvente em ambos os olhos, mesmo que ape-</p><p>nas um olho tenha sido afetado.:</p><p>- Não fazer pressão sobre o globo ocular;</p><p>- Umedecer a gaze em sorofi siológico e realizar o curativo;</p><p>- Fazer a irrigação continuamente durante o transporte.</p><p>Figura - 344 Figura - 345</p><p>Figura - 346</p><p>Figura - 348 Figura - 349</p><p>Figura - 347</p><p>Aptl 92-00/2020158/310</p><p>14.5 FERIMENTOS NA ORELHA</p><p>1. Utilize curativos oclusivo absorventes (gaze estéril), enfaixando olocal; Pro-</p><p>cedimentos:</p><p>2. Partes avulsas devem ser mantidas envoltas em compressas de gaze estéril</p><p>secas ou em plástico esterilizado. Mantenha-a refrigerada em um recipiente</p><p>com algumas pedras de gelo.</p><p>OBS: Não impedir a saída de liquor ou sangramento oriundo do conduto au-</p><p>ditivo (são sinais de TCE).</p><p>Figura - 350</p><p>Figura - 352 Figura - 353</p><p>Figura - 354</p><p>Figura - 351</p><p>Aptl 92-00/2020 159/310</p><p>14.6 FERIMENTOS NO NARIZ</p><p>Podem ser de natureza traumática ou não.</p><p>Procedimentos em casos traumáticos:</p><p>1. Manteras vias aéreas permeáveis;</p><p>2. Proteger o local com gaze;</p><p>3. Não impedir a saída de sangue e/ou liquor.</p><p>ATENÇÃO!</p><p>Saída de liquor, é sinal de TCE.</p><p>Procedimentos em casos traumáticos:</p><p>Procedimentos em Casos Clínicos:</p><p>1º- Manter a vítima calma e sentada e a cabeça em posição neutra;</p><p>2º- Orientá-la para que respire pela boca, não forçando a passagem de ar pelas</p><p>narinas e também para não engolir o sangue;</p><p>3º- Pinçar com o dedo indicador e polegar,</p><p>as narinas na sua parte cartilaginosa</p><p>durante 5 minutos, e soltar. Transportar a vítima na posição sentada.</p><p>Figura - 355</p><p>Figura - 356 Figura - 357</p><p>Figura - 358</p><p>Aptl 92-00/2020160/310</p><p>14.7 FERIMENTOS NO PESCOÇO</p><p>Procedimentos:</p><p>1º- Manteras vias aéreas permeáveis;</p><p>- Havendo difi culdade respiratória prestar assistência ventilatória associada</p><p>aO2;</p><p>2º- Manter a coluna alinhada na posição neutra;</p><p>3º- Se ferimento produziu um tipo de traqueotomia, caso positivo:</p><p>- Não ocluir este ferimento;</p><p>- Deixar a vítima respirar por esta via; e</p><p>- Não permitir acúmulo de secreções.</p><p>4º- Não remover objeto encravado, se possível imobilizá-lo.</p><p>5º- Adotar os seguintes cuidados nos ferimentos que comprometam vasos san-</p><p>guíneos:</p><p>- Fazer compressão manual direta sobre o vaso e mantê-la até chegar ao hos-</p><p>pital;</p><p>- Nunca pressionar os dois lados ao mesmo tempo;e</p><p>- Não retirar coágulos.</p><p>ATENÇÃO!</p><p>Sinais de lesão na laringe e traquéia por traumatismo fechado (alteração da voz,</p><p>ruídos na respiração, enfi sema subcutâneo) que podem comprometer a permeabili-</p><p>dade das vias aéreas. Caso haja, transporte Imediato.</p><p>Figura - 359 Figura - 360</p><p>Figura - 361</p><p>Aptl 92-00/2020 161/310</p><p>14.8 AMPUTAÇÃO TRAUMÁTICA E AVULSÕES</p><p>Procedimentos:</p><p>1º- Conter hemorragias utilizando as técnicas adequadas;</p><p>2º- Prevenir o choque;</p><p>3º- Localizar o segmento amputado, envolvêlo com plástico protetor esterilizado</p><p>e colocá-lo em um recipiente com gelo, se possível.</p><p>4º- Conduzir o segmento amputado juntamente com a vítima ao hospital.</p><p>ATENÇÃO!</p><p>∙ Considerar a possibilidade da ocorrência de choque nas grandes amputações e/ou avul-</p><p>sões;</p><p>∙ Não colocar o segmento amputado em contato direto com gelo, água, soro fi siológico</p><p>ou outra substância; e</p><p>∙ Caso haja grande perda de sangue ou sinal de choque, não perder muito tempo em pro-</p><p>curar o membro amputado ou providenciar gelo.</p><p>Figura - 362 Figura - 363</p><p>Figura - 364</p><p>Aptl 92-00/2020162/310</p><p>14.9 FERIMENTOS NAS NÁDEGAS E GENITÁLIAS</p><p>Podem produzir hemorragias intensas. Os órgãos externos de reprodução não</p><p>são comuns de serem feridos devido a sua localização. Porém, alguns acidentes podem provo-</p><p>car traumatismos fechados, avulsão peniana ou de escroto.</p><p>Procedimentos para Ferimentos nas NÁDEGAS:</p><p>Controlar sangramento com compressão direta utilizando bandagem triangular.</p><p>Procedimentos para Ferimentos na GENITÁLIA:</p><p>1º- Expor e examinar a genitália somente para confi rmar a presença de ferimen-</p><p>tos;</p><p>2º- Utilizar chumaço envolvendo amplamente a área da lesão; e</p><p>3º- Utilizar bandagem triangular em forma de fralda para fi xar o curativo.</p><p>Figura - 365</p><p>Figura - 366</p><p>Figura - 367</p><p>Figura - 368</p><p>Aptl 92-00/2020 163/310</p><p>ATENÇÃO</p><p>- Informar sempre à vítima o que será feito;</p><p>- Diga-lhe porque deve examinar e cuidar de sua genitália.</p><p>- Proteger a vítima do olhar dos curiosos, afastando-os do local da ocorrência. Se isto não</p><p>for possível, preserve os cuidados no interior da viatura ou local reservado.</p><p>14.10 FERIMENTOS COM OBJETOS CRAVADOS</p><p>Procedimentos:</p><p>1º- Estancar a hemorragia, colocando-se gaze em tornodo objeto;</p><p>2º- Estabilizar movimento do objeto utilizando bandagem triangular, esparadra-</p><p>po, rolos de gaze, etc.</p><p>- Não remover o objeto.</p><p>3º- Vítima deve ser transportada do lado não afetado.</p><p>Figura - 369</p><p>Figura - 370</p><p>Aptl 92-00/2020164/310</p><p>14.11 FERIMENTOS ABDOMINAIS COM EVISCERAÇÃO</p><p>Lesão na qual a cavidade abdominal é rompida em decorrência de violento im-</p><p>pacto ou lesão de objeto perfurante, cortante ou contundente, provocando a protrusão (exterio-</p><p>rização) de vísceras e sua contaminação.</p><p>1º- Cobrir as vísceras expostas com plástico esterilizado ou, na ausência, com-</p><p>pressas de gaze algodoadas estéreis umedecidas constantemente com soro fi siológico;</p><p>2º- Proteger o local com curativo oclusivo; e</p><p>3º- Prevenir estado de choque.</p><p>Figura - 371</p><p>Figura - 372 Figura - 373</p><p>Figura - 374</p><p>Aptl 92-00/2020 165/310</p><p>ATENÇÃO</p><p>Em caso de vômito realizar procedimento adequado:</p><p>- NUNCA recolocar as vísceras no interiordoabdômen;</p><p>- Não lavar as vísceras com soro fi siológico ou qualquer outra substância; Não</p><p>utilizar pequenos materiais (gaze) na manipulação das vísceras ou curativo,</p><p>pois podem cair na cavidade abdominal; e Em caso de objeto encravado, não</p><p>retirá-lo. Agir conforme procedimento específi co.</p><p>14.12 FERIMENTOS EM MEMBROS COM OSSOS LONGOS</p><p>Figura - 375</p><p>Figura - 376</p><p>Figura - 377</p><p>Aptl 92-00/2020166/310</p><p>14.13 FERIMENTOS EM ARTICULAÇÕES</p><p>14.14 FERIMENTOS EM MÃOS</p><p>14.15 FERIMENTOS NOS PÉS</p><p>Figura - 378</p><p>Figura - 379</p><p>Figura - 380</p><p>Figura - 381</p><p>Aptl 92-00/2020 167/310</p><p>14.16 FERIMENTOS NOS OMBROS</p><p>14.17 FERIMENTOS NAS COSTAS</p><p>14.18 FERIMENTOS NO TÓRAX</p><p>Figura - 382</p><p>Figura - 383</p><p>Figura - 384</p><p>Aptl 92-00/2020168/310</p><p>14.19 FERIMENTOS PENETRANTES NO TÓRAX</p><p>Uma lesão grave que pode ocorrer em ferimentos penetrantes no tórax é o Pneu-</p><p>motórax, que é caracterizado pela presença de ar entre as pleuras.</p><p>14.19.1 PNEUMOTÓRAX</p><p>Pneumotórax Aberto - Quando há comunicação da cavidade torácica com o</p><p>meio externo, causado por ferimentos penetrantes no tórax. (ferimento Soprante de tórax).</p><p>Figura - 385</p><p>Figura - 386</p><p>Figura - 387</p><p>Figura - 388</p><p>Figura - 389</p><p>Aptl 92-00/2020 169/310</p><p>Pneumotórax Fechado - Quando não há comunicação da cavidade torácica</p><p>com o meio externo, causado por traumas contusos e penetrantes na região do tórax.</p><p>Pneumotórax Hipertensivo - Situação agravante do pneumotórax, sendo mais</p><p>comum em trauma fechado de tórax. O ar inspirado ocupa o espaço pleural, mas na expiração</p><p>a lesão se fecha, fi cando oar represado dentrodo tórax.</p><p>Dessa maneira, a cada movimento respiratório a pressão dentro do tórax aumen-</p><p>ta progressivamente, de tal modo que o pulmão do lado afetado se colaba, entre o coração e o</p><p>mediastino (região central do tórax), onde estão localizados os grandes vasos sanguíneos, que</p><p>são empurrados paraolado o posto.</p><p>Figura - 390</p><p>Figura - 391</p><p>Aptl 92-00/2020170/310</p><p>14.19.2 SINAIS E SINTOMAS</p><p>- Alterações respiratórias: dispneia, respiração paradoxal, hemoptise;</p><p>- Presença de cianose;</p><p>- Estado de Choque;</p><p>- Desvio de traquéia ou distensão dos vasos do pescoço, enfi sema subcutâneo;</p><p>- O tórax pode apresentar: assimetria na respiração, ferimentos abertos, de-</p><p>formidades, hematomas, equimoses, escoriações, crepitação óssea, enfi sema</p><p>subcutâneo.</p><p>14.19.3 PROCEDIMENTOS</p><p>1º- Controlarsangramentos externos;</p><p>2º- Prevenir Estado de Choque.</p><p>- Em caso de ferimento soprante (com entrada e saída de ar), quando a ví-</p><p>tima expirar, aplicar curativo oclusivo de formato quadrado, utilizando o</p><p>plástico protetor de evisceração, vedando suas bordas em três lados com</p><p>esparadrapo e deixando a parte inferior aberta (curativo 3 pontas ou val-</p><p>vulado);</p><p>14.19.4 MATERIAIS PARA CONFECÇÃO DO CURATIVO 3 PONTAS</p><p>Alguns estudos recentes concluíram que o curativo 3 pontas convencional com</p><p>esparadrapo e plástico não é tão efi ciente. Hoje já existe ocurativo valvulado específi co para</p><p>asituação.</p><p>Figura - 392</p><p>Figura - 393</p><p>Aptl 92-00/2020 171/310</p><p>No APH Tático prevê a Descompressão Torácica em caso de Pneumotórax Fe-</p><p>chado, porém o socorrista não possui autorização para realizar técnicas invasivas.</p><p>Figura - 394</p><p>Aptl 160-00/2020172/310</p><p>15 QUEIMADURAS E EMERGÊNCIAS AMBIENTAIS</p><p>15.1 QUEIMADURAS</p><p>É uma lesão produzida nos tecidos de revestimento do organismo (pele), causada</p><p>por agentes térmicos, produtos químicos, eletricidade ou radiação.</p><p>Elas podem lesar a pele, os músculos, os vasos sangüíneos, os nervos e os ossos.</p><p>As queimaduras podem ser classifi cadas quanto a profundidade e quanto a ex-</p><p>tensão da Área Atingida.</p><p>15.2 CAMADAS DA PELE</p><p>Figura - 395</p><p>Figura - 396</p><p>15.3 CLASSIFICAÇÃO DAS QUEIMADURAS QUANTO A PROFUNDIDADE</p><p>15.3.1 1º GRAU (QUEIMADURA SUPERFICIAL)</p><p>Atinge a epiderme - dor local e vermelhidão.</p><p>Aptl 160-00/2020 173/310</p><p>15.3.2 2º GRAU (QUEIMADURA DE ESPESSURA PARCIAL)</p><p>Atinge a epiderme e a derme. Muita dor, vermelhidão e bolhas.</p><p>Figura - 397</p><p>Figura - 398</p><p>15.3.3 3º GRAU (QUEIMADURA</p><p>DE ESPESSURA TOTAL)</p><p>Atinge a epiderme, derme, hipoderme incluindo o tecido adiposo destruindo as</p><p>terminações nervosas no tecido queimado.</p><p>A pele espessa fi ca seca, branca e rígidas (como couro de animal, conhecida</p><p>como escara). Em casos graves fi ca com aparência chamuscada com visível trombose nos vasos</p><p>sanguíneos. Mesmo que no local de 3º grau não haja dor, a queimadura será ladeada por áreas</p><p>de queimaduras de 1º e 2º graus causando dor intensa para a vítima.</p><p>Aptl 160-00/2020174/310</p><p>Figura - 399</p><p>Tabela - 1</p><p>Tabela - 2</p><p>15.3.4 4º GRAU</p><p>Atinge os músculos, vasos e nervos, podendo chegar até aos ossos e órgãos in-</p><p>ternos causando lesão no tecido profundo.</p><p>É a mais grave quanto à profundidade da lesão. A queimadura de 4º grau não</p><p>apresenta dor no local lesionado, devido à destruição das terminações nervosas da sensibilida-</p><p>de, mas da mesma forma que a de 3º grau é ladeada por queimaduras menores.</p><p>15.4 CLASSIFICAÇÃO DAS QUEIMADURAS QUANTO A EXTENSÃO</p><p>15.4.1 REGRA DOS NOVE</p><p>Permite estimar a superfície corporal total queimada, sem considerar sua pro-</p><p>fundidade.</p><p>Região do corpo ADULTO CRIANÇA</p><p>Cabeça e pescoço 9% 18%</p><p>Membros superiores 18% 18%</p><p>Tronco anterior 18% 18%</p><p>Tronco posterior 18% 18%</p><p>Meros inferiores 36% 28%</p><p>Genitais 1% -</p><p>Total 100% 100%</p><p>Aptl 160-00/2020 175/310</p><p>Figura - 400</p><p>15.5 GRAVIDADE DAS QUEIMADURAS</p><p>Existem vários critérios para se estimar a gravidade de uma queimadura, porém</p><p>o socorrista deve sempre considerar como grave qualquer queimadura que afete áreas corporais</p><p>críticas, como:</p><p>+ Face – Possibilidade de inalação de fumaça ou vapor quente provocando</p><p>queimaduras no sistema respiratório;</p><p>+ Queimaduras em torno das extremidades (mãos e pés) produz inchaço e com-</p><p>pressão de vasos;</p><p>+ Órgãos genitais (muita dor);</p><p>+ Queimaduras que atinjam toda a circunferência do tórax (produz difi culdade</p><p>respiratória).</p><p>15.6 PROCEDIMENTOS DE APH PARA QUEIMADURAS</p><p>15.6.1 QUEIMADURAS TÉRMICAS</p><p>1º- Interromper o contato com o agente térmico lesivo. Se necessário, levar a</p><p>vítima para local seguro;</p><p>Obs.: Fogo nas vestes, envolva-a com um cobertor ou outro recurso disponí-</p><p>vel (lençol, gandola, etc.) a partir do pescoço em direção aos pés.</p><p>Aptl 160-00/2020176/310</p><p>Figura - 401</p><p>Figura - 402</p><p>2º- Irrigar o local da lesão com soro fi siológico ou água abundante em tempera-</p><p>tura ambiente;</p><p>Observação:</p><p>a) Não utilizar gelo, pasta de dente, borra de café, pomadas no local ou Água</p><p>Fria;</p><p>b) No geral, a irrigação local é benéfi ca porém em queimaduras que acome-</p><p>tem uma área muito extensa do corpo deve-se avaliar a real necessidade de irrigar, devido ao</p><p>risco de hipotermia.</p><p>Aptl 160-00/2020 177/310</p><p>3º- Retirar as vestes com delicadeza, de preferência cortando-as com a tesoura.</p><p>Não arrancar o tecido se estiver aderido à pele, apenas resfriá-lo com soro fi siológico ou água</p><p>na temperatura ambiente, deixando-o no local;</p><p>Obs.: Remover das extremidades anéis, pulseiras, relógios ou jóias, pois po-</p><p>derá haver inchaço do membro.</p><p>4º- Efetuar a Análise Primária e Secundária e tratar os problemas em ordem de</p><p>prioridade;</p><p>5º- Avaliar as regiões do corpo acometidas, através da profundidade (1º, 2º, 3º e</p><p>4º grau) e extensão da lesão através da porcentagem da área corpórea (Regra dos Nove);</p><p>6º- Proteger/Cobrir as áreas queimadas com compressa de hidrogel, plástico de</p><p>queimaduras estéril ou curativos secos e não aderentes;</p><p>Obs.: Nas queimaduras de pequena extensão, e na falta de materiais especí-</p><p>fi cos, podem ser utilizados curativos úmidos (gazes umedecidas) com soro fi siológico. (Ref.</p><p>MTB12 CBMSP)</p><p>7º- Cobrir a vítima com plástico estéril ou com um lençol descartável e por cima</p><p>destes colocar a manta aluminizada; e</p><p>8º- Ter especial cuidado durante o transporte para evitar agravamento das lesões</p><p>ou maior sofrimento para o acidentado.</p><p>Obs.: Queimaduras de 3º e 4ºgrau não devem ser cobertas com curativos</p><p>úmidos.</p><p>Não usar pomadas ou Antibióticos Tópicos, pois difi cultam a visualização</p><p>direta da Lesão e Avaliação Especialista no Atendimento Especializado.</p><p>Se a área afetada envolver mãos e pés, separar os dedos com pequenos rolos</p><p>de gaze umedecida em soro fi siológico ou água limpa antes de cobri-los ou utilizar a compressa</p><p>de hidrogel para esta fi nalidade existente no KIT de queimados.</p><p>Figura - 403</p><p>Aptl 160-00/2020178/310</p><p>Figura - 404</p><p>Figura - 405</p><p>Se houver queimaduras térmicas nos olhos, cubra-os com gaze umedecida em</p><p>soro fi siológico ou água limpa.</p><p>ATENÇÃO</p><p>Caso haja acometimento da face (queimadura de pele, cabelos ou pêlos do nariz</p><p>e das pálpebras) ou possibilidade de que a vítima tenha inalado fumaça ou gases, dar especial</p><p>atenção ás vias aéreas e respiração, fornecendo oxigênio por máscara e cobrir os olhos da vítima</p><p>com gaze umedecida em soro fi siológico ou água limpa;</p><p>Vítimas de queimaduras podem apresentar outros tipos de traumas associados.</p><p>Portanto, faça o exame físico detalhado e se necessário adote as condutas relativas ao atendi-</p><p>mento de um politraumatizado;</p><p>Vítimas de queimaduras com 30% ou mais de área corpórea atingida, tendem a</p><p>apresentar hipotermia severa. Após interromper a reação de calor, cobrir imediatamente a víti-</p><p>ma e prevenir a hipotermia.</p><p>15.7 QUEIMADURAS QUÍMICAS</p><p>1º- Antes de manipular qualquer vítima que ainda esteja em contato com o agente</p><p>agressor, o socorrista deve proteger-se de sua exposição, com luvas, óculos e vestimenta ade-</p><p>quada;</p><p>2º- Se possível identifi car o agente agressor;</p><p>3º- Retirar as vestes da vítima que estiver impregnada pelo produto e proceder da</p><p>seguinte maneira:</p><p>4º- Efetuar a análise primária e secun-</p><p>dária e tratar os problemas em ordem de prioridade;</p><p>Se o agente químico for um líquido</p><p>ácido ou alcalino, irrigar a área atingida com soro fi -</p><p>siológico ou água conforme tabela:</p><p>Por ácidos Irrigar por 5 min no mínimo</p><p>Por álcalis Irrigar por 15 min no mínimo</p><p>Observação:</p><p>1 - Normalmente as queimaduras</p><p>por álcalis são mais graves do que as causadas por áci-</p><p>dos, porque os álcalis penetram mais profundamente</p><p>nos tecidos;</p><p>2 - Identifi car se o agente químico</p><p>não reage com água.</p><p>Tabela - 3</p><p>Aptl 160-00/2020 179/310</p><p>Se o agente químico for seco (na forma de granulado ou pó) retirá-lo manual-</p><p>mente sem friccionar (com pano seco ou escova).</p><p>Em seguida irrigar o local conforme recomendado no item anterior.</p><p>Figura - 406</p><p>Figura - 409: Ponto de Saída</p><p>Figura - 407</p><p>Figura - 408: Ponto de Entrada</p><p>Se a lesão for no olho, lateralizar</p><p>a cabeça de modo que o olho atingido fi que em</p><p>baixo (para não atingir o olho íntegro), irrigá-lo</p><p>por, no mínimo, 20 minutos com água corrente (se</p><p>não houver perigo de reação) ou soro fi siológico</p><p>antes de transportar e manter a irrigação durante o</p><p>transporte.</p><p>15.8 QUEIMADURAS POR ELETRICIDADE</p><p>Causadas por materiais energizados e descargas atmosféricas. Na maioria dos</p><p>casos são vezes queimaduras graves.</p><p>A passagem da corrente elétrica pelo organismo pode levar a vítima a uma para-</p><p>da cardíaca, paralisação da respiração por contração dos músculos respiratórios, lesões internas</p><p>extensas e ocasionar pequenas queimaduras com limites bem defi nidos no ponto de entrada e</p><p>saída.</p><p>A queimadura geralmente é de 3º grau, podendo, em alguns casos, provocar a</p><p>carbonização da área afetada.</p><p>Aptl 160-00/2020180/310</p><p>Figura - 410</p><p>Figura - 411: Fio Desencapado</p><p>1º- Providenciar o desligamento da energia elétrica e certifi carse que o local não</p><p>está energizado;</p><p>2º- Realizar análise primária da vítima;</p><p>3º- Avaliar a queimadura, normalmente haverá dois pontos: um onde houve o</p><p>contato com a eletricidade outro onde houve o contato com a terra;</p><p>4º- Aplicar compressa úmida ou plástico estéril, se possível;</p><p>5º- Prevenir o estado de choque.</p><p>Obs.: Os problemas mais graves produzidos por uma descarga elétrica são:</p><p>- Parada respiratória ou cardiorespiratória;</p><p>- Dano ao sistema nervoso central;</p><p>- Lesões em órgãos internos; e</p><p>- Traumas associados.</p><p>ATENÇÃO</p><p>Não esquecer de desligar a fonte de energia e certifi car que toda a eletricidade</p><p>escoou, (condensadores e outros equipamentos podem armazenar por algum tempo a energia</p><p>elétrica, mesmo depois de desligada a fonte de fornecimento) antes de acessar a vítima;</p><p>Considerar a vítima de choque elétrico sempre como vítima de trauma grave,</p><p>mesmo que não haja sinais externos que indiquem isto; e</p><p>Considerar fi os caídos sempre como energizados.</p><p>Aptl 160-00/2020 181/310</p><p>Figura - 412</p><p>Tabela - 4</p><p>15.9 EMERGÊNCIAS AMBIENTAIS PROVOCADAS PELO CALOR</p><p>O corpo humano está preparado para trabalhar perfeitamente com uma tempe-</p><p>ratura em torno dos 36,5ºC. Temperaturas corporais elevadas começaram a causar danos no</p><p>organismo.</p><p>15.10 INSOLAÇÃO E INTERMAÇÃO</p><p>São situações graves, devido à exposição ao calor e defi ciência dos mecanismos</p><p>de regulação térmica, que provocam a elevação da temperatura corporal a níveis perigosos.</p><p>Os mecanismos de regulação tornam-se inefi cientes e a temperatura sobe dema-</p><p>siadamente lesionando as células cerebrais, podendo ocasionar convulsões e até a morte.</p><p>15.10.1 SINAIS E SINTOMAS</p><p>Insolação Intermação</p><p>∙ Pele seca, quente e avermelhada;</p><p>∙ Pulsorápido e forte;</p><p>∙ Dor de cabeça;</p><p>∙ Temperatura corporal elevada (40,5 a 43,3 º</p><p>C);</p><p>∙ Difi culda de respiratória;</p><p>∙ Pupilas dilatadas;</p><p>∙ Perda da consciência;</p><p>∙ Convulsões e/ou tremor muscular pode</p><p>mestar presentes; e</p><p>∙ Coma.</p><p>∙ Pele úmida, quente, pálida e pegajosa;</p><p>∙ Sudores e excessiva;</p><p>∙ Pulso rápido e fraco;</p><p>∙ Dor de cabeça e náuseas;</p><p>∙ Temperatura corporal elevada (40,5 a 43,3º</p><p>C);</p><p>∙ Câimbras;</p><p>∙ Pupilas dilatadas;</p><p>∙ Perda da consciência;</p><p>∙ Convulsões e/ou tremor muscular pode</p><p>mestar presentes; e</p><p>∙ Coma.</p><p>Aptl 160-00/2020182/310</p><p>Figura - 413: Risco de Intermação</p><p>15.11 EXAUSTÃO TÉRMICA</p><p>É o colapso circulatório provocado pelo aumento da temperatura corporal devi-</p><p>do a atividade física intensa.</p><p>Não há suprimento de sangue sufi ciente para a manutenção de toda a atividade</p><p>corporal, devido ao mecanismo de perda de calor (vasodilatação periférica), gerando fadiga</p><p>física e mal estar geral.</p><p>Associa-se a isso a desidratação provocada por suor intenso.</p><p>Um exemplo clássico é o mal súbito (estafa) acometido pelo bombeiro com EPI</p><p>completo que executa intensamente uma atividade.</p><p>15.11.1 SINAIS E SINTOMAS</p><p>- Respiração rápida e superfi cial;</p><p>- Pulso fi no;</p><p>- Pele fria e às vezes, pálida;</p><p>- Sudorese intensa;</p><p>- Debilidade física generalizada (fraqueza muscular); e</p><p>- Tontura e às vezes inconsciência.</p><p>Aptl 160-00/2020 183/310</p><p>Figura - 414: Cansaço pode levar a exaustão térmica (condicionamento físico é vital)</p><p>15.12 PROCEDIMENTOS DE APH PARA EMERG. AMB. POR CALOR</p><p>1º- Remover a vítima para um ambiente seguro, fresco e arejado;</p><p>2º- Realizar a análise primária e secundária e tratar os problemas em ordem de</p><p>prioridade;</p><p>3º- Remover as roupas do acidentado, se necessário, para diminuir a temperatura</p><p>corporal; e</p><p>4º- Se a temperatura estiver elevada, aplicar compressas frias, umedecidas em</p><p>água na temperatura ambiente, no pescoço, nas axilas, na região inguinal e sob os joelhos.</p><p>ATENÇÃO</p><p>- Ter cautela para não provocar hipotermia;</p><p>- Não perder tempo procurando água fria, se for o caso utilizar frascos de</p><p>soro fi siológico;</p><p>- Providenciar transporte da vítima para o hospital o mais rápido possível;</p><p>- Não utilizar compressas com álcool; e Não fornecer alimentos para a víti-</p><p>ma ingerir.</p><p>15.13 EMERGÊNCIAS AMBIENTAIS PROVOCADAS PELO FRIO</p><p>A exposição prolongada a baixas temperaturas ou mesmo a exposição ao frio</p><p>extremo durante apenas um curto período de tempo pode provocar sérias lesões no corpo huma-</p><p>no, podendo causar desde lesões superfi ciais, até um resfriamento generalizado (hipotermia),</p><p>levando a pessoa à morte.</p><p>Os fatores citados abaixo podem infl uenciar signifi cativamente no desenvolvi-</p><p>mento das lesões por frio:</p><p>- Ambiente: temperatura fria, imersão em águas geladas, contato prolongado</p><p>com locais frios;</p><p>- Roupas inadequadas;</p><p>- Tempo de exposição; e</p><p>- Idade: idosos e crianças são mais susceptíveis.</p><p>Aptl 160-00/2020184/310</p><p>15.14 HIPOTERMIA</p><p>É a redução da temperatura corporal abaixo dos padrões normais, causando de-</p><p>fi ciências no metabolismo.</p><p>15.14.1 SINAIS E SINTOMAS</p><p>- Pele fria e seca;</p><p>- Calafrios e Sensação de adormecimento nas extremidades;</p><p>- Distúrbios visuais;</p><p>- Sonolência, Inconsciência;</p><p>- Letargia (movimentos musculares executados com lentidão);</p><p>- Bradipnéia (freqüência respiratória lenta) e bradicardia (freqüência cardíaca</p><p>lenta); e</p><p>- Parada cardíaca e respiratória.</p><p>15.14.2 PROCEDIMENTOS DE APH</p><p>1º- Remover a vítima para um ambiente seguro e aquecido;</p><p>2º- Realizar a Análise Primária e Secundária e tratar os problemas em ordem de</p><p>prioridade;</p><p>3º- Remover as vestes molhadas, secar o corpo da vítima com compressas de</p><p>gaze algodoadas;</p><p>4º- Aquecer passivamente a vítima com uso de cobertores ou manta aluminizada,</p><p>cobrindo especialmente a cabeça.</p><p>15.15 CONGELAMENTO DE MEMBROS</p><p>A exposição de uma parte do corpo humano ao frio excessivo pode provocar o</p><p>congelamento do líquido intracelular, produzindo assim, cristais de gelo que podem necrosar</p><p>as células.</p><p>Este resfriamento pode ser superfi cial ou profundo. Geralmente a vítima não</p><p>percebe esta situação.</p><p>Ela somente toma ciência quando, ao retirar as luvas e calçados, verifi ca a colo-</p><p>ração esbranquiçada da pele e a falta de sensibilidade na área afetada.</p><p>Quando o resfriamento for profundo irão aparecer manchas na pele, a qual alte-</p><p>rará sua coloração de branca (acinzentada) para amarela e fi nalmente azulada. Tanto a superfí-</p><p>cie como as partes internas do local lesado estarão duras ao tato.</p><p>Figura - 415</p><p>Aptl 160-00/2020 185/310</p><p>15.15.1 PROCEDIMENTOS DE APH</p><p>1º- Remover as roupas molhadas;</p><p>2º- Remover, se houver, adornos (anéis, pulseiras, relógios, etc.) da área afetada;</p><p>3º- Secar suavemente a área lesada;</p><p>4º- Envolver a área queimada com compressa de gaze estéril seca;</p><p>5º- Se a lesão atingir dedos, separá-los com compressa de gaze estéril seca; e</p><p>6º- Envolver a região com atadura de crepe, mantendo-a aquecida.</p><p>Aptl 160-00/2020186/310</p><p>16 TRAUMAS EM OSSOS</p><p>São lesões bastante comuns, decorrentes, em geral, de acidentes automobilísti-</p><p>cos, quedas ou acidentes esportivos.</p><p>Podem causar danos a ossos, músculos, vasos sangüíneos e nervos. Em alguns</p><p>casos, podem levar ao estado de choque.</p><p>As principais lesões incluem: Fraturas, Luxações e Entorses.</p><p>16.1 FRATURAS</p><p>É a perda, total ou parcial, da continuidade de um osso.</p><p>16.1.1 TIPOS DE FRATURAS</p><p>a) Simples ou Fechada - Quando não há rompimento da pele.</p><p>Figura - 416: Galho Verde Figura - 417: Incompleta</p><p>Figura - 419</p><p>Figura - 418: Completa</p><p>b) Exposta ou Aberta - Fratura em que houve rompimento da pele e exteriori-</p><p>zação do osso quebrado .</p><p>Aptl 160-00/2020 187/310</p><p>16.1.2 SINAIS E SINTOMAS</p><p>- Dor;</p><p>- Deformidade;</p><p>- Sensibilidade;</p><p>- Crepitação óssea (som áspero);</p><p>- Edema ou inchaço;</p><p>- Incapacidade ou Impotência funcional;</p><p>- Mobilidade anormal: a vítima apresenta difi culdades ao se deslocar ou segu-</p><p>rar algo;</p><p>- Perfusão capilar lenta ou nula nas extremidades.</p><p>Figura - 420</p><p>Figura - 421 Figura - 422</p><p>16.2 LUXAÇÕES</p><p>É uma lesão onde as extremidades ósseas que formam uma articulação fi cam</p><p>deslocadas, permanecendo desalinhadas e sem contato entre si.</p><p>16.2.1 SINAIS E SINTOMAS</p><p>• Deformidade;</p><p>• Edema (inchaço);</p><p>• Dor;</p><p>• Impotência Funcional.</p><p>Aptl 160-00/2020188/310</p><p>Figura - 424</p><p>Figura - 423</p><p>16.3 ENTORSES</p><p>É a torção ou distensão brusca, violenta, exa-</p><p>gerada e momentânea das superfícies ósseas de uma articu-</p><p>lação além de seu grau normal de amplitude.</p><p>Pode haver ou não rompimento dos ligamen-</p><p>tos, tendões e lesões musculares, porém não há afastamento</p><p>das extremidades ósseas.</p><p>Ocorre com maior freqüência nos tornozelos,</p><p>joelhos e punhos.</p><p>16.3.1 SINAIS E SINTOMAS</p><p>• Deformidade;</p><p>• Equimose</p><p>• Edema (inchaço);</p><p>• Dor;</p><p>• Impotência Funcional.</p><p>Aptl 160-00/2020 189/310</p><p>16.4 TRATAMENTO DAS LESÕES ÓSSEAS</p><p>A imobilização provisória é o socorro mais indicado no tratamento de fraturas</p><p>5.4 MECANISMOS BÁSICOS DE LESÃO ........................................................................49</p><p>5.5 TRAUMATISMOS FECHADOS ....................................................................................50</p><p>5.6 PESO X DESACELERAÇÃO .........................................................................................51</p><p>5.7 COLISÕES DE VEÍCULOS ............................................................................................52</p><p>5.8 COLISÕES DE VEÍCULOS: EVIDÊNCIAS DE TRAUMA .......................................53</p><p>5.9 TIPOS DE COLISÕES .....................................................................................................53</p><p>5.10 CINTO DE SEGURANÇA .............................................................................................65</p><p>5.11 ENCOSTO DE CABEÇA ...............................................................................................68</p><p>5.12 AIR BAGS .......................................................................................................................70</p><p>5.13 MOTOCICLETAS ..........................................................................................................70</p><p>5.14 ATROPELAMENTOS ....................................................................................................72</p><p>5.15 TRAUMATISMO POR DESACELERAÇÃO VERTICAL (QUEDAS) ...................75</p><p>5.16 FERIMENTOS PENETRANTES ..................................................................................76</p><p>5.17 FERIMENTOS PENETRANTES POR ARMA DE FOGO ........................................77</p><p>5.18 FERIMENTOS PENETRANTES POR ARMA BRANCA .........................................78</p><p>5.19 LESÕES POR EXPLOSÃO ...........................................................................................79</p><p>5.20 ASSENTOS EJETÁVEIS ............................................................................................8 0</p><p>6 AVALIAÇÃO DA VÍTIMA ...............................................................................................82</p><p>6.1 ANÁLISE PRIMÁRIA ...................................................................................................8 2</p><p>7 AVALIAÇÃO DA VÍTIMA (ANÁLISE SECUNDÁRIA) .........................................105</p><p>7.1 ANÁLISE SECUNDÁRIA ............................................................................................105</p><p>7.2 SINAIS E SINTOMAS ...................................................................................................105</p><p>7.3 SINTOMAS .....................................................................................................................106</p><p>Aptl 160-00/2019</p><p>7.4 ETAPAS DA ANÁLISE SECUNDÁRIA ......................................................................107</p><p>7.5 ANÁLISE SECUNDÁRIA OBJETIVA ........................................................................110</p><p>8 COLAR CERVICAL E CAPACETE ............................................................................118</p><p>8.1 COLAR CERVICAL .......................................................................................................118</p><p>8.2 TÉCNICAS DE RETIRADA DE CAPACETE ............................................................122</p><p>9 DESOBSTRUÇÃO DAS VIAS AÉREAS ....................................................................125</p><p>9.1 RETIRADA DE CORPO ESTRANHO SÓLIDO DA BOCA ....................................125</p><p>9.2 RETIRADA DE SECREÇÕES LÍQUIDAS DA BOCA ..............................................125</p><p>9.3 POSIÇÃO UNIVERSAL DE ENGASGO ....................................................................126</p><p>9.4 MANOBRA DE HEIMLICH .........................................................................................126</p><p>9.5 AUTO SALVAMENTO ..................................................................................................130</p><p>10 PARADA RESPIRATÓRIA .........................................................................................131</p><p>10.1 SINAIS E SINTOMAS .................................................................................................131</p><p>10.2 PRINCIPAIS CAUSAS DA PARADA RESPIRATÓRIA .........................................131</p><p>10.3 TÉCNICAS DE VENTILAÇÃO .................................................................................131</p><p>11 PARADA CARDIORESPIRATÓRIA -PCR .............................................................135</p><p>11.1 SINAIS E SINTOMAS .................................................................................................135</p><p>11.2 PRINCIPAIS CAUSAS ................................................................................................135</p><p>11.3 CORRENTE DA SOBREVIVÊNCIA .........................................................................135</p><p>11.4 REANIMAÇÃO CARDIORESPIRATÓRIA -RCP ...................................................136</p><p>11.5 TÉCNICAS DE COMPRESSÃO TORÁCICA ..........................................................136</p><p>11.6 PROCEDIMENTOS DE RCP ......................................................................................138</p><p>11.7 TROCA DE SOCORRISTA .........................................................................................140</p><p>11.8 ERROS MAIS COMUNS .............................................................................................141</p><p>11.9 CONSIDERAÇÕES IMPORTANTES ........................................................................141</p><p>12 DESFIBRILADOR EXTERNO AUTOMÁTICO (DEA)........................................142</p><p>12.1 EMPREGO DO DEA ....................................................................................................142</p><p>13 HEMORRAGIAS ...........................................................................................................145</p><p>13.1 HEMORRAGIA ............................................................................................................145</p><p>13.2 MECANISMOS DO ORGANISMO PARA CONTROLE DE HEMORRAGIAS: 146</p><p>13.3 SINAIS E SINTOMAS .................................................................................................146</p><p>13.4 PROCEDIMENTOS DE APH PARA HEMORRAGIAS EXTERNAS ...................147</p><p>13.5 MATERIAL PARA CONTENÇÃO DE HEMORRAGIAS EXTERNAS ...............147</p><p>13.6 COMPRESSÃO DIRETA SOBRE A LESÃO OU CURATIVO COMPRESSIVO 148</p><p>13.7 ELEVAÇÃO DE MEMBRO ........................................................................................148</p><p>13.8 HEMORRAGIAS INTERNAS ....................................................................................149</p><p>13.9 TORNIQUETE ..............................................................................................................149</p><p>13.10 TORNIQUETE: OBSERVAÇÕES IMPORTANTES ..............................................151</p><p>14 FERIMENTOS ...............................................................................................................152</p><p>14.1 TIPOS DE FERIMENTOS ...........................................................................................152</p><p>14.2 FERIMENTOS EM TECIDOS MOLES .....................................................................154</p><p>14.3 FERIMENTOS NA CABEÇA E NA FACE ...............................................................156</p><p>14.4 FERIMENTOS NOS OLHOS ......................................................................................157</p><p>14.5 FERIMENTOS NA ORELHA .....................................................................................158</p><p>14.6 FERIMENTOS NO NARIZ .........................................................................................159</p><p>14.7 FERIMENTOS NO PESCOÇO ...................................................................................160</p><p>14.8 AMPUTAÇÃO TRAUMÁTICA E AVULSÕES ........................................................161</p><p>14.9 FERIMENTOS NAS NÁDEGAS E GENITÁLIAS ..................................................162</p><p>Aptl 160-00/2019</p><p>14.10 FERIMENTOS COM OBJETOS CRAVADOS .......................................................163</p><p>14.11 FERIMENTOS ABDOMINAIS COM EVISCERAÇÃO .......................................164</p><p>14.12 FERIMENTOS EM MEMBROS COM OSSOS LONGOS</p><p>ou suspeitas de fraturas, luxações e entorses.</p><p>16.4.1 RAZÕES PARA A IMOBILIZAÇÃO PROVISÓRIA</p><p>Evita ou minimiza a dor:</p><p>• Restringe a movimentação de fragmentos ósseos fraturados ou dos ossos de</p><p>uma articulação luxada ou com entorse.</p><p>Previne ou minimiza:</p><p>• Lesões futuras de músculos, nervos e vasos sangüíneos pelos fragmentos ós-</p><p>seos.</p><p>• Rompimento da pele e conversão de uma fratura fechada em aberta (mais</p><p>perigosa devido à contaminação direta e possível infecção).</p><p>• Diminuição do fl uxo sangüíneo como resultado da pressão exercida pelos</p><p>fragmentos ósseos sobre os vasos sanguíne</p><p>• Sangramento excessivo para os tecidos ao redor do local da fratura causado</p><p>pelas extremidades ósseas instáveis.</p><p>• Paralisia das extremidades como resultado de uma lesão da medula espinhal</p><p>por vértebras fraturadas ou luxadas.</p><p>16.4.2 MATERIAL PARA IMOBILIZAÇÃO</p><p>Figura - 425: Talas Rígidas</p><p>Figura - 428: Talas Moldáveis Figura - 429</p><p>Figura - 430 Figura - 431: Atadura de crepe</p><p>Figura - 426: Abaixadores de Língua Figura - 427: Bandagem Triangular</p><p>Aptl 160-00/2020190/310</p><p>Figura - 432: Compressas de gaze Figura - 433: Esparadrapo</p><p>Figura - 434: Fita Crepe</p><p>Figura - 435: Tesoura de Ponta Romba</p><p>1º- Priorizar o atendimento das lesões que ameacem a vida, detectada na análise</p><p>primária;</p><p>2º- Imobilizar fraturas antes de movimentar o acidentado, exceto, nos casos de</p><p>risco iminente de vida para a vítima ou socorrista, a posição da vítima estiver obstruindo suas</p><p>vias aéreas, sua posição impede a realização da análise primária ou para garantir acesso a uma</p><p>vítima mais grave;</p><p>3º- Não perder tempo com imobilizações muito elaboradas;</p><p>4º- Nunca tentar alinhar o osso fraturado;</p><p>5º- Nunca tentar reintroduzir um osso exposto;</p><p>6º- Expor o local do ferimento e remover adornos como relógio, pulseiras e anéis</p><p>das extremidades afetadas;</p><p>7º- Cobrir ferimentos com gaze estéril seca, fi xando com atadura de crepe ou</p><p>bandagem triangular;</p><p>8º- Avaliar o pulso distal, perfusão capilar, cor, temperatura, sensibilidade, mobi-</p><p>lidade e motricidade da extremidade afetada antes de imobilizar;</p><p>9º- Colocar o membro o mais próximo possível da posição anatômica;</p><p>10º- Imobilizar o membro com o mínimo de movimentação possível, sem exer-</p><p>cer pressão sobre a lesão, no sentido distal para proximal. Atente para deixar a extremidade</p><p>visível;</p><p>11º- Quando usar talas rígidas, acolchoar as partes necessárias com cobertor ou</p><p>outros materiais macios, principalmente as partes em contato com o corpo;</p><p>12º- Na dúvida, se há ou não fratura, sempre imobilizar;</p><p>13º- A imobilização de fraturas deve impedir a movimentação de uma articula-</p><p>ção acima e uma abaixo do local da fratura e, no caso de lesões em articulações, imobilizar um</p><p>osso acima e um abaixo da articulação lesada;</p><p>16.4.3 ACESSÓRIOS PARA IMOBILIZAÇÃO</p><p>16.4.4 REGRAS GERAIS PARA IMOBILIZAÇÃO</p><p>Aptl 160-00/2020 191/310</p><p>1º- Nos membros superiores utilizar, no mínimo uma tala e nos membros infe-</p><p>riores utilizar três talas para a imobilização provisória, devendo o pé sempre ser imobilizado;</p><p>2º- Durante a imobilização, todas as curvas anatômicas do corpo devem ser</p><p>preenchidas; e</p><p>3º- Ao fi nal, avaliar o pulso distal novamente e prevenir estado de choque</p><p>quando necessário.</p><p>16.4.5 TRATAMENTO PRÉ-HOSPITALAR - IMOBILIZAÇÕES</p><p>16.4.5.1 Clavícula, Escápula e Ombro</p><p>• Imobilizar o membro proporcio-</p><p>nando sustentação para o braço uti-</p><p>lizando uma bandagem triangular</p><p>formando uma tipóia;</p><p>• Se o membro estiver afastado do</p><p>corpo, colocar um apoio entre o</p><p>braço e o corpo para manter o mem-</p><p>bro na posição encontrada;</p><p>Figura - 436</p><p>Figura - 437</p><p>Figura - 438</p><p>• Finalizar envolvendo o membro e o tórax com uma outra tipóia para impedir</p><p>o movimento frontal.</p><p>Aptl 160-00/2020192/310</p><p>Figura - 439: Imobilização de Clavícula em 8</p><p>Figura - 440</p><p>Figura - 441</p><p>16.4.5.2 Úmero</p><p>Envolver a articulação do ombro e do cotovelo.</p><p>• Se a fratura for proximal, utilizar 2 bandagens triangulares, imobilizando o</p><p>membro fl exionado;</p><p>• Se a fratura for medial, utilizar tala rígida na face anterior do braço, prote-</p><p>gendo a extremidade da tala que estiver em contato com a axila com uma atadura;</p><p>Aptl 160-00/2020 193/310</p><p>• Se a fratura for distal (comum em crianças e pessoas idosas) utilizar tala</p><p>rígida ou moldável.</p><p>Figura - 442</p><p>Figura - 443</p><p>Figura - 444 Figura - 445</p><p>16.4.5.3 Rádio e Ulna</p><p>• Utilizar a tala rígida ou moldável para imobilização de fraturas;</p><p>• Envolver a articulação do cotovelo e punho;</p><p>Aptl 160-00/2020194/310</p><p>Figura - 446</p><p>Figura - 447</p><p>Figura - 448</p><p>Figura - 449</p><p>• Finalizar aplicando uma tipóia e envolvendo o membro e o tórax com uma</p><p>outra tipóia para impedir o movimento frontal.</p><p>16.4.5.4 Mãos</p><p>• Utilizar tala rígida ou moldável;</p><p>• Imobilizar a mão com os dedos semi-fl etidos, deixando-os apoiados sobre um</p><p>rolo de atadura de crepe ou chumaço de gaze.</p><p>16.4.5.5 Dedos</p><p>• Utilizar tala rígida ou moldável ou Abaixador de Língua;</p><p>• Para os dedos, proceder da mesma forma; caso seja apenas um dedo e o com-</p><p>prometimento é da falange distal, utilizar duas espátulas de madeira.</p><p>Aptl 160-00/2020 195/310</p><p>16.4.5.6 Fêmur</p><p>• Utilizar bandagens triangulares e tala rígida ou moldável de tamanho adequa-</p><p>do;</p><p>• Imobilizar de forma a impedir movimentação do quadril e do joelho.</p><p>Figura - 450</p><p>Figura - 451 Figura - 452</p><p>Figura - 453</p><p>16.4.5.7 Pelve</p><p>• Utilizar bandagens triangulares e tala rígida ou moldável de tamanho adequa-</p><p>do;</p><p>Aptl 160-00/2020196/310</p><p>Figura - 454</p><p>Figura - 457: Lençol Figura - 458: Talas</p><p>Figura - 455: Cinta Pélvica</p><p>Figura - 456: KED Invertido (Não se usa mais)</p><p>• Colocar um cobertor dobrado entre os membros inferiores;</p><p>• Imobilizar de forma a impedir movimentação do quadril e do joelho.</p><p>Aptl 160-00/2020 197/310</p><p>A técnica vai depender do tempo que a vítima tem, desde de uma imobilização</p><p>mais elaborada até uma mais rápida.</p><p>ATENÇÃO</p><p>Estar atento para a possibilidade de choque nas vítimas com fratura de pelve e/</p><p>ou fêmur pela grande quantidade de sangue no foco da fratura.</p><p>16.4.5.8 Joelho</p><p>• Utilizar tala rígida ou moldável;</p><p>• Imobilizar o joelho envolvendo o fêmur, a tíbia e a fíbula.</p><p>Figura - 459</p><p>Figura - 460</p><p>Figura - 461</p><p>16.4.5.9 Tíbia e Fíbula</p><p>• Utilizar a tala rígida ou moldável;</p><p>• Imobilizar envolvendo a articulação do joelho e tornozelo.</p><p>Aptl 160-00/2020198/310</p><p>Figura - 462 Figura - 463</p><p>16.4.5.10 Pé e Tornozelo</p><p>• Utilizar a tala moldável envolvendo pé, tíbia e fíbula.</p><p>Aptl 160-00/2020 199/310</p><p>17 TRAUMA ESPECÍFICOS</p><p>17.1 TRAUMATISMO</p><p>Traumatismos são impactos que atingem uma determinada região do corpo. Po-</p><p>dem ser:</p><p>Penetrantes: força de impacto é distribuída em uma pequena área.</p><p>Contusos: a força de impacto é distribuída em uma grande área.</p><p>Neste item serão abordados apenas os traumatismos contusos.</p><p>Figura - 464</p><p>Figura - 465</p><p>Figura - 466</p><p>17.2 TRAUMA DE CRÂNIO</p><p>São impactos que atingem a região craniana. Nem sempre provoca lesão ence-</p><p>fálica.</p><p>Os impactos violentos, comuns em acidentes, podem, entretanto, provocar uma</p><p>lesão genericamente denominada traumatismo cranioencefálico (TCE).</p><p>Aptl 160-00/2020200/310</p><p>Figura - 467</p><p>Figura - 468</p><p>17.2.1 TRAUMATISMO CRANIOENCEFÁLICO (TCE)</p><p>O TCE é uma das maiores causas de óbitos em acidentes automobilísticos. Mes-</p><p>mo quando não causa a morte, pode trazer graves seqüelas, impossibilitando uma vida normal.</p><p>As vítimas de TCE podem apresentar graves complicações por causa da redução</p><p>do fl uxo sanguíneo cerebral, pela compressão de regiões do encéfalo provocado pelo aumento</p><p>da Pressão Intracraniana (PIC) ou pela formação de hematomas no interior da caixa craniana.</p><p>17.2.1.1 Sinais e Sintomas de TCE</p><p>Aptl 160-00/2020 201/310</p><p>Figura - 469</p><p>Figura - 471: Decorticação Figura - 472: Descerebração</p><p>Figura - 470</p><p>Tabela - 5</p><p>Posturas de decorticação e descerebração; lesões que afetam o cérebro e/ou o</p><p>tronco encefálico.</p><p>Aptl 160-00/2020202/310</p><p>Figura - 473</p><p>Figura - 474 Figura - 475</p><p>Figura - 476</p><p>MIDRÍASE - Pupilas di-</p><p>latadas, em lesões cerebrais.</p><p>MIOSE - Pupilas punti-</p><p>formes, em lesões de tronco cerebral.</p><p>ANISOCORIA - Pupilas</p><p>desiguais, em lesões focais que compri-</p><p>mem o hemisfério cerebral.</p><p>Realizar avaliação neurológica e aplicar a Escala de Coma Glasgow.</p><p>LEMBRE-SE: o parâmetro para acionamento de SAV é pontuação ≤ 12.</p><p>17.2.1.2 Procedimentos</p><p>1º- Imobilizar coluna cervical, mantendo a cabeça na posição neutra;</p><p>2º- Controlar as hemorragias, porém não impedir que o sangue ou outros fl uidos</p><p>corporais saiam pela orelha ou nariz;</p><p>Aptl 160-00/2020 203/310</p><p>3º- Monitorar periodicamente os sinais vitais e o nível de consciência e intervir</p><p>se necessário;</p><p>4º- Nas lesões que atingem a face, o principal perigo é a obstrução das vias aé-</p><p>reas;</p><p>5º- Prevenir estado de choque; e</p><p>6º- Transportar em maca rígida.</p><p>Figura - 477</p><p>Figura - 478 Figura - 479</p><p>ATENÇÃO</p><p>- Se houver vômitos, lateralizar a vítima, devidamente imobilizada, mantendo</p><p>o alinhamento e a estabilização da coluna vertebral;</p><p>- Se ocorrer convulsões, afastar objetos que possam causar ferimentos à vítima;</p><p>- Não permitir a ingestão de quaisquer substâncias (alimentos ou líquidos) pela</p><p>vítima.</p><p>17.3 TRAUMA DE FACE</p><p>Correspondem aos impactos que afetam a face da vítima.</p><p>Aptl 160-00/2020204/310</p><p>Figura - 480</p><p>Figura - 481</p><p>17.3.1 SINAIS E SINTOMAS</p><p>- Coágulos de sangue nas vias aéreas;</p><p>- Deformidade na face;</p><p>- Equimose e/ou hematoma nos olhos;</p><p>- Perda do movimento ou impotência funcional da mandíbula;</p><p>- Falta de coordenação dos movimentos oculares (olhos de boneca);</p><p>- Dentes amolecidos ou quebrados (ou a quebra de próteses dentárias); e</p><p>- Grandes hematomas e ferimentos ou qualquer indicação de golpe severo na</p><p>face.</p><p>Aptl 160-00/2020 205/310</p><p>17.3.2 PROCEDIMENTOS</p><p>1º- Verifi car a permeabilidade das vias aéreas, mantendo a coluna cervical ali-</p><p>nhada numa posição neutra;</p><p>2º- Aplicar curativo não aderente sem exercer forte pressão;</p><p>3º- Nos ferimentos com fratura de mandíbula utilizar a Cânula de Orofaríngea</p><p>nas vítimas inconscientes para manter a vias aéreas permeáveis; e</p><p>4º- Estar atento aos sinais e sintomas de traumatismo craniano. Nesse caso, trans-</p><p>portar em decúbito elevado.</p><p>Figura - 482</p><p>Figura - 483</p><p>Obs.: Não retirar objetos cravados ou transfi xados, exceto aqueles localiza-</p><p>dos na bochecha com risco de obstruir vias aéreas.</p><p>17.4 TRAUMA DE COLUNA VERTEBRAL</p><p>Corresponde aos impactos que afetam a coluna vertebral da vítima que podem</p><p>ter como consequência, possíveis lesões de vértebras e/ou medula.</p><p>A região cervical é a que possui maior possibilidades de sofrer lesões.</p><p>Aptl 160-00/2020206/310</p><p>Figura - 484</p><p>Deve-se suspeitar de trauma de coluna em todas as vítimas dos acidentes listados</p><p>abaixo:</p><p>- Qualquer vítima de trauma inconsciente;</p><p>- Vítimas de acidentes automobilísticos, por desaceleramentos, atropelamen-</p><p>tos, etc;</p><p>- Danos no capacete do motociclista;</p><p>- Impactos violentos na cabeça, pescoço, tronco e pelve;</p><p>- Vítimas projetadas para fora de veículo;</p><p>- Vítimas de explosão; e</p><p>- Vítimas de quedas em geral.</p><p>17.4.1 SINAIS E SIANTOMAS</p><p>- Dor no pescoço ou nas costas, ou locais próximos à coluna vertebral;</p><p>- Paralisia de extremidades inferiores e superiores (Tetraplegia);</p><p>- Paralisia de extremidades inferiores (Paraplegia);</p><p>- Ausência ou diminuição de sensibilidade ou formigamento abaixo da lesão;</p><p>- Respiração executada apenas pelo diafragma;</p><p>- Paralisia dos músculos intercostais, predominando a respiração diafragmáti-</p><p>ca;</p><p>- Perda de controle dos esfíncteres urinário e intestinal – eliminação involuntá-</p><p>ria de urina e fezes; e</p><p>- Priaprismo (Ereção persistente do pênis, sem estímulo sexual).</p><p>Aptl 160-00/2020 207/310</p><p>17.4.2 PROCEDIMENTOS</p><p>1º- Estabilizar manualmente a coluna cervical e evitar movimentação lateral da</p><p>cabeça da vítima, sendo proibida a aplicação da técnica de desobstrução da extensão da cabeça;</p><p>2º- Controlar as hemorragias graves, ainda que haja suspeita de lesão na medula;</p><p>3º- Utilizar equipamento adequado para imobilização da cabeça e pescoço ou</p><p>improvisar com meios de fortuna;</p><p>Figura - 485</p><p>Figura - 486</p><p>Figura - 487</p><p>4º- Utilizar técnica adequada de movimentação de acidentados quando necessá-</p><p>rio;</p><p>5º- Monitorar periodicamente os sinais vitais e o nível de consciência, lembrar</p><p>que em alguns casos a lesão de medula pode provocar paralisia dos movimentos respiratórios;</p><p>6º- Transportar a vítima com o máximo de cuidado, sobre superfície rígida (pran-</p><p>cha, tábua, porta).</p><p>Aptl 160-00/2020208/310</p><p>Figura - 488</p><p>Figura - 489 Figura - 490</p><p>17.5 TRAUMA DE TÓRAX</p><p>São os impactos que afetam a região torácica da vítima.</p><p>Quando a força de impacto é distribuída sobre uma grande área do tórax, muitas</p><p>lesões internas podem ocorrer por desaceleração e compressão.</p><p>17.5.1 FRATURA NAS COSTELAS</p><p>17.5.1.1 Sinais e Sintomas</p><p>- Dor intensa, sensibilidade ao toque ou movimento;</p><p>- Equimose ou hematoma local;</p><p>- Difi culdade ao respirar;</p><p>- Diminuição da expansão torácica do lado afetado; e</p><p>- Crepitação Óssea.</p><p>17.5.1.2 Procedimentos</p><p>- Apoiar o braço da vítima correspondente ao lado da lesão na parede do tó-</p><p>rax com o antebraço cruzado ao peito, fi xar com tipóia feita com bandagem</p><p>triangular;</p><p>- Se houver necessidade para melhor restrição de movimentos do local afetado,</p><p>apoiar a região com um travesseiro, ou volume que acondicione a extremida-</p><p>de superior em cima do local ferido.</p><p>Aptl 160-00/2020 209/310</p><p>17.5.2 TÓRAX INSTÁVEL</p><p>É causado por trauma direto, causando fratura de dois ou mais arcos costais</p><p>consecutivos.</p><p>Figura - 491</p><p>Figura - 492</p><p>Aptl 160-00/2020210/310</p><p>17.5.2.1 Sinais e Sintomas</p><p>- Respiração paradoxal: o segmento do tórax que está fraturado apresenta mo-</p><p>vimentação contrária à do restante, durante a respiração;</p><p>- Dor intensa: decorrente das múltiplas fraturas.</p><p>17.5.2.2 Procedimentos</p><p>1º- Apoiar o braço da vítima correspondente ao lado da lesão na parede do tórax</p><p>com o antebraço cruzado ao peito, fi xar com tipóia feita com bandagem triangular;</p><p>2º- Se houver necessidade para melhor restrição de movimentos do local afetado,</p><p>apoiar a região com um travesseiro, ou volume que acondicione a extremidade superior em</p><p>cima do local ferido.</p><p>Figura - 493 Figura - 494</p><p>Figura - 495</p><p>17.6 TRAUMA DE ABDOMEM</p><p>Correspondem aos impactos que afetam a região abdominal da vítima.</p><p>Ocorre quando a força de impacto é distribuída sobre uma grande área do abdô-</p><p>men e muitas lesões podem ocorrer por desaceleração e compressão.</p><p>Situações que envolvam desaceleração rápida, como acidentes de trânsito, po-</p><p>dem provocar o rompimento de baço, fígado e pâncreas ocasionando hemorragia interna, ou</p><p>de órgãos ocos, como estômago, intestino e vesícula biliar, permitindo a saída de seu conteúdo</p><p>para a cavidade abdominal ocasionando reações dolorosas e graves.</p><p>17.6.1 SINAIS E SINTOMAS</p><p>• Dor local;</p><p>• Contusões e abrasões abdo-</p><p>minais;</p><p>• Posição e postura da vítima:</p><p>protegendo o abdômen e adotando posições tí-</p><p>picas de defesa da dor (resguardando o abdo-</p><p>me);</p><p>• Abdômen sensível ou rígido;</p><p>• Sinais e sintomas de Choque</p><p>Hipovolêmico; e</p><p>• Respiração rápida e superfi -</p><p>cial.</p><p>Aptl 160-00/2020 211/310</p><p>17.6.2 PROCEDIMENTOS</p><p>1º- Manter a permeabilidade das vias aéreas, mantendo a coluna cervical alinha-</p><p>da em posição neutra, aplicar o colar cervical e imobilizador lateral de cabeça ou manualmente;</p><p>2º- Controlar hemorragias e cobrir ferimentos;</p><p>3º- Tratar o choque;</p><p>4º- Monitorar sinais vitais durante o transporte.</p><p>ATENÇÃO!</p><p>• Em caso de vômito, realize procedimento específi co adequado à situação;</p><p>• Prevenir estado de choque.</p><p>Aptl 160-00/2020212/310</p><p>18 ESTADO DE CHOQUE</p><p>18.1 CHOQUE</p><p>“Desarranjo grosseiro da máquina da vida” - Samuel Gross (um dos pais da ci-</p><p>rurgia do trauma).</p><p>“Uma breve pausa no ato de morrer” Jonh Collins Warren, médico cirurgião.</p><p>Enfatizam seu persistente papel central nas causas de maior morbidade e mor-</p><p>talidade na vítima de trauma. Diagnóstico rápido, reanimação e manejo defi nitivo do choque</p><p>resultante do trauma são essenciais para o resultado da vítima.</p><p>18.2 CHOQUE HEMODINÂMICO (ESTADO DE CHOQUE)</p><p>É um estado grave, de aparecimento súbito, caracterizado pelo colapso do siste-</p><p>ma circulatório e consequente falta de oxigenação dos órgãos e tecidos, devido a um conjunto</p><p>de alterações orgânicas.</p><p>TOLERÂNCIA DOS ÓRGÃOS</p><p>ÓRGÃOS TEMPO DE ISQUEMIA QUENTE</p><p>CORAÇÃO, CÉREBRO e PULMÕES 4 A 6 MINUTOS</p><p>RINS, FÍGADO e TRATO GASTROIN-</p><p>TESTINAL 45 A 90 MINUTOS</p><p>MÚSCULOS, OSSOS e PELE 4 A 6 HORAS</p><p>Tabela - 6</p><p>Ele é classifi cado em relação ao mecanismo de origem em:</p><p>- Neurogênico;</p><p>- Cardiogênico;</p><p>- Anafi lático;</p><p>- Séptico; e</p><p>- Hipovolêmico.</p><p>18.2.1 CHOQUE NEUROGÊNICO</p><p>Decorrente de uma lesão na medula espinhal que provoca a paralisia da muscula-</p><p>tura da parede das artérias causando uma imensa vasodilatação na periferia do corpo da vítima.</p><p>Isto provoca a diminuição do retorno do sangue venoso ao coração e conseqüen-</p><p>te queda do volume de sangue bombeado pelo coração. Porém, o volume de sangue no corpo</p><p>está mantido.</p><p>Os sinais marcantes são:</p><p>- Diminuição da pressão arterial e dos batimentos cardíacos (hipotensão com</p><p>bradicardia);</p><p>- Pele rosada devido à vasodilatação dos vasos sanguíneos na superfície da</p><p>pele.</p><p>18.2.2 CHOQUE CARDIOGÊNICO</p><p>Decorrente da falência do coração que diminuiu a circulação e consequentemen-</p><p>te a oxigenação dos órgãos e tecidos.</p><p>No choque cardiogênico o volume de sangue no corpo está mantido. No entanto,</p><p>a quantidade de sangue bombeada pelo coração está diminuída. Comum nos casos de insufi ci-</p><p>ência cardíaca congestiva e infarto agudo do miocárdio.</p><p>Aptl 160-00/2020 213/310</p><p>18.2.3 CHOQUE ANAFILÁTICO</p><p>É uma reação alérgica aguda a medicamentos (principalmente a penicilina), pi-</p><p>cadas de insetos, comidas, dentre outros agentes.</p><p>Instala-se rapidamente, logo após o contato com a substância a qual a vítima é</p><p>alérgica.</p><p>Promove a liberação, nos tecidos, de uma substância chamada histamina que</p><p>promove vasodilatação geral e edema de glote causando insufi ciência respiratória.</p><p>18.2.4 CHOQUE HIPOVOLÊMICO</p><p>No choque hipovolêmico ocorre uma redução do volume de sangue e, com isso,</p><p>a volemia torna-se instável. Comuns nos casos de grandes hemorragias (externas ou internas),</p><p>queimaduras extensas e desidratação.</p><p>18.2.5 CHOQUE SÉPTICO</p><p>É um choque causado por toxinas liberadas por bactérias no organismo humano.</p><p>Ocorre em vítimas doentes com infecções potencialmente fatais.</p><p>Decorrente principalmente de estados infecciosos bacterianos graves onde há</p><p>liberação de toxinas que lesam as paredes dos vasos sangüíneos provocando vasodilatação e</p><p>aumento da permeabilidade dos vasos sanguíneos, permitindo a saída de plasma do interior dos</p><p>vasos sanguíneos para o interior dos tecidos, diminuindo o volume de sangue circulante.</p><p>Além disso, deve-se considerar como mais um agravante a possibilidade da</p><p>existência de infecção generalizada em órgãos vitais. Normalmente não encontrado no pré-</p><p>-hospitalar.</p><p>18.3 SINAIS E SINTOMAS</p><p>- Taquipnéia: respiração rápida e superfi cial;</p><p>- Taquicardia: pulso rápido e fi liforme (fraco);</p><p>- Pele fria, pálida e úmida;</p><p>- Face pálida e posteriormente cianótica;</p><p>- Sede intensa;</p><p>- Hipotensão: queda da pressão arterial;</p><p>- Sudorese;</p><p>- Ansiedade, confusão mental; e</p><p>- Fraqueza muscular, distúrbios visuais (visão escura).</p><p>18.4 PROCEDIMENTOS DE APH</p><p>1º- Realizar a Análise Primária e tratar os problemas em ordem de prioridade;</p><p>2º- Realizar a Análise Secundária Objetiva;</p><p>3º- Realizar a Análise Secundária Subjetiva;</p><p>4º- Ministrar oxigênio – 10 l/min;</p><p>5º- Prevenir hipotermia.</p><p>Aptl 160-00/2020214/310</p><p>Figura - 496</p><p>ATENÇÃO</p><p>- Afrouxar as roupas para melhorar a circulação sanguínea;</p><p>- Se constatar hemorragia externa, controlá-la imediatamente;</p><p>- Nos casos de choque anafi lático, cardiogênico e séptico, manter a vítima em</p><p>Decúbito Dorsal Horizontal (DDH) com a cabeça mais elevada que o corpo</p><p>(aproximadamente 20 centímetros);</p><p>- Nos casos de choque hipovolêmico e neurogênico, manter a vítima em Decú-</p><p>bito Dorsal Horizontal (DDH) sem elevar os membros;</p><p>- Monitorar os sinais vitais constantemente;</p><p>- NUNCA ofereça medicamentos, alimentos ou líquidos para ingestão para</p><p>uma pessoa com sinais ou sintomas de choque;</p><p>- Pode-se aliviar a sede da vítima umedecendo seus lábios com uma gaze em-</p><p>bebida em água.</p><p>Aptl 160-00/2020 215/310</p><p>19 EMERGÊNCIAS MÉDICAS</p><p>Também chamadas de Emergências Clínicas. Correspondem ao estado de saúde</p><p>crítico provocado por uma ampla variedade de enfermidades imprevistas, cuja causa não inclui</p><p>ação de fatores externos ou incidência de violência direta sobre a vítima.</p><p>Pode ser provocada pela alteração das funções dos sistemas orgânicos ou pela</p><p>reação do corpo a microorganismos ou substâncias tóxicas.</p><p>Quanto à natureza, as emergências clínicas podem ser:</p><p>- Cardiovasculares;</p><p>- Respiratórias;</p><p>- Metabólicas; e</p><p>- Neurológicas.</p><p>19.1 EMERGÊNCIAS CARDIOVASCULARES</p><p>São as principais causas de morte em todo o mundo. É essencial reconhecê-las</p><p>rapidamente e instituir as primeiras condutas.</p><p>As principais emergências cardiovasculares são:</p><p>- Infarto Agudo do Miocárdio (IAM);</p><p>- Angina de Peito (Angina Pectoris);</p><p>- Crise e Emergência Hipertensiva (Hipertensão – Pressão Alta);</p><p>- Acidente Vascular Encefálico (AVE); e</p><p>- Ataque Isquêmico Transitório (AIT).</p><p>19.1.1 INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO (IAM)</p><p>É a morte do músculo cardíaco. Ocorre pela obstrução aguda das artérias coro-</p><p>nárias, responsáveis pelo suprimento de sangue ao coração.</p><p>Figura - 497</p><p>Aptl 160-00/2020216/310</p><p>Figura - 498</p><p>Figura - 499</p><p>19.1.1.1 Sinais e Sintomas.</p><p>- Dor precordial (Centro do Peito), do tipo queimação;</p><p>- Ardência que pode irradiar para os membros superiores ou áreas vizinhas;</p><p>- A dor pode localizar-se também na região epigástrica, submentoniana (de-</p><p>baixo do queixo), no pescoço, nos ombros, cotovelos, punho (como se fosse</p><p>uma pulseira).</p><p>Aptl 160-00/2020 217/310</p><p>19.1.1.2 Fatores favorecedores ao IAM</p><p>- Tabagismo (fumo);</p><p>- Sedentarismo (falta de exercícios físicos regulares);</p><p>- Dislipidemias (dieta irregular com excesso de gorduras);</p><p>- Estresse;</p><p>- Antecedentes familiares; e</p><p>- Doenças associadas (hipertensão arterial, diabetes mellitus).</p><p>19.1.2 ANGINA PECTORIS (DE PEITO)</p><p>Dor precordial, de curta duração, (geralmente menor que 15 minutos), que se</p><p>apresenta quando o coração não recebe uma quantidade sufi ciente de oxigênio.</p><p>É produzida ou agravada pela atividade física ou por episódios emocionais, e é</p><p>aliviada pelo repouso ou através de medicamentos vasodilatadores.</p><p>Pode ser classifi cada em:</p><p>Angina Estável - Associada ao exercício físico;</p><p>Angina Instável - Ocorre abruptamente com a fi ssura da placa de ateroma (co-</p><p>lesterol), como já foi comentado no tópico do IAM, reduzindo assim, o fl uxo sanguíneo.</p><p>19.1.3 CRISE E EMERGÊNCIA HIPERTENSIVA (PRESSÃO ALTA)</p><p>É caracterizada pela elevação súbita da pressão arterial a níveis superiores ao</p><p>considerado normal. A hipertensão arterial pode aumentar o risco de ocorrer emergências car-</p><p>diovasculares.</p><p>Crise Hipertensiva - PA> 140 x 90 mmHg.</p><p>Emergência Hipertensiva - Pressão sistólica superior ou igual a 180 mmHg e</p><p>diastólica superior ou igual a 110 mmHg.</p><p>19.1.3.1 Sinais e Sintomas</p><p>• Cefaléia;</p><p>• Dor em outras regiões (tórax, abdome, membros);</p><p>• Náuseas;</p><p>• Escotomas (distúrbios visuais – pontos brilhantes coloridos);</p><p>• Hemorragia nasal (epistaxe);</p><p>• Taquicardia; e</p><p>• Parestesia (formigamento) em algum segmento do corpo.</p><p>Quando a vítima não apresenta sinais e sintomas (assintomática) descobre-se</p><p>que ela é hipertensa após 2 aferições da pressão arterial, no mínimo, no momento da avaliação.</p><p>Se a pressão arterial sistólica estiver entre 120 e 139 mmHg e a diastólica, entre</p><p>80 a 89 mmHg, deve-se entender que a vítima encontra-se num estado pré-hipertenso.</p><p>19.1.4 PROCEDIMENTOS DE APH PARA IAM, ANGINA E HIPERTENSÃO.</p><p>1º- Realizar a análise primária e secundária e tratar os problemas em ordem de</p><p>prioridade;</p><p>2º- Manter a vítima em repouso absoluto na posição mais confortável (em geral</p><p>sentado ou semi-sentado);</p><p>3º- Afrouxar as vestes;</p><p>4º- Prestar apoio psicológico;</p><p>5º- Ministrar oxigênio com</p><p>cateter em baixo fl uxo (3 L/min); e</p><p>6º- Providenciar transporte ao hospital, monitorando frequentemente os sinais</p><p>vitais e o nível de consciência.</p><p>Aptl 160-00/2020218/310</p><p>19.1.5 ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO (AVE)</p><p>Dano no tecido cerebral produ-</p><p>zido por falha na irrigação sangüínea em razão</p><p>de obstrução ou rompimento de artéria cerebral.</p><p>O efeito compressivo, ou seja,</p><p>de aumento da pressão intracraniana (PIC)</p><p>também manifestam sinais e sintomas e podem</p><p>causar situações de risco de morte.</p><p>AVE Isquêmico - Caracteriza-</p><p>-se pela interrupção do fl uxo sanguíneo (obs-</p><p>trução arterial por trombose ou por embolia) em</p><p>uma determinada área do encéfalo, tornando a</p><p>mesma isquêmica. Poucos minutos sem aporte</p><p>sanguíneo adequado são sufi cientes para gerar</p><p>danos irreversíveis ao tecido cerebral.</p><p>AVE Hemorrágico - Deve-se</p><p>a ruptura de um vaso intracraniano, gerando o</p><p>extravasamento de sangue para o parênquima</p><p>cerebral e/ou para espaço subaracnóideo (local</p><p>entre as meninges por onde circula o liquor),</p><p>aumentando desta forma, a PIC, pressionando o</p><p>cérebro e interferindo em suas funções.</p><p>Nestes casos, sintomas ocorrem por compressão de estruturas nervosas e/ou por</p><p>aumento da Pressão Intracraniana (PIC).</p><p>19.1.5.1 Sinais e Sintomas</p><p>A Escala de Cincinnati permite o reconhecimento de AVE com rapidez, manten-</p><p>do a especifi cidade e a sensibilidade. Nela são avaliadas três condições:</p><p>- Simetria facial;</p><p>- Verifi cação da perda da força muscular ao se estender os membros superiores;</p><p>e</p><p>- Alteração da fala (disartria).</p><p>Figura - 500</p><p>Figura - 501</p><p>Aptl 160-00/2020 219/310</p><p>Dependem da área atingida e podem ser:</p><p>- Dor de cabeça (cefaléia);</p><p>- Inconsciência;</p><p>- Confusão mental;</p><p>- Parestesia (formigamento), paresia (diminuição da força muscular), paralisia</p><p>muscular, usualmente das extremidades e/ou da face;</p><p>- Difi culdade para falar (disartria);</p><p>- Difi culdade respiratória (dispnéia);</p><p>- Alterações visuais;</p><p>- Convulsões;</p><p>- Pupilas desiguais (anisocoria); e</p><p>- Perda do controle urinário ou intestinal.</p><p>19.1.6 ATAQUE ISQUÊMICO TEMPORÁRIO (AIT)</p><p>São défi cits focais cerebrais ou visuais que desaparecem num prazo inferior a</p><p>24 horas. Os défi cits focais cerebrais podem lembrar as evidências clínicas do AVE, entretanto</p><p>desaparecem completamente.</p><p>O êmbolo (Fragmento de placa de ateroma ou coágulo na corrente sangüínea)</p><p>formado a partir de um trombo é deslocado através da circulação e obstrui artérias de menor</p><p>calibre, ocasionando a obstrução à passagem de sangue para o cérebro ou cerebelo. Porém, o</p><p>êmbolo se desfaz e permite o retorno da circulação local.</p><p>19.1.6.1 Sinais e Sintomas.</p><p>- Défi cits motores semelhantes ao AVE;</p><p>- Difi culdade para falar (disartria);</p><p>- Visão borrada com ou sem presença de sombra;</p><p>- Vertigem;</p><p>- Náusea; e</p><p>- Visão dupla (diplopia).</p><p>19.1.7 PROCEDIMENTOS DE APH PARA AVE E AIT</p><p>1º- Realizar a Análise Primaria e Secundária e tratar os problemas em ordem de</p><p>prioridade;</p><p>2º- Manter a vítima em repouso, na Posição de Recuperação DLE;</p><p>3º- Proteger as extremidades paralisadas;</p><p>4º- Dar suporte emocional. Evitar conversação inapropriada frente à vítima; e</p><p>5º- Providenciar o transporte da vítima para o hospital monitorando os sinais</p><p>vitais.</p><p>Figura - 502</p><p>Aptl 160-00/2020220/310</p><p>Figura - 503</p><p>19.2 EMERGÊNCIAS RESPIRATÓRIAS</p><p>Anomalias do sistema respiratório cuja manifestação principal é a respiração</p><p>“difícil”, ou seja, é a difi culdade em manter a ventilação adequada.</p><p>As emergências médicas respiratórias são:</p><p>- Asma Brônquica;</p><p>- Bronquite Crônica;</p><p>- Enfi sema Pulmonar; e</p><p>- Inalação de Fumaça.</p><p>19.2.1 ASMA BRÔNQUICA</p><p>É uma doença infl amatória crônica das vias aéreas. O pulmão do asmático é</p><p>diferente de um pulmão saudável, os brônquios são mais sensíveis e infl amados - reagindo ao</p><p>menor sinal de irritação.</p><p>Manifesta-se como dispnéia episódica, tosse e espirros, expiração prolongada e</p><p>uso de músculos acessórios da respiração.</p><p>O tratamento é feito basicamente com medicamentos anti-infl amatórios minis-</p><p>trados por meio de inaladores - o mais comum é o nebulímetro, a popular bombinha de asma</p><p>que tem o formato em “L”.</p><p>19.2.2 BRONQUITE CRÔNICA</p><p>É a infl amação dos brônquios com acúmulo de secreção que dura mais de 3 me-</p><p>ses, que difi culta a ventilação pulmonar.</p><p>19.2.3 ENFISEMA PULMONAR</p><p>O enfi sema pulmonar é uma doença degenerativa, que geralmente se desenvolve</p><p>depois de muitos anos de agressão aos tecidos do pulmão devido ao cigarro e outras toxinas</p><p>no ar.</p><p>Estas toxinas destroem os pequenos sacos de ar no pulmão, chamados alvéolos</p><p>os quais incham quando transportam oxigênio do ar para os pulmões e encolhem para forçar o</p><p>dióxido de carbono para fora.</p><p>Como resultado, os pulmões perdem sua elasticidade e exalar fi ca difícil. À me-</p><p>dida que os danos progridem, o esforço para respirar aumenta.</p><p>Aptl 160-00/2020 221/310</p><p>19.2.4 INALAÇÃO DE FUMAÇA</p><p>A fumaça e os gases presentes nos incêndios podem desencadear sintomas respi-</p><p>ratórios agudos ou até uma parada respiratória. A vítima apresenta tosse e dispnéia, irritação e</p><p>infl amação das vias aéreas, olhos e nariz.</p><p>Outras causas comuns são a inalação de gases irritantes ou corrosivos como o</p><p>cloro, diversos ácidos e o amoníaco. A combustão de muitos produtos químicos, como os plás-</p><p>ticos, por exemplo, exalam gases de alta toxidade para o homem.</p><p>Figura - 504</p><p>19.2.5 PROCEDIMENTOS DE APH PARA EMERG. RESPIRATÓRIAS</p><p>1º- Se o ambiente onde a vítima se encontra for inseguro, removê-la imediata-</p><p>mente do local;</p><p>2º- Realizar a análise primária e secundária e tratar os problemas em ordem de</p><p>prioridade;</p><p>3º- Assegurar-se que o problema não é uma OVACE;</p><p>4º- Se não há suspeita de trauma posicionar a vítima sentada ou semi-sentada; e</p><p>5º- Transportar para um hospital com monitoramento dos sinais vitais.</p><p>19.2.6 HIPERVENTILAÇÃO</p><p>Desequilíbrio orgânico das concentrações dos gases sanguíneos (CO2 e O2)</p><p>devido a respirações rápidas e profundas, causadas por alterações metabólicas ou fenômenos</p><p>emocionais.</p><p>19.2.6.1 Procedimentos de APH para Hiperventilação</p><p>1º- Posicionar a vítima sentada e tranquilizá-la;</p><p>2º- Fazer a vítima respirar dentro de um saco de papel, durante alguns minutos a</p><p>fi m de equilibrar a quantidade de gás carbônico no sangue.</p><p>Aptl 160-00/2020222/310</p><p>19.3 EMERGÊNCIAS NEUROLÓGICAS</p><p>São as aquelas que afetam o sistema nervoso ou têm origem neurológica.</p><p>19.3.1 CRISE CONVULSIVA</p><p>São contrações violentas, descoordenadas e involuntárias de parte ou da totali-</p><p>dade dos músculos, provocadas por diversas doenças neurológicas, como a Epilepsia e não</p><p>neurológicas.</p><p>As principais causas de convulsões são:</p><p>- Febre alta em crianças (convulsões febris);</p><p>- Traumatismo craniano;</p><p>- Doenças infecciosas, infl amatórias ou tumores cerebrais;</p><p>- Acidente Vascular Encefálico;</p><p>- Intoxicações; e</p><p>- Epilepsia.</p><p>19.3.2 EPILEPSIA</p><p>Doença neurológica convulsiva crônica com 2 tipos mais comuns:</p><p>Grande Mal - Caracterizada por perda da consciência seguida por convulsão</p><p>generalizada.</p><p>Pequeno Mal - Caracterizada por breves lapsos da consciência sem atividade</p><p>convulsiva.</p><p>A crise de epilepsia é composta por quatro fases distintas:</p><p>- Aura - Sensação premonitória ou de advertência sentida no início de uma</p><p>crise.</p><p>- Fase tônica - Extensão da musculatura corporal (rigidez, dentes cerrados);</p><p>- Fase clônica - Espasmos sucessivos, salivação, perda ou não do controle es-</p><p>fi ncteriano anal ou urinário.</p><p>- Fase pós-convulsiva - A vítima pode apresentar sonolência, confusão mental,</p><p>cefaléia e perda da memória momentânea.</p><p>19.3.2.1 Sinais e Sintomas</p><p>- Perda da consciência. A vítima poderá cair e sofrer um trauma;</p><p>- Rigidez do corpo, especialmente do pescoço e extremidades. Outras vezes,</p><p>desenvolvem um quadro de leves tremores ou sacudidas de diversas amplitu-</p><p>des denominadas convulsões tônicos-clônicas;</p><p>- Pode ocorrer cianose ou até parada respiratória. Em algumas ocasiões, há</p><p>perda do controle dos esfíncteres urinário e anal; e</p><p>- Depois das convulsões a vítima recupera o seu estado de consciência</p><p>lenta-</p><p>mente. Pode fi car confuso por um algum tempo e ter amnésia do episódio.</p><p>19.3.3 PROCEDIMENTOS DE APH PARA CRISES CONVULSIVA E EPILEPSIA</p><p>Durante a Crise:</p><p>- Proteger a vítima de qualquer perigo, afastando objetos ao seu redor;</p><p>- Proteger a cabeça da vítima;</p><p>- Ministrar oxigênio através de máscara facial; e</p><p>- Afrouxar suas vestes.</p><p>Aptl 160-00/2020 223/310</p><p>ATENÇÃO</p><p>- NÃO impeça os movimentos convulsivos. Apenas afaste e retire objetos que</p><p>possam machucar a vítima.</p><p>- NÃO coloque os dedos e nada no interior da boca da vítima.</p><p>- Acompanhar a crise convulsiva com calma, pois o episódio não dura mais</p><p>que 5 minutos.</p><p>- Cuidado com as vias aéreas e vômito ou excesso de saliva.</p><p>Após a Crise:</p><p>1º- Manter a vítima em repouso (decúbito lateral), proteger sua privacidade e</p><p>explicar -lhe o que aconteceu, se estiver consciente;</p><p>2º- Efetuar avaliação detalhada da vítima para detectar e tratar problemas exis-</p><p>tentes em ordem de prioridade;</p><p>3º- Tratar eventuais ferimentos;</p><p>4º- Prevenir hipotermia;</p><p>5º- Manter a vítima na posição de recuperação DLE ou, nos casos de trauma, em</p><p>DDH imobilizada na prancha longa; e</p><p>6º- Providenciar o transporte da vítima, mantendo-a sob observação constante</p><p>dos sinais vitais e nível de consciência.</p><p>Obs.: Orientar a vítima para um tratamento médico.</p><p>19.3.4 CONVULSÃO FEBRIL</p><p>Situação desencadeada durante hipertermias (febre alta).</p><p>19.3.4.1 Procedimentos de APH</p><p>1º- Adotar os cuidados gerais para crise convulsiva;</p><p>2º- Baixar a temperatura com aplicação de compressas frias nos locais onde pas-</p><p>sam as principais artérias, tais como, pescoço, axilas, virilha e sob os joelhos; e</p><p>3º- Providenciar o transporte para o hospital.</p><p>19.4 EMERGÊNCIAS METABÓLICAS</p><p>Correspondem às situações que afetam o funcionamento do metabolismo orgâ-</p><p>nico.</p><p>19.4.1 DIABETES</p><p>Termo que designa várias doenças metabólicas de origem genética ou hormonal</p><p>cuja característica é aumento de glicose no sangue ou outras alterações danosas aos tecidos.</p><p>A insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas. Ela é indispensável para que</p><p>as células processem a glicose (açúcar), principal fonte de energia do organismo.</p><p>Quando o pâncreas não produz quantidade sufi ciente de insulina, ocorre acúmu-</p><p>lo de glicose não processada no sangue, causando o Coma Diabético.</p><p>O excesso de insulina pode provocar o decréscimo exagerado de glicose no san-</p><p>gue, causando o Choque Insulínico.</p><p>19.4.1.1 Coma Diabético</p><p>Ocorre com freqüência em pessoas com diabetes diagnosticada e não tratada, as</p><p>quais não receberam quantidade sufi ciente de insulina, ou ainda ingeriram excesso de açúcar ou</p><p>foram submetidas à “estresse” devido a cirurgias ou outras doenças associadas.</p><p>A pessoa sente fome e sede exageradas, urina freqüentemente e de forma abun-</p><p>dante e pode perder peso.</p><p>Aptl 160-00/2020224/310</p><p>19.4.1.1.1 Sinais e Sintomas</p><p>- Difi culdade respiratória;</p><p>- Respiração rápida e profunda;</p><p>- Pele quente, seca e desidratada;</p><p>- Pulso rápido e fraco;</p><p>- Hálito semelhante à acetona;</p><p>- Boca seca; e</p><p>- Alteração de consciência.</p><p>19.4.1.2 Choque Insulínico</p><p>Ocorre em pessoas com diabetes diagnosticada que recebem dose excessiva de</p><p>insulina ou recebem dose normal de insulina e não se alimentam adequadamente ou se subme-</p><p>tem a esforço físico ou “estresse” excessivos; ou ainda pode ocorrer em vítimas que, mesmo</p><p>alimentando-se normalmente e tomando sua dose habitual de insulina, apresentam vômitos</p><p>logo após a refeição.</p><p>19.4.1.2.1 Sinais e Sintomas</p><p>- Respiração normal, porém superfi cial;</p><p>- A pele fi ca pálida, úmida e fria, ocorrendo à sudorese;</p><p>- Dor de cabeça;</p><p>- Enjôos;</p><p>- Desmaios;</p><p>- Convulsões; e</p><p>- Desorientação.</p><p>19.4.2 HIPOGLICEMIA</p><p>É a redução da quantidade de glicose no sangue (abaixo de 40 mg/dl). Nesta</p><p>condição, a vítima pode apresentar sinais e sintomas que podem ser verifi cados pelo socorrista,</p><p>que passa a suspeitar de um provável quadro hipoglicêmico.</p><p>19.4.2.1 Sinais e Sintomas</p><p>Moderada:</p><p>- Irritação;</p><p>- Tremor;</p><p>- Sudorese;</p><p>- Taquicardia; e</p><p>- Palidez.</p><p>Grave:</p><p>- O paciente evolui para um rebaixamento do nível de consciência e alteração</p><p>da coordenação;</p><p>- Convulsões e coma podem surgir e ameaçar a vida do paciente.</p><p>19.4.3 PROCEDIMENTOS DE APH PARA COMPLICAÇÕES DIABÉTICAS</p><p>1º- Reconhecer o quadro clínico rapidamente;</p><p>2º- Verifi car situações de acionamento de SAV ou transporte imediato;</p><p>3º- Manter a permeabilidade das vias aéreas em pacientes inconscientes;</p><p>4º- Ministrar oxigênio;</p><p>5º- Afrouxar vestes;</p><p>6º- Manter vítima na posição de recuperação e prevenir hipotermia;</p><p>7º- Transportar os pacientes comatosos em posição de recuperação; e</p><p>8º- Monitorar sinais vitais e nível de consciência durante o transporte.</p><p>Aptl 160-00/2020 225/310</p><p>19.4.4 DESMAIO</p><p>É a perda temporária da consciência. Geralmente a falta de oxigenação no cére-</p><p>bro devido a má circulação sangüínea ocasiona o desmaio.</p><p>Com isso a vítima cai no plano horizontal e o cérebro é irrigado mais facilmente,</p><p>fazendo com que ela recobre os sentidos.</p><p>19.4.4.1 Sinais e Sintomas</p><p>- Pele fria, pálida e úmida (sudorese);</p><p>- Tontura;</p><p>- Distúrbios visuais (escurecimento da visão);</p><p>- Inconsciência; e</p><p>- Batimentos cardíacos e respiração fracos.</p><p>19.4.4.2 Procedimentos de APH</p><p>Antes de Desmaiar:</p><p>1º- Posicionar a vítima em decúbito dorsal (deitada de costas);</p><p>2º- Realizar a Análise Primaria e Secundária e, se encontrar problemas, tratá-los</p><p>em ordem de prioridade;</p><p>3º- Verifi car possível TCE, ferimentos na cabeça e grandes hemorragias;</p><p>4º- Afrouxar as roupas (se estiver com muita roupa ou com roupas apertadas); e</p><p>5º- Transportar ao Posto Médico.</p><p>Vítimas Desmaiadas:</p><p>1º- Posicionar a vítima em decúbito dorsal (deitada de costas);</p><p>2º- Realizar a Análise Primaria e Secundária e, se encontrar problemas, tratá-los</p><p>em ordem de prioridade;</p><p>3º- Verifi car possível TCE, ferimentos na cabeça e grandes hemorragias;</p><p>4º- Afrouxar as roupas (se estiver com muita roupa ou com roupas apertadas);</p><p>5º- Transportar ao Posto Médico.</p><p>Aptl 160-00/2020226/310</p><p>20 MOVIMENTAÇÃO E TRANSPORTE DE VÍTIMAS</p><p>20.1 CONCEITOS</p><p>20.1.1 MOVIMENTAÇÃO DA VÍTIMA</p><p>É a troca justifi cada da posição de uma vítima em um local de ocorrência, de</p><p>uma vítima traumatizada, ou seja, é a execução de movimento necessário para seu atendimento</p><p>pré-hospitalar ou seu translado provisório do local da ocorrência para um local mais seguro.</p><p>20.1.2 TRANSPORTAR DE UMA VÍTIMA</p><p>É o translado de uma vítima de trauma do local da ocorrência para o local do</p><p>atendimento especializado ou defi nitivo.</p><p>20.2 PRINCÍPIOS GERAIS</p><p>• Não se deve movimentar uma vítima, a menos que seja absolutamente neces-</p><p>sário para seu atendimento ou haja um perigo real e iminente no local;</p><p>• Sempre que possível, solicitar ajuda de outras pessoas;</p><p>• O socorrista sozinho deve evitar movimentar uma vítima de fratura ou lesões</p><p>graves;</p><p>• A velocidade da movimentação depende do motivo que a exige;</p><p>• Em caso de movimentar uma vítima, o socorrista deve fazê-lo com cuidado,</p><p>evitando causar lesões adicionais;</p><p>• Não se deve transportar uma vítima antes que ela tenha recebido o atendimen-</p><p>to pré-hospitalar necessário;</p><p>• Sempre que possível, solicitar ajuda de outras pessoas;</p><p>• No APH para a o transporte de uma vítima de trauma, o socorrista deve sem-</p><p>pre observar os princípios do período de ouro;</p><p>• O transporte da vítima é uma fase do atendimento, portanto deverá ser ade-</p><p>quado ao tipo de lesão que ela sofreu;</p><p>• Utilizar o meio adequado para transportar uma vítima; se não houver ambu-</p><p>lância, adaptar um carro; se não houver uma maca, improvisar uma padiola, etc.</p><p>20.3 IMOBILIZAÇÃO EM PRANCHA LONGA – NOVO CONCEITO</p><p>Figura - 505</p><p>Aptl 160-00/2020 227/310</p><p>Figura - 506</p><p>Figura - 507</p><p>Ref: CBMSP</p><p>Aptl 160-00/2020228/310</p><p>Figura - 508</p><p>Figura - 509</p><p>20.3.1 PROCEDIMENTOS</p><p>Aptl 160-00/2020 229/310</p><p>Figura - 510</p><p>Figura - 511</p><p>Aptl 160-00/2020230/310</p><p>Figura - 512</p><p>Figura - 513</p><p>Aptl 160-00/2020 231/310</p><p>Figura - 514</p><p>Figura - 515</p><p>Aptl 160-00/2020232/310</p><p>Figura - 516</p><p>Figura - 517</p><p>Aptl 160-00/2020 233/310</p><p>Figura</p><p>- 518</p><p>Figura - 519</p><p>Aptl 160-00/2020234/310</p><p>Figura - 520</p><p>Figura - 521</p><p>Figura - 522</p><p>Figura - 523</p><p>Figura - 524</p><p>20.3.1.1 Criança</p><p>20.4 IMOBILIZAÇÃO DE BEBÊ EM KED</p><p>20.4.1 PROCEDIMENTOS</p><p>Aptl 160-00/2020 235/310</p><p>Figura - 525</p><p>Figura - 526</p><p>Figura - 527 Figura - 528</p><p>20.5 TRANSPORTE IMEDIATO</p><p>1º- Obstrução respiratória que não pode ser facilmente permeada por métodos</p><p>mecânicos;</p><p>2º- Parada cardiorrespiratória;</p><p>3º- Evidência de estado de choque;</p><p>4º- Trauma de crânio;</p><p>5º- Difi culdade respiratória provocada por trauma no tórax ou face;</p><p>6º- Ferimentos penetrantes em cavidades;</p><p>7º- Queimadura da face;</p><p>8º- Parto complicado;</p><p>9º- Envenenamento;</p><p>10º- Acidentes com animais peçonhentos; e</p><p>11º- Sinais de lesões internas geradas por trauma violento.</p><p>20.6 TÉCNICAS DE TRANSPORTE COM 1 SOCORRISTA</p><p>a) Técnicas indicadas para retirada de vítima de local com risco iminente, porém</p><p>não é adequada para vítimas de trauma ou suspeita de lesão na coluna.</p><p>1 - Transporte de Bombeiros</p><p>• Evitar grandes deslocamentos.</p><p>Aptl 160-00/2020236/310</p><p>Figura - 529 Figura - 530</p><p>Figura - 531 Figura - 532</p><p>2 - Arrastamento de Vítima</p><p>Aptl 160-00/2020 237/310</p><p>3 - Arrastamento de Vítima com Cobertor</p><p>Pode ser utilizado um lençol, colcha, cobertor, redes, etc.</p><p>Figura - 533</p><p>Figura - 535</p><p>Figura - 537 Figura - 538</p><p>Figura - 536</p><p>Figura - 534</p><p>Aptl 160-00/2020238/310</p><p>Figura - 539</p><p>Figura - 541</p><p>Figura - 542</p><p>Figura - 540</p><p>Esta técnica possui desvantagem de não oferecer suporte para a cabeça e pesco-</p><p>ço; porém, se não houver outro método disponível, permite que uma só pessoa remova a vítima.</p><p>4 - Apoio Lateral</p><p>Utilizado em casos de extre-</p><p>ma necessidade com vítima consciente, quando</p><p>não houver uma maca, padiola ou outro recurso</p><p>possível para o transporte.</p><p>Aptl 160-00/2020 239/310</p><p>b) Técnica indicada para retirada de vítima de local com risco eminente e ade-</p><p>quada para vítimas de trauma ou suspeita de lesão na coluna.</p><p>Chave de Rauteck</p><p>Utilizada para movimentar uma vítima de acidente de trânsito, nos casos</p><p>em que houver perigo iminente de incêndio, explosão, desabamento ou outros riscos, ou ainda</p><p>houver a necessidade de aplicação de RCP.</p><p>Figura - 543</p><p>Figura - 545</p><p>Figura - 546</p><p>Figura - 544</p><p>Aptl 160-00/2020240/310</p><p>Figura - 547</p><p>Figura - 548</p><p>Figura - 549</p><p>20.7 TÉCNICAS COM 2 SOCORRISTAS</p><p>a) Técnicas utilizadas em casos de extrema necessidade com vítimas conscien-</p><p>tes, quando não houver uma maca, padiola ou outro recurso possível para o transporte, porém</p><p>não é adequada para vítimas de trauma ou suspeita de lesão na coluna.</p><p>1 - Transporte de Apoio Lateral</p><p>Aptl 160-00/2020 241/310</p><p>2 - Transporte de Apoio ou Cadeirinha</p><p>Figura - 550</p><p>Figura - 551</p><p>Figura - 552</p><p>Aptl 160-00/2020242/310</p><p>Figura - 553</p><p>Figura - 554: SOCORRISTAS ABORDAM A</p><p>VÍTIMA PELA FRENTE.</p><p>Figura - 555: SOCORRISTA 1 ESTABILIZA A</p><p>CABEÇA.</p><p>3 - Transporte pelas Extremidades</p><p>20.7.1 IMOBILIZAÇÃO DA VÍTIMA EM PÉ</p><p>Aptl 160-00/2020 243/310</p><p>Figura - 556: SOCORRISTA 2 COLOCA O COLAR</p><p>CERVICAL E POSICIONA A MACA.</p><p>Figura - 557: PREPARAÇÃO PARA</p><p>COLOCAR A MACA NO CHÃO.</p><p>SOCORRISTA 2 COLOCA O COLAR</p><p>CERVICAL.</p><p>Figura - 558: AJUSTAR E FIXAR A VÍTIMA NA MACA.</p><p>Aptl 160-00/2020244/310</p><p>20.8 TÉCNICAS APLICÁVEIS COM 3 SOCORRISTAS</p><p>a) Imobilização da Vítima em Pé (Vítima de Trauma)</p><p>Figura - 559: Abordagem da vítima pela frente.</p><p>Figura - 561: Socorrista 2 assume a estabilização da</p><p>cervical da vítima por trás.</p><p>Figura - 563: Socorristas seguram a maca por baixo</p><p>das axilas da vítima e a outra mão segura no braço</p><p>cima do cotovelo.</p><p>Figura - 564: Pés paralelo à parte inferior da prancha</p><p>longa e o outro pé a um passo atrás.</p><p>Figura - 562: Socorrista 1 aplica o colar cervical na</p><p>vítima.</p><p>Figura - 560: Socorrista 1 estabiliza a cabeça e narra os</p><p>procedimentos.</p><p>Aptl 160-00/2020 245/310</p><p>Figura - 565: Socorrista 2 mantém a estabilização da</p><p>cervical durante a descida.</p><p>Figura - 566</p><p>Figura - 568: Socorrista 2 examina a região posterior</p><p>do corpo da vítima.</p><p>Figura - 569: Socorrista 2 puxa a maca para próximo</p><p>da vítima.</p><p>Figura - 567</p><p>b) Rolamento em Monobloco 90º</p><p>Técnica empregada para posicionar a vítima na prancha, quando este se encon-</p><p>trar em decúbito DORSAL.</p><p>Aptl 160-00/2020246/310</p><p>Figura - 570: Se necessário os socorristas ajustam</p><p>a posição da vítima na prancha em movimentos</p><p>longitudinais, apoiando a cabeça, ombros e quadris,</p><p>sempre respeitando a contagem e em movimento único .</p><p>Figura - 571</p><p>Figura - 572</p><p>c) Rolamento em Monobloco 180º</p><p>Técnica empregada para posicionar a vítima na prancha, quando este se encon-</p><p>trar em decúbito VENTRAL.</p><p>Aptl 160-00/2020 247/310</p><p>Figura - 573</p><p>Figura - 574</p><p>Figura - 575</p><p>d) Utilização do KED</p><p>Aptl 160-00/2020248/310</p><p>Figura - 576</p><p>Figura - 577: Socorrista 1 estabiliza a cervical. Figura - 578: Socorrista 2 aplica o colar cervical.</p><p>Figura - 579: Socorristas 1 e 3 posicionam o corpo</p><p>da vítima à frente estabilizando a cabeça e tronco em</p><p>movimento monobloco para permitir a colocação do</p><p>colete imobilizador. Socorrista 2 verifi ca as costas e</p><p>coloca o KED.</p><p>Essa técnica é utilizada para imobilizar a coluna vertebral, proporcionando maior</p><p>estabilização, segurança e apoio durante a manipulação do acidentado.</p><p>Aptl 160-00/2020 249/310</p><p>Figura - 580</p><p>Figura - 581</p><p>Socorristas 2 e 3 Passam e prendem os tirantes do colete, na seguinte ordem:</p><p>• Tirante abdominal (do meio);</p><p>• Tirante pélvico (inferior);</p><p>• Tirante torácico (superior), sem ajustá-lo demasiadamente;</p><p>• Tirantes dos membros inferiores, passando-os de fora para dentro por baixo,</p><p>um de cada lado.</p><p>Socorristas 2 e 3:</p><p>• Colocam a almofada entre a cabeça e o colete corrigindo a distância existente</p><p>entre eles;</p><p>• Fixam a cabeça com os tirantes da testa e queixo;</p><p>• Ajustam o tirante torácico;</p><p>• Revisam os tirantes.</p><p>Aptl 160-00/2020250/310</p><p>Figura - 584 Figura - 585</p><p>Figura - 586</p><p>Figura - 582: Passagem da vítima para a maca. Figura - 583: Libere tirantes dos</p><p>membros inferiores após assentar a</p><p>vítima na maca.</p><p>e) Elevação de Maca</p><p>Aptl 160-00/2020 251/310</p><p>20.9 TÉCNICAS APLICÁVEIS COM 4 SOCORRISTAS</p><p>a) Elevação de Vítima a Cavaleiro</p><p>Figura - 587</p><p>Figura - 591: Prenda os tirantes da maca. Figura - 592: Depois prenda os imobilizadores e os</p><p>tirantes da cabeça.</p><p>Figura - 589 : Região pélvica, sob as nádegas. Figura - 590: Sob os tornozelos.</p><p>Figura - 588: Sob as escápulas.</p><p>b) Elevação da Maca</p><p>Aptl 160-00/2020252/310</p><p>Figura - 593 Figura - 594</p><p>Figura - 595 Figura - 596: Se necessário.</p><p>Socorristas se posicionam de frente para a maca com os joelhos de fora a 90º.</p><p>Logo após seguram a maca com uma mão em pronação e a outra em supinação.</p><p>Aptl 160-00/2020 253/310</p><p>20.10 RETIRADA DO CAPACETE</p><p>Figura - 597 Figura - 598</p><p>Figura - 599</p><p>Figura - 600 Figura - 601</p><p>Se a vítima estiver em decúbito ventral, realize a manobra de rolamento 180º e</p><p>posicione-a, quando possível, diretamente na prancha longa, antes de remover o capacete.</p><p>Aptl 160-00/2020254/310</p><p>Figura - 602</p><p>Figura - 606 Figura - 607</p><p>Figura - 603</p><p>Figura - 604: ABORDAGEM E COLOCAÇÃO DA</p><p>ANV EM SEGURANÇA.</p><p>Figura - 605: RETIRADA DO CAPACETE,</p><p>COLOCAÇÃO DO COLAR CERVICAL E KED.</p><p>Rolamento 180º.</p><p>20.11 REMOÇÃO DE PILOTO EM AERONAVES MILITARES DE ATAQUE</p><p>Fixação da vítima e do ked na maca e descida.</p><p>Aptl 160-00/2020 255/310</p><p>21 INTOXICAÇÃO</p><p>É uma emergência médica caracterizada por distúrbios no</p><p>funcionamento de órgãos ou sistemas, causados pela interação com o or-</p><p>ganismo humano de substâncias químicas ou orgânicas.</p><p>Envenenamento é a intoxicação pela ingestão ou absorção</p><p>cutânea de um veneno (tóxico).</p><p>21.1 TÓXICO OU VENENO</p><p>É qualquer substância que produz alterações fi siológicas</p><p>graves ou causa a morte por sua ação química quando interage com o</p><p>organismo. É importante informar que todo medicamento apresenta pro-</p><p>priedades terapêuticas. Entretanto, em doses excessivas, todos podem</p><p>tornar-se tóxicos.</p><p>21.2 SUBSTÂNCIAS GERALMENTE ENVOLVIDAS NOS CASOS DE INTOXICA-</p><p>ÇÃO</p><p>- Medicamentos: antidepressivos, estimulantes,</p><p>analgésicos, xaropes;</p><p>- Derivados de petróleo: gasolina, óleo diesel, graxa, naftalina;</p><p>- Cosméticos: esmalte, acetona, talcos;</p><p>- Pesticidas, raticidas, inseticidas, agrotóxico: chumbinho, mata-tudo;</p><p>- Plantas venenosas: espirradeira, comigo-ninguém-pode;</p><p>- Outros: drogas, limpadores domésticos.</p><p>21.3 VIAS DE ENTRADA NO ORGANISMO</p><p>- Ingestão: deglutição de substâncias químicas;</p><p>- Inalação: aerossóis, pós, fumaças, gases;</p><p>- Absorção Cutânea: através do contato direto da pele com certas substâncias; e</p><p>- Injeção e Picadas: inoculada através de agulhas (seringas).</p><p>Figura - 608</p><p>O socorrista, ao avaliar a cena da emergência, pode suspeitar de envenenamen-</p><p>to ao perceber a presença de recipientes característicos, líquidos derramados, medicamentos,</p><p>substâncias venenosas ou qualquer indício que permita identifi car uma substância tóxica.</p><p>Adicionalmente, os sinais e sintomas que a vítima apresenta podem indicar um</p><p>caso de envenenamento ou overdose de drogas.</p><p>Aptl 160-00/2020256/310</p><p>Figura - 611 Figura - 612</p><p>Figura - 610: Produtos ao alcance das crianças.</p><p>Figura - 609: Superdosagem.</p><p>Na ausência dessas informações os socorristas devem se basear apenas no aten-</p><p>dimento geral de suporte básico de vida.</p><p>Os Centros de Controle de Intoxicação devem ser acionados para informações</p><p>técnicas suplementares, sempre que possível.</p><p>Aptl 160-00/2020 257/310</p><p>21.4 PROCEDIMENTOS BÁSICOS</p><p>Antes do atendimento à vítima, o socorrista deverá garantir sua segurança e da</p><p>equipe de resgate e, se necessário, usando equipamentos de proteção individual e respiratória.</p><p>1º- Utilizar nível de EPI apropriados. (Possível necessidade de EPR);</p><p>2º- Remover a vítima de situações de risco, se necessário;</p><p>3º- Chamar ajuda especializada (Referência);</p><p>4º- Realizar análise primária; e</p><p>5º- Manter as vias aéreas permeáveis (nas vítimas inconscientes utilizar a cânula</p><p>orofaríngea).</p><p>Obs.: Sempre que houver possibilidade da vítima vomitar, deverá realizar o</p><p>transporte em decúbito lateral/posição de recuperação.</p><p>21.5 PROCEDIMENTOS ESPECÍFICOS</p><p>21.5.1 INTOXICAÇÃO POR INGESTÃO</p><p>Sinais e Sintomas</p><p>- Queimaduras e manchas ao redor da boca;</p><p>- Odor anormal nas roupas da vítima, ou hálito anormal;</p><p>- Respiração e pulso alterados;</p><p>- Pupilas dilatadas ou contraídas;</p><p>- Sudorese;</p><p>- Saliva abundante na boca (espumando);</p><p>- Dor estomacal ou abdominal;</p><p>- Náuseas e vômitos, diarréia;</p><p>- Convulsões; e</p><p>- Consciência alterada ou inconsciência.</p><p>Procedimentos de APH</p><p>Além dos procedimentos básicos, os socorristas devem:</p><p>1º- Monitorar os sinais vitais;</p><p>2º- Proceder a análise secundária;</p><p>3º- Prevenir o estado de choque e priorizar o transporte.</p><p>- Se a vítima vomitar, colocar o vômito em um saco plástico e transportá-lo</p><p>ao hospital para ser analisado pelo médico;</p><p>- Nunca induzir a vítima ao vômito. Nunca tentar neutralizar o veneno e não</p><p>administrar nada via oral, a menos que recomendado por médico.</p><p>21.5.2 INTOXICAÇÃO POR INALAÇÃO</p><p>Sinais e Sintomas</p><p>- Respiração alterada: normalmente superfi cial e rápida;</p><p>- Pulso alterado: mais rápido ou mais devagar;</p><p>- Olhos congestionados, Tosse, Presença de secreções nas vias aéreas;</p><p>- Eventualmente podem ocorrer os mesmos sinais e sintomas da intoxicação</p><p>por Ingestão.</p><p>Procedimentos de APH</p><p>Além dos procedimentos básicos, os socorristas devem:</p><p>1º- Levar a vítima para um lugar seguro e ventilado, afastada da atmosfera</p><p>contaminada;</p><p>2º- Monitorar os sinais vitais;</p><p>3º- Proceder a análise secundária;</p><p>Aptl 160-00/2020258/310</p><p>4º- Se possível ministrar oxigênio;</p><p>5º- Aplicar RCP, se necessário; e</p><p>6º- Prevenir o estado de choque e priorizar o transporte.</p><p>21.5.3 INTOXICAÇÃO POR ABSORÇÃO CUTÂNEA</p><p>Sinais e Sintomas</p><p>- Reações na pele que podem variar desde irritação, vermelhidão até queima-</p><p>duras químicas, coceira, aumento da temperatura da pele;</p><p>- Dor de cabeça;</p><p>- Choque anafi lático;</p><p>- Alterações pupilares; e</p><p>- Podem ocorrer também os mesmos sinais e sintomas da ingestão.</p><p>Procedimentos de APH</p><p>Além dos procedimentos básicos, os socorristas devem:</p><p>1º- Retirar a vítima de perto da fonte de contágio e colocá-la num local seguro;</p><p>2º- Monitorar os sinais vitais;</p><p>3º- Proceder a análise secundária;</p><p>4º- Retirar as roupas, calçados, e peças contaminadas;</p><p>5º- Se o contaminante for sólido, limpar a área afetada.</p><p>- Se for líquido, lavar a área afetada com muita água fria se o produto per-</p><p>mitir;</p><p>6º- Se possível ministrar oxigênio;</p><p>7º- Prevenir o estado de choque e priorizar o transporte.</p><p>21.5.4 INTOXICAÇÃO POR DROGAS</p><p>Poderá ocorrer intoxicação por drogas lícitas (remédios, álcool) ou ilícitas (en-</p><p>torpecentes). Elas podem ser administradas via oral, inalação ou serem injetáveis.</p><p>5 Tipos de drogas mais frequentes:</p><p>21.5.4.1 Estimulantes</p><p>Estimulam o sistema nervoso central, excitando os usuários. São as anfetaminas,</p><p>cocaína, cafeína, drogas antiasmáticas e drogas vasoconstritora;</p><p>21.5.4.2 Depressoras</p><p>Deprimem o sistema nervoso central. Entre elas estão os calmantes, barbitúricos</p><p>(Diazepan, Bromazepan, Pentobarbital) e drogas anticonvulsivas. Reduzem a respiração e pul-</p><p>so, provocando sonolência e tornam os refl exos mais lentos;</p><p>21.5.4.3 Narcóticos Analgésicos - Derivadas do ópio</p><p>O abuso deste tipo de droga produz intenso estado de relaxamento. Pertencem a</p><p>esse grupo a morfi na, heroína e demerol. Produz a redução da temperatura corporal, diminuição</p><p>da freqüência cardíaca e da respiração, relaxamento muscular, adormecimento, torpor e contra-</p><p>ção das pupilas;</p><p>21.5.4.4 Alucinógenos</p><p>Alteram a personalidade e distorcem a percepção. Fazem parte deste grupo o</p><p>LSD, mescalina, silocibina. A maconha (canabis sativa) tem algumas características alucinóge-</p><p>nas. As vítimas têm alucinações e ouvem vozes. Podem tornar a vítima agressiva;</p><p>21.5.4.5 Drogas Químicas Voláteis</p><p>Os vapores de certas substâncias químicas causam excitação, euforia ou a sen-</p><p>sação de estar voando. Geralmente são solventes ou substâncias para limpeza. Faz parte deste</p><p>Aptl 160-00/2020 259/310</p><p>grupo a cola de sapateiro. Causa perda temporal da realidade, do olfato, aceleram o pulso e a</p><p>respiração e podem levar ao estado de coma.</p><p>Procedimentos de APH</p><p>Além dos procedimentos básicos, os socorristas devem:</p><p>1º- Tentar ganhar a confi ança da vítima através de diálogo;</p><p>2º- Monitorar os sinais vitais;</p><p>3º- Proceder a análise secundária;</p><p>4º- Proteger as vítimas hiperexcitadas para que não ocorram maiores danos;</p><p>5º- Recolher o vômito se houver como nas outras intoxicações;</p><p>6º- Recolher objetos e outros indícios que possam determinar qual a droga con-</p><p>sumida; e</p><p>7º- Prevenir o estado de choque e priorizar o transporte.</p><p>OBS: Encaminhar a vítima para um acompanhamento médico.</p><p>21.6 EMERGÊNCIAS COM PRODUTOS QUÍMICOS PERIGOSOS</p><p>Em emergências com produtos químicos perigosos, deve-se ater a diversos ris-</p><p>cos para o socorrista, para a equipe, para a vítima e para terceiros.</p><p>Deve-se possuir o nível de Equipamento de Proteção adequado (EPI e EPR),</p><p>equipamentos apropriados para realização da contenção do produto químico, estabelecimentos</p><p>de bases de descontaminação para vítimas, estabelecimento das áreas de trabalho para melhorar</p><p>a efi ciência do atendimento, e demais procedimentos específi cos que serão abordados em aulas</p><p>específi cas.</p><p>Figura - 613 Figura - 614</p><p>Figura - 615</p><p>Figura - 616</p><p>Aptl 160-00/2020260/310</p><p>Figura - 618</p><p>Figura - 620</p><p>Figura - 617: Jararaca</p><p>Figura - 619: Urutu Cruzeiro</p><p>22 ACIDENTES COM ANIMAIS PEÇONHENTOS</p><p>22.1 ANIMAIS PEÇONHENTOS</p><p>Animais peçonhentos são aqueles que possuem glândulas de veneno que se co-</p><p>municam com um aparelho inoculador: dentes ocos, ou ferrões, ou aguilhões, por onde o vene-</p><p>no passa ativamente, como as serpentes, aranhas, escorpiões, lacraias, abelhas, marimbondos e</p><p>arraias.</p><p>Apesar de “peçonha” signifi car veneno, animal peçonhento não é o mesmo que</p><p>venenoso, sendo este último, o animal que produz veneno, mas não possui órgão inoculador,</p><p>provocando envenenamento passivo por contato, por compressão ou por ingestão, como por</p><p>exemplo algumas espécies de anfíbios.</p><p>Entre</p><p>os animais peçonhentos mais perigosos estão as serpentes. Cerca de 80%</p><p>dos acidentes com serpentes atingem as partes do corpo localizadas abaixo dos joelhos e 19%</p><p>mãos e antebraços.</p><p>22.2 PROCEDIMENTOS BÁSICOS</p><p>Antes do atendimento à vítima, o socorrista deverá garantir sua segurança e da</p><p>equipe de resgate e, se necessário, usando equipamentos de proteção individual e respiratória;</p><p>1º- Utilizar EPI apropriados;</p><p>2º- Remover a vítima de situações de risco, se necessário;</p><p>3º- Chamar ajuda especializada;</p><p>4º- Realizar análise primária; e</p><p>5º- Manter as vias aéreas permeáveis (nas vítimas inconscientes utilizar a cânula</p><p>orofaríngea).</p><p>22.3 SERPENTES</p><p>22.3.1 GÊNERO BOTHROPS</p><p>Aptl 160-00/2020 261/310</p><p>Figura - 621</p><p>Figura - 622: Jararacussu</p><p>Figura - 623</p><p>Tabela - 7</p><p>Figura - 624: Neuwiedi</p><p>22.3.1.1 Sinais e Sintomas</p><p>Tipo de Soro: Anti-botrópico.</p><p>Aptl 160-00/2020262/310</p><p>Figura - 625</p><p>Figura - 626 Figura - 627</p><p>Figura - 628</p><p>Figura - 629</p><p>Aptl 160-00/2020 263/310</p><p>Figura - 630</p><p>Figura - 631</p><p>Figura - 632</p><p>Figura - 633</p><p>Figura - 634</p><p>Aptl 160-00/2020264/310</p><p>Figura - 635</p><p>Figura - 636</p><p>Figura - 637</p><p>Figura - 638: Corais</p><p>Criança com acidente ofídico tratado com torniquete, o qual precisou amputar o</p><p>membro superior esquerdo.</p><p>22.3.2 GÊNERO MICRURUS</p><p>Aptl 160-00/2020 265/310</p><p>22.3.2.1 Sinais e Sintomas</p><p>No local da picada não se observa alteração importante, porém a vítima apre-</p><p>senta visão borrada ou dupla, pálpebras caídas e aspecto sonolento. Pode haver aumento na</p><p>salivação e insufi ciência respiratória.</p><p>Tipo de soro: Anti-elapídico.</p><p>Figura - 639</p><p>Figura - 641: Surucucu</p><p>Figura - 640</p><p>22.3.3 GÊNERO LACHESIS</p><p>22.3.3.1 Sinais e Sintomas</p><p>No local da picada, como dor, edema, equimose e podem surgir bolhas, infecção</p><p>e necrose. Além das hemorragias, pode haver também sudorese, náuseas e vômitos, cólicas</p><p>abdominais, diarréia, diminuição da freqüência dos batimentos cardíacos e queda da pressão</p><p>arterial.</p><p>Tipo de soro: Antilaquético</p><p>Aptl 160-00/2020266/310</p><p>Figura - 644: Urina escura</p><p>Figura - 645</p><p>Figura - 643: Cascavel</p><p>Figura - 642: Equimose e problemas de coagulação.</p><p>22.3.4 GÊNERO CROTALUS</p><p>22.3.4.1 Sinais e Sintomas</p><p>No local da picada quase não há alterações. A vítima apresenta visão borrada ou</p><p>dupla, pálpebras caídas e aspecto sonolento. Pode haver dor muscular e a urina torna-se escura</p><p>algumas horas depois do acidente. O risco de afetar os rins é maior do que nos acidentes com</p><p>jararaca.</p><p>Tipo de soro: Anti-crotálico.</p><p>Aptl 160-00/2020 267/310</p><p>Figura - 646: Flacidez dos músculos da face.</p><p>Figura - 647</p><p>Figura - 648</p><p>22.3.5 PROCEDIMENTOS DE APH</p><p>1º- Realizar a análise primária e secundária e tratar os problemas encontrados</p><p>em ordem de prioridade;</p><p>2º- Manter a vítima em repouso absoluto;</p><p>3º- Remover anéis, pulseiras, braceletes, e outros adornos, pois pode ocorrer in-</p><p>chaços e interromper a circulação sanguínea;</p><p>4º- Lavar o local da picada com água e sabão;</p><p>5º- Proteger o local com curativo com gaze seca;</p><p>6º- Providenciar transporte ao hospital indicado para que a vítima receba o soro</p><p>adequado.</p><p>Aptl 160-00/2020268/310</p><p>Figura - 649</p><p>Tabela - 8</p><p>ATENÇÃO</p><p>• Capturar o animal, desde que feito com segurança e não comprometa ou retar-</p><p>de o transporte da vítima; transporte o animal com segurança também ao hospital, em recipiente</p><p>adequado para identifi cação;</p><p>Obs.: A Captura do animal não é obrigatória devido aos riscos, logo se tiver</p><p>um celular pode tirar uma foto nítida do animal para identifi cação.</p><p>• Não amarre o braço ou a perna acidentada. O torniquete, ou garrote, difi culta</p><p>a circulação do sangue, podendo produzir necrose ou gangrena e não impede que o veneno seja</p><p>absorvido;</p><p>• Não se deve cortar o local da picada. Alguns venenos podem provocar hemor-</p><p>ragias e o corte aumentará a perda de sangue;</p><p>• Não adianta chupar o local da picada. É impossível retirar o veneno do corpo,</p><p>pois ele entra imediatamente na corrente sangüínea. A sucção pode piorar as condições do local</p><p>atingido;</p><p>• Não coloque folhas, querosene, pó de café, terra e outras substâncias no local</p><p>da picada, pois elas não impedem que o veneno vá para o sangue. Ao contrário, podem provocar</p><p>uma infecção, assim como os cortes possivelmente feitos;</p><p>• Evite que o acidentado beba querosene, álcool e outras substâncias tóxicas</p><p>que, além de não neutralizarem a ação do veneno, podem causar intoxicações;</p><p>• O soro, quando indicado, deve ser aplicado o mais breve possível e em quan-</p><p>tidade sufi ciente, por profi ssional habilitado. Deve ser específi co para a serpente que o picou.</p><p>Distribuição dos acidentes ofídicos segundo o gênero da serpente:</p><p>Letalidade dos aciente ofídicos por gênero de serpente e macro-região</p><p>Gênero Nº Casos Nº Óbitos Letalidade (%)</p><p>Bothrops 59.619 184 0,31</p><p>Crotalus 5.072 94 1,85</p><p>Lachesis 939 9 0,95</p><p>Micrurus 281 1 0,36</p><p>Não informado 0,50</p><p>13.339 67</p><p>Total 79.250 355 0,45</p><p>Aptl 160-00/2020 269/310</p><p>Tabela - 9</p><p>22.4 ARTRÓPODOS PEÇONHENTOS</p><p>As aranhas e escorpiões pertencem ao grupo dos animais peçonhentos, isto é,</p><p>possuem glândula de veneno e ferrão para injetá-lo.</p><p>Existem no Brasil milhares de espécies, mas a maioria desses animais não ofe-</p><p>rece perigo ao homem. As espécies abaixo podem provocar sintomas de envenenamento que</p><p>podem ser fatais, principalmente em crianças.</p><p>22.4.1 ESCORPIÃO AMARELO (ESPÉCIE TITYUS SERRULATUS)</p><p>22.4.1.1 Distribuição geográfica</p><p>Eram encontrados apenas em Minas Gerais. Porém, devido à sua boa adaptação</p><p>a ambientes urbanos e sua rápida proliferação, hoje tem sua distribuição ampliada para Bahia,</p><p>Ceará, Mato Grosso do Sul, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Pernambuco,</p><p>Sergipe, Piauí, Rio Grande do Norte, Distrito Federal, Goiás e Santa Catarina.</p><p>Figura - 650</p><p>Aptl 160-00/2020270/310</p><p>Figura - 651</p><p>Figura - 652</p><p>22.4.2 ESCORPIÃO AMARELO (ESPÉCIE TITYUS STIGMURUS)</p><p>22.4.2.1 Distribuição geográfica</p><p>É a espécie que causa mais acidentes no Nordeste. É encontrado em Pernambu-</p><p>co, Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte.</p><p>22.4.3 ESCORPIÃO PRETO OU MARROM (ESPÉCIE TITYUS BAHIENSIS)</p><p>22.4.3.1 Distribuição geográfica</p><p>É a espécie que causa mais acidentes em São Paulo, sendo encontrado ainda em</p><p>Minas Gerais, Goiás, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul,</p><p>Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.</p><p>Aptl 160-00/2020 271/310</p><p>22.4.4 ESCORPIÃO PRETO DA AMAZÔNIA (ESPÉCIE TITYUS PARAENSIS)</p><p>22.4.4.1 Distribuição geográfica</p><p>Espécie comum na Região Norte, principalmente no Pará e Amapá. Recente-</p><p>mente alguns exemplares têm sido encontrados em Mato Grosso.</p><p>22.4.5 SINAIS E SINTOMAS</p><p>Dor imediata e, muitas vezes, intensa, com sensação de calor, queimação ou</p><p>agulhadas.</p><p>Nos casos graves, que ocorrem geralmente com crianças, e principalmente nos</p><p>acidentes causados por “Tityus Serrulatus”, pode haver:</p><p>- Sudorese intensa;</p><p>- Enjôos, náuseas e vômitos;</p><p>- Agitação;</p><p>- Tremores;</p><p>- Taquicardia;</p><p>- Aumento da Pressão Arterial;</p><p>- Salivação excessiva; e</p><p>- Choque.</p><p>22.4.6 PROCEDIMENTOS DE APH PARA ESCORPIÕES</p><p>1º- Realizar a análise primária e secundária e tratar os problemas encontrados em</p><p>ordem de prioridade;</p><p>2º- Remover anéis, pulseiras, braceletes, e outros adornos, pois pode ocorrer in-</p><p>chaços e interromper a circulação sangüínea;</p><p>3º- Aplicar compressas quentes e para aliviar a dor;</p><p>4º- Providenciar transporte para hospital.</p><p>Observações:</p><p>- Casos graves será necessário a aplicação de soro anti-escorpiônico;</p><p>- Se possível, capturar o animal, desde que feito com segurança e não com-</p><p>prometa ou retarde o transporte da vítima; transportar o animal com segu-</p><p>rança também ao hospital, em recipiente adequado para identifi cação.</p><p>Figura - 653</p><p>Aptl 160-00/2020272/310</p><p>Figura - 654</p><p>Figura - 655</p><p>Figura - 656</p><p>22.4.7 ARANHA ARMADEIRA (GÊNERO PHONEUTRIA)</p><p>22.4.7.1 Descrição</p><p>Têm o corpo coberto de pêlos curtos de coloração marrom-acinzentada, com</p><p>manchas claras formando pares no dorso do abdômen. Podem atingir de 3 a 4 cm de corpo</p><p>e até</p><p>15cm de envergadura de pernas. Não constroem teia.</p><p>22.4.7.2 Sinais e Sintomas</p><p>Muitas vezes ocorre forte dor imediata e intensa. Inchaço (edema) discreto no</p><p>local da picada. Nos casos mais graves, que ocorrem principalmente com crianças, pode haver</p><p>suor intenso (sudorese), enjôos (náuseas) e vômitos, agitação, alteração no batimento cardíaco</p><p>(arritmia cardíaca) e choque.</p><p>Tipo de soro: Antiaracnídico, somente utilizado se houver manifestações gra-</p><p>ves.</p><p>Aptl 160-00/2020 273/310</p><p>Figura - 657</p><p>Figura - 658 Figura - 659</p><p>Figura - 660</p><p>22.4.8 ARANHA MARROM (GÊNERO LOXOSCELES)</p><p>22.4.8.1 Descrição</p><p>Têm o corpo revestido de pêlos curtos e sedosos de cor marrom esverdeada, com</p><p>desenho claro em forma de violino ou estrela. Podem atingir 1cm de corpo e 3cm de envergadu-</p><p>ra de pernas. Não são aranhas agressivas, picando apenas quando comprimidas contra o corpo.</p><p>Aptl 160-00/2020274/310</p><p>Figura - 661</p><p>Figura - 663 Figura - 664</p><p>Figura - 662</p><p>22.4.8.2 Sinais e Sintomas</p><p>Muitas vezes a picada não é dolorosa e, por isso, não é percebida. Horas depois</p><p>do acidente aparece vermelhidão, endurecimento e dor no local, que podem ser acompanhados</p><p>de bolhas e escurecimento da pele (necrose).</p><p>Pode ocorrer também febre, mal-estar, dor de cabeça e vermelhidão no corpo</p><p>todo e escurecimento da urina.</p><p>Tipo de soro: Antiaracnídico ou antiloxoscélico.</p><p>Aptl 160-00/2020 275/310</p><p>Figura - 665 Figura - 666</p><p>Figura - 667 Figura - 668</p><p>22.4.9 VIÚVA NEGRA (GÊNERO LATRODECTUS)</p><p>22.4.9.1 Descrição</p><p>Geralmente são aranhas de cor preta, sem pêlos evidentes, de aspecto liso, com</p><p>ou sem manchas vermelhas no abdômen, que é bastante redondo. Algumas espécies têm colo-</p><p>ração marrom. No ventre há uma mancha avermelhada em forma de ampulheta.</p><p>Aptl 160-00/2020276/310</p><p>Figura - 669</p><p>Figura - 670</p><p>Figura - 671</p><p>Figura - 672</p><p>22.4.9.2 Sinais e Sintomas</p><p>Dor de média intensidade no local da picada, acompanhada de contrações mus-</p><p>culares. Também ocorrem agitação, sudorese e alterações circulatórias.</p><p>Tipo de soro: Antilatrodectus. Não disponível no Brasil – o acidentado deve ser</p><p>hospitalizado para controle das alterações.</p><p>Aptl 160-00/2020 277/310</p><p>22.4.10 ARANHA-DE-GRAMA OU ARANHA-DE-JARDIM (LYCOSIDAE)</p><p>22.4.10.1 Descrição</p><p>São aranhas errantes, não constroem teia e freqüentemente são encontradas em</p><p>gramados e jardins. Podem variar de tamanho, sendo que as maiores atingem até 3 cm de corpo</p><p>por 5 cm de envergadura de pernas. Há um grande número de espécies descritas para todo o</p><p>Brasil.</p><p>Figura - 673: Aranha-de-Grama ou Aranha-de-Jardim</p><p>Figura - 674: Aranha Caranguejeira</p><p>22.4.11 ARANHA CARANGUEJEIRA (VITAFLUS SOROCABAC)</p><p>22.4.11.1 Descrição</p><p>Apresentam uma grande variedade de colorido e de tamanho, desde alguns milí-</p><p>metros até 20 cm de envergadura de pernas. Algumas são muito pilosas. Os acidentes são des-</p><p>tituídos de importância médica, sendo conhecida a irritação ocasionada na pele e mucosas por</p><p>causa dos pêlos urticantes que algumas espécies liberam como forma de defesa. Essas aranhas,</p><p>apesar de muito comuns, não causam acidentes de importância médica. As aranhas que fazem</p><p>teias aéreas geométricas (circulares, triangulares etc.) não oferecem perigo, mesmo aquelas que</p><p>atingem grandes dimensões.</p><p>Aptl 160-00/2020278/310</p><p>22.4.11.2 Procedimentos de APH para Aranhas</p><p>1º- Realizar a Análise Primária e Secundária e tratar os problemas encontrados</p><p>em ordem de prioridade;</p><p>2º- Remover anéis, pulseiras, braceletes, e outros adornos, pois pode ocorrer in-</p><p>chaços e interromper a circulação sangüínea;</p><p>3º- Aplicar compressas quentes para aliviar a dor;</p><p>4º- Providenciar transporte para hospital.</p><p>Observações:</p><p>- Nos casos graves será necessária a aplicação de soro antiaracnídico;</p><p>- Se possível, capturar o animal, desde que feito com segurança e não com-</p><p>prometa ou retarde o transporte da vítima; transportar o animal com segu-</p><p>rança também ao hospital, em recipiente adequado para identifi cação.</p><p>Figura - 675</p><p>Figura - 676</p><p>• Tentar sugar o veneno;</p><p>• Fazer cortes no local da picada;</p><p>O que NUNCA se deve fazer!!!</p><p>Aptl 160-00/2020 279/310</p><p>• Aplicar substâncias no local da picada;</p><p>Figura - 677</p><p>Figura - 678</p><p>Figura - 679</p><p>• Fazer torniquetes;</p><p>• Dar álcool ou outras substância para vitima ingerir.</p><p>22.5 ABELHAS, VESPAS, FORMIGAS, ETC</p><p>As abelhas, vespas, formigas e os marimbondos são bastante conhecidos e úteis</p><p>na polinização, na produção de mel e de outros produtos. São considerados também controla-</p><p>dores biológicos, pois parasitam outros insetos.</p><p>O maior problema ligado a esses insetos são as ferroadas, ou mordidas, que</p><p>acontecem quando molestados. Os acidentes ocorrem devido à presença de um aguilhão com</p><p>glândula de veneno que, introduzido na pele, libera a substância tóxica.</p><p>Aptl 160-00/2020280/310</p><p>Figura - 680</p><p>Figura - 681</p><p>22.5.1 SINAIS E SINTOMAS</p><p>22.5.1.1 Acidente com uma ou mais picadas em pessoa NÃO SENSÍVEL</p><p>É o acidente mais comum.</p><p>Forte dor, irritação, inchaço e calor no local da picada.</p><p>22.5.1.2 Acidente com uma ou mais picadas em pessoa SENSÍVEL</p><p>- Pode ser uma situação grave - reação alérgica inicia em poucos minutos;</p><p>- Forte dor no local da picada;</p><p>- Irritação, inchaço e calor no</p><p>local da picada;</p><p>- Irritação, inchaço, empola-</p><p>mento cutâneo ao redor do</p><p>local da picada, estendendo-</p><p>-se pelo corpo;</p><p>- Pode ocorrer inchaço das</p><p>vias aéreas (edema de glote),</p><p>podendo causar a morte por</p><p>asfi xia; e</p><p>- Choque anafi lático.</p><p>Aptl 160-00/2020 281/310</p><p>22.5.1.3 Acidentes com picadas múltiplas e simultâneas</p><p>São considerados potencialmente fatais se forem realizadas cerca de 300 picadas</p><p>para uma vítima adulta (média de 70 Kg).</p><p>Figura - 682 Figura - 683</p><p>Os sintomas, entretanto, são proporcionais ao número de picadas e ao peso da</p><p>vítima. Uma criança de 1 ou 2 anos, por exemplo, pode ter um acidente fatal com apenas 30</p><p>picadas.</p><p>São comuns os relatos de dor intensa e coceira.</p><p>A vítima inicialmente se mostra agitada, mas poderá depois, fi car entorpecida e</p><p>apresentar insufi ciência respiratória, devido ao inchaço das vias aéreas.</p><p>22.5.2 PROCEDIMENTOS DE APH</p><p>22.5.2.1 Acidente com uma ou mais picadas em pessoa NÃO SENSÍVEL</p><p>1º- Acalmar a vítima;</p><p>2º- Remover anéis, pulseiras, braceletes e outros adornos, pois pode ocorrer in-</p><p>chaços e interromper a circulação sangüínea;</p><p>3º- Verifi car se o ferrão ainda está no local da picada. Se estiver, retire-o com uma</p><p>pinça, tomando o cuidado de não apertar a bolsa de veneno (pegar por baixo);</p><p>4º- Aplicar compressa fria no local; e</p><p>5º- Monitorar a vítima por alguns minutos.</p><p>Obervação</p><p>- Nesse caso os efeitos são apenas superfi ciais, e a colocação de gelo no lo-</p><p>cal poderá ser sufi ciente para controlar os sintomas sem a necessidade da</p><p>intervenção médica;</p><p>- Se a vítima apresentar sinais e sintomas de alergia, transportar ao Posto</p><p>Médico.</p><p>22.5.2.2 Acidente com uma ou mais picadas em pessoa SENSÍVEL ou picadas múltiplas</p><p>simultâneas</p><p>1º- Acalmar a vítima;</p><p>2º- Verifi car sinais vitais e intervir quando necessário;</p><p>3º- Retirar adornos das extremidades;</p><p>4º- Prevenir estado de choque;</p><p>5º- Monitorar sinais vitais e fazer as intervenções necessárias; e</p><p>6º- Providenciar transporte para o hospital, mantendo as vias aéreas permeáveis.</p><p>22.6 LAGARTAS</p><p>As taturanas ou lagartas são insetos pertencentes ao grupo dos Lepidópteros</p><p>(borboletas e mariposas).</p><p>O contato com as cerdas pontiagudas faz com que o veneno contido nos “espi-</p><p>nhos” seja injetado na pessoa.</p><p>A dor na maioria dos casos é violenta, irradiando-se do local da “queimadura”</p><p>para outras regiões do corpo, aparecimento de inchaço (edema) e íngua.</p><p>Aptl 160-00/2020282/310</p><p>Figura - 684</p><p>Figura - 685</p><p>Figura - 686 Figura - 687</p><p>Figura - 688</p><p>Nos últimos anos foram registrados vários casos, inclusive de mortes atribuídos</p><p>à lagarta Lonomia Obliqua.</p><p>22.6.1 SINAIS E SINTOMAS EM ACIDENTES COM LONOMIA</p><p>Dor e irritação imediatas no local atingido, ás vezes dor de cabeça e ânsia de</p><p>vômito, sangramentos pelo corpo (interna, pele, gengivas, urina, pequenos ferimentos, nariz,</p><p>etc), podendo levar à morte.</p><p>22.6.2 PROCEDIMENTOS EM CASO DE ACIDENTES</p><p>1º- Fazer compressas frias para alívio da dor; e</p><p>2º- Encaminhar imediatamente a vítima para atendimento médico.</p><p>O soro específi co recentemente produzido, está sendo testado e deve ser apli-</p><p>cado em todos os casos que apresentem alterações na coagulação do sangue.</p><p>Aptl 160-00/2020 283/310</p><p>22.7 ANFÍBIOS</p><p>Em geral os anfíbios são venenosos e não peçonhentos. Foram encontradas es-</p><p>pécies, em locais muito isolados do mundo, que podiam lançar o veneno.</p><p>Todos os anfíbios possuem glândulas espalhadas por toda a pele que podem pro-</p><p>duzir secreções tóxicas. A fi nalidade dessas substâncias é a proteção e a defesa da pele contra</p><p>infecções por bactérias e fungos. Porém, em contato com a mucosa dos olhos, nariz ou boca,</p><p>pode causar danos ao organismo ou até mesmo levá-lo à morte.</p><p>Algumas espécies de sapos coloridos da Amazônia, os dendrobatídeos, possuem</p><p>uma secreção cutânea muito venenosa que é utilizada pelos índios para envenenar suas fl echas</p><p>(ou zarabatanas) para a caça.</p><p>Figura - 689 Figura - 690</p><p>Figura - 691 Figura - 692</p><p>22.7.1 PROCEDIMENTOS EM CASO DE ACIDENTES</p><p>Encaminhar imediatamente a vítima para atendimento médico.</p><p>Aptl 160-00/2020284/310</p><p>Tabela - 10</p><p>No geral, divide-se os animais entre peçonhentos/venenosos, porém existem ex-</p><p>ceções que variam conforme tipos e gêneros.</p><p>22.8 RESUMO</p><p>Aptl 160-00/2020 285/310</p><p>23 PROTOCOLO DE INCIDENTES COM MÚLTIPLAS VÍTIMAS</p><p>23.1 CONCEITOS INICIAIS</p><p>Desastre - Evento, acontecimento que causa sofrimento e grande prejuízo (físi-</p><p>co, moral, material, emocional).</p><p>Catástrofe - Acontecimento desastroso de grandes proporções, geralmente rela-</p><p>cionado a fenômenos naturais.</p><p>Incidente com Múltiplas Vítimas (IMV) - Eventos súbitos, de qualquer natu-</p><p>reza, que produzem um número de vítimas elevado em um pequeno lapso de tempo de forma a</p><p>comprometer os recursos habitualmente disponibilizados.</p><p>Geram um desequilíbrio entre os recursos médicos locais disponíveis e as neces-</p><p>sidades para se manter um padrão de atendimento adequado.</p><p>23.2 GESTÃO DE DESASTRES</p><p>23.2.1 PLANOS DE EMERGÊNCIA</p><p>Documentos que servirão como guia para lidar com os efeitos decorrentes de de-</p><p>terminado cenário, estabelecendo procedimentos, defi nindo recursos materiais e capital huma-</p><p>no visando minimizar o caos e a confusão que se estabelecem durante este tipo de ocorrência.</p><p>Ex.: PCINC, PLEM, PPCIE, PEAA, etc.</p><p>23.2.1.1 Características dos planos de emergência</p><p>Simplicidade: ser elabora-</p><p>do de forma concisa, evitando</p><p>confusões e erros por parte dos</p><p>executantes.</p><p>Flexibilidade: permitir adapta-</p><p>ção a situações não coinciden-</p><p>tes com cenários inicialmente</p><p>previstos.</p><p>Dinamismo: atualização em função da</p><p>evolução dos riscos e da quantidade e</p><p>qualidade dos meios disponíveis.</p><p>Adequação: estar adequado</p><p>à realidade da instituição e</p><p>aos meios existentes.</p><p>Precisão: ser claro na atri-</p><p>buição das responsabilida-</p><p>des.</p><p>Aptl 160-00/2020286/310</p><p>23.2.2 MÉTODO START</p><p>É um método de triagem desenvolvido para as situações em que o número de</p><p>vítimas é maior do que o número de socorristas.</p><p>S - SIMPLE</p><p>T - TRIAGE</p><p>A - AND</p><p>R - RAPID</p><p>T - TREATMENT</p><p>Simples Triagem e Rápido Tratamento.</p><p>23.2.2.1 SIMPLE TRIAGE AND RAPID TREATMENT</p><p>- Método foi desenvolvido para o atendimento de ocorrências com múltiplas</p><p>vítimas;</p><p>- Permite triar uma vítima em menos de um minuto; e</p><p>- Utiliza um código de Cores de acordo com estado da vítima.</p><p>23.2.2.2 CLASSIFICAÇÃO POR CORES</p><p>VERMELHO</p><p>Imediato/Urgente (1ª Prioridade)</p><p>Vítimas que apresentam sinais e sinto-</p><p>mas que demonstram um estado crítico e</p><p>necessitam tratamento e transporte ime-</p><p>diato.</p><p>VERDE</p><p>Leve (3ª Prioridade)</p><p>Vítimas que apresentam lesões menores</p><p>ou sinais e sintomas que não requerem</p><p>atenção imediata. (Orientar verbalmente</p><p>as vítimas que consigam andar).</p><p>PRETA</p><p>Óbito/Inviável (Sem prioridade)</p><p>Vítima em morte clínica (Ex.: PCR), ví-</p><p>timas que apresentam lesões obviamente</p><p>mortais ou para identifi cação de cadáve-</p><p>res.</p><p>AMARELO</p><p>Pode Aguardar (2ªPrioridade)</p><p>Vítimas que apresentam sinais e sinto-</p><p>mas que permitem adiar a atenção e po-</p><p>dem aguardar pelo transporte. (Não con-</p><p>segue se deslocar sozinha).</p><p>Aptl 160-00/2020 287/310</p><p>VERMELHO</p><p>- Choque;</p><p>- Amputações;</p><p>- Lesões Arteriais;</p><p>- Hemorragia Severa;</p><p>- Lesões por Inalação;</p><p>- Queimaduras em Face;</p><p>- Lesão de Face e Olhos;</p><p>- Lesões Intra-abdominais;</p><p>- Insufi ciência Respiratória;</p><p>- Pneumotórax Hipertensivo;</p><p>- Lesões Extensas de partes moles;</p><p>- Queimaduras 2º grau > 20% a 40%, ou</p><p>3º grau > 10 a 30%.</p><p>AMARELO</p><p>Fraturas;</p><p>TCE Leve, moderado;</p><p>Queimaduras menores;</p><p>Traumatismos Abdominais e Torácicos.</p><p>Ferimentos com Sangramentos que ne-</p><p>cessitam de suturas.</p><p>AMARELO</p><p>- Fraturas.</p><p>- TCE Leve, moderado.</p><p>- Queimaduras menores.</p><p>- Traumatismos Abdominais e Toráci-</p><p>cos.Ferimentos com Sangramentos que</p><p>necessitam de suturas.</p><p>PRETA</p><p>- Óbito Evidente.</p><p>- Morte Clínica.</p><p>- Múltiplos Traumas Graves, sem chan-</p><p>ce de sobreviver.</p><p>- Queimaduras de 2º a 3º Grau Extensas.</p><p>Figura - 693</p><p>Aptl 160-00/2020288/310</p><p>Figura - 694</p><p>Vítimas em Morte Clínica ou Evidente</p><p>Vítimas Gravíssimas de 1ª Prioridade</p><p>Vítimas de 2ª Prioridade não</p><p>podem se locomover</p><p>Vítimas Leves e Podem se Locomover</p><p>FRENTE</p><p>Nº da Vítima Nº da Vítima</p><p>Sexo da Vítima</p><p>Horário Data da ocorrência</p><p>Tipo de Ocorrência</p><p>Hospital de Destino</p><p>Endereço, Local e Contato</p><p>Figura - 695</p><p>23.2.2.3 Cartão de Triagem</p><p>Aptl 160-00/2020 289/310</p><p>Figura - 696</p><p>Existem diferentes modelos</p><p>de cartões, alguns com in-</p><p>formações diferentes, mas a</p><p>fi nalidade é a mesma.</p><p>Controle da Ambulância</p><p>Destacável</p><p>Destacável</p><p>Controle do Hospital</p><p>VERSO</p><p>23.2.3 CONSIDERAÇÕES</p><p>• Alguns protocolos trazem a cor preta (óbito) nas cores cinza ou branco;</p><p>• O Método START é utilizado para vítimas adultas. Para as vítimas pediátricas</p><p>existe o Jump START, isso se deve aos parâmetros de referências de sinais vitais de vítimas até</p><p>8 anos de idade serem diferentes do adulto, a forma de triagem referida é muito utilizada prin-</p><p>cipalmente em para Incidentes com Múltiplas Vítimas (IMV) em Creches, Colégios, Escolas e</p><p>etc. (Ref: Protocolo de Suporte Básico de Vida do SAMU);</p><p>• O processo de classifi cação da vítima é dinâmico e pode ocorrer a reclassifi -</p><p>cação de prioridade conforme evolução clínica;</p><p>• Para identifi cação, recomenda-se a utilização de cartão de triagem ou outro</p><p>recurso, como pulseiras e fi tas, entre outros. O registro do atendimento das vítimas com as</p><p>demais informações do cartão (nome, idade, sexo, prioridade, número, etc.) deve ser realizado</p><p>assim que possível;</p><p>• Equipamentos que podem auxiliar para que as vítimas verdes consigam iden-</p><p>tifi car o auxílio de modo rápido: lanternas, adesivos refl etivos, megafone de mão (identifi car o</p><p>socorro), fone das viaturas, etc.</p><p>Vítimas em Morte Clínica ou Evidente</p><p>Vítimas Gravíssimas de 1ª Prioridade</p><p>Vítimas de 2ª Prioridade não</p><p>podem se locomover</p><p>Vítimas Leves e Podem se Locomover</p><p>Aptl 160-00/2020290/310</p><p>Verde Amarelo</p><p>Figura - 697</p><p>Figura - 698</p><p>23.2.4 DISPOSIÇÃO DA LONAS</p><p>- Posicionamento das lonas: Modelo Linha</p><p>O estabelecimento das Lonas de triagem deverá ser na Zona Fria.</p><p>Direção</p><p>do ventoVERMELHA: LESÕES GRAVÍSSIMAS</p><p>AMARELA: LESÕES GRAVES</p><p>VERDE LESÕES LEVES</p><p>PRETO: MORTES (críticos inviáveis e mortes evidentes)</p><p>Lona PRETA</p><p>Distante das demais,</p><p>longe da visão das</p><p>vítimas.</p><p>MÉTODO START</p><p>Aptl 160-00/2020 291/310</p><p>- Posicionamento das lonas: Modelo Cruz</p><p>O estabelecimento das Lonas de triagem deverá ser na Zona Fria.</p><p>Figura - 699</p><p>Lona PRETA: poderá ser colocada mais distantes das outras, lembrando que os</p><p>possíveis óbitos devem ser preservados. (Cobertos).</p><p>23.2.5 ÁREA DE TRIAGEM E ATENDIMENTO</p><p>Área destinada ao atendimento das vítimas de um acidente aéreo.</p><p>Aptl 160-00/2020292/310</p><p>Figura - 700</p><p>Aptl 160-00/2020 293/310</p><p>23.2.6 ZONAS/ÁREAS DE TRABALHO</p><p>Para um melhor desenvolvimento das atividades da equipe de bombeiros, esta-</p><p>belece-se zonas ou áreas de trabalho (Quente / Morna / Fria) no</p><p>....................................165</p><p>14.13 FERIMENTOS EM ARTICULAÇÕES ....................................................................166</p><p>14.14 FERIMENTOS EM MÃOS ........................................................................................166</p><p>14.15 FERIMENTOS NOS PÉS ..........................................................................................166</p><p>14.16 FERIMENTOS NOS OMBROS ................................................................................167</p><p>14.17 FERIMENTOS NAS COSTAS ..................................................................................167</p><p>14.18 FERIMENTOS NO TÓRAX ......................................................................................167</p><p>14.19 FERIMENTOS PENETRANTES NO TÓRAX .......................................................168</p><p>15 QUEIMADURAS E EMERGÊNCIAS AMBIENTAIS ...........................................172</p><p>15.1 QUEIMADURAS ..........................................................................................................172</p><p>15.2 CAMADAS DA PELE ................................................................................................172</p><p>15.3 CLASSIFICAÇÃO DAS QUEIMADURAS QUANTO A PROFUNDIDADE .172</p><p>15.4 CLASSIFICAÇÃO DAS QUEIMADURAS QUANTO A EXTENSÃO ................174</p><p>15.5 GRAVIDADE DAS QUEIMADURAS ......................................................................175</p><p>15.6 PROCEDIMENTOS DE APH PARA QUEIMADURAS ..........................................175</p><p>15.7 QUEIMADURAS QUÍMICAS....................................................................................178</p><p>15.8 QUEIMADURAS POR ELETRICIDADE .................................................................179</p><p>15.9 EMERGÊNCIAS AMBIENTAIS PROVOCADAS PELO CALOR ........................181</p><p>15.10 INSOLAÇÃO E INTERMAÇÃO..............................................................................181</p><p>15.11 EXAUSTÃO TÉRMICA ...........................................................................................182</p><p>15.12 PROCEDIMENTOS DE APH PARA EMERG. AMB. POR CALOR ...................183</p><p>15.13 EMERGÊNCIAS AMBIENTAIS PROVOCADAS PELO FRIO ..........................183</p><p>15.14 HIPOTERMIA .............................................................................................................184</p><p>15.15 CONGELAMENTO DE MEMBROS .......................................................................184</p><p>16 TRAUMAS EM OSSOS ................................................................................................186</p><p>16.1 FRATURAS ...................................................................................................................186</p><p>16.2 LUXAÇÕES ..................................................................................................................187</p><p>16.3 ENTORSES ...................................................................................................................188</p><p>16.4 TRATAMENTO DAS LESÕES ÓSSEAS ..................................................................189</p><p>17 TRAUMA ESPECÍFICOS ............................................................................................199</p><p>17.1 TRAUMATISMO ..........................................................................................................199</p><p>17.2 TRAUMA DE CRÂNIO ...............................................................................................199</p><p>17.3 TRAUMA DE FACE ....................................................................................................203</p><p>17.4 TRAUMA DE COLUNA VERTEBRAL ....................................................................205</p><p>17.5 TRAUMA DE TÓRAX .................................................................................................208</p><p>17.6 TRAUMA DE ABDOMEM .........................................................................................210</p><p>18 ESTADO DE CHOQUE ................................................................................................212</p><p>18.1 CHOQUE .......................................................................................................................212</p><p>18.2 CHOQUE HEMODINÂMICO (ESTADO DE CHOQUE) .......................................212</p><p>18.3 SINAIS E SINTOMAS .................................................................................................213</p><p>18.4 PROCEDIMENTOS DE APH .....................................................................................213</p><p>19 EMERGÊNCIAS MÉDICAS .......................................................................................215</p><p>19.1 EMERGÊNCIAS CARDIOVASCULARES ..............................................................215</p><p>19.2 EMERGÊNCIAS RESPIRATÓRIAS .........................................................................220</p><p>19.3 EMERGÊNCIAS NEUROLÓGICAS .........................................................................222</p><p>19.4 EMERGÊNCIAS METABÓLICAS ............................................................................223</p><p>Aptl 160-00/2019</p><p>20 MOVIMENTAÇÃO E TRANSPORTE DE VÍTIMAS ...........................................226</p><p>20.1 CONCEITOS .................................................................................................................226</p><p>20.2 PRINCÍPIOS GERAIS .................................................................................................226</p><p>20.3 IMOBILIZAÇÃO EM PRANCHA LONGA – NOVO CONCEITO .......................226</p><p>20.4 IMOBILIZAÇÃO DE BEBÊ EM KED ......................................................................234</p><p>20.5 TRANSPORTE IMEDIATO ........................................................................................235</p><p>20.6 TÉCNICAS DE TRANSPORTE COM 1 SOCORRISTA .........................................235</p><p>20.7 TÉCNICAS COM 2 SOCORRISTAS .........................................................................240</p><p>20.8 TÉCNICAS APLICÁVEIS COM 3 SOCORRISTAS ...............................................244</p><p>20.9 TÉCNICAS APLICÁVEIS COM 4 SOCORRISTAS ...............................................251</p><p>20.10 RETIRADA DO CAPACETE ....................................................................................253</p><p>20.11 REMOÇÃO DE PILOTO EM AERONAVES MILITARES DE ATAQUE ...........254</p><p>21 INTOXICAÇÃO .............................................................................................................255</p><p>21.1 TÓXICO OU VENENO ...............................................................................................255</p><p>21.2 SUBSTÂNCIAS GERALMENTE ENVOLVIDAS NOS CASOS DE INTOXICA-</p><p>ÇÃO ........................................................................................................................................255</p><p>21.3 VIAS DE ENTRADA NO ORGANISMO ..................................................................255</p><p>21.4 PROCEDIMENTOS BÁSICOS ..................................................................................257</p><p>21.5 PROCEDIMENTOS ESPECÍFICOS ..........................................................................257</p><p>21.6 EMERGÊNCIAS COM PRODUTOS QUÍMICOS PERIGOSOS ...........................259</p><p>22 ACIDENTES COM ANIMAIS PEÇONHENTOS ...................................................260</p><p>22.1 ANIMAIS PEÇONHENTOS .......................................................................................260</p><p>22.2 PROCEDIMENTOS BÁSICOS ..................................................................................260</p><p>22.3 SERPENTES .................................................................................................................260</p><p>22.4 ARTRÓPODOS PEÇONHENTOS .............................................................................269</p><p>22.5 ABELHAS, VESPAS, FORMIGAS, ETC ..................................................................279</p><p>22.6 LAGARTAS ...................................................................................................................281</p><p>22.7 ANFÍBIOS .....................................................................................................................283</p><p>22.8 RESUMO .......................................................................................................................284</p><p>local da emergência.</p><p>Ficará a cargo do Chefe de Equipe dos bombeiros, de analisar se há risco ou</p><p>não para permitir a entrada das demais equipes que não sejam do salvamento (Exemplo: Inves-</p><p>tigadores, Equipe Médica, etc).</p><p>23.2.6.1 Zona Quente</p><p>É a área imediata do sinistro, onde há perigo constante e só podem permanecer</p><p>indivíduos treinados e protegidos por EPI. Esta área possui isolamento e controle de fl uxo,</p><p>para se evitar a ocorrência de novas vítimas ou agravamento da situação existente.</p><p>Figura - 701</p><p>Figura - 702</p><p>23.2.6.2 Zona Morna</p><p>É a área intermediária do sinistro, onde estarão locados os equipamentos e pes-</p><p>soal para o suporte da zona quente. Deve ser um local imediatamente anexo à zona quente, e</p><p>deve possibilitar a comunicação, e sempre que possível a observação da zona quente. Deve-se</p><p>estabelecer um corredor de acesso entre a Zona Quente e Zona Fria.</p><p>Aptl 160-00/2020294/310</p><p>Figura - 703 Figura - 704</p><p>Figura - 705</p><p>23.2.6.3 Zona Fria</p><p>É a área mais segura onde fi ca o posto de comando, o posto médico avançado</p><p>e os suportes necessários para controle do incidente. Não se permite acesso ao público, so-</p><p>mente às pessoas e autoridades que tem relação com a ocorrência, mas não atuarão diretamente</p><p>na intervenção.</p><p>A área de triagem é disposta na Zona Fria longe da área de risco.</p><p>Aptl 160-00/2020 295/310</p><p>Figura - 706</p><p>Aptl 160-00/2020296/310</p><p>24 PARTO DE EMERGÊNCIA</p><p>24.1 CONCEITUAÇÕES</p><p>- GESTAÇÃO OU GRAVIDEZ</p><p>Período compreendido entre a fecundação do óvulo pelo espermatozoide até</p><p>o nascimento do bebê, em geral perfazendo o total de 40 semanas.</p><p>- PRÉ-NATAL</p><p>Período de acompanhamento da gestante por profi ssionais da saúde especia-</p><p>lizados, com o objetivo de detectar possíveis doenças ou problemas do bebê em formação, bem</p><p>como preparar a gestante para o parto e futura maternidade.</p><p>- FETO</p><p>Ser que está se desenvolvendo e crescendo dentro do útero.</p><p>Obs.: Até a 8ª semana de gestação, o bebê é chamado de embrião e após esse</p><p>período passa a chamar-se feto.</p><p>- ÚTERO</p><p>Órgão muscular dentro do qual se desenvolve o feto. O útero contrai-se du-</p><p>rante o trabalho de parto, empurrando o feto para o canal de parto.</p><p>- COLO UTERINO</p><p>Extremidade inferior do útero que se dilata permitindo que o feto entre na</p><p>vagina. Também chamado de cérvix.</p><p>- VAGINA</p><p>Canal por onde o feto é conduzido para o nascimento.</p><p>- SACO OU BOLSA AMNIÓTICA</p><p>Estrutura tipo bolsa que se forma no interior do útero, é constituído por uma</p><p>membrana cheia de líquido que envolve e protege o feto.</p><p>- LÍQUIDO AMNIÓTICO</p><p>Líquido presente dentro do saco amniótico. Sua função é manter a temperatu-</p><p>ra do feto e protegê-lo de impactos.</p><p>Durante o parto concorre para formar a bolsa das águas e lubrifi car o canal do</p><p>parto, após a ruptura das membranas.</p><p>Sua cor normal é clara branco opalescente, no entanto, quando está ocorrendo</p><p>anóxia e sofrimento fetal este líquido torna-se esverdeado.</p><p>- PLACENTA</p><p>Órgão que se desenvolve exclusivamente na gravidez e que funciona como</p><p>central de distribuição e troca de oxigênio, hormônios, anticorpos, nutrientes e metabólitos</p><p>entre a mãe e o feto.</p><p>- CORDÃO UMBILICAL</p><p>Estrutura constituída por duas artérias e uma veia que permite a ligação do</p><p>feto com a placenta da mãe, em média possui o comprimento de 55 cm.</p><p>- GESTANTE</p><p>Mulher que está vivenciando a gravidez.</p><p>- PARTURIENTE</p><p>Mulher que ao término da gestação apresenta sinais evidentes de trabalho de</p><p>parto.</p><p>- PUÉRPERA</p><p>Mulher que vivenciou a gestação e parição, e que encontra-se no período do</p><p>pós-parto.</p><p>Aptl 160-00/2020 297/310</p><p>24.2 CLASSIFICAÇÃO E ANATOMIA DA MULHER GRÁVIDA</p><p>24.2.1 QUANTO AO NÚMERO DE GESTAÇÕES</p><p>• Primigesta - Mulher que vivencia a gestação pela primeira vez;</p><p>• Secundigesta - Mulher que vivencia a gestação pela segunda vez;</p><p>• Tercigesta - Mulher que vivencia a gestação pela terceira vez;</p><p>• Multigesta - Mulher que vivencia a gestação pela quarta vez ou mais.</p><p>24.2.2 QUANTO AO NÚMERO DE PARTOS</p><p>• Primípara - Mulher que pariu ou vai parir pela primeira vez;</p><p>• Secundípara - Mulher que pariu ou vai parir pela segunda vez;</p><p>• Tercípara - Mulher que pariu ou vai parir pela terceira vez;</p><p>• Multípara - Mulher que pariu ou vai parir pela quarta vez ou mais.</p><p>Figura - 707</p><p>Aptl 160-00/2020298/310</p><p>24.3 PARTO</p><p>É a expulsão do feto viável, através das vias genitais ou por meio cirúrgico.</p><p>Figura - 713</p><p>Figura - 710: Cefálico Figura - 711: Córmico Figura - 712: Pélvico</p><p>Figura - 708: Cesariana Figura - 709: Parto Normal</p><p>24.3.1 TIPOS DE PARTO / APRESENTAÇÃO FETAL</p><p>24.3.1.1 Parto Cefálico/Apresentação Cefálica</p><p>É aquele/aquela em que o bebê encontra-se de cabeça para baixo. É considerada</p><p>a melhor posição para o nascimento por parto normal.</p><p>Nessa posição é possível observar o coroamento.</p><p>Aptl 160-00/2020 299/310</p><p>Figura - 714 Figura - 715</p><p>Figura - 716</p><p>Figura - 717 Figura - 718</p><p>24.3.1.2 Parto Córmico/Apresentação Córmica</p><p>Também conhecido como posição transversa, é aquele em que o bebê assume</p><p>uma posição horizontal, fi cando com as nádegas, os ombros e a cabeça na mesma altura, o que</p><p>pode difi cultar o parto normal.</p><p>Aptl 160-00/2020300/310</p><p>Figura - 719</p><p>Figura - 720 Figura - 721</p><p>24.3.1.3 Parto Pélvico/Apresentação Pélvica</p><p>É aquele/aquela em que o bebê encontra-se de cabeça para cima (sentado). Quan-</p><p>do o parto é normal, os fetos que se apresentam de nádegas têm maior probabilidade de lesão,</p><p>pois a posição impede que a cabeça se molde ao canal vaginal, podendo ocorrer asfi xia.</p><p>Nessa posição é possível observar os pés do bebê ou as nádegas.</p><p>24.3.2 FASES DO TRABALHO DE PARTO</p><p>- PRIMEIRA FASE (DILATAÇÃO)</p><p>Inicia com as contrações e termina no momento em que o feto entra no canal</p><p>de parto (dilatação completa do colo do útero).</p><p>- SEGUNDA FASE (EXPULSÃO)</p><p>Compreende o momento em que o feto está no canal de parto até seu comple-</p><p>to nascimento.</p><p>- TERCEIRA FASE (DEQUITAÇÃO)</p><p>Fase que vai do nascimento até a completa expulsão da placenta, que tem</p><p>duração média de 10 a 30 minutos.</p><p>PRIMEIRA FASE – DILATAÇÃO</p><p>Para que o bebê se encaixe no canal de parto é necessário que o colo do útero da</p><p>parturiente se dilate no mínimo 10 cm.</p><p>Aptl 160-00/2020 301/310</p><p>SEGUNDA FASE - EXPULSÃO</p><p>Figura - 722 Figura - 723</p><p>Figura - 725 Figura - 724</p><p>Durante as contrações o bombeiro socorrista deve estimular a parturiente a fazer</p><p>força, entretanto, no intervalo das contrações, ela deve respirar de maneira lenta e profunda.</p><p>TERCEIRA FASE – DEQUITAÇÃO OU SECUNDAMENTO</p><p>A placenta deve ser preservada em recipiente adequado (saco plástico do kit</p><p>parto) para posterior análise pela equipe de saúde.</p><p>Aptl 160-00/2020302/310</p><p>Figura - 726</p><p>Figura - 727</p><p>24.4 PARAMENTAÇÃO DO SOCORRISTA</p><p>Antes de iniciar as condutas de assistência ao parto, o socorrista deverá:</p><p>• Verifi car se a viatura encontra-se estacionada em local seguro, sem necessi-</p><p>dade de sinalização sonora;</p><p>• Verifi car a necessidade de suporte avançado no local;</p><p>• Estar com as mãos muito bem lavadas (utilizar a técnica de fricção das mãos</p><p>com álcool gel);</p><p>• Fazer uso dos EPI necessários ao procedimento (luvas, máscaras, óculos e</p><p>jaleco descartável);</p><p>• Utilizar o KIT Parto.</p><p>24.5 KIT PARTO</p><p>O KIT Parto é composto pelos seguintes</p><p>equipamentos:</p><p>1º- Compressas de gaze (estéril);</p><p>2º- Compressa cirúrgica (estéril);</p><p>3º- Absorvente higiênico;</p><p>4º- Jaleco descartável;</p><p>5º- Pulseira de identifi cação (nas cores azul e</p><p>rosa);</p><p>6º- Clamps;</p><p>7º- Luvas cirúrgicas (estéril);</p><p>8º- Bisturi cirúrgico (estéril);</p><p>9º- Cobertor térmico aluminizado;</p><p>10º- Saco plástico para coleta da placenta;</p><p>11º- Saco plástico para coleta de resíduos</p><p>de saúde (lixo hospitalar);</p><p>12º- Bulbo aspirador manual para RN.</p><p>Aptl 160-00/2020 303/310</p><p>24.6 CONDUTAS DO SOCORRISTA NO PARTO DE EMERGÊNCIA</p><p>24.6.1 ENTREVISTA</p><p>Antes de efetuar qualquer procedimento, o socorrista deverá realizar uma entre-</p><p>vista com a parturiente, extraindo o maior número de dados possíveis e alertando o Serviço de</p><p>Emergências Médicas.</p><p>Figura - 728</p><p>O socorrista deverá perguntar:</p><p>1º- O nome e a idade da parturiente;</p><p>2º- Se a parturiente realizou exame pré-natal e se existe alguma complicação</p><p>prevista;</p><p>3º- Se é o primeiro fi lho (se for primípara, o trabalho de parto poderá demorar</p><p>cerca de 16 horas);</p><p>4º- O horário que iniciaram as contrações e se houve a ruptura da bolsa (perda</p><p>de líquidos);</p><p>5º- Se sente pressão na bacia, vontade de defecar ou se sente o bebê saindo pela</p><p>vagina.</p><p>O socorrista deverá avaliar as contrações quanto ao tempo que elas duram e o</p><p>tempo entre uma contração e outra.</p><p>Após avaliar as contrações, o socorrista deverá pedir a mãe para retirar suas rou-</p><p>pas e realizar uma avaliação visual.</p><p>Obs.:</p><p>O socorrista não está habilitado para realizar o exame de toque (verifi cação</p><p>de dilatação) na gestante.</p><p>Se as contrações fi carem mais intensas e duradouras (de 30 segundos a 1 minuto</p><p>em um intervalo de 3 a 5 minutos), o parto é considerado iminente e o socorrista deverá prepa-</p><p>rar a parturiente e o ambiente para a realização do parto emergencial.</p><p>Se após a entrevista, o socorrista considerar que o parto não é iminente, deverá</p><p>proceder o transporte da parturiente ao hospital.</p><p>Aptl 160-00/2020304/310</p><p>Figura - 729</p><p>Figura - 730</p><p>Após a entrevista, caso o parto seja iminente, o socorrista deverá seguir as con-</p><p>dutas listadas abaixo:</p><p>1- Assegure a privacidade da parturiente (escolha um local adequado);</p><p>2- Explique à parturiente o que fará e como irá fazê-lo.</p><p>O socorrista deverá tranqüilizá-la de forma a recordar que o que está acon-</p><p>tecendo é normal. Peça para que após cada contração relaxe, pois isto facilitará o nascimento;</p><p>Aptl 160-00/2020 305/310</p><p>3- Posicione a parturiente para o parto emergencial, deitando-a em posição gi-</p><p>necológica (joelhos fl exionados e bem separados e os pés apoiados sobre a superfície que está</p><p>deitada);</p><p>Figura - 731</p><p>Figura - 732</p><p>4- Coloque uma almofada debaixo da cabeça da parturiente para observar os</p><p>seus movimentos respiratórios;</p><p>5- Prepare o kit obstétrico (KIT PARTO) e seu EPI (luvas estéreis, óculos, más-</p><p>cara e avental). Mantenha todo material necessário à mão;</p><p>6- Disponha adequadamente os campos, lençóis ou toalhas limpas abaixo das</p><p>nádegas, logo abaixo da abertura vaginal, sobre o abdômen e sobre ambos os joelhos;</p><p>7- Sinta as contrações colocando a palma da mão sobre o abdômen da paciente,</p><p>acima do umbigo;</p><p>8- Tente visualizar a parte superior da cabeça do bebê (coroamento);</p><p>Aptl 160-00/2020306/310</p><p>Figura - 733</p><p>Figura - 734</p><p>Obs.: Caso não seja possível visualizar o coroamento ou caso o socorrista iden-</p><p>tifi que que se trata de um parto pélvico ou córmico, deverá conduzir a parturiente imediata-</p><p>mente ao hospital.</p><p>9- Se tratando de parto com apresentação cefálica (coroamento), apoie a cabeça</p><p>do bebê, colocando a mão logo abaixo da mesma com os dedos bem separados. Apenas sustente</p><p>a cabeça, ajudando com a outra mão. Não tente puxá-la;</p><p>10- Se o cordão está envolvendo o pescoço do bebê, libere-o com muito cuidado.</p><p>Caso não seja possível e esteja difi cultando o parto, os clamps deverão ser posicionados e o</p><p>cordão umbilical seccionado, tomando-se ainda cuidado para não lesionar o recém-nascido. Se</p><p>o saco amniótico não estiver rompido, corte-o com técnica e material apropriado;</p><p>11- Geralmente a cabeça do bebê apresenta-se com a face voltada para baixo e</p><p>logo gira para a direita ou à esquerda. Guie cuidadosamente a cabeça para baixo, sem forçá-la,</p><p>facilitando assim a liberação do ombro e posteriormente todo o corpo;</p><p>12- Apoie o bebê lateralmente com a cabeça ligeiramente baixa. Isto se faz para</p><p>permitir que o sangue, o líquido amniótico e o muco que estão na boca e nariz possam escorrer</p><p>para o exterior.</p><p>Aptl 160-00/2020 307/310</p><p>24.7 ASSISTÊNCIA AO RECÉM-NASCIDO E À PUÉRPERA</p><p>Após o nascimento, espera-se naturalmente o choro do bebê, que é um ótimo</p><p>indicativo de vitalidade.</p><p>Caso não chore, posicione o bebê lateralmente e realize alguns estímulos friccio-</p><p>nando suas costas com a mão ou realizando cócegas na sola dos seus pés.</p><p>Se após essa conduta o bebê ainda não chora, tão pouco apresenta sinais vitais,</p><p>inicie imediatamente protocolo de reanimação cardiopulmonar para recém-nascidos.</p><p>O socorrista deverá, ainda:</p><p>1- Identifi car com as pulseiras do kit parto a mãe e o Recém - Nascido (RN).</p><p>O nome completo da mãe é grafado nas duas pulseiras, que possuem a mesma numeração. O</p><p>socorrista deverá, ainda, anotar no relatório de ocorrências o horário exato do nascimento;</p><p>2- Limpar as vias aéreas usando gaze estéril e a Pêra de aspiração;</p><p>3- Observar a respiração do bebê;</p><p>4- Estimular a respiração, se necessário, massageando com movimentos circula-</p><p>res a região das costas e/ou a planta dos pés;</p><p>5- Aquecer o recém-nascido envolvendo-o em manta própria (aluminizada) ou</p><p>um campo estéril;</p><p>6- Amarrar o cordão umbilical, utilizando o clamp que se encontra no seu kit de</p><p>parto;</p><p>Obs.: Se não estiver com o kit, utilize barbantes limpos (não use arame).</p><p>Aguarde o término do pulsar do cordão umbilical antes de clampeá-lo. O pri-</p><p>meiro clamp deverá estar aproximadamente a 25 cm a partir do abdômen do bebê. O segundo,</p><p>cerca de 5 cm (quatro dedos) do primeiro, em direção ao bebê.</p><p>7º- Seccionar o cordão umbilical com o bisturi ou tesoura do kit obstétrico.</p><p>Para realizar o corte do cordão umbilical o socorrista deverá, a partir do abdo-</p><p>me do bebê, medir 4 dedos (aproximadamente 8 cm) e posicionar o primeiro clamp. Em segui-</p><p>da, deverá medir 2 dedos (aproximadamente 4 cm) e posicionar o segundo clamp, realizando a</p><p>secção do cordão com o uso do bisturi estéril do kit parto entre os dois pontos clampeados. O</p><p>clamp deverá ser mantido no coto umbilical do RN até a chegada na maternidade, onde receberá</p><p>cuidados mais específi cos;</p><p>8º- Anotar o nome da mãe, o sexo do bebê, a data, a hora e o lugar do nascimento</p><p>e fi xar essas informações em local visível.</p><p>Em geral, nos</p><p>próximos 30 minutos após o nas-</p><p>cimento haverá a expulsão da pla-</p><p>centa. Guarde-a em saco plástico</p><p>apropriado para posterior avalia-</p><p>ção pela equipe de saúde na ma-</p><p>ternidade.</p><p>Obs.: Não se</p><p>deve puxar o cordão umbilical na</p><p>tentativa de acelerar a saída da pla-</p><p>centa.</p><p>A assistência à</p><p>puérpera (mãe do recém-nascido)</p><p>inclui cuidados desde a expulsão</p><p>da placenta até o controle do san-</p><p>gramento vaginal.</p><p>Figura - 735</p><p>Aptl 160-00/2020308/310</p><p>A expulsão da placenta ocorrerá após cerca de 10 a 30 minutos. O socorrista</p><p>deverá guardá-la em um saco plástico apropriado para posterior avaliação pelos médicos junta-</p><p>mente com o clamp.</p><p>O cordão descerá progressiva e espontaneamente, portanto o socorrista não de-</p><p>verá tracionar o cordão, pois o rompimento da placenta poderá ocasionar hemorragia na puér-</p><p>pera.</p><p>Para o controle do sangramento vaginal:</p><p>1- Use um absorvente higiênico ou material similar estéril. Coloque-o sobre a</p><p>abertura vaginal (não introduza nada dentro na vagina);</p><p>2- Oriente para que a parturiente abaixe, una e estenda suas pernas, sem forçá-</p><p>-las;</p><p>3- Apalpe e massageie o abdome da puérpera, abaixo do umbigo, fazendo mo-</p><p>vimentos circulares com o objetivo de estimular a contração uterina e consequentemente a</p><p>diminuição da hemorragia.</p><p>O socorrista sempre deverá tranquilizar a puérpera fazendo-a sentir-se o melhor</p><p>possível e registrar todos os dados da ocorrência em relatório.</p><p>Após ter fi nalizado a assistência, deverá conduzi-la junto com o bebê e a placen-</p><p>ta para o hospital.</p><p>24.8 CONSIDERAÇÕES FINAIS</p><p>24.8.1 PARTO MÚLTIPLO</p><p>Depois que o primeiro bebê nasce, retornam as contrações.</p><p>O procedimento para o nascimento do segundo bebê é o mesmo com relação a</p><p>parturiente/puérpera e o primeiro bebê.</p><p>Recomenda-se clampear o cordão umbilical do primeiro bebê antes do nasci-</p><p>mento da segunda criança.</p><p>24.8.2 PARTO PREMATURO</p><p>Os bebês que nascem antes da 37ª semana de gestação ou do 9º mês são conside-</p><p>rados prematuros. Também são considerados prematuros aqueles com menos de 2,5 Kg.</p><p>Os procedimentos para o parto são idênticos ao de um parto normal. O principal</p><p>cuidado é mantê-los aquecidos.</p><p>Aptl 160-00/2020 309/310</p><p>Aptl</p><p>160-00/2020310/310</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>NATIONAL ASSOCIATION OF EMERGENCY MEDICAL TECHNICIANS - Livro -</p><p>NAEMT: PHTLS Prehospital Trauma Life Support, 9ª Edição - Ano 2020. Sede: Clinton,</p><p>Mississípi, EUA.</p><p>AMERICAN HEART ASSOCIATION - AHA. Sede: Dallas, Texas, EUA.</p><p>23 PROTOCOLO DE INCIDENTES COM MÚLTIPLAS VÍTIMAS ......................285</p><p>23.1 CONCEITOS INICIAIS ...............................................................................................285</p><p>23.2 GESTÃO DE DESASTRES .........................................................................................285</p><p>24 PARTO DE EMERGÊNCIA ........................................................................................296</p><p>24.1 CONCEITUAÇÕES .....................................................................................................296</p><p>24.2 CLASSIFICAÇÃO E ANATOMIA DA MULHER GRÁVIDA ...............................297</p><p>24.3 PARTO ...........................................................................................................................298</p><p>24.4 PARAMENTAÇÃO DO SOCORRISTA ....................................................................302</p><p>24.5 KIT PARTO ...................................................................................................................302</p><p>24.6 CONDUTAS DO SOCORRISTA NO PARTO DE EMERGÊNCIA ........................303</p><p>24.7 ASSISTÊNCIA AO RECÉM-NASCIDO E À PUÉRPERA .....................................307</p><p>24.8 CONSIDERAÇÕES FINAIS .......................................................................................308</p><p>25 DISPOSIÇÕES FINAIS ................................................................................................309</p><p>REFERÊNCIAS .............................................................................................................310</p><p>Aptl 92-00/202010/310</p><p>1 HISTÓRICO DO SERVIÇO DE RESGATE</p><p>Nos anos 70, o mundo ingressou numa nova era no tocante ao atendimento emer-</p><p>gencial, quando se concluiu que era necessário levar ao local do acidente todos os recursos</p><p>necessários ao atendimento de vítimas, para, somente após estabilizá-las, realizar sua remoção</p><p>para o hospital.</p><p>Também se entendeu que esta remoção não mais estaria relacionada com o trans-</p><p>porte da vítima até o hospital mais próximo, mas sim, com aquele que propiciasse o socorro</p><p>mais adequado, em especialidades e exames complementares que o caso requeresse, evitando-</p><p>-se com isso a perda de tempo com posteriores remoções.</p><p>Essa teoria foi mais tarde confi rmada por Trunkey (Médico Pesquisador Ameri-</p><p>cano). Ele demonstrou a diminuição da mortalidade com um atendimento rápido e adequado no</p><p>local do fato, por equipes treinadas e pelo tratamento defi nitivo em hospitais apropriados dentro</p><p>da primeira hora após o acidente, surgindo então o conceito da “hora de ouro” (golden hour),</p><p>atualmente mudado para “período de ouro”.</p><p>Aliada a esta necessidade, surgiu o enfoque econômico percebendo-se o elevado</p><p>custo humano e social para o País, resultante das vítimas de acidentes. Citando os dados do</p><p>Ministério da Saúde de 1990 somente nos acidentes de trânsito, foram gastos 1,5 bilhões de</p><p>dólares, divididos em 200 milhões na assistência às vítimas, 400 milhões em danos materiais e</p><p>800 milhões em perda de produção.</p><p>Em 1986, O Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo enviou um grupo</p><p>composto por cinco Ofi ciais à Cidade Chicago, nos EUA, onde realizaram um Curso Técnico</p><p>em Emergências Médicas. Após o encerramento do curso, foi proposta uma reformulação na</p><p>instrução de primeiros socorros ministrada ao efetivo do Corpo de Bombeiros e ampliação dos</p><p>serviços de Salvamento e Resgate com pessoal especializado para o atendimento e transporte</p><p>das vítimas de acidentes.</p><p>Em 22 de maio de 1989, através de legislação assinada pela Secretaria de Estado</p><p>da Saúde e a Secretaria da Segurança Pública envolvendo o Corpo de Bombeiros, o Grupamen-</p><p>to de Radiopatrulha Aérea (GRPAe) e o Sistema de Atendimento Médico de Urgência (SAMU),</p><p>teve origem o Projeto Resgate.</p><p>Foi exatamente neste campo fértil, de extrema carência da sociedade e da ab-</p><p>soluta ausência de política pública que, em 1990, foi criado o Sistema de Resgate no Estado</p><p>de São Paulo (pioneiro no Brasil). Sistema esse com atuação na Grande São Paulo e em 14</p><p>munícipios do Estado, sendo empregadas 36 Unidades de Resgate, duas Unidades de Suporte</p><p>Avançado e um helicóptero, que espalhou por todo o Estado de São Paulo no ano de 1998 com</p><p>200 viaturas de suporte básico, 02 viaturas de Suporte Avançado terrestre e uma aeronave de</p><p>suporte avançado aéreo.</p><p>A semente do Sistema de Resgate germinou, cresceu e frutifi cou, transformando</p><p>o sonho de alguns abnegados bombeiros em realidade frondosa. Essa realidade é comprovada</p><p>pelo frenético vai e vem das viaturas que pedem passagem entre os diversos veículos circulan-</p><p>tes, sejam eles nos mais longínquos trechos de estradas e vias dos grandes centros urbanos do</p><p>Estado de São Paulo. A busca do chegar o mais célere possível no local da emergência e realizar</p><p>o pronto atendimento da vítima é o propósito desse vai e vem. Isso tudo resume um pouco do</p><p>que é o Sistema de Resgate. Sistema esse que é um braço forte da nobre atividade de salvar</p><p>vidas e que tem se espalhado pelos mais diversos estados do país.</p><p>Aptl 92-00/2020 11/310</p><p>Figura - 1</p><p>Aptl 92-00/202012/310</p><p>2 O ATENDIMENTO PRÉ - HOSPITALAR NO SISCON</p><p>O Serviço Contraincêndio na FAB originou-se nos remotos anos 40, tendo como</p><p>premissa básica o salvamento e combate a incêndio.</p><p>Apesar da evolução tecnológica e dos conceitos de atendimento a emergências</p><p>ocorrido em todos os segmentos da sociedade, o Órgão Central do Sistema Contraincêndio</p><p>da FAB (DIRINFRA, antiga DIRENG) não entrou na importante área do Atendimento Pré-</p><p>-Hospitalar, mantendo no seu curso de formação de bombeiros apenas a quantidade de 8 horas/</p><p>aula da citada disciplina.</p><p>Carentes e necessitados de tal especialização, muitos Serviços de Salvamento</p><p>e Combate a Incêndio (SESCINC), por iniciativa própria de seus militares, buscaram tais co-</p><p>nhecimentos nas Corporações Estaduais de Bombeiros. Vale destacar os Bombeiros da Base</p><p>Aérea de São Paulo que, a partir de 1986, iniciaram um intercâmbio com o Corpo de Bombeiros</p><p>daquele Estado, trazendo para dentro da Forca, vários conhecimentos, inclusive os de Atendi-</p><p>mento Pré-Hospitalar.</p><p>No ano de 2012, o Órgão Central do SISCON concluiu que era necessário au-</p><p>mentar a carga horária de pronto socorrismo do seu curso básico de formação de soldados bom-</p><p>beiros para 40h, bem como especializar instrutores para tal disciplina. Devido a isso, buscou-se</p><p>uma parceria com a Escola Superior de Bombeiros do Estado de São Paulo (ESB) para preparar</p><p>a primeira turma de instrutores de APH do SISCON. E em abril de 2013 a primeira turma foi</p><p>constituída.</p><p>E dentre os trabalhos realizados, os Instrutores de APH do SISCON atualizaram</p><p>e remodelaram o material didático de APH que atualmente é ministrado no Curso de Bombeiro</p><p>de Aeródromo Militar (CBA-M). Vale lembrar que este manual, não esgota todo o conhecimen-</p><p>to desta área.</p><p>Ele trás apenas os conhecimentos básicos necessários para que o futuro militar</p><p>bombeiro possa iniciar seus trabalhos em um SESCINC. E como em todas as áreas profi ssio-</p><p>nais, e necessário estar sempre recordando os conceitos básicos e buscando novos conhecimen-</p><p>tos, seja através de leitura de livros ou da participação em cursos, estágios e treinamentos.</p><p>Por fi m, lembrem-se sempre: A seriedade deste trabalho ira proporcionar aos</p><p>senhores os conhecimentos necessários para salvar vidas.</p><p>Aptl 92-00/2020 13/310</p><p>Figura - 2 : Escola Superior de Bombeiros de São Paulo - Referência para América Latina</p><p>Figura - 3 : Primeira Turma de Instrutores de APH dos Bombeiros do SISCON - ABR/2013</p><p>Aptl 92-00/202014/310</p><p>Figura - 4</p><p>Figura - 5</p><p>3 ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR (APH)</p><p>3.1 CONCEITOS BÁSICOS</p><p>É a prestação de atividades de suporte básico de vida (sbv) ou Suporte avançado</p><p>de vida (sav), por profi ssional qualifi cado e Habilitado para, avaliar, identifi car e corrigir, no</p><p>local da Ocorrência, os problemas que comprometam a vida de uma vítima, Transportando-a</p><p>com segurança ao recurso hospitalar.</p><p>3.2 SUPORTE BÁSICO DE VIDA (SBV)</p><p>Atividade que consiste em procedimentos de atendimento</p><p>préhospitalar básico</p><p>com a fi nalidade de minimizar o sofrimento do acidentado, evitar o agravamento das lesões e/</p><p>ou manter a vida da vítima até a chegada do SAV ou a sua entrega no hospital</p><p>3.3 SOCORRISTA</p><p>Pessoa habilitada por intermédio de cursos e treinamentos específi cos que a ca-</p><p>pacitam a realizar o Atendimento Pré-Hospitalar (APH).</p><p>3.3.1 PERFIL</p><p>a) Formação Técnica</p><p>Aptl 92-00/2020 15/310</p><p>b) Condicionamento Físico</p><p>c) Boa Apresentação Pessoal</p><p>Figura - 7</p><p>Figura - 6</p><p>Aptl 92-00/202016/310</p><p>d) Descrição e Sigilo</p><p>e) Uso Adequado do Vocabulário</p><p>Figura - 8</p><p>Figura - 9</p><p>Aptl 92-00/2020 17/310</p><p>f) Estabilidade Emocional</p><p>g) Iniciativa</p><p>h) Amabilidade</p><p>Figura - 10</p><p>Figura - 11</p><p>Figura - 12</p><p>Aptl 92-00/202018/310</p><p>i) Criatividade</p><p>Figura - 13</p><p>3.3.2 DEVERES DO SOCORRISTA</p><p>1) Inspecionar e testar com atenção todos os materiais e equipamentos existen-</p><p>tes na viatura.</p><p>Figura - 14 Figura - 15</p><p>Aptl 92-00/2020 19/310</p><p>2) Executar passo a passo todos os procedimentos operacionais, procurandoa-</p><p>tender aos seguintes princípios:</p><p>- Proporcionar o melhor e mais efi ciente atendimento às vítimas;</p><p>- Promover o asseio e a prevenção de contaminação da equipe e infecção</p><p>das vítimas;</p><p>- Garantir a segurança da equipe, das vítimas e de terceiros; e</p><p>- Assegurar qualidade do atendimento às vítimas.</p><p>- Para garantir o sucesso da operação de maneira ordenada, rápida e segura,</p><p>osocorrista deve:</p><p>- Determinar a natureza da ocorrência;</p><p>- Utilizar EPI;</p><p>- Observar a segurança do local antes de abordar a vítima;</p><p>- Estabelecer acesso à vítima de forma segura;</p><p>- Proporcionar atendimento pré-hospitalar imediato;</p><p>- Obter ajuda de parentes ou curiosos de forma organizada;</p><p>- Observar as informações que olocal pode apresentar;</p><p>- Solicitar ajuda e apoio necessários;</p><p>- Manusear a vítima sem causar danos adicionais;</p><p>- Manter o atendimento até a chegada ao hospital; e</p><p>- Transmitir as informações para quem receber a vítima.</p><p>ATENÇÃO!</p><p>Os socorristas não são autorizados a realizar técnicas invasivas no corpo da vítima tais como</p><p>aplicação de medicamentos ou sedativos via oral ou injetável. Caso necessário, uma equipe</p><p>médica deverá ser acionada para tal.</p><p>3.4 PARTICIPAÇÃO DE MÉDICOS E ENFERMEIROS SEM APH</p><p>- Considerar como “intervenção de saúde solicitada”;</p><p>- Comunicar ao Chefe de Equipe dos Bombeiros;</p><p>- As orientações devem ser acatadas, desde que não contrariem os procedimen-</p><p>tos operacionais padrão;</p><p>- Anotar o nome completo, número de inscrição no CRM ou COREN e telefo-</p><p>ne do profi ssional, mediante apresentação do documento profi ssional;</p><p>- Os procedimentos adotados pelo profi ssional devem ser descritos no relato</p><p>da ocorrência.</p><p>- Quando houver situação de confl ito de procedimentos, comunicar ao Che-</p><p>fe de Equipe dos Bombeiros. O socorrista deve solicitar ao profi ssional um</p><p>relato por escrito dos procedimentos confl itantes adotados, conforme lei de</p><p>exercício profi ssional.</p><p>Aptl 92-00/202020/310</p><p>3.5 ORDEM CONTRÁRIA DE AUTORIDADE NÃO MÉDICA</p><p>- Esclarecer a autoridade não médica que suas ordens contrariam os procedi-</p><p>mentos operacionais padrão.</p><p>- Comunicar e solicitar orientação ao Chefe de Equipe dos Bombeiros quando</p><p>houver persistência na ordemincorreta;e</p><p>- Comunicar por escrito ao Chefe de Equipe dos Bombeiros se houver algum</p><p>prejuízo à vítima decorrente de tal ordem, para que os fatos sejam devidamen-</p><p>te apurados.</p><p>3.6 ASPECTOS LEGAIS</p><p>No atendimento de uma situação de emergência o socorrista deve agir de ma-</p><p>neira cuidadosa para não cometer ações ou omissões que prejudiquem o estado da vítima ou a</p><p>segurança da equipe.</p><p>Caso isto aconteça, o socorrista poderá ser responsabilizado legalmente pelo</p><p>fato. Como exemplo, citaremos algumas infrações que devem ser evitadas:</p><p>3.6.1 IMPRUDÊNCIA</p><p>Expor-se a si próprio e/ou a outrem a um risco ou perigo sem as precauções ne-</p><p>cessárias para evitá-los.</p><p>Ex.: É imprudente o socorrista que dirige um veículo de emergência sem colocar</p><p>o cinto de segurança, ou ainda, excedendo o limite de velocidade permitidona via.</p><p>Figura - 16</p><p>Aptl 92-00/2020 21/310</p><p>3.6.2 IMPERÍCIA</p><p>Falta de conhecimento técnico ou destreza em determinada arte ou profi ssão.</p><p>Ex.: A aplicação de uma injeção por parte de um socorrista que desconhece os</p><p>detalhes da adequada técnica de como fazê-lo implica em imperícia. (Art. 13, § 2º, letra “a” e</p><p>Art. 129, § 6º do Código Penal Brasileiro).</p><p>3.6.3 NEGLIGÊNCIA</p><p>Descumprimento dos deveres elementares correspondentes a determinada arte</p><p>ou profi ssão.</p><p>Ex.: Deixa de usar equipamento de proteção individual (EPI).</p><p>Figura - 17</p><p>Figura - 18</p><p>Aptl 92-00/202022/310</p><p>3.6.4 OMISSÃO DE SOCORRO</p><p>Deixar de prestar socorro a vítimas de acidentes ou de emergências médicas</p><p>(baseado no art. 135 do Código Penal Brasileiro).</p><p>3.6.5 PREVARICAÇÃO</p><p>Retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício, ou praticá-lo contra</p><p>disposição expressa em lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal.</p><p>Ex.: Deixar de socorrer uma pessoa ferida que invadiu o quartel e matou um</p><p>sentinela.</p><p>3.6.6 CONSENTIMENTO NO ATENDIMENTO</p><p>a) Situações que requer consentimento formal:</p><p>- Crianças e pessoas mentalmente incapazes acompanhadas de responsá-</p><p>veis; e</p><p>- Adulto consciente.</p><p>b) Situações de consentimento implícito:</p><p>- Adulto consciente e mentalmente capaz que não recuse formalmente o</p><p>atendimento;</p><p>- Crianças e pessoas mentalmente incapazes desacompanhadas de respon-</p><p>sáveis; e</p><p>- Vítimas inconscientes.</p><p>3.6.7 RECUSA NO ATENDIMENTO</p><p>a) Vítima adulta e consciente, crianças e pessoas mentalmente incapazes acom-</p><p>panhadas de responsáveis com ou sem lesão aparente:</p><p>- Enfatizar a importância da ida ao hospital para recebimento de atendimen-</p><p>to médico; e</p><p>- Esclarecer os eventuais resultados das lesões e a possibilidade de seu agra-</p><p>vamento.</p><p>Se, ainda assim, a vítima ou responsável mantiver-se infl exível na sua decisão</p><p>de não ser transportada ao hospital para receber o devido atendimento médico, deve-se:</p><p>- Arrolar pelo menos duas testemunhas;</p><p>- Informá-la de que sua recusa será registrada no Livro de Ocorrência do-</p><p>Chefe de Equipe dos Bombeiros; e</p><p>- Comunicar o fato ao Ofi cial de Dia/Operações.</p><p>b) Vítimas crianças e pessoas mentalmente incapazes desacompanhadas de res-</p><p>ponsáveis com lesões que poderão resultar em agravo à saúde, sequelas ou morte da vítima.</p><p>- Arrolar pelo menos duas testemunhas;</p><p>- Comunicar o fato ao Ofi cial de Dia/Operações;</p><p>- Realizar a restrição física da vítima, que consiste em utilizar técnicas para</p><p>empregar somente a força necessária para conter a vítima agressiva, sem</p><p>excessos; e</p><p>- Registrar no Livro do Chefe de Equipe.</p><p>3.6.8 ATENDIMENTO A VÍTIMA DO SEXO FEMININO</p><p>Alguns cuidados são necessários para evitar constrangimentos à vítima ou ques-</p><p>tionamentos sobre a conduta ética do socorrista:</p><p>- Evitar a exposição desnecessária de seu corpo ;</p><p>- Se necessário, permitir um acompanhante, preferencialmente do sexo femini-</p><p>no durante todo o atendimento;e</p><p>- Explicar à vítima cada procedimento que necessita ser realizado e que possa</p><p>causar algum tipo de constrangimento.</p><p>Aptl 92-00/2020 23/310</p><p>3.6.9 CONSTATAÇÃO DE ÓBITO</p><p>3.6.9.1 Morte Clínica (Aparente)</p><p>Quando cessa a respiração e o coração deixa de bater. Nesta situação, um socor-</p><p>rista com conhecimentos de Reanimação Cardiopulmonar (RCP) pode reanimá-la.</p><p>3.6.9.2 Morte Biológica (Evidente)</p><p>Em termos legais somente o Médico devidamente legal pode constatar o óbito</p><p>salvo em situações de morte evidente. Quando as células do cérebro morrem. Corresponde a</p><p>morte encefálica, ou seja, a vítima está em óbito</p><p>a) Decapitação;</p><p>b) Esmagamento completo de cabeça ou tórax com parada cardiorrespiratória</p><p>(PCR);</p><p>c) Calcinação ou carbonização;</p><p>d) Estado de putrefação ou decomposição;</p><p>Figura - 19</p><p>Figura - 20</p><p>Aptl 92-00/202024/310</p><p>e) Rigidez cadavérica; e</p><p>f) Seccionamento de tronco (dividirem duas partes).</p><p>3.6.9.2.1 Providências:</p><p>a) Cobrir o cadáver com lençol descartável;</p><p>b) Solicitar serviços competentes para providências</p><p>legais;</p><p>c) Preservar o local, até achegada de autoridades competentes;</p><p>d) Fornecer informações somente às autoridades;</p><p>e) Preservar a imagem da vítima não permitindo fotos e fi lmagens pela impren-</p><p>sa;</p><p>f) Respeitar o cadáver é dever de todo socorrista.</p><p>3.6.10 DIREITOS DA VÍTIMA</p><p>a) A vítima tem o direito de identifi car o socorrista por nome, funçãoou cargo;</p><p>b) A vítima tem o direito de ser identifi cada pelo nome e sobrenome. Não deve</p><p>ser chamada pelo nome da doença ou do agravo da saúde (Ex: aidético, tuber-</p><p>culoso, leproso, pinguço, etc.);e</p><p>c) A vítima tem o direito de receber explicações claras sobre o tipo de atendi-</p><p>mento que está recebendo por parte do socorrista.</p><p>Figura - 21</p><p>Aptl 92-00/2020 25/310</p><p>Divisão do Corpo Humano</p><p>Tronco</p><p>Cabeça</p><p>Pescoço</p><p>Pelve</p><p>Tórax</p><p>Abdômen</p><p>Membros</p><p>Inferiores</p><p>Membros</p><p>Superiore</p><p>Cabeça</p><p>Face e Crânio</p><p>Tronco</p><p>Tórax, Abdômen e Pelve</p><p>Membros Superiores</p><p>Braço, Antebraço e mão.</p><p>Membros Inferiores</p><p>Coxa, Perna e Pé</p><p>ATENÇÃO:</p><p>A PosiçãoAnatômica, tem por</p><p>fi nalidade a Padronização dos</p><p>Pontos de Referência (esquer-</p><p>do, direito, superior, inferior e</p><p>etc.)</p><p>DECÚBITO DORSAL DECÚBITO VENTRAL</p><p>DECÚBITO LATERAL DIREITO DECÚBITO LATERAL ESQUERDO</p><p>DECÚBITO ELEVADO</p><p>4 NOÇÕES DE ANATOMIA E FISIOLOGIA DO CORPO HUMANO</p><p>4.1 DIVISÃO DO CORPO HUMANO</p><p>Figura - 22</p><p>Figura - 23 Figura - 24</p><p>Figura - 25 Figura - 26</p><p>Figura - 27</p><p>Aptl 92-00/202026/310</p><p>4.2 QUADRANTES ABDOMINAIS</p><p>4.3 SISTEMA CIRCULATÓRIO</p><p>4.3.1 FUNÇÃO</p><p>Transpor o oxigênio e os nutrientes para cada uma das células do corpo e remo-</p><p>ver os resíduos e odióxidode carbono delas.</p><p>4.3.2 COMPOSIÇÃO</p><p>- Coração, Vasos Sanguíneos e Sangue.</p><p>- Vasos Sanguíneos: Veias, Artérias e Capilares.</p><p>- Sangue: Plasma, Glóbulos (Brancos e vermelhos), Plaquetas.</p><p>Figura - 28</p><p>Figura - 29</p><p>Aptl 92-00/2020 27/310</p><p>4.3.3 VOLUME DE SANGUE</p><p>7% a 8% do peso corporal. Um adulto de 70 Kg possui de 4,9 a 5,6 litros de</p><p>sangue.</p><p>4.3.4 CORAÇÃO</p><p>- 1 batimento bombeia 70 a 80 ml de sangue.</p><p>- Em repouso: Bombeia cerca de 5 LPM.</p><p>- Esforço Físico: Pode chegar a 25 LPM.</p><p>4.3.5 PULSO</p><p>Onda de pressão ao longo das artérias.</p><p>4.3.6 FREQUÊNCIA CARDÍACA EM REPOUSO</p><p>Referência: Protocolode Suporte</p><p>Básicode Vida(SAMU –2016)</p><p>Figura - 30</p><p>(batimentos por minuto - bpm)</p><p>Carótida</p><p>Subclávia</p><p>Aorta Ascendente</p><p>Aorta Abdominal</p><p>Braquial</p><p>Ulnar</p><p>Ilíaca</p><p>Radial</p><p>Femoral</p><p>Tibial Posterior</p><p>Tabela - 1</p><p>Aptl 92-00/202028/310</p><p>4.3.7 RITMODA FREQUÊNCIA CARDÍACA</p><p>Regular Intervalos Iguais</p><p>Irregular Intervalos Diferentes</p><p>Fote Fácil Detecção</p><p>Fraco Difícil Detecção</p><p>4.3.8 INTENSIDADE DA FREQUÊNCIA CARDÍACA</p><p>4.3.9 TERMOS TÉCNICOS</p><p>Normal Pulsação normal em relação à freqüência, ritmo e intensidade.</p><p>Bradicardia Diminuição da freqüência cardíaca.</p><p>Taquicardia Aumento da freqüência cardíaca.</p><p>4.3.10 PERFUSÃO CAPILAR</p><p>Retorno em até 2 seg Normal</p><p>Retorno acima de 2 seg Hemorragia intensa</p><p>Não retorna Choque – Parada Cardiorrespiratória</p><p>Tabela - 2</p><p>Tabela - 3</p><p>Tabela - 4</p><p>Tabela - 5</p><p>Aptl 92-00/2020 29/310</p><p>4.4 SISTEMA RESPIRATÓRIO</p><p>4.4.1 FUNÇÃO</p><p>Captar, conduzir e transferir o oxigênio do ar para o sangue, e retirar o gás car-</p><p>bônico do sangue, conduzindo-o para a atmosfera.</p><p>4.4.2 COMPOSIÇÃO</p><p>4.4.3 OXIGÊNIO</p><p>- Atmosférico contém: 21%.</p><p>- Organismo absorve: Cerca de 4% do oxigênio inspirado.</p><p>- O excedente, 17%, é expirado.</p><p>Por isso é possível a realização da ventilação artifi cial pelo socorrista.</p><p>4.4.4 PULMÕES</p><p>Mesmo com expiração forçada, eles nunca se esvaziam. Por isso é possível a</p><p>realização da manobra de Heimlich (desengasgo) pelo socorrista.</p><p>Cavidade</p><p>Nasal</p><p>Trato</p><p>Respiratório</p><p>Superior</p><p>Trato</p><p>Respiratório</p><p>Inferior</p><p>Faringe</p><p>Laringe</p><p>Traquéia</p><p>DiaWWAlvéolo</p><p>Brônquio</p><p>Principal</p><p>Pulmão</p><p>Direito</p><p>Pulmão</p><p>Esquerdo</p><p>Figura - 31</p><p>Aptl 92-00/202030/310</p><p>4.4.5 FREQUÊNCIA RESPIRATÓRIA EM REPOUSO</p><p>Arespiração deve ser fácil, sem dor, sem ruídose sem esforço.</p><p>(incursões respiratórias por minuto –irm). Referência: Protocolode Suporte Básico de Vida</p><p>(SAMU –2016)</p><p>4.4.6 PROFUNDIDADEDA RESPIRAÇÃO</p><p>4.4.7 RITMODA RESPIRAÇÃO</p><p>4.4.8 SONS DA RESPIRAÇÃO</p><p>Sem ou com ruídos estranhos.</p><p>Tabela - 6</p><p>Tabela - 7</p><p>Tabela - 8</p><p>Normal Expansão torácica normal.</p><p>Superfi cial Expansão torácica superfi cial; pouco volume de ar trocado.</p><p>Profunda Grande Expansão torácica; muito volume de ar trocado.</p><p>Regular Quando o intervalo é semelhante.</p><p>Irregular Quando o intervalo é variável.</p><p>Aptl 92-00/2020 31/310</p><p>4.5 SISTEMA CIRCULATÓRIO</p><p>4.5.1 TERMOS TÉCNICOS</p><p>4.6 SISTEMA NERVOSO</p><p>4.6.1 FUNÇÃO</p><p>Responsável pela captação de estímulos do meio ambiente, pela regulação e</p><p>integração da função de órgãos além da responsabilidade sobre as atividades mentais e de com-</p><p>portamentos humanos.</p><p>4.6.2 COMPOSIÇÃO</p><p>Sist Nervoso Central (SNC)</p><p>- Encéfalo</p><p>- Medula Espinal</p><p>Sist Nervoso Periférico (SNP)</p><p>Tabela - 9</p><p>Figura - 32</p><p>Respiração É a somatória de um movimento de inspiração mais um de expiração.</p><p>Apnéia Sem respiração. Ausência de movimentos respiratórios.</p><p>Dispnéia Falta de ar. Respiração difícil e penosa.</p><p>Eupnéia Respiração normal com relação à freqüência, profundidade e ritmo.</p><p>Taquipnéia Aumento da freqüência respiratória em relação à idade.</p><p>Bradipnéia Diminuição da frequência respiratória em relação à idade.</p><p>Aptl 92-00/202032/310</p><p>4.6.3 ENCÉFALO</p><p>4.6.4 PROTEÇÃO DO SNC</p><p>4.6.4.1 Primeira Proteção</p><p>- Encéfalo – Ossos do Crânio.</p><p>- Medula Espinal– Ossos da Coluna Vertebral.</p><p>Figura - 33</p><p>Figura - 34</p><p>Aptl 92-00/2020 33/310</p><p>4.6.4.2 Segunda Proteção</p><p>Menínges</p><p>4.6.4.3 Líquido Cerebro espinal ou Cefalorraquidiano (Líquor)</p><p>De coloração amarelada, fi ca localizado entre a aracnóide e a pia-máter, atua</p><p>como um amortecedor ao redor do encéfalo e da medula espinal.</p><p>Nas lesões de crânio onde é observado líquido cefalorraquidiano saindo pelo</p><p>nariz ou pelo ouvido, pode-se presumir que existe uma fratura de crânio com rupturada dura-</p><p>-mátere aracnóide.</p><p>Figura - 35</p><p>Figura - 36</p><p>Aptl 92-00/202034/310</p><p>4.6.5 REATIVIDADE DAS PUPILAS</p><p>Quando uma pessoa apresenta alterações neurológicas, as pupilas não reagirão</p><p>de maneira normal.</p><p>É importante observar as pupilas de uma vítima, principalmente se há indícios de</p><p>que ele foi vítima de um Traumatismo Crânio Encefálico (TCE).</p><p>4.6.6 AVALIAÇÃO DAS PUPILAS</p><p>4.6.6.1 Reatividade à luz</p><p>- Reativas - Contrai</p><p>- Arreativas - Não Contrai</p><p>4.6.6.2 Tamanho</p><p>- Normais</p><p>- Miose - Contraídas</p><p>- Midríase - Dilatadas</p><p>Figura - 37</p><p>Figura - 38: Normais</p><p>Figura - 39: Miose - Contraídas Figura - 40: Midríase - Dilatadas</p><p>Figura - 41: Isocóricas – Simétricas</p><p>Figura - 42: Anisocóricas –Assimétricas</p><p>4.6.6.3 Simetria</p><p>Aptl 92-00/2020 35/310</p><p>4.6.7 ALTERAÇÕES PUPILARES</p><p>4.7 SISTEMA ESQUELÉTICO</p><p>4.7.1 FUNÇÃO</p><p>- Sustentação e conformação (dar forma) do corpo;</p><p>- Sistemas de alavancas que, movimentadas pelos músculos, permitem os mo-</p><p>vimentos;</p><p>- Inserção dos músculos (fi xação);</p><p>- Proteção dos órgãos situados em cavidades porele limitadas;</p><p>- Produção de células do sangue (ossos longos).</p><p>Tabela - 10</p><p>Figura - 43</p><p>Aptl 92-00/202036/310</p><p>Figura - 44</p><p>4.7.2 COMPOSIÇÃO</p><p>206 ossos e articulações, cartilagens e ligamentos associados às articulações.</p><p>Esse conjunto é denominado esqueleto.</p><p>Aptl 92-00/2020 37/310</p><p>Figura - 45</p><p>4.7.3 CAIXA TORÁCICA</p><p>Formada por:</p><p>a) 12 pares de costelas</p><p>- 7 verdadeiras,</p><p>- 3 falsas, e</p><p>- 2 fl utuantes.</p><p>b) vértebras torácicas, e</p><p>c) Osso esterno.</p><p>Aptl 92-00/202038/310</p><p>Protege o coração, os pulmões e os grandes vasos sanguíneos, possui um papel</p><p>importante na respiração e ajuda a sustentar os ossos do ombro.</p><p>4.7.4 COLUNA VERTEBRAL</p><p>Formada por 33 ossos chamados de vértebras, sobrepostas em formade coluna.</p><p>Figura - 46</p><p>Figura - 47</p><p>Aptl 92-00/2020 39/310</p><p>Entre cada vértebra existe um disco cartilaginoso (disco</p><p>intervertebral) que im-</p><p>pede qualquer atrito entre as vértebras, amortece os choques associados aos atos de andar, cor-</p><p>rer e pular, e permite os movimentos da coluna.</p><p>Figura - 48</p><p>Figura - 49</p><p>4.7.5 CAIXA CRANIANA</p><p>Composta por 8 ossos (occipital, 2 parietais, frontal, 2 temporais, esfenóide e</p><p>etmóide). Protege o encéfalo e os órgãos dos sentidos (visão, olfato e audição).</p><p>DIsco Intervertebral</p><p>Nervos</p><p>Vértebra</p><p>Medula Vertebral</p><p>Canal Vertebral</p><p>Aptl 92-00/202040/310</p><p>Figura - 50</p><p>Aptl 92-00/2020 41/310</p><p>4.8 SISTEMA MUSCULAR</p><p>4.8.1 COMPOSIÇÃO</p><p>Músculos e tendões.</p><p>4.8.2 MÚSCULOS</p><p>Possibilitam os movimentos do corpo e suas partes, auxiliam no retorno de san-</p><p>gue venoso para o coração, no movimento dos alimentos e fezes, entre outros.</p><p>Figura - 51</p><p>Aptl 92-00/202042/310</p><p>Figura - 52</p><p>Tendôes - São cordões de tecido fi broso denso e fi rme, de cor branca brilhante,</p><p>semelhante a uma corda. São muito resistentes e praticamente inextensíveis. Os tendões fi xam</p><p>(inserem) os músculos nos ossos.</p><p>O esforço excessivo, traumatismos e a hiperextensão podem produzir uma lesão</p><p>na qual o músculo ou seu tendão pode ser rompido ou estirado, causando muita dor e perda da</p><p>mobilidade. Uma lesão muscular, contusão ou ruptura podem ocorrer sem lesão cutânea.</p><p>Aptl 92-00/2020 43/310</p><p>4.9 SISTEMA TEGUMENTAR</p><p>4.9.1 COMPOSIÇÃO</p><p>Pele e estruturas anexas (glândulas sudoríparas, sebáceas ou oleosas, pêlos e</p><p>unhas).</p><p>Figura - 53</p><p>Figura - 54</p><p>4.9.2 FUNÇÃO</p><p>- Proteção do corpo.</p><p>- Regulação da temperaturacorporal.</p><p>- Secreção de gordura(sebo) pelas glândulas sebáceas.</p><p>- Permitir a sensibilidade por meio dos nervos superfi ciais e suas terminações</p><p>sensitivas.</p><p>4.9.3 PELE</p><p>Maior órgão do corpo humano. Possui 2 camadas: a Epiderme e a Derme.</p><p>4.9.3.1 Epiderme</p><p>Camada mais externa da pele.</p><p>4.9.3.2 Derme</p><p>Camada abaixo da epiderme, onde estão localizados os receptores sensitivos de</p><p>dor, tato, temperatura e pressão, músculos eretores de pêlos e os vasos sangüíneos que oxige-</p><p>nam e levam os nutrientes a este tecido.</p><p>Aptl 92-00/202044/310</p><p>Figura - 55</p><p>4.9.4 TEMPERATURA DA PELE</p><p>A avaliação da temperatura e umidade da pele, aliado a outros sinais e sintomas,</p><p>pode indicar ao socorrista o provável problemaque está acometendo a vítima.</p><p>Temperatura central</p><p>2. Deformidade de estruturas interiores (indicação de onde a vítima colidiu); e</p><p>3. Padrões de lesão da vítima (indicação de quais partes do corpo podem ter</p><p>colidido ).</p><p>Figura - 69</p><p>Figura - 70</p><p>5.9 TIPOS DE COLISÕES</p><p>1. Colisão frontal;</p><p>2. Colisão lateral;</p><p>3. Colisão traseira;</p><p>4. Capotagem.</p><p>5.9.1 COLISÃO FRONTAL</p><p>Aptl 92-00/202054/310</p><p>a) Pode ser direcionado para cima contra o volante e/ou para-brisa;</p><p>b) Pode ser direcionado para baixo contra o volante e/ou painel do veículo.</p><p>Normalmente a projeção do corpo colide o tórax contra o painel ou volante.</p><p>Após o tronco parar seu movimento, a cabeça continua até se chocar contra o para-brisa, poden-</p><p>do acarretar traumatismos da craniano e da coluna cervical. Pode ocorrer lesões nos membros</p><p>inferiores.</p><p>Figura - 71</p><p>Figura - 72</p><p>Aptl 92-00/2020 55/310</p><p>5.9.1.1 Lesões Provocadas Pelo Pára-Brisas</p><p>Ocorrem nos tipos de eventos por desaceleração frontal rápida, o ocupante, sem</p><p>cinto colide fortemente com o para-brisa.</p><p>Figura - 73</p><p>Figura - 74</p><p>A gravidade da lesão na coluna cervical poderá ser determinada pela posição da</p><p>cabeça da vítima no momento do impacto.</p><p>Aptl 92-00/202056/310</p><p>5.9.1.2 Lesões por contra-golpe na desaceleração súbita</p><p>Lesão direta do tecido cerebral provocada pelo impacto do cérebro contra o osso</p><p>frontal. Ruptura de veias devido ao vácuo formado pelo deslocamento brusco do cérebro.</p><p>Figura - 75</p><p>Figura - 76</p><p>Aptl 92-00/2020 57/310</p><p>5.9.1.3 Lesões do impacto contra o esfenoide</p><p>Figura - 77</p><p>Figura - 78</p><p>5.9.1.4 Lesões no cérebro</p><p>Aptl 92-00/202058/310</p><p>5.9.1.5 Lesões provocadas pelo volante</p><p>São mais frequentes no motorista de um veículo, sem cinto de segurança após</p><p>uma colisão frontal.</p><p>Ruptura Pulmonar (Prender Respiração) Tórax Instável</p><p>Ruptura do Diafragma Lesões/Rupturas de válvulas cardíacas</p><p>Figura - 79</p><p>Figura - 80 Figura - 81</p><p>Figura - 82 Figura - 83</p><p>Aptl 92-00/2020 59/310</p><p>Figura - 84</p><p>Figura - 85</p><p>Lesão Hepática</p><p>5.9.1.6 Lesões provocadas pelo painel</p><p>Ocorrem geralmente no passageiro não contido. O painel produz uma variedade</p><p>de lesões. Deve-se avaliar os danos no painel.</p><p>Aptl 92-00/202060/310</p><p>5.9.2 COLISÃO LATERAL</p><p>Em cruzamentos ou derrapagens os impactos podem ser na lateral do veículo.</p><p>Figura - 86</p><p>Figura - 87</p><p>Aptl 92-00/2020 61/310</p><p>A porta ou a lateral do veículo pode atingir o ocupante.</p><p>Na ação contra o ocupante o braço e o ombro tendem a ser atingidos em primeiro</p><p>lugar, podendo acarretar fratura de úmero e de clavícula.</p><p>Figura - 88</p><p>Figura - 89</p><p>Aptl 92-00/202062/310</p><p>Se o braço estiver fora do lugar de impacto e este atingir o tórax pode fraturar</p><p>costelas e estruturas intratorácicas.</p><p>O abdome também sofre impacto, e as vísceras mais atingidas são o baço do</p><p>motorista e o fígado do passageiro.</p><p>O trocanter maior do fêmur pode ser atingido fazendo com que a cabeça do</p><p>fêmur entre no acetábulo. Fraturas de ilíaco também são comuns. Podem ocorrer ruptura de</p><p>bexiga e lesões uretrais.</p><p>Figura - 90</p><p>Figura - 91</p><p>Aptl 92-00/2020 63/310</p><p>HIPER-INCLINAÇÃO E HIPER-ROTAÇÃO DO PESCOÇO</p><p>5.9.3 COLISÃO TRASEIRA</p><p>Figura - 92 Figura - 93</p><p>Figura - 94</p><p>Aptl 92-00/202064/310</p><p>Hiper extensão da coluna cervical com dano medular. Efeitos da desaceleração</p><p>rápida associados no caso de frenagem súbita ou colisão contra outros veículos ou obstáculos.</p><p>5.9.4 CAPOTAGEM</p><p>Figura - 95</p><p>Figura - 96</p><p>Aptl 92-00/2020 65/310</p><p>Impacto do corpo em todas as direções chocando-se contra o para-brisa, teto,</p><p>laterais e assoalho do veículo. Quando ejetado do carro a vítima tem 25 vezes mais probabili-</p><p>dades de óbito.</p><p>5.10 CINTO DE SEGURANÇA</p><p>Figura - 97</p><p>Figura - 98</p><p>Aptl 92-00/202066/310</p><p>5.10.1 A) CINTO COM 3 PONTOS DE FIXAÇÃO</p><p>Lesões com risco de vida são menos comuns. Não evita fraturas ou luxações no</p><p>pescoço ou lesões na medula espinhal.</p><p>Fratura de clavícula pode ocorrer onde a faixa torácica cruza. Pode ocorrer le-</p><p>sões de órgãos internos devido à movimentação brusca destes órgãos ou por ação da faixa do</p><p>cinto de segurança.</p><p>Figura - 99</p><p>Figura - 100</p><p>Aptl 92-00/2020 67/310</p><p>Nas gestantes pode ocorrer lesões de órgãos internos devido à movimentação</p><p>brusca destes órgãos ou por ação da faixa do cinto de segurança.</p><p>EFEITO PONTA DE “FACA”</p><p>Figura - 101</p><p>Figura - 102</p><p>Aptl 92-00/202068/310</p><p>PASSAGEIRO SEM CINTO</p><p>PASSAGEIRO COM CINTO</p><p>5.11 ENCOSTO DE CABEÇA</p><p>Figura - 103</p><p>Figura - 104</p><p>Figura - 105</p><p>Aptl 92-00/2020 69/310</p><p>AÇÃO DO ENCOSTO CONFORME VELOCIDADE</p><p>EFEITO CHICOTE</p><p>Figura - 106</p><p>Figura - 107</p><p>Aptl 92-00/202070/310</p><p>5.12 AIR BAGS</p><p>AÇÃO DOS AIR BAGS</p><p>1. Reduzem as lesões de face, pescoço e tórax.</p><p>2. Esvaziam-se imediatamente protegendo contra um só impacto.</p><p>3. Não impede movimento para baixo. Motoristas altos ou de carros baixos po-</p><p>dem sofrer lesões nas pernas, pelve ou no abdome.</p><p>5.13 MOTOCICLETAS</p><p>Figura - 108</p><p>Figura - 109</p><p>Aptl 92-00/2020 71/310</p><p>Os motociclistas não estão dentro de cabines com equipamentos de contenção.</p><p>Quando o motociclista é submetido às colisões clássicas, colisões frontais, laterais, de traseira</p><p>ou capotagens, suas formas de proteção são:</p><p>1. Manobras evasivas.</p><p>2. Uso de capacete.</p><p>3. Vestes de proteção (por exemplo, roupas de couro, capacete, botas).</p><p>EJEÇÃO DO MOTOCICLISTA (FRATURA NA REGIÃO DAS COXAS E FÊMUR)</p><p>Figura - 110</p><p>Aptl 92-00/202072/310</p><p>5.14 ATROPELAMENTOS</p><p>1. Para-choque atinge o corpo.</p><p>2. Corpo acelerado pela transferência de energia atinge o chão ou outro objeto.</p><p>Os danos ocorrem em três estágios.</p><p>Impacto inicial com o corpo - Nos adultos o impacto inicial é na altura do joe-</p><p>lho, que se move na mesma direção do carro. O impacto pode ser lateral, anterior ou posterior.</p><p>1º ESTÁGIO</p><p>5.14.1 ESTÁGIOS DO DANO EM ADULTOS</p><p>Figura - 111</p><p>Figura - 112</p><p>Aptl 92-00/2020 73/310</p><p>Após o impacto inicial a vítima pode ser lançada sobre o veículo, sofrendo danos</p><p>no tórax e abdome, dependendo da posição em que se encontrava no momento do impacto.</p><p>2º ESTÁGIO</p><p>Queda da vítima sobre o solo, os traumatismos cranianos e da coluna cervical</p><p>são mais frequentes</p><p>3º ESTÁGIO</p><p>Figura - 113</p><p>Figura - 114</p><p>Aptl 92-00/202074/310</p><p>5.14.2 ESTÁGIOS DO DANO EM CRIANÇAS</p><p>1º ESTÁGIO</p><p>Crianças são mais baixas e o para-choque tem maior chance de atingi-las na</p><p>pelve ou no tronco.</p><p>Lesões provocadas pelo impacto secundário na cabeça e pescoço.</p><p>2º ESTÁGIO</p><p>Figura - 115</p><p>Figura - 116</p><p>Aptl 92-00/2020 75/310</p><p>Múltiplas lesões decorrentes do impacto do corpo contra o solo ou provocadas</p><p>pelas rodas do veículo.</p><p>3º ESTÁGIO</p><p>5.15 TRAUMATISMO POR DESACELERAÇÃO VERTICAL (QUEDAS)</p><p>Como referência, considera-se grave a queda da própria altura.</p><p>Figura - 117</p><p>Figura - 118</p><p>Aptl 92-00/202076/310</p><p>5.15.1 FATORES QUE INFLUENCIAM</p><p>1. Altura da queda.</p><p>2. Área do corpo que sofre o impacto.</p><p>3. Superfície atingida.</p><p>5.15.2 ÁREAS DO CORPO MAIS FREQUENTEMENTE ATINGIDAS</p><p>1. Crianças: lesões na cabeça.</p><p>2. Adultos: aterrissam sobre os pés e suas quedas são mais controladas.</p><p>3. Sofrem o primeiro impacto nos pés e depois cai para trás atingindo o solo com</p><p>as nádegas e as mãos estendidas.</p><p>5.15.3 LESÕES MAIS COMUNS</p><p>1. Fraturas dos pés ou das pernas.</p><p>2. Lesões de quadril e pelve.</p><p>3. Compressão axial da coluna lombar e cervical.</p><p>4. Forças de desaceleração vertical para os órgãos.</p><p>5. Fraturas de Colles nos punhos.</p><p>Figura - 119</p><p>Figura - 120</p><p>Geralmente, um trauma pode ser classifi cado como Fechados e Penetrantes.</p><p>5.16 FERIMENTOS PENETRANTES</p><p>Nos ferimentos penetrantes é produzida uma cavidade permanente pela passa-</p><p>gem do objeto através do corpo.</p><p>Aptl 92-00/2020 77/310</p><p>5.17 FERIMENTOS PENETRANTES POR ARMA DE FOGO</p><p>Deve-se levar em consideração:</p><p>a) Balística do Ferimento</p><p>b) Feridas por Arma de Fogo</p><p>c) Lesão Interna</p><p>Balística do Ferimento - É a ciência que estuda o movimento de um projétil</p><p>através do cano de uma arma de fogo, sua trajetória no ar e após atingir o alvo.</p><p>FERIDAS POR ARMA DE FOGO</p><p>Orifício de Entrada Orifício de Saída</p><p>Figura - 121</p><p>Figura - 122 Figura - 123</p><p>Lesão Interna - Projéteis de baixa velocidade infl igem dano</p><p>principalmente aos</p><p>tecidos que estão em contato direto com eles; projéteis de alta velocidade infl igem dano por</p><p>contato com o tecido e transferência de energia cinética aos tecidos circundantes.</p><p>Aptl 92-00/202078/310</p><p>Armas de baixa energia incluem armas guiadas pela mão, tal como facas, pica-</p><p>dores de gelo, chaves de parafuso, garrafas quebradas e fl echas.</p><p>Típica Forma de Agressão por Mulheres Típica Forma de Agressão por Homens</p><p>5.18 FERIMENTOS PENETRANTES POR ARMA BRANCA</p><p>Figura - 124</p><p>Figura - 125 Figura - 126</p><p>Aptl 92-00/2020 79/310</p><p>5.19 LESÕES POR EXPLOSÃO</p><p>Figura - 127</p><p>Figura - 128</p><p>Explosões podem lesar 70% das pessoas na vizinhança, enquanto que uma arma</p><p>automática usada contra o mesmo grupo pode lesar 30%. Minas, estaleiros, fábricas químicas,</p><p>refi narias, empresas de fogos de artifício, fábrica e elevadores de grãos são muitas áreas nas</p><p>quais explosivos são um particular perigo.</p><p>A energia contida no explosivo é convertida em luz, calor e pressão. A gravidade</p><p>das lesões depende da força da explosão e da distância da vítima.</p><p>ONDAS DE</p><p>CHOQUE</p><p>ESTILHAÇOS</p><p>CORPO</p><p>PROJETADO</p><p>LUZ e CALOR</p><p>1</p><p>2</p><p>3</p><p>4</p><p>Aptl 92-00/202080/310</p><p>Figura - 129</p><p>Figura - 130</p><p>5.20 ASSENTOS EJETÁVEIS</p><p>Dispositivo que permite ao pitolo (e demais tripulantes) o escape da aeronave em</p><p>situações críticas de emergências.</p><p>Aptl 92-00/2020 81/310</p><p>O que acontece com um piloto quando ele se ejeta?</p><p>Todo o conjunto de ejeção funcionou?</p><p>O sistema de oxigênio de emergência, será que funcionou?</p><p>Qual o local de pouso?</p><p>Quais lesões podem conter o piloto após uma ejeção?</p><p>Todas estas perguntas nos ajudam a avaliar a cinemática do trauma!</p><p>Figura - 131</p><p>Figura - 132</p><p>Ejetar-se de um avião em velocidade supersônica pode resultar em uma pres-</p><p>são no seu corpo de mais de 20G, ou seja, 20X o peso do próprio corpo de forma instantâ-</p><p>nea.</p><p>Devido a força e a velocidade de ejeção o piloto pode sofrer lesões na coluna</p><p>que podem ser realmente muito graves e seus braços, ombros e pernas, também, podem</p><p>sofrer fraturas.</p><p>A pressão no pescoço é brutal, sabendo que peso do conjunto do capacete</p><p>varia entre 6 a 8kg, imaginado (a 10G) 60kg aplicado diretamente ao seu pescoço.</p><p>Em 92% das ejeções, o piloto fi ca vivo, mas em mais 30% a ejeção resulta</p><p>em ferimentos que podem ser leves como luxações no tornozelo a graves com lesões na</p><p>coluna e pescoço.</p><p>Aptl 92-00/202082/310</p><p>6 AVALIAÇÃO DA VÍTIMA</p><p>A Avaliação primária começa com uma visão geral, simultânea ou global da con-</p><p>dição da vítima. A essa fase da avaliação podemos chamar de impressão geral. É fundamental</p><p>para que o socorrista constate o estado global dela e determine os procedimentos necessários.</p><p>Deve ser realizada de forma rápida e efi ciente, com o objetivo de minimizar o</p><p>tempo gasto no local da ocorrência.</p><p>Vítimas críticas não devem permanecer no local da ocorrência por muito tempo,</p><p>a não ser que estejam encarceradas ou existam outras complicações que impeçam o transporte</p><p>rápido.</p><p>6.20.1 PERÍODO DE OURO</p><p>É o tempo decorrido entre a ocorrência do trauma e o tratamento defi nitivo.</p><p>Do ponto de vista do atendimento pré-hospitalar, podemos classifi cá-la em: Aná-</p><p>lise Primária e Análise Secundária.</p><p>6.1 ANÁLISE PRIMÁRIA</p><p>É o exame RÁPIDO E ORDENADO realizado pelo socorrista para detectar pro-</p><p>blemas que ameaçam em curto prazo a vida de vítimas de ACIDENTE (TRAUMA) ou de NA-</p><p>TUREZA CLÍNICA, e corrigi-los de imediato.</p><p>ATENÇÃO: A Análise Primária deve durar de 15 a 30 seg.</p><p>6.1.1 ANÁLISE PRIMÁRIA DR. XABCDE</p><p>(D) - Danger: Perigo no local – Segurança de tudo;</p><p>(R) - Responsividade: Consciente ou Inconsciente, Estabilizar a coluna cervical</p><p>manualmente com uma mão;</p><p>(X) - Bleeding Control: Contenção de Grandes Hemorragias;</p><p>(A) - Airway: Certifi car-se da permeabilidade das VAS (Cânula Orofaríngea);</p><p>(B) - Breathing: Verifi car Respiração (Oxímetro e O²);</p><p>(C) - Circulation: Verifi car Circulação (PHPP);</p><p>(D) - Disability: Realizar Exame Neurológico. (Glasgow+Pupílas);</p><p>(E) - Exposition: Exposição da vítima (Previnir Hipotermia).</p><p>Aptl 92-00/2020 83/310</p><p>6.1.1.1 (D) Danger – avaliação da cena</p><p>1 - Estabele cer a segurança do local, eliminando ou minimizando os riscos exis-</p><p>tentes.</p><p>Figura - 133</p><p>Figura - 134 Figura - 135</p><p>Aptl 92-00/202084/310</p><p>2 - Utilizar EPI adequado.</p><p>Figura - 136</p><p>Figura - 137</p><p>Figura - 138</p><p>Aptl 92-00/2020 85/310</p><p>6.1.1.2 (R) Responsividade</p><p>Socorrista 2 - Estabiliza a cabeça (coluna cervical) manualmente.</p><p>Socorrista 1 - Constata inconsciência tocando nos ombros e chamando pela</p><p>vítima pelo menos 3 vezes.</p><p>ATENÇÃO!</p><p>É prudente, informar a vítima sobre os procedi-</p><p>mentos que estão sendo realizados nela.</p><p>Figura - 139</p><p>Figura - 140</p><p>Figura - 141</p><p>OBS - Em Bebês faz-se cócegas no pezinho.</p><p>Aptl 92-00/202086/310</p><p>Socorrista 2 - Estabiliza a cabeça (coluna cervical) manualmente.</p><p>Vítima Consciente</p><p>- Se Apresentar, Perguntar o que aconteceu, verifi car queixa principal e exa-</p><p>minar.</p><p>Vítima Inconsciente</p><p>- Chamar apoio especializado.</p><p>- Manobras de abertura de Vias Aéreas Superiores (VAS).</p><p>Figura - 142</p><p>Aptl 92-00/2020 87/310</p><p>6.1.1.3 (X) GRANDES HEMORRAGIAS</p><p>Não tente remover objetos encravados no corpo da</p><p>vítima e nem faça limpeza local!!</p><p>Compressão Direta e Torniquete!</p><p>Figura - 143</p><p>Figura - 144</p><p>Aptl 92-00/202088/310</p><p>6.1.1.4 (A) VIAS AÉREAS</p><p>Vítima Inconsciente - Verifi cação da Permeabilidade das Vias aéreas com uso</p><p>das Manobras de Abertura de VAS.</p><p>Extensão Cervical</p><p>Não Indicada para</p><p>vítima de Trauma</p><p>Elevação da Mandíbula - Indicada</p><p>para vítima de trauma</p><p>Tração da Mandíbula -</p><p>Indicada para vítima de</p><p>trauma - Mordidas</p><p>Inspeção da cavidade oral - Em caso de corpo estranho ou secreções, proceder</p><p>conforme item específi co.</p><p>Figura - 145</p><p>Figura - 146</p><p>Figura - 148</p><p>Figura - 147</p><p>Aptl 92-00/2020 89/310</p><p>Cânula Orofaríngea - Vítima Inconsciente sem refl exo de vômito.</p><p>1 2 3</p><p>4 5 6</p><p>Figura - 149</p><p>Figura - 150 Figura - 151 Figura - 152</p><p>Figura - 153 Figura - 154 Figura - 155</p><p>Aptl 92-00/202090/310</p><p>Colar Cervical.</p><p>Inúmeros fatores desempenham um papel importante na determinação do méto-</p><p>do de tratamento das Vias Aéreas Superiores tais como:</p><p>- Nível de habilidade do socorrista;</p><p>- Equipamentos disponíveis;</p><p>- Distância até o Centro de Trauma.</p><p>Figura - 156</p><p>Aptl 92-00/2020 91/310</p><p>6.1.1.5 (B) RESPIRAÇÃO</p><p>Somente olhe para o tórax e</p><p>abdômen em busca de movimentos respira-</p><p>tórios espontâneos ou presença de (gasping</p><p>– respiração agônica).</p><p>- Veja: Movimentação do</p><p>Tórax;</p><p>- Ouça: Ruídos e Sons;</p><p>- Observe: Coloração da</p><p>Pele.</p><p>a) Respira - Verifi que circulação “C”. OBS: Vítima grave – Ministrar O2 –</p><p>Oxímetro.</p><p>b) Não Respira - Verifi que circulação “C”.</p><p>- Tem Circulação - Iniciar Ventilação Artifi cial.</p><p>- Não Tem Circulação - Iniciar Reanimação Cárdio Pulmonar.</p><p>Figura - 158 Figura - 159</p><p>Figura - 157</p><p>Aptl 92-00/202092/310</p><p>Qualidade da respiração</p><p>- Normal;</p><p>- Superfi cial ou Profunda; e</p><p>- Rápida ou Lenta.</p><p>A avaliação quantitativa será feita na Análise Secundária.</p><p>Tipo de respiração</p><p>- Regular;</p><p>- Simétrico; e</p><p>- Ruídos anormais.</p><p>Oxímetro</p><p>Saturação de</p><p>Oxigênio</p><p>Operação</p><p>Igual ou maior</p><p>que 95%</p><p>Ministrar Oxigênio</p><p>Entre 90 e 95%</p><p>Inicie assistência</p><p>ventilatória com</p><p>reanimador manual com</p><p>oxigênio.</p><p>Abaixo de 90%</p><p>Transporte Imediato e</p><p>assistência ventilatória</p><p>com reanimador manual e</p><p>oxigênio.</p><p>Oxigenoterapia</p><p>Figura - 160</p><p>Tabela - 18</p><p>Tabela - 19</p><p>Aptl 92-00/2020 93/310</p><p>Máscara Facial Balão de Ventilação</p><p>Manua</p><p>Catéter Nasal</p><p>Figura - 161</p><p>Figura - 164</p><p>Figura - 162 Figura - 163</p><p>Verifi car a existência do Pulso/Circulação.</p><p>(PHPP) - Pulso, Hemorragia, Perfusão e Pele.</p><p>6.1.1.6 (C) CIRCULAÇÃO</p><p>Aptl 92-00/202094/310</p><p>6.1.1.6.1 Pulso</p><p>É a onda de pressão gerada pelo batimento cardíaco e propagada ao longo das</p><p>artérias.</p><p>Acima de 1 ano: Carótida.</p><p>Menos de 1 ano: Braquial.</p><p>Figura - 165</p><p>Figura - 166 Figura - 167</p><p>6.1.1.6.1.1 Pulso - Opções</p><p>Artéria Tibial Posterior Artéria Pediosa Artéria Radial</p><p>Figura - 168 Figura - 169 Figura - 170</p><p>Aptl 92-00/2020</p>