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<p>CONTRAINCÊNDIO</p><p>Av.Monteiro Lobato 6365, Cumbica - Guarulhos SP -CEP 07184000</p><p>http://www.ila.intraer - http://www2.fab.mil.br/ila/</p><p>Tel: (11) 2465-2009 - (11) 2465-6416</p><p>COMANDO DA AERONÁUTICA</p><p>COMANDO GERAL DE APOIO</p><p>INSTITUTO DE LOGÍSTICA DA AERONÁUTICA</p><p>Aptl 92-00</p><p>PROCEDIMENTOS DE RESGATE,</p><p>SALVAMENTO E COMBATE A INCÊNDIO EM</p><p>AERONAVES</p><p>2020</p><p>Rejeição de Responsabilidade</p><p>O presente trabalho foi desenvolvido para uso didático, em cursos que são oferecidos pelo Insti-</p><p>tuto de Logística da Aeronáutica (ILA). O seu conteúdo é fruto de pesquisa em fontes citadas na</p><p>referência bibliográfi ca, e que o(s) autor(es)/revisor(es) acreditam ser confi áveis. No entanto,</p><p>nem o ILA, nem o(s) autor(es)/revisor(es) garantem a exatidão e a atualização das informações</p><p>aqui apresentadas, rejeitando a responsabilidade por quaisquer erros e/ou omissões, ou por</p><p>danos e prejuízos que possam advir do uso dessas informações. Esse trabalho é publicado com</p><p>o objetivo de suprir informações acerca dos temas nele abordados, não devendo ser entendido</p><p>como um substituto dos serviços prestados por profi ssionais da área, ou das publicações técni-</p><p>cas específi cas que tratam de assuntos correlatos.</p><p>Aptl 92-00/2020</p><p>OBJETIVOS</p><p>(Cp) - Explicar as táticas de combate a incêndio e salvamento em aeronaves, bem</p><p>como todos os procedimentos que as envolvem.</p><p>Aptl 92-00/2020</p><p>SUMÁRIO</p><p>1 TÁTICAS DE SALVAMENTO E COMBATE A INCÊNDIO .....................................6</p><p>1.1 PROCEDIMENTOS OPERACIONAIS DO SESCINC ..................................................6</p><p>1.1.1 SITUAÇÕES DE EMERGÊNCIAS AERONÁUTICAS .............................................6</p><p>1.1.2 FUNDAMENTOS OPERACIONAIS ..........................................................................10</p><p>1.1.3 OPERAÇÕES COM BAIXA VISIBILIDADE NO AERÓDROMO ........................20</p><p>1.1.4 ILUMINAÇÃO .............................................................................................................21</p><p>1.2 PROCEDIMENTOS DE COMBATE A INCÊNDIO EM AERONAVES ...................22</p><p>1.2.1 CARACTERÍSTICAS DO INCÊNDIO EM AERONAVES .....................................22</p><p>1.2.2 MATERIAIS COMPOSTOS EM AERONAVES ........................................................23</p><p>1.2.3 INCÊNDIO EM AERONAVE EM VÔO .....................................................................26</p><p>1.2.4 INCÊNDIO EM AERONAVE NO SOLO ...................................................................27</p><p>1.2.5 INCÊNDIO EM AERONAVES NAS FASES DE POUSO/ DECOLAGEM ...........28</p><p>1.2.6 INCÊNDIO EM AERONAVES EM OUTRAS SITUAÇÕES ...................................29</p><p>1.2.7 PREVENÇÃO DE INCÊNDIO EM ABASTECIMENTO DE AERONAVES ........29</p><p>1.2.8 EM SITUAÇÃO DE ACIDENTE ................................................................................30</p><p>1.2.9 INTERVENÇÃO COM EXTINTORES E MANGUEIRAS ......................................31</p><p>1.2.10 AÇÕES PREVENTIVAS ............................................................................................31</p><p>1.2.11 USO DE EXTINTORES ..............................................................................................31</p><p>1.2.12 USO DE LINHAS DE MANGUEIRAS ....................................................................31</p><p>1.2.13 SITUAÇÕES DE EMERGÊNCIA .............................................................................32</p><p>1.3 PROCEDIMENTOS DE APROXIMAÇÃO EM AERONAVES .................................40</p><p>1.3.1 COMO SE APROXIMAR DAS AERONAVES ..........................................................40</p><p>1.3.2 PROCEDIMENTOS DE SEGURANÇA .....................................................................42</p><p>1.3.3 PROCEDIMENTOS DE ABORDAGEM EM AERONAVES ...................................42</p><p>1.3.4 PROCEDIMENTOS DE RESGATE E SALVAMENTO DE VÍTIMAS ..................47</p><p>1.3.5 PROCEDIMENTOS DE EVACUAÇÃO DE EMERGÊNCIA ..................................51</p><p>1.3.6 EVACUAÇÃO EM AVIÕES BAIXOS ........................................................................52</p><p>1.3.7 EVACUAÇÃO EM HELICÓPTEROS ........................................................................52</p><p>1.3.8 EVACUAÇÃO EM AVIÕES DE MÉDIA ALTURA E ALTOS .................................53</p><p>2 DISPOSIÇÕES FINAIS ....................................................................................................58</p><p>REFERÊNCIAS .................................................................................................................59</p><p>Aptl 92-00/20206/59</p><p>1 TÁTICAS DE SALVAMENTO E COMBATE A INCÊNDIO</p><p>A Tática de salvamento e Combate a Incêndio pode ser defi nida como a arte de</p><p>dirigir e empregar pessoal, equipamentos e agentes extintores no local do acidente.</p><p>O bom êxito da operação dependerá da capacidade do Bombeiro avaliar a si-</p><p>tuação, considerar os princípios, formular um plano de ação, e fazer com que esse plano seja</p><p>executado prontamente e de maneira efi ciente.</p><p>Não existem situações de emergência iguais, cada situação exige sua própria</p><p>solução, e cada solução varia de acordo com a capacidade de cada Bombeiro. Isto exige um</p><p>conhecimento profi ssional, perícia e habilidade de pensar clara e precisamente, sob pressão de</p><p>uma situação adversa.</p><p>Temos sempre que ter em mente que o salvamento precede a ação de combate ao</p><p>fogo, uma vez que o principal objetivo é Salvar Vidas e não bens materiais.</p><p>Serão mostrados alguns Fundamentos Operacionais e descritas situações do dia</p><p>a dia, que irão ajudar e capacitar os Bombeiros a produzirem soluções lógicas e práticas para os</p><p>mais diversos problemas que enfrentarão durante sua vida profi ssional.</p><p>1.1 PROCEDIMENTOS OPERACIONAIS DO SESCINC</p><p>1.1.1 SITUAÇÕES DE EMERGÊNCIAS AERONÁUTICAS</p><p>Para auxiliar no planejamento das ações de emergência, é necessário realizar um</p><p>estudo das principais características das diferentes situações de emergência aeronáuticas.</p><p>1.1.1.1 Localização da Emergência</p><p>Em relação à área física do aeródromo, as situações de emergência podem ocor-</p><p>rer dentro do aeródromo ou fora dele, mas dentro do seu raio de ação.</p><p>1.1.1.1.1 Dentro do aeródromo</p><p>A princípio, todos os recursos existentes dentro do aeródromo poderão ser utili-</p><p>zados imediatamente.</p><p>1.1.1.1.2 Fora do aeródromo e dentro do raio de ação</p><p>Nestas situações, os seguintes fatores devem ser observados:</p><p>• O tempo resposta não é levado em consideração;</p><p>• Dependendo do local da emergência, as guarnições de bombeiro urbano po-</p><p>dem chegar antes das viaturas dos bombeiros do aeródromo. Assim, o trabalho dos bombeiros</p><p>de aerodromos será de apoio à guarnição urbana;</p><p>• É necessário realizar o deslocamento com velocidade compatível com o trân-</p><p>sito e condições do tempo; e</p><p>• O aeródromo pode continuar aberto para operações de pouso e decolagem,</p><p>sendo necessário a permanência de, pelo menos, um CCI no aeródromo.</p><p>1.1.1.2 Tipo de Superfície do Local Da Emergência</p><p>Em relação ao tipo de superfície (dentro ou fora do aeródromo), as emergências</p><p>aeronáuticas podem ocorrer em superfícies terrestre de fácil acesso, de difícil acesso e em su-</p><p>perfície aquática.</p><p>1.1.1.2.1 Superfície terrestre de fácil acesso</p><p>Nesses locais, todos os recursos existentes conseguem chegar ao local da emer-</p><p>gência.</p><p>1.1.1.2.2 Superfície terrestre de difícil acesso</p><p>Consideramos locais de difícil acesso àqueles onde existe difi culdade ou im-</p><p>possibilidade dos recursos existentes no aeródromo chegarem. Como exemplo podemos citar:</p><p>regiões montanhosas, fl orestas, arenosas e outras.</p><p>Aptl 92-00/2020 7/59</p><p>1.1.1.2.3 Superfície aquática</p><p>Quando o acidente ocorre em superfícies aquáticas como rios, lagos (naturais</p><p>ou artifi ciais), lagoas, áreas pantanosas, mar e baías, serão necessários equipamentos e embar-</p><p>cações específi cas para realização de combate a incêndio e salvamento em superfície aquática.</p><p>1.1.1.3 Existência de Incêndio ou Não</p><p>Uma emergência aeronáutica pode acontecer com a ocorrência de incêndio ou</p><p>não.</p><p>1.1.1.3.1 Emergência com incêndio</p><p>• Princípio de Incêndio - É necessário realizar a extinção rápida e imediata do</p><p>princípio de incêndio, para evitar que ele aumente</p><p>de dentro da aeronave.</p><p>Após a retirada de todas as pessoas que estavam abordo e após esperar o resfria-</p><p>mento do motor, deverá ser realizada a abertura da nacele do motor para verifi car se o fogo foi</p><p>completamente extinto. Esta operação deve ser realizada com um Bombeiro posicionado pronto</p><p>para intervir. Qualquer indício de chamas deve ser imediatamente debelado.</p><p>Caso o incêndio fuja ao controle dos aparelhos extintores, utilizar linha de man-</p><p>gueira ou canhão do CCI. O importante é não deixar o incêndio evoluir a ponto de ameaçar a</p><p>integridade da aeronave.</p><p>1.2.13.4 Combate A Incêndio Em Porão De Carga</p><p>Algumas aeronaves modernas, bem como algumas antigas modernizadas, pos-</p><p>suem detector e/ou sistema de combate a incêndio nos porões de carga.</p><p>Caso uma aeronave com este tipo de indicação realizar um pouso de emergência</p><p>no aeródromo, porém sem evidências externas de fogo, as seguintes ações deverão ser provi-</p><p>denciadas:</p><p>a) Posicionar um Bombeiro provido de uma linha de mangueira próximo à porta</p><p>do porão de carga;</p><p>Figura - 25</p><p>Figura - 26</p><p>Aptl 92-00/2020 39/59</p><p>b) Não permitir que o porão de carga seja aberto antes da saída de todas as pes-</p><p>soas que estejam a bordo da aeronave;</p><p>c) Providenciar a saída de todos os ocupantes da aeronave;</p><p>d) Caso a tripulação realize a evacuação de emergência, os Bombeiros devem</p><p>auxiliar;</p><p>e) Após a saída de todas as pessoas, deve ser destacado um Bombeiro trajando</p><p>EPI completo e com a viseira do capacete abaixada, para realizar a abertura da porta do porão</p><p>de carga (protegido pelo Bombeiro que está com a linha de mangueira);</p><p>f) Qualquer indício de fogo deve ser imediatamente combatido;</p><p>g) Caso não seja visualizado o fogo, os bombeiros devem retirar toda a carga</p><p>cuidadosamente, procurando sinais e indícios de fogo (protegido pelo Bombeiro que está com</p><p>a linha de mangueira);</p><p>h) Após a retirada de toda carga, os Bombeiros devem entrar no porão de carga</p><p>para verifi car a existência de sinais e indícios de fogo.</p><p>i) Qualquer indício de fogo deve ser imediatamente combatido.</p><p>OBS: Nos casos de situações de emergência envolvendo cargas perigosas, os</p><p>Bombeiros devem procurar a fi cha de emergência do referido produto perigoso e realizar os</p><p>procedimentos nela contidos. Para maiores informações é necessário realizar os cursos especí-</p><p>fi cos de atendimento a emergências envolvendo produtos perigosos.</p><p>1.2.13.5 Combate A Incêndio No Interior Da Fuselagem</p><p>Quando o incêndio se manifesta no interior da fuselagem, ele fi ca protegido</p><p>pela própria fuselagem, não podendo ser atingido pelos jatos dos canhões dos CCI. Como no</p><p>interior da fuselagem predominam materiais combustíveis da classe A, será necessário que os</p><p>Bombeiros abordem a aeronave para executar o combate interno ao incêndio, utilizando água</p><p>pelas linhas de mangueiras.</p><p>Figura - 27</p><p>Aptl 92-00/202040/59</p><p>Figura - 28</p><p>1.3 PROCEDIMENTOS DE APROXIMAÇÃO EM AERONAVES</p><p>1.3.1 COMO SE APROXIMAR DAS AERONAVES</p><p>Para que o Bombeiro possa atuar numa aeronave para realizar alguma atividade</p><p>operacional, é necessário o conhecimento de alguns fatores que permitirão que ele execute a</p><p>aproximação com segurança.</p><p>1.3.1.1 Em Situações Que Não Se Configuram Como Acidentes</p><p>Mesmo nas situações de emergência com aeronaves em que não se confi gurem</p><p>como acidente, será necessária a aproximação dos membros da equipe de bombeiros para reali-</p><p>zar alguma atividade operacional, seja para inspecionar a aeronave a cerca de algum risco (va-</p><p>zamentos, superaquecimentos, etc.) ou para auxiliar numa atividade (evacuação de emergência,</p><p>remoção de bagagem, posicionamento de linha de mangueira preventiva, etc.).</p><p>1.3.1.2 Aproximação Em Aeronaves De Asas Fixas</p><p>A equipe de Bombeiros deve tomar cuidado com:</p><p>a) A área de rotação das hélices, pois quando em movimento (girando), elas se</p><p>tornam quase imperceptíveis à visão humana;</p><p>b) O deslocamento de ar das hélices arremessa detritos a altas velocidades, po-</p><p>dendo causar acidentes;</p><p>c) O deslocamento de ar das hélices pode provocar o desequilíbrio dos bombei-</p><p>ros, podendo causar acidentes;</p><p>d) Com a área de escapamento e sucção dos motores a turbina.</p><p>e) Cuidado com vazamentos de fl uidos. Muitas aeronaves possuem um fl uido</p><p>denominado SKYDROW, que é corrosivo para a pele.</p><p>f) Evitar a área lateral dos trens de pouso principais, pois é a área onde ocorre</p><p>o lançamento de estilhaços em caso de explosão das rodas. É recomendado</p><p>se aproximar pela frente ou por trás deles, protegidos pela banda de rodagem</p><p>dos pneus.</p><p>g) Em aeronaves de médio e grande porte, cuidado com a área de acionamento</p><p>das escorregadeiras.</p><p>h) Em casos de aeronaves de guerra, evitar a linha de tiro.</p><p>Aptl 92-00/2020 41/59</p><p>1.3.1.3 Em Aeronaves De Asas Rotativas</p><p>É recomendado que a aproximação do helicóptero deva ser feita após a parada</p><p>total dos rotores.</p><p>Caso seja necessário realizar a aproximação com os rotores girando, deve-se</p><p>atentar que, em virtude da alta velocidade de rotação, os rotores tornam-se difíceis de serem</p><p>visualizados, fi cando quase “invisíveis”, o que ocasiona alguns acidentes com pessoas que se</p><p>deslocam por baixo do rotor principal ou passam próximas ao rotor de cauda, contrariando as</p><p>regras de segurança.</p><p>Estar atento ao fato de que a distância das pás do rotor</p><p>principal e o solo não é fi xa, podendo variar em função da inclinação do</p><p>terreno (ou do helicóptero, em caso de acidente) , comando do piloto ou</p><p>ação do vento.</p><p>Assim, quando cessar a ação do vento do rotor principal,</p><p>o que signifi ca que o helicóptero está efetivamente estabilizado no solo.</p><p>Só então inicie o deslocamento com o corpo curvado.</p><p>Aproximar ou abandonar o helicóptero somente na dire-</p><p>ção das portas laterais ou pela frente (área 01), com o corpo curvado,</p><p>dentro da linha de visão do piloto ou co-piloto, sem utilizar materiais</p><p>soltos junto ao vestuário (crachás, canetas, bonés, pranchetas, papéis,</p><p>etc.).</p><p>Objetos longos (macas, alavancas, etc.) deverão ser con-</p><p>duzidos na posição horizontal, para evitar o contato com o rotor princi-</p><p>pal.</p><p>A área de aproximação ideal varia de acordo com a característica do rotor prin-</p><p>cipal de cada helicóptero. Desta maneira, é essencial para a equipe de Bombeiros, conhecer</p><p>os principais helicópteros que operam no aeródromo, e manter uma coletânea das principais</p><p>informações técnicas disponíveis no local de trabalho.</p><p>Podemos distinguir dois tipos de rotor principal:</p><p>a) Rotores que Giram no Plano Paralelo ao Solo;</p><p>NUNCA se aproximar ou se afastar do helicóptero</p><p>caminhando em direção ao rotor de cauda.</p><p>Figura - 29</p><p>Figura - 30: AS 350 Esquilo</p><p>Aptl 92-00/202042/59</p><p>b) Rotores que Giram no Plano Inclinado em Relação ao Solo.</p><p>Figura - 31: EC 155 Pantera</p><p>Desta forma, teremos as seguintes áreas de aproximação:</p><p>1- Área de aproximação ideal.</p><p>2- Área de aproximação aceitável (equipe de Bombeiros).</p><p>3- Perigo, NÃO se aproxime por esta área.</p><p>Figura - 32: EC 155 Figura - 33: AS 350</p><p>1.3.2 PROCEDIMENTOS DE SEGURANÇA</p><p>São os procedimentos necessários para deixar a aeronave e a área do acidente em</p><p>condições de segurança. Havendo Bombeiros em quantidade sufi ciente, alguns procedimentos</p><p>podem ser realizados juntamente com as outras atividades operacionais. Caso contrário, os pro-</p><p>cedimentos de segurança deverão ser efetuados, na medida do necessário e do possível, após a</p><p>realização dos procedimentos operacionais prioritários.</p><p>a) Caso o piloto não tenha efetuado, os Bombeiros devem desacelerar os mo-</p><p>tores, fechar a manete de combustível (corte de combustível) e desligar a</p><p>bateria no painel;</p><p>b) Desconectar a bateria;</p><p>c) Vistoriar a aeronave para verifi car se não existem focos remanescentes de</p><p>incêndio ou vítimas;</p><p>d) Havendo necessidade, realizar o rescaldo, que é a extinção de focos remanes-</p><p>centes de incêndio e resfriamento das superfícies aquecidas;</p><p>e) Estabilizar destroços instáveis;</p><p>f) Calçar a aeronave; etc.</p><p>1.3.3 PROCEDIMENTOS DE ABORDAGEM EM AERONAVES</p><p>A abordagem é a operação onde o Bombeiro entra efetivamente na aeronave para</p><p>realizar alguma</p><p>atividade operacional, tais como:</p><p>• Verifi car se todas as pessoas conseguiram sair;</p><p>• Verifi car se existem pessoas presas nos destroços;</p><p>• Verifi car se existe incêndio;</p><p>• Executar os procedimentos de segurança.</p><p>Aptl 92-00/2020 43/59</p><p>A abordagem pode ser realizada paralelamente com o apoio à evacuação de</p><p>emergência, desde que não seja utilizada a mesma porta ou janela que esteja sendo utilizada</p><p>para a evacuação.</p><p>A abordagem da aeronave deve ser executada através de suas portas normais,</p><p>bem como através das portas, janelas e escotilhas de emergência. Para isto, é necessário que os</p><p>Bombeiros conheçam os diferentes sistemas de abertura destes dispositivos.</p><p>Especial cuidado deve ser tomado com as portas e janelas de emergência que</p><p>possuem escorregadeiras. Alguns desses aviões possuem dispositivos para desativá-las pelo</p><p>lado de fora, outros não.</p><p>Caso ocorra algum problema que impeça a despressurização das aeronaves, se</p><p>as portas não possuírem dispositivos para alívio de pressão, elas não poderão ser abertas. Será</p><p>necessário realizar perfurações na fuselagem para permitir o alívio da pressão. É recomendado</p><p>perfurar a fuselagem na área de corte.</p><p>A seguir serão mostradas e comentadas várias operações de abordagem utilizan-</p><p>do diferentes recursos.</p><p>a) Aviões de pequeno porte se assemelham a veículos automotores e as técnicas</p><p>para abordagem são semelhantes. Caso a aeronave não possua dispositivo para remoção da</p><p>porta, poderá ser necessário o uso de equipamentos para forçar sua abertura;</p><p>Figura - 34</p><p>Figura - 36</p><p>Figura - 35</p><p>Aptl 92-00/202044/59</p><p>b) As portas providas de escadas e as escadas embutidas existentes em determi-</p><p>nados aviões devem ter prioridade de uso;</p><p>c) Devido ao amplo movimento de abertura das portas de alguns tipos de aviões</p><p>de médio e grande porte, as escadas prolongáveis podem não ser o melhor recurso para alcançá-</p><p>-las. Alguns autores aconselham o uso de plataformas para acessar este tipo de porta, ou escadas</p><p>com rodas existentes no pátio de aeronaves, caso estejam disponíveis;</p><p>d) Caso haja segurança, as portas e janelas localizadas em cima das asas ofere-</p><p>cem uma boa opção para abordagem da aeronave;</p><p>e) Pode ser utilizado um CCI provido de escada ou plataformas para realizar a</p><p>abordagem;</p><p>f) A escada prolongável pode ser armada apoiada na escorregadeira;</p><p>g) Após a operação de evacuação de emergência, caso necessário, os Bombeiros</p><p>podem retirar ou furar uma escorregadeira para armar uma escada;</p><p>h) Quando ocorre a quebra dos trens de pouso das aeronaves de médio e grande</p><p>porte, os acessos existentes na aeronave poderão ser mais facilmente alcançados pelos Bom-</p><p>beiros;</p><p>Figura - 37</p><p>Figura - 38</p><p>Aptl 92-00/2020 45/59</p><p>i) Quando a fuselagem dos aviões se parte, os Bombeiros podem entrar através</p><p>das seções rompidas. Porém deve-se ter cuidado devido às ferragens cortantes.</p><p>Quando não for possível realizar a abordagem pelas maneiras acima descritas,</p><p>deve ser tentada abertura forçada da fuselagem nos pontos pré-determinados para este fi m (Áre-</p><p>as de Corte). Para isto, é necessário utilizar equipamentos para este fi m.</p><p>A abordagem em helicópteros pode ser feita da seguinte maneira:</p><p>a) Preferencialmente, através da abertura das portas e janelas de emergência.</p><p>Caso estejam emperradas, podemos remover seus vidros efetuando-se pequena pressão em suas</p><p>borrachas de fi xação, ou fazer uma abertura forçada das portas;</p><p>b) Remoção dos visores efetuando-se pequena pressão em suas borrachas de</p><p>fi xação; e</p><p>c) Através dos vidros dianteiros, quando quebrados no acidente. Atentar para as</p><p>bordas cortantes.</p><p>A abordagem em aeronaves de guerra deve ser realizada com cuidado:</p><p>a) Executar o procedimento de abertura normal do canopi;</p><p>b) Caso o sistema de abertura normal não funcione, é necessário realizar o siste-</p><p>ma de procedimento de emergência;</p><p>Figura - 39</p><p>Figura - 40</p><p>Aptl 92-00/202046/59</p><p>c) Se o sistema de abertura de emergência do canopi não funcionar, pode-se</p><p>tentar quebrá-lo. Para isso, deve-se resfriá-lo com CO2 e depois estilhaçá-lo com uma marreta;</p><p>d) Após a abertura do canopy, os bombeiros devem providenciar recurso para</p><p>acessar o cockpit para realizar os procedimentos de segurança, liberação e remoção do piloto.</p><p>Figura - 41</p><p>Figura - 42</p><p>Figura - 43</p><p>Aptl 92-00/2020 47/59</p><p>1.3.4 PROCEDIMENTOS DE RESGATE E SALVAMENTO DE VÍTIMAS</p><p>Resgatar vítimas signifi ca retirar pessoas que não possuem condições de sair por</p><p>meios próprios de um determinado local.</p><p>A equipe de Bombeiros só deve entrar numa aeronave quando estiver garantida</p><p>a proteção contraincêndio em seu interior.</p><p>A equipe de Bombeiros deve estar apta e provida de meios para liberar as vítimas</p><p>aprisionadas nas ferragens, de materiais para prestar os primeiros socorros e de equipamento</p><p>de comunicação.</p><p>O resgate dos ocupantes de uma aeronave deve ser efetuado com a maior preste-</p><p>za possível, devendo-se ter o cuidado para não agravar suas lesões. A tarefa primordial é retirar</p><p>as vítimas ainda vivas e colocá-las numa área fora de perigo (Área de Triagem).</p><p>O resgate das vítimas incapazes de abandonar a aeronave por meios próprios</p><p>pode implicar na necessidade de intervenção de pessoal especializado distinto da equipe de</p><p>Bombeiros, tais como médicos e serviço de socorro. Neste caso, a Equipe de Bombeiros deve</p><p>dar total apoio.</p><p>A posição, a localização e o estado em que se encontra a aeronave pode difi cultar</p><p>os trabalhos de busca e remoção das vítimas.</p><p>Em aeronaves de pequeno porte, as técnicas e equipamentos de resgate de víti-</p><p>mas utilizadas em veículos automotores podem ser empregados com efi ciência.</p><p>Em helicópteros pode-se remover o dispositivo que limita a abertura das portas.</p><p>Assim, ela abrirá com maior amplitude. Acionando o sistema de remoção que soltam os pinos</p><p>das dobradiças, a porta poderá ser retirada. Isso facilitará o acesso à vítima. Caso as portas es-</p><p>tejam emperradas, o arrombamento deve ser realizado.</p><p>Figura - 44</p><p>Aptl 92-00/202048/59</p><p>Em aeronaves de médio e grande porte, é necessário que a equipe de Bombeiros</p><p>realize uma busca em seu interior, à procura de vítimas. É recomendado realizar este trabalho</p><p>em duplas.</p><p>As técnicas de busca em ambiente confi nado e em edifi cações podem ser empre-</p><p>gadas com efi ciência. É necessário vistoriar toda a área interna da aeronave, inclusive debaixo</p><p>dos assentos e nos banheiros.</p><p>Ao localizar uma vítima num assento, os Bombeiros devem atentar para a soltu-</p><p>ra do cinto de segurança. Geralmente o cinto dos passageiros é abdominal de 2 pontas (alguns</p><p>aviões executivos possuem de 3 pontas). Os da cabina de comando são de 5 pontas.</p><p>As manobras de retirada da vítima de dentro de uma aeronave irão depender de</p><p>uma série de fatores, tais como:</p><p>• Local do acidente;</p><p>• Situação da vítima;</p><p>• Estado dos destroços da aeronave;</p><p>• Recursos materiais disponíveis;</p><p>• Treinamento dos Bombeiros;</p><p>• Tempo disponível; e</p><p>• Quantidade de Bombeiros.</p><p>ATENÇÃO</p><p>Os Bombeiros devem tomar cuidado para não ser atingido por</p><p>fl uidos, tinta e metal derretido por ação do calor.</p><p>Figura - 45</p><p>Aptl 92-00/2020 49/59</p><p>A seguir serão mostradas e comentadas várias operações de retirada de vítimas</p><p>de dentro de uma aeronave utilizando diferentes recursos.</p><p>a) Utilização de manobra de Hautek em aeronaves de pequeno porte e baixa</p><p>altura;</p><p>b) As escadas existentes nas aeronaves devem ser usadas preferencialmente;</p><p>c) Os recursos providos de escadas ou plataforma niveladoras existentes nos</p><p>pátios podem ser utilizados com efi ciência, se estiverem disponíveis;</p><p>d) A vítima pode ser amarrada ou imobilizada numa maca e ser descida contro-</p><p>ladamente pela escorregadeira;</p><p>e) A vítima pode ser imobilizada numa maca rígida e, utilizando um sistema</p><p>composto de escada prolongável e cabos, ser retirada com efi ciência;</p><p>Figura - 46</p><p>Figura - 47</p><p>Aptl 92-00/202050/59</p><p>f) Em último caso, o Bombeiro bem treinado pode retirar a vítima transportan-</p><p>do-a em seu ombro.</p><p>ATENÇÃO</p><p>A Equipe de Salvamento deve retirar somente os feridos de dentro</p><p>da aeronave e os entre-</p><p>gar à Equipe de Apoio ou, levá-los até a Área de Triagem.</p><p>Os mortos, dentro ou fora da aeronave, só poderão ser retirados após a liberação da</p><p>equipe de investigação.</p><p>A remoção de pilotos de aviões providos de assento ejetável é uma atividade de</p><p>risco e requer conhecimento específi co do avião e treinamento constante. Basicamente a ope-</p><p>ração consiste em:</p><p>a) Colocação dos pinos no assento ejetável;</p><p>b) Colocação dos pinos nos dispositivos de disparo dos armamentos;</p><p>c) Desconectar o aparelho de rádio comunicação do capacete do piloto;</p><p>d) Fechar o fl uxo de oxigênio e retirar a máscara do capacete do piloto;</p><p>e) Soltar o cinto de segurança do piloto;</p><p>f) Soltar a fi ta retratora das pernas do piloto;</p><p>g) Soltar o Anti-G, além de outros dispositivos, dependendo da aeronave.</p><p>Figura - 48</p><p>Figura - 49:</p><p>Prodecimentos de</p><p>Segurança</p><p>Figura - 50: Imobilização Figura - 51: Remoção</p><p>Aptl 92-00/2020 51/59</p><p>1.3.5 PROCEDIMENTOS DE EVACUAÇÃO DE EMERGÊNCIA</p><p>Evacuação de emergência é a retirada rápida e ordenada das pessoas de dentro</p><p>de um local, mas essas pessoas não estão incapacitadas, ou seja, elas podem sair por meios</p><p>próprios.</p><p>Elas necessitam apenas de um auxílio para saírem do local de perigo, de forma</p><p>ordenada e segura, e serem conduzidas ao local apropriado.</p><p>A tripulação é responsável pela aeronave e seus ocupantes. Cabe aos tripulantes</p><p>a decisão defi nitiva para realizar a evacuação e a maneira pela qual ela deve ser executada, des-</p><p>de que estejam em condições de atuar normalmente na hora do acidente ou emergência.</p><p>Pelo fato da tripulação ter uma visão restrita do lado externo da aeronave, os</p><p>Bombeiros podem orientar os tripulantes.</p><p>A experiência nos mostra que quando as pessoas que estão na aeronave não</p><p>sofrem lesões no momento do acidente, elas acabam por se lesionarem na operação de evacu-</p><p>ação de emergência. É fundamental, portanto, que os Bombeiros auxiliem a tripulação nesta</p><p>atividade.</p><p>É muito importante o auxílio dos Bombeiros, pois por melhor e mais bem trei-</p><p>nada que seja a tripulação, num acidente o pânico sempre se generaliza, podendo agravar a</p><p>situação.</p><p>A assistência prestada à evacuação da aeronave deve ser executada através de</p><p>suas portas regulares e de emergência, bem como através das janelas e escotilhas de emergência</p><p>que estejam sendo utilizadas.</p><p>O auxílio que o Bombeiro deve fornecer na evacuação de emergência consiste</p><p>basicamente em:</p><p>a) Auxiliar as pessoas a saírem da aeronave;</p><p>b) Não permitir que as pessoas se dirijam para uma área de risco (motores em</p><p>funcionamento ou superaquecidos, áreas com combustível no solo sem cober-</p><p>tura de espuma, etc.);</p><p>c) Indicar a rota segura a ser seguida até o local para reunião e conferência de</p><p>todas as pessoas que estavam a bordo da aeronave;</p><p>d) Conferência do número de pessoas evacuadas, confrontando-o com o número</p><p>de pessoas a bordo fornecido pelo Órgão de Controle de Tráfego Aéreo.</p><p>Figura - 52</p><p>Rotas de Fuga Saídas de Emergência</p><p>Aptl 92-00/202052/59</p><p>1.3.6 EVACUAÇÃO EM AVIÕES BAIXOS</p><p>O Bombeiro deve se posicionar lateralmente à porta ou janela de emergência que</p><p>está sendo utilizada para evacuação e auxiliar as pessoas a saírem do avião.</p><p>1.3.7 EVACUAÇÃO EM HELICÓPTEROS</p><p>Em helicópteros, os Bombeiros devem:</p><p>a) Se posicionar de costas para o rotor de cauda, com uma das mãos apoiada na</p><p>fuselagem, mantendo o braço esticado, de modo a evitar que as pessoas saiam em direção ao</p><p>rotor de cauda;</p><p>b) Auxiliar os passageiros a saírem e indicar a rota segura.</p><p>Figura - 53</p><p>Figura - 54</p><p>Aptl 92-00/2020 53/59</p><p>1.3.8 EVACUAÇÃO EM AVIÕES DE MÉDIA ALTURA E ALTOS</p><p>Caso as condições permitam, as escadas existentes na própria aeronave podem</p><p>ser usadas para a evacuação.</p><p>Quando as escorregadeiras estiverem sendo utilizadas, os Bombeiros devem po-</p><p>sicionarse lateralmente a elas, na parte inferior, para:</p><p>a) Apoiar as pessoas diminuindo a velocidade do escorregamento;</p><p>b) Ajudar as pessoas a se levantarem rapidamente;</p><p>c) Indicar o caminho a seguro a ser percorrido.</p><p>Figura - 55</p><p>Figura - 56 Figura - 57</p><p>Aptl 92-00/202054/59</p><p>Quando as janelas de emergência localizadas em cima das asas dos aviões de</p><p>média altura não possuem escorregadeiras e estão sendo utilizadas para a evacuação de emer-</p><p>gência, é necessário que os Bombeiros se posicionem no bordo de fuga da respectiva asa para</p><p>auxiliar as vítimas a descerem em segurança e indicar o caminho seguro (Ver imagem ao lado).</p><p>Quando as janelas de emergência do piloto ou as escotilhas de emergência esti-</p><p>verem sendo utilizadas, os Bombeiros devem auxiliá-los no abandono (Ver imagem ao lado).</p><p>Caminhões de bombeiros providos de escadas podem ser utilizados para realiza-</p><p>ção da evacuação de emergência quando as escorregadeiras estiverem indisponíveis.</p><p>Algumas situações podem interferir na evacuação de emergência, como por</p><p>exemplo:</p><p>a) As escorregadeiras não infl am (Ainda podem ser utilizadas como escorrega-</p><p>deiras não infl áveis);</p><p>Figura - 58 Figura - 59</p><p>Figura - 60</p><p>Aptl 92-00/2020 55/59</p><p>b) Ventos fortes retiram a escorregadeira da posição correta;</p><p>c) Elevação do nariz ou da cauda da aeronave devido a quebra do trem de pouso</p><p>interfere ou impede o emprego da escorregadeira;</p><p>Figura - 61 Figura - 62</p><p>Figura - 63</p><p>Figura - 64</p><p>Aptl 92-00/202056/59</p><p>Porém, a quebra do trem de pouso pode facilitar a saída pelas asas.</p><p>d) A posição da aeronave.</p><p>Figura - 65</p><p>Figura - 66</p><p>Aptl 92-00/2020 57/59</p><p>e) O local do acidente.</p><p>Figura - 67</p><p>Aptl 92-00/202058/59</p><p>Aptl 92-00/2020 59/59</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>BASE AÉREA DE SÃO PAULO – Companhia Contra-Incêndio. Manual de Fundamentos dos</p><p>Bombeiros da BASP Táticas de Combate a Incêndio e Salvamento em Aeronaves - 1998.</p><p>DIRETORIA DE ENGENHARIA DA AERONÁUTICA – DIVISÃO CONTRAINCÊNDIO</p><p>ICA 92-1 Níveis de Proteção Contraincêndio em Aeródromo, 2005.</p><p>DIRETORIA DE ENGENHARIA DA AERONÁUTICA – DIVISÃO CONTRAINCÊNDIO</p><p>Apostila de Táticas de Combate a Incêndio e Salvamento - 2005</p><p>DIRETORIA DE ENGENHARIA DA AERONÁUTICA – DIVISÃO CONTRAINCÊNDIO</p><p>Segurança de Aeródromo 2 – 1992</p><p>INSTITUTO DE LOGÍSTICA DA AERONÁUTICA. CURSO DE ATUALIZAÇÃO EM</p><p>CONTRAINCÊNDIO E SALVAMENTO. Apostila de Táticas de Combate a Incêndio e Salva-</p><p>mento - 1987</p><p>a ponto de ameaçar a estrutura da aeronave</p><p>e a segurança de seus ocupantes;</p><p>• Incêndio – É necessário realizar a proteção imediata da fuselagem e a extin-</p><p>ção total do incêndio, a fi m de garantir a sobrevivência dos ocupantes da aeronave e a permitir</p><p>as operações de evacuação de emergência e salvamento.</p><p>1.1.1.3.2 Emergência sem incêndio</p><p>É necessário realizar os procedimentos para evitar o surgimento do incêndio.</p><p>1.1.1.4 Modo pelo qual ocorre um acidente</p><p>O modo pelo qual uma aeronave se acidenta, conjugado com o seu tamanho,</p><p>refl ete diretamente no índice de sobrevivência de seus ocupantes.</p><p>1.1.1.4.1 Acidente de baixo impacto</p><p>A aeronave sofre danos leves, sua fuselagem fi ca praticamente intacta, sendo</p><p>comum a sobrevivência de um grande número de pessoas, podendo ocorrer princípios de incên-</p><p>dio. Assim, caso o acidente ocorra dentro de um aeródromo, é necessária a rápida intervenção</p><p>dos Bombeiros.</p><p>1.1.1.4.2 Acidente de médio impacto</p><p>A aeronave sofre danos moderados e graves e, frequentemente, ocorre princípio</p><p>de incêndio ou incêndio de média proporção. O índice de sobrevivência é grande, porém a</p><p>maioria dos ocupantes sofre ferimentos.</p><p>1.1.1.4.3 Acidente de alto impacto</p><p>Quase sempre ocorre uma explosão e a destruição total da aeronave, o que im-</p><p>plica num índice de sobrevivência muito baixo, bem próximo do zero.</p><p>1.1.1.5 Tipo de operação em que ocorre a emergência</p><p>As diferentes situações de emergência podem ocorrer nas mais diversas fases de</p><p>operação de uma aeronave, desde a sua manutenção até durante a fase de vôo.</p><p>A seguir, serão mostrados alguns casos de situações de emergências que envol-</p><p>vem aeronaves. Dependendo da situação encontrada, poderá haver a necessidade de realizar</p><p>desde ações preventivas até ações de salvamento e combate a incêndio.</p><p>1.1.1.5.1 Emergência com aeronave em manutenção</p><p>Geralmente ocorre por algum procedimento de manutenção realizado sem a de-</p><p>vida segurança. Apenas a equipe de manutenção está na aeronave e ela pode estar dentro de um</p><p>hangar de manutenção ou no pátio de aeronaves (princípio de incêndio, explosão, recolhimento</p><p>do trem de pouso, vazamento de combustível e fl uidos, etc.).</p><p>Aptl 92-00/20208/59</p><p>1.1.1.5.2 Emergência com aeronave no push back</p><p>Geralmente ocorre por algum procedimento irregular realizado pelo tratorista ou</p><p>mau funcionamento de algum sistema da aeronave (recolhimento do trem de pouso, saída da</p><p>pista, colisões, etc).</p><p>1.1.1.5.3 Emergência com aeronave durante embarque / desembarque</p><p>Geralmente ocorre por algum procedimento irregular realizado pelo pessoal ope-</p><p>racional, mau funcionamento de algum sistema da aeronave, problemas com carga (princípio de</p><p>incêndio, recolhimento dos trens de pouso, aeronave empina por erro na distribuição da carga,</p><p>vazamento de carga perigosa, etc).</p><p>Cabe aos bombeiros trabalhar junto com as equipes de manutenção da aeronave</p><p>e outras designadas para resolver a situação, realizando a prevenção de incêndios, auxiliando</p><p>na prevenção de acidentes e no que for necessário.</p><p>1.1.1.5.4 Emergência com aeronave durante o abastecimento</p><p>Durante esta operação, as seguintes situações de emergência podem ocorrer:</p><p>a) Derramamento e Vazamento de Combustível - Ocorre devido aos seguin-</p><p>tes fatores:</p><p>• Procedimentos de abastecimento realizados de maneira errada;</p><p>• Problemas técnicos no equipamento de abastecimento; e</p><p>• Problemas técnicos na aeronave.</p><p>Na maioria das vezes, a equipe de manutenção retira a aeronave de cima do</p><p>combustível derramado. Assim, os bombeiros, quando acionados, farão apenas a segurança</p><p>contraincêndio do local, mantendo um bombeiro pronto para intervir com aparelhos extintores</p><p>ou linhas de mangueiras em caso de incêndio, enquanto o combustível é removido com material</p><p>absorvente apropriado.</p><p>Nos casos de vazamento, é necessário parar ou conter o fl uxo de combustível</p><p>que está vazando, seja pelo simples fato de colocar um recipiente ou sanar o problema que o</p><p>ocasionou, além de limitar a área do vazamento, colocando barreiras de contenção.</p><p>b) Incêndio - Quando o combustível derramado atinge uma parte aquecida da</p><p>aeronave (escapamento do motor, trem de pouso superaquecido ou outra fon-</p><p>te de ignição) ou ocorre problema no aterramento, ocorrerá o incêndio, que</p><p>deverá ser combatido de forma semelhante a qualquer outro ocorrido na ae-</p><p>ronave.</p><p>Se a aeronave estiver com passageiros, sua tripulação poderá executar a evacu-</p><p>ação de emergência.</p><p>1.1.1.5.5 Emergência com aeronave no táxi</p><p>Geralmente ocorre por algum procedimento irregular dos pilotos, instrução er-</p><p>rada dos controladores ou mau funcionamento de algum sistema da aeronave. Normalmente a</p><p>aeronave está com os passageiros a bordo e com grande quantidade de combustível (aeronave</p><p>sai da pista, colisões, princípio de incêndio no trem de pouso, etc).</p><p>1.1.1.5.6 Emergência com aeronave na decolagem</p><p>Nesta operação, a aeronave está com os tanques de combustíveis cheios, com</p><p>passageiros a bordo e cheia de carga.</p><p>Caso ocorra algum problema com a aeronave, os seguintes fatos podem ocorrer:</p><p>• O piloto pode abortar a decolagem mantendo a aeronave na pista. Se a ae-</p><p>ronave for de médio ou grande porte, pode ocorrer o superaquecimento dos</p><p>freios, estouro de pneus e até princípio de incêndio nos freios.</p><p>• O piloto pode abortar a decolagem, podendo ocorrer todas as situações cita-</p><p>Aptl 92-00/2020 9/59</p><p>das no item anterior, bem como ultrapassar a pista e se acidentar com a quebra</p><p>dos trens de pouso. Caso ocorra rompimento das asas ou os motores sejam</p><p>arrancados, ocorrerá vazamento de combustível e poderá ocorrer incêndio de</p><p>grande intensidade;</p><p>• O piloto pode perder o controle da aeronave após a decolagem e ocorrer o</p><p>acidente fora do aeródromo. Geralmente envolve danos a terceiros.</p><p>1.1.1.5.7 Emergência com aeronave no pouso</p><p>Nesta operação, geralmente a aeronave está com os tanques de combustíveis</p><p>quase vazios e com passageiros a bordo.</p><p>Dependendo do tipo de pane que a aeronave possui, os seguintes fatos podem</p><p>ocorrer:</p><p>• A aeronave se acidenta na área da aproximação fi nal, antes de chegar no ae-</p><p>ródromo. Geralmente envolve danos a terceiros;</p><p>• A aeronave se acidenta no momento do pouso, na área da pista;</p><p>• A aeronave ultrapassa a pista ou sai lateralmente e se acidenta. Se os freios</p><p>foram utilizados, poderá ocorrer o superaquecimento dos freios, estouro de</p><p>pneus e até princípio de incêndio nos freios. Ao sair da pista, pode ocorrer</p><p>a quebra dos trens de pouso, com possibilidades de rompimento das asas ou</p><p>arrancamento dos motores, provocando vazamento de combustível e possível</p><p>incêndio de grande intensidade.</p><p>ATENÇÃO</p><p>Sempre que houver pessoas dentro de uma aeronave em emergência, os bombeiros devem</p><p>estar preparados para uma possível evacuação de emergência.</p><p>1.1.1.5.8 Emergência com aeronave em vôo</p><p>As tripulações são treinadas para resolver algumas situações de emergência du-</p><p>rante o vôo, como por exemplo:</p><p>• Combate a princípio de incêndio com extintores portáteis na cabina de co-</p><p>mando ou de passageiros;</p><p>• Utilização dos sistemas fi xos de combate a incêndio nos motores e comparti-</p><p>mento de cargas.</p><p>• Os acidentes ocorridos nesta etapa do vôo são de alto impacto e em quase</p><p>todos não há sobreviventes.</p><p>• Colisão de aeronaves em vôo;</p><p>• Colisão com montanhas; e</p><p>• Queda com colisão em superfície terrestre ou aquática.</p><p>1.1.1.5.9 Emergências extraordinárias</p><p>Chamaremos de situações de emergência extraordinárias aquelas que ocorrem</p><p>em operações de alto risco e aquelas que extrapolam o poder de planejamento.</p><p>• Acidentes em shows aéreos – São atividades de risco onde existe o potencial</p><p>muito alto de ocorreram acidentes que atingem o público;</p><p>• Acidentes em navios porta-aviões – São atividades de risco, pois o espaço é</p><p>limitado, a pista de pouso se movimenta e fatores climáticos interferem muito</p><p>para a ocorrência de acidentes;</p><p>• Situações de emergência não abrangidas nos itens anteriores - Envolvem ae-</p><p>ronaves de pequeno porte que, devido às baixas velocidades que desenvolvem</p><p>e possuírem pouco peso, acabam</p><p>se envolvendo em situações embaraçosas,</p><p>exigindo muita habilidade e experiência dos bombeiros que atenderão estas</p><p>situações. (colisões com edifícios, queda em cima de árvores, enroscamento</p><p>em cabos elétricos, etc).</p><p>Aptl 92-00/202010/59</p><p>1.1.2 FUNDAMENTOS OPERACIONAIS</p><p>1.1.2.1 Acionamento do plano de emergência</p><p>A existência de um Plano de Ações de Emergência no aeródromo, bem como o</p><p>treinamento de todas as situações nele previstas, são fatores básicos para o sucesso das opera-</p><p>ções emergenciais.</p><p>Ao receber uma informação de que uma aeronave em situação de emergência</p><p>está vindo para pouso, ou que existe uma aeronave em situação de emergência em algum ponto</p><p>do aeródromo, o Plano de Ações de Emergência do Aeródromo deve ser ativado e todos os par-</p><p>ticipantes devem ser acionados.</p><p>Os Bombeiros devem agir de acordo com o seu Plano de Salvamento e Combate</p><p>a Incêndio no Aeródromo.</p><p>Os outros recursos (internos e externos ao aeródromo) devem se deslocar ao</p><p>local prédefi nido, aguardarem o momento de sua mobilização e agirem de acordo com seus</p><p>respectivos procedimentos para a situação.</p><p>1.1.2.2 Informações cedidas pelo órgão de controle de tráfego aéreo</p><p>O Órgão de Controle de Tráfego Aéreo, por ter comunicação direta com a aero-</p><p>nave, deverá fornecer ao Chefe de Equipe dos Bombeiros, via rádio comunicação, as seguintes</p><p>informações:</p><p>• Informações sobre a aeronave (modelo, tipo, empresa, prefi xo);</p><p>• Tipo de emergência;</p><p>• Tipo de pane;</p><p>• Quantidade de pessoas à bordo (PAB) ou People On Board (POB);</p><p>• Quantidade de combustível;</p><p>• Tempo para pouso;</p><p>• Pista para pouso;</p><p>• Direção e velocidade do vento;</p><p>• Em caso de acidente consumado, o local do acidente;</p><p>• Se a aeronave conduz carga especial ou perigosa;</p><p>• Se aeronave militar, se está municiada ou não;</p><p>• Orientação para trânsito das viaturas nas pistas.</p><p>OBS: Caso a aeronave for estranha aos conhecimentos dos bombeiros, estes de-</p><p>verão solicitar ao Órgão de Controle de Tráfego Aéreo as informações necessárias (existência</p><p>de portas, janelas normais e / ou de emergência, etc).</p><p>Essas informações podem ser transmitidas ao Chefe de Equipe enquanto as via-</p><p>turas se deslocam para o local onde aguardarão o pouso da aeronave em emergência, ou para o</p><p>local da emergência, caso ela já tenha se consumado.</p><p>As informações cedidas pelo Órgão de Controle de Tráfego Aéreo deverão ser</p><p>transportadas para uma Ficha de Emergência, que será a fonte de dados para confecção do Re-</p><p>latório de Atendimento a Acidentes/Incidentes Aeronáuticos, que será enviado ao Órgão com-</p><p>petente.</p><p>1.1.2.3 Posicionamento das viaturas para aguardar o pouso da aeronave em emergência</p><p>Procedimento adotado pelos Bombeiros quando a aeronave em emergência está</p><p>em vôo, em procedimento de pouso.</p><p>As viaturas de bombeiros devem ser posicionadas nas pistas de táxi que dão</p><p>acesso à pista de pouso (interseções), respeitando a barra de parada, ou nas vias que dão acesso</p><p>à pista, respeitando a distância máxima de aproximação da pista. Nesta posição, as viaturas</p><p>fi carão aguardando o pouso/acidente. Caso o tipo de pane indique uma possibilidade do avião</p><p>sair da pista, as viaturas podem ser posicionadas um pouco mais recuadas.</p><p>Aptl 92-00/2020 11/59</p><p>Não é recomendado que as viaturas fi quem posicionadas em local não pavimen-</p><p>tado, pois ela poderá carregar detritos para pista em seus pneus e, em tempo de chuva, poderá</p><p>fi car atolada.</p><p>Ressaltamos que o posicionamento para aguardar o pouso da aeronave não deve</p><p>ser fi xo.</p><p>O Chefe de Equipe deve avaliar o tipo de aeronave, tipo de pane, quantidade e</p><p>tipo de viaturas disponíveis, quantidade de locais para posicionamento existente e a cabeceira</p><p>a ser utilizada para o pouso da aeronave em emergência, e defi nir o melhor posicionamento</p><p>estratégico da sua frota de viaturas.</p><p>Sendo a aeronave em emergência for um helicóptero, este poderá realizar proce-</p><p>dimento de pouso igual ao dos aviões, devendo o posicionamento seguir os mesmos princípios</p><p>relativos ao posicionamento para aviões.</p><p>Caso o Órgão de Controle de Tráfego informe que o helicóptero em emergência</p><p>realizará o pouso direto no heliponto ou numa outra área indicada para o pouso, as viaturas</p><p>devem ser posicionadas nas proximidades do local indicado para o pouso, respeitando a Área</p><p>de Segurança para Pouso de Emergência em Heliponto de Superfície, onde fi cará aguardando</p><p>o pouso/acidente.</p><p>ÁREA DE SEGURANÇA PARA POUSO DE EMERGÊNCIA EM HE-</p><p>LIPONTO DE SUPERFÍCIE - Geralmente o quadro fi nal de um helicóptero acidentado</p><p>é uma massa desforme com destroços espalhados num ângulo de 360º a partir do centro do</p><p>acidente. Em função dessa característica, foi delimitada uma área de segurança, cujo diâmetro</p><p>deve ser, pelo menos, igual a quatro vezes (no mínimo) ao comprimento total do helicóptero</p><p>(incluindo os rotores). Esta área deve estar livre de obstáculos para permitir o giro livre (inten-</p><p>cionalmente ou acidentalmente) do helicóptero em torno do seu eixo, evitando colisões com</p><p>pessoas, viaturas, objetos e equipamentos.</p><p>ÁREA DE SEGURANÇA</p><p>PELO MENOS 4 VEZES O COMPRIMENTO TOTAL DO HELICÓPTERO.</p><p>1.1.2.4 Acompanhamento da aeronave em emergência</p><p>Após o pouso, a aeronave deverá ser acompanhada com quantas viaturas o Chefe</p><p>de Equipe julgar necessário. Este julgamento leva em consideração o tipo de aeronave, tipo de</p><p>pane, quantidade de pessoas a bordo, quantidade de viaturas de bombeiro que se deslocaram</p><p>para a emergência, recursos existentes no aeródromo, etc.</p><p>Por prudência, é recomendado que todas as viaturas realizem o acompanhamento</p><p>até o local da parada da aeronave e corte de motores que, dependendo da situação da aeronave,</p><p>poderá ocorrer na própria pista de pouso, numa pista de táxi ou no pátio de aeronaves. Somente</p><p>então, o Chefe de Equipe poderá realizar uma avaliação da situação e decidir pela permanência</p><p>de todas as viaturas ou liberar algumas para retorno ao SESCINC.</p><p>Durante o acompanhamento da aeronave, os motoristas das viaturas deverão</p><p>manter afastamento longitudinal e lateral do eixo de deslocamento da aeronave, pois existe o</p><p>risco de desprendimento de peças da aeronave. A distância longitudinal é variável em função</p><p>do tamanho da aeronave.</p><p>O CRS, ambulâncias e ABT devem efetuar o acompanhamento atrás dos CCI. Já</p><p>a viatura do Chefe de Equipe deve sempre buscar posições que permitam uma melhor análise</p><p>da situação, sem, contudo, atrapalhar o deslocamento dos CCI.</p><p>Aptl 92-00/202012/59</p><p>Figura - 2</p><p>Caso a aeronave em emergência possua motor turo-fan ou turbo-jato, os moto-</p><p>ristas devem estar atentos aos jatos de gases do escapamento nos momentos em que elas reali-</p><p>zarem as curvas. Para evitá-los, é recomendado que o motorista antecipe a realização da curva</p><p>emparelhando com a aeronave, ou atrase-a, realizando a curva após a aeronave.</p><p>Caso um helicóptero em emergência realize um procedimento de pouso e táxi</p><p>igual ao dos aviões (helicópteros com esquis taxiam pairando no ar), ele deverá ser acompanha-</p><p>do a uma distância maior do que a de acompanhamento de aviões de porte semelhante.</p><p>Figura - 1</p><p>Aptl 92-00/2020 13/59</p><p>1.1.2.5 Análise da situação</p><p>Atividade que se inicia quando o Chefe de Equipe começa a receber as primeiras</p><p>informações sobre a aeronave em situação de emergência, antes mesmo do seu pouso, e culmi-</p><p>na com a visualização do cenário no local da emergência. Nesta atividade, o Chefe de Equipe</p><p>dos Bombeiros deve processar as seguintes informações:</p><p>• Informações recebidas antes do pouso da aeronave em emergência;</p><p>• Informações recebidas e visualizadas durante o deslocamento das viaturas;</p><p>• Informações constatadas no local da emergência; e</p><p>• Informações dos recursos disponíveis.</p><p>Dentre as várias informações a serem consideradas, podemos destacar:</p><p>• Direção do vento;</p><p>• Todas as informações cedidas pelo Órgão de Controle de Tráfego Aéreo;</p><p>• A maneira pela qual a aeronave se acidentou;</p><p>• Condições ou estado da aeronave após o pouso ou acidente;</p><p>• Local do pouso ou acidente (obstáculos, condições de terreno, riscos, etc.);</p><p>• Condições dos trens de pouso</p><p>(superaquecidos, pneus estourados, vazamento</p><p>de fl uidos);</p><p>• Existência de vazamento ou derramamento de combustível;</p><p>• Existência de incêndio;</p><p>• Se a evacuação de emergência já foi iniciada e se existem pessoas ao redor</p><p>da aeronave;</p><p>• Existência de vítimas em condições de locomoção por meios próprios ou não;</p><p>• Necessidade de acionamento de outros recursos; etc.</p><p>Após analisar a situação, o Chefe de Equipe deve formular um plano de ação e</p><p>decidir quais e quando cada atividade operacional deverá ser realizada.</p><p>• Intervenção com os CCI;</p><p>• Intervenção com linhas de mangueiras;</p><p>• Auxílio na evacuação de emergência;</p><p>• Posicionamento de segurança de linhas de mangueiras ou extintores;</p><p>• Abordagem da aeronave; etc.</p><p>Durante a realização das atividades operacionais, a análise da situação deve ser</p><p>constantemente realizada. Qualquer alteração pode implicar na mudança de procedimentos</p><p>operacionais.</p><p>1.1.2.6 Posicionamento para intervenção</p><p>É o posicionamento dos recursos para efetuar as atividades operacionais de pre-</p><p>venção e combate a incêndio. Após Analisar a Situação, o Posicionamento para Intervenção</p><p>deve ser realizado:</p><p>a) Tão logo a aeronave pare na pista de pouso, na pista de táxi ou no pátio de</p><p>aeronaves;</p><p>b) Tão logo o helicóptero efetue o pouso de emergência no heliponto ao nível do</p><p>solo ou na área defi nida pelo Órgão de Controle de Tráfego Aéreo; e</p><p>c) Tão logo a aeronave se acidente.</p><p>Durante a intervenção no local da emergência, ao realizar a aproximação e o po-</p><p>sicionamento as viaturas todos os bombeiros devem atentar para a possibilidade de existência</p><p>de pedaços soltos da aeronave e com as pessoas que estiverem andando desorientadas no local</p><p>no intuito de que sejam evitados a ocorrência de acidentes e/ou atropelamentos, caso a tripula-</p><p>ção já tenha iniciado a evacuação de emergência.</p><p>Sempre que possível, as viaturas devem ser posicionadas em distância segura</p><p>Aptl 92-00/202014/59</p><p>considerando os seguintes princípios:</p><p>• Em terreno fi rme;</p><p>• A favor do vento;</p><p>• Em locais de fácil manobra para fuga;</p><p>• Em caso de plano inclinado, na parte mais alta;</p><p>• Evitando a linha de tiro;</p><p>• Evitando a linha de admissão (sucção) e escapamento das turbinas.</p><p>A prioridade de posicionamento é dos CCI e seus motoristas operadores os po-</p><p>sicionarão numa área segura. Uma vez posicionados, os CCI demarcam a área operacional da</p><p>equipe de bombeiros. Nenhuma viatura poderá se posicionar ao lado ou imediatamente atrás de</p><p>um CCI.</p><p>1.1.2.6.1 Posicionamento dos cci para intervenção</p><p>O correto posicionamento é um fator fundamental para o sucesso das operações</p><p>de intervenção com CCI.</p><p>Assim, considerando os princípios já citados, as características operacionais de</p><p>cada CCI e o cenário da emergência, seus motoristas operadores devem realizar o posiciona-</p><p>mento estratégico para realizar a intervenção necessária em distância que permita a realização</p><p>de uma intervenção efi caz e efetiva.</p><p>Os CCI podem ser reposicionados de acordo com a necessidade e evolução dos</p><p>fatos.</p><p>Durante a análise e coordenação de todas as ações necessárias ao atendimento</p><p>da emergência, ao verifi car a necessidade do reposicionamento de algum dos CCIs, o chefe de</p><p>equipe dos bombeiros deverá coordenar esse reposicionamento.</p><p>O motorista operador de um CCI que for efetuar um reposicionamento deverá</p><p>fazê-locom muita atenção e cuidado para não provocar acidentes e prejuízos à operação.</p><p>Aptl 92-00/2020 15/59</p><p>EXEMPLOS DE POSICIONAMENTO DE CCI</p><p>1.1.2.6.2 Posicionamento da viatura do chefe de equipe para intervenção</p><p>A viatura do Chefe de Equipe deve ser posicionada considerando os princípios</p><p>já citados e o cenário da emergência. Seu posicionamento deve ser estratégico, de modo que o</p><p>Chefe de Equipe possa ter uma visão geral de toda área da emergência. Assim ele poderá coor-</p><p>denar todas as ações necessárias ao atendimento operacional.</p><p>1.1.2.6.3 Posicionamento do crs e ambulâncias</p><p>O CRS e ambulâncias</p><p>devem ser posicionados considerando os princípios já citados e o cenário da</p><p>emergência. Eles devem fi car numa área recuada em relação à traseira dos CCI, de modo a não</p><p>interferir na utilização de todos os recursos da superestrutura daquele veículo, nem tão pouco</p><p>interferir em suas manobras operacionais.</p><p>1.1.2.6.4 Posicionamento do abt</p><p>Os ABT, tanto da FAB quanto dos Bombeiros</p><p>Urbanos, devem ser posicionados atrás do CCI, afastado lateralmente, de modo</p><p>a não interferir na utilização de todos os recursos da superestrutura daquele veículo, nem tão</p><p>pouco interferir em suas manobras operacionais.</p><p>Sua Guarnição deve providenciar o abastecimento dos CCI em Operação.</p><p>OBS: NUNCA um ABT poderá entrar em operação aplicando água num local</p><p>onde os CCI aplicaram espuma.</p><p>Figura - 3</p><p>Aptl 92-00/202016/59</p><p>EXEMPLOS DE POSICIONAMENTO DE CCI COM ABT E CACE</p><p>1.1.2.7 Intervenção com cci</p><p>Os canhões dos CCI são os principais meios de combate a incêndio de que dis-</p><p>põe as equipes de bombeiros de aeródromos. Eles permitem o rápido controle e extinção do</p><p>incêndio externo à aeronave. Os Motoristas Operadores de CCI devem ser treinados para rea-</p><p>lizarem a Proteção Imediata da Fuselagem, a Proteção das Operações e o Combate a Incêndio.</p><p>O objetivo geral das ações de intervenção com CCI são:</p><p>• O estabelecimento de condições para que seja possível a sobrevivência dos</p><p>ocupantes dentro da aeronave;</p><p>• O estabelecimento de condições para que as Equipes de Bombeiros auxi-</p><p>liem na realização da evacuação de emergência;</p><p>• O estabelecimento de condições para que as equipes de bombeiros possam</p><p>abordar a aeronave para realizar o resgate.</p><p>• A extinção do incêndio.</p><p>Dependendo das características dos CCI, seus canhões podem lançar jatos de</p><p>água ou espuma com vazão de 3.000 litros por minuto, a uma pressão de 10,5 Kgf/cm², alcan-</p><p>çando até 70 metros de distância. A aplicação de um jato compacto de água ou espuma com</p><p>estas características a curta distância pode tombar uma aeronave de pequeno porte.</p><p>Caso o posicionamento inicial do CCI não permita uma efetiva intervenção em</p><p>toda a área do acidente, o CCI poderá ser reposicionado. Para isto, é necessário realizar o des-</p><p>Figura - 4</p><p>Aptl 92-00/2020 17/59</p><p>locamento com muita atenção.</p><p>1.1.2.7.1 Proteção imediata da fuselagem</p><p>Após realizar a Análise da Situação e o Posicionamento para Intervenção, caso</p><p>necessário, a proteção imediata da fuselagem deve ser realizada. Esta proteção consiste em:</p><p>a) Aplicar espuma (6 %) na fuselagem para resfriá-la, de maneira a restringir o</p><p>incêndio nas extremidades da aeronave (pontas de asa, nariz e empenagem)</p><p>e, se possível, apagá-lo fornecendo condições de sobrevivência a quem se</p><p>encontra dentro dela. Para restringir o fogo nas extremidades da aeronave, a</p><p>espuma deve ser aplicada a partir da fuselagem em direção às extremidades</p><p>da aeronave (varredura);</p><p>b) Apagar o incêndio na região externa próxima à fuselagem.</p><p>Caso existam mais de um CCI em operação, é recomendado que eles sejam divi-</p><p>didos para Combate a Incêndio e Proteção da Operação.</p><p>1.1.2.7.2 Proteção da operação</p><p>Após a realização da Proteção Imediata da Fuselagem (se necessário), a segu-</p><p>rança na área ao redor da aeronave acidentada, que será o teatro de operações das Equipes de</p><p>Bombeiros, deve ser estabelecida.</p><p>A Proteção da Operação consiste num conjunto de providências destinadas a dar</p><p>segurança e proteção às Equipes de Salvamento e Apoio durante a realização de todos os traba-</p><p>lhos operacionais, abrangendo as seguintes ações:</p><p>a) Extinguir os focos de incêndio que se encontram nas proximidades das rotas</p><p>de aproximação;</p><p>b) Caso os agentes extintores que sobraram não sejam sufi cientes para apagar</p><p>um incêndio próximo da rota de aproximação, manter um jato de espuma</p><p>(se não possuir, jato d’água) na forma de chuveiro 30º, de modo a proteger</p><p>a Aproximação e Abordagem dos Bombeiros para auxiliar na Evacuação de</p><p>Emergência ou Resgatar Vítimas, mantendo-os protegidos do fogo e do calor</p><p>radiado.</p><p>c) Cobrir com espuma o combustível derramado;</p><p>Caso existam mais de um CCI em operação, é recomendado</p><p>que eles sejam divi-</p><p>didos para Combate a Incêndio e Proteção da Operação.</p><p>ATENÇÃO</p><p>➢ Não dispondo de espuma, é aconselhável aplicar água sob a forma de chuveiro.</p><p>➢ Nos casos de acidente com incêndio, o resfriamento da fuselagem deve ser mantido mesmo</p><p>após a extinção do fogo.</p><p>➢ A aplicação de água onde tenha sido aplicado espuma, acarretará na diluição e remoção da</p><p>camada de espuma.</p><p>➢ Caso seja utilizada água, atentar para que os combustíveis líquidos derivados de petróleo,</p><p>tais como gasolina, querosene e diesel, não se misturam e nem se diluem na água. Eles fi -</p><p>cam na sua superfície, podendo criar situações perigosas nos locais para onde essa mistura</p><p>(água e combustível) for escoada.</p><p>Aptl 92-00/202018/59</p><p>d) Resfriar as partes aquecidas (motores, partes da fuselagem que atritaram com</p><p>a pista durante pouso sem trem de pouso, partes expostas ao calor do incêndio</p><p>que foi extinto, etc) utilizando espuma, para evitar que o incêndio seja inicia-</p><p>do ou reiniciado.</p><p>e) Não havendo incêndio ou após a sua extinção, manter os CCI Posicionados,</p><p>com seus motoristas operadores a postos, monitorando todas as operações</p><p>que se desenvolverem em função da situação de emergência e pronto para</p><p>fazer a Intervenção caso a situação necessite.</p><p>ATENÇÃO</p><p>➢ A espuma deve ser aplicada a partir da fuselagem de modo a empurrar o incêndio para</p><p>longe dela (varredura) ou, se possível, apagá-lo.</p><p>➢ Deve ser mantida uma camada visível de espuma sobre o combustível derramado e renová-</p><p>-la quantas vezes for necessário, até que termine toda a operação de emergência.</p><p>➢ Evitar aplicar o jato compacto de espuma com alta pressão diretamente sob o combustível,</p><p>pois ele poderá ser espalhado ainda mais. Utilizar jato em forma de chuveiro e à baixa</p><p>pressão.</p><p>➢ Tomar cuidado para não deslocar o incêndio ou o combustível para as áreas onde estão</p><p>localizadas as vítimas.</p><p>ATENÇÃO</p><p>Os Motoristas Operadores de CCI não devem se ausentar de sua viatura em</p><p>nenhuma hipótese, pois mesmo que não haja incêndio no momento do acidente, ele pode se</p><p>iniciar a qualquer instante.</p><p>OBS: Nos helipontos elevados, que são aeródromos desprovidos de CCI, esta</p><p>operação deve ser realizada por um Bombeiro posicionado para intervir, quando necessário,</p><p>provido de, pelo menos, uma linha de mangueira provida de dispositivo para formar espuma e</p><p>esguicho de vazão regulável, se houver hidrante, ou aparelhos extintores.</p><p>1.1.2.7.3 Combate a incêndio</p><p>Cada situação de emergência deve ser analisada e avaliada separadamente pelo</p><p>Chefe de Equipe, que indicará qual agente extintor deverá ser empregado. De um modo geral, a</p><p>espuma (6%) é empregada sempre que houver perigo de incêndio ou explosão, juntamente com</p><p>a existência de vítimas na área do acidente.</p><p>Em nosso estudo sobre um acidente aeronáutico, apresentamos como primeiro</p><p>passo de Intervenção com CCI a Proteção Imediata da Fuselagem e, em seguida, a Proteção</p><p>das Operações. Porém, quando o incêndio compromete as condições mínimas de sobrevivência</p><p>dos ocupantes, ou das operações de salvamento, o controle do incêndio deve ser empreendido</p><p>prioritariamente.</p><p>O Chefe de Equipe e os Motoristas Operadores de CCI devem trabalhar em</p><p>coordenação objetivando o controle dos agentes extintores, para providenciarem o reabasteci-</p><p>mento em tempo hábil a fi m de manter uma solução de continuidade na operação de combate</p><p>ao incêndio.</p><p>O uso de canhões para combater é indicado nas seguintes situações:</p><p>• Incêndio generalizado envolvendo a aeronave externamente; e</p><p>• Incêndio localizado na parte externa da aeronave que se iniciou antes da che-</p><p>gada dos bombeiros (no motor, no trem de pouso).</p><p>1.1.2.8 Encerramento da emergência</p><p>É prudente que o Chefe de Equipe encerre a emergência tão logo seja possível,</p><p>para que todos os recursos que foram acionados possam ser desativados e retornando aos seus</p><p>afazeres normais. Para isto, é necessário constatar:</p><p>Aptl 92-00/2020 19/59</p><p>• Se todos os passageiros deixaram a aeronave após o pouso de emergência;</p><p>• Se todas as vítimas foram socorridas e removidas após um acidente;</p><p>• Se a aeronave e o local da emergência estão seguros e todos os riscos foram</p><p>eliminados.</p><p>Uma vez encerrada a emergência, os materiais e pessoal devem ser conferidos e</p><p>as viaturas devem retornar ao SESCINC para que seja providenciada a reposição de materiais e</p><p>reabastecimento de agentes extintores.</p><p>É prudente que seja informada ao Órgão de Controle de Tráfego Aéreo, a restri-</p><p>ção do nível de proteção do aeródromo enquanto as viaturas não tiverem sido completamente</p><p>reabastecidas.</p><p>1.1.2.9 Procedimentos após o encerramento da emergência</p><p>Mesmo após o encerramento da emergência, é prudente manter um CCI no local</p><p>do acidente para dar apoio às equipes de investigação e de desinterdição de pista ou remoção</p><p>da aeronave do local do acidente. E dependendo da situação, a remoção pode durar vários dias.</p><p>A remoção dos cadáveres dos destroços só deverá ser executada após a liberação</p><p>da Equipe de Investigação.</p><p>Os objetos pessoais devem ser mantidos junto aos corpos.</p><p>Se as circunstâncias permitirem, deve-se fotografar o local do acidente.</p><p>1.1.2.10 Relato da emergência</p><p>Após o atendimento de cada situação de emergência, é recomendado que o Che-</p><p>fe de Equipe dos Bombeiros realize uma rápida reunião com a equipe (debriefi ng), com a fi -</p><p>nalidade evidenciar os acertos e corrigir falhas, bem como colher o máximo de informações</p><p>para fazer o relato da emergência no livro do Chefe de Equipe. Encontra-se no Anexo A alguns</p><p>modelos de relatos de emergência.</p><p>O relato da emergência deve conter o máximo de informações e detalhamento</p><p>das operações realizados, pois ele servirá de base para a confecção do Relatório de Atendi-</p><p>mento a Emergência, que deverá ser preenchido pelo Chefe de Equipe para ser enviado para a</p><p>DIRENG.</p><p>O relato da emergência deve conter, no mínimo, as seguintes informações:</p><p>• Data e hora do acionamento da emergência;</p><p>• Quem acionou a emergência;</p><p>• Tipo de emergência;</p><p>• Tipo de aeronave, prefi xo, empresa, tipo de pane, quantidade de pessoas a</p><p>bordo e se conduz carga especial;</p><p>• Pista utilizada para pouso ou local do acidente;</p><p>• Viaturas e guarnição de cada viatura que atendeu a emergência;</p><p>• Descrição minuciosa de cada atividade realizada pela equipe de bombeiros;</p><p>• Data e hora de encerramento;</p><p>• Número e Nome das vítimas;</p><p>• Outras que se fi zerem necessário.</p><p>Aptl 92-00/202020/59</p><p>1.1.3 OPERAÇÕES COM BAIXA VISIBILIDADE NO AERÓDROMO</p><p>Quando o aeródromo está operando em condições de baixa visibilidade, a equipe</p><p>de Bombeiros poderá ter difi culdades para realizar o deslocamento das viaturas até as posições</p><p>defi nidas no Plano Contraincêndio para aguardar o pouso da aeronave em situação</p><p>de emergência, ou até o local do acidente.</p><p>Existem equipamentos portáteis e fi xos (instalados nas viaturas) que</p><p>permitem os bombeiros enxergar em situação de baixa visibilidade. Basicamente existem dois</p><p>tipos diferentes de processos de visualização que esses equipamentos podem utilizar:</p><p>➢ O timização de imagem – Processo em que a lente do equipamento captura os</p><p>fótons (partículas de luz) refl etidos pelos corpos e os intensifi ca por meio de</p><p>um processo bem complexo, gerando uma imagem monocromática onde as</p><p>partes mais claras apresentam- se esverdeada.</p><p>➢ Geração de imagens térmicas - Processo em que a lente do equipamento</p><p>captura a luz infravermelha emitida pelos corpos. Esta luz, invisível ao olho</p><p>humano, é varrida por um conjunto de elementos detectores, criando um pa-</p><p>drão chamado termograma. Por meio de um processo que dura trigésimos</p><p>de segundo, este termograma é transformado em impulsos elétricos. Estes</p><p>impulsos são então capturados por uma placa de circuitos especiais, capaz de</p><p>decodifi car a informação neles contida para criar imagens em um mostrador</p><p>especial. Dependendo da intensidade da emissão de infravermelho, as ima-</p><p>gens aparecem em diferentes cores, variando do vermelho vivo,</p><p>para o que</p><p>for mais quente, passando pelo amarelo, até chegar no azul, que mostra os</p><p>pontos com menor emissão de infravermelho.</p><p>No fi nal de 2012, a GRUAIRPORT, consórcio que administra o Aeroporto Inter-</p><p>nacional de São Paulo/Guarulhos, trouxe para o país o primeiro CCI provido com este tipo de</p><p>tecnologia: o AP-4 Rosenbauer Panther 6x6.</p><p>Nos aeródromos em que todas as viaturas de Bombeiros possuem equipamentos</p><p>com atecnologia de visão em condições de baixa visibilidade, todos os veículos poderão ser</p><p>deslocados sem maiores problemas.</p><p>Nos casos em que nenhuma viatura, ou apenas uma viatura possua</p><p>esse tipo de equipamento, é prudente que todos os deslocamentos em situação de baixa vi-</p><p>sibilidade, sejam realizados em comboio em velocidade compatível com o veículo mais lento.</p><p>O comboio será liderado pela viatura provida do equipamento de visão em condições de baixa</p><p>visibilidade ou, caso nenhum tenha, pela viatura do Chefe de Equipe dos Bombeiros.</p><p>Se a visão do motorista estiver muito obscurecida, um Bombeiro deverá seguir à</p><p>frente da viatura para certifi car que o caminho está desimpedido e livre de destroços</p><p>que possam comprometer o deslocamento do comboio de viaturas. Este procedimento deve</p><p>ser adotado especialmente se os veículos forem deslocados pelo mesmo itinerário realizado</p><p>pela aeronave acidentada. Se o motorista da viatura perder de vista o Bombeiro a pé, a viatura</p><p>tem que parar imediatamente para evitar a possibilidade de atropelamento. O deslocamento não</p><p>deve ser reiniciado até que o contato visual tenha sido restabelecido.</p><p>Quando o motorista não possui visão completa do terreno ou a área por onde irá</p><p>se deslocar é desconhecida, esse mesmo procedimento pode ser realizado para evitar o atola-</p><p>mento ou a queda da viatura em buracos.</p><p>Nos casos em que a aeronave em emergência esteja em voo, é prudente que as</p><p>viaturas fi quem agrupadas num determinado ponto estratégico aguardando o pouso da aerona-</p><p>ve. Caso ela já tenha se acidentado, o comboio deverá se deslocar até o local do acidente.</p><p>OBS: Em situações de baixa visibilidade é necessária a atenção de todos os</p><p>Bombeiros para localizar a aeronave em emergência e evitar possíveis atropela-</p><p>mentos de pessoas que conseguiram sair da aeronave por meios próprios ou foram</p><p>jogadas para fora em função do acidente.</p><p>Aptl 92-00/2020 21/59</p><p>1.1.4 ILUMINAÇÃO</p><p>A maioria dos aeródromos funciona 24 horas e existe a possibilidade</p><p>de ocorrem acidentes no período noturno. Em função disso, é imprescindível que o SESCINC</p><p>disponha meios de iluminação das áreas externa e interna da aeronave, a fi m de</p><p>auxiliar o desenvolvimento de todos os trabalhos operacionais.</p><p>Para a área externa, é recomendado um gerador portátil com capacidade de ali-</p><p>mentar dois ou mais dispositivos aéreos de iluminação (torres de iluminação). Holofotes manu-</p><p>ais providos de extensão também é uma boa opção.</p><p>Para a área interna da aeronave, é recomendada a instalação de lanternas nos</p><p>capacetes dos Bombeiros ou o fornecimento das tradicionais lanternas manuais.</p><p>É importante destacar que todos os dispositivos de iluminação e o gerador de-</p><p>vem ser capazes de operar de forma segura na presença de vapores infl amáveis (anti-explosão).</p><p>Figura - 5</p><p>Aptl 92-00/202022/59</p><p>1.2 PROCEDIMENTOS DE COMBATE A INCÊNDIO EM AERONAVES</p><p>1.2.1 CARACTERÍSTICAS DO INCÊNDIO EM AERONAVES</p><p>Antes de tecermos algum comentário a respeito de princípios de combate e ex-</p><p>tinção de incêndio e salvamento em aeronaves, devemos analisar a diferenciação entre incên-</p><p>dios em aeronaves e incêndios em edifi cações, no que diz respeito a periculosidade de incêndio</p><p>para os ocupantes e para os próprios bombeiros.</p><p>1.2.1.1 Tipos de Materiais encontrados a Bordo</p><p>O risco de incêndio nas aeronaves de asa fi xa e de asas rotativas está diretamente</p><p>ligado aos materiais usados na fabricação dessas aeronaves. Abaixo, estão relacionadas as par-</p><p>tes, os materiais e as condições que são encontradas nas aeronaves em geral que elevam o risco</p><p>de ocorrência de incêndio.</p><p>• Fuselagem: Confeccionada em material composto de chapa de alumínio fi no</p><p>e compostos de Carbono em sua grande maioria onde os ocupantes e os ma-</p><p>teriais se encontram confi nados.</p><p>• Reservatórios hidráulicos de alta pressão: Possuem linhas de freio e linhas</p><p>de oxigênio construídas, geralmente em alumínio, material este que pode se</p><p>romper rapidamente sob condições de fogo ou de impacto.</p><p>• Material em Geral: As aeronaves possuem grande quantidade e variedade</p><p>de material combustível que apresentam alto poder calorífi co onde a razão de</p><p>calor gerado durante um incêndio pode chegar a 5 vezes o calor gerado em</p><p>uma edifi cação (razão 5:1).</p><p>Outras condições de risco que podem ser encontradas em aeronaves:</p><p>• Ocupantes confi nados em Tubo de Alumínio;</p><p>• Elevado número de combustível e poder calorífi co;</p><p>• Compartimentos e espaços Limitados;</p><p>• Sistemas Elétricos (Elevado Consumo de Energia em Aeronaves Maiores);</p><p>• Linhas de Oxigênio (dependendo o tipo de aeronave);</p><p>• Forma cilíndrica sob rodas;</p><p>• Elevado Peso; e</p><p>• Combustível com Alta Octanagem.</p><p>As aeronaves têm compartimentos com acessos extremamente limitados, o que</p><p>difi culta enormemente o salvamento e o resgate das vítimas.</p><p>Aeronaves de grande porte e muitas de modelo pequeno são providas de serviços</p><p>sanitários, sistemas elétricos de aquecimento e refrigeração, cujo consumo de energia elétrica é</p><p>considerável em comparação ao consumo de aparelhos domésticos.</p><p>O fogo que invada os espaços vazios dos tanques de combustível quase sempre</p><p>resultará em violenta explosão e/ou ruptura, assim como, o fogo poderá se propagar através das</p><p>tubulações, atingindo outros tanques.</p><p>As aeronaves também diferem das edifi cações no que concerne ao aspecto críti-</p><p>co de estabilidade: edifi cações têm forma cúbica e normalmente desabam no mesmo lugar ou</p><p>ao lado; aeronaves são cilíndricas, cônicas e normalmente sobre rodas; sujeitas ao movimento e</p><p>a rotação, exigindo calços e armações quando houver trabalhos em torno da mesma.</p><p>As aeronaves modernas podem pesar 800.000 libras (362.880 Kg) ou mais, ar-</p><p>mazenar 52.000 galões (196.820 litros) ou mais e alcançar uma altura superior a um edifício de</p><p>05 andares (10 m).</p><p>Em uma aeronave, as principais partes que apresentam risco de incêndio são:</p><p>• Tanques de combustível: localizam-se, normalmente, nas asas, alguns pene-</p><p>trando a fuselagem, outros externamente sob as asas ou o corpo da aeronave.</p><p>Estes tanques estão interconectados e têm válvulas para alimentação transver-</p><p>Aptl 92-00/2020 23/59</p><p>sal; os suspiros dos tanques acham-se, normalmente, no bordo de fuga da asa;</p><p>• Tanques de óleo: encontrados, normalmente, nas naceles dos motores, atrás</p><p>do anteparo corta-fogo (às vezes, à frente deste anteparo);</p><p>• Baterias: normalmente estão à frente, devendo ser desconectadas, caso não</p><p>tenha irrompido incêndio após o acidente. Algumas vezes são encontradas</p><p>no alojamento da roda da frente. Normalmente, são providas de bornes de</p><p>desconexão rápida;</p><p>• Depósitos de fl uido hidráulico: são dispostos alternadamente na parte ante-</p><p>rior da fuselagem ou próximo a raiz da asa.</p><p>• Cilindros de oxigênio e conversores: são dispostos em posições diferen-</p><p>ciadas, conforme a aeronave, variando quanto a capacidade volumétrica. Em</p><p>aeronaves de transporte de passageiros, é possível encontrar garrafas portáteis</p><p>distribuídas na nacele dos pilotos e no setor de cauda da aeronave, para uso</p><p>emergencial.</p><p>Estas são algumas das principais características que diferenciam um incêndio</p><p>em aeronave dos ocorridos em edifi cações. Estas diferenças são de suma importância para a</p><p>defi nição de melhores táticas de combate a incêndio e salvamento em aeronaves.</p><p>1.2.2 MATERIAIS COMPOSTOS EM AERONAVES</p><p>a) Aeronaves de Asa Fixa</p><p>- Na</p><p>construção de estruturas de aeronaves de grande porte, e também em</p><p>algum as aeronaves de pequeno porte, a estrutura utiliza tanto o alumínio como materiais plás-</p><p>ticos reforçados.</p><p>- Com relação as asas, as principais partes estruturais são as longarinas, as</p><p>nervuras ou paredes e as vigas de reforço ou reforçadores. Com relação as longarinas, elas são</p><p>os principais membros estruturais da asa, correspondendo às longarinas da fuselagem e são</p><p>geralmente presas à fuselagem, através das ferragens da asa, de vigas ou de um sistema de ar-</p><p>mação metálica.</p><p>- A maioria das aeronaves recentemente produzidas utilizam longarinas de</p><p>alumínio sólido extrudado ou pequenas extrusões de alumínio rebitadas juntas para formar uma</p><p>longarina.</p><p>Figura - 6</p><p>Aptl 92-00/202024/59</p><p>- Tanto as ligas de alumínio como as de magnésio são utilizadas na constru-</p><p>ção de asas.</p><p>- A ponta de asa é construída de liga de alumínio.</p><p>- As naceles ou casulos</p><p>são compartimentos aerodinâmicos usados</p><p>em aeronaves multimotoras, com o fi m pri-</p><p>mário de alojar os motores. Possuem for-</p><p>mato arredondado ou esférico e geralmente</p><p>estão localizados abaixo, acima ou no bor-</p><p>do de ataque da asa.</p><p>- No caso de um mono-</p><p>motor, o motor é geralmente montado no</p><p>nariz da aeronave, e a nacele é uma exten-</p><p>são da fuselagem.</p><p>- Uma nacele de motor consiste de</p><p>revestimento, carenagens, membros estruturais, uma parede-de-fogo e os montantes do motor.</p><p>O revestimento e as carenagens cobrem o exterior da nacele. Ambos são geralmente feitos de</p><p>folha de liga de alumínio, aço inoxidável, magnésio ou titânio.</p><p>- Uma nacele também contém uma parede-de-fogo que separa o comparti-</p><p>mento do motor do resto da aeronave. Essa parede é normalmente feita em chapa de aço inoxi-</p><p>dável, ou em algum as aeronaves de titânio.</p><p>- Um outro membro da nacele são os montantes, ou berço do motor.</p><p>- Os berços são geralmente fabricados em tubos soldados de aço cromo/</p><p>molibdênio, e fusões de cromo / níquel / molibdênio são usadas para os encaixes expostos a</p><p>altos estresses.</p><p>- As seções básicas de fuselagem e cone de cauda de um helicóptero típico</p><p>são estruturas convencionais, metálicas e rebitadas incorporando paredes de liga de alumínio,</p><p>vigas, canais e reforçadores.</p><p>- Os painéis de revestimento que sofrem estresse podem ser lisos ou possuir</p><p>rebordos. A parede de fogo e o compartimento do motor são geralmente de aço inoxidável. O</p><p>cone de cauda possui geralmente paredes modeladas em alumínio, com longarinas extrudadas</p><p>e painéis de revestimento, ou de tubos de aço soldados.</p><p>- As partes, os materiais e as condições que são encontradas nas aeronaves</p><p>em geral, tratadas no item anterior, podemos observar nas ilustrações a seguir:</p><p>Figura - 7</p><p>Figura - 8</p><p>Aptl 92-00/2020 25/59</p><p>Figura - 9: Localização dos materiais compostos de versões da Aeronave Boeing 737</p><p>Figura - 10: Materiais compostos da aeronave KC-390</p><p>Aptl 92-00/202026/59</p><p>b) Aeronaves de Asas Rotativas</p><p>- Apesar de suas confi gurações de fuselagem variarem muito, a maioria das</p><p>fuselagens de helicóptero utilizam membros estruturais semelhantes aos utilizados nas aerona-</p><p>ves de asas fi xas.</p><p>- As seções básicas de fuselagem e cone de cauda de um helicóptero típico</p><p>são estruturas convencionais, metálicas e rebitadas incorporando paredes de liga de alumínio,</p><p>vigas, canais e reforçadores.</p><p>- A parede de fogo e o compartimento do motor são geralmente de aço ino-</p><p>xidável. O cone de cauda é geralmente semimonocoque com paredes modeladas em alumínio,</p><p>com longarinas extrudadas e painéis de revestimento, ou de tubos de aço soldados.</p><p>- Em um helicóptero típico, a cauda, a fuselagem, e o cone de cauda são</p><p>construídos em revestimento metálico trabalhante e membros metálicos de reforço.</p><p>- A cabine do helicóptero é normalmente de “plexiglass”, suportado por tu-</p><p>bos de alumínio em alguns modelos.</p><p>Figura - 11: Exemplo de Materiais encontrados na fuselagem de um helicóptero</p><p>1.2.3 INCÊNDIO EM AERONAVE EM VÔO</p><p>Este tipo de incêndio é característico do vôo nas fases de cruzeiro (aviação co-</p><p>mercial ou de transporte civil/militar) ou fora das fases de pouso/decolagem (aviação militar ou</p><p>desportiva), muitas vezes implicando no pouso de emergência da aeronave ou ocasionando o</p><p>seu acidente, quando não controlados ou não dominados pelos recursos de extinção da aeronave</p><p>ou pelas ações da tripulação. Os tipos de incêndio em vôo mais freqüentes envolvem:</p><p>a) Motores;</p><p>b) Áreas de cabine de pilotagem e/ou de passageiros;</p><p>c) Aparelhos de aquecimento ou similares; e</p><p>d) Compartimentos de carga.</p><p>Para o controle e extinção dos incêndios das letras á e d, a maioria das aeronaves</p><p>são projetadas e construídas com sistemas fi xos de extinção, acionáveis automática ou manu-</p><p>almente.</p><p>Estes sistemas utilizam agentes extintores do tipo C02 ou halogenados e prote-</p><p>Aptl 92-00/2020 27/59</p><p>gem, em geral, somente áreas pré-determinadas,, em que haja maior risco de incêndio.</p><p>Além destes sistemas fi xos de extinção, todas as aeronaves são equipadas com</p><p>um ou mais extintores portáteis (também de C02 ou Halon), destinados, nos demais casos (le-</p><p>tras b e c), a combater princípios de incêndios.</p><p>As quantidades de agente extintor variam de uma aeronave para outra, sendo</p><p>limitadas ao mínimo necessário para a proteção das áreas mais perigosas e para o combate a</p><p>princípios de incêndio.</p><p>Como a ocorrência destes incêndios é durante o vôo, a responsabilidade pelas</p><p>ações de combate e utilização destes sistemas (fi xos e portáteis) é da tripulação; para tanto, elas</p><p>são treinadas para lidar com incêndios a bordo e em vôo.</p><p>1.2.4 INCÊNDIO EM AERONAVE NO SOLO</p><p>Estes incêndios são aqueles que podem ocorrer nas aeronaves quando estão esta-</p><p>cionadas, aguardando embarque/desembarque de passageiros e/ou cargas, realizando manuten-</p><p>ção, serviços de comissaria, etc.</p><p>Independente da causa da ignição, os incêndios a bordo de aeronave no solo en-</p><p>volvem, normalmente, materiais comuns como: forrações da cabine, painéis, refugos, toalhas</p><p>de papel, isolantes elétricos, etc.</p><p>Normalmente, são encontrados em diversas partes que compõem os sistemas de</p><p>uma aeronave, tais como, por exemplo:</p><p>• Debaixo dos assoalhos da cabine;</p><p>• Nas paredes da cabine; e</p><p>• Nas cavidades do teto, entre o forro do interior da aeronave e o revestimento</p><p>externo da fuselagem.</p><p>A intensidade de incêndios dessa natureza depende de inúmeras variáveis:</p><p>• Hora da descoberta;</p><p>• Quantidade e forma dos materiais infl amados;</p><p>• Quantidade de ar presente; etc.</p><p>Duas situações podem ocorrer, quando do incêndio em aeronaves no solo, as</p><p>aeronaves estarem ocupadas ou não:</p><p>a) Aeronave Ocupada - Os tipos de incêndios que ocorrem na cabine do</p><p>piloto, no interior da cabine de passageiros ou no interior do comparti-</p><p>mento de carga, quando as aeronaves estão no solo, embarcando ou de-</p><p>sembarcando passageiros e carrregando ou descarregando bagagens,</p><p>são mais facilmente detectados na sua fase inicial, possibilitando um</p><p>pronto atendimento dos Bombeiros do Aeródromo, tanto para a com-</p><p>bate ao incêndio, como para a evacuação dos passageiros e tripulação.</p><p>Para atender a essas emergências as tripulações de vôo e o pessoal de serviço</p><p>das linhas aéreas devem ser periodicamente treinados na utilização de todos</p><p>os equipamentos disponíveis de extinção de incêndio.</p><p>b) Aeronave Desocupada - Quando o incêndio ocorre em aeronave deso-</p><p>cupada, há um problema adicional que é o atraso na detecção do mesmo.</p><p>A aeronave desocupada, com as portas fechadas, poderá conter ma-</p><p>terial combustível em combustão incompleta, que poderá perma-</p><p>necer desconhecida durante um grande período de tempo, com to-</p><p>dos os riscos em potencial, inerentes a este tipo de combustão.</p><p>Tal situação se agrava pelo fato da confi guração de uma aeronave não diferir</p><p>de um corredor estreito e comprido de uma edifi cação comum e comportar</p><p>grande quantidade e variedade de material combustível no seu interior (fl ui-</p><p>dos hidráulicos, sistemas de oxigênio, combustível, peças em liga de magné-</p><p>sio ou titânio, espumas,</p><p>tecidos de forração, borrachas, etc.).</p><p>Aptl 92-00/202028/59</p><p>Como os incêndios no interior das aeronaves são principalmente incêndios en-</p><p>volvendo materiais combustíveis da classe “A”, as técnicas e equipamentos selecionados para</p><p>o combate são os mesmos para os incêndios em instalações (edifi cações), contudo, deve-se ter</p><p>em mente que a ausência de detectores de incêndio no piso e por trás dos painéis de parede,</p><p>difi culta a detecção do incêndio que se alastre para os espaços ocultos da fuselagem, atingindo</p><p>outros materiais combustíveis de classe “B”, “C” ou “D”.</p><p>As técnicas de combate a incêndio incluem a utilização de esguichos pulveri-</p><p>zadores de grande volume de água ou o uso de esguichos penetrantes, para aplicação direta</p><p>no interior da aeronave, todos conjugados com uma boa ventilação para aplicação indireta em</p><p>áreas não acessíveis.</p><p>Cada incêndio apresenta uma situação diferente, por essa razão, fi ca muito difí-</p><p>cil sugerir uma orientação única sobre as técnicas de extinção de incêndio no interior de uma</p><p>aeronave no solo.</p><p>Os pontos de entrada e o método de ataque selecionado podem depender da ava-</p><p>liação das condições interiores da aeronave.</p><p>Observações feitas através das janelas das cabines, empolamento na tinta da fu-</p><p>selagem ou concentrações de fumaça, podem ajudar a identifi car a localização e intensidade do</p><p>incêndio, sendo excelentes indicadores para a atuação do Bombeiro.</p><p>Além da água, podem ser utilizados outros agentes extintores, tais como: espu-</p><p>ma mecânica, gases halogenados, dióxido de carbono ou pó químico seco.</p><p>Se houver combustão com defi ciência de oxigênio (combustão incompleta ou</p><p>“fogo abafado”), normalmente pode-se obter melhor resultado aplicando ataque indireto, uti-</p><p>lizando água pulverizada através de aberturas, tais como: portas meio abertas, saídas de emer-</p><p>gência, pontos de penetração (pequenos furos feitos na fuselagem), etc.</p><p>Nestas situações, deve-se ter o máximo de cuidado com as concentrações peri-</p><p>gosas de gases tóxicos, emanados da combustão incompleta, tais como: cianeto de hidrogênio,</p><p>monóxido de carbono, ácido clorídrico, etc; que são produzidos por materiais internos da cabi-</p><p>ne da aeronave, queimados ou carbonizados, exigindo pronta ventilação do interior da cabine</p><p>da aeronave, durante as operações de extinção de incêndio, e uso de equipamentos de respiração</p><p>autônoma.</p><p>Durante a vistoria da fase do incêndio, linhas de mangueira devem permanecer</p><p>prontas para enfrentar qualquer tipo de incêndio que possa vir a acontecer repentinamente, as-</p><p>sim como, deve ser feita uma investigação acurada para se certifi car de que o incêndio não se</p><p>estendeu até espaços ocultos dentro da aeronave.</p><p>Os Bombeiros devem sempre ter linhas de m angueiras em posição preventiva</p><p>para combater imediatamente o potencial de uma explosão que envolva completamente o inte-</p><p>rior de uma aeronave.</p><p>1.2.5 INCÊNDIO EM AERONAVES NAS FASES DE POUSO/ DECOLAGEM</p><p>Estas fases do vôo são as mais críticas, por operarem nos limites operacionais de</p><p>sustentação da aeronave, envolvendo grande possibilidade de ocorrer um acidente.</p><p>Havendo crash com incêndio nestas fases, a ação dos Bombeiros será a de propi-</p><p>ciar um corredor de saída para os sobreviventes, afastando as chamas das portas de emergência</p><p>ou aberturas forçadas.</p><p>A atenção dos Bombeiros que protegem o corredor, não deve ser desviada para</p><p>combater fogo em outras partes do avião; portanto, é importante observar que somente após o</p><p>salvamento do último sobrevivente é que pode ser dada maior atenção a toda a complexidade</p><p>do incêndio, até sua extinção total.</p><p>Vários são os fatores que infl uirão nas operações de salvamento:</p><p>• Abordagem dos CCIs,</p><p>Aptl 92-00/2020 29/59</p><p>• Correto emprego técnico e tático dos agentes químicos extintores, e</p><p>• Conhecimento dos Bombeiros sobre a aeronave acidentada (saídas de emer-</p><p>gências; locais de arrombamento ou cortes; localização dos tanques de com-</p><p>bustíveis; baterias; sistema hidráulico; sistema de oxigênio; cadeira de eje-</p><p>ção; canopi, etc.).</p><p>É importante salientar e lembrar que a principal diferença entre um acidente de</p><p>aeronave na fase de decolagem e um na fase de pouso, reside na quantidade de combustível dos</p><p>tanques e no regime de potência dos motores.</p><p>Na decolagem, a aeronave está com plena capacidade em seus tanques de com-</p><p>bustível (que podem variar, conforme a aeronave, de 100 a 200.000 litros) e com os motores à</p><p>plena potência (mais aquecidos), no mínimo da velocidade necessária para formar a força de</p><p>sustentação da mesma.</p><p>No pouso, a quantidade de combustível nos tanques é reduzida (grande quanti-</p><p>dade de vapores de combustível, maior risco de explosão), podendo estar quase no mínimo da</p><p>capacidade, sendo os motores utilizados em regime de potência mínima (menos aquecidos) e,</p><p>também, envolvendo o mínimo de velocidade necessária para a força de sustentação.</p><p>1.2.6 INCÊNDIO EM AERONAVES EM OUTRAS SITUAÇÕES</p><p>Outras situações poderão ocorrer, na operação de uma aeronave, que resultem na</p><p>ocorrência de incêndio, para as quais o Bombeiro deverá estar preparado, tais como:</p><p>• Interferência ilícita;</p><p>• Acidente com aeronaves no táxi:</p><p>• Acidente com aeronaves em manutenção;</p><p>• Acidente com aeronaves durante o reabastecimento; e</p><p>• Abalroarnento de aeronaves estacionadas, entre outras.</p><p>O assunto interferência ilícita é tratado, neste curso, em disciplina própria.</p><p>Nas demais situações (táxi, manutenção, reabastecimento, abalroamento. etc), o</p><p>Bombeiro deverá agir realizando ações preventivas e executando a evacuação/resgate dos pas-</p><p>sageiros e tripulação, como no caso de crash sem incêndio, ou conforme a tática de combate a</p><p>incêndio e salvamento, previstas para crash com incêndio.</p><p>1.2.7 PREVENÇÃO DE INCÊNDIO EM</p><p>ABASTECIMENTO DE AERONAVES</p><p>Durante as operações de reabasteci-</p><p>mento e de partida, a proteção da Aeronave deverá</p><p>ser feita com equipamento portátil apropriado, ma-</p><p>nuseado por pessoal treinado.</p><p>Causas de Incêndio</p><p>• Fluxo de combustível;</p><p>• Estática;</p><p>• Bomba defeituosa;</p><p>• Fonte Externa de Ignição;</p><p>• Procedimentos Impróprios;</p><p>Ações que devem ser adotadas</p><p>• Aterramento Caminhão + Anv</p><p>• Corte de Motores:</p><p>- 30 min Turbina - 800°C</p><p>- 10 min Convencional - 200°C</p><p>• Rotores parados;</p><p>• PAB desembarcados;</p><p>Figura - 12</p><p>Aptl 92-00/202030/59</p><p>• Evacuação ( caso embarcados );</p><p>• Cobertura de Espuma em vazamentos;</p><p>1.2.7.1 Vazamento e Derramamento de Combustível</p><p>Providenciar para que o combustível não escoe para os ralos de águas pluviais e</p><p>para a área onde se encontramos passageiros.</p><p>Em seguida, devem ser utilizados materiais absorventes para a retirada do com-</p><p>bustível do solo, os quais deverão ser depositados em recipiente apropriado para posterior des-</p><p>carte, evitando assim, riscos de incêndio, explosões e contaminação ambiental.</p><p>Em situações de emergência, é recomendado que os Bombeiros cubram com</p><p>espuma todo o combustível vazado ou derramado. Deve-se atentar também, que a alta tempera-</p><p>tura dos gases de escapamento da turbina poderão provocar a ignição do combustível.</p><p>Evitar aplicar o jato de espuma com alta pressão diretamente sob o combustível,</p><p>pois pode-se espalhá-lo mais.</p><p>Utilizar jato em forma de chuveiro e à baixa pressão.</p><p>Não dispondo de espuma, é aconselhável apenas absorver o combustível com</p><p>material absorvente.</p><p>Enquanto durar a operação de absorção e/ou até que seja consertado o vazamen-</p><p>to, devese manter um Bombeiro a postos com ao menos uma linha de mangueira (com LGE) e</p><p>esguicho de vazão regulável, se houver hidrante, ou extintor.</p><p>ATENÇÃO</p><p>NUNCA permitir que os motores sejam acionados com o helicóptero em cima do combustível</p><p>derramado.</p><p>Se a ae- ronave puder ser retira-</p><p>do de cima do combustível derramado sem provocar riscos de ignição, o perigo para a aeronave</p><p>será eliminado.</p><p>1.2.8 EM SITUAÇÃO DE ACIDENTE</p><p>Além de observar os fatores citados no item anterior, os bombeiros devem:</p><p>a) Evitar a área em chamas e deslocamento de gases;</p><p>b) Somente realizar o deslocamento em área com derramamento de combustível</p><p>após ele estar coberto com</p><p>espuma e se for estritamente necessário se deslo-</p><p>car por esta área;</p><p>c) Cuidado ao se deslocar por cima de áreas cobertas com espuma, pois ela es-</p><p>conde destroços, desníveis e buracos existentes no solo;</p><p>d) Nos casos de acidente com helicópteros, somente se aproximar quando tiver a</p><p>certeza de que não existe a possibilidade de qualquer parte dele se movimen-</p><p>tar, pois a equipe pode ser atingida.</p><p>Figura - 13</p><p>Aptl 92-00/2020 31/59</p><p>1.2.9 INTERVENÇÃO COM EXTINTORES E MANGUEIRAS</p><p>Para que possa ser defi nida uma estratégia de ação, consideraremos duas situa-</p><p>ções:</p><p>a) Presença de Fogo Externo à Aeronave Antes da Chegada dos Bombeiros (In-</p><p>cêndio)</p><p>Devido ao fato de não se poder defi nir a quanto tempo o fogo está queimando</p><p>e aos riscos existentes numa aeronave, é prudente realizar o combate imediato</p><p>com o canhão dos CCI, não permitindo o alastramento do fogo para outras</p><p>partes da aeronave.</p><p>b) Ocorrência de Fogo Após da Chegada dos Bombeiros (Princípio de Incêndio)</p><p>Quando o Bombeiro chega no local da emergência e não há presença de fogo,</p><p>deverão ser realizadas ações preventivas. Caso o fogo se inicie, ele deverá ser</p><p>imediatamente combatido.</p><p>Para a realização das atividades de prevenção e combate a incêndio, a equipe de</p><p>Bombeiros dispõe dos canhões, linhas de mangueiras e aparelhos extintores existentes nos CCI.</p><p>O Chefe de Equipe dos Bombeiros realizará a análise da situação, determinará o</p><p>que deverá ser feito e qual dispositivo deverá ser utilizado.</p><p>1.2.10 AÇÕES PREVENTIVAS</p><p>As Ações Preventivas deverão ser realizadas em todas as situações em que hou-</p><p>ver a possibilidade de ocorrer um princípio de incêndio.</p><p>Após avaliar a situação, o Chefe de Equipe posicionará um dos seguintes recur-</p><p>sos para emprego imediato assim que o fogo iniciar:</p><p>a) Um bombeiro provido de um aparelho extintor;</p><p>b) Um Bombeiro provido de uma linha de mangueira; ou</p><p>c) Um CCI para pronto emprego do canhão.</p><p>1.2.11 USO DE EXTINTORES</p><p>Os aparelhos extintores existentes nos CCI normalmente possuem carga de</p><p>agentes complementares, sendo por isso, indicados para situações onde existe a possibilidade</p><p>de ocorrer princípios de incêndio (a temperatura do combustível em chamas ainda não está</p><p>muito elevada).</p><p>Assim, o uso de aparelhos extintores é recomendado para debelar princípios de</p><p>incêndio.</p><p>a) Princípio de Incêndio em Trem de Pouso;</p><p>b) Princípio de Incêndio em motores com dimensões compatíveis com a capaci-</p><p>dade extintora do aparelho extintor disponibilizado;</p><p>c) Princípio de Incêndio em partes internas da aeronave (painéis elétricos, equi-</p><p>pamentos de comissária, etc.).</p><p>Caso um princípio de incêndio seja iniciado, ele deve ser debelado imediatamen-</p><p>te.</p><p>1.2.12 USO DE LINHAS DE MANGUEIRAS</p><p>O uso das linhas de mangueiras de água e espuma é indicado nas seguintes situ-</p><p>ações:</p><p>a) Aplicação pontual de água ou espuma em situação onde se requer pouca va-</p><p>zão e muita precisão (resfriamentos localizados, rescaldos, situações onde o</p><p>canhão do CCI não é efi ciente);</p><p>b) Extinguir incêndio dentro da aeronave (cabina de passageiros e porão de car-</p><p>ga);</p><p>c) Realizar proteção da equipe de Bombeiros que está dentro da aeronave;</p><p>Aptl 92-00/202032/59</p><p>d) Quando o incêndio ultrapassa a capacidade de extinção dos aparelhos extin-</p><p>tores.</p><p>1.2.13 SITUAÇÕES DE EMERGÊNCIA</p><p>Veremos alguns casos de situações de emergência onde é necessário intervir com</p><p>extintores ou linhas de mangueiras.</p><p>1.2.13.1 Superaquecimento de Trem de Pouso</p><p>Em qualquer situação envolvendo trem de pouso, os Bombeiros devem sempre</p><p>se posicionar protegidos pela banda de rodagem.</p><p>Figura - 14</p><p>Aptl 92-00/2020 33/59</p><p>O superaquecimento acontece por uso excessivo ou travamento dos freios.</p><p>A maioria das rodas possui uma válvula de segurança que provoca o esvazia-</p><p>mento dos pneus antes deles explodirem pela elevação da temperatura.</p><p>Os pneus das aeronaves são enchidos com nitrogênio que é um gás inerte e não</p><p>infl amável, sendo uma garantia a mais nas raras ocasiões em que o superaquecimento dos freios</p><p>pode ocasionar um princípio de incêndio nos pneus. Caso os pneus das aeronaves estivessem</p><p>cheios de ar comum, como os pneus de automóveis, eles poderiam entrar em colapso e estourar,</p><p>o que contribuiria para alimentar as chamas.</p><p>Figura - 15</p><p>Aptl 92-00/202034/59</p><p>Os Bombeiros devem fi car posicionados com quantos extintores de Pó Químico</p><p>forem necessários enquanto se aguarda orientações do pessoal da manutenção do avião, que</p><p>poderá executar um dos seguintes procedimentos:</p><p>• Resfriamento com água;</p><p>• Resfriamento com ar gelado ou CO2;</p><p>• Resfriar com ventiladores de ar;</p><p>• Aguardar o resfriamento natural;</p><p>OBS: Em caso de avião a hélice, o piloto pode mantê-la girando para resfriar o</p><p>trem de pouso.</p><p>OBS: Não confundir freios superaquecidos com incêndio no trem de pouso.</p><p>1.2.13.2 Combate A Princípio De Incêndio Em Trem De Pouso</p><p>Primeiramente ocorre o superaquecimento do trem de pouso. Caso não seja in-</p><p>terrompido, pode ocasionar incêndio nos freios e nos pneus que, caso não seja extinto, poderá,</p><p>em último caso, ocasionar incêndio da roda de liga de magnésio (metal especial / metal pirofó-</p><p>rico).</p><p>Figura - 16</p><p>Figura - 17</p><p>Aptl 92-00/2020 35/59</p><p>O Bombeiro, posicionado conforme já explicado, deve utilizar extintor de pó</p><p>químico até apagar as chamas. Caso ocorra reignição, apagar novamente, tantas vezes se fi ze-</p><p>rem necessárias, utilizando quantos extintores forem necessários, até a temperatura abaixar e</p><p>não ocorrer mais a reignição.</p><p>Caso o incêndio fuja ao controle dos aparelhos extintores, utilizar linha de man-</p><p>gueira aplicando jatos intermitentes em forma de chuveiro ou canhão do CCI. O importante é</p><p>não deixar o incêndio evoluir a ponto de ameaçar a integridade da aeronave.</p><p>Figura - 18</p><p>Figura - 19 Figura - 20</p><p>Figura - 21</p><p>Aptl 92-00/202036/59</p><p>1.2.13.3 Combate A Princípio De Incêndio Em Motor</p><p>Os princípios de incêndios em motores de aeronaves ocorrem, na maioria das</p><p>vezes, devido a vazamento de combustível e fl uidos. O fato do piloto desacelerar e desligar</p><p>o motor, cortando o fornecimento de combustível, fl uido hidráulico e eletricidade para o ele,</p><p>ocasionará a diminuição das chamas e até sua extinção.</p><p>Caso a aeronave possua sistema fi xo de extinção nos motores, o piloto possivel-</p><p>mente o utilizará, por se tratar do meio mais efi ciente de extinção de incêndio no interior do</p><p>motor.</p><p>Se mesmo com estas operações as chamas persistirem, o Bombeiro terá que</p><p>extingui-las com aparelhos extintores providos de agentes gasosos (desde que se tenha a capa-</p><p>cidade extintora compatível com o motor).</p><p>Para realizar o combate com extintores num motor de aeronave com segurança,</p><p>é necessário esperar pela sua parada, para evitar ser atingido pela hélice, sopro do escapamento</p><p>ou ser sugado por uma turbina.</p><p>O Local de aplicação do agente extintor dependerá da maneira pela qual o prin-</p><p>cípio de incêndio se apresenta. De uma maneira geral o agente extintor pode ser aplicado pela</p><p>admissão dos motores, janelas de inspeção, janelas para aplicação de agente extintor (os que</p><p>possuírem), escapamento e entradas para ventilação (helicópteros).</p><p>Figura - 22: Exercício de Combate a Incêndio em Helicópteros</p><p>Aptl 92-00/2020 37/59</p><p>OBSERVAÇÃO</p><p>- Alguns motores possuem partes de magnésio ou titânio (metais pirofóricos).</p><p>- Não é recomendado se posicionar embaixo dos motores, pois existe o risco de</p><p>derramamento de combustível em chamas e metal derretido.</p><p>Durante e após a extinção do incêndio, pode-se realizar o resfriamento externo</p><p>do motor aplicando-se água em forma de chuveiro.</p><p>- Quando os motores estão localizados nas partes altas das aeronaves, os Bom-</p><p>beiros necessitarão de escadas ou plataformas para realizar a extinção.</p><p>Figura - 23</p><p>Figura - 24</p><p>Aptl 92-00/202038/59</p><p>Após a extinção, é recomendado manter um Bombeiro a postos, provido de apa-</p><p>relho extintor ou linha de mangueira, pronto para intervir em caso de reignição (ação preven-</p><p>tiva).</p><p>Só permita abrir o compartimento (nacele) do motor após a retirada de todas as</p><p>pessoas</p>

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