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<p>LÍ</p><p>N</p><p>G</p><p>U</p><p>A</p><p>P</p><p>O</p><p>RT</p><p>U</p><p>G</p><p>U</p><p>ES</p><p>A</p><p>19</p><p>109. (CEBRASPE/CESPE – 2020) Julgue o item subsequente, rela-</p><p>tivos às ideias e às construções linguísticas do texto precedente.</p><p>No trecho “Em torno de uma grande cidade (de uma megalópo-</p><p>le)”, os parênteses foram empregados para isolar um trecho de</p><p>caráter explicativo.</p><p>( ) CERTO ( ) ERRADO</p><p>110. (CEBRASPE/CESPE – 2020) Julgue o item subsequente, rela-</p><p>tivos às ideias e às construções linguísticas do texto precedente.</p><p>A correção gramatical do texto seria mantida caso as vírgulas</p><p>que isolam o trecho “com relação à vida social” (início do último</p><p>parágrafo) fossem suprimidas.</p><p>( ) CERTO ( ) ERRADO</p><p>111. (CEBRASPE/CESPE – 2020) Julgue o item subsequente, rela-</p><p>tivos às ideias e às construções linguísticas do texto precedente.</p><p>Uma estrutura de centro e periferia surge, com frequência, por</p><p>razões e fatores bem diversos, conforme o texto.</p><p>( ) CERTO ( ) ERRADO</p><p>112. (CEBRASPE/CESPE – 2020) Julgue o item subsequente, rela-</p><p>tivos às ideias e às construções linguísticas do texto precedente.</p><p>A correção gramatical do texto seria mantida se o vocábulo</p><p>“que” (segundo parágrafo), fosse substituído por onde.</p><p>( ) CERTO ( ) ERRADO</p><p>113. (CEBRASPE/CESPE – 2020) Leia o texto para responder às</p><p>questões a seguir.</p><p>Sou feliz pelos amigos que tenho. Um deles muito sofre</p><p>pelo meu descuido com o vernáculo. Por alguns anos ele sis-</p><p>tematicamente me enviava missivas eruditas com precisas</p><p>informações sobre as regras da gramática, que eu não respei-</p><p>tava, e sobre a grafia correta dos vocábulos, que eu ignorava.</p><p>Fi-lo sofrer pelo uso errado que fiz de uma palavra no últi-</p><p>mo Quarto de Badulaques. Acontece que eu, acostumado</p><p>a conversar com a gente das Minas Gerais, falei em “varre-</p><p>ção” — do verbo “varrer”. De fato, tratava-se de um equívoco</p><p>que, num vestibular, poderia me valer uma reprovação. Pois</p><p>o meu amigo, paladino da língua portuguesa, se deu ao tra-</p><p>balho de fazer um xerox da página 827 do dicionário. O certo</p><p>é “varrição”, e não “varreção”. Mas estou com medo de que os</p><p>mineiros da roça façam troça de mim, porque nunca os ouvi</p><p>falar de “varrição”. E se eles rirem de mim não vai me adian-</p><p>tar mostrar-lhes o xerox da página do dicionário. Porque para</p><p>eles não é o dicionário que faz a língua. É o povo. E o povo, lá</p><p>nas montanhas de Minas Gerais, fala “varreção”, quando não</p><p>“barreção”. O que me deixa triste sobre esse amigo oculto é</p><p>que nunca tenha dito nada sobre o que eu escrevo, se é bonito</p><p>ou se é feio. Toma a minha sopa, não diz nada sobre ela, mas</p><p>reclama sempre que o prato está rachado.</p><p>Rubem Alves. Internet: (com adaptações).</p><p>A respeito dos sentidos e dos aspectos linguísticos do texto</p><p>anterior, julgue o seguinte item.</p><p>No trecho “Por alguns anos ele sistematicamente me envia-</p><p>va missivas eruditas”, o termo “sistematicamente” poderia ser</p><p>deslocado para imediatamente após o termo “enviava” — me</p><p>enviava sistematicamente — sem prejuízo do sentido original</p><p>do texto.</p><p>( ) CERTO ( ) ERRADO</p><p>114. (CEBRASPE/CESPE – 2020) A respeito dos sentidos e dos</p><p>aspectos linguísticos do texto anterior, julgue o seguinte item.</p><p>No trecho “Fi-lo sofrer pelo uso errado que fiz de uma palavra</p><p>no último Quarto de Badulaques”, a substituição de “Fi-lo” por</p><p>O fiz, forma mais comum no português do Brasil, manteria a</p><p>correção gramatical do trecho, de modo que é possível concluir</p><p>que a escolha do autor visa ironizar a visão que seu amigo tem</p><p>sobre a língua.</p><p>( ) CERTO ( ) ERRADO</p><p>115. (CEBRASPE/CESPE – 2020) A respeito dos sentidos e dos</p><p>aspectos linguísticos do texto anterior, julgue o seguinte item.</p><p>Em “Acontece que eu, acostumado a conversar com a gente das</p><p>Minas Gerais, falei em ‘varreção’ — do verbo ‘varrer’”, o sujeito</p><p>da oração iniciada com “Acontece” é indeterminado.</p><p>( ) CERTO ( ) ERRADO</p><p>116. (CEBRASPE/CESPE – 2020) A respeito dos sentidos e dos</p><p>aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o seguinte</p><p>item.</p><p>O texto contrapõe duas formas distintas de entender o uso da</p><p>língua portuguesa: a do “amigo oculto”, que preza pelas regras</p><p>de gramática e de grafia; e a do autor, que preza pelas formas da</p><p>linguagem popular.</p><p>( ) CERTO ( ) ERRADO</p><p>117. (CEBRASPE/CESPE – 2020) Leia o texto para responder às</p><p>questões a seguir.</p><p>Em qualquer tempo ou lugar, a vida social é sempre mar-</p><p>cada por rituais. Essa afirmação pode ser inesperada para</p><p>muitos, porque tendemos a negar tanto a existência quanto a</p><p>importância dos rituais na nossa vida cotidiana. Em geral, con-</p><p>sideramos que rituais seriam eventos de sociedades históricas,</p><p>da vida na corte europeia, por exemplo, ou, em outro extremo,</p><p>de sociedades indígenas. Entre nós, a inclinação inicial é dimi-</p><p>nuir sua relevância. Muitas vezes comentamos “Ah, foi apenas</p><p>um ritual”, querendo enfatizar exatamente que o evento em</p><p>questão não teve maior significado e conteúdo. Por exemplo,</p><p>um discurso pode receber esse comentário se for considerado</p><p>superficial em relação à expectativa de um importante comu-</p><p>nicado. Ritual, nesse caso, é a dimensão menos importante de</p><p>um evento, sinal de uma forma vazia, algo pouco sério — e,</p><p>portanto, “apenas um ritual”. Agimos como se desconhecês-</p><p>semos que forma e conteúdo estão sempre combinados e</p><p>associamos o ritual apenas à forma, isto é, à convencionali-</p><p>dade, à rigidez, ao tradicionalismo. Tudo se passa como se</p><p>nós, modernos, guiados pela livre vontade, estivéssemos</p><p>liberados desse fenômeno do passado. Em suma, usamos</p><p>o termo ritual no dia a dia com uma conotação de fenômeno</p><p>formal e arcaico.</p><p>Mariza Peirano. Rituais ontem e hoje. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor,</p><p>2003, p. 7-8 (com adaptações).</p><p>Com relação às ideias, aos sentidos e aos aspectos linguísticos</p><p>do texto anterior, julgue o item a seguir.</p><p>A substituição da conjunção “porque” pela locução de modo que</p><p>preservaria os sentidos originais do texto.</p><p>( ) CERTO ( ) ERRADO</p><p>118. (CEBRASPE/CESPE – 2020) Com relação às ideias, aos senti-</p><p>dos e aos aspectos linguísticos do texto anterior, julgue o item</p><p>a seguir.</p><p>Depreende-se do trecho “Tudo se passa como se nós, moder-</p><p>nos, guiados pela livre vontade, estivéssemos liberados desse</p><p>fenômeno do passado” que a autora, ao se declarar moderna,</p><p>repudia o que pertence ao passado.</p><p>( ) CERTO ( ) ERRADO</p><p>https://www.instagram.com/zeusebooks/</p>