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RECURSOS HÍDRICOS
A questão da água tem ganhado, nas últimas décadas, espaço nas discussões promovidas por grandes organismos internacionais, como a Organização das Nações Unidas (ONU) e o Banco Mundial, devido às projeções negativas para o futuro. Essa notória preocupação em relação aos recursos hídricos está associada ao modelo de desenvolvimento insustentável desenvolvido pela grande maioria dos países, que não contempla a preservação e o melhor gerenciamento dos recursos hídricos disponíveis.
A água também possui grande importância para as atividades produtivas dentro da sociedade moderna, o que confere a ela valor econômico graças aos benefícios que fornece, como transporte de mercadorias, geração de energia elétrica, agropecuária, pesca, usos na indústria, para lazer entre outras atividades. Assim, o melhor gerenciamento é fundamental para o uso racional e sustentável desse recurso.
Distribuição de água na Terra 
Cerca de aproximadamente 75% da área do Planeta é composta por água, o que faz pensar que há uma abundância de água para suprir todas as necessidades do homem. No entanto, 97,3% desta água é salgada ou salobra, ou seja, água que apresenta alta concentração de sais minerais, o que impossibilita o consumo humano, restando apenas 2,7% de água doce para ser usado pelo homem, plantas e animais.
A água não é um recurso que está igualmente distribuído em todas as áreas do planeta. Fatores climáticos contribuem para essa desigualdade em sua distribuição. Alguns poucos países do mundo concentram mais da metade da água doce naturalmente disponível no planeta, são eles: Brasil, Rússia, China, Indonésia, Estados Unidos da América, Canadá, Índia, Colômbia e República Democrática do Congo. Esses países juntos concentram cerca de 60% da água doce naturalmente disponível no globo (ANA, 2006).
Distribuição da Água no Brasil
Mesmo o Brasil sendo o país que apresenta a maior disponibilidade de recursos hídricos do planeta, a distribuição da água não é homogênea. A demanda por água nas regiões mais desenvolvidas e populosas é muito maior, porém são áreas que não contemplam grande disponibilidade de recursos hídricos (RIBEIRO, 2008). A população urbana é a que mais enfrenta desafios quando o assunto é o acesso a água de qualidade. Dentre as principais causas da falta de água de qualidade no ambiente urbano estão a degradação dos mananciais, perda de água na distribuição (que pode chegar a 20% da água tratada), contaminação da água subterrânea, entre outros.
ESSES DOIS GRÁFICOS PRECISAM FICAR NA MESMA PÁGINA
Ao analisar os dois gráficos, percebe-se que a Região Norte, que possui a menor porcentagem da população do Brasil, apresenta a maior concentração de recursos hídricos do país, devido a presença da bacia amazônica, a maior do mundo. Já a Região Nordeste, que é a segunda região mais populosa do Brasil, concentra apenas 3,3% de toda a água do país. A presença do clima semiárido e a ineficiência dos poderes públicos têm contribuído para o agravamento do cenário da seca e do aumento da vulnerabilidade social da população nordestina. Por outro lado, a região Sudeste também apresenta alta pressão nos recursos hídricos disponíveis, concentra 42,06% da população nacional, no entanto, apresenta disponibilidade de apenas 6% dos recursos hídricos do país. Neste caso, essa pressão exacerbada sobre os recursos hídricos pode gerar crises de abastecimento como pode ser observada na cidade de São Paulo (SP) nos últimos anos. Somente a partir de políticas públicas, ações mitigadoras e de preservação pode haver o uso sustentável dos recursos hídricos disponíveis.
Mundialmente, o Brasil figura-se como o país com maior quantidade de recursos hídricos. Essa posição privilegiada em relação aos outros países se deve ao fato de ter em território nacional o maior rio do mundo, que sozinho representa quase 15% de toda a água que corre pelos rios do mundo. Assim, a partir desta visão subentende-se que há uma abundância de recursos hídricos no país e que a questão da água não precisa ser discutida. No entanto, essa visão é errônea. Embora o Brasil tenha abundância de recursos hídricos de modo geral, esses recursos não estão distribuídos igualmente no território nacional. As áreas em que há maior pressão por demanda de água, como a região sudeste e o nordeste, são justamente as áreas que possuem, juntas, menos de 10% da água disponível. Além disso, a Região Sudeste apresenta alto índice de urbanização o que compromete o acesso a água de qualidade. 
Para que haja uma melhora nesse quadro é necessário a participação efetiva da sociedade por meio de organizações descentralizadas, como a criação de comitês de bacia hidrográfica. 
A conscientização da população é peça chave para a preservação dos recursos hídricos e é por isso que devemos PENSAR GLOBAR E AGIR LOCAL.
Recursos hídricos em DOM JOAQUIM
do município de Dom Joaquim, que por sua vez se encontra inserido na Unidade de Planejamento e Gestão de Recursos Hídricos da Bacia Hidrográfica do Rio Santo Antônio.
Na sede do município temos o Rio do Peixe, o Ribeirão Folheta e o Córrego Paciência.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) define água contaminada como aquela que sofre alterações em sua composição até ficar inutilizável. Ou seja, é água tóxica que não pode ser bebida nem usada em atividades essenciais como a agricultura. Além disso, é uma fonte de insalubridade que provoca mais de 500.000 mortes anuais a nível global por diarreia e transmite doenças como cólera, disenteria, febre tifoide e poliomielite.
Os principais poluentes da água incluem bactérias, vírus, parasitas, fertilizantes, pesticidas, medicamentos, nitratos, fosfatos, plásticos, resíduos fecais e até substâncias radioativas. Estes elementos nem sempre tingem a água, de tal forma que a poluição hídrica é invisível muitas vezes. 
Os fatores naturais, como a filtração do mercúrio presente na crosta terrestre, podem contaminar os oceanos, rios, lagos, canais e barragens. Porém, é mais habitual que a deterioração da água proceda de atividades humanas e de suas consequências, as quais detalhamos a seguir:
 Aquecimento global
O aumento da temperatura terrestre, em função das emissões de CO2, esquenta a água, provocando uma diminuição de seu nível de oxigênio.
 Desmatamento
O corte das florestas pode esgotar as fontes hídricas e gera resíduos orgânicos que servem de caldo de cultura para bactérias contaminantes.
 Atividades industriais, agrícolas e pecuárias
As descargas de produtos químicos procedentes destes setores são uma das causas principais da eutrofização da água.
 Lixos e efluentes de águas fecais. A ONU garante que mais de 80% das águas residuais do mundo que chegam ao mar e aos rios estão sem depurar.
 Tráfego marítimo
Boa parte dos plásticos que poluem os oceanos procedem dos barcos pesqueiros, petroleiros e do transporte de mercadorias.
 Derramamentos de combustível
O transporte e o armazenamento do petróleo e seus derivados propiciam filtrações que podem chegar às fontes de água.
Consequências da poluição da água
A deterioração da qualidade da água tem impacto negativo no meio ambiente, na saúde e na economia global. 
· Destruição da biodiversidade. A poluição hídrica empobrece os ecossistemas aquáticos e facilita a proliferação descontrolada de algas fitoplanctônicas nos lagos — eutrofização —.
· Poluição da cadeia alimentar. A pesca em águas contaminadas, bem como a utilização de águas residuais na pecuária e agricultura, podem transmitir toxinas aos alimentos que prejudicam a nossa saúde ao serem ingeridos.
· Escassez de água potável. A ONU admite que ainda existem bilhões de pessoas no mundo sem acesso a água potável e saneamento, especialmente em áreas rurais.
· Doenças. A OMS calcula que cerca de 2 bilhões de pessoas bebem água contaminada por excrementos, expondo-se a doenças como a cólera, hepatite A e disenteria.
· Mortalidade infantil. Segundo a ONU, as doenças diarreicas vinculadas à falta de higiene provocam a morte em cerca de mil crianças/dia em todo o mundo.Soluções para a poluição da água
A metade dos habitantes do planeta viverá em áreas com escassez de água em 2025, razão pela qual cada gota contaminada hoje significa uma perda irreparável para o dia de amanhã. Por isso, devemos evitar a poluição da água com medidas como:
· Reduzir as emissões de CO2 para evitar o aquecimento terrestre e a acidificação dos oceanos.
· Atenuar o uso de pesticidas químicos e nutrientes nos cultivos agrícolas.
· Diminuir e depurar as águas residuais de forma segura para que, além de não poluírem, possam ser reutilizadas para rega e produção de energia.
· Limitar o uso de plásticos de um só uso que acabam flutuando em rios, lagos e oceanos, muitos deles na forma de microplásticos.
· Promover a pesca sustentável para garantir a sobrevivência das espécies e evitar o empobrecimento dos mares.
Parte superior do formulário
Conjunto de ações que visam promover a ampliação da adoção de algumas tecnologias agropecuárias sustentáveis com alto potencial de mitigação das emissões de GEEs. Estas tecnologias são: Recuperação de Pastagens Degradadas, Integração Lavoura-Pecuária-Floresta, Sistema Plantio Direto, Fixação Biológica de Nitrogênio, Florestas Plantadas e Tratamento de Dejetos Animais.
10 formas de reduzir a sua emissão de CO²
Todos podemos colaborar com a redução da emissão do dióxido de carbono na atmosfera. São atitudes muito simples que farão grande diferença lá na frente. Confira algumas.
1. Recicle o seu lixo
Além de evitar a contaminação do solo e lençóis freáticos com o descarte de resíduos, a reciclagem reduz a necessidade da produção de novos materiais, o que evita que mais CO2 seja gerado.
2. Consumo local
Consuma produtos locais para diminuir a necessidade de transporte e mais queima de combustíveis fósseis.
Repense o deslocamento
Se você puder, vá de bike, utilize o transporte público ou a carona solidária.
4. Faça a revisão do seu carro
Um carro ajustado anda melhor, gasta menos combustível e emite menos CO2.
5. Diminua o consumo de carne
A agropecuária é uma das principais responsáveis pela emissão de CO2 e de outros gases do efeito estufa.
6. Apague as luzes
Evite deixar luzes acesas nos ambientes que você não está utilizando e durante o dia prefira a luz solar. Tire os aparelhos que você não utiliza diariamente da tomada.
7. Eficiência energética
Prefira eletrodomésticos que apresentem a etiqueta de eficiência de energia.
8. Utilize ecobags
Leve a sua sacola na hora de realizar as compras, para evitar o uso de sacolas plásticas.
9. Prefira empresas que se preocupam com o meio ambiente
Pesquise as ações de sustentabilidade das empresas antes de consumir. Incentivar empresas que se preocupam com a causa ambiental é muito importante.
Córregos e rios são fontes de água para consumo, além de gerarem energia e serem o habitat de várias espécies. Veja como você pode ajudar em sua preservação:
Como garantir que esse recurso esteja disponível no futuro?
Sabemos a importância da água em nossa vida e como ela é necessária para a sobrevivência dos seres vivos. Porém, este é um recurso que, apesar de renovável, é finito. Isso significa que, sim, a água disponível para consumo humano na Terra pode acabar, e é por isso que sua preservação é tão importante. Para que não falte água no futuro, é essencial que algumas atitudes conscientes sejam colocadas em prática. Conheça quais são elas:
· evitar o desperdício de água ao tomar banho, lavar louça e escovar os dentes;
· ficar atento quanto aos vazamentos internos;
· trocar a mangueira pela vassoura para a limpeza de áreas externas;
· não jogar lixo em rios, lagos e praias;
· praticar e incentivar o consumo sustentável;
· promover a educação ambiental na comunidade.
Estas são ações simples e que fazem parte da rotina das pessoas, mas que se deixarem de ser praticadas, causam prejuízos ao meio ambiente.
O que é a crise hídrica?
Uma crise hídrica ocorre quando os reservatórios de água estão baixos em uma determinada região, sendo que o volume não é suficiente para abastecer a população. 
Na ocasião, São Paulo, a cidade mais populosa do Brasil, sentiu os efeitos causados pela crise e teve a oferta de água reduzida, com racionamento e rodízios, além de níveis de seca que comprometeram as atividades essenciais da região. Entre as causas apontadas para o surgimento das crises, podemos citar as estiagens, combinadas com o aumento expressivo do consumo de água e com o desperdício desse bem, o que acaba agravando o problema.
A preservação da água depende muito do posicionamento da população em relação ao assunto, bem como do apoio da gestão pública e da iniciativa privada. Sem a união de esforços em movimentos coletivos e colaborativos, há o risco de ficarmos sem esse recurso natural tão importante em um futuro não tão distante.
Esperamos que essas informações tenham ajudado você a entender mais sobre a importância de investir em ações que contribuam para a economia de água e a importância do acesso a um bem de qualidade.
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