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Banco de Urologia Prova 1 Hiperplasia prostática benigna 1. Medicamentos HPB: 2. Doenças que alteram PSA: 3. Homem de 65 anos, com queixa de jato urinário fraco e grande esforço miccional há 2 anos. Ao exame físico, apresenta próstata fibroelástica, pesando aproximadamente 45 gramas. PSA=2,5; creatinina=2,5; ureia=90. Faz uso contínuo de Losartana 50 mg 2x/dia e Mesilato de Doxazosina 4 mg/dia. Qual a conduta mais adequada? a. Sondagem vesical e programar RTU de próstata b. Retorno em 30 dias para revisão c. Aumentar a dose da Doxazosina para 6mg/dia d. Adicionar Finasterida ao tratamento e. Sondagem vesical e programar prostatectomia simples 4. O que é o PSA? Que outros parâmetros podemos utilizar para sensibilizar o exame de PSA? 5. Paciente do sexo masculina com 65 anos, com queixas de noctúria, disúria, esforço miccional e IPSS = 18, mesmo em uso de tansulosina. Ao exame de toque retal apresentava próstata consistência macia, sem nódulos e PSA=2,1. Na US do aparelho urinário foi identificado próstata de 45g e grande resíduo pós miccional. Qual a melhor conduta a ser adotada? a. Ressecção endoscópica de próstata b. Prostatectomia radical laparoscópica c. Prostatectomia radical aberta d Prostatectomia radical perineal e. Suspender a Tansulosina 6. Quais as duas principais classes de medicações que são utilizadas no tratamento de hiperplasia prostática benigna? Cite exemplos. 7. Cite três patologias que alterem PSA? 8. Que outros três parâmetros alem da relação PSA livre/ PSA total podem ser utilizados para aumentar a acurácia do exame de PSA? 9. Qual o mecanismo de ação dos alfa-bloqueadores? Cite pelo menos 1 deles e sua posologia. 10. Qual a diferença entre prostatectomia simples e RTU de Próstata (Ressecção trans-uretral de próstata)? Quando cada uma delas deve ser indicada? 11. Qual medicação devo receitar para o tratamento dos sintomas da HPB quando este paciente também relatar disfunção erétil? 12. Paciente do sexo masculina com 65 anos, com queixas de noctúria, disúria, esforço miccional e IPSS = 18, mesmo em uso de tansulosina. Ao exame de toque retal apresentava próstata consistência macia, sem nódulos e PSA=2,1. Na US do aparelho urinário foi identificado próstata de 45g e grande resíduo pós miccional. Qual a melhor conduta a ser adotada? a. Ressecção endoscópica de próstata b. Prostatectomia radical laparoscópica c. Prostatectomia radical aberta d Prostatectomia radical perineal e. Suspender a Tansulosina 13. O que é PSA total, PSA livre quais são seus valores normais, como podemos utiliza-los? 14. O que você sabe sobre hiperplasia prostática benigna? Câncer de próstata 15. PSA parâmetros, toque retal e condutas em CA próstata: 16. Fatores de risco CA próstata 17. Exames de rotina para CA de próstata de baixo risco: 18. Diferença entre prostatectomia simples e RTU de próstata, quando cada uma é indicada: 19. Homem de 52 anos, sem queixas urinárias, ao exame de toque retal é identificado nódulo de consistência pétrea e PSA = 2,1 ng/ml. Qual a melhor conduta? a. Hormonioterapia b. Orientar o paciente a retornar em 1 ano para nova revisão c. Tranquilizar o paciente, prescrever alfa bloqueador e retorno em 1 ano d. Prostatectomia radical e. Ultrassom transretal com biópsia de próstata 20. Paciente de 87 anos, cardiopata, diabético, hipertenso e obeso. É trazido à consulta pelo filho médico que está preocupado com o resultado de PSA e biópsia de próstata realizados recentemente. PSA = 6,5. Biópsia Próstata = Adenocarcinoma Gleason 3+3. Assintomático do ponto de vista urológico. Qual a conduta mais adequada? a. Quimioterapia b. Radioterapia focada na próstata c. Prostatectomia simples d. Prostatectomia radical e. Apenas observar 21. Homem de 64 anos, com exame de toque retal normal e PSA de 6,9 ng/ml foi submetido a biopsia transretal de próstata. Apenas 1 dos 12 fragmentos, na base esquerda, é positivo (adenoma gleason 3+3). Qual o estadiamento clinico? a. T1c b.T4 c.T2 d.T1a e.t1b 22. Homem de 68 anos, no exame de toque retal identifica-se próstata de consistência pétrea, alem disto apresenta PSA=32,5 ng/MG. Foi submetido a biopsia transretal da próstata, todos os fragmentos positivos (adenocarcinoma gleason 4+3). No exame de cintilografia óssea apresenta vários focos de hipercaptação em coluna lombar. Qual a conduta inicial mais adequada? a. Quimioterapia b. Radioterapia focal na próstata c. Prostatectomia Simples d. Prostatectomia Radical e. Hormonioterapia 23. Homem de 52 anos, sem queixas urinarias, ao exame de toque retal é identificado nódulo de consistência pétrea e PSA= 4,5ng/ml. Qual a melhor conduta? a. Hormonioterapia b. Orientar o paciente a retornar em 1 ano para nova revisão c. Tranquilizar o paciente, prescrever alfa bloqueador e retornar em 1 ano d. Prostatectomia radical e. US transretal com biopsia de próstata 24. Quais os fatores de risco pro Ca de próstata? Cite no mínimo 3. 25. Quais exames devem ser rotineiramente solicitados no estadiamento do câncer de próstata de baixo risco? 26. Quais tratamentos podem ser oferecidos ao paciente com câncer de próstata metastático? 27. Quais tratamentos podem ser oferecidos ao paciente com câncer de próstata localizado? 28. Homem de 68 anos, no exame de toque retal identifica-se próstata de consistência pétrea, alem disto apresenta PSA=32,5 ng/MG. Foi submetido a biopsia transretal da próstata, todos os fragmentos positivos (adenocarcinoma gleason 4+3). No exame de cintilografia óssea apresenta vários focos de hipercaptação em coluna lombar. Qual a conduta inicial mais adequada? a. Quimioterapia b. Radioterapia focal na próstata c. Prostatectomia Simples d. Prostatectomia Radical e. Hormonioterapia Litíase 29. Tratamento de escolha da litíase: 30. Exames para investigação metabólica no cálculo renal: 31. Qual o tratamento inicial mais adequado para este cálculo? (Imagem – coraliforme) a. LEOC sem duplo jota b. LEOC com duplo jota c. Observar d. Nefrolitotomia percutânea e. Ureteroscopia 32. Quais exames deve-se solicitar na investigação metabólica de cálculo renal? 33. Quais são as indicações de intervenção em um cálculo ureteral ao invés de tratamento clínico? 34. Paciente assintomático descobre em exame de rotina cálculo. Densidade = 950 e medindo 0,76 cm. Qual o tratamento mais adequado para este cálculo? (Imagem) a. LEOC sem duplo jota b. LEOC com duplo jota c. Observar d. Nefrolitotomia percutânea e. Cirurgia aberta 35. Paciente com cálculo em pelve renal de 1,2cm (densidade 960UN), sem hidronefrose e assintomático. Qual a melhor conduta? 36. Paciente com cálculo calicial de 0,4cm (densidade 960UN), sem hidronefrose e assintomático. Qual a melhor conduta? 37. Paciente com cálculo em pelve renal de 2,4cm (densidade 1520UN), sem hidronefrose e assintomático. Qual a melhor conduta? 38. aciente com cálculo em ureter distal medindo 0,9 cm (densidade 1400HZ), com hidronefrose e assintomático. Qual a melhor conduta? 39. Paciente com cálculo em ureter distal medindo 0,5 cm (densidade 1400HZ), sem hidronefrose e assintomático. Qual a melhor conduta? 40. Quais tratamentos podem ser indicados para um cálculo único calicial de 0,9 cm? Disfunção erétil e ejaculação precoce 41. Investigação de disfunção erétil e tratamento (contraindicações): 42. Abordagem terapêutica na ejaculação precoce: 43. Contraindicações ao uso de Inibidores de PDE-5 e efeitos adversos: 44. Paciente de 63 anos, obeso, vem a consulta com queixa de disfunção erétil há aproximadamente 4 anos. Na investigação laboratorial apresenta colesterol total=420 e glicemia = 270, restante dos exames normais. Faz uso de losartana 50 mg 12/12h, mononitrato de isossorbida 8/8h,atenolol 50mg/dia e hidroclorotiazida 25 mg pela manhã. Além do controle glicêmico e tratamento da dislipidemia, qual medicação para disfunção erétil deve ser prescrita para o paciente? a. Sildenafila 50 mg meia hora antes da relação sexual b. Vardenafila 20 mg uma hora antes da relação sexual c. Tadalafila 5 mg uso diário d. Prostaglandina intra corpo cavernoso do pênis e. Undecilato de testosterona intra-muscular 45. Como deve ser a abordagem terapêutica na ejaculação precoce? 46. Paciente de 63 anos, obeso, vem a consulta com queira de disfunção erétil há aproximadamente 4 anos. Na investigação laboratorial apresenta colesterol total = 420 e glicemia = 270, restante dos exames normais. Faz uso de losartana 50mg 12/12h, mononitrato de isossorbida 8/8h, atenolol 50mg/dia e hidroclorotiazida 25mg pela manhã. Quais medidas devem ser inicialmente tomadas? 47. Qual medicação para disfunção erétil deve ser prescrita para o paciente da questão anterior? Gabarito Hiperplasia Prostática Benigna 1. Alfa 1- bloqueadores adrenérgicos: bloqueiam esses receptores na cápsula prostática e colo vesical. Tansilosina e Doxasozina. Inibidores da 5-alfa-redutase: ela converte testosterona em sua forma ativa (di-hidrotestosterona) nos ácinos prostáticos. Ex. Finasterida. Para próstatas > 60g (grandes); Anti-muscarínicos/anti-colnérgicos: + para sintomas irritativos; Inibidores da PDE-5:quando + disfunção erétil. Ex tadalafila. 2. Prostatite; HPB, CA de próstata. 3. a 4. Antígeno prostático específico. Pode ser dosado no esperma ou no sangue. Para sensibilizar pode ser usado: densidade do PSA, velocidade de crescimento do PSA e relação PSA livre/PSA total. 5. a 6. Alfabloqueadores- tansulosina. Inibidores 5 alfa-redutase - Finasterida 7. Prostatite, HPB, CP 8. PSA x Idade; PSA x volume prostático, Velocidade de crescimento do PSA. 9. Sem resposta 10. SR 11. SR 12. a 13. PSA é o antígeno prostático específico, produzido na próstata, portanto PSA total é o total circulante no sangue ligado a proteinas plasmaticas, e já o livre é aquele não ligado a proteínas plasmáticas. Os valores normais de PSA são 40-49 anos até 2.5, 50-59 anos até 3.5, 60-69 anos até 4.5, 70-79 anos até 6.5. Pode aumentar por Ca de próstata, HPB, prostatite, e condições não patológicas como andar a cavalo, bicicleta, sexo anal, após procedimentos como biópsia de próstata e toque retal. Ele é muito usado para termos outro indicador de malignidade, geralmente carcinomas diminuem o PSA livre, sendo que menor que 20% o cálculo de PSA livre/PSA total podemos considerar outras coisas como HPB. 14. A prostata é uma glandula que faz parte do sistema urogenital masculino e nela passa uma das partes da uretra masculina. Ela tem várias funções e entre elas a de acrescentar fluído vitamínico no semem masculino. Entre os acometimentos desse órgão, podemos encontrar a hiperplasia prostática benigna (que não é um câncer), decorrente do crescimento das células dessa glândula, de causa desconhecida, embora acreditasse que tenha atuação forte da questão hormonal, sobretudo a testosterona. É uma alteração lenta e gradual a qual irá causar sintomas muito tardiamente, na maioria dos homens, quando elas surgem é importante que se procure um médico o qual irá avaliar ela através do exame de toque retal para ver tamanho e consistência. Dentre essas alterações, uma das que mais chamam a atenção é a alteração do fluxo urinário, pois conforme a glândula vai crescendo vai comprimindo a uretra prostática diminuindo os jatos urinários e retardando o esvaziamento miccional, fato que pode causar cálculos renais e infecções. Essa alteração é, geralmente, causada pelo esfíncter externo, ainda que ele não seja o único responsável pela incontinência urinária, assim sendo, a HPB pode causar sintomas obstrutivos e irritativos, sendo que os obstrutivos respondem melhor aos tratamentos, os quais podem ser através dos alfa-bloqueadores que irão diminuir o tônus da capsula prostática (doxazosina e tonsulosina), inibidores da 5-alfa-redutase, inibindo a conversão da testosterona intra e extraprostratica (finasterida), antimuscarino o qual tira as contrações indesejadas da bexiga. A primeira escolha é o tratamento medicamentoso. As chances do homem ter a HPB vai aumentando conforme a idade, quanto mais velho, mais chance, importante avaliar que os extremos de idade precisamos olhar com mais atenção. Para isso, precisamos ter uma avaliação clínica bem delimitada para averiguar essa afecção avaliando como é o jato, caracterizar bem o jato, ver se tem esforço abdominal para urinar, se usa de esforço esforço para urinar, quantas vezes urina a noite (resíduo pós miccional elevado é comum na HPB), se faz o uso de alguma medicação que aumenta tônus da cápsula prostática. Câncer de Próstata 15. Na Europa para todos 2,5. Nos USA valor corrigido para a idade 40-49= 2,5; 50-59=3,5; 60-69=4,5; 70-79=6,5. Parâmetros para aumentar a acurácia: PSAx idade; PSA livre/PSA total/ PSA / volume da próstata (densidade do PSA); velocidade do PSA. - Tumor indolente: vigilância ativa= PSA de 3 em 3 meses; Ressonância de 6 em 6 meses e em 12 meses rebiopsia. Se continuar indolente PSA e ressonÂncia de 6 em 6 meses. - CA localizado: prostatectomia radical; radioterapia externa, braquiterapia. - CA metastático: Hormonioterapia (* análogo LHRH) ou quimioterapia. - Tumor benigno: prostatectomia simples (mantém a cápsula). 16. Idade; nacionalidade (américa mais do que ásia), dieta rica em carnes vermelhas e gorduras; parentes de primeiro grau com CA de próstata, obesidade, raça (pretos mais que brancos). 17. PSA e toque retal. Obs: tumor de risco médio-alto: + cintilografia óssea corpo inteiro; RNM pélvica; RX tórax. 18. RTU: padrão-ouro para HPB, é uma ressecção eondoscópica, * para próstatas com até 60 gramas. Prostatectomia simples (aberta): quando não se tem laser para > 90g, preserva a cápsula prostática. 19. e 20. e 21. a 22. e 23. e 24. Idade avançada, histórico familiar, dieta rica em carne vermelha e gotduras, obesidade, raça, nacionalidade. 25. SR 26. SR 27. SR 28. e Litíase 29. Cálculos piélicos: LEOC (até 2cm sem duplo J; > 2cm com duplo J). Piélicos > 2cm; coralifornes; ureter proximal= nefrolitotripsia percutânea. Cálculos uretrais: uureteroscopia (distais= semirígido; proximais= flexível). 30. Sistêmico: cálcio, ácido úrico, PTH, creatinina. Urina em 24h: volume urinário. Ph urina; cálcio, citrato, oxalato. 31. d 32. Sérico 🡪 PTA, Ca, ácido úrico e creatinina; Urinário 🡪 pH, volume, Ca, oxalato e citrato. 33. Cálculo há mais de 30 dias, Tamanho > 0,5 cm (caliciais), Tipo de cálculo. 34. a 35. Litotripsia extracorpórea por ondas de choque (LEOC). ** sem cateter duplo J, pois é para calculos >2cm. 36. Acompanhamento. ** pacientes com cálculos não obstrutivos menores que 5-6mm. 37. Nefrolitotripsia percutânea (NLP). ** usados em cálculos renais maiores de 20mm 38. Ureteroscopia – URS ** padrão ouro em cálculos ureterais. ** usado em ureter médio e distal; o proximal é LECO 39. Aguardar eliminação espontânea. Uso de Nifedipina ou Tamsulosina aumenta a chance de eliminação. 40. Paraum cálculo único calicial de 0,9 cm seria indicado como tratamento o LEOC, pois a taxa média de sucesso com ele pode alcançar 74%. Tratamento expulsivo e Ureteroscopia. Disfunção erétil / Ejaculação precoce 41. Investigação: testosterona total, TSH, glicemia de jejum; TG; colesterol total e frações; prolactina. Posso fazer US com doopler; TEFI e TPN. TTO: Inibidor da fosfodiesterase5 (VO= Inibidores da PDE-5), para os que tem contraindicações: AVC ou IAM nos últimos 6 meses; uso de nitrato e HAS descontrolada.Usar vasodilatadores injetados direto no corpo cavernoso, ex. Prostraglandinas.; vacuoterapia; prótese peniana. 42. Expectante; psicoterapia e inibidores. Seletivos da recaptação de serotonina (paroxetina) 43. AVC ou IAM nos últimos 6 meses; uso de nitrato; HAS não controlada; estenose aórtica grave; cardiomiopatia hipertrófica; hipotensão em repouso; arritmia ameaçadora a vida. EA:obstrução nasal, cefaleia, palpitações, rubor facial. 44. d 45. Psicoterapia e ISRS (Paroxetina 20 mg). 46. Se não tiver sido uma avaliação laboratorial do urologista, tem que se pedir: TSH, prolactina, testosterona, glicemia de jejum, triglicerídeos, colesterol total e frações. 47. Uso de autoinjeção intracevernosa de drogas vasodilatadoras, como Papaverina, Fentolamina e PGE1 (ou os 3 juntos como trimix) ** caso não tomasse nitrato seria inibidor da PDE5 (ex Tadalafila)