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INTRODUÇÃO
A fotossíntese, processo energético realizado pelas plantas, significa etimologicamente síntese pela luz. Funciona, desse modo, através da conversão de energia luminosa em energia química. Os seres fotossintetizantes utilizam a energia luminosa para produzir compostos orgânicos, como a glicose, tendo como fonte de carbono o dióxido de carbono (CO2) e como fonte de hidrogênio a água 1. O processo segue a equação 1 abaixo: luz
6 CO2 +12 H2O → C6 H12O6 + 6 O2 + 6 H2O
Equação 1 – Processo fotossintético
A absorção da luz solar crucial para o processo de produção de glicose é realizada através da clorofila. A clorofila é o pigmento fundamental presente nos seres autotróficos, tendo como característica principal sua coloração verde. Isso se dá devido a sua alta eficiência de absorção das luzes violeta, vermelho e azul, provenientes da decomposição da luz branca solar 2. Logo, reflete o verde e assim obtém sua coloração característica. Elas estão presentes nos cloroplastos, organelas que se encontram em células de plantas e outros eucariotas fotossintéticos, sendo o local onde efetivamente ocorre a fotossíntese 3. 
Entretanto, é errôneo o pensamento de que existe apenas um tipo de clorofila. Elas são moléculas formadas por complexos derivados da porfirina, tendo como átomo central o Mg (magnésio). É uma estrutura macrocíclica assimétrica insaturada constituída por quatro anéis de pirrol. Existem quatro tipos principais do pigmento, denominados por A, B, C e D, que contribuem no processo fotossintético de formas distintas. As clorofilas A e B encontram-se na natureza numa proporção de 3:1, respectivamente, e diferem nos substituintes de carbono C-3. Na clorofila A, o anel de porfirina contém um grupo metil (-CH3) no C-3, enquanto a B contém um grupo aldeído (-CHO), que substitui o grupo metil. Ela é sintetizada através da oxidação do grupo metil da clorofila A para um grupo aldeído, diferenciando-as – além disso, se encontram em praticamente todos os indivíduos fotossintetizantes, com diferença apenas na quantidade de cada. Já as clorofilas C e D são as menos abundantes, estando presentes respectivamente em diatomáceas e algas vermelhas 2. Devido à dominância numérica do tipo A, os restantes são considerados pigmentos fotossintéticos acessórios, juntamente com os carotenoides. 
Os carotenoides são um grande grupo de pigmentos presentes na natureza, com mais de 600 estruturas caracterizadas, identificados em organismos fotossintetizantes e não fotossintetizantes, plantas superiores, algas, fungos, bactérias e em alguns animais. Entretanto, é no reino Plantae que há a maior presença dos compostos em foco, sendo responsáveis pela coloração amarelada e avermelhada de frutos como morango, cenoura e maracujá. Contribuem com a fotossíntese sendo pimentos acessórios que captam a luz solar. Além disso, formam misturas de a e b-carotenos, b-criptoxantina, luteína, zeaxantina, violaxantina e neoxantina, sendo importantes precursores da vitamina A, crucial para o a saúde da visão animal 4. 
Por se tratarem de pigmentos, por meio de experimentos cromatográficos pode-se realizar a análise da presença de diferentes tipos de clorofilas e carotenoides em amostras de vegetais, utilizando-se técnicas de cromatografia como camada delgada e coluna.
OBJETIVO
A prática ocorreu de forma a realizar análises cromatográficas de uma mesma amostra de agrião utilizando técnicas distintas (cromatografia em camada delgada e em coluna), separando e identificando os constituintes de seus pigmentos.
CONCLUSÃO 
Com o fim dos procedimentos experimentais e a partir das análises dos resultados, observou-se a presença de diferentes tipos de clorofila (principalmente A e B) na amostra de agrião, observadas nas múltiplas colorações de verde obtidas com as cromatografias. Além disso, houve a constatação de ocorrência de carotenoides no vegetal devido à mancha amarelada obtida na cromatoplaca. O fato demostra que, mesmo imperceptíveis na amostra bruta (já que as folhas de agrião são totalmente verdes), os carotenoides podem estar presentes na composição dos vegetais de forma considerável. Além disso, uma possibilidade levantada seria a degradação de parte da clorofila, que apresentou dificuldades em sua completa eluição no experimento de cromatografia em coluna, o que era inesperado. 
REFERENCIAS 
1 Moreira, C. (2013), Revista de Ciência Elementar, 1(01):0003. Disponível em: > Acesso em: 13 de abr. de 2024;
2 Streit, N.M. et al. As Clorofilas. Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), 2005. Disponível em: Acesso em: 13 de abr. de 2024;
3 Moreira, C., (2015) Cloroplasto, Rev. Ciência Elem., V3(3):161. Disponível em: Acesso em: 13 de abr. de 2024;
4 Uenojo, M. et al. Carotenóides: propriedades, aplicações e biotransformação para formação de compostos de aroma. Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), Campinas, 2007. Disponível em:

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