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FASES DE UMA OBRA APRESENTAÇÃO Como a indústria da construção civil se adapta às necessidades de moradia, trabalho e desenvolvimento do sujeito moderno? Ela utiliza um conjunto de atividades que visa à realização de obras de acordo com essas necessidades, adaptando-se aos recursos naturais e às tecnologias disponíveis. Atualmente, para construir (ou reformar) é fundamental o conhecimento de todas as etapas de uma obra, desde a contratação dos projetos arquitetônicos até a limpeza final. Assim, uma construção é comumente dividida em três grandes fases: trabalhos preliminares, execução e acabamento, podendo essas ser subdivididas em mais de vinte e sete etapas distintas, dependendo da natureza dos materiais empregados e da finalidade da obra. Pensando na sustentabilidade, o pós-obra se impõe, e há quem divida as construções em: planejamento (o que, por que e como fazer), produção (quando e com o que fazer), funcionamento e manutenção (operação e uso do produto final). Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados: · Relacionar as etapas de projeto e execução de uma obra. · Identificar a estrutura de um memorial descritivo. · Expressar itens básicos de orçamentação de obras civis. INFOGRÁFICO Você sabia que todas as obras envolvem três grandes fases? Independentemente do projeto concebido e das técnicas construtivas escolhidas, desde sua idealização até a “chave na mão”, as fases são: (1) trabalhos preliminares (planejamento e projeto), (2) trabalhos de execução e (3) trabalhos de acabamento. Confira no Infográfico! INTRODUÇÃO A indústria da construção civil usa um conjunto de atividades que visa a realização de obras de acordo com as necessidades de moradia, trabalho e desenvolvimento do homem moderno, utilizando ou adaptando-se aos recursos naturais e tecnologias disponíveis. Nos dias de hoje, para construir (ou reformar) é fundamental que o profissional responsável pela obra conheça todas as etapas para sua execução, desde a contratação dos projetos arquitetônicos até a limpeza final. Assim, uma construção é comumente dividida em três grandes fases: trabalhos preliminares, execução e acabamento; podendo estas ser subdivididas em mais de 27 etapas distintas, dependendo da natureza dos materiais empregados e a finalidade da obra. Pensando na sustentabilidade, o pós-obra impõe-se, e há profissionais que dividem as construções em: planejamento (o quê, por quê e como fazer), produção (quando e com o quê fazer), funcionamento e manu- tenção (operação e uso do produto final). FASES DE UMA OBRA A classificação geral das construções pode ser dividida quanto à natureza dos materiais e/ou quanto à finalidade da obra. a) Quanto à natureza dos materiais: · Obras de alvenaria: são edificações normais de pequena altura: pontes, túneis, muros de arrimo, barragens e canais. · Obras de madeira: casas provisórias, coberturas, estruturas para telhados e pontes. · Obras de concreto: são aquelas nas quais se emprega o concreto como único material: pontes, estruturas de edifícios, pistas de aeroportos. · Obras metálicas: estruturas de certos edifícios, pontes e estruturas de telhados. · Obras mistas: quando se utiliza mais de um dos materiais já citados. · Obras de terra: túneis subterrâneos, estradas, barragens, terraplanagem, poços, cavas e galerias de minas. A natureza dos materiais empregados, aliado às técnicas construtivas, podem ainda subdividir as obras em: Artesanais: utiliza métodos e processos empíricos e intuitivos. Comum nas construções rurais, com técnicas e arquitetura nativas. Tradicionais: impera nas áreas urbanas, utilizando métodos e processos da construção civil normalizada. Tradicionais evoluídas: aprimorada pela racionalização, padronização e modulação, com maior grau de normalização. Industrializadas: é o estágio mais avançado da “tradicional evoluída”, caracteriza-se pela montagem de componentes pré-fabricados. b) Quanto à finalidade da obra: · Residencial. · Comercial. · Mista. · Industrial. · Prestação de serviços. · Silos e armazéns. · Ginásios esportivos, auditórios. · Cinemas e teatros. · Templos e igrejas. · Hospitais. Todo tipo de obra, independentemente da natureza dos materiais, técnicas construtivas e finalidade, envolve as mesmas três grandes fases, desde sua idealização até a “chave em mãos”, sendo elas: (a) trabalhos preliminares (planejamento e projeto); (b) trabalhos de execução e (c) trabalhos de acabamento. Estes trabalhos, por sua vez, podem ser subdivididos em até (ou mais de) 27 etapas: serviços técnicos e administrativos preliminares; limpeza do terreno/ instalação e locação da obra; serviços em terra e rocha; infraestrutura; supraestrutura; alvenaria; isolamento térmico e acústico; impermeabilização; cobertura; esgotamento pluvial; instalações hidráulicas; esgoto sanitário; aparelhos e metais sanitários; instalações elétricas; telefone externo/ interno; antenas; instalações especiais; serralheria; marcenaria; revestimento de paredes; revestimento de pisos; ferragens; vidros; pintura; acabamento; paisagismo; limpeza. Estas 27 etapas (ou mais) fazem parte do conteúdo programático das disciplinas de Construção Civil na maioria dos cursos de graduação em Engenharia Civil e Arquitetura. TRABALHOS PRELIMINARES Esta é fase de definição de objetivos, elaboração dos estudos de viabilidade, desenvolvimento dos projetos, estabelecimento das atividades necessárias ao empreendimento, sua sequência, simultaneidade e/ou interdependência, com o auxílio de técnicas de planejamento. Programa de necessidades: condições econômicas e de real necessidade do proprietário (quantidade de cômodos, garagens etc.); Estudo e escolha do local da construção: inclui análise do Código de Obras e Lei de Uso e Ocupação do Solo do município, para colher informações sobre as possibilidades de construir determinado tipo de estabelecimento (habitacional, comercial, etc.) no local escolhido. Pode na prática envolver duas situações: · Escolher um terreno para um determinado projeto. · Escolher um projeto para um terreno já adquirido. Check list para escolha de um bom terreno: condições e resistência do solo (seco e que não exija solução cara para as fundações), recuo de alinhamento e ajardinamento (dimensões de acordo com o que se pretende construir), conformação topográfica (pouca ou nenhuma exigência de movimento de terra), condições de abastecimento de água e energia elétrica. 1. Elaboração do anteprojeto: tantos quantos forem necessários. 1. Estudo do projeto arquitetônico: altura, iluminação, ventilação e comunicação. 1. Elaboração do projeto arquitetônico. f) Projeto estrutural. 1. Projeto das instalações elétricas. 1. Projeto das instalações sanitárias. 1. Projeto das instalações hidráulicas. 1. Projeto das instalações mecânicas. 1. Projeto das instalações telefônicas. 1. Licenciamento da obra: Série de providências a serem tomadas antes e durante a construção junto a órgãos públicos, como Prefeitura (Secretarias de Urbanismo e Meio Ambiente), Concessionária de energia elétrica, Companhia de água e esgotos, Corpo de bombeiros, CREA, etc. 1. Orçamento de custos. 1. Cronograma de execução. 1. Sondagem para as fundações: Pesquisa da qualidade e características do solo, conhecimento da constituição de suas camadas e respectivas profundidades, com vistas a aplicação e distribuição das cargas do edifício a construir. Comumente entrega-se este serviço a uma empresa especializada e acompanha-se os trabalhos com a orientação de um engenheiro de estruturas. O serviço de SPT (Standard Penetration Test) é a perfuração do solo por percussão e circulação de água, com retirada de amostras de solo em uma pequena cápsula metálica. De acordo com a quantidade de golpes necessários para a perfuração, feita com a queda padronizada de um determinado peso sobre uma haste metálica, estima-se a resistência das diferentes camadas de solo naquele local (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, NBR 8036:1983). 1. Projeto das fundações. 1. Topografiae terraplanagem: conhecimento de perfis longitudinais e transversais do terreno, para realização de movimento de terra, quando necessário. 1. Instalação do canteiro de obras. 1. Locação da obra. ESTUDO DOS PROJETOS Parte gráfica Compõe-se de desenhos, através de projeções horizontais e verticais, obede- cendo às escalas convenientes. 1. Projeto arquitetônico: as chamadas plantas, subdividem-se conforme a seguir. · Planta de situação (escala usual 1:500): é a planta que estabelece a posição em relação às divisas do terreno e ao alinhamento das vias públicas. Nela devem constar nomes das ruas que compõem o quarteirão, distância do terreno até a esquina mais próxima, orientação solar, orientação magnética e dimensões. Por parte dos órgãos competentes devem ser fornecidos: taxa de ocupação, índice de aproveitamento, alinhamento, recuos, bem como outras informações a respeito do terreno. · Planta de localização (escala usual 1:200): identifica a posição da obra no terreno. Serve para implantar o projeto. Esta planta é enviada à prefeitura a fim de receber aprovação. Posteriormente é encaminhada à obra. Nela devem constar todas as cotas do terreno, atentando para que não haja erros na soma. As plantas de situação e localização são feitas, geralmente, na mesma prancha, e no caso de uso de escalas maiores, pode-se fazer a situação e a localização num mesmo desenho. · Plantas baixas (escala usual 1:50) : é a projeção horizontal da seção reta, passando acima do peitoril das janelas, para que fiquem repre- sentados todos os vãos. Os vãos situados acima deste plano deverão ser representados por linha tracejada. Devem constar nesta planta: nomes das peças e áreas em m2, espessura das paredes (internas e externas), portas, janelas, janelas altas, largura e posição dos vãos, aparelhos sanitários, canalizações, chaminés e revestimentos dos pisos. Na mesma prancha devem constar detalhes de algum elemento de difícil visualização, para clarear a sua execução, bem como todas as cotas necessárias para que este objetivo seja alcançado. Em um edifício cada pavimento deve ser representado por uma planta baixa, a não ser em caso de haver pavimento tipo. Planta do telhado (escala usual 1:200): representa o traçado das linhas componentes do telhado e a projeção horizontal das formas dos planos inclinados (águas). O sentido do caimento destas águas é indicado por uma seta. Esta planta pode ser separada ou em conjunto com a planta de localização. Verga = distância da parte superior da janela até o forro. Peitoril = distância do piso até a parte inferior da janela. 1. Cortes ou seção transversal (escala usual 1:50): é a projeção vertical obtida por planos verticais que interceptam as paredes, portas e janelas, permitindo maiores informações para a execução da obra. São apresentados no mínimo dois cortes. O primeiro, no sentido longitudinal (maior dimensão da edificação), o outro no sentido transversal. Nestes cortes são colocadas apenas as dimensões verticais (jamais as dimensões horizontais). A fim de mostrar maior número de detalhes, os cortes podem ser feitos mudando a direção do plano de seção, indicando a troca de direção. São mostrados nos cortes: detalhamento do telhado, alicerces, vergas, peitoril, detalhes dos banheiros, escadas e espessura das lajes, revestimentos. 1. Elevações ou Fachadas (escala usual 1:50 ou 1:100): são as projeções verticais das fachadas ou faces externas dos edifícios. O ideal é representar as quatro fachadas (principalmente quando houver muitos detalhes arquitetônicos a serem mostrados). As elevações não necessitam de grandes detalhes, mas sim elementos importantes como o perfil do terreno e dos telhados, disposições de portas e janelas, altura dos pavimentos, corpos salientes que compõem a edificação e elementos decorativos, mostrando como a obra deverá ficar após a sua conclusão. 1. Detalhes de Execução: são plantas de determinados detalhes da edifi- cação de difícil visualização. São feitos em escala ampliada de acordo com a necessidade (1:20, 1:25). Exemplo: detalhe de esquadrias, detalhe de escadas, detalhe de obras especiais, como: churrasqueiras, chaminés, dutos, platibandas, encaixes etc. Parte escrita A parte escrita é a complementação da parte gráfica. Consta de Memorial Descritivo, Especificações Técnicas, Caderno de Encargos, Orçamento e Cronograma. 1. Memorial Descritivo: é um memorial resumido dos fins a que se destina a obra, bem como cálculos e dados essenciais a uma boa construção. Eis alguns itens importantes que devem constar no Memorial Descritivo: · Finalidade da obra. · Área do terreno. · Instalação da obra. · Número de pavimentos. · Tipos de pavimentos. · Tipo e estilo da obra. · Área de cada pavimento e compartimento. · Proprietário. · Projeto e execução. · Localização do terreno. · Descrição do projeto arquitetônico. 1. Especificações técnicas para materiais e serviços: definem a maneira como será executado cada serviço e quais os materiais utilizados. São levados em consideração: · Tipo de fundação e profundidade. · Alvenaria (tipo de tijolo ou bloco a ser utilizado, tipo de argamassa e traço). · Cobertura do prédio (madeiramento e tipo de telha). · Forro (tipo de material utilizado laje de concreto armado ou pré-laje, ou forro de madeira). · Revestimento de banheiros e cozinha (azulejos, cerâmicas, indicando dimensões e altura do revestimento). · Revestimento das paredes de quartos e salas. · Pisos. · Lajes (pré-fabricadas ou moldadas no local). · Esquadrias de banheiros e dormitórios (tipo de madeira, aço e alumínio). · Instalações hidráulicas. · Instalações elétricas. · Fechamento do terreno (muros ou grades, indicando sua altura). 1. Caderno de encargos: serve para várias obras de um determinado padrão. É um documento no qual estão englobadas todas as condições que deverão ser obedecidas na execução de uma obra, relativas a materiais, mão de obra, e também as normas às quais as firmas empreiteiras devem se sujeitar quando participam de uma concorrência. 1. Orçamento: tem por objetivo estudar um custo prévio para a obra, sendo os principais tipos: · Orçamento sumário: é um orçamento rápido e abreviado, que dá uma ideia do valor aproximado do custo da construção. Calcula-se o custo da obra da seguinte maneira: C = (A x P) Onde: A = área da obra (m2) P = preço por m2, baseado no CUB. CUB = Custo Unitário Básico da construção. Pode ser usado ainda para avaliação de imóveis e taxações de impostos prediais. · Orçamento detalhado: é o método mais preciso para determinação do custo da obra, considerando todos os gastos necessários, como por exemplo: aquisição e administração dos materiais; salários (mão de obra); impostos; taxas (água, luz, telefone); leis sociais (94 % sobre a mão de obra); desgaste das ferramentas; lucros. Na elaboração deste orçamento, devem-se atender os seguintes itens: · Cálculo de detalhes métricos (este cálculo é baseado nos projetos). · Cálculo dos preços unitários (custo dos elementos que entram na composição de uma unidade de serviço, como por exemplo, material e mão de obra). · Operações aritméticas finais (são cálculos de volume, área ou metro linear, partindo da medida de cada elemento que figura no projeto). 1. Cronograma: o cronograma tem como objetivo principal o controle da execução de uma obra, para que se tenha um maior rendimento com uma maior perfeição. A execução pode ser controlada diariamente, comparando-se o cronograma estimado com o executado, podendo-se verificar a diferença entre a previsão e a execução. O cronograma permite: · Visualização do serviço em prazo pré-determinado. · Investigar causas nos atrasos de execução, tomando providências adequadas. · Prevenir a contratação de operários. · Prevenir a aquisição de equipamentos suplementares. Pode-se elaborar três tipos de cronogramas: · Físico: no qual é estabelecida a duração de cada etapa. · Financeiro: no qual se estabelece o custo de cada etapa. · Físico-financeiro: no qual se estabelece a duração e o custo de cada etapa. MODELO DESCRITIVO PADRÃO As especificaçõesabaixo discriminadas serão as que determinarão os materiais a empregar e regerão a execução dos principais serviços e acabamentos da obra supra. 0 – TERRENO: 1 – SERVIÇOS INICIAIS: 1.1 – Projeto 1.2 – Limpeza e instalação 1.3 – Movimento de terra 2 – FUNDAÇÕES: 2.1 – Alicerce 2.2 – Cinta 2.3 – Impermeabilizações 3 – PAREDES: 3.1 – Externas 3.2 – Internas 4 – ESTRUTURAS: 5 – COBERTURA: 5.1 – Estrutura 5.2 – Cobertura 6 – INSTALAÇÃO ELÉTRICA: 7 – INSTALAÇÕES HIDRO, SANITÁRIA E GÁS: 7.1 – Hidráulica 7.2 – Esgoto 7.3 – Aparelhos e metais 7.4 – Gás 8 – PAVIMENTOS: 8.1 – Contrapiso 8.2 – Salas e quartos 8.3 – Áreas de serviço, cozinha e banhos 9 – ESQUADRIAS: 9.1 – Externas 9.2 – Internas 9.3 – Ferragens 10 – REVESTIMENTOS: 10.1 – Externos 10.2 – Internos 11 – FORROS: 12 – VIDROS: 13 – PINTURA: 13.1 – Paredes 13.2 – Esquadrias 14 – COMPLEMENTAÇÕES E OUTROS: 15 – ADMINISTRAÇÃO: Local e data: Proprietário: Resp. técnico: Orçamento padrão Serviço Unidade Quantidade Custo unitário Custo total % 0. Terreno 1. Serviços iniciais 1.1. Projeto 1.2. Limpeza e instalação 1.3. Mov. Terra 1.4. SUBTOTAL 2. Fundações 2.1. Alicerces 2.2. Cinta 2.3. Impermeabilização 2.4. SUBTOTAL 3. Paredes 3.1. Externas 3.2. Internas 3.3. SUBTOTAL 4. Estrutura 5. Cobertura 5.1. Estrutura 5.2. Cobertura 5.3. SUBTOTAL 6. Instalação elétrica 7. Inst. H. S. e gás 7.1. Hidráulica 7.2. Esgoto 7.3. Apar. e metais 7.4. Gás 7.5. SUBTOTAL 8. Pavimentações 8.1. Contrapiso 8.2. Salas e quartos 8.3. A. S. Cozinha e banho 8.4. Outros 8.5. SUBTOTAL 9. Esquadrias 9.1. Externas 9.2. Internas 9.3. Ferragens 9.4. SUBTOTAL 10. Revestimentos 10.1. Emb. e reboco 10.2. Azulejos 10.3. Outros 10.4. SUBTOTAL 11. Forros 12. Vidros 13. Pinturas 13.1. Paredes 13.2. Esquadrias 13.3. SUBTOTAL 14. Complementações 15. Administração TOTAL GERAL LOCAL E DATA: PROPRIETÁRIO: RESPONSÁVEL TÉCNICO: Cronograma padrão Nº Serviço Etapa 1 Etapa 2 Etapa 3 Etapa 4 Etapa 5 Etapa 6 Etapa 7 Etapa 8 Etapa 9 Etapa 10 Nº TOTAL 0 Terreno R$ 0 % 1 Serviços iniciais R$ 1 % 2 Fundações R$ 2 % 3 Paredes R$ 3 % 4 Estrutura R$ 4 % 5 Cobertura R$ 5 % 6 Instalação elétrica R$ 6 % 7 Instalações Hidros Sanitária e gás R$ 7 % 8 Pavimentação R$ 8 % 9 Esquadrias R$ 9 % 10 Revestimentos R$ 10 % 11 Forros R$ 11 % 12 Vidros R$ 12 % 13 Pinturas R$ 13 % 14 Comple mentações R$ 14 % 15 Administração R$ 15 % 16 TOTAIS R$ 16 % Trabalhos de execução Trabalho de execução é a construção propriamente dita, o andamento dos processos com auxílio da técnica construtiva e apoio de um sistema de suprimento. Inclui: · Previsão das necessidades e distribuição de recursos (financeiros, materiais, mão de obra, equipamentos) – cronograma físico/financeiro. · Plano financeiro (desembolso), plano de compras, plano de abastecimento. · Layout do canteiro de obras: arranjo físico de postos de trabalho, maquinas e equipamentos, depósitos, alojamentos, escritório da obra. · Detalhamento dos processos construtivos, com projeto de construções auxiliares (técnica construtiva). · Elaboração de sistemas de controle. · Abertura de valas para as fundações. · Execução das fundações. · Execução da estrutura de concreto armado. · Execução das obras de alvenaria. · Execução da cobertura. · Execução das tubulações elétricas e telefônicas. · Execução da rede de esgoto etc. Trabalhos de acabamento Finalização da obra propriamente dita: · Salpique. · Revestimento (reboco e emboço). · Revestimentos especiais: pastilhas, mármore e azulejos. · Colocação dos marcos. · Colocação das esquadrias. · Colocação dos vidros (quando o piso for de madeira). · Colocação dos pisos. · Execução da fiação e colocação de aparelhos. · Pintura. · Metais e aparelhos sanitários. · Arremates. · Limpeza. · Habite-se. NA PRÁTICA Uma obra convencional, de acordo com as tradições da construção civil brasileira, envolve geralmente 27 etapas: A industrialização da construção civil fornece atualmente algumas variantes em relação às técnicas convencionais, buscando otimizar o seu processo produtivo e visando ao aumento da produtividade por meio da racionalização: · de recursos humanos; · de materiais; · de etapas e tempo para a realização de suas atividades; · da padronização de projetos; · do uso de novas tecnologias; · de implantações de programas de qualidade. As etapas de uma obra, nos dias de hoje, estão intimamente ligadas à fase de projeto, ou melhor, à mecanização e à automação dos processos construtivos e ao nível de pré-fabricação a ser utilizado. Página | 18 image3.jpeg image4.jpeg image1.jpeg image2.jpeg