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Universidade Paulista – UNIP 
	Engenharia Civil – 5° Semestre
APS – Atividades Práticas Supervisionadas
Visita Técnica: Alvenaria Estrutural
	Ribeirão Preto – SP
2016
Universidade Paulista – UNIP 
	Engenharia Civil – 5° Semestre	
Alunos:
Adiel Endrio Beker Santos
Alber Souza Brito
Heitor Henrick C Mendonça
Nelson Ferreira Neves Filho
APS – Atividades Práticas Supervisionadas
Visita Técnica: Alvenaria Estrutural
Esse trabalho contém nossas fontes de pesquisa sobre alvenaria estrutural, visita técnica, passos de execução, desenvolvimento, para a disciplina de Atividades práticas supervisionadas.
Ribeirão Preto – SP
2016
SUMÁRIO
1. Introdução.................................................................................................pág.4
2. Objetivo do trabalho.................................................................................pág.5
3. Propulsão a jato de ar
· Conceitos Básicos...............................................................................................pág.5
· Aplicação no Projeto.........................................................................pág.5
4. Aerodinâmica, Pressão e Hidrodinâmica:
· Conceitos Básicos...............................................................................................pág.6
· Aplicação no Projeto.........................................................................pág.7 
· Estocagem dos materiais .................................................................pág.8
5. Desenvolvimento:
· Projeto...............................................................................................pág.14
· Materiais utilizados..........................................................................pág.12
6. Conclusão...............................................................................................pág.31
7. Anexos ...................................................................................................pág.31
8. Referências Bibliográficas....................................................................pág.34
Introdução 
Neste projeto de pesquisa, dissertaremos a experiência adquirida em nossa visita técnica a obra de Alvenaria Estrutural. Destacaremos os principais benefícios e contras da utilização desta técnica construtiva, a aplicação na obra visitada, o planejamento da obra e sua conclusão. Para conduzirmos da melhor maneira a explanação de nossa visita, citaremos alguns conceitos e técnicas.
A alvenaria estrutural unifica as funções de estrutura e vedação em um só sistema racionalizado, que utiliza medidas padrões de elementos construtivos, como blocos concretos e cerâmicos, acrescidos de elementos compensadores para uma melhor modulação. Tudo é previamente organizado para que as peças se encaixem de forma alternada, instalando de forma simultânea todos os sistemas elétricos e hidrossanitários. 
Quando devidamente planejada, a alvenaria estrutural deve ser capaz de suportar todas as cargas; a de seu próprio peso, lajes, coberturas. Além disso, é resistente a intempéries externas, como chuvas e ventos.
O método diminui os custos, otimiza o tempo e é frequentemente encontrado em pequenos sobrados. Considerado um dos métodos construtivos mais antigos do mundo, a alvenaria estrutural  vem evoluindo e é capaz de sustentar projetos residenciais de 3 a 20 pavimentos, ambientes comerciais e prédios públicos.
Qualquer mudança deve ser prevista ainda na fase de projeto e bem coordenada na execução, principalmente as amarras com vergas e contravergas, que podem ser feitas com aço e concreto e podem causar rachaduras se não forem feitas nos pontos corretos.
.
Objetivo do Trabalho
As equipes deverão visitar um edifício em construção, em alvenaria estrutural. A equipe deverá apresentar um relatório técnico com pelo menos 30 páginas, além das fotos, que descrevam as técnicas construtivas e os materiais utilizados na execução do edifício. 
Visita Técnica: Alvenaria Estrutural
	Visitamos um conjunto habitacional em construção, que utiliza a técnica de Alvenaria estrutural. O projeto consiste em 144 apartamentos, divididos em 6 torres, com 24 apartamentos cada, 4 andares, sendo 6 apartamentos por andar. A obra é financiada pela Caixa, um projeto do programa “Minha casa, minha vida”, que fomenta a construção civil e facilita o acesso da população a moradia própria.
Acompanhou-nos na visita o Sr. Guilherme Almeida, engenheiro responsável pela execução do projeto, e o Sr. Ivan Souza, mestre de obra. Os mesmos nos orientaram na formatação do relatório, destacando todos os passos necessários para a construção do conjunto habitacional, desde a Limpeza do Terreno até sua cobertura. Subdividimos o nosso relatório em alguns tópicos, onde explanaremos melhor sobre os passos utilizados em uma obra que utiliza esta técnica construtiva.
Limpeza do Terreno
A limpeza do terreno é necessária para maior facilidade de trabalho no levantamento plano-altimétrico, permitindo obter-se um retrato fiel de todos os acidentes do terreno, assim como para os serviços de reconhecimento do subsolo (sondagens). Para se fazer a limpeza do terreno pode-se carpir, roçar ou destocar, de acordo com o que exige a vegetação. Na obra que visitamos, a limpeza do terreno foi o primeiro passo, após a compra do terreno e o planejamento do conjunto habitacional. 
Topografia: Levantamento Plano-Altimétrico
No Levantamento topográfico, foram coletados os seguintes dados para o nivelamento do terreno e definição dos pontos de sondagem:
· A poligonal; 
· As curvas de níveis 
· As dimensões perimetrais; 
· Os ângulos dos lados; 
· A área; 
· A fixação do RN (referencial de nível); 
· As construções existentes; 
· As árvores; 
· As galerias de águas pluviais ou o esgoto; 
· Os postes e seus respectivos números (mais próximos do lote); 
· As ruas adjacentes; 
· O croqui de situação; 
· A fixação da linha NS.
Após a coleta destes dados pelo topógrafo, a Construtora responsável contratou uma empresa especializada em Sondagens, para definir o tipo de solo e o tipo de fundação que deverá ser utilizada.
Sondagens
O primeiro requisito para se abordar qualquer projeto de Mecânica dos Solos consiste num conhecimento tão perfeito quanto possível das condições do subsolo, isto é, no reconhecimento da disposição, natureza e espessura das suas camadas, assim como das suas características, nível de água e respectiva pressão. Os principais métodos empregados para exploração do subsolo podem ser classificados nos grupos: 
a) Com retirada de amostras - abertura de poços de exploração e execução de sondagens; 
b) Ensaios in loco - auscultação, ensaios de bombeamento, ensaios de palheta, medida de pressão neutra, prova de carga, medida de recalque e ensaios geofísicos. Quanto às amostras de solo, isto é, a porção de solo representativa da massa da qual ela foi extraída, distinguimos as deformadas que se destinam apenas à identificação e classificação do solo e as indeformadas que se destinam à execução de ensaios para determinação das propriedades físicas e mecânicas do solo. Considera-se nessa amostra a conservação de textura, estrutura e umidade, perdendo-se, entretanto, as pressões confinantes, isto é, o estado de tensão a que estava submetida à amostra. 
A construtora responsável pela obra que visitamos possui um departamento de qualidade, responsável pelos testes em laboratório e análise dos cálculos feitos pelo engenheiro responsável pelo projeto de fundação, baseado nas sondagens. Após definido o tipo de solo, o engenheiro optou pelo melhor tipo de fundação, que suportará toda a estrutura do edifício, e elaborou o anteprojeto.
 
Anteprojeto
Feito o estudo preliminar passou-se à elaboração do anteprojeto, para a qual necessitamos mais os seguintes elementos: 
1) Uso permitido do edifício (plano diretor do município): 
· Residencial, comercial, industrial, recreativo, religioso e outros usos;
2) Densidade populacional do edifício: 
· Avaliação para cada uso (plano diretor do município);· Área construída prevista;
3) Gabarito permitido (código de obras do município): 
· Altura do edifício; 
· Recuos (frente, fundo e laterais); 
· Coeficiente de ocupação do lote;
· Coeficiente de aproveitamento do lote;
4) Elementos geográficos naturais do local: 
· Latitude; 
· Meridiano (orientação magnética); 
· Regime de ventos predominantes; 
· Regime pluvial; 
· Regime de temperatura;
Segundo o engenheiro, os desenhos nessa fase podem ser esquemáticos, mas devem ser completos e definidos claramente, de modo a permitir uma avaliação de custo e de prazo. As peças apresentadas são plantas, cortes esquemáticos e elevação. 
Projeto 
Compõe-se de duas partes distintas: partes gráficas e partes escritas. 
Partes gráficas: que constam das seguintes peças: 
· Planta; 
· Cortes, transversais e longitudinais; 
· Fachadas; 
· Detalhes arquitetônicos; 
· Infra e superestruturas de concreto, de madeira e metálicas; 
· Instalações elétricas; 
· Instalações hidros sanitárias; 
· Impermeabilizações; 
· Cronograma físico-financeiro;
Após as atividades essencialmente de escritório, passamos a atividades de canteiro de obra.
Canteiro de obras
Segundo o Sr. Guilherme, para iniciarmos os trabalhos de fundação, definimos alguns pontos para o canteiro de obras, como: estoque (cimento, cano, areia, brita, betoneira, canos e blocos), almoxarifado, refeitório, banheiro, escritório do engenheiro e sala para o mestre de obras. A obra possui em torno de 70 funcionários, mas a maioria é terceirizada, não se fazendo necessário a instalação de dormitórios, pois os funcionários são da mesma cidade.
Canteiro de obras segundo a norma regulamentadora 18 NR18 e uma área fixa e temporária onde e realizadas operações de apoio e execução de uma obra. E segundo NBR12.284 e um conjunto de áreas destinadas a execução e apoio dos trabalhos da indústria da construção, dividindo-se em áreas operacionais e áreas de vivencia. O canteiro de obras está em constante transformação modifica-se de acordo com o avanço das fases da obra.
É primordial que se faça um planejamento das atividades a serem realizadas por etapa, para que se possa organizar o canteiro de obras de maneira pratica e eficiente. E necessário fazer um croqui do canteiro especificando os principais pontos.
Com o planejamento do canteiro de obras têm-se muitas vantagens, como:
· - Reduz-se o tempo de deslocamento de material;
· - Racionalização e organização das atividades e uso do espaço;
· - Diminui as interferências;
· - Melhora a segurança dos trabalhadores;
Estocagem de materiais
Estoques de cimento: a área necessária para estocagem deve ser 76 Planejamento de canteiros de obra e gestão de processos estimada com base no orçamento e na programação da obra. As seguintes dimensões devem ser consideradas neste cálculo: - dimensões do saco de cimento: 0,70 m x 0,45 m x 0,11 m (altura); - altura máxima da pilha: 10 sacos. No caso de armazenagem inferior a 15 dias a NBR 12655 (ABNT, 1992) permite pilhas de até 15 sacos;
Estocagem de cimento, dentro de um dos apartamentos, e sobre taboas para não ficarem em contato com o chão.
 Estocagem de cal
Baias de agregados: as baias devem ter largura igual ou pouco maior que a largura da caçamba do caminhão que descarrega o material, enquanto as outras dimensões (altura e comprimento) devem ser suficientes para a estocagem do volume correspondente à uma carga. No caso da areia e brita, por exemplo, as dimensões usuais são aproximadamente 3,00 m x 3,00 m x 0,80 m (altura).
Estoque de blocos: a área necessária deve ser estimada com base no orçamento e na programação da obra. O estoque deve utilizar o espaço cúbico, limitando, por questões de ergonomia e segurança do operário, a altura máxima da pilha em aproximadamente 1,40 m;
Escritório da obra O dimensionamento desta instalação é função do número de pessoas que trabalham no local e das dimensões dos equipamentos utilizados (armários, mesas, cadeiras, computadores, etc.), variáveis estas que são dependentes dos padrões de cada empresa. Dimensões usuais de escritórios são 3,30 m x 3,30 m ou 3,30 m x 2,20 m.
Refeitório Considerando a inexistência de norma que estabeleça um critério para dimensionamento de refeitório, sugere-se o uso do parâmetro 0,8 m2 /pessoa. Este valor tem por base a experiência de diferentes empresas, considerando que os refeitórios dimensionados através dele demonstraram possuir área suficiente para abrigar todos os funcionários previstos, não se detectando reclamações. Existem duas exigências básicas para definir a localização do refeitório. A primeira, comum as demais áreas de vivência, é a proibição de sua localização em subsolos ou porões (NR-18). A segunda exigência é a 58 Planejamento de canteiros de obra e gestão de processos inexistência de ligação direta com as instalações sanitárias, ou seja, não possuir portas ou janelas em comum com tais instalações. A segunda exigência não implica necessariamente em posicionar o refeitório afastado dos banheiros, visto que a proximidade é desejável para facilitar a utilização dos lavatórios destes.
Banheiros A NR-18 apresenta critérios para o dimensionamento das instalações hidros sanitárias, estabelecendo as seguintes proporções e dimensões mínimas: (a) 1 lavatório, 1 vaso sanitário e 1 mictório para cada grupo de 20 trabalhadores ou fração; (b) 1 chuveiro para cada grupo de 10 trabalhadores ou fração; (c) o local destinado ao vaso sanitário deve ter área mínima de 1,0 m2 ; (d) a área mínima destinada aos chuveiros deve ter 0,80 m2 ; (e) nos mictórios tipo calha, cada segmento de 0,60 m deve corresponder a um mictório tipo cuba.
Almoxarifado O principal fator a considerar no dimensionamento do almoxarifado é o porte da obra e o nível de estoques da mesma, o qual determina o volume de materiais e equipamentos que necessitam ser estocados. O tipo de material estocado também é uma consideração importante.
Código de obra e edificações de Ribeirão Preto.
Art. 37 - O canteiro de obras compreenderá a área destinada à execução e desenvolvimento das obras, serviços complementares, implantação de instalações temporárias necessárias à sua execução, tais como tapume, alojamento, escritório de campo, depósitos, estande de vendas e outros: 
§ 1º - Durante a execução das obras será obrigatória à manutenção do passeio desobstruído e em perfeitas condições, conforme exigências deste Código, sendo vedada sua utilização ainda que temporária, como canteiro de obras ou para carga e descarga de materiais de construção, salvo no lado interior dos tapumes que avancem sobre o logradouro. 
I - Quando se tratar de obra a ser executada no alinhamento predial, o tapume deverá ser executado ocupando no máximo metade da largura do passeio público, devendo ficar no mínimo 1,50m (um metro e cinqüenta centímetros), com área livre para transito de pedestres; 
II - Quando se tratar de obra a ser executada afastada do alinhamento (recuo obrigatório) o tapume deverá ser executado no alinhamento predial; 
§ 2º- Nenhum elemento do canteiro de obras poderá prejudicar a arborização da rua, a iluminação pública, a visibilidade de placas, avisos ou sinais de trânsito, e outras instalações de interesse público. 
§ 3º- Para todas construções, excetuadas as residências unifamiliares em zonas populares, será obrigatório o fechamento do canteiro de obras no alinhamento, por alvenaria ou tapume com altura mínima de 2,20m (dois metros e vinte centímetros).
Fundação
Definidos todos os pontos, passamos então para a fundação. A fundação e responsável por transmitir o esforço recebido da estrutura pra uma parte mais resistente do solo. Na construção civil existem vários tipos de fundação, e definido o tipo de fundação a partir do levantamento da sondagem do terreno e da carga terá a estrutura, levando em consideração essas duas situações escolhemos a com melhor custo benefício. 
Na obra visitada, foram utilizados para a fundação, duas opções, estaca escavada e vigas baldrame, com blocos estruturais.
 Estacas Escavadas 
Mecanicamente caracterizam-se por seremmoldadas no local após a escavação do solo. São executadas através de torres metálicas, apoiadas em chassis metálicos ou acopladas a caminhões. Em ambos os casos são empregados guinchos, conjunto de tração e haste de perfuração hidráulica, constituídas de trados em sua extremidade, procedendo-se o avanço através de prolongamento telescópico.
O diâmetro das perfuratrizes foi de 0,30 e 0,35 metros, com profundidade entre 12 e 14 metros. A vantagem desta solução está na grande mobilidade e produção do equipamento, permitindo a amostragem do solo escavado, atingindo a profundidade determinada em projeto e a ausência de vibração, podendo ser executada próximo à divisa sem danos às construções vizinhas.
Método Utilizado:
· Perfuração, colocação da armadura e concretagem
Uma vez instalado e nivelado o equipamento, posiciona-se a ponta do trado sobre o piquete de locação e inicia-se a perfuração. O trado é automaticamente esvaziado por força centrífuga. Esta operação é repetida várias vezes até se atingir a cota final estabelecida em projeto. Atingida a cota prevista em projeto e confirmada a característica do solo, em comparação com a sondagem mais próxima, procede-se com a colocação da armadura e posterior concretagem da estaca.
Vigas Baldrames
Baldrames são as vigas que ficam normalmente um pouco abaixo do nível do solo. Nos baldrames, amarram entre si o topo das estacas ou brocas com as armações de ancoragem e as bases dos pilares. A viga baldrame pode ser considerada a própria fundação. No caso de terrenos firmes e cargas pequenas, pode-se utilizar este tipo de fundação rasa e bem econômica que, nada mais é do que uma viga, calculada como viga sobre base elástica e construída em uma escavação com pouca profundidade, destinada a suportar a carga de todas as paredes de uma construção, transferindo-a as brocas e estacas e ao solo.
As vigas baldrame são utilizadas em fundações que requerem pouca profundidade. Recomenda-se que as cargas a serem suportadas pelas vigas sejam pequenas, toda viga baldrame deve ser devidamente dimensionada para a devida carga que será suportada. Seu uso traz economia à obra e auxilia a distribuição do peso de lajes e paredes para ao solo. 
Depois de concluídas as etapas da fundação, começaram as etapas estruturais e a colocação de blocos, baseado na alvenaria estrutural. 
Bloco de Concreto Estrutural
Requisitos gerais:
O respeitável crescimento do mercado imobiliário nos últimos anos tem levado o aumento na demanda por sistemas construtivos que aliem economia e qualidade técnica, sempre de olho na equação final clientes satisfeitos e aumento das margens de lucro apertadas. Empreendimentos como os desenvolvidos para o programa Minha Casa, Minha Vida, lançado pelo governo federal se propõe a construir 1 milhão de moradias num prazo relativamente curto, o que exigem controle preciso de todos os componentes da construção.
A alvenaria com blocos de concreto é uma solução construtiva que oferece qualidade, economia e rapidez para a sua construção. É um elemento industrializado, produzido em máquinas que vibram e prensam, podendo ser fabricados com uma vasta variedade de composições.
Os blocos de concreto normalizados possuem formato e dimensões padronizadas, que proporcionam um sistema construtivo limpo, prático, rápido, econômico e eficiente. Além disso, o material concreto possui um módulo de elasticidade similar ao da junta de argamassa, aproximando a resistência da alvenaria à do bloco.
Disponível para a alvenaria estrutural e de vedação, o bloco de concreto atende a diversos tipos de obras, com racionalização no processo construtivo, menor tempo de execução e respeito ao meio ambiente.
A utilização de blocos estruturais permite diminuição significativa no custo total da obra. Bem utilizado, o sistema de alvenaria estrutural pode baratear a construção em média 30%, em relação ao sistema convencional de estrutura em concreto armado. 
Hoje nos EUA, Inglaterra, Alemanha e muitos outros países, a Alvenaria Estrutural atinge níveis de cálculo, execução e controle similares às aplicadas na estrutura de aço e concreto, constituindo num econômico e competitivo sistema racionalizado, versátil e de fácil industrialização. 
Existe uma norma que especifica as características, dos blocos de concreto para alvenaria estrutural, sendo que os principais blocos com função estrutural comercializados atualmente apresentam as seguintes dimensões:
Os blocos de concreto são divididos em grupos chamados “famílias”. Cada família corresponde a uma, ou seja, ao tamanho do módulo em que a edificação vai ser projetada. Todas as dimensões da edificação devem ser múltiplas da Dimensão Modular da família de blocos escolhida (A Modulação Dimensional de projetos exige conhecimentos técnicos sobre construção civil e alvenaria estrutural e deve ser realizada por um profissional de engenharia familiarizado com este processo construtivo).
Esse sistema construtivo, que utiliza a alvenaria estrutural com blocos de concreto oferece solução eficaz, testada em empreendimentos públicos e privados há mais de três décadas e que, ao longo desse tempo, evoluiu extraordinariamente. Hoje, grandes construtoras recorrem ao sistema construtivo de alvenaria estrutural com blocos de concreto para imprimir métodos produtivos industrializados, diminuir cronograma, garantir custos e qualidade.
Duas famílias são as mais usadas para alvenaria estrutural:
	Família 29
	Família 39
	
	
	14x19x29
	14x19x44
	14x19x14
	14x19x39
	14x19x19
	14x19x34
	14x19x54
	Bloco 29: É o bloco mais usado desta família. Com ele construímos quase 90% das paredes.
	Bloco 39: É o bloco mais usado desta família. Com ele construímos quase 90% das paredes.
	Bloco 14: Também conhecido como meio bloco
	Bloco 19: Também conhecido como meio bloco.
	Bloco 44: Usado nos encontros de paredes em forma de “T” junto com o bloco 29.
	Bloco 34: Usado nos cantos de paredes junto com o bloco 39 para fazer a amarração das fiadas.
	Os cantos (encontros tipo “L”) são executados com dois blocos 29.
	Bloco 54: Usado nos encontros de paredes em forma de “T” junto com o bloco 34.
A construção civil brasileira tem hoje fornecedores de blocos de concreto qualificados, analisados por instrumentos como o selo de qualidade, fornecido sob critérios rigorosos de inspeção pela Associação Brasileira de Cimento Portland. Assim, a alvenaria estrutural com blocos de concreto é a melhor alternativa – para construtores e incorporadores, para seus clientes, que compram qualidade a custos menores, e para a sociedade, pelo seu potencial de emprego e geração de renda.
Classificação:
A classificação dos blocos segundo a NBR 6136 / 2007 é:
Classe A – Com função estrutural, para uso em elementos de alvenaria acima ou abaixo do nível do solo.
Classe B – Com função estrutural, para uso em elementos acima do nível do solo.
 
Classe C – Com função estrutural, para uso em elementos acima do nível do solo
 
Classe D – Sem função estrutural, para uso em elementos de alvenaria acima do nível do solo
Classe A - 9,0 MPa
Classe B - 4,0 e 6,0 MPa
Classe C - 3,0 Mpa
Materiais:
O concreto é o principal componente do bloco, desta forma deve ser constituído de cimento Portland, agregados e agua.
Cimento: Deve obedecer as especificações brasileiras para cimento, destinados à preparação de concretos e argamassas. ABNT NBR 5732, ABNT NBR 5733, ABNT NBR 5735, ABNT NBR 5736, E ABNT NBR 11578.
Agregados: Tantos os graúdos como miúdos devem estar de acordo com a norma ABNT NBR 7211. 
Aditivos: É permitido o uso de aditivos, de acordo com ABNT NBR 11768, adições ou pigmentos, desde que o produto final atenda os requisitos mecânicos, tais como:
Água: A agua de amassamento deve ser limpa e isenta de produtos nocivos a hidratação do cimento.
Os blocos devem Os blocos devem ser fabricados e curados por processos que assegurem a obtenção de um concreto suficientemente homogêneo e compacto, de modo a atender a todas as exigências dessas normas. Os lotes devem ser identificados pelo fabricante segundo sua procedência e transportadose manuseados com as devidas precauções, para não terem sua qualidade comprometida.
Em geral, quanto mais denso o bloco, menor será a sua absorção. Para ambas as classes (estrutural e não estrutural) a absorção deve ser < 10% e a retração por secagem deve ser sempre < 0,065%. A retração por secagem é uma redução de volume resultante da evaporação da água excedente. As dimensões reais dos blocos vazados de concreto, modulares e submodulares, devem corresponder às dimensões constantes da tabela.
Lotes:
Os lotes devem ser formados por conjunto de blocos com as mesmas características e diferença de fabricação de até cinco dias respeitando a idade de controle, conforme duas condições;
Condição 1: A data de controle deve ser a dará de entrega dos carregamentos que compuseram os lotes, ou seja, o fabricante deve fornecer o comprovante com características físico-mecânicas atendidas na data de entrega.
Condição 2: Pode ser tomada após a data de entrega e ser no máximo aos 28 dias, controlados a partir da data de produção mais recente dos diversos carregamentos que compõe o lote. A aplicação dessa condição fica sujeita à aceitação do consumidor. 
Ensaios:
Após as amostragens, são feitos ensaios que são executados buscando as seguintes condições:
- Análise dimensional, absorção de areia liquida, conforme ABNT NBR 12118;
- Resistencia a compressão, conforme ABNT NBR 12118;
- Retração linear por secagem, conforme ABNT NBR 12118;
- Permeabilidade, conforme 5.2.2.
O Ensaio é feito a cada tres pavimentos na obra que foi visitada
Argamassa para assentamento:
As amarraçõs do blocos são feitas no centro do blocos normalmente
A argamassa para assentamento deve sempre seguir a recomendação do projetista e tem como funções básicas solidarizar os blocos, transmitir e uniformizar as tensões entre as unidades de alvenaria, absorver pequenas deformações e prevenir a entrada de água e de vento nas edificações. A aderência é a mais importante característica que uma boa argamassa deve ter, por evitar o escorregamento entre o bloco e a argamassa e fazer com que os três corpos (bloco + argamassa + bloco) deformem de forma igual.
Elétrica:
Os eletrodutos passam dentro dos furos dos blocos, evitando a quebra de paredes. Os blocos com recorte para as tomadas e interruptores devem ser assentados nos lugares indicados pelo projeto da alvenaria.
Não pode quebrar as paredes para por a parte eletrica, dessa forma as instalações eletricas são colocadas numa parede onde não haverá problema e não irá prejudicar a estrutura.
Além disso, a parte de hidráulica também não passadas por dentro das parentes, e sim por shafts que são previstos nos projetos.
Graute:
O Graute é um tipo de concreto fluido feito com cimento, areia, pedrisco e bastante água, para preencher os furos dos blocos. E feito em pontos de concentração de cargas, para aumentar a resistência da alvenaria nestes locais específicos e para solidarizar a armadura e a alvenaria.
 Os locais que devem ser grauteados são:
- Cantos em L e em T;
- Laterais de portas e janelas;
- Vergas e Contra-Vergas de portas e janelas;
- A cinta de amarração da edificação, na última fiada.
A cinta, é uma viga de cimento na última fiada, que é usada quando necessário (em alturas intermediarias), e tem como objetivo amarrar a edificação entre si.
Esta viga de cintamento é composta pelo bloco canaleta preenchido com graute e armadura horizontal.
 
Aplicação do graute
Armadura com blocos canaletas
Portas e Janelas:
As portas devem ser executadas uma verga com bloco canaleta preenchido com graute e armadura horizontal na fiada superior e as laterais da porta devem ser preenchidas com graute e armadura vertical.
Já nas janelas, devem ser executadas as vergas e contra-vergas das janelas com bloco canaleta preenchido com graute e armadura horizontal. As laterais da abertura também devem ser preenchidas com graute e armadura vertical.
 
Principais diferenças entre construção convencional e alvenaria estrutural:
	CONSTRUÇÃO CONVENCIONAL
	ALVENARIA ESTRUTURAL
	Separação entre estrutura e vedação:
– Estrutura: vigas, pilares e lajes em concreto armado com ferragem; – Vedação: tijolos comuns, blocos cerâmicos vazados.
	Maior rendimento da mão de obra para execução de alvenaria. O profissional executa uma maior área quadrada por dia.
	Retirada de formas e escoramentos após o mínimo de 21 dias.
	A maioria das formas é feita dentro das próprias canaletas dos blocos, eliminando formas de madeira e diminuindo a quantidade de aço utilizada.
	Para a execução da alvenaria, leva uma quantidade maior de massa de
assentamento.
	Para execução de alvenaria, leva menos massa de assentamento, pois a medida do bloco é maior.
	São necessárias formas de madeira para pilares e vigas.
	A obra como um todo é modulada de acordo com o tamanho do bloco, o que diminui o risco de erro de medidas.
	As tubulações elétricas e hidráulicas são instaladas após a alvenaria ser
executada, o que leva à necessidade de se cortar as paredes para embutir
a tubulação, o que gera desperdício de materias, mão de obra e maior
quantidade de entulho.
	As tubulações elétricas e hidráulicas são instaladas enquanto se levanta a alvenaria, o que gera economia e evita o desperdício de mão de obra e materiais.
	Necessita de chapisco interno e externo para execução de reboco.
	Não necessita de chapisco interno, o que possibilita a aplicação de gesso nas paredes e pintura logo após. Em comparação ao reboco, é uma alternativa mais econômica, pois além dos materiais empregados para o reboco serem mais caros que o gesso, ainda é preciso aplicar massa corrida para se obter o mesmo resultado final.
Porém, nas áreas revestidas com azulejos ou similares, há a necessidade de chapisco.
	Tem menor percentual de industrialização/racionalização e maior uso de
mão de obra, o que leva mais tempo.
	Revestimentos com baixas espessuras devido ao perfeito esquadrejamento dos blocos e da obra como um todo.
	
	Maior racionalização e industrialização, o que gera maior rendimento da mão de obra, possibilita a programação de gastos em cada etapa e diminui e desperdício.
	
Lajes
Lajes são elementos planos, horizontais, bidimensionais com certa espessura, feita de pedra ou concreto armado, apoiada em vigas e pilares. A principal função das lajes é receber os carregamentos atuantes no andar e transferi-los para os apoios que não se deslocam. Esses carregamentos atuantes são ações que são perpendiculares ao plano da laje, podendo ser divididas em: distribuídas na área, distribuídas linearmente ou forças concentradas. As ações são transmitidas para as vigas de apoio nas bordas da laje, como também podem ser transmitidas diretamente aos pilares.
Lajes maciças são compostas por concreto, contendo armaduras longitudinais de flexão e eventualmente armaduras transversais, e sua espessura varia de 7 a 15 centímetros.
As lajes pré-fabricadas são aquelas constituídas por vigas ou vigotas de concreto e blocos que podem ser de diversos materiais, sendo mais utilizados os de cerâmica e os de concreto.
Ações na laje:
As lajes atuam recebendo as cargas de utilização e transmitindo-as para os apoios, geralmente vigas nas bordas. Essas ações podem ser desde pessoas até móveis, equipamentos fixos ou móveis, divisórias, paredes, água, solo, etc.
Para determinação das ações atuantes nas lajes deve-se recorrer às normas NBR 6118, NBR 8681 e NBR 6120, entre outras pertinentes. As ações peculiares das lajes de cada obra também devem ser cuidadosamente avaliadas.
O apoio simples surge nas bordas onde não existe ou não se admite a continuidade da laje com outras lajes vizinhas. O apoio pode ser uma parede de alvenaria ou uma viga de concreto
Revestimentos:
A camada de argamassa colocada logo acima do concreto da superfície superior das lajes recebe o nome de contra piso ou argamassa de regularização. A sua função é de nivelar e diminuir a rugosidade da laje, preparando-a para receber o revestimento de piso final. O piso é o revestimento final na superfície superior da laje, assentado sobre aargamassa de regularização.
Na superfície inferior das lajes (teto do pavimento inferior) é padrão executar-se uma camada de revestimento de argamassa, sobreposta à camada fina de chapisco.
Na Obra:
Como a obra não possui vigas, as forças que agem nas lajes são direcionadas diretamente para os blocos estruturais, por isso, não é possível, particularmente, nesta obra, remover as paredes de blocos, pois implica nas forças de resistência do prédio.
As lajes da obra foram feitas no local e são lajes maciças de concreto armado. Cada prédio possui 4 pavimentos, desse modo, 4 lajes. Inclusive, a laje superior do último pavimento, contém proteção a mais para chuvas e eventos naturais.
ACABAMENTOS:
PISOS
O piso é um dos acabamentos fundamentais da obra, servindo para regularizar a base, deixando-a mais plana, criando desníveis em ambientes, melhorar o isolamento térmico e acústico, como também fazer caimentos para ralos entre outros.
Na obra os pisos utilizados foram pisos cerâmicos. Que são feitos a partir de argila que podem ser obtidos por processos de extrusão ou prensagem. Apresentam uma face esmaltada, revestida com uma camada vítrea conferindo um aspecto brilhoso ao material e uma face porosa, também chamada de tardoz ou face de assentamento.
A face de assentamento é aquela que entra em contato com a argamassa que fixará a peça cerâmica no local da aplicação e, por isso, deve possuir certa rugosidade para facilitar a aderência.
AZULEJOS:
Assim como o piso, o azulejo é um dos acabamentos fundamentais da obra, servindo para melhorar o isolamento térmico e acústico, e partes molhadas nos banheiros e cozinha.
Na obra os azulejos utilizados foram azulejos cerâmicos, mesmo material do piso, apresentam uma face esmaltada, revestida com uma camada vítrea conferindo um aspecto brilhoso ao material e uma face porosa.
GESSO:
Mineral abundante na natureza, e posterior redução a pó da mesma. Ao umedecer o gesso com cerca de um terço de seu peso em água, forma-se uma massa plástica que sofre expansão e endurece em cerca de dez minutos. Esta é utilizada na confecção de moldes, na construção, em acabamentos de reboco e tetos de construções.
Na obra, o gesso foi utilizado no interior dos apartamentos, como revestimento da laje no teto.
Além disso, o condomínio terá áreas comuns, como piscina, estacionamentos (um por apartamento) e playground, tornando a vida dos moradores mais confortáveis.
Conclusão
Constamos que na visita técnica desenvolvida, adquirimos conhecimento sobre várias técnicas construtivas, além de visualizarmos na prática a rotina de uma obra. Acompanhamos de perto a construção do conjunto habitacional, a rotina do mestre de obra, engenheiro e demais funcionários presentes. Os problemas que cada etapa oferece e as soluções tomadas para que a obra siga segura e seja entregue no prazo previsto.
Verificamos todos os pontos positivos da utilização da alvenaria estrutural, bem custos e pelo fato de não ter vigas e pilares, a rapidez. Assim como os pontos negativos, talvez a principal entre elas, a estética.
O projeto foi muito importante, descobrimos que deve-se tomar um cuidado com o uso dos apartamentos e casas de alvenaria estrutural depois da entrega, pois nada pode ser modificado pelo fato de cada bloco que constitui a parede ser fundamental para a estrutura do imóvel. Além de entendermos na prática os conceitos estudados em sala das disciplinas envolvidas, como Resistência dos Materiais, Hidráulica e Topografia.
  
Anexos
Referências Bibliográficas
· Sites:
www.wikipedia.com
www.brasilescola.com.br
www.sofisica.com.br
http://www.bricka.com.br/produtos/blocos-de-concreto/alvenaria-estrutural/
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