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AT 1
2 32
S
U
M
Á
R
IO
3 UNIDADE 1 - Introdução
5 UNIDADE 2 - Conceitos, Missão, Objetivos e Importância
5 2.1 Conceitos
7 2.2 Missão
8 2.3 Objetivos/funções
9 2.4 Importância
12 UNIDADE 3 - Estrutura e Funcionamento
13 3.1 Espaço físico e segurança
16 3.2 Horário de funcionamento
17 UNIDADE 4 - Formação, Desenvolvimento e Organização do Acervo
17 4.1 Armazenamento, seleção, aquisição e descarte
18 4.2 Organização do acervo
20 UNIDADE 5 - Os Multimeios, as Novas Tecnologias a Serviço da Educação e a Ativação da Biblioteca
20 5.1 A Ciência da Informação
21 5.2 Os multimeios e programas multimídia
22 5.3 Softwares educacionais
23 5.4 A automação das bibliotecas
24 5.5 Alguns softwares para bibliotecas
25 5.6 A ativação da biblioteca
26 5.7 A pesquisa escolar e a pesquisa na Internet 
30 UNIDADE 6 - Bibliotecários e Técnicos
30 6.1 Função e atribuições
31 6.2 As diversas interações que devem ocorrer na biblioteca
34 UNIDADE 7 - A Biblioteca Dinâmica
34 7.1 Dinamizando a biblioteca escolar
37 7.2 As bibliotecas infantis e a classificação por cores
40 REFERÊNCIAS
2 33
UNIDADE 1 - Introdução
Segundo a UNESCO, biblioteca é uma 
coleção organizada de vários tipos de do-
cumentos, aliada a um conjunto de ser-
viços destinados a facilitar a utilização 
desses documentos, com a finalidade de 
oferecer informações, propiciar a pesqui-
sa e concorrer para a educação e o lazer.
No dicionário Aurélio (FERREIRA, 
2004), são três as definições para bi-
blioteca:
1ª. Coleção pública ou privada de livros 
e documentos congêneres, organizada 
para o estudo, leitura e consulta.
2ª. Edifício ou recinto onde se instala 
essa coleção.
3ª. Estante ou outro móvel onde se 
guardam e/ou ordenam os livros.
As bibliotecas podem ser dos se-
guintes tipos: universitária, infantil, na-
cional, especializada, comunitária, esco-
lar, pública, virtual e digital.
O acervo de uma biblioteca pode ser 
entendido como conjunto de documen-
tos, devidamente selecionado, adquirido 
e organizado tendo em vista a natureza 
de seus objetivos. Esse conjunto forma a 
coleção da biblioteca que se constitui na 
memória cultural da humanidade. Esta co-
leção é formada por diversos tipos de do-
cumentos, tais como: livros, revistas, fo-
lhetos, jornais, filmes, partituras, mapas, 
fotografias, entre outros, sendo que es-
ses documentos podem se apresentar em 
diversos tipos e suportes como CD-ROM, 
impresso, on-line, DVD e disco rígido.
Ainda podemos falar em acervo biblio-
gráfico e não-bibliográfico. No primeiro 
grupo teremos os livros, folhetos, pa-
tentes, teses, dissertações, relatórios, 
catálogos, revistas e jornais, enquanto 
no segundo grupo estarão recursos mul-
timeios, livro sonoro, gravação de som, 
gravuras, desenho, cartões postais, gra-
vação de vídeo, mapas, partituras, globo, 
maquetes, jogos, brinquedos.
Nosso objetivo neste módulo é justa-
mente focar as bibliotecas escolares, en-
tão daremos uma breve pincelada na his-
tória da biblioteca de uma maneira geral; 
missão, objetivos e importância; sua es-
trutura e funcionamento.
A biblioteca para crianças e jovens 
é um dispositivo complexo, consti-
tuído por elementos heterogêneos: 
arquitetura e ambiente, técnicas e 
tecnologias, processos e produtos, 
regras e regulamentos, conteúdos 
materiais e imateriais, responsáveis 
por sobrepor significados aos signifi-
cados por ela guardados, constituin-
do-se elementos de sua natureza 
(PIERUCCINI, 2004).
Dedicamos uma unidade para os mul-
timeios e as novas tecnologias a serviço 
4 54
da educação, bem como teremos outra 
unidade para discorrer sobre funções e 
atribuições do/a bibliotecário/a e as inte-
rações com professores e alunos/as.
Ressaltamos em primeiro lugar que em-
bora a escrita acadêmica tenha como pre-
missa ser científica, baseada em normas 
e padrões da academia, fugiremos um 
pouco às regras para nos aproximarmos 
de vocês e para que os temas abordados 
cheguem de maneira clara e objetiva, mas 
não menos científicos. Em segundo lugar, 
deixamos claro que este módulo é uma 
compilação das ideias de vários autores, 
incluindo aqueles que consideramos clás-
sicos, não se tratando, portanto, de uma 
redação original e tendo em vista o cará-
ter didático da obra, não serão expressas 
opiniões pessoais.
Ao final do módulo, além da lista de re-
ferências básicas, encontram-se muitas 
outras que foram ora utilizadas, ora so-
mente consultadas e que podem servir 
para sanar lacunas que por ventura surgi-
rem ao longo dos estudos.
4 55
Em 1994, Waldeck Carneiro da Silva pu-
blicava a 1ª edição do livro “Miséria da Bi-
blioteca Escolar” que traçava o então pa-
norama da realidade brasileira em relação 
à biblioteca escolar. O autor começa o livro 
em forma de protesto, criticando o silên-
cio consentido do descaso sobre tal espa-
ço. Ele criticava tanto a Ciência que não se 
preocupava com os fenômenos quanto o 
Governo que não programava nenhuma 
ação de política pública.
Silva (2003) aponta outros problemas 
que abrangem o tratamento da bibliote-
ca como depósito de livros, dificuldade 
de acesso às mesmas, horários breves e 
irregulares de funcionamento, a biblio-
teca para punição de alunos, frequência 
acrítica e viciada, atendimento feito por 
pessoas não especializadas e a formação 
do professor para uso da biblioteca como 
recurso didático.
Quase duas décadas se passaram e 
percebe-se que pouca coisa mudou: mui-
tas escolas ainda não possuem uma bi-
blioteca, outras dizem que têm, mas não 
passam de armários que amontoam vários 
livros, os atendentes não são bibliotecá-
rios, e alguns professores sempre acham 
uma desculpa para dispensar a biblioteca 
de sua prática pedagógica.
Mas passamos longe de querer julgar 
ou criticar. Essa missão, deixamos para 
vocês, afinal de contas, alguns já se en-
contram nas escolas, nas bibliotecas e 
têm melhores condições de analisarem, 
refletirem e avaliarem a situação atual.
2.1 Conceitos
A palavra biblioteca teve sua origem 
nos termos gregos biblíon (livro) e theka 
(caixa), significando o móvel ou lugar onde 
se guardam livros.
Foi no Egito que existiu, desde o sécu-
lo IV a.C., a mais célebre e grandiosa bi-
blioteca da Antiguidade, a de Alexandria, 
que tinha como ambição reunir em um só 
lugar todo o conhecimento humano. Seu 
acervo era constituído de rolos de papiro 
manuscritos – aproximadamente 60 mil, 
contendo literatura grega, egípcia, assí-
ria e babilônica (PIMENTEL; BERNARDES; 
SANTANA, 2007).
No entanto, o conceito e as explica-
ções para a palavra biblioteca vêm se 
transformando e se ajustando por meio 
da própria história das bibliotecas. Para 
Fonseca (1992, p. 60), um novo conceito 
“é o de biblioteca menos como coleção de 
livros e outros documentos, devidamente 
classificados e catalogados do que como 
assembleia de usuários da informação”. 
Isso quer dizer que as bibliotecas não de-
vem ser vistas como simples depósitos 
de livros. Elas devem ter seu foco voltado 
para as pessoas no uso que essas fazem 
da informação, oferecendo meios para 
que esta circule da forma mais dinâmica 
possível.
A Lei nº 12.244, de 24 de maio de 2010, 
considera biblioteca escolar “a coleção 
de livros, materiais videográficos e docu-
mentos registrados em qualquer suporte 
destinados a consulta, pesquisa, estudo 
ou leitura”. Mas não define a questão de 
espaço físico, possibilitando a problemá-
tica apontada por Silva (2003), ou seja, 
UNIDADE 2 - Conceitos, Missão, Objetivos 
e Importância
6 7
qualquer armário com livros é considerado 
uma biblioteca em algumas instituições.
Fragoso (2002, p. 124) destaca que se 
tratando de Brasil, a grande maioria das 
pessoas não conhece o significado e va-
lor da biblioteca escolar, e isso se deve 
em grande parte ao contexto em que ela 
existe, a educação. Assim, expõe que:
Longe de constituir mero depósi-
to de livros, a biblioteca escolar é um 
centro ativo de aprendizagem. Nun-
ca deve ser vista como mero apên-
dice das unidades escolares, mas 
como núcleo ligadoquanto a sua utilização, eles poderiam ser 
os porta-vozes para essa demanda.
A incorporação do uso da biblioteca 
escolar à prática do professor é um im-
portante elemento para um melhor em-
basamento antes, durante e depois do 
desenvolvimento de um projeto de traba-
lho ou mesmo de uma unidade de estudo. 
O professor tem forte referencial para o 
aluno e se constitui, portanto, como ele-
mento estratégico para a integração des-
se espaço.
Para Negrão (1987, p. 95) 
a biblioteca escolar, interagindo 
de modo harmonioso com o corpo 
docente, poderá cooperar na forma-
ção de várias atitudes: o hábito de 
utilizar informação, o hábito de pes-
quisa, o gosto pela leitura, o hábito 
de usar a biblioteca, além do desen-
volvimento do pensamento crítico e 
a motivação para a educação perma-
nente.
Douglas (1971, p. 13, 19-20) também 
infere que 
32 33
o professor desempenha grande 
papel no êxito de uma biblioteca cen-
tral na escola primária, assim como a 
biblioteca pode contribuir podero-
samente para um resultado de ação 
pedagógica do professor. Este, com 
efeito, toma parte ativa na escolha 
das aquisições da biblioteca, estabe-
lece o programa no que diz respeito 
a seus alunos e vela pela execução 
desse programa. Age de modo que 
a biblioteca tenha seu lugar na ati-
vidade cotidiana da criança. [...] A 
biblioteca não pode desempenhar 
plenamente seu papel na escola pri-
mária se não conta com a integração 
total do mestre. O professor é para a 
criança, o adulto cujo exemplo tem o 
máximo de peso, nessa fase de sua 
formação. Se não usa a biblioteca 
para suas leituras e documentação, 
e não encoraja os alunos a imitá-lo, 
depois será talvez muito tarde para 
incutir-lhes o hábito de pesquisa 
pessoal e de análise crítica dos fatos; 
talvez também jamais venham a co-
nhecer as alegrias da leitura.
Kuhlthau (2002), na introdução de seu 
livro “Como usar a biblioteca na escola: 
um programa de atividades para o ensi-
no fundamental”, ressalta a importância 
da integração do programa da biblioteca 
escolar com as atividades desenvolvidas 
na sala de aula e enfatiza a necessidade 
de envolvimento entre professores e bi-
bliotecários no sentido de garantir o bom 
andamento do processo de ensino-apren-
dizagem.
A não integração entre o profissional 
que trabalha na biblioteca e o professor, 
é apontada por Amato e Garcia (1989, p. 
13-4) como um dos fatores que compro-
metem a participação da biblioteca na 
vida escolar, ficando alienada ao contexto 
pedagógico da escola.
No manifesto da UNESCO/IFLA sobre 
a biblioteca escolar, também é dito que 
quando – os bibliotecários e os docentes 
cooperam entre si – os alunos conseguem 
alcançar níveis mais altos de conheci-
mento, leitura, aprendizagem, solução de 
problemas e competências no que diz res-
peito à utilização de tecnologias da infor-
mação e da comunicação (ALONSO, 2005).
De fato, dentre os muitos fatores, que 
contribuem para a não constituição dessa 
prática integrada, encontrados na litera-
tura específica, um deles, segundo Quei-
roz (1985, p.113 apud ALONSO, 2005), é 
que “os professores, de modo geral, con-
cordam que a biblioteca escolar é neces-
sária, embora alguns não a vejam como 
um instrumento de apoio ao seu progra-
ma de ensino”.
O não reconhecimento da biblioteca 
como algo importante pode levar a um 
distanciamento crescente entre o profes-
sor e a biblioteca escolar. Muitas vezes o 
professor nem conhece o acervo existen-
te na biblioteca, como, então, ele poderia 
integrá-la ao seu trabalho?
Esse distanciamento é uma questão 
que merece uma investigação mais deta-
lhada para a detecção de suas causas.
Há quem discuta que parte do problema 
está na formação do professor e defenda, 
assim, a necessidade de reformulação dos 
currículos responsáveis pela formação 
dos profissionais da educação, mas não 
vamos enveredas por esse viés.
32 33
Importante é haver sempre comprome-
timento, boa vontade, e claro, interação 
entre todos os participantes do proces-
so ensino-aprendizagem. Com certeza, o 
gosto pelos livros passa por essa intera-
ção e entusiasmo de todos.
34 3534
São muitas as possibilidades para que 
uma biblioteca escolar se torne dinâmica e 
entusiasme seus pequenos leitores. Dentre 
elas, utilizar da contação de histórias e clas-
sificar o acervo por cores que chama aten-
ção dos pequenos.
Vamos discorrer um pouco sobre as inú-
meras possibilidades de tornar sua bibliote-
ca, dinâmica!
7.1 Dinamizando a bibliote-
ca escolar
Partindo do entendimento anterior que 
a tarefa de orientar o aluno na utilização da 
biblioteca e, principalmente, o de desper-
tar nele o gosto pela leitura são atribuições 
mais reveladoras da natureza educativa do 
trabalho biblioteconômico na escola (COR-
RÊA et al., 2002), podemos continuar nosso 
caminho que leva a uma biblioteca dinâmi-
ca.
Um dos processos mais dinamizadores 
dentro de uma biblioteca escolar são as ati-
vidades de incentivo à leitura. Dentre elas 
podem-se destacar a contação de histórias 
como sendo uma das mais importantes. A 
arte de contar histórias faz parte de uma 
cultura milenar que, no passado, transmi-
tia-se de pai para filho; quando era comum 
as crianças se reunirem em volta dos pais 
ou avós para ouvir histórias. Nos dias atuais, 
este se tornou um ato incomum, e muitas 
crianças têm a biblioteca escolar ou infan-
til como a única alternativa para realizar tal 
desejo. Assim, a biblioteca infantil, confor-
me observam Pinheiro e Sachetti (2004, 
p. 3), é de vital importância para a cultura 
nacional. É uma necessidade, visto que não 
existem mais ‘amas’ nem avós que se inte-
ressem pela arte de contar histórias.
Verifica-se, enfim, por meio da literatura 
que trata do assunto, que toda ação desen-
volvida em uma biblioteca escolar deve ser 
de valor cultural e educativo, rumo ao cres-
cimento educacional e intelectual da crian-
ça.
Pois bem, não há parte mais importante, 
hoje em dia, na gestão escolar que a admi-
nistração da biblioteca, pois é em torno dela 
que gira todo interesse da escola moderna. 
Sem leitura não é possível iniciar nenhum 
processo de educação. A leitura é uma pro-
posta de abertura de portas, de alargamen-
to de horizontes (PIMENTEL; BERNARDES; 
SANTANA, 2013).
Vejamos o que as autoras acima propõem 
para que a biblioteca seja um local dinâmico!
O primeiro passo é conhecer, valori-
zar o que a escola tem e buscar novos 
valores.
 Você já teve a curiosidade de saber 
quando a biblioteca de sua escola foi criada, 
quem a organizou?
 Você já viu quais são os livros que fa-
zem parte do seu acervo?
 Quantos livros desse acervo você já 
leu?
 Em que você pode contribuir com a bi-
blioteca?
 Qual é a participação da biblioteca nas 
demais atividades da escola?
Essas perguntas são um bom começo 
UNIDADE 7 - A Biblioteca Dinâmica
34 3535
para você refletir sobre sua atuação na bi-
blioteca e começar a influir nas programa-
ções culturais e pedagógicas. Nessa nova 
postura, você poderá contribuir para que 
a biblioteca deixe de ser contemplativa ou 
complacente para ser cúmplice do processo 
educativo, funcionando como complemen-
to e suporte das atividades realizadas na 
escola (PIMENTEL; BERNARDES; SANTANA, 
2013).
Por meio do projeto pedagógico, a biblio-
teca pode ser um excelente caminho para 
desenvolver várias atividades culturais e 
ainda ampliar seus serviços para a comuni-
dade.
Por falar em comunidade, a escola deve 
se valer dos seus mais variados recursos 
para atuar de forma participativa e interati-
va com o objetivo de ampliar suas relações e 
firmar parcerias.
Dentre elas incluem os segmentos: a co-
munidade como um todo (pais, alunos e to-
dos os profissionais que atuam na escola); 
os formadores de opinião e os profissionais 
dos meios de comunicação (rádio, imprensa 
e televisão); os líderes comunitários, os sin-
dicatos, as organizações comerciais, indus-
triais e religiosas; as autoridades políticas; 
os artistas e os profissionais liberais, as as-
sociações de classe, asONGs, os clubes de 
serviço, entre outros.
É importante você saber que esse tipo 
de parceria propicia o envolvimento da so-
ciedade podendo render benefícios para o 
fortalecimento da biblioteca. A participa-
ção da Associação de Pais da Escola é um 
exemplo. Além disso, essa parceria propicia 
a aproximação da comunidade com a esco-
la. É importante que a comunidade perceba 
que a biblioteca é um bem cultural que lhes 
pertence e que dela deve fazer uso, partici-
pando das decisões e dando opiniões.
A escola que não percebe as necessida-
des da comunidade e não interage com ela 
precisa repensar sua prática. É só um prédio 
adormecido e pode perder seu lugar de des-
taque na comunidade e deixar de aprovei-
tar seu potencial de ação comunitária tanto 
quanto sua função específica (PIMENTEL; 
BERNARDES; SANTANA, 2013).
Trabalhar com eventos culturais também 
é um excelente meio de dinamizar a biblio-
teca, pois oferecer acesso aos livros não 
quer dizer necessariamente que a prática 
da leitura será efetivada.
Busque estratégias que atraiam os alu-
nos, os professores e os demais funcio-
nários da escola, para favorecer as mais 
diversas formas de expressão cultural e 
apropriação de linguagens.
Podemos trabalhar com cursos de exten-
são, oficinas literárias e de literatura, hora 
do conto, sarau literário, exposições artísti-
cas, apresentações teatrais, musicais e de-
mais eventos. Essas atividades fazem parte 
da dinamização da biblioteca.
Para uma biblioteca ser dinâmica 
você deve observar:
 o calendário cultural;
 o perfil cultural da comunidade escolar;
 a qualidade do evento e sua relação 
com a leitura;
 o tempo de duração que não poderá 
ser extenso e deverá obedecer a um crono-
grama preestabelecido para não prejudicar 
o bom funcionamento da biblioteca;
 o horário adequado à atividade;
36 37
 a frequência ou a repetição de apre-
sentação de uma mesma atividade;
 os recursos para a realização do even-
to, desde mesas, cadeiras, microfone, TV, 
vídeo, entre outros;
 a divulgação (PIMENTEL; BERNARDES; 
SANTANA, 2013).
Para cada atividade programada, você 
deve fazer um relatório de avaliação, iden-
tificando pontos positivos e negativos e, 
quando possível, fazer em conjunto com os 
participantes.
É importante lembrar que, para uma boa 
repercussão dessas atividades, é funda-
mental que as propostas atendam aos inte-
resses da escola e da comunidade envolvida 
para que possam resultar positivamente na 
circulação de bens culturais, na socialização 
de ideias e experiências.
O projeto de dinamização deverá ter 
como estratégia de ação o envolvimento da 
comunidade e de todo o segmento escolar, 
objetivando detectar na área cultural os ta-
lentos locais. Após mapear esses talentos e 
áreas de atuação, é importante convidá-los 
a participar inclusive na elaboração das pro-
postas de uma agenda cultural que poderá 
ser mensal, semestral ou anual (PIMENTEL; 
BERNARDES; SANTANA, 2013).
Abaixo temos uma lista de exemplos 
de oficinas que você pode propor. Ve-
jamos:
a) Hora do conto ou contação de his-
tória – por meio da arte da contação de his-
tórias, procura seduzir o ouvinte à palavra 
escrita.
b) Porcelana fria ou biscuit – confec-
ção de personagens da obra da literatura 
brasileira por meio do conhecimento teóri-
co-prático.
c) Meia de seda – com técnicas usando 
recursos simples como a meia de seda con-
fecciona-se trabalhos manuais relaciona-
dos às datas comemorativas do calendário 
brasileiro.
d) Caixas artesanais – confecção de 
caixas de papelão com várias formas e di-
visórias, para serem utilizadas como porta-
-joias, porta objetos para presente.
e) Saraus literários – por meio da mú-
sica e da leitura dramática de poesias, o 
evento propõe temas específicos da litera-
tura brasileira (as diversas escolas literárias, 
centenários de nascimento ou de morte dos 
poetas, datas comemorativas, entre ou-
tros).
f) Origami – arte milenar de dobradura 
em papel muito apreciada por jovens e ado-
lescentes. A atividade pode ser relacionada 
à confecção de personagens da literatura.
g) Apresentação teatral – apresenta-
ção de histórias utilizando vários recursos 
que valorizem a cultura local.
h) Encontro com o escritor – por meio 
de oficinas literárias e leituras das obras, o 
leitor é preparado para o encontro com o 
escritor. A intenção é aproximar o leitor do 
livro e do seu criador.
i) Fuxico – por meio de retalhos de te-
cidos confeccionam-se bolsas, capas de al-
mofadas, blusas, colchas de cama e outros 
artigos artesanais.
j) Bonecos – confecção, manipulação, 
estudo e conceito de bonecos.
k) Pintura em tela – noções básicas de 
pintura acrílica e em óleo, utilizando temas 
36 37
inspirados na literatura brasileira.
l) Máscaras – confecção de máscaras te-
atrais e folclóricas individuais e personaliza-
das, além do estudo sobre as várias formas 
e suas aplicações.
m) Concurso de poesia – é uma forma 
de incentivar a produção literária na biblio-
teca.
n) Palestras e seminários educativos 
– podem ser de temas atuais ou de acordo 
com as necessidades da comunidade. Por 
exemplo: DST/Aids, uso indevido de drogas, 
gravidez na adolescência, entre outros.
7.2 As bibliotecas infantis e 
a classificação por cores
Ao iniciar pesquisa sobre a classificação 
em cores como alternativa para bibliote-
cas infantis, Pinheiro e Sachetti (2004) nos 
lembram de que a educação deve ser uma 
prática social, baseada no diálogo, através 
do qual se estabelece relação para integrar 
o aluno e sua cultura no contexto da comu-
nidade escolar e social, proporcionar ao alu-
no partilha de experiências a partir das dife-
renças de cada um deles, pressupondo que 
não há um saber melhor ou pior, mas que há 
saberes diferentes. Por isso, não é suficien-
te abrir escolas para que as crianças apren-
dam a ler, pois a escola é apenas o começo 
da sua instrução.
Sob o ponto de vista de Lourenço Filho 
(1989 apud BARBOSA; PASTANA; SACHET-
TI, 2000), a escola sozinha não tem condi-
ções de proporcionar a cultura geral men-
cionada de que a criança necessita. Dessa 
forma, faz-se necessário que a biblioteca 
de cada escola dentro do currículo escolar 
complete o processo educativo.
A biblioteca, mais especificamente, as bi-
bliotecas infantis têm o compromisso de es-
timular a prática de leitura nas crianças, de-
senvolvendo suas aptidões e seu senso de 
responsabilidade, tornando-as um membro 
proveitoso e vantajoso para a sociedade. 
É preciso assim dirigir-se por princípios em 
que o foco seja a criança enquanto um ser 
ativo, construindo conhecimentos sobre o 
mundo e sobre si mesmos. 
Amato (1989) também citado por Barbo-
sa, Pastana e Sachetti (2000) lembra que 
a biblioteca é um setor dentro de qualquer 
instituição de ensino fundamental e médio, 
que dedica cuidados especiais à criança e ao 
adolescente. Dessa forma, essas bibliote-
cas são um dos meios educativos, ou seja, 
um recurso indispensável para o desenvol-
vimento do processo ensino-aprendizagem 
e formação do educando.
No entender de Panet (1988), as biblio-
tecas infantis junto com os educadores de-
vem criar oportunidades para discussões, 
troca de ideias, ou seja, proporcionando 
ocasiões para que a criança, além de des-
frutar de recursos que não encontra em 
casa, possa ler, falar, ouvir, desenvolver seu 
vocabulário e espírito crítico. Por isso, a bi-
blioteca infantil deve ser um espaço plane-
jado e montado especialmente para tornar 
esse primeiro contato com os livros o mais 
agradável e natural possível, a fim de atingir 
dessa forma um de seus objetivos maiores 
que é fazer da criança um usuário constante 
e atuante em bibliotecas.
Sabe-se que a biblioteca é fundamental 
para o processo de ensino e de aprendiza-
gem para os alunos desde as séries iniciais 
tanto que o acesso e uso das informações 
através das bibliotecas infantis e escola-
res proporcionam ao aluno condições de 
38 39
desempenho na sua formação acadêmica. 
Mas, para obter acesso fácil a essas informa-
ções, a bibliotecaprecisa ter uma política de 
organização. E é nesse sentido que Pinheiro 
e Sachetti (2004) vêm nos mostrar a impor-
tância de trabalhar com a classificação em 
cores nas bibliotecas infantis e escolares, 
uma vez que para esse público realmente 
ainda é cedo tentar entender classificação 
como CDD e CDU, no que acreditamos, todos 
concordam.
A biblioteca infantil é um espaço lúdico 
por excelência, pois é o lugar do brincar com 
os livros e com as letras, do faz de conta, do 
contar e do ouvir histórias. É o local onde se 
pode dançar, desenhar e ouvir músicas, ela 
deve ser um convite a brincadeiras, viajar no 
mundo da imaginação, como relata Fragoso 
(1996). A autora menciona que a arte se faz 
presente nos momentos das brincadeiras e 
ressalta:
Isso é a biblioteca e seus deslum-
bramentos! Personagens e gente, 
sem nenhuma diferença, misturando 
o concreto e o abstrato, a rosa perfu-
mada ao contorno do lápis. Plena de 
rebuliço e vozes, sem avisos nem proi-
bições, essa biblioteca também é sem 
paredes.
A biblioteca infantil é de vital importância 
para a cultura nacional, é uma necessidade 
hoje em dia, visto não existirem mais ‘amas’ 
nem avós que se interessem pela doce arte 
de contar histórias. Nesses primeiros espa-
ços de convivência, a criança começa a es-
tabelecer relações e a formar sua cultura 
(PINHEIRO; SACHETTI, 2004).
As bibliotecas para atuarem como ver-
dadeiros locais de aprendizagem, precisam 
oferecer recursos bibliográficos de acordo 
com o perfil de seus usuários e, as bibliote-
cas infantis precisam de materiais bibliográ-
ficos de acordo com a idade dos seus alunos, 
principalmente literaturas condizentes com 
sua faixa etária.
Eis que temos a classificação por cores!
Para as bibliotecas escolares e infantis, a 
classificação em cores tem sido considerada 
a melhor metodologia, sendo um fator im-
portantíssimo na recuperação da informa-
ção por construir um elo entre a linguagem 
visual e a busca do material nas estantes 
(PINHEIRO, 2009).
No entender de Pinheiro e Sachetti 
(2004, p. 4),
[...] a busca de um sistema de sina-
lização que utilize recurso de lingua-
gem visual visa não só a estética, mas 
principalmente a facilidade de uso do 
seu ambiente, o que proporciona uma 
melhor interação entre o usuário e a 
informação.
Também as fontes bibliográficas per-
tencentes a uma biblioteca escolar devem 
ser organizadas conforme os interesses do 
perfil dos usuários, especialmente dos pe-
quenos leitores. Simão; Schercher e Neves 
(1993, p. 29) consideram que “seus docu-
mentos devem ser minuciosamente sele-
cionados e classificados de acordo com o 
interesse de seu público e que seja capaz de 
atraí-los, de satisfazê-los”.
Vamos às defesas para a classificação 
por cores?
 Um dos principais elementos do código 
visual, a cor deve ser sempre bem destacada 
para que possa chamar a atenção do usuário 
e deve ser tratada em conjunto com todo o 
espaço físico, mobiliário e equipamentos da 
38 39
biblioteca no sentido de buscar um melhor 
aspecto visual de todo o ambiente (PINHEI-
RO; SACHETTI, 2004).
 A classificação por cores facilita o en-
contro da obra desejada, pois as cores são 
uma das primeiras linguagens que a criança 
aprende quando pequena. Ao atentarmos 
para essa realidade, o relacionamento da 
criança com livros torna-se-á mais fácil, au-
mentado a possibilidade de que ela visite 
a biblioteca por prazer e saia dali satisfeita 
(PINHEIRO; SACHETTI, 2004).
 A classificação por cores facilita o con-
tato dos pequenos com um espaço lúdico, 
transportando-os para um mundo colorido. 
Com o auxilio das cores, eles poderão criar 
uma relação particular com as histórias, es-
tabelecendo-se um contato mais agradável 
e prazeroso com o livro (PINHEIRO, 2009).
Dentre as inúmeras possibilidades de 
trabalhar com cores, vamos citar alguns 
exemplos práticos, todos eles em formato 
de figuras. Não há como não entender!
Cores vibrantes para os livros de literatura
 Fonte: Pinheiro e Sachetti (2004). 
Fonte: Pinheiro (2009).
40 4140
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44 45
	UNIDADE 1 - Introdução
	UNIDADE 2 - Conceitos, Missão, Objetivos e Importância
	2.1 Conceitos
	2.2 Missão
	2.3 Objetivos/funções
	2.4 Importância
	UNIDADE 3 - Estrutura e Funcionamento
	3.1 Espaço físico e segurança
	3.2 Horário de funcionamento
	UNIDADE 4 - Formação, Desenvolvimento e Organização do Acervo
	4.1 Armazenamento, seleção, aquisição e descarte
	4.2 Organização do acervo
	UNIDADE 5 - Os Multimeios, as Novas Tecnologias a Serviço da Educação e a Ativação da Biblioteca
	5.1 A Ciência da Informação
	5.2 Os multimeios e programasmultimídia
	5.3 Softwares educacionais
	5.4 A automação das bibliotecas
	5.5 Alguns softwares para bibliotecas
	5.6 A ativação da biblioteca
	5.7 A pesquisa escolar e a pesquisa na Internet 
	UNIDADE 6 - Bibliotecários e Técnicos
	6.1 Função e atribuições
	6.2 As diversas interações que devem ocorrer na biblioteca
	UNIDADE 7 - A Biblioteca Dinâmica
	7.1 Dinamizando a biblioteca escolar
	7.2 As bibliotecas infantis e a classificação por cores
	REFERÊNCIASao pedagógico 
[...]. Integrada à comunidade escolar, 
a biblioteca proporcionará a seu pú-
blico leitor uma convivência harmo-
niosa com o mundo das ideias e da 
informação.
Nesse sentido, Santos (1989) diz que 
incentivar e disseminar o gosto pela leitu-
ra é o principal objetivo da biblioteca es-
colar. Segundo o Manifesto IFLA/UNESCO 
(2002, p.4), tem-se a biblioteca escolar 
como propiciadora na disseminação de in-
formação e ideias que estão diretamente 
ligadas à sociedade, dessa maneira, vê-se 
a mesma como uma ferramenta didática 
no processo de ensino-aprendizagem:
 a biblioteca escolar propicia informa-
ção e ideias que são fundamentais para o 
sucesso de seu funcionamento na socie-
dade atual, cada vez mais baseada na in-
formação e no conhecimento;
 a biblioteca escolar habilita os alunos 
para a aprendizagem ao longo da vida e 
desenvolve sua imaginação, preparando-
-os para viver como cidadãos responsá-
veis.
No contexto da linguística, também se 
encontra definição para biblioteca escolar 
como se pode ver em Bakhtin (1999). Esse 
autor vê a biblioteca escolar como um es-
paço discursivo no qual dialogam as mais 
diversas vozes, ele não a vê apenas como 
uma instância cultural e educativa. Afinal, 
a biblioteca escolar é um espaço para re-
flexão e discussão.
Assim, biblioteca escolar é um instru-
mento pedagógico/didático que auxilia no 
processo de ensino-aprendizagem, pro-
piciando a disseminação da informação/
conhecimento e possibilitando a reflexão 
e discussão através dos vários discursos 
existentes na polifonia (várias vozes) dos 
documentos da biblioteca, a fim de formar 
cidadãos críticos (TAVARES, SILVA, VALÉ-
RIO, 2013).
Para muitos autores, a tipologia (citada 
na introdução) de cada biblioteca depen-
de das funções desempenhadas por ela. 
De acordo com este entendimento, ela 
pode ser:
a) Escolar: localiza-se em escolas e é 
organizada para integrar-se com a sala de 
aula e no desenvolvimento do currículo 
escolar. Funciona como um centro de re-
cursos educativos, integrado ao proces-
so de ensino-aprendizagem, tendo como 
objetivo primordial desenvolver e fomen-
tar a leitura e a informação. Poderá servir 
também como suporte para a comunidade 
em suas necessidades.
b) Especializada: sua finalidade é pro-
mover toda informação especializada de 
determinada área, como, por exemplo, 
agricultura, direito, indústria, entre ou-
tras.
c) Infantil: tem como objetivo primor-
6 7
dial o atendimento de crianças com os di-
versos materiais que poderão enriquecer 
suas horas de lazer. Visa a despertar o en-
cantamento pelos livros e pela leitura e a 
formação do leitor.
d) Pública: está encarregada de ad-
ministrar a leitura e a informação para a 
comunidade em geral, sem distinção de 
sexo, idade, raça, religião e opinião políti-
ca.
e) Nacional: é a depositária do patrimô-
nio cultural de uma nação. Encarrega-se 
de editar a bibliografia nacional e fazer 
cumprir o depósito legal. Em alguns casos, 
essa biblioteca, única, em cada país, ne-
cessita de uma política especial de recur-
sos e, por falta de interesse na conserva-
ção do patrimônio nacional, torna-se um 
depósito de livros, sem meios suficientes 
para difundir sua valiosa coleção.
f) Universitária: é parte integrante de 
uma instituição de ensino superior e sua 
finalidade é oferecer apoio ao desenvolvi-
mento de programas de ensino e à realiza-
ção de pesquisas.
É importante entender que a tipologia 
de cada biblioteca nos ajuda não só a per-
ceber a função social de cada uma, como 
também requer um conhecimento mais 
apurado da comunidade na qual a biblio-
teca está inserida, evidenciando princi-
palmente suas necessidades e seus an-
seios por informação e hábitos culturais. 
Ter conhecimento das necessidades da 
comunidade é que propiciará o estabele-
cimento de diretrizes e ações que permiti-
rão alcançar os resultados almejados com 
o fazer cultural e educacional (PIMENTEL; 
BERNARDES; SANTANA, 2007).
2.2 Missão
As seguintes missões básicas, relacio-
nadas à informação, alfabetização, edu-
cação e cultura, devem estar na essência 
dos serviços da biblioteca:
1. Criar e fortalecer o hábito de leitura 
nas crianças desde a mais tenra idade.
2. Apoiar tanto a educação individual 
e autodidata como a formal em todos os 
níveis.
3. Proporcionar oportunidades para o 
desenvolvimento criativo pessoal.
4. Estimular a imaginação e a criativi-
dade tanto de crianças como de jovens e 
adultos.
5. Promover o conhecimento da heran-
ça cultural e a apreciação das artes, reali-
zações e inovações científicas.
6. Propiciar acesso às expressões cul-
turais das artes em geral.
7. Fomentar o diálogo intercultural e 
favorecer a diversidade cultural.
8. Apoiar a tradição oral.
9. Garantir acesso dos cidadãos a todo 
tipo de informação comunitária.
10. Proporcionar serviços de informa-
ção adequados a empresas locais, asso-
ciações e grupos de interesse.
11. Facilitar o desenvolvimento da in-
formação e da habilidade no uso do com-
putador.
12. Apoiar atividades e programas de 
alfabetização para todos os grupos de 
idade, participar deles e implantá-los, se 
necessário (ANTUNES; CAVALCANTE; AN-
TUNES, 2000).
8 9
2.3 Objetivos/funções
A biblioteca, segundo Veiga et al. 
(2001), deve ser percebida como uma uni-
dade orgânica da escola, integrando-se as 
suas atividades no projeto educativo da 
própria escola e deve constituir-se como 
um recurso básico do processo educati-
vo, desempenhando um papel fulcral em 
diversos domínios como, entre outros, a 
aprendizagem da leitura, o fomento do 
prazer de ler ou a promoção de hábitos de 
leitura. Na verdade, as bibliotecas esco-
lares apresentam alguma especificidade 
na medida em que, apesar de serem uma 
biblioteca, são igualmente uma parte da 
escola (SILVA, 2002).
De acordo com Pessoa (1996), a biblio-
teca escolar deve ser um espaço onde se 
fomenta o trabalho independente, a in-
vestigação, o apoio ao trabalho dos do-
centes, mas também deve ser um espaço 
de prazer.
Segundo Calixto (1996), a biblioteca 
escolar desempenha dois papéis. Em pri-
meiro lugar, é o recurso de informação 
prioritário da escola; em segundo, é o lo-
cal privilegiado para o desenvolvimento, 
nas crianças e nos jovens, de capacidades 
e de competências designadas por habili-
dades de informação, que consistem num 
conjunto de etapas de trabalho intelec-
tual, constituídas pelo planejamento, lo-
calização e recolha, seleção e avaliação, 
organização e registo, comunicação e re-
alização, avaliação.
Desse modo, a biblioteca escolar terá a 
função formativa de desenvolver nos alu-
nos hábitos de leitura e de estudo e tam-
bém competências no âmbito da informa-
ção e da investigação (SILVA, 2002 apud 
BALÇA, 2011).
 A biblioteca escolar tem como função 
desenvolver nos alunos, desde o início de 
sua escolarização, habilidades para locali-
zar, selecionar e interpretar informação, 
contribuindo com a Unidade Escolar no 
processo de ensino e aprendizagem. Des-
sa forma, a biblioteca escolar deve estar 
voltada ao processo educativo. 
É fundamental que o Bibliotecário par-
ticipe da elaboração da Proposta Peda-
gógica, conheça o Plano Docente para 
apropriar-se dos conteúdos e desenvolver 
atividades diversificadas, possibilitando a 
ampliação da prática pedagógica (MALA-
QUIAS, 2008).
Embora tão marginalizada de nosso 
sistema educacional, a biblioteca escolar 
tem funções fundamentais a desempe-
nhar e que podem ser agrupadas em duas 
categorias – a educativa e a cultural.
 Na função educativa, ela representa 
um reforço à ação do aluno e do professor. 
Quanto ao primeiro, desenvolvendo habi-
lidades de estudo independente, agindo 
como instrumento de autoeducação, mo-
tivando a uma busca do conhecimento, in-
crementando o gosto pela leitura e ainda 
auxiliando na formação de hábitos e atitu-
des de manuseio, consulta e utilização do 
8 9
livro, da biblioteca e da informação. Quan-
to à atuação do educador e da instituição, 
a biblioteca complementa as informaçõesbásicas e oferece seus recursos e serviços 
à comunidade escolar de maneira a aten-
der as necessidades do planejamento cur-
ricular. 
 Em sua função cultural, a biblioteca 
de uma escola torna-se complemento da 
educação formal, ao oferecer múltiplas 
possibilidades de leitura e, com isso, levar 
os alunos a ampliar seus conhecimentos e 
suas ideias acerca do mundo. Pode contri-
buir para a formação de uma atitude posi-
tiva, prazerosa frente à leitura e, em certa 
medida, participar das ações da comuni-
dade escolar, servindo-lhes de suporte 
(OLIVEIRA et al., 2005).
Nessas funções, por assim dizer, 
“ideais” de uma biblioteca escolar, es-
tariam implícitos seus objetivos como 
instituição, que relacionam-se a se-
guir:
a) Cooperar com o currículo da escola no 
atendimento às necessidades dos alunos, 
dos professores e dos demais elementos 
da comunidade escolar.
b) Estimular e orientar a comunidade 
escolar em suas consultas e leituras, fa-
vorecendo o desenvolvimento da capaci-
dade de selecionar e avaliar.
c) Incentivar os educandos a pensar de 
forma crítica, reflexiva, analítica e criado-
ra, orientados por equipes inter-relacio-
nadas (educadores + bibliotecários).
d) Proporcionar aos leitores materiais 
diversos e serviços bibliotecários adequa-
dos ao seu aperfeiçoamento e desenvol-
vimento individual e coletivo.
e) Promover a interação professor-bi-
bliotecário-aluno, facilitando o processo 
ensino-aprendizagem.
f) Oferecer um mecanismo para a de-
mocratização da educação, permitindo o 
acesso de um maior número de crianças e 
jovens a materiais educativos e, através 
disso, dar oportunidade ao desenvolvi-
mento de cada aluno a partir de suas ati-
tudes individuais.
g) Contribuir para que o educador am-
plie sua percepção dos problemas educa-
cionais, oferecendo-lhe informações que 
o ajudem a tomar decisões no sentido de 
solucioná-los, tendo como ponto de parti-
da valores éticos e cidadãos (OLIVEIRA et 
al., 2005).
De nada serviria uma bela biblioteca es-
colar, com espaço físico e acervo suficien-
te às necessidades do estabelecimento 
de ensino se, para exercer as funções e 
cumprir seus objetivos, não estiver em 
seu comando um profissional consciente, 
com sensibilidade e habilitações básicas 
para manter esse espaço de cultura e in-
formação bem ajeitado e atraente.
A biblioteca deve existir em local: de fá-
cil acesso, ventilado, iluminado (mas não 
exposto diretamente aos raios solares), 
que permita ampliações futuras (OLIVEI-
RA et al., 2005).
2.4 Importância
Sendo a escola um espaço de aprendi-
zagem permanente, é preciso usufruir das 
coisas boas que lá existem e desenvolver 
suas potencialidades ajudando, assim, a 
escola a crescer.
É dessa interação que estamos falando.
10 11
Nesse sentido, a biblioteca escolar não 
deve ser só um espaço de ação pedagógi-
ca, servindo como apoio à construção do 
conhecimento e de suporte a pesquisas. 
Deve ser, sim, um espaço perfeito para 
que todos que nela atuam possam utilizá-
-la como uma fonte de experiência, exer-
cício da cidadania e formação para toda a 
vida.
É consenso dos educadores que o de-
sempenho escolar flui melhor quando a 
escola tem uma biblioteca dinâmica.
Está escrito no Manifesto da Unesco 
(1976, p. 158-163) sobre biblioteca esco-
lar: “[...] Biblioteca é a porta de entrada 
para o conhecimento, fornece as condi-
ções básicas para o aprendizado perma-
nente, autonomia das decisões e para o 
desenvolvimento cultural dos indivíduos 
e dos grupos sociais [...]”.
Assim, a escola deve favorecer o conhe-
cimento mútuo e, nesse aspecto, todos os 
que nela atuam têm um papel preponde-
rante. É preciso perceber que a educação 
não se dá unilateralmente, só em relação 
ao aluno.
É participando do projeto pedagógico 
que você, profissional da educação, se 
sentirá seguro para construir também seu 
conhecimento. Isso fará de você uma pes-
soa mais participativa e feliz (PIMENTEL; 
BERNARDES; SANTANA, 2007).
Nesse sentido, vale lembrar Bourdieu 
(1977 apud ALONSO, 2005) quando dis-
corre sobre a aquisição do capital inte-
lectual do sujeito que está diretamente 
ligada ao número de anos passados na 
escola e às possibilidades de acesso aos 
bens culturais no decorrer deste período. 
A escola proporciona a seus frequentado-
res um contato mais próximo e sistemati-
zado com a cultura letrada.
Esse contato frequente com a biblio-
teca escolar representa, para o educan-
do, a possibilidade de se apropriar de um 
conhecimento que possibilite desvelar e 
questionar esse arbítrio, embora o acervo 
disponível na biblioteca também seja, de 
certa forma, parte daquele arbitrário cul-
tural. De qualquer modo, há sempre lugar 
para a alternativa, para a controvérsia e 
para a diferença nos meandros de uma bi-
blioteca, seja ela escolar ou não (ALONSO, 
2005).
Uma forte aliada nesse processo de 
aquisição cultural no âmbito da escola 
pode ser a biblioteca, desde que em sua 
concepção esteja previsto esse papel.
Que concepção de biblioteca prevê sua 
utilização para o alcance de tais aquisi-
ções? Indaga Alonso.
A definição da Federação Brasileira de 
Associações de Bibliotecários, Cientis-
tas da Informação e Instituições (FEBAB), 
apresenta a biblioteca escolar como uma 
instituição do sistema social que organi-
za materiais bibliográficos, audiovisuais e 
outros meios e os coloca à disposição de 
uma comunidade educacional. Constitui 
parte integral do sistema educacional e 
participa de seus objetivos, metas e fins. 
É um instrumento de desenvolvimento do 
currículo e permite o fomento à leitura e 
formação de uma atitude científica; cons-
titui um elemento que forma o indivíduo 
para a aprendizagem permanente; esti-
mula a criatividade, a comunicação, facili-
ta a recreação, apoia os docentes em sua 
capacitação e lhes oferece a informação 
necessária para a tomada de decisões na 
10 11
aula.
No Manifesto da UNESCO (1999 
apud ALONSO, 2005) sobre as biblio-
tecas escolares, encontram-se as se-
guintes afirmações:
 a biblioteca escolar disponibiliza ser-
viços de aprendizagem, livros e recursos 
que permitem a todos os membros da 
comunidade escolar tornarem-se pensa-
dores críticos e utilizadores efetivos da 
informação em todos os suportes e meios 
de comunicação;
 a biblioteca escolar é essencial a qual-
quer estratégia de longo prazo nos domí-
nios da literatura, educação, informação e 
desenvolvimento econômico, social e cul-
tural;
 a biblioteca escolar é um parceiro es-
sencial das redes local, regional e nacional 
de bibliotecas e de informação;
 a biblioteca escolar é parte integran-
te do processo educativo.
 
12 1312
Nosso ponto de partida decorre da no-
ção de que o termo “biblioteca escolar” 
designa um dispositivo informacional1 
que:
a) Conta com espaço físico exclusivo, 
suficiente para acomodar:
- o acervo;
- os ambientes para serviços e ativida-
des para usuários;
- os serviços técnicos e administrativos.
b) Possui materiais informacionais va-
riados, que atendam aos interesses e ne-
cessidades dos usuários.
c) Tem acervo organizado de acordo 
com normas bibliográficas padronizadas, 
permitindo que os materiais sejam encon-
trados com facilidade e rapidez.
d) Fornece acesso a informações digi-
tais (Internet).
e) Funciona como espaço de aprendiza-
gem.
f) É administrada por bibliotecário qua-
lificado, apoiado por equipe adequada 
em quantidade e qualificação para forne-
cer serviços à comunidade escolar (CAM-
PELLO et al., 2010).
Organizar uma biblioteca não é uma 
tarefa simples, ao contrário, exige uma 
série de cuidados que devem ser observa-
dos para que se atinjam os objetivos aos 
quais se propõe.
A biblioteca escolar deve ser encarada 
como um espaço dinâmico e indispensá-
vel na formação do cidadão. É a biblioteca 
escolar que abrirá, ainda no ensino básico, 
os caminhos para que os alunos desenvol-
vam a curiosidade e o senso crítico que os 
levarão à cidadania plena.
Ainda falando em definições, Válio 
(1990) lembra que biblioteca escolar é 
uma instituiçãoque organiza a utilização 
dos livros, orienta a leitura dos alunos, co-
opera com a educação e com o desenvol-
vimento cultural da comunidade escolar 
e dá suporte ao atendimento do currículo 
da escola.
De acordo com o Manifesto da Organi-
zação das Nações Unidas para a Educação, 
a Ciência e a Cultura – Unesco – (1976, 
p.158-163), 
a biblioteca escolar propicia infor-
mação e ideias fundamentais para 
o funcionamento bem-sucedido da 
atual sociedade, baseada na infor-
mação e no conhecimento. A biblio-
teca escolar habilita os estudantes 
para a aprendizagem ao longo da 
vida e desenvolve a imaginação, pre-
parando-os para viver como cida-
dãos responsáveis.
A concepção pedagógica proposta pe-
los Parâmetros Curriculares Nacionais 
(PCN) vem, com certeza, reforçar o pa-
pel da biblioteca dentro da escola. Ela se 
constituirá no espaço coletivo para o com-
partilhamento dos recursos didáticos que 
as novas metodologias irão exigir. Fica 
UNIDADE 3 - Estrutura e Funcionamento
1- “[...] um dispositivo é uma instância, um local social de inte-
ração e de cooperação com suas intenções, seu funcionamento 
material e simbólico, enfim, seus modos de interação próprios 
[...] implicando noção de intencionalidade, de ação realizada 
por pessoas ou materiais, tendo em vista um objetivo a ser al-
cançado” (PIERUCCINI, 2004).
12 1313
evidente que esses recursos deverão es-
tar próximos dos alunos, não se justifican-
do mais soluções paliativas que sugeriam 
que a biblioteca pública poderia substituir 
a biblioteca escolar (CALDEIRA, 2002).
Quanto ao planejamento do espaço da 
biblioteca, este deve ser feito em função 
do acervo e do uso que se pretende dele 
fazer. Além de salas para abrigar o acervo 
geral, a coleção de referência e a de perió-
dicos, devem ser previstas salas para uso 
individual e de grupos, locais específicos 
para uso de equipamentos (computado-
res, gravadores, videocassetes), lugar 
separado para a coleção infantil para ati-
vidades com crianças menores, além de 
salas de projeções.
Tal espaço facilitará o planejamento e o 
desenvolvimento do programa da biblio-
teca. Se esse ideal não é possível, será 
necessário planejar criteriosamente as 
atividades na biblioteca, otimizando-se o 
uso dos locais disponíveis.
3.1 Espaço físico e seguran-
ça
A Ciência da Biblioteconomia é bastan-
te abrangente e engloba muitos aspec-
tos. Ao se pensar na implantação de uma 
biblioteca, alguns destes precisam ser 
considerados.
Dentre eles, destacam-se:
a) ESPAÇO: refere-se geralmente a 
três aspectos – local destinado ao arma-
zenamento da coleção ou acervo; local 
destinado ao trabalho e local destinado 
ao atendimento e à consulta. A deter-
minação correta destes espaços exige a 
elaboração de fluxogramas que indiquem 
a circulação de pessoas, de obras, percen-
tagem de usuários simultâneos e a forma 
de utilização do acervo. Trata-se de um 
estudo e deve ser pensado e desenvolvi-
do como tal.
O espaço deve ser sempre projetado 
para crescimento num prazo de 10 anos. 
Em 10 anos, a média de crescimento do 
acervo deve ser estimada em 50%.
Segundo Barreto (2008), é imprescin-
dível que o usuário possa manusear diver-
sos tipos de livros e conhecer diferentes 
gêneros textuais. Para que seja possível 
fazer novas descobertas, o usuário deve 
poder procurar os livros nas estantes. 
Dessa forma, ele irá não apenas encontrar 
os livros indicados pelos professores em 
sala de aula como também poderá desco-
brir um mundo de possibilidades de leitu-
ra.
A organização dos livros nas estantes 
deve ser facilitada por um sistema simples 
de catalogação – que deve ser um aliado 
dos usuários e não mais um empecilho 
entre o indivíduo e o acesso aos livros. O 
sistema de cores geralmente é o mais uti-
lizado nas bibliotecas escolares. É preciso 
também reservar um espaço para a heme-
roteca (seção das bibliotecas em que se 
colecionam jornais e revistas).
b) LOCALIZAÇÃO: uma biblioteca deve 
ser localizada em área central com relação 
ao seu público. É interessante levar-se em 
conta a necessidade de futuras amplia-
ções.
Recomenda-se que haja facilidade de 
acesso e a biblioteca esteja em local longe 
de ruídos externos.
c) MOBILIÁRIO: deve ser sólido, de fá-
cil manutenção e padronizado. É impres-
14 15
cindível a existência de balcões ou ilhas de 
atendimento, cadeiras, mesas, estantes, 
fichários, balcões para terminais de con-
sulta, vitrines para exposições, murais, 
bibliocantos, (suporte em L para segurar 
as obras nas prateleiras) e carrinhos para 
transporte das obras. As estantes para o 
acervo geral devem possuir altura máxi-
ma de 1,80 m., largura de cerca de 1 m., 
cinco a seis prateleiras reguláveis e remo-
víveis. O espaço ideal entre as estantes é 
de 0,75 a 1m.
As estantes para o acervo de referên-
cia ou coleções de obras raras podem ter 
de 1 a 1,10 m. de altura, em virtude do 
peso destas obras e as dificuldades de seu 
manuseio.
Segundo Barreto (2008), deve-se pro-
porcionar um agradável ambiente de lei-
tura – com a criação de espaços agradá-
veis para o convívio com os livros e demais 
suportes de leitura e diversidade de lin-
guagens, é possível oferecer ambiências 
de leitura. Para tanto, podemos utilizar:
 tapetes;
 almofadas;
 cadeiras confortáveis;
 cestos com revistas e jornais;
 baús com gibis e livros;
 quadros;
 cartazes com citações e frases de in-
centivo à leitura;
 espaço colorido;
 estante ou prateleira com novidades.
É preciso criar um ambiente adequado 
para ler ou ouvir com prazer uma boa his-
tória, discutir ideias e trocar experiências. 
Na verdade, é imprescindível mexer com 
o preestabelecido. Faz-se mister revitali-
zar o espaço da biblioteca escolar, a fim de 
permitir e, inclusive, incentivar a perma-
nência dos usuários no local.
d) EQUIPAMENTOS: os principais são 
ar condicionado (que deve ser dotado de 
compressor térmico contra sobrecarga e 
superaquecimento, compressor lateral 
para diminuir o nível de ruído, timer pro-
gramável, 3 velocidades de refrigeração, 
um ventilador e um termostato), bebe-
douro, copiadora, microcomputadores e 
impressoras, persianas, telefone, fax, TV, 
vídeo, scanner.
e) ILUMINAÇÃO: a iluminação é impor-
tante tanto para as pessoas quanto para 
o acervo. A quantidade máxima de radia-
ção UV recomendada é de 75 UV (mm/lú-
men). A luz solar direta deve ser evitada. 
O ambiente deve ser claro e a iluminação 
compatível com a atividade de leitura im-
pressa ou na tela.
f) PISOS E REVESTIMENTOS: a primei-
ra recomendação é não esquecer que es-
tantes e livros possuem peso muito supe-
rior a uma pessoa e este peso é constante. 
Os seguintes fatores não podem deixar de 
ser considerados: o piso ou revestimento 
deve ser capaz de absorver ruídos, não re-
fletir luz, ser durável, fácil de manter, ató-
xico e antiderrapante.
g) SINALIZAÇÃO: tem por objetivo 
orientar os usuários quanto aos servi-
ços que a biblioteca oferece, facilitando 
seu acesso, seu uso e dinamizando seu 
funcionamento. Chama-se sinalização di-
recional aquela que tem por objetivo in-
formar os pontos principais, materiais e 
serviços disponíveis, indicando o caminho 
a seguir. A sinalização instrucional traba-
14 15
lha explicações de procedimentos, uso de 
materiais, coleções, equipamentos. A si-
nalização reguladora demonstra o regula-
mento, fala do comportamento adequado 
ou especifica horários. Existe também a 
sinalização de restrição, que é muito co-
mum e, às vezes, muito necessária (Não 
fume – Silêncio). Pode-se também utilizar 
uma sinalização de alerta para chamar a 
atenção para alguma coisa.
h) SEGURANÇA: embora não exista 
uma estrutura de segurança completa-
mente perfeita, alguns aspectos precisam 
ser verificados. Numa biblioteca, paredes 
e portas corta-fogo são imprescindíveis, 
assim como a presença de saídas de emer-
gência. Os extintores de pó químico (para 
o acervo) e os usuais são obrigatórios.
h.1- Instalação elétrica: deve seguir 
as normas da NBR 5410. A chave do ser-
viço elétrico centraldeve ser localizada de 
forma a permitir acesso fácil e imediato. 
Deve conter instruções para desligamen-
to.
h.2- Instalações hidráulicas: as tubu-
lações de água não devem passar sobre 
as áreas de coleções e de armazenamento 
de livros. As válvulas de fechamento de 
água devem estar indicadas.
h.3- Vigilância: hoje se recomenda o 
uso de circuito fechado de TV para mo-
nitorar a biblioteca. Existem também di-
versos sistemas antifurto disponíveis no 
mercado, semelhantes aos das lojas co-
merciais.
Os furtos de obras podem ser reduzi-
dos pela proibição de entrada de usuários, 
portando, objetos pessoais como livros, 
pastas, guarda-chuvas, entre outros, de-
vem ficar no guarda-volumes.
O planejamento do guarda-volumes é 
uma exigência quando se quer ter bem or-
ganizadas as condições de atendimento.
i) VENTILAÇÃO, UMIDADE E TEMPE-
RATURA: na biblioteca, a temperatura e a 
umidade do ar precisam ser controladas. 
Segundo padrões internacionais, a tem-
peratura ideal para conforto das pessoas 
é de 22 a 24º C. Para os livros, a tempera-
tura recomendada é de 16 a 19º C; para fo-
tografias e filmes, é de 18 a 4º C.
Lembre-se:
 a duração média de um livro é direta-
mente ligada ao grau de temperatura am-
biente;
 estudos provaram que a simples dimi-
nuição de 2º C na temperatura de alguns 
acervos resultou em longevidade sete ve-
zes maior para os livros;
 todas as oscilações de temperatura 
devem ser evitadas;
 a umidade é considerada inimiga das 
coleções bibliográficas. Quando em ex-
cesso, propicia a formação de mofo. Quan-
do muito baixa, produz ressecamento do 
papel;
 o grau de umidade indicado é de 30% 
a 60%;
 uma boa ventilação também é im-
prescindível. O ar deve ser constantemen-
te renovado.
j) SISTEMA DE COMUNICAÇÃO EXTER-
NO E INTERNO: a biblioteca nunca pode 
apresentar a dinâmica de uma ilha. Os res-
ponsáveis pelo funcionamento de uma 
biblioteca têm por obrigação desenvolver 
um sistema de comunicação externo e in-
terno eficiente para permitir a realização 
das atividades programadas para este 
16 1716
espaço. Devem utilizar-se – para tal – do 
telefone, do fax, da Internet, da Intranet 
(rede institucional), dos memorandos e 
das reuniões.
3.2 Horário de funciona-
mento
Segundo Barreto (2008), deparar-se 
com a biblioteca trancada não é pouco 
comum. O horário de funcionamento nem 
sempre condiz com os horários que pro-
fessores e alunos podem e desejam utili-
zá-la. O fato é que o horário da biblioteca 
fica a cargo do horário da pessoa que lá 
trabalha.
Pense numa biblioteca aberta em perí-
odo integral, onde a comunidade pudesse 
aproveitar a hora do almoço para desfrutar 
de uma boa leitura. Pense numa biblioteca 
aberta no período de férias escolares, nos 
fins de semana, para que fosse aproveita-
da como mais uma forma de lazer.
Por enquanto, talvez seja somente um 
sonho. Mas, sabendo das dificuldades 
para essa realização, Barreto (2008) su-
gere apenas que a biblioteca escolar pres-
te seus serviços em um horário amplo. 
Para que seja utilizada como um lugar de 
aprendizagem ativa, ela deve estar aber-
ta durante todo o período letivo.
O fato de a biblioteca estar em funcio-
namento fora do horário de aula é um im-
portante fator para o desenvolvimento 
da comunidade escolar. Deve-se fazer um 
esforço e encontrar soluções para que a 
biblioteca permaneça aberta o maior tem-
po possível.
Adequar o horário de funcionamento 
com o horário das aulas e com o recreio – a 
biblioteca é um espaço escolar que precisa 
estar sempre aberto, pulsante e com no-
vidades. Para isso, é preciso que pessoas 
fiquem encarregadas de manter a biblio-
teca aberta praticamente todo o tempo 
de atividades da escola (BARRETO, 2008).
16 1717
Colecionar é reunir um conjunto de 
itens ou objetos que têm uma ou mais ca-
racterísticas comuns. A ideia do que vem 
a ser uma coleção faz parte do nosso dia 
a dia, pois quem em um dado momento da 
vida não se viu decidindo sobre colecionar 
alguma coisa, como gibis, selos, livros, CDs 
ou outros.
Assim, pode-se dizer que formar e de-
senvolver um acervo é decidir quais itens 
farão, ou não, parte desse conjunto. No 
entanto, a realização de tal tarefa exi-
ge o estabelecimento de certos critérios 
para se compor, desenvolver, armazenar e 
manter uma coleção.
Para uma boa organização do acervo, 
é preciso seguir um conjunto de técnicas 
desenvolvidas especificamente para esse 
fim.
A formação do acervo envolve um tra-
balho constante de inclusão e exclusão 
de itens, atividade que favorece a atuali-
zação do acervo com relação aos anseios 
dos usuários, que podem variar de acordo 
com o surgimento ou o desuso das suas 
necessidades de informação.
Nesse sentido, você deve estar aten-
to à atualização do material pertencente 
à biblioteca escolar, tendo em vista que 
o desenvolvimento de um acervo escolar 
está intimamente ligado ao grau de uso de 
seus materiais informacionais. Isso leva 
à conclusão de que não existe um único 
processo de desenvolvimento para toda 
e qualquer biblioteca, ou seja, cada biblio-
teca, por estar inserida em um diferente 
meio, exigirá para seu acervo um tipo di-
ferente de desenvolvimento.
Em resumo, ao avaliar a formação de 
um acervo, é preciso buscar entender a 
comunidade escolar envolvida (profis-
sionais da educação, alunos, pais) e suas 
necessidades de informação, bem como 
a política de ensino da instituição, para 
que se possa selecionar com qualidade 
os itens que serão adquiridos por meio 
de compra, doação ou permuta (BERNAR-
DES; PIMENTEL, SANTANA, 2013).
4.1 Armazenamento, sele-
ção, aquisição e descarte
Armazenamento vem de armazém, 
depósito, então, para se armazenar um 
acervo, é preciso antes definir os espa-
ços, suas funções, seus materiais, sua uti-
lização, seu layout, os locais destinados 
à administração, ao processamento téc-
nico, ao setor de circulação (empréstimo 
e devolução), a área de estudos, ao local 
destinado às estantes, entre outros. A 
definição desses e de outros espaços vai 
fazer com que o acervo seja armazenado 
da melhor maneira possível.
Como são selecionados os livros que 
chegam para a biblioteca escolar? Todos 
os livros recebidos são aproveitados?
A seleção é uma atividade utilizada 
como ferramenta básica para definição da 
composição de um acervo, tanto quanto 
à forma (tipo de livro que deverá compor 
o acervo), como quanto ao conteúdo (as-
suntos de interesse). Geralmente, a sele-
ção é uma escolha fundamentada em es-
tudos.
UNIDADE 4 - Formação, Desenvolvimento 
e Organização do Acervo
18 19
Não adianta nada, por exemplo, sele-
cionar livros de medicina para uma biblio-
teca que tenha como maioria uma cliente-
la infantil. Ou ter um número elevado de 
um exemplar com o mesmo título ocupan-
do espaços de outros livros.
O selecionador é quem determina quais 
documentos entram e quais saem do acer-
vo, sempre norteado por critérios adota-
dos para seleção, nunca se esquecendo 
da importância da comunidade na qual a 
biblioteca se insere.
A aquisição é uma etapa que põe em 
prática as decisões da seleção. Inclui to-
das as atividades inerentes aos processos 
de compra, doação e permuta de livros. A 
preocupação com o processo de aquisição 
é extremamente necessária, pois é ela 
quem garante a qualidade do acervo.
Sabemos que nem sempre a escola re-
cebe recursos financeiros para compra, 
mas uma boa campanha de arrecadação 
pode suprir as necessidades de composi-
ção do acervo.
Uma estante com livros para trocas 
também é uma boa sugestão. De repente, 
você pode colocar aqueles livros em dupli-
cidade, de pouco uso, e fazer a permuta.
Outra ideia interessante é ter uma boa 
comunicação com outras bibliotecas. O 
que não é usado na sua biblioteca pode ser 
importante para outra e vice-versa (BER-
NARDES; PIMENTEL, SANTANA, 2013).
O desbaste é uma retirada temporária 
de alguns itens da coleção, ou seja, esses 
poderão ser guardados em um depósito 
ou em outro local específico até a decisão 
de sua recolocação no acervo.
Porexemplo, os professores desenvol-
vem todo ano, no mês de agosto, um mes-
mo trabalho sobre folclore. Então, neste 
período, todo o acervo sobre esse assun-
to deve estar disponível. Quando chegar o 
término desse período, os livros poderão 
ser desbastados.
O descarte ou seleção negativa é uma 
tarefa que consiste em retirar do acervo 
da biblioteca, de forma definitiva, livros 
repetidos (mais de um exemplar), livros 
comprovadamente sem uso (verifica-
dos pelas estatísticas de empréstimo) ou 
aqueles danificados a tal ponto que seu 
conserto se torne inviável (ou por não po-
der ser recuperado ou pelo custo da recu-
peração não compensar).
Entre os muitos objetivos do descarte, 
destaca-se o de procurar manter o nível 
de qualidade do acervo, nunca perdendo 
de vista o usuário. Portanto, só se pode 
descartar ou desbastar um conjunto de li-
vros, após uma seleção criteriosa (PIMEN-
TEL; BERNARDES, SANTANA, 2013).
4.2 Organização do acervo
Imagine-se procurando determinado li-
vro, o qual está guardado em seu quarto. 
Você se lembra de já o ter visto em algum 
lugar do seu “acervo”, guardado em algum 
lugar e não o encontra de maneira razoa-
velmente rápida. Isso se dá em virtude de 
sua não preocupação em organizar seus 
livros e de confiar em sua memória. 
Diante dessa situação, só resta “explo-
rar o acervo” de livros, examinando um a 
um.
Quanto tempo e trabalho serão dispen-
sados? Questionam os autores acima.
18 19
Daí a importância de se criar uma “me-
mória externa”, como catálogos, bases de 
dados e outros mecanismos necessários 
para que se tenha o controle eficiente de 
um acervo, que permita encontrar de for-
ma rápida aquilo de que se necessita.
Portanto, o controle eficiente de um 
acervo pede uma organização baseada 
no armazenamento e no arranjo das cole-
ções, etapas também dependentes de um 
processamento técnico, importante ao 
preparo do material voltado para emprés-
timo e devolução.
Como já foi dito, nos dias de hoje, um 
acervo de uma biblioteca não possui so-
mente livros. Ele passou a ser constituí-
do por diferentes tipos de coleções que 
variam de acordo com os diferentes tipos 
de bibliotecas. Desse modo, um acervo 
de uma biblioteca especializada deverá 
ser diferente do acervo de uma biblioteca 
escolar. No entanto, toda e qualquer bi-
blioteca tende a ter um mesmo conjunto 
básico de coleções, como as mencionadas 
a seguir.
1. Coleção de livros de referência:
São livros de consulta. Trazem informa-
ções superficiais, introdutórias, básicas. 
São chamadas obras de referência porque 
indicam onde encontrar o assunto procu-
rado de uma forma mais detalhada. Em 
geral, não podem sair das instalações da 
biblioteca, não sendo dessa maneira em-
prestadas. Incluem-se nessa categoria: 
dicionários, enciclopédias, atlas, índices, 
entre outras.
2. Coleção de livros-textos:
São os livros que compõem o acervo 
geral: literatura, livros didáticos, informa-
tivos, entre outros.
3. Coleção de periódicos:
São materiais publicados sob a forma 
de revistas, jornais ou outro tipo de mate-
rial que circule em períodos regulares (se-
manalmente, mensalmente, anualmente) 
ou outro período.
Vale ressaltar que esse tipo de material 
é o que traz as informações mais atualiza-
das.
4. Coleção de materiais não biblio-
gráficos ou multimeios:
São aqueles que estão em uma forma 
diferente da dos livros. São os CDs, fitas 
VHS, slides, discos de vinil, fitas cassetes, 
jogos, entre outros.
5. Hemeroteca:
São arquivos de recortes de jornais que 
informam sobre assuntos diversos e te-
mas atuais.
20 2120
5.1 A Ciência da Informação
Informática é o termo usado para se 
descrever o conjunto das Ciências da In-
formação, estando incluídas neste grupo: 
a Ciência da Computação, a teoria da in-
formação, o processo de cálculo, a análise 
numérica e os métodos teóricos da repre-
sentação dos conhecimentos e de mode-
lagem dos problemas.
Ciência que estuda e aperfeiçoa as téc-
nicas de tratamento automático da infor-
mação, utilizando para isso um computa-
dor.
Estudo científico de informação auto-
mática, compreendendo coleta, armaze-
namento, classificação, transformação e 
disseminação da informação.
A entrada da informática na biblioteca 
trouxe não só agilidade na recuperação 
das informações, mas também racionali-
zou e agilizou os processos técnicos.
Estão surgindo “bibliotecas virtuais”, 
aquelas que podem ser acessadas e con-
sultadas a longas distâncias, não exigin-
do do cliente sua presença física no local 
onde está o acervo bibliográfico.
Elas permitem um intercâmbio muito 
mais fácil, troca de experiências, vitali-
zando e dinamizando os acervos bibliográ-
ficos. É claro que nem todas as bibliotecas 
dispõem destas tecnologias, mas é verda-
de que não houve mudança nas funções 
tradicionais da biblioteca que são: reunir, 
organizar e difundir a memória cultural da 
humanidade.
As inovações tecnológicas não pode-
riam ficar de fora das bibliotecas. Numa 
sociedade que cada vez mais depende da 
informação para gerar conhecimento, a 
informática veio para ficar nas bibliotecas.
O uso do computador, com softwa-
res específicos para o gerenciamento de 
bibliotecas, tem se revelado uma ferra-
menta indispensável para agilizar e ra-
cionalizar os processos de incorporação e 
recuperação da informação bibliográfica.
Duas áreas de serviços bibliotecários 
estão sendo beneficiadas com a automa-
ção: serviços aos usuários e serviços de 
processos técnicos.
 Na circulação: a automação veio aju-
dar no sistema de controle do empréstimo 
e devolução dos documentos e na elabo-
ração de relatórios de livros em atraso.
 Na catalogação: a automação fez 
viabilizar os serviços de catalogação co-
operativa automatizada; catálogos em li-
nha (on-line) e catálogos de assuntos.
 No serviço de referência: a auto-
mação facilitou a criação de bancos de 
dados nacionais e internacionais acessa-
dos através de redes para a recuperação 
automática da informação bibliográfica, 
o empréstimo entre bibliotecas através 
do microcomputador e o desenvolvimen-
to de bibliotecas digitais e muitas outras 
possibilidades de acesso à informação 
(OLIVEIRA et al., 2005).
Mas antes de falarmos da automação 
das bibliotecas vamos ver um pouco mais 
sobre os multimeios?
UNIDADE 5 - Os Multimeios, as Novas Tec-
nologias a Serviço da Educação e a Ativa-
ção da Biblioteca
20 2121
5.2 Os multimeios e progra-
mas multimídia
Os múltiplos meios aplicados à educa-
ção são compostos por um grupo de ele-
mentos que tem como objetivo facilitar a 
disseminação do conhecimento, e é uma 
verdadeira revolução na área educacional 
(CASTRO, 2011).
Esses elementos, quando integrados, 
oferecem o que há de melhor em recursos 
didáticos.
A integração dos hardwares, softwa-
res e recursos humanos é a fórmula qua-
se perfeita para a instituição encontrar o 
ponto certo para oferecer uma educação 
de boa qualidade.
Não se pode esquecer que o corpo ges-
tor da instituição, como um todo, precisa 
ter conhecimentos satisfatórios de tec-
nologias educacionais, somado ao conhe-
cimento dos novos paradigmas da educa-
ção.
Nesse contexto, as aplicações multimí-
dias representam um dos pontos mais for-
tes para que o professor venha atingir seu 
objetivo principal, conquistar a atenção 
dos alunos em suas aulas. O conhecimen-
to das tecnologias educacionais por parte 
do professor é fator preponderante para 
o perfeito domínio e aplicação em suas 
exposições e na orientação dos discentes.
Essa questão é primordial, pois de nada 
vai adiantar a escola disponibilizar os mais 
modernos recursos didáticos, se o profes-
sor não tiver o devido domínio para ope-
racionalizá-los e colocar em prática junta-
mente com seus alunos (CASTRO, 2011).
Para que uma instituição tenha êxito 
em sua administração pedagógica, no to-
cante, a didática inovadora precisa estar 
amplamente equipada, não só de equipa-
mentos e softwares didático-pedagógi-
cos, sistemas multimídias; mas também 
de uma boa equipe multidisciplinar,cada 
um com pleno domínio de sua área de atu-
ação. É a soma desses conhecimentos que 
garante a continuidade das ações educa-
cionais da instituição. A sinergia que ema-
na das competências intelectuais desse 
grupo é capaz de manter a instituição com 
um olho no presente e o outro no futuro.
Conclui-se que, de fato, é preciso estar 
atento às mudanças, ao surgimento de 
novos modelos de administração, educa-
ção, novas tecnologias, novas formas de 
ensinar e de aprender (CASTRO, 2011).
A globalização da educação é real, pois 
o que acontece do outro lado do mundo, 
pode-se ter acesso aqui, em nossa casa, 
em nossa escola; em tempo real. As TIC 
– Tecnologias de Informação e Comuni-
cação – estão aí, e sua evolução é algo 
contínuo, assustador e ininterrupto. Não 
se tem outra saída a não ser abraçar com 
carinho, cuidado e dedicação todas essas 
possibilidades, porque o tempo é rápido e 
sem retrocesso.
Vejamos alguns multimeios:
a) Hardware:
É constituído por todos os equipamen-
tos físicos do sistema: os computadores, 
as impressoras, no-breaks, componentes 
de rede, Datashow, e tantos outros que 
compõem o sistema das instituições.
a.1) Equipamentos de projeção: re-
troprojetor multimídia / Datashow
A multimídia trouxe para o ambiente 
22 23
educacional uma importante contribui-
ção no que diz respeito à interação entre 
os alunos e o computador. Com efeitos di-
versos como imagem, cor, animação, som 
e interatividade, o professor ganhou um 
grande aliado na conquista da atenção 
dos alunos, pois com todos esses efeitos 
sonoros e virtuais a aula ficou mais inte-
ressante, dinâmica e lúdica.
a.2) Lousa digital e acessórios:
A lousa digital trata-se de um computa-
dor de mesa, ou desktop PC padrão, com 
a lousa digital conectada como seu ‘mo-
nitor’ (algumas opções diferenciadas, por 
fabricante, permitem a replicação de tela 
de notebooks). A lousa digital é, assim, 
uma grande tela, sensível ao toque (tec-
nologia touchscreen), que permite que os 
alunos possam visualizar o mesmo conte-
údo, havendo interação com o recurso de 
tela sensível ao toque, permitindo postar 
documentos na Internet, compartilhar 
arquivos na rede local ou enviar informa-
ções por e-mail.
a.3) Intranet
Intranet é uma versão compacta da In-
ternet. É um grupo de computadores in-
terligados dentro de uma empresa. Muito 
do que é feito na Internet pode ser feito 
na Intranet: baixar arquivos de um compu-
tador para outro; enviar comunicação ou 
mensagens por e-mail; compartilhar do-
cumentos; fazer backup (cópia) de arqui-
vos; acessar remotamente qualquer com-
putador da rede, e tantas outras ações 
que se executa na Internet.
B) Software
Softwares são todos os programas uti-
lizados em todos os tipos de máquinas 
que executam comandos agrupados em 
sequência lógica. O computador é um tipo 
de máquina que tem essa funcionalidade.
b.1) Software de rede
É um sistema de que tem como finali-
dade integrar um conjunto de hardware 
para facilitar a comunicação entre seus 
componentes. Com os recursos das re-
des de computadores, é possível o envio 
de comunicação interna dentro das insti-
tuições; executar trabalho participativo, 
executado por um grupo de pessoas; den-
tre outros.
b.2) Programas multimídias
Os programas multimídias são utiliza-
dos para facilitar o processo educativo, 
principalmente das crianças, pois com os 
recursos da multimídia pode-se prender 
com mais facilidade a atenção das crian-
ças, dos jovens e também das pessoas 
adultas. Isso porque a multimídia traz 
efeitos de som, cores, imagens em movi-
mentos e interatividade (CASTRO, 2011).
5.3 Softwares educacionais
Os softwares ditos educacionais são 
desenhados para facilitar o processo de 
ensino/aprendizagem. O segredo desses 
softwares é a utilização dos recursos de 
multimídias, pois, como já explicado, eles 
têm o poder de prender a atenção das 
pessoas, e principalmente das crianças. 
Facilitam o processo pedagógico porque a 
interação entre a máquina (computador) e 
o aluno é muito forte, fazendo com que o 
aluno pense que o computador está real-
mente se comunicando com ele.
Evidentemente que não dispensam o 
uso do professor, pelo contrário, exigem 
deste, que adicione ao seu perfil novas 
22 23
exigências bem mais complexas tais como:
 saber lidar com ritmos individuais dos 
seus alunos;
 apropriar-se de técnicas novas de 
elaboração de material didático produzido 
por meios eletrônicos;
 trabalhar em ambientes virtuais dife-
rentes daqueles do ensino tradicional da 
universidade;
 adquirir uma nova linguagem e saber 
manejar criativamente a oferta tecnológi-
ca (JUCÁ, 2006).
Consequentemente, os professores 
devem rever os valores e métodos do en-
sino tradicional e passar a avaliar em que 
momentos do processo ensino-aprendi-
zagem essas tecnologias podem ajudar, 
como também, os benefícios que podem 
proporcionar na construção do conheci-
mento. Nesse sentido, Litwin (1997) des-
taca a importância de entendermos as 
novas tecnologias digitais como sendo um 
produto sociocultural, ferramentas físicas 
e simbólicas que servem de mediadores 
na interação do homem com o meio, no 
sentido de compreendê-lo e transformá-
-lo.
Os softwares de apoio didático têm 
como objetivo auxiliar o professor em 
suas atividades docentes, e os princi-
pais recursos disponíveis são:
 efetuar pesquisa em fontes diversas 
que possam contribuir com a disciplina;
 auxiliar o professor no planejamento 
das aulas;
 auxiliar o professor na elaboração 
e correção dos exercícios de fixação de 
aprendizagem;
 auxiliar o professor no gerenciamen-
to de ambientes de suporte ao ensino;
 auxiliar o professor na organização, 
supervisão de aulas práticas e aulas em 
laboratório;
 auxiliar o professor e alunos na utili-
zação e/ou desenvolvimento de softwa-
res;
 fazer atendimento extraclasse.
Quanto à Internet, lembramos que ela é 
uma grande rede de computadores inter-
ligada através dos equipamentos e recur-
sos disponibilizados pelos provedores. Ela 
é hoje o maior banco de dados de informa-
ções, de todas as áreas do conhecimento 
(CASTRO, 2011).
5.4 A automação das biblio-
tecas
Para automatizar os serviços de 
uma biblioteca é necessário seguir al-
guns passos:
1º. Diagnosticar a situação atual da bi-
24 25
blioteca.
2º. Identificar os produtos (software e 
hardware) e fornecedores.
3º. Aquisição do sistema (levando em 
conta que geralmente se paga 10% do 
valor da licença do software em manuten-
ção).
Na seleção da aquisição do Softwa-
re é necessário levar em consideração 
os seguintes fatores:
 se possui módulo de aquisição – per-
mite o gerenciamento do processo de 
aquisição;
 processamento técnico – quais as 
rotinas desenvolvidas pelo programa e 
que suportes (materiais, tipo livro, disco, 
disquete, folhetos, entre outros) informa-
cionais poderão ser cadastrados;
 intercâmbio – permite a importação 
e exportação de dados;
 pesquisa – permite buscas em todos 
os campos e uso de operadores boleanos;
 circulação – permite empréstimo, 
devolução, reserva, renovação e uso de 
código de barras;
 controle de periódicos – permite o 
gerenciamento do processo de assinatura 
de periódicos, permite indexação (analíti-
ca) dos artigos;
 relatórios – permite a visualização e 
impressão de relatórios administrativos;
 segurança – o sistema permite o 
controle através de senhas;
 se o software realiza o registro (tom-
bamento da obra), pois se o software não 
cria um número de tombo é necessário 
fazer o tombamento à parte (FERREIRA; 
RIBEIRO, 2014).
5.5 Alguns softwares para 
bibliotecas
São vários os softwares desenvolvidos 
especialmente para gerenciamento de 
uma biblioteca. Abaixo temos uma lista 
selecionada por Carmo e Ribeiro (2014). 
Vale a pena conferir detalhes e buscar 
pela melhor alternativa que atenda ao seu 
ambiente de trabalho.
PERGAMUM – da Puc-Paraná – Na Bahia 
está na UNIFACS, FTC, UEFS, Faculdade da 
Cidade, UNEB, UESC e UFBa.
PHL – Utilizado pelo Centro de Cultura 
da cidade deAraci – Ba. E pela Faculdade 
teológica – Feira – www.elysio.com.br.
Biblioteca fácil – utilizado pela biblio-
teca municipal da cidade de ARACI – Ba. – 
www.mtg.com.br.
SAGRES – Sistema da empresa Tecno-
trends. Foi adotado pela UHNIANA.
VTLS – Sistema da FGV.
ALEPH – Sistema da empresa AxLibris.
TESAURUS – Sistema da Via Apia.
MICROISIS – Sistema do IBICT.
SYSBIBLI – Sistema da Comtempory.
SOPHIA – www.sophia.com.br.
ARCHES LIB – criado em 1995 (veja de-
talhes em http://www.prajna.com.br/ar-
cheslib.php).
CONTROL – Porto Alegre.
BIBLIOTECA ARGONAUTA – Rio de Ja-
neiro.
24 25
SIABI – Natal, RN.
Biblioteca Livre - usmiranda@hotmail.
com (É GRATUITO) – qualquer analista 
pode instalar, é fácil de usar (CARMO; RI-
BEIRO, 2014).
5.6 A ativação da biblioteca
A biblioteca escolar é geralmente a pri-
meira e única biblioteca conhecida pela 
maioria das crianças das classes popula-
res.
Levando em consideração este fato, a 
biblioteca escolar precisa ser ativada a fim 
de que possa atrair, além dos professores, 
os pais, os alunos, enfim, toda a comuni-
dade à qual a Escola está vinculada.
Ativar a biblioteca escolar significa tor-
ná-la um local ativo, dinâmico e ao mesmo 
tempo acolhedor a todas as propostas que 
visem o crescente entrosamento usuário-
-biblioteca.
 Ler poemas, para despertar emoções 
e sentidos.
 Realizar exposições, entrevistas.
 Promover a leitura de textos teatrais.
 Oferecer atividades em diversos 
campos da arte, como a mímica, a drama-
tização, a pintura.
Eis algumas das ações da biblioteca 
escolar que podem e devem empreender 
no recinto da biblioteca ou fora dela, mas 
sempre em consonância com o currículo e 
coadjuvando o trabalho do corpo docente.
O que se pretende, com tal comporta-
mento profissional, é fazer com que a bi-
blioteca escolar seja o agente de transfor-
mação do ensino, à medida que provoque 
mudanças pedagógicas na escola.
A biblioteca escolar é uma extensão do 
aprendizado em sala de aula. Dessa for-
ma, o professor em parceria com a biblio-
teca poderá oferecer atividades e traba-
lhos que possam desenvolver o hábito e o 
gosto de frequentar a biblioteca.
Nosso calendário escolar com tantas 
datas comemorativas, com certeza é um 
dos grandes aliados neste trabalho.
Como qualquer outro equipamento es-
colar, a biblioteca deve atuar em conexão 
com o plano pedagógico da escola. Para 
isso, é imprescindível contar com a parti-
cipação dos professores, mas também fa-
zer da biblioteca um recurso que apoie o 
trabalho dos professores.
26 27
 Os professores podem colaborar 
de diversas maneiras:
 fazendo sugestões para a aquisição 
de obras;
 propondo aos alunos questões que 
estimulem e orientem a pesquisa;
 sugerindo leituras diversas a seus 
alunos;
 apresentando-lhes livros ou, pelo 
menos, acompanhando-os à biblioteca; e,
 apoiando o responsável na orienta-
ção quanto à utilização do acervo.
A biblioteca pode apoiar o trabalho do 
professor, mantendo no acervo certos 
títulos essenciais ao enriquecimento de 
suas aulas e informando-o a respeito da 
existência dessas obras; apresentando-
-lhes sugestões de textos que interessem 
a sua área de conhecimento; organizando 
o material para pesquisas solicitadas aos 
alunos; oferecendo aos alunos acesso a 
obras indicadas pelo professor, seja atra-
vés de volumes existentes na biblioteca 
escolar ou pela orientação quanto a ou-
tras fontes disponíveis na cidade.
Para conquistar leitores, nem sempre 
bastará oferecer acesso aos livros. Sem 
alguma estimulação, sem uma apresen-
tação à biblioteca, será difícil que o aluno 
venha a frequentá-la ou interessar-se por 
ela (OLIVEIRA et al., 2005).
5.7 A pesquisa escolar e a 
pesquisa na Internet 
Pesquisa significa procurar; buscar com 
cuidado; procurar por toda parte; infor-
mar-se; inquirir; perguntar; indagar bem; 
aprofundar a busca. Portanto, a palavra 
pesquisa não tem nada a ver com traba-
lhos superficiais, feitos só para “dar nota”.
A pesquisa faz parte do nosso cotidia-
no. Quando você, pensando em alugar 
uma casa, abre a página de classificados 
do jornal e sai marcando os anúncios que 
lhe interessam, está fazendo uma pesqui-
sa. Quando quer comprar uma televisão e 
sai pelo comércio anotando tamanho, mo-
delo, marca e preço, para depois comparar 
e decidir, está fazendo pesquisa.
Quando você quer dar um presente de 
aniversário a uma amiga e telefona para 
a mãe dela perguntando o que poderia 
agradá-la, está fazendo pesquisa.
É mesmo difícil imaginar qualquer ação 
humana que não seja precedida por algum 
tipo de investigação. A simples consulta 
ao relógio para ver que horas são, ou a es-
piada para fora da janela para observar o 
tempo que está fazendo, ou a batidinha 
na porta do banheiro para saber se tem 
gente dentro, entre outros. Todos esses 
gestos são rudimentos de pesquisa.
O que fora citado anteriormente são 
exemplos de pesquisa, mas a pesquisa 
que nos interessa é a pesquisa científica, 
isto é: a investigação feita com o objetivo 
expresso de obter conhecimento especí-
fico e estruturado sobre um assunto pre-
ciso.
A pesquisa é, simplesmente, o funda-
mento de toda e qualquer Ciência digna 
deste nome. Sem pesquisa não há Ciência, 
muito menos tecnologia. Todas as gran-
des empresas do mundo de hoje possuem 
departamentos chamados “Pesquisa e 
Desenvolvimento” (P&D).
Em resumo, podemos dizer que a 
26 27
pesquisa está presente:
 no dia a dia, nas ações mais corriquei-
ras;
 no desenvolvimento da Ciência;
 no avanço tecnológico;
 no progresso intelectual de um indi-
víduo.
É desejável que uma pesquisa pre-
encha os seguintes requisitos:
 a existência de uma pergunta que se 
deseja responder;
 a elaboração de um conjunto de pas-
sos que permitam chegar à resposta;
 a indicação do grau de confiabilidade 
na resposta obtida.
O planejamento de uma pesquisa 
dependerá basicamente de três fases:
1º. Fase decisória: referente à esco-
lha do tema, à definição e à delimitação do 
problema de pesquisa.
2º. Fase construtiva: referente à 
construção de um plano de pesquisa e à 
execução da pesquisa propriamente dita.
3º. Fase redacional: referente à aná-
lise dos dados e informações obtidas na 
fase construtiva. É a organização das 
ideias de forma sistematizada visando à 
elaboração do relatório final. A apresen-
tação do relatório de pesquisa deverá 
obedecer às normas da metodologia cien-
tífica, levando-se em consideração a faixa 
etária do aluno.
É preciso reconhecer que a pesquisa 
escolar é um processo complexo, que exi-
ge do aluno habilidades que precisam es-
tar previamente desenvolvidas para que 
ocorra em toda sua riqueza. O estudante 
deve ter familiaridade com a Biblioteca, 
com a localização dos materiais ali reuni-
dos e com os meios existentes para se re-
cuperar informação: catálogos, Internet, 
entre outros.
Precisa saber escolher e consultar di-
ferentes fontes de informação e, mais do 
que isto, precisa ser capaz de localizar e 
interpretar essa informação, usando mais 
de uma fonte, dominando técnicas de es-
quematizar e resumir.
Se o professor exige um trabalho es-
crito, o aluno tem que estar familiarizado 
com os modos de organizar e apresentar 
a informação, tais como, estrutura do tra-
balho, citação, normalização das referên-
cias bibliográficas, entre outros. Se for 
exigida a apresentação oral, é necessário 
que ele esteja preparado para elaborar 
recursos audiovisuais e para falar em pú-
28 29
blico. Dessa maneira, desenvolvem-se co-
nhecimentos, habilidades e atitudes que 
vão além do tema do trabalho.
É fundamental que o aluno, o profes-
sor e o bibliotecário compreendam que a 
concretização efetiva da pesquisa escolar 
ocorre por etapas e não em um bloco úni-
co, e que a riqueza do processo se traduz 
na modificação da forma de pensar do es-
tudante. Programas de desenvolvimento 
de habilidades informacionais deverão 
iniciar-se cedo na vida da criança. E o pri-
meiro passo é criar atitudes positivas com 
relação ao uso da biblioteca e da informa-ção.
Só assim a pesquisa escolar terá senti-
do e a escola estará formando um aluno 
com perfil de pesquisador: criativo e au-
tônomo na busca do conhecimento.
O produto final: uma pesquisa pode ter 
como produto final um belo cartaz, um 
quadro, um painel, um mural, uma maque-
te. Que tal organizar uma exposição, ou 
manter uma exposição permanente dos 
produtos das pesquisas científicas / ativi-
dades artísticas dos alunos da escola?
E a Internet? 
Embora seja uma excelente fonte de 
informação para a pesquisa escolar, não 
modificou a situação: os alunos continu-
am copiando trechos dos textos que en-
contram na rede. Muitos copiam, colam, 
recortam e colam a informação e outros 
chegam a copiar páginas inteiras e entre-
gá-las ao professor. A maioria destes alu-
nos não se preocupa com a veracidade da 
informação copiada ou com a legitimidade 
do site de onde copiou tal informação, e 
nem fazem sua leitura.
O fascínio que a rede desperta nas 
crianças e adolescentes precisa ser en-
tendido pela escola e seu potencial como 
fonte de informação não pode ser des-
prezado pelos educadores. É preciso pla-
nejar urgentemente ações pedagógicas 
adequadas para o uso da rede (OLIVEIRA 
et al., 2005).
Chegamos ao século XXI, quase em sua 
maioridade!
No ambiente informacional desse sé-
culo, veremos cada vez mais a incorpo-
ração de materiais, produtos e serviços 
eletrônicos, digitais e virtuais às biblio-
tecas tradicionais e já podemos falar em 
um novo tipo de biblioteca: a BIBLIOTECA 
UNIVERSAL, que tem como característica 
principal a junção de todos os tipos de su-
portes dentro da sociedade na recupera-
ção da informação. Assim, a mesma ficará 
fortalecida dentro da sociedade, dispon-
do informações em todos os campos do 
conhecimento em suportes reais e virtu-
ais, onde quer que ela esteja para todos os 
cidadãos do país.
Com a biblioteca digital, a busca da in-
formação e a comunicação interpessoal 
acontecem na própria casa, escritório, de-
partamento e/ou em qualquer que seja o 
local de acesso à informação para a con-
veniência do próprio usuário. O correio 
eletrônico já nos facilita a sedimentação 
do “colégio invisível”, tão importante para 
a intercomunicação e intercâmbio de pes-
quisadores.
Não, o papel não acabará! Ele estará co-
nosco por muitas décadas em virtude dos 
100 anos de seu desenvolvimento tecno-
lógico e pelas facilidades de uso manual e 
da visão, tanto para ler o livro, como para 
28 29
escrevê-lo.
Uma reflexão importante para conciliar 
de vez as opiniões contraditórias neste 
período de transição é que a existência de 
novas tecnologias não significa que de-
vam ser abolidas as anteriores. É um erro 
pensar que o boletim ou revista eletrônica 
possam substituir os periódicos impres-
sos. Veja-se, por exemplo, que a televi-
são não tomou lugar do cinema e do rádio, 
nem os discos e CD’s dos concertos; cor, 
som e animações obtidos em uma multi-
mídia podem colaborar com a produção de 
um livro sobre Picasso ou vida selvagem, 
aumentando a lista de associações; por-
tanto, não competindo com a versão tra-
dicional, mas complementando-a.
Livros e produções computadorizadas 
coexistirão por muitos anos. Bibliotecas 
continuarão a acrescentar novos proces-
sos tecnológicos, sem, entretanto substi-
tuí-los completamente pelos existentes.
O futuro é ainda incerto, mas supõe-se 
que as bibliotecas possam ser parecidas 
a uma bagagem cheia de diferentes pro-
dutos, porções de materiais impressos 
compartilhando com artefatos digitais. 
Na verdade, a primeira geração de itens 
digitais nada mais é do que reprodução di-
gitalizada de objetos físicos (OLIVEIRA et 
al., 2005).
30 3130
O cargo específico de um profissional 
quando se executa atividades em uma 
biblioteca é denominado “Bibliotecário” e 
o preenchimento deste cargo é feito por 
pessoa especializada com o título de Ba-
charel em Biblioteconomia e Documenta-
ção (OLIVEIRA et al., 2005).
O bibliotecário é o profissional da infor-
mação que cuida de toda a logística que 
envolve o planejamento, a organização e 
a implantação de bibliotecas, centros de 
documentação e informação, sistemas de 
informação e acervos multimídia, e ainda 
da análise e processamento técnico de 
documentos variados.
A missão do bibliotecário é encontrar, 
analisar, facilitar o acesso à informação, 
ensinar e auxiliar o usuário a conseguir a 
informação desejada.
Já o Auxiliar de Biblioteca é todo pro-
fissional que executa atividades de nível 
médio relativas à execução de trabalhos 
de rotina de uma biblioteca, centro de 
documentação e/ou em setor similar. É a 
pessoa que participa ativamente da vida 
da biblioteca, trabalhando em seus vários 
setores, realizando diferentes tarefas, 
responsabilizando-se pela transmissão 
aos usuários das informações coletadas 
pelo bibliotecário.
O cargo de Auxiliar de Biblioteca, embo-
ra seja responsável por atividades impor-
tantes para o funcionamento da Bibliote-
ca, não requer formação de nível superior, 
ficando, no entanto, o seu ocupante sob a 
supervisão do Bibliotecário.
Ambos devem trabalhar de forma har-
moniosa para que as atividades sob a sua 
responsabilidade sejam realizadas de 
acordo com as expectativas da organiza-
ção em geral e, particularmente, dos usu-
ários da Biblioteca.
6.1 Função e atribuições
As atividades típicas atribuídas ao 
Auxiliar de Biblioteca são:
 serviços auxiliares de aquisição;
 serviços auxiliares de processamen-
to técnico;
 serviços auxiliares de preparação e 
conservação do material bibliográfico e 
não bibliográfico;
 conservação do material bibliográfi-
co e não bibliográfico;
 serviços auxiliares de atendimento 
ao público;
 outras tarefas – manter arquivo e ca-
dastro, operar equipamentos audiovisu-
ais e reprográficos, serviços de digitação, 
datilografia e outros.
No entanto, são vedadas ao técnico 
em Biblioteconomia funções previstas 
especificamente para o bibliotecário, 
tais como:
 exercer atividade de forma autôno-
ma;
 chefiar bibliotecas, centros de docu-
mentação e/ou informação ou similares 
e setores de processamento técnico e de 
referência;
 executar qualquer tarefa de nature-
UNIDADE 6 - Bibliotecários e Técnicos
30 3131
za técnica que seja privativa do Bacharel 
em Biblioteconomia;
 ministrar cursos de capacitação de 
recursos humanos para atuar em bibliote-
cas.
Entretanto, isto não diminui sua res-
ponsabilidade profissional para que a mis-
são da biblioteca possa ser cumprida tor-
nando-se organismo de real valor para a 
comunidade a que serve e para melhoria 
das condições de vida da sociedade que 
integra (OLIVEIRA et al., 2005).
6.2 As diversas interações 
que devem ocorrer na bi-
blioteca
A biblioteca escolar não está isolada, 
ou seja, ela não é independente, sua atu-
ação é reflexo das diretrizes de uma insti-
tuição, a escola (ALONSO, 2005).
A biblioteca escolar terá estreita liga-
ção com a concepção educacional da insti-
tuição educacional da qual ela é integran-
te e, portanto, supõe-se que a biblioteca 
deve estar integrada ao planejamento e 
ao projeto pedagógico da escola, para que 
ela possa vir a cumprir as suas funções 
(SILVA, 1997).
Para Amato e Garcia (1989 p. 9-23) “a 
biblioteca, inserida no processo educa-
tivo, deverá servir de suporte a progra-
mas educacionais, integrando-se à escola 
como parte dinamizadora de toda ação 
educacional”.
Essas afirmativas estão de acordo com 
os objetivos gerais para o ensino funda-
mental indicados nos Parâmetros Curricu-
lares Nacionais.
Ao longo dos 10 volumes dos Parâme-
tros Curriculares Nacionais, a biblioteca 
escolar aparece de muitas maneiras.
É citada como a primeira das condições 
favoráveis para a formação de bons leito-
res, conjuntamente com as atividades de 
leitura e acervo (BRASIL, PCN v.2 p.58).
Entretanto, ainda são poucas as es-
colas (principalmente na rede pública de 
ensino) que possuem um espaço espe-
cialmente reservado e preparado para 
o funcionamento de uma biblioteca. Se 
houvesse uma prática dos professores

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