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A B A C T É R I A D O T É T A N O
M I C R O B I O L O G I A
C L O S T R I D I U M T E T A N I
 Universidade Estadual da Paraíba
 Centro de Ciências Biológicas e Sociais Aplicadas – CCBSA – Campus V João Pessoa-PB
Disciplina: Microbiologia Geral
Professora: Mariana Vieira Turnell
Equipe: Emilly Rafaela da Silva
 Gabriel Henrique de Lima Soares
 Maria Auxiliadora
 
 
 
 É uma infecção aguda grave, causada pela toxina tetanospasmina do bacilo tetânico (Clostridium tetani), que entra no organismo através de ferimentos ou lesões da pele e não é transmitido de um indivíduo para o outro. O tétano decorrente de acidentes e se manifesta por aumento da tensão muscular geral. 
O QUE É O TÉTANO?
Site diário do Nordeste, (14 de maio de 2024). Foto: Shutterstock.
SINTOMAS:
Espasmos musculares. 
Rigidez nos músculos do pescoço e face, causando dificuldade para abrir a boca (riso sardônico), consequentemente dificulta na alimentação e respiração. 
Rigidez de nuca, tronco e abdômen; 
hiperextensão dos membros inferiores e hiperflexão dos membros superiores, com as mãos fechadas, flexão dos punhos (atitude de boxeador), rigidez da musculatura dorsal e intercostal causando dificuldade respiratória. 
 Nos recém nascidos: 
Anormalidade no coto umbilical; 
Choro constante e irritabilidade; 
Dificuldade para mamar e abrir a boca decorrente da contração na mandíbula.
TRANSMISSÃO
 LOCALIZADO
 Os sintomas se restringem apenas à área afetada pela infecção. Que geralmente é em um músculo ou grupo muscular específico. Onde a rigidez e os espasmos musculares ocorrem apenas nessa região, sem afetar o corpo todo.
TIPOS DE TÉTANO:
Donatelli, L. (2014, 25 de julho). Tétano – Você se lembra quando tomou o último reforço da vacina contra a doença? Blog Cristofoli.
 GENERALIZADO
 Este é o tipo mais comum e sério, onde os espasmos musculares se espalham por todo o corpo. Pode causar rigidez na mandíbula (50% a 70% das pessoas acometidas), dificuldade de deglutição e espasmos que podem afetar a respiração, representando um risco maior à vida. 
TIPOS DE TÉTANO:
Freitas, DK: O que é o tétano e como prevenir a doença (04 de janeiro de 2022) - CRM SP 161.392
 GENERALIZADO
TIPOS DE TÉTANO:
Freitas, DK: O que é o tétano e como prevenir a doença (04 de janeiro de 2022) - CRM SP 161.392
 NEONATAL
 Os sintomas se iniciam na primeira semana de vida, apresentando irritação intensa, rigidez e espasmos e o bebê não consegue comer. Ocorre quando uma mãe não está com a vacina em dia e tem o parto em péssimas condições. Cortando o cordão umbilical com objeto contaminado.
TIPOS DE TÉTANO:
Freitas, DK: O que é o tétano e como prevenir a doença (04 de janeiro de 2022) - CRM SP 161.392
MORFOLOGIA:
C l o s t r i d i u m t e t a n i
Bacilo gram-positivo móvel
Anaeróbica obrigatória
Não fastidiosa
Produtora de esporos (termorresistentes)
Motilidade – Flagelos uniformemente distribuídos (30 a 50)
Largura de 0,3µ a 0,6µ
Comprimento de 2µ a 5µ
Tempo para esporulação de 2 a 6 dias
Journal of Infection and Public Health Volume 9, Issue 1, January-February 2016, Pages 105-109
C l o s t r i d i u m t e t a n i
Possuem forma de palito de fósforo, mas em forma de esporos, são arredondadas, e assim sobrevivem a condições adversas por meses à anos. 
São encontradas no solo, fezes de animais e humanos, e principalmente em objetos metálicos enferrujados. 
Disponível em: https://micro-ifrj.blogspot.com/2017/07/o-tetano-e-o-clostridium-tetani.html
MORFOLOGIA:
Sem esporo
Com esporo
Esporo
Núcleo
Cortex
Revestimento
MORFOLOGIA:
Revestimento do núcleo
 ATIVA
 Presença da toxina tetânica no organismo, que causa os sintomas da doença.
FORMAS DO TÉTANO:
 VEGETATIVA
 Presença da bactéria Clostridium tetani no ambiente ou em feridas. Mas, sem a produção da toxina em níveis que causam sintomas. 
 SEM ESPORO
Destruída rapidamente por calor e desinfetantes.
Sensível a penicilina, tetraciclinas, eritromicina e cloranfenicol.
Resistente à estreptomicina, polimixinas e canamicina.
Cepas resistentes à penicilina são raras, e a mutação pode ser a causa dessa resistência.
RESISTÊNCIA BACTERIANA:
 COM ESPORO 
Apresenta resistência moderada ao calor, ressecamento e desinfetantes.
Os esporos podem sobreviver por anos em solo seco.
Podem ser isolados de feridas contaminadas após muito tempo.
Resistentes à fervura por 15 a 90 minutos; destruídos a 105°C em 3 a 25 minutos.
Destruídos pelo fenol a 5% em 15 horas.
INCIDÊNCIA NO BRASIL:
Entre os anos de 2014 a 2023 foram registrados 2.219 casos confirmados de tétano acidental no país sendo: 
Vendas	NORTE	NORDESTE	SUL	SUDESTE	CENTRO-OESTE	0.13300000000000001	0.33300000000000002	0.216	0.216	0.10100000000000001	
INCIDÊNCIA NO BRASIL:
Entre os anos de 2014 a 2023 foram registrados 2.219 casos confirmados de tétano acidental no país sendo: 
IMPORTÂNCIA DE SE ESTUDAR A DOENÇA:
 Segundo Brook (2008), "O estudo do Clostridium tetani e sua toxina, a tetanospasmina, é crucial para o desenvolvimento de estratégias eficazes de prevenção, como vacinas, além de melhorar o entendimento dos mecanismos de patogênese que levam aos sintomas graves do tétano, permitindo a criação de terapias mais eficazes e a redução da mortalidade global associada à doença."
 De acordo com Rood e McClane (2002), "O estudo da Clostridium tetani e sua toxina tetânica é essencial não apenas para entender a biologia da infecção, mas também para o desenvolvimento contínuo de vacinas e novas terapias que possam prevenir ou atenuar os graves efeitos neurológicos associados à doença."
MEIO DE CULTIVO:
Journal of Infection and Public Health Volume 9, Issue 1, January-February 2016, Pages 105-109
Temperatura ideal de cultivo entre 33 e 37 ºC
pH ideal entre 7,4 e 7,6
Cultivo em condições anaeróbias (jarra de anaerobiose)
Meio sólido: Ágar nutriente, ágar sangue e ágar de anaerobiose.
Meio líquido: Caldo de carne cozida, Caldo triptona de Soja- TSB (triptona, extrato de soja, cloreto de sódio, glicose e fosfatos)
Porcentagem de ágar afeta a morfologia das colônias. (1,5% mais lisas e 3% colônias mais densas).
FATORES HISTÓRICOS:
 O tétano já era conhecido há mais de 2000 anos, pois Hipócrates, em 640 a.c, foi o primeiro a descrever os sintomas do tétano, como rigidez muscular e espasmos, associando a doença a ferimentos. Embora ele não conhecesse sua causa, sua descrição clínica da doença foi fundamental para a medicina antiga.
 Arthur Nicolaier em 1884 estava estudando infecções em animais. Ele observou que, ao introduzir amostras de solo contaminado em animais, muitos deles desenvolviam sintomas similares aos do tétano. A partir dessas experiências, ele deduziu que o solo continha uma bactéria anaeróbia (que se desenvolve em ambientes sem oxigênio) capaz de causar a doença. Lançando as bases para a microbiologia do tétano, embora não tenha conseguido isolar o microrganismo.
 Kitasato em 1889 isolou e cultivou a bactéria Clostridium tetani, além de identificar a toxina tetânica, a tetanospasmina, responsável pelos sintomas da doença. Sua descoberta permitiu o desenvolvimento de vacinas e soros antitetânicos, revolucionando a prevenção e tratamento do tétano.
IMPACTOS DA DOENÇA NA SOCIEDADE:
 O tétano ainda representa uma ameaça significativa, especialmente em países com acesso limitado a serviços de saúde e vacinação inadequada. Suas manifestações graves, como espasmos musculares e paralisia, podem resultar em altas taxas de mortalidade em casos não tratados. O impacto do tétano na sociedade vai além da saúde individual, gerando custos econômicos e sociais consideráveis, como hospitalizações prolongadas e incapacidade laboral. Apesar de prevenívelatravés da vacinação, o tétano ainda persiste em regiões de baixa cobertura vacinal, afetando comunidades mais vulneráveis.
TOXINAS DO TÉTANO:
 A Clostridium tetani produz três toxinas (descobertas):
 Tetanospasmina: É a toxina mais importante, responsável pelos sintomas neurológicos graves do tétano. Ela atua bloqueando a liberação de neurotransmissores inibitórios (como o GABA e a glicina) na medula espinhal e no sistema nervoso central, resultando em contrações musculares involuntárias e espasmos intensos. Esse bloqueio causa a clássica rigidez muscular e as convulsões tetânicas. 
 Tetanolisina: Esta toxina tem função hemolítica, destruindo as membranas celulares dos glóbulos vermelhos. No entanto, seu papel específico na patologia do tétano ainda é menos compreendido. Porém, acredita-se que seja a responsável por danificar o tecido sadio localizado ao redor de uma lesão, agindo para diminuir o potencial de oxirredução do local, o tornando um ambiente anaeróbio propício para o desenvolvimento da bactéria.
TOXINAS DO TÉTANO:
 Exotoxina não identificada: Além da tetanospasmina e da tetanolisina, acredita-se que o Clostridium tetani possa produzir outras exotoxinas com funções menos claras, que podem atuar como fatores auxiliares na infecção e na modificação do ambiente para a sobrevivência da bactéria.
A toxina tetânica é produzida dentro da célula bacteriana e liberada após 1 ou 2 dias, seja por permeabilidade da membrana ou pela ruptura da célula. A liberação de toxina é menor em células jovens do que em bactérias cultivadas por 3 a 4 dias, o que tem implicações terapêuticas. O uso de penicilina no tratamento do tétano pode causar a ruptura de células bacterianas, resultando em uma liberação súbita de toxina, o que pode agravar o quadro clínico. Estudos indicam que doses pequenas de penicilina podem não ter efeito terapêutico e, em vez disso, acelerar o crescimento bacteriano e aumentar a produção de toxina.
FATORES DE VIRULÊNCIA:
O desenvolvimento da doença depende de vários fatores como a presença do esporo no ferimento e baixo potencial de oxirredução 
Tetanospasmina - Bloqueia a liberação de ácido gama-aminobutírico e glicina para sinapses inibitórias 
Tetanolisina - hemólise – lise dos eritrócitos 
A germinação ocorre em torno de 6 horas e logo inicia-se a produção da toxina, a qual atinge alto nível em torno de 40 horas após a infecção.
TRATAMENTO:
Antibióticos:
Usados para combater a bactéria e prevenir a proliferação da infecção.
A penicilina ou metronidazol são comumente utilizados para eliminar a bactéria e reduzir a produção de toxinas.
Relaxantes Musculares:
Ajudam a controlar os espasmos musculares, que são um sintoma comum do tétano.
Esses medicamentos aliviam a rigidez e as contrações involuntárias, ajudando o paciente a respirar e se movimentar com mais facilidade.
Sedativos:
Usados para acalmar o paciente e controlar convulsões e espasmos.
Eles reduzem a hiperatividade nervosa causada pela toxina do tétano, proporcionando alívio aos sintomas neuromusculares.
Imunoglobulina Antitetânica:
Neutraliza as toxinas já circulantes no corpo, prevenindo que elas causem mais danos aos tecidos nervosos.
É aplicada imediatamente após o diagnóstico para bloquear a ação da toxina.
Soro Antitetânico:
Utilizado na ausência da imunoglobulina antitetânica.
Também tem o objetivo de neutralizar a toxina tetânica, embora possa ter um maior risco de reações alérgicas comparado à imunoglobulina.
Vacinação:
A vacina antitetânica é a principal forma de prevenção. Geralmente, é administrada em conjunto com outras vacinas (como a DTP, que previne difteria, tétano e coqueluche).
O esquema vacinal inclui doses de reforço a cada 10 anos para manter a imunidade ao longo da vida.
Cuidados com Ferimentos:
Limpeza imediata e cuidadosa de feridas, especialmente aquelas profundas ou contaminadas com terra, objetos enferrujados ou sujeira.
Aplicação de desinfetantes adequados em feridas abertas.
Cobrir ferimentos com curativos estéreis para evitar infecção.
Uso de Imunoglobulina Antitetânica:
Para pessoas não vacinadas ou com esquema vacinal incompleto, a imunoglobulina antitetânica pode ser administrada após ferimentos de risco para fornecer proteção imediata.
Cuidado com Objetos Contaminados:
Evitar o contato com objetos enferrujados, ferramentas contaminadas ou superfícies sujas, que podem estar contaminados com esporos do Clostridium tetani.
PREVENÇÃO:
MacFaddin, J. F. (2000). Biochemical tests for identification of medical bacteria (3rd ed.). Lippincott Williams & Wilkins.
Atlas, R. M. (1997). Principles of Microbiology. Wm. C. Brown Publishers.
Ministério da Saúde. Tétano: Guia de Vigilância Epidemiológica. 7ª ed., Brasília: Ministério da Saúde, 2020.
Cook, T. M., Protheroe, R. T., & Handel, J. M. Tetanus: pathophysiology, management, and prophylaxis. British Journal of Anaesthesia, 2001, 87(3), 477-487.
Thwaites, C. L., Beeching, N. J., & Newton, C. R. Tetanus. The Lancet, 2015, 385(9965), 1612-1621.
Journal of Infection and Public HealthVolume 9, Issue 1, January-February 2016, Pages 105-109 
O CLOSTRIDIUM TETANI E O TÉTANO - Walter Tavares
 Paramedics World - MORPHOLOGY AND CULTURE CHARACTERISTICS OF CLOSTRIDIUM TETANI 
Secretaria de Vigilância da Saúde e Ministério da Saúde. Situação epidemiológica do tétano acidental no Brasil, 2007-2016. Boletim epidemiológico, v. 9, n. 25, Janeiro, 2018 
WHO. Tetanus vaccines: WHO position paper. Weekly epidemiological record, v. 92, n. 6, p. 53-76, Fevereiro, 2017.
 Larry M. Bush; Maria T. Vazquez-Pertejo. Tétano - Doenças infecciosas. Manual MSD, 2019
 Fernando S. V. Martins; Terezinha Marta P.P. Castiñeiras. Tétano. Cives ufrj
 MADIGAN, et. al. "Microbiologia de Brock" 14ª ed. 2016
 GOMES, Andréia Patrícia et al. Clostridium tetani infections in newborn infants: a tetanus neonatorum review. Rev. bras. ter. intensiva, São Paulo, v. 23, n. 4, p. 484-491, Dec. 2011. Available from . access on 28 Oct. 2020.18:32
https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/t/tetano-acidental/situacao-epidemiologica#:~:text=Em%202022%2C%202023%20e%202024,apresenta%20entre%2010%20a%2017%25
VER.SOC.BRAS.MED.TRO.VOL. VII – Nº 1 (O CLOSTRIDIUM TETANI E O TETANO) – Walter Tavares (jan-fev 1973)
Ministério da Saúde (Brasil). Secretaria de Vigilância em Saúde. Situação epidemiológica do tétano acidental no Brasil, 2007-2016. Boletim Epidemiológico, v. 49, n. 25, jun. 2018. 
REFERÊNCIAS:
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Planilha_do_Microsoft_Office_Excel1.xlsx
Plan1
		 		Vendas
		NORTE		13.30%
		NORDESTE		33.30%
		SUL		21.60%
		SUDESTE		21.60%
		CENTRO-OESTE		10.10%
				Para redimensionar o intervalo de dados do gráfico, arraste o canto inferior direito do intervalo.
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