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Material feito para complementar o resumo do André Luiz T91, ver Septação Aorticopulmonar, Circulação fetal e neonatal por lá. Septação dos átrios e divisão do canal atrioventricular O septo atrial maduro é formado pela fusão de dois septos musculares parciais embrionários: o septo primário (septum primum) e o septo secundário (septum secundum). Ambos os septos possuem aberturas que permitem a passagem (shunting) da direita para a esquerda de sangue durante a gestação. Essa passagem é necessária para o desenvolvimento e expansão normais do átrio esquerdo e do ventrículo esquerdo, e permite que o sangue oxigenado do cordão umbilical não entre no sistema pulmonar em desenvolvimento, mas entre na circulação sistêmica. Em torno do 26º dia, durante a remodelação atrial, o teto do átrio desenvolve uma proeminência ao longo da linha média até que no 28º dia, essa prega já vai estar maior e passa a ser chamada de septo primário, que se estende para o interior do átrio desde a parede craniodorsal à medida que a câmara atrial primitiva se expande. Na borda dianteira do septo primário encontrase uma crista preenchida com mesênquima, denominada cobertura mesenquimal dorsal, originada do endocárdio. Enquanto isso, no polo venoso, células provenientes do segundo campo cardíaco se projetam para o interior do átrio, é conhecida como protrusão mesenquimal dorsal. À medida que o septo primário se alonga por crescimento diferencial, os coxins atrioventriculares dorsal e ventral se fundem para formar o septo atrioventricular (ou septo intermediário – septum intermedium), dividindo, portanto, o orifício atrioventricular comum em canais atrioventriculares direito e esquerdo separados. A cobertura mesenquimal dorsal, a protrusão mesenquimal dorsal e o septo atrioventricular se fundem, a seguir, para formar o complexo mesenquimal atrioventricular, preenchendo a conexão interatrial remanescente (forame primário ou óstio primário – foramen primum ou ostium primum). À medida que o complexo mesenquimal atrioventricular fecha o forame primário, a morte celular programada na região dorsal do septo primário cria pequenas perfurações que se juntam para formar um novo forame, o forame secundário (ou óstio secundário – foramen secundum ou ostium secundum). Consequentemente, um novo canal para a passagem da direita para a esquerda entre as câmaras atriais se abre antes que o antigo se feche. Durante o alongamento do septo primário, uma nova crista de tecido em forma de crescente se forma no teto do átrio direito, adjacente e à direita do septo primário. Esse septo secundário (septum secundum) é espesso e musculoso, ao contrário do fino septo primário. A borda do septo secundário cresce na direção craniocaudal e dorsoventral, mas para antes de atingir o complexo mesenquimal atrioventricular, deixando uma abertura denominada forame oval próximo ao assoalho do átrio direito. Portanto, em todo o resto do desenvolvimento fetal o sangue passa do átrio direito para o esquerdo e atravessa as duas aberturas escalonadas. Esse arranjo permite que o sangue flua do átrio direito para o esquerdo, mas não no sentido contrário, pois o fino septo primário se fecha contra o rígido septo secundário, bloqueando efetivamente o retorno do fluxo sanguíneo para o átrio direito. Essa passagem se fecha ao nascimento, pois a súbita dilatação da vasculatura pulmonar combinada com a interrupção do fluxo umbilical inverte a diferença de pressão entre os átrios e empurra o septo primário flexível contra o septo secundário mais rígido, mesmo durante a diástole atrial. O tubo cardíaco primário inicialmente é sustentado na cavidade pericárdica em desenvolvimento pelo mesocárdio dorsal (mesentério dorsal do coração) formado pelo mesoderma esplâncnico localizada abaixo do intestino anterior. Subsequentemente, esse mesocárdio dorsal se rompe ao longo de quase todo o comprimento do tubo cardíaco, com exceção da face mais caudal, onde um componente pequeno, mas importante, do mesocárdio dorsal permanece. Como resultado, o coração fica suspenso na cavidade pericárdica por seus polos arterial e venoso em desenvolvimento. nem todas as células cardíacas encontradas no coração maduro são provenientes do primeiro campo cardíaco. Enquanto o tubo cardíaco primário continua a se expandir, ocorre o contínuo recrutamento de células progenitoras cardíacas de células externas (segundo campo cardíaco). Nos mamíferos, os tratos de saída proximal e distal, o ventrículo direito e uma porção do polo venoso e dos átrios são originários do mesoderma do segundo campo cardíaco Início da septação dos ventrículos No final da 4 a semana, o septo ventricular muscular, situado entre as futuras câmaras ventriculares direita e esquerda, começa a se tornar uma estrutura mais proeminente ,chamada de crista muscular mediana, durante o processo de expansão dos ventrículos. Embora o septo ventricular muscular continue a se desenvolver, o fechamento do forame interventricular (forame ventricular primário) não ocorre até a 8 a semana de desenvolvimento. Se a fusão do septo ventricular muscular com o complexo mesenquimal atrioventricular ocorresse mais cedo, o ventrículo esquerdo seria fechado do trato de saída ventricular. Ao mesmo tempo que o septo ventricular muscular está se formando, o miocárdio começa a se espessar e são desenvolvidas as cristas ou trabéculas miocárdicas na parede interna de ambos os ventrículos. A trabeculação tem início aproximadamente na 4 a semana de desenvolvimento, com projeções ou cristas formandose inicialmente na curvatura externa do coração. Essas cristas trabeculares se transformam em lâminas trabeculares fenestradas, enquanto cardiomiócitos externos adjacentes ao epicárdio rapidamente proliferam, formando uma camada externa compacta de miocárdio. A parte membranosa do septo ventricular é proveniente do coxin endocárdico. A via de saída forma a região de saída dos ventrículos esquerdo e direito. O trato de saída pode ser subdividido em trato de saída proximal (cone arterial) que, eventualmente, é incorporado nos ventrículos esquerdo e direito, e no trato de saída distal (tronco arterial), que se divide para formar a aorta ascendente e o tronco pulmonar. A extremidade cranial do trato de saída distal é conectada a uma expansão dilatada denominada saco aórtico. O saco aórtico é contínuo com a artéria do primeiro arco aórtico e também será com as outras quatro artérias do arco aórtico quando elas se desenvolverem. As artérias do arco aórtico formam grandes artérias que transportam sangue para a cabeça e o tronco. image1.png image2.png image3.png