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“Protegemos a congregação quando honramos os que nos servem como líderes”. (Rick Warren) 
O Obreiro e 
seu Ministério
https://www.pensador.com/autor/rick_warren/
 
Liderança Cristã/O Obreiro e o seu ministério 
2 
 
Liderança Cristã 
“Quem pensa que lidera e não tem seguidores, apenas dá 
um passo” 
(John Maxwell) 
O Tema liderança é muito abrangente e extremamente abordado em nossos dias, 
inclusive com o lançamento de dezenas de livros, com a exposição em inúmeras palestras, 
pregações, etc., e para começarmos a entender um pouco 
essa questão, transcrevemos aqui as palavras do Dr. 
Russel Shedd: “Liderança faz a diferença, por sinal uma 
grande diferença, pois ela oferece direção, molda o caráter 
e cria oportunidades. A liderança de alta qualidade será 
encontrada entre os mais valiosos tesouros que qualquer 
comunidade ou organização possui. A liderança de baixa 
qualidade, ao contrário, produz um desperdício trágico e uma frustração caótica. Líderes de 
Deus estão sempre em falta”. É isso mesmo, líderes de Deus estão sempre em falta e 
precisamos investir em material humano se quisermos ter uma liderança sadia em nossas 
igrejas, alcançar a excelência e formar novas gerações de líderes que temam ao Senhor, se 
dediquem à Sua obra e anelem Sua vinda. 
1. O QUE É LIDERANÇA 
A liderança é um esforço de exercer 
conscientemente uma influência especial dentro de 
um grupo, no sentido de levá-lo a atingir metas de 
permanente benefício, que atendam as necessidades 
reais do grupo. E esse líder exerce uma influência 
especial, que não é forçada sobre as pessoas, pois 
os liderados depositam confiança nesse líder, 
convencidos de que com ele e por meio dele objetivos 
serão alcançados, para a glória de Deus. 
O líder trabalha para atingir uma meta com a 
cooperação de outras pessoas. E o processo necessário para se conseguir a cooperação 
delas pode ser aprendido e desenvolvido. O líder motiva outros para participarem, 
envolvendo-os num projeto comum. 
2. UM CHAMADO À LIDERANÇA 
Deus está chamando líderes, nem detentores de poder. Não está chamando artistas, 
muito menos peritos em congratulações mútuas. Nem traficantes de influências. Nem 
demagogos exibicionistas, manipuladores de multidões. Deus está chamando líderes!!! 
2.1. A crise de liderança 
A chamada de líderes é necessária porque estamos experimentando uma crise de 
liderança em nosso mundo. É semelhante à crise de liderança espiritual que a Europa do 
século XVIII experimentou. Por toda a Europas os homens estavam saudando o 
desaparecimento do Cristianismo. Mas, havia um punhado de moços que sabia que o único 
modo de salvar o mundo da destruição iminente era a volta à mensagem. Homens como 
 
Liderança Cristã/O Obreiro e o seu ministério 
3 
 
John e Charles Wesley1, além de George Whitefield2 que se converteram em evangelistas 
flamejantes e levaram o evangelho por toda a Grã-Bretanha e América. Esta liderança 
evangélica produziu um impacto positivo no mundo inteiro. John Howard promoveu a reforma 
de prisões na Europa. No século seguinte J. Hudson Taylor3 fundou a Missão do Interior da 
China, que, em 1910, já havia enviado 968 missionários. 
2.2. A Nova Liderança 
Como será essa liderança que esses novos cidadãos do mundo terão? Será honesta ou 
corrupta? Estará se sacrificando ou se enriquecendo? Será humilde ou arrogante? 
As sociedades de nosso mundo, em todos os seus níveis, clamam por uma liderança 
eficiente – em nosso sistema educacional, na política internacional, em nossas igrejas cristãs. 
As massas buscam uma verdadeira liderança. O mundo não necessita de um elenco de 
elitistas que falem de amor e compaixão enquanto se mantém isolados das pessoas de carne 
e osso. O mundo está à procura de líderes, entregue nas mãos de Deus e compassivamente 
interessados pelo povo. 
3. DISCIPULADO E RENDIÇÃO 
 “É parte de nossa disciplina de humildade que não devamos guardar 
nossa mão sempre que possa prestar serviço e que não devamos 
assumir que a disponibilidade de horário esta ali para que nós mesmos a 
gerenciemos, mas permitir que seja organizada por Deus”. 
 (Dietrich Bonhoeffer, Llfe Toghether - Vida em Comunhão) 
 3.1. Discipulado: 
 O que necessitamos não é de novos pioneiros e desbravadores que nos guiem ao futuro, 
mas sim de discípulos autorizados, canais do poder do Espírito para trazer as pessoas à 
presença de Deus e ao seu Reino. Precisamos de líderes que modelem a maneira de se 
submeter a Deus e que recebam a força e purificação de Deus para o serviço no mundo. É 
animador sentir-se forte, competente e no comando, mas não há poder espiritual verdadeiro 
nisso, nem habilidade para materializar a realidade do Reino de Deus. A liderança vivificadora 
flui da dependência profunda naquele que fortalece, purifica, guia e vivifica nosso viver. 
Em suma, o que precisamos é de discipulado, antes de qualquer aspiração à liderança. 
Os líderes que precisamos necessitam modelar a maneira de seguir a Cristo, de viver sob o 
governo de Cristo e de buscar a semelhança de Cristo, ao depender confiantemente de Deus. 
3.2. O Caminho para o Poder do Líder: Rendição 
Render-se é a maneira pela qual podemos nos livrar das amarras da "carne". O problema 
da carne pode ser ilustrado por meio da analogia de como conduzir um carro. Quando 
vivemos segundo a carne, nossas mãos seguram tão firmemente a direção de nossa vida, e, 
 
1 John Wesley (Epworth, Inglaterra, 17 de junho de 1703 — Londres, 2 de março de 1791): Foi um clérigo anglicano e teólogo cristão britânico, 
líder precursor do movimento metodista e, ao lado de William Booth, um dos dois maiores avivacionistas da Grã-Bretanha. Charles Wesley (1707 
- 1788) foi o líder do movimento metodista juntamente com seu irmão mais velho John Wesley. Charles é mais lembrado pelos muitos hinos que 
compôs. 
2 George Whitefield, (16 de dezembro de 1714 - 30 de setembro de 1770) foi um pastor anglicano itinerante, que ajudou a espalhar o Grande 
Despertar na Grã-Bretanha e, principalmente, nas colônias britânicas norte-americanas. Seu ministério teve enorme impacto sobre a ideologia 
americana. Conhecido como o "príncipe dos pregadores ao ar livre". 
 
3 James Hudson Taylor (21 de Maio de 1832 – 3 de Junho de 1905) foi um missionário Cristão Protestante Inglês na China, e fundador do China 
Inland Mission (CIM) (agora OMF International). Taylor viveu na China por 51 anos. A sociedade que ele iniciou foi responsável pelo envio de mais 
de 800 missionários ao país que começaram 125 escolas e diretamente resultou na conversão Cristã de 18.000 pessoas. 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Cl%C3%A9rigo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Anglicanismo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Teologia
https://pt.wikipedia.org/wiki/Cristianismo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Reino_Unido
https://pt.wikipedia.org/wiki/Metodismo
https://pt.wikipedia.org/wiki/William_Booth
https://pt.wikipedia.org/wiki/Avivacionista
https://pt.wikipedia.org/wiki/1707
https://pt.wikipedia.org/wiki/1788
https://pt.wikipedia.org/wiki/Igreja_Metodista
https://pt.wikipedia.org/wiki/John_Wesley
https://pt.wikipedia.org/wiki/Hino_%28can%C3%A7%C3%A3o%29
https://pt.wikipedia.org/wiki/16_de_dezembro
https://pt.wikipedia.org/wiki/1714
https://pt.wikipedia.org/wiki/30_de_setembro
https://pt.wikipedia.org/wiki/1770
https://pt.wikipedia.org/wiki/Pastor
https://pt.wikipedia.org/wiki/Gr%C3%A3-Bretanha
https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=OMF_International&action=edit&redlink=1
https://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=OMF_International&action=edit&redlink=1
 
Liderança Cristã/O Obreiro e o seu ministério 
4 
 
por conseguinte, de nossa família e de nosso ministério, que as juntas dos dedos chegam a 
ficar esbranquiçadas. Render-se é soltar a direção e passar a ocupar o banco do passageiro, 
permitindo que Deus ocupe totalmente o lugar de motorista e o controle de nossa vida. 
Participamos da jornada à medida que Deus pede e requer isso de nós, e não 
contraordenamos o que Deus quer. 
Muitos substituema obediência e submissão a Deus pela arrogância do desejo e 
determinação pessoais. Sempre que pensamos sobre o assunto, podemos imaginar a cena 
de um garoto de dois anos berrando: “eu sei fazer sozinho!”. 
Muitos, ou talvez a maioria de nós, provavelmente não vão ao local de rendição e 
submissão por si mesmos. Paulo também não. Ele estava no caminho da morte, mas estava 
totalmente convencido de que servia a Deus — em seu caminho para assassinar cristãos em 
Damasco, com a aprovação de seus superiores religiosos! Esse foi o momento em que o 
Cristo ressurreto o confrontou, o colocou de joelhos e o cegou. Ironicamente, a cegueira física 
de Paulo tornou-se o início de seu despertar para a vida no Espírito, pois ele recebeu a 
verdadeira visão espiritual. Para Paulo, essa visão veio subitamente por meio de um 
resplendor de luz do céu, e foi um choque para os cristãos primitivos encontrar esse homem 
transformado (veja At 9-1-31; 22.1-21; 26.1-23). 
Quando percebemos quão profundamente necessitamos de Deus e nos convencemos de 
que os seus propósitos são muito superiores a nossas preferências, então estamos prontos 
a nos submeter a Deus. O processo é doloroso e muitas vezes não o queremos, mas é 
necessário para se tomar o caminho do ministério de poder pelo Espírito, para formação de 
um líder segundo o coração de Deus. 
4. QUE TIPO DE LÍDER DEUS USA? 
Quando pensamos em um líder, nosso foco recai sobre alguém "que convence seguidores 
de que pode resolver seus problemas de uma forma melhor e mais eficaz do que qualquer 
outra pessoa”. A compreensão do que consiste a liderança, leva-nos a um indivíduo que 
reconhece os problemas, as dificuldades e as necessidades de um grupo. Ele ajuda a 
identificar o que está errado e lidera pessoas no caminho de soluções satisfatórias. Qualquer 
indivíduo que segue um bom líder vive confiantemente. O otimismo penetra qualquer grupo 
que é abençoado com uma liderança piedosa. 
Para um líder guiar, precisa ter autoridade, tanto quanto um automóvel precisa de um 
motor para ser dirigido. Se o líder é escolhido desconsiderando-se os critérios de Deus e os 
valores bíblicos, o grupo e seus propósitos serão postos em perigo. Exemplo claro disso 
foram as trágicas consequências da escolha de Israel, para que Abimeleque reinasse sobre 
eles (Jz 9). A sua história sórdida demonstra o quão é importante fazer a escolha certa. A 
Bíblia oferece grandes exemplos de líderes escolhidos por Deus. Suas personalidades foram 
tão distintas quanto as suas faces e as suas biografias, no entanto, algumas características 
merecem uma consideração especial. 
A liderança depende de algumas qualidades e habilidades, como Moisés desenvolveu e 
aplicou. 
A atual análise de liderança mostra que as excelentes qualidades que Moisés apresentara 
são tão necessárias hoje quanto elas foram três mil anos atrás. Alguns líderes desenvolvem 
certos valores de âmbito pessoal. Por exemplo, James J. Cribbin enfatizou a seguinte lista 
de traços: 
 
Liderança Cristã/O Obreiro e o seu ministério 
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4.1. Desempenho Atual: É a habilidade de desempenhar bem as funções na posição atual 
que uma pessoa se encontra. Moisés recebeu o melhor treinamento e educação disponível 
no Egito. Como pastor das ovelhas de Jetro, ele foi completamente confiável. 
4.2. Iniciativa: É a habilidade de ser um "autoiniciado". Moisés tomou sua posição ao lado 
dos rejeitados escravos hebreus contra o mestre-de-obras egípcio que batia em um 
companheiro hebreu. Caso não tivesse a fibra de um líder, certamente, Moisés não poderia 
ter escolhido se identificar com os oprimidos e ter assassinado o opressor (Êx 2.12-13). 
4.3. Aceitação: É a habilidade de ganhar respeito e vencer a confiança de outras pessoas. 
Moisés levantou a questão de aceitação pelos israelitas desde o começo. Ele sabia que 
quarenta anos passados no deserto do Sinai, tomando conta de ovelhas, não era a 
experiência que a maioria consideraria como algo essencial à liderança (Êx 3.11). Deus usara 
de pragas e da função mediadora de Moisés, infligindo aqueles julgamentos milagrosos, para 
ganhar o respeito dos egípcios e também o dos israelitas. 
4.4. Comunicação: É a habilidade de articular claramente o propósito e os alvos do grupo. 
Embora Moisés acreditasse que não tinha eloquência, tendo sido afligido com uma "boca 
pesada” (Ex 4.10) durante o curso de sua vida, ele exibiu uma habilidade de comunicação 
incomum. A habilidade "de ter acesso" às pessoas em vários níveis precisa fazer parte das 
funções de um líder. Em várias ocasiões, Moisés teve que responder às murmurações e as 
incredulidades dos israelitas com argumentos válidos e decisões persuasivas. Mais 
importante ainda, ele foi especialmente perito em comunicar-se com Deus. Considere a 
exposição do autor da conclusão de Deuteronômio: "Nunca mais se levantou em Israel 
profeta algum como Moisés, com quem o SENHOR houvesse tratado face a face" (Dt 34.10). 
Um homem de oração é a exigência básica para a liderança cristã. 
4.5. Análise e discernimento: É a habilidade de alcançar conclusões idôneas baseadas na 
evidência. Moisés julgou corretamente a criação do bezerro de ouro, e a sua adoração, como 
repúdio a Deus. De alguma forma, Arão não demonstrou a habilidade para analisar o pedido 
da liderança israelita. Sua análise foi tristemente prejudicada pela falta de discernimento, de 
tal forma, que coincidiu com os desejos deles sem qualquer reação negativa (Êx 32.1-6). 
Como um líder deficiente, Arão trouxe destruição à nação. O resultado foi o caos espiritual, 
e milhares morreram como consequência. 
4.6. Realização: É a quantidade e a qualidade de trabalho produzido através do uso efetivo 
do tempo. Mais uma vez Moisés se sobressai nessa categoria. Foi ele que, não somente 
liderou o povo para fora do Egito, mas também, deu a Lei, o tabernáculo e as cerimônias 
pelas quais Israel tinha que se aproximar de Deus e conhecer a sua vontade. 
4.7. Flexibilidade: É a habilidade de adaptar-se a mudanças e de ajustar-se ao inesperado. 
De um príncipe honrado na corte do faraó, a um pastor insignificante no Sinai, até um porta-
voz de Deus e líder de uma nação, Moisés demonstrou tremenda adaptabilidade. Sua 
humildade ímpar o fez verdadeiramente maleável nas curvas e travessas do caminho que 
Deus colocara perante ele. 
4.8. Objetividade: É a habilidade para controlar sentimentos pessoais, uma mente aberta. A 
reação de Moisés, à sugestão de Deus que ele haveria de destruir Israel da face da terra e 
fazer de Moisés uma grande nação, demonstra como este era destituído de sentimentos 
pessoais e de ambições orgulhosas (Êx 32.11-13). Uma breve reflexão mostrará que cada 
uma dessas oito características foram refletidas na liderança de Moisés. 
 
 
Liderança Cristã/O Obreiro e o seu ministério 
6 
 
CONCLUSÃO 
Muitos outros exemplos de princípios de liderança poderiam ser extraídos das histórias 
da vida de homens proeminentes do Antigo Testamento. Porém, esses exemplos 
apresentados devem ser suficientes para destacar o significado do caráter e da maturidade 
espiritual nas vidas daqueles que Deus escolhera para servi-lo como líderes. 
 As circunstâncias de hoje são radicalmente diferentes daquelas que envolviam a vida de 
José, Moisés, Davi e outros grandes homens de Deus, mas os princípios e verdades que 
governaram suas ações e atitudes, ainda podem ser mantidas como verdadeiras para os dias 
de hoje. 
• BRINER, Bob – Os métodos de administração de Jesus 
• SHEDD, Russel Philip – O líder que Deus usa: resgatando a liderança bíblica 
• MEYER, Joyce – A formação de um líder: a essência de um líder segundo o coração de 
Deus 
• HAGGAI, John – Seja um líder de verdade 
• Administração Eclesiástica – Faculdade Gamaliel 
• Halley, H.H. – Manual Bíblico – Vida Nova 
• Dicionário Bíblico de Almeida – Sociedade Bíblica do Brasil 
• Dicionário Bíblico Universal – Editora Vida 
• HORTON, Stanley – Teologia Sistemática Pentecostal – CPAD 
• ROBINSON, Darrel W. – Vida total daigreja – JUERP 
• DODD, Brian J. – Liderança de poder na igreja - CPAD 
• Dicionário Almeida – SBB – 2.ª edição. 
• Bíblia digital ABSVD. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Liderança Cristã/O Obreiro e o seu ministério 
7 
 
O Obreiro e o seu Ministério 
INTRODUÇÃO: 
 O serviço realizado para Deus é certamente um privilégio, uma honra, em face da 
notabilidade do Senhor, Seu caráter e retidão, além de Sua absoluta fidelidade em 
recompensar os que se esforçam para fazer a Sua obra (Sl 58.11; 1 Co 15.58). 
 Trabalhar para o Senhor e também uma tarefa árdua, devido aos desafios e barreiras 
envolvidos no cumprimento das ordens de Deus. A Biblia relata que são poucos os 
trabalhadores da seara (Mt 9.37), ensinando que e necessário rogar ao Senhor da seara para 
arrigementar mais ceifeiros para essa grande tarefa (Mt 9.38). 
 Jesus preparou uma equipe e essa equipe ficou com a responsabilidade de preparar mais 
obreiros para a Obra do Senhor (2 Tm 2.2). A igreja primitiva estava em constante movimento 
nesse sentido (At 6.1-7; 8.5; Fp 2.19;Tt 1.4). 
 1. O MINISTÉRIO NO ANTIGO TESTAMENTO 
O Ministério era restrito a tribo de Levi (Nm 3.5,6; 8.10-13). 
Todos os sacerdotes em Israel eram levitas, isto é, descendentes de Levi por Coate 
(segundo filho de Levi), e Arão. Mas Levi teve outros filhos, cujos descendentes ajudavam os 
sacerdotes, formavam a guarda do Tabernáculo, e o transportavam de lugar para lugar (Nm 
4.2,22,29). 
No tempo de Davi, a família levita achava-se dividida em três classes, cada uma das quais 
estava subdividida em vinte e quatro ordens. 
A primeira classe estava a serviço dos sacerdotes; a segunda formava o coro dos cantores 
do templo; e a terceira constituía o corpo dos porteiros e guardas do templo ( 1Cr 24-26). 
Para sustentar todos esses homens, tinham-lhes sido concedidas quarenta e oito cidades, 
com uma faixa de terra em volta de cada uma delas (Js 21.1-8), e tinham tambem o dízimo 
de todos os produtos e gado do país (Lv 27.30;Nm 35.1-8). 
2. O MINISTÉRIO NO NOVO TESTAMENTO 
2.1. O Ministério no sentido geral: todo crente pode servir ao Senhor, “Mas vós sois o 
sacerdócio real” (1 Pe 2.9). É o ide de Jesus a todos os crentes (Mc 16.15). 
Para servir ao Senhor nesse sentido geral, o homem precisa atender a Sua chamada geral: 
“Vinde a mim” (Mt 11.28). 
2.2. O Ministério no sentido especial: Aqui, o Senhor chama alguns para o serviço do 
ministério.É a sua chamada “Vinde após mim” (Mt 4.19). Essa chamada específica ou 
especial do Senhor para o Ministério, depende da sua escolha (Lc 6.13). 
3. TERMOS APLICADOS AO OBREIRO NO NOVO TESTAMENTO 
3.1. Ministro (1 Tm 4.6). Indivíduo que oficia ou serve outra pessoa, como Josué em relação 
a Moisés (Êx 24.13; Js 1.1). Os ministros de Salomão eram aqueles servos que serviam à 
mesa (1Rs 10.5). O “assistente” a quem Jesus, na sinagoga de Nazaré, passou o rolo de 
Isaías depois de ter lido certa passagem (Lc 4.20); era o ministro, que tinha por obrigação 
abrir e fechar o edificio, distribuir os livros para o culto, e depois colocá-los no seu lugar. 
Geralmente ajudava o princial oficiante. Em 1Tm 4.6 aparece no grego o termo diakonos, 
que significa “servo”, “servidor”. 
3.2. Diácono (At 6.1-6; Fp 1.1; 1 Tm 3.8). Cargo ou função do ministério associado à igreja 
local, significa “servo”. Os diáconos são mencionados com os “bispos” da igreja filipense (Fp 
1.1). Há claros indícios dos diáconos fazendo parte regular da organização da igreja. 
 
Liderança Cristã/O Obreiro e o seu ministério 
8 
 
Vemos a importância dessa função desde sua instituição em Atos 6.1-6, e muito mais 
porque o Senhor Jesus e mostrado como àquele que estava para “servir” (gr. Diakonêsai). 
3.3. Presbítero (1 Tm 5.17; Tt 1.5; 1 Pe 5.1). No grego o termo é presbuteros, que quer dizer 
uma pessoa madura, sábia, experiente. 
O teólogo Louis Berkhof sugere que a palavra “presbítero” ou “ancião” surgiu dos anciãos 
que governavam a sinagoga judaica e que o termo foi aproveitado pela igreja. O próprio 
nome, “ancião” com frequência referia-se literalmente aos mais velhos, respeitados pela sua 
dignidade e sabedoria. Nos tempos do NT os presbíteros tambem eram chamados de Bispos 
(At 20.17,28; Tm 3.1-7; Tt 1.5-9) 
3.4. Bispo (At 20.28; 1 Tm 3.1). No grego é episkopos, que quer dizer vigia, supervisor, 
administrador, superintendente. Os bispos desempenhavam funções que comprendiam 
tambem o munus pastoral (1 Tm 5.17).O bispo era dirigente da igreja cristã, e se dedicava 
ao ensino da doutrina e à pregação do evangelho. Nos tempos apostólicos, o bispo cuidava 
de uma igreja local e era tambem chamado de presbítero (At 20.17-28; 1 Tm 3.1-7; Tt 1.5-9). 
Só mais tarde o bispo se tornou responsavel por um grupo de igrejas de determinada região. 
 Provavelmente o ofício prebisterial ou episcopal foi instituído primeira na igreja dos judeus 
(Tg 5.14; Hb 13.7,17), e, então, pouco depois, tambem os gentios. Vários outros nomes são 
aplicados a oficiais, a saber, em Rm 12.8 e 1 Ts 5.12, proistemanoi4 (os que presidem); em 
1 Co 12.28, kubernesis5 (governos), em Hb 13.7,17,24, hegemoneuo6 (guias); e em Ef 4.11, 
poimenas7 (pastores). Claramente se vê que estes oficiais detinham a superintendência do 
rebanho que fora entregue aos seus cuidados. Eles tinham que abastecê-lo, governá-lo e 
protegê-lo, como sendo da própria família de Deus. 
3.5. Pastor (Ef 4.11). No grego é poimen e significa protetor, provedor, guia (em relação ao 
rebanho). 
 O termo “pastor” é usado hoje mais amplamente para quem tem a responsabilidade e 
supervisão espirituais da igreja local. O termo poimen aparece apenas uma vez no NT como 
referência direta ao Ministério do pastor (Ef 4.11). O conceito ou função do pastor, no entanto, 
é encontrado por toda a Escritura Sagrada. Conforme sugere o nome, pastor é aquele que 
cuida das ovelhas, conforme o retrato que Jesus faz de si mesmo: o “Bom pastor” – ho 
poimên ho kalos, em Jo 10.11 ss. 
4. O MINISTÉRIO É UM DOM, E NÃO UM CARGO 
 O autêntico ministério evangélico não é um cargo para ser ocupado, ou uma ocupação, 
mas um dom divino para ser exercido. 
 Um cargo ministerial (como ser presidente de diretoria de igreja) é sufragado e temporário; 
já o dom ministerial é concedido por Deus, e é permanente (Jr 3.15; Ef 3.7; 4.11; 1 Tm 4.14; 
Gl 1.15). 
4.1. O ministério não é profissão. O médico pode ser médico, mesmo sem vocação para a 
medicina, mas um obreiro sem vocação divina, sem chamamento do Senhor para o ministério 
é um desastre em todos os sentidos. 
 
4 "Os que presidem" ARA, "os líderes", que se usa aqui, aparece também em Rm 12.8 referindo-se aos líderes da igreja em Roma; eles são, sem 
dúvida, idênticos àqueles que em outra parte, são chamados pastores, anciãos e bispos. O termo refere-se também a “estar à frente”, “estar sobre”, 
“superintender”, “presidir sobre”, “ser um protetor ou guardião”, “dar ajuda”, “cuidar, dar atenção a”. 
5 “Governo”, “administração”, nesse caso administração eclesiástica. 
6“Ser líder”, “conduzir pelo caminho”, “governar”, “comandar”, “ser governador de uma província”. 
7 O termo poimen tem os seguintes significados: “vaqueiro”, “pastor”; na parábola, “aquele a cujo cuidado e controle outros se submeteram e cujos 
preceitos eles seguem”, “oficial que preside”, “gerente”, “diretor de qualquer assembleia”: “descreve a Cristo, o Cabeça da igreja”, “supervisores 
das assembleias cristãs” . 
 
Liderança Cristã/O Obreiro e o seu ministério 
9 
 
 Se um pai nota que seu filho tem vocação para o ministério, deve ter a necessária 
prudência de esperar até que Deus mostre a mesma coisa a outros servos seus e estes 
vejam a mesma coisa. 
4.2. O ministério não é emprego e nem e hereditário. O modo mundano de funcionamento 
de uma igreja é ter um clérigo profissional realizando o trabalho espiritual. Um ministro 
assalariado, que faz a obra do ministério. O pastor e o executivo principal. O povo não tem 
qualquer ministério. 
 No modelo bíblico para avida da igreja, os membros da igreja convivem num contexto de 
comunhão uns com os outros. No modelo bíblico, o pastor dedica-se a equipar o ministério. 
5. ORDENAÇÃO E SEPARAÇÃO DE OBREIROS (Lc 6.12,13). 
 A partir da escolha dos doze, teve início um aprendizado regular para o grande ofício do 
apostolado. 
 A igreja de hoje precisa ter em mente essa realidade o ordenar e separar obreiros, os quais 
devem ter as seguintes qualificações: 
a) Ter a chamada divina (Hb 5.4). 
b) Ser fiel e idôneo (2 Tm 2.2; Êx 18.21). 
c) Ter maturidade (1 Tm 3.6). 
d) Sabedoria (Ef 1.8; 1.17; Cl 3.16). 
e) Ser exemplo para o rebanho (Fp 3.17; 1 Ts 1.7; 1 Pe 5.3). 
f) Devem ser separados os melhores (At 3.1,2; 1 Cr 19.10). 
5.1. A investidura dos ministros no oficio. Há dois ritos relacionados com a investidura ou 
instalação. 
5.1.1. Ordenação. Esta pressupõe a vocação e o exame do candidato ao ofício. Pode-se lhe 
chamar, resumidamente, reconhecimento e confirmação públicos da vocação do candidato 
para esse oficio. 
5.1.2. Imposição das mãos. A ordenação é acompanhada pela imposição das mãos. E fato 
patente que havia uma conexão entre ambas andavam nos tempo apostólicos (At 6.6; 13.3; 
1 Tm 4.14; 5.22). Naqueles tempos primitivos, a imposição das mãos implicava duas coisas: 
 Que uma pessoa era separada para certo oficio. 
 Que algum dom espiritual espiritual lhe era conferido. 
6. TIPOS DE CHAMADAS DO OBREIRO 
6.1. A chamada divina. Quando é Deus que chama, Ele o faz de maneira inconfundível, 
como no caso de Paulo (At 9.15). 
6.2. A chamada humana. Do tipo “vem para cá”, sem Deus ter qualquer participação. 
6.3. A chamada própria. Isto é, a própria pessoa se oferece, sem Deus ter qualquer 
participação no caso. 
• O exemplo de Ló: 
• Abraão foi de fato chamado por Deus (Gn 12.1). 
• Ló simplesmente “foi com ele”, é o que diz a Biblia (Gn 12.1; 13.1,5). 
• Há muitos obreiros essa situação: apenas seguindo alguém, sem ter qualquer chamada, 
nem direção divina. 
• Ló olhou para a “campina regada” (Gn 1.10). Abraão olhou para “os céus” (Gn 15.5). 
 
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Obs.: Apesar de Ló fazer parte da família de Abraão e o Senhor não o ter proibido de ir com 
ele, fica claro que Ló não foi chamado para executar nenhuma tarefa e não tinha nenhuma 
missão específica. 
• O caso de Davi. Aqui temos um nítido exemplo do que pode ocorrer na chamada do 
obreiro. 
• A escolha de Samuel, o lider: Eliabe (1 Sm 16.6). 
• A escolha de Jessé, o pai: Abinadabe (1 Sm 6.8). 
• A escolha de Deus, o dono da obra: Davi, que nem estava presente, (1 Sm 16.12). Deus 
advertiu Samuel dizendo-lhe: “O homem vê o que está diante dos olhos. Porém o Senhor 
olha para o coração” (1 Sm 16.7). 
6.4. A chamada divina não prepara o obreiro. 
 O crente tendo plena convicção da chamada divina, deve imediatamente procurar equipar-
se e preparar-se no que depender dele. 
 Ninguém quer ficar nas mãos de um médico ou cirurgião que porventura esteja “fazendo 
experiências nas pessoas”. 
7. A MATURIDADE MINISTERIAL 
O exemplo dos discípulos e apóstolos de Jesus mostra a necessidade de amadurecer no 
ministério (Lc 9.1,10). 
As referências que se seguem são todas de Lucas 9: 
• Eram incrédulos e de natureza má (v. 41) 
• Contendiam entre si (v. 46) 
• Eram sectaristas, exclusivistas (v. 49) 
• Eram vingativos, usavam de represália (v. 54). No caso dos “filhos do trovão”, Tiago e 
João, terem sugestionado que os samaritanos fossem consumidos por fogo do céu, pois se 
negaram a dar acolhida a Jesus e seus discípulos, mostrando intolerância e zelo passional 
cego. 
• Eram comodistas (v. 54) 
• Tinham as prioridades invertidas (v. 59) 
• Eram comodistas (v. 61) 
8. PENEIRANDO OBREIROS (Jo 6.53-71). 
8.1. O sermão sobre o pão da vida produziu resultados decisivos. Ele (o sermão) 
transformou em aversão o entusiasmo popular por Jesus e, como uma joeira, separou os 
verdadeiros dos falsos discípulos. Dia a Palavra e Deus em Jo 6.66: “Desde então, muitos 
dos seus discípulos tornaram para trás e já não andavam com ele”. 
8.2. Esse resultado não surpreendeu Jesus. Ele já o esperava; e, em certo sentido até o 
desejava, embora isso o deixasse profundamente entristecido. 
8.3. Jesus estava “peneirando” homens. Só queria discípulos que lhes fossem dados pelo 
Pai, enviados pelo Pai, ensinados pelo Pai, sabendo que so esses permaneceriam em Sua 
Palavra. 
9. TIPOS DE OBREIROS 
9.1. Bons obreiros. A Biblia menciona muitos bons obreiros, cujas vidas nos inspiram e nos 
ensinam. Alguns deles são: 
• Eliézer (Gn 24.2,34) 
 
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• Moises (Nm 12.7; Hb 3.5) 
• Samuel (1 Sm 12.2-5) 
• Daniel (Dn 6.4) 
• Barnabé (At 11.24) 
• Paulo (2 Tm 4.7) 
• Tiquico (Cl 4.7,8) 
• Demétrio (3 Jo v. 12) 
9.2. Maus obreiros. Algumas referências sobre maus obreiros: 
• Nadabe e Abiú (Lv 10.1-10). Eram inovadores. Criaram um culto diferente do estabelecido 
por Deus. 
• Coré e seu grupo (Nm 16.1-3). Rebeldia contra o líder posto por Deus. 
• Urias, o sacerdote (2 Rs 16.10-18). Urias foi o grande inovador da doutrina e dos costumes 
no AT. Foi um fantoche do rei Acaz: “E fez Urias, o sacerdote, conforme tudo quanto o rei 
Acaz lhe ordenara”. (2 Rs 16.16). 
• Geazi (2 Rs 5.20-27). Mercenário e interesseiro. 
• Aimaás, filho de Zadoque (2 Sm 18.19-29). Era conhecido pelo nome e pela pressa, mas 
não tinha mensagem. Ele fez-se mensageiro sem mensagem! 
• Diótrefes (3 Jo vv. 9,10). Esse mau obreiro era: 
✓ Egoísta (v.9). “Procura ter entre eles o primado”. 
✓ Indelicado (v. 9). “Não nos recebe”. 
✓ Maledicente; falava mal dos outros (v. 10). “Proferindo contra nós palavras maliciosas”. 
✓ Autoritário, arrogante, arbitrário (v. 10). “Impede os que querem recebê-los”. 
✓ Perseguidor (v. 10). “E os lança fora da igreja”. 
 Há igrejas em que os obreiros dão mais trabalho do que os membros. 
 Grande parte do tempo das reuniões do Ministério e das Convenções é para tratar e 
resolver problemas de maus obreiros; tempo esse que poderia ser utilizado em algo 
realmente proveitoso. 
10. PERIGOS, TENTAÇÕES E DIFICULDADES DO OBREIRO - 1 Tm 4.16; At 20.28a. 
10.1. A popularidade, a fama. Ela anestesia a pessoaa, principalmente que não está 
preparado para experimentr o sucesso (o neófito e o orgulhoso). Ler 2 Sm 7.8,9; 1 Ts 2.6; Pv 
27.21). 
10.2. A ganância. 
• Está relacionado ao dinheiro. 
• A ganância tem levado muitos obreiros à ruína 
• Nas instruções para o ministério aparece esse assunto (I Tm 3.3; 6.10) 
• Os casos de Balaão, Geazi, Judas Iscariotes. Ler 1 Pe 5.2. 
10.3. Ambição por posição, por cargo (3 Jo v.9). 
10.4. Relacionamento incoveniente com o sexo oposto. 
• Isso leva a cobiça carnal, e por fim, a consumaçao o pecado. O pecado carnal, aos 
poucos leva a pessoas a adormecer espiritualmente, como ocorreu com Sansão (Jz 
16.14,19,20). 
 
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• Davi teve sérios problemas por cauda de uma “escapadinha” (2 Sm 12.10). 
• José fugiu da mulher de Potifar (Gn 39.12). 
• Paulo recomenda a Timóteo que fuja dos desejos da mocidade (2 Tm 2.22). 
10.5. Transigência com o erro, com o mal. 
• É o caso da disciplina bíblica na igreja. 
• E o caso do liberalismo antibíblico e anticristão na igreja. 
10.5.1. Liberalismo no culto  O culto coletivo sem equilíbrio, sem dosagem, sem 
seriedade, sem espiritulidade, sem reverência, vulgar, inferior. 
10.5.2. Liberalismo na disciplina bílica e cristã  Abolição da disciplina bíblica. Cada um 
faz o que quer. Liderança cristã omissa, fraca ou inexistente. 
10.5.3. Liberalismo na música  muita música na igreja hoje não tem qualquer diferença 
da música mundana e ímpia. Pode até haver louvor, mas não há adoração ao Senhor (2 Cr 
29.30). 
10.5.4. Liberalismo no porte pessoal, usos e costumes  Usos, praticas e costumes 
mundanos que dão mau testemunho do Evangelho. Eles apagam parte das diferenças entre 
a igreja e o mundo. 
10.5.5.Imaturidade de todas as formas (Ec 10.16; 1 Tm 3.6). 
10.5.6. A maturidade. 
• É preciso vigilância na maturidade, há perigos nela também (1 Rs 13.1; ! Sm 1.9; 4.18) 
• Saul, Davi e Gideão fracassaram após muitos anos de liderança. 
10.5.7. A negligência espiritual n vida cristã e na obra do Senhor. 
• É a prevaricação tão citada na Bíblia;a inconstância. Ler Gn 49.4; 2 Co 8.6; Rm 12.11. 
10.5.8. O orgulho do obreiro. 
• O orgulho enfraquece a resistência do obreiro. 
• Todo o obreiro deve tomar cuidado com o orgulho e a leviandade (Pv 11.2; 16.5). 
10.5.9. Rebeldia do obreiro contra a vontade de Deus. 
• Há obreiros que so obedecem enquanto são pequenos, quando crescem não se 
submetem, não cedem. 
• Moisés e sua desobediência em Meribá (Nm 20.24). 
• Saul e sua obediência incompleta (1 Sm 15.8 ss). 
10.5.10. O complexo messiânico. 
• O individuo julga-se dono exclusivo da verdade, Deus só fala por meio dele. 
• Quando ele se ausenta, ele acha que não haverá bênçãos sobre o trabalho. 
• Ele acha que se morrer, as coisas vão parar e a obra vai se acabar. 
10.5.11. O complexo de gafanhoto. É o inverso do ponto “K” acima. Nm 11.33. 
11. O SUCESSO DO OBREIRO NO MINISTÉRIO 
Depende basicamente de quatro coisas: 
11.1. Piedade. Em linguagem comum chamamos de espiritualidade. E a vida cheia do 
Espírito Santo e assim cultivada. Da palavra grega eusebeia, que denota reverência, respeito, 
fidelidade a Deus, religiosidade. 
 
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11.2. Fidelidade (2 Tm 2.2; 1 Co 4.2). O povo em geral julga os obreiros pelos dons e dotes. 
Mas Jesus julga-nos pela nossa fidelidade e amor (Mt 25.21). 
11.3. Maturidade. E sabedoria prática nos seus variados aspectos, em nosso viver e agir (Ef 
1.13,14; Cl 1.28). 
11.4. Preparo (2 Tm 2.15). 
O termo “obreiro” aqui, segundo o original, fala de trabalhador, artesão, profissional; o que 
implica conhecimento especializado no seu campo de trabalho. 
O obreiro que não lê, não estuda, não anota, não participa de estudos bíblicos e afins, não 
cursa. Enfim, não tem interesse pela educação e pela cultura, deixa de aprender, para no 
tempo e no espaço, e passa a dizer sempre as mesmas coisas à sua congregação. 
CONCLUSÃO 
 O Antigo Testamento traz uma gama de informações sobre a postura de um homem de 
Deus que serve no ministério, focalizando os levitas como exemplos para o povo do Senhor, 
nos deixando as informações necessárias para entendermos a dinâmica divina no 
relacionamento daqueles os quais chamou para servi-lo. 
 No Novo Testamento observamos que Jesus não considera o sacerdócio levítico como 
foco de seu ministério, mas volta seus interesses para chamar leigos para acompanhá-lo, 
com o intuito claro de enviá-los para uma missão de suma importância, dedicando assim, 
aproximadamente, três anos de esforços e prometendo um revestimento de poder para 
consolidarem a tarefa iniciada pelo próprio Cristo. 
 Desta forma, ainda hoje temos obreiros chamados para a Seara do Senhor, que também 
devem ser treinados, acompanhados e depois enviados para pregarem às nações, fazendo 
assim o ide de Jesus. 
BIBLIOGRAFIA: 
• BRUCE, A.B. – O treinamento dos doze 
• Bíblia Digital ABSVD 
• Bíblia Digital Glow 
• STRONG, James - Nova Concordância Exaustiva de Strong. 
• BURNS, Bárbara/AZEVEDO, Décio de/CARMINATI, Paulo Barbero F. de - Costumes e 
culturas: uma introdução à antropologia missionária/. — 3 ed. — São Paulo: Vida Nova, 1995. 
Baseado na obra de E.A. Nida. 
• PERLMAN, Myer - Conhecendo as Doutrinas da Bíblia – Editora VidaBíblia Digital Glow 
• Nova Concordância Exaustiva de Strong – James Strong 
• Novo Comentario da Bíblia – F. Davidson – Vida Nova. 
• Apostila do Pastor Antôno Gilberto – Seminario do obreiro. 
• Dicionário Bíblico Universal – Editora Vida. 
• Robinson, Darrel W – Vida Total da Igreja – JUERP – 2.ª edição. 
• Horton, Stanley – Teologia Sistemática, uma perspectiva pentecostal – CPAD, 9.ª edição. 
• Berkhof, Louis – Teologia Sistemática. 
• A.B. Bruce – O treinamento dos doze - CPAD.

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