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Sistema Linfático: Funções e Órgãos

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Sistema linfático
Apresentação
O sistema linfático é formado por uma rede de órgãos que geram e transportam o líquido linfático, 
também chamado de linfa. Os vasos sanguíneos dão origem a um sistema inteiramente fechado, e o 
sangue que nele corre não tem contato direto com os tecidos. Entre os tecidos e o sangue, existe 
um líquido intermediário, que é a linfa. Ela se forma graças a duas substâncias: os elementos que 
atravessam e saem pelas paredes dos vasos e os elementos rejeitados e excretados pelas células.
Nesta Unidade de Aprendizagem, você aprenderá sobre o sistema linfático, abordando os órgãos 
que o compõem, além de entender sobre suas características e seu funcionamento.
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Identificar as funções do sistema linfático.•
Descrever as características de capilares, vasos e linfonodos, bem como a localização dos 
principais gânglios linfáticos do corpo.
•
Reconhecer os órgãos do sistema linfático.•
Infográfico
A infecção da garganta, também chamada de tonsilite, ou amigdalite, é caracterizada pela infecção 
dos tecidos linfoides, localizados na região anterior da garganta.
A função desses tecidos linfoides é proteger o organismo contra a invasão de microorganismos, 
evitando que outros tipos de infecções aconteçam. Porém, como é o primeiro órgão a entrar em 
contato com os agentes patógenos, é ele que primeiro fica infectado.
Observe, no infográfico a seguir, os dois tipos de amigdalite, suas causas e sintomas.
Conteúdo do livro
O sistema linfático é responsável por auxiliar no controle volêmico do nosso organismo, além de 
servir de primeira linha de defesa contra microorganismos patógenos que penetram no corpo 
humano.
É representado por alguns órgaos, como baço, timo, entre outros, e contém a linfa, um líquido 
intermediário entre os tecidos e o sangue.
Para compreender melhor o sistema linfático, faça a leitura do capítulo Sistema Linfático, da obra 
Anatomia, base teórica desta Unidade de Aprendizagem.
Boa leitura!
ANATOMIA
Márcio Haubert
Sistema linfático
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
 �  Identificar as funções do sistema linfático.
 � Descrever as características de capilares, vasos e linfonodos, bem como 
a localização dos principais gânglios linfáticos do corpo.
 � Reconhecer os órgãos do sistema linfático. 
Introdução
O sistema linfático é formado por uma rede de órgãos que geram e 
transportam o líquido linfático, também chamado de linfa. Os vasos 
sanguíneos dão origem a um sistema inteiramente fechado, e o sangue 
que nele corre não tem contato direto com os tecidos. Entre os tecidos 
o sangue, existe um líquido intermediário, a linfa, que se forma graças a 
duas substâncias, os elementos que atravessam e saem pelas paredes 
dos vasos e os elementos rejeitados e excretados pelas células.
Neste capítulo, você vai aprender sobre o sistema linfático, conhe-
cendo os órgãos que o compõem, além de entender suas características 
e seu funcionamento.
Funções do sistema linfático
O sistema linfático provavelmente é um dos últimos dos sistemas a ser lem-
brado pelos estudantes nos estudos da anatomia. Isso se dá pelo fato de que 
ele trabalha “silenciosamente” e é um dos mais discretos e esquecidos. Porém, 
você sempre deverá ter em mente que sem o sistema linfático poderia haver 
uma pane em nosso sistema circulatório, além de prejuízo em todo o funcio-
namento de nosso sistema imunológico. Esse humilde sistema é formado por 
duas partes semi-independentes:
 � uma vasta rede de vasos linfáticos;
 � inúmeros órgãos e tecidos linfáticos que percorrem nosso corpo.
Uma das funções dos vasos linfáticos é devolver ao sangue aqueles líquidos 
que, porventura tenham saído do sistema vascular; os órgãos linfáticos, por 
sua vez, contêm células de defesa que desempenham papéis essenciais para 
manter os mecanismos regulatórios de defesa do nosso organismo, além de 
atuar na resistência ao ataque de doenças. A Figura 1 apresenta uma visão 
geral do sistema linfático.
Sistema linfático2
Figura 1. Sistema linfático: uma visão geral da organização dos vasos linfáticos, linfonodos 
e órgãos linfáticos.
Fonte: Martini, Timmons e Tallitsch (2009, p. 609).
3Sistema linfático
Vasos linfáticos: função
Sempre que o sistema circulatório trabalha fazendo o sangue circular pelo 
corpo, gases, nutrientes e excretas são recombinados entre sangue e meio 
intersticial das células (líquido intersticial). Isso ocorre graças aos diferenciais 
de pressão hidrostática e coloidosmótica, que fazem com que os capilares 
sanguíneos liberem forçadamente líquido para fora das extremidades arteriais, 
levando consigo tudo aquilo necessário para alimentar as células, e, em contra-
partida, estimulam a reabsorção da maior parte deste líquido nas extremidades 
venosas, trazendo as excretas celulares. Mas o processo de reabsorção não 
ocorre por completo e, com isso, em torno de três litros de líquido por dia 
se acumulam no meio intersticial, gerando a necessidade de reabsorção do 
mesmo para o sistema circulatório, garantindo o volume sanguíneo suficiente 
para nosso organismo funcionar de forma adequada.
Essa reabsorção é possível através da atuação dos vasos linfáticos, que é 
determinada por um sofisticado sistema de vasos de drenagem que carrega 
o excesso de líquido intersticial proteico, conduzindo-o de volta à corrente 
sanguínea. Você deve saber que toda vez que o líquido intersticial entra nos 
vasos linfáticos ele recebe o nome de linfa, que significa “água clara” (Figura 2).
Figura 2. Relação dos vasos linfáticos e linfonodos com o sistema circulatório. 
As setas indicam a direção do fluxo da linfa ou do sangue.
Fonte: Tortora e Derrickson (2017, p. 425).
Sistema linfático4
Vasos linfáticos: estrutura e distribuição
A cadeia de vasos linfáticos é formada por um sistema de único sentido, no qual 
a linfa flui somente em direção ao coração. Tudo isso tem início nos capilares 
linfáticos, que apresentam diâmetros microscópicos e que se distribuem entre 
células teciduais e capilares sanguíneos em tecidos conjuntivos frouxos do 
organismo. Embora esses capilares linfáticos tenham um espalhamento am-
plificado, estão ausentes nos ossos, dentes, medula óssea e no sistema nervoso 
central. Neste último local, o excesso de líquido intersticial é drenado através 
do líquido cerebrospinal.
Os capilares linfáticos são muito semelhantes aos capilares sanguíneos, 
porém apresentam uma permeabilidade muito superior, devido a duas modi-
ficações estruturais únicas dos capilares linfáticos:
 � capilares linfáticos têm paredes formadas por células endoteliais que 
as deixam firmemente unidas e, em contraponto, as bordas das células 
adjacentes se sobrepõem umas sobre as outras frouxamente, originando 
minivalvas em forma de abas que se abrem facilmente;
 � células endoteliais são ancoradas em estruturas adjacentes graças aos 
filamentos de colágeno, fazendo com que qualquer aumento no volume 
de líquido intersticial force a abertura das minivalvas em vez de provocar 
colapso dos capilares linfáticos.
O que temos com isso é um sistema correlato a portas de vaivém que só 
abrem na direção da parede dos capilares linfáticos, pois se a pressão líquida 
do espaço intersticial for maior do que a pressão dos capilares linfáticos, as 
abas das minivalvas se abrem, deixando a entrada de líquido livre para o 
capilar linfático. Mas, se a pressão for de maior intensidade no interior do 
capilar linfático, as abas das minivalvas endoteliais serão forçadas a fechar 
para evitar refluxo de linfa enquanto a pressão a movimenta ao longo do vaso.
As proteínas livres no líquido intersticial não conseguem entrar sozinhas 
nos capilares sanguíneos, porém entram com facilidade nos capilares linfáticos. 
Essa manobra importante dos capilares linfáticos promove aberturas endote-
liais que permitem a entrada e a circulação dehomólogas às humanas que são 
obtidas por biotecnologia e desempenham nos tecidos diferentes funções, 
desde aceleração da reepitelização até estímulo à síntese de colágeno e elas-
tina. Dentre os mais comuns, podem-se destacar os fatores de crescimento 
epidérmico, EPIfactor® e fator de crescimento associado à insulina. Conforme 
Lima e Lima (2018), no geral esses ativos atuam acelerando o processo de 
reepitelização cutânea, estimulando a cicatrização tecidual. 
2 Condutas estéticas utilizadas nas fases 
pré e pós-operatória de cirurgias plásticas 
estéticas com uso de cosméticos
Considerando-se as opções terapêuticas anteriormente descritas, é possível 
que o profissional de estética estabeleça protocolos de tratamento voltados às 
fases pré e pós-operatória de cirurgia plástica estética utilizando os recursos 
disponíveis de maneira associada, dependendo diretamente do tipo de proce-
dimento cirúrgico realizado.
Antes de elaborar esses protocolos, é necessário que o paciente seja sub-
metido a uma avaliação estética, de modo a conhecer as necessidades do 
tratamento. Muito pacientes chegam até os profissionais de estética na fase 
pré-operatória, que, segundo Borges (2010), compreende o período entre a 
indicação da cirurgia e a sua execução. Nessa fase, o paciente é submetido 
tanto a uma série de exames solicitados pelo médico, quanto a uma avaliação 
estética.
Na avaliação pré-operatória, são analisados os aspectos clínicos gerais 
dos pacientes, incluindo condições de saúde, uso de medicações, hábitos de 
vida, histórico de doenças, além da avaliação da pele (ROMÃO, 2016). Após 
a avaliação, o profissional de estética pode elaborar um plano de tratamento, 
que pode durar tempo variável de acordo com o tipo de cirurgia e os objetivos 
de tratamento. 
Na fase pós-operatória, o paciente deve também ser submetido a uma 
avaliação, considerando-se que as condições teciduais foram alteradas pelo 
procedimento cirúrgico. As condutas nessa fase objetivam melhorar as condi-
ções da pele, prevenir alterações de cicatrização, aliviar a dor e, ainda, acelerar 
o processo de cicatrização tecidual (SOUZA; BENATI, 2019). 
Cuidados da pele no pré e no pós-operatório de cirurgias plásticas18
Essas condutas, em especial as realizadas na fase pós-operatória, depende-
rão das características particulares de cada cirurgia (BORGES, 2010). Por isso, 
todo paciente deve ser submetido à avaliação, de modo que sejam definidas 
as melhores condutas para cada caso. 
A seguir, serão sugeridas algumas condutas estéticas nas fases pré e pós-
-operatória, utilizando-se recursos estéticos associados — incluindo eletro-
terapia, fototerapia e técnicas manuais —, todos eles aliados ao uso de ativos 
cosméticos com diferentes propriedades.
Sugestões de condutas estéticas utilizadas na fase 
pré-operatória de cirurgias estéticas faciais 
Dentre as cirurgias estéticas faciais mais frequentes, destacam-se a ritidoplastia, 
ou lifting facial, a rinoplastia e a blefaroplastia (PINTARELLI, 2019). Nesses 
casos, os protocolos pré-operatórios podem ser aplicados de modo a melhorar 
a hidratação tecidual, esfoliar os tecidos, aumentar a circulação tecidual e, 
ainda, melhorar o tônus, deixando a pele com melhores condições fisiológicas 
(SOUZA; BENATI, 2019).
No Quadro 1, são apresentadas sugestões de protocolos faciais 
pré-operatórios.
Protocolo 1: 
limpeza manual de 
pele e hidratação 
cutânea profunda
Passo 1: realizar a higienização facial com sabonete 
líquido que atenda ao tipo de pele (pele seca, oleosa, 
mista, etc.).
Passo 2: esfoliar a região facial com uso de esfoliante 
cosmético destinado à área facial.
Passo 3: aplicar tônico hidratante.
Passo 4: aplicar ativo emoliente e vapor de ozônio.
Passo 5: realizar a extração manual das lesões.
Passo 6: aplicar recurso de alta frequência de modo 
a incrementar a circulação local e atuar como 
antibacteriano.
Passo 7: aplicar máscara cosmética com ativo especí-
fico para cada biotipo facial, visando à sua revitalização. 
Passo 5: aplicar filtro solar.
Quadro 1. Exemplos de protocolos faciais pré-operatório
(Continua)
19Cuidados da pele no pré e no pós-operatório de cirurgias plásticas
Fonte: Adaptado de Borges (2010) e Oliveira (2014).
Protocolo 2: 
hidratação 
e drenagem 
linfática facial
Passo 1: realizar a higiene da pele.
Passo 2: aplicar ativo esfoliante enzimático.
Passo 3: aplicar tônico hidratante.
Passo 4: realizar a técnica de drenagem linfática facial.
Passo 5: aplicar máscara com ativos que estimulem a 
drenagem de líquidos.
Passo 5: aplicar filtro solar.
Protocolo 3: 
incremento 
da circulação 
e melhora do 
tônus cutâneo
Passo 1: higienizar a face com mousse de limpeza.
Passo 2: aplicar esfoliante cosmético.
Passo 3: aplicar ativo cosmético incentivador da circu-
lação local.
Passo 4: aplicar a técnica de microcorrentes.
Passo 5: aplicar máscara de argila.
Passo 6: aplicar filtro solar. 
Protocolo 4: 
incremento da 
circulação e do 
tônus muscular
Passo 1: higienizar a pele.
Passo 2: aplicar esfoliante enzimático.
Passo 3: aplicar técnica de eletroestimulação nas áreas 
de flacidez muscular.
Passo 4: aplicar sérum com ativos que aumentam a 
circulação.
Passo 5: aplicar filtro solar.
Quadro 1. Exemplos de protocolos faciais pré-operatório
Sugestões de condutas estéticas utilizadas 
na fase pré-operatória de cirurgias estéticas corporais
Em relação às cirurgias plásticas estéticas corporais, citam-se como mais pre-
valentes a mamoplastia, a abdominoplastia, o lifting corporal, os implantes de 
silicone, entre outras. No Quadro 2, são apresentadas sugestões de protocolos 
corporais pré-operatórios.
(Continuação)
Cuidados da pele no pré e no pós-operatório de cirurgias plásticas20
Fonte: Adaptado de Borges (2010) e Oliveira (2014).
Protocolo 1: 
hidratação cutânea 
profunda e aumento 
da circulação
Passo 1: realizar a higiene da pele.
Passo 2: aplicar um esfoliante cosmético e realizar 
movimentos circulares, esfoliando toda a área de 
tratamento.
Passo 3: aplicar a técnica de pressoterapia em 
membros inferiores ou endermologia nas áreas de 
tratamento. 
Passo 4: aplicar um creme de massagem com ativos 
que incrementem a circulação local, podendo asso-
ciar a terapia manual.
Protocolo 2: 
aumento do 
tônus cutâneo
Passo 1: realizar a esfoliação corporal com uso de 
cosmético esfoliante.
Passo 2: após a remoção do esfoliante, aplicar a 
radiofrequência nas áreas que serão submetidas ao 
tratamento cirúrgico e nas áreas adjacentes que este-
jam apresentando quadros de flacidez cutânea.
Passo 3: finalizar com aplicação de spray de ativos 
tonificantes cutâneos. 
Passo 4: fornecer ao paciente orientação sobre o 
uso domiciliar de nutricosméticos com vitamina C e 
agentes antiglicantes em sua formulação.
Protocolo 3: redução 
do edema e melhora 
da circulação
Passo 1: realizar a higiene da pele.
Passo 2: realizar a técnica de drenagem linfática 
manual na área de tratamento.
Passo 3: aplicar máscara de argila nas áreas de 
tratamento.
Protocolo 4: 
aumento do 
tônus muscular
Passo 1: limpar a pele.
Passo 2: aplicar, na área de tratamento, corrente 
excitomotora, que pode ser a corrente russa ou a 
corrente aussie, uma vez que ambas atuam no forta-
lecimento e no aumento do tônus muscular.
Passo 3: aplicação de spray com ativos cosméticos 
tonificantes. 
Quadro 2. Exemplos de protocolos corporais pré-operatório
21Cuidados da pele no pré e no pós-operatório de cirurgias plásticas
Os nutricosméticos também são uma opção de tratamento na fase pré-
-operatória ou, dependendo dos objetivos de tratamento, também na fase 
pós-operatória. Segundo Cabral, Benatti e França (2010), os nutricosméticos 
são produtos formulados com vitaminas, minerais, aminoácidos, entre outros 
ativos que agem sinergicamente e são destinados à ingestão por via oral. Eles 
promovem melhora nas condições da pele de dentro para fora e, desse modo, 
podem agir em inúmeras condições cutâneas, incluindo a flacidez de pele, 
principalmente pela açãoantioxidante. Um exemplo de ativo nutricosmético 
com essa finalidade é a vitamina C, que é considerada um dos ativos antio-
xidantes mais potentes. 
Vale lembrar que essas sugestões de protocolos podem ser empregadas 
com base na avaliação do paciente na fase pré-operatória, quando, mediante 
a análise da pele, o profissional definirá quais são as principais necessidades 
nessa fase, escolhendo, assim, a melhor conduta. 
Sugestões de condutas estéticas utilizadas 
na fase pós-operatória de cirurgias estéticas faciais
Veja no Quadro 3 exemplos de protocolos corporais no pós-operatório.
Fonte: Adaptado de Borges (2010) e Oliveira (2014).
Protocolo 1: 
pós-operatório 
de rinoplastia 
Pode-se proceder na fase pós-operatória 
imediata, após a liberação médica, a realização da 
drenagem linfática facial e, em seguida, a aplicação 
de ativos cosméticos com propriedades anti-
inflamatórias por meio da técnica de ionização.
Protocolo 2: 
pós-operatório de 
blefaroplastia
Podem-se empregar as técnicas de microcorrentes, 
associadas a ativos cosméticos antiedematosos 
e anti-inflamatórios, que reduzam o edema 
da área dos olhos, comum na fase pós-
operatória. Em seguida, pode-se aplicar máscara 
de tratamento com ativos drenantes.
Quadro 3. Exemplos de protocolos corporais pós-operatório
Cuidados da pele no pré e no pós-operatório de cirurgias plásticas22
Sugestões de condutas estéticas utilizadas 
na fase pós-operatória de cirurgias estéticas corporais 
Na fase pós-operatória de cirurgias plásticas estéticas, as condutas a serem 
utilizadas dependerão de inúmeras particularidades, como o tipo de cirurgia, 
a técnica utilizada pelo cirurgião, a fase em que o paciente é encaminhado 
para tratamento estético e, ainda, a resposta que o paciente apresenta nessa 
fase. Mas, no geral, em relação ao recurso e ao tipo de cosmético que serão 
escolhidos para serem utilizados, eles podem ser sintetizados da seguinte forma.
 � Fase aguda imediata: compreende as primeiras 12 ou 24 horas após o 
término da cirurgia plástica estética. Contudo, a real duração dessa fase 
depende do tipo de cirurgia e da resposta dos tecidos ao procedimento 
(ROMÃO, 2016). Na fase aguda imediata, geralmente o paciente ainda 
se encontra hospitalizado ou está no ambiente domiciliar, mas com 
orientação de repouso. 
 � Fase subaguda mediata: inicia-se após 24 horas depois do procedi-
mento e dura até as 48 horas (ROMÃO, 2016). Quando o paciente é 
liberado para atendimento estético, são indicados recursos terapêuticos 
que visam a controlar a inflamação, reduzindo a dor, o eritema e o 
edema tecidual. Nesse sentido, empregam-se recursos como drenagem 
linfática manual, microcorrentes e o uso de ativos cosméticos calmantes, 
antiedematosos e anti-inflamatórios. Dentre os ativos cosméticos indi-
cados para essa fase, destacam-se calêndula, camomila, gluconolactona, 
extrato oleoso de calêndula, gluconolactona, vitamina K, β-escina, 
ceramidas, pantenol, etc. 
 � Fase pós-operatória tardia: compreende o período que segue após a 
fase subaguda e continua até a cicatrização completa dos tecidos (RO-
MÃO, 2016). No que diz respeito aos sinais e sintomas inflamatórios, 
em geral, após 21 dias os recursos estéticos utilizados devem estar de 
acordo com a fase de cicatrização tecidual. Nesse caso, indica-se o uso de 
recursos que incrementem a circulação local, aumentem o metabolismo 
e hajam sobre as fibras de colágeno e elastina da pele, melhorando a 
qualidade dos tecidos. Por isso, são indicados ativos regeneradores 
cutâneos e ativos indutores da síntese de colágeno e elastina, como, por 
exemplo, oligossacarídeos da frutose, derivados do ácido glutâmico, 
elastina, Caviar Extract, Slimbuster® L, extrato hidrolisado da soja e 
fatores de crescimento. 
23Cuidados da pele no pré e no pós-operatório de cirurgias plásticas
3 Cuidados cosméticos no pré e no 
pós-operatório de cirurgias plásticas
Os principais cuidados na utilização dos cosméticos pré e pós-cirurgia plástica 
referem-se tanto à aplicação cuidadosa de cada grupo de ativos cosméticos 
em função da fase de tratamento, quanto à segurança dos cosméticos em si 
para evitar efeitos adversos e atingir os benefícios desejados. Devido a isso, 
é importante que o profissional se familiarize com os cosméticos que for 
indicar ao seu paciente, de modo que possa oferecer a ele informações não 
apenas sobre os benefícios, mas também sobre os riscos e cuidados com o 
uso (MARTIN; DEE, 2011). 
Considerando esses parâmetros, alguns grupos de cosméticos serão utili-
zados em fases pré-operatórias, outros, em fases pós-operatórias imediatas, 
e, ainda, há um terceiro grupo de ativos cosméticos, que deve ser utilizado na 
fase de pós-operatório tardio. Isso porque cada classe de cosméticos vai atuar 
na fisiopatologia da regeneração tecidual, de modo a facilitar esse processo e 
evitar o surgimento de complicações na pele. 
Conhecer tanto os principais ativos empregados em cada uma dessas fases 
quanto o seu mecanismo de ação proporciona ao profissional de estética uma 
conduta segura e efetiva em seus protocolos de tratamento. 
Na fase pré-operatória, como o objetivo é melhorar a hidratação da pele, 
esfoliá-la e garantir melhora da circulação tecidual, podem-se empregar cos-
méticos hidratantes, esfoliantes e estimuladores do sistema circulatório. 
Em relação ao uso de hidrantes, é importante que o profissional de estética 
opte por produtos cosméticos que atendam às características da pele do cliente 
(pele seca, oleosa, mista, etc.), o que é evidenciado por meio da avaliação 
cutânea realizada no exame físico pré-operatório.
Quanto à escolha do esfoliante, há, no mercado, produtos cosméticos de 
diferentes granulometrias. Em geral, orienta-se o uso de esfoliantes com 
partículas maiores e mais abrasivas para tratamentos corporais e para peles 
mais espessas. Para esfoliação de áreas faciais ou de outras áreas corporais 
mais sensíveis, como a face, por exemplo, indica-se o uso de esfoliantes com 
partículas menores, considerando-se que nesses locais a pele é menos espessa 
(BORGES; SCORZA, 2016). 
Os ativos esfoliantes podem ser utilizados em diferentes formulações, 
incluindo sabonete líquido com o ativo esfoliante em sua composição, sabonete 
em barra, máscaras, cremes e loções, dependendo da área de tratamento e da 
fase em que esse ativo será utilizado (RIBEIRO, 2010).
Cuidados da pele no pré e no pós-operatório de cirurgias plásticas24
No que diz respeito à escolha do tipo de argila, há à disposição, no mercado, 
uma série de argilas de diferentes cores, sendo que cada uma possui uma com-
posição diferente. De acordo com o tipo de pele, escolhe-se a melhor argila. 
A argila branca pode ser utilizada na fase pré-operatória com o objetivo de atuar 
sobre a pele desidratada. A argila dourada possui ação sobretudo tonificante, 
assim como a argila verde, e ambas podem ser empregadas na fase pré-operatória 
para aumentar o tônus e o metabolismo cutâneo (MILREU, 2012).
Esses ativos cosméticos, além dos recursos de eletroterapia e fototerapia, 
podem ser utilizados de maneira associada em protocolos de tratamento es-
pecíficos da fase pré-operatória. Quando da preparação da pele para cirurgias 
plásticas faciais, o profissional pode agrupar esses recursos em um protocolo 
de limpeza de pele ou hidratação facial (OLIVEIRA, 2014). Na preparação 
da pele para tratamentos cirúrgicos corporais, podem-se empregar protocolos 
de hidratação corporal, com uso de recursos manuais, eletroterapêuticos e 
cosméticos associados.
Vale lembrar que esses grupos de ativos antiedematosos e analgésicos 
devem ser utilizados no pré-operatório mais imediato, enquanto os ativos 
indutores da síntese de colágeno e elastina devem ser utilizados após o término 
da fase inflamatória. 
Além do emprego desses ativos cosméticos nas fases pré e pós-cirurgia 
plástica estética, é primordial que o paciente seja orientado a utilizar filtro 
solar regularmente, em especial após o procedimento.Segundo Juchem et al. 
(1998), a exposição ao sol deve ser evitada após a realização de cirurgias, es-
pecialmente nas áreas de cicatriz. Isso porque, durante o período de maturação 
da cicatriz, aproximadamente nos primeiros seis meses, a exposição solar das 
cicatrizes pode gerar uma hiperativação dos melanócitos, com maior síntese 
de melanina, o que promove o escurecimento da cicatriz. 
Ainda, cabe ao profissional fornecer orientação ao paciente sobre cuidados 
domiciliares com a pele. Nesse sentido, o profissional de estética pode orientar 
o uso de cosméticos no ambiente domiciliar, nessa fase pré-operatória, fazendo 
indicação de ativos que atuam na hidratação e no aumento da circulação san-
guínea. Ativos formulados com óleos vegetais, minerais e animais são ótimas 
opções para melhorar a hidratação cutânea (RIBEIRO, 2010). 
Ácido hialurônico, glicerina e ácido lático são exemplos de ativos que 
melhoram a hidratação cutânea e podem estar presentes em cremes faciais e 
corporais — eles proporcionam aumento da suavidade, maciez e elasticidade 
da pele. Em relação aos ativos que melhoram a circulação sanguínea, biofla-
vonoides de laranja amarga, Aloe vera e Centella asiatica são exemplos de 
ativos a serem inseridos nos cosméticos domiciliares.
25Cuidados da pele no pré e no pós-operatório de cirurgias plásticas
Essas abordagens permitem uma melhor oxigenação da pele, fornecendo a 
ela melhores condições de cicatrização pós-cirúrgica, uma vez que estimulam 
a elasticidade cutânea dos tecidos superficiais e profundos, aumentam a oxige-
nação, a hidratação tecidual, reduzem edema dos tecidos e, ainda, promovem 
um melhor funcionamento geral do organismo (SOUZA; BENATI, 2019).
Além dos cuidados estéticos nas fases pré e pós-cirurgias plásticas estéticas 
convencionais, é necessário que o profissional de estética compreenda também 
alguns cuidados relacionados a procedimentos estéticos médicos realizados 
em consultório, chamados de procedimentos ambulatoriais.
Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (MINIMAMENTE..., 
c2017), esses procedimentos são minimamente invasivos e, por isso, são reali-
zados em consultório. São exemplos desses procedimentos minimamente in-
vasivos peelings químicos mais agressivos, dermoabrasão, microagulhamento, 
preenchimentos, uso de toxina botulínica e laser. Contudo, mesmo sendo menos 
agressivos que cirurgias plásticas estéticas convencionais, tais procedimentos 
também demandam cuidados com a pele nas fases pré e pós-procedimento. 
No que diz respeito a esses cuidados, Lima e Lima (2018) comentam que a 
pele que será submetida a tais procedimentos deve passar por um tratamento 
prévio de hidratação e estímulo à renovação celular, o que pode ser realizado 
no ambiente domiciliar mediante o uso de cosméticos específicos para essas 
finalidades e conforme as orientações fornecidas pelo esteticista.
Em relação ao tempo de tratamento antes do procedimento, em geral, para 
os procedimentos ambulatoriais, os tratamentos tópicos com uso de ativos 
cosméticos costuma ser iniciado de duas a três semanas antes do procedimento. 
Já na fase pós-operatória, é primordial que o paciente faça uso apenas 
de cosméticos recomendados pelo profissional, uma vez que essa orienta-
ção dependerá diretamente do procedimento realizado. Cunha e Ferreira 
(2018) comentam que o uso de ativos cosméticos na fase pós-procedimentos 
é importante para a recuperação cutânea e, sobretudo, atua de modo a evitar 
complicações como a hiperpigmentação inflamatória pós-procedimento. Para 
isso, algumas formulações cosméticas já podem ser utilizadas, na maioria dos 
casos, em um ou dois dias após o procedimento.
Associado ao uso do ativo cosmético, é indicado que o paciente evite a 
exposição ao sol e faça uso regular de filtro solar durante os dias subsequentes 
ao procedimento, evitando, assim, a formação de hipercromias nas áreas de 
tratamento. 
Cuidados da pele no pré e no pós-operatório de cirurgias plásticas26
Além desses ativos, pode-se indicar o uso de alguns produtos cosméticos 
com finalidades calmantes, anti-inflamatórios e antibacterianos na fase pós-
-procedimento, de modo a evitar reações inflamatórias exacerbadas, dor e 
irritação cutânea, bem como reduzir o risco de infecções (LIMA; LIMA, 2018).
Cuidados comportamentais em relação à pele
Além dos cuidados com a escolha e a utilização correta dos ativos cosméticos 
nas fases pré e pós-operatória de cirurgia plástica estética, outros cuidados 
relacionados à pele são importantes. Alguns deles se relacionam com condições 
que interferem no processo de cicatrização tecidual. Dentre esses cuidados, 
podem-se destacar os seguintes. 
 � Evitar a exposição solar excessiva antes do procedimento cirúrgico.
 � Não se expor ao sol após o procedimento cirúrgico, seguindo orien-
tações especificas do médico-cirurgião, que dependem do tipo e da 
localização da cirurgia. 
 � Manter uma ingestão adequada de líquidos, uma vez que a reposição 
hídrica garante uma pele mais hidratada.
 � Não fazer uso de medicamentos sem prescrição médica, considerando 
que o uso de algumas classes de medicamentos também interfere ne-
gativamente na cicatrização tecidual (CAMPOS; BORGES-BRANCO; 
GROTH, 2007).
 � Evitar tabagismo, pois a nicotina, presente no cigarro, gera uma cicatri-
zação tecidual deficiente. Isso porque ela reduz a síntese de novos vasos 
sanguíneos, a deposição de colágeno e, ainda, a força de tração das fibras 
de colágeno geradas (CAMPOS; BORGES-BRANCO; GROTH, 2007).
 � Manter uma alimentação balanceada, considerando que a deficiência de 
alguns nutrientes no organismo retarda a cicatrização pós-operatória, 
especialmente porque reduz a proliferação fibroblástica, a angiogênese 
e a síntese de colágeno. Além disso, pode reduzir a força tênsil da 
cicatriz formada e aumentar as taxas de infecção (CAMPOS; BORGES-
-BRANCO; GROTH, 2007).
 � Fazer uso regular dos cosméticos indicados pelo profissional de estética, 
seguindo a rotina de cuidados orientada pelo profissional.
27Cuidados da pele no pré e no pós-operatório de cirurgias plásticas
Além dessas medidas, vale ressaltar a importância de o profissional de 
estética e o paciente conhecerem alguns fatores que interferem na cicatriza-
ção tecidual e podem intervir de maneira negativa ou positiva nos resultados 
obtidos com as cirurgias plásticas estéticas. 
Alguns desses fatores interferem no processo de cicatrização tecidual, 
retardando o processo de reparo tecidual e predispondo o aparecimento de 
lesões. Dentre os fatores que podem retardar o processo de cicatrização, 
destacam-se os seguintes: presença de infecção, edema persistente, uso in-
correto de curativos tópicos ou produtos cosméticos, deficiências nutricionais, 
obesidade, uso de medicamentos de ação sistêmica, estresse, tabagismo e 
alcoolismo (KEDE; SABATOVICH, 2015). 
Nesse sentido, considerando a ação desses fatores que dificultam a cica-
trização e o fato de que alguns deles estão relacionados a hábitos de vida, 
é necessário que o profissional de estética oriente seu paciente adequadamente, 
quando possível, sobre a mudança desses fatores, que são modificáveis. 
Os procedimentos estéticos — relacionados a recursos de eletroterapia, 
fototerapia, técnicas manuais, uso de cosméticos e, ainda, a orientações de 
cuidados com a pele — realizados na fase tanto pré quanto pós-operatória são 
imprescindíveis na atenção ao paciente submetido à cirurgia plástica estética. 
Isso porque a área da estética dispõe de uma gama de recursos terapêuticos, os 
quais não apenas visam a preparar os tecidos para o procedimento cirúrgico, 
mas também aceleram a recuperação pós-operatória, prevenindo e controlando 
algumas complicações comuns.
ALMEIDA, I. M.; MEJIA, D. P. M. Tratamentos fisioterapêuticos no pré e pós-operatório 
de lipoaspiração no Brasil. 2014. Trabalho de conclusão de curso (Pós-graduação em 
Fisioterapia Dermatofuncional) – Faculdade Ávila, Manaus, 2014.
BORGES, F. S. Dermato-funcional: modalidadesterapêuticas nas disfunções estéticas. 
2. ed. rev. e ampl. São Paulo: Phorte, 2010. 
BORGES, F. S.; SCORZA, F. A. Terapêutica em estética: conceitos e técnicas. São Paulo: 
Phorte, 2016.
CABRAL, A. C.; BENATTI, S.; FRANÇA, A. J. V. O benefício do uso de nutricosméticos em 
tratamentos estéticos associados ao uso de produtos cosméticos. 2010. Trabalho de con-
clusão de curso (Graduação em Cosmetologia e Estética) – Universidade do Vale do 
Itajaí, Balneário Camboriú, 2010. 
Cuidados da pele no pré e no pós-operatório de cirurgias plásticas28
CAMPOS, A. C. L.; BORGES-BRANCO, A.; GROTH, A. K. Cicatrização de feridas. Arquivo 
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para o estudante e para o terapeuta. São Paulo: Manole, 2001.
GUIRRO, E. C. O; GUIRRO, R. R. Fisioterapia dermato-funcional: fundamentos, recursos, 
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KEDE, M. P. V.; SABATOVICH, O. Dermatologia estética. 3. ed. São Paulo: Atheneu, 2015.
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LIMA, E.; LIMA, M. Cirurgia dermatológica cosmética e corretiva. Rio de Janeiro: Guanabara 
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e Pré e pós-operatório) – Faculdade do Centro Oeste Pinelli Henriques, Manaus, 2016.
29Cuidados da pele no pré e no pós-operatório de cirurgias plásticas
Os links para sites da web fornecidos neste capítulo foram todos testados, e seu fun-
cionamento foi comprovado no momento da publicação do material. No entanto, a 
rede é extremamente dinâmica; suas páginas estão constantemente mudando de 
local e conteúdo. Assim, os editores declaram não ter qualquer responsabilidade 
sobre qualidade, precisão ou integralidade das informações referidas em tais links.
SANTOS, I. N. P. et al. O uso da fototerapia no controle do edema no pós-operatório de 
cirurgias estéticas. In: ENCONTRO LATINO AMERICANO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA, 15., 
São José dos Campos, 2011. Anais eletrônicos... São José dos Campos: Univap, 2011. Dis-
ponível em: http://www.inicepg.univap.br/cd/INIC_2011/anais/arquivos/0704_0990_01.
pdf. Acesso em: 24 jun. 2020.
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estética na ação conjunta com o cirurgião plástico, diante das interferências em procedi-
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Balneário Camboriú, 2009.
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pré e pós-operatório de mamoplastia e abdominoplastia: uma revisão de literatura. 
Revista Saberes, Rolim de Moura, v. 9, n. 1, p. 1-11, 2019.
VASCONCELOS, M. G. Princípios de drenagem linfática. São Paulo: Érica, 2015. E-book.
WANCZINSKI, B. J.; BARROS, C. A. D. R.; FERRACIOLI, D. L. Hidratação do tegumento 
cutâneo. Revista Uningá, Maringá, n. 12, p. 171-186, abr./jun. 2007.
Cuidados da pele no pré e no pós-operatório de cirurgias plásticas30
Dica do professor
Os procedimentos em cirurgia plástica realizados ambulatorialmente vêm aumentado nos últimos 
anos, e, dentre as vantagens desse tipo de procedimento, cita-se o menor risco de complicações.
Contudo, mesmo com esse menor risco de complicações, é necessário que alguns cuidados sejam 
tomados nas fases pré e pós- procedimentos, de modo a otimizar os resultados desejados e evitar 
efeitos adversos decorrentes das intervenções.
Considerando isso, o profissional da estética pode-se fazer presente nas fases pré e pós-
procedimento, de modo a estabelecer planos de tratamento que incluam condutas estéticas e 
orientações ao paciente com supervisão médica, permitindo assim resultados mais satisfatórios.
Na Dica do Professor, veja algumas recomendações acerca dos cuidados com a pele antes e depois 
de procedimentos estéticos ambulatoriais em cirurgias plásticas.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do vídeo ou clique no código para acessar.
https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/cee29914fad5b594d8f5918df1e801fd/abff8e1f4b946454bdba3d3c9da63ab0
Na prática
A abordagem do profissional de estética nas cirurgias plásticas é realizada tanto na fase pré-
cirúrgica como na fase pós-cirúrgica, com objetivos e uso de recursos terapêuticos distintos.
Dentre as abordagens, o profissional pode atuar na fase pré-operatória de algumas cirurgias 
corporais, como a abdominoplastia.
Veja, Na Prática, o relato de um caso em que o profissional desenvolveu uma conduta estética pré-
operatória com uso de cosméticos e eletroterapia.
Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino!
 
Saiba +
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor:
Prevenção e tratamento de equimose, edema e fibrose no pré, 
trans e pós-operatório de cirurgias plásticas
O artigo propõe uma abordagem inédita para prevenir e minizar fibroses, edema e equimoses em 
cirurgias plásticas, com abordagens desde o pré-operatório, com utilização de antiglicante, 
nutricosméticos e orientações nutricionais; transoperatório, com uso de taping linfático e espuma 
de contenção; e pós-operatório, com utilização de drenagem linfática manual, microcorrente, LED 
vermelho e taping.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do vídeo ou clique no código para acessar.
O USO DO LASER INFRAVERMELHO E AROMATERAPIA NA 
CICATRIZ HIPERTRÓFICA PÓS ABDOMINOPLASTIA 
ASSOCIADO A MASSAGEM CYRIAX
A cosmetologia é uma ciência que vem desenvolvendo constantemente novos ativos de 
tratamento, incluindo ativos destinados a tratamentos mais recentes. Neste estudo, analisa-se o 
uso de óleos essenciais, associados a outras modalidades de tratamento, no pós-operatório de 
cirurgia plástica.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do vídeo ou clique no código para acessar.
Silicone gel em cicatrizes de cirurgia plástica: estudo clínico 
prospectivohttp://www.rbcp.org.br/details/2165/prevencao-e-tratamento-de-equimose--edema-e-fibrose-no-pre--trans-e-pos-operatorio-de-cirurgias-plasticas
http://docplayer.com.br/187990624-O-uso-do-laser-infravermelho-e-aromaterapia-na-cicatriz-hipertrofica-pos-abdominoplastia-associado-a-massagem-cyriax.html
Dentre as complicações pós-operatórias mais prevalentes em cirurgias plásticas estéticas, está a 
formação de cicatrizes inestéticas. Atualmente, uma nova modalidade de tratamento vem sendo 
utilizada para manejo dessa complicação e inclui o uso de placas de silicone, utilizadas topicamente. 
Este artigo trata desse tema.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do vídeo ou clique no código para acessar.
https://www.scielo.br/j/rbcp/a/gzSBf3fhYKF6jYVznM4Ybqb/?format=pdf&lang=pt
Pós-operatório
Apresentação
O atendimento estético especializado em pós-operatório de cirurgias plásticas é muito importante 
para o retorno mais rápido do paciente às suas atividades de vida diária, bem como para prevenir 
complicações mais graves e promover melhores resultados do procedimento cirúrgico.
O conhecimento do processo de cicatrização e dos principais recursos terapêuticos indicados para 
o tratamento das cicatrizes, dos edemas e das fibroses é fundamental para a boa conduta do 
tratamento, propiciando os melhores resultados e a segurança ao paciente.
Nesta Unidade de Aprendizagem, você vai compreender o processo de cicatrização e conhecer os 
recursos terapêuticos indicados para as cicatrizes, a redução dos edemas e a prevenção das 
fibroses.
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Explicar como ocorre o processo de cicatrização e os recursos indicados para as cicatrizes.•
Descrever os recursos indicados para diminuir o edema.•
Especificar os recursos indicados para prevenir a fibrose.•
Infográfico
As alterações cicatriciais, o edema e as fibroses são intercorrências comuns e que levam a 
alterações na qualidade de vida e na autoestima dos pacientes de pós-operatório de cirurgias 
plásticas. Assim, opções terapêuticas que auxiliem na prevenção e no tratamento dessas 
intercorrências são muito importantes, entre elas o emprego dos recursos eletroestéticos.
Veja, no Infográfico a seguir, os principais recursos eletroestéticos empregados em pós-operatório 
de cirurgias plásticas.
Conteúdo do livro
O aprendizado das fases e dos tipos de cicatrização e cicatrizes, dos principais recursos 
terapêuticos mais adequados para a prevenção e do tratamento das alterações cicatriciais, do 
edema e das fibroses é fundamental para o profissional da área na compreensão das disfunções, 
das opções terapêuticas e dos recursos e, consequentemente, na escolha do plano de tratamento 
mais adequado para cada caso.
No capítulo Pós-operatório, base teórica desta Unidade de Aprendizagem, compreenda o processo 
de cicatrização, conheça os principais recursos estéticos utilizados no manejo das alterações 
cicatriciais, do edema e da fibrose, e identifique os recursos terapêuticos mais empregados para o 
seu tratamento.
Boa leitura.
PRÁTICAS 
INTEGRADAS 
EM ESTÉTICA E 
COSMÉTICA
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
 > Explicar como ocorre o processo de cicatrização e os recursos indicados 
para as cicatrizes.
 > Descrever os recursos indicados para diminuir o edema.
 > Especificar os recursos indicados para prevenir a fibrose.
Introdução
O Brasil é o segundo país do mundo em números de cirurgias plásticas esté-
ticas, conforme dados de 2019 da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica 
Estética (ISAPS, 2020). Devido ao crescimento expressivo de cirurgias plásticas e 
à preocupação das pessoas submetidas ao procedimento, a demanda pela assis-
tência adequada no pós-operatório tem aumentado significativamente. Portanto, 
é muito importante que os profissionais que vão atuar no pós-operatório de 
cirurgias plásticas tenham um conhecimento científico e prático aprofundado 
sobre o processo cicatricial e as técnicas e os recursos terapêuticos empregados 
para a prevenção e o tratamento das intercorrências inerentes ao procedimento.
Neste capítulo, você vai conhecer os aspectos e as necessidades do pós-
-operatório de cirurgias plásticas a partir da compreensão de todo o processo 
cicatricial. Além disso, vai ver os recursos terapêuticos mais indicados para 
cicatrizes, edema e prevenção da fibrose.
Pós-operatório
Arielle Rosa de Oliveira
Processo de cicatrização e recursos 
indicados para cicatrizes
A cicatrização é um processo que envolve diferentes mecanismos bioquímicos 
e fisiológicos e objetiva o reparo tecidual. A cicatrização é dividida em fases, 
conforme o período: coagulativa ou hemostasia, inflamatória, proliferativa 
e remodelação. No entanto, essas fases podem se sobrepor (NALIN, 2016; 
OLIVEIRA; DIAS, 2012).
A fase coagulativa ou hemostasia ocorre imediatamente após a lesão e 
termina em algumas horas, quando há a formação de um coágulo provisório 
na ferida. A partir da lesão, ocorre a deposição de componentes do sangue, 
como plaquetas, fibrina, fibronectina e glicoproteínas. Em seguida, há uma 
vasoconstrição. A fase inflamatória é marcada pela migração de células infla-
matórias, como leucócitos, linfócitos, macrófagos, mastócitos e mediadores 
químicos que levam a uma vasodilatação. Essas células liberam citocinas e 
fatores de crescimento que ativam o processo inflamatório e estimulam a 
formação de colágeno, novos vasos e reepitelização. Isso inicia logo após a fase 
coagulativa e vai até o quarto ou quinto dia (NALIN, 2016; OLIVEIRA; DIAS, 2012).
A terceira fase, a proliferativa, é caracterizada pela formação de tecido 
de granulação, em que há migração endotelial e dos fibroblastos. Ocorre em 
torno de 3 a 21 dias após a lesão. A última fase, a de remodelação, ocorre do 
21ª dia até um ano. Nela, há o amadurecimento dos componentes da matriz 
extracelular (MEC). O colágeno tipo III, por exemplo, é substituído pelo colá-
geno tipo I (NALIN, 2016).
O processo de cicatrização pode ser de primeira, segunda ou terceira 
intenção. O de primeira intenção acontece quando há união das bordas da 
ferida, comumente em incisões cirúrgicas com poucas complicações. O de 
segunda intenção acontece quando há maior decréscimo de tecido e as bordas 
se afastam. O de terceira intenção ocorre quando há o afastamento das bordas 
por processo infeccioso e, assim, é necessário desbridamento e limpeza da 
região para a que a ferida feche (NALIN, 2016).
A cicatriz é definida como um novo tecido conjuntivo e vascularizado que 
substitui uma região lesada por úlcera ou ferida pré-existente (OLIVEIRA; DIAS, 
2012; WOLF et al., 2019). As cicatrizes podem ser classificadas em normotróficas, 
atróficas, hipertróficas ou queloidianas (NALIN, 2016).
Pós-operatório2
 � Cicatriz normotrófica (Figura 1a): a pele da região adquire característica 
muito semelhante à condição antes do trauma, com um bom alinha-
mento das fibras de colágeno.
 � Cicatriz atrófica (Figura 1b): quando ocorre diminuição ou adelgaça-
mento de algumas ou de todas as camadas da pele.
 � Cicatriz hipertrófica (Figura 1c): quando ocorre uma produção exagerada 
de colágeno em decorrência de cirurgias, queimaduras de pele, lesões 
de pele ou quadros inflamatórios, gerando uma elevação da pele que 
não extravasa os limites da ferida e tem grande chance de reversão.
 � Queloide (Figura 1d): quando ocorre hiperproliferação dos fibroblas-
tos, com excesso de colágeno, que pode aparecer após trauma ou 
lesões. É uma elevação brilhante que ultrapassa os limites da ferida. 
Há maior prevalência em africanos, asiáticos e fototipos altos em geral. 
Os lugares mais comuns são: esterno, dorso, cervical posterior, braço 
e pavilhão auricular.
Figura 1. Cicatriz: (a) normotrófica. (b) atrófica; (c) hipertrófica; (d) queloidiana.
Fonte: (a) FotoDuets/Shutterstock.com; (b) Wolf et al. (2019, p. xxxiv); (c) I like to take pictures/
Shutterstock.com; (d) Wolf et al. (2019, p. xxxiv).
A
C D
B
Pós-operatório3
A dificuldade de cicatrização e as possíveis alterações cicatriciais, 
como cicatrizes hipertróficas, pigmentadas ou atróficas, podem 
ser causadas por excesso de tensão ou total imobilização da ferida, processos 
infecciosos, deiscência, deficiências nutricionais (vitamina C, magnésio e zinco, 
por exemplo), doenças e medicamentos (anti-inflamatórios, por exemplo) (NALIN, 
2016; OLIVEIRA; DIAS, 2012).
Recursos terapêuticos indicados para cicatrizes
Existem vários recursos terapêuticos que podem ser empregados na pre-
venção e no tratamento das alterações cicatriciais decorrentes de cirurgias 
plásticas. Entre eles, destacam-se a alta frequência, o laser de baixa potência, 
a massagem e as microcorrentes.
A alta frequência (Figura 2) é um equipamento emissor de faíscas eletro-
magnéticas. O tratamento é realizado por meio de eletrodos de vidro ocos 
com ar rarefeito ou gás (normalmente néon). Com a passagem da corrente, 
ocorre a ionização das moléculas de gás, que ficam fluorescentes. É um tipo 
de corrente alternada de alta frequência, entre 100 e 200 KHz, com tensão 
entre 25.000 e 45.000 V e intensidade de 100 mA. No pós-operatório, esse 
equipamento é muito indicado por seu efeito bactericida, bacterostático, 
fungicida e virucida e por auxiliar no processo de cicatrização pelo aumento 
do aporte sanguíneo para a região (MINAMI, 2016).
O ozônio da alta frequência, liberado entre a superfície da pele e o ele-
trodo de vidro, tem efeito antioxidante, gerando o efeito antisséptico. Não 
há uma padronização em relação ao tempo de aplicação da alta frequência, 
mas normalmente ela é realizada de 3 a 10 minutos na face e 15 minutos em 
regiões de feridas abertas. A intensidade indicada deve ser o faiscamento 
máximo tolerável pelo paciente. As contraindicações incluem uso de marca-
passo cardíaco, gestantes, alterações de sensibilidade e pele com produtos 
inflamáveis (BORGES, 2010).
Pós-operatório4
Figura 2. Alta frequência.
Fonte: puhhha/Shutterstock.com.
O laser (nome que vem do inglês light amplification by stimulated emis-
sion of radiation) de baixa potência auxilia o processo de cicatrização pelos 
efeitos de incremento da atividade e migração celular e do DNA, modulação 
dos fatores de crescimento e decréscimo da atividade das prostaglandinas.
Os lasers de baixa potência ou intensidade mais utilizados são os de 
hélio-neônio (He-Ne), de 632,8 nm, arseneto de gálio (AsGa), de 904 nm, 
alumínio-gálio-indio-fósforo (AlGaInP) e arseneto-gálio-alumínio (AsGaAl), 
conhecidos também como lasers terapêuticos. O laser Nd:YAG de 1064 nm, 
infravermelho, atua cessando a neovascularização das cicatrizes. Por isso, ele 
é muito indicado para cicatrizes hipertróficas. O laser vermelho tem efeito de 
estímulo dos fibroblastos (DAMANTE; MARQUES; DE MICHELI, 2008). As doses 
de energia variam de 2 a 4 j/cm² no aumento do aporte sanguíneo e de 6 a 
8 j/cm² para auxílio na cicatrização (GUIRRO; GUIRRO, 2004).
A aplicação pode ser pontual ou em varredura. Para a aplicação, o profis-
sional e o paciente devem estar com óculos de proteção. Ele também deve ser 
aplicado perpendicularmente à área de tratamento (GUIRRO; GUIRRO, 2004).
As contraindicações do laser incluem gestação, marcapasso cardíaco, doen-
ças cardíacas congestivas, aplicação sobre a região da retina, infecção aguda, 
câncer e epilepsia (SILVA, 1997). Veja a aplicação da laserterapia na Figura 3.
Pós-operatório 5
Figura 3. Laserterapia.
Fonte: Max4e Photo/Shutterstock.com.
A massagem é uma técnica de terapia manual. No pós-operatório de cirur-
gias plásticas, ela é indicada na prevenção das aderências cicatriciais, desde 
que realizada de forma suave sobre a cicatriz, e no tratamento de cicatrizes 
aderentes e hipertrofias, por meio de movimentos com fricção transversa 
profunda ou pinçamento da pele (GUIRRO; GUIRRO, 2004). A massagem é 
contraindicada em casos de flebites, tromboflebites, tromboses agudas, pro-
cessos infecciosos e febre. Ela não deve ser feita sobre lesões de pele abertas 
ou sobre regiões com enxerto de gordura (risco de reabsorção) (SILVA, 1997).
As microcorrentes (Figura 4) são um tipo de corrente subssensorial com 
intensidade em microamperes e de baixa frequência, podendo ser alternada 
ou contínua. Elas têm efeito de normalização sobre o tecido cicatricial e 
podem ser empregadas em casos de deiscência, infecções ou dificuldade de 
cicatrização. Esse recurso estimula a atividade dos fibroblastos e, consequen-
temente, o colágeno e a neovascularização, facilitando o processo cicatricial 
(MARTELLI et al., 2016). As microcorrentes são contraindicadas em casos de 
gestação, marcapasso cardíaco e infecção aguda. Não devem ser aplicadas 
sobre tumores, globo ocular, sino carotídeo e osteomielite (MIYASHITA, 2012). 
No pós-operatório de cirurgias plásticas, é indicado o uso das microcorrentes 
a partir de 24 horas do ato cirúrgico (BORGES, 2010).
Pós-operatório6
Figura 4. Microcorrentes.
Fonte: Olena Yakobchuk/Shutterstock.com.
Recursos indicados para redução do edema
O edema é caracterizado pelo aumento patológico de líquido no espaço 
intersticial (BORGES, 2010). Para reduzir o edema no pós-operatório de cirur-
gias plásticas, diversas técnicas podem ser empregadas, como a drenagem 
linfática manual, o ultrassom e as microcorrentes.
A drenagem linfática manual (DLM) (Figura 5) é um recurso empregado sobre 
o sistema linfático superficial e muito efetivo para a redução do edema no 
pós-cirúrgico. Em geral, utiliza-se, nesse caso, a drenagem linfática manual 
reversa. Para o emprego adequado da drenagem linfática, é fundamental 
o conhecimento da anatomia e fisiologia do sistema linfático, da técnica 
escolhida e das suas contraindicações. O sistema linfático é composto por 
linfa, vasos linfáticos (linfáticos iniciais ou capilares linfáticos, pré-coletores, 
coletores, troncos linfáticos, ducto linfático direito e ducto torácico) e órgãos 
linfoides (linfonodos, timo, baço, medula óssea, tonsilas palatinas e tonsilas 
faríngeas). Existem diferentes técnicas de drenagem linfática, porém determi-
nadas características devem ser respeitadas na sua aplicação, como pressão 
suave e controlada, ritmo lento (em torno de uma manobra por segundo, com 
cinco a dez repetições por manobra) e sentido dos movimentos em direção 
aos linfonodos correspondentes a cada região. A drenagem jamais pode 
provocar aumento de dor, hiperemia e equimoses (FÖLDI; STRÖßENREUTHER, 
2012; GUIRRO; GUIRRO, 2004; GUSMÃO, 2010; VASCONCELOS, 2014).
Pós-operatório 7
A drenagem linfática tem contraindicação absoluta em casos de febre, 
infecções agudas, insuficiência renal crônica, insuficiência cardíaca des-
compensada, trombose venosa profunda aguda, tromboflebite e flebite, 
hipertireoidismo descompensado, síndrome do seio carotídeo, tuberculose 
e linfagite aguda. As contraindicações relativas incluem a hipertensão arte-
rial descompensada, drenar sobre regiões com feridas abertas e diabetes 
descompensado (GUSMÃO, 2010).
A DLM pode ser iniciada de 48 a 72 horas após o procedimento cirúrgico. Em 
pós-operatório de cirurgia plástica, é feita a drenagem linfática reversa, em 
que as manobras de escoamento da linfa são dirigidas pelo trajeto linfático 
alternativo que está íntegro e não pelo clássico, em caso de essas regiões 
estarem lesionadas pelo ato cirúrgico. Por exemplo, em uma abdominoplastia 
clássica, as manobras de drenagem linfática devem ser encaminhadas para 
a região do linfonodo axilar em vez de apenas do quadrante superior para 
região axilar e do quadrante inferior para linfonodos inguinais. Isso acontece 
pois a cicatriz na região abdominal, nesse caso, impede o fluxo adequado da 
linfa para a região inguinal. É indicado utilizar a drenagem linfática reversa 
em até pelo menos 30 dias após o ato cirúrgico, pois nesse período inicia o 
rearranjo dos vasos linfáticos superficiais (GUIRRO; GUIRRO, 2004).
Figura 5. Drenagem linfática manual.
Fonte: Carla Castro/Shutterstock.com.
Pós-operatório8
O ultrassomterapêutico (Figura 6) é um recurso de termoeletroterapia que 
utiliza ondas sonoras por meio de um equipamento com um cabeçote com 
um cristal piezoelétrico dentro de seu interior. No pós-operatório precoce 
de cirurgias plásticas, comumente utiliza-se o ultrassom com frequência 
de 3 MHz, modo pulsado, ciclo de trabalho de 50%, frequência de trabalho 
de 100 Hz e intensidade entre 1 e 1,5 W/cm². Ele é utilizado pelo seu efeito 
pró-inflamatório, acelerando o processo de redução do edema e oferecendo 
melhor nutrição tecidual (BORGES, 2010; GUIRRO; GUIRRO, 2004). O tempo 
de aplicação do ultrassom deve ser calculado conforme o tamanho da área 
que vai receber o tratamento. O tempo é igual à área de tratamento dividida 
pela ERA (área efetiva de aplicação do equipamento). Para a aplicação do 
ultrassom com contato direto na região a ser tratada, utiliza-se gel condutor à 
base de água, com aplicação dinâmica do transdutor (movimentos circulares, 
longitudinais ou transversais) e velocidade lenta e homogênea. Esse recurso 
é contraindicado em casos de marcapasso cardíaco, aplicação direta sobre 
região dos olhos, ouvidos, ovários e testículos, gestação, câncer, flebites, 
tromboflebites e tromboses agudas (SILVA, 1997).
Figura 6. Ultrassom terapêutico.
Fonte: Ultrassom terapêutico (2021, documento on-line).
Pós-operatório 9
As microcorrentes têm efeito de redução do edema por aumentar a 
captação do líquido intersticial para a via linfática (GUIRRO; GUIRRO, 2004). 
O mecanismo de captação ocorre de forma facilitada, pois as microcorrentes 
acentuam a migração das proteínas para o sistema linfático. Esse método 
pode ser aplicado por meio de eletrodos de borracha, adesivos, de prata ou 
em caneta (bastões ou cotonetes). As frequências mais usuais para a atuação 
em nível superficial, que é o caso do sistema linfático, são de 100 a 200 Hz, 
com intensidade de 80 a 100 microamperes (BORGES, 2010).
Recursos indicados para prevenção e 
tratamento das fibroses
A fibrose é caracterizada pelo acúmulo de tecido conjuntivo fibrótico nos 
órgãos ou tecidos em decorrência de um processo de reparação. É comum 
ocorrer fibrose no pós-operatório de cirurgia plástica (PIROLA; BATTISTON; 
GIUSTI, 2011). Os recursos mais utilizados para prevenção e tratamento 
das fibroses incluem massagem desfibrosante, laser, LED, radiofrequência, 
ultrassom e vacuoterapia.
A massagem desfibrosante deve ser iniciada em uma fase mais tardia 
da cicatrização, na fase de remodelamento, pois o tecido precisa estar bem 
aderido, a fim de evitar seromas. O objetivo da massagem desfibrosante é 
reorganizar as fibras de colágeno, reparando a mobilidade do tecido conjuntivo 
e reduzindo as aderências e restrições (MACEDO; OLIVEIRA, 2011).
O laser de baixa potência tem efeito importante na formação de novos 
vasos. Ele é fibrinolítico e anti-inflamatório, tendo, portanto, ação preventiva 
na fibrose. As doses variam de 1 a 3 J/cm² para efeito anti-inflamatório e de 
3 a 6 J/cm² para efeito regenerativo (GUIRRO; GUIRRO, 2004).
O LED (Figura 7) apresenta comprimento de onda de 405 nm (luz azul) até 
940 nm (luz infravermelha). Ele estimula a produção de ATP e proteínas e 
os efeitos antimicrobiano e anti-inflamatório. A associação do LED verde e 
vermelho é um recurso muito indicado em casos de necroses (BORGES, 2010). 
As contraindicações do LED incluem gestantes, glaucoma, imunodeficiências, 
fotossensibilidade, fotorreatividade, uso de medicamentos via oral e tópica 
de derivados da vitamina A e câncer de pele (HTM ELETRÔNICA, 2014).
Pós-operatório10
Figura 7. LEDterapia.
Fonte: RossHelen/Shutterstock.com.
A radiofrequência (Figura 8) é caracterizada por uma onda eletromagnética 
com frequência entre 30 KHz e 300 MHz que se transforma em calor. O emprego 
da radiofrequência no pós-operatório com temperatura de 36 a 38°C tem 
efeito fibrinolítico. Esse método é indicado por seus efeitos no aumento do 
aporte de oxigênio aos tecidos e no auxílio da reorganização das fibras de 
colágeno (BORGES, 2006, 2010; PIROLA; BATTISTON; GIUSTI, 2011). Esse recurso 
é contraindicado em regiões com alterações de sensibilidade, pacientes em 
uso de marcapasso cardíaco, gestantes, infecção aguda, uso de medicamentos 
anticoagulantes, hemofílicos e implantes metálicos (SANTOS; CÂNDIDO; SILVA, 
2013). A associação da radiofrequência seguida da terapia manual é uma ótima 
alternativa no tratamento de fibroses e aderências (BORGES, 2010).
Pós-operatório 11
Figura 8. Radiofrequência.
Fonte: Ihor Bulyhin/Shutterstock.com.
O ultrassom de 3 MHz, no modo contínuo, com intensidade de 1,5 a 
1,8 W/cm², é um recurso auxiliar no tratamento das fibroses e aderências. 
Esse tratamento pode ser iniciado após a fase de proliferação, com o objetivo 
de mobilizar o tecido conjuntivo, e tem efeito tixotrópico (BORGES, 2010; 
GUIRRO; GUIRRO, 2004). O ideal, nesses casos, é a associação do ultrassom 
com recursos como a vacuoterapia e/ou a massoterapia (BORGES, 2010).
A vacuoterapia (Figura 9) utiliza pressão negativa por sucção e pode ser 
aplicada a partir da fase de remodelamento, proporcionando maior elastici-
dade aos tecidos. Deve ser realizada suavemente e com pressão mais baixa 
no pós-operatório (GUIRRO; GUIRRO, 2004). A vacuoterapia é contraindicada 
para transtornos vasculares em alterações, sobre feridas abertas e derma-
tite, câncer, doenças renais, doenças cardíacas congênitas e hipertensão ou 
hipotensão descompensada (SILVA, 1997).
Pós-operatório12
Figura 9. Vacuoterapia.
Fonte: Andrey_Popov/Shutterstock.com.
Referências
BORGES, F. S. Modalidades terapêuticas nas disfunções estéticas: dermato-funcional. 
São Paulo: Phorte, 2006.
BORGES, F. S. Modalidades terapêuticas nas disfunções estéticas: dermato-funcional. 
2. ed. rev. e amp. São Paulo: Phorte, 2010.
DAMANTE, C. A.; MARQUES, M. M.; DE MICHELI, G. Terapia com laser em baixa intensidade 
na cicatrização de feridas — revisão de literatura. RFO — Revista da Faculdade de Odon-
tologia da Universidade de Passo Fundo, v. 13, n. 3, p. 88-93, set./dez. 2008. Disponível 
em: http://seer.upf.br/index.php/rfo/article/view/636/418. Acesso em: 21 set. 2021.
FÖLDI, M.; STRÖßENREUTHER, R. H. K. Princípios de drenagem linfática. 4. ed. Barueri: 
Manole, 2012.
GUIRRO, E. C. O.; GUIRRO, R. R. J. Fisioterapia dermato-funcional: fundamentos, recursos, 
patologias. 3. ed. Barueri: Manole, 2004.
GUSMÃO, C. Drenagem linfática manual: método Dr. Vodder. Rio de Janeiro: Atheneu, 2010. 
HTM ELETRÔNICA. Manual do equipamento Fluence. HTM Eletrônica, 2014. Disponível 
em: https://magazinemedica.com.br/media/images/ProductFile/826a6ab1a4258e2c0
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MACEDO, A. C. B.; OLIVEIRA, S. M. A atuação da fisioterapia no pré e pós-operatório de 
cirurgia plástica corporal: uma revisão de literatura. Cadernos da Escola de Saúde, 
v. 1, n. 5, p. 169-189, 2011. Disponível em: https://portaldeperiodicos.unibrasil.com.br/
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Pós-operatório 13
MARTELLI, A. et al. Microcorrente no processo de cicatrização: revisão de literatura. 
Archives of Health Investigation, v. 5, n. 3, p. 134-139, 2016. Disponível em: https://www.
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MINAMI, F. N. V. B. Limpeza de pele baseada em evidências. In: BORGES, F. S.; SCORZA, F. A. 
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MIYASHITA, V. A. Uso da microcorrente em fisioterapia: revisão da literatura. 2012. Ar-
tigo de Especialização (Curso de Osteopatia e Terapias Manuais) — Centro de Estudos 
Avançados e Formação Integrada, Pontifícia Universidade Católica de Goiás, Goiânia, 
2012. Disponível em: https://ceafi.edu.br/site/wp-content/uploads/2019/06/uso-da-
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NALIN, A. L. Cicatrização. In: BORGES, F. S.; SCORZA, F. A. (org.). Terapêutica em estética: 
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SANTOS, L. P.; CÂNDIDO, R. C. P. G.; SILVA, K. C. C. Fisioterapia dermatofuncional no 
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SILVA, M. T. Eletroterapia em estética corporal. São Paulo: Robe Editorial, 1997.
SOCIEDADE INTERNACIONAL DE CIRURGIA PLÁSTICA ESTÉTICA (ISAPS). Pesquisa global 
mais recente da ISAPS informa aumento contínuo de cirurgias estéticas em todo o mundo. 
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ULTRASSOM terapêutico. Disponível em: https://www.newstar.com.br/index.php/
terapias/massoterapia/ultrassom-terapeutico/. Acesso em: 21 set. 2021.
VASCONCELOS, M. G. Princípios de drenagem linfática. São Paulo: Érica, 2014.
WOLF, K. et al. Dermatologia de Fitzpatrick: atlas e texto. 8. ed. Porto Alegre: AMGH, 2019.
Os links para sites da web fornecidos neste capítulo foram todos 
testados, e seu funcionamento foi comprovado no momento da 
publicação do material. No entanto, a rede é extremamente dinâmica; suas 
páginas estão constantemente mudando de local e conteúdo. Assim, os edito-
res declaram não ter qualquer responsabilidade sobre qualidade, precisão ou 
integralidade das informações referidas em tais links.
Pós-operatório14
Dica do professor
As complicações e as intercorrências no pós-operatório de cirurgia plástica, na maioria dos casos, 
levam a comprometimentos da qualidade de vida e da autoestima do paciente submetido ao 
procedimento. Por isso, a prevenção e o tratamento adequados são essenciais para a melhora 
estética e de qualidade de vida ao paciente. Existem diferentes abordagens terapêuticas estéticas, e 
a escolha do tratamento deve ser sempre individualizada para cada caso, levando em consideração 
inúmeros fatores.
Assim, é muito importante que o profissional da área da saúde estética identifique todas as 
possibilidades de tratamento estético para proporcionar uma melhor assistência com resultados ao 
paciente no pós-operatório de cirurgias plásticas.
Nesta Dica do Professor, veja as abordagens estéticas para o pós-operatório de cirurgias plásticas.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do vídeo ou clique no código para acessar.
https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/cee29914fad5b594d8f5918df1e801fd/9b7dc927464851e47747dca73a27ce6f
Na prática
O tratamento estético do pós-operatório de cirurgias plásticas envolve a escolha dos recursos 
manuais mais adequados para cada caso. Por isso, uma consulta de avaliação bem detalhada do 
paciente é parte fundamental de um bom tratamento.
Veja, neste Na Prática, um estudo de caso abordando o tratamento estético em pós-operatório de 
abdominoplastia.
Saiba +
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor:
Estética no pré e pós-operatório
Assista a este vídeo em que a esteticista e cosmetóloga Roberta Boyd fala sobre a atuação da 
esteticista no procedimento de pré e pós-operatório em cirurgia plástica.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do vídeo ou clique no código para acessar.
A abdominoplastia e a sua cicatrização
Veja, no vídeo a seguir, a esteticista Gabi Tuller explicando a cirurgia plástica de abdominoplastia e 
a cicatrização, ressaltando a importância dos cuidados adequados no pós-operatório e da drenagem 
linfática específica para o pós-cirúrgico.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do vídeo ou clique no código para acessar.
Como cuidar de sua cicatriz no pós-operatório de uma cirurgia 
plástica
No vídeo a seguir, do cirurgião plástico Daniel Facciolli, veja dicas de como cuidar da cicatriz no 
pós-operatório e da abordagem em casos de alterações cicatriciais.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do vídeo ou clique no código para acessar.
https://www.youtube.com/embed/OjwEisOMRhM
https://www.youtube.com/embed/saqGIiWv6Vk
https://www.youtube.com/embed/n_-U2yZ2b44
Atuação do esteticista na cirurgia plástica
Apresentação
A cirurgia plástica estética, nos últimos anos, fez progressos importantes devido a um melhor 
conhecimento dos tecidos, das estruturas anatômicas e à aquisição de novas técnicas. Na cirurgia 
estética, em particular, as intervenções ditas clássicas se modernizaram e os resultados obtidos 
melhoraram.
Isso resultou na necessidade de qualificação e aprimoramento por parte dos profissionais 
envolvidos na realização da cirurgia plástica propriamente dita e nos cuidados que o esteticista 
deverá oferecer ao paciente.
Nesta Unidade de Aprendizagem, você irá aprofundar seu entendimento sobre a atuação do 
esteticista na cirurgia plástica estética, compreendendo o seu papel e sua atuação nas fases de pré 
e pós-operatório.
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Identificar o papel do esteticista nas diversas cirurgias plásticas.•
Descrever as atribuições do esteticista no pré-operatório de cirurgias plásticas.•
Detalhar as atribuições do esteticista no pós-operatório de cirurgias plásticas.•
Infográfico
O cuidado pré-operatório colabora para a realização de um processo de recuperação mais eficaz no 
pós-operatório de cirurgias plásticas, como por exemplo a cirurgia de lipoaspiração, que é um 
procedimento amplamente realizado e que necessita de cuidados.
Diversas são as possibilidades de cuidados que podem ser realizadas nesse período para colaborar 
com a pronta recuperação do paciente e o sucesso do procedimento.
Neste Infográfico, você verá alguns dos cuidados que devem ser tomados no pré-operatório de 
cirurgia de lipoaspiração.
Conteúdo do livro
No Brasil, a realização desse tipo de procedimento tem crescido muito nos últimos anos. Isso leva à 
necessidade dos profissionais de saúde atuarem de forma articulada e em constante atualização, a 
fim de oferecer o melhor cuidado ao paciente.
Algumas ações que o esteticista desenvolve são importantes como métodos de cuidado no pré e no 
pós-operatório de cirurgias plásticas.
No capítulo Atuação do esteticista na cirurgia plástica, da obra Estética aplicada à cirurgia plástica, 
você verá uma descrição sobre a atuação do esteticista nessas situações em cirurgia plástica.
Boa leitura.
ESTÉTICA 
APLICADA À 
CIRURGIA 
PLÁSTICA
Patrícia Viana da Rosa
Atuação do esteticista 
na cirurgia plástica
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
 � Identificar o papel do esteticista nas diversas cirurgias plásticas.
 � Descrever as atribuições do esteticista no pré-operatório de cirurgias 
plásticas.
 � Detalhar as atribuições do esteticista no pós-operatório de cirurgias 
plásticas.
Introdução
A procura por cirurgias plásticas vem crescendo e novos profissionais da 
área da estética estão sendo atraídos para atuar no pré e no pós-operatório 
desses procedimentos. 
A crescente integração do esteticista com outros profissionais da 
saúde, em consultórios e em clínicas de cirurgia plástica, nos cuidados pré-
-cirúrgicos e, principalmente, nos pós-cirúrgicos, tornou-se mais efetiva. 
O esteticista atua de diversas formas e utiliza variados recursos terapêuti-
cos envolvidos nos cuidadosdo paciente que passou por cirurgia plástica.
Por sua formação específica, o profissional da área da estética deve 
estar apto para atender diversas situações típicas do cuidado pré e pós-
-cirúrgico. Assim, o conhecimento adquirido permite a intervenção segura 
e eficiente nesses cuidados. 
Neste capítulo, você vai identificar o papel do profissional esteticista 
nas diversas cirurgias plásticas e descrever suas atribuições no pré e no 
pós-operatório dessas cirurgias.
Papel do esteticista nas cirurgias plásticas
A estética é uma área que estuda o belo e o sentimento que ela desperta nas 
pessoas é, geralmente, tido como sinônimo de beleza (SCHMITZ; LAUREN-
TINO; MACHADO, 2010).
No Brasil, o mercado de beleza e estética é considerado um dos mais 
promissores, pois os clientes estão modificando seus hábitos e tornando esse 
tipo de serviço algo necessário.
A área da estética e cosmetologia se destaca com um aumento na procura 
por serviços específicos — entre eles, as cirurgias plásticas — destinados à 
promoção, à recuperação e à manutenção da saúde da pele, do corpo, da face, 
do couro cabeludo e anexos.
Para Vigarello (2006), o ramo da beleza, no Brasil, está em forte crescimento 
e é associado não só a elementos de estética e beleza, mas também à saúde. A 
Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal Perfumaria e Cosmética 
(ABHIPEC) também destaca a expansão do mercado da beleza nos últimos anos.
Muitos clientes procuram os centros de estética não somente para te-
rem acesso aos serviços de saúde e de beleza, mas para vivenciarem boas 
experiências de bem-estar e de relaxamento. A valorização social do belo 
está interligada com o bem-estar do indivíduo e com a elevada autoestima, 
e a imagem pessoal pode resumir todos os benefícios que o compreendem, 
pois envolve vários trabalhos estéticos, alguns associados à realização de 
procedimentos de cirurgia plástica, como: embelezamento corporal e facial, 
maquiagem, criação e execução de estilos de cabelo, preocupação com vestuário 
e acessórios (VIGARELLO, 2006).
Os procedimentos realizados são destinados à promoção, à recuperação 
e à manutenção da saúde da pele, valorizam, dessa forma, a imagem pessoal 
como um todo e se tornam fatores de elevação da autoestima, da saúde integral 
e da qualidade de vida.
Nos últimos 5 anos, o mercado de estética cresceu 567% no Brasil, passou de 72 mil para 
482 mil profissionais em janeiro de 2015, e se tornou uma das áreas mais promissoras 
da economia do País. O crescimento estimado para o ano de 2018, segundo dados 
da revista Exame, deve movimentar mais de 50 bilhões de reais no Brasil, com uma 
expectativa de crescimento entre 8% a 12% (MERCADO..., 2018, documento on-line).
Atuação do esteticista na cirurgia plástica2
Esse conjunto de serviços no ramo envolve serviços de beleza, serviços 
de estética, de bem-estar, de saúde, de imagem pessoal, entre outros. Os 
diversos profissionais relacionados com o desenvolvimento de procedimentos 
de cirurgias plásticas encontram um campo de atuação em grande expansão.
Contudo, o sucesso no desenvolvimento desse tipo de atividade profissional 
está vinculado a questões como:
 � oferta de serviços diferenciados;
 � excelência do desempenho dos serviços oferecidos;
 � capacitação da equipe de trabalho;
 � atenção às tendências;
 � uso de produtos sustentáveis;
 � investimento em tecnologia e atendimento de serviço;
 � oferta de produtos destinados ao público masculino.
No ano de 2013, o Brasil atingiu a marca de líder mundial em cirurgias 
plásticas, ultrapassou o México e os EUA, e isso gerou uma necessidade de 
profissionais capacitados em pré e pós-operatório, entre outras habilidades.
São destacados como fatores associados à procura por esses procedimentos, 
o aumento da expectativa de vida, o desenvolvimento de novas tecnologias, 
a valorização da melhor aparência e da estética como cartão de visita na 
disputa por emprego e a busca crescente de cuidados com a estética por parte 
dos homens.
Esse cenário torna o mercado mais competitivo, ressalta a necessidade de 
os serviços e os profissionais se adequarem e qualificarem para atender de 
forma diferenciada e com excelência os seus clientes. O desenvolvimento de 
novas tecnologias relacionadas com os procedimentos cirúrgicos e os cuidados 
de pré e de pós-operatório, com opções diversas de intervenções, auxiliam a 
boa recuperação dos pacientes.
Contudo, ressaltamos que essa atuação profissional deverá ser mediada 
pelos aspectos de disciplinam a ética profissional, associada aos atributos 
que a definem: percepção dos conflitos, ação de acordo com a consciência; 
autonomia, posicionamento entre razão e emoção, em que a escolha é autô-
noma; e coerência.
A Federação Brasileira dos Profissionais Esteticistas (Febrape) dispõe 
de forma específica para os esteticistas a regulamentação das profissões de 
técnico em estética e de terapeuta esteticista.
3Atuação do esteticista na cirurgia plástica
No artigo intitulado Código de Ética dos Esteticistas, você irá encontrar informações 
relacionadas à discussão sobre o agir ético na atuação do profissional da área de estética.
https://goo.gl/PKmkRD
Segundo Souza e Araújo (2015), a discussão da ética no contexto da atuação 
do tecnólogo em estética acontece por meio da autonomia, em se decide o que 
deve ou não ser realizado, pela avaliação, pela comunicação, pelo histórico do 
cliente, e sobretudo, pelo atendimento à legislação vigente. Quando o tratamento 
é feito de forma correta, o resultado é satisfatório e os usuários dos serviços 
prestados não hesitarão em procurar o mesmo profissional quando tiver ne-
cessidade. Cabe ao profissional fornecer aos usuários dos serviços todo tipo 
de informação referente ao tratamento estabelecido, aos possíveis resultados 
e riscos, ao tempo aproximado de tratamento e o esclarecimento de dúvidas.
Essa demanda influencia na necessidade de formação de profissionais 
qualificados, por intermédio de cursos específicos relacionados com a atividade 
de estética e cosmetologia.
Associado a esse campo de atuação, diversos profissionais contribuem 
com suas habilidades e capacidades no cuidado, como o educador físico, 
a nutricionista, o médico, o fisioterapeuta, o esteticista e cosmetólogo, o 
biomédico, o farmacêutico, o enfermeiro, etc.
Na condução de um procedimento cirúrgico, o trabalho do profissional 
médico irá nortear as ações a serem desenvolvidas por outros profissionais, 
no que tange o cuidado tanto no pré quanto no pós-operatório.
Segundo Valdameri (2010), um aspecto importante nesse trabalho de cui-
dado, é a capacidade de estabelecer relações e interações entre os diversos 
profissionais, na busca de um cuidado multidisciplinar. Essa condição só se 
faz possível a partir de ações que estimulem, inicialmente, o conhecimento 
do papel de cada profissional, o respeito de seus saberes e práticas de atuação 
e a construção de mecanismos de interação, sejam por meio de reuniões, de 
discussões de caso, de interação por diferentes modalidades de informação, etc.
Esse cenário reforça a demanda por profissionalização e qualificação do 
esteticista. De forma específica, com relação à formação do profissional da 
área de estética, esse processo busca preparar o profissional possibilitando 
uma formação ampla, em que ele atue de forma primordial na área da saúde 
Atuação do esteticista na cirurgia plástica4
preventiva, conceda um desempenho com conhecimentos técnico-científicos, 
capacidade crítica, reflexiva e intelectual, e torne possível a inserção do tec-
nólogo em estética nos campos profissionais da área da saúde (CARVALHO, 
2006).
Intervenção do esteticista no 
pré-operatório de cirurgias plásticas
A atuação do profissional esteticista no pré-operatório de cirurgias plásticas 
está associada a um conjunto de cuidados que podem ser desenvolvidos na 
busca por uma recuperação mais rápida e adequada. 
O tratamento pré-operatório colabora para diminuir o risco de intercor-
rências nopós-operatório de cirurgias plásticas. Embora alguns cirurgiões 
julguem desnecessária a intervenção do esteticista nessa fase, ela é muito 
importante para uma boa recuperação do paciente (BORGES, 2010).
Um dos primeiros aspectos a ser considerado no cuidado pré-operatório 
é a realização de uma avaliação prévia do paciente.
A avaliação pré-operatória deverá compreender aspectos sobre:
 � condição geral de saúde;
 � realização de algum tipo de tratamento prévio ou atual;
 � utilização de medicação (especial atenção para o uso de cosméticos);
 � experiência prévia com cirurgia;
 � tabagismo;
 � uso de bebidas alcoólicas;
 � hábitos de vida (lazer, trabalho, etc.);
 � alimentação;
 � outras informações adicionais.
Em uma consulta pré-operatória, o profissional da área da estética precisa 
avaliar fatores que possam estar relacionados a disfunções estéticas como, 
retrações musculares, deformidades articulares, desvios posturais, que podem 
levar a alterações estéticas e funcionais.
Outro aspecto importante de ser abordado no pré-operatório é a avaliação 
de cirurgias plásticas realizadas anteriormente, pois a presença de fibroses e 
aderências podem permanecer no tecido por anos. Pacientes com a presença de 
fibroses antigas, submetidos à nova intervenção, estão sujeitos a desenvolver 
irregularidades do tecido cicatricial com maior probabilidade. 
5Atuação do esteticista na cirurgia plástica
É importante também avaliar as condições circulatórias (sanguíneas e 
linfáticas) do paciente, pois a presença de edema, de linfedema e de alterações 
secundárias ao fibroedema geloide (FEG), poderão impactar de forma negativa 
na fase de recuperação pós-operatória. No caso de FEG, o paciente deverá ser 
advertido que, ao realizar uma cirurgia de lipoaspiração, por exemplo, essa 
condição provavelmente não será solucionada e poderá até mesmo, em alguns 
casos, ser piorada (BORGES, 2010). Essas condições deverão ser avaliadas e 
tratadas, de preferência antes do procedimento cirúrgico.
Uma maneira de conduzir esse processo de avaliação é fazer uso de um che-
cklist no pré-operatório. De maneira geral, o pré-operatório deverá funcionar 
como uma possibilidade de preparo do paciente, pois, nessa fase, várias dúvidas 
surgem com relação aos cuidados, tanto no próprio pré-operatório quanto no 
pós-operatório (ANGER et al., 2011). 
Alves et al. (2007) relatam que a presença de ansiedade é muito comum 
durante a realização de um procedimento cirúrgico. Alguns fatores relacionados 
a esse comportamento envolvem: 
 � preocupação com lesões que possam ocorrer durante o procedimento 
cirúrgico;
 � receio de dor no período pós-operatório;
 � separação da família;
 � perda da independência;
 � medo de ficar incapacitado;
 � medo de não acordar mais;
 � medo de acordar no meio de uma anestesia;
 � medo do diagnóstico e das complicações. 
Os autores salientam, ainda, que a presença de elevados níveis de ansie-
dade pré-operatória está relacionada a experiências prévias de histórico de 
câncer, de tabagismo, de desordens psiquiátricas, de percepção negativa do 
futuro, de sintomas depressivos moderados a intensos e de presença de dor 
moderada ou intensa.
O paciente deve ter a possibilidade de indagar sobre suas dúvidas e medos, 
além disso, questões como anestesia, duração do procedimento, alterações 
possíveis de serem observadas, período de recuperação, tempo de internação, 
entre outras, costumam ser objeto de dúvida. Isso reforça a necessidade de se 
realizar esclarecimentos e orientações aos pacientes no pré-operatório, para 
orientar e desmistificar conceitos equivocados que possam existir.
Atuação do esteticista na cirurgia plástica6
Complementar a avaliação pré-operatória à orientação busca preparar o pa-
ciente para executar métodos e técnicas, desenvolver hábitos e comportamentos 
que serão objeto do cuidado pós-operatório. A definição dessas orientações 
estará relacionada com o paciente e com o tipo de procedimento a ser executado. 
As dúvidas que forem esclarecidas poderão auxiliar no sucesso da cirurgia 
e evitar o surgimento de possíveis complicações. Por isso é importante que 
o esteticista esteja bem alinhado com a equipe multidisciplinar que irá dar 
suporte ao paciente nas diversas fases do tratamento.
Segundo Gozzo et al. (2012), a utilização de manual educativo poderá 
ser uma estratégia a ser adotada no cuidado pré-operatório. O objetivo é o 
desenvolvimento de um processo educativo que busca compartilhar saberes 
que colaboram na mudança de comportamento e no reforço de aspectos po-
sitivos no cuidado.
Outra estratégia adotada no tratamento pré-operatório é a realização de 
procedimentos que busquem estimular a microcirculação, favorecer as trocas 
metabólicas e diminuir a espessura dos tecidos. Esses objetivos são alcançados, 
principalmente, com a utilização da técnica de drenagem linfática manual, 
a qual permite potencializar os efeitos da drenagem linfática na remoção de 
líquidos e de catabólitos, melhorando a nutrição tecidual e diminuindo edemas 
residuais que possam permanecer.
A drenagem linfática manual é uma técnica que tem como objetivo drenar 
os líquidos intersticiais por meio da captação e da evacuação da linfa. Essa 
prática é essencial no pré-operatório, pois facilita o processo de cicatrização 
(SCHIMMELPFENG; TOKARS, 2011).
A adoção da drenagem linfática poderá estar associada ao uso da pressote-
rapia. Kede e Sabatovich (2015), sugerem que essa técnica deve ser realizada 
associada a uma drenagem manual, pois a mobilização da água pode levar a 
um acúmulo de proteínas. A técnica consiste na massagem pneumática por 
meio do uso de artefatos pneumáticos (botas, luvas, cintas), formados por um 
sistema independente entre si, que infla e desinfla de forma sequencial, ou 
não, com a ajuda de um compressor.
Schimmelpfeng e Tokars (2011) também salientam a importância do uso da 
pressoterapia e da hidratação corporal por meio de massagens com princípios 
ativos que proporcionem hidratação e emoliência do tecido, além da esfoliação, 
com o intuito de diminuir a espessura do tecido.
O uso da drenagem linfática manual pode colaborar na recuperação e 
nos resultados finais de procedimentos cirúrgicos como a lipoaspiração, a 
mamoplastia (aumento ou redução), a abdominoplastia, a blefaroplastia, a 
ritidoplastia, a rinoplastia, entre outros.
7Atuação do esteticista na cirurgia plástica
Neste link, você verá algumas informações sobre cuidados pré-operatórios de 
abdominoplastias.
https://goo.gl/8hnyzA
Outra conduta importante no pré-operatório é o preparo da pele, que poderá 
envolver principalmente o uso de técnicas de limpeza de pele, de esfoliação 
e de hidratação.
A limpeza de pele poderá ser realizada com a utilização de substâncias 
emolientes e de vacuoterapia. Esses procedimentos permitem uma boa higie-
nização da pele e evitam infecções e reações alérgicas. A esfoliação permite 
a retirada de resíduos da camada córnea da pele e, assim, melhora a sua 
permeabilidade. Já a hidratação poderá envolver o uso de microcorrentes, 
de ionização, de alta frequência e de eletroestimulação. E recomendada pela 
melhora da saúde geral da pele e, ainda, por aumentar a elasticidade do tecido 
(BORGES, 2010).
A massoterapia é um recurso benéfico no pré-operatório, pois colabora 
para a melhora da circulação sanguínea e linfática, além de favorecer a pe-
netração de substâncias nutritivas e hidratantes que irão preparar a pele para 
a cirurgia. Permite, ainda, conscientizar o paciente por meio de estímulos 
táteis e produzir relaxamento físico, aliviando, assim, a ansiedade e a tensão. 
Essa técnica, utilizada no período pré-operatório, pode atuar na melhora da 
consciência de posturas adequadas (GUIRRO; GUIRRO, 2010).
Papel do esteticista no pós-operatório 
de cirurgias plásticas
O pós-operatório nada mais é do que os cuidados que devem ser tomados após 
a cirurgia. Normalmente, são cuidados estéticos que aceleram a recuperação 
do organismo. O período do pós-operatóriopartículas maiores, comuns em 
processos inflamatórios (patógenos, microrganismos, restos celulares, vírus, 
bactérias, células cancerígenas, etc.). Esse processo permite que agentes 
patógenos e células cancerígenas usem os vasos linfáticos para percorrer 
todo o corpo, porém essa ameaça fica parcialmente resolvida quando a linfa é 
5Sistema linfático
desviada para os linfonodos, onde recebe uma limpeza destes restos celulares, 
realizada pelas várias células do sistema imunológico.
Nas vilosidades da mucosa intestinal, com formatos de dedos, podemos 
encontrar capilares linfáticos extremamente especializados batizados de lac-
tíferos ou lácteos. Eles recebem esse nome pelo fato de drenarem a linfa das 
vísceras digestivas, que apresenta uma cor branca tal qual o leite, graças às 
gorduras digeridas pelo intestino. A linfa gordurosa desta localidade é chamada 
de quilo e também é direcionada ao sangue pelo sistema linfático.
Toda a linfa percorre capilares linfáticos, fluindo para canais maiores 
e com paredes mais grossas, perpassando vasos coletores até os troncos 
e, finalmente, chegando aos ductos, os maiores em diâmetro. Os vasos 
coletores linfáticos têm as mesmas três túnicas das veias, porém os vasos 
coletores possuem paredes mais delgadas, apresentando mais valvas internas 
e maior número de anastomoses. De uma maneira geral, os vasos linfáticos 
epiteliais seguem ao longo das veias superficiais, ao mesmo tempo em que 
os vasos linfáticos profundos do tronco do corpo e dos órgãos digestórios 
seguem junto das artérias profundas. Anatomicamente, a distribuição dos 
vasos linfáticos varia consideravelmente entre os indivíduos, muito mais 
que os vasos venosos.
A união dos vasos coletores maiores formam os troncos linfáticos, que 
drenam grandes áreas do corpo. Neles, encontramos os troncos principais, que 
são denominados de acordo com as regiões de onde eles coletam linfa: troncos 
pareados lombar, broncomediastinal, subclávio e jugular e o tronco intestinal.
Finalmente, a linfa será liberada em um dos dois grandes ductos da região 
torácica. Para isso, ocorre a drenagem de linfa do braço direito superior, 
do lado direito da cabeça e do tórax pelo ducto linfático direito, enquanto o 
ducto torácico recebe a linfa do restante do corpo, por ter maior calibre e, 
com isso, maior capacidade de drenagem. O ducto torácico surge anterior-
mente às vértebras L1 e L2 na forma de um saco alargado (cisterna de quilo), 
coletando a linfa de dois grandes troncos lombares que, por sua vez, drenam 
os membros inferiores e o tronco intestinal (responsável pela drenagem dos 
órgãos digestórios). Assim que o ducto torácico percorre a parte superior, 
recebe linfa do lado esquerdo do tórax, do membro superior esquerdo e da 
região encefálica. Tudo se encerra com cada ducto terminal esvaziando sua 
linfa na circulação venosa, no encontro da veia jugular interna com a veia 
subclávia (Figura 3).
Sistema linfático6
Figura 3: Vasos linfáticos e sua distribuição.
Fonte: Marieb e Hoehn (2009, p. 682).
Vasos linfáticos: transporte de linfa
O sistema linfático, ao contrário do sistema circulatório, não possui nenhum 
órgão que executa a função de bomba. Quando em condições normais, os 
vasos linfáticos são canos de baixa pressão e os mesmos mecanismos que 
realizam o retorno venoso nos vasos sanguíneos também agem nos vasos 
linfáticos, que são:
 � ação de “ordenha” dos músculos esqueléticos ativos;
 � alterações de pressão no tórax durante a respiração;
 � valvas que evitam o fluxo retrógrado. 
7Sistema linfático
Os vasos linfáticos são geralmente envolvidos em bainhas de tecido con-
juntivo junto aos vasos sanguíneos, e as pulsações das artérias próximas 
auxiliam no fluxo linfático. Fora desses mecanismos, a musculatura lisa das 
paredes dos troncos linfáticos e do ducto torácico se contrai ritmicamente, 
ajudando a bombear a linfa. No entanto, mesmo com isso tudo, o deslocamento 
da linfa é eventual e vagaroso. Aproximadamente três litros de linfa passam 
para a corrente sanguínea por dia, e esse volume é idêntico à quantidade de 
líquido perdida para os espaços teciduais desde a corrente sanguínea no mesmo 
espaço de tempo. Tecidos próximos, com os seus movimentos, são extrema-
mente importantes para impulsionar a linfa ao longo dos vasos linfáticos. Se 
o corpo aumenta seus movimentos, através de atividade física ou do aumento 
dos movimentos passivos, a linfa flui com mais rapidez, compensando a 
maior taxa de perda de líquido do sangue em tais situações. Sendo assim, a 
imobilização de uma parte do corpo inflamada auxilia a retardar o fluxo de 
material inflamatório que partiria desta região.
Com isso, completamos a descrição dos vasos linfáticos, cujas funções 
podem ser resumidas da seguinte maneira:
 � conduzir o excesso de líquido intersticial de volta para a corrente 
sanguínea;
 � carregar proteínas que vazaram de volta ao sangue;
 � transportar gordura absorvida do intestino para o sangue, através dos 
lactíferos.
Você sabe o que é a linfocintilografia? Acesse o link e 
descubra! 
https://goo.gl/UdWaFr 
Sistema linfático8
Células, tecidos e órgãos linfáticos
Você conseguirá entender melhor os aspectos fundamentais do sistema 
linfático conhecendo os componentes dos órgãos linfáticos, incluindo as 
células linfáticas e os tecidos linfáticos, assim como os órgãos que fazem 
parte desse sistema.
Células linfáticas
Com a penetração de microrganismos infecciosos nas barreiras da pele, ocorre 
a proliferação rápida dos mesmos no tecido conjuntivo subjacente. Os micror-
ganismos são combatidos pela atividade inflamatória através dos macrófagos 
e dos linfócitos.
A primeira linha de defesa é formada pelos linfócitos. Eles são originados 
na medula óssea vermelha junto a outros elementos figurados do sangue, como 
os eritrócitos. Após o amadurecimento dos linfócitos, eles se diferenciam 
em células T/linfócitos T e ou células B/linfócitos B e exercem a função de 
proteção contra qualquer corpo estranho identificado pelo nosso corpo, como 
bactérias, vírus, fungos e até mesmo células cancerígenas. A ativação das 
células T geralmente dá conta da resposta imunológica, atacando e destruindo 
diretamente as células infectadas. As células B realizam a proteção do nosso 
organismo através da produção de plasmócitos, células que secretam anticorpos 
no sangue e em outros líquidos corpóreos. A função dos anticorpos será a 
de imobilizar os antígenos até sua total destruição, que ocorre com a ação 
dos fagócitos e também através de outros meios de defesa celular imunitária 
(Figura 4). 
Um papel essencial é exercido pelos macrófagos linfáticos, pois esses atuam 
na proteção do corpo e na resposta imunológica, fagocitando substâncias 
adversas ao organismo e ajudando a ativar os linfócitos T. Da mesma forma 
atuam as células dendríticas, de formato espinhoso, que capturam antígenos 
e os trazem de volta para os linfonodos. Finalizando, as células reticulares, 
semelhantes a fibroblastos, formam uma rede que sustenta os outros tipos de 
células nos órgãos linfáticos.
9Sistema linfático
Figura 4. Tecido reticular em um linfonodo humano. Micrografia eletrônica 
de varredura (1.100×).
Fonte: Marieb e Hoehn (2009, p. 683).
Tecido linfático
O tecido linfático, ou tecido linfoide, é fundamental parte do sistema imuno-
lógico, principalmente porque:
 � abriga e alimenta um sitio de proliferação para os linfócitos;
 � oferece aos linfócitos e macrófagos um local ideal de vigilância. 
A composição do tecido linfático ocorre, principalmente, por tecido conjun-
tivo frouxo, denominado tecido reticular, que predomina em todos os órgãos 
linfáticos, com exceção do timo. Nas fibras reticulares, abrigam-se os macrófagos 
e, nos espaços da rede fibrótica, existe um número grande de linfócitos que se 
esguiam pelas justas paredes das vênulas pós-capilares, favorecendo a travessia 
por esse tecido. O tecido linfático abriga temporariamente os linfócitos que 
saem para realizar sua buscatem início quando o médico 
termina de fazer os pontos ou de fechar a sutura; porém, cada caso é um caso 
e o profissional deverá saber quando é a hora de iniciar o tratamento.
Atuação do esteticista na cirurgia plástica8
Todo procedimento cirúrgico provoca uma agressão ao tecido, e é frequente 
que, no início do pós-operatório, a sensibilidade tátil e dolorosa esteja alterada. 
Em algumas situações, por lesões em terminações nervosas periféricas ou 
por alterações vasculares, a sensibilidade poderá estar abolida no local. Outra 
alteração esperada é a presença de edema na região, decorrente de alterações 
circulatórias. Poderá, ainda, haver hematomas decorrentes dos danos no 
sistema vascular (KEDE; SABATOVICH, 2015).
Outras complicações podem também estar presentes, como infecções, 
alterações vasculares como trombose venosa profunda, alteração cicatricial com 
a formação de queloides, fibrose, aderência, entre outras. Uma estratégia para 
evitar essas complicações, além da correta indicação cirúrgica, é a adequada 
intervenção do esteticista e do restante da equipe que acompanha o paciente 
(SILVA; SANTOS, 2015).
Um conceito importante e amplamente utilizado no cuidado do pós-
-operatório de cirurgia plástica está relacionado com o processo de reparo 
cicatricial. Esse processo é dividido em três fases:
 � fase inflamatória;
 � fase de proliferação;
 � fase de remodelação. 
Em cada uma dessas etapas ocorrem alterações histológicas, vasculares e 
bioquímicas que influenciam no reparo tecidual. A fase inflamatória representa 
a resposta inicial associada à lesão traumática produzida pelo bisturi cirúrgico, 
e tem duração de 72 horas. Já a fase de proliferação envolve a formação de 
um tecido cicatricial imaturo, e tem duração de 3 a 24 dias. E, por fim, a fase 
de remodelação envolve a formação de uma cicatriz definitiva e pode durar 
meses (BORGES, 2010).
Os procedimentos no pós-operatório, então, serão orientados a partir das 
alterações que ocorrem em cada fase de reparo do tecido. Dessa forma, a escolha 
entre as opções das técnicas devem respeitar esses períodos, salientando que 
o número de dias de cada fase é algo aproximado e pode apresentar variações 
de pessoa para pessoa.
Uma das primeiras ações que deve ser desenvolvida pelo profissional 
esteticista no cuidado a esse paciente é a avaliação. Essa avaliação deverá 
identificar a história do sujeito, de forma a garantir a construção de um cuidado 
que respeite a sua individualidade. Deve ser dada especial atenção para os 
aspectos da cicatriz cirúrgica, as condições do tecido, as retrações, a coloração, 
os edemas, entre outros (SILVA; SANTOS, 2015).
9Atuação do esteticista na cirurgia plástica
Borges (2010) salienta que os pacientes, em geral, apresentam grande 
ansiedade no pós-operatório associada a um aspecto desagradável dos tecidos 
após intervenção, à presença de dor, ao edema e à inflamação. O profissional 
esteticista deve atuar para facilitar o processo de cicatrização e prevenir 
aderências que alteram o processo de nutrição tecidual.
Para Guirro e Guirro (2010), os procedimentos na fase pós-cirúrgica envol-
vem um conjunto de técnicas com objetivos distintos, relacionadas a cada caso, 
adequadas à fase de cicatrização do paciente e relacionadas com a capacidade 
de domínio do uso da técnica pelo profissional.
A analgesia pode ser buscada com a utilização de eletroterapia. A eficácia 
de aplicação desse procedimento irá depender dos parâmetros de aplicação 
da corrente, como frequência, intensidade, tempo de aplicação e colocação 
dos eletrodos.
Na fase inflamatória, a crioterapia poderá ser utilizada para a redução do 
edema e diminuição da dor. Essa técnica pode ser utilizada já nas primeiras 24 
horas após a cirurgia. A utilização da crioterapia se torna mais efetiva quando 
associada ao correto posicionamento corporal, normalmente com elevação da 
região afetada para favorecer retorno vascular e linfático, e ao posicionamento 
com repouso relativo, para que não provoque tensão anormal sobre a cicatriz 
cirúrgica, o que poderá acarretar formação de cicatriz hipertrófica.
Outro procedimento que colabora com o processo de alívio da dor, de 
redução do edema e de melhora da cicatrização é a compressão, a qual poderá 
ocorrer de diferentes formas, conforme o local e o tipo de cirurgia. Cintas de 
compressão, ataduras compressivas, adesivos compressivos, modeladores, 
entre outros podem ser utilizados (BORGES, 2010). Em alguns casos, como 
na abdominoplastia, o uso da cinta compressiva é indicado por até 45 dias 
(SILVA; SANTOS, 2015). Nas mamoplatias, a compressão com o uso de 
suspensórios também pode ser utilizada com benefícios ao processo de reparo 
do tecido. A técnica compressiva colabora para a redução do edema, princi-
palmente quando utilizada já a partir das primeiras 24 horas do procedimento 
(GUIRRO; GUIRRO, 2010).
A drenagem linfática manual é uma das técnicas mais utilizadas no pós-
-operatório de cirurgias plásticas. O uso da técnica permite colaborar com a 
redução do edema; porém os movimentos não devem produzir tensões exces-
sivas sobre a cicatriz, pois podem gerar alterações no processo de cicatrização 
por tensão anormal. A técnica é utilizada em diversos tipos de cirurgias como 
em abdominoplastia, em cirurgias da face, entre outras. 
Atuação do esteticista na cirurgia plástica10
Guirro e Guirro (2010) salientam que alguns princípios devem ser obser-
vados para o uso adequado da drenagem linfática manual:
 � evitar tensão excessiva;
 � evitar deslizamentos para não produzir tensões na cicatriz cirúrgica;
 � conhecer a anatomia do sistema linfático e seguir o trajeto que não foi 
interrompido pelo ato cirúrgico;
 � posicionar o segmento elevado para beneficiar-se das forças da gravidade 
no retorno vascular e linfático;
 � usar uma das mãos como fixação de modo a não provocar maior ten-
sionamento na cicatriz cirúrgica.
Os agentes eletroterapêuticos podem ser usados para melhorar a perfusão 
vascular periférica, melhorando a cicatrização. Com esses objetivos, Borges 
(2010) cita o uso das microcorrentes e da iontoforese. As microcorrentes 
são empregadas para a melhora do reparo tecidual; já as correntes contínuas 
podem ser usadas também pelos seus efeitos polares, associados à dispersão 
de agentes farmacológicos e à redução de edemas.
O ultrassom também é utilizado no pós-operatório de cirurgias plásticas. 
Sua utilização, em uma frequência de 3 MHz, na fase inflamatória, permite 
auxiliar na reabsorção de hematomas, diminuindo as chances de formações 
fibróticas e, ainda, melhorando a nutrição celular e reduzindo o edema e a dor. 
Guirro e Guirro (2010) destacam também a neovascularização como efeito do 
ultrassom. Ela gera aumento da circulação, rearranjo e aumento da extensibi-
lidade das fibras colágenas e melhora das propriedades mecânicas do tecido. 
Como agentes auxiliares na melhora da drenagem linfática, a vacuotera-
pia é indicada. O efeito da pressão negativa sobre os tecidos colabora com a 
drenagem linfática, contudo, devido ao seu mecanismo de pressão sobre os 
tecidos, deve ser usada com cautela na fase inflamatória, pois pode favore-
cer a formação de fibroses. Geralmente ,se utilizam pressões de 40 mmHg 
(BORGES, 2010).
Já a massagem pneumática da pressoterapia poderá ser usada associada 
à drenagem linfática manual, como uma estratégia de melhora do retorno 
linfático e venoso. Seu uso é recomendado, principalmente, em casos de 
edemas persistentes, em grandes regiões de abdome e em membros inferiores.
O uso de agentes fototerápicos também faze parte do arsenal de opções de 
procedimentos no pós-operatório. A utilização do laser de baixa intensidade, 
na fase inflamatória, permite auxiliar no reparo do tecido e no estimulo à for-
mação da cicatriz inicial. O mecanismo do laser poderá, ainda, criar um efeito 
11Atuação do esteticista na cirurgia plástica
quimiotáxico, atraindo neutrófilos e macrófagos para a região, que são células 
responsáveis peloprocesso de crescimento da nova cicatriz (BORGES, 2010).
No pós-operatório facial, a intervenção estará baseada em três fases asso-
ciadas ao processo de reparo:
 � Primeira fase — aparecimento de inchaço e de hematomas. O trata-
mento, então, consiste em diminuir esses edemas com a ativação da 
circulação sanguínea e com a oxigenação do tecido operado. 
 � Segunda fase — indicação de combate à instalação de fibrose.
 � Terceira fase — indicação do uso de recursos para prevenção ou di-
minuição da flacidez.
Já no pós-operatório de cirurgia plástica corporal, observando as mesmas 
três fases, teremos, inicialmente, o objetivo de analgesia e de redução do 
edema, com destaque para a drenagem linfática como opção de cuidado. Em 
um segundo momento, estimulação da fase de reparo com a formação do 
tecido de granulação e, na terceira fase, estimulação do tônus e a formação 
da cicatriz definitiva.
No vídeo, a seguir, você verá informações e orientações sobre os cuidados de pós-
-operatório na cirurgia plástica.
https://goo.gl/FhkJGD
É importante ressaltar que esses procedimentos podem ser realizados logo após o 
procedimento cirúrgico, contudo, o profissional esteticista deverá buscar informações 
com o médico para compreender de forma ampla os detalhes do procedimento 
realizado e, com a avaliação do paciente, estabelecer um programa de cuidados 
adequado ao seu cliente.
Atuação do esteticista na cirurgia plástica12
ALVES, M. L. M. et al. Ansiedade no período pré-operatório de cirurgias de mama: 
estudo comparativo entre pacientes com suspeita de câncer e a serem submeti-
das a procedimentos cirúrgicos estéticos. Revista Brasileira de Anestesiologia, Rio de 
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13Atuação do esteticista na cirurgia plástica
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em: . Acesso em: 3 dez. 2018.
Atuação do esteticista na cirurgia plástica14
Conteúdo:
Dica do professor
Um dos procedimentos cirúrgicos mais realizados no Brasil é a mamoplastia, que envolve alteração 
no formato e no tamanho da mama. Os cuidados de pré-operatório e pós-operatório são 
estratégicos para o bom resultado do procedimento.
No caso do pré-operatório, por exemplo, o preparo da pele auxilia muito. Nesse caso, são aplicadas 
técnicas como limpeza de pele, esfoliação e hidratação.
Nesta Dica do Professor, você verá quais os cuidadosdevem ser tomados nos casos de 
mamoplastia.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do vídeo ou clique no código para acessar.
 
https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/cee29914fad5b594d8f5918df1e801fd/0aef016f4fdc29ad1df72507e7f7c29b
Na prática
Um dos procedimentos mais realizados em cirurgia plástica é a abdominoplastia. Sua técnica 
consiste na remoção de tecido da região para adequação do formato. Diante disso, são necessários 
cuidados no pós-operatório, que irão contribuir para o bom resultado da cirurgia.
Veja, neste Na Prática, uma situação relacionada a um caso de abdominoplastia e como se dá a 
atuaçao do esteticista no cuidado.
Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino!
Saiba +
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor:
Estética no pré e pós-operatório
Você verá, neste vídeo, como é a atuação do esteticista no procedimento de pré e pós-operatório 
em cirurgia plástica.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do vídeo ou clique no código para acessar.
A intervenção terapêutica da estética no pós-operatório da 
abdominoplastia
Leia, neste artigo, os efeitos do tratamento com ultrassom, microcorrentes e drenagem linfática 
durante as diferentes fases de reparação tecidual no pós-operatório da abdominoplastia.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do vídeo ou clique no código para acessar.
Drenagem linfática no pós-operatório
Neste vídeo, você verá um relato sobre a utilização da drenagem linfática em pós-operatório e 
outras aplicações.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do vídeo ou clique no código para acessar.
https://www.youtube.com/embed/By6gIGj8gwg
http://tcconline.utp.br/media/tcc/2017/05/A-INTERVENCAO-TERAPEUTICA-DA-ESTETICA.pdf
https://www.youtube.com/embed/KuBwu8FMmew
Lifting faciais e corporais
Apresentação
Com os tratamentos de lifting é possível reverter esteticamente os sinais do envelhecimentocomo 
flacidez cutânea, ptose da pele e rugas, favorecendo o contorno da face ou do corpo. Para isso, são 
realizadas algumas técnicas procuradas por pacientes que desejam melhorar, principalmente, a 
flacidez, queixa mais comum.
Nesta Unidade de Aprendizagem, você irá conhecer técnicas de procedimentos estéticos chamados 
de liftings, faciais e corporais, cuja indicação é de tratar e minimizar os sinais de envelhecimento.
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Reconhecer técnicas invasivas para lifting facial.•
Identificar técnicas invasivas para lifting corporal.•
Descrever as técnicas de braquioplastia e cruroplastia.•
Infográfico
Uma das queixas mais comuns no mundo da estética está relacionada com a forma como a paciente 
enxerga o seu bumbum, o que incomoda mais é a falta de volume e o seu aspecto caído.
O descontentamento visual normalmente está associado à flacidez cutânea, tendo indicação para a 
realização de procedimentos de lifting.
Confira, a seguir, no Infográfico, algumas das opções para esses procedimentos.
Conteúdo do livro
Nos dias de hoje, o envelhecimento e a estética se mostram uma grande preocupação das pessoas. 
Assim, cresce o seguimento estético e cirúrgico e são atualizados os tratamentos que têm por 
finalidade promover o rejuvenescimento. Se a queixa do paciente é de flacidez e excesso de pele, 
por exemplo, procedimentos estéticos de lifting facial e corporal são indicados.
No capítulo Liftings faciais e corporais, da obra Estética aplicada à cirurgia plástica, você terá acesso 
a informações pertinentes sobre esses tipos de procedimentos.
Boa leitura.
ESTÉTICA 
APLICADA À 
CIRURGIA 
PLÁSTICA
Luciana Neis Stamm 
Liftings faciais e corporais
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
 � Reconhecer técnicas invasivas para lifting facial.
 � Identificar técnicas invasivas para lifting corporal.
 � Descrever as técnicas de braquioplastia e cruroplastia.
Introdução
A procura por cirurgias de rejuvenescimento ocorre a partir do momento 
em que a exigência para a adequação estética social aumenta. Elas de-
vem cumprir o papel de mudança com harmonização da face de forma 
natural. Acontece o mesmo com o corpo que, com o passar do tempo, 
demanda cuidados no combate ao envelhecimento, e que muitas vezes 
exige intervenção profissional. 
Neste capítulo, serão abordadas técnicas de liftings faciais e corporais 
e as técnicas de braquioplastia e de cruroplastia. 
Técnicas invasivas para lifting facial
O envelhecimento cutâneo é implacável, principalmente o facial, pois essa pele 
está exposta de forma constante ao desgaste, o que resulta em alterações como 
rugas e flacidez tecidual (Figura 1). A cirurgia que corrige essas disfunções 
estéticas é denominada ritidoplastia, o famoso lifting facial. Essa técnica de 
abordagem cirúrgica pode ocorrer de forma isolada ou associada a outros 
procedimentos como lipectomia, lipoaspiração, blefaroplastia (correção das 
pálpebras superiores e/ou inferiores), rinoplastia, entre outras. 
Figura 1. Envelhecimento cutâneo.
Fonte: yomogi1/Shutterstock.com.
Muitas são as alterações estruturais da pele envelhecida. Alguns dos sinais 
mais importantes relacionados à cirurgia que combate o envelhecimento facial 
são (GUIRRO; GUIRRO, 2010) descritos a seguir.
 � Rugas — podem ocorrer nas regiões periorais, nas perioculares, na 
região frontal (transversais, na testa, e glabelares, entre as sobrancelhas e 
os olhos), na região cervical (pregas transversais profundas no pescoço).
 � Ptose — região palpebral, porção lateral das sobrancelhas e ângulo 
labial.
 � Outras alterações como depressão do sulco nasolabial (conhecida como 
bigode chinês) e queda da ponta nasal, perda da definição da linha 
mandibular e saliência malar (maçãs do rosto), aumento das pregas 
submandibulares, queda do mento (queixo), acúmulo de tecido adiposo 
entre a mandíbula e o osso hioide (localizado no centro do pescoço, na 
porção frontal), aumento do sulco nasogeniano, entre outros.
Liftings faciais e corporais2
Várias são as técnicas de cirurgias plásticas e os métodos dermatológi-
cos que estão à disposição dos médicos para o aprimoramento do segmento 
cervicofacial. A utilização dos fios de polipropileno indentados de dupla 
convergência é uma alternativa na busca da harmonia facial. Esse método 
pode ser associado a outros procedimentos estéticos faciais como implantes 
cutâneos, toxina botulínica, peelings químicos e físicos, aplicação de lasers 
como CO² e érbio de forma ablativa (lesão da pele), ou não ablativa com luz 
intensa pulsada, radiofrequência e cirurgia plástica convencional.
Uplifting com fios indentados
O objetivo do uplifting é reposicionar os tecidos caídos, ou seja, que apre-
sentam ptose, das regiões das sobrancelhas, central da face e da mandíbula. 
A técnica também é indicada para diminuir o volume adiposo acumulado e 
remodelar os tecidos moles da face, pois recupera e modifica o contorno facial 
da região mentoniana e do pescoço.
O uplifting com fios indentados foi desenvolvido entre os anos 1980 e 
1990. Era utilizado um fio de arame de aço fino capaz de seccionar o tecido 
subcutâneo ou fibroso e de melhorar a imagem das depressões e do contorno 
facial nas regiões com problemas anatômicos e/ou com alterações estéticas 
ou funcionais.
No Brasil a técnica foi melhorada com o desenvolvimento do fio tanto na 
apresentação quanto nos tamanhos para diferentes regiões do corpo. O fio de 
polipropileno de dupla convergência foi desenvolvido pelo médico brasileiro 
Antonio Encinas Beramendi (KEDE; SABATOVICH, 2009).
A técnica é indicada para pacientes com flacidez e ptose de leve a mode-
rada na face e pescoço. Também é indicada para pacientes que não desejam 
submeter-se a cirurgias que podem deixar cicatrizes ou com a pacientes com 
riscos cirúrgicos (fumantes, diabéticos, cardiopatas, entre outros) que não 
podem permanecer por tempo prolongado com anestesia.
A implantação dos fios é, em sua maioria, ambulatorial de fácil execução 
e sob anestesia local. Por não ter cortes, o período prolongado de cuidados e 
repouso não é necessário. O paciente submetido à técnica tem uma recuperação 
rápida, de 3 a 4 dias, ideal para quem deseja realizar procedimento estético 
de rejuvenescimento sem cirurgia.
3Liftings faciais e corporais
O procedimento inicia-se com a assepsia e a antissepsia de rotina prévia. 
As marcações são realizadas de forma a fornecer exatidão das regiões a serem 
tratadas, sempre com o paciente com o tronco ereto, sentado ou em pé, para 
melhor visualização das áreas de ptose e de flacidez tissular. A fotografia é 
obrigatória e também deve ser feita com o paciente nessa posição. O direcio-
namento dos fios é desenhado com caneta marcadora, isso revela as regiões 
que serão tracionadas e sustentadas na técnica. 
Os fios implantados são de polipropileno não absorvível, não biodegradável, 
biocompatível e de forte resistência. Esses fios possuem superfícies irregulares 
com a presença de dentes (garras) com a função de sustentar e de posicionar 
os tecidos, o que garante o efeito de uplifting desejado.
O fio é implantado por meio de um passador-guia cortante no plano subcu-
tâneo que transita por estruturas importantes como gordura e músculos. Após 
a introdução desse passador-guia, o implante dos fios é iniciado seguindo as 
orientações das marcações realizadas de forma prévia. Em 20 a 30 dias, o 
tecido começa a produzir elastina e colágeno pela presença dos fios, gerando 
um tipo de fibrose controlada, o que irá melhorar a textura da pele. A pele 
reposicionada melhora a circulação e a nutrição dos tecidos, as áreas tratadas 
ganham volume focado e projeção, o que melhora a forma e o contorno facial.
Antibióticos ou anti-inflamatórios são prescritos em caso de necessidade, 
por 4 ou 5 dias, e a revisão é marcada normalmente em 3 a 4 dias para even-
tuais ajustes no posicionamentodos fios. O paciente deve estar ciente de que, 
quanto mais o tempo passa, melhores serão os resultados.
É uma técnica de fácil execução, não há suturas, a recuperação é rápida, 
tem baixo custo e é uma ótima alternativa de lifting facial.
As complicações mais frequentes e previsíveis na técnica de uplifting facial são: equi-
moses, micro-hematomas, edema, dor e rubor localizado, sensação de formigamento, 
repuxamento, depressões na pele, alergia e/ou irritação à fita microporosa. Todas essas 
alterações são de fácil tratamento.
Liftings faciais e corporais4
Técnicas de lifting corporal
Serão abordadas, a seguir, as técnicas de modelagem glútea e de implante de 
prótese de panturrilha.
Modelagem glútea
A técnica de modelagem glútea consiste no reposicionamento do tecido sub-
cutâneo glúteo com o objetivo de levantar o bumbum com o aumento do seu 
volume. A remodelagem ocorre na correção da porção inferior dos glúteos 
onde normalmente há depósito de tecido graxo, o que alonga a região, gera a 
imagem de glúteos caídos e deforma a curva convexa deles.
Para a marcação pré-operatória, a paciente fica sentada para que seja 
possível visualizar o limite da linha horizontal de apoio. Em seguida, com 
a paciente em decúbito ventral (de barriga para baixo), são feitas as demais 
marcações necessárias para iniciar o procedimento. 
Para tratar a disfunção estética de glúteos flácidos ou caídos, acompanhados 
ou não de acúmulo de gordura, três técnicas são utilizadas: 
 � lifting por fios de sustentação;
 � lifting por cirurgia plástica;
 � lifting por aumento dos glúteos com implante de próteses.
Uma delas é descrita por Kede e Sabatovich (2009) como lifting glúteo e 
modelagem a partir do uso de fios tensores aplicados no tecido subcutâneo 
com a finalidade de levantar e sustentar as nádegas, que resulta na definição 
da prega infraglútea e modifica a imagem do glúteo caído por sua elevação. 
Essa técnica é a menos invasiva.
Outra opção é a cirurgia, que é mais invasiva, realizada por meio de incisões 
nas pregas infraglúteas com o objetivo de remover tecido cutâneo e tecido 
adiposo. Logo após o procedimento, a região é suturada (Figura 2).
5Liftings faciais e corporais
Figura 2. Passo a passo de cirurgia de lifting de glúteo 
com incisões nas pregas infraglúteas.
Fonte: Mang (2012, p. 467–469).
Há também o implante de próteses nos glúteos que, além de aumentar o 
volume do bumbum, causa o efeito de lifting na região. Borges (2010) descreve 
a gluteoplastia como a incisão realizada no sulco subglúteo. A técnica mais 
moderna seria a incisão na linha mediana da região sacral (Figuras 3 e 4). 
Liftings faciais e corporais6
Figura 3. Antes e depois de cirurgia de gluteoplastia de aumento.
Fonte: AZEVEDO et al. (2012, p. 90).
A
D E F
B C
Figura 4. Antes e depois de cirurgia de lifting de glúteo com implante de prótese.
Fonte: Mang (2012, p. 472).
A B
7Liftings faciais e corporais
Implante de prótese de panturrilha
Nos implantes de próteses de panturrilha são utilizados implantes em formato 
de gota ou forma elíptica. O paciente é posicionado em decúbito ventral e 
a incisão é feita na prega poplítea (atrás dos joelhos) previamente demarcada 
com aproximadamente 5 cm de extensão. A seguir, procede-se com o afas-
tamento das estruturas superficiais e a prótese é posicionada. Logo após, a 
pele é suturada e os curativos são colocados com gaze e fita microporosa, os 
pés e as pernas até a coxa são enfaixados com pressão moderada. O uso de 
meias compressoras é necessário e importante no procedimento de membros 
inferiores, pois auxiliar no retorno venoso e linfático. O paciente permanece 
internado por 24 horas.
Podem ocorrer complicações como hematoma no pós-operatório imediato e 
distrofia simpática reflexa caracterizada por dores intensas, edema e distúrbios 
da sensibilidade. Se esses sintomas aumentarem e/ou persistirem, a indicação 
é retirar as próteses. 
Entre as indicações estão o aspecto visual, o estético, e também a queixa 
de assimetria nas panturrilhas por trauma ou por deformidade congênita 
(Figura 5).
Mais informações sobre implantes de silicone na panturrilha podem ser verificadas 
no artigo Inclusão de implantes de panturrilha na correção das amiotrofias dos membros 
inferiores (CAVALCANTI et al., 2011). 
https://goo.gl/XYAz7S
Liftings faciais e corporais8
Figura 5. Antes, nas imagens da esquerda, e depois de 3 meses, nas imagens da 
direita. Inclusão de implantes somente na perna esquerda.
Fonte: Cavalcanti et al. (2011, p. 521).
Técnicas de braquioplastia e de cruroplastia
A seguir, serão abordadas as técnicas de braquioplastia, remoção da pele dos 
braços, e de cruroplastia, lifting de coxas.
9Liftings faciais e corporais
Braquioplastia
O aspecto da região braquial é um importante quesito de jovialidade tanto na 
flacidez quanto no aumento de tamanho do segmento em questão, no caso, os 
braços. Há 50 anos, as técnicas cirúrgicas têm sido modificadas com o intuito 
de minimizar complicações nesse tipo de cirurgia como a braquioplastia. 
Podem ocorrer cicatrizes alargadas, hipertróficas, inestéticas e retrações 
cicatriciais. Por essas complicações terem alto índice de ocorrência, muitos 
médicos evitam realizar esse tipo de cirurgia. A técnica é também conhecida 
como dermolipectomia de membros superiores. 
Pelos mesmos motivos, houve muitas mudanças nas técnicas. A braquio-
plastia sofreu alteração desde incisões no sulco braquial, com ressecção de 
excesso dermogorduroso no sentido longitudinal, até incisões que resultaram 
em cicatrizes em formato “T” finalizadas na região axilar. Para preservar os 
nervos e os vasos linfáticos foi enfatizada a importância de se manter a cicatriz 
no sulco braquial com deslocamento superficial de tecido celular subcutâneo.
A braquioplastia, embora descrita em estudos e em várias propostas téc-
nicas, pode apresentar, em alguns casos, resultados pouco satisfatórios. O 
descontentamento com a técnica está relacionado à ocorrência de cicatriz 
patológica, e até mesmo de deformidades nos braços e de edema persistente. 
É de grande importância o conhecimento da anatomia e da fisiologia linfática 
pelo médico e pelo professional que será responsável pelo pós-operatório. No 
tecido subcutâneo, localiza-se o tecido linfático que drena a pele e o subcutâ-
neo. Os linfáticos drenam líquido para os gânglios axilares e subclaviculares. 
No subcutâneo, também estão localizados os nervos sensitivos, em que uma 
eventual lesão pode desencadear dor e parestesia (dor e/ou desconforto) no 
pós-operatório.
O edema de membros superiores é de difícil diagnóstico nos estágios 
iniciais e o retardo dele pode resultar em fibrose e em aumento do tamanho do 
braço. Já o tratamento precoce desse quadro ameniza as suas consequências, 
favorece a regressão do edema e previne sua progressão, baseando-se em 
drenagem linfática manual.
O tratamento pós-operatório objetiva a redução do edema e o ganho da 
funcionalidade precoce dos membros superiores. Esse tratamento auxilia 
inclusive a cicatrização que, nestes casos, pode ser naturalmente desvaforecida. 
Liftings faciais e corporais10
As Figuras 6 e 7 apresentam pacientes que realizaram a braquioplastia.
Figura 6. Antes e depois de paciente de 64 anos de idade com flacidez de pele na região 
da axila e do braço até o cotovelo.
Fonte: Mang (2012, p. 372-373).
a b
dc
Figura 7. Antes e depois de paciente de 49 anos de idade com ptose no braço.
Fonte: Mang (2012, p. 376).
a b
11Liftings faciais e corporais
No link a seguir você pode encontrar informações interessantes para entender um 
pouco mais sobre a técnica de braquioplastia.
https://goo.gl/ibnB8v
Cruroplastia
Mais conhecida como lifting de coxas, a cruroplastia é comum entre pacientes 
que perderam grande peso corporal por emagrecimentos naturais ou pós-
-cirurgia bariátrica. 
A incisão do lifting de coxas pode prolongar-se desde a virilha até a posição 
posteromedial da coxa. Se necessário, é realizada umalipoaspiração na região 
medial das coxas e a pele é deslocada acima da fáscia superficial. A cicatriz 
pode se tornar larga pelo peso das coxas nesses pacientes. As laterais das 
virilhas sofrem constante tração para baixo em razão da força da gravidade 
e do peso dos tecidos. Os fios inabsorvíveis fortes nas regiões subcutâneas 
e subdérmicas ajudam na qualidade final das cicatrizes, que podem ou não 
necessitar de retoque. 
Os cuidados pós-operatórios realizados por profissionais como fisiotera-
peuta ou esteticista se resumem em drenagem linfática manual que pode ser 
associada à cinesioterapia. Esta última deve ser aplicada por fisioterapeuta, 
pois melhora o retorno venoso e linfático. O paciente em recuperação não deve 
subir escadas, nem caminhar muito rápido nos primeiros dias, e deve manter 
os membros inferiores elevados (BORGES, 2010).
A Figura 8 apresenta o antes e depois de uma paciente que realizou 
cruroplastia.
Liftings faciais e corporais12
Figura 8. Antes e depois de paciente de 62 anos de idade com flacidez e pregas de pele 
na região medial das coxas.
Fonte: Mang (2012, p. 465). 
a b
Mais informações sobre a cruroplastia podem ser obtidas no seguinte link:
https://goo.gl/FyhHEB
1. A flacidez de glúteos pode ser 
corrigida com algumas técnicas 
aplicadas por cirurgiões plásticos ou 
por dermatologistas. Algumas são 
mais invasivas do que outras; porém 
devem ser utilizadas de acordo com 
cada caso. Entre os procedimentos 
de efeito lifting de glúteo vistos 
neste capítulo, qual pode ser 
considerado menos invasivo?
a) Lifting de glúteo por meio 
de implante de próteses, a 
incisão é pequena e não é, 
portanto, muito agressiva.
b) Lifting de glúteo por meio 
de remoção de pequena 
quantidade de tecido cutâneo 
e gorduroso que causa o 
aspecto caído do bumbum.
c) Lifting de glúteo por meio 
de fios de sustentação em 
que, ao implantar os fios, 
a agressão é mínima.
d) Lifting de glúteo por meio de 
uma pequena incisão localizada 
na linha mediana sacral, que 
deixa a cicatriz escondida.
13Liftings faciais e corporais
e) Lifting de glúteo por meio 
de tratamento localizado 
no sulco subglúteo com 
sustentação por silicone.
2. O aspecto dos braços em relação à 
flacidez é um importante quesito 
para demonstrar jovialidade e 
com a cirurgia de braquioplastia 
pode-se devolver o contorno desses 
membros. Porém, neste tipo de 
cirurgia, independentemente da 
técnica utilizada, em muitos casos, 
ocorre o descontentamento com 
os resultados. Ao que isso se deve? 
a) À associação com outros 
tratamentos que podem 
prejudicar o resultado esperado.
b) A complicações frequentes 
nesse tipo de cirurgia, 
como hematomas 
permanentes e coceira.
c) Aos resultados que nem sempre 
ocorrem como previsto.
d) À cicatrização que, por muitas 
vezes, não apresenta resultados 
satisfatórios, mas deformidades 
e edemas persistentes.
e) Aos cuidados pós-operatórios 
muito rígidos e difíceis 
de serem seguidos.
3. A cruroplastia, mais conhecida 
como lifting de coxas, é cutilizada 
para corrigir flacidez de coxas em 
pacientes que perderam grande 
peso corporal por emagrecimentos 
naturais ou pós-cirurgia bariátrica. 
A incisão da cruroplastia pode se 
prolongar, ficar extensa e exigir 
cuidados específicos. Assinale 
quais são esses cuidados.
a) Curativos diários realizados 
por profissional experiente.
b) Técnica de drenagem linfática 
manual, que pode ser 
associada à cinesioterapia.
c) Drenagem linfática e repouso até 
a cicatrização total da incisão.
d) Cinesioterapia e massagem 
terapêutica.
e) Drenagem linfática, 
cinesioterapia e elevação 
dos membros inferiores.
4. As próteses são utilizadas 
para preenchimento em 
várias áreas do corpo. Sobre o 
procedimento de implante de 
próteses nas panturrilhas, quais 
seriam suas indicações?
a) Descontentamento com a 
aparência, deformidades 
por trauma ou má-
formação congênita.
b) Deformidades congênitas 
e tratamentos de dores 
causadas por trauma.
c) Descontentamento visual 
e adequação ao padrão 
estético pré-estabelecido.
d) Substituição do tecido 
adiposo por prótese e 
correção de deformidades 
congênitas ou por trauma.
e) Descontentamento com a 
aparência e a procura por lifting.
5. São diversas as alterações do 
tecido cutâneo causadas pelo 
envelhecimento e que são 
indicações para a realização de 
procedimentos de lifting. Na região 
da face, quais são as disfunções 
estéticas que podem receber 
procedimentos com efeito lifting?
a) Rugas, aumento das pregas 
submandibulares, ptose da 
pele, flacidez tissular, perda 
Liftings faciais e corporais14
do contorno braquial, perda 
do preenchimento facial.
b) Rugas na região cervical, 
linhas de expressão, ptose da 
pele, flacidez cutânea, perda 
do contorno facial, aumento 
do preenchimento facial.
c) Aumento de lipodistrofia, 
linhas de expressão, ptose da 
pele, flacidez tissular, perda 
do contorno facial, aumento 
do preenchimento facial.
d) Rugas, linhas de expressão, 
ptose da pele, flacidez muscular, 
perda do contorno facial, perda 
do preenchimento crural.
e) Rugas, linhas de expressão, 
ptose da pele, flacidez tissular, 
perda do contorno facial, perda 
do preenchimento facial.
AZEVEDO, D. M. et al. Gluteoplastia de aumento: experiência do Serviço de Cirurgia 
Plástica Dr. Ewaldo Bolivar de Souza Pinto. Revista Brasileira de Cirurgia Plástica, São 
Paulo, v. 27, n. 1, p. 87-92, 2012.
BORGES, F. S. Dermato-funcional: modalidades terapêuticas nas disfunções estéticas. 
2. ed. São Paulo: Phorte, 2010.
CAVALCANTI, T. O. L. et al. Inclusão de implantes de panturrilha na correção das amio-
trofias dos membros inferiores. Revista Brasileira de Cirurgia Plástica, São Paulo, v. 26, n. 
3, p. 518-524, 2011.
GUIRRO, E.; GUIRRO, R. Fisioterapia dermato-funcional: fundamentos, recursos e pato-
logias. 3. ed. São Paulo: Manole, 2010.
KEDE, M. P. V.; SABATOVICH, O. Dermatologia estética. 2. ed. rev. ampl. São Paulo: Athe-
neu, 2009.
MANG, W. L. Manual de cirurgia estética. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2012.
Leituras recomendadas
IFOULD, J.; FORSYHE-CONROY, D.; WHITTAKER, M. Técnicas em estética. 3. ed. Porto 
Alegre: Artmed, 2016. (Série Tekne).
LIMA JUNIOR, E. M.; CAVALCANTE, H. A.; LIMA, V. M. M. Posicionamento da cicatriz da 
braquioplastia na região posterior do braço em pacientes ex-obesos. Revista Brasileira 
de Cirurgia Plástica, São Paulo, v. 28, n. 4, p. 538-543, 2013.
RODRIGUES, L. O. et al. Braquioplastia: uma abordagem simplificada. Revista Brasileira 
de Cirurgia Plástica, São Paulo, v. 26, n. 3, p. 94-, 2011.
15Liftings faciais e corporais
SOCIEDADE BRASILEIRA DE CIRIURGIA PLÁSTICA. Lifting de coxa. [2018]. Disponível em: 
. Acesso em: 18 out. 2018.
TEIXEIRA, A. C. A.; DIB, C. C. Implantes de panturrilha: complicações, prevenção e tra-
tamento. Revista Brasileira de Cirurgia Plástica, São Paulo, v. 25, n. 3, p. 547-550, 2010.
Liftings faciais e corporais16
Conteúdo:
 
Dica do professor
São diversas as técnicas que podem ser aplicadas para o rejuvenescimento facial e corporal. A 
escolha por cada técnica irá variar conforme a necessidade do paciente. Algumas técnicas, 
inclusive, podem ser combinadas para que seja alcançado um melhor resultado.
Confira, na Dica do Professor, as técnicas e os termos mais utilizados quando o assunto é lifting.
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Na prática
Em seu dia a dia, você irá atender pacientes com queixas estéticas, dentre elas, flacidez de pele, o 
que caracteriza indicação para tratamento de lifting cirúrgico ou não. O profissional que realizará a 
avaliação desse paciente definirá o protocolo a ser seguido.
Confira, Na Prática, como esse protocolo deve ser definido. 
Conteúdo interativo disponível na plataformade ensino!
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Braquioplastia - você bonita
Vídeo explicativo da técnica de braquioplastia com a participação do cirurgião Dr. Paolo Rubez.
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Curiosidades sobre rinoplastia
Matéria da Rede TV explicando o processo de rinoplastia e algumas curiosidades.
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Gluteoplastia de aumento: a importância do ensino na formação 
atual do residente frente à demanda crescente
Artigo científico sobre implante de próteses no glúteo, falando também sobre a necessidade de 
formação específica para o residente.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do vídeo ou clique no código para acessar.
https://www.youtube.com/embed/nIiokJlDLDQ
https://www.youtube.com/watch?v=U8r8-bawefE
http://publica.sagah.com.br/publicador/objects/attachment/112876073/v26n1a23.pdf
Procedimentos estéticos em cirurgias 
plásticas faciais
Apresentação
Atualmente, no Brasil, o mercado de beleza e estética é considerado um dos mais promissores, tudo 
associado a mudanças no processo de envelhecimento, com clientes procurando esse tipo de 
cuidado para a manutenção de saúde física e estética. Dessa forma, a área da estética e 
cosmetologia tem-se destacado com o aumento na procura por serviços específicos destinados à 
promoção, à recuperação e à manutenção da saúde e da beleza, em especial da região da face.
Nesta Unidade de Aprendizagem, você irá conhecer um pouco mais sobre as cirurgias plásticas da 
face, que envolvem procedimentos específicos, como a blefaroplastia e a ritidoplastia, as quais 
necessitam de cuidados no pré-operatório e pós-operatório para uma recuperação mais rápida, 
adequada e com menor risco de complicações.
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Descrever os cuidados do pré-operatório das cirurgias plásticas faciais.•
Explicar os cuidados do pós-operatório de ritidoplastia e de blefaroplastia.•
Distinguir as técnicas estéticas aplicadas no pós-operatório das cirurgias plásticas faciais.•
Infográfico
O planejamento da cirurgia plástica, bem como sua eficiência, dependem muito 
da correta intervenção e dos cuidados estéticos realizados no pré e no pós-operatórios. A atuação 
do profissional esteticista no cuidado de cirurgias plásticas da face deve ocorrer já no pré-
operatório. Tal ação permitirá uma recuperação mais rápida e com menos intercorrências.
No Infográfico a seguir, você irá conhecer as ações relacionadas ao cuidado pré-operatório em 
cirurgias plásticas da face.
Conteúdo do livro
Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, são realizadas cerca de 630 mil cirurgias 
plásticas por ano no Brasil, sendo 73% estéticas e 27% reparadoras. A crescente integração do 
esteticista com outros profissionais da saúde em consultórios e clínicas de cirurgia plástica no 
cuidado pré-cirúrgico e, principalmente, no pós-cirúrgico tornou-se mais efetiva. Dessa maneira, o 
profissional de estética atua de diversas formas, com a utilização de variados recursos terapêuticos 
envolvidos nos cuidados do paciente.
Na obra Procedimentos pré e pós-cirurgia estética, base teórica desta Unidade de Aprendizagem, leia 
o capítulo Procedimentos estéticos em cirurgias plásticas faciais e veja o desenvolvimento de 
informações sobre a atuação do profissional esteticista nos cuidados pré-operatórios e pós-
operatórios.
Boa leitura.
PROCEDIMENTOS 
PRÉ E PÓS-CIRURGIA 
ESTÉTICA
Patrícia Viana da Rosa
Procedimentos estéticos em 
cirurgias plásticas faciais
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
 � Descrever os cuidados do pré-operatório das cirurgias plásticas faciais.
 � Explicar os cuidados do pós-operatório de ritidoplastia e de ble- 
faroplastia.
 � Distinguir as técnicas estéticas aplicadas no pós-operatório das cirur-
gias plásticas faciais.
Introdução
Devido à crescente busca por cirurgias estéticas, a área da estética tem 
atraído para ela novos profissionais, que buscam atuar tanto no pré quanto 
no pós-operatório desses procedimentos. Também se tem observado 
uma crescente e cada vez mais efetiva integração do esteticista com 
outros profissionais da saúde em consultórios e clínicas de cirurgia plástica, 
no cuidado pré e, principalmente, no pós-cirúrgico.
O profissional esteticista, nesse contexto, atua de diversas formas, 
com a utilização de variados recursos terapêuticos envolvidos nos cui-
dados do paciente de cirurgias plásticas. Na sua formação específica, 
o profissional dessa área deverá desenvolver sua aptidão para atender às 
diversas situações típicas do cuidado pré e pós-cirúrgico, de modo que 
o conhecimento adquirido lhe permita efetuar intervenções seguras e 
eficientes. 
Neste capítulo, você vai ler sobre os cuidados do pré-operatório 
das cirurgias plásticas faciais e sobre os cuidados que se devem ter no 
pós-operatório de ritidoplastias e blefaroplastias. Além disso, você será 
apresentado às técnicas que são aplicadas durante o pós-operatório de 
cirurgias plásticas faciais. 
1 Cuidados do pré-operatório 
das cirurgias plásticas faciais
De acordo com a International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS) 
(INTERNATIONAL SOCIETY OF AESTHETIC PLASTIC SURGERY, 2018), 
o Brasil encontra-se em segundo lugar no ranking mundial de procedimentos 
cirúrgicos de caráter estético. Além disso, tem sido cada vez mais comum 
em nossa sociedade a procura precoce por cirurgias de rejuvenescimento que 
proporcionem uma harmonização facial de forma natural, de modo a evitar 
o estigma da operação. 
A abordagem inicial ao preparo do paciente deve ser realizada por uma 
equipe multidisciplinar que lhe forneça informações acerca das ações a serem 
desenvolvidas, tanto no pré quanto no pós-operatório das cirurgias plásticas. 
Pretende-se, dessa forma, reduzir o nível de ansiedade do paciente nos mo-
mentos que antecedem a cirurgia, orientando-o sobre os cuidados adequados 
para essa abordagem e para qualquer dificuldade encontrada na recuperação 
durante o pós-operatório (ALVES et al., 2007).
A eficiência da cirurgia plástica dependerá não apenas de uma eficiente 
intervenção, mas também de cuidados estéticos pré e pós-operatórios, os quis 
têm demostrado prevenir possíveis complicações, além de promover resultados 
estéticos mais satisfatórios. Sendo assim, é importante que o paciente seja 
orientado sobre a importância de um pré-operatório bem feito para que se 
obtenha um bom resultado final da cirurgia. E essa orientação é função não 
só do médico, mas também do profissional esteticista. 
O profissional da área estética vem inovando os procedimentos ambula-
toriais e, se estiver preparado, pode atuar em uma equipe multidisciplinar 
composta, por exemplo, de clínico geral, cirurgião plástico, equipe de enfer-
magem, nutricionista, fonoaudiólogo, psicólogo e fisioterapeuta (ROMÃO, 
2016). Nesse contexto, cabe ao profissional esteticista, entre as atividades 
por ele desenvolvidas, a realização de uma avaliação pré-operatória. Con-
forme Façanha (2003), tal avaliação é de fundamental importância para que 
o procedimento cirúrgico e o pós-operatório resultem no sucesso esperado. 
Isso porque a sua realização vai contribuir tanto emocional (na manutenção 
da calma e na diminuição da ansiedade) quanto fisicamente. 
Procedimentos estéticos em cirurgias plásticas faciais2
Nesse momento, o esteticista realizará um primeiro contato com o paciente 
a fim de estabelecer confiança, orientando-o e esclarecendo suas eventuais 
dúvidas a respeito dos atendimentos no pós-operatório. Entre as informações 
que costumam ser oferecidas, estão as relativas aos recursos terapêuticos a 
serem utilizados, à frequência e à duração desses atendimentos, às orientações 
sobre restrições de posicionamentoe aos cuidados gerais que deverão ser 
observados após a cirurgia (ROMÃO, 2016).
No pré-operatório, o esteticista poderá avaliar vários fatores relacionados à 
disfunção estética que tenha motivado a busca pela cirurgia. Também poderá 
obter informações sobre a história do paciente: se ele já realizou anteriormente 
outras abordagens cirúrgicas e, em caso afirmativo, como se desenvolveram o 
reparo e a recuperação delas; identificar a presença de fibroses e aderências, 
pois é sabido que, em uma nova abordagem cirúrgica, haverá maior probabi-
lidade de novamente se desenvolver tal problema. Outro aspecto importante a 
ser avaliado é a condição circulatória do paciente — no caso de haver edemas/
linfedemas, deve-se, antes da cirurgia, resolver essa situação. Ainda no que 
diz respeito ao cuidado pré-operatório, Borges (2006) recomenda que o pro-
fissional simule manobras terapêuticas que serão realizadas no pós-operatório 
para que o paciente se familiarize e não tenha receios com relação às condutas 
que serão adotadas.
Para obter informações sobre cuidados que podem ser adotados em um pré-operatório 
visando a diminuir o risco de complicações, assista ao vídeo “Programa Pré-Operatório”, 
disponibilizado pelo canal Kurotel Centro Contemporâneo de Saúde e Bem-Estar, 
no YouTube.
De forma geral, o pré-operatório funcionará também como orientação para 
o paciente, pois é nesse momento que o profissional terá a oportunidade de 
prepará-lo para a cirurgia, conhecendo suas alterações e limitações e, dessa 
forma, podendo começar a traçar um plano de tratamento para o pós-operatório 
(BORGES, 2006). 
3Procedimentos estéticos em cirurgias plásticas faciais
Segundo Schmitz, Laurentino e Machado (2012), deve-se ter especial aten-
ção em uma consulta pré-operatória, uma vez que nesse momento o profissional 
da área da estética precisa avaliar fatores que possam estar relacionados a 
alterações estéticas e funcionais, como retrações musculares, deformidades 
articulares, desvios posturais. Além disso, outro aspecto importante de ser 
abordado no pré-operatório é, como já mencionado, a avaliação de cirurgias 
plásticas realizadas anteriormente pelo paciente, pois a presença de fibroses 
e aderências podem permanecer no tecido por anos. Pacientes com fibroses 
antigas submetidos a nova intervenção têm maior probabilidade de desenvolver 
irregularidades do tecido cicatricial.
Dentre as abordagens que o esteticista poderá utilizar no pré-operatório, 
podem-se destacar as seguintes.
 � O preparo da pele mediante procedimentos que melhorem o tônus 
muscular e tissular por meio do uso de equipamentos que restabeleçam 
a fisiologia normal. Além disso, são essenciais técnicas manuais para 
incremento circulatório e diminuição de líquidos e toxinas.
 � Para favorecer a homeostase fisiológica durante não apenas o pós-ope-
ratório, mas também o intraoperatório, o paciente deverá ser orientado 
com relação a medidas úteis, como: 
 ■ não fumar por, no mínimo, 48 horas antes da cirurgia e pelo menos 
até o 21º dia de pós-operatório para evitar prejuízos no processo de 
cicatrização; 
 ■ manter uma alimentação balanceada e, se necessário, procurar orien-
tação de um profissional nutricionista; 
 ■ estabelecer estratégias de cuidado com o peso corporal a fim de 
facilitar a recuperação no pós-operatório e, dentro da possibilidade 
clínica, praticar atividade física para fortalecer a musculatura e 
melhorar o condicionamento físico geral.
O profissional esteticista poderá utilizar como técnicas estéticas no pré-
-operatório de cirurgia facial:
 � limpeza de pele;
 � esfoliação e hidratação cosmética;
 � hidratação profunda com uso de recursos como ionização, microcor-
rentes, eletroestimulação, alta frequência e eletroporação;
 � uso de eletroestimulação muscular;
Procedimentos estéticos em cirurgias plásticas faciais4
 � massagem facial com uso do vácuo, a fim de ativar a vascularização 
local;
 � drenagem linfática para diminuição de líquidos e toxinas;
 � orientação para o uso de cosméticos homecare e filtro solar.
Todos esses cuidados devem ser realizados de forma a facilitar a recuperação 
no pós-operatório e para que se alcance o resultado desejado.
2 Cuidados do pós-operatório 
de ritidoplastias e blefaroplastias
Ritidoplastias
Nos últimos anos, as ritidoplastias (ou liftings faciais) têm apresentado contí-
nuas evoluções, bem como visto suas técnicas serem aprimoradas. Atualmente, 
elas estão entre as cirurgias mais realizadas por pacientes na faixa etária dos 
40 anos, os quais buscam sobretudo o rejuvenescimento e o realce da aparência 
facial (TODESCHINI et al., 2006). Para Sampaio e Rivitti (2001), o avanço 
da idade e a falta de hábitos de cuidados com a pele trazem prejuízos a ela, 
como deformações e o seu envelhecimento.
Segundo Borges (2006), a ritidoplastia é um processo de agressão tecidual. 
Dessa forma, mesmo se bem executada, ela pode prejudicar a função dos 
tecidos, cabendo ao profissional da área da estética atuar com os recursos 
disponíveis para minimizar o problema. A atuação do esteticista no pós-
-operatório pode iniciar logo após o final da cirurgia, aperfeiçoando o resul-
tado cirúrgico, diminuindo as queixas oriundas do processo e acelerando a 
recuperação do organismo. Contudo, importa salientar que essa abordagem 
exige muitos cuidados, sendo imprescindível a comunicação com a equipe e 
o cirurgião plástico. 
Para Garrido e Pacetti (2003), a fase pós-operatória inicia com a admissão 
do paciente na área de recuperação e termina com a avaliação de seguimento 
na unidade clínica; entretanto, esse intervalo de tempo dependerá muito da 
liberação médica, pois normalmente a maioria dos atendimentos ocorre na 
fase ambulatorial ou domiciliar. Nessa fase, os dados coletados na avaliação 
pré-operatória serão utilizados como apoio para a tomada de decisão pelo 
profissional esteticista. E uma maior relevância deve ser dada a alguns aspectos, 
como a análise da cicatriz, do trofismo cutâneo e muscular, das condições do 
edema; além da presença de dor e de alteração de sensibilidade. 
5Procedimentos estéticos em cirurgias plásticas faciais
Os cuidados vão prevenir a formação de aderências, que são o principal 
fator agravante no pós-operatório, pois elas impedem o fluxo normal de 
sangue e linfa, aumentando ainda mais o quadro edematoso e retardando a 
recuperação local.
Segundo Borges (2006), devido ao procedimento estético ocorrer na face, 
a resolução das condições é visível, o que, por sua vez, indica um processo 
lento de mudança. Por isso, é importante o contato próximo do esteticista 
com o médico cirurgião.
A realização dos cuidados pós-operatórios tem como objetivo principal 
auxiliar no processo de recuperação do paciente e minimizar a ocorrência de 
complicações após a realização do procedimento cirúrgico. No que diz respeito 
aos objetivos específicos, podem-se destacar os seguintes:
 � diminuir o edema local;
 � aliviar a dor;
 � prevenir alterações nas cicatrizes (fibrose, aderência, queloides, entre 
outras).
Ainda segundo Borges (2006), deve-se destacar que essas ações necessitam 
de uma intervenção por parte de um profissional esteticista qualificado, com 
domínio das técnicas que vai oferecer, conhecimento dos procedimentos 
realizados pelo paciente, interação constante com médico e equipe que o 
acompanha no cuidado e, acima de tudo, atitude ética e correta no desenvol-
vimento das atividades.
No pós-operatório de cirurgias de ritidoplastia, sobretudo no primeiro mês 
após a intervenção, alguns cuidados devem ser observados. Em muitos casos, 
o paciente terá alta hospitalar no dia seguinte à cirurgia, desde que mantenha 
os sinais vitais estáveis. Então, ele permanecerá com a face enfaixada por um 
período entre 48 e 72 horas, utilizando um “capacete de gaze”, que auxiliará 
na contenção de edema inicial e deverá ser removido pelo médico quando 
da realização de consulta de retorno. Importa destacar que uma eventual 
ocorrência de um pequenosangramento não deve ser motivo para manipular 
os curativos; contudo, se ocorrerem sangramentos maiores e grande inchaço 
de forma súbita, o paciente deve ser orientado a procurar rapidamente o seu 
médico (BORGES, 2006).
Procedimentos estéticos em cirurgias plásticas faciais6
Segundo Oliveira (2017), outro cuidado importante que deve ser adotado 
no pós-operatório imediato é a utilização de compressas frias, que podem 
ser embebidas em água gelada ou aplicadas como compressas de gelo sobre 
a região. Objetivando reduzir o tempo do edema e, ainda, proporcionar uma 
analgesia, essas compressas podem ser utilizadas até 6 vezes ao dia, por 
aproximadamente 20 minutos, durante a primeira semana de pós-operatório. 
Nos primeiros dias, a sensibilidade estará diminuída na região da cirurgia, 
havendo um retorno gradativo da percepção tátil, o que pode ser acompanhado 
de leve aumento da sensação de dor.
Com relação ao posicionamento, é recomendada a adoção de repouso com 
a cabeceira da cama elevada a 45°. Além disso, deve-se evitar abaixar a cabeça 
e movimentar a face de forma exagerada; os movimentos devem ser realizados 
de modo leve e sem grande amplitude. Para dormir, recomenda-se a posição 
em decúbito dorsal (com a cabeceira elevada, como mencionado), evitando 
deitar-se de lado, para não comprimir a região operada. Esses cuidados têm 
como objetivo evitar a ocorrência de forças tensionais sobre a cicatriz cirúrgica 
nesse momento (BORGES, 2006).
Nos casos em que o paciente apresenta uma sensação de “olhos secos” 
— recorrente sobretudo quando o procedimento associa alterações nas pál-
pebras —, normalmente é indicado pelo cirurgião o uso de colírio oftálmico. 
Havendo manutenção dessa situação de forma inadequada, o paciente deverá 
ser orientado a procurar o profissional médico. 
A exposição solar deve ser evitada, principalmente no primeiro mês de 
pós-operatório, pois uma exposição inadequada poderá propiciar o apareci-
mento de manchas.
Para remover o edema excessivo encontrado no interstício, a realização de 
drenagem linfática é uma estratégia de cuidado importante, em geral a partir 
do final da primeira semana de pós-operatório.
Os cuidados de higiene devem ser realizados apenas com uso de sabão 
neutro, e a lavagem do rosto deve ser feita sempre de forma suave. A lavagem 
dos cabelos pode ser realizada somente a partir do segundo ou terceiro dia de 
pós-operatório, normalmente após a retirada do capacete de gaze; porém, não 
se deve friccionar o couro cabeludo, nem utilizar secadores quentes, pois tais 
ações podem danificar a pele. Para pentear os cabelos, recomenda-se o uso 
de pentes com dentes afastados ou o uso apenas dos dedos.
7Procedimentos estéticos em cirurgias plásticas faciais
Por fim, para que se evitem complicações circulatórias, um cuidado impor-
tante é a realização, nas primeiras 24 horas após a cirurgia, de movimentos de 
flexão e extensão do tornozelo a fim de mobilizar as pernas e ativar a circu-
lação sanguínea; e, para evitar edemas e trombose, é recomendado intercalar 
períodos de repouso no leito com caminhadas após o 3º dia de pós-operatório.
Blefaroplastia
Segundo Ishizuka (2012), alterações ao redor dos olhos associadas ao enve-
lhecimento são objeto comum de intervenção por meio de cirurgias plásticas 
faciais. Um desses procedimentos é a blefaroplastia, que envolve a retirada de 
excesso de pele das pálpebras superiores e a remoção das bolsas de gordura 
das pálpebras inferiores. 
As complicações decorrentes da blefaroplastia são pouco frequentes e 
geralmente transitórias. Envolvem o edema e a dor, que tendem a se resolver 
de forma adequada, na maioria dos casos, até o final do 1º mês após o proce-
dimento (CASTRO, 2004).
Algumas dicas para o pós-operatório de cirurgia de blefaroplastia são apresentadas 
no vídeo “Clube da Plástica: Dicas para o pós-operatório de cirurgia de pálpebras (ble-
faroplastia)”, disponibilizado no YouTube pelo canal Clube da Plástica Cirurgia Plástica.
Os cuidados no pós-operatório de blefaroplastia tendem a envolver as 
seguintes ações:
 � Utilizar compressas frias para diminuir o edema e aliviar a dor;
 � Evitar movimentos bruscos, manter repouso, adotar posicionamento 
adequado para dormir (com elevação de cabeceira);
 � Mantar uma movimentação ativa de membros inferiores para melhorar 
a circulação, evitando doenças vasculares periféricas;
 � Utilizar colírio lubrificante para diminuir alteração de “olhos secos”;
Procedimentos estéticos em cirurgias plásticas faciais8
 � Evitar esforço físico, sendo aconselhável o retorno à prática de exercícios 
físicos mais intensos somente após o primeiro mês do pós-operatório;
 � Evitar exposição ao sol, pois pode provocar alterações de coloração 
nas cicatrizes;
 � Utilizar drenagem linfática facial sem deslizamento para prevenir fi-
brose, edema, aderência tecidual e, dessa forma, minimizar o tempo 
de pós-operatório, restaurar a funcionalidade, melhorar o resultado 
do procedimento e possibilitar a reintegração do indivíduo em suas 
atividades sociais (BORGES, 2010). 
Esses cuidados permitem uma recuperação mais rápida e adequada do 
paciente no pós-operatório.
3 Técnicas estéticas aplicadas no 
pós-operatório de cirurgias plásticas faciais
De acordo com Kede e Sabatovich (2015), as cirurgias plásticas faciais envol-
vem um conjunto de procedimentos estéticos que objetivam melhora estética, 
função reparadora, recuperação de danos, entre outros. Esses procedimentos 
provocam uma agressão no tecido e necessitam de alguns cuidados no pós-
-operatório visando à adequada recuperação.
Algumas das condições que normalmente ocorrem após a realização de 
cirurgias plásticas são alterações circulatórias, como edema e equimoses; 
alterações neurológicas, como hiper ou hipossensibilidade e dor; e alterações 
teciduais associadas à formação de cicatrizes. Além das alterações normal-
mente esperadas, podem ocorrer complicações associadas a alterações vas-
culares, alterações na formação da cicatriz cirúrgica com fibrose, aderência 
e queloides, hematomas, entre outras. Quase todas essas condições indicam a 
necessidade de utilização de técnicas adequadas pelo profissional esteticista 
no cuidado pós-operatório.
No pós-operatório é importante que o profissional saiba reconhecer em 
qual fase de recuperação da cirurgia plástica se encontra o seu paciente. Para 
Borges (2010), o processo de cicatrização, independentemente do tipo de trauma 
ocorrido, poderá ser dividido em três fases, conforme apresentado a seguir.
9Procedimentos estéticos em cirurgias plásticas faciais
 � Fase inflamatória: é a fase em que ocorre a reação ao trauma, cujo 
início se dá logo após o término da cirurgia e cuja duração vai de 48 
até 72 horas do pós-operatório; ela inicia quando há o extravasamento 
do sangue para agregar plaquetas e, assim, reverter a homeostase.
 � Fase proliferativa: é o momento em que ocorre o “fechamento” da lesão; 
apresentando três subfases (reepitelização, fibroplasia e angiogênese), 
ela começa entre o 3º e o 4º dia do pós-operatório e tem duração de 
2 a 4 semanas.
 � Fase da remodelagem: é quando ocorre a regeneração do tecido, que vai 
ser enriquecido com mais fibras de colágeno e adquirir características 
de uma cicatriz; esta fase tem início por volta do 11º e segue até o 
40º dia do pós-operatório.
Importa lembrar que cada paciente é único, cada organismo tem suas par-
ticularidades e cada técnica cirúrgica utilizada apresenta suas especificidades. 
Sendo assim, é fundamental respeitar suas características clínicas.
Segundo Borges (2010), a adequada escolha das técnicas de cuidado no pós-
-operatório de cirurgias plásticas está relacionada com o processo de reparo do 
tecido cicatricial. A escolha de cada procedimento é orientada pelas alterações 
em cada fase de reparo do tecido, sendo esse quadro definido inicialmente 
pela avaliação realizada pelo profissional esteticista.
No pós-operatório facial, a intervenção estará baseada em três fasesasso-
ciadas ao processo de reparo: na primeira fase, aparecem inchaço e equimoses, 
e o tratamento consiste, então, em diminuir esse quadro mediante a ativação 
da circulação sanguínea e a oxigenação do tecido operado; na segunda fase, 
é indicado combater a instalação de fibrose; e, na terceira, indica-se o uso de 
recursos para prevenir ou diminuir a flacidez.
Para Borges (2010), algumas medidas que devem orientar as ações são:
 � identificar o tipo e a profundidade dos tecidos envolvidos;
 � identificar a natureza da patologia;
 � avaliar o estágio da cicatrização, seus sinais e aspectos;
 � avaliar a presença de contraindicações ao uso de técnicas estéticas;
 � estabelecer metas para o tratamento em conjunto com o paciente;
 � determinar as técnicas que serão utilizadas no cuidado do paciente.
Dentre as técnicas a serem utilizadas pelo profissional da estética, Borges 
(2006) destaca as que serão apresentadas a seguir.
Procedimentos estéticos em cirurgias plásticas faciais10
Agentes térmicos: crioterapia/calor
A crioterapia é uma das técnicas mais utilizadas no pós-operatório ime-
diato de cirurgias estéticas. O seu efeito é produzir o resfriamento local, 
o que gera vasoconstricção e, assim, minimiza o extravasamento de líquidos 
extracelulares, diminui o metabolismo e limita o trauma tecidual. Com isso, 
ocorre uma redução na taxa de edema e de substâncias irritativas, alterando, 
dessa forma, a percepção da dor. A técnica pode ser utilizada nas primeiras 
24 horas após a cirurgia, devendo estar associada a um posicionamento corporal 
correto para facilitar o retorno linfático e venoso adequado. Como vantagens 
da crioterapia, ainda se podem citar seu baixo custo, o fácil manuseio e a 
eficácia para redução da dor e do edema. 
Normalmente, o calor deve ser utilizado na fase de remodelamento, com 
temperaturas abaixo de 38°C, evitando o estímulo de colágeno. O intuito 
principal do seu uso é aumentar a maleabilidade do tecido. Isso comumente 
ocorre em casos em que é necessário trabalhar a mobilização do tecido com 
placas ou cordões fibróticos. 
Drenagem linfática manual
Na fase aguda, uma técnica importante e amplamente utilizada é a drenagem 
linfática manual (DLM), que age sobre a circulação linfática e venosa, co-
laborando na manutenção do equilíbrio hídrico. Como as cirurgias plásticas 
produzem edema e alteração de sensibilidade (com desconforto e dor), a DLM 
sem deslizamento, respeitando a origem dos tecidos, colabora para a melhora 
desse quadro. Sua eficácia já está comprovada na prevenção precoce de edemas, 
hematomas, seromas, fibroses, aderências, equimoses, entre outros.
Na execução da DLM, devem-se considerar alguns aspectos, como o po-
sicionamento correto, para facilitar o retorno linfático; a adequada utilização 
das manobras, respeitando as características anatômicas da rede linfática na 
região facial; e a adoção de pressões suaves e lentas.
Guirro e Guirro (2010) salientam que, na execução da técnica de DLM, 
alguns cuidados devem ser observados no pós-operatório imediato:
 � a técnica deve ser aplicada de forma suave, evitando tensão excessiva;
 � não se devem realizar movimentos de deslizamento, para não produzir 
tensões na cicatriz cirúrgica;
 � deve-se respeitar o trajeto do sistema linfático íntegro do ato cirúrgico;
11Procedimentos estéticos em cirurgias plásticas faciais
 � a face deve ser posicionada de forma a se beneficiar da força da gravidade 
e do retorno vascular e linfático;
 � deve-se, preferencialmente, utilizar uma mão como fixação, para não 
gerar maior tensionamento na cicatriz cirúrgica.
A DLM é representada sobretudo pelas técnicas de Voldder e Leduc. 
A diferença entre elas está basicamente no movimento: Voldder utiliza mo-
vimento circulares, rotatórios e de bombeio; já Leduc propõe movimentos 
restritos.
O principal objetivo da DLM é eliminar os resíduos metabólicos e os líqui-
dos transudados por manobras nas vias linfáticas e linfonodos. Essa técnica 
atua reabsorvendo as proteínas extravasadas, o que equilibra as pressões 
hidrostáticas e tissulares, e reduz o edema. 
Terapia manual/massagem
A terapia manual por meio da mobilização manual gera tensão no tecido 
cicatricial, promovendo uma reorganização dos feixes de colágeno de maneira 
natural, com mais elasticidade do que quando não há essa tensão. Tal técnica 
é muito indicada para fibroses e aderências, pois nessas situações o colágeno 
se deposita de forma desorganizada, e essa forma de terapia, feita em todos 
os sentidos, reorganizará os feixes de colágeno.
Outra técnica manual amplamente utilizada pelo profissional esteticista é 
a massoterapia. A massagem é capaz de produzir estimulação mecânica nos 
tecidos, proporcionando relaxamento, auxílio da circulação venosa e absorção 
de substâncias extravasadas nos tecidos. Contudo, durante a fase inicial do 
pós-operatório, ela não deverá ser utilizada próxima da região cicatricial; nesse 
caso, a massagem poderá ser realizada para relaxamento muscular de regiões 
da cintura escapular ou da região cervical. O emprego direto na área da cirurgia 
ocorre apenas em uma fase de remodelação, pois, se realizada precocemente, 
seus movimentos podem provocar hematomas e outras alterações cicatriciais. 
Taping ou kinesio taping
O taping, também conhecido como bandagem elástica, é uma técnica que 
utiliza uma fita fina, elástica, adesiva, que pode permanecer em contato com 
a pele por vários dias (FU et al., 2008; BELL; MULLER, 2013). Entre seus 
principais efeitos, podem-se citar a analgesia, o suporte muscular e a corre-
ção articular — casos em que os cortes da bandagem são feitos em X, Y e I. 
Procedimentos estéticos em cirurgias plásticas faciais12
Por outro lado, quando o objetivo é drenagem, o corte (denominado teia de 
aranha, polvo ou fan) é aplicado sem tensão, seguindo o percurso do sistema 
linfático, o que ocasiona um melhor escoamento da linfa. A essa técnica dá-se 
o nome linfotaping. 
Uma vez aderida à pele, a bandagem vai atuar na abertura e no fechamento 
dos vasos linfáticos e sanguíneos por meio de seus filamentos — o que reduz 
dor e edema, favorece a redução de equimoses e auxilia na cicatrização natural 
da cirurgia. Ao se aplicar a bandagem, observam-se alguns efeitos, como 
diminuição de dores musculares, redução da congestão linfática; além disso, 
ela pode ser utilizada para cicatrizes hipertróficas, fibroses e hematomas. Outra 
recomendação para o uso do taping no pós-operatório de cirurgias plásticas 
é no tratamento de dores musculares na região do trapézio.
Ultrassom 
O ultrassom (US) proporciona, por meio dos seus efeitos térmicos e não 
térmicos, um aumento do reparo dos tecidos, do fluxo sanguíneo e da ex-
tensibilidade dos tecidos, bem como a redução de dor e a resolução da lesão. 
Segundo Migotto e Simões (2013), no pós-operatório de cirurgias plásticas, 
seu uso, fundamentalmente, evita a formação de fibroses.
De preferência, o uso do US deve ser feito com frequência de 3 MHz, na 
modalidade pulsada, para estimular o reparo tecidual e prevenir alterações 
cicatriciais. Em um tecido que segue as fases de cicatrização normal, deve-
-se ter atenção para não se utilizar a modalidade contínua, especialmente até 
a fase proliferativa, pois, nesse caso, a presença de calor será mais elevada, 
provocando alterações não satisfatórias. 
Segundo Cervásio (2010), no pós-operatório o US pode ser adotado em 
associação com a técnica de DLM, uma vez que esse uso conjunto tem apre-
sentado resultados satisfatórios para evitar o aparecimento de fibrose tecidual. 
Ha evidências que demonstram a eficácia do US nas diferentes fases do 
reparo tecidual. Sua utilização contribui na reabsorção de equimoses, redu-
zindo as chances de formação fibrótica; previne a formação de cicatrizes 
hipertróficas e queloides; e, ainda, melhora a nutrição celular, reduzindo o 
edema e a dor, consequências da melhora da circulação sanguínea e linfática. 
O US, especialmente na fase inflamatória, vai aumentaro número de fibro-
blastos, acelerando a contração da ferida quando utilizado no modo pulsado, 
na frequência de 3 MHz e com intensidades abaixo de 0,5 w/cm², objetivando 
reparo residual (BORGES, 2010).
13Procedimentos estéticos em cirurgias plásticas faciais
Microcorrentes 
Para Borges (2010), microcorrentes (MENS) são uma modalidade de eletro-
estimulação que utiliza correntes com parâmetros de intensidade na faixa 
dos microamperes. Nos pós-operatórios de cirurgias plásticas, as MENS são 
frequentemente utilizadas para auxiliar o reparo tecidual, pois permitem uma 
melhor organização do tecido cicatricial, além de possuírem propriedades 
anti-inflamatórias, antiedematosas e bactericidas.
Esse recurso acelera a síntese proteica de adenosina trifosfato (ATP) 
de 300% a 500%, o que incrementa o transporte das membranas e de aminoáci-
dos de 30% a 40%, estimula alterações na cicatrização, libera íons bactericidas 
pelo eletrodo e estimula a fagocitose (BORGES, 2010). 
Corrente galvânica
Essa modalidade de corrente elétrica de baixa intensidade é usada, conforme 
Guirro e Guirro (2010), especificamente sob a forma de iontoforese, que se 
caracteriza pela introdução de íons medicamentosos no tecido, com finalidade 
terapêutica.
 No pós-operatório de cirurgias plásticas, é comum o uso de substâncias com 
ação específica, como a dexametasona, devido à sua ação anti-inflamatória; 
a hialuronidase, para tratar edemas e fibroses; e o óxido de zinco, para ação 
antisséptica (BORGES, 2010). Nos casos em que se optar pelo uso da corrente 
galvânica, deve-se atentar aos parâmetros, especialmente a intensidade, pois 
se trata de uma corrente polarizada que oferece risco de queimadura química 
caso haja mal utilização do equipamento. Além disso, importa lembrar que o 
profissional estará lidando com um tecido com alteração de sensibilidade, que 
esse recurso auxilia na permeação de ativos polarizados e que todo e qualquer 
medicamento deve ter a autorização clínica do médico.
Endermoterapia
Esta técnica consiste no uso da pressão negativa, que realiza uma “sucção” na 
pele. Essa pressão, quando aplicada na pele, faz um descolamento do tecido, 
auxiliando no tratamento de fibroses e, com isso, promovendo um tecido mais 
uniforme. A sua utilização no pós-operatório de cirurgias plásticas deve ser 
feita de forma extremamente cautelosa, com ajuste de pressão conforme a 
sensibilidade e a fase cicatricial do tecido. Para Borges (2010), a endermoterapia 
parece ser muito agressiva aos tecidos em cicatrização.
Procedimentos estéticos em cirurgias plásticas faciais14
Laser
Abreviação de Light Amplification by Stimulated Emission of Radiation, 
o laser de baixa potência é indicado no pós-operatório de cirurgias plásticas 
por auxiliar e acelerar o processo de cicatrização, a diminuição do edema 
local, a redução do processo inflamatório, entre outros (OLIVEIRA, 2017).
O laser de baixa potência é considerado um recurso da fototerapia, ele tem 
como objetivo o reparo tecidual. Macedo e Oliveira (2010) acrescentam aos 
benefícios do seu uso a redução de edemas e fibroses, o aumento da hidratação 
e nutrição celular, a biomodulação da cicatrização e da drenagem linfática, 
a aceleração da regeneração e da recuperação tecidual, o estímulo à produção 
de fibras colágenas e elásticas, a amenização e a prevenção de intercorrências 
comuns no processo inflamatório, o estímulo à mitose celular e à reprodução 
de fibroblastos, o impedimento e a minimização da formação de queloides e 
a hipertrofia cicatricial.
Diodos emissores de luz (LEDs)
Os LEDs são diodos semicondutores que emitem luz; de acordo com seu 
comprimento de onda, eles vão atingir uma determinada profundidade no 
tecido e em células específicas. Esse recurso pode emitir luz azul (405 nm), 
âmbar (590 nm), infravermelha (940 nm), entre outras. Os LEDs estimulam 
a célula diretamente, na sua permeabilidade, o que, por sua vez, estimula 
mitocôndrias, síntese de ATP e proteínas como colágeno e a elastina. Esses 
diodos têm ação anti-inflamatória e antimicrobiana, e seu efeito é direto no 
processo inflamatório, estimulando o fluxo linfático, aumentando a atividade de 
neutrófilos e macrófagos, reduzindo o edema e estimulando a resposta imune; 
o aumento da formação de colágeno estimula a formação de fibroblastos, 
o que aumenta a circulação local (ESPER, 2010).
Radiofrequência
Para Agne (2015), a radiofrequência (RF) é um recurso que vem sendo ampla-
mente utilizado em protocolos de pós-operatório de cirurgias plásticas. Essa 
modalidade terapêutica converte a energia eletromagnética em efeito térmico. 
O efeito Joule é o principal efeito térmico da RF ao atravessar o organismo, 
efetuando a produção de calor. 
15Procedimentos estéticos em cirurgias plásticas faciais
A RF é uma forma de corrente elétrica alternada, e seu mecanismo de ação 
se dá pelo aquecimento da derme — a energia térmica gerada nas camadas 
profundas do tecido favorece a formação de colágeno. Porém, no pós-operatório 
a RF é usada para tratamento das fibroses, tanto recentes quanto tardias, po-
dendo ser aplicada precocemente, desde que a sensibilidade térmica do paciente 
seja mensurável e que o edema local não seja pronunciado (AGNE, 2015).
É importante ressaltar que esses procedimentos podem ser realizados 
tanto logo após o procedimento cirúrgico, quanto no pós-operatório tardio, 
dependendo de cada objetivo. Contudo, o profissional esteticista deverá buscar 
informações com o médico para compreender de forma ampla os detalhes 
do procedimento realizado e, com a avaliação do paciente, estabelecer um 
programa de cuidados adequado ao seu cliente.
AGNE, J. E. Eletrotermofototerapia. 2. ed. Santa Maria: Jones Eduardo Agne, 2015.
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de Santa Catarina, Florianópolis, 2003. Disponível em: https://repositorio.ufsc.br/bits-por trabalho pelo nosso organismo. Sua circulação 
entre os vasos linfáticos e tecidos conjuntivos frouxos do corpo assegura que os 
linfócitos alcancem locais infectados ou danificados com rapidez.
Sistema linfático10
Nas lâminas das membranas mucosas dos órgãos linfoides e também nos 
órgãos linfáticos, estão distribuídos diversos depósitos de tecidos linfáticos. 
Seus folículos linfáticos, também chamados de nodos, representam uma forma 
alternativa de organização linfática. Eles não apresentam uma cápsula como 
o tecido linfático difuso apresenta, mas seus folículos se apresentam como 
corpos sólidos e esféricos, com células e elementos reticulares empacotados. Os 
folículos, na maioria das vezes, apresentam centros pouco corados, chamados 
de centros germinativos. Esses centros germinativos abrigam com propriedade 
as células dendríticas foliculares e as células B e se alargam bastante quando as 
células B se dividem rapidamente para a produção de plasmócitos. Na maioria 
das vezes, os folículos são encontrados integrando parte de órgãos linfáticos 
maiores, como os linfonodos. Porém, podem acontecer aglomerações isoladas 
de folículos linfáticos, como na parede intestinal, formando placas de Peyer, 
e no apêndice vermiforme.
Linfonodos
Os linfonodos formam os principais órgãos linfáticos do corpo humano, 
agrupando-se ao longo dos vasos linfáticos. Para que a linfa seja devolvida 
para o sangue, ela deve ser filtrada pelos linfonodos. Existem centenas de 
linfonodos espalhados pelo corpo, mas sua visualização é prejudicada pelo 
fato de estarem inseridos no tecido conjuntivo. Nas regiões inguinal, axilar e 
cervical eles podem ser melhor observados por estarem em maiores grupos e 
também por estarem mais aproximados da superfície corpórea. Nestes locais, 
os vasos linfáticos são convertidos para formar os troncos linfáticos.
Os linfonodos apresentam duas funções básicas, como vemos a seguir. 
 � Filtrar a linfa: nos linfonodos, os macrófagos destroem e removem 
microrganismos e demais resíduos celulares que adentram na linfa a 
partir do tecido conjuntivo frouxo. Com isso, eles evitam que essas 
substâncias nocivas sejam liberadas no sangue e se espalhem ao longo 
do corpo.
 � Ativar o sistema imunológico: nos linfonodos, estão alojados estrate-
gicamente os linfócitos. Eles têm a função de monitorar a existência 
de antígenos na corrente linfática, organizando um ataque contra eles 
quando necessário. Veja, na próxima figura, como a estrutura de um 
linfonodo sustenta essas atividades defensivas.
11Sistema linfático
Estrutura dos linfonodos
Sua estrutura varia em forma e tamanho, porém a maior parte deles tem a 
forma de um grão de feijão com menos de 2,5 cm de comprimento. Cada 
linfonodo é revestido por uma forte cápsula de tecido fibroso a partir da qual 
trabéculas (tiras de tecido conjuntivo) se estendem para dentro, dividindo 
o nodo em vários compartimentos. O estroma de fibras reticulares forma a 
estrutura interna dos linfonodos, sustentando fisicamente os linfócitos que 
estão em contínua mudança (Figura 5).
Figura 5. Estrutura do linfonodo.
Fonte: Marieb e Hoehn (2009, p. 684).
Histologicamente, um linfonodo se apresenta em duas regiões distintas: 
córtex e medula. O córtex, parte mais superficial, abriga folículos agrupados 
densamente com diversos centros germinativos cheios de células B. As cé-
lulas dendríticas quase isolam os folículos e fazem contato com a parte mais 
profunda do córtex, onde estão abrigadas, principalmente, as células T em 
trânsito. Estas células T circulam continuamente entre o sangue, os linfonodos 
e a linfa, realizando sua função de vigília constante.
Sistema linfático12
A medula é caracterizada pela presença de ambos os tipos de linfócitos 
e de plasmócitos, que são formados por finas extensões de tecido linfático 
cortical, chamados de cordões medulares.
Ao longo de todo o linfonodo encontram-se os seios linfáticos, grandes 
capilares linfáticos cruzados por fibras reticulares. Muitos macrófagos estão 
nesse local, fagocitando matéria estranha da linfa a partir do momento que 
ela flui pelos seios. Para trabalhar junto a esses macrófagos antígenos da linfa 
circulante, vazam para o tecido linfático adjacente, ativando linfócitos que 
organizam um ataque imunológico contra eles.
Circulação de linfa nos linfonodos
A circulação nos linfonodos se dá através da entrada de linfa no lado convexo 
do linfonodo, por meio de diversos vasos linfáticos aferentes. Com isso, 
ela se move pelo seio subescapular, um seio grande em forma de bolsa, 
para outros seios menores que atravessam o córtex e entram na medula. 
Seguindo, a linfa corre pelos seios saindo do linfonodo no hilo, uma região 
endentada no lado côncavo do nodo, através de vasos linfáticos eferentes. 
Como existem menos vasos eferentes realizando a drenagem do linfonodo do 
que vasos aferentes o alimentando, o fluxo de linfa através do linfonodo se 
torna um pouco mais lento, dando oportunidade aos linfócitos e macrófagos 
de desempenhar suas funções protetoras. A adequada limpeza da linfa só 
ocorre após a sua passagem por vários linfonodos; somente assim ela pode 
ser completamente limpa.
Você ainda deve entender que, às vezes, nossos linfonodos não con-
seguem defender com excelência nosso organismo, sendo vencidos pelos 
microrganismos que estão atacando-nos. Isso acontece quando certo número 
de bactérias é preso dentro dos linfonodos, causando inflamação, edema e 
sensibilidade tátil, o que popularmente é chamado de “ínguas”, infecções do 
linfonodo que sofreu este ataque. Os linfonodos também podem ser locais 
secundários que abrigam células de câncer, principalmente nos tipos de câncer 
nos quais as metástases entram nos vasos linfáticos e ficam aprisionadas 
nos linfonodos. O fato de que os linfonodos infiltrados pelo câncer incham, 
mas normalmente não doem, ajuda a distinguir os linfonodos cancerosos 
daqueles infectados por microrganismos, já que estes últimos apresentam 
dor durante a palpação.
13Sistema linfático
Órgãos linfáticos
Os linfonodos anteriormente estudados são apenas um exemplo de muitos 
outros órgãos ligados ou agregados ao sistema linfático do corpo humano. 
Outros exemplos de órgãos linfáticos são o baço, as tonsilas e as placas de Peyer.
Com exceção do timo, esses órgãos têm uma constituição tecidual de tecido 
conjuntivo reticular. Vale ressaltar: mesmo que todos os órgãos linfáticos 
tenham o objetivo de proteger o corpo, somente os linfonodos realizam a 
filtragem da linfa. Os demais órgãos e tecidos linfáticos possuem eferentes 
linfáticos que os drenam e não dispõem de vias linfáticas aferentes.
Todos esses órgãos são apresentados a seguir (Figura 6).
Figura 6. Órgãos linfáticos.
Fonte: Marieb e Hoehn (2009, p. 685).
Sistema linfático14
Baço
Órgão amolecido e bastante vascularizado, apresenta tamanho aproximado de 
uma mão fechada e é o maior órgão linfático. Fica localizado no lado esquerdo 
da cavidade abdominal, abaixo do diafragma, curvando-se na face posterior 
do estômago, e recebe suprimento sanguíneo via artéria e veia esplênica, que 
saem do hilo na sua superfície anterior côncava. 
Esse órgão oferece um local ideal para a proliferação de linfócitos e para 
a vigília/resposta de processos imunológicos. Além disso, tem uma função 
ímpar, a de purificar o sangue. Isso se dá através da remoção de células velhas 
ou defeituosas do sangue mediante um processo de macrófagos que removem 
restos celulares e matérias estranhas do sangue que fluem pelos seus seios.
O baço ainda realiza três funções adicionais e relacionadas:
 � Estoque de alguns produtos da degradação dos eritrócitos para posterior 
reutilização, através da recuperação do ferro para fazer hemoglobina 
e liberação de outros produtos para o sangue a serem metabolizados 
pelo fígado. 
 � Produção de eritrócitos no feto: capacidade que normalmente para 
depois do nascimento do recém-nascido;
 � Estoque de plaquetas: faz um controle para manter equilibradatream/handle/123456789/107967/241807.pdf?sequence=1. Acesso em: 27 maio 2020.
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Procedimentos estéticos em cirurgias plásticas faciais18
Os links para sites da web fornecidos neste capítulo foram todos testados, e seu fun-
cionamento foi comprovado no momento da publicação do material. No entanto, a 
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local e conteúdo. Assim, os editores declaram não ter qualquer responsabilidade 
sobre qualidade, precisão ou integralidade das informações referidas em tais links.
19Procedimentos estéticos em cirurgias plásticas faciais
Dica do professor
As cirurgias plásticas faciais envolvem procedimentos associados à retirada e ao reposicionamento 
dos tecidos da face, buscando melhorar a harmonia do rosto, retardar os efeitos do 
envelhecimento, entre outros objetivos. O procedimento cirúrgico irá provocar um trauma na face, 
levando à formação de sinais vasculares, irregularidades e cicatrizes, os quais devem ser tratados 
pelo profissional esteticista para permitir uma recuperação adequada.
Na Dica do Professor, você verá uma série de cuidados a serem seguidos no pós-operatório de 
cirurgias plásticas faciais.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do vídeo ou clique no código para acessar.
https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/cee29914fad5b594d8f5918df1e801fd/4f55f218db745b926cfdbc36f9158741
Na prática
Entre as cirurgias plásticas faciais, a blefaroplastia é muito realizada, principalmente em uma 
população que busca atenuar os sinais do envelhecimento. No procedimento, é realizada a retirada 
do tecido das pálpebras superiores e inferiores. O pós-operatório requer alguns cuidados e 
orientações para adequada recuperação.
Veja, Na Prática, um caso clínico que envolve a blefaroplastia e conheça um pouco mais sobre os 
cuidados necessários.
Saiba +
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor:
A importância da atuação do tecnólogo em estética na ação 
conjunta com o cirurgião plástico diante das intercorrências em 
procedimentos de pós-operatório de cirurgias plásticas estéticas
Para saber mais, leia este artigo, que trata da importância dos profissionais esteticistas na realização 
de cirurgias plásticas, atuando de modo a minimizar ou prevenir fatores consequentes dessas 
intervenções.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do vídeo ou clique no código para acessar.
Ritidoplastia, cirurgia plástica da face e pescoço
Para saber mais, assista a este vídeo, em que o Dr. Marcos Abooud apresenta informações 
importantes sobre a ritidoplastia.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do vídeo ou clique no código para acessar.
Drenagem linfática na clínica
Para saber mais, assista a este vídeo, que apresenta informações e orientações sobre a utilização da 
drenagem linfática, bem como algumas manobras que podem ser utilizadas.
http://siaibib01.univali.br/pdf/Amanda%20Lussoli%20Sdregotti%20e%20Danubia%20de%20Souza.pdf
https://www.youtube.com/embed/jla_mOiBbU4
Aponte a câmera para o código e acesse o link do vídeo ou clique no código para acessar.
https://www.youtube.com/embed/9Pw14SELHSQ
Técnicas de cirurgias plásticas faciais
Apresentação
É fundamental o conhecimento sobre as técnicas mais comuns de cirurgias plásticas faciais antes de 
aprender sobre as terapias utilizadaspor esteticistas no cuidado pós-operatório destas. Você 
aprenderá sobre as indicações e as técnicas de cirurgias plásticas faciais como ritidoplastia e 
blefaroplastia.
Nesta Unidade de Aprendizagem, você terá acesso a informações sobre cirurgias plásticas faciais, 
as quais servirão como base de conhecimento para futuros trabalhos na área de pré e pós-
operatório na estética.
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Identificar as indicações da cirurgia plástica facial.•
Descrever a técnica cirúrgica de ritidoplastia.•
Relembrar a técnica cirúrgica de blefaroplastia.•
Infográfico
As orientações que o paciente deve receber para casa também são importantes. Essa parceria é 
primordial para uma recuperação tranquila e com resultados que levarão à redução das sequelas 
decorrentes do ato cirúrgico. Fica como dica: é interessante fazer registros fotográficos no início 
dos procedimentos e ao final para visualizar as melhoras.
Neste Infográfico, você vai receber informações complementares para reforçar a responsabilidade 
que o esteticista deve ter ao estabelecer propostas terapêuticas para auxiliar no processo de reparo 
do tecido de ritidoplastia e blefaroplastia.
Conteúdo do livro
A cirurgia plástica estética evoluiu da simples ausência de doenças para o bem-estar físico, mental e 
psicossocial, entre outros aspectos. É imensurável o alcance desse procedimento na saúde e na 
harmonização do indivíduo, da sua autoestima, da integração consigo mesmo, com a família e com a 
sociedade em que vive. A partir disso, é possível identificar a principal motivação para realizar uma 
cirurgia plástica estética: a satisfação e o contentamento com o visual.
Na obra Estética aplicada à cirurgia plástica, leia o capítulo Técnicas de cirurgias plásticas faciais, 
base teórica desta Unidade de Aprendizagem.
ESTÉTICA 
APLICADA À 
CIRURGIA 
PLÁSTICA
Luciana Neis Stamm
Técnicas de cirurgias 
plásticas estéticas faciais
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
 � Identificar as indicações da cirurgia plástica facial.
 � Descrever a técnica cirúrgica de ritidoplastia.
 � Descrever a técnica cirúrgica de blefaroplastia.
Introdução
Neste capítulo, você vai compreender a teoria das técnicas de cirurgias 
plásticas estéticas faciais ritidoplastia e blefaroplastia, que consistem, 
respectivamente, em cirurgia de aperfeiçoamento e de rejuvenescimento 
facial. Esta última é também conhecida como lifting e remoção do excesso 
de pele das pálpebras superiores e inferiores.
É importante entender como são realizados esses procedimentos 
para desenvolver com eficiência os protocolos de drenagem linfática e 
eletroterapia, se forem necessários, e também para alcançar resultados 
mais satisfatórios no pós-operatório, como redução de edemas, de he-
matomas e de desconforto.
Cirurgias estéticas faciais
A palavra “plástico” deriva do grego e significa modelar, dar forma. Ela deu 
origem à especialidade cirurgia plástica, que teve otorrinolaringologista como 
a especialidade médica mais citada por dar início ao segmento nas cirurgias 
faciais. Ela deu origem à especialidade cirurgia plástica e não se refere somente 
à cirurgia plástica estética, caracterizada por reparos de defeitos menores, 
em que o aprimoramento é o objetivo, mas também a cirurgias de origens 
reparadoras ou reconstrutivas, designadas a reparos chamados de defeitos 
maiores (FERREIRA, 2000).
A cirurgia plástica estética evoluiu da simples ausência de doença para o 
bem-estar físico, mental e psicossocial, entre outros aspectos. É imensurável o 
alcance desse procedimento na saúde e na harmonização do indivíduo, da sua 
autoestima, da integração consigo mesmo, com a família e com a sociedade 
em que vive. A partir disso, é possível identificar a principal motivação para 
realizar uma cirurgia plástica estética: a satisfação e o contentamento com 
o visual.
O envelhecimento facial, principalmente o das pálpebras, pode conferir um 
aspecto de cansaço e de envelhecimento precoce e prejudicar a vida amorosa, 
social e laboral. A perda do contorno facial em razão da flacidez cutânea 
alimenta a configuração negativa da autoestima que pode estar relacionada 
diretamente com a aparência. Essas são queixas de pacientes cuja indicação 
de cirurgia plástica estética são a blefaroplastia e a ritidoplastia.
No Brasil, a miscigenação tem índice elevado e com forte presença das 
raças negra e amarela, em que os indivíduos têm maior probabilidade de sur-
gimento de cicatrizes de origem queloidiana (cicatriz com características de 
pele elevada que pode ultrapassar os limites da lesão e provocar escurecimento 
da pele no local). Em razão disso, não há como definir um padrão midiático 
estético nem tentar satisfazer uma vaidade doentia, mas sim deve-se levar em 
consideração a harmonização do rosto e as particularidades psicológicas do 
indivíduo (FERNANDES, 2016).
A cirurgia da face, pescoço e pálpebras retarda visualmente o processo de 
envelhecimento dessas regiões, mas não interrompe o processo evolutivo do 
organismo, e em alguns casos, há necessidade de complementos após curto 
período de tempo.
A Figura 1 ilusta a face estética das cirurgias plásticas.
Técnicas de cirurgias plásticas estéticas faciais2
Figura 1. Face estética das cirurgias plásticas.
Fonte: Photomaxx/shutterstock.com.
Decisão de realizar uma cirurgia plástica
Há, em geral, três razões principais para o paciente querer fazer cirugia plástica 
estética:
1. melhoria de sua confiança profissional;
2. ganho de confiança em si mesmo, em sua vida pessoal;
3. alívio do desconforto da face cansada que, por muitas vezes, não cor-
responde à sensação interna de juventude. 
Quando o paciente está insatisfeito com sua aparência, é muito comum 
que ele procure alternativas de procedimentos estéticos menos invasivos do 
que a cirurgia plástica. Tratamentos como radiofrequência, microagulhamento 
e peelings químicos são bastante eficazes na prevenção do envelhecimento 
cutâneo, e podem ser realizados por estetacosmetólogos e esteticistas qualifi-
cados. Outros procedimentos estéticos como microagulhamento realizado com 
agulhas maiores, peelings químicos médios e profundos, aplicação de toxina 
botulínica e preenchimento de rugas com ácido hialurônico, estes realizados 
somente por médicos e biomédicos, são ainda considerados antes de decidir 
pela cirurgia plástica. 
3Técnicas de cirurgias plásticas estéticas faciais
As diversas opções de tratamentos estéticos fazem parte do leque de pos-
sibilidades para quem está na dúvida em fazer cirurgias plásticas estéticas 
faciais e claramente sugerem menos riscos ao paciente. Portanto, a indicação 
para realizar uma cirurgia é muito particular e deve ser bem pensada. O 
procedimento é sempre muito bem explicado antes de dar início à cirurgia e 
todos os riscos são revelados para a tomada de decisão. 
Nenhuma cirurgia plástica estética promete resultados de juventude para a vida inteira. 
Assim como na cirurgia de abdome e na lipoaspiração o paciente não deve aumentar 
de peso para que mantenha os resultados alcançados, nas cirurgias plásticas estéticas 
faciais o ideal é que o paciente mantenha os resultados com tratamentos estéticos 
como o microagulhamento, a radiofrequência e/ou os peelings químicos.
Ritidoplastia
A técnica de ritidoplastia que consiste em realizar um lifting facial tem um 
princípio simples e lógico de que o evelhecimento facial é resultado da flaci-
dez ou também chamada de ptose (queda) do tecido cutâneo, e não do tecido 
muscular. É possível, assim, fazer uma analogia à ptose das mamasem que 
a flacidez é causada pela força da gravidade e não pela flacidez do músculo 
peitoral.
Não se sabe ao certo quando foi realizado o primeiro facelift — estiramento 
da pele da face com o objetivo de rejuvenescimento. Os primeiros procedi-
mentos consistiam na remoção superficial somente da pele e eram realizadosna região em frente às orelhas. Com a evolução da técnica, essa ressecção 
se modificou e passou a contar com a remoção de camadas anatômicas mais 
profundas da pele. 
Segundo Mang (2012), nos dias atuais, os procedimentos realizados com 
o objetivo de rejuvenescimento podem ser classificados de acordo com o seu 
nível de alcance anatômico:
1. Facelift superficial — remoção de somente um pequeno retalho de 
tecido cutâneo e de gordura. Os resultados estéticos são suaves.
Técnicas de cirurgias plásticas estéticas faciais4
2. Facelift subcutâneo moderado — permanência de maior porcentagem 
de gordura no retalho cutâneo.
3. Facelift subplatismal (plastisma é o músculo grande do pescoço) — 
dissecção diretamente sob o sistema músculo-aponeurótico superficial 
(SMAS). 
4. Lift subperiosteal — dissecção realizada diretamento no osso.
5. Lift supraplastimal — dissecção realizada diretamente no SMAS.
Instruções ao paciente
São fornecidas instruções detalhadas ao paciente na primeira consulta e na 
visita ao hospital antes da internação, para deixá-lo ciente dos objetivos e dos 
riscos do procedimento a ser realizado. Isso pode acontecer de 2 a 8 meses 
antes da data da cirurgia, e todas as informações devem ser registradas em 
ata com cópia para o médico/hospital e para o paciente.
No dia anterior à cirurgia, as instruções são todas repassadas ao paciente, 
todos os riscos e cuidados são revistos tanto pelo médico-cirurgião quanto 
pelo apoio ao paciente no hospital.
Poderá ser recomendada a aplicação de compressas de gaze ou de algodão 
embebidos em solução fisiológica ou em água fria sobre os olhos. Essas com-
pressas podem ser trocadas periodicamente, várias vezes ao dia, pois auxilia 
na redução de edema e de qualquer desconforto que possa ocorrer.
Protocolo pré-cirurgia
Antes da cirurgia de ritidoplastia, é realizado o registro fotográfico pano-
râmico da cabeça e do pescoço na íntegra. A melhor maneira de se avaliar o 
resultado obtido é por meio da comparação entre as fotografias feitas no pré 
e no pós-operatório, realizadas em padrões semelhantes. Essas imagens são 
parte de seu prontuário médico.
Após a comparação das fotografias, é feita a anestesia e a assepsia do 
local com uma solução antisséptica. O procedimento é iniciado com a técnica 
conhecida como tumescência, que consiste na aplicação de uma mistura 
de medicamentos e de solução salina no tecido subcutâneo para facilitar o 
descolamento do tecido cutâneo e da gordura do tecido muscular.
Antes de iniciar a ritidoplastia, outros procedimentos estéticos são asso-
ciados para melhor desenvoltura do médico-cirurgião durante a cirurgia e 
também para a obtenção de melhores resultados. A lipoaspiração é um deles. 
O tecido adiposo (células de gordura) é aspirado e, com isso, o descolamento 
5Técnicas de cirurgias plásticas estéticas faciais
do tecido subcutâneo do tecido muscular para posterior estiramento da pele 
na cirurgia é facilitado.
Técnicas de ritidoplastia
Entre as técnicas de ritidoplastia há uma classificação de acordo com a queixa 
e com a idade de cada paciente. Elas estão descritas a seguir.
Ritidoplastia tipo 1 (30 a 40 anos de idade) — São realizadas sete incisões 
de 3mm, segundo o método de Mang (2012). A característa especial dessa 
técnica é que, após realizada a tumescência, o cirurgião consegue descolar a 
pele sem uso de força, o manejo do tecido é delicado, o que exclui as lesões 
de nervos e dos vasos sanguíneos (Figura 2).
Figura 2. Limite da área trabalhada na técnica de ritidoplastia tipo 1.
Fonte: Mang (2012, p. 89). 
Técnicas de cirurgias plásticas estéticas faciais6
Ritidoplastia tipo 2 (40 a 45 anos de idade) — Este procedimento é realizado 
em pacientes a partir dos 40 anos de idade, nos quais apenas as bochechas e a 
região nasolabial serão suspensas. Após a tumescência e o deslocamento, uma 
incisão é feita ao longo da linha capilar temporal (lateral da cabeça, acima da 
orelha), esta é continuada da área pré-auricular até um ponto chamado trágus 
(região da face junto à orelha). É importante centralizar a cabeça do paciente 
antes do ajuste da pele para obter resultados simétricos (Figura 3).
Figura 3. Margem da incisão e área a ser trabalhada na técnica 
de ritidoplastia tipo 2.
Fonte: Mang (2012, p. 91). 
7Técnicas de cirurgias plásticas estéticas faciais
Ritidoplastia tipo 3 (45 a 50 anos de idade) — Neste procedimento são 
corrigas as chamadas “bochechas caídas” que incluem as regiões do sulco 
nasolabial e pele excedente da região mentoniana e submentoniana (queixo e 
região abaixo dele). Nesse método, as linhas de incisão são estendidas para 
melhores resultados, pois com a idade há a necessidade de corrigir uma área 
um pouco maior (Figura 4).
Figura 4. Margem da incisão e área a ser trabalhada na técnica 
de ritidoplastia tipo 3.
Fonte: Mang (2012, p. 93). 
Ritidoplastia tipo 4 (50 anos de idade ou mais) — Neste método a pele é 
dissecada em toda a face e pescoço após deslocamento da pele e tumescência. 
A linha de incisão é feita ao longo da linha capilar (Figura 5). 
Técnicas de cirurgias plásticas estéticas faciais8
Figura 5. Margem da incisão e área a ser trabalhada na 
técnica de ritidoplastia tipo 4.
Fonte: Mang (2012, p. 97). 
Após feita a linha de incisão ao longo da linha capilar, a dissecção de face e 
pescoço é iniciada (Figura 6). A seguir, é realizada a tração da pele (Figura 7). 
Figura 6. Demonstração da técnica de dissecção da região da face e do pescoço.
Fonte: Mang (2012, p. 111). 
a b
9Técnicas de cirurgias plásticas estéticas faciais
Figura 7. Tração da pele.
Fonte: Mang (2012, p. 117). 
a b
Em seguida da tração da pele, é feita a sutura, que é o fechamento da inci-
são. Isso pode ser realizado sem tensão já que as suturas já foram previamente 
realizadas no tecido subcutâneo (Figura 8). O retalho de tecido dermoadiposo é 
removido da região trabalhada; por fim, a incisão é fechada camada por camada. 
É iniciado, então, o processo de limpeza e desinfecção do local recém-
-finalizado. Logo em seguida, um curativo com gaze é aplicado e, em cima 
dele, ataduras elásticas que vão até o pescoço. Essas ataduras devem ficar 
firmes sem formar curvas na pele e permanecer por, pelo menos, 24 horas. 
O resfriamento do local deve ser inicado imediatamente com o objetivo de 
evitar edemas exagerados.
Figura 8. Suturas e aplicação de dreno.
Fonte: Mang (2012, p. 139). 
Técnicas de cirurgias plásticas estéticas faciais10
A Figura 9 apresenta imagens anteriores e posteriores à ritidoplastia.
Figura 9. Antes e depois de pacientes que realizaram ritidoplastia.
Fonte: Mang (2012, p. 142).
a
b
11Técnicas de cirurgias plásticas estéticas faciais
Ficha técnica da cirurgia de ritidoplastia, segundo a Academia Brasileira de 
Cirurgia Plástica da Face (ABCPF)
Nome técnico — ritidoplastia.
Parte do corpo — rugas da face.
Idade recomendada — a partir dos 45 anos.
Anestesia — local, com sedação.
Duração da cirurgia — em média 2 horas e meia.
Permanência na clínica — média — de 8 a 24 horas.
Cicatriz — discreta, parcialmente escondida pelos cabelos.
Pré-operatório — exames de laboratório e arquivo fotográfico.
Pós-operatório — curativo de proteção da cicatriz durante um dia.
Tempo de recuperação — de 8 a 12 dias.
Dica: A ritidoplastia pode ser associada a uma lipoaspiração da papada (cirurgia 
para eliminar queixo duplo) ou, ainda, a uma blefaroplastia (cirurgia para correção 
das pálpebras).
Fonte: Academia Brasileira de Cirurgia Plástica da Face (c2018a, documento on-line).
Cuidados no pós-operatório
O resfriamento do local deve ser intermitente durante os 3 primeiros dias. O 
paciente é orientado a reduzir drasticamente suas atividades durante 8 dias, 
não rir e não fazer caretas, além de deitar para dormir em decúbito dorsal (de 
barriga para cima) com a cabeceira elevada em 45º pelo menos na primeira 
semana.
A atadura e o dreno são removidos em 24 horas. As incisões devem ser 
examinadas e limpas diariamente, e deve ser aplicadauma fina camada de 
loção cicatrizante nas áreas suturadas, três vezes ao dia. Também deve ser 
utilizada uma proteção como um lenço para evitar contaminação no local 
durante 10 dias.
No terceiro dia, é permitido lavar os cabelos com muito cuidado. A dre-
nagem linfática, a eletroterapia e os tratamentos cosméticos profissionais são 
recomendados, pois estimulam a cicatrização. Os pontos poderão ser retirados 
após 7 a 10 dias. Durante quatro semanas, as atividades físicas devem ser 
evitadas, assim como o uso de secador de cabelos, permitido no modo de calor 
moderado, e exposição solar direta. O retorno ao trabalho pode acontecer a 
partir de duas semanas, após liberação do médico. 
Técnicas de cirurgias plásticas estéticas faciais12
O paciente precisa ser orientado a aguardar os resultados esperados com 
calma, afinal uma cirurgia estética gera ansiedade.
Segundo Kede e Sabatovich (2015), a ritidoplastia é um tipo de cirurgia delicada e 
extremamente sofisticada, o que exige muito conhecimento de anatomia funcional e 
de variadas técnicas operatórias já existentes. Um resultado satisfatório inclui avaliação 
pré-cirúrgica rigorosa, entrosamento da equipe cirúrgica, anestesia adequada e bom 
relacionamento médico-paciente.
Para manter os resultados após uma cirurgia plástica é ideal seguir com os cuidados 
da pele realizar tratamentos rejuvenescedores, dessa forma o paciente conseguirá 
prolongar os resultados da cirurgia, afinal, o envelhecimento fisiológico nunca para 
e é refletido na pele.
Para acompanhar e entender o passo a passo da técnica cirúrgica de ritidoplastia ou 
lifting cirúrgico facial, acesse o link a seguir.
https://goo.gl/GA8sMh
Blefaroplastia
O termo “blefaroplastia” foi mencionado pela primeira vez na Europa, em 
1818. Desde então, muitas técnicas para cirurgia das pálpebras foram desen-
volvidas e, até 1940, consistiam apenas na remoção de pele. Porém, a maioria 
dos artigos publicados posteriormente menciona a retirada de gordura ao 
redor dos olhos como fator essencial da cirurgia.
13Técnicas de cirurgias plásticas estéticas faciais
Na área da cirurgia estética facial, a blefaroplastia é a mais solicitada, 
juntamente com a otoplastia, cirurgia de correção das orelhas. Apesar de 
as pálpebras caídas não serem condição exclusiva de pele madura, elas são 
associadas ao envelhecimento com frequência. Essa cirurgia é realizada, em 
geral, em pacientes acima dos 35 anos de idade. Os resultados podem ser 
comparados aos do lifting facial, cirurgia realizada em todo o rosto com o 
intuito de rejuvenescimento (MANG, 2012).
Ficha técnica da cirurgia de blefaroplastia, segundo a ABCPF
Nome técnico — blefaroplastia estética.
Parte do corpo — pálpebras.
Idade recomendada — a partir dos 40 anos.
Anestesia — local, na maioria dos casos.
Duração da cirurgia — em média 1 hora e meia.
Permanência na clínica — curta — de 4 a 8 horas.
Cicatriz — nenhuma cicatriz visível, quando o procedimento for bem realizado.
Pré-operatório — exames de laboratório, arquivo fotográfico e exames oftalmo-
lógicos, se necessário.
Pós-operatório — curativo durante 2 a 3 horas e uso de colírio para proteger o olho.
Tempo de recuperação — 8 dias.
Fonte: Academia Brasileira de Cirurgia Plástica da Face (c2018b, documento on-line).
Durante a realização da blefaroplastia nas pálpebras superiores, a pele e a 
gordura são removidas para promover resultado estético e também para prevenir 
recorrências prematuras. Para que não prejudique o fechamento palpebral, 
a técnica de corte e de remoção da pele não pode ocasionar tensão sobre as 
bordas da excisão, assim como deve-se ter cuidado especial no ângulo obtido 
com a ressecção da gordura no canto ocular interno. É fundamental preservar 
o funcionamento das pálpebras, além dos benefícios estéticos (BORGES, 2010)
A blefaroplastia, que consiste na cirurgia da pálpebra superior e inferior, 
não surte efeito sobre a flacidez da pele da região lateral da pálpebra superior. 
Se essa for a queixa principal do paciente, o procedimento ideal a ser realizado 
seria o lifting endoscópico da fronte, que consiste na remoção e no estiramento 
da pele da região lateral e frontal do rosto.
Técnicas de cirurgias plásticas estéticas faciais14
Instruções ao paciente
Durante a primeira visita ao hospital, antes da internação, são fornecidas ao 
paciente instruções detalhadas sobre os riscos do procedimento e o objetivo 
da cirurgia de blefaroplastia. Esses detalhes são anotados e anexados ao seu 
prontuário.
Todas essas informações pertinentes para seguir em frente com o procedi-
mento são revistas pelo médico-cirurgião com o paciente, o que inclui todos 
os riscos do procedimento em potencial, como lesão do globo ocular ou da 
glândula lacrimal. Tudo é registrado por escrito.
Avaliação oftalmológica
Antes da cirurgia plástica estética das pálpebras superiores e inferiores, deve 
ser realizada uma avaliação oftalmológica para verificar a anatomia e a função 
dos olhos. 
São recomendados exames como os de pressão ocular interna, exame para 
verificar a posição das pálpebras e para detecção de estrabismo. Também 
deve ser realizado exame de acuidade visual dos dois olhos para verificação 
da sua curvatura.
Registro fotográfico
É de suma importância o registro fotográfico prévio à cirurgia. Ele deve ser 
feito com imagem do tipo panorâmica em que mostre toda a face, assim como 
imagens detalhadas da área a ser trabalhada, com os olhos abertos e fechados, 
imagens frontais e laterais.
Planejamento cirúrgico
O procedimento é realizado com anestesia local. É administrado um medica-
mento por via oral para uma sedação leve. 
De forma geral, somos assimétricos, ou seja, um lado do rosto é natural-
mente diferente do outro. Se necessário, uma correção pode e deve ser feita 
com precisão no pré-operatório, como um projeto.
15Técnicas de cirurgias plásticas estéticas faciais
No planejamento, é realizada a marcação preliminar das linhas da incisão, 
que deve ser realizada com o paciente consciente para poder avaliar as reais 
condições da pálpebra caída e também para mostrar para o paciente o que 
pode ser feito para sanar a origem da sua queixa (Figura 10). Isso quer dizer 
que para reproduzir a anatomia individual de cada paciente e também para 
melhor visualização da marcação, ele precisa estar acordado e fechar e abrir 
os olhos de forma repetida.
Figura 10. Marcação preliminar das linhas de incisão.
Fonte: Mang (2012, p. 175). 
Após a marcação das linhas de incisão, é feita a anestesia local pelo médico-
-cirurgião e, em seguida, a assepsia do local, que consiste em higienizar de 
forma rigorosa a pele a ser trabalhada. Aplica-se, ainda, pomada oftalmológica 
na conjuntiva para sua proteção. 
A seguir, a incisão é iniciada e é feita a retirada de tecido cutâneo e gor-
duroso, e se houver necessidade, inclusive parte da musculatura (Figura 11).
Técnicas de cirurgias plásticas estéticas faciais16
Figura 11. Inicisão sendo realizada nas pálpebras superiores e 
remoção de tecido epitelial e adiposo.
Fonte: Mang (2012, p. 179 e 183). 
17Técnicas de cirurgias plásticas estéticas faciais
Após realizado o procedimento de acordo com a necessidade de cada 
paciente, iniciam-se as suturas, ou seja, o fechamento do local unindo as 
bordas separadas da lesão por meio de agulhas e linhas próprias para a cirurgia 
(Figura 12).
Figura 12. (a) Comparação da área de onde o tecido em excesso foi removido e sua marcação 
prévia. (b) Incisão sendo suturada. 
Fonte: Mang (2012, p. 187). 
a b
A sutura é protegida por uma fita microporosa que deve permanecer no 
local por no mínimo 24 horas (Figura 13) (MANG, 2012).
Figura 13. (a) Região suturada. (b) Curativo.
Fonte: Mang (2012, p. 189). 
a b
Técnicas de cirurgias plásticas estéticas faciais18
A blefaroplastia também pode ser realizada na pálpebra inferior. Ela requer 
os mesmos cuidados no pós-operatório (Figura 14).
Figura 14. Curativo aplicado na pálpebra inferior.
Fonte: Mang (2012, p. 221). 
A Figura15 demonstra o resultado da cirurgia de blefaroplastia de pálpebras 
superiores e inferiores.
19Técnicas de cirurgias plásticas estéticas faciais
Figura 15. a) Paciente apresenta bolsas de gordura e ptose da pálpebra superior. 
(b) Mesma paciente após 12 meses de blefaroplastia superior e inferior.
Fonte: Mang (2012, p. 224). 
a
b
Tratamentos e cuidados no pós-operatório
De 2 a 4 horas após o fim da cirurgia, o paciente está liberado. Atividades 
extenuantes devem ser evitadas. Nesse período de recuperação, a indicação 
para dormir é elevar a cabeça com travesseiros mais altos e manter a posição 
em decúbito dorsal.
O tratamento com antibióticos deve ser mantido de acordo com a reco-
mendação médica. O resfriamento intenso do local nas primeiras 24 horas é 
um dos cuidados domiciliares, ele evita edemas exagerados e alivia qualquer 
desconforto. Após 4 dias, os pontos podem ser removidos.
A drenagem linfática manual, que auxilia no retorno venoso e linfá-
tico, reduzindo edemas e hematomas, também está entre os tratamentos do 
pós-operatório. 
Técnicas de cirurgias plásticas estéticas faciais20
De forma geral, nos 3 primeiros dias, começa a regressão do edema (in-
chaço) dos olhos, mas isso varia de paciente para paciente. Existem aqueles 
que já no quarto ou no quinto dia apresentam-se com um aspecto bastante 
natural. Outros irão atingir esse resultado após o oitavo dia ou mesmo após 
2 semanas. Mesmo assim, os 3 primeiros dias do pós-operatório são aqueles 
em que existe maior inchaço das pálpebras. O uso de óculos escuros poderá 
ser útil nessa fase, assim como a utilização de compressas frias para diminuir 
a intensidade do edema.
ACADEMIA BRASILEIRA DE CIRURGIA PLÁSTICA DA FACE. Blefaroplastia perguntas 
frequentes. c2018b. Disponível em: . Acesso em: 01 out. 2018.
ACADEMIA BRASILEIRA DE CIRURGIA PLÁSTICA DA FACE. Ritidoplastia ou plástica de 
rugas perguntas frequentes. c2018a. Disponível em: . Acesso em: 01 out. 2018.
BORGES, F. S. Dermato-funcional: modalidades terapêuticas nas disfunções estéticas. 
2. ed. rev. ampl. São Paulo: Phorte, 2010.
FERNANDES, J. W. O Ensino da Cirurgia Plástica na Graduação em Medicina no Contexto 
da Realidade Brasileira. Revista Brasileira de Educação Médica, v. 40, n. 2, p. 286-294, 2016.
FERREIRA, M. C. Cirurgia plástica estética: avaliação dos resultados. Revista da Sociedade 
Brasileira de Cirurgia Plástica, São Paulo, v. 15, n. 1, p. 55-66, jan./abr. 2000.
KEDE, M. P. V.; SABATOVICH, O. Dermatologia estética. 3. ed. atual. e ampl. São Paulo: 
Atheneu, 2015.
MANG, W. L. Manual de cirurgia estética. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2012.
Leitura recomendada
RIBEIRO, A. A. et al. Ritidoplastia em face espástica: relato de caso. Revista Brasileira de 
Cirusrgia Plástica, São Paulo, v. 26, n. 2, p. 366-369, 2011. Disponível em: . Acesso em: 01 out. 2018. 
21Técnicas de cirurgias plásticas estéticas faciais
Conteúdo:
Dica do professor
O envelhecimento facial, principalmente o das pálpebras, pode conferir um aspecto de cansaço e 
de envelhecimento precoce, além de prejudicar a vida amorosa, social e laboral. A perda do 
contorno facial em razão da flacidez cutânea alimenta a configuração negativa da autoestima que 
pode estar relacionada diretamente à aparência. Essas são queixas de pacientes cuja indicação de 
cirurgia plástica estética são a blefaroplastia e a ritidoplastia.
Nesta Dica do Professor, você vai ver algumas opções a serem consideradas pelo cliente antes de 
optar por uma cirurgia plástica. É interessante tomar conhecimento dos tratamentos estéticos que 
têm objetivos comuns aos das cirurgias faciais. Ao ter uma conversa franca com o seu cliente e, se a 
flacidez do rosto não for tão severa, você poderá sugerir protocolos com 
procedimentos estéticos para melhorar a disfunção que os está incomodando.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do vídeo ou clique no código para acessar.
https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/cee29914fad5b594d8f5918df1e801fd/d43665e902e330f5b6b15f4a68a37414
Na prática
É muito comum nos atendimentos de drenagem linfática manual em pós-operatório termos que 
orientar o paciente sobre os cuidados durante a troca de curativos, como a higienização do local 
somente a partir de 24 horas da cirurgia, a não exposição solar e uso de óculos solares para 
proteção, na hora de dormir evitar deitar de lado ou em decúbito ventral (de barriga para baixo), 
não coçar a região, etc.
Neste Na Prática, você vai ver alguns exemplos de cuidados como esses após a cirurgia de 
blefaroplastia.
Saiba +
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor:
Mitos e verdades sobre bichectomia
Confira o seguinte vídeo, por meio do qual você vai ter acesso a outro tipo de cirurgia facial que 
está em alta no momento, a chamada bichectomia. Trata-se de uma cirurgia estética facial que tem 
como objetivo reduzir o volume das bochechas.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do vídeo ou clique no código para acessar.
O mercado da beleza e suas consequências
Leia o seguinte artigo científico sobre o mercado da beleza. A imagem está se tornando a 
identidade das pessoas.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do vídeo ou clique no código para acessar.
Os efeitos da drenagem linfática no pós-operatório de 
blefaroplastia
Leia o seguinte artigo científico, o qual relaciona drenagem linfática com cirurgia plástica de 
blefaroplastia. Trata-se de um procedimento cirúrgico que visa a restauração da aparência estética 
das pálpebras, além de melhorar o campo de visão. No pós-operatório de blefaroplastia é comum 
aparecimento de algumas alterações ocorridas pela cirurgia. Veja a seguir.
https://www.youtube.com/embed/A4lWmHoa_r8
http://publica.sagah.com.br/publicador/objects/attachment/64371453/alexandrashmidtteclaudeteoliveira.pdf?v=1911192339
Aponte a câmera para o código e acesse o link do vídeo ou clique no código para acessar.
http://publica.sagah.com.br/publicador/objects/attachment/1471112092/OS-EFEITOS-DA-DRENAGEM-LINFATICA-NO-POS-OPERATORIO-DE-BLEFAROPLASTIA.pdf?v=1943426507
Procedimentos estéticos em cirurgias 
plásticas abdominais
Apresentação
Atualmente, o Brasil ocupa o primeiro lugar entre os países do mundo com maior número de 
cirurgias plásticas, o que é uma boa notícia para os profissionais da estética, pois aumenta a 
demanda de tratamentos, principalmente os pré e pós-operatórios.
Mas para você, profissional da estética, poder suprir essa demanda, deve estar qualificado. Esses 
tipos de tratamentos exigem um conhecimento ainda maior de anatomia e fisiologia, além de estar 
preparado para lidar com possíveis complicações.
Nesta Unidade de Aprendizagem, você irá entender a importância desses tratamentos para o 
resultado final das cirurgias plásticas de abdômen, além de conhecer quais são suas indicações e 
contraindicações.
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Indicar os cuidados estéticos no pré-operatório de cirurgias plásticas abdominais.•
Descrever os cuidados estéticos no pós-operatório de cirurgias plásticas abdominais.•
Listar as indicações e as contraindicações das técnicas aplicadas em cirurgias bariátricas e em 
abdominoplastias.
•
Infográfico
Devido à grande área de descolamento de tecidos e do tamanho da lesão cirúrgica, entre outros 
vários fatores, toda cirurgia de abdominoplastia tem efeitos adversos e complicações.
Veja o Infográfico a seguir para que você, profissional, saiba identificar cada situação e indicar os 
cuidados estéticos correspondentes.
Conteúdo do livro
A abdominoplastia é uma das cirurgias plásticas que mais apresentam efeitos adversos e 
complicações, sendo assim, necessita de cuidados estéticos pré e pós-operatórios, que auxiliama 
reduzir esses efeitos e a proporcionar o resultado esperado.
Para que o profissional da estética alcance os resultados esperados nos tratamentos de pré e pós-
operatório de cirurgia plástica de abdômen, ele precisa saber como cada terapia reage em cada 
estágio antes e após a cirurgia.
No capítulo Procedimentos estéticos em cirurgias plásticas abdominais, da obra Procedimentos pré e 
pós-cirurgia estética, você vai conhecer quais são as intercorrências possíveis na abdominoplastia, as 
terapias mais indicadas para pré e pós-operatório, além das indicações e contraindicações de cada 
tratamento.
Boa leitura.
PROCEDIMENTOS 
PRÉ E PÓS-
CIRURGIA ESTÉTICA
Ana Carla Happel
Procedimentos 
estéticos em cirurgias 
plásticas abdominais
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
 � Indicar os cuidados estéticos no pré-operatório de cirurgias plásticas 
abdominais.
 � Descrever os cuidados estéticos no pós-operatório de cirurgias plás-
ticas abdominais.
 � Listar as indicações e contraindicações das técnicas estéticas aplicadas 
em cirurgias bariátricas e abdominoplastias.
Introdução
O número de cirurgias estéticas realizadas no Brasil vem aumentando 
significativamente, o que aumentou também, por consequência, os 
encaminhamentos de pós-operatórios para os esteticistas. Sendo assim, 
essa alta demanda trouxe a necessidade de profissionais mais preparados.
Ao longo dos anos, foi possível perceber que um acompanhamento 
pré-operatório feito corretamente diminui, e muito, as chances de com-
plicações pós-operatórias, o que aumenta as possibilidades de o profis-
sional da estética trabalhar juntamente com o cirurgião plástico e outros 
profissionais da saúde, montando protocolos de atendimento conforme 
as orientações individuais.
Neste capítulo, você verá quais são as técnicas mais adequadas para os 
cuidados de pré e pós-operatório e as indicações e contraindicações das 
técnicas estéticas aplicadas em cirurgias bariátricas e abdominoplastias.
1 Cuidados estéticos no pré-operatório 
de cirurgias plásticas abdominais
Apesar de a maioria dos clientes não procurar um profissional da estética para 
o tratamento pré-operatório, os cuidados estéticos nesse período são muito 
importantes, pois auxiliam na reabilitação da cirurgia plástica.
Segundo Borges (2010), é de extrema importância uma avaliação estética 
antes da cirurgia, quando deve ser avaliada a condição da pele, a fraqueza 
muscular e a presença de flacidez ou irregularidades, como depressões na 
região em que será realizada a cirurgia. 
O tratamento estético pré-operatório é extremamente necessário, pois ele 
ajuda a aumentar a hidratação e a elasticidade tecidual, além de melhorar o 
fluxo linfático. Um dos tratamentos mais utilizados no pré-operatório é a 
drenagem linfática manual (DLM), pois, além de direcionar o fluxo linfático 
e eliminar os líquidos em excesso presentes no interstício, previne edemas 
mais complexos no pós-operatório (MAUAD, 2012).
Pensando nisso, você, profissional da estética, deve oferecer protocolos 
baseados na avaliação do aspecto cutâneo do cliente que melhorem as condições 
desse tecido, utilizando técnicas como DLM, reforço muscular, microcorrentes, 
ionização e hidratação cosmética.
Na avaliação pré-operatória, é importante que seja feito o registro das 
condições da pele na região a ser operada, para que o acompanhamento do 
pós-operatório seja adequado. Observe a Figura 1.
Procedimentos estéticos em cirurgias plásticas abdominais2
Figura 1. Regiões com excesso de gordura e flacidez tissular em 
região de flancos e infra-abdominal. 
Fonte: staras/Shutterstock.com.
Tratamentos pré-operatórios
Os tratamentos pré-operatórios devem iniciar o mais breve possível, de pre-
ferência no mínimo 15 dias antes da cirurgia, podendo seguir até alguns dias 
antes; já os protocolos devem ser personalizados conforme a avaliação do 
cliente. 
A seguir, estão algumas sugestões de técnicas que podem auxiliar quanto 
à melhor escolha do tratamento após uma avaliação minuciosa.
Drenagem linfática manual
A DLM consiste na facilitação da remoção de líquidos acumulados através 
dos sistemas de comportas, sendo a terapia mais utilizada no pré-operatório, 
em razão de direcionar o fluxo linfático e diminuir o líquido intersticial, 
aumentando a circulação sanguínea e a elasticidade do tecido, combatendo 
a retenção de líquidos e eliminando toxinas, prevenindo, assim, edemas no 
pós-operatório (STAMM; ROSA, 2018).
3Procedimentos estéticos em cirurgias plásticas abdominais
Nesse tipo de massagem, é realizada a estimulação mecânica dos tecidos 
por meio de direcionamento linfático, movimentos rítmicos, com pressão 
suave (em torno de 40 mmHg), e estiramento na pele, os quais produzirão 
os efeitos por meio da estimulação da rede de receptores, ativando o sistema 
nervoso autônomo parassimpático e auxiliando a diminuição dos níveis de 
ansiedade do pré-operatório do cliente (PEREIRA, 2013). Para Borges (2010), 
a drenagem é importante na preparação para a cirurgia plástica, pois estimula 
a circulação arteriovenosa, evitando possíveis necroses, além de ativar a 
circulação linfática, que favorece o metabolismo celular, evitando edemas e 
melhorando a reparação tecidual no pós-operatório.
Corrente russa 
Trata-se de uma corrente de média frequência (2.500 Hz) que pode ser usada 
para auxiliar no reforço muscular, principalmente nos casos de diástase ab-
dominal, na qual durante a cirurgia plástica será feita a plicatura dos mús-
culos retos abdominais. Essa técnica, realizada previamente à intervenção, 
contribuirá com os resultados, pois recruta as fibras musculares, reforçando 
a musculatura da região. A recomendação é utilizar a corrente no ventre 
muscular, especificamente no ponto motor, e são preconizadas as contrações 
involuntárias combinadas com contrações voluntárias, lembrando que os 
parâmetros devem ser ajustados conforme as necessidades de cada cliente 
(BORGES, 2010). 
Microcorrentes
São correntes de baixa frequência que promovem uma eletroestimulação 
com parâmetros de intensidade na faixa dos microampères e, em razão de 
suas características subsensoriais, não causam nenhum tipo de desconforto 
ao cliente (BORGES, 2010).
Agem no metabolismo das células elevando a sua produção de trifosfato de 
adenosina, estimulando o sistema linfático, acelerando a restauração e a cica-
trização do tecido, melhorando a hidratação e atuando como anti-inflamatório 
e bactericida (BORGES, 2010).
No pré-operatório, as microcorrentes reestabelecem a bioeletricidade te-
cidual, melhorando a circulação dos tecidos, o que ajuda a diminuir o déficit 
circulatório comum no pós-operatório (MAUAD, 2012).
Procedimentos estéticos em cirurgias plásticas abdominais4
Vacuoterapia 
Também chamada de endermoterapia, a vacuoterapia é um tipo de massagem 
que utiliza pressão negativa e sucção para a mobilização do tecido subcutâneo 
(BORGES, 2010). A técnica pode ser utilizada nos protocolos pré-operatórios, 
pois promove a uniformização do relevo da pele pela mobilização dos tecidos 
subcutâneos por meio de pressão negativa, na qual são utilizados diferentes 
tipos de manoplas, promovendo vasodilatação e, consequentemente, melho-
rando a circulação dos tecidos. Essa técnica pode ser iniciada 30 dias antes 
da cirurgia (PEREIRA, 2013).
Radiofrequência
São ondas eletromagnéticas que promovem o aquecimento dos tecidos abaixo 
da pele, aumentando a circulação sanguínea e a oxigenação, induzindo a 
produção de novas fibras de colágeno, podendo ser uma terapia utilizada nos 
tratamentos de pré-operatório (BORGES, 2010).
Para manter os tecidos com a hidratação e a elasticidade normais, a ionto-
forese, combinada com cosméticos ionizados contendo princípios ativos como 
ácido hialurônico, ureia e extrato de aloe vera e hidrolisados de colágeno e 
elastina, pode ser associada e incluída aos protocolos de pré-operatório.
Mauad (2012) sugere os seguintes protocolos parao pré-operatório de 
abdominoplastia.
 � 15 dias antes: DLM, microcorrentes e ionização.
 � 12 dias antes: repetir a sessão anterior.
 � 9 dias antes: DLM.
 � 6 dias antes: DLM.
 � 3 dias antes: DLM.
Entretanto, é importante lembrar que a montagem dos protocolos, mesmo 
que pré-operatórios, devem ser personalizados conforme a situação da pele 
na região a ser operada, respeitando as orientações do médico e trabalhando 
em equipe multidisciplinar para minimizar os riscos de complicações no 
pós-operatório.
5Procedimentos estéticos em cirurgias plásticas abdominais
Para obter os resultados desejados, as manobras da DLM devem ser realizadas por 
meio de movimentos lentos, no sentido do sistema linfático, com ritmo constante e 
pressão leve. 
2 Cuidados estéticos no pós-operatório de 
cirurgias plásticas abdominais
A abdominoplastia é uma das intervenções cirúrgicas mais utilizadas para 
a retirada de excesso de gordura, flacidez pós-emagrecimento ou gestação, 
diástase abdominal e até mesmo cicatrizes abdominais. A cirurgia consiste na 
retirada do tecido subcutâneo excedente, por meio de uma incisão suprapú-
bica com transposição do umbigo e plicatura dos músculos retos abdominais 
(BORGES, 2010). 
Além das várias técnicas que cada cirurgião utiliza, existem dois tipos de 
abdominoplastia bastante utilizados: a abdominoplastia tradicional, que é 
mais indicada em casos de flacidez muito elevada e grandes sobras de pele 
associada à diástase dos músculos retos abdominais; e a miniabdominoplastia, 
que é mais indicada para mulheres na idade de 30 a 45 anos que apresentem 
pouca flacidez abdominal e musculatura normal, sendo que esse tipo de 
cirurgia pode ser associado à lipoaspiração (MAUAD, 2012).
Durante o pós-operatório, o cliente faz uso de cinta ou malha compressiva por 30 a 
90 dias, dependendo da orientação do médico, pois elas têm a função de modelar, 
manter a postura, proteger a região e conter os tecidos e líquidos.
Procedimentos estéticos em cirurgias plásticas abdominais6
O paciente é liberado para o pós-operatório entre o 3º e o 10º dia, mas isso 
varia de médico para médico, sendo que alguns liberam somente pelo 20º dia 
após a retirada total dos pontos cirúrgicos (BORGES, 2010). Para dar início 
aos cuidados estéticos no pós-operatório, é preciso estar atento às queixas do 
cliente e às orientações do médico e dos fisioterapeutas. Caso surjam dúvidas 
e seja necessário, entre em contato antes de realizar qualquer procedimento 
(MAUAD, 2012).
Para a realização dos protocolos de atendimento, é preciso ter como base as 
fases do pós-operatório para que os tratamentos não interfiram na cicatrização. 
Fase inflamatória 
É a primeira fase do processo de cicatrização. Inicia imediatamente após o 
término da cirurgia e permanece até 48 a 72 horas após a intervenção. Esse 
processo inflamatório é a defesa do organismo para reorganizar o tecido lesado. 
O sangue proveniente dessa fase contém plaquetas, hemácias, fibrina e células 
inflamatórias que são fundamentais para estimular a cicatrização dos tecidos, 
pois é nessa fase que ocorre o rompimento da membrana celular, fazendo com 
que a histamina, um dos principais agentes químicos modificadores da lesão, 
seja liberada (BORGES, 2010).
Alguns dos sinais característicos do processo inflamatório são dor, calor, 
rubor e edema.
Fase proliferativa
Fase que ocorre entre o 3º e o 14º dia do pós-operatório, podendo variar 
conforme os fatores de risco e a resposta de cada metabolismo tecidual. 
É responsável pela formação de um novo tecido de reparo, que substitui o 
tecido formado na fase anterior. Os fibroblastos surgem na ferida pelo terceiro 
dia e são associados aos capilares neoformados, compostos de colágeno e 
glicoaminoglicanas, dando início ao tecido de granulação (BORGES, 2010).
Alguns dos sintomas característicos dessa fase são edema, alterações de 
sensibilidade, dor e sensação de dormência. 
7Procedimentos estéticos em cirurgias plásticas abdominais
Fase de remodelação
A fase de remodelação ou remodelamento começa, em média, pelo 11º dia e 
permanece até aproximadamente até o 40º, podendo se estender de tecido para 
tecido, sendo nesse período que a matriz extracelular continua se modificando 
até que forme uma matriz mais estável, na qual o colágeno frouxo é substituído 
pelo denso. É nessa fase que a evolução final da cicatriz e a última etapa de 
remodelação são iniciadas, sendo que a cicatriz pode se remodelar até um ano 
após a cirurgia (BORGES, 2010).
Veja no Quadro 1 algumas técnicas indicadas conforme cada fase cicatricial.
Fonte: Adaptado de Borges (2010).
Fase inflamatória Fase proliferativa Fase de remodelação
Orientações gerais Orientações gerais Orientações gerais
Repouso DLM DLM
Compressão Ultrassom Ultrassom
Aparelhos eletroestéticos 
para auxiliar na redução 
da dor
Microcorrentes Vacuoterapia
– Mobilização do 
tecido conjuntivo
Radiofrequência
Quadro 1. Condutas mais frequentes utilizadas em cada fase do pós-operatório
A seguir, veremos algumas das técnicas que podem ser utilizadas nos 
protocolos para pacientes de pós-operatório. Dentre as indicações, algumas 
já foram mencionadas no período pré-operatório, entretanto, na descrição, 
serão percebidas algumas particularidades desse período.
Procedimentos estéticos em cirurgias plásticas abdominais8
Drenagem manual linfática
Vários estudos comprovam a eficácia da DLM no pós-operatório imediato, 
podendo ser iniciada após 48 a 72 horas do procedimento, dependendo da 
sensibilidade do paciente. Nesse caso, o profissional não deve realizar movi-
mentos de deslizamento, pois o arraste pode causar complicações, dentre elas 
a deiscência de sutura. Estudos comprovam a eficácia da DLM, demonstrada 
por meio de ultrassonografia e ressonância magnética, para a redução do 
edema e a revascularização dos tecidos (BORGES, 2010).
Pereira (2013) descreve que o quanto antes se realizar o desbloqueio gan-
glionar e a manipulação dos tecidos linfáticos distais, mais rápida será a 
recuperação do paciente, contudo, deve ser discutido com o médico-cirurgião 
quando iniciar com a técnica. A drenagem é uma das terapias mais indicadas 
no pós-operatório, em razão dos seus efeitos diretamente na circulação san-
guínea, reduzindo o edema, desintoxicando os tecidos, melhorando a nutrição 
das células e amenizando a dor (MAUAD, 2012).
O uso do taping linfático acompanhado da DLM auxilia a reduzir o edema, 
a formação de equimose e, principalmente, a formação de fibrose no pós-
-operatório. A aplicação do taping utilizando o corte fan, ou “polvo”, tem 
como objetivo o redirecionamento da circulação linfática e dentre seus efeitos 
fisiológicos estão a diminuição da dor e a remoção do congestionamento 
linfático, de fluídos ou hemorragias (CHI et al., 2018).
Para saber mais, leia o artigo A drenagem linfática como recurso terapêutico pós abdomi-
noplastia, disponível no site da revista Universo, da Universidade Salgado de Oliveira.
Microcorrentes
O uso das microcorrentes em pós-operatórios de abdominoplastia é muito 
eficaz em razão do seu efeito de reparação tecidual, além de ter propriedades 
terapêuticas – analgésica, anti-inflamatória e bactericida (STAMM; ROSA, 
2018). 
9Procedimentos estéticos em cirurgias plásticas abdominais
Ultrassom
O ultrassom é uma corrente mecânica que, na frequência de 3 MHz, em modo 
pulsado ou contínuo, conforme o ajuste dos parâmetros, pode ter ação anti-
-inflamatória e analgésica, sendo usado também para a eliminação de aderências 
cicatriciais (PEREIRA, 2013). Ele aumenta a circulação sanguínea e linfática, 
melhorando a nutrição celular e acelerando a cicatrização, prevenindo, assim, 
a formação de fibroses, cicatrizes hipertróficas e queloides.
Radiofrequência
Por meio do uso da radiofrequência é possível diminuir ou aumentar a densidade 
do colágeno, portanto, ela tem seu uso indicado no tratamento de aderências 
cicatriciais, pois aumenta a maleabilidade do tecido colágeno, sendo importante 
observarqual o parâmetro a ser utilizado para que não tenha efeitos adversos 
(BORGES, 2010). Trata-se de um ótimo tratamento para a reorganização de 
colágeno em pós-operatório tardio, se mostrando muito eficaz no combate das 
fibroses persistentes, porém, seu uso é indicado somente a partir de 30 dias 
de cirurgia (PEREIRA, 2013).
Laser de baixa potência
É uma onda eletromagnética que emite fótons, sem efeito térmico, somente 
efeito de fotobioestimulação celular, sendo os mais utilizados o de hélio-neônio 
e o de arsenieto de gálio (GUIRRO; GUIRRO, 2007).
O laser aplicado no pós-operatório promove a angiogênese, o estímulo da 
mitose celular e a regulação dos fibroblastos, normaliza a produção de fibras 
elásticas e colágenas e evita o surgimento de queloides, hipertrofias e alarga-
mentos, por isso é indicado desde a fase inflamatória (STAMM; ROSA, 2018).
Vacuoterapia
A técnica, quando realizada na fase de remodelamento e com os parâmetros 
ideais, auxilia a reduzir e até eliminar irregularidades e fibroses. Seu me-
canismo de tração, de palpar e de rolar a pele melhora consideravelmente o 
tecido operado (PEREIRA, 2013).
Procedimentos estéticos em cirurgias plásticas abdominais10
Alta frequência
São “faíscas” eletromagnéticas que geram ozônio entre a superfície do eletrodo 
e a pele, com efeitos terapêuticos: bactericida, antisséptico e anti-inflamtório. 
Seu uso é indicado em feridas abertas mais superficiais a nível cutâneo, em 
razão da sua ação bactericida que estimula o trofismo dérmico, potencializando 
o fechamento da ferida (BORGES, 2010).
Diodo emissor de luz 
O diodo emissor de luz (LED, do inglês light-emitting diode), trata-se de diodos 
de semicondutores submetidos a uma corrente elétrica que emite luz com 
comprimento de onda que varia de 450 nm (azul) a 940 nm (infravermelho). 
A fotoestimulação dessa luz age como antimicrobiano e anti-inflamatório, 
além de recuperar a nutrição dos tecidos, melhorando deiscências e prevenindo 
necroses (BORGES, 2010).
Dentre os efeitos adversos e as complicações mais comuns, Borges (2010) 
chama a atenção para as equimoses, as fibroses e os seromas, que são frequen-
tes e sem uma causa isolada. Estes podem ocorrer como resposta ao grande 
deslocamento cirúrgico, à hemostasia insuficiente, ao uso em excesso de 
eletrocautério e também à compressão inadequada ou às atividades precoces. 
Já a ocorrência de necrose no pós-operatório de abdominoplastia é mais raro, 
mas pode ocorrer, sendo, normalmente, consequência de um excesso de pressão 
na área central da cicatriz junto à lesão dos vasos linfáticos e arteriais. 
A seguir, estão listados os efeitos adversos e as complicações após uma 
cirurgia plástica de grande porte (BORGES, 2010):
 � Hematoma
 � Fibrose cicatricial
 � Seromas
 � Cicatriz umbilical não anatômica
 � Infecções
 � Hipertrofia cicatricial
 � Edema
 � Desvios laterais do umbigo
 � Necroses
 � Estenoses umbilicais
 � Deiscências nas suturas
 � Dor ventilatório-dependente
11Procedimentos estéticos em cirurgias plásticas abdominais
 � Recidiva de diástases abdominais
 � Dispneia constante
 � Abaulamento epigástrico
 � Alterações de sensibilidade tátil
 � Elevação dos pelos pubianos
 � Linfedema do retalho inferior
 � Flacidez residual
Cicatrizes hipertróficas e queloideanas
Toda lesão intencional ou não resultará em uma cicatriz, mas, diferente das 
cicatrizes normais, as cicatrizes hipertróficas e queloideanas têm as fibras 
colágenas desorientadas; elas se apresentam em espiral sobre a superfície 
cutânea, deixando a cicatriz em relevo. A cicatriz hipertrófica é causada 
pelo desarranjo total das fibras colágenas, que ficam com aparência retorcida 
e emaranhada. Ela ocorre dentro dos limites da lesão, adquire cor de pele 
normal, depois de regredir, e normalmente não causa dor. O queloide nada 
mais é do que a cicatrização excessiva, ou seja, um processo exagerado de 
regeneração do tecido conjuntivo, que é mais frequente em raça negra ou 
caucasiana de pele morena e ocorre mais em mulheres. Com o passar do tempo, 
a cicatriz adquire coloração vermelho-escura, rosada ou esbranquiçada. Além 
das características genéticas, o que pode influenciar a formação de queloide e 
cicatrizes hipertróficas é a qualidade do processo de cicatrização, que inclui a 
genética, a espessura da pele, a direção das linhas das fendas, a qualidade da 
sutura e os cuidados pós-operatórios (GUIRRO; GUIRRO, 2007).
Poucas são as diferenças visuais entre as cicatrizes hipertróficas e o que-
loide; suas diferenças são morfológicas e imuno-histoquímicas. As cicatrizes 
hipertróficas tendem a regredir em até um ano, já o queloide não apresenta 
melhora espontânea (GUIRRO; GUIRRO, 2007).
Para Borges (2010), a principal estratégia de tratamento das alterações 
cicatriciais ainda é a prevenção, por isso, para que a cicatrização ocorra de 
forma correta e a probabilidade de alterações cicatriciais seja evitada, alguns 
cuidados durante a cirurgia e o pós-operatório devem ser tomados (STAMM; 
ROSA, 2018):
 � Emprego da técnica cirúrgica adequada.
 � Suturação por planos para diminuir a tensão na cicatriz.
Procedimentos estéticos em cirurgias plásticas abdominais12
 � Remoção de corpos estranhos.
 � Cuidado e manejo adequado da ferida.
 � Não manipulação excessiva no traumatismo dos tecidos.
 � Prevenção de hematomas e infecções.
A região do abdome, as mamas e o rosto têm mais chances de apresentar cicatrizes 
hipertróficas ou queloides.
3 Indicações e contraindicações das técnicas 
estéticas aplicadas em cirurgias bariátricas 
e abdominoplastias
Dentre as indicações das terapias, a mais indicada para a redução de edema 
é a drenagem linfática, que, combinada ao taping, pode somar os benefícios 
no pós-operatório (BORGES, 2010; CHI et al., 2018).
Segundo Pereira (2013), o mais indicado para tratamento de fibroses e 
aderências é o uso do ultrassom, desde que, como ressalta Borges (2010), 
sejam observados os parâmetros corretos. Dentre os cuidados e as contrain-
dicações dos equipamentos, ao utilizar o ultrassom, é preciso estar atento aos 
parâmetros, especialmente quanto às fases de cicatrização, em razão dos seus 
efeitos térmicos e mecânicos, que podem causar efeitos adversos e complica-
ções indesejadas aos tecidos. Além disso, o uso contínuo do ultrassom só é 
indicado na fase de remodelamento, quando é necessário o uso de calor para 
a remodelação (BORGES, 2010). Ainda, esse equipamento não é indicado 
para ser usado diretamente sobre próteses metálicas, processos infecciosos, 
tromboflebites e varizes e em gestantes (GUIRRO; GUIRRO, 2007).
Outro recurso também muito utilizado na fase de remodelamento é a 
vacuoterapia, já que auxilia na redução de fibroses e aderências. Entretanto, 
para não haver complicações, são muito importantes os cuidados na escolha 
da pressão e manopla certa, assim como a técnica ao utilizar esse recurso 
(PEREIRA, 2013).
13Procedimentos estéticos em cirurgias plásticas abdominais
Ainda, após uma lesão no corpo e o rompimento de sua atividade elétrica 
normal, as microcorrentes podem produzir sinais elétricos semelhantes aos 
que acontecem naturalmente durante a recuperação de tecidos lesionados. 
Contudo, não é indicado em clientes desidratados, pois pode causar náuseas, 
tonturas ou dores de cabeça, além de um desconforto na pele (BORGES, 2010).
A corrente russa é muito utilizada para melhorar a qualidade muscular 
e o trofismo muscular em protocolos pré-operatórios; não é indicada sobre 
fraturas, inflamações articulares, miopatias e lesões nervosas (BORGES, 2010).
Segundo Pereira (2013), o laser de baixa potência é muito utilizado para 
restabelecer logo a cicatrização e para o tratamento de complicações pós-
-operatórias. Ele é contraindicado no pós-operatório imediato, podendo ser 
aplicado somente de 48 a 72 horas após o procedimento, evitando a região da 
tireoide e do globo ocular.
O uso de alta frequência, que tem indicação para cicatrização de feridas 
em um pós-operatório, em peles com cosméticosinflamáveis, como álcool 
ou éter, é contraindicado em razão do risco de queimaduras, causadas pelo 
faiscamento do aparelho (BORGES, 2010).
Já a radiofrequência, que é indicada tanto para o pré-operatório (em tra-
tamentos de flacidez tissular e vascularização tecidual) quanto para o pós-
-operatório (para aquecimento e maleabilidade do tecido), é contraindicada 
nas fases inflamatória e proliferativa em razão do seu aquecimento. Ela só 
é indicada na fase de remodelamento, a fim de auxiliar no tratamento de 
fibroses, e, ainda assim, em temperaturas abaixo dos 37°C (BORGES, 2010). 
Esse equipamento também é contraindicado nas mesmas situações sinalizadas 
que o ultrassom, a diferença é que no caso de próteses metálicas não se deve 
utilizar a radiofrequência, independentemente da localização do metal.
Sabe-se que até mesmo a drenagem linfática tem contraindicações no 
pós-operatório, não sendo indicados os movimentos de deslizamento para 
não afastar as bordas da cicatriz, o que pode vir a causar uma deiscência 
(PEREIRA, 2013).
A cirurgia bariátrica é destinada a pessoas obesas. Nessa cirurgia, é feita 
a redução do estômago, o que força uma grande perda de peso em razão da 
pouca ingestão de alimento e da redução de absorção de vitaminas (STAMM; 
ROSA, 2018). No caso da cirurgia plástica de abdome após cirurgia bariátrica, 
em função da sobra de pele ocasionada pela perda significativa de peso, é 
possível que o cirurgião plástico precise fazer uma incisão extra, causando 
uma cicatriz em formato de âncora, bem maior do que a incisão realizada na 
abdominoplastia clássica ou na miniabdominoplastia, o que vai depender da 
quantidade de excesso de tecido (STAMM; ROSA, 2018).
Procedimentos estéticos em cirurgias plásticas abdominais14
Os cuidados para os pacientes bariátricos precisam ser maiores, a fim 
de melhorar a qualidade da pele, que, além de um déficit nutricional, pode 
vir a apresentar desidratação, flacidez tissular e muscular e estrias largas 
e profundas. Já os riscos da abdominoplastia em pacientes bariátricos são 
maiores, como seromas, hematomas e até aumento das chances de embolia, 
por isso há a necessidade de cuidados maiores no pré e no pós-operatório 
(ROSA et al., 2018).
Estudos apontam que pacientes bariátricos acima de 40 anos de idade que 
perderam muito peso (acima de 50 kg) após a cirurgia e que o peso do retalho 
retirado na abdominoplastia foi superior a 2 kg tiveram várias complicações. 
Ainda, outra informação a considerar é que a perda de peso, mesmo que 
significativa, não consegue reverter totalmente o seu risco aumentado para 
complicações. Sendo assim, os cuidados no pré e no pós-operatório de abdomi-
noplastia pós-cirurgia bariátrica se tornam essenciais para diminuir tais riscos. 
O que acontece com uma paciente que realizou a cirurgia bariátrica há menos de 
um ano e ainda não tem a perda de peso estabilizada, mas mesmo assim optou por 
fazer uma abdominoplastia? Os riscos da cirurgia são maiores e o resultado não será 
satisfatório, pois ela continuará a perder peso e poderá surgir novamente sobra de pele, 
por isso é importante a avaliação e as orientações quanto às escolhas dos tratamentos. 
BORGES, F. S. Dermato-funcional: modalidades terapêuticas nas disfunções estéticas. 
2. ed. São Paulo: Phorte, 2010.
CHI, A. et al. Prevenção e tratamentos de equimose, edema e fibrose no pré, trans e 
pós-operatório de cirurgias plásticas. Rev. Bras. Cir. Plást., São Paulo, v. 33, n. 3, p. 343-354, 
2018. Disponível em: http://rbcp.org.br/details/2165/pt-BR/prevencao-e-tratamento-de-
-equimose--edema-e-fibrose-no-pre--trans-e-pos-operatorio-de-cirurgias-plasticas. 
Acesso em: 6 mai. 2020.
GUIRRO, E. C. O; GUIRRO, R. R. J. Fisioterapia dermato-funcional: fundamentos, recursos, 
patologias. São Paulo: Manole, 2007.
15Procedimentos estéticos em cirurgias plásticas abdominais
Os links para sites da web fornecidos neste capítulo foram todos testados, e seu fun-
cionamento foi comprovado no momento da publicação do material. No entanto, a 
rede é extremamente dinâmica; suas páginas estão constantemente mudando de 
local e conteúdo. Assim, os editores declaram não ter qualquer responsabilidade 
sobre qualidade, precisão ou integralidade das informações referidas em tais links.
MAUAD, R. Estética e cirurgia plástica: tratamento no pré e pós-operatório. 4. ed. São 
Paulo: Senac, 2012.
PEREIRA, M. de F. L. (Org.). Recursos técnicos em estética. São Paulo: Difusão Editora, 
2013. 2 v.
STAMM, L. N.; ROSA, P. V. da. Estética aplicada à cirurgia plástica. Porto Alegre: Sagah, 2018.
ROSA, S. C. et al. Abdominoplastia em pacientes pós-bariátricos: perfil antropométrico, 
comorbidades e complicações. Rev. Bras. Cir. Plást., São Paulo, v. 33, n. 3, p. 333-342, 
2018. Disponível em: http://www.rbcp.org.br/details/2164/pt-BR/abdominoplastia-em-
-pacientes-pos-bariatricos--perfil-antropometrico--comorbidades-e-complicacoes. 
Acesso em: 6 mai. 2020.
Leituras recomendadas
ELWING, A.; SANCHES, O. Drenagem linfática manual. São Paulo: Senac, 2010.
LEDUC, A.; LEDUC, O. Drenagem linfática: teoria e prática. 3. ed. São Paulo: Manole, 2007.
Procedimentos estéticos em cirurgias plásticas abdominais16
Dica do professor
O maior objetivo nos tratamentos estéticos pós-operatórios de abdominoplastia é a reparação 
tecidual. Para que essa reparação seja satisfatória, é necessário que os protocolos acompanhem as 
fases de cicatrização da pele.
Nesta Dica do Professor, você verá uma sugestão de protocolo para tratamento estético de pós-
operatório de abdominoplastia.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do vídeo ou clique no código para acessar.
https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/cee29914fad5b594d8f5918df1e801fd/65d849ea4236096a91faf940f0de678f
Na prática
Os tratamentos estéticos no pré e pós-operatório de abdominoplastia exigem um raciocínio clínico 
imediato do esteticista. Além de uma boa avaliação, é fundamental dominar as técnicas de 
eletroterapia e saber associá-las ao uso de cosméticos, somente assim será possível atingir os 
resultados desejados.
A seguir, veja uma situação comum na qual o raciocínio correto do profissional faz toda a diferença 
no resultado estético da cirurgia.
Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino!
Saiba +
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor:
Prevenção e tratamento de equimose, edema e fibrose no pré, 
trans e pós-operatório de cirurgias plásticas
As reações adversas são um desafio para os profissionais da estética no pós-operatório de qualquer 
cirurgia plástica de abdômen. Leia, no artigo a seguir, mais sobre o uso do taping associado à 
drenagem linfática durante esse período.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do vídeo ou clique no código para acessar.
Abdominoplastia em pacientes pós-bariátricos: perfil 
antropométrico, comorbidades e complicações
Leia sobre a relação entre as cirurgias plásticas de abdômen e as cirurgias bariátricas. Neste artigo, 
a Revista Brasileira de Cirurgia Plástica apresenta um estudo de caso que relata as complicações 
das cirurgias de abdominoplastia pós-bariátrica.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do vídeo ou clique no código para acessar.
Ultrassom e radiofrequência no pós-operatório
O uso de qualquer aparelho de eletroestética no pós-operatório requer cuidados para não causar 
efeitos adversos. No vídeo, conheça sobre os parâmetros ideais, conforme as fases de cicatrização, 
do uso de ultrassom e radiofrequência no pós-operatório de cirurgia plástica.
http://rbcp.org.br/details/2165/pt-BR/prevencao-e-tratamento-de-equimose--edema-e-fibrose-no-pre--trans-e-pos-operatorio-de-cirurgias-plasticas?v=161556082
http://www.rbcp.org.br/details/2164/pt-BR/abdominoplastia-em-pacientes-pos-bariatricos--perfil-antropometrico--comorbidades-e-complicacoes?v=1121309525
Aponte a câmera para o código e acesse o link do vídeo ou clique no código para acessar.
https://www.youtube.com/embed/CCRnJ6G83xkComplicações cirúrgicas e cuidados
Apresentação
A procura por tratamentos estéticos aumenta a cada ano. A busca de um cuidado estético ou 
reparo estimula a realização de procedimentos de cirurgia plástica. Atualmente o Brasil é um dos 
países que mais utilizam esse tipo de técnica. Contudo, a cirurgia plástica não é isenta de riscos 
associados a cada procedimento e aos variados tipos biológicos dos pacientes.
Nesta Unidade de Aprendizagem, você irá conhecer mais sobre as complicações associadas às 
cirurgias plásticas e os cuidados que podem ser tomados para evitar e resolver essas situações.
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Explicar o processo de reparo do tecido.•
Identificar as sequelas decorrentes de cirurgias plásticas.•
Reconhecer cicatriz hipertrófica, queloides e como tratá-los.•
Infográfico
O processo cicatricial compreende uma sequência de eventos moleculares e celulares que 
interagem para que ocorra a restauração do tecido lesado. O conhecimento adequado dessas 
alterações permite a escolha correta dos procedimentos de cuidados estéticos.
Neste Infográfico você verá a descrição de características das fases de reparo associadas a uma 
cirurgia de blefaroplastia.
Conteúdo do livro
A realização de qualquer procedimento cirúrgico sempre é acompanhada de algum risco inerente à 
intervenção. No caso das cirurgias plásticas estéticas não é diferente. Embora os riscos sejam 
mínimos nesse tipo de cirurgia, o paciente pode apresentar algum tipo de problema. As alterações, 
quando não se resolvem espontaneamente, podem ser objeto de uma intervenção por meio de 
procedimentos complementares, visando à sua resolução.
No capítulo Complicações cirúrgicas e cuidados, do livro Estética aplicada à cirurgia plástica, você 
conhecerá sobre o processo de reparo do tecido, identificará as sequelas decorrentes de cirurgias 
plásticas, bem como as cicatrizes hipertróficas e queloides, e seu tratamento.
Boa leitura.
ESTÉTICA 
APLICADA À 
CIRURGIA 
PLÁSTICA
Patrícia Viana da Rosa
Complicações cirúrgicas 
e cuidados
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
 � Reconhecer o processo de reparo do tecido.
 � Identificar as sequelas decorrentes de cirurgias plásticas.
 � Descrever cicatriz hipertrófica e queloide e seus tratamentos.
Introdução
Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, são realizadas 630 
mil cirurgias plásticas por ano no Brasil, dessas, 73% são estéticas e 27% 
reparadoras. Dos procedimentos estéticos, os de maior frequência são a 
mamoplastia e a lipoaspiração. Contudo, essas cirurgias não são isentas 
de complicações, ou seja, situações que não se resolvem de forma es-
pontânea e que necessitam de algum tipo de intervenção. 
Uma condição que favorece a ocorrência de complicações está as-
sociada ao efeito cumulativo de múltiplos procedimentos realizados em 
uma mesma operação.
Neste capítulo, você var conhecer os aspectos relacionados ao pro-
cesso de reparo do tecido, vai identificar as alterações decorrentes das 
cirurgias plásticas e, principalmente, a avaliação e o tratamento de cica-
trizes hipertróficas e queloides.
Reparo do tecido
Houve um aumento considerável na demanda por cirurgia plástica estética nos 
últimos anos, provocado, principalmente, pelas novas técnicas cirúrgicas e 
sua maior aceitação social. Entre os procedimentos de cirurgias plásticas mais 
frequentes estão as cirurgias de mamas (aumento ou redução), a lipoaspiração, 
a abdominoplastia e as cirurgias faciais (SALDANHA et al., 2014).
Os tecidos do corpo humano, quando são submetidos a lesões, estão sujeitos 
a alterações que necessitam de um sistema de reparo tissular para restaurar 
suas funções. Esse processo segue uma sequência de eventos fisiológicos para 
a cicatrização, como a formação de um arcabouço, o aumento de fibroblastos 
e a síntese de colágeno, em que, após a reepitelização, é denominada cicatriz 
(ISAAC et al., 2011).
A cicatrização envolve um processo em que o tecido lesado é substitu-
ído por tecido conjuntivo vascularizado, com a finalidade de restabelecer a 
homeostasia tecidual. 
O processo cicatricial compreende uma sequência de eventos moleculares 
e celulares que interagem para que ocorra a restauração do tecido lesado e 
são sustentados por mediadores bioquímicos, descritos em diferentes fases de 
limites não muito distintos, mas sobrepostas no tempo (OLIVEIRA; DIAS, 
2012).
As fases do processo de reparo dos tecidos são divididas em três momentos: 
fase inflamatória, fase de proliferação e fase de remodelamento (Figura 1).
Independentemente das fases de remodelação do tecido, o processo de cicatrização 
poderá ocorrer de acordo com alguns tipos:
 � Primeira intenção — tipo de cicatrização que ocorre por planos, com aposição de 
tecido por tecido, haverá um tempo menor nas fases inflamatória, de proliferação 
e de remodelamento, com menor deposição de colágeno, redução do tempo de 
recuperação e melhor resultado estético final. 
 � Segunda intenção — as bordas da ferida não são aproximadas em razão de condi-
ções adversas como má circulação, deficiências nutricionais, infecção, entre outras. 
As fases de cicatrização apresentam um aumento do seu tempo de duração, com 
formação de tecido cicatricial de má qualidade e grande hipertrofia, com cicatriz 
inestética e, por vezes, com comprometimento funcional.
Complicações cirúrgicas e cuidados2
Figura 1. Fases do processo de reparo tecidual.
Fonte: Adaptada de Corrêa (2015, p. 10).
Resistência à tração
colágeno
Fibroblastos e capilares
Macrófagos
Neutró�los
Plaquetas
Linfócitos
Epitélio
Fase de remodelamentoFase de proliferaçãoFase in�amatória
Fase inflamatória
A fase inflamatória tem início imediatamente após o trauma. Tem por objetivos 
principais (OLIVEIRA; DIAS, 2012): 
 � a remoção de tecido lesado e desvitalizado;
 � a restauração dos mecanismos de defesa locais;
 � o estabelecimento dos sinais adequados para o prosseguimento das 
fases subsequentes.
Segundo Mendonça e Coutinho-Netto (2009), com a ferida ocorre ex-
travasamento sanguíneo, que preenche o local da lesão com plasma e com 
elementos celulares, principalmente plaquetas. Com a agregação plaquetária 
e a coagulação sanguínea se formará um tampão de fibrina que serve como 
barreira contra microrganismos e que impede um maior extravasamento de 
3Complicações cirúrgicas e cuidados
sangue, além de organizar uma matriz provisória necessária para a migração 
celular. 
As plaquetas relacionadas com a formação desse tampão secretam múl-
tiplos mediadores, incluindo fatores de crescimento, além de glicoproteínas 
que constituem a matriz extracelular provisória. Esses eventos da coagulação 
produzem mediadores vasoativos e fatores que atraem células inflamatórias 
para o local da ferida, além de provocar vasodilatação e aumento da perme-
abilidade vascular no local (OLIVEIRA; DIAS, 2012).
Como resposta a esses fatores, ocorre a atração de neutrófilos e monócitos 
que se deslocam para a região da ferida, atuando na defesa contra bactérias e 
no preparo do tecido para a fase de proliferação. Os monócitos se diferenciam 
em macrófagos, os quais irão agir por alguns dias, sendo responsáveis pela 
ativação da angiogênese, multiplicação de fibroblastos e produção de colágeno. 
Dessa forma, os macrófagos desempenham importante papel na transição entre 
a fase inflamatória e de reparação (KEDE; SABATOVICH, 2015).
Fase de proliferação
Essa fase tem seu início de 2 a 4 dias após a lesão e tem como principais 
objetivos (KEDE; SABATOVICH, 2015):
 � restauração da cobertura epidérmica;
 � produção da matriz extracelular;
 � contração da ferida e angiogênese.
Os fibroblastos presentes na ferida migram de tecidos vizinhos ou da 
diferenciação de células-tronco mesenquimais que, uma vez no local, são 
estimulados a proliferar aumentando sua quantidade.
Ainda nessa fase, a matriz inicial é substituídaa quan-
tidade de plaquetas circulantes na corrente sanguínea.
O baço, assim como os linfonodos, é envolto por um tecido capsular fibroso, 
que contém trabéculas que se estendem para seu interior e também linfócitos 
e macrófagos Nesse órgão também temos a “polpa branca”, definida por áreas 
formadas de linfócitos suspensos em fibras reticulares. Ela se organiza em 
forma de bainhas em volta das artérias centrais, formadas por pequenos ramos 
da artéria esplênica, dando origem ao que chamamos de “ilhas em um mar de 
polpa vermelha”. Com isso, definimos a polpa vermelha essencialmente como 
tecido esplênico remanescente por causa de seus seios venosos e dos cordões 
esplênicos, sendo uma região de tecido conjuntivo reticular rica em macrófagos. 
A polpa vermelha tem basicamente a função de descartar as hemácias velhas 
e demais patógenos circulantes, enquanto que a polpa branca está envolvida 
nas funções imunológicas do baço (Figura 7).
15Sistema linfático
Figura 7. Baço.
Fonte: Marieb e Hoehn (2009, p. 686).
Conheça mais sobre o sistema linfático nos links a seguir.
Este artigo apresenta mais detalhes sobre o baço, o timo e as tonsilas:
https://goo.gl/mk4GH3 
Este vídeo ajuda a entender de onde vêm os líquidos do corpo: o sangue, o líquido 
intersticial e a linfa:
https://goo.gl/iKovk9 
Você deve entender que a cápsula protetora do baço é bastante fina, o que 
favorece o seu rompimento no caso de uma pancada sobre ele ou mesmo uma 
infecção grave neste órgão. Essa ruptura do órgão leva a hemorragia na cavi-
dade peritoneal, situação nada desejada no corpo humano. Para o tratamento 
dessa situação, o médico poderá realizar a retirada do baço, chamada de esple-
nectomia. Essa intervenção cirúrgica era praxe médica na grande maioria dos 
Sistema linfático16
traumas do baço, porém, nos últimos 20 anos, ocorreu uma significativa queda 
nestes procedimentos, pois foi descoberto que o baço, em muitas situações, 
consegue “autorreparar-se”. Com isso, a frequência de esplenectomias caiu 
de 70% para 40%. Se realmente for necessária a remoção do baço, o fígado e 
a medula óssea assumem a maior parte das suas funções, e em crianças com 
menos de 12 anos o baço pode ser regenerado se for removida uma pequena 
parte do órgão.
Timo
Este é um órgão bilobulado com importantes funções, principalmente nos 
primeiros anos de vida. Está localizado na porção inferior do pescoço e vai 
até o tórax superior, recobrindo parcialmente o coração, sendo profundo ao 
esterno (Figura 8). 
Figura 8. Corte transversal do timo.
Fonte: Marieb e Hoehn (2009, p. 687).
O timo trabalha secretando os hormônios timopoietina e timosinas, que 
tornam os linfócitos T imunocompetentes, capacitando-os para combater 
patógenos específicos na resposta imunológica. Protuberante em recém-
-nascidos, ele segue aumentando de tamanho no primeiro ano de vida e tem 
seu pico de atividade durante a primeira infância. Depois da puberdade, ele 
entra num processo gradual de atrofiamento e, na velhice, será substituído 
quase que totalmente por tecido fibroso e adiposo.
Histologicamente, o timo é comparado com uma cabeça de couve-flor, na 
qual as florezinhas representam os lóbulos tímicos, cada um contendo um 
17Sistema linfático
córtex mais externo e uma medula mais interna. A maioria das células do timo 
são linfócitos. No córtex, os linfócitos são divididos rapidamente e agrupados 
fortemente, e alguns macrófagos estão espalhados entre eles. Já nas áreas me-
dulares mais levemente coradas, podemos encontrar menos linfócitos e outras 
estruturas diferentes, classificadas como corpúsculos tímicos de Hassal. Esses 
corpúsculos possuem camadas concêntricas de células epiteliais queratinizadas, 
nas quais se encontra o local de destruição de células T. Importante: como o 
timo não possui células B em seu interior, ele não precisa ter folículos.
O timo pode ser diferenciado de outros órgãos linfáticos por meio de outras 
duas maneiras peculiares:
 � em relação ao funcionamento restrito na maturação de células T: é 
o único órgão linfático que não luta diretamente contra antígenos. 
A chamada barreira sangue-timo evita que os antígenos do sangue 
vazem para as regiões corticais, para impedir a maturação prematura 
dos linfócitos imaturos. 
 � em relação à sua formação: o estroma do timo possui células epite-
liais em vez de fibras reticulares. Com isso, essas células epiteliais 
secretam os hormônios que estimularão os linfócitos a se tornarem 
imunocompetentes.
Tonsilas
Tonsilas são os órgãos linfocíticos mais simples, pois elas formam um anel 
de tecido linfático em volta da entrada da garganta, aparecendo na forma de 
protuberâncias na mucosa da faringe. Elas são denominadas de acordo com 
sua localização, conforme a descrição a seguir.
 � Tonsilas palatinas: conhecidas como “amígdalas”, são pareadas, loca-
lizando-se a cada lado da extremidade posterior da cavidade oral. São 
elas as maiores tonsilas e também as mais frequentemente infectadas.
 � Tonsila lingual: coleção irregular de folículos linfáticos na base da 
língua.
 � Tonsila faríngea: conhecida como “adenoides” quando tem aspecto 
aumentado. Fica localizada na parede posterior da parte nasal da faringe.
 � Tonsilas tubárias: são aquelas que circundam as aberturas das tubas 
auditivas na faringe. 
Sistema linfático18
Todas estas tonsilas recolhem e removem a maioria dos patógenos que 
entram na faringe pela comida ou pelo ar inalado (Figura 9).
As tonsilas são formadas por tecidos linfáticos ricos em folículos com 
centros germinativos rodeados por linfócitos difusamente dispersos. Elas não 
são totalmente encapsuladas, sendo envolvidas e envaginadas por um epitélio 
que forma criptas tonsilares de fundo cego. Essas criptas prendem bactérias e 
demais partículas, e as bactérias passam através do epitélio da mucosa para o 
tecido linfático, onde a maioria é destruída. Esse processo pode parecer peri-
goso, pois ele permite a entrada de uma infecção, porém essa estratégia produz 
uma grande variabilidade de células do sistema imunológico que possuem um 
tipo de memória para os patógenos presos. Com isso, o corpo assume um risco 
calculado desde a infância para obter os benefícios do aumento da imunidade, 
garantindo melhor saúde para as fases do desenvolvimento seguintes.
Figura 9. Histologia das tonsilas palatinas.
Fonte: Marieb e Hoehn (2009, p. 688).
Placas de Peyer
São um tipo de tecido agregado ao sistema linfático. Abrangem grandes 
grupos isolados de folículos linfáticos, têm estrutura similar à das tonsilas e 
se localizam na parede da porção distal do intestino delgado, concentrando-se 
também na parede do apêndice vermiforme (Figura 10). As placas de Peyer e 
o apêndice vermiforme estão em uma posição ideal para:
19Sistema linfático
 � destruir bactérias, principalmente aquelas presentes em grande número 
no intestino, para evitar que esses patógenos deteriorem a parede in-
testinal; 
 � gerar muitos linfócitos, também chamados de linfócitos de memória, 
que atuam na manutenção da imunidade de longo prazo. 
Figura 10. Placas de Peyer.
Fonte: Marieb e Hoehn (2009, p. 688).
MALT (mucosa-associated lymphoid tissue)
São pequenos tecidos linfáticos associados à mucosa que têm a função de 
proteger as passagens do corpo abertas ao exterior, considerando que, através 
delas, muitos patógenos adentram em nosso organismo diariamente.
Esses pequenos tecidos linfáticos estão presentes nas seguintes estruturas:
 � placas de Peyer;
 � apêndice vermiforme;
 � tonsilas;
 � folículos linfáticos das paredes dos brônquios dos pulmões;
 � mucosa dos órgãos geniturinários.
Sistema linfático20
MARIEB, E.; HOEHN, K. Anatomia e Fisiologia. 3. ed. Porto Alegre: Artmed, 2009.
MARTINI, F. H.; TIMMONS, M. J.; TALLITSCH, R. B. Anatomia humana. 6. ed. Porto Alegre: 
Artmed, 2009.
MIGUEL JUNIOR, A. Sistema linfático. Medicina geriátrica, geriatria e gerontologia, 
Campinas, 2009. Disponível em: . 
Acessopor uma nova matriz ci-
catricial sintetizada pelos fibroblastos, que contém glicosaminoglicanos, 
proteoglicanos e colágenos do tipo I e III. Destaca-se que a elastina não é 
produzida durante o processo de cicatrização, justificando em parte a perda 
de flexibilidade do tecido cicatricial.
A produção de colágeno inicia em 3 a 5 dias e atinge o pico por volta do 
21º dia, entrando, então, em equilíbrio com a degradação. Esse processo de 
crescimento de colágeno está associado à formação de novos capilares essen-
ciais ao processo de reparo, sendo esse mecanismo conhecido por angiogênese 
(OLIVEIRA; DIAS, 2012).
Complicações cirúrgicas e cuidados4
Na angiogênese, os novos vasos sanguíneos formados a partir de vasos 
preexistentes participam da formação do tecido de granulação provisório, 
oferecendo nutrientes e oxigênio para o tecido em crescimento. As células 
dos novos vasos sanguíneos correspondem a 60% do tecido de reparo (MEN-
DONÇA; COUTINHO-NETTO, 2009).
Outro mecanismo que ocorre nessa fase é a contração da ferida. É um 
evento dinâmico em que ocorre a contração das paredes marginais da lesão. 
Tem início entre o 7º e o 10º dia de após a lesão, prazo que pode se prolon-
gar em feridas crônicas. Esse mecanismo está associado à substituição dos 
fibroblastos por miofibroblastos, presentes no tecido de granulação e que 
conferem capacidade contrátil, reduzindo a área de sangramento e facilitando 
a epitelização (GUIRRO; GUIRRO, 2010).
Ao final dessa fase, ocorre a epitelização, etapa que levará ao fechamento 
das superfícies da lesão e que é iniciada pela migração de células epiteliais 
(queratinócitos) desde as margens da ferida. A presença do epitélio sobre a 
ferida exerce intensa influência sobre a fibroplasia, e, quanto antes a cobertura 
de queratinócitos se restabelecer, menor será a fibrose no local (OLIVEIRA; 
DIAS, 2012).
Fase de remodelamento
Essa é a última fase de cicatrização. Acontece no colágeno e na matriz, com 
início em 6 a 8 semanas, e duração de 1 ano ou mais. É responsável pelo 
aumento da força de tensão e pela diminuição do tamanho da cicatriz e do 
eritema (GUIRRO; GUIRRO, 2010).
Nessa fase, haverá uma diminuição da atividade celular e do número de 
vasos sanguíneos com maturação da cicatriz. O excesso de colágeno, de forma 
desorganizada e aleatória, é degradado e substituído por fibras de colágeno 
alinhadas de acordo com as forças de tensão que a pele recebe no local, onde o 
principal agente dessa remodelação é o fibroblasto, que atuará na degradação 
do colágeno (KEDE; SABATOVICH, 2015). 
As fibras de colágeno, dispostas paralelamente às linhas de tensão, formam 
feixes de várias unidades, preferencialmente intercruzadas, enquanto as fibras 
orientadas aleatoriamente são digeridas. Aos poucos, a configuração da cicatriz 
se torna mais regular, tornando mais resistente o tecido após a maturação do 
colágeno (OLIVEIRA; DIAS, 2012).
5Complicações cirúrgicas e cuidados
Sequelas decorrentes de cirurgias plásticas
A cirurgia plástica estética é considerada um procedimento seguro, mas há 
riscos inerentes como em qualquer cirurgia.
Para diminuir os riscos de complicações, o cirurgião deverá realizar ava-
liação pré-operatória detalhada, exame físico e exames laboratoriais, além 
da monitoração trans e pós-cirúrgica. Uma avaliação pré-operatória é chave 
para um procedimento seguro, o que inclui desde o conhecimento anatomo-
fisiológico minucioso, bem como a decisão sobre a técnica mais adequada 
para aquele paciente (SALDANHA et al., 2014).
Borges (2010) relata que os riscos que envolvem qualquer procedimento 
cirúrgico podem ser caracterizados como sequelas ou complicações. As se-
quelas são inerentes ao procedimento e são inevitáveis, normais e esperadas. 
Ao realizar uma incisão, a tendência é surgir uma cicatriz, indesejável mas 
inevitável, normal e esperada. Por outro lado, complicações são alterações 
anormais e não esperadas.
Saldanha et al. (2014), em estudo sobre complicações em cirurgias plásticas, 
identificaram como mais frequentes a hemorragia pós-operatória (45,3%), a 
necrose de pele (44,0%) e a infecção bacteriana (21,3%) nos casos avaliados.
Contudo, as sequelas podem ser caracterizadas por irregularidades cutâ-
neas, equimose, edema, hipoestesia, cicatriz excessiva, fibrose e seroma 
(BORGES, 2010).
Nas cirurgias de mamoplastia, as sequelas mais encontradas envolvem assimetrias de 
volume e de reposicionamento mamário, além de cicatrizes inestéticas.
Irregularidades cutâneas
Com relação às sequelas que podem ocorrer no reparo tecidual, uma das encon-
tradas com mais frequência são as irregularidades cutâneas, que se constituem 
em ondulações e em depressões sobre a área tratada de forma cirúrgica. Nesses 
casos é importante a avaliação prévia do paciente e, durante o procedimento, 
a regularização de depressões presentes na remoção de gordura. Quando são 
Complicações cirúrgicas e cuidados6
utilizadas cânulas em pequenas áreas, poderão ocorrer depressões, pois nessas 
regiões as camadas dérmicas são menos espessas (BORGES, 2010).
As assimetrias são ocasionadas, muitas vezes, pela falta de um adequado 
planejamento pré-operatório, em que não se estabelece uma adequada noção 
de simetria que se quer obter.
O processo de reparo dos tecidos irá influenciar no comportamento da 
cicatriz. Pode haver retrações por aderência — uma faixa de tecido que une 
dois tecidos do seu corpo — como resposta de nosso organismo a fatores como 
cirurgia, infecção, traumas ou radiação, que tendem a ficar mais rígidas com 
o passar do tempo, podendo aumentar de tamanho e afetar a função do tecido. 
Equimose
Outra sequela observada em pacientes no pós-operatório de cirurgia plástica é 
a equimose, associada à ocorrência da ruptura de pequenos vasos. O conteúdo 
extravasado tenderá a ser reabsorvido, processo que poderá ser facilitado com a 
adoção de técnicas como drenagem linfática e procedimentos de eletrotermoterapia.
Edema
A ocorrência de edema (excesso de líquido acumulado no espaço intersticial, 
ou seja, entre os tecidos do corpo), no pós-operatório de cirurgia plástica, está 
relacionado com o processo de reparo tecidual. Contudo, quando o procedimento 
envolve grandes áreas, a reação será demasiada, associada à intensidade da lesão. 
Nesses casos, são importantes ações de posicionamento, de drenagem linfática, 
de crioterapia, uso de cintas, etc., os quais podem auxiliar no controle da sequela 
e devem persistir durante todo o processo de cicatrização (BORGES, 2010).
Borges (2010) salienta a diferença entre equimose e hematoma sendo a equimose 
o termo médico para o hematoma comum, que mede mais de um centímetro de 
diâmetro, associado à descoloração em tecidos moles que ocorre devido a forças 
compressivas. Tanto na equimose quanto no hematoma, é identificada uma alteração 
da coloração da pele no local do extravasamento sanguíneo, que se diferencia pela 
quantidade de sangue extravasado. No hematoma, ocorre acúmulo de sangue em 
espaço restrito, por outro lado, a equimose está relacionada à coloração arroxeada da 
pele associada à ruptura de vasos sanguíneos.
7Complicações cirúrgicas e cuidados
Hipoestesia
Outra sequela muito referida pelos pacientes é a hipoestesia (perda ou dimi-
nuição da sensibilidade em determinada região do corpo), referida em várias 
cirurgias plásticas, principalmente em procedimentos faciais, associados a 
trauma do tecido e alterações em terminações nervosas periféricas (PATRO-
CINIO; PATROCINIO; AGUIAR, 2002).
Borges (2010) também se refere às alterações de sensibilidade associadas 
ao trauma tissular e edema associados à cicatrização. O retorno desse processo 
à normalidade ocorrerá em 6 meses.
Cicatriz excessiva
Outro tipo de sequela está relacionada a um mecanismo de reparo patológico. 
Trata-se da exacerbação do processo de reparo, que irá resultar em uma cica-
triz excessiva, de tamanho aumentado, que prejudicará o funcionamento das 
funções fisiológicas e a estética. Essas situações serelacionam com queloides, 
cicatrizes hipertróficas, entre outros (BORGES, 2010).
Cicatrizes hipertróficas ocorrem a partir de trauma profundo e geram um 
contorno acima do nível da pele e limitado à lesão inicial, vermelha e retraída. 
Já o queloide se apresenta como uma cicatriz com alterações além do bordo 
da lesão inicial e não regride com o tempo (OLIVEIRA; DIAS, 2012).
Essas sequelas que podem ocorrer irão depender do tipo de procedimento 
realizado, da capacidade do cirurgião, das condições clínicas do paciente e 
também das ações adotadas no pós-operatório.
Fibrose
Uma das principais sequelas após a lipoaspiração é a formação de fibrose 
decorrente do processo de cicatrização tecidual. Trata-se de uma sequela visível 
e palpável, incômoda e limitante. Está associada ao acúmulo patológico de 
proteínas da matriz extracelular e resulta em espessamento do tecido afetado. 
Essa alteração conduz a uma resposta exagerada da cicatrização de feridas 
que interfere na função normal do órgão.
Na fibrose, o tecido predominantemente composto por colágeno é menos 
elástico do que a pele normal, e ocorre, principalmente, nos 3 primeiros meses 
depois da cirurgia. Tem como característica uma cicatrização irregular, com 
formação de fibrose subcutânea persistente. Apresenta nodulações e retrações 
da pele com depressões, ondulações e assimetrias (BORGES, 2010).
Complicações cirúrgicas e cuidados8
Seroma
Outra complicação dos procedimentos cirúrgicos é a formação de seroma, que 
ocorre em 53,1% dos pós-cirúrgicos. Envolve acúmulo de líquido procedente 
dos vasos linfáticos e sanguíneos lesados durante o procedimento cirúrgico. 
Eles se acumulam no espaço entre os tecidos, podendo ocorrer nos primeiros 
dias de pós-operatório (BORGES, 2010).
O seroma é mais frequente em procedimentos com grandes descolamentos 
de tecidos, como abdominoplastia, lipoaspiração, implante de prótese de 
silicone, redução mamária, entre outras.
Segundo Borges (2010) os sinais e os sintomas do seroma incluem abau-
lamento local (região da cicatriz fica mais elevada do que a pele ao redor), 
flutuação na área da cicatriz, sensação de líquido se deslocando na área da 
cirurgia.
Fatores que influenciam o processo de reparo tecidual
Segundo Oliveira e Dias (2012), os fatores locais estão relacionados principal-
mente ao movimento e à presença de resíduos dentro da ferida, por exemplo: 
tecido necrosado, corpos estranhos, contaminação bacteriana e hipoxia teci-
dual. Esses fatores podem atuar como barreira física para o desenvolvimento 
ordenado do tecido de granulação e para a deposição de colágeno, ou podem 
exacerbar a inflamação, afetando a resposta inflamatória. 
Quando ocorre oxigenação inadequada do local, as células inflamatórias 
têm dificuldade de chegar à zona lesada, dificultando a proliferação dos 
fibroblastos e a síntese de colágeno. Alterações da tensão na ferida (vômitos, 
tosse, atividade física em demasia) geram tensão e interferem na cicatrização. 
Ferida em área com mobilidade alta é propensa à inflamação crônica por 
causa da perturbação repetitiva dos novos capilares, depósitos de colágeno e 
fragilidade do novo epitélio. De forma inversa, a completa imobilização da 
área ferida pode levar a um arranjo desorganizado do novo colágeno dentro 
da lesão, que diminui a força de tensão resultante.
Entre os fatores locais, a infecção é a causa mais grave do retardo da 
cicatrização. Deve-se considerar que toda ferida está colonizada, já que as 
bactérias existentes na pele podem colonizar a lesão, mas isso não significa que 
esteja infectada. O fluxo de sangue deficiente para a ferida aumenta o risco de 
infecção e retarda a taxa de cura. Essa redução da perfusão tecidual aumenta 
a hipoxia e interfere no metabolismo e no crescimento celular, prejudicando 
a cicatrização (OLIVEIRA; DIAS, 2012).
9Complicações cirúrgicas e cuidados
Já os fatores sistêmicos que dificultam a cicatrização incluem estado 
nutricional, hipovolemia, hipotensão, hipoxia, hipotermia, infecção, trauma 
e uso de medicamentos anti-inflamatórios. Com a hipovolemia ocorrerá di-
ficuldade de transportar células de defesa e antibióticos, o que dificulta o 
processo de cicatrização. 
O tabagismo também altera a circulação periférica, reduz a hemoglobina 
funcional e leva à disfunção pulmonar, o que reduz o aporte de oxigênio 
para as células e dificulta a cura da ferida. Com relação à nutrição, a falta 
de proteínas interfere na formação de reações teciduais, da mesma forma 
que a deficiência de vitamina C (ácido ascórbico) irá interferir na síntese de 
colágeno. Com relação ao uso de medicações, os anti-inflamatórios esteroidais 
restringem a fase inflamatória da cicatrização causando efeito inibitório na 
taxa e na qualidade da cicatrização; já os corticosteroides, os quimioterápicos 
e os radioterápicos podem reduzir a cicatrização de feridas, pois interferem na 
resposta imunológica normal à lesão. Outra alteração sistêmica que interfere 
no processo cicatricial é o diabetes melito, associado a neuropatia e ateros-
clerose criando isquemia tecidual (TAZIMA; VICENTE; MARIYA, 2008; 
OLIVEIRA; DIAS, 2012).
Cicatriz hipertrófica e queloide
O reparo tissular é um processo complexo, em que diversos componentes 
interagem para que o resultado final seja satisfatório. Em alguns casos, os 
mecanismos fisiológicos de reparação não se desenvolvem de maneira har-
moniosa por causa de perturbações durante o processo, e o reparo passa a ser 
patológico (BORGES, 2010).
Qualquer interferência nesse processo pode levar à formação de cicatrizes 
de má qualidade, alargadas e pigmentadas. Entre as afecções cicatriciais, 
destacam-se a cicatriz hipertrófica e o queloide. Essas alterações são resultado 
de mudanças que ocorrem durante o processo cicatricial, ambas resultam em 
uma cicatriz grosseira e exagerada (FERREIRA;D’ASSUMPÇÃO, 2006). A 
seguir, você verá a descrição dessas alterações.
Complicações cirúrgicas e cuidados10
Queloide
Segundo Fernandes e Ferreira (2014), o queloide é definido como um tumor 
intradérmico benigno, que leva à formação de uma cicatriz exagerada. Se 
apresenta como uma lesão elevada, brilhante, pruriginosa ou dolorosa, de 
localização dérmica e que ultrapassa os limites da ferida original, ou seja, 
invade a pele normal adjacente. Apresenta crescimento ao longo do tempo e 
não regride de forma espontânea.
A fisiopatologia está associada ao aumento na proliferação de fibroblastos, 
que acarreta acúmulo de matriz extracelular, principalmente pelo excesso 
de produção de colágeno. Outra característica é que as fibras elásticas estão 
praticamente ausentes no queloide. Sua coloração pode variar de rosada a um 
tom roxo (Figura 2).
 Figura 2. Queloides.
Fonte: Conceito... (2015, documento on-line).
A doença tem característica familiar, com possibilidade de alterações 
genéticas que predispõe ao desenvolvimento. Apresenta ligação com a questão 
racial, é mais incidente em negros e orientais e a maioria dos casos se dá na 
faixa etária entre 10 e 30 anos (KEDE; SABATOVICH, 2015).
Além das complicações físicas, pode levar ao comprometimento psi-
cológico. Entre as regiões do corpo em que existe maior probabilidade de 
desenvolvimento de cicatrizes queloidianas, podemos citar (FERNANDES; 
FERREIRA, 2014):
11Complicações cirúrgicas e cuidados
 � região pré-esternal;
 � lóbulos auriculares;
 � ombros;
 � rosto.
A localização básica das alterações do queloide é a derme profunda (re-
ticular). Nesse local, as fibras colágenas se arranjam sob a forma de nódulos 
que aumentam de tamanho e se distribuem de maneira irregular.
Cicatriz hipertrófica
A cicatriz hipertrófica é outro tipo de alteração cicatricial, mais frequente e 
menos intensa do que o queloide. São alterações que consistem em cicatri-
zes elevadas, tensas e confinadas às margens da lesão original, porém, com 
frequência, regridem espontaneamente.
Segundo Kede e Sabatovich (2015) as cicatrizes hipertróficas apare-
cem precocemente, porém são limitadasàs áreas da lesão da pele, nunca 
ultrapassam as margens do trauma tissular inicial, são assintomáticas 
e tendem à estabilização ou à regressão com o tempo. Contudo, podem 
apresentar sintomatologia com dor e dificuldade no tratamento, coceira, 
incômodo, e ainda aumentar de tamanho, mas sem ultrapassar as bordas 
da ferida (BORGES, 2010).
Inicialmente, apresentam uma aparência com placas rosadas ou vermelhas, 
de consistência elástica e firme, bem demarcadas que evoluem para cicatrizes 
espessas, em tamanho maior do que o esperado. Existe uma correlação entre 
a forma, o local e o tamanho da ferida.
Nas cicatrizes hipertróficas, o colágeno não é nodular, é mais regular e mais 
delgado com as fibras dispostas de forma paralela em relação à superfície. 
Outra característica histológica e que a diferencia do queloide é que as fibras 
elásticas podem ser encontradas na cicatriz hipertrófica (FERNANDES; 
FERREIRA, 2014).
Na Figura 3, a seguir, são apresentadas duas modalidades de cicatrizes 
anormais para melhor diferenciação.
Complicações cirúrgicas e cuidados12
Figura 3. Cicatrizes hipertrófica (a) e queloide (b).
Fonte: Qual... (2017, documento on-line).
(a) (b)
Tratamento das alterações cicatriciais
O tratamento das alterações cicatriciais ainda é controverso, complexo e 
associado, muitas vezes, à recidiva das alterações.
A prevenção é a principal estratégia de intervenção, pois tanto o tratamento 
quanto a prevenção de queloides e cicatrizes hipertróficas são muito similares 
(BORGES, 2010). 
Na avaliação do pré-operatório, as condições de cicatrização e a ocorrência 
prévia desse tipo de alteração já indicam uma probabilidade de o paciente 
desenvolver o evento.
Para a prevenção, são importantes as seguintes medidas que contribuem para 
a obtenção de cicatrizes de boa qualidade (FERNANDES; FERREIRA, 2014):
 � cuidado e manejo adequado da ferida;
 � emprego de técnica cirúrgica adequada;
 � não manipulação excessiva no traumatismo dos tecidos;
 � remoção de corpos estranhos;
 � suturação por planos para diminuir a tensão na cicatriz;
 � prevenção de hematoma e infecções.
Outro aspecto importante é que o tratamento e a prevenção apresentam 
maior sucesso do que o cirúrgico quando se intervém sobre cicatrizes imaturas. 
O tratamento cirúrgico somente deve ser indicado após completado o período 
de maturação que vai de 6 a 12 meses (OLIVEIRA; DIAS, 2012).
13Complicações cirúrgicas e cuidados
A utilização do tratamento cirúrgico de forma isolada apresenta taxa de 
recorrência que varia de 45 a 100%. Por outro lado, a combinação dele com 
a injeção de corticoide ou mesmo com a radioterapia, reduz a recorrência 
(GUEDES; MEJIA, 2014).
Na abordagem do tratamento de cicatrizes hipertróficas decorrentes de 
complicações de ferida, tais como infecções, cicatrização retardada, pode ser 
feita excisão cirúrgica associada ao uso de placas de silicone em gel. Nesses 
casos, é necessário o relaxamento das bordas da ferida por meio de um des-
colamento parcial e avanço dos retalhos (FERNANDES; FERREIRA, 2014). 
Na abordagem com a utilização de corticoide, a injeção intralesional 
de triancinolona é a primeira opção no tratamento dos queloides e segunda 
opção para cicatrizes hipertróficas (GUEDES; MEJIA, 2014).
Placas de silicone em gel têm sido amplamente utilizadas como opção 
terapêutica de queloides e de cicatrizes hipertróficas, sendo seus efeitos as-
sociados ao aumento da temperatura da cicatriz. Essa alteração conduziria a 
uma maior atividade da colagenase, além de produzir uma compressão local 
(FERNANDES; FERREIRA, 2014). 
A utilização de compressão é frequente no tratamento de cicatrizes hi-
pertróficas de queimadura. Seu efeito parece estar associado à compressão 
de pequenos vasos no interior da cicatriz, produzindo isquemia e redução de 
fibroblastos e formação de colágeno. Esse mecanismo também permite uma 
inibição da atividade do colágeno em queloides. 
O uso de radioterapia no tratamento de cicatrizes, principalmente em 
queloides, é controverso por seu efeito carcinogênico. Sua utilização é reco-
mendada como última opção para adultos nos quais outras modalidades não 
tenham obtido sucesso (FERNANDES; FERREIRA, 2014). 
Para Guirro e Guirro (2010), o laser é capaz de causar alteração tecidual, 
principalmente em cicatrizes menores e mais delicadas. Sua indicação se baseia 
no pressuposto de que o laser de Argon, com suas três características, isto é, 
indução enzimática, onda de pressão e onda térmica, provoque a destruição 
do colágeno excessivo.
Outra modalidade utilizada como opção de tratamento para as cicatrizes 
anormais é o uso de fita adesiva microporosa em feridas recentes e mantidas 
por várias semanas de pós-operatório. O mecanismo de ação, provavelmente, 
está relacionado ao efeito mecânico (análogo à terapia compressiva) e ao efeito 
oclusivo (análogo ao uso de silicone), além da diminuição da tensão local na 
ferida (FERNANDES; FERREIRA, 2014).
Com relação às cicatrizes hipertróficas, os tratamentos envolvem a uti-
lização da terapia compressiva, microdermoabrasão, ultrassom, laserterapia 
Complicações cirúrgicas e cuidados14
de baixa intensidade, além de técnicas de massagem do tecido conjuntivo 
para liberação e aumento da circulação da cicatriz. No caso de queloides, o 
tratamento será médico.
Neste link, que traz uma entrevista de um médico dermatologista, você obterá in-
formações sobre as diferenças entre cicatrizes hipertróficas e queloides, além de 
orientações sobre tratamentos.
https://goo.gl/rwA8Yw
BORGES, F. S. Dermato-funcional: modalidades terapêuticas nas disfunções estéticas. 
2. ed. São Paulo: Phorte, 2010. 678 p.
CONCEITO de quelóide. Conceito.de, [s.l.], 18 out. 2015. Disponível em: . Acesso em: 3 dez. 2018.
CORRÊA, L. Introdução ao Reparo Tecidual. São Paulo: Faculdade de Odontologia da 
Universidade de São Paulo, ago. 2015. (Notas de aula da disciplina ODE5885: Eventos 
moleculares do reparo tecidual). Disponível em: . Acesso em: 3 dez. 2018.
FERNANDES, W. S.; FERREIRA, R. C. A. Queloide: Uma Revisão dos Tratamentos Atu-
almente Disponíveis. Revista Brasileira de Ciências da Saúde, João Pessoa, v. 18, n. 2, p. 
181-186, 2014. Disponível em: . Acesso em: 3 dez. 2018.
FERREIRA, C. M.; D’ASSUMPÇÃO, E. A. Cicatrizes Hipertróficas e Quelóides. Revista Brasileira 
de Cirurgia Plástica, São Paulo, v. 21, n. 1, p. 40-48, 2006. Disponível em: . Acesso em: 3 dez. 2018.
GUEDES, D. P. F.; MEJIA, D. P. M. Abordagens terapêuticas nas cicatrizes hipertróficas. 
Manaus; Goiânia, nov. 2014. Disponível em: . Acesso 
em: 3 dez. 2018. 
GUIRRO, E. C. O.; GUIRRO, R. R. J. Fisioterapia dermato-funcional: fundamentos, recursos, 
patologias. 3. ed. Barueri: Manole, 2010. 560 p.
15Complicações cirúrgicas e cuidados
ISAAC, C. et al. Alterações no processo de reparo fisiológico. Revista Brasileira de Quei-
maduras, Goiânia, v. 10, n. 2, p. 61-65, 2011. Disponível em: . Acesso em: 
3 dez. 2018.
KEDE, M. P. V.; SABATOVICH, O. Dermatologia estética. 3. ed. São Paulo: Atheneu, 2015. 
1320 p.
MENDONÇA, R. J.; COUTINHO-NETTO, J. Aspectos celulares da cicatrização. Anais Brasilei-
ros de Dermatologia, Rio de Janeiro, v. 84, n. 3, p. 257-262, jul. 2009. Disponível em: . Acesso em: 3 dez. 2018.
QUAL a diferença entre cicatriz hipertrófica e queloide? Dream Plastic Clínica de Cirurgia 
Plástica Especializada, São Paulo, 26 jul. 2017. Disponível em: .Acesso 
em: 3 dez. 2018.
OLIVEIRA, I. V. P. M.; DIAS, R. V. C. Cicatrização de Feridas: Fases e Fatores de Influência. 
Acta Veterinaria Brasilica, Mossoró, v. 6, n. 4, p. 267-271, 2012. Disponível em: . Acesso em: 3 dez. 2018.
PATROCINIO, J. A.; PATROCINIO, L. G.; AGUIAR, A. S. F. Complicações de ritidoplastia em 
um serviço de residência médica em otorrinolaringologia. Revista Brasileira de Otorrino-
laringologia, São Paulo, v. 68, n. 3, p. 338-342, maio 2002. Disponível em: . Acesso em: 3 dez. 2018.
SALDANHA, O. R. et al. Fatores preditivos de complicações em procedimentos da 
cirurgia plástica: sugestão de escore de segurança. Revista Brasileira de Cirurgia Plás-
tica, São Paulo, v. 29, n. 1, p. 105-113, 2014. Disponível em: . Acesso em: 3 dez. 2018.
Leitura recomendada
FRANCO, F. F. et al. Complicações em lipoaspiração clássica para fins estéticos. Revista 
Brasileira de Cirurgia Plástica, São Paulo, v. 27, n. 1, p. 135-140, 2012. Disponível em: . Acesso em: 3 dez. 2018.
Complicações cirúrgicas e cuidados16
Conteúdo:
Dica do professor
O reparo tecidual é um processo complexo, dinâmico, em que diversos componentes interagem 
para que o resultado final seja satisfatório. Em alguns casos, os mecanismos fisiológicos de 
reparação não se desenvolvem de maneira harmoniosa devido a perturbações durante o processo, 
ocasionando a formação de alterações cicatriciais como queloide e cicatriz hipertrófica.
 
Nesta Dica do Professor, você verá uma série de orientações sobre cuidados de prevenção e 
tratamento que podem ser utilizados em alterações cicatriciais anômalas. 
Aponte a câmera para o código e acesse o link do vídeo ou clique no código para acessar.
https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/cee29914fad5b594d8f5918df1e801fd/3704bba52188f787094db99976131498
Na prática
Na realização de lipoaspiração podem ocorrer intercorrências que, mesmo esperadas, interferem na 
recuperação do paciente. Um desses eventos é o edema, que provoca o acúmulo de líquido na área, 
alterando a circulação local e produzindo outros efeitos secundários. 
Você verá Na Prática uma situação relacionada com esta condição e como os profissionais lidam 
com casos de edema.
 
Saiba +
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor:
Regeneração e cicatrização
Neste vídeo são apresentadas informações sobre o reparo tecidual, um resumo das características, 
diferenças e etapas desse processo.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do vídeo ou clique no código para acessar.
Queloide: uma revisão dos tratamentos atualmente disponíveis
O artigo traz uma revisão sobre o tratamento de queloides.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do vídeo ou clique no código para acessar.
Cirurgia plástica - cicatrização ruim: queloides e cicatrizes 
hipertróficas
Neste vídeo, a dermatologista apresenta uma série de informações a respeito das alterações 
teciduais e da conduta para o seu tratamento.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do vídeo ou clique no código para acessar.
https://www.youtube.com/embed/DFdAqoijNjE
http://www.periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/rbcs/article/view/18141/12925
https://www.youtube.com/embed/UfoDZjexJaQ
Procedimentos estéticos em cirurgias 
plásticas mamárias
Apresentação
Com o aumento, a cada dia, de cirurgias plásticas de mamas, principalmente aquelas com implante 
de próteses, a demanda por tratamentos estéticos no pré e pós-operatório cresce também. No 
entanto, o número de profissionais qualificados ainda é baixo, pois exige mais conhecimento de 
anatomia e fisiologia, além de mais entendimento sobre o processo das cirurgias plásticas.
Nesta Unidade de Aprendizagem, você irá entender sobre a importância desses tratamentos 
estéticos para o resultado final das cirurgias plásticas de mamas, bem como irá conhecer quais são 
as indicações e as contraindicações dos tratamentos.
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Identificar as indicações e contraindicações das técnicas estéticas na mamoplastia redutora e 
de implante de próteses.
•
Aplicar as técnicas estéticas adequadas no pré e no pós-operatório na mamoplastia redutora.•
Usar as técnicas estéticas corretas no pré e no pós-operatório do implante de próteses.•
Infográfico
O pós-operatório de mamas exige mais cuidados, pois é caraterizado por queixas de dor e edema. 
Sendo assim, após a liberação médica, você deverá montar um protocolo de tratamento baseado 
nas fases de cicatrização.
Veja, no Infográfico, quais são as fases e as terapias adequadas para cada fase.
Conteúdo do livro
As mamas são um símbolo da feminilidade e da sensualidade, e, devido à evolução dos conceitos de 
beleza, surgiu a necessidade de elas estarem esteticamente no padrão. A partir daí, o número de 
cirurgias plásticas de mamas aumentou significativamente no mundo todo. A escolha dos 
tratamentos estéticos a serem utilizados no pré e, principalmente, no pós-operatório é a parte mais 
importante do tratamento estético e necessita de conhecimento das terapias e de seus efeitos 
fisiológicos.
No capítulo Procedimentos estéticos em cirurgias plásticas mamárias, da obra Procedimentos pré e 
pós-cirurgia estética, veja quais são as técnicas mais indicadas e as suas contraindicações em 
tratamentos estéticos para pré e pós-operatório de cirurgia plástica de mamas.
Boa leitura.
PROCEDIMENTOS 
PRÉ E PÓS-CIRURGIA 
ESTÉTICA
Ana Carla Happel
Procedimentos 
estéticos em cirurgias 
plásticas mamárias
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
 � Identificar as indicações e as contraindicações das técnicas estéticas 
na mamoplastia redutora e de implante de próteses.
 � Aplicar as técnicas estéticas adequadas no pré e no pós-operatório 
na mamoplastia redutora.
 � Usar as técnicas estéticas corretas no pré e no pós-operatório de 
implante de próteses.
Introdução
A busca pelo corpo perfeito faz aumentar cada vez mais o número de 
cirurgias plásticas, principalmente as de mamas com implante de próteses. 
A cirurgia plástica de mamas busca, por meio da transformação física, 
a satisfação psicológica.
Ao longo dos anos, foi possível perceber que um pré-operatório feito 
corretamente diminui muito as chances de complicações pós-operatórias, 
o que aumenta as possibilidades do profissional da estética de trabalhar 
juntamente com o cirurgião plástico e outros profissionais da saúde, mon-
tando protocolos de atendimento conforme as orientações individuais.
Neste capítulo, você vai conhecer as indicações e as contraindicações 
das técnicas estéticas para mamoplastia redutora e de implante de pró-
teses no pré e no pós-operatório.
1 Indicações e contraindicações 
das técnicas estéticas na mamoplastia 
redutora e de implante de próteses
O acompanhamento estético deve ser constante tanto no pré quanto no pós-
-operatório a fim de que se obtenham os resultados desejados. Para tanto, 
é importante conhecer todas as indicações e contraindicações das técnicas 
estéticas.
Indicações
A drenagem linfática manual é uma das técnicas estéticas mais indicadas 
para o tratamento de pós-operatório de cirurgia plástica de mamas. De acordo 
com Stamm e Rosa (2018), ela consiste na facilitação da saída de líquidos 
acumulados para o sistema de escoamento, sendo a terapia mais utilizada no 
pré-operatório por direcionar o fluxo linfático e diminuir o líquido intersticial, 
o que aumenta a circulação sanguínea, amplia a elasticidade do tecido,com-
bate a retenção de líquidos, elimina toxinas e, desse modo, previne edemas 
no pós-operatório. Entre as indicações das terapias mais recomendadas para 
a redução de edema, está a drenagem linfática manual combinada ao taping, 
para somar os benefícios no pós-operatório (BORGES, 2010).
A alta frequência é indicada nos casos de deiscência, pois seus efeitos 
terapêuticos bactericidas, antissépticos e anti-inflamatórios estimulam o 
trofismo dérmico, acelerando o fechamento da ferida (BORGES, 2010).
Segundo Stamm e Rosa (2018), os efeitos de reparação tecidual e suas 
propriedades terapêuticas analgésicas, anti-inflamatórias e bactericida são 
os motivos para a indicação do uso de microcorrentes em pós-operatórios 
de mamoplastia.
Na Figura 1, há um exemplo de marcações das áreas com excesso de pele 
e/ou flacidez.
Procedimentos estéticos em cirurgias plásticas mamárias2
Figura 1. Marcações das áreas com excesso de pele e/ou flacidez.
Fonte: WAYHOME studio/Shutterstock.com.
Contraindicações
As contraindicações dos tratamentos estéticos estão mais relacionadas à 
execução das técnicas e à falta de conhecimento dos parâmetros dos aparelhos 
estéticos. 
O ultrassom não é indicado diretamente sobre próteses metálicas, processos 
infecciosos, tromboflebites, varizes e gestantes (GUIRRO, 2007).
O uso da alta frequência não é indicado em peles com cosméticos infla-
máveis, como álcool ou éter, devido ao risco de queimaduras causadas pelo 
faiscamento do aparelho (BORGES, 2010).
Já a radiofrequência é contraindicada nas fases inflamatória e proliferativa 
devido ao seu aquecimento. Ela só é indicada na fase de remodelamento, para 
auxiliar no tratamento de fibroses; ainda assim, em temperaturas abaixo dos 
37°C e nunca sobre a prótese (BORGES, 2010).
A técnica de microcorrentes é contraindicada em pacientes desidratados, 
pois pode causar náuseas, tontura e dores de cabeça, além de desconforto na 
pele (BORGES, 2010).
3Procedimentos estéticos em cirurgias plásticas mamárias
Na drenagem linfática manual, é contraindicado o uso de tensão excessiva 
e de movimentos de deslizamentos, para evitar tensões na cicatriz cirúrgica, 
que podem causar deiscências (GUIRRO, 2007).
Na Figura 2, há um exemplo de tratamento estético pré-operatório de 
cirurgia plástica de mamas.
Figura 2. Tratamento estético pré-operatório de cirurgia plástica de mamas.
Fonte: Nomad_Soul/Shutterstock.com.
2 Pré e pós-operatório na mamoplastia 
redutora
Segundo Borges (2010), é de extrema importância que, antes da cirurgia, 
se faça uma avaliação estética, na qual devem ser avaliadas a condição da 
pele, a fraqueza muscular e a presença de flacidez ou irregularidades, como, 
por exemplo, depressões na pele da região em que será realizada a cirurgia. 
Como toda cirurgia plástica, a mamoplastia necessita de cuidados estéticos 
pré-operatórios, a fim de melhorar as condições da pele para a reparação 
tecidual. Para que se consiga estimular a elasticidade da pele, recomenda-se 
que esses tratamentos sejam realizados duas vezes por semana, por pelo menos 
30 dias (MAUAD, 2012).
Procedimentos estéticos em cirurgias plásticas mamárias4
Para Mauad (2012), a fim de que se obtenham os resultados desejados, 
é de suma importância que a cliente colabore, seguindo corretamente todas as 
instruções. Nesse sentido, cabe ressaltar que cada cliente merece uma aten-
ção especial, pois nenhum caso é igual ao outro. A seguir, são apresentadas 
sugestões para a elaboração do protocolo de tratamento pré-operatório.
 � Hidratações: os cosméticos são grandes aliados na revitalização tecidual.
 � Esfoliações: suave afinamento da pele.
 � Massagens: manipulações de tecido por meio de massagens manuais.
 � Exercícios isométricos: deve-se procurar um profissional especializado 
para realizar o fortalecimento da musculatura mediante exercícios 
específicos.
 � Drenagem linfática: melhora a circulação linfática e sanguínea.
 � Eletroestética: corrente russa, microcorrentes e iontoforese.
Para uma hidratação mais profunda e a estimulação da elasticidade cutânea, 
o mais indicado é o uso de cosméticos com maior concentração de princípios 
ativos, bem como o uso de cosméticos ionizados (MAUAD, 2012).
Alguns dos princípios ativos cosméticos mais utilizados são os seguintes: 
Ácido hialurônico, Pentaglycan, Oligomix, Lipoliv, Thymus peptides, Phytoa-
mino biocomplex regenerador, Hydraction Fator de nutrição natural (NMF), 
Sericin, Hydroxiprolisilane, Complexo AE, Cytokinol, Alistin, Pentavitin, 
Ascorbosilane C, Dismutin BT, Phytaluronate e Elhibin.
Segundo Borges (2010), a drenagem é muito importante na preparação 
para a cirurgia plástica, pois estimula a circulação arteriovenosa — evitando, 
assim, possíveis necroses —, além de ativar a circulação linfática, que favorece 
o metabolismo celular e, desse modo, evita edemas e melhora a reparação 
tecidual no pós-operatório.
Cabe lembrar que a montagem dos protocolos, mesmo os pré-operatórios, 
deve ser personalizada de acordo com a situação da pele na região a ser operada 
e com as orientações do médico, em um trabalho de equipe multidisciplinar, 
para que os riscos de complicações no pós-operatório sejam minimizados.
Já no pós-operatório, as mamas ficam com muito edema. Por isso, aconse-
lha-se, além dos tratamentos estéticos que visam à redução do edema, o uso de 
um sutiã especial para comprimir a mama e dar sustentação. Os objetivos dos 
protocolos de pós-operatório são reduzir o edema, diminuir a dor, melhorar a 
microcirculação e a hidratação da pele (MAUAD, 2012).
A drenagem linfática manual é a principal indicação para o pós-operatório 
imediato, principalmente para diminuir o edema e aliviar a dor (BORGES, 2010).
5Procedimentos estéticos em cirurgias plásticas mamárias
A drenagem é o primeiro — e, quase sempre, único — procedimento 
realizado no pós-operatório imediato com as restrições ao uso de cosméticos 
e aos movimentos; ao realizá-la, sempre se devem evitar os deslizamentos, 
para não forçar a região da cicatriz, e a pressão aplicada deve ser de aproxi-
madamente 40mmHg (PEREIRA, 2013).
Mauad (2012) sugere o uso de corrente galvânica associada a ativos com 
ação antiedema, ou o uso das microcorrentes, normalizando a bioeletricidade 
dos tecidos.
Já as cicatrizes podem ser tratadas, desde que com autorização do médico 
cirurgião, após 30 dias, com micromassagens e ionizações com asiaticoside 
(centella asiática), para auxiliar no processo cicatricial (MAUAD, 2012).
Embora sejam pouco frequentes os efeitos adversos e as complicações 
nas cirurgias plásticas redutoras de mamas, há aqueles que são mais comuns, 
como o edema, o hematoma, a equimose, a fibrose e a deiscência de suturas; 
por outro lado, são muito raras as infecções e as necroses (BORGES, 2010).
Durante o pós-operatório de redução de mamas ou de implante de próteses, a cliente 
estará usando um sutiã especial, escolhido pelo médico a partir dos vários modelos 
disponíveis. A função desses sutiãs é auxiliar no reposicionamento dos tecidos e na 
sustentação das mamas, e seu uso é obrigatório para evitar uma ptose futura das 
mamas, bem como o aparecimento de estrias causados pela distensão da pele para 
se adaptar às próteses.
Fonte: Tinatin/Shutterstock.com.
Procedimentos estéticos em cirurgias plásticas mamárias6
3 Pré e pós-operatório na mamoplastia 
de implante de próteses
Para as cirurgias plásticas de mamas com o implante de prótese de silicone, 
é importante que o profissional de estética fique atento às possibilidades de 
melhoria durante o pós-operatório, pois não são apenas as próteses que fazem 
a harmonia do resultado, mas também a adequação do formato (PEREIRA, 
2013). No pós-operatório desse tipo de procedimento, a escolha das técnicas 
utilizadas vai depender do tipo de cirurgia e da avaliação dos tecidos da 
região operada.
Segundo Montandon (2014), considerando-se a frequência geral de compli-
cações, os estudos identificaram mais complicações nas cirurgias plásticas de 
mamacom implante de próteses submusculares. Por outro lado, com próteses 
subglandulares, foram constatados poucos casos de necroses — 1,2% de 
necrose parcial e nenhum caso de necrose total.
Nesse tipo de cirurgia plástica, uma das queixas mais frequentes é rela-
cionada à dor; ainda assim, as aplicações da drenagem linfática em 48 horas 
do pós-cirúrgico são facultativas (PEREIRA, 2013).
Uma das complicações do pós-operatório de mamas com implante de 
próteses é a contratura capsular, que consiste em uma cápsula fibrótica que 
se forma envolvendo a prótese, causando muita dor devido à forte e intensa 
contração. Pode-se impedir a ocorrência da contratura capsular seguindo-se 
todas as recomendações do médico, evitando-se realizar esforço físico e forçar 
a área operada.
O implante de prótese mamárias é uma das cirurgias mais frequentes e desafiadoras 
da cirurgia plástica, devido às complicações associadas. Para saber mais sobre essas 
complicações tão comuns, acesse o estudo disponível no site da Revista Brasileira de 
Cirurgia Plástica. 
A drenagem linfática manual auxilia na prevenção de complicações, por 
favorecer a reabsorção de toxinas e reduzindo o edema (BORGES, 2010).
7Procedimentos estéticos em cirurgias plásticas mamárias
O edema generalizado é comum no pós-operatório imediato, acompanhado 
de sensação de mamas muito endurecidas. Nesse caso, de acordo com Mauad 
(2012), devem-se observar algumas orientações, como realizar a drenagem 
linfática manual para diminuir o edema e melhorar o quadro doloroso, faci-
litando a microcirculação e melhorando a hidratação cutânea.
Segundo Borges (2010), o edema, os hematomas, as deiscências parciais 
de sutura, a necrose do complexo aréolo-mamilar (CAM) e as cicatrizes hi-
pertróficas são complicações mais comuns em pós-operatório de mamoplastia 
com próteses, e, ainda que raramente, também podem ocorrer infecções e 
contratura capsular.
As microcorrentes podem ser utilizadas nas deiscências de sutura, devido à 
semelhança entre seus sinais elétricos e os naturais da recuperação de tecidos. 
Além disso, por causa de sua ação bactericida, a alta frequência também pode 
ser utilizada para auxiliar no fechamento da ferida (BORGES, 2010).
No quadro a seguir, são apresentadas as orientações de pós-operatório 
de cirurgia plástica de mamas, que, para Borges (2010), são as mesmas tanto 
para a cirurgia de redução quanto para a cirurgia de implante de próteses.
Fase inflamatória
Atendimento diário
Fase proliferativa
Atendimento em 
dias alternados
Fase de remodelação
Atendimento em 
dias alternados
Drenagem linfática 
manual
Drenagem linfática 
manual
Drenagem linfática 
manual, se necessário
Compressão: sutiã 
constante
Compressão: sutiã 
constante
Compressão: sutiã 
constante
Relaxamento 
da musculatura 
de trapézio e 
esternocleidomastóideo 
por meio de massagem 
e calor superficial 
ou crioterapia
Orientações de 
estimulação sensorial 
na área da cirurgia por 
meio de uma massagem 
suave proprioceptiva 
executada pela 
própria paciente
Uso de diferentes 
texturas para 
a estimulação 
sensorial do CAM
Quadro 1. Protocolo de tratamento pós-operatório de mamoplastia redutora e de au-
mento
(Continua)
Procedimentos estéticos em cirurgias plásticas mamárias8
Fonte: Adaptado de Borges (2010).
Fase inflamatória
Atendimento diário
Fase proliferativa
Atendimento em 
dias alternados
Fase de remodelação
Atendimento em 
dias alternados
Uso de correntes 
elétricas de baixa 
frequência na região 
comprometida 
pela dor, exceto na 
região operada
Orientações quanto 
à postura, à maneira 
correta de levantar-se 
e deitar-se, à melhor 
postura para dormir, 
para executar as 
atividades diárias de 
pentear-se, carregar 
objetos, vestir-se, etc.
Orientação para 
iniciar caminhada
Orientações quanto 
à postura, à maneira 
correta de levantar-se 
e deitar-se, à melhor 
postura para dormir, 
para executar as 
atividades diárias de 
pentear-se, carregar 
objetos, vestir-se, etc. 
Quadro 1. Protocolo de tratamento pós-operatório de mamoplastia redutora e de au-
mento
As queixas mais frequentes das clientes dizem respeito à alteração de 
sensibilidade e à dor, que pode variar de pessoa para pessoa. Contudo, 
é natural que haja esse desconforto até que o tecido se reposicione e ocorra 
a cicatrização. Por outro lado, de acordo com Pereira (2013), a sensibilidade 
é normal devido aos descolamentos dos tecidos, os quais vão se realocando 
nos meses subsequentes à cirurgia. 
É muito importante que a cliente siga as seguintes orientações médicas 
durante os seus cuidados domésticos (PEREIRA, 2013):
(Continuação)
9Procedimentos estéticos em cirurgias plásticas mamárias
 � Não lavar sem auxílio cabelos e rosto, para evitar o movimento dos 
braços.
 � Manter os braços próximos ao corpo, nunca os elevando.
 � Não realizar esforço físico ou segurar peso.
 � Usar o sutiã de compressão.
 � Usar sabonetes neutro ou antisséptico, sem esfregação.
 � Não remover o micropore, que deve ser trocado uma vez por semana 
pelo médico.
 � Secar o curativo com toalha de papel e secador de cabelos em tempe-
ratura fria, após cada banho.
Imagine uma cliente em pós-operatório recente de cirurgia plástica com implante de 
prótese, que mora sozinha e não tem ninguém para auxiliá-la nos cuidados domés-
ticos. Certamente, ela aumentará suas chances de ter uma contratura capsular, pois 
movimentos excessivos e trações na mama podem gerar essa complicação.
BORGES, F. S. Dermato-funcional: modalidades terapêuticas nas disfunções estéticas. 
2. ed. São Paulo: Phorte, 2010.
GUIRRO, E.; GUIRRO, R. Fisioterapia dermatofuncional: fundamentos, recursos, patologia. 
São Paulo: Manole, 2007.
MAUAD, R. Estética e cirurgia plástica: tratamento no pré e pós-operatório. 4. ed. São 
Paulo: Senac, 2012.
MONTANDON, R. E. Estudo de complicações em próteses mamárias: avaliação de 546 
casos em oito anos. Revista Brasileira de Cirurgia Plástica, v. 29, nº. 3, p. 352–360, 2014.
PEREIRA, M. de F. L. (org.). Recursos técnicos em estética. São Paulo: Difusão Editora, 
2013. 2 v.
STAMM, L. N.; ROSA, P. V. da. Estética aplicada à cirurgia plástica. Porto Alegre: SAGAH, 2018.
Procedimentos estéticos em cirurgias plásticas mamárias10
Leituras recomendadas
CÔRREA, M. P. D. et al. Avaliação da qualidade de vida em portadores de hipertrofia 
mamária pré e pós-mamoplastia redutora. Revista Brasileira de Cirurgia Plástica, v. 34, 
nº. 2, p. 204–209, 2019.
ELWING, A.; SANCHES, O. Drenagem linfática manual: teoria e prática. São Paulo: Senac, 
2010.
LEDUC, A.; LEDUC, O. Drenagem linfática: teoria e prática. 3. ed. São Paulo: Manole, 2007.
11Procedimentos estéticos em cirurgias plásticas mamárias
Dica do professor
Os principais objetivos dos tratamentos estéticos no pós-operatório de mamoplastia são: reparação 
tecidual, diminuição do edema e alívio da dor. Para que o resultado seja satisfatório, é necessário 
que se utilizem as técnicas corretas.
Nesta Dica do Professor, veja quais são as técnicas mais utilizadas nos protocolos para tratamento 
estético de pós-operatório de mamoplastia de redução ou com implante de próteses.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do vídeo ou clique no código para acessar.
https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/cee29914fad5b594d8f5918df1e801fd/8537c444ef03becc90e7ffd7b5186185
Na prática
Para aprimorar as condições cicatriciais dos tecidos, a melhoria do tônus tissular e o aumento da 
hidratação e da elasticidade da pele são muito importantes nos tratamentos estéticos pré-
operatórios de cirurgia plástica de mamas.
Veja a seguir, Na Prática, um caso em que o protocolo pré-operatório auxilia na reparação 
cicatricial.
Conteúdo interativo disponível na plataforma de ensino!
Saiba +
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor:
Cuidados no pós-operatório de cirurgia de mamas
É muito importante entender como será a adaptação da cliente no pós-operatório paraauxiliá-la 
nos cuidados necessários. Assista aqui às recomendações médicas e aos cuidados domésticos 
necessários nesse período.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do vídeo ou clique no código para acessar.
Drenagem linfática no pós-operatório de mamoplastia: uma 
revisão bibliográfica
O pós-operatório de cirurgias plásticas de mamas tem como características edema, dor e 
diminuição da sensibilidade. Nesse tipo de cirurgia, os canais linfáticos são destruídos e, por isso, o 
edema é generalizado. O artigo descreve a importância da drenagem linfática manual na redução do 
edema e na normalização das funções circulatórias e linfáticas.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do vídeo ou clique no código para acessar.
Mamoplastia pós-cirurgia bariátrica usando suporte protético 
complementar de contenção glandular
Para aplicar as técnicas estéticas adequadas em um pós-operatório, é importante entender por 
quais transformações o tecido pode passar durante o procedimento cirúrgico. Leia, neste artigo, 
sobre as alterações estruturais em pacientes que fizeram cirurgia bariátrica.
https://www.youtube.com/embed/XDAu3qh4rm4
https://portalbiocursos.com.br/ohs/data/docs/199/9-Drenagem_linfYtica_no_pYs-operatYrio_de_mamoplastia_uma_revisYo_bibliogrYfica.pdf?v=546501741
Aponte a câmera para o código e acesse o link do vídeo ou clique no código para acessar.
http://www.rbcp.org.br/details/1756/pt-BR/mamoplastia-pos-cirurgia-bariatrica-usando-suporte-protetico-complementar-de-contencao-glandular?v=2089144204
Procedimentos estéticos em 
lipoaspirações
Apresentação
Uma nova técnica revolucionou o mundo da cirurgia plástica, representando um dos seus maiores 
avanços: a lipoaspiração. Surgiu no início da década de 1980, criada por um cirurgião francês 
chamado Yves Gerard Illouz. Logo se mostrou altamente eficaz, sendo bem aceita pelos cirurgiões 
plásticos. O método passou por algumas modificações nesses últimos anos, o que fez com que se 
tornasse uma das cirurgias mais realizadas no mundo todo.
Nesta Unidade de Aprendizagem, você irá entender a importância do profissional da estética e dos 
tratamentos estéticos para o resultado final da lipoaspiração, suas indicações e suas 
contraindicações.
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Identificar os riscos e as complicações da lipoaspiração.•
Descrever as técnicas estéticas aplicadas no pré-operatório da lipoaspiração.•
Explicar as técnicas estéticas utilizadas no pós-operatório da lipoaspiração.•
Infográfico
O mundo dos cosméticos cresce tanto quanto o das cirúrgias plásticas. Por isso, várias substâncias 
ativas vêm sendo estudadas atualmente e muitas delas se mostram eficazes no auxílio da 
cicatrização dos tecidos operados.
Veja, no Infográfico a seguir, algumas substâncias ativas utilizadas em cosméticos no pós-
operatório.
Conteúdo do livro
A lipoaspiração é uma técnica eficaz para remover a gordura sem retirar a pele e hoje é uma das 
cirurgias plásticas mais realizadas no mundo. Com essa grande demanda, veio a necessidade de 
minimizar os riscos e as complicações, o que necessita de profissionais de estética capacitados.
No capítulo Procedimentos estéticos em lipoaspirações, da obra Procedimentos pré e pós-cirurgia 
estética, veja quais são os riscos e as complicações desse procedimento, assim como quais são os 
tratamentos estéticos mais indicados para o pré e o pós-operatório.
Boa leitura.
PROCEDIMENTOS 
PRÉ E PÓS-
CIRURGIA ESTÉTICA
Ana Carla Happel
Procedimentos estéticos 
em lipoaspirações
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
 � Identificar os riscos e as complicações da lipoaspiração.
 � Descrever as técnicas estéticas aplicadas no pré-operatório da lipo- 
aspiração.
 � Explicar as técnicas estéticas utilizadas no pós-operatório da lipo- 
aspiração.
Introdução
A lipoaspiração é uma técnica de cirurgia plástica que consiste na retirada 
de gordura subcutânea por meio de cânulas introduzidas por pequenas 
incisões na pele, podendo ser realizada mediante várias técnicas, estando 
a critério do médico a decisão sobre a escolha de uma ou outra. Indepen-
dentemente da técnica escolhida, esse tipo de procedimento cirúrgico 
oferece riscos e complicações, que podem ser evitados com tratamentos 
estéticos pré e pós-operatório.
Neste capítulo, você vai ler sobre potenciais riscos e complicações 
em uma lipoaspiração. Além disso, vão ser apresentadas aqui as técnicas 
utilizadas em protocolos de pré e pós-operatório de lipoaspiração.
1 Riscos e complicações da lipoaspiração
Toda cirurgia plástica apresenta seus riscos, seus efeitos adversos e suas com-
plicações. Na lipoaspiração, podem ocorrer adversidades menores ou maiores. 
As menores são de natureza estética, como irregularidades de superfície, 
depressões, assimetrias, flacidez acentuada de pele e equimoses prolongadas 
que levam a hipercromias residuais. Já as maiores são aquelas que deman-
dam tratamento clínico, como hemorragias simples ou complicadas, necrose 
cutânea, perfurações da pele, das cavidades torácicas e abdominais, choque 
ou hipovolemia e edema pulmonar agudo (KEDE; SABATOVICH, 2015).
Na Figura 1, são apresentadas as áreas do contorno corporal que podem 
ser lipoaspiradas. As regiões em que se pode fazer lipoaspiração são várias, 
como abdome, flancos, coxas, culotes, braços, panturrilhas, entre outras.
Figura 1. Áreas do contorno corporal que podem ser lipoaspiradas.
Fonte: staras/Shutterstock.com.
Segundo Stamm (2018), as complicações mais comuns na lipoaspiração 
podem envolver sequelas, como:
 � hematomas — que podem levar ao surgimento de fibroses extensas e 
de resolução demorada, além de irregularidades na superfície da pele;
 � equimose prolongada — podendo causar pigmentação da pele com 
irregularidade de cor;
 � seroma — acúmulo de líquido embaixo da pele no pós-operatório de 
uma cirurgia.
Procedimentos estéticos em lipoaspirações2
No Quadro 1, estão esquematizadas as potenciais complicações da cirurgia 
plástica de lipoaspiração. À esquerda, estão as mais frequentes; à direita, 
as raras e graves.
Fonte: Adaptado de Borges (2010).
Complicações frequentes 
da lipoaspiração
Complicações raras e 
graves da lipoaspiração
Irregularidades
Equimoses
Seromas
Hipercromias
Fibroses
Queimaduras na pele
Fadiga e cefaleia por anemia
Hematomas
Infecções
Anestesia temporária da pele
Edema
Dor ventilatório-dependente
Embolia
Trombose venosa profunda
Perfuração de órgãos
Necrose
Quadro 1. Complicações no pós-operatório de lipoaspiração
A lipoaspiração está entre as intervenções estéticas que mais dão origem 
a descrições de intercorrências e complicações. Como efeitos adversos mais 
comuns nesse tipo de cirurgia, Chi et al. (2018) listam a fibrose, o edema e 
a equimose; no entanto, o estudo relata que, se adotados tratamentos pré-
-operatórios estéticos, com o uso de cosméticos e orientações alimentares, esses 
problemas podem ser, na maioria das vezes, diminuídos ou evitados. Também 
de acordo com o estudo, existem casos bem-sucedidos de pós-operatório em 
que houve associação entre a drenagem linfática manual e o linfotaping.
3Procedimentos estéticos em lipoaspirações
Na avaliação de pós-operatório de lipoaspiração, Borges (2010) preconiza 
o uso do protocolo de avaliação apresentado a seguir, que busca identificar os 
níveis de fibrose por meio da palpação.
 � Nível zero (N0): mediante avaliação visual e palpação nas posições 
ereta, decúbito dorsal e ventral, não se detecta indício de fibrose.
 � Nível um (N1): detecta-se fibrose somente por meio de palpação da 
região em decúbito dorsal e ventral.
 � Nível dois (N2): detecta-se fibrose por meio de avaliação visual na 
posição ereta; porém, nas posições de decúbito dorsal e ventral, apenas 
se detecta fibrose mediante palpação. 
 � Nível três (N3): detecta-se fibrose por meio de avaliação visual tanto 
na posição ereta quantoem decúbito dorsal ou ventral.
2 Técnicas estéticas no pré-operatório 
de lipoaspiração
Os tratamentos estéticos pré-operatórios são muito importantes, uma vez que 
visam a melhorar as condições dos tecidos, promovendo uma recuperação 
muito mais rápida no pós-operatório, além de prevenir complicações.
Segundo Mauad (2012), os tratamentos estéticos pré-operatórios de li-
poaspiração são muito semelhantes aos de abdominoplastia. Seus principais 
objetivos são:
 � diminuir a espessura do tecido;
 � estimular a microcirculação;
 � favorecer as trocas metabólicas.
Para Pereira (2013), os protocolos pré-operatórios de lipoaspiração devem 
conter terapias que hidratem e diminuam a espessura da pele, melhorem a 
circulação vascular e linfática, estimulem a hipertrofia muscular e melhorem 
a uniformização da pele.
Procedimentos estéticos em lipoaspirações4
A hidratação corporal pode ser feita por meio de massagens, e, a fim 
de se potencializarem os resultados, podem ser utilizados princípios ativos 
que promovem a hidratação ou emoliência dos tecidos, como, por exemplo, 
óleo de semente de uva, ureia, hera, ginkgo biloba, entre outros vários ativos 
cosméticos (MAUAD, 2012). Segundo Pereira (2013), a hidratação corporal 
deve-se iniciar por uma gommage, um procedimento estético que remove 
as células mortas e facilita a permeação dos princípios ativos, seguida de 
massagens clássicas com óleos essenciais.
A drenagem linfática manual realizada com manobras suaves e rítmicas 
é a técnica mais indicada no pré-operatório de lipoaspiração; isso porque 
ela melhora a microcirculação e promove as trocas metabólicas, podendo 
ser aplicada até o dia anterior à data da cirurgia (MAUAD, 2012). Além 
disso, mediante o sistema de comportas, ela facilita a remoção de líquidos 
acumulados, sendo a terapia mais utilizada no pré-operatório por direcionar 
o fluxo linfático e diminuir o líquido intersticial, o que aumenta a circula-
ção sanguínea e a elasticidade do tecido, combate a retenção de líquidos, 
elimina toxinas e, como consequência, previne edemas no pós-operatório 
(STAMM, 2018).
A corrente russa, apresentada na Figura 2, é uma corrente de média 
frequência (2500 Hz) que pode ser usada para auxiliar no reforço muscular, 
sobretudo nos casos de diástase abdominal, em que, durante a cirurgia 
plástica, será feita a plicatura dos músculos retos abdominais. Contudo, cabe 
observar que a técnica realizada antes da intervenção também contribui 
com os resultados, pois recruta as fibras musculares e, desse modo, reforça 
a musculatura da região. A recomendação é que a corrente seja utilizada no 
ventre muscular, especificamente no ponto motor, com contrações involun-
tárias combinadas com contrações voluntárias, levando-se em consideração 
que os parâmetros devem ser ajustados conforme as necessidades de cada 
cliente (BORGES, 2010). 
5Procedimentos estéticos em lipoaspirações
Figura 2. Corrente russa.
Fonte: dimid_86/Shutterstock.com.
A vacuoterapia pode ser utilizada nos protocolos pré-operatórios, pois 
promove a uniformização do relevo da pele pela mobilização dos tecidos 
subcutâneos por meio de pressão negativa, na qual se utilizam diferentes tipos 
de manoplas, promovendo vasodilatação e, consequentemente, melhorando a 
circulação dos tecidos. Essa técnica pode ser iniciada 30 dias antes da cirurgia 
(PEREIRA, 2013).
A radiofrequência também pode ser utilizada nos protocolos de pré-
-operatório, mediante o aquecimento dos tecidos abaixo da pele, o que melhora 
as condições desta ao aumentar a circulação sanguínea e a oxigenação, induzir 
a produção de novas fibras de colágeno e, assim, prevenir a flacidez tissular 
(BORGES, 2010).
Procedimentos estéticos em lipoaspirações6
Ao longo dos tratamentos estéticos, a cliente estará, durante 24 horas por dia, usando 
a cinta, que deverá ser manuseada com cuidado e recolocada após o procedimento.
O uso de cinta compressiva será orientado pelo médico, que determinará qual será 
o modelo mais adequado e o tempo de utilização, tendo este duração média de 
30 dias. Além das cintas, também são utilizadas placas contensoras que permitem 
conter o edema e auxiliar no reposicionamento dos tecidos.
Fonte: Med_Ved/Shutterstock.com.
3 Técnicas estéticas no pós-operatório 
de lipoaspiração
Borges (2010) orienta que os tratamentos pós-operatórios de lipoaspiração se 
iniciem entre 48 e 72 horas após a cirurgia. Nos primeiros dias que se seguem 
à operação, a sensibilidade tátil e dolorosa pode estar alterada; a tendência é 
que esse aspecto se normalize com o tempo, mas, enquanto isso não ocorre, 
ele pode ser tratado com a drenagem linfática manual.
7Procedimentos estéticos em lipoaspirações
A drenagem linfática manual mostra-se muito eficaz no pós-operatório de lipoaspiração, 
reduzindo o edema, prevenindo seromas, fibroses, equimoses, aderências, eliminando 
a dor e contribuindo para o processo de cicatrização.
Para saber mais sobre o uso dessa técnica no pós-operatório de lipoaspiração, leia o 
artigo “A importância da drenagem linfática manual no pós-operatório de lipoaspiração 
e abdominoplastia”, de autoria de Leuziane Alves da Silva e Dayana Priscila Maia Mejia. 
O material está disponível na internet.
Os protocolos dos tratamentos de pós-operatório de lipoaspiração, como em 
qualquer outro pós-cirúrgico, devem seguir as fases de cicatrização tecidual, 
que serão apresentadas a seguir.
Fase inflamatória 
A fase inflamatória é a primeira fase do processo de cicatrização. Ela se 
inicia imediatamente após o término da cirurgia e permanece por até 48-72 
horas, apresentando-se como uma fase aguda. Depois, segue de maneira 
subaguda e crônica, dependendo da resposta individual de cada tecido. Esse 
processo inflamatório é a defesa do organismo para reorganizar o tecido lesado. 
O sangue proveniente dessa fase contém plaquetas, hemácias, fibrina, histamina 
e células inflamatórias, que são fundamentais para estimular a cicatrização 
dos tecidos (BORGES, 2010).
Alguns dos sinais característicos do processo inflamatório são dor, calor, 
rubor e edema.
Fase proliferativa 
Responsável pela formação de um novo tecido de reparo, que substitui o tecido 
formado na fase anterior, a fase proliferativa ocorre entre o 3º e o 14º dia do 
pós-operatório, podendo variar conforme os fatores de risco e a resposta de 
cada metabolismo tecidual. Pelo 3º dia, surgem na ferida os fibroblastos, que, 
associados aos capilares neoformados, compostos de colágeno e glicosami-
noglicanos (GAGs), dão início ao tecido de granulação (BORGES, 2010).
Alguns dos sintomas característicos dessa fase são edema, alterações de 
sensibilidade, dor e sensação de dormência. 
Procedimentos estéticos em lipoaspirações8
Fase de remodelação 
A fase de remodelação, ou remodelamento, se inicia aproximadamente no 
11º e permanece até, em média, o 40º dia, podendo se estender conforme 
o tecido. Nesse período, a matriz extracelular continua modificando-se até 
que forme uma matriz mais estável, em que o colágeno frouxo é substituído 
pelo denso. É nessa fase que se iniciam a evolução da cicatriz final e a última 
etapa de remodelação, na qual, até um ano após a cirurgia, a cicatriz pode 
remodelar-se (BORGES, 2010).
No Quadro 2, há uma sugestão de protocolo baseado nas fases de 
cicatrização.
Fase inflamatória
Atendimento diário
Fase proliferativa
Atendimento diário
Fase de remodelação
Atendimento em 
dias alternados
Repouso com deam-
bulação frequente de 
pequenas distâncias
Ultrassom de 3 MHz Drenagem linfática 
manual, se necessário
Compressão: cinta ou 
malha modeladora
Compressão: cinta ou 
malha modeladora
Compressão: cinta ou 
malha modeladora
Aparelhos eletroesté-
ticos para auxiliar na 
redução da dor
Mobilização suave do 
tecido conjuntivo
Mobilização do tecido 
conjuntivo
Orientações quanto 
à postura, à maneira 
correta de deitar e 
levantar, à melhor 
postura para dormir
Drenagem linfática 
manual na área da 
cirurgia e nos membros 
inferiores
Radiofrequênciaa 
baixas temperaturas em 
caso de fibrose 
Quadro 2. Protocolo de tratamento pós-operatório de lipoaspiração
(Continua)
9Procedimentos estéticos em lipoaspirações
Fonte: Adaptado de Borges (2010).
Fase inflamatória
Atendimento diário
Fase proliferativa
Atendimento diário
Fase de remodelação
Atendimento em 
dias alternados
Drenagem linfática 
manual, respeitando-se 
a individualidade 
de cada tecido; por 
isso, deve-se avaliar e 
aguardar o término da 
fase aguda (48-72 horas) 
na área da cirurgia, 
estando liberada a 
técnica nos membros 
inferiores, quando não 
houver contraindicação
Drenagem linfática 
manual na área da 
cirurgia e nos membros 
inferiores
Vacuoterapia/
depressoterapia/
endermoterapia 
(se necessário em 
caso de fibrose, mas 
dispensando-se atenção 
às pressões a fim de 
evitar complicações)
Quadro 2. Protocolo de tratamento pós-operatório de lipoaspiração
(Continuação)
 � Drenagem linfática manual: Pereira (2013) descreve que, quanto antes 
se realizarem o desbloqueio ganglionar e a manipulação dos tecidos 
linfáticos distais, mais rápido será a recuperação do paciente; contudo, 
deve-se decidir em conjunto com o médico-cirurgião o momento de 
início da aplicação da técnica, o que ocorre entre 48 e 72 horas de 
pós-operatório. A drenagem é uma das técnicas mais utilizadas no 
pós-operatório por promover melhora na circulação sanguínea, dimi-
nuir o edema, remover catabólitos, melhorando a nutrição tecidual e 
minimizando as dores (MAUAD, 2012).
Procedimentos estéticos em lipoaspirações10
 � Linfotaping: o uso do taping linfático, acompanhado da drenagem 
linfática manual, auxilia na redução do edema, da formação de equi-
mose e, principalmente, da formação de fibrose no pós-operatório. 
A aplicação do taping com o corte fan, ou polvo, tem como objetivo 
o redirecionamento da circulação linfática, e, entre seus efeitos fisio-
lógicos, estão a diminuição da dor e a remoção do congestionamento 
linfático, de fluídos ou de hemorragias (CHI et al., 2018).
 � Ultrassom: o ultrassom é uma corrente mecânica que, na frequência de 
3 MHz, em modo pulsado ou contínuo, conforme o ajuste dos parâme-
tros, pode ter ação anti-inflamatória e analgésica, sendo usado também 
para a eliminação de aderências cicatriciais. Ele aumenta a circulação 
sanguínea e linfática, o que melhora a nutrição celular e, consequente-
mente, acelera a cicatrização, prevenindo, assim, a formação de fibroses, 
cicatrizes hipertróficas e queloides (PEREIRA, 2013). Cabe salientar 
que é fundamental não apenas reconhecer a fase cicatricial em que a 
cliente se encontra, mas também saber manusear o equipamento, pois 
o seu uso incorreto pode trazer complicações à recuperação do tecido.
 � Radiofrequência: uma vez que a radiofrequência possibilita a dimi-
nuição ou o aumento da densidade do colágeno, o seu uso é indicado no 
tratamento de aderências cicatriciais, pois ela aumenta a maleabilidade 
do tecido colágeno — sendo importante observar o parâmetro que 
será utilizado a fim de que não ocorram efeitos adversos (BORGES, 
2010). A radiofrequência é um ótimo tratamento para a reorganização 
de colágeno em pós-operatório tardio, mostrando-se muito eficaz no 
combate às fibroses persistentes. Porém, seu uso é indicado somente 
a partir de 30 dias de cirurgia e com temperaturas abaixo de 38ºC, de 
modo que promova apenas o aquecimento e a maleabilidade do tecido, 
e não a produção de colágeno, que é evitada nos casos de fibroses 
(PEREIRA, 2013).
Por fim, além dos tratamentos com os aparelhos estéticos, também pode 
ser associado ao pós-operatório o uso de cosméticos com princípios ativos 
que facilitam a cicatrização. Nesse sentido, Morais et al. (2013) relatam a ação 
do óleo de girassol, da papaína, do D-pantenol, do própolis e do fator de 
crescimento na proliferação celular, concluindo a eficácia dessas substâncias 
na cicatrização.
11Procedimentos estéticos em lipoaspirações
BORGES, F. S. Dermato-funcional: modalidades terapêuticas nas disfunções estéticas. 
2. ed. São Paulo: Phorte, 2010.
CHI, A. et al. Prevenção e tratamentos de equimose, edema e fibrose no pré, trans e 
pós-operatório de cirurgias plásticas. Revista Brasileira de Cirurgia Plástica, São Paulo, 
ano 3, v. 3, p. 343-354, 2018.
KEDE, M. P. V.; SABATOVICH, O. Dermatologia estética. 2. ed. São Paulo: Atheneu, 2015.
MAUAD, R. (Org.). Estética e cirurgia plástica: tratamento no pré e pós-operatório. 4 ed. 
São Paulo: Senac, 2012.
MORAIS, D. C. M. et al. Ação cicatrizante de substâncias ativas: D-pantenol, óleo de 
girassol, papaína, própolis e fator de crescimento de fibroblastos. Foco, Mogi Guaçu, 
ano 4, n. 4, p. 83-98, jan./jun. 2013.
PEREIRA, M. F. L. Recursos técnicos em estética. São Paulo: Difusão Editora, 2013. v. 2.
STAMM, L. N.; ROSA, P. V. Estética aplicada à cirurgia plástica. Porto Alegre: SAGAH, 2018.
Leituras recomendadas
ELWING, A.; SANCHES, O. Drenagem linfática manual. São Paulo: Senac, 2010.
LEDUC, A.; LEDUC, O. Drenagem linfática: teoria e prática. 3. ed. São Paulo: Manole, 2007.
Procedimentos estéticos em lipoaspirações12
Dica do professor
Existem inúmeras terapias estéticas que podem ser feitas em um pré ou em um pós-operatório. 
Sendo assim, o profissional de estética precisa conhecer bem todas as técnicas e todos os seus 
parâmetros.
Na Dica do Professor a seguir, conheça um pouco mais os procedimentos realizados antes e depois 
da lipoaspiração.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do vídeo ou clique no código para acessar.
https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/cee29914fad5b594d8f5918df1e801fd/37116a1f2e80fd95cb02f4c6944fe0e8
Na prática
As fibroses são efeitos adversos muito comuns em pós-operatórios de lipoaspiração, mas, 
escolhendo as técnicas estéticas mais adequadas, é possível reduzir ou até mesmo eliminá-las.
Veja, Na Prática a seguir, quais são as técnicas estéticas utilizadas para um quadro de fibrose pós-
operatória de lipoaspiração.
Saiba +
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja as sugestões do professor:
Lipoaspiração e embolia gordurosa: revisão de literatura
Faça o download do artigo, a relação da embolia gordurosa com a lipoaspiração, uma das 
complicações raras (e muitas vezes fatais) do procedimento.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do vídeo ou clique no código para acessar.
Lipoaspiração: os sete principais riscos | Dr. Flávio Quinalha
A lipoaspiração é uma das cirurgias plásticas mais populares no Brasil, mas, como todo 
procedimento cirúrgico, tem riscos. Assista ao vídeo com os sete principais riscos da lipoaspiração, 
desde os menos graves até os mais graves.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do vídeo ou clique no código para acessar.
Drenagem linfática no pós-operatório de lipoaspiração de 
abdome: uma revisão da literatura
A lipoaspiração tem como um dos seus efeitos adversos o linfedema. Leia, neste artigo, como a 
drenagem linfática manual pode auxiliar na normalização do sistema linfático.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do vídeo ou clique no código para acessar.
http://www.rbcp.org.br/details/1640/pt-BR/lipoaspiracao-e-embolia-gordurosa--revisao-de-literatura
https://www.youtube.com/embed/sb4MZOifRYs
http://www.sustenere.co/index.php/sciresalutis/article/view/CBPC2236-9600.2018.001.0005/1087?v=544406171
Lipoaspirações
Apresentação
A técnica de lipoaspiração é um procedimento que foi originalmente introduzido pelo cirurgião 
francês Yves Gerard Illouz, no início da década de 1980, ganhando, dali em diante, uma expressão 
significativa dentre as cirurgias plásticas. Para o esteticista, é importante conhecer os efeitos e as 
sequelas dessa modalidade de intervenção cirúrgica para saber proceder com a estética pós-
operatória, a qual terá papel importante na equipe multidisciplinar.
Nesta Unidade de Aprendizagem, você vai conhecer as características da lipoaspiração e as suas 
indicações, bem como a aplicação dessa técnica.
Bons estudos.
Ao finaldesta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Reconhecer as indicações da lipoaspiração.•
Descrever a técnica de lipoaspiração de abdome e costas.•
Explicar a técnica de lipoaspiração de membros superiores e inferiores.•
Infográfico
Para o tratamento da gordura localizada, podem-se combinar diferentes técnicas. A aplicação do 
ultrassom (US) para tratamentos estéticos, por exemplo, é muito utilizada. Essa condição está 
associada aos efeitos mecânicos e térmicos produzidos pelo equipamento.
Neste Infográfico, acompanhe algumas informações sobre uma técnica que utiliza o US no 
tratamento da gordura localizada: a hidrolipoclasia.
Conteúdo do livro
A lipoaspiração consiste na remoção de gordura localizada de qualquer região do corpo, mas 
costuma ser requisitada com maior frequência na região do abdome. Na maioria das vezes, é 
executada por meio de um dispositivo a vácuo, que pode ser uma seringa ou uma bomba de 
aspiração contínua.
No capítulo Lipoaspirações, da obra Estética aplicada à cirurgia plástica, você vai conhecer as 
indicações da lipoaspiração, assim como as técnicas utilizadas para abdome e costas, e membros 
superiores e inferiores.
Boa leitura.
ESTÉTICA APLICADA 
À CIRURGIA 
PLÁSTICA
Patrícia Viana da Rosa 
Lipoaspirações
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
 � Reconhecer as indicações da lipoaspiração.
 � Descrever a técnica de lipoaspiração de abdome e costas.
 � Explicar a técnica de lipoaspiração de membros superiores e inferiores.
Introdução
A lipoaspiração é um método cirúrgico desenvolvido na Europa, que 
consiste na remoção da gordura localizada de qualquer região do corpo. 
Na maioria das vezes, utiliza-se um dispositivo a vácuo, que pode ser 
uma seringa ou uma bomba de aspiração contínua. 
Segundo a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS), 
o Brasil é líder mundial na realização de cirurgias plásticas, sendo que a 
lipoaspiração é o procedimento mais realizado.
Neste capítulo, você conhecerá mais sobre as indicações da lipoas-
piração, a técnica de lipoaspiração de abdome e costas, assim como a 
lipoaspiração de membros superiores e inferiores.
Indicações da lipoaspiração
Para Kede e Sabatovich (2015), a lipoaspiração é um método cirúrgico que 
retira tecido adiposo de regiões do corpo, com auxílio de um instrumental 
apropriado.
Também conhecida como liposucção, trata-se de um procedimento que 
consiste na remoção cirúrgica da gordura de áreas específicas do corpo, como 
abdome, glúteos, quadris, coxas, pescoço, entre outras (GUIRRO; GUIRRO, 
2010).
As Figuras 1 e 2, a seguir, demonstram os locais que são alvos desse 
procedimento, bem como a cânula de lipoaspiração e o tecido adiposo, em 
que ela é inserida.
Figura 1. Localização das incisões nos planos posteriores (a) e anteriores (b). (a) (1) braços; 
(2) ombro, dorso; (3) quadris; (4) glúteo; (5) coxa lateral; (6) coxa medial; (7) joelho; (8) pan-
turrilhas; (9) tornozelos. (b) (1) axilas, braços; (2) região submentoniana; (3) tórax; (4) abdome 
superior; (5) quadris; (6) abdome inferior; (7) coxa medial; (8) coxa lateral; (9) joelho; (10) 
panturrilhas; (11) tornozelos.
Fonte: Adaptada de Mang (2012, p. 499).
1
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9
a b
Lipoaspirações2
Figura 2. Corte transversal da técnica de lipoaspiração. (1) epiderme; (2) cânulas 
de 2-4 mm; (3) células adiposas intumescidas; (4) músculos.
Fonte: Adaptada de Mang (2012, p. 502).
1
2
3
4
A lipoaspiração é realizada com a utilização de uma fina cânula — instru-
mento cilíndrico, oco, de metal —, inserida através de pequenas incisões na 
pele em direção à camada adiposa. A cânula fica conectada a um dispositivo 
que cria vácuo para aspirar a gordura por meio de uma técnica que utiliza 
a sucção. Elas podem ser conectadas a um aspirador, seringas, aparelhos de 
ultrassom ou um vibrolipoaspirador (KEDE; SABATOVICH, 2015).
Originalmente, a lipoaspiração é feita para tratamento de regiões específi-
cas, porém, com os avanços da técnica, passou a ser utilizada em áreas maiores.
Trata-se de um procedimento cirúrgico que deve ser realizado exclusiva-
mente por cirurgiões plásticos, em centros habilitados.
Um aspecto importante que deve ser considerado pelo o paciente é que a 
lipoaspiração não deve ser considerada como solução para a perda de peso.
A técnica evoluiu desde sua criação, no ano de 1921, por Charles Dujarrier, 
quando se utilizava um procedimento a seco, sendo elaborada por Illouz, com 
uso de infiltração de solução salina hipotônica e hialuronidase no tecido adi-
poso, previamente à aspiração da gordura, conhecida como técnica molhada. 
O uso dessa solução é um agente facilitador da remoção de gordura e diminui 
o trauma cirúrgico.
3Lipoaspirações
A abordagem da lipoaspiração poderá ser seca ou úmida. A primeira en-
volve a retirada mecânica da gordura sem infiltração prévia de solução local, 
com uso de seringas ou bombas de sucção. Já as técnicas úmida e tumescente 
utilizam infiltração de solução com soro fisiológico e substâncias variadas, 
como vasoconstritores alcalinizantes e anestésicos locais, com a intenção de 
facilitar a aspiração da gordura (BORGES, 2010).
Mais recentemente, no ano de 1986, Klein utilizou a lipoaspiração associada 
à anestesia, chamada de tumescente, com a infiltração no tecido subcutâneo de 
solução cristaloide com lidocaína e adrenalina, o que possibilita a remoção de 
gordura sob anestesia local, diminuindo o risco de lesão abdominal por perda 
proprioceptiva do paciente durante o ato cirúrgico (MARTINEZ et al., 2010).
Na realização de cirurgia de lipoaspiração, são utilizadas cânulas que 
podem ser divididas em vários grupos (GUIRRO; GUIRRO, 2010), como 
descrito a seguir.
 � Romba com ponta arredondada, que dificulta o deslizamento no tecido 
gorduroso, causando traumas e sangramentos.
 � Perfurante com cânulas retas, com grande poder de penetração.
 � Plana com forma achatada, que permite a formação de túneis no te-
cido adiposo, sendo usada para tratamento do FEG e descolamento de 
cicatrizes.
 � Bisel com bordas cortantes, sendo utilizada no refinamento de lipoas-
piração superficial.
 � Oval, modelo que apresenta pontas ovais com bordas cortantes.
 � Irregular chanfrada, utilizada no refinamento superficial.
As cânulas podem ser classificadas conforme o seu uso, tipo de ponta, 
comprimento e calibre. Quanto ao comprimento, variam, principalmente, de 
15 a 45 cm, de acordo com a preferência do cirurgião; e ao calibre variam de 
2 a 6 mm, e sua utilização depende da quantidade de tecido gorduroso que o 
cirurgião deseja remover. Assim, para grandes remoções, utiliza-se as cânulas 
de 5 e 6 mm e, para o refinamento, as de 2 e 4 mm. Elas são ligadas a um 
compressor. As células gordurosas rompem-se pelo traumatismo da cânula 
e pela pressão negativa dada pelo compressor, liberando a gordura, que é 
aspirada (MARTINS et al., 2007).
O uso da técnica tumescente gera compressão sobre os vasos sanguíneos, 
diminuindo a possibilidade de embolia gordurosa. Contudo, medidas profilá-
ticas para prevenção da trombose e da embolia pulmonar devem ser realizadas 
Lipoaspirações4
para diminuir essas probabilidades, como a utilização de meias compressivas 
e mobilização precoce (AVELAR, 2010).
Existem três tipos de lipoaspiração, todas com a mesma finalidade de 
retirar gordura.
 � A lipoaspiração tradicional utiliza cânulas ligadas a um aparelho de 
aspiração, sendo a gordura removida por meio de movimentos de vai 
e vem da cânula produzidos pelo cirurgião. 
 � A vibrolipoaspiração é realizada com o uso de cânulas ligadas a um 
aparelho que faz um movimento vibratório, facilitando a penetração 
e retirada da gordura pelo aspirador. Por produzir movimentos leves 
e sutis, o trauma no tecido é menos extenso (KEDE; SABATOVICH, 
2015). Necessita de anestesia local, com ou sem sedação. O tempo de 
recuperação, assim como osem: 19 out. 2017.
MONTANARI, T. Histologia: texto, atlas e roteiro de aulas práticas. 3. ed. Porto Alegre: 
da autora, 2016. 229 p. Disponível em: . Acesso 
em: 19 out. 2017.
TORTORA, G. J.; DERRICKSON, B. Corpo humano: fundamentos de anatomia e fisiologia. 
10. ed. Porto Alegre: Artmed, 2017. 
Leituras recomendadas
ARAUJO, W. J. B. Doenças do sistema linfático. VascularBR, Curitiba, 2017. Disponível em: 
. Acesso em: 19 out. 2017.
GOZZI, R. Sistema Linfático: plasma, líquido intersticial e linfa. Anatomia Humana 
- VideoAula 028. YouTube, 2013. Disponível em: . Acesso em: 19 out. 2017.
MIRANDA-VILELA, A. L. Sistema Linfático. Anatomia e Fisiologia Humanas, Brasília, 
DF, [2017]. Disponível em: . Acesso em: 
19 out. 2017.
MORAES, P. L. Sistema Linfático. Mundo Educação, Goiânia, 2017. Disponível em: . Acesso em: 19 
out. 2017.
PEREZ, G. Doenças do sistema linfático. Gânglios Linfáticos, [2017]. Disponível em: 
. Acesso em: 
19 out. 2017.
VANPUTTE, C. L. et al. Anatomia e fisiologia de Seeley. 10. ed. Porto Alegre: AMGH, 2016.
21Sistema linfático
Conteúdo:
Dica do professor
A elefantíase, ou filariose, é uma doença transmissível causada pelos parasitas nematoides filariais, 
quando esses microorganismos patógenos se instalam nos vasos linfáticos, impedindo-os de 
realizar suas funções.
Ela é conhecida como elefantíase graças ao aspecto com que deixa a perna do paciente infectado. 
Assista ao vídeo da Dica do Professor a seguir e conheça melhor essa patologia do sistema linfático.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do vídeo ou clique no código para acessar.
https://fast.player.liquidplatform.com/pApiv2/embed/cee29914fad5b594d8f5918df1e801fd/fa2a58016c8f0577003c16a819838776
Na prática
O edema é caracterizado pelo acúmulo de líquido além do normal nos espaços intersticiais dos 
tecidos. Geralmente ocorre pela obstrução do sistema linfático de linfonodo infectado ou por um 
vaso linfático bloqueado.
Essa alteração também ocorre pelo aumento na pressão sanguínea capilar, provocando a formação 
de líquido intersticial em excesso de maneira mais rápida do que os vasos linfáticos conseguem 
processar.
Outra causa é a falta de contrações musculares que ocorrem em indivíduos paralisados.
Veja como funciona a classificaçao do edema:
Saiba +
Para ampliar o seu conhecimento a respeito desse assunto, veja abaixo as sugestões do professor:
Plasma, Líquido Intersticial e Linfa
Assista ao vídeo a seguir para entender de onde vêm os líquidos do corpo: o sangue, o líquido 
intersticial e a linfa.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do vídeo ou clique no código para acessar.
Sistema linfático
Leia o seguinte texto e aprofunde seus conhecimentos a respeito das funções, órgãos constituintes 
e demais características do sistema linfático.
Aponte a câmera para o código e acesse o link do vídeo ou clique no código para acessar.
https://www.youtube.com/embed/Nsetk6Pe1lo?rel=0
https://www.ufrgs.br/livrodehisto/pdfs/7Linfat.pdf
Cuidados da pele no pré e pós-operatório 
de cirurgias plásticas
Apresentação
Com o surgimento de novos procedimentos na área de cirurgia plástica estética, outras áreas 
passaram a demandar aprimoramento, incluindo a da estética.
O resultado e o sucesso de um procedimento de cirurgia plástica estética não dependem 
exclusivamente do procedimento cirúrgico realizado pelo médico cirurgião, mas também de uma 
abordagem multidisciplinar, que envolva cuidados e medidas terapêuticas no pré e pós-operatório.
Nesta Unidade de Aprendizagem você vai aprender sobre os recursos estéticos empregados nas 
cirurgias plásticas, incluindo o uso de recursos cosméticos. Além disso, vai conhecer as orientações 
ao profissional de modo que se possam estabelecer condutas estéticas a serem empregadas em 
cada fase de cuidados nas cirurgias plásticas estéticas.
Bons estudos.
Ao final desta Unidade de Aprendizagem, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Identificar os recursos e os cosméticos que podem ser utilizados no pré e pós-operatório de 
cirurgias plásticas.
•
Desenvolver condutas estéticas com uso de cosméticos no pré e pós-operatório de cirurgias 
plásticas.
•
Listar os cuidados com o uso dos cosméticos no pré e pós-operatório de cirurgias plásticas.•
Infográfico
Nos últimos anos, houve um aumento considerável de procura por cirurgias estéticas, em especial 
uma maior procura por tratamentos plásticos estéticos minimamente invasivos ou não cirúrgicos, 
que chegou a crescer 390% nos últimos anos, segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica 
(2020).
Esses procedimentos são condutas médicas, mas que não demandam centro cirúrgico, não 
necessitam de internação e não demandam grandes cortes. Além disso, em geral, causam o mínimo 
de quadro doloroso e são procedimentos mais econômicos que as cirurgias plásticas estéticas 
convencionais.
Os resultados desses procedimentos não são definitivos, mas muito positivos, podendo postergar 
uma cirurgia plástica estética ou, ainda, atuar de maneira conjunta a esse tratamento previamente 
ao procedimento cirúrgico, potencializando os efeitos sobre os tecidos e a melhoria da aparência do 
paciente.
Veja neste Infográfico algumas das modalidades desses procedimentos médicos estéticos 
minimamente invasivos e as indicações.
Conteúdo do livro
Na realização de uma cirurgia plástica estética, são necessários alguns cuidados com os tecidos que 
serão submetidos ao procedimento. Esses cuidados envolvem abordagens a serem realizadas pelo 
esteticista na fase pré-operatória e também na pós-operatória.
De acordo com as etapas da cicatrização, após a realização de uma cirurgia plástica estética, o 
esteticista pode estabelecer condutas apropriadas a cada fase, utilizando recursos terapêuticos, 
como eletroterapia, fototerapia, terapias manuais e cosméticos.
No capítulo Cuidados da pele no pré e pós-operatório de cirurgias plásticas, da obra Procedimentos 
pré e pós-cirurgia estética, base teórica desta Unidade de Aprendizagem, você vai ver as informações 
acerca desses cuidados com a pele ao longo do processo de tratamento de uma cirurgia plástica 
estética.
Boa leitura.
PROCEDIMENTOS 
PRÉ E PÓS-
CIRURGIA ESTÉTICA
Aline Andressa Matiello
Cuidados da pele no pré 
e no pós-operatório de 
cirurgias plásticas
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
 � Identificar os recursos e os cosméticos que podem ser utilizados no 
pré e no pós-operatório de cirurgias plásticas.
 � Desenvolver condutas estéticas com uso de cosméticos no pré e no 
pós-operatório de cirurgias plásticas.
 � Listar os cuidados com o uso dos cosméticos no pré e no pós-ope-
ratório de cirurgias plásticas.
Introdução
Nos últimos anos, a área da cirurgia plástica estética cresceu conside-
ravelmente, criando procedimentos cirúrgicos estéticos, aprimorando 
técnicas e introduzindo novos conceitos e cuidados, de modo a atender 
às necessidades dos pacientes. 
Nesse sentido, os profissionais da área da estética também passa-
ram a atuar de maneira mais intensiva nos cuidados e nas abordagens 
relacionadas a essas cirurgias, desde a fase pré-operatória até a fase 
pós-operatória tardia, promovendo melhora do procedimento cirúrgico, 
maior rapidez e qualidade na cicatrização dos tecidos, além da prevenção 
de complicações inerentes ao procedimento cirúrgico.
Neste capítulo, você vai poder conhecer os principais recursos tera-
pêuticos empregados nos cuidados com a pele, incluindo a combinação 
de alguns recursos de eletroterapia, fototerapia e terapia manual, mas 
especialmente a utilização de cosméticos que devem ser empregados 
de maneira especifica em cadaresultados, é semelhante aos da lipoaspi-
ração tradicional.
 � A lipoaspiração a laser é uma técnica realizada por meio do uso de uma 
microcânula de apenas um milímetro de diâmetro com uma fibra ótica 
que conduz o laser até as células gordurosas. A ação do laser quebra 
a membrana das células de gordura. Os pequenos vasos sanguíneos 
existentes no tecido gorduroso são coagulados pela ação do laser. De-
vido à ação seletiva do laser, a recuperação costuma ser rápida, com 
poucos hematomas ou desconforto e inchaço. É um procedimento menos 
traumático, permitindo o retorno progressivo às atividades normais em 
poucos dias. A utilização da lipoaspiração a laser diminui o trauma 
mecânico aos tecidos circunvizinhos, havendo, assim, menor estímulo 
à formação de fibrose e ao sangramento pela coagulação dos vasos 
sanguíneos, favorecendo uma recuperação mais rápida. A interação do 
laser com o tecido é obtida por meio da absorção da energia luminosa 
pelos cromóforos (estruturas sensíveis ao comprimento de onda espe-
cífico), em que o calor atua sobre as células de gordura, provocando 
dano apoptótico celular e afetando a matriz extracelular, o que facilita 
sua remoção.
 � A lipoaspiração ultrassônica é realizada por meio de um lipoaspirador 
ultrassônico que utiliza a translação de energia elétrica em ondas sonoras 
de alta frequência, que são transformadas em vibrações mecânicas. 
Essas oscilações mecânicas caminham por uma cânula de titânio que 
libera as ondas em sua ponta (GRAF et al., 2002). 
5Lipoaspirações
A indicação da utilização da lipoaspiração é feita a pessoas que apresentam 
acúmulo de gordura localizada, associado a condições genéticas, características 
individuais, alterações hormonais, entre outras. Essas condições também 
podem estar presentes em pessoas mais jovens, mesmo com atividade física 
regular. Nesse caso, a lipoaspiração pode fazer parte de uma intervenção 
voltada à melhora estética.
O padrão de acúmulo de gordura é mais frequente em mulheres, devido 
a questões hormonais, sendo classificado como ginoide — acúmulo princi-
palmente em regiões das nádegas e culotes. Esse padrão de distribuição de 
gordura na mulher está vinculado ao preparo para gravidez e amamentação. 
Por outro lado, entre homens, o padrão androide é mais comum, e o acúmulo 
de gordura tende a ocorrer mais na região abdominal, havendo uma ação 
hormonal diferenciada associada a esse comportamento.
Antes do procedimento, o cirurgião plástico deverá marcar as áreas que 
serão abordadas na lipoaspiração, conforme mostrado na Figura 3, a seguir.
Figura 3. Demarcação da área a ser realizada a lipoaspiração.
Fonte: Adaptada de Natalia7/Shutterstock.com.
Lipoaspirações6
Para tal procedimento, normalmente, o cirurgião solicita para que o paciente 
fique em pé. Deste modo, com a ação da gravidade, ele poderá detectar e 
assinalar as áreas a serem aspiradas.
O volume máximo a ser aspirado com segurança em uma lipoaspiração 
tem sido motivo de muitas controvérsias. As recomendações que constam nas 
diretrizes para lipoaspiração publicadas no periódico da Academia Americana 
de Dermatologia, em 2001, sobre o volume máximo seguro de gordura a ser 
aspirado não ultrapassa 4.500 mL em única intervenção cirúrgica com anestesia 
tumescente (MARTINEZ et al., 2010). De acordo com seu idealizador, Yves 
Gerard Illouz, o volume lipoaspirado não deveria ultrapassar 6 a 8% do peso 
corporal ou não ser mais extenso que 30% da superfície corporal do paciente 
(CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA, 2003).
Nessa resolução, o Conselho Federal de Medicina do Brasil determinou que 
os volumes aspirados não devem ultrapassar 7% do peso corporal quando se 
usar a técnica infiltrativa; ou 5% quando se usar a técnica não infiltrativa. A 
mesma normativa determinou, ainda, que a área total lipoaspirada não deve 
ultrapassar 40% da área corporal, seja qual for a técnica usada.
Na Figura 4, podemos verificar algumas das áreas que podem ser lipoas-
piradas com excelentes resultados.
Figura 4. Áreas que podem ser lipoaspiradas.
Fonte: Adaptada de Maksim Shmeljov/Shutterstock.com.
7Lipoaspirações
O tipo adequado de anestesia é definido por alguns fatores, como a pre-
ferência do cirurgião pelo volume estimado a ser aspirado e se estão sendo 
considerados outros procedimentos cirúrgicos junto com a lipoaspiração. O uso 
de anestesia local está associado com lipoaspiração de pequenos volumes, e a 
geral é preferida quando são aspirados volumes maiores (THORNE et al., 2006).
Inicialmente, o cirurgião realizará infiltração nos locais das incisões que 
serão ao redor de 0,5 cm, como no sulco interglúteo, para aspirar flancos, 
incisão mediana na região dorsal, para tratar dorso, e incisão na face posterior 
da coxa, para tratar de culotes. Após um tempo aproximado 15 minutos da 
infiltração, inicia-se a lipoaspiração (KEDE; SABATOVICH, 2015).
Durante a realização do procedimento, é adotado um movimento de vai e 
vem contínuo da cânula, que permite a remoção adequada de gordura, devendo 
ser o menos traumático possível sobre o tecido, ou seja, com um mínimo de 
agressão. Camadas mais profundas de tecido subcutâneo podem ser aspiradas, 
porém se preservando uma camada de 1 a 2 cm de tecido gorduroso mais 
superficial.
A realização da lipoaspiração (retirada de gordura) e a lipoenxertia (rein-
trodução de gordura em outras áreas) está associada a indicações precisas. 
De forma geral, a indicação de lipoaspiração pode ser conduzida para os 
seguintes casos de pacientes:
 � com peso ideal ou até 20-30% acima deste;
 � saudáveis sem contraindicações médicas para um procedimento 
cirúrgico;
 � na retirada de depósitos de tecido adiposo localizado sem resposta 
adequada a dietas e exercícios, em áreas específicas, como: pescoço, 
abdome, culotes e coxas;
 � como parte do tratamento de algumas afecções (lipomas, ginecomastia, 
lipodistrofia e hiperidrose axilar);
 � na condução de reparo de saliências, depressões e alterações no relevo 
do tecido subcutâneo;
 � no uso em enxerto com a captação de células de gordura;
 � que apresentem entendimento claro das limitações do procedimento;
 � que observem as orientações médicas de pós-operatório.
A realização da técnica produzirá alguns efeitos relacionados a alterações 
metabólicas e hematológicas. Um elemento importante é a possível alteração na 
distribuição de lipídios séricos, principalmente nos níveis totais de colesterol, 
Lipoaspirações8
diminuição da resistência à insulina e alteração na produção de hormônios do 
tecido conjuntivo (PINTARELLI; GOMES; ROCHA, 2014).
As complicações que podem ocorrer na lipoaspiração podem envolver 
sequelas, como:
 � hematomas — que podem levar ao surgimento de fibroses extensas e 
de resolução demorada, além de irregularidades na superfície da pele;
 � equimose prolongada — podendo causar pigmentação da pele com 
irregularidade de cor;
 � seroma — acúmulo de líquido embaixo da pele no pós-operatório de 
uma cirurgia.
As complicações mais graves envolvem hemorragias simples ou complica-
das, necrose cutânea, perfuração da pele e cavidades torácicas ou abdominais, 
choque hipovolêmico, edema pulmonar agudo, etc. (KEDE; SABATOVICH, 
2015).
Neste link, você conhecerá um pouco mais sobre a técnica de lipoaspiração.
https://goo.gl/jDGDwY
Mang (2012) sugere que apenas zonas individuais devam ser tratadas por 
lipoaspiração, tendo em vista que a quantidade de solução tumescente a ser 
usada é limitada (no máximo 6 litros), e o procedimento poderá trazer grande 
desgaste ao paciente. 
Na avaliação pré-operatória, é recomendado um exame com cardiologista, 
para avaliação-padrão de risco cirúrgico, com exame físico, radiografia de 
tórax, eletrocardiograma, hemograma completo, bioquímica, coagulograma 
completo e exame de rotina da urina (BORGES; COTRIM; DACIER, 2011).
Previamente, o cirurgião discutirá com o paciente as alterações desejadas 
e de que forma isso poderá ser obtido.
Como cuidados prévios, é recomendada a utilização prévia defase de cuidados com a pele em cirurgias 
plásticas estéticas, garantindo, desse modo, um cuidado integral.
1 Recursos terapêuticos e cosméticos 
utilizados nos cuidados com a pele 
no pré e no pós-operatório 
Na área de cirurgias plásticas estéticas, a atuação dos profissionais de estética 
vai desde a fase pré-cirurgia, quando preparam a pele do paciente para o pro-
cedimento, até a fase pós-operatória (tanto imediata quanto tardia), momento 
em que contribuem para acelerar a cicatrização e prevenir complicações, 
garantindo, assim, uma atuação preventiva e terapêutica promotora de resul-
tados estéticos satisfatórios (BORGES, 2010). 
Nessa atuação, os esteticistas podem utilizar diferentes recursos terapêu-
ticos, incluindo o uso de eletroterapia, fototerapia, técnicas manuais e, princi-
palmente, o uso de cosméticos, que podem ser aliados aos demais recursos, de 
modo a proporcionar o cuidado integral com a pele. Dependendo dos objetivos 
de tratamento e da fase do procedimento cirúrgico estético em que o paciente 
se encontra, empregam-se esses recursos terapêuticos baseando-se na fisiologia 
dos tecidos que são submetidos ao procedimento cirúrgico. 
Recursos estéticos utilizados na fase pré-operatória
Na fase pré-operatória, os objetivos de tratamento estético estão voltados 
para os cuidados com a pele e a sua preparação para a cirurgia. Os cuidados 
e as modalidades de tratamento nessa fase visam primordialmente a atuar 
na garantia de boas condições teciduais da região que receberá o tratamento 
cirúrgico, assim como no cuidado dos tecidos das áreas adjacentes (ALMEIDA; 
MEJIA, 2014).
Para isso, a abordagem deve objetivar a melhora das condições teciduais 
e o restabelecimento da fisiologia, empregando-se meios que melhorem a 
hidratação, proporcionem a renovação celular, drenem os tecidos e melhorem 
o tônus e a circulação local. 
Promover a hidratação tecidual
A hidratação adequada da pele é fundamental devido a sua função de plasti-
cidade, elasticidade e flexibilidade. Quando há desidratação tecidual, há uma 
perda excessiva de água através da camada mais externa da epiderme, o que 
gera um desequilíbrio na concentração de água e leva a pele a uma descamação 
anormal, tornando-se mais predisposta a lesões (WANCZINSKI; BARROS; 
FERRACIOLI, 2007). Esse quadro de desidratação tecidual é apresentado na 
Cuidados da pele no pré e no pós-operatório de cirurgias plásticas2
Figura 1, em que é possível visualizar a descamação da camada mais externa 
da pele. 
Figura 1. Pele normal e pele seca. 
Fonte: Adaptada de Alila Medical Media/Shutterstock.com.
Pele normal Pele seca
Stratum
corneum
Ribeiro (2010) afirma que a pele desidratada se caracteriza por maior es-
pessamento da epiderme e redução das taxas de renovação celular, alterando o 
funcionamento tecidual. Já a pele hidratada possui melhores condições de elasti-
cidade, de textura e, ainda, melhores condições de recuperação após uma lesão.
Em relação ao procedimento cirúrgico, quando bem hidratada, a pele 
apresenta melhor capacidade de elasticidade, cedendo mais facilmente às 
manobras cirúrgicas, com menor grau de lesão às estruturas de sustentação. 
Além disso, a pele com maior elasticidade está menos propensa ao apareci-
mento de estrias, as quais podem surgir após alguns procedimentos plásticos 
estéticos que envolvem a distensão excessiva da pele (SOUZA; BENATI, 2019). 
Por isso, a hidratação cutânea deve ser um dos objetivos de tratamento 
pré-cirurgia plástica estética. Para melhorar a hidratação tecidual, pode-se 
aplicar o uso de ativos cosméticos, como os ativos hidratantes (SOUZA; 
BENATI, 2019).
3Cuidados da pele no pré e no pós-operatório de cirurgias plásticas
Ativos hidratantes
Os ativos hidratantes têm por mecanismo de ação inserir na pele componentes 
hidrofílicos, de modo que promovam a formação de um filme oclusivo sobre a 
camada córnea (camada mais externa da epiderme), impedindo a evaporação 
da água. Para isso, podem ser empregados ativos que atuam na preservação 
ou na restauração da concentração de água da camada córnea da epiderme. 
A indústria farmacêutica e cosmética tem lançado diversos ativos com essa 
finalidade (WANCZINSKI; BARROS; FERRACIOLI, 2007).
Esses ativos agem mediante mecanismos distintos a fim de garantir uma 
condição adequada de hidratação tecidual. No geral, eles atuam por meio de 
umectação, emoliência e oclusão (RIBEIRO, 2010).
Os umectantes fornecem uma reidratação da camada mais externa da 
epiderme, prevenindo a evaporação do produto e o subsequente espessamento 
devido a variações na temperatura e na umidade local. Os emolientes têm a 
função de lubrificar o extrato córneo, “amolecendo-o”. E os de oclusão, por 
sua vez, atuam pela criação de um filme sobre a pele, o qual impede que a 
água evapore (WANCZINSKI; BARROS; FERRACIOLI, 2007).
Os óleos vegetais, minerais e animais são exemplos de ativos hidratantes 
que agem por oclusão dos tecidos e podem ser utilizados em tratamento de 
hidratação tecidual. Os óleos de origem vegetal mais utilizados em produtos 
hidratantes são os óleos de macadâmia, de abacate, de buriti, de germe de 
trigo, bem como as manteigas vegetais, entre outros. Também são utilizados 
os óleos minerais, como a vaselina, o óleo mineral e a parafina; no entanto, 
eles são utilizados em conjunto com outros ativos. Ainda, segundo Ribeiro 
(2010), também podem ser empregados em formulações para hidratar a pele 
os óleos de origem animal, como, por exemplo, a lanolina e a gordura de ema.
Dentre esses ativos, cabe destacar a lanolina por sua grande propriedade 
emoliente, que torna a pele suave, macia e flexível; devido a isso, ela pode 
ser utilizada em formulações cosméticas voltadas para peles mais secas, 
principalmente por causa da sua grande afinidade com o tecido cutâneo e por 
auxiliar no restabelecimento da hidratação (RIBEIRO, 2010).
Outros ativos hidratantes que merecem nota são a manteiga de karité, um 
agente emoliente que protege a pele e garante melhor ação suavizante nos 
tecidos; a vaselina, que é empregada em produtos voltados para a hidratação 
cutânea, especialmente por suavizar e lubrificar a pele, exercendo ação pro-
tetora; e o óleo de macadâmia, cujas propriedades emolientes e hidratantes o 
levam a ser utilizado em formulações cosméticas destinadas sobretudo a mas-
sagens faciais e corporais (WANCZINSKI; BARROS; FERRACIOLI, 2007).
Cuidados da pele no pré e no pós-operatório de cirurgias plásticas4
No grupo dos umectantes, pode-se citar o emprego de ativos como a glice-
rina, a ureia, o ácido lático e o ácido hialurônico. A glicerina é bastante utilizada 
pelo seu efeito protetor na pele. A ureia, conforme Ribeiro (2010), é capaz de 
reter grandes quantidades de água e manter a pele hidratada por mais tempo. 
O ácido lático é usado em cremes por proporcionar aumento da suavidade, 
maciez e elasticidade da pele. Por fim, o ácido hialurônico é empregado por 
ser um excelente hidratante e um ótimo lubrificante tecidual, melhorando as 
características da pele (WANCZINSKI; BARROS; FERRACIOLI, 2007).
Além dos cosméticos, outros recursos terapêuticos podem ser utilizados 
para agregar a esse propósito da hidratação. É possível citar, por exemplo, a 
ionização, o vapor de ozônio e o uso da terapia manual, por meio de massagem 
tecidual, que serão apresentados a seguir.
Ionização
É uma modalidade terapêutica que faz uso de corrente elétrica contínua para 
administrar ativos através da pele, com objetivo terapêutico específico. Para 
isso, são utilizados nesse tratamento ativos específicos, chamados substâncias 
ionizáveis. Das substâncias ionizáveis com finalidade hidratante, podem-se 
citar o cloreto de sódio e o poliéster sulfúrico de mucopolissacarídeo (BOR-
GES, 2010).
Vapor de ozônio
Trata-se de um equipamento de eletroterapia que usa, de modo associado, 
os efeitos do vapor (benefícios do calor) e a formação de ozônio, os quais, 
direcionados à pele, promovem melhoria da circulação local e da oxigenação 
e, comisso, alcançam um efeito antibacteriano, sendo esse recurso bastante 
utilizado nos protocolos de tratamento faciais que visem à hidratação e à 
revitalização cutânea e, ainda, à redução do risco de infecção nos tecidos 
(KAMIZATO; BRITO, 2014).
Massagem tecidual
Diferentes técnicas de massagem tecidual podem ser empregadas, incluindo a 
digitopuntura para tratamentos faciais, que consiste na aplicação de pressões 
com os dedos em áreas específicas da face, melhorando o tônus muscular, 
a circulação local e a resposta imunológica (KAMIZATO; BRITO, 2014). 
5Cuidados da pele no pré e no pós-operatório de cirurgias plásticas
Também se podem utilizar outras técnicas de massagem visando ao au-
mento da circulação tecidual para tratamentos corporais, como a massagem 
terapêutica, por exemplo. Durante a execução das massagens, o profissional 
de estética pode lançar mão do uso de ativos cosméticos, tanto para melhorar o 
deslizamento nas manobras, quanto para potencializar os efeitos terapêuticos 
de melhora da circulação (CASSAR, 2001).
Promover a renovação tecidual 
A renovação tecidual por esfoliação é um procedimento em que se remove 
a camada mais externa da epiderme, de modo a retirar restos de sujidade e 
células mortas que se encontram em sua superfície. De acordo com Borges e 
Scorza (2016), essa remoção de células mortas acelera as taxas de renovação 
celular, induzindo um melhor metabolismo. Esse processo pode ser observado 
na Figura 2.
Figura 2. Processo de renovação celular induzido pela esfoliação da pele.
Fonte: Adaptada de Designua/Shutterstock.com.
Células velhas 
da pele
Células da pele 
morta mais antigas 
na superfície mais 
externa da pele
Poros obstruídos que 
parecem grandes e abertos
Poros parecendo 
menores
Antes Depois
Cuidados da pele no pré e no pós-operatório de cirurgias plásticas6
Além disso, a esfoliação permite que seja reduzida a barreira imposta 
pela epiderme à permeação de ativos cosméticos seja reduzida e que, desse 
modo, os produtos cosméticos consigam permear melhor na pele e agir de 
maneira mais eficiente. Na área da estética, a esfoliação da pele pode ser feita 
mediante o uso de recurso de eletroterapia, como a microdermoabrasão por 
meio do peeling de cristal ou do peeling de diamante, ou o uso de cosméticos 
esfoliantes (BORGES; SCORZA, 2016). 
Microdermoabrasão
Segundo Kamizato e Brito (2014), a microdermoabrasão é uma esfoliação 
não cirúrgica da pele realizada de maneira controlada mediante as técnicas 
de peeling de cristal ou peeling de diamante. 
Ativos esfoliantes
Os ativos esfoliantes são produtos que atuam por meio de mecanismos físicos 
ou químicos, removendo parte da epiderme e induzindo a reepitelização 
(BORGES, 2010). Para promover uma hidratação profunda, o esteticista pode 
realizar uma limpeza de pele, uma vez que essa técnica engloba a sua higiene, 
a esfoliação e a hidratação tecidual (OLIVEIRA, 2014). 
Esses ativos atuam especificamente nas camadas mais superficiais da pele, 
promovendo a remoção de células que as constituem. Para isso, podem ser 
utilizados esfoliantes físicos, que apresentam em sua estrutura componen-
tes abrasivos. Esses não interagem quimicamente com a pele, mas, quando 
friccionados sobre ela, promovem um determinado grau de lesão tecidual, 
garantindo o desprendimento das células mais antigas da epiderme.
Os ativos esfoliantes podem ser formados, por exemplo, por ativos na-
turais de origem vegetal (como sementes), de origem mineral (argilas), de 
origem marinha (cloreto de sódio) e derivados sintéticos (esferas de polietileno) 
(RIBEIRO, 2010).
7Cuidados da pele no pré e no pós-operatório de cirurgias plásticas
O profissional de estética pode utilizar-se também de esfoliantes enzimáticos. Em 
sua formulação, eles possuem proteases, que agem sobre a camada mais externa 
da epiderme — rica em queratina —, “digerindo-a”. Desse modo, promove-se uma 
esfoliação tecidual com afinamento da epiderme, assim como ocorre quando do 
uso de esfoliantes físicos. Exemplos de ativos enzimáticos comumente utilizados nas 
esfoliações enzimáticas são bromelina e papaína (RIBEIRO, 2010).
Promover a drenagem dos tecidos 
A drenagem dos líquidos que se encontram em excesso no espaço intersticial 
proporciona um ambiente celular mais adequado ao desempenho das funções 
celulares, uma vez que garante melhor circulação local (SOUZA; BENATI, 
2019). Por isso, a drenagem dos líquidos presentes nos tecidos pode ser um 
dos objetivos dos cuidados com a pele na fase pré-cirúrgica. 
Para melhorar a drenagem dos líquidos dos tecidos, o esteticista pode 
empregar técnicas manuais, como a drenagem linfática manual, e recursos 
de eletroterapia, como a vacuoterapia e a pressoterapia (BORGES, 2010; 
SOUZA; BENATI, 2019).
Drenagem linfática manual
É uma técnica de terapia manual caracterizada pelo toque das mãos do tera-
peuta a fim de estimular o direcionamento da linfa através das vias linfáticas, 
auxiliando o sistema linfático no desempenho de suas funções. Para isso, 
utilizam-se toques leves, ritmados e unidirecionais, podendo essa técnica 
ser aplicada na face ou no corpo (KAMIZATO; BRITO, 2014). Embora haja 
variação conforme o procedimento, em geral indica-se a execução da drena-
gem linfática manual para a partir de 48 horas após o procedimento cirúrgico 
(SDREGOTTI; SOUZA; PAULA, 2009).
Cuidados da pele no pré e no pós-operatório de cirurgias plásticas8
Vacuoterapia
Nessa técnica, utiliza-se um equipamento que promove a pressão negativa 
pelo uso de ventosas, as quais, ao serem aplicadas nos tecidos, promovem a 
sua sucção e uma massagem profunda, auxiliando na drenagem dos líquidos. 
Pode ser aplicada na face ou no corpo (KAMIZATO; BRITO, 2014).
Pressoterapia
Consiste no uso de um equipamento de compressão controlada, que é colocado 
em torno dos segmentos a serem tratados (abdome, membros superiores ou 
inferiores), de modo que a compressão auxilie no retorno linfático.
Ativos cosméticos
Aplicação de cosméticos que atuam na redução do edema.
Garantir incremento da circulação
Uma pele com boas condições circulatórias garante um funcionamento mais 
adequado dos tecidos. Considerando-se isso, um dos objetivos dos cuidados 
estéticos na fase pré-operatória é a realização de abordagens terapêuticas que 
aumentem ou restabeleçam a circulação nos tecidos. Para tanto, o esteticista 
pode empregar técnicas manuais, como a massoterapia e a drenagem linfática 
manual; recursos eletroestéticos, como a vacuoterapia; e cosméticos que esti-
mulem a circulação sanguínea (SOUZA et al., 2007; SOUZA; BENATI, 2019). 
Ativos cosméticos que aumentam a circulação tecidual
Nesse caso, são indicados ativos que visam a restabelecer e incrementar a 
microcirculação tecidual. Como exemplos, podem-se citar a cafeína e os 
bioflavonoides de laranja amarga (RIBEIRO, 2010). Esses últimos auxiliam 
na drenagem da linfa, reduzindo a retenção de líquidos na pele. Também é 
bastante importante o uso da Aloe vera, uma vez que esse ativo estimula a 
circulação sanguínea e aumenta o tônus da pele, além de contribuir na manu-
tenção da sua elasticidade e oferecer a ela flexibilidade, tonificação, hidratação 
e proteção (MILREU, 2012).
9Cuidados da pele no pré e no pós-operatório de cirurgias plásticas
Na fase pré-operatória, também as argilas podem ser utilizadas, pois elas 
têm ótimos efeitos sobre a melhora da circulação local, além de serem ativos 
que aumentam o tônus e a hidratação da pele (MILREU, 2012). 
Por fim, para aumentar o retorno venoso e reduzir a fragilidade dos vasos 
sanguíneos, uma opção é o uso da Centella asiatica em protocolos pré-opera-
tórios (COSTA, 2012). Devido a esses efeitos, ela tem função importante sobre 
os tecidos nessa fase, assim como outro ativo que possui ação semelhante à 
da Centella asiatica: o Ginkgo biloba. 
Aumentar o tônus tecidual 
O tônus tecidual, que inclui o tônus tanto da pele quanto muscular, é importante 
para o funcionamento dos tecidos. Uma pele mais firme e músculosmais fortes 
auxiliam na recuperação pós-operatória, e, por isso, aumentar o tônus na fase 
pré-operatória é um objetivo válido (SOUZA; BENATI, 2019).
A fim de aumentar o tônus tecidual, o esteticista pode lançar mão de 
recursos como correntes excitomotoras (corrente russa e corrente aussie), 
quando o objetivo for aumentar o tônus muscular, e radiofrequência, quando 
se desejar aumentar o tônus de pele (SOUZA et al., 2007). Veja a Figura 3.
Figura 3. Aplicação da técnica de correntes excitomotoras em adutores de coxa.
Fonte: Marius Pirvu/Shutterstock.com.
Cuidados da pele no pré e no pós-operatório de cirurgias plásticas10
Além desses recursos, os cosméticos devem ser empregados para que se 
obtenham resultados satisfatórios, pois eles podem atuar na melhoria do tônus 
da pele. Esses ativos agem melhorando o tônus, deixando a pele mais firme 
e com melhora do contorno dos tecidos. Dentre os ativos com essa função, 
podem-se destacar as proteínas da semente de trigo, as proteínas do trigo, 
o extrato hidrolisado de soja, além de alguns peptídeos. Tais ativos agem 
criando uma película sobre a pele e tracionando os tecidos, o que os torna 
mais firmes (COSTA, 2012). 
Além dos cuidados com a pele e a sua preparação para a cirurgia, na fase pré-operatória 
o profissional de estética pode realizar tratamentos voltados para os tecidos que 
serão operados no sentido de tratar as condições inestéticas que o procedimento 
cirúrgico estético não tratará. Por exemplo, no caso de uma cirurgia de lipoaspiração 
feita em um paciente acometido por gordura localizada associada à flacidez de pele, 
o procedimento cirúrgico visa apenas à redução do tecido adiposo, não tratando a 
flacidez de pele. Nesse caso, o profissional pode realizar um tratamento da flacidez antes 
da lipoaspiração, além dos cuidados com a pele, de modo a melhorar as condições 
teciduais do paciente após a cirurgia (BORGES, 2010). 
Recursos estéticos utilizados na fase pós-operatória
Para Kede e Sabatovich (2015), todo procedimento cirúrgico vem acompanhado 
de graus variados de alterações teciduais. Essas alterações estão relacionadas 
com as incisões cirúrgicas efetuadas pelo médico para acessar os tecidos a 
serem tratados e pela manipulação dos tecidos. Elas podem envolver danos 
nas diferentes camadas da pele, nos tecidos adiposo, vascular, linfático e 
lesões de estruturas nervosas, mesmo que de pequenas ramificações, com 
graus de lesões variados, dependendo do procedimento cirúrgico realizado 
(VASCONCELOS, 2015). 
Por isso é comum que, na fase pós-operatória imediata, o paciente apresente 
dor, sendo ela decorrente da manipulação dos tecidos, bem como edemas, 
equimoses, alterações de sensibilidade, eritema e intumescimento dos tecidos 
na região operada e nas áreas próximas. Além disso, podem surgir seromas, 
fibroses, deiscência, hematomas, entre outras complicações frequentes na fase 
pós-operatória (BORGES, 2010). 
11Cuidados da pele no pré e no pós-operatório de cirurgias plásticas
Vale lembrar que qualquer dano à superfície cutânea desencadeará uma 
resposta de cicatrização tecidual que visa à promoção do efeito regenerativo 
da pele. Independentemente do procedimento cirúrgico realizado, os tecidos 
que foram submetidos a incisão ou manipulação cirúrgica passarão por esse 
processo. Segundo Kede e Sabatovich (2015), todo tecido que foi traumatizado 
possui a habilidade de ser reparado, mediante um processo complexo, sistêmico 
e gradativo de cicatrização, que pode durar de três meses a dois anos. 
Os tecidos lesados no procedimento cirúrgico passam por uma reparação, 
de modo que sejam gradativamente substituídos por nova matriz extracelular, 
dando à região um tecido novo dentro de algum tempo (KEDE; SABATO-
VICH, 2015).
A fisiologia da cicatrização dos tecidos acontece em três fases: a infla-
matória, a proliferativa e a de remodelamento. Segundo Borges (2010), cabe 
ressaltar que, embora haja essa divisão de fases, na prática cada organismo 
responde de uma maneira específica — e, em alguns momentos, algumas 
fases se sobrepõem. 
No pós-operatório de cirurgias plásticas estéticas, a recuperação dos tecidos 
pode ser dividida em duas fases: a fase mais imediata, quando há presença 
de processo inflamatório agudo logo após a cirurgia, e a fase tardia, em que 
já não há mais sinais inflamatórios, mas a pele ainda permanece em fase de 
recuperação (BORGES, 2010).
A definição dos recursos terapêuticos a serem empregados depende dessas 
fases. Na fase mais aguda, podem-se utilizar ativos cosméticos associados ao 
uso de crioterapia. Segundo Borges (2010), nas cirurgias essa fase começa após 
o término do procedimento e se estende por 48 a 72 horas do pós-operatório. 
Nessa fase, os sinais e sintomas são edema, dor e alteração de sensibilidade 
(que fica reduzida). 
Em relação às condutas estéticas durante a fase mais aguda, a orientação 
geral é que se tomem apenas medidas de controle do edema, como o uso do 
gelo e o repouso (BORGES, 2010). 
Gelo (crioterapia)
A crioterapia promove o resfriamento tecidual, que limita o trauma inicial, 
reduz quadros de edema e alivia a dor (GUIRRO; GUIRRO, 2004). Esse 
tratamento pode ser mantido até o terceiro dia de pós-operatório e pode ser 
aplicado mediante o uso de bandagens frias ou compressas geladas, contanto 
que isso não seja feito sobre a incisão cirúrgica (SDREGOTTI; SOUZA; 
PAULA, 2009).
Cuidados da pele no pré e no pós-operatório de cirurgias plásticas12
Em relação aos cosméticos, Lima e Lima (2018) citam que o emprego de 
ativos na fase mais aguda tem pelo menos duas funções: 
 � acalmar a pele e promover alívio de sintomas inflamatórios;
 � ajudar no processo de cicatrização ou de normalização da fisiologia 
cutânea.
Isso porque, aliada à lesão promovida pelo procedimento cirúrgico, a pele 
geralmente apresenta uma perda da capacidade de retenção hídrica, o que 
provoca ressecamento. Além disso, na fase pós-operatória, há um risco de 
infecção aumentado. Portanto, nessa fase mais aguda, podem-se empregar 
ativos cosméticos com função antiedematosa, anti-inflamatória, antibacteriana 
e analgésica, bem como ativos que recuperem as funções fisiológicas da pele, 
incluindo a função de barreira cutânea.
Ativos cosméticos antiedematosos
Para reduzir o edema, utilizam-se ativos com propriedades anti-inflamatórias, 
como calêndula, camomila e gluconolactona. O extrato oleoso de calêndula 
pode ser utilizado também para reduzir o edema devido à sua função cal-
mante, refrescante, suavizante, além de atuar com propriedades cicatrizantes 
e analgésicas, assim como o extrato de camomila. A gluconolactona, por sua 
vez, atende a esse objetivo porque, segundo Milreu (2012), age na redução de 
eritema, inflamação e irritação da pele. Ainda, também a vitamina K pode ser 
utilizada em algumas formulações cosméticas de modo a reduzir equimoses 
(RIBEIRO, 2010).
O hidroxiprolisilane C (Exsymol) é um ativo capaz de acelerar o processo 
de renovação celular, estimulação dos processos regenerativos, além de atuar 
normalizando a permeabilidade vascular. Nesses casos, a regulação da per-
meabilidade vascular na fase pós-operatória se faz necessária para auxiliar na 
prevenção e no controle do edema. A β-escina é um ativo de origem vegetal 
com ação antiedematosa e antivaricosa (ITANO et al., 2015).
Além desses ativos presentes em formulações cosméticas, outros ativos 
com propriedades antiedematosas podem ser utilizados na forma de soluções 
ionizáveis para serem aplicados na pele por meio da iontoforese. Nesse caso, 
Borges (2010) destaca o uso de ativos como hialuronidase e extrato de hera.
13Cuidados da pele no pré e no pós-operatório de cirurgias plásticas
Ativos analgésicos
O extrato de camomila é um ativo analgésico que pode ser utilizado com 
esse fim. 
Ativos que restabelecem a barreira cutânea
São exemplos de ativos que restabelecem a barreira cutânea após algum tipo 
de lesão ocorrida nela os seguintes: petrolato, ceramidas, pantenol, niacina-
mida,alantoína, alfabisabolol, bromelina e ácidos graxos essenciais (LIMA; 
LIMA, 2018). 
Como repositor da barreira cutânea, o ativo mais utilizado é o petrolato, 
uma vez que é oclusivo e retém água nos tecidos. As ceramidas também 
auxiliam no restabelecimento da barreira cutânea, especialmente depois de 
danos agudos, como cirurgias, atuando também na redução da sensibilidade 
cutânea e eritema. O pantenol tem propriedades umectantes e cicatrizantes, 
acelerando a regeneração cutânea. A niacinamida possui a capacidade de 
melhorar a função de barreira cutânea, aumentando a resistência a agentes 
nocivos por efeito anti-inflamatório. A alantoína realiza hidratação e ree-
pitelização tecidual. O alfabisabolol tem ação anti-irritante, cicatrizante, 
bacteriostática e cicatrizante. A bromelina tem ação anti-inflamatória e auxilia 
na prevenção de equimose e edema pós-procedimento. E, por fim, podem-se 
citar os ácidos graxos essenciais, como os ácidos linoleico (ômega 6), oleico 
(ômega 9) e linolênico (ômega 3), que são considerados potentes regeneradores 
cutâneos devido à sua atuação no restabelecimento epitelial, além de ajudar 
na cicatrização (LIMA; LIMA, 2018).
Ainda, cabe nota a outro ativo que recentemente vem sendo utilizado como 
regenerador cutâneo: o extrato de cebola. Segundo Lima e Lima (2018), ele 
tem sido utilizado em produtos cosméticos a fim de diminuir a inflamação e 
reduzir o risco de infecções.
Em uma fase mais tardia, após o término do processo de inflamação 
aguda e dos sinais e sintomas de inflamação, o profissional pode lançar mão 
de ativos cosméticos indutores da proliferação celular e de ativos que atuem 
sobre o metabolismo do colágeno, incrementando-o.
Na fase de proliferação celular, podem-se empregar ativos cosméticos 
que estimulem a síntese de colágeno e a síntese de novos vasos sanguíneos 
(angiogênese). Segundo Costa (2012), para essa finalidade pode ser indicado o 
Cuidados da pele no pré e no pós-operatório de cirurgias plásticas14
uso da Vitamina A (retinol), que atua evitando o adelgaçamento epidérmico e 
estimula a atividade de fibroblastos na síntese de macromoléculas, melhorando 
as taxas de renovação celular, bem como a angiogênese.
Já na fase subaguda, quando há maior proliferação celular, já houve redução 
do processo inflamatório e ocorre o fechamento “provisório” do tecido lesado, 
o profissional de estética pode ainda utilizar os ativos cosméticos da fase aguda 
e aliar a eles o uso de recursos que auxiliem na redução do edema residual, na 
diminuição da dor e na produção inicial de colágeno. Dentre esses recursos, 
pode-se destacar o emprego de drenagem linfática manual, microcorrentes, 
ultrassom, LEDterapia, ionização, cosméticos, etc.
LEDterapia
Esse método se caracteriza pelo uso de diodos emissores de luz (LEDs) de cor 
vermelha. Quando empregado após traumas de cirurgia plástica estética, ele 
atua na diminuição do tempo de resolução dos efeitos secundários da cirurgia 
(como eritema, edema e equimoses) em metade do tempo a um terço, em 
virtude de sua efetiva ação anti-inflamatória (SANTOS et al., 2011). 
Ionização
Na fase pós-operatória, opta-se pelo uso de substâncias ionizáveis com ação 
anti-inflamatória e antiedematosa. Borges (2010) cita como exemplos os se-
guintes: óxido de zinco, hialuronidase e citrato de potássio.
Já na fase de remodelamento tecidual, o profissional pode utilizar recursos 
que auxiliem no aumento da deposição de colágeno no local da lesão e no 
remodelamento do colágeno, como, por exemplo, massoterapia, radiofrequên-
cia, ultrassom, pressoterapia, além de ativos cosméticos que atuam sobre o 
metabolismo do colágeno, melhorando as condições teciduais.
Massoterapia
Essa terapia promove uma reorganização das fibras de colágeno — contudo, 
pode ser utilizada como recurso terapêutico apenas no pós-operatório tardio 
(SDREGOTTI; SOUZA; PAULA, 2009). Isso porque os tecidos que foram 
descolados durante o procedimento cirúrgico precisam aderir, e a massoterapia 
aplicada precocemente pode interferir nesse processo.
15Cuidados da pele no pré e no pós-operatório de cirurgias plásticas
Microcorrentes
Além do restabelecimento da bioeletricidade tecidual em uma fase mais aguda, 
a terapia por microcorrentes aumenta a síntese de trifosfato de adenosina (ATP) 
e de colágeno e elastina, além de acelerar o processo de reparação tecidual 
(BORGES, 2010).
Radiofrequência
Quando aplicada aos tecidos nessa fase, a radiofrequência age sobre as fibras 
de colágeno, remodelando-as por meio da geração de calor profundo (BOR-
GES, 2010). 
Ultrassom
Nessa fase, emprega-se a modalidade contínua, que é capaz de gerar ca-
lor profundo e atuar sobre as fibras de colágeno e elastina, remodelando-as 
(BORGES, 2010). 
Pressoterapia
Quando aplicado na fase pós-operatória, esse recurso auxilia no tratamento do 
edema persistente dos tecidos, ajudando no tratamento de fibroses cicatriciais 
(SDREGOTTI; SOUZA; PAULA, 2009).
Corrente russa
A corrente russa também pode ser empregada na fase pós-operatória tardia, 
pois atua no tratamento da flacidez muscular que eventualmente esteja presente, 
como, por exemplo, nos casos de pós-operatório para tratamento de afecções 
relacionadas à obesidade, em que a flacidez cutânea é uma queixa comum 
(SDREGOTTI; SOUZA; PAULA, 2009).
Cuidados da pele no pré e no pós-operatório de cirurgias plásticas16
Ativos indutores da síntese de colágeno e elastina
São ativos que melhoram o metabolismo tecidual mediante a estimulação 
de fibroblastos para a síntese de colágeno e elastina nos tecidos. Nesse caso, 
podem-se empregar ativos como misturas de polissacarídeos, oligossacarídeos 
da frutose e derivados do ácido glutâmico, que possuem ação estimulante 
sobre os fibroblastos, induzindo-os a produzirem maior quantidade de colá-
geno. Além desses, também se podem citar o extrato de artêmia e o extrato 
de mamaku (RIBEIRO, 2010).
A elastina pode ser encontrada na forma de lipossoma e é indicada para a 
fase pós-operatória de cirurgias plásticas, especialmente quando o objetivo é 
aumentar o tônus e a firmeza da pele, além de proporcionar melhor elasticidade 
aos tecidos (ITANO et al., 2015).
Outro ativo que pode ser empregado de modo a aumentar a síntese de 
colágeno e elastina nos tecidos é o Caviar Extract (Alban Muller), um ativo 
concentrado de proteínas, aminoácidos, sais minerais, vitaminas e ácidos gra-
xos essenciais que, graças à sua composição, é capaz de estimular a produção 
de colágeno e elastina na derme (ITANO et al., 2015).
O pantenol, precursor da vitamina B5, quando empregado nos tecidos, atua 
de forma importante no metabolismo celular, exercendo também uma ação 
hidratante na pele (COSTA, 2012).
O Slimbuster® L, um extrato concentrado composto por ácidos graxos 
poli-insaturados de café (livre de cafeína) e fitoesteróis vegetais estratificados, 
é indicado em situações nas quais se objetive o aumento da firmeza da pele 
(ITANO et al., 2015). 
O extrato hidrolisado da soja (Raffermine®) pode ser empregado na fase 
pós-operatória de cirurgias plásticas estéticas quando o objetivo for aumentar 
o tônus da pele. Esse ativo é um agente firmador dérmico composto por gli-
coproteínas e polissacarídeos que atua facilitando as ligações dos fibroblastos 
às fibras colágenas, além de atuar na inibição da colagenase e, desse modo, 
preservar a elasticidade e estimular os fibroblastos em suas funções (ITANO 
et al., 2015).
As argilas, utilizadas também na fase pré-operatória, podem ser empre-
gadas na fase pós-tratamento cirúrgico a fim de promover a eliminação de 
toxinas, melhorando a circulação sanguínea e linfática no local de aplicação 
(LEITE, 2016). 
17Cuidados da pele no pré e no pós-operatório de cirurgias plásticas
Além desses ativos, Lima e Lima (2018) citam a importância do uso de 
ativos cosméticos regeneradores cutâneos na fase pós-operatória de cirurgias 
plásticas estéticas, em especial o uso de fatores de crescimento.
Os fatores de crescimento são citocinas

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