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3 
 
SUMÁRIO 
 
 1 – FUNDAMENTOS GERAIS 
 1.1 – PLANO DE FLUTUAÇÃO 
 1.2 – IDENTIFICAÇÃO DAS ORIENTAÇÕES A BORDO 
 1.3 – IDENTIFICAÇÃO DOS MOVIMENTOS DE UMA EMBARCAÇÃO 
 1.4 – IDENTIFICAÇÃO DAS TERMINOLOGIAS USADAS NA MARINHA MERCANTE 
 1.5 – CONCEITO DOS VÁRIOS TIPOS DE NAVEGAÇÃO 
 
 2 – NAVEGAÇÃO 
 2.1 – PARALELOS, MERIDIANOS E COORDENADAS GEOGRAFICAS 
 2.2 – CARTAS NÁUTICAS 
 2.3 – RUMOS E MARCAÇÕES 
 2.4 – PLOTAGEM 
 2.5 – DERROTA NA CARTA NAÚTICA 
 2.6 – EQUIPAMENTOS NAÚTICOS 
2.6.1 – AGULHA MAGNÉTICA 
2.6.2 – AGULHA GIROSCÓPICA 
2.6.3 – PILOTO AUTOMÁTICO 
2.6.4 – ODÔMETRO 
2.6.5 – ANEMÔMETRO 
2.6.6 – RADAR 
2.6.7 – ECOBATÍMETRO 
2.6.8 – SISTEMA DE POSICIONAMENTO GLOBAL (GPS) 
 2.7 – BALIZAMENTO 
2.7.1 – CONCEITOS 
2.7.2 – SISTEMAS DE BALIZAMENTO 
2.7.3 – SISTEMA IALA “B” 
 
 3 – MANOBRAS DA EMBARCAÇÃO 
 
 4 – COMUNICAÇÕES 
 4.1 – MODOS DE OPERAÇÃO SIMPLEX, DUPLEX E SEMI-DUPLEX 
 4.2 – OPERAÇÃO DO EQUIPAMENTO VHF 
 4.3 – OPERAÇÃO DO EQUIPAMENTO HF/MF 
 4.4 – UTILIZAÇÃO DA FAIXA CIDADÃO 
 4.5 – REDES DE COMUNICAÇÕES 
4.5.1 – SERVIÇO MÓVEL MARÍTIMO 
4.5.2 – ÁREAS MARÍTIMAS BRASILEIRAS 
4.5.3 – SERVIÇOS PRESTADOS PELA RENEC 
4.5.4 – FREQUÊNCIAS DE ESCUTA, DE CHAMADA E DE TRABALHO 
4.5.5 – PRINCIPAIS PUBLICAÇÕES AFETAS AO SMM 
4.5.6 – ÓRGÃOS NORMATIVOS DAS COMUNICAÇÕES MARÍTIMAS 
4.5.7 – FUNCIONAMENTO DAS RÁDIOS BALIZAS 
4.5.8 – ESTAÇÕES MÓVEIS MARÍTIMAS 
 4.6 – PROCEDIMENTOS RADIOTELEFÔNICOS 
4.6.1 – REGRAS DE OPERAÇÃO RÁDIO 
4.6.2 – UTILIZAÇÃO DOS CÓDIGOS Q, S, R E ALFABETO FONÉTICO 
4.6.3 – A FRASEOLOGIA PADRÃO E A DISCIPLINA NO CIRCUITO 
 
 
4 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1. FUNDAMENTOS 
GERAIS 
 
 
 
6 
 
 
 
Estudaremos os principais planos de referência de uma embarcação 
 
1.1 de 
 
É um plano horizontal longitudinal que contém a superfície em que a 
embarcação está flutuando. Este plano divide o casco em obras vivas (parte que fica 
abaixo da superfície da água) e obras mortas (parte que fica fora 
 
de 
É o plano horizontal que passa pelo fundo de uma embarcação, interiormente à 
quilha. 
 
 
É um plano vertical longitudinal compreendido entre a proa e a popa que a 
embarcação em duas partes: bombordo e boreste. 
 
 
É o plano vertical, perpendicular ao plano de base e ao plano diametral, situad
comprimento do navio e que divide a embarcação em duas partes: proa e . 
 
1.2 das a 
 
Os navios são divididos ao meio formando os corpos de vante e de 
 
 
Proa – é a região da extremidade de vante da embarcação. Estruturalmente, tem a 
forma exterior afilada para melhor cortar a água. 
 
Popa – é a região da extremidade de ré da embarcação. Estruturalmente, sua forma 
exterior é projetada para facilitar o escoamento da água e para tornar a ação do leme e do 
hélice mais eficiente. 
 
Meia-nau – é a parte do casco que divide os dois corpos; é um referencial de uma 
região da embarcação que se situa entre a proa e a popa. 
 
Bordos – são os lados da embarcação, ou seja, as duas partes em que o casco é 
dividido por um plano que corte a proa e a popa. Um observador posicionado na linha 
diametral do navio e voltado para a proa, terá boreste (BE) à sua direita e bombordo (BB) à 
sua esquerda. 
 
Veja na figura a seguir um pouco sobre as direções que se pode obter, estando a bordo de uma embarcação. 
 
 
7 
 
 
 
 
 
Bochechas– são as partes curvas do costado de um bordo e de outro, próximas à 
proa. Amura é o mesmo que bochecha, significa também uma direção qualquer entre a proa 
e o través. 
Través – é a direção perpendicular ao plano longitudinal que corta o navio de proa a 
popa. 
Alheta – são as partes curvas do costado de um bordo e de outro, próximas à popa. 
 
 
 
1.3 dos movimentos de uma embarcação 
O navio está sujeito a seis tipos de movimentos, três translacionais e três 
rotacionai
Translacionais são conhecidos como: 
Surge que o movimento de translação no eixo longitudinal. 
Sway que é o movimento de translação no eixo ansversal. 
Heave que é o movimento de translação no eixo vertical. 
 
 
 
 
 
 
 
 
8 
 
Rotacionais - são conhecidos 
Roll (jogo ou que o movimento de rotação em torno do eixo longitudinal. 
Pitch (arfagem ou que o movimento de rotação em torno do 
transversal. 
Yaw (guinada) - que o movimento de rotação em torno do eixo vertical. 
 
 
 
1.4 Identificação das terminologias usadas na Marinha Mercante 
A figura mostra partes de grande importância em uma 
embarcação. Veremos a seguir em que cada uma 
 
 
 
 
Casco – é uma espécie de vaso que serve de base à embarcação. Em sua parte 
inferior corre a quilha, que acompanha todo o casco, desde a proa até a popa, servindo-lhe 
de peça principal de sustentação da sua estrutura. A quilha funciona no casco como a coluna 
vertebral no corpo humano e o divide em dois bordos. Para a sustentação do chapeamento do 
casco, saem as cavernas para um bordo e para outro, como se fossem as nossas costelas, 
que partem da coluna vertebral. O conjunto de cavernas que dá forma ao casco é chamado 
de cavername. Depois de formado o esqueleto do casco, este recebe o chapeamento ou 
revestimento. 
 
O casco é protegido total ou parcialmente por uma espécie de cerca que pode ser 
9 
 
toda metálica ou de madeira, denominada borda. Em outras embarcações a proteção é 
feita com balaustradas formadas por balaústres e correntes nelas passadas. 
 
 
 
Chapeamento – é o conjunto de chapas metálicas que compõem o revestimento que 
envolve as cavernas (exterior) ou que dividem o espaço interior do casco de uma 
embarcação (interior). Contribui para a estrutura resistente do casco a esforços longitudinais. 
 
Linha d’água – é uma faixa pintada no casco da embarcação, que representa a região 
em que ela flutua. A linha de flutuação é a interseção entre o casco da embarcação e a 
superfície da água em um determinado momento em que ela flutua. 
 
Na figura abaixo se pode ver o casco da embarcação, seu chapeamento e a linha 
água pintada de vermelho. 
 
 
 
 
Calado a distância vertical compreendida entre o fundo da embarcação e a 
superfície da água onde flutua a embarcação. 
 
As embarcações têm marcadas nos costados, a BE e a BB, as escalas numéricas dos 
calados ou marcas de calado. 
10 
 
 
 
Compartimentos são as divisões internas de uma embarcação. 
 
Anteparas são divisórias verticais, que formam os compartimentos da 
embarcação. Não há paredes, mas sim anteparas. 
 
Convéses os pavimentos de uma embarcação. 
Um convés é corrido quando não sofre interrupção de proa a popa, sendo o mais 
elevado chamado de convés principal. Há vários outros conveses superiores não 
corridos, sobretudo nas embarcações de passageiros. Neste caso, passam a ser 
numerados (convés por diante) e se situam na superestrutura da embarcação. 
 
são as elevações construídas sobre o convés principal. Existem 
vários tipos de superestrutura, como castelo e tombadilho, sendo a principal denominada 
central. Em navios mercantes nela ficam situados diversos compartimentos como: a câmara 
do comandante, os camarotes, o refeitório, o escritório, a cozinha e o camarim de 
navegação. 
 
 
 
 
O castelo e o tombadilho são pequenos conveses situados na proa e na popa, 
respectivamente, usados nas manobras de atracação, desatracação e reboque. Os 
conveses se comunicam com o interior do casco e com a parte externa da embarcação 
por meio de aberturas, como portas estanques, escotilhas, vig as, etc. 
11 
 
 
Portas são aberturas que permitem a passagem de pessoal de um 
compartimento para outro, no mesmo convés. 
 
 
 
 
Escotilha abertura no convés ou nas cobertas, geralmente retangular por onde 
passamsão bastante simples, 
mas devem ser seguidas algumas regras. O princípio básico 
consiste em manter-se consciente a respeito da disciplina no 
tráfego das comunicações, o que significa dizer que não 
basta somente ouvir mais do que falar, mas, sobretudo, 
saber identif icar os procedimentos, após recebê-las. 
 
Outro ponto importante a ser destacado refere-se à 
linguagem utilizada nas mensagens dessas comunicações, 
que deve ser clara, formal e sucinta, ou seja, deve-se falar 
pausadamente, de forma concatenada, resumida, de fácil 
entendimento, nunca empregando gírias ou palavras 
impróprias. 
 
Os sistemas na radiotelefonia são, normalmente, Simplex, o que significa que é 
necessário aguardar que o interlocutor termine a sua mensagem para que se possa, depois, 
responder. Caso contrário, haverá interferência na freqüência de trabalho, causando 
interrupção na recepção e impossibilidade da emissão. 
 
As comunicações a bordo, inclusive a própria radiotelefonia, devem se encaradas 
como instrumentos de segurança e de trabalho e, como tal, devem ser monitoradas, 
registradas e disciplinadas. Para tanto, recomenda-se que se adote a bordo um livro de 
78 
 
registro das comunicações (transmissão e recepção) e, principalmente, estabelecendo-se 
responsabilidade de utilização. 
 
A seguir, explicaremos como efetuar uma chamada radiotelefônica. 
 
 
As chamadas em radiotelefonia, quanto à prioridade, são divididas em quatro tipos: 
Rotina, Segurança, Urgência e Socorro. A chamada de Rotina tem a menor prioridade e a 
chamada de Socorro a maior prioridade, ou seja, se ao mesmo tempo, em um mesmo canal, 
houver as duas chamadas, a chamada de rotina deve ser interrompida para dar vez à chamada 
de Socorro. 
 
Chamada de Rotina 
 
 
A chamada de rotina é a chamada que tem a menor prioridade, mas é a mais utilizada; deve 
ser utilizada nas comunicações do dia-a-dia, de assuntos que não envolvam Segurança, Urgência e 
Socorro. As chamadas radiotelefônicas de rotina devem ser iniciadas no canal de chamada, 
com uma denominação da estação a que se destina a mensagem, repetida no máximo três 
vezes, seguida da palavra “aqui” e do indicativo da estação que vai transmitir a mensagem e, em 
seguida, diz-se “câmbio”, aguardando a resposta da estação chamada. 
 
A palavra “câmbio” é utilizada para indicar o fim de uma chamada ou mensagem, 
passando a vez a outra estação. 
 
 
Como denominação podemos usar: 
 
 
• o indicativo de chamada. 
Exemplos: 
PPNZ, PP1234 – Indicativo de chamada da embarcação. 
PPR, PPA – Indicativo de chamada da estação costeira. 
 
• O nome da estação. 
Exemplos: Navio Nilza, Rebocador Zeus, Rio Rádio, Salvador Rádio. 
 
 
• Pode ser usada qualquer outra informação que identifique a estação. Esta 
denominação é utilizada quando não se sabe o nome ou o indicativo de chamada. 
Exemplo: Navio no meu través de bombordo, embarcação fundeada próxima à Ilha 
Rasa. 
 
Uma chamada em VHF (canal 16) deve ocorrer da seguinte forma: 
 
 
Exemplo: Rebocador Zeus, Rebocador Zeus, Rebocador Zeus aqui Navio Nilza, Navio 
Nilza, Navio Nilza, câmbio. 
 
 
A resposta da estação chamada, ainda no canal de chamada, deve ocorrer da 
seguinte forma: 
 
Exemplo: Navio Nilza aqui Rebocador Zeus, vamos ao canal 6, câmbio. 
 
 
As duas estações mudam do canal 16 para o canal 6 e começam a falar 
79 
 
alternadamente. Após o término da comunicação, as duas estações retornam para o canal 16. 
 
 
Chamada de Segurança 
 
 
A chamada de Segurança indica que a estação vai transmitir uma mensagem relativa: 
• à segurança da navegação; ou 
• a um aviso meteorológico importante. 
 
 
O sinal de segurança é SÉCURITÉ (pronuncia-se SECURITÊ) e deve ser repetido três 
vezes, antes da mensagem, e sua prioridade é 3, sendo suplantado pelos sinais de Socorro e 
de Urgência. 
 
Exemplo: 
SÉCURITÉ SÉCURITÉ SÉCURITÉ 
Aqui Rebocador Zeus, Rebocador Zeus, Rebocador Zeus 
Posição 10 milhas ao sul da Ilha Rasa 
Farol da Ilha Rasa está apagado 
Câmbio. 
 
Chamada de Urgência 
 
A chamada de Urgência indica que a estação vai transmitir uma mensagem relativa: 
 • à segurança de uma embarcação; e 
• à segurança de uma pessoa (auxílio médico). 
 
O sinal de Urgência é PAN PAN (pronuncia-se PANE PANE) e deve ser repetido três 
vezes, antes da mensagem, e sua prioridade é 2, só sendo suplantado pelo sinal de Socorro. 
 
Exemplo: 
PAN PAN, PAN PAN, PAN PAN 
Aqui Navio Minerva, Navio Minerva, Navio 
Minerva Estou 15 milhas ao sul do Farol de 
Cabo Frio Perdi o leme, não posso manobrar 
Necessito de Reboque 
Câmbio. 
 
 
Chamada de Socorro 
 
 
 
A chamada de Socorro indica que a embarcação está sob ameaça de grave perigo 
(risco de vida humana) e necessita de ajuda rápida. 
 
 
A chamada de Socorro é MAYDAY (pronuncia-se MEIDEI) e deve ser repetida três 
vezes, antes da mensagem, e sua prioridade é 1, ou seja, todas as outras mensagens 
devem dar a vez às mensagens de Socorro. 
 
Toda estação que ouvir uma mensagem de Socorro deve parar, imediatamente, 
qualquer transmissão que possa perturbar a mensagem e ficar escutando no canal de 
chamada e Socorro até ter a certeza de que poderá ajudar. 
 
 
80 
 
Exemplo: 
MAYDAY MAYDAY MAYDAY 
Aqui Navio Nilza, Navio Nilza, Navio 
Nilza Posição 20 milhas ao sul da 
Ilha Grande Estou afundando 
Necessito de auxílio imediato 
Câmbio. 
 
 
 
Uma embarcação nas proximidades, que possa prestar socorro, deverá transmitir o 
“RECIBO” (significa que ouviu o pedido de Socorro e vai prestar socorro). 
 
 
 
Exemplo: 
Navio Nilza, Navio Nilza, Navio Nilza 
Aqui Lancha Progresso, Lancha Progresso, Lancha Progresso 
MAYDAY recebido. 
 
 
 
Após a transmissão do “RECIBO”, a Legislação recomenda que a Estação que irá 
prestar socorro informe quando chegará ao local da embarcação que pediu socorro. 
 
 
4.6.2 Utilização dos códigos Q, S, R, o Código de Número e Sinais e o Alfabeto Fonético 
Internacional 
 
 
No Serviço Móvel Marítimo, são utilizados códigos para facilitar as comunicações entre 
embarcações que falam idiomas diferentes e nas comunicações com interferências. Utilizamos 
os seguintes códigos: 
 
Código “Q” 
 
 
Código composto de três letras, sempre iniciado pela letra “Q”, podendo ser seguido por 
um número. O código “Q” pode ser transmitido na interrogativa (pergunta) ou na afirmativa 
(normalmente resposta). Citaremos apenas os mais utilizados: 
QRA? – Qual o nome da sua estação? 
QRA – O nome da minha estação é ..... 
QRG? – Qual é a sua freqüência exata? 
QRG – Minha freqüência exata é ..... KHz. 
QRM? – Sofre interferência? 
QRM – Sua transmissão está interferida por ..... (1. nenhuma; 2. ligeira; 3. moderada; 
4. considerável; 5. extrema). 
QRN? – Está sendo perturbado por estática? 
QRN – Estou perturbado por estática (1 a 5 como para interferência). 
QRT? – Devo cessar a transmissão? 
QRT – Cesse a transmissão. 
QRU? – Tem algo para mim? 
QRU – Nada tenho para você. 
QRY? – Qual é a minha vez? 
QRY – Sua vez é número ..... 
QSA? – Qual a intensidade de meus sinais? 
81 
 
QSA – A intensidade dos seus sinais é ..... (1. apenas perceptível; 2. fraca; 3. 
satisfatória; 4. boa; 5. ótima). 
QSL? – Pode acusar recebimento? 
QSL – Acuso recebimento. 
QSO? – Pode comunicar-se diretamente com ..... ? 
QSO – Posso comunicar-me diretamente com ..... 
QTH? – Qual é a sua localização? 
QTH – Minha localização é ..... (denominação ou posição em latitude e longitude). 
 
Código “S” 
 
Código composto da letra “S” acompanhado do número de 1 a 9, significa a 
intensidade relativa de recepção dos sinais de uma Estação. 
S1 – Sinal apenas perceptível 
S2 – Sinal muito fraco 
S3 – Sinal fraco 
S4 – Sinal regular 
S5 – Sinal razoavelmente bom 
S6 – Sinal bom 
S7 – Sinal moderadamente forte 
S8 – Sinal forte 
 S9 – Sinal extremamente forte 
 
Código “R” 
 
 
Código composto da letra “R” acompanhado dos números de 1 a 5, significa a 
intensidade relativa de recepção dos sinaisde uma Estação. 
R1 – Sinal inaudível 
R2 – Sinal pouco audível 
R3 – Audível com alguma dificuldade 
R4 – Audível praticamente sem dificuldade 
R5 – Sinal perfeitamente audível 
 
 
Número e Sinais 
 
 
 
 
Número ou Sinal 
 
Palavra 
 
Pronúncia 
 
0 
 
Nadazero 
 
nadaziro 
 
1 
 
unaone 
 
u-na-uan 
 
2 
 
bissotwo 
 
bi-so-tu 
 
3 
 
terrathree 
 
te-ra-tri 
 
4 
 
kartefour 
 
kar-te-for 
 
5 
 
pentafive 
 
pen-ta-faif 
 
6 
 
soxisix 
 
sok-si-six 
82 
 
 
7 
 
setteseven 
 
se-te-seven 
 
8 
 
oktoeight 
 
ok-to-eite 
 
9 
 
novennine 
 
no-ve-naine 
 
 
Vírgula 
 
coma 
 
coma 
 
Decimal 
 
decimal 
 
decimal 
 
Ponto 
 
stop 
 
stop 
 
 
Alfabeto Fonético Internacional 
 
 
Letra Palavra Pronúncia 
A Alfa Al fa 
B Bravo Bra vo 
C Charlie Char lie 
D Delta Del ta 
E Echo E co 
F Foxtrot Fox trote 
G Golf Gol fe 
H Hotel Ho tel 
I India In dia 
J Juliet Ju li ete 
K Kilo Ki lo 
L Lima Li ma 
M Mike Mai ke 
N November No vem ber 
O Oscar Os car 
P Papa Pa pa 
Q Quebec Que bek 
R Romeo Ro meo 
S Sierra Si e rra 
T Tango Tan go 
U Uniforme Iu ni form ou U ni form 
V Victor Vic tor 
83 
 
W Whiskey Uis ki 
X X-Ray Ex rey 
Y Yankee Ian qui 
Z Zulu Zu lu 
 
 
4.6.3 A fraseologia padrão e a disciplina nos circuitos 
 
 
 
A fraseologia e os procedimentos radiotelefônicos, assim como a disciplina nos 
circuitos do Serviço Móvel Marítimo têm como objetivo padronizar e tornar eficientes as 
comunicações. 
 
Antes de utilizar um canal radiotelefônico verifique se está sendo utilizado por outras 
Estações. Para isso, ouça o canal alguns segundos antes de usá-lo, para não interferir em uma 
comunicação em andamento. 
 
Quando estiver fazendo uma comunicação radiotelefônica, fale pausadamente para que 
a outra Estação possa compreendê-lo. 
 
Use as comunicações com profissionalismo, pois elas podem vir a salvar sua vida ou a 
vida de outra pessoa. 
 
 
 
Bibliografia 
 
 
BARROS, Geraldo Luiz Miranda de, Radiotelefonia Marítima. Rio de Janeiro: Marítimas, 1994.a carga, o pessoal e a luz Cobertas são os espaços compreendidos entre os 
conveses abaixo do principal. 
 
Vigia abertura circular no ou na antepara da superestrutura, 
guarnec metálica para fixação de tampa espessa de Pela vigia 
passar o ar e a claridade. 
 
 
 
Castelo ou castelo de proa – é uma espécie de plataforma na proa, onde ficam 
situados os escovéns (aberturas onde fica gurnida a âncora de vante ou ferro de vante), as 
espias (cabos de amarração da embarcação), as buzinas (aberturas por onde passam as 
espias para terra) e todo o material das fainas de atracação e fundeio. 
 
 
Tombadilho – é a superestrutura situada na popa, destinada também às manobras 
de atracação, desatracação e reboque. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
12 
 
 Conceitos dos vários tipos e métodos de 
 
Tipos e métodos de navegação 
Podemos classificar a navegação de diversas formas, mas, neste caso, a 
classificaremos conforme o método utilizado para se determinar a posição e também 
pela distância de terra (da costa) que se encontra a embarcação
Navegação Costeira 
É aquela feita à vista da terra, valendo-se o navegante de acidentes naturais e 
artificiais como: montanhas, pontas, edifí etc, 
existentes ou dispostos adequadamente em terr para determinar a posição no mar. 
É reali ada normalmente a embarcação se encontra entre 3 e 50 milhas da 
costa
Navegação Estimada 
É aquela feita à vista de terra ou não É utilizada quando a posição da 
embarcação é determinada em função de outra previamente conhec da, podendo ser 
uma posição visual, astronômica ou eletrônica. É realizada em qualquer fase da 
navegação sempre que não se tem a com precisão. 
 
Navegação Astronômica 
É aquela que se vale da observação dos corpos celestes (Sol, Lua, planetas, 
estrelas) para a determinação da posição da embarcação. Normalmente, só é 
utilizada em alto-mar e 50 milhas da costa
 
Navegação Eletrônica 
É utilizada quando a posição da embarcação é determinada com auxílio de 
equipamentos eletrônicos. Assim, temos a navegação radar, por satélites, et
Navegação em Águas Restritas 
É a navegação que se prat em portos ou em suas proximidades, em baías, 
É utilizada quando se navega a menos de 3 milhas da costa, onde a 
metros ou É o tipo de maior são 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
13 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2. NAVEGAÇÃO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MARÍTIMO 
CFAQ-I-C-M 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
14 
 
 
 
Introdução 
 
Um dos assuntos mais importante para os marítimos é a arte de navegar, que propicia 
o conhecimento da sua posição no mar e de como chegar ao seu destino. Esta disciplina 
transmite conhecimentos sobre navegação que são fundamentais para todos os que 
escolheram o mar como ambiente da sua profissão. 
 
2. Conceitos básicos 
 
2.1 Paralelos, meridianos e coordenadas geográficas 
 
Paralelos 
 
Para facilitar a orientação, a Terra foi dividida em círculos horizontais a partir do 
Equador, 90º para o norte e 90º para o sul; esses círculos aparecem nas cartas náuticas 
como linhas horizontais e são chamados de Paralelos. Eles vão determinar as latitudes dos 
lugares. 
 PARALELOS 
 
 
Meridianos 
 
A Terra foi dividida em círculos máximos passando pelos pólos; como ponto de partida 
para contagem, foi escolhido o meridiano de Greenwich que passa na cidade de Londres na 
Inglaterra. A partir desse meridiano são contados 180º para o leste e 180º para oeste. Eles 
vão determinar as longitudes dos lugares. 
 
15 
 
 Meridianos 
 
Latitude 
 
É o arco de meridiano compreendido entre o Equador e o paralelo do lugar. É contada 
de 00° a 90° a partir do Equador para o Norte e para o Sul. 
 
 
 
 Latitude 
 
Exemplos: 
φ = 20° 30.0’ N 
φ = 30° 45.5’ S 
 
Longitude 
 
É o arco de Equador compreendido entre o 1° meridiano (meridiano de Greenwich) 
e o meridiano do lugar. É contada de 000° a 180° para leste e para oeste. 
 
 
16 
 
 
 
 Longitude 
 
Exemplos: 
 
λ = 045° 25.3’ W 
 
λ = 157° 54.6’ E 
 
2.2 Cartas náuticas 
 
A carta náutica é acessório indispensável a quem navega, pois é a representação 
gráfica do litoral e dos mares apresentando acidentes geográficos, profundidades e dando 
outras indicações necessárias ao navegante. 
 
Tendo-se terra à vista ou não, o uso da carta é indispensável, pois é sobre ela que: 
• coloca-se a posição da embarcação; 
• traçam-se os rumos a navegar ou navegados; e 
• medem-se as distâncias aos pontos de terra e as que foram percorridas na derrota. 
 
Escala 
 
As cartas náuticas são fabricadas em escala de acordo com a sua utilização. 
 
Escala natural 
 
É a relação entre a distância de dois pontos medidos na carta e a distância entre esses 
mesmos pontos medidos na Terra. 
 
Se tivermos uma escala de 1:200.000 significa que 1 cm medido na carta representam 
200.000 cm na Terra. 
 
As cartas para trechos longos são chamadas de cartas gerais; é como se fossem 
fotografias tiradas de longe, abrangendo um grande trecho de costa e de mar, tendo uma 
escala pequena e, por isso, apresentam os detalhes em tamanho reduzidos. 
 
17 
 
As cartas chamadas de particulares abrangem um trecho menor; é como se fosse uma 
fotografia tirada mais de perto. Possuem escalas maiores permitindo mostrar mais detalhes 
sobre o local. 
 
Os planos são utilizados para áreas que exijam todos os detalhes do local: portos, 
trechos de rios, etc. 
 
Nas cartas náuticas são apresentadas várias informações importantes para o 
navegador, tais como: latitudes (nas laterais da carta), longitudes (nas partes de cima e de 
baixo) e as profundidades do local (em metros) dispostas ao longo de toda a extensão da 
carta. Os trechos de mesma profundidade são representados por uma linha chamada de 
isobática. 
 
Aparecem na carta náutica outras informações, tais como: título e número da carta, 
autoridade que a confeccionou e fez os levantamentos de dados (no caso do Brasil é a DHN o 
órgão responsável por essas informações), nível de redução das sondagens, altitudes, etc. 
 
São apresentados nas cartas náuticas auxílios à navegação, tais como: faróis, faroletes 
e pontos notáveis do relevo da costa. Para orientação são impressas rosas dos ventos com a 
orientação do Norte Verdadeiro e informações para se identificar o Norte Magnético. 
 
18 
 
 
 
 
 
trecho de uma carta náutica 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2.3 Rumos e marcações 
 
As cartas náuticas são orientadas pelo norte verdadeiro, Norte Padrão, sem 
interferência da declinação magnética local. 
19 
 
 
Apresentam também uma rosa dos ventos com o Norte Magnético ou a declinação 
magnética local representada e com os dados para as correções necessárias. 
 
 
Rumo 
 
É direção e o sentido que sua embarcação segue para ir de um ponto a outro. 
 
 
Rumo Verdadeiro 
 
É o ângulo entre o Norte Verdadeiro e a proa de embarcação. 
 
É contado no sentido horário de 000° a 360°. 
 
 
 
 
 
rumo verdadeiro 
 
 
 
 
 
Declinação Magnética (dmg) 
 
Uma agulha magnética indica o Norte-Sul magnéticos, porém existe uma diferença 
20 
 
angular entre o Norte Verdadeiro e o Norte Magnético. Essa diferença é chamada de 
declinação magnética. De acordo com a região da Terra, ela pode ser leste ou oeste. Essa 
diferença consta das cartas náuticas e pode ser atualizada. 
 
 
 
 Declinação magnética 
 
Atualização da declinação magnética 
 
Exemplo: Declinação magnética para 2000 é de 22°30’W, aumento de 10’ ao ano. 
Em 2003 a declinação magnética no local será calculada da seguinte forma: 
 
2000 – 22° 30’ 
 
Correção – +30’ 
 
2003 – 23° 00’ 
 
 
 
Desvio da Agulha Magnética (dag) 
 
 
A bordo de um navio mercante fabricado em aço, existe um campomagnético causado 
pela sua própria estrutura e a carga que está transportando. 
 
 
Por essa razão, devemos calcular o desvio da agulha frequentemente através de 
alinhamentos ou azimutes. Os desvios da agulha podem ser para leste ou para oeste. 
 
 
 
21 
 
 
 
desvio da agulha magnética 
 
Exemplo: dag = 2° W 
 
 
Variação da Agulha Magnética (vag) 
 
A variação da agulha magnética é o somatório algébrico da declinação magnética 
com o desvio de agulha. 
 
 
 
 
 
 variação da agulha magnética 
 
 
22 
 
Exemplos de cálculo: 
 
 
a) dmg = 18° W e dag = 2° E 
 
Vag = 18 – 2 
 
Vag = 16° W 
 
 
b) dmg = 17° W e dag = 1° W 
 
Vag = 17 + 1 
 
Vag = 18 W 
 
Rumo Magnético 
 
É o ângulo entre o Norte Magnético e a proa do navio. É contado no sentido horário 
de 000° a 360°. 
 
 
 
 Rumo magnético 
 
 
23 
 
Rumo da Agulha 
 
 
É o ângulo entre o Norte da Agulha e a proa do navio. É contado no sentido horário de 
000° a 360°. 
 
 
 
 
 Rumo da agulha 
 
 
 
 
 
 
 
24 
 
Marcação verdadeira 
 
É o ângulo entre o Norte Verdadeiro e o objeto a ser marcado: farol, ponta, ilha, etc. É 
contada de 000º a 360º no sentido horário. 
 
 
 
Marcação verdadeira 
 
Marcação Magnética 
 
É o ângulo entre o Norte Magnético e o objeto a ser marcado. É contada de 000° a 
360° no sentido horário. 
 
 
 
 Marcação magnética 
 
25 
 
Marcação da Agulha 
 
É o ângulo entre o Norte da Agulha e o objeto a ser marcado. É contado de 000° a 
360° no sentido horário. 
 
 
 
 Marcação da agulha 
 
Marcação Relativa 
 
É o ângulo entre a proa da embarcação e o objeto. É contada no sentido horário de 
000° a 360° a partir da proa da embarcação. 
 
 
 Marcação relativa 
26 
 
Marcação Polar 
 
É o ângulo entre a proa da embarcação e o objeto. É contada da proa para boreste e 
para bombordo de 000° a 180°. 
 
 
 
 Marcação polar 
 
2.4 Plotagem da posição 
 
A determinação da posição na carta náutica é feita através das coordenadas 
geográficas: latitude e longitude. São utilizados os instrumentos normais do navegador: a 
régua de paralelas e o compasso de navegação. 
 
 
 
 Régua de paralelas e compasso 
27 
 
a) Dadas as coordenadas, plotar uma posição na carta: 
 
Seja por exemplo: plotar a posição 41º 09.5’ N e 070º 44.0’ W. Com a régua paralela 
traça-se um paralelo correspondente à latitude. Com o compasso, mede-se na escala de 
longitude a abertura conveniente que leva-se para cima do paralelo traçado. 
 
 
 
Plotando uma posição na carta 
 
 
b) Dado um ponto na carta, determinar suas coordenadas: 
 
Com o compasso de navegação e uma das pontas na posição, descreve-se um arco 
tangenciando o paralelo mais próximo. Leva-se, sem mexer na abertura, até a escala das 
latitudes. Posiciona-se sobre o paralelo da maneira indicada e lê-se o número de graus e 
minutos. 
 
Com o compasso e uma das pontas na posição, descreve-se um arco tangenciando o 
meridiano mais próximo. Leva-se, sem mexer na abertura, até a escala de longitudes. 
Posiciona-se sobre o meridiano da maneira indicada na figura e lê-se o número de graus e 
minutos. 
 
 
 
 Determinando as coordenadas de um ponto 
 
28 
 
c) Dados dois pontos, determinar o rumo entre eles: 
 
Na figura aparecem dois pontos A e B já plotados; vamos traçar o rumo entre os dois 
pontos. Para se medir o rumo entre eles, une-se por uma linha reta os dois pontos, coloca-se 
a régua de paralelas sobre a linha e leva-se a régua até a rosa dos ventos mais próxima; 
encontraremos o rumo verdadeiro 055º. 
 
 
 
 Determinando o rumo entre dois pontos 
 
d) Medir distância entre dois pontos: 
 
As distâncias são medidas em milhas náuticas; cada milha náutica tem 1.852 metros. 
Nas cartas náuticas as distâncias são medidas na escala de latitudes. 
 
Devemos colocar uma das pontas do compasso no início do trecho a medir e a outra 
ponta no outro ponto; pega-se esta distância medida no compasso e lê-se na escala de 
latitude quantos minutos vão corresponder (cada minuto de latitude corresponde a uma milha 
náutica). No caso de grandes distâncias, divide-se o trecho e mede-se passo a passo. 
 
 
 
 Medindo distâncias 
29 
 
2.5 Derrota na carta náutica 
 
O traçado da derrota na carta náutica exige conhecimentos sobre utilização das cartas 
náuticas; é necessário estabelecer o ponto de partida e o ponto de chegada e o caminho que 
será utilizado para ir de um ponto a outro. 
 
Após determinados estes pontos, traçam-se os rumos entre os trechos como já foi 
explicado, considerando-se os efeitos de ventos e correntes da região na qual se pretende 
navegar. 
 
Nos trechos da derrota devemos ter informações sobre as distâncias entre os pontos, 
velocidade que o navio vai navegar e o tempo de viagem que vai ser necessário. Com esses 
dados e mais os dados de vento e corrente, podemos saber os momentos das mudanças de 
rumo e o próximo rumo a seguir, o tempo de viagem em cada trecho e a Hora Estimada de 
Chegada (ETA). 
 
 
 
 Trecho de derrota com pontos A, B e C. 
 
 
 
Rumos AxB _________ BxC __________ 
 
 
Distâncias AxB _________ BxC __________ 
 
 
Tempo de Viagem AxB _________ BxC __________ 
 
 
 
 
30 
 
2.6 Equipamentos náuticos 
 
2.6.1 Agulhas 
 
Agulha magnética 
 
É baseada na propriedade de que uma barra magnética suspensa levemente por um 
fio aponta sempre para o Norte Magnético. A bordo, a agulha magnética está instalada no 
tijupá, o mais longe possível das influências dos ferros de bordo. 
 
Requisitos essenciais para uma boa agulha: 
 
• Sensibilidade 
 
A agulha deve indicar as inúmeras variações de rumo. 
 
• Estabilidade 
 
O rumo indicado pela agulha deve ser mantido a despeito dos movimentos de caturro, 
balanços e arfagem do navio. 
 
 
 
 Agulha magnética 
 
 
2.6.2 Agulha giroscópica 
 
É a agulha que nos fornece o Norte Verdadeiro. Ela se baseia no princípio do 
giroscópio livre, um motor que tem liberdade para girar em torno de três eixos: um eixo de 
rotação, um eixo horizontal e um eixo vertical. Um giroscópio, quando em alta velocidade, 
apresenta duas propriedades: inércia giroscópica e precessão. 
 
31 
 
Inércia giroscópica é a propriedade que o giroscópio livre tem de manter seu eixo de 
rotação sempre apontado para o mesmo ponto. 
 
Precessão é a propriedade que o giroscópio livre tem de, ao ser aplicada uma força 
tentando deslocar o eixo de rotação de sua direção, em vez de o eixo se mover na direção da 
força o faz num plano que forma 90° com a direção da força aplicada. Aproveitando-se dessas 
duas propriedades e aplicando-se forças convenientes, podemos orientar nosso rotor para o 
meridiano geográfico. 
 
 
 
 Agulha giroscópica 
 
 
2.6.3 Piloto automático 
 
 
É um aparelho para controle automático do rumo. 
Este aparelho permite manter o navio no rumo sem 
necessidade de timoneiro. Além de dispensar o 
homem do governo do navio, o piloto automático 
apresenta a vantagem no consumo de combustível e 
menor desgaste de máquina do leme. 
 
 
 
 
 
 
 Piloto automático 
 
 
 
32 
 
2.6.4 Odômetro 
 
São aparelhos que indicam a distância percorrida. 
 
• Odômetro do tipo Pitot (odômetro de fundo) 
 
Pressão estática do fluido é a pressão que o fluido 
em repouso exerce sobre um corpo imerso. 
 
Pressão dinâmica é a pressão que o corpo exerce 
devido a seu movimento. 
 OdômetroPressão total é a soma das duas pressões. 
 
O odômetro do tipo Pitot possui uma haste sensora, em cujo interior existem dois 
tubos; um tubo que abre para vante e outro que abre para ré. Quando o navio se movimenta 
para vante, a porta de vante recebe pressão total. O tubo que abre para ré fica exposto à 
pressão estática. Conhecendo-se as duas pressões, pode-se calcular a pressão dinâmica que 
dá a velocidade do navio. 
 
• Odômetro Doppler 
 
Efeito Doppler é a mudança da freqüência de uma onda quando a fonte de vibração e 
o observador estão em movimento. 
 
Um odômetro Doppler possui no corpo um transdutor de emissão e um de recepção. A 
diferença de entre a emissão e a recepção do sinal é diretamente proporcional à velocidade 
do navio. 
 
2.6.5 Anemômetro 
 
Instrumento utilizado para medir a 
velocidade do vento, que é obtida em m/seg, 
km/h, nós ou através da escala de Beaufort, 
que coloca faixas de velocidade do vento 
numa escala que vai até a força 12 
(furacões). 
 
O anemômetro consiste basicamente 
de três ou mais conchas montadas em hastes 
horizontais, que são fixadas em um eixo 
vertical. As rotações do eixo vão gerar 
informações de velocidade do vento para um 
indicador; as leituras dos anemômetros são 
afetadas pela velocidade do navio e devem 
ser corrigidas para se determinar a 
velocidade real do vento; isto é feito por meio 
de comparações dos vetores velocidade e 
direção do vento aparente e rumo e 
velocidade do navio. 
 
 Anemômetro 
 
33 
 
 
 
Antena radar 
 
2.6.6 Radar 
 
Radar é um aparelho eletrônico que usa a reflexão de ondas-rádio para detectar 
objetos que não são visíveis normalmente, por estarem na escuridão, ocultos por nevoeiros 
ou por estarem a grandes distâncias, etc. 
 
A palavra RADAR tem origem nas letras iniciais da frase em inglês: “Radio Detection 
And Ranging “. 
 
Os radares para navegação marítima operam nas faixas de freqüências “X” e “S”. 
 
Os radares modernos são radares ARPA, que fornecem todas as informações para o 
navegador automaticamente. Além de apresentarem muitos recursos, fornecem uma imagem 
bem definida e colorida, facilitando a tomada de decisões. 
 
 
 Koden Radar PC 
34 
 
A apresentação do PPI (Plan Position Indicator) de um radar pode ser de dois tipos: 
 
• apresentação em movimento relativo 
 
 
• presentação em movimento verdadeiro 
 
 
Na apresentação em movimento relativo o navio aparece fixo no centro da tela; os 
alvos e a terra é que se movimentam. 
 
Na apresentação em movimento verdadeiro o navio e os alvos se movimentam na tela; 
a terra e os alvos fixos permanecem parados. 
 
 
 
Apresentação em movimento relativo não estabilizada. 
 
Em (A) temos que o nosso navio segue um rumo qualquer. Então ele altera o rumo 
para boreste de 60º. 
 
Em (B) temos que a imagem se desloca sobre a tela para bombordo, ficando toda 
borrada e impedindo a tomada de marcações e distâncias acertadas até uns poucos minutos 
após a alteração. O pequeno eco, que representa uma bóia, também fica borrado. 
 
2.6.7 Ecobatímetro 
 
Os ecobatímetros medem a 
profundidade local, por meio da 
emissão de pulsos e a recepção do 
seu eco após tocar no fundo do mar. A 
profundidade medida é a partir do 
fundo da embarcação; para 
encontrarmos a profundidade do local, 
devemos somar o calado da 
embarcação. 
 
 
 Ecobatímetro 
 
 
35 
 
2.6.8 Sistema de posicionamento global (GPS) 
 
O GPS é um sistema de rádio-navegação baseado em 24 
satélites, dimensionado e aprovado pelo sistema de 
defesa dos Estados Unidos. O GPS permite que os 
usuários, em terra, no mar ou no ar determinem suas 
posições através das coordenadas geográficas: latitude 
e longitude, altitude, velocidade e hora. O sistema 
fornece informações vinte e quatro horas para qualquer 
lugar do mundo, não sofrendo interferências das 
condições atmosféricas no local. 
 
Componentes do sistema 
 
Seguimento espacial 
 
São 24 satélites transmitindo sinais em 6 órbitas a 20.200 km, com uma inclinação de 
55º, cada satélite efetuando uma volta a cada 12 horas. Os satélites têm vida útil de 10 anos 
aproximadamente, necessitando de periódicas substituições. 
 
Seguimento de controle 
 
É responsável pela monitoração, geração, correções e avaliação de todo o sistema, 
existe uma estação central nos Estados Unidos e monitoras em outros pontos da terra. 
 
Diferencial GPS (DGPS) 
 
É uma técnica usada em tempo real para remover a maioria dos erros que o GPS 
possa apresentar. O DGPS consiste em um receptor GPS estacionário sobre um ponto de 
coordenadas conhecidas (estação base), que no caso de navegação na costa brasileira são 
utilizadas as estações radiogoniométricas da Marinha. Como esses receptores conectados à 
estação base estão relativamente próximos, irão experimentar erros similares que serão 
corrigidos, chegando à precisão de 5 m. 
 
 
 DGPS, receiver e antena 
 
Termos utilizados no GPS: 
 
 
Ao navegar utilizando o GPS, devemos levar em consideração alguns termos próprios 
do equipamento: 
 
 
36 
 
• TRK ou BRG 
 
É o rumo apresentado pelo GPS: o instrumento já fornece o rumo verdadeiro. 
 
• COG 
Rumo no fundo: é a direção resultante realmente navegada, desde o ponto de partida 
até o ponto de chegada, num determinado momento, ou seja, o rumo no fundo é a resultante 
entre o rumo na superfície e a corrente. 
 
• VMG 
Velocidade no fundo: é a velocidade ao longo da derrota realmente seguida em relação 
ao fundo do mar, desde o ponto de partida até o ponto de chegada. 
 
• SOA 
Velocidade de avanço: é aquela com a qual se pretende progredir ao longo da derrota 
planejada. Os cálculos do ETA e do ETD são feitos baseados nesta velocidade. 
 
• ETA 
Hora estimada de chegada 
 
• ETD GPS 
Hora estimada de partida 
 
 
• MOB 
Homem ao mar: esta tecla do GPS permite que, em caso de homem ao mar, 
imediatamente após ser acionada, o GPS insere um ponto chamado MOB com a posição 
atual e ao mesmo tempo executa a função GO TO (vá para), considerando este ponto como 
destino. 
 
2.8 Sistema de Socorro e Segurança Marítimos (GMDSS) 
 
A Convenção SOLAS determina que o Comandante de qualquer navio no mar ao 
receber um sinal de perigo de outro navio, aeronave ou embarcação de sobrevivência deverá 
prosseguir a toda velocidade para o local do incidente a fim de prestar auxílio às pessoas em 
perigo. 
 
O princípio básico do GMDSS é que as autoridades de busca e salvamento, 
localizadas em terra e os navios que estejam nas proximidades, sejam rapidamente alertados 
sobre o incidente, assim como poderão participar das operações de busca e salvamento. 
 
Os equipamentos requeridos para serem instalados em um navio são determinados 
basicamente pela sua área de operação. 
 
• Área A1 
Área dentro da cobertura radiotelefônica com no mínimo uma estação costeira VHF, 
em que um permanente alerta de chamada seletiva (DSC) seja disponível, cerca de 20 a 30 
milhas náuticas. 
 
• Área A2 
Área excluindo a área A1 dentro da cobertura radiotelefônica, com no mínimo uma 
estação em MF, em que um permanente alerta DSC seja disponível cerca de 100 milhas 
náuticas. 
37 
 
• Área A3 
Área excluindo as áreas A1 e A2 dentro da cobertura de um satélite geo-estacionário 
INMARSAT, em que um permanente alerta seja disponível. Esta área está entre 70º N e 70º 
S, que é a faixa de cobertura dos satélites INMARSAT. 
 
• Área A4 
Área que fica fora das áreas A1, A2, A3. 
 
Sistema de comunicação no GMDSS 
 
As comunicações por satélite são particularmente os elementos mais importantes do 
GMDSS. O sistema INMARSAT emprega quatro satélites geo-estacionários e opera as 
estações terrenas de navio (SES) na banda 1.5 e 1.6 GHz banda L, provendo-as com os 
recursos de alertade socorro e capacidade para comunicação por radioteleimpressão e 
radiotelefonia. 
 
As Balizas Radio Indicadoras de Posição em Emergência (EPIRB) de 1,6 GHz (banda 
L) também são usadas para gerar alerta de socorro, assim como as EPIRBs de 121,5 e 406 
MHz que utilizam o sistema COSPAS-SARSAT com seis satélites que estão em órbita polar, 
sempre com o objetivo de identificar o navio e sua posição em caso de alerta de socorro. 
 
 
Comunicação a longa distância 
 
É utilizada a comunicação em HF como alternativa para 
a comunicação por satélite. 
 
HF 
 
 
 
Comunicação a média distância 
Neste tipo de comunicação é utilizada a MF fazendo-se a 
comunicação navio/terra, navio/navio e terra/navio. É utilizada a 
frequência 2.187,5 KHz usada para alerta de socorro e 
chamadas de segurança usando-se o DSC. 
 VHF 
 
 
Comunicação a curta distância 
O VHF é utilizado na freqüência de 155.525 MHz (canal 
70) para alertas de socorro e chamadas de segurança, usando- 
Se DSC e 156.800 MHz (canal 16) para tráfego de socorro e 
segurança por radiotelefonia, inclusive comunicação de 
coordenação SAR na área de ação. 
 VHF portátil 
 
 
 
 
 
 
 
38 
 
 
Bibliografia 
 
BARROS, Geraldo Luiz Miranda de. Navegar é fácil. Rio de Janeiro: Marítima, 1999. 
 
BARROS, Geraldo Luiz Miranda de. Navegando com a eletrônica. 1 ed. Rio de Janeiro: 
Catau, 1995. 
 
BRASIL. Marinha do Brasil. Diretoria de Portos e Costas. Regulamento Internacional para 
Evitar Abalroamento no Mar – RIPEAM-1972. Rio de janeiro, 1996. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
39 
 
2.7 Balizamento 
 
2.7.1 Conceitos 
 
Balizamento pode ser definido, resumidamente, como o conjunto de regras aplicadas a 
todos os sinais fixos e flutuantes (com exceção de faróis, faróis de setores, sinais de 
alinhamento, barcas faróis e bóias gigantes) que permitem a todos os navegantes identificar 
os limites laterais dos canais navegáveis, os perigos naturais e outras obstruções, entre as 
quais cascos soçobrados, outras zonas ou acidentes marítimos importantes para os 
navegantes e os novos perigos. 
 
Sem estes limites determinados, o navegador teria muita dificuldade de navegar; seria 
preciso o conhecimento pleno do lugar, suas modificações naturais, pela prática aplicada, 
como fazem os práticos da barra oriental do rio Amazonas. 
 
Este sistema de balizamento compreende cinco tipos de sinais. 
 
 
 
2.7.2 Sistemas de balizamento 
 
 
No Brasil, na Europa e em muitos outros países, o balizamento adotado é a IALA B. 
“IALA”, que em Inglês quer dizer “International Association of Lighthouse Authorities”, 
pode ser dividido em “IALA A” e “IALA B”. 
 
Para se distinguir basicamente a IALA B (sistema usado no Brasil) e a IALA A (usado 
nos Estados Unidos), simples e basicamente, invertem-se as bóias que determinam as 
margens encarnadas para verdes e vice-versa. 
 
 
 
 
40 
 
2.7.3 Sistema IALA B 
 
Sinais laterais 
 
Os sinais laterais são geralmente utilizados para os canais bem definidos. Estes sinais 
indicam os lados de Boreste e Bombordo do caminho a seguir. Por exemplo, na entrada de 
um canal, acesso de um porto ou entrada de um rio (ou seja, subindo o rio no sentido 
contrário da sua direção natural) a bóia encarnada ficará a BE da embarcação (pode ser cega 
ou luminosa; se for luminosa, exibe vários lampejos encarnados em qualquer ritmo (exceto 2 
+ 1). A bóia verde, cega ou luminosa, que exibe vários lampejos verdes em qualquer ritmo 
(exceto 2+1) fica a BB da embarcação. 
 
Exemplo: a bóia encarnada que fica a BE da entrada do canal pode ser da forma 
cônica, pilar ou charuto. 
 
 
 
A bóia verde fica a BB da entrada do canal; pode também ser da forma cônica, pilar ou 
charuto. 
 
 
 
 
41 
 
Sinais de canal preferencial 
 
Há também a possibilidade de bifurcação dos canais. Então aparecerão bóias 
encarnadas com uma faixa verde (canal preferencial a BB desta bóia); Ou ao contrário, 
quando se encontra uma bóia verde com uma faixa encarnada (Canal preferencial a BE desta 
bóia). 
 
 
 
Elas piscarão em 2 lampejos + 1 lampejo encarnado se for preferencial a BB e verde (2 
lampejos + 1 lampejos verde ) se for preferencial a BE. 
 
 
 
 
 
 
 
 
42 
 
Sinais cardinais 
 
Bóia de Sinal Cardinal Norte 
 
As bóias do sinal cardinal norte, tanto de dia (dois cones, um sobre o outro com o 
vértice para cima, de cor preta sobre a amarela - PA), quanto de noite, com lampejos brancos 
rápidos ou muito rápidos ininterruptos, indicam que as águas mais profundas estão ao norte 
deste sinal, ou indicam ainda o quadrante em que o navegador deve se manter. 
 
 
 
Bóia de Sinal Cardinal Leste 
 
Tanto de dia (dois cones pretos unidos pela base, de cor preta com uma larga faixa de 
cor amarela - PAP), quanto de noite, com 3 lampejos brancos rápidos (10s) ou muito rápidos 
(com intervalos de 5s), indicam que as águas mais profundas estão a leste deste sinal, ou 
indicam o quadrante em que o navegante deve se manter. 
 
 
 
 
43 
 
Bóia de Sinal Cardinal Sul 
 
Tanto de dia (2 cones pretos com os vértices para baixo de cor amarela sobre preto - 
AP), quanto de noite, com 6 lampejos brancos rápidos (em intervalos de 15s) ou muito rápidos 
(em intervalos de 10s), indicam que as águas mais profundas estão ao Sul deste sinal, ou 
indicam o quadrante em que o navegante deve se manter. 
 
 
 
 
 
Bóia de Sinal Cardinal Oeste 
 
Tanto de dia (2 cones pretos um sobre o outro unidos pelo vértice de cor amarela com 
uma larga faixa preta - APA), quanto de noite (9 lampejos brancos rápidos em intervalos de 
15s ou muito rápidos em intervalos de 10s), indicam que as águas mais profundas estão a 
Oeste do sinal, ou o quadrante em que o navegante deve se manter. 
 
 
44 
 
Outros sinais do balizamento e suas características luminosas 
 
Sinais de perigo Isolado 
 
 
Indicam os perigos isolados, de tamanho limitado, que devem ser entendidos como 
aqueles em torno dos quais as águas são seguras. De dia - duas esferas pretas uma sobre a 
outra de cor preta com uma ou mais faixas encarnadas horizontais; de noite - 2 lampejos 
brancos por período. 
 
 
 
 
Sinais de águas seguras 
 
 
Indicam que em torno de tais sinais as águas são seguras (de dia - apresenta uma 
esfera encarnada, se houver. É de cor branca com faixas encarnadas verticais; de noite – luz 
branca isofásica, de ocultação ou de lampejo de 10s por período, ou exibe a letra A do código 
morse. 
 
 
 
45 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
46 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3. MANOBRAS DA EMBARCAÇÃO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MARÍTIMO 
CFAQ-I-C-M 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
47 
 
Manobras da Embarcação 
 
 
 
 
 Construção flutuante, feita de madeira ou ferro, que transporte com segurança pessoas 
ou carca, quer no mar ou no rio. 
 
das do 
Proa - É a região que fica na extremidade de vante da embarcação. 
Popa - É a região que fica na extremidade de ré da embarcação. 
 
da 
 
Meia É a que fica a 
É lado da 
É o da 
BB É lado da 
É o que o 
É o que o 
 
É a do que fica da 
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48 
 
 
de 
 
 
Tipo 
É um dos em todo o dos o seu 
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49 
 
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50 
 
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É uma de cuja é aos 
na um furo ao do 
 
É a da com os 
Unhas - São as extremidades dos braços em forma de pontas 
 
Patas - São as extremidades dos braços em forma triangular 
 
Braços - São dois ramos de uma barra de ferro curva, unida à extremidade mais 
grossa da Haste; finalmente 
 
Orelhas - São as extremidades laterais das patas
Âncora de Roça ou Esperança 
 
É uma âncora sobressalente, do mesmo tipo e peso das âncoras de fica 
instalada no escovem próprio para ela, ou no convés
 
Âncora de leva ou 
 
É a âncora utilizada nas manobras de fundeio do navio e fica instalada nas 
Cada normalmente possui duas. 
51 
 
Âncora de Popa 
 
É qualquer âncora instalada na popa das embarcações, sem levar em conta seu tipo 
utilização
Identificação das posições do Ferro em Manobra 
 
Espartilhar uma Âncor Significa colocá-la sobre a borda deixando o cepo quase na 
vertical; 
Entocar: Diz-se os braços do Ferro estão por voltas da 
Encepado: Diz-se do Ferro quando apresenta o Cepo preso por voltas da 
Gurnir: É a de introduzir o Ferro no 
Arrancou Quando o Ferro arranca do fundo Verifica-se quando a amarra fica 
oscilando na vertical; 
Ferro a Olho: Quando o Anete do Ferro surge na Superfície; 
Pelos Quando a Cruz do ferro surge ao lume água
Ferro em Cima: Quando o Anete chega ao 
Ferro no Quando o ferro no 
Bóia de arinque 
 
É uma peça de metal, ferro ou fibra, com formato de losango, empregada para 
local que foi lançado o Ferro. O Arinque deve ter 1" de bitola e seu 
cumprimento é de 1/3 da profundidade do Ponto de Fundeio. 
 
Seu tamanho padrão é de 35 cm de diâmetro por 65 cm de compriment
 
Serve para facilitar a do Ferro em caso de a amarra partir. 
 
 
 
Bóia de arinque 
52 
 
Amarras 
 
São fortes correntes de ferro ou aço forjado formadas de elos com Estáis ou 
Malhetes destinadas ao serviço de arriar ou içar o Ferr
 
Amarras 
 
Quartéis da Amarra 
 
Cada Amarra possui divisões chamadas de Quartel
Cada Quartel 15 Braças ou 27, 
Os Quartéis são ligados através de Elos Patentes ou Manilhas de Ligação
O 1° Quartel tem 20 Braças
Amarra Pad 
 
Possui 185 m 
 
Que é igual a da milha marítim ; 
Uma milha marítima equivale a 
Estáis ou Malhetes 
 
São travessões que ligam internamente os elos da Amarra 
 
Possui 20% a mais de resistência do que os elos comuns da Amarra
Posição da Amarra em ao Navio 
 
 Amarra a Pique; 
 
 Amarra a Pique de Estái; 
 
Amarra dizendo para Vante ou 
 Amarra dizendo para BE ou BB 
53 
 
Amarra a Pique 
 
Quando a direção é perpendicular a superfície da água
 
Amarra a Pique de Estái 
 
Amarra a Pique de Estái Quando a direção da Amarra está paralela ao estái de vante 
mastro. 
 
Amarra para Vante ou Ré 
 
Quando a mesma estiver paralel a uma dessas posições
 
Amarra para BE ou 
uma que o 
ao de onde ela 
Finalidade dos estáis e malhetes 
 Aumentar a resistência de cada elo; e 
 Impedir a deformação dos demais elos quando submetidos a um esforço muito 
grande. 
 
das 
 Elo 
 e 
 da 
 
 
É uma de ferro que giro da não a 
 
 
54 
 
da 
 
É uma trapa em das um gato de 
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uma no 
 
 
da da 
 
o bem no a 
o e a junto com o freio do 
 o 
 
de nas 
 
de ligar os da 
de para o do à 
Fixação da Amarra ao Paiol 
 
A Amarra desce por uma abertura circular existente no convés chamada de Gateira. 
Chegando ao Paiol, passa por dentro de um arganéu chamado de Paixão, indo talingar o 
chicote em um gato de escape ou manilha que fica fixo ao teto ou antepara de ré do paiol, 
chamada de Malha ou Braga. 
 
Marcação da Amarra 
 
Pinta-se os Elos de Ligações dos Quartéis nas cores: Vermelho, Branco e Azul, conforme o 
número de ordem dos Quartéis. O Branco facilita a contagem durante a noite e todos os Elos 
do Penúltimo e último quartel, são pintados de Amarelo e Vermelho. 
 
Fundeio a Pé de Galo 
 
Consiste em depois de fundeado o navio, largar o outro ferro 
 
Notas sobre Suspender e Fundear: 
 
Sempre que o navio estiver com o ferro no fundo, o outro tem que estar pronto para largar. 
 
"A Garra", é quando o navio é levado pelo vento ou maré, mesmo estando fundeado. 
 
Notas sobre Suspender e Fundear: 
 
 Navio a Matroca: Quando o navio segue ao sabor da correnteza sem arrastar âncoras 
ou amarras; 
 
55 
 
 Sempre deverá manter-se um vigia para informar ao Comando a posição da marra; e 
 
 Em profundidade de mais de 20m deve-se arriar parte da amarra pelo guincho para 
evitar que caia com grande velocidade. 
 
Requisitos de um bom Fundeadouro 
 
 Deve ser abrigado, sem correntes, ventos ou vagas fortes; 
 O fundo deve ser de boa tensa; 
 Deve haver espaço para o giro do navio; e 
 Não deve ter muita profundidade. 
 
(Tensa) 
 
Areia firme, lodo e lama; 
 
Os fundos de pedra devem ser evitados, pois o unhamento é difícil, podendo prender 
numa pedra, e o ferro pode partir-se ao cair sobre a pedra. 
 
Características e Função das Espias 
 Leve; 
 Resistente; e 
 Flexível. 
 
Numeração Padrão das Espias 
Espia n° 1 
Lançante de Proa - Impede que o navio caia a ré. 
 
Espia n° 2 
Espringue de Proa - Impede que o navio caia avante, lançada da proa para a ré do navio. 
 
Espia n° 3 
Lançante de bochecha - Impede que o navio caia a ré, lançada da proa avante do navio. 
 
Espia n° 4 
Través - Impede que o navio se afaste do cais. 
 
Espia n° 5 
Lançante de Alheta - Impede que o navio caia avante, lançada da popa para a ré do navio. 
 
Espia n° 6 
Espringue de Popa - Impede que o navio caia a ré, lançada da popa para a vante do navio. 
 
Espia no 7 
Lançante de Popa - Impede que o navio caia a vante, lançada da popa para e ré do navio. 
56 
 
 
 
 Amarração padrão 
 
A amarração da figura não é necessária a todas as embarcações, uma vez que se trata de 
amarração total, considerando-se todas as correntes e ventos atuando e ainda como se a 
duração do navio no cais fosse por muito tempo. Tendo a convicção do valor de cada espia 
(lançante, espringues e través), podemos usar nas atracações em águas restritas, apenas 
aquelas que julgarmos necessárias, podendo ainda dobrá-las quando for preciso. 
 
• As espias 1, 3 e 6 (lançante de proa, lançante de bochecha e espringue de popa), impedem 
que a embarcação caia a ré; 
 
• As espias 2, 5 e 7 (lançante da bochecha, lançante da alheta e lançante de popa), impedem 
o caimento para vante; 
 
• A espia 4 (través), impede que o navio se afaste do cais. 
 
Observação: Quando necessário, as espias poderão ser dobradas, ou seja, são passadas 
novas pernadas fazendo o mesmo caminho das primeiras. 
 
 
 
Fraseologia Padrão utilizada nas manobras de atracação e desatracação 
 
 
Atracar: Amarrar o navio no cais ou em outro navio por meio de espias; 
Desatracar: Largar as espias de onde estão amarradas; 
Atracado ao Cais: Quando lança as espias diretamente para o cais; 
Atracado a contra-bordo: Quando lança as espias a outro navio; 
Agüentar sob volta: Significa segurar um cabo dando uma ou mais voltas em um cunho ou 
cabeça, mantendo-o sob mão; 
Alar: Significar exercer tração em um cabo na execução de qualquer manobra; 
Leva arriba: Entrar com o cabo caminhando sem parar; 
Brandear: Folgar ou dar mais seio ao cabo; 
Bossas: Cabos ou correntes que servem para amarrar embarcações miúdas; 
Coçado: Quando o cabo está ferido em consequência do atrito; 
Colher o cabo: Significa arrumá-lo em aduchas; 
57 
 
Dar saltos: Folgar o cabo repentinamente a fim de folgá-lo; 
Dobrar amarração: Quando se passa uma espia adicional onde já existe outra; 
Encapelar: Significa colocar a alça de uma espia no cabeço; 
Espia: Cabo que varia de 2,5" à 8"; 
Morder um cabo: Significa passar uma pernada do cabo por cima da outra; 
Socairo: Nomedado a parte do cabo que trabalha sob mão logo após o cabrestante; 
Solecar: Aliar, ou seja, dar mais folga ao seio do cabo. 
 
 
Cabrestantes 
São eixos que trabalham na vertical para ajudar na manobra com a espia. Ajuda à 
atracação do navio. São movidos elétrica ou mecanicamente. 
 
 
Molinetes 
São eixos que trabalham na horizontal desde que seja movido elétrica, ou 
mecanicamente Geralmente utilizado para gurnir o 
Molinetes 
58 
 
Sarilho 
 
São eixos na vertical, utilizado geralmente para guardar um cabo. Não tem 
propulsão. É movido manualmente. 
 
 
 
Luzes de Navegação 
 
Luz Verde: BE 
 
Luz Encarnada: BB 
 
 
Rumos Cruzados 
 
Quem manobra a embarcação? 
 
A embarcação que manobra é a que avista a luz encarnada por BE; Diminui-se a 
velocidade e manobra pela popa da outra embarcação. 
 
 
 
 Rumos Cruzados 
 
 
 
Roda a Roda 
 
Embarcações na situação em rumo de colisão, Proa com Proa. Ambas guinam para 
Boreste 
 
59 
 
 
 
Roda a Roda 
 
 
Vozes de Manobra para o Timoneiro 
 
Leme a BB ou BE X0: Carregar o leme para o bordo indicado o número de graus 
ordenado. Caso não seja especificado o timoneiro deverá atender com 15° e cantar a 
proa a cada 10°. 
 
Todo Leme a BB ou BE: Carregar o leme a 25°. Só chegar a 30° com ordem 
expressa. 
 
Vozes de Manobra para o Timoneiro 
 
Nada para BE ou BB: Governar no rumo indicado evitando sair do rumo. 
 
Alivia o Leme: Ir desfazendo o leme gradativamente e cantar a proa a cada 10°. 
 
Leme a Meio: Marcar na rosa de manobra 000° ou 360°. 
 
 
Vozes de Manobra para o Timoneiro 
 
Quebra a Guinada: Carregar o Leme para o bordo oposto àquele que se achava 
carregado, até a proa parar de guinar, depois trazer o leme a meio e cantar a proa; 
 
Inverte o Leme: Carregar o leme para o bordo oposto ao que se achava carregado. 
 
Marque a Proa: Ler imediatamente o rumo da rosa de manobra. 
 
Vozes de Manobra do Timoneiro 
 
Bom Governo: Manter-se firme no rumo, pois está saindo mais do que 5° para cada 
bordo. 
 
Como diz o Leme: Informar quantos graus está carregado e o Bordo do Leme. 
 
 
60 
 
Vozes de Manobra do Timoneiro 
 
Qual a tendência do Leme: Informar o nº de graus para BB ou BE que deve manter 
carregado o leme para manter o rumo indicado. 
 
A Caminho: Comunicação feita pelo Timoneiro logo após se firmar no rumo indicado. 
 
Ciente: Ordem dada somente por quem ordena a manobra, para tomar ciência que 
a ordem dada foi cumprida. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
61 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
62 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
COMUNICAÇÕES 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MARÍTIMO 
CFAQ-I-C-M 
 
 
63 
 
 
4.1 Modos de operação simplex, dúplex e semi-dúplex 
 
 
As comunicações em radiotelefonia são feitas em canais próprios para cada faixa de 
freqüência. Um canal pode ser: 
 
Simplex – quando a freqüência de transmissão e recepção é a mesma. Apenas a 
transmissão ou a recepção pode ser feita a cada vez, ou seja, você poderá ouvir a outra 
Estação apenas quando terminar de falar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Dúplex – quando a freqüência de transmissão e recepção são diferentes. A 
transmissão e a recepção poderão ser feitas ao mesmo tempo, ou seja, você pode falar e 
ouvir ao mesmo tempo a outra Estação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
64 
 
Semi-dúplex – quando a freqüência de transmissão e recepção são diferentes, mas a 
transmissão e a recepção não podem ser feitas ao mesmo tempo, ou seja, você só poderá ouvir a 
outra Estação quando terminar de falar. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4. 2 Operação do equipamento VHF: características, possibilidades e canais especiais 
 
 
O transceptor de radiotelefonia marítima, na faixa de de VHF, é comumente chamado a 
bordo apenas de “VHF”. A faixa de do VHF vai de 156,025 MHz até 162,025 MHz, distribuídos em 
88 canais, mas a quantidade de canais disponíveis dependerá do modelo de VHF que estiver 
instalado a bordo. Há modelos de 6 até 88 canais. A potência média dos VHF é de 25 W (vinte e 
cinco Watts). 
 
A faixa de do VHF não se reflete na camada da ionosfera terrestre, por isso a 
comunicação é feita com uma onda-rádio direta. Devido à curvatura da Terra, o alcance do VHF 
dependerá da altura das antenas transmissora e receptora: quanto mais altas, maior será o 
alcance. Na prática, temos um alcance máximo em torno de 50 milhas náuticas. Dependendo 
de obstáculos entre a antena transmissora e receptora, poderá não haver comunicação entre 
as Estações, mesmo se elas estiverem a uma distância menor que 50 milhas náuticas. 
 
O VHF pode ser usado para: 
• comunicações entre embarcações; 
• comunicações entre uma embarcação e uma Estação Costeira; 
• comunicações entre uma embarcação e um telefone, por meio de uma Estação 
Costeira; 
 • transmissão e recepção de mensagens de Socorro (mensagens acerca da segurança da 
vida humana no mar, ou seja, de pessoas que estejam correndo risco de vida). 
65 
 
 
 
Canais Simplex e Dúplex 
 
 
O VHF possui Canais Simplex e Dúplex. Os Canais Dúplex devem ser apenas 
utilizados para comunicações entre embarcações e Estações Costeiras, já os Canais Simplex 
tanto podem ser utilizados para comunicações entre embarcações, como para comunicações 
entre embarcações e Estações Costeiras. Portanto, use apenas Canais Simplex para 
comunicações entre embarcações. 
 
Exemplos de Canais Simplex: 6, 8, 9, 10, 11, 12, 13, 14, 15, 16, 17, 73, 74, 77. 
Exemplos de Canais Dúplex: 1, 2, 3, 4, 5, 7, 18, 19, 20, 25, 26, 88. 
Canais Especiais: 
 
• Canal 16 – Canal de chamada, canal de escuta permanente, canal de Socorro e 
Segurança. 
• Canal 6 – Canal utilizado para comunicações entre embarcações. 
• Canal 13 – Canal utilizado para comunicações de segurança entre embarcações. 
• Canal 70 – É proibida a transmissão em radiotelefonia neste canal, pois ele é 
destinado a comunicações em DSC (Chamada Seletiva Digital). 
 
4.3 Operação do equipamento HF/MF: características, possibilidades, vantagens e 
especiais 
 
O transceptor de radiotelefonia marítima, na faixa de de MF/HF, é comumente 
chamado a bordo apenas de “SSB”, isto porque esta sigla representa o tipo de modulação 
feita pelo equipamento. As embarcações que trafegam fora do raio de ação de um VHF 
(aproximadamente 50 milhas náuticas) deverão estar equipadas também com um transceptor 
SSB, que é o equipamento indicado para comunicações de média e longa distância, por 
utilizarem na faixa das Ondas Médias e Ondas Curtas, que se propagam refletindo na 
Ionosfera. As faixas de do SSB são: 2, 4, 6, 8, 12, 16, 18, 22 e 25 MHz. 
 
 
 
 
 
66 
 
 
O SSB pode ser usado para: 
• comunicações entre embarcações; 
• comunicações entre uma embarcação e uma Estação Costeira; 
• comunicações entre uma embarcação e um telefone, por meio de uma Estação 
Costeira; 
• transmissão e recepção de mensagens de Socorro (mensagens acerca 
da segurança da vida humana no mar, ou seja, de pessoas que estejam 
correndo risco de vida). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Canais de Chamada e de Trabalho 
 
 
Cada faixa de freqüência utilizada no SSB possui um Canal de Chamada, que deve ser 
utilizado para chamar uma outra embarcação (quando for Simplex) ou uma Estação Costeira 
(Simplex ou DÚPLEX) e também para chamada e tráfego de Socorro. Os Canais de trabalho 
devem ser utilizados para o tráfego de rotina. 
 
Exemplos: 
 
 
 
Número do 
canal 
Freqüência de 
recepção da embarcação 
Freqüência de transmissão 
da embarcação 
 
Tipo de canal 
Não possui 2182 2182 simplex 
421 4125 4125 simplex 
606 6516 6215 dúplex 
821 8779 8255 dúplex 
1221 13137 12290 dúplex 
1621 1730216420 dúplex 
1806 19770 18795 dúplex 
2221 22756 22060 dúplex 
2510 26172 25097 dúplex 
 
 
67 
 
Canais de Trabalho (Freqüência em KHz) 
 
 
 
Número do 
canal 
Freqüência de recepção 
da embarcação 
Freqüência de transmissão 
da embarcação 
 
Tipo de canal 
Não possui 2086 2086 simplex 
401 4357 4065 dúplex 
603 6507 6206 dúplex 
807 8737 8213 dúplex 
1219 13131 12284 dúplex 
1623 17308 16426 dúplex 
1810 19782 18807 dúplex 
2211 22726 22030 dúplex 
2506 26160 25085 dúplex 
 
 
 
Obs.: Lembramos que os Canais de Trabalho acima são apenas um exemplo de cada 
faixa de freqüência, pois o SSB possui diversos canais para cada faixa. 
 
 
4.4 Utilização das faixas “Cidadão”, de radioamador e outros meios como recursos 
auxiliares na comunicação marítima. 
 
 
Os meios de comunicação citados a seguir também podem ser utilizados a bordo das 
embarcações como meio auxiliar de comunicação, mas, em hipótese nenhuma, podem 
substituir os equipamentos VHF e SSB marítimos, ou seja, podem ser instalados e utilizados a 
bordo, mas não dispensam a instalação e uso do VHF e do SSB. 
 
 
a) A Faixa do Cidadão, também conhecida como “PX” é designada para as 
comunicações do cidadão comum em radiotelefonia, nas modalidades fixo, móvel terrestre e 
móvel marítimo. A Faixa do Cidadão opera atualmente com 65 canais Simplex, na faixa de 
26.965 KHz a 27.605 KHz. O canal 9 (27.065 KHz) é restrito ao tráfego de mensagens 
referentes a situações de emergência, o canal 11 (27.085 KHz) é restrito a chamada e 
escuta, o canal 19 (27.185 KHz) é restrito ao uso em rodovias. As estações de telecomando 
poderão utilizar qualquer um dos seguintes canais: 1T, 2T, 3T, 4T e 5T. Os demais canais 
poderão ser operados livremente. De acordo com a legislação atual, a potência máxima de 
Transmissão dos transceptores PX é de 7W (sete Watts). Normalmente, a comunicação PX 
possui um alcance reduzido, em torno de 30 km. Com uma antena especial, no período 
noturno, pode-se conseguir um grande alcance (às vezes mais de 1.000 km). Para operar uma 
Estação PX, é necessário possuir uma Licença de Estação. 
 
 
 
 
 
68 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
b) O Radioamadorismo, também conhecido como “PY”, é destinado para as 
comunicações não profissionais locais e a grandes distâncias. É permitido ao radioamador 
operar em diversas modalidades: radiotelefonia, telegrafia, transmissão de imagem e 
comunicação digital. O Radioamadorismo opera em diversas faixas de : MF, HF, VHF, UHF, 
SHF e EHF. Para operar uma Estação PY, é necessário possuir uma Licença de Estação 
Radioamador e o operador possuir um Certificado de Operador de Estação Radioamador. 
 
 
 
 
 
 
c) A Telefonia Celular proporciona radiotelefonia e mensagens instantâneas fixas, 
estacionadas, móveis terrestres e móveis marítimas. Apesar do sistema Celular não ter sido 
projetado para atender ao Serviço Móvel Marítimo, nas proximidades das principais cidades 
litorâneas, é bastante utilizado. 
 
 
 
 
69 
 
 
 
 
 
4.5 Redes de comunicações e serviços 
 
 
 
4.5.1 Serviço Móvel Marítimo 
 
 
É um serviço da EMBRATEL (Empresa Brasileira de Telecomunicações) que realiza 
comunicações telefônicas entre uma embarcação e o Sistema Terrestre de 
Telecomunicações, ou vice-versa, por meio da Rede Nacional de Estações Costeiras 
(RENEC). 
 
Eventualmente, realiza também a transmissão para uma embarcação de mensagens 
recebidas de outra. Por razões técnicas, não realiza conversações telefônicas entre 
embarcações. 
 
A UIT (União Internacional de Telecomunicações), com sede em Genebra (Suíça), 
disciplina as comunicações criando normas, distribuindo e coordenando em todo o mundo. 
Elabora diversas publicações em vários idiomas. 
 
O DR-MC (Diretoria Regional do Ministério das Comunicações) é o órgão 
subordinado ao Ministério das Comunicações, a quem compete supervisionar, no Brasil, as 
comunicações, fiscalizando as determinações da UIT e examinando profissionais, 
radioamadores e operadores rádio. 
 
 
A EMBRATEL – Empresa Brasileira de Telecomunicações, por meio da Rede 
Nacional de Estações Costeiras – RENEC, atende às necessidades do Serviço Móvel 
Marítimo (SMM) em âmbito nacional e internacional, realizando comunicações telefônicas de 
terra com navios e embarcações e bordo-terra, tendo como propósito principal a salvaguarda 
de vidas humanas no mar. 
 
70 
 
 
 
 
Eventualmente, a RENEC realiza também a transmissão para uma embarcação de 
mensagens recebidas de outra. Por razões técnicas, não realiza comunicações telefônicas entre 
embarcações. 
 
A RENEC, para tanto, é constituída de 43 estações subdivididas em cinco grupos: 
 
 
• uma estação principal localizada no Rio de Janeiro, dispondo de meios que 
possibilitam as comunicações em radiotelefonia com embarcações em qualquer ponto da 
superfície terrestre (alcance mundial); 
 
• três estações regionais localizadas em Belém, Olinda e Rio Grande. Estão 
capacitadas a realizar comunicações em radiotelefonia com embarcações navegando à 
grande distância do litoral brasileiro (alcance de cerca de 550 milhas náuticas); 
 
• duas estações locais restritas localizadas em Manaus (atendendo à navegação no 
Amazonas) e Itajaí/SC, possibilitando comunicações em radiotelefonia com embarcações que 
naveguem nos rios e dentro do mar territorial brasileiro (alcance de cerca de 200 milhas náuticas); 
 
• duas estações locais restritas localizadas em Santos e Porto Alegre, com alcance 
aproximado de 40 milhas náuticas; e 
 
• trinta e cinco estações telecomandadas localizadas em Tabatinga, Tefé, Itacoatiara, 
Parintins, Almeirim, Santarém, Macapá, Breves, São Luiz, Fernando de Noronha, Aracati, 
Fortaleza, Natal, Mossoró, Palheiros, Cabedelo, Maceió, Aracaju, Salvador, Ilhéus, Teixeira de 
Freitas, São Mateus, Vitória, Casemiro de Abreu, Rio Novo do Sul, Campos, Macaé, Angra do 
Reis, São Sebastião, Caiobá, Paranaguá, Florianópolis, Morro Reuter, Osório e Laguna. 
 
71 
 
 
 
 
4.5.2 Áreas Marítimas do Brasil 
 
 
O mar territorial brasileiro e o Oceano Atlântico são divididos pela Diretoria de 
Hidrografia e Navegação (DHN) do Comando da Marinha em áreas marítimas para fins de 
previsão do tempo. 
 
É importante conhecermos as áreas marítimas do Brasil e seus limites, pois a Marinha 
fornece a previsão de tempo, de acordo com tais áreas. 
 
Áreas Marítimas de Previsão de Tempo sob a responsabilidade do Brasil: 
 
 
• ALFA – Arroio Chuí – Cabo de Santa Marta; 
• BRAVO – Cabo de Santa Marta – Cabo Frio (Oceânica); 
• CHARLIE – Cabo de Santa Marta – Cabo Frio (Costeira); 
• DELTA – Cabo Frio – Caravelas; 
• FOXTROT – Salvador – Natal; 
• GOLF – Natal – São Luís; 
• HOTEL – São Luís – Cabo Orange; 
• NOVEMBER – Norte Oceânica (Oeste de 020°W, de 7°N a 15°S); e 
• SIERRA – Sul Oceânica (Oeste de 020°W, de 15°S a 36°S). 
 
 
 
 
72 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4.5.3 Serviços prestados pela Rede Nacional de Estações Costeiras (RENEC) 
 
 
As estações da RENEC prestam apoio à navegação e à salvaguarda da vida humana no 
mar, com os seguintes serviços gratuitos: 
• Transmissão de Aviso aos Navegantes (NX)*; 
• Transmissão de Previsões Meteorológicas (WX)*; 
• Recepção de informes meteorológicos; e 
• Recepção de Chamadas de Socorro, Urgência e Segurança. 
 
* Somente a pedido pelo VHF. 
 
 
Serviços Comerciais – Além dos serviços gratuitos, a RENEC oferece também 
Serviços Comerciais taxados, tais como telegramas, cartas radiomarítimas - SLT (telegramas com 
assuntos sociais), radioteleimpressão (radiotelex) e radiotelefonia. 
 
 
4.5.4 Freqüências de escuta, de chamada, de trabalho e suas finalidades 
 
 
As frequências nas quais se realizam respectivamente a escuta e a chamada de 
embarcações são determinadas pela UIT, por meio de Convenção Internacional. 
 
Em radiotelefonia, as frequências 2.182 KHz,4.125 KHz e o canal 16 do VHF são ao 
mesmo tempo frequências de escuta e de chamada, além de serem frequências de Socorro e 
Segurança. 
 
Além das frequências mencionadas, as seguintes frequências têm escuta permanente por 
Estações da RENEC (Rede Nacional de Estações Costeiras): 6.215, 8.255, 12.290, 16.420 e 
22.060 KHz. 
 
 
73 
 
 
 
4.5.5 Principais publicações afetas ao Serviço Móvel Marítimo 
 
 
Lista de Estações Costeiras (List of Coast Stations) e Lista de Estações de 
Navios (List of Ship Stations) – a UIT edita bienalmente estas listas, que contêm os 
dados referentes a estações costeiras e estações de navios de todo o mundo. Entre 
os dados, encontramos prefixos, localização, frequências de escuta/chamada, freqüência 
de trabalho, horário de funcionamento e tarifas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Lista de Auxílios Rádio – Este livro, publicado pela Diretoria de Hidrografia e 
Navegação (DHN), destina-se a eventuais consultas pelas embarcações. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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4.5.6 Órgãos Normativos das Comunicações Marítimas 
 
 
O Regulamento Rádio é um conjunto de normas emitidas pela União Internacional de 
Telecomunicações (UIT), agência da ONU com sede em Genebra, na Suíça, que disciplina as 
comunicações, cria normas e distribui e coordena frequências em todo o mundo. 
 
Este Regulamento é complementado por outras normas nacionais emitidas pelo 
Ministério das Comunicações, que tem como órgãos supervisores e fiscalizadores as suas 
Diretorias Regionais e órgãos executivos, a EMBRATEL e a RENEC, que prestam vários 
serviços, inclusive o Serviço Móvel Marítimo. 
 
Licença da Estação Rádio de Bordo 
 
 
Todas as embarcações que tenham Estação-Rádio a bordo, bastando para isso ter 
apenas um VHF, terão de possuir uma Licença de Funcionamento de Estação Móvel, 
fornecida por uma das Diretorias Regionais do Ministério das Comunicações (DR-MC); esse 
órgão ainda fornecerá um indicativo de chamada para a estação licenciada. Essa licença terá 
um prazo de validade de cinco anos. 
 
Em princípio, podemos afirmar que todas as embarcações de barra a fora são 
obrigadas a se equipar com uma estação radiotelefônica (VHF e, se possível, SSB); contudo, 
recomenda-se que todas as embarcações, principalmente as de transporte de passageiros, 
mesmo que empregadas em águas interiores, devam possuir tal Estação. 
 
Infrações e Penalidades 
 
 
São consideradas infrações na execução do Serviço Móvel Marítimo o 
descumprimento das disposições contidas no Códido Brasileiro de Telecomunicações, nas 
normas baixadas pela DR-MC e pelo Comando da Marinha e, ainda, nos regulamentos e 
convenções internacionais vigentes e ratificados pelo Governo Brasileiro. 
 
O executante do serviço que infringir as disposições que regulam o Serviço Móvel 
Marítimo estará sujeito às seguintes penalidades: 
• multa; 
• suspensão de até 30 dias; e 
• cassação. 
 
 
Nas infrações em que, a juízo da DR-MC, não se justificar a aplicação de penas, o 
infrator será advertido, considerando-se a advertência como agravante na aplicação de 
penas, por inobservância do mesmo ou de outro preceito legal. 
 
A pena será imposta, de acordo com a infração cometida, considerando-se os 
seguintes fatores: 
• Gravidade da falta; 
• antecedentes do infrator; e 
• reincidência específica. 
 
 
A pena de multa poderá ser aplicada isolada ou cumulativamente por infração a 
qualquer dispositivo legal, inclusive por: 
• não cumprir, em prazo estipulado, exigência feita pela DR-MC; 
75 
 
• impedir, por qualquer forma, que o agente fiscalizador execute sua missão; 
• causar, com a operação da estação ou equipamento, interferência prejudicial a 
outros serviços de telecomunicações; 
• usufruir, determinar ou permitir, mesmo por negligência, a utilização da estação ou 
equipamento de telecomunicação para prática de ato contrário à finalidade do serviço; 
• não manter escuta nos horários determinados internacionalmente, conforme 
previsto; 
• não transmitir o indicativo de chamada conforme determinado; e 
• modificar, sem autorização expressa, as características técnicas básicas do 
equipamento, de modo a alterar-lhe a utilização ou a finalidade. 
 
Observação: O pagamento da multa não exonera o infrator das obrigações, cujo 
descumprimento deram origem à punição. 
 
A pena de suspensão poderá ser aplicada nos seguintes casos: 
• quando seja criada situação de perigo de vida; 
• utilização de equipamentos diversos dos aprovados ou instalados fora das 
especificações técnicas constantes da licença para funcionamento; e 
• utilização das frequências de chamada e socorro para o tráfego de mensagens. 
 
A pena de cassação poderá ser imposta nos seguintes casos: 
• reincidência em infração anteriormente punida com suspensão; 
• não houver o executante corrigido, no prazo estipulado, as irregularidades 
motivadoras de suspensão anteriormente imposta; e 
• a juízo do DR-MC, quando for julgado inconveniente o funcionamento da estação. 
 
Certificado do Operador 
 
 
Qualquer estação radiotelefônica de bordo só deverá ser operada por pessoa 
portadora de Certificado de Radioperador Restrito. 
 
Isto significa dizer que o navegante, para poder operar VHF e/ou SSB, deverá estar 
capacitado como Radioperador Restrito. 
 
Documentos 
 
 
Toda embarcação deverá ter a bordo, à disposição, para serem apresentados, quando 
solicitados por agentes fiscalizadores, os seguintes documentos: 
• Licença da Estação; 
• Certificado de Radioperador Restrito; 
• Cópia do recibo da FISTEL (taxa anual recolhida ao Min. das Comunicações); 
• Quadro resumo com instruções de Socorro, Urgência e Segurança; 
• Lista de Auxílio Rádio (DHN); e 
• Livro de Registro de Radiocomunicações. 
 
 
 
4.5.7 Funcionamento das rádio balizas indicadoras de posição e do 
transmissor respondedor radar 
 
A EPIRB - “Emergency Position Indicating RadioBeacon” (Radio baliza Indicadora de 
76 
 
Posição de Emergência) é um equipamento transmissor de alerta de Socorro. Seus sinais são 
captados ou por um satélite de órbita geoestacionária (Sistema INMARSAT) ou por um satélite 
de órbita polar (Sistema COSPAS-SARSAT) e retransmitidos a um Centro de Coordenação de 
Resgate (ou equivalente), que acionará imediatamente as operações SAR (busca e 
salvamento) adequadas. 
 
As EPIRBs do Sistema INMARSAT operam na faixa de freqüência de 1,6 GHz. 
 
 
As EPIRBs do Sistema COSPAS-SARSAT operaram na freqüência de 406 MHz e/ ou 
121,5 MHz. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O SART “Search and Rescue Transponder” (Respondedor Radar de Busca e 
Salvamento) é equipamento que se destina a facilitar a localização de embarcações de 
sobrevivência. Opera na faixa de freqüência de 9 GHz; ao receber impulsos Radar, emite sinal 
característico, que irá aparecer na tela de um Radar Banda X da embarcação e/ou aeronave 
de resgate, na forma de 12 traços. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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4.5.8 Estações Móveis Marítimas 
 
 
As Estações Radiotelefônicas Móveis Marítimas garantem o estabelecimento de 
comunicações entre as embarcações, entre a embarcação e terra e terra e a embarcação. 
 
Podemos dividir as Estações Radiotelefônicas Móveis Marítimas em: 
• estações que funcionam apenas na faixa VHF, mais conhecidas apenas como 
VHF; e 
• estações que funcionam na faixa VHF e MF/HF, mais conhecidas como Estações 
SSB. 
 
 
VHF 
 
 
O VHF, qualquer que seja o tipo escolhido, deverá ser homologado (ou registrado) nas 
DR-MC (Diretorias Regionais do Ministério das Comunicações). 
 
 
SSB 
 
O SSB é utilizado para comunicações de média e longa distância. É, em geral, 
utilizado pelos navios mercantes, barcos de pesca e embarcações amadoras que fazem 
navegação de alto mar ou travessias oceânicas. 
 
 
4.6 Procedimentos radiotelefônicos 
 
 
4.6.1 Regras de operação rádio: chamada, transmissão, identificação e utilização de 
códigos 
 
As chamadas em radiotelefonia

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