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NEEJA 
NÚCLEO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DE JOVENS E 
ADULTOS 
CAXIAS DO SUL – 4ª CRE 
Rua Garibaldi, 660 – Centro 
Fone 3221-1383 
www.neejacaxias.com.br 
 
 
COMPONENTE CURRICULAR 
BIOLOGIA 
 
 
MÓDULO ÚNICO - 2022 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2 
 
 
Objetivos da Biologia 
 
 Reconhecer compostos orgânicos e inorgânicos da célula. 
 Identificar os componentes celulares e relacioná-los às funções vitais da célula. 
 Caracterizar Vírus e identificar as principais doenças causadas por eles, assim como 
as formas de preveni-las. 
 Caracterizar os reinos Monera, Protista (principais doenças causadas por protozoários) 
e Fungi. 
 Conhecer os principais grupos de plantas (briófitas, pteridófitas, gimnospermas e 
angiospermas), identificando suas características básicas e exemplificando com pelo 
menos um representante de cada grupo. 
 Caracterizar os filos de animais invertebrados (poríferos, celenterados, platelmintos, 
nematódeos, anelídeos, moluscos, artrópodes e equinodermos). 
 Conhecer os principais representantes e as características anatômicas e fisiológicas de 
peixes, anfíbios, répteis, aves e mamíferos. 
 Conhecer a anatomia do tubo digestório e o papel de cada órgão no processo 
digestório. 
 Identificar os componentes do sistema respiratório e urinário. 
 Conhecer os componentes básicos do sistema cardiovascular humano (coração, vasos 
sanguíneos e sangue), compreendendo o papel de cada um deles no organismo. 
 Identificar as principais artérias (aorta e artérias pulmonares) e veias (cavas e veias 
pulmonares) ligadas ao coração. 
 Identificar as principais glândulas endócrinas humanas e seus respectivos hormônios. 
 Compreender as principais divisões do sistema nervoso (sistema nervoso central e 
sistema nervoso periférico) e seus respectivos componentes (encéfalo, medula 
espinhal, nervos e gânglios nervosos). 
 Conhecer a anatomia geral do sistema genital feminino e masculino. 
 Compreender o uso correto dos métodos contraceptivos. 
 Conceituar termos usados em genética (alelo dominante, alelo recessivo, indivíduo 
homozigoto, indivíduo heterozigótico, fenótipo, genótipo). 
 Aplicar conhecimentos relativos à segregação de um par de alelos e à probabilidade na 
resolução de problemas envolvendo cruzamentos. 
 Conhecer a determinação genética dos tipos sanguíneos humanos (ABO e Rh) e 
resolver problemas sobre esse assunto. 
 Resolver problemas envolvendo herança de genes localizados em cromossomos 
sexuais. 
 Explicar os pontos principais do lamarckismo e do darwinismo. 
 Compreender os seguintes conceitos em Ecologia: biosfera, população, comunidade e 
ecossistema. 
 Identificar os níveis tróficos de um ecossistema e compreender as relações entre eles. 
 Diferenciar relações interespecíficas de intraespecíficas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
3 
Citologia 
 
A Citologia é a parte da Biologia que se ocupa do estudo da célula 
que é a unidade morfológica e funcional dos seres vivos. 
As células dos seres vivos são formadas basicamente de 
membrana plasmática, citoplasma e núcleo. 
Essas células apresentam uma organização interna e são divididas de acordo com esta 
organização em: células procariotas e células eucariotas. 
A célula eucariota apresenta uma membrana nuclear que separa o material nuclear do 
material citoplasmático. Essa membrana é chamada carioteca. Os organismos que apresentam 
célula eucariota são chamados seres eucariontes. 
A célula procariota não apresenta a membrana nuclear (carioteca) separando o material 
nuclear do citoplasma, ficando tudo disperso no interior da célula. Este tipo de célula, mais primitivo, 
só é encontrado em bactérias e algas azuis (cianobactérias). Estes seres são chamados 
procariontes. 
 
1 COMPOSTOS INORGÂNICOS DA CÉLULA 
 
a) ÁGUA: 
 A água é a substância mais abundante dentro e fora do corpo dos seres vivos. O surgimento 
e a manutenção da vida no nosso planeta estão associados à água. A água tem um papel regulador 
de muitas funções de nosso organismo, entre elas: 
 Melhora o funcionamento do intestino. 
 Controla a pressão sanguínea. 
 Previne cãibras. 
 Transporta nutrientes. 
 Protege contra pedras nos rins. 
 Mantém a pele jovem. 
 
 
 
b) SAIS MINERAIS: 
 
SAIS MINERAIS FUNÇÕES 
Cálcio Forma ossos e dentes; atua no funcionamento dos músculos e nervos e na 
coagulação do sangue. 
Fósforo Forma ossos e dentes; participa da molécula dos ácidos nucléicos. 
Ferro Componente da hemoglobina, que ajuda no transporte de oxigênio. 
Sódio Ajuda no equilíbrio dos líquidos do corpo e no funcionamento dos nervos. 
Potássio Age como o sódio no equilíbrio dos líquidos e funcionamento dos nervos. 
Iodo Faz parte dos hormônios da tireoide, que estimulam o metabolismo. 
Flúor Fortalece ossos e dentes. 
 
 
 
 
 
4 
2 COMPONENTES ORGÂNICOS DA CÉLULA 
 
a) CARBOIDRATOS: 
 
Os carboidratos são também chamados de glicídios ou açúcares. 
Os carboidratos, moléculas orgânicas constituídas por carbono, hidrogênio e oxigênio, têm 
basicamente função energética, sendo, dentre os compostos orgânicos, os que fornecem maior 
fonte de energia para os seres vivos. 
Além da sua função energética, os carboidratos ou glicídios estão presentes na formação de 
algumas estruturas dos seres vivos, compondo o revestimento (ou a membrana) das células e 
participando das substâncias existentes entre as células de um tecido. Também participam da 
composição química dos ácidos nucléicos, que comandam e coordenam toda a atividade celular. 
Exemplos de carboidratos: 
 Glicose: fabricada pelos vegetais através da fotossíntese. 
 Frutose: encontrada nos frutos. 
 Sacarose: encontrada em muitos vegetais, principalmente na cana-de-açúcar e na beterraba. 
 Lactose: encontrada no leite (açúcar do leite). 
 Maltose: açúcar dos cereais. 
 Amido: encontrado principalmente em raízes, tubérculos e sementes. 
 Celulose: constitui o principal componente estrutural da parede celular das células vegetais. 
 
Problemas com a lactose 
 Leite e laticínios são fontes importantes de proteínas, cálcio e muitas vitaminas. Algumas 
pessoas, porém, têm intolerância à lactose por causa de deficiência na produção da enzima 
lactase, responsável pela digestão da lactose (o problema pode ter causa genética). O acúmulo 
de lactose no intestino provoca diarreia logo após a ingestão de leite. Orientadas pelo médico, 
essas pessoas devem tomar leite e consumir laticínios com baixo teor de lactose ou usar aditivos 
à base de lactase que podem ser misturados ao leite. 
 
b) LIPÍDIOS: 
 
São substâncias muito abundantes em animais e vegetais. Compreendem os óleos, as 
gorduras, as ceras, os lipídios compostos (fosfolipídios = lipídios + fósforo) e os esteroides 
(o mais conhecido é o colesterol). 
 Os lipídios são encontrados no leite e seus derivados, na gema de ovo, nas carnes, nos 
óleos e em frutos, como o abacate e o coco. 
 Os lipídios, juntamente com as proteínas, formam as membranas celulares. Além disso, são 
fornecedores de energia e podem acumular-se para constituir reserva energética e funcionar como 
isolante térmico. 
 
 
COLESTEROL: MOCINHO OU BANDIDO? 
É comum, nos dias de hoje, as pessoas se queixarem de estar com o colesterol alto. O 
colesterol, de fato, é frequentemente relacionado às doenças do coração. Afinal, é normal ou não 
termos colesterol no sangue? Que tipos de dano ele realmente causa? 
Na verdade, o colesterol é fundamental para o organismo do homem e dos animais. O 
colesterol participa da composição química das membranas celulares das células animais e é 
precursor do hormônio sexual masculino (testosterona), do hormônio sexual feminino 
(estrógeno), dos sais biliares e da vitamina D. Além do colesterol que o nosso corpo produz, 
 
 
 
 
5 
ingerimos esta substância em alimentos de origem animal. Apesar de ser importante para o 
organismo, colesterol em excesso pode ser nocivo à saúde humana. 
No sangue humano o colesterol podepeso. 
 São órgãos locomotores as nadadeiras. 
 Sua reprodução ocorre por fecundação interna ou externa. Quando externa as larvas são 
denominadas alevinos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
32 
2. Classe Anfíbios 
 
São animais terrestres; sua fase larval, porém, é aquática. São rãs, pererecas, sapos, 
salamandras etc. 
Características gerais: 
 Sua respiração é branquial na fase larval e pulmonar e cutânea na fase adulta. 
 São pecilotérmicos (sangue frio). 
 Sua pele é úmida para permitir a respiração cutânea. 
 Sua excreção é por rins que secretam ureia, quando adultos. As 
larvas excretam amônia. 
 Sistema digestório completo com cloaca. 
 Possuem uma língua pegajosa que se distende para capturar 
insetos. 
 O coração tem três cavidades e o sangue arterial e venoso se 
misturam. 
 O sapo possui glândula paratoide que produz veneno atrás do tímpano. 
 A reprodução ocorre por fecundação externa, gerando muitos zigotos e de cada um deles 
origina-se uma larva, o girino. Este sofre uma série de transformações até chegar a adulto. 
 
Classificação dos anfíbios: 
 
O quadro a seguir mostra as três ordens dos anfíbios e as suas principais características. 
Ordens Características Exemplos 
Apoda Corpo alongado, cilíndrico e liso, com patas 
atrofiadas 
Cobras-cegas 
Urodela Corpo dotado de cauda e quatro patas Salamandras, tritões 
Anura Corpo desprovido de cauda e quatro patas Sapos, rãs, pererecas 
 
 
3. Classe Répteis 
Primeiros Vertebrados Bem-Sucedidos no Meio Terrestre 
Os répteis são, evolutivamente, os principais vertebrados capazes de viver em lugares secos, 
apesar de existirem répteis que vivem na água. A classe compreende os crocodilos, os jacarés, as 
cobras, as tartarugas e os lagartos. 
Características gerais: 
 Possuem pele seca e queratinizada, o que protege o animal da desidratação. Podem 
apresentar escamas, placas dérmicas ou carapaça. 
 São pecilotérmicos (sangue frio). 
 
 
 
 
33 
 O coração possui dois átrios e dois ventrículos não separados totalmente (a 
separação completa dos ventrículos é observada nos crocodilianos). 
 A reprodução ocorre por fecundação interna, com desenvolvimento direto. São ovíparos. 
 Respiração pulmonar. 
 O sistema digestório é completo. 
 Movimentam-se por membros curtos ou, quando não possuem, por rastejamento. 
 
A conquista da terra firme 
Vimos que os répteis constituem os primeiros vertebrados efetivamente equipados para a vida 
terrestre em lugares secos. As principais adaptações desses animais para a vida terrestre são: 
 Presença de pele seca e relativamente impermeável; 
 Fecundação interna e independente da água; 
 Presença de ovos com casca grossa; 
 Presença de órgãos respiratórios internos; 
 Presença de âmnio e alantoide; 
 Excretam ácido úrico. 
 
Classificação dos répteis: 
 Escamados – répteis com escamas; podem ser lacertílios – lagartos, lagartixas e 
camaleões – e ofídios – cobras. 
 Crocodilianos – crocodilos e jacarés. 
 Quelônios – tartarugas, cágados, jabutis. 
 
 
 
 
 
 
 
34 
4. Classe Aves 
Evolutivamente as aves se originaram dos répteis. São encontradas em vários habitats, pois 
possuem características que permitem sua adaptação. 
Características gerais: 
 Apresentam corpo coberto de penas sobre 
uma pele fina e delicada. 
 Presença de bico e ausência de dentes. 
 Membros anteriores transformados em 
asas. 
 São homeotérmicos (temperatura 
constante). 
 Possuem sistema digestório completo, com 
cloaca. 
 Coração com quatro cavidades – dois átrios 
e dois ventrículos. 
 Realizam fecundação interna, são ovíparos com desenvolvimento direto. 
 A urina é eliminada junto com as fezes. 
 Possuem ossos pneumáticos que são ligados a sacos aéreos, e estes aos pulmões, o que 
facilita o voo do animal. 
 Penas – são importantes para o voo. As da cauda e das asas são longas e servem para dar 
propulsão e direção ao voo. As que cobrem o corpo são curtas, mas protegem contra a 
perda de calor provocada pela rápida passagem de ar. 
 Esterno com carena – sobre o osso esterno há uma estrutura, a carena, que serve de ponto 
de inserção dos músculos peitorais ,que auxiliam no batimento das asas. 
 Ossos pneumáticos – o esqueleto é leve, havendo ossos longos e cheios de ar 
(pneumáticos) para diminuir o peso, o que também resulta da ausência de bexiga urinária. 
 
 
5. Classe Mamíferos 
As aves e os mamíferos são os únicos homeotermos da Terra atual, sendo os mamíferos os 
únicos a apresentarem glândulas mamárias. A capacidade de manter a temperatura do corpo 
elevada e constante foi o principal fator adaptativo dos representantes desse grupo à praticamente 
qualquer ambiente terrestre. 
Muitos mamíferos voltaram para o meio aquático (baleias, foca, golfinho, peixe-boi) e outros 
adaptaram-se ao voo (morcego) e compartilham o meio aéreo com as aves e os insetos. 
Características gerais: 
 
 São homeotérmicos. 
 Respiração pulmonar. 
 Sistema digestório completo. 
 Coração com dois átrios e dois ventrículos. 
 Reprodução sexuada com fecundação interna. 
 São vivíparos: os embriões se desenvolvem dentro do corpo materno. 
 
 
 
 
35 
 
 Características dos mamíferos 
Algumas características diferenciam os mamíferos de todos os outros vertebrados: 
 glândulas mamárias produtoras de leite com substâncias nutritivas para alimentação dos 
recém-nascidos; 
 corpo coberto por pelos, estruturas de origem epidérmica, ricas em queratina, e 
elaboradas por folículos pilosos; 
 artéria aorta voltada para o lado esquerdo do coração (nas aves, a aorta é voltada para 
o lado direito do coração); 
 pele contendo glândulas sebáceas, cuja secreção oleosa lubrifica os pelos e a própria 
pele, e glândulas sudoríparas, produtoras de suor (na verdade, um filtro de água, sais e 
ureias), recurso de manutenção da homeotermia e via de eliminação de excretas. Ambas 
as glândulas têm origem epidérmica; 
 músculo diafragma, localizado entre o tórax e o abdômen, utilizado na ventilação 
pulmonar; 
 placenta, órgão que regula as trocas de alimento entre o sangue materno e o sangue fetal, 
presente na maioria dos mamíferos chamados placentários. 
 
 
 
 
São exemplos de mamíferos: ser humano, cachorros, girafa, leão, tigre, macaco, boi, urso, 
tamanduá, raposa, gato, onça, camelo, ovelha, jaguatirica, morcego, canguru, ornitorrinco entre 
outros.... 
 
 
 
 
 
 
 
36 
Fisiologia Animal 
A fisiologia é o ramo da biologia que estuda o funcionamento do organismo, ou seja, as 
múltiplas funções mecânicas, físicas e bioquímicas nos seres vivos. 
 
 
DIGESTÃO 
 
 A digestão humana é extracelular e envolve processos mecânicos e químicos. 
Processos mecânicos 
Compreendem a mastigação, a deglutição (ato de engolir) e os movimentos peristálticos. Na 
mastigação o bolo alimentar é convenientemente fragmentado, o que facilita a ação enzimática. 
Após a deglutição do bolo alimentar, iniciam-se os movimentos peristálticos: no esôfago, no 
estômago e no intestino. Tais movimentos possibilitam o fluxo unidirecional do alimento ao longo 
do tubo digestório. 
 
Processos químicos 
Envolvem a participação de enzimas digestivas. 
 
****************************************************************** 
Certas substâncias como a água, o álcool, as vitaminas e os sais minerais não sofrem 
digestão, são suficientemente pequenas para serem absorvidas pelo organismo. 
****************************************************************** 
 
SISTEMA DIGESTÓRIO HUMANO 
 
 Boca, faringe, esôfago, estômago, intestino 
delgado, intestino grosso, e ânus constituem o 
tubo digestório humano. 
Esse tubo digestório apresenta, ainda, as 
seguintes glândula anexas: glândulas salivares, 
fígado e pâncreas. 
A figura que aparece ao lado mostra o tubo 
digestório humano completo, inclusive com as 
glândulas anexas. 
 
 
1. Digestão na boca 
A boca é o órgão-sede da mastigação e da 
insalivação. Apresentacomo estruturas anexas: 
a língua, os dentes e as glândulas salivares. 
O volume diário de saliva produzido é de 
cerca de 1,5 litro. A saliva constitui-se 
principalmente de água (cerca de 95%) , muco 
(uma glicoproteína), diversos sais e enzimas 
digestivas, entre as quais se destaca a ptialina 
que atua na digestão do amido até unidades 
menores de maltose. 
 
 
 
 
 
 
37 
2. Digestão no estômago 
Após a mastigação e a deglutição, o bolo alimentar passa, sucessivamente para a faringe e 
o esôfago, atingindo então o estômago, órgão que produz o suco gástrico. 
O suco gástrico possui componentes, entre outros, enzimas e ácido clorídrico (HCl). 
O ácido clorídrico torna o suco gástrico ácido. Isso é importante para a atividade da pepsina, 
principal enzima gástrica. A pepsina converte as proteínas em frações peptídicas (“pedaços 
proteicos”) que terão sua digestão completada no intestino delgado. 
Após a passagem pelo estômago, o bolo alimentar é transformado em uma pasta – o quimo. 
 
3. Digestão no intestino delgado 
Com cerca de 6 metros de comprimento e 3 centímetros de diâmetro o intestino delgado 
subdivide-se em três partes: duodeno, jejuno e íleo. 
A digestão no intestino delgado ocorre graças à ação conjunta de três sucos digestivos: biliar, 
pancreático e entérico. 
a) O suco biliar 
Também conhecido como bílis, o suco biliar é produzido de maneira contínua pelo fígado; é 
então armazenado na vesícula biliar, de onde é liberado para o duodeno. 
A bílis não contém enzimas, mas apresenta sais biliares, que emulsionam lipídios, facilitando 
a ação das lípases pancreáticas. 
b) O suco pancreático 
É produzido pelo pâncreas, órgão anexo ao duodeno. 
O suco pancreático é um líquido incolor e rico em enzimas. 
Após a digestão no intestino delgado, o alimento é transformado num líquido branco, o quilo. 
As moléculas simples são absorvidas pelas micro vilosidades da parede intestinal e lançadas 
no sangue. O restante passa para o intestino grosso. 
 
4. Características e funções do intestino grosso 
Tubo muscular com cerca de 1,5 metro de comprimento e 7 centímetros de diâmetro. Divide-
se em três segmentos: ceco, cólon e reto. 
As principais funções do intestino grosso são: 
 Reabsorção de água que passa para o sangue; 
 Formação e acúmulo de fezes; 
 Fermentação e decomposição dos restos alimentares, graças à ação de inúmeras 
bactérias que se abrigam nesse órgão. 
 
ALIMENTOS “DIET” E “LIGHT” 
É comum encontrarmos nos rótulos as informações “diet” e “light”. O termo “diet” é usado para dietas 
quando determinado componente não pode ser ingerido ou deve ser consumido em quantidades 
limitadas. É o caso dos diabéticos, que não podem comer açúcar, dos hipertensos, que não podem ingerir 
sódio, dos portadores de insuficiência renal, que não podem comer proteínas, ou das pessoas que não 
podem ingerir colesterol. Alimentos dietéticos são, portanto, especialmente feitos para atender as 
necessidades de pessoas com determinadas exigências, para a manutenção da sua saúde, mas, de 
maneira alguma, significam que são alimentos, necessariamente pouco calóricos e que podem ser 
usados por pessoas que querem emagrecer. 
Já os alimentos “light” (ou seja, “leves”) são aqueles que possuem redução (mínima de 25%) de calorias 
ou de qualquer outro nutriente. Portanto, existem alimentos “light” em sódio, por exemplo, mas normais 
em quantidades de calorias; alimentos “light” em colesterol, ou em gorduras. Há até mesmo, adoçantes 
“light” que não podem ser usados por diabéticos, porque contêm açúcar. Tanto para a classificação “diet” 
como para a “light” é importante, portanto se especificar no produto para qual nutriente o atributo é 
aplicável. Logo, cuidado com esses termos! 
 
 
 
 
38 
SISTEMA RESPIRATÓRIO HUMANO 
 
Na espécie humana, os gases respiratórios percorrem uma 
série de órgãos que constituem o chamado tubo respiratório. 
Esses órgãos são representados pelas fossas nasais, faringe, 
laringe, traqueia, brônquios, bronquíolos e pulmões. 
******************************************************** 
A laringe apresenta um orifício denominado glote, pelo qual se 
comunica com a faringe. Durante a deglutição, esse orifício é 
fechado por uma válvula reguladora chamada epiglote. 
 
As fossas nasais (ou cavidades nasais) e a boca são os locais 
de entrada do ar que se dirige ao nosso sistema respiratório. 
O ar que entra pelas fossas nasais é filtrado, umedecido e 
aquecido, antes de ir para a traqueia. Cílios que revestem o 
epitélio das fossas nasais retêm partículas de sujeira e micro-
organismos que existem no ar. Em seguida o ar passa pela 
laringe (local onde se encontram as nossas cordas vocais – ou pregas vocais), atravessando a glote 
que é a entrada da laringe. Logo acima dela há uma estrutura cartilaginosa, a epiglote, que fecha 
a passagem do alimento para a laringe, não havendo perigo de o alimento entrar nas vias 
respiratórias. A seguir o ar penetra na traqueia, que se bifurca em dois brônquios principais. Cada 
brônquio ramifica-se inúmeras vezes e origina bronquíolos progressivamente menos calibrosos, até 
se formarem os bronquíolos terminais. Estes, por sua vez, terminam em bolsinhas, de parede 
extremamente delgada, os alvéolos pulmonares. 
Os pulmões são órgãos de forma cônica, que contém os bronquíolos e os alvéolos. Calcula-
se que cada pulmão possua 400 milhões de alvéolos. Cada alvéolo é formado por uma membrana 
muito delicada, que permite as trocas gasosas entre ele o sangue. 
 
Inspiração e expiração 
A inspiração compreende a penetração do ar atmosférico até os alvéolos pulmonares e a 
expiração é a saída do ar dos pulmões. 
No mecanismo respiratório é fundamental a participação do diafragma – um músculo achatado 
que separa a cavidade torácica da cavidade abdominal – e dos músculos intercostais externos – 
que ficam localizados entre as costelas. 
 
 
Algumas consequências do hábito de fumar 
 Mau hálito, dentes manchados e câncer na língua. 
 Irritação na laringe, que pode provocar câncer. 
 Destruição dos cílios das células da traqueia, prejudicando, assim, a eliminação de micro 
organismos que causam infecções como bronquites, pneumonias etc. 
 Acidente vascular cerebral. 
 A pressão arterial aumenta. A possibilidade de mortes por infarto duplica. 
 Os fumantes têm 50% a mais de possibilidades de sofrer de acidez e úlceras estomacais. 
 As mulheres grávidas que fumam apresentam riscos de parto prematuro e aborto. Seus bebês 
recebem pouco gás oxigênio e nascem fracos. 
 A nicotina causa dependência, sendo considerada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) 
uma droga psicoativa 
 
 
 
 
39 
SISTEMA CIRCULATÓRIO HUMANO 
 
O sistema circulatório humano é uma vasta rede de tubos, de vários tipos e calibres, que 
põem em comunicação todas as partes do corpo. Dentro desses tubos circula o sangue, 
impulsionado pelas contrações rítmicas do coração. 
As funções do sistema circulatório são levar alimento e gás oxigênio a todas as células do 
corpo e remover gás carbônico e excreções nitrogenadas que as células tenham produzido. Além 
disso, ele contém células especializadas em combater invasores, que protegem nosso organismo 
contra infecções causadas por vírus, bactérias e outros seres. 
 
1. Componentes do sistema circulatório 
Basicamente, o sistema circulatório humano é formado por vasos sanguíneos e coração. 
 
a ) Vasos sanguíneos: são tubos por dentro dos quais correm o sangue. São de três tipos: 
 Artérias: vasos que conduzem o sangue do coração para os diversos órgãos do corpo. 
 
 Veias: vasos que conduzem o sangue dos órgãos do corpo para o coração. 
 
 Capilares: são tubos muito finos, invisíveis a olho nu. Por terem paredes finas, podem trocar 
substâncias com os tecidos (células) levando oxigênio e alimento e retirando gás carbônico 
e resíduos. Ficam entre as artérias e as veias. 
 
b) Coração: 
Tamanho: aproximadamente o de um punho fechado. 
- Peso: cerca de 300gramas. 
- Número de batimentos cardíacos por minuto: bate ente 72 e 80 vezes/min. 
- Função: mantém uma corrente constante de sangue venoso para os pulmões e outra de sangue 
arterial para as diferentes partes do corpo. 
O coração humano está dividido em quatro cavidades, duas delas chamadas aurículas ou átrios e 
duas chamadas ventrículos. 
 As duas aurículas ou átrios são à 
direita (AD) e à esquerda (AE) e ficam 
localizadas na parte superior do coração. 
Os dois ventrículos são o direito (VD) e o 
esquerdo (VE) e ficam localizados na parte 
inferior do coração. 
 O átrio direito comunica-se com o 
ventrículo direito através da válvula (ou 
valva) atrioventricular direita (chamada 
de tricúspide por ser composta de três 
partes). O átrio esquerdo comunica-se 
com o ventrículo esquerdo através da 
válvula (ou valva) atrioventricular 
esquerda (também chamada de válvula 
mitral ou bicúspide). A função das 
válvulas cardíacas é garantir que o sangue 
siga uma única direção, sempre dos átrios 
para os ventrículos. 
 
 
 
 
 
 
40 
 Ligados ao coração existem alguns grandes vasos sanguíneos: 
 As veias cavas superior e inferior, que chegam ao átrio direito trazendo sangue venoso 
do corpo. 
 A artéria pulmonar, que sai do ventrículo direito levando sangue venoso aos pulmões. 
 As veias pulmonares que chegam ao átrio esquerdo trazendo sangue arterial dos pulmões. 
 A artéria aorta, que sai do ventrículo esquerdo levando sangue arterial para todo o corpo. 
 
 O fato de um vaso ter o nome de artéria não significa que ele transporte apenas sangue 
arterial, isto é, sangue rico em oxigênio. Um exemplo disso é a artéria pulmonar, que leva 
sangue venoso – rico em gás carbônico – do coração aos pulmões. As veias também não 
transportam apenas sangue venoso. As veias pulmonares, por exemplo, levam sangue 
arterial dos pulmões ao coração. 
 
2. A circulação sanguínea 
 A pequena circulação ou circulação pulmonar ocorre entre o coração e os pulmões e 
oxigena o sangue. O coração bombeia sangue venoso pelo VD, que segue para os pulmões pela 
artéria pulmonar. O sangue oxigenado retorna ao AE pelas veias pulmonares. 
 A grande circulação ou circulação sistêmica é a que ocorre entre o coração e o resto 
do corpo. O sangue sai do VE pela artéria aorta, levando oxigênio e nutrientes aos tecidos e retorna 
ao AD pelas veias cavas superior e inferior. 
 
3. Sangue 
 O sangue humano é constituído por um líquido amarelado, o plasma e por três tipos de 
células: hemácias (células vermelhas), leucócitos 
(células brancas) e plaquetas. 
 
 HEMÁCIAS, também chamadas 
glóbulos vermelhos ou eritrócitos são células 
especializadas no transporte de gases. Elas são 
produzidas no interior dos ossos, a partir de células 
da medula óssea vermelha. Uma hemácia 
permanece cerca de120 dias em circulação. Ao fim 
desse período, ela perde sua capacidade funcional 
e acaba sendo fagocitada e digerida por células do 
fígado ou do baço. 
 
 LEUCÓCITOS ou glóbulos brancos são células especializadas na defesa do organismo, 
combatendo vírus, bactérias e outros agentes invasores que penetrem no corpo. Os leucócitos 
também são produzidos na medula dos ossos. 
 
 PLAQUETAS ou trombóticos são fragmentos de células especiais presentes na medula 
dos ossos. A função das plaquetas é atuar na coagulação do sangue: elas liberam substâncias 
denominadas fatores de coagulação nas regiões de ferimentos, estimulando a formação de 
coágulos, que detêm uma eventual hemorragia. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
41 
EXCREÇÃO HUMANA 
 
 No homem, os rins estão situados dorsalmente, logo acima dos quadris, sua função é filtrar 
o sangue. Ligados a eles estão dois ureteres, que transportam a urina até bexiga urinária. Esta 
serve de depósito para a urina, que será conduzida ao exterior pela uretra. 
 
O fluído final, que sai dos rins, é a 
urina. Cada litro de urina formada por 
dia resulta de cerca de 150 litros de 
plasma filtrados pelos nefros. 
A urina é constituída por 95% de 
água e 5% de solutos: ureia, cloreto de 
sódio, ácido úrico, creatinina, urobilina 
e ácido lático. Forma-se continuamente 
e desce pelos ureteres até a bexiga, 
onde fica até ser eliminada. 
 
O volume e a composição da urina 
variam conforme a alimentação, a 
quantidade de líquido ingerido, a taxa 
de transpiração, etc. 
 
O volume sanguíneo que passa pelos rins humanos é de 1.200 ml/minuto. 
 
 
A desidratação é uma deficiência de água no organismo. 
 
A desidratação produz-se quando a eliminação de água do corpo é maior que o volume ingerido. A 
deficiência de água, em geral, provoca um aumento da concentração de sódio no sangue. 
Os vômitos, a diarreia, o uso de diuréticos (medicamentos que provocam a excreção de excessivas 
quantidades de sal e de água pelos rins), o excesso de calor, a febre e uma diminuição do consumo 
de água podem conduzir à desidratação. Algumas doenças, como a diabetes mellitus, a diabetes 
insípida e a doença de Addison, podem ocasionar desidratação devido às excessivas perdas de 
água que as caracterizam. 
Em primeiro lugar, a desidratação estimula os centros da sede do cérebro, fazendo com que se 
beba mais líquido. Se o consumo não conseguir compensar a água que se perde, a desidratação 
agrava-se, a transpiração diminui e produz-se menor quantidade de urina. A água desloca-se 
desde o vasto depósito interno das células até ao sangue. Se a desidratação não melhorar, os 
tecidos corporais começam a secar. Por fim, as células começam a encolher-se e a funcionar 
inadequadamente. As células do cérebro estão entre as mais propensas à desidratação, de 
maneira que um dos principais sinais de gravidade é a confusão mental, que pode evoluir para o 
coma. 
As causas mais frequentes de desidratação, como a sudação excessiva, os vômitos e a diarreia, 
provocam uma perda de eletrólitos, especialmente sódio e potássio, além de água. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
42 
SISTEMA HORMONAL HUMANO 
 
O sistema endócrino é formado pelo conjunto de glândulas endócrinas, as quais são 
responsáveis pela secreção de substâncias denominadas, genericamente, HORMÔNIOS. 
As glândulas endócrinas (do grego endos, dentro, e krinos, secreção) são assim chamadas 
porque lançam a sua secreção (hormônios) diretamente no sangue, as principais glândulas 
endócrinas humanas são hipófise, tireoide, paratireoides, suprarrenais e pâncreas. 
As glândulas exócrinas (do grego exos, fora), que lançam suas secreções para fora do corpo 
ou nas cavidades de órgãos ocos, as principais são: glândulas mamárias, sebáceas, sudoríparas e 
lacrimais. 
 
COMO AGEM OS HORMÔNIOS 
As glândulas endócrinas sempre liberam os hormônios no sangue, porque eles atingem todas 
as células do corpo. Cada hormônio atua apenas sobre alguns tipos de células, 
denominadas células-alvo. As células-alvo de determinado hormônio possuem, na membrana ou 
no citoplasma, proteínas denominadas receptores hormonais, capazes de se combinar 
especificamente com as moléculas do hormônio. É apenas quando a combinação correta ocorre 
que as células-alvo exibem a resposta característica da ação hormonal. 
 
1. HIPÓFISE 
Do tamanho de um grão de ervilha e localizada na base do encéfalo, a hipófise possui uma 
porção anterior (também conhecida como (adenoipófise) e outra posterior (neuroipófise), entre as 
quais fica uma porção média, pouco desenvolvida na espécie humana. 
É considerada a glândula mestra do organismo porque controla a secreção de outras 
glândulas através dos hormônios tróficos. São eles: 
a) Hormônio tireotrófico – regula a secreção da tireoide. 
b) Hormônio adrenocorticotrófico – controla a produção de alguns hormônios das suprarrenais. 
c) Hormônios folículo-estimulante e luteinizante – estimulam as gônadas. 
d) Hormônio do crescimento (GH) - promove o crescimentode quase todos os tecidos, inclusive 
os ossos e a cartilagem. A deficiência desse hormônio na infância provoca o nanismo. Já a 
hiperfunção nesse período, causa o gigantismo. 
e) Ocitocina – é responsável pelas contrações do parto, estimulando a musculatura do útero. 
f) Hormônio antidiurético (ADH) – controla a eliminação de água pelos rins. 
g) Prolactina – estimula a produção e a secreção de leite após o parto. 
 
2. TIREOIDE 
 A tireoide localiza-se no pescoço, logo abaixo das cartilagens da glote, sobre a porção 
inicial da traqueia. Os dois principais hormônios tireoidianos são a tiroxina e a triiodotironina. Os 
hormônios iodados da tireoide controlam a atividade metabólica de praticamente todas as células 
do corpo. Na presença desses hormônios, a respiração celular de todas as células aumenta, com 
aumento geral da atividade do organismo. Outro hormônio tireoidiano importante é a calcitonina, 
que atua diminuindo a quantidade de cálcio no sangue. 
 
Doenças relacionadas a disfunções na tireoide 
Bócio 
O bócio trata-se de um aumento anormal de tamanho na região anterior do pescoço causado por 
uma tireoide aumentada. Este problema ocorre em, pelo menos, 5% da população em todo o 
mundo. A causa mais comum é a falta de iodo, componente químico que a tireoide usa para 
produzir hormônios. 
 
 
 
 
43 
Hipertireoidismo 
O organismo fica "acelerado", em função do excesso de hormônio 
tireóideo no sangue. Esses casos são, aproximadamente, dez vezes 
mais frequentes nas mulheres, afetando ao redor de 2% delas no 
mundo inteiro. A doença de Graves, manifestação bastante comum 
da doença, é causada por problemas do sistema imunológico, com 
maior prevalência em famílias que já apresentaram casos. Nos 
Estados Unidos, a doença atinge, aproximadamente, 2,5 milhões de 
mulheres. 
São sintomas comuns da doença: o aumento da frequência 
cardíaca; nervosismo; fraqueza muscular; sudorese; perda de peso; tremores; mudanças 
na pele; diminuição do fluxo menstrual; bócio; queda de cabelos. 
O HIPOTIREOIDISMO faz com que o organismo trabalhe devagar. Isso ocorre quando há 
quantidade insuficiente de hormônio tireóideo no sangue. Estatísticas apontam que mais de cinco 
milhões de americanos têm a doença, mesmo havendo muitos que não sabem de sua existência. 
Especialistas destacam que a prevalência é maior entre as mulheres. 
 
3. PARATIREOIDES 
 Localizam-se na parte de trás da tireoide. Elas produzem o paratormônio, que controla a 
taxa de cálcio no sangue. Quando a concentração sanguínea de cálcio abaixa, o paratormônio 
promove a retirada de cálcio do osso, lançando-o no sangue. Além disso, aumenta a absorção de 
cálcio no intestino e a reabsorção pelos túbulos renais. 
A hiperfunção das paratireoides pode enfraquecer os ossos, causar lesões renais e 
desequilíbrios no organismo e mesmo levar à morte. Na hipofunção, há uma baixa de cálcio no 
sangue, causando contrações musculares e podendo provocar a morte por asfixia através da 
contração da musculatura da laringe. 
 
4. PÂNCREAS (PARTE ENDÓCRINA) 
 
 O pâncreas é uma glândula mista, com duas partes: exócrina, que produz o suco pancreático; 
e endócrina, formada por ilhas de células, as ilhotas de Langerhans. 
As ilhotas de Langerhans produzem o hormônio insulina e o hormônio glucagon, com efeito 
oposto ao da insulina. 
A insulina faz baixar o nível de glicose no sangue, facilitando sua entrada nas células e sua 
conversão em glicogênio. O glucagon, ao contrário aumenta o nível de glicose no sangue, 
estimulando a quebra do glicogênio. 
A diabete é provocada pela incapacidade total ou parcial do pâncreas de fabricar a insulina. 
Consequentemente, a glicose passa a se acumular no sangue e, ao sair pela urina, arrasta muita 
água por osmose. 
 
ATENÇÃO! Após uma refeição rica em carboidratos, aumenta o teor de glicose no sangue, 
isto é, aumenta a glicemia, provocando a liberação de insulina pelo pâncreas. A insulina 
favorece o ingresso da glicose nas células, principalmente musculares e hepáticas, ao 
mesmo tempo em que estimula a formação de glicogênio, reduzindo, assim, a glicemia. Com 
a redução da glicemia, reduz-se o teor de insulina e tudo volta ao normal. 
Em ocasiões em que você demora a fazer uma refeição, temporariamente seu sangue fica 
com baixa taxa de glicose, isto é, ocorre uma hipoglicemia. É normal, nessa ocasião, haver 
certa tontura e sonolência. De imediato, o pâncreas libera glucagon que, dirigindo-se às 
células hepáticas, favorece a hidrólise do glicogênio armazenado e a liberação de glicose 
para o sangue, regularizando a glicemia. 
 
 
 
 
44 
 
Diabetes melito 
Distúrbio causado pela diminuição na produção de insulina ou pela diminuição da 
capacidade de utilização da insulina. A insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas, necessário 
para que as células sejam capazes de utilizar o açúcar no sangue. A causa da diabetes melito é 
desconhecida, mas acredita-se que a hereditariedade e a dieta tenham um papel importante em 
seu desenvolvimento. A diabetes é desencadeada quando o pâncreas produz quantidades 
insuficientes de insulina para atender às necessidades do organismo, ou quando o pâncreas produz 
insulina, mas as células são incapazes de utilizá-la eficazmente (resistência insulínica). 
A insulina é necessária para que o açúcar no sangue (glicose) chegue ao interior das 
células; caso isso não ocorra, o organismo não pode utilizá-lo. O excesso de açúcar permanece 
no sangue e é então eliminado pelos rins. Sintomas como sede excessiva, micção frequente e fome 
se desenvolvem. O metabolismo de carboidratos, gorduras e proteínas é alterado. 
A glicose é a principal fonte de energia do organismo, mas quando em excesso, pode trazer várias 
complicações à saúde. 
Quando não tratada adequadamente, causa doenças tais como infarto do coração, derrame 
cerebral, insuficiência renal, problemas visuais e lesões de difícil cicatrização, dentre outras 
complicações. 
 Embora ainda não haja uma cura definitiva para o Diabetes, há vários tratamentos 
disponíveis que, quando seguidos de forma regular, proporcionam saúde e qualidade de vida para 
o paciente portador. 
Atualmente, estima-se que cerca de 240 milhões de pessoas sejam diabéticas, o que 
significa que 6% da população têm diabetes. 
Segundo uma projeção internacional, a população de doentes diabéticos a nível mundial vai 
aumentar até 2025 em mais de 50%, para 380 milhões de pessoas a sofrerem desta doença 
crônica. 
 
5. ADRENAIS 
As glândulas adrenais ou supra-renais, localizadas uma 
sobre cada rim, são constituídas por dois tecidos secretores 
bastante distintos. Um deles forma a parte externa da 
glândula, o córtex, enquanto o outro forma a sua porção mais 
interna, a medula. 
A medula adrenal produz dois hormônios principais: 
a adrenalina (ou epinefrina) e a noradrenalina. Esses dois 
hormônios são quimicamente semelhantes, produzidos a 
partir de modificações bioquímicas no aminoácido tirosina. 
Quando uma pessoa vive uma situação de estresse (susto, 
situações de grande emoção etc.), o sistema nervoso estimula 
a medula adrenal a liberar adrenalina no sangue. Sob a ação desse hormônio, os vasos sanguíneos 
da pele se contraem e a pessoa fica pálida; o sangue passa a se concentrar nos músculos e nos 
órgãos internos, preparando o organismo para uma resposta vigorosa. 
A adrenalina também produz taquicardia (aumento do ritmo cardíaco), aumento da pressão arterial 
e maior excitabilidade do sistema nervoso. Essas alterações metabólicas permitem que o 
organismo de uma resposta rápida à situação de emergência. 
A noradrenalina é liberada em doses mais ou menos constantes pela medula adrenal, 
independentemente da liberação de adrenalina. Sua principal função é manter a pressão sanguínea 
em níveis normais. 
 
 
 
 
 
 
45 
SISTEMA NERVOSO 
 
O neurônio, a célula comum a todo e qualquer sistema nervoso existente no reino Animalia, 
assemelha-se, em sua função, a umfio condutor de eletricidade. 
Um neurônio típico apresenta três partes distintas: corpo celular, dendritos e axônio. 
 No corpo celular, a parte mais volumosa da célula 
nervosa, se localizam o núcleo e a maioria das 
estruturas citoplasmáticas. 
 Os dendritos (do grego dendron, árvore) são 
prolongamentos finos e geralmente ramificados, que 
conduzem os estímulos captados do ambiente ou de 
outras células em direção ao corpo celular. 
 O axônio é um prolongamento fino, geralmente mais 
longo que os dendritos, cuja função é transmitir para as outras células os impulsos 
nervosos provenientes do corpo celular. 
 
Organização do Sistema Nervoso 
Dois grandes componentes fazem parte do 
sistema nervoso humano: sistema nervoso central 
(SNC) e o sistema nervos periférico (SNP). 
O sistema nervoso central é formado 
pelo encéfalo e pela medula espinhal. O encéfalo 
é composto por vários órgãos, entre eles os dois 
hemisférios cerebrais (conjuntamente conhecidos 
como “cérebro”), o diencéfalo, o cerebelo e o bulbo. 
O encéfalo e a medula espinhal são os locais para 
onde são encaminhadas todas as informações 
captadas pelo organismo, quer se originem no meio 
externo, quer surjam no próprio organismo. São também os centros de processamento dessas 
informações e de elaboração de respostas. 
 
 SISTEMA NERVOSO CENTRAL 
Nos vertebrados, o encéfalo se aloja no interior 
do crânio e a medula espinhal, no interior de um 
canal existente na coluna vertebral. O encéfalo e a 
medula são formados por células da glia, por corpos 
celulares de neurônios e por feixes de dendritos e 
axônios. 
Substância branca e cinzenta - A camada mais 
externa do encéfalo tem cor cinzenta e é formada 
principalmente por corpos celulares de neurônios. Já 
a região encefálica mais interna tem a cor branca e é 
constituída principalmente por fibras nervosas 
(dendritos e axônios). A cor branca se deve à bainha 
de mielina que reveste as fibras. 
Na medula espinhal, a disposição das substâncias 
cinzenta e branca se inverte em relação ao encéfalo: 
a camada cinzenta é interna e a branca, externa. 
 
 
 
 
46 
 
 SISTEMA NERVOSO PERIFÉRICO 
O sistema nervoso periférico inclui os receptores espalhados pelo corpo, além 
dos gânglios nervosos e todos os nervos que chegam aos órgãos centrais trazendo informações 
ou que deles se originam, levando respostas. 
 Este sistema é formado por gânglios nervosos cranianos, que saem do encéfalo, e raquianos 
ou espinhais, que saem da medula. 
No homem há 31 pares de nervos raquianos. Cada nervo é formado por dezenas e até 
centenas de prolongamentos de neurônios – as fibras nervosas (dendritos ou axônios) – envolvidas 
por tecido conjuntivo, que levam e trazem impulsos do encéfalo, da medula e dos gânglios. 
No sistema nervoso periférico encontram-se os neurônios sensoriais que recolhem 
informações dos órgãos dos sentidos e dos órgãos internos. O conjunto desses neurônios forma a 
divisão sensorial. Já os neurônios motores levam mensagens do sistema nervoso central para os 
músculos e para as glândulas, formando a divisão motora. 
 
 
SISTEMA NERVOSO AUTÔNOMO 
O sistema nervoso autônomo é um componente do sistema nervoso periférico que atua 
regulando algumas funções involuntárias do nosso corpo, tais como ações desempenhadas pelos 
sistemas respiratório, digestório, endócrino e cardiovascular. 
 
Nele há as divisões simpática e parassimpática, as quais geralmente apresentam ações 
antagônicas. A divisão simpática garante, por exemplo, que o coração bata mais rápido em alguma 
situação de estresse, enquanto a parassimpática faz com que o corpo relaxe após essa situação." 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
47 
REPRODUÇÃO HUMANA 
 
 
O sistema reprodutor, também chamado de genital, garante a reprodução. Nesse 
sistema, encontramos estruturas que produzem os gametas, especializadas em garantir a cópula 
e, no caso do sistema reprodutor feminino, o órgão em que é gerado o bebê. Além disso, o sistema 
reprodutor da mulher é diferente do sistema reprodutivo do homem. 
 
 
1. SISTEMA REPRODUTOR MASCULINO 
No sistema reprodutor masculino, existem órgãos externos e internos. Externamente, há duas 
estruturas: o pênis e o saco escrotal. 
 Pênis: O pênis é o órgão responsável pela cópula e caracteriza-se por possuir um tecido erétil 
que se enche de sangue no momento da excitação sexual. 
 Saco escrotal: É a região onde estão localizados os testículos. Sua temperatura é cerca de 
2°C abaixo da temperatura do restante do corpo. 
 
Internamente, os órgãos do sistema reprodutor masculino são: testículo, epidídimo, ducto 
deferente, ducto ejaculatório e uretra. Além dessas estruturas, existem as glândulas 
acessórias. 
 Testículo: O testículo é a 
gônada masculina, onde são 
formados 
os espermatozoides. Esses 
gametas são produzidos 
mais precisamente em 
túbulos enrolados, 
denominados de túbulos 
seminíferos. Os testículos 
também produzem a 
testosterona. O homem 
apresenta dois testículos. 
 Epidídimo: Local logo acima dos testículos onde os espermatozoides completam sua 
maturação e adquirem mobilidade. 
 Ducto deferente e ejaculatório: É um vaso que parte de cada epidídimo e encontra-se com 
o ducto da vesícula seminal, formando os ductos ejaculatórios, os quais se abrem na uretra. 
 Uretra: Percorre o pênis e é comum ao sistema excretor e reprodutor. Isso significa que pela 
uretra saem o sêmen e a urina. 
 
Glândulas acessórias: 
 Vesículas seminais: Formam cerca de 60% do sêmen. Essa secreção destaca-se pela 
presença de frutose que garante energia para os espermatozoides. 
 Próstata: Produz uma secreção rica em enzimas anticoagulantes e citrato que também é 
nutriente para os espermatozoides. 
 Glândulas bulbouretrais: Produz uma secreção que limpa a uretra antes da ejaculação. 
 
 
 
 
 
 
48 
2. SISTEMA REPRODUTOR FEMININO 
Assim como o sistema reprodutor masculino, o sistema reprodutor feminino apresenta órgãos 
internos e externos. Os órgãos externos formam a chamada vulva e são constituídos por 
lábios maiores, lábios menores e clitóris. 
 Vulva: A vulva é formada pelos lábios menores, que protegem a entrada da vagina e da uretra, 
por lábios maiores que circundam os menores e pelo clitóris, que está localizado acima dos 
lábios menores. 
Os órgãos internos são: ovários, tuba uterina, útero e vagina. 
 Ovários: São as gônadas femininas, onde são produzidos os ovócitos. É nos ovários também 
que são produzidos os hormônios estrogênio e progesterona. As mulheres apresentam dois 
ovários. 
 Tuba uterina: A tuba uterina são 
dois tubos que se estendem dos 
ovários até o útero. 
A fecundação é um processo 
que ocorre normalmente nas 
tubas uterinas no primeiro dia 
após a ovulação. 
 Útero: Um órgão muscular em 
forma de pera onde o bebê se 
desenvolve. 
 Vagina: Local onde o pênis se 
insere na hora da cópula e é 
também o canal por onde o bebê 
sai na hora do parto. 
 
 
MÉTODOS CONTRACEPTIVOS: 
 
Contracepção é a prevenção deliberada da gravidez por meio de métodos contraceptivos (ou 
anticoncepcionais) 
Pílulas anticoncepcionais: combinação adequada de hormônios progesterona e estrógeno 
sintéticos, que inibem a secreção de FSH (hormônio folículo-estimulante) e LH (hormônio 
luteinizante) pela hipófise, impedindo a maturação do folículo e sua ovulação. 
Diafragma: dispositivo colocado no fundo da vagina, impedindo a entrada dos 
espermatozoides no colo do útero e, consequentemente, na tuba uterina. Impede a fecundação. 
DIU: dispositivo intrauterino que pode ser de material plástico ou metálico e tem o formato de 
“T”. Impede a nidação (fixação) do embrião. 
Preservativo: retém o esperma ejaculado durante a relação sexual, impedindo a fecundação. 
Além disso, protege contra doenças sexualmente transmissíveis. 
Vasectomia: processo cirúrgico de secção dos ductos deferentes, impedindo a liberação de 
espermatozoides. 
Laqueadura (ligadura de trompas): processo cirúrgico de secção das tubas uterinas, o queimpede a fecundação. 
Pílula do dia seguinte: contraceptivo de emergência, devendo ser tomado até 72 horas 
depois da relação sexual desprotegida. Os hormônios componentes da pílula atuam, basicamente, 
de duas formas: impedindo a ovulação (se esta ainda não ocorreu) ou impedindo a implantação do 
embrião no útero. 
https://www.biologianet.com/anatomia-fisiologia-animal/hormonios.htm
 
 
 
 
49 
GENÉTICA 
 
Genética é a ciência que estuda o material hereditário e os mecanismos de sua transmissão 
ao longo das gerações. 
Os primeiros trabalhos realmente importantes para maior esclarecimento no campo da 
Genética foram realizados em um convento, na Áustria, por volta de 1866, por um monge chamado 
Gregor Mendel. 
 
CONCEITOS FUNDAMENTAIS: 
 
A) GENE: Porção de DNA que pode ser transcrita em 
moléculas de RNA. Contém as informações que serão 
passadas de geração a geração. Os genes se situam 
em estruturas intracelulares chamadas cromossomos. 
B) CARIÓTIPO: Conjunto de cromossomos de uma 
determinada espécie. 
C) ALELOS: São formas diferentes de um mesmo gene e 
ocupam o mesmo lócus em cromossomos homólogos. 
D) ALELOS LETAIS: São alelos que podem ocasionar a morte de seu portador. 
E) ALELOS MÚLTIPLOS: São três ou mais alelos diferentes para um mesmo lócus. 
F) LÓCUS: é o local certo e invariável que cada gene ocupa no cromossomo. 
G) CROMOSSOMOS HOMÓLOGOS: Cromossomos que possuem a mesma sequência de 
genes, são os cromossomos que formam pares (um de origem materna e outro de origem 
paterna). Esses pares só ocorrem nas células somáticas, que são diploides. Num par, os dois 
homólogos possuem genes para os mesmos caracteres. E esses genes têm localização 
idêntica nos dois cromossomos. 
H) GENES ALELOS: são genes responsáveis pela herança de um dado caráter e ocupam um 
mesmo lócus em cromossomos homólogos. 
I) GENE DOMINANTE: é aquele que manifesta seu efeito tanto em homozigose quanto em 
heterozigose. (AA ou Aa). 
J) GENE RECESSIVO: é o gene que não se manifesta em presença do seu alelo dominante. 
Tais genes se manifestam apenas quando ocorrem em dose dupla (aa). 
K) HOMOZIGOTO OU PURO: um indivíduo é homozigoto quando apresenta genes iguais 
formando o par de alelos para o desenvolvimento de um dado caráter. (AA ou aa). 
L) HETEROZIGOTO OU HÍBRIDO: indivíduo que possui genes alelos diferentes para um mesmo 
caráter. Ex.: Aa – olhos castanhos. 
M) GENÓTIPO: Conjunto de genes do indivíduo. Ele não é visível, mas pode ser deduzido pela 
análise dos descendentes e ascendentes desse indivíduo. O genótipo é representado por 
letras que simbolizam os genes. Como o genótipo retrata a constituição genética de uma célula 
diploide de um indivíduo, as letras devem vir aos pares para cada caráter representado. 
N) FENÓTIPO: Conjunto de características do indivíduo que resulta da expressão do genótipo e 
da ação do ambiente. 
O) GERAÇÃO PATERNA (P): são os elementos usados no cruzamento inicial, os genitores. 
P) PRIMEIRA GERAÇÃO (F1): são os elementos resultantes do cruzamento, os descendentes 
da geração paterna. 
Q) SEGUNDA GERAÇÃO (F2): são os descendentes do cruzamento de indivíduos de F1. 
R) HEREDOGRAMA = Representação das relações de parentesco entre indivíduos. 
 
 
 
 
 
 
50 
OS TRABALHOS DE MENDEL 
 
Mendel, aliando seus conhecimentos de Ciências Naturais e Matemática, analisou a 
hereditariedade de várias características da ervilha. Escolheu a ervilha, entre outras razões, pelo 
fato de ocorrer auto fecundação em suas flores, mantendo-se as linhagens puras. 
Um aspecto importante de seu trabalho, porém, consistiu em haver pesquisado primeiramente 
a hereditariedade de uma característica em particular, para só depois estudar a transmissão de 
duas características em conjunto. 
Através da polinização feita experimentalmente (manual), Mendel cruzava linhagens puras, 
que apresentavam variedades contrastantes para determinada característica (geração parental P), 
obtendo assim uma primeira geração filial (F1); as plantas de F1 se reproduziam por auto 
fecundação, sendo obtida a segunda geração filial (F2). Analisando matematicamente as 
proporções de descendentes obtidas nessas duas gerações, Mendel estabeleceu as duas leis 
básicas para o desenvolvimento da genética clássica. 
 
1ª LEI DE MENDEL – LEI DA SEGREGAÇÃO OU LEI DA PUREZA DOS GAMETAS 
 
Trabalho desenvolvido por Mendel em relação à hereditariedade de um caráter das 
ervilhas: a cor de suas sementes. 
 
Mendel observou que as sementes podiam ser tanto 
amarelas quanto verdes. Considerou então que, se as 
sementes eram amarelas, suas células deviam possuir 
algum fator responsável pela cor amarela, o mesmo 
ocorrendo com a cor verde. 
Para selecionar indivíduos puros, isto é, contendo 
somente fatores para uma cor (ou só para verde, ou só 
para amarelo), Mendel provocou a reprodução das 
ervilhas por auto fecundação durante várias gerações. A 
seguir, realizou um cruzamento entre uma planta de 
sementes amarelas e uma de sementes verdes. 
Observando um número bastante grande de indivíduos 
da geração resultante, verificou que todos eles 
apresentavam sementes amarelas. No entanto, ele sabia 
que esses indivíduos possuíam também fator 
responsável pela cor verde, pois o pai de semente verde 
era puro e só poderia fornecer gametas com fator para 
essa cor. Logicamente, esses indivíduos eram híbridos, 
com fatores para verde e para amarelo. O que teria 
acontecido com o fator verde? 
Mendel obteve a resposta ao fazer uma auto 
fecundação com um desses descendentes amarelos híbridos. Analisou cerca de mil indivíduos 
resultantes dessa auto fecundação e constatou que aproximadamente 75% eram amarelos e 25% 
apresentavam sementes verdes. Concluiu, então, que o fator para verde não tinha sido destruído, 
apenas não se manifestava na presença do fator para amarelo. Com base nisso, resolveu chamar 
o fator para amarelo de dominante e o fator verde de recessivo. 
Depois de repetir esse procedimento para outras características (forma da semente, forma da 
vagem, altura do caule, etc.) e chegando ao mesmo resultado, Mendel anunciou sua Primeira Lei, 
conhecida como Lei da Segregação de um par de fatores ou Lei do Monoibridismo. 
 
 
 
 
 
51 
Cada caráter é condicionado por um par de genes alelos que se separam 
(segregam) na formação dos gametas, indo apenas um gene para cada gameta. 
 
 
Interpretação da 1ª Lei de Mendel de acordo com os conhecimentos atuais: 
Se uma planta tem sementes amarelas é porque em suas células existe um gene, que 
chamaremos de A, que determina essa cor. Se ela é pura ou homozigota, os dois genes situados 
no mesmo lócus do par de cromossomos homólogos são iguais. 
Concluímos que os indivíduos da geração paterna, de fenótipo amarelo, têm genótipo AA; e 
os indivíduos de sementes verdes têm genótipo aa(sendo o a o gene para verde). 
Os indivíduos homozigotos originam apenas um tipo de gameta. Assim, o indivíduo AA produz 
gameta A, e o indivíduo aa produz gameta A; a união de gametas A com gametas a dará indivíduos 
híbridos ou heterozigóticos. Esses indivíduos da 1ª geração de filhos (F1) são amarelos porque A 
domina a. 
Geração P: Amarelo X Verde 
 AA aa 
Obtenção de F1 
Genótipo: 100% Aa 
Fenótipo: 100% amarelo 
 
 A autofecundação dos indivíduos Aa é equivalente ao cruzamento de dois indivíduos iguais 
(Aa x Aa). Os organismos heterozigotos originam gametas diferentes. Assim, cada organismo Aa 
produz A e a. Logo, teremos quatro combinações possíveis para filhos da segunda geração F2: AA, 
dois Aa e aa. 
 
 Obtenção de F2 
 
Genótipo: 25% AA; 50% Aa; 25% aa 
 
Fenótipo: 75%amarelos 
 25% verdes 
 A A 
a Aa Aa 
a Aa Aa 
 A a 
A AA Aa 
a Aa aa 
 
 
 
 
52 
GENEALOGIA OU HEREDOGRAMA ou ÁRVORE GENEALÓGICA 
 
 A árvore genealógica ou heredograma é um conjunto de símbolos que mostra a transferência 
de um caráter através das gerações. É a representação gráfica de um determinado caráterem uma 
família. Como construir o heredograma? 
 O macho é representado por um quadrado e a fêmea por um círculo, e um descendente que 
ainda não tenha o sexo identificado é representado por um losango. Cada geração deve ser 
identificada por algarismos romanos e todos os membros de uma geração devem ser alinhados 
horizontalmente. Os indivíduos da mesma geração devem ser identificados por algarismos 
arábicos, iniciando-se a numeração da esquerda para a direita, de modo que o mais velho fique à 
esquerda. O heredograma deve ser iniciado de baixo para cima, iniciando-se pela geração mais 
nova. 
Símbolos Usados no Heredograma 
 
ou = macho normal 
 
 
ou = macho afetado pelo caráter considerado 
 
 
 ou = fêmea normal 
 
 
 ou = fêmea afetada pelo caráter considerado 
 
 = O traço de união entre as figuras indica o cruzamento 
 
 = O traço duplo de união indica cruzamento consanguíneo (entre parentes) 
 
 
 = indicativo de indivíduo de sexo não informado 
 
 
 
 1 2 3 4 
 
Quatro irmãos contados da esquerda para a direita na ordem em que nasceram 
 
 = gêmeos dizigóticos 
 
 = gêmeos monozigóticos 
 
********************************************************************* 
EXEMPLO: Se um indivíduo é homozigoto recessivo, ele envia 
o gene recessivo para todos os seus filhos. Dessa forma, como 
em um “quebra-cabeças”, os outros genótipos vão sendo 
descobertos. Todos os genótipos devem ser indicados, mesmo 
que na sua forma parcial (A_, por exemplo). 
 
 
 
 
 
 
 
53 
 
Resolução de problemas envolvendo a 1ª Lei de Mendel (monoibridismo): 
 
Ex: Em cobaias (porquinhos-da-índia), pelos curtos (B__ dominam pelos longos (bb). Qual o 
resultado (genótipos e fenótipos) do cruzamento entre um macho de pelo curto e heterozigoto e 
uma fêmea de pelo longo? 
 Pelo curto: B_ (BB ou Bb) 
 Pelo longo: bb 
 
Resolução: O genótipo da fêmea de pelo curto e heterozigoto é Bb e o do macho de pelo longo 
é bb. Uma forma de determinar as fecundações possíveis consiste em usar um esquema que 
facilita a visualização das fecundações. Nesse esquema, os gametas de um dos sexos ficam 
organizados em colunas e os do outro sexo, em linhas. Cada quadrado indica o resultado de uma 
fecundação possível. 
 
 Genótipos: 50% Bb ; 50% bb 
 
 
 Fenótipos 50% pelos curtos e 50% pelos longos 
 
 
Problemas com heredogramas: 
 
Ex: Um casal de pele normal tem um filho albino. Qual o caráter dominante e qual o genótipo de 
todos os indivíduos? 
Resolução: I. Traduzimos o enunciado do problema em um esquema, indicando com os símbolos 
citados na explicação que consta no texto referente aos heredogramas. 
 
 
 
 
 
 
 
II. Passamos à pesquisa do caráter dominante: quando um casal com fenótipos iguais tem pelo 
menos um filho com fenótipo diferente, o fenótipo do casal corresponde ao fenótipo dominante. 
 No problema, como um casal de pele normal teve um filho albino, o caráter dominante é pele 
normal. Estabelecemos que A é o gene para pele normal e a é o gene para o albinismo. 
 III. Colocamos os genótipos nos símbolos, partindo do caráter recessivo, pois sabemos que o 
fenótipo recessivo é sempre puro. Começamos pelo filho recessivo, aa. Como cada um desses 
alelos vem de cada pai, podemos colocar um a no pai e outro a na mãe. Se o fenótipo dos pais é 
pele normal, eles têm de possuir, cada um, um alelo A. 
 Portanto, o caráter dominante é pele normal e os pais têm genótipo Aa. 
 
 
 
 
 aa 
Homem 
mulher 
 filho 
 Aa Aa 
 
 
 
 
54 
OS GRUPOS SANGUÍNEOS HUMANOS 
 
No início do século XX, o austríaco Karl Landsteiner, misturando o sangue de diferentes 
pessoas, concluiu pela existência, na espécie humana, de quatro tipos básicos de sangue, que 
constituem o chamado sistema ABO: grupo AB, grupo A, grupo B e grupo O. 
No sangue humano, mais especificamente na membrana plasmática das hemácias, podem 
ser encontradas duas proteínas denominadas aglutinogênios A e aglutinogênios B, responsáveis 
pela determinação do fenótipo sanguíneo. O plasma sanguíneo, por sua vez, pode abrigar outras 
duas proteínas denominadas aglutinina anti-A e aglutinina anti-B. Os aglutinogênios procedem 
como antígenos e as aglutininas como anticorpos. 
OBS.: Antígenos são proteínas específicas que atuam como corpos estranhos no organismo 
de quem não os possua; na presença de antígenos, o organismo elabora proteínas de defesa 
denominados anticorpos. O anticorpo, então, combina-se com o antígeno, neutralizando o efeito. 
Em relação ao sangue, num indivíduo normal, não é possível a existência de aglutinogênios 
e aglutininas de mesmo nome, uma vez que a ocorrência de ambas acarreta o desenvolvimento de 
reações do tipo antígenos x anticorpo. Assim, os indivíduos pertencentes ao grupo AB possuem 
aglutinogênios A e aglutinogênios B, mas são desprovidos de quaisquer aglutininas; os indivíduos 
portadores de sangue tipo A possuem aglutinogênios A e aglutininas anti-B; os pertencentes ao 
grupo B possuem aglutinogênios B e aglutininas anti-A; os indivíduos do grupo O, finalmente, 
possuem aglutininas anti-A e aglutininas anti-B, sendo destituídos de quaisquer aglutinogênios. 
 
Fenótipo Sanguíneo Aglutinogênios nas 
hemácias 
Aglutininas no Plasma 
AB A e B - 
A A Anti-B 
B B Anti-A 
O - Anti-A e Anti-B 
 
 
AS TRANSFUSÕES E INCOMPATIBILIDADES SANGUÍNEAS 
 Nas transfusões sanguíneas, em relação ao sistema ABO, é preciso considerar que a taxa 
de aglutinogênios nas hemácias é significativamente maior que a taxa de aglutininas no plasma. 
Dessa maneira, são inviáveis as transfusões em que o sangue doado contém aglutinogênios que 
encontrarão no receptor as aglutininas contrastantes. 
Isso significa que, se o sangue doado contém aglutinogênios A, o sangue receptor não pode 
conter aglutininas anti-A; e que, se o sangue doado contém aglutinogênios B, o receptor não pode 
apresentar aglutininas anti-B. Assim, exemplificando, um indivíduo do grupo B não pode doar 
sangue para outro do grupo O, uma vez que as aglutininas anti-B do receptor reagiriam com os 
aglutinogênios B do doador, à semelhança de uma reação antígeno-anticorpo. 
Dessa reação, na qual os aglutinogênios B atuariam como antígenos (proteína estranha ao 
receptor do grupo O) e as aglutininas anti-B como anticorpos, resulta a aglutinação do sangue 
doado, fato que pode provocar a obstrução dos vasos sanguíneos, com consequências que podem 
levar o receptor à morte. No entanto, um indivíduo do grupo O pode doar sangue para outro do 
grupo B. Isso porque o volume de sangue doado não contém aglutininas em taxa suficiente para 
provocar a aglutinação das hemácias do receptor. 
 
OBS.: Numa transfusão mal feita, as hemácias que se aglutinam são aquelas presentes 
no sangue doado e, para tanto, devem conter aglutinogênios estranhos, isto é, que não 
existem no sangue do receptor. 
 
 
 
 
55 
Quadro das transfusões possíveis quanto ao sistema ABO: 
 
Grupo sanguíneo Pode doar a: Pode receber de: 
A A e AB A e O 
B B e AB B e O 
AB AB A, B, AB, O 
O A, B, AB, O O 
 
O quadro e o esquema acima mostram que o grupo sanguíneo O (por não conter 
aglutinogênios) pode ser doado para todos os grupos existentes; por isso, os indivíduos portadores 
de sangue O são denominados doadores universais (observe que o grupo O não pode receber 
sangue de nenhum outro grupo, só pode receber do próprio) 
O grupo AB (por não possuir aglutininas) pode receber sangue de qualquer outro; daí os 
indivíduos pertencentes a esse grupo serem denominados receptores universais. 
 
DETERMINAÇÃO DOS GRUPOS SANGUÍNEOS: 
O grupo sanguíneo de uma pessoa pode ser determinado verificando-se a existênciaou não 
de aglutinação das hemácias, quando o sangue é misturado com soros portadores de aglutininas. 
Para tanto, procede-se assim: 
 Coleta-se o sangue cujo grupo sanguíneo deseja-se 
determinar; em seguida colocam-se duas gotas desse sangue 
sobre uma lâmina de microscopia. 
 Sobre uma das gotas de sangue aplica-se uma gota de 
soro contendo aglutininas anti-A; sobre a outra gota de sangue 
aplica-se uma gota de soro com aglutininas anti-B. 
 
Interpretação dos resultados: 
 Não havendo aglutinação em nenhuma das duas gotas de 
sangue, o indivíduo pertence ao grupo O; 
 Havendo aglutinação nas duas gotas de sangue, o 
indivíduo é do grupo AB; 
 Havendo aglutinação apenas na gota de sangue onde se 
aplicou o soro anti-A, o indivíduo é do grupo A; 
 Havendo aglutinação apenas na gota de sangue onde se 
aplicou o soro anti-B, o indivíduo é do grupo B. 
 
 
 
A HERANÇA DOS GRUPOS SANGUÍNEOS HUMANOS: 
 
Os grupos sanguíneos no homem podem ser identificados de acordo com 3 sistemas: o 
sistema ABO, o sistema Rh e o sistema MN. Esses três sistemas transmitem-se 
independentemente, pois os pares de genes para cada um deles localizam-se em cromossomos 
não-homólogos. O estudo da herança desses três sistemas é, portanto, um caso particular de 
triibridismo. Além disso, reúne os principais mecanismos de herança: o sistema ABO é um caso de 
polialelia; o sistema Rh é um caso de dominância completa entre dois alelos; o sistema MN é um 
caso de ausência de dominância entre dois alelos. 
 
 
 
 
 
56 
a) A herança dos grupos sanguíneos do sistema ABO: 
 Na manifestação dos grupos sanguíneos do sistema ABO estão envolvidos três alelos, que 
ocorrem dois a dois. Os alelos envolvidos são IA, IB, e 
i. Dependendo do tipo de relação entre os alelos dos 
pares formados, são obtidos os diferentes tipos de 
grupos sanguíneos: grupo A, grupo B, grupo AB e 
grupo O. 
 Gene IA: condiciona a síntese do 
aglutinogênio A e é dominante sobre o 
alelo i. 
 Gene IB: condiciona a síntese do 
aglutinogênio B e é dominante sobre o 
alelo i. 
 Gene i: condiciona a não produção de aglutinogênios. 
A relação de dominância entre esses genes pode ser expressa da seguinte maneira: IA=IB>i. 
Os genes IA e IB exibem dominância completa em relação ao gene i. Entre si, porém, ocorre 
ausência de dominância. Baseado nessa relação, ficou estabelecido o seguinte quadro de fenótipos 
e genótipos: 
 
Fenótipos Genótipos 
Grupo A IA IA, IA i 
Grupo B IB IB, IB i 
Grupo AB IA IB 
Grupo O ii 
 
Ex.: Que resultados espera-se obter do seguinte cruzamento: IA IB x IA i 
 
 IA IB 
IA IA IA IA IB 
i IA i IB i 
 
Genótipo: 25% IA IA Fenótipo: 50% grupo A 
 25% IA i 25% grupo AB 
 25% IA IB 25% grupo B 
 25% IB i 
 
b) A herança do grupo sanguíneo do sistema Rh: 
Em 1940, Landsteiner e Wiener descobriram um outro sistema de grupos sanguíneos, a partir 
do sangue do macaco Rhesus. O sangue desse macaco, uma vez injetado em cobaias ou coelhos, 
provocava nesses animais a síntese de anticorpos que podiam promover a aglutinação do sangue 
doado. Esse fato levou à conclusão de que o sangue do macaco continha um antígeno, que foi 
denominado fator Rh ou fator Rhesus; os anticorpos produzidos pelos animais receptores foram 
denominados aglutininas anti-Rh. 
Landsteiner e Wiener extraíram dos coelhos e cobaias soros contendo aglutininas anti-Rh; em 
seguida, misturaram o soro em sangue de diversas pessoas. Constataram que, em alguns casos, 
as hemácias se aglutinavam, indicando a presença do fator Rh no sangue humano; essas pessoas 
foram denominadas Rh+. Em outros casos, as hemácias não se aglutinavam, indicando a ausência 
do fator Rh no sangue; essas pessoas foram denominadas Rh-. 
 
 
 
 
57 
Os indivíduos portadores de sangue Rh- não possuem, normalmente, aglutininas 
antiRh. No entanto, quando recebem sangue Rh+ tornam-se capazes de produzir essas aglutininas. 
Como a produção de aglutininas ocorre de forma lenta, ao se fazer transfusão de sangue de um 
doador Rh+ para um receptor Rh-, não deverá ocorrer a aglutinação das hemácias doadas. Mas 
uma segunda transfusão de sangue Rh+ poderá provocar a aglutinação das hemácias doadas, uma 
vez que as novas aglutininas produzidas, juntamente com as antigas (resultantes da primeira 
transfusão) podem perfazer uma quantidade suficientemente alta para promover a aglutinação das 
hemácias do doador. Em consequência disso, capilares sanguíneos podem ser destruídos, 
chegando a levar o receptor à morte. 
A determinação genética do sistema Rh é bastante complexa, mas de modo mais simplificado 
pode-se atribuí-la a um par de alelos com relação de dominância completa: 
 Gene R: condiciona a produção do antígeno denominado fator Rh. 
 Gene r: condiciona a não produção do fator Rh. 
Sabe-se que o gene R é dominante em relação ao seu alelo recessivo r. Conclui-se que existem 
três genótipos diferentes para os dois fenótipos. 
 
Fenótipos Genótipos 
Rh+ RR, Rr 
Rh- rr 
 
Transfusões possíveis dentro do sistema Rh 
Indivíduo Recebe de Doa para 
Rh+ Rh+ e Rh- Rh+ 
Rh- Rh- Rh+ e Rh- 
 
Ex.: Que descendentes obtém-se do cruzamento Rr x Rr. 
 R r 
R RR Rr 
r Rr rr 
 
Genótipo: Fenótipo: 
25% RR 75% Rh+ 
50% Rr 25% Rh- 
25% rr 
______________________________________________________________________________ 
 
ERITROBLASTOSE FETAL (EF) OU DOENÇA HEMOLÍTICA DO RECÉM-NASCIDO (DHRN): 
 Uma doença provocada pelo fator Rh é a eritroblastose fetal, caracterizada pela destruição 
das hemácias do feto ou do recém-nascido. As consequências desta doença são graves, podendo 
levar a criança à morte. 
 Durante a gestação ocorre passagem, através da placenta, apenas de plasma da mãe para o 
filho e vice-versa, devido à chamada barreira hemato-placentária. Pode ocorrer, entretanto, 
acidentes vasculares na placenta, o que permite a passagem de hemácias do feto para a circulação 
materna. 
Nos casos em que o feto possui sangue fator Rh positivo, e a mãe Rh negativo, os 
antígenos existentes em suas hemácias estimularão o sistema imune materno a produzir anticorpos 
anti-Rh, que ficarão no plasma materno, provocando lise nas hemácias fetais. 
 A produção de anticorpos obedece a uma cascata de eventos e, por isto, a produção de 
anticorpos é lenta e a quantidade pequena num primeiro momento. A partir da segunda gestação 
ou após a sensibilização por transfusão sanguínea, se o filho é Rh + novamente, o organismo 
 
 
 
 
58 
materno já conterá anticorpos para aquele antígeno e o feto poderá desenvolver a DHPN ou 
eritroblastose fetal. 
Após o nascimento da criança toma-se medida profilática injetando, na mãe Rh- , soro 
contendo anti Rh. A aplicação logo após o parto destrói as hemácias fetais que possam ter passado 
pela placenta no nascimento ou antes. Evita-se assim a produção de anticorpos, “zerando o placar 
de contagem”. Cada vez que um concepto nascer e for Rh+ deve-se fazer nova aplicação, pois 
novos anticorpos serão formados. 
Os sintomas no recém-nascido que podem ser observados são anemia (devido à destruição 
de hemácias pelos anticorpos), icterícia (a destruição de hemácias aumentada levará a produção 
maior de bilirrubina indireta, que não pode ser convertida no fígado) e, após sua persistência, o 
aparecimento de uma doença chamada Kernicterus, que corresponde ao depósito de bilirrubina 
nos núcleos da base cerebrais, o que gerará retardo no RN. 
______________________________________________________________________________ 
 
 
 
SEXO E HERANÇA GENÉTICA 
 
Assim como outras características, o sexo de um 
organismo também é determinado pelos genes. Diversos 
estudos demonstram que, na maioria dos animais esses genes 
estão situados em cromossomos especiais: os cromossomos 
sexuais ou alossomos. 
Na espécie humana, as células somáticas abrigam 46 
cromossomos, ou 23 pares de homólogos, sendo 23 de origem materna e 23 de origem paterna. 
No entanto,a determinação do sexo do indivíduo, resulta da interação de determinados genes 
situados em um único par de cromossomos, formado pelos chamados cromossomos sexuais; os 
demais cromossomos constituem os autossomos. 
Os dois cromossomos sexuais existentes nas mulheres exibem a mesma forma e são 
denominados cromossomos X; nos homens, porém, existe apenas um cromossomo X, o outro, 
de forma curvada, é denominado cromossomo Y. 
É nesse cromossomo que encontra-se um gene que determina o desenvolvimento de 
testículos e, consequentemente, o sexo masculino. 
 
Se simbolizarmos o conjunto de autossomos por 2A, as constituições cromossômicas de 
um homem e de uma mulher podem ser representadas respectivamente por: 
 
44 A XY ou 46, XY e 44 A XX ou 46, XX 
 
Uma célula masculina, ao sofrer meiose, forma dois tipos de gametas quanto aos 
cromossomos sexuais. Metade deles portará um cromossomo X e outra metade um Y. Além, é 
claro, de um lote haploide de autossomos. É por isso que o sexo masculino é chamado de 
heterogamético, por formar 2 tipos de gametas quanto ao cromossomo sexual. Já as fêmeas 
formam apenas um tipo de gameta quanto ao cromossomo sexual, apresentando de um lote 
haploide autossomos e um cromossomo sexual X. Por isso, o sexo feminino é chamado 
homogamético. 
Espermatozoides portadores de cromossomos Y dão origem a machos e os portadores de 
cromossomos X dão origem a fêmeas. Em nossa espécie, portanto, é o pai quem define o sexo 
do filho. 
 
 
 
 
59 
 Herança ligada ao sexo 
 
A herança é considerada ligada ao sexo, quando os genes envolvidos se situam no 
cromossomo X, em sua parte não homóloga, isto é, sem correspondência no cromossomo Y. O fato 
de a mulher apresentar dois cromossomos X permite concluir que ela é dotada, sempre, de genes 
ligados ao sexo em dose dupla, formando pares de alelos. Já o homem, por apresentar um 
cromossomo X, tem sempre esses genes em dose simples. 
 
OBS.: A herança de caracteres condicionados por genes localizados nos cromossomos não 
sexuais (autossômicos) recebe a denominação de herança autossômica. Existem duas anomalias 
cuja herança está ligada ao sexo: a hemofilia e o daltonismo. 
 
a) Daltonismo 
O daltonismo consiste na impossibilidade de distinguir, nitidamente, as cores verde e 
vermelha. Essa anomalia é determinada por um gene recessivo ligado ao sexo (localizado no 
cromossomo X), simbolizado por Xd, enquanto o seu alelo dominante, que condiciona visão normal, 
é simbolizado por XD. 
As mulheres, por apresentarem um par de cromossomos X, podem ter três tipos de genótipos, 
quanto a esse fator: XDXD (normal), XDXd (normal portadora) e XdXd (daltônica). 
Os homens apresentam apenas um gene para essa característica, que pode ser tanto o alelo 
normal quanto o condicionante do daltonismo. Para ser daltônico, o homem precisa receber apenas 
um gene Xd da mãe (o outro cromossomo 
sexual, Y, o homem recebe do pai). 
 
Os homens podem ter dois tipos de 
genótipos quanto a esse fato: XDY (normal) 
ou XdY (daltônico). 
 
OBS.; A mulher para ser daltônica, 
necessita do gene Xd em dose dupla, o 
que vale dizer que precisa ter pai daltônico 
(XdY) e a mãe daltônica (XdXd) ou 
portadora (XDXd). 
 
 
b) Hemofilia 
 
A hemofilia consiste numa insuficiência de produção de tromboplastina, enzima fundamental 
para o mecanismo da coagulação sanguínea. Essa anomalia é também condicionada por um gene 
recessivo (Xh) ligado ao sexo. Assim, chamando de XH o gene dominante que condiciona a 
normalidade, podemos concluir os seguintes genótipos e fenótipos: 
 
Sexo Genótipo Fenótipo 
Masculino XHY Normal 
Masculino XhY Hemofílico 
Feminino XHXH Normal 
Feminino XHXh Normal portadora ou transmissora 
Feminino XhXh Hemofílica 
 
 
 
 
 
60 
 Ex.: Do cruzamento de uma mulher normal portadora (XHXh) com homem hemofílico (XhY) 
obtém-se: 
 
 
 
 
Genótipo: 
 50% XHXh 50% XhXh 50% XHY 50% XhY 
 
 
EVOLUÇÃO 
 
Evolução é o processo através do qual ocorrem as mudanças ou transformações nos seres 
vivos ao longo do tempo, dando origem a espécies novas. 
 
EVIDÊNCIAS DA EVOLUÇÃO 
Registro Fóssil 
O fóssil é qualquer vestígio de organismos muito antigos que foram preservados com o passar dos 
anos por meio de processos naturais. O estudo dos fósseis permite reconstruir a imagem de uma 
espécie já desaparecida e contribui para o estudo da evolução dos seres vivos. A partir das análises 
entre semelhanças e diferenças entre as espécies, pode-se concluir sobre o seu surgimento e 
desaparecimento. 
Adaptação 
A adaptação corresponde ao ajustamento que todos os organismos apresentam em relação ao 
ambiente em que vivem. As adaptações são características mantidas nas populações ou fixadas 
nas espécies por seleção natural porque têm uma importância relativa na sobrevivência e 
reprodução dos organismos. São exemplos de adaptação, a camuflagem e o mimetismo. 
Órgãos Homólogos 
São aqueles com a mesma origem embrionária e semelhanças anatômicas, porém com 
funções diferentes. O processo que originou órgãos homólogos é chamado de divergência 
evolutiva. Um exemplo são os membros anteriores de grande parte dos vertebrados. 
Órgãos Análogos 
São aqueles com a origem embrionária e estruturas anatômicas diferentes, mas que exercem 
a mesma função. Os órgãos análogos surgem por convergência evolutiva. Um exemplo são as 
asas de aves e insetos. 
Órgãos Vestigiais 
São órgãos atrofiados e sem função aparente. Um exemplo é o apêndice do homem, que 
representa um vestígio de um compartimento do intestino que abrigava micróbios para a digestão 
da celulose em nossos ancestrais herbívoros. 
Semelhanças Embriológicas 
Quando se observa o desenvolvimento embrionário de algumas espécies, nota-se que são muito 
semelhantes em alguns aspectos. Isso demonstra uma evidência de ancestralidade comum. Por 
exemplo, peixes, anfíbios, répteis, aves e mamíferos são muito diferentes quando adultos, mas 
seus embriões são muito semelhantes. 
Semelhanças Moleculares 
Os avanços da Biologia Molecular têm permitido comparar a estrutura genética de diferentes 
espécies. Esses estudos complementam-se às semelhanças anatômicas e embrionárias e 
confirmam a relação de parentesco entre as espécies. 
 XH Xh 
Xh XHXh XhXh 
Y XHY XhY 
Fenótipo: 
50% mulher portadora 
50% mulher hemofílica 
50% homem normal 
50% homem hemofílico 
 
 
 
 
61 
TEORIAS DA EVOLUÇÃO 
 
A Teoria da Evolução tenta explicar o mecanismo que propiciou essa imensa variedade de 
seres vivos. 
 
1. LAMARCKISMO 
 
Segundo Jean-Baptiste Lamarck (1744-1829) as transformações das espécies dependeriam 
de dois fatores fundamentais, enunciados por ele como leis do mecanismo da evolução. A primeira 
dessas leis é a do uso e desuso dos órgãos e a segunda, a lei da herança dos caracteres adquiridos. 
 
Lei do uso e desuso 
De acordo com a primeira lei de Lamarck, um órgão se desenvolvia com o uso e se atrofiava 
com o desuso. Essa lei encerra uma verdade apenas parcial, pois o ambiente só pode variar as 
características fenotípicas dentro de limites predeterminados pelo genótipo. 
Além disso, para certas características, o uso e o desuso não têm nenhuma influência. 
 
Lei da herança dos caracteres adquiridos 
A segunda lei de Lamarck afirma 
que o caráter adquirido (resultante do 
desenvolvimento pelo uso ou da atrofia 
pelo desuso) seria transmitido aos 
descendentes. 
Assim, a girafa atual teria surgido 
de animais com pescoços menores. Com 
o constante esforço do animal para 
alcançar as folhas do alto das árvores, o 
pescoço aumentaria de tamanho. Esta 
nova característica passaria para o filho. 
Dessa forma, a girafa atual seria 
resultado da repetição deste suposto 
mecanismo durante várias gerações. 
No entanto, por tudo que sabemos hoje, somente uma modificação nos genes (mutação) 
poderá ser transmitida às gerações seguintes – e mesmo assim se esses genes estiverem 
presentes nas células germinativas.Assim, ao desenvolver seus músculos com exercícios, um 
halterofilista não altera os genes de seus espermatozoides responsáveis pelo desenvolvimento dos 
músculos. Por isso, seus filhos não terão músculos mais desenvolvidos. 
Entre 1870 e 1875, o biólogo alemão August Weismann (1834-1914) estabeleceu a existência 
de duas linhagens de células – as germinativas (que dão origem aos gametas) e as somáticas (que 
formam o corpo) – mostrando que somente as modificações surgidas na linhagem germinativa se 
transferem aos descendentes. 
Numa de suas experiências, cortou o rabo de camundongos por várias gerações seguidas e 
nem por isso os descendentes nasceram com rabos menores. Weismann ajudou, assim, a refutar 
o lamarckismo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
62 
2. DARWINISMO 
 
Charles Darwin (1809-1882), naturalista inglês, desenvolveu uma teoria evolutiva que é a 
base da moderna teoria sintética: a teoria da SELEÇÃO NATURAL. Segundo Darwin, os 
organismos mais bem adaptados ao meio têm maiores chances de sobrevivência do que os menos 
adaptados, deixando um número maior de descendentes. Os organismos mais bem adaptados são, 
portanto, selecionados para aquele ambiente. 
Em uma viagem às ilhas Galápagos, Charles Darwin (1809-1882) observou que naquele 
arquipélago havia espécies características que diferiam ligeiramente umas das outras, como era o 
caso dos tentilhões. Começou a perceber, então, que cada população poderia ser o início de uma 
nova espécie. 
 Após sua volta à Inglaterra, Darwin continuou recolhendo fatos relacionados com as variações 
de animais e plantas, até que, por acaso, em outubro de 1838, caiu-lhe nas mãos um livro de 
Thomas Malthus (1766-1834) sobre população. Nesse livro, chamou a atenção de Darwin o fato de 
que apesar de muitas espécies produzirem um grande número de descendentes, apenas alguns 
poucos indivíduos conseguiam sobreviver. Concluiu, então, que os indivíduos com mais 
oportunidades de sobrevivência seriam aqueles cujas características fossem mais apropriadas para 
enfrentar as condições ambientais. Esses indivíduos teriam mais possibilidade de se reproduzir e 
deixar descendentes. Nessas condições, as variações favoráveis tenderiam a ser preservadas e as 
desfavoráveis destruídas. 
Nascia assim, o conceito de seleção natural de acordo com o qual os mais 
aptos sobrevivem. 
Através do lento e contínuo processo de seleção ao longo das gerações, as espécies podem 
se diversificar, tornando-se mais adaptadas ao meio ambiente em que vivem. 
O conceito de seleção natural foi a grande contribuição que Darwin deu à teoria da evolução. 
 
Darwin e o pescoço da girafa 
A explicação da teoria de 
Darwin para o aumento do 
pescoço da girafa é diferente da 
explicação da teoria de Lamarck. 
Para Darwin, em uma população 
de girafas, alguns indivíduos 
possuíam pescoços mais altos do 
que outros. Essa característica 
seria hereditária e os indivíduos 
com pescoços maiores passaram 
a ter maiores chances de 
alimentação a partir do instante 
em que ocorreu escassez de 
alimento próximo ao solo. O 
processo se repetiu ao longo das gerações e, com isso, a frequência de animais de pescoço 
comprido aumentou de maneira gradativa. 
O principal problema da teoria darwiniana foi a falta de uma teoria satisfatória que explicasse 
a origem e a transmissão das variações. Darwin não soube explicar a origem das variações na 
população: as mutações e as leis de Mendel não eram conhecidas na época. 
 
 
 
 
 
 
 
63 
3. NEODARWINISMO ou Teoria Sintética da Evolução – 
 ampliação da teoria de Darwin 
 
De 1900 até cerca de 1920, os adeptos da genética mendeliana acreditavam que apenas as 
mutações eram responsáveis pela evolução e que a seleção natural não tinha importância nesse 
processo. Depois disso vários cientistas começaram a conciliar as ideias sobre seleção natural 
com os fatos da Genética, o que culminou com a formulação da Teoria sintética da evolução, às 
vezes chamada também de Neodarwinismo. 
 
Conforme Darwin já havia proposto, essa teoria considera a população como a unidade 
evolutiva. Uma população pode ser definida como um grupamento de indivíduos da mesma espécie 
que ocorrem em uma mesma área geográfica, em um mesmo intervalo de tempo. 
Cada população apresenta determinado conjunto gênico, que pode ser alterado de acordo com 
fatores evolutivos. O conjunto gênico de uma população é o conjunto de todos os genes presentes 
nessa população. Assim, quanto maior for o conjunto gênico da população, maior será a 
variabilidade genética. 
 
Os principais fatores evolutivos que atuam sobre o conjunto gênico da população podem ser 
reunidos em duas categorias: 
 fatores que tendem a aumentar a variabilidade genética da 
população – mutação e permutação; 
 
 fatores que atuam sobre a variabilidade genética já 
estabelecida – migração, deriva genética e seleção natural. 
 
 
 
 
Sabe-se que uma população está evoluindo quando se verificam alterações na frequência 
de seus genes. Atualmente considera-se a evolução como o conceito central e unificador da 
Biologia, e uma frase marcante que enfatiza essa ideia foi escrita pelo cientista Dobzhansky: 
“Nada se faz em biologia a não ser à luz da evolução”. 
 
 
 
 
64 
 
 
 
A Ecologia é a área da 
Biologia responsável por 
estudar as relações que seres 
vivos estabelecem entre si e 
com o meio em que 
vivem. Ecologia é um termo 
derivado do grego que é 
formado pela junção das 
palavras “oikos”, que significa casa, e “logos”, que significa estudo. 
 
Níveis de organização em ecologia 
 
Quando estudamos biologia, a divisão em 
níveis hierárquicos é importante para que o 
estudo seja facilitado. Essa divisão apresenta, 
geralmente, 12 níveis: átomo, 
molécula, organela, célula, tecido, órgão, 
sistema, organismo, população, 
comunidade, ecossistema e biosfera. 
Na ecologia, um organismo não será analisado em 
todos esses níveis, sendo alguns deles exclusivos 
de outras áreas da biologia. Em ecologia, os níveis 
de organização tratados são: organismo, 
populações, comunidades, ecossistemas e 
biosfera. 
 
Conceitos básicos da ecologia 
ORGANISMO: é um indivíduo de uma determinada espécie. 
POPULAÇÃO: quando vários organismos da mesma espécie passam a viver numa mesma área, 
constitui-se uma população. É o caso da população humana de uma cidade, da população de 
esquilos de uma floresta ou da população de sapos de uma lagoa. 
COMUNIDADE: as diferentes populações que habitam a mesma área mantêm entre si várias 
relações e forma, assim, um novo nível de organização, chamado comunidade ou comunidade 
biótica. 
ECOSSISTEMA: a ecologia trata também das relações estabelecidas entre os seres vivos e o meio 
físico, formado pelo ar, pela luz, pela temperatura, pela umidade, pelo solo, pela água e pelos sais 
minerais. Esses fatores são chamados de fatores abióticos ou biótopo. 
A reunião e a interação da comunidade com o ambiente físico forma um sistema ecológico ou 
ecossistema. Assim, uma floresta – com sua vegetação, seus animais, seu tipo de solo e seu clima 
característico – forma um ecossistema. O mesmo podemos dizer de um lago, um oceano, um tronco 
de árvore e até mesmo um simples aquário. 
 
 
 
 
65 
BIOSFERA: o conjunto de florestas, campos, desertos e de outros grandes ecossistemas de 
nosso planeta forma a biosfera. A biosfera é o conjunto de regiões do planeta em condições de 
sustentar a vida de modo permanente. 
A biosfera constitui uma camada de nosso planeta de aproximadamente 15 quilômetros de 
espessura, abrangendo da mais alta montanha às profundezas dos oceanos. 
HABITAT: é onde uma determinada espécie vive. A zebra vive na savana africana, sendo esta, 
portanto, seu habitat. 
NICHO ECOLÓGICO: é o modo de vida de determinado organismo. Precisamos saber do que ela 
se alimenta, onde e em que hora do dia obtém esse alimento, onde se reproduz e se abriga, etc. O 
nicho corresponde ao “modo de vida”, à “profissão” ou ao papel ecológico que a espécie 
desempenha noser transportado associado a lipoproteínas (proteínas 
ligadas a lipídios) que podem ser de baixa densidade, identificadas pela sigla LDL (do inglês: low 
density lipoprotein), ou de alta densidade, identificadas pela sigla HDL (do inglês: high density 
lipoprotein). 
A LDL fornece colesterol aos tecidos, mas quando há excesso de colesterol no sangue esse 
excesso pode depositar-se nas paredes dos vasos que irrigam o músculo do coração, entupindo-
os aos poucos e dificultando a passagem do sangue (aterosclerose). Por isso, a LDL é chamada 
“mau colesterol”. Já a HDL, chamada “bom colesterol”, remove o excesso de colesterol do 
sangue, transportando-o para o fígado, onde é degradado e excretado sob a forma de sais 
biliares. 
Algumas regras básicas parecem ser aceitas hoje pela maioria dos médicos. Inicialmente, 
parece prudente controlar a quantidade de alimentos gordurosos que ingerimos. O exercício físico 
regular também favorece a destruição do excesso de colesterol, enquanto o fumo, ao contrário, 
a dificulta. Pessoas pertencentes a famílias com histórico de doenças cardíacas devem ser ainda 
mais rigorosas quanto à dieta, ao fumo e á pratica de exercícios físicos. 
 
 
c) PROTEÍNAS: 
 
São compostos orgânicos formados pela reunião de moléculas menores chamadas 
aminoácidos. São substâncias que entram na constituição (estrutura) do nosso organismo, 
participando da formação das células e dos tecidos. São elas também que formam os anticorpos 
presentes no sangue e que nos defendem contra as doenças provocadas por agentes infecciosos. 
As proteínas são encontradas no feijão, na carne, ovos, por exemplo. 
 
 
 
Doença celíaca 
Uma pessoa com doença celíaca tem intolerância ao glúten, proteína encontrada no trigo, na 
aveia, no centeio, na cevada e no malte. 
A ingestão dessa proteína pode provocar na pessoa lesões no intestino delgado, diarreia e 
dor abdominal, além de impedir a correta absorção dos alimentos, o que causa desnutrição. Por 
isso, os portadores dessa doença devem ter uma dieta sem glúten. O diagnóstico sempre deve ser 
feito pelo médico. 
 
 
 
d) ÁCIDOS NUCLEICOS: 
 
Os ácidos nucléicos são as maiores macromoléculas encontradas nas células. Apresentam 
as seguintes funções: 
 Coordenam a síntese de todas as proteínas das células; 
 Transmitem as informações genéticas durante a reprodução celular. 
Existem dois tipos de ácidos nucleicos – o ácido desoxirribonucleico, conhecido por DNA ou 
ADN, o ácido ribonucleico, conhecido por RNA ou ARN. 
Os ácidos nucleicos são constituídos de filamentos longos, formados pela combinação de 
grande número de unidades denominadas nucleotídeos. Cada nucleotídeo é formado por três tipos 
 
 
 
 
6 
de substâncias químicas: um radical fosfato, uma pentose (açúcar de cinco carbonos) e uma 
base nitrogenada (composto cíclico contendo nitrogênio). 
 
 
 As bases nitrogenadas são de dois tipos: bases púricas e bases pirimídicas. As bases púricas 
compreendem a adenina (A) e a guanina (G). As bases pirimídicas abrangem a citosina (C), a timina 
(T) e a uracila (U). 
 Bases púricas: adenina e guanina. 
 Bases pirimídicas: citosina, timina e uracila. 
 Nos nucleotídeos de DNA as bases púricas são: 
adenina (A) e guanina (G) e as pirimídicas são: citosina 
(C) e timina (T). 
 Nos nucleotídeos de RNA as bases púricas são: 
adenina (A) e guanina (G) e as pirimídicas são citosina (C) 
e uracila (U). 
As pentoses são de dois tipos: ribose e 
desoxirribose. A ribose é a pentose encontrada nos 
nucleotídeos do RNA e a desoxirribose nos nucleotídeos 
do DNA. 
 
Esquema mostrando os quatro possíveis 
nucleotídeos encontrados no DNA e no RNA. 
 
 
 
ESTRUTURA DA MOLÉCULA DO DNA 
 
No DNA encontramos sempre dois filamentos paralelos de nucleotídeos, torcidos em forma 
de hélice. Cada filamento é constituído de inúmeros 
nucleotídeos, ligados uns aos outros pelo fosfato. Os dois 
filamentos são unidos por pontes de hidrogênio entre as bases 
nitrogenadas. A base timina se prende à adenina, e a base 
citosina está sempre ligada à guanina. Como decorrência desse 
emparelhamento obrigatório, a sequência de bases de um 
filamento determina a sequência do outro. 
 AATCCATGT, por exemplo, no outro a sequência 
será TTAGGTACA. 
 
 A – T 
 T – A 
 C – G 
 G – C 
http://www.google.com.br/url?sa=i&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&docid=CFUFKTn8KOkdaM&tbnid=FwRjAZG-GHv8wM&ved=0CAgQjRw&url=http://bloggeae.blogspot.com/2009/12/acidos-nucleicos.html&ei=_XhdU7fCMq6-sQTVg4CwDg&psig=AFQjCNGl_m7_aQQvcZgrJSYUWdELtJsdcw&ust=1398721149997787
 
 
 
 
7 
 
DETERMINAÇÃO DE PARENTESCO 
O exame de DNA é uma técnica recente, que proporciona grande progresso na investigação 
de parentesco entre pessoas. Ela é resultado do avanço no conhecimento sobre a organização 
e a reprodução da vida, da matéria viva, em seu nível molecular. 
As pesquisas atingiram um grande nível de desenvolvimento, tornando possível o estudo 
dos genes, estruturas que contêm e transmitem a hereditariedade. Os genes são pedaços de 
uma molécula chamada ácido desoxirribonucleico – DNA – que, em geral, se encontra no núcleo 
da célula. O DNA está presente e define todos os seres vivos. 
 
Partes da Célula 
 
1 MEMBRANA PLASMÁTICA 
O envoltório celular presente em todos os tipos de células é a membrana plasmática. 
O modelo de estrutura de membrana 
plasmática aceito atualmente foi proposto 
em 1972 por Singer e Nicholson e 
denomina-se modelo de mosaico fluído. 
Estrutura: Dupla camada de lipídios 
intercalados por moléculas de proteína. 
 
 
 
A membrana plasmática não isola 
totalmente a célula do meio exterior. Como 
unidade viva, a célula precisa adquirir 
substâncias do meio externo para garantir sua sobrevivência, assim como precisa eliminar resíduos 
de seu metabolismo. Nesse processo, a membrana plasmática exerce um controle sobre as 
substâncias que devem entrar ou sair da célula. Ela possui permeabilidade seletiva. 
 
 
2 CITOPLASMA 
O citoplasma das células eucariotas corresponde a toda região compreendida entre a 
membrana plasmática e a carioteca (membrana do núcleo). 
O citoplasma é formado por um líquido gelatinoso (hialoplasma) no qual ficam mergulhados 
os organoides. 
ORGANOIDES CITOPLASMÁTICOS 
 
1) Retículo endoplasmático 
É um sistema de canais e vesículas internas, que podem ou não ter grânulos aderidos à sua 
superfície (ribossomos). 
 
-Retículo endoplasmático liso – não possui ribossomos aderidos. Tem as seguintes funções: 
aumenta a superfície interna da célula, permite a circulação intracelular, armazena substâncias e 
produz lipídios. 
 
 
 
 
 
8 
-Retículo endoplasmático rugoso – apresenta inúmeros ribossomos aderidos à sua 
superfície externa, além de todas as funções exercidas pelo retículo endoplasmático liso, também 
participa da síntese de proteínas. 
 
2) Ribossomos: são as estruturas nas quais são produzidas as proteínas das células. 
Encontram-se livres no citoplasma tanto nas células eucariontes como nos procariontes. Nos 
eucariontes, eles também podem estar aderidos ao retículo endoplasmático rugoso. 
 
3) Complexo de Golgi 
É formado por um conjunto de vesículas e bolsas achatadas, umas empilhadas sobre as 
outras. Desempenha as funções de armazenamento de 
substâncias, que são posteriormente eliminadas pelas 
vesículas. 
No espermatozoide, o acrossomo (uma estrutura 
originada do complexo de Golgi) é repleto de enzimas 
digestivas com função de perfurar a membrana que envolve o 
óvulo, permitindo assim a fecundação. 
 
 
4) Lisossomos 
São pequenas vesículas que contêm sucos digestivos, com função de realizar a digestão 
intracelular. 
- Lisossomos e doença: o rompimento dos lisossomos pode ser responsável por algumas 
doenças. A silicose é uma doença pulmonar causada por inalação de pó de sílica, comum em 
trabalhadores de pedreiras e minas, cujos pulmões perdem aos poucos sua capacidade 
respiratória. Aparentemente, as partículas de sílica provocam a destruiçãoecossistema. 
CADEIA ALIMENTAR: sequência linear pela qual a matéria e a energia são transferidas de um 
nível trófico a outro. A cadeia alimentar mostra uma sequência de seres vivos que servem de 
alimento para outros, iniciando-se com os organismos produtores. 
TEIA ALIMENTAR: conjunto de várias cadeias alimentares interligadas. Nas teias alimentares, um 
mesmo organismo pode estar em diferentes níveis tróficos. 
 NÍVEL TRÓFICO: conjunto de organismos de um ecossistema que apresentam o mesmo tipo de 
nutrição. Todos os organismos que realizam fotossíntese, por exemplo, ocupam o mesmo nível 
trófico: os produtores. Existem três níveis tróficos principais: produtores, consumidores e 
decompositores. 
 Produtores: são os organismos autotróficos, ou seja, aqueles capazes de sintetizar seu 
próprio alimento. Plantas e algas são organismos produtores. 
 Consumidores: são aqueles organismos heterotróficos, incapazes de sintetizar seu próprio 
alimento, e, desse modo, precisam ingerir outros seres vivos. Os consumidores primários são 
aqueles que se alimentam dos produtores, os secundários alimentam-se dos consumidores 
primários, os terciários alimentam-se dos consumidores secundários, e assim sucessivamente. 
 Decompositores: são organismos que realizam a decomposição, processo por meio da qual 
obtêm os nutrientes de que necessitam da matéria morta, e promovem a devolução de alguns 
compostos químicos para o ambiente. 
 
 
 
CADEIAS E TEIAS ALIMENTARES 
A sequência linear pela qual a matéria e a energia são transferidas de um nível trófico a outro. 
A cadeia alimentar mostra uma sequência de seres vivos que servem de alimento para outros, 
iniciando-se com os organismos produtores. 
 
1. Cadeia Alimentar 
Os organismos autotróficos (plantas e alguns seres unicelulares) produzem substâncias 
orgânicas a partir de gás carbônico, água e sais minerais. A principal fonte de energia usada no 
processo da fotossíntese é a luz do sol. 
Os compostos orgânicos dos corpos dos autotróficos servirão de alimento a todos os outros 
seres vivos, chamados heterotróficos. Por isso, dizemos que os autotróficos são os produtores do 
ecossistema. 
Para se alimentar, os animais herbívoros dependem diretamente dos vegetais e são, por esse 
motivo, chamados de consumidores primários. Os herbívoros, por sua vez, servem de alimento aos 
carnívoros, que são os consumidores secundários. Esses carnívoros também podem servir de 
alimento para outros carnívoros, que são os consumidores terciários, e assim por diante, formando 
uma cadeia alimentar. 
https://mundoeducacao.uol.com.br/biologia/nicho-fundamental-nicho-efetivo.htm
 
 
 
 
66 
 
Cada etapa da cadeia alimentar é chamada de nível trófico. Assim, as plantas ocupam o nível 
trófico dos produtores, os animais herbívoros ocupam o nível trófico dos consumidores primários, e 
assim por diante. 
Parte da matéria orgânica do corpo 
dos organismos passa para o nível trófico 
seguinte. Outra parte, representada por 
folhas, galhos, fezes, excretas e 
cadáveres, é devolvida ao ambiente. No 
solo ou na água, essa matéria orgânica 
morta é transformada em substâncias 
minerais pela atividade de organismos 
representados, principalmente, por fungos 
e bactérias. Esses organismos são 
chamados de decompositores. 
Como as substâncias minerais 
produzidas pela degradação são 
utilizadas novamente pelos vegetais na fotossíntese, podemos compreender o papel fundamental 
que desempenham os decompositores ao promover a reciclagem da matéria orgânica. Sem eles, 
a matéria mineral necessária à fotossíntese acabaria se esgotando e o nosso planeta seria 
transformado num amontoado de cadáveres e detritos orgânicos. 
 
 
2. A teia alimentar 
É o conjunto de várias cadeias alimentares interligadas. Nas teias alimentares, um mesmo 
organismo pode estar em diferentes níveis tróficos. 
 
Muitos animais têm alimentação variada, enquanto outros servem de alimento para mais de 
uma espécie. Portanto, encontramos na comunidade um conjunto de cadeias interligadas, 
formando o que se chama de teia alimentar. 
 
Há animais que, por se alimentarem tanto de vegetais quanto de animais, não se prendem a 
um único nível trófico, podendo ser ora 
consumidores primários, ora consumidores 
secundários ou terciários. São os animais 
onívoros (omni=“tudo”; vorare=“devorar”), 
como por exemplo, o homem. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
67 
 
RELAÇÕES ENTRE OS SERES VIVOS 
Relações ecológicas são as interações estabelecidas entre os seres vivos. 
 Os organismos de uma comunidade 
biológica interagem entre si, com indivíduos da 
mesma espécies (relações intraespecíficas) 
ou com indivíduos de outra espécie (relações 
interespecíficas). 
Essas relações podem influir negativamente ( - ) 
sobre um ou ambos os organismos que delas 
participam, outras influem positivamente ( + ). 
Algumas podem ser ainda indiferentes ( 0 ) para 
os organismos. Os sinais são utilizados para 
especificar se a relação é positiva para ambos os 
organismos 
 ( +/+ ), negativa para ambos os organismos ( -
/- ), positiva para um e negativa para o outro ( +/- 
), positiva para um e indiferente para o outro ( +/0 
), entre outras situações. 
 
 
 
 RELAÇÕES INTERESPECÍFICAS 
Protocooperação 
( +/+) 
Espécies se associam de maneira não obrigatória e se beneficiam 
mutuamente. Ex: caranguejo-ermitão e anêmona. O ermitão serve 
de meio de transporte para a anêmona, que o protege de ataques 
com substâncias urticantes. 
Mutualismo 
( +/+ ) 
Espécies associadas se beneficiam mutuamente. Essa associação 
é obrigatória para a sobrevivência das espécies envolvidas. Ex: 
cupins e protozoários. 
Predatismo 
( +/- ) 
Espécies predadoras matam e se alimentam de indivíduos de outras 
espécies (são animais carnívoros). Ex: gaviões que caçam e se 
alimentam de roedores. 
Parasitismo 
( +/- ) 
Uma espécie parasita tira proveito de outra (hospedeiro), 
prejudicando-a. Ex: lombrigas intestinais que parasitam o ser 
humano. 
Amensalismo 
( +/- ) 
Uma espécie inibe o crescimento de outra através da liberação de 
substâncias químicas. Assim, a primeira tem mais recursos para 
crescer. Ex: fungos que liberam antibióticos. 
Competição 
interespecífica 
( -/- ) 
Espécies com nichos ecológicos de alguma forma semelhantes 
competem por um mesmo recurso escasso. Ex: competição de 
plantas pela água presente no solo. 
Comensalismo 
( +/0 ) 
Uma espécie se associa com outra sem prejudicá-la. Nos casos 
mais clássicos, uma espécie usa os restos alimentares de outra. Ex: 
rêmora e tubarão. A rêmora se prende ao corpo do tubarão e, além 
de obter restos de comida, ela consegue um eficiente meio de 
transporte. 
Inquilinismo 
( +/0 ) 
Uma espécie utiliza o corpo de outra espécie como abrigo, sem 
prejudicá-la. Exemplo: bromélias e orquídeas que habitam troncos 
de árvores em busca de luz solar. 
 
https://mundoeducacao.uol.com.br/biologia/relacoes-ecologicas.htm
 
 
 
 
68 
 
 
 
 RELAÇÕES INTRAESPECÍFICAS 
 
Colônias 
( +/+ ) 
Organismos ligados anatomicamente que podem ou não dividir 
funções fisiológicas. Ex: recifes de corais. 
Sociedades 
( +/+ ) 
Organismos não ligados anatomicamente se organizam de forma 
cooperativa. Ex: sociedade de abelhas. 
Canibalismo 
( +/- ) 
Um indivíduo se alimenta de outro da mesma espécie. Ex: algumas 
fêmeas de aracnídeos e insetos se alimentam do macho após a 
cópula. 
Competição 
intraespecífica 
( -/- ) 
Organismos da mesma espécie competem por um recurso escasso. 
Existe praticamente em todas as espécies. 
 
 
CICLOS DA MATÉRIA 
 
Os organismos retiram constantemente da natureza substâncias e elementos químicos, que 
depois retornam ao ambiente. 
O processo contínuo de retirada e devolução de elementos químicos à natureza constitui os 
ciclos biogeoquímicos. 
 
1. CICLO DO CARBONO 
As cadeias de carbono que 
formam as moléculas de açúcar são 
fabricadas pelos seres autotróficos 
por meio da fotossíntese,na qual 
ocorre absorção de gás carbônico 
do ambiente. A absorção do carbono 
atmosférico pelas plantas e outros 
seres autotróficos e sua 
transformação em substâncias 
orgânicas são chamadas de fixação 
de carbono ou sequestro de 
carbono. Dessa forma, o carbono 
passa a circular pela cadeia 
alimentar na forma de moléculas 
orgânicas. Sua volta ao ambiente se 
dá na forma de gás carbônico, por 
meio da respiração de praticamente 
todos os seres vivos e da 
decomposição de seus corpos após 
a morte. 
O ciclo do carbono está ligado 
ao do oxigênio, pois este é 
produzido na fotossíntese e lançado 
na atmosfera; pela respiração, ele é consumido e se produz novamente gás carbônico. Além da 
 
 
 
 
69 
respiração, o gás carbônico é recolocado na atmosfera pela oxidação não biológica da 
matéria orgânica em contato com o ar, como ocorre na combustão. 
A produção de gás carbônico pela respiração e pela decomposição deveria ser naturalmente 
compensada pelo consumo desse gás na fotossíntese. No entanto, o ser humano libera esse gás 
na atmosfera, pela queima de combustíveis fósseis (carvão e petróleo) e de madeira, a uma 
velocidade muito maior que a de assimilação pela fotossíntese. O resultado é um desequilíbrio no 
ciclo de carbono, com aumento progressivo de gás carbônico na atmosfera. 
Vejamos as possíveis consequências desse aumento. 
 
EFEITO ESTUFA 
 
O gás carbônico forma uma barreira na atmosfera que deixa passar a luz do Sol e retém o 
calor irradiado pela superfície terrestre. Algo semelhante ocorre em uma estufa de vidro na qual se 
cultivam plantas. O vidro deixa passar a luz, que é absorvida pelo solo e refletida na forma de calor. 
No entanto, as ondas de calor não atravessam bem o vidro e são refletidas, aquecendo a estufa. 
Por essa razão, o efeito do aquecimento do planeta é chamado de efeito estufa. 
 
 
AQUECIMENTO GLOBAL 
 
 Com o aumento da produção de gás carbônico, por causa da queima de combustíveis 
fósseis (em motores, nas indústrias e nas usinas) e, em menor grau, pelas queimadas de florestas, 
a concentração desse gás vem aumentando gradativamente e há muitas evidências de que esse 
fato vem provocando um aumento na temperatura média da Terra. Esse fenômeno é chamado de 
aquecimento global. 
 Segundo estudos, em 2009 havia mais gás carbônico no ar do que a média dos últimos 
650 mil anos. De 1970 a 2004, a emissão de gases que intensificam o efeito estufa (dos quais o 
gás carbônico é o principal) subiu 70%. 
 Outros estudos mostram aumento no ritmo do derretimento do gelo nos pólos e diminuição 
das geleiras nos Andes e no Himalaia. A redução total da camada de gelo no Ártico, medida nos 
meses de verão, desde o início da década de 1970, já é de 40%. O aumento da temperatura pode 
provocar a subida do nível dos mares por causa da expansão térmica da água (a água quente 
ocupa mais volume que a fria) e do degelo de parte das calotas polares. Com isso, grandes áreas 
do litoral seriam inundadas, muitas ilhas ficariam submersas e milhões de pessoas ficariam 
desabrigadas, constituindo os chamados “refugiados do clima”. Diques teriam de ser construídos 
em cidades costeiras. Além disso, o avanço das águas salgadas pode contaminar os reservatórios 
de água doce mais próximo das regiões costeiras. 
 Em 2007, um relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC, do 
inglês Intergovemmental Panel on Climate Change), um comitê de mais de 2 mil especialistas de 
vários países, afirmou que muito provavelmente o aquecimento global se deve ao aumento das 
emissões de gás carbônico provocadas pelo ser humano. Nele se prevê um aumento da 
temperatura da Terra entre 1,8 °C e 6,4 °C. Um aumento de mais de 2 °C já seria suficiente para 
provocar mudanças climáticas importantes, como um aumento de fenômenos climáticos extremos: 
ondas de calor, secas e inundações mais frequente, ciclones tropicais e furacões mais intensos, 
aumento de chuvas torrenciais nas latitudes mais extremas e menos chuvas nas áreas 
subtropicais. 
 As áreas afetadas por seca aumentarão e diminuirão os recursos de água potável para boa 
parte das pessoas: mais de 1 bilhão de pessoas poderão sofrer com a falta de água. 
 Todas essas previsões, no entanto, dependem muito do que vai ocorrer com as emissões 
de carbono no futuro e de quanto será o aumento da temperatura média do planeta. As 
 
 
 
 
70 
consequências serão mais graves, por exemplo, se ocorrer um aumento de temperatura que 
ultrapassar os 2°C até 2100, mas menos graves se esse aumento se mantiver em, no máximo, 2°C. 
 
O Protocolo de Kyoto 
 Pensando nesses problemas, os países têm se reunido e apresentado propostas para 
reduzir gradativamente a emissão dos gases causadores do efeito estufa. 
 Em 2005, entrou em vigor o Protocolo de Kyoto: 141 países apoiaram a redução da 
emissão de gás carbônico de 5,2%, em média, com relação aos níveis de 1990 (as cotas de redução 
variam de cerca de 6% a 8%, conforme o país). A maioria dos países mais desenvolvidos se 
comprometeu a atingir essa meta entre 2008 e 2012, primeiro período de cumprimento do protocolo. 
 É possível, por exemplo, reduzir o consumo de combustíveis fósseis se houver 
equipamentos mais eficientes, que queime menos combustível. Outra saída é investir no 
aproveitamento de fontes alternativas de energia, que não emitem gás carbônico. 
 
 Além das medidas tomadas por governos e empresas, cada um de nós pode colaborar 
para a solução do problema: diminuindo o consumo de energia, evitando o desperdício e usando 
lâmpadas e aparelhos com consumo menor ou mais eficientes; utilizando , sempre que possível, 
transporte coletivo; mantendo motores bem regulados; reduzindo o volume de lixo, reciclando e 
reaproveitando materiais. 
 
 
2. CICLO DO OXIGÊNIO 
O oxigênio participa da composição 
de todas as moléculas que fazem parte 
da estrutura dos seres vivos. Em sua 
forma livre é imprescindível à respiração 
dos seres aeróbios, sendo encontrado 
como componente da atmosfera ou 
dissolvido na água. 
O O2 passa pelo meio abiótico (ar e 
água) para os seres vivos durante os 
processos respiratórios. Sua volta ao 
meio abiótico se dá através da 
fotossíntese. A maior parte do oxigênio 
da atmosfera provém da fotossíntese 
realizada pelo fitoplâncton. 
Uma parte do oxigênio da 
estratosfera (camada da atmosfera 
situada entre 10 e 45 km de altura) é 
transformada pelos raios ultravioletas do 
Sol em gás ozônio (O3). O ozônio forma 
uma camada que funciona como um filtro 
protetor, retendo cerca de 80% de toda a radiação ultravioleta. 
As radiações ultravioleta são úteis em baixa intensidade- por exemplo, ativa a formação de 
vitamina D em nossa pele. Em altas doses são extremamente nocivas. 
 
 
A DESTRUIÇÃO DA CAMADA DE OZÔNIO 
A camada de ozônio vem sendo destruída por gases liberados por aviões supersônicos (que 
voam acima de 20Km de altitude), por cinzas de vulcões e, principalmente, por um grupo de gases 
 
 
 
 
71 
usados na indústria: os clorofluocarbonos, também chamados CFCs. Esses gases são 
usados em aerossóis, geladeiras, aparelhos de ar refrigerado e na produção de plásticos e isopor. 
Sob a ação dos raios ultravioleta, os CFCs liberam átomos de cloro, que reagem com o ozônio 
transformando-o em oxigênio. No final da reação, o átomo de cloro é regenerado, passando a 
destruir outra molécula de O3. 
O aumento da radiação ultravioleta provocado pela progressiva destruição da camada de 
ozônio pode reduzir a fotossíntese das plantas, comprometendo as colheitas, e destruir o 
fitoplâncton, provocando desequilíbrios nos ecossistemas aquáticos. No homem esse tipo de 
radiação aumenta a incidência de câncer de pele (devido ao aumento da taxa de mutações) e de 
catarata (por lesões no cristalino do olho), além de prejuízos no sistema imunológico. 
Além de não produzir mais CFCs, em 2007 o Brasil proibiu sua importação e o uso do herbicida 
brometo de metila, quetambém destrói a camada de ozônio. O Brasil e outros países em 
desenvolvimento assumiram o compromisso de banir os CFCs até 2010 (eles ainda são usados em 
geladeiras e aparelhos de ar condicionado antigos, anteriores a 2000). Entre os produtos que 
substituíram os CFCs, estão os hidroclorofluorcarbonos (HCFCs), que também têm potencial de 
destruição do ozônio, embora menor que o dos CFCs. A produção dos HCFCs deve ser 
interrompida em 2015 e sua eliminação deve se dar até 2040. 
 
 
3. CICLO DO NITROGÊNIO 
 
O nitrogênio é encontrado na forma de N2 na atmosfera e é o principal componente do ar, 
correspondendo a cerca de 78% de sua composição. Apesar de sua grande disponibilidade, poucas 
espécies são capazes de utilizá-lo dessa forma, sendo essa uma capacidade atribuída a alguns 
tipos de bactérias e cianobactérias. 
A capacidade de capturar o N2 é essencial para garantir que esse elemento consiga completar seu 
ciclo entre os componentes vivos e físico-químicos do planeta. Nos componentes vivos, o nitrogênio 
é fundamental, pois faz parte da constituição de proteínas e ácidos nucleicos. Vale destacar 
também que sua deficiência no solo desencadeia problemas graves na agricultura. 
Os animais conseguem utilizar o nitrogênio na forma de compostos orgânicos, tais como 
aminoácidos e proteínas. As plantas e algas, por sua vez, utilizam o nitrogênio na forma de íons 
nitrato (NO3-) ou íons amônio. O ciclo do nitrogênio assegura que esse elemento interaja com os 
organismos vivos e com o ambiente físico-químico. 
→ Etapas do Ciclo do Nitrogênio 
O ciclo do nitrogênio começa com a transformação do N2 da atmosfera em outros compostos 
nitrogenados. Essa transformação é 
denominada de processo de fixação, 
que pode ser físico, industrial ou 
biológico. A fixação física do 
nitrogênio ocorre quando faíscas 
elétricas ou relâmpagos entram em 
contato com o nitrogênio, o que 
causa a formação de amônia. A 
fixação industrial é realizada em 
fábricas. A fixação biológica ou 
biofixação, por sua vez, é a fixação 
de nitrogênio por micro-organismos, 
sendo essa a forma mais comum de 
fixação. Nesse tipo de fixação, 
bactérias podem converter o 
 
 
 
 
72 
nitrogênio gasoso em amônia (NH3) ou íons amônio (NH4+). 
Na fixação biológica, destaca-se a ação das bactérias do gênero Rhizobium. Bactérias desse 
gênero associam-se a plantas leguminosas, vivendo em nódulos de suas raízes. Essa relação 
estabelecida é um tipo de mutualismo, uma vez que ambas são beneficiadas. Enquanto as plantas 
fornecem proteção e alimento, as bactérias fornecem-lhe o nitrogênio. Ao morrerem, essas plantas 
liberam o nitrogênio de suas moléculas orgânicas na forma de amônia (NH3). 
 
 
POLUIÇÃO E DESEQUILÍBRIOS ECOLÓGICOS 
 
1. A POLUIÇÃO DO AR 
Além de contribuir para o efeito estufa, a queima de combustíveis fósseis por fábricas, usinas 
e veículos motorizados lançam uma série de produtos tóxicos no ar. Um deles, o monóxido de 
carbono (CO), é capaz de combinar-se com a hemoglobina do sangue, impedindo o transporte de 
oxigênio pelas hemácias e dificultando a oxigenação dos tecidos. 
A combustão por fábricas e veículos leva também à formação de óxidos de nitrogênio e de 
enxofre, como o dióxido de nitrogênio (NO2) e o dióxido de enxofre (SO2). Esses gases irritam os 
olhos, o nariz e a garganta, além de prejudicar as vias respiratórias e os pulmões. Esses óxidos 
causam também a chuva ácida. Isso acontece quando eles se combinam com o vapor de água, 
formando ácidos, como o ácido nítrico (HNO3) e o ácido sulfúrico (H2SO4). A chuva torna-se tão 
ácida (pH menor que 5) que pode destruir plantações, florestas, poluir rios e lagos, corroer prédios 
e monumentos. 
Outro componente lançado pela queima de combustível é o chumbo, quando adicionado à 
gasolina para melhorar o desempenho do motor de carros, lançado no ar, o chumbo pode ser 
absorvido pelo organismo, acumulando-se gradativamente e provocando lesões no sistema 
nervoso. 
 
2. A POLUIÇÃO DA ÁGUA 
Vista do espaço, a Terra parece o Planeta Água, já que ¾ da sua superfície é formada pelos 
oceanos, rios, lagos e lagoas. No entanto grande parte dessa água está poluída com resíduos 
gerados pelas indústrias, cidades e atividades agrícolas. O acúmulo desses resíduos na água pode 
ser identificado pela poluição térmica, que é a descarga de efluentes a altas temperaturas, poluição 
física, que é a descarga de material em suspensão, poluição biológica, que é a descarga de 
bactérias patogênicas e poluição química que pode ocorrer por deficiência de oxigênio, toxidez e 
eutrofização. 
 
 
3. A POLUIÇÃO DO SOLO 
 A poluição do solo ocorre pela contaminação de substâncias como lixo, esgoto, agrotóxicos 
e outros tipos de poluentes produzidos pela ação do homem. O acúmulo desses materiais por si só 
já interfere no ambiente, mas não podemos esquecer que eles também são carregados pelas 
chuvas para represas de abastecimento, além de contaminar os lençóis freáticos. Cada brasileiro 
produz 1 Kg de lixo doméstico por dia, ou seja, se a pessoa viver 70 anos terá produzido em torno 
de 25 toneladas. Se multiplicarmos pela população brasileira, pode-se imaginar a dimensão do 
problema. 
 
 
 
 
 
 
 
 
73 
 
 
BIBLIOGRAFIA 
 
 LINHARES, Sérgio; GEWANDSNAJDER, Fernando. Biologia Hoje – 3º volume. São Paulo: 
Ática, 2010. 
 
 MACHADO, Sídio. Biologia – De olho no mundo do trabalho – volume único. São Paulo: 
Scipione, 2006. 
 
 
 
 MENDES, Rodrigo. Biologia – Caderno de revisão: Moderna, 2011. Coleção – Conquistando 
Espaços – Jovens e Adultos: MW gráfica e editora 
 
 
 SILVA JR, César da; SASSON, Sezar; CALDINI JR, Nelson. Biologia – 9ª edição. São Paulo: 
Saraiva, 2010. 
 
 https://www.sobiologia.com.br/conteudos/Biologia 
 
 https://brasilescola.uol.com.br/biologia 
 
 https://www.biologianet.com/anatomia-fisiologia-animal 
 
 
 
 UZUNIAN, Armênio; BIRNER, Ernesto. Biologia – volume único. 2ª edição. São Paulo: 
Harbra, 2004. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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74 
 
 
 
NÚCLEO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS 
CAXIAS DO SUL – 4ª CRE 
EXERCICIOS DE REVISÃO DE BIOLOGIA 
 
 
1. Diferencie célula procariota de célula eucariota. 
 
2. Alimentação saudável é uma dieta bem equilibrada, que fornece os nutrientes, vitaminas 
e minerais nas proporções adequadas para o bom funcionamento do 
organismo. Complete o quadro com a função e exemplos: 
 
 Função Exemplos 
Carboidratos 
 
 
Lipídios 
 
 
Proteínas 
 
 
 
 
3. O que é doença celíaca? Quais os sintomas dessa doença? 
 
4. Quais são as bases nitrogenadas formadoras do DNA e do RNA? 
 
5. Um filamento de DNA apresenta à seguinte sequência: ATACCGTATAAG. 
 Escreva o filamento complementar. 
 
6. “A célula pode ser vista como uma unidade minúscula e complexa. Nela há estruturas e 
processos responsáveis pela nutrição, respiração, circulação de materiais, construção de 
substâncias e estruturas, excreção de resíduos, reprodução e pelo controle dessas 
atividades”. 
 Na tabela abaixo, escreva as funções realizadas pelos organoides citoplasmáticos: 
Organoide Função 
Ribossomos 
Complexo de Golgi 
Lisossomo 
Centríolos 
Mitocôndrias 
Cloroplastos 
 
7. Em que organoide ocorre a fotossíntese? Explique o que é necessário para que esse 
fenômeno ocorra? O que resulta dele? 
 
 
 
 
 
75 
 
8. “Do mesmo modo que uma fábrica pode ser multiplicada pela construção de várias filiais, 
também as células se dividem e produzem cópias de si mesmas”. 
 Há dois tipos de divisão celular: MITOSE E MEIOSE. Diferencie esses processos quanto 
ao número de células formadas e a carga cromossômica. 
 
9. Uma célula com 16 cromossomos, ao sofrer mitose, origina quantas células? Qual a carga 
cromossômica de cada uma delas? 
 
10. Uma célula com 32 cromossomos,ao sofrer meiose, origina quantas células? Qual a carga 
cromossômica de cada uma delas? 
 
11. “Ao abrir um programa de computador, inadvertidamente, colocamos em risco a saúde do 
aparelho, podendo até perdê-lo. Do mesmo modo, ao se deixar penetrar por um vírus que 
destruirá progressivamente todos os seus “programas” a célula pode estar assinando o seu 
atestado de óbito”. Os vírus, assim, causam inúmeras doenças. Cite-as. 
 
12. O controle da proliferação de mosquitos é uma medida adotada para o combate a doenças. 
Cite duas viroses em que esta estratégia traz bons resultados. 
 
13. “Um belo dia você acorda com dor de garganta e febre. Vai ao médico e ele introduz uma 
daquelas espátulas de madeira no fundo de sua garganta e colhe material. Depois de alguns 
minutos, ele diz que você está com uma infecção de garganta provocada por uma bactéria”. 
a) A que reino pertence às bactérias? 
b) As bactérias são causadoras de inúmeras doenças. Cite-as. 
14. Complete a tabela sobre os cinco reinos de seres vivos: 
 
Reinos N º. de células 
Unicelulares ou 
pluricelulares 
Presença de 
núcleo: 
Procariontes ou 
eucariontes 
Nutrição 
Heterótrofos ou 
autótrofos 
 
 
EXEMPLOS 
MONERA 
PROTISTA 
FUNGOS 
VEGETAL 
ANIMAL 
 
 
15. Sobre as doenças causadas pelos protozoários, complete a tabela: 
Doença Agente causador Agente transmissor 
Malária 
 
 
Doença de 
Chagas 
 
Leishmaniose 
 
 
 
 
 
 
76 
16. “Há cerca de 3 mil anos, os orientais têm os cogumelos (um tipo de fungo) como 
alimentos especiais. Atualmente, eles são consumidos não apenas por seu sabor e textura, 
mas também por seu valor nutricional e terapêutico. São conhecidas mais de 220 espécies 
e muitas delas podem apresentar valor medicinal”. 
 Responda: 
a) O nome dos fungos fermentadores e 3 produtos fabricados por eles. 
b) O nome do antibiótico produzido através de um fungo. 
 
17. Diferencie as plantas pertencentes aos grupos: gimnospermas de angiospermas. Cite 
exemplos para cada uma. 
 
18. As plantas são seres vivos e, assim como as pessoas, elas também nascem, crescem, se 
reproduzem e morrem. As partes da planta são: raízes, caule, folhas, flores, frutos e 
sementes. Complete a tabela: 
 
Partes do vegetal Função Exemplos comestíveis 
RAIZ 
CAULE 
FOLHA 
FLOR 
FRUTO 
SEMENTE 
 
 
19. As águas-vivas são exemplos de representantes do filo Cnidários que frequentemente 
causam acidentes nas praias. São comuns relatos de pessoas que apresentaram 
queimaduras por esses animais. Esses seres apresentam como forma de defesa uma célula 
capaz de liberar um líquido urticante, que em humanos pode ocasionar queimaduras. O 
nome dessa célula é: ______________________________ 
 
20. “As verminoses representam, sem dúvida, grande problema de saúde pública, 
especialmente nos países subdesenvolvidos. As mais comuns são causadas por várias 
espécies de nematelmintos e platelmintos. A falta de redes de água e esgoto, de campanhas 
de esclarecimento público, de higiene pessoal e de programas de combate aos 
transmissores leva, atualmente, ao aparecimento de centenas de milhares de novos casos 
na população brasileira”. 
Em relação aos platelmintos, responda: 
Verme Doença Forma de transmissão 
Esquistossomos 
Tênia 
 
 
 
 
 
77 
 Em relação aos nematelmintos, responda: 
 
Nome do Verme Doença Forma de transmissão 
 Ascaridíase 
 Ancilostomose 
 
21. Caracterize o corpo dos moluscos e cite o nome de alguns representantes: 
 
22. Complete a tabela referente às características de cada classe do filo ARTRÓPODES: 
 
 Divisão do 
corpo 
Nº de 
patas 
Nº de 
antenas 
REPRESENTANTES 
INSETOS 
 
 
 
CRUSTÁCEOS 
 
 
 
ARACNÍDEOS 
 
 
 
 
23. “Os seres humanos, como espécie biológica, são bastante complexos. Comparados com 
alguns grandes animais, nós não somos tão fortes ou tão rápidos, e nem possuímos presas ou 
garras. A diferença é o cérebro humano que dá vazão à nossa mente, que foi capaz de criar 
maravilhas. Sozinhos podemos controlar a transmissão de doenças, ir ao espaço a bordo de 
foguetes e voar até as estrelas com nossa imaginação”. 
 A espécie humana pertence ao filo dos cordados, grupo a que pertencem peixes, anfíbios, 
répteis, aves e mamíferos. Isso significa que compartilhamos com esses animais algumas 
características. Complete a seguinte tabela comparativa: 
 
 Peixes Anfíbios Répteis Aves Mamíferos 
Respiração 
 
 
 
 
 
 
Cavidades do 
coração 
 
 
 
 
 
 
Temperatura 
do corpo 
 
 
 
Pele 
 
 
 
Fecundação 
 
 
 
 
Exemplos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
78 
Sobre o corpo humano, responda: 
 
24. Quais são os órgãos que compõem o sistema digestório humano? 
 
25. Quais são os órgãos que compõem o sistema respiratório humano? 
 
26. Em relação aos componentes do sistema cardiovascular humano, responda: 
a) Quantas cavidades apresentam o coração? 
Como elas são chamadas? 
b) Como é denominada a válvula que comunica o AD com o VD? 
E a válvula que comunica o AE com o VE? 
c) É correto afirmar que artéria só conduz sangue arterial e veia só conduz sangue venoso? 
 Justifique. 
 
27. Além dos glóbulos vermelhos (Hemácias), o sangue é formado também de glóbulos brancos 
(leucócitos) e de plaquetas. Cite as funções desempenhadas pelas hemácias, leucócitos e 
plaquetas.. 
 
28. Cite os órgãos do sistema urinário humano e a função de cada um. 
 
29. O sistema endócrino pode ser comparado a um “correio”. As “mensagens” são os hormônios, 
as moléculas que viajam pelo sangue e assim atingem as diversas partes do corpo. Embora 
geralmente mais lenta que a comunicação por via nervosa, a comunicação por via hormonal é 
muito eficiente. Por exemplo, quando estamos em situação de perigo, nossas glândulas 
suprarrenais, alertadas pelo sistema nervoso, lançam no sangue a adrenalina. Em fração de 
segundos, diversas partes do corpo são informadas do perigo pelas moléculas de adrenalina, 
preparando-se para reagir. 
 Com relação ao sistema endócrino, complete a seguinte tabela: 
Hormônios Glândula produtora Função 
do crescimento 
ocitocina 
antidiurético 
prolactina 
insulina 
glucagon 
adrenalina 
 
30. O que é bócio endêmico? 
 
31. O sistema nervoso pode ser comparado a uma “rede telefônica” em que as mensagens são 
pulsos elétricos, que viajam através de “cabos transmissores”, os nervos, estabelecendo a 
comunicação entre as partes do corpo e uma “estação central”, o encéfalo e a medula espinal. 
Esses órgãos compõem o sistema nervoso central, cuja função é interpretar as informações 
obtidas e elaborar as respostas adequadas, enviando-as aos órgãos do corpo responsáveis 
pelas ações, geralmente os músculos. 
A) Cite a função do cérebro, ponte, bulbo e cerebelo. 
B) Cite a função da medula espinhal. 
 
 
 
 
79 
 
32. A sexualidade e a reprodução da espécie humana são temas que geram questões 
polêmicas, como liberação do aborto, uso de métodos anticoncepcionais, produção de 
“bebês de proveta” e, mais recentemente, possibilidade de clonagem de seres humanos. 
 Em relação ao sistema reprodutor masculino, responda: 
a) Onde são produzidos os espermatozoides? 
b) Que função realiza a próstata? 
c) Que função realiza a testosterona? 
 
 Em relação ao sistema reprodutor feminino, responda: 
a) Quais são os órgãos componentes deste sistema e suas respectivas funções? 
b) Qual é o local que ocorre a fecundação no corpo da mulher: 
c) Cite o nome de alguns métodos contraceptivos: 
 
SOBRE GENÉTICA 
 
33. O gene A condiciona o aparecimento de frutos verdes numa determinada espécie vegetal e é 
dominante sobre o alelo a, que condiciona a formação de frutos amarelos. Dê os resultados 
dos seguintes cruzamentos: 
a) AA x AA c) aa x AA e) Aa x aa 
b) Aa x AA d) Aa x Aa f) aa x aa 
 
Inclua na sua resposta os genótipos, fenótipos, proporções genotípicas e fenotípicas dos 
descendentes. 
 
34.Em ervilhas, o gene para flor vermelha é representado por (B) e o gene para flor branca por 
(b). Pergunta-se: qual a cor dos descendentes dos seguintes cruzamentos? 
a)BB x bb b)Bb x bb c) bb x bb 
 
35. Em cobaias, o gene L condiciona pelagem crespa e o gene l condiciona pelagem lisa. Qual a 
proporção fenotípica esperada nos filhos de um cruzamento entre duas cobaias heterozigotas? 
 
36. Em ervilha, a forma lisa da semente é dominante sobre a forma rugosa. Cruzando-se uma planta 
que apresenta sementes lisas (heterozigota) com outra de sementes rugosas, pergunta-se: 
a. Qual a probabilidade de nascerem descendentes de sementes rugosas? 
b. E de sementes lisas? 
 
Problemas com heredogramas: 
37. O caráter olhos castanhos é dominante sobre olhos azuis. Um casal de olhos castanhos teve 
dois filhos de olhos castanhos e um filho de olhos azuis. Qual o genótipo do casal? 
 
38. O albinismo (ausência de pigmento), no homem, é condicionado por um gene recessivo a. A 
pigmentação normal é condicionada pelo alelo dominante A. Um homem normal, filho de mãe 
albina, casou-se com uma mulher normal, cujo pai era albino. Esse casal teve um filho albino. 
Determine o genótipo de todas as pessoas mencionadas. 
 
39. Um homem de olhos azuis, filho de pais de olhos escuros, casou-se com uma mulher de olhos 
escuros e teve um filho de olhos azuis. Sabendo-se que o caráter para olhos escuros é dominante 
em relação a olhos azuis, dar o genótipo relativo a todas as pessoas mencionadas. 
 
 
 
 
 
80 
Sobre grupos sanguíneos: 
40. Quando os pais têm sangue do tipo AB, qual a probabilidade de terem filhos do grupo O? 
 
41. Estabeleça os resultados dos seguintes cruzamentos: 
a) IAi x IBi 
b) IBi x ii 
 
42. Quais as proporções fenotípicas e genotípicas esperadas para os filhos de um homem AB 
casado com uma mulher do grupo O? 
 
43. Um homem com sangue Rh- casa-se com uma mulher Rh+, cujo pai era Rh-. Que tipo de 
descendentes pode-se esperar desse casamento quanto ao grupo sanguíneo do sistema Rh? 
 
44. Uma mulher que apresenta fator Rh-, cujos pais são Rh+, é casada com um homem Rh+, cujo 
pai é Rh+ e a mãe Rh-. Qual a probabilidade de o casal ter um filho Rh-? 
 
45. Assinale a alternativa do quadro abaixo que contém os possíveis genótipos de um casal e do 
seu filho que nasceu com eritroblastose fetal. 
PAI MÃE FILHO 
a) RR Rr Rr 
b) Rr rr rr 
c) Rr rr Rr 
d) RR Rr Rr 
e) RR Rr rr 
 
46. Um determinado banco de sangue possui 4 litros de sangue tipo AB, 7 litros de sangue tipo A, 
1 litro de sangue tipo B e 9 litros de sangue tipo O, todos Rh+. Se houver necessidade de transfusões 
sanguíneas para um indivíduo com sangue tipo AB, estarão disponíveis para ele, do total acima 
mencionado: 
 
a) 4 litros c) 12 litros e) 21 litros 
b) 8 litros d)13 litros 
 
47. Pedro está hospitalizado e necessita de transfusão de sangue. Seu grupo sanguíneo é O Rh+. 
Os doadores que se apresentaram têm sangue do tipo A Rh+, A Rh-, B Rh+, B Rh-, O Rh+ e 
AB Rh- (s) melhor (es) doador (es) é (são) o(s) de sangue: 
 
a) O Rh+ c) B Rh- e B Rh+ e) A Rh+ e B Rh- 
b) AB Rh- d) A Rh+ e A Rh- 
 
48. Sobre daltonismo e hemofilia, responda: 
a) Cruzando-se um homem normal para daltonismo com uma mulher transmissora, obtemos: 
b) Cruzando-se uma mulher normal com um homem daltônico, obtemos: 
c) Cruzando-se um homem daltônico com mulher transmissora, obtemos: 
d) Uma mulher normal casada com um homem normal e que já teve um filho hemofílico, quer 
saber como podem ser seus próximos filhos. 
e) Uma mulher normal cujo pai é daltônico quer saber qual a probabilidade de ter uma criança 
daltônica, se casada com um homem daltônico. 
 
 
 
 
81 
 
49. A vida na biosfera terrestre nem sempre foi do jeito que observamos hoje. Os seres vivos 
podem sofrer modificações ao longo das gerações, caracterizando a evolução. Assim, os seres 
que hoje habitam a Terra descendem de outros organismos, dos quais só existem evidências. 
Rastreando a história evolutiva dos seres, é possível afirmar que todos possuem um parentesco 
evolutivo, que pode ser mais próximo ou mais distante. 
Em relação às teorias de evolução, responda: 
a) Lamarck propôs duas leis do mecanismo da evolução. 
Explique cada uma e cite um exemplo. 
 
 b) O que diz a teoria de Darwin? Explique o caso do pescoço das girafas. 
 
50. “Quando entramos numa mata, nos encantam o ambiente e a diversidade biológica. 
Admiramos os raios de luz que se refletem nas folhas, os sons dos animais, as cores das flores 
e os odores que exalam dos vegetais. Muitos seres vivos ali presentes são fixos, outros são 
móveis. Alguns são minúsculos, outros nem tanto. 
 Os seres vivos formam uma unidade com o ambiente em que vivem. “A partir dessa 
ideia, foi criado o termo ecologia”. 
 Defina ecologia, ecossistema, população e comunidade. 
 
51. “A complexidade dos ecossistemas exige a manutenção das de equilíbrio para que uma 
determinada espécie continue a existir em seu ambiente natural. A degradação ambiental conduz 
ao desaparecimento de determinadas espécies nos ecossistemas afetados. Um dos fatores 
essenciais para o equilíbrio ecológico é a manutenção de todos os elos da cadeia alimentar”. 
 Caracterize, numa cadeia alimentar, os produtores, os consumidores e os 
decompositores. 
 
52. Na natureza todas as espécies são interdependentes de alguma forma. As relações entre os 
seres vivos mantêm o equilíbrio na comunidade e regulam o crescimento das populações. 
Partindo das informações acima, CITE EXEMPLOS das interações biológicas abaixo. 
a) Sociedade 
b) Mutualismo 
c) Comensalismo 
d) Parasitismo 
e) Inquilinismo 
 
53. Descreva com suas palavras o ciclo do nitrogênio: 
 
54. O interesse público pelas questões ambientais aumentou nas últimas três décadas. Os meios 
de comunicação divulgam diariamente notícias sobre os efeitos nocivos dos agrotóxicos, 
derramamento de petróleo nos ambientes aquáticos, efeito estufa e destruição da camada de 
ozônio. A maioria das pessoas, independentemente da classe social, sabe que sua vida é afetada 
pela degradação ambiental. 
A) explique o que é efeito estufa e suas consequências para o ambiente. 
 B) Alguns gases liberados na atmosfera são responsáveis pela destruição da camada de ozônio. 
Que gases são esses? Quais as consequências dessa destruição? 
 
55. Escreva sobre como podemos reduzir a nossa produção de lixo e qual a importância 
reciclagem de lixo.da membrana 
lisossômica; as enzimas liberadas destroem as células e suas vizinhas, levando-as à morte. Ocorre 
na região a formação de um material fibroso, que impede a troca de gases. 
 
5) Centríolo 
Essa organela é constituída por um conjunto de 27 microtúbulos 
proteicos, dispostos em nove grupos de três, formando um cilindro oco. 
Geralmente a célula possui um par de centríolos dispostos 
perpendicularmente. Participam do processo de divisão celular. 
 
 
5) Mitocôndrias 
São organelas ovaladas, formadas por duas membranas 
lipoprotéicas, cuja função é realizar a respiração celular. A membrana 
externa é lisa e a interna apresenta dobras que formam as cristas 
mitocondriais. O conteúdo interno é formado pela matriz mitocondrial. 
 
 
 
6) Plastos 
 São orgânulos citoplasmáticos encontrados nas células de plantas 
e de algas. Sua forma e tamanho variam conforme o tipo de organismo. Em algumas algas, cada 
célula possui um ou poucos plastos, de grande tamanho e formas características. Já em outras 
algas e nas plantas em geral, os plastos são menores e estão presentes em grande número por 
célula. 
 
 
 
 
9 
São organelas típicas de células vegetais, cujas funções são: armazenar substâncias 
(leucoplastos) e sintetizar compostos orgânicos (cromoplastos). 
Classificação: 
Cromoplastos (do grego chromos, cor), que apresentam pigmentos em seu interior. O 
cromoplasto mais frequente nas plantas é o cloroplasto, cujo principal componente é a clorofila, 
de cor verde, que é o pigmento responsável pela absorção da luz para realização da fotossíntese. 
Há também plastos vermelhos, os eritroplastos (do grego eritros, vermelho), que se desenvolvem, 
por exemplo, em frutos maduros de tomate. Leucoplastos (do grego leukos, branco), que não 
contêm pigmentos exemplo: reserva de amido. 
 
FOTOSSÍNTESE 
A fotossíntese é a principal fonte de matéria orgânica para os seres vivos, além de ser o 
processo responsável pelo fornecimento de oxigênio para a atmosfera. 
O processo da fotossíntese tem esse nome porque só se desencadeia em presença de luz 
(photo=foto; synthese=síntese). 
Para realizar a fotossíntese a planta necessita de água e dióxido de carbono. A água é 
fornecida pela seiva bruta que chega às folhas através dos vasos lenhosos; o dióxido de carbono é 
proveniente do ar atmosférico. Como consequência da fotossíntese a planta libera oxigênio para o 
ambiente e sintetiza glicose (C6H12O6). 
 
EQUAÇÃO SIMPLIFICADA DA FOTOSSÍNTESE 
 
6CO2 + 12H2O luz C6H12O6 + 6O2 + 6H2O 
 
Clorofila 
 
3. NÚCLEO 
 
 O núcleo tem duas funções fundamentais: dirige as atividades da célula e transporta a 
informação hereditária, ou seja, transporta os genes. 
 Os genes formam o DNA (ácido desoxirribonucleico) e o DNA forma o cromossomo. 
 O que recebemos de nossos pais? 
 Recebemos os genes (ou o DNA ou cromossomo) que vieram no espermatozoide do pai e 
no óvulo da mãe. Um gene é uma receita (código) de como fazer uma proteína. 
O núcleo das células que não estão 
em processo de divisão apresenta um limite 
bem definido, devido à presença 
da carioteca ou membrana nuclear, 
visível apenas ao microscópio eletrônico. 
 A maior parte do volume nuclear é 
ocupada por uma massa filamentosa 
denominada cromatina. Existem ainda um 
ou mais corpos densos (nucléolos) e um 
líquido viscoso (cariolinfa ou 
nucleoplasma). 
 
 
 
 
 
 
 
 
10 
Cromossomos da célula em divisão 
Quando a célula vai se dividir, o núcleo e os cromossomos 
passam por grandes modificações. Os preparativos para a 
divisão celular têm início com a condensação dos 
cromossomos, que começam a se enrolar sobre si mesmos, 
tornando-se progressivamente mais curtos e grossos, até 
assumirem o aspecto de bastões compactos. Durante a 
condensação cromossômica, as regiões eucromáticas se 
enrolam mais frouxamente do 
que as heterocromáticas, que estão condensadas mesmo durante a 
interfase. 
 
O que são genes? 
As moléculas de DNA dos cromossomos contêm “receitas” para a 
fabricação de todas as proteínas da célula. Cada “receita” é um 
gene. 
Portanto, o gene é uma sequência de nucleotídeos do DNA que 
pode ser transcrita em uma versão de RNA e consequentemente 
traduzida em uma proteína. 
 
 
DIVISÃO CELULAR 
 
Do mesmo modo que uma fábrica pode ser multiplicada pela construção de várias filiais, 
também as células se dividem e produzem cópias de si 
mesmas. 
Há dois tipos de divisão celular: mitose e meiose. 
Na mitose, a divisão de uma “célula-mãe” gera duas “células-
filhas” geneticamente idênticas e com o mesmo número 
cromossômico que existia na célula-mãe. Uma célula n 
produz duas células n, uma célula 2n produz duas células 2n 
etc. 
Trata-se de uma divisão equacional. 
 
 
 
 
 
 
11 
Uma célula com dois cromossomos origina, por mitose, duas células também com dois 
cromossomos. 
 As células do nosso corpo que se dividem por esse processo são as somáticas (“soma” 
vem do grego e significa corpo). Quase todas são somáticas, só as reprodutoras (espermatozoide 
e óvulo) é que se dividem por outro processo, a meiose. 
 
 
 Já na meiose, a divisão de uma “célula-mãe” 2n gera “células-filhas” n, geneticamente 
diferentes. Neste caso, como uma célula 2n produz quatro células n, a divisão é chamada 
reducional. Uma célula com dois cromossomos origina, por meiose, quatro células com um 
cromossomo em cada célula (metade). 
 As células que se dividem por meiose são os gametas, ou seja, células reprodutoras 
(espermatozoides e óvulos). 
A principal consequência da meiose, sem dúvida, é 
o surgimento da diversidade entre os indivíduos que são 
produzidos na reprodução sexuada da espécie. 
 
 As nossas células somáticas (do corpo) têm 46 
cromossomos e as reprodutoras 23 cromossomos 
(metade). 
 Esses 46 cromossomos estão organizados em pares, 23 pares de cromossomos. Em cada 
par um cromossomo veio do pai no espermatozoide e o outro veio da mãe no óvulo, portanto 
recebemos 23 cromossomos do pai e 23 da mãe. 
 
 Quando a célula tem todos os cromossomos (46) chamamos de diploide e quando tem 
metade dos cromossomos (23) chamamos de haploide. 
 As células somáticas (do corpo) são diploides e os gametas (espermatozoides e óvulos) 
são haploides. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
12 
FECUNDAÇÃO 
 
 Fecundação ou fertilização é a união de um gameta masculino com feminino, formando o 
ovo ou zigoto. 
 Logo após a entrada do espermatozoide no óvulo, forma-se neste uma membrana 
plasmática (membrana de fecundação) que impede a entrada de outros espermatozoides. 
 O núcleo do espermatozoide que penetrou no óvulo vai constituir o pronúcleo o masculino. 
A fusão desse pronúcleo com o núcleo do óvulo só se verifica após completada a maturação do 
óvulo. 
 
Desenvolvimento Embrionário dos Mamíferos 
 
 Quando o óvulo se desprende do 
ovário, pode entrar em contato com 
espermatozoide nas tubas uterinas. 
Ocorrendo a fusão do núcleo do 
espermatozoide com o núcleo do óvulo, 
forma-se o zigoto. 
 O zigoto sofre sucessivas mitoses, 
originando a mórula. 
 É a partir desse aglomerado de 
células que se originará o embrião. 
 Em um estágio mais avançado do 
desenvolvimento embrionário surge a 
placenta, anexo exclusivo de embriões de 
mamíferos. 
 A placenta origina-se a partir de 
vilosidades ou pregas do endométrio (parede interna do útero). É através dela que o embrião se 
nutre, respira e elimina suas excreções. Ela também produz hormônios. 
 O cordão umbilical estabelece as trocas de substâncias entre a mãe e o feto. 
 À medida que o embrião se desenvolve, ocorre uma diferenciação das células para 
executar funções específicas 
 A partir da nona semana de desenvolvimento até o nascimento, o embrião é chamado feto. 
Inicialmente ele mede cerca de 3 cm e pesa aproximadamente 1 grama. Ao nascer podemedir 50 
cm e pesar 3,5 kg. 
 
 
A GRAVIDEZ 
 
 Gravidez é o período que se estende desde a fertilização até o nascimento do feto. Dura 
cerca de 40 semanas na espécie humana. Durante esse período o abdome da mulher dilata-se 
gradualmente. Terminado esse período sobrevém o parto. Após o nascimento da criança a placenta 
é expelida do útero. 
 A gravidez pode ser múltipla, isto é, pode envolver a formação de mais de um feto. 
 Da gravidez múltipla originam-se gêmeos verdadeiros (ou univitelinos) e gêmeos fraternos. 
 
 
 
 
13 
 Os gêmeos verdadeiros ou monozigóticos são provenientes de um óvulo fecundado 
por um espermatozoide. Esses gêmeos possuem os 
mesmos genes e são sempre do mesmo sexo. 
 
 A mulher pode liberar dois óvulos ao mesmo 
tempo e que podem ser fecundados por dois 
espermatozoides. Nesse caso formam-se dois zigotos 
que originarão gêmeos fraternos ou dizigóticos. 
 
 
 Os gêmeos dizigóticos possuem equipamentos genéticos diferentes e podem ou não ser 
do mesmo sexo. 
 
 
CLASSIFICAÇÃO DOS SERES VIVOS EM REINOS 
 
Houve um tempo em que os seres vivos eram classificados como animais e plantas. Com o 
aperfeiçoamento da microscopia óptica comum e o aperfeiçoamento da microscopia eletrônica, 
esse modo de sistematizar tornou-se inadequado. Descobriram-se importantes diferenças entre os 
seres vivos. Atualmente a classificação baseia-se no tipo de organização celular e no tipo de 
nutrição. Desse modo, os seres vivos dividem-se em cinco reinos: 
 
Reinos Grupos Características 
Monera 
Bactérias (heterótrofas) e 
Cianobactérias (autótrofas) 
Unicelulares, procariontes, nutrição ou 
heterótrofa 
Protista 
Protozoários (heterótrofos) e 
Algas (autótrofas) 
Unicelulares, eucariontes, nutrição 
autótrofa ou heterótrofa 
Fungi Fungos 
Pluricelulares em sua maioria, eucariontes 
e nutrição heterótrofa 
Plantae (ou 
Metaphyta) 
Vegetais 
Pluricelulares, eucariontes e nutrição 
autótrofa 
Animalia (ou 
Metazoa) 
Animais 
Pluricelulares, eucariontes e nutrição 
heterótrofa 
 
 
VÍRUS 
Vírus são os únicos organismos acelulares da Terra atual 
Os vírus são extremamente simples e diferem dos demais seres vivos pela inexistência de 
organização celular, por não possuírem metabolismo próprio e por não serem capazes de se 
reproduzir sem estar dentro de uma célula hospedeira. São, portanto, parasitas 
intracelulares obrigatórios. 
 
ESTRUTURA DOS VÍRUS 
 
Os vírus são seres muito simples e pequenos (medem menos de 0,2 µm), formados 
basicamente por uma cápsula proteica envolvendo o material genético, que, dependendo do tipo 
de vírus, pode ser o DNA, RNA ou os dois juntos (citomegalovírus). 
 
 
 
 
14 
Vírus é uma partícula basicamente proteica que pode infectar organismos vivos. 
Vírus são parasitas obrigatórios do interior celular e isso significa que eles somente se 
reproduzem pela invasão e possessão do controle da maquinaria de auto reprodução celular. O 
termo vírus geralmente refere-se às partículas que infectam eucariontes (organismos cujas 
células têm carioteca), enquanto o termo bacteriófago ou fago é utilizado para descrever aqueles 
que infectam procariontes (domínios bacteria e archaea). 
A palavra vírus vem do Latim vírus que significa fluído venenoso ou toxina. Atualmente é 
utilizada para descrever os vírus biológicos, além de designar, metaforicamente, qualquer coisa que 
se reproduza de forma parasitária, como ideias. O termo vírus de computador nasceu por analogia. 
A palavra vírion ou víron é usada para se referir a uma única partícula viral que estiver fora da 
célula hospedeira. 
 
 
PRINCIPAIS DOENÇAS 
CAUSADAS POR VÍRUS: 
 
AIDS, gripe, herpes, dengue, 
febre amarela, sarampo, covid, 
catapora (varicela), caxumba, 
hepatite, poliomielite, rubéola, 
condiloma acuminado ou verruga 
genital, rotavirus e raiva. 
 
 
Dengue e febre amarela 
 A dengue e a febre amarela são causadas por vírus. Em ambas, os vírus são transmitidos ao 
ser humano pelas fêmeas do mosquito Aedes aegypti, que são hematófagas, isto é, alimentam-se 
de sangue. 
 A dengue apresenta-se sob duas formas: a clássica e a hemorrágica. Na dengue clássica, 
alguns dias depois da picada, a pessoa apresenta febre alta de quatro a sete dias, dores 
musculares, articulares (daí o nome popular de “quebra ossos”), na cabeça e nos olhos. 
 Na dengue hemorrágica, os sintomas iniciais são semelhantes aos da dengue clássica, porém, 
depois que a febre começa a ceder, os sintomas se agravam, com queda da pressão arterial, 
hemorragias da pele, intestino e gengivas. Nesse caso, se não houver assistência médica, a doença 
pode levar o paciente à morte em 10% dos casos. 
 
 O combate ao mosquito é a medida mais importante para a prevenção da dengue. 
 
 Febre amarela: o doente apresenta febre, vômito, dor no estômago e lesões no fígado, o que 
torna a pele amarelada (icterícia). A doença pode se apresentar de forma leve e até sem sintomas 
ou de forma grave, podendo levar à morte. A prevenção é feita com combate ao mosquito e 
vacinação. 
 
 Condiloma acuminado ou verruga genital; é uma doença causada pelo HPV (papiloma vírus 
humano), que provoca lesões em forma de “verrugas” na vulva, na vagina e no pênis, que é 
transmitido (o vírus) pelo ato sexual. Mulheres que tiveram ou têm o vírus devem fazer exames 
ginecológicos periódicos, pois alguns subtipos têm relação com o câncer no colo do útero. 
 
 
 
 
 
15 
 Em 2006, foi aprovada uma vacina contra os dois tipos mais comuns de HPV, 
responsáveis por 90% das verrugas, e também contra os dois tipos mais perigosos, responsáveis 
por 70% dos casos de câncer do colo do útero. A imunização deve ser feita antes que seja iniciada 
a vida sexual. 
 
REINO MONERA 
Características Gerais: 
 
 São organismos microscópicos unicelulares (formados por uma única célula) procariontes, 
ou seja, desprovidos de carioteca (membrana nuclear), com o material genético disperso no 
citoplasma. Alguns são autótrofos (produzem seu próprio alimento) e, outros heterotróficos (se 
alimentam de outros seres vivos). 
 
 São representados pelas bactérias e cianobactérias (algas azuis ou cianofíceas). As bactérias 
podem viver isoladas ou agrupadas, formando colônias, sendo encontradas em todos os tipos de 
habitat. Há muitas formas de vida livre e também, parasitas, podendo ser imóveis ou se 
locomoverem por flagelos. 
 Exemplos da importância das bactérias: 
 Decomposição de matéria orgânica morta. 
 Agentes que provocam doença no homem; 
 Processos industriais, como por exemplo, os 
lactobacilos, utilizados na indústria de 
transformação do leite em coalhada; 
 Ciclo do nitrogênio, em que atuam em diversas 
fases, fazendo com que o nitrogênio atmosférico 
possa ser utilizado pelas plantas; 
 Engenharia Genética e Biotecnologia para a 
síntese de várias substâncias, entre elas a 
insulina e o hormônio de crescimento. 
 
Reprodução: 
 A principal forma de reprodução das bactérias é assexuada por divisão binária, bipartição ou 
cissiparidade. Nesse processo, a célula bacteriana duplica seu cromossomo e se divide ao meio, 
originado duas novas bactérias idênticas a ela. 
 
As bactérias têm alto poder de reprodução. Em algumas horas, sob condições ambientais 
adequadas, uma única célula pode dar origem a milhares de descendentes, todos geneticamente 
idênticos entre si. Esse conjunto de seres geneticamente idênticos é denominado clone. 
 
Algumas Doenças causadas por bactérias: 
Tuberculose, sífilis, gonorreia, cólera, disenteria, tétano, botulismo, febre tifoide, 
gastroenterites, pneumonia, coqueluche, hanseníase, leptospirose e meningite 
meningocócica. 
 
Prevenção e tratamento de doenças - O modo mais eficaz de combater as doenças 
bacterianas é com o uso prescrito de antibióticos; já no caso das viroses não há medicação 
específica. Por outro lado, em ambos cenários, a vacinação é uma grande aliada!16 
REINO PROTISTA 
 
 A complexidade da célula eucariótica de um protozoário é tão grande, que ela, sozinha, 
executa todas as funções que tecidos, órgãos e sistemas realizam em um ser pluricelular complexo. 
Locomoção, respiração, excreção, controle hídrico, 
reprodução e relacionamento com o ambiente, tudo é 
executado por uma única célula, que conta com 
algumas estruturas capazes de realizar alguns 
desses papéis específicos, como em um organismo 
pluricelular. 
Segundo a classificação dos seres vivos em cinco 
reinos (Whittaker – 1969), um deles, o dos Protistas, 
agrupa organismos eucariontes, unicelulares, 
autótrofos e heterótrofos. Neste reino se colocam 
as algas inferiores: euglenófitas, pirrófitas 
(dinoflagelados) e crisófitas (diatomáceas), que 
são protistas autótrofos (fotossintetizantes). Os protozoários são protistas heterótrofos. 
 
PROTOZOÁRIOS 
 
Os protozoários são eucariontes unicelulares desprovidos de clorofila, que vivem isolados ou 
formando colônias, nos mais variados tipos de habitat. Podem ser aeróbios ou anaeróbios e exibir 
vida livre ou associar-se a outros organismos. 
 
Classificação dos protozoários 
 
A classificação dos diferentes filos de protozoários baseia-se na presença e no tipo de 
estrutura utilizada na locomoção. Os principais filos são: 
 Rizópodes ou sarcodíneos: locomovem-se através de pseudópodes. Ex: amebas. 
 Flagelados: locomovem-se através de flagelos. Ex: tripanossoma. 
 Ciliados: locomovem-se através de cílios. Ex: paramécio. 
 Esporozoários: desprovidos de organelas locomotoras. Ex: plasmódio. 
 
Os protozoários e a saúde humana 
As doenças causadas por protozoários apresentam: 
Agente etiológico: que é o agente causador da doença; 
Vetor: que é o agente transmissor, responsável por transmitir o agente etiológico ao indivíduo 
sadio. 
 
a) Amebíase ou disenteria amebiana: 
Protozoário causador: Entamoeba histolytica (sarcodíneo) 
 A amebíase é uma doença infecciosa predominante em regiões tropicais e subdesenvolvidas. 
O homem é o hospedeiro principal da Entamoeba histolytica. A transmissão se dá por cistos 
eliminados nas fezes, ingeridos através da água ou alimentos contaminados. 
 Ao comer frutas ou verduras mal lavadas ou beber água contaminada, o homem pode ingerir 
esses cistos que atingem o intestino delgado, onde se transformam em amebas ativas, que migram 
para o intestino grosso. 
 Na amebíase intestinal, os sintomas são diarreias prolongadas com eliminação de muco e 
sangue pelas fezes, cólicas, náuseas e vômitos. 
 
 
 
 
17 
 
b) Doença ou Mal de Chagas: 
 
Protozoário causador: Trypanosoma cruzi (flagelado) 
 A doença de Chagas (nome dado em homenagem a Carlos Chagas, pesquisador brasileiro 
que descobriu o ciclo da doença) é extremamente grave e não tem cura. 
 O agente etiológico da doença é o Trypanosoma cruzi. O vetor é um inseto hematófago 
conhecido vulgarmente por barbeiro. 
 Alterações ambientais, provocadas pela derrubada de matas, fizeram com que o barbeiro, 
inseto de hábitos silvestres e noturnos, passasse a conviver com o homem em suas habitações, 
alojando-se geralmente em frestas ou rachaduras de casas velhas, em casas de pau a pique, em 
paióis e chiqueiros. Na natureza, o barbeiro contamina-se com os tripanossomos, alimentando-se 
do sangue de mamíferos da nossa fauna, que são os reservatórios naturais do protozoário: gambás, 
tatus, tamanduás, morcegos, preguiças, roedores e macacos. 
 Os tripanossomos penetram no organismo quando o indivíduo picado se coça, seja 
espalhando fezes nos locais das picadas, seja esfregando as mãos contaminadas com as fezes do 
barbeiro em mucosas como a da boca e do olho. 
 Estes protozoários parasitas podem ser encontrados no sangue e formando os “ninhos de 
tripanossomos” na musculatura cardíaca. O coração comprometido aumento de volume, fica flácido 
e apresenta fibrose, levando à insuficiência cardíaca, que pode ser fatal. 
 
 
c) Malária: 
 
Protozoário causador: Plasmodium (esporozoário) 
 A malária (maleita ou impaludismo) tem como agente etiológico os esporozoários do 
gênero Plasmodium e como vetor o mosquito anófeles. 
 Ao picar uma pessoa, o mosquito fêmea injeta saliva anticoagulante e com ela, os 
esporos infectantes do Plasmodium. Através da corrente sanguínea, os esporos migram para o 
fígado, multiplicam-se, causando um aumento desse órgão. Os esporos resultantes desse período 
passam para a corrente sanguínea, penetram nas hemácias, reproduzem-se a custa delas, 
rompem-nas e libertam-se para o plasma, voltando a penetrar em outras hemácias e assim o ciclo 
nas hemácias se repete. Quando as hemácias rompem, a pessoa tem febre muito alta. Os acessos 
de frio e febre se repetem em intervalos de tempos regulares, de acordo com a espécie do 
plasmódio causador. 
 Um novo mosquito suga o sangue da pessoa infestando-se, e abrigando o protozoário 
no tubo digestório. 
 
 
ALGAS 
 
Nos sistemas aquáticos marinhos, existe uma comunidade formadora de uma verdadeira 
floresta. Ela é constituída por inúmeros protistas conhecidos simplesmente por algas. Assim como 
as florestas terrestres, essa comunidade aquática contribui para o abastecimento do oxigênio da 
biosfera. 
Sob a denominação algas enquadram-se diversos grupos de protistas diferentes entre si, 
mas que mantém uma característica em comum: são todos eucariontes, autótrofos 
fotossintetizantes dotados de clorofila. 
 
 
 
 
18 
Embora sejam encontradas no meio terrestre úmido, é nas 
águas doces e no mar que as algas são mais abundantes. No meio 
aquático, dependendo do local onde vivem, podem constituir 
comunidades conhecidas como fitoplâncton e fitobentos. 
O FITOPLÂNCTON é uma comunidade formada principalmente 
por numerosas microalgas que flutuam livremente ao sabor das 
ondas. São importantes produtoras de alimento orgânico e liberam 
oxigênio para a água e a atmosfera. Constitui a base das cadeias 
alimentares aquáticas, formando o que se denomina "pasto 
marinho". 
O FITOBENTOS é uma comunidade de algas, em geral 
macroscópicas (algumas atingem dezenas de metros) fixas no 
solo marinho (principalmente em rochas). 
 
 
 
REINO FUNGI 
 
 Os fungos são popularmente conhecidos por bolores, mofos, fermentos, levedos, orelhas-
de-pau, trufas e cogumelos-de-chapéu (champignon), mofos ou bolores, os cogumelos, as 
leveduras entre outros. 
É um grupo bastante numeroso, formado por cerca de 200.000 espécies espalhadas por 
praticamente qualquer tipo de ambiente. São encontrados geralmente onde há pouca luz e muita 
umidade. São organismos eucariontes, aclorofilados, heterótrofos e, na grande maioria, 
pluricelulares. 
Suas células estão associadas formando filamentos 
denominados hifas que agrupadas formam o micélio, que tem uma 
parte vegetativa, encarregada da nutrição, e uma parte especializada 
para a reprodução. 
Entre os fungos há formas assexuadas e sexuadas de 
reprodução. A reprodução assexuada ocorre através de esporos que 
germinam e produzem novas hifas. A reprodução sexuada se dá pela 
fusão das extremidades de duas hifas, resultando um zigoto. 
 
OS FUNGOS E SUA IMPORTÂNCIA 
Ecológica 
Os fungos apresentam grande variedade de modos de vida. Podem viver como saprófagos, 
quando obtêm seus alimentos decompondo organismos mortos; como parasitas, quando se 
alimentam de substâncias que retiram dos organismos vivos nos quais se instalam, prejudicando-o 
ou podendo estabelecer associações mutualísticas com outros organismos, em que ambos se 
beneficiam. 
Em todos os casos mencionados, os fungos liberam enzimas digestivas 
para fora de seus corpos. Essas enzimas atuam imediatamente no meio 
orgânico no qual eles se instalam, degradando-o a moléculas simples, que são 
absorvidas pelo fungo como uma solução aquosa. 
Os fungos saprófagos são responsáveis por grande parte da degradação da 
matéria orgânica, propiciando a reciclagemde nutrientes. Juntamente com as 
bactérias saprófagas, eles compõem os grupos dos organismos 
decompositores, de grande importância ecológica. No processo da 
 
 
 
 
19 
decomposição, a matéria orgânica contida em organismos mortos é devolvida ao ambiente, 
podendo ser novamente utilizada por outros organismos. 
 
Dentre os fungos mutualísticos, existem os que vivem 
associados a raízes de plantas formando as micorrizas (mico= 
fungo; rizas = raízes). Nesses casos os fungos degradam materiais 
do solo, absorvem esses materiais degradados e os transferem à 
planta, propiciando-lhe um crescimento sadio. A planta, por sua 
vez, cede ao fungo certos açucares e aminoácidos de que ele 
necessita para viver. Algumas plantas que formam as micorrizas 
naturalmente são o tomateiro, o morangueiro, a macieira e as 
gramíneas em geral. 
 
 
Fungos e produção de alimentos 
Cerca de duzentos tipos de cogumelos são usados na 
alimentação humana. Algumas espécies são largamente cultivadas, 
como é o caso do Agaricus campestris. 
Muito fungos são aeróbios, isto é, realizam a respiração, mas alguns 
são anaeróbios e realizam a fermentação. 
Destes últimos, alguns são utilizados no processo de fabricação de bebidas 
alcoólicas, como a cerveja e o vinho, e no processo de preparação do pão. 
Nesses processos, o fungo utilizado pertence à espécie Saccharomyces 
cerevisiae, capaz de transformar o açúcar em álcool etílico e 
CO2 (fermentação alcoólica), na ausência de O2. Na presença de O2 realizam 
a respiração. Eles são, por isso, chamados de anaeróbios facultativos. 
Na fabricação de bebidas alcoólicas o importante é o álcool produzido na 
fermentação, enquanto, na preparação do pão, é o CO2. Neste último 
caso, o CO2 que vai sendo formado se acumula no interior da massa, 
originando pequenas bolhas que tornam o pão poroso e mais leve. 
Alguns fungos são utilizados na indústria de laticínios, como é o 
caso do Penicillium camemberti e do Penicillium roqueforte, empregados 
na fabricação dos queijos Camembert e Roquefort, respectivamente. 
 
Algumas espécies de fungos são utilizadas diretamente como 
alimento pelo homem, é o caso da Morchella e da espécie Agaricus brunnescens, o popular 
cogumelo ou champignon, uma das mais amplamente cultivadas no mundo. 
 
Fungos e produção de substâncias de uso farmacêutico 
Em Farmacologia, os fungos servem como matéria-prima para a extração de várias drogas de 
interesse médico. A penicilina, extraída do Penicillium, é eficaz contra diversas infecções. 
 
 
DOENÇAS CAUSADAS POR FUNGOS 
Certos fungos atuam como parasitas de plantas e animais, inclusive o homem. A ferrugem do 
cafeeiro, por exemplo, é uma parasitose provocada por fungos; as micoses que aparecem 
comumente nos homens são doenças provocadas por fungos (ex.: sapinho ou candidíase, frieira 
ou pé-de-atleta). Alguns fungos produzem infecções graves como a blastomicose que se 
caracterizam por lesões profundas na pele e em órgãos internos como os pulmões. 
 
 
 
 
 
 
20 
PENICILLIUM: UMA EXPERIÊNCIA MOFADA, MAS NEM TANTO 
 
Em 1929, Alexander Fleming (1881-1955) pesquisava, na Inglaterra, o comportamento de 
culturas de Staphylococus aureus, bactéria capaz de provocar infecções diversas. Apesar das 
precauções que tomava, observou que numa das placas de cultura sua experiência havia 
literalmente mofado: a colônia de bactérias tinha sido destruída por um mofo verde, colônia de 
um fungo conhecido cientificamente como Penicillium notatum. 
Depois de exaustivas pesquisas, concluiu que o fungo liberava para o meio externo uma 
substância, que denominou penicilina, capaz de inibir o desenvolvimento de certas bactérias. 
Essa relação biológica em que uma espécie bloqueia o desenvolvimento ou a reprodução de 
outra espécie é conhecida como antibiose ou amensalismo. 
Mas a descoberta de Fleming não despertou de imediato o interesse dos laboratórios 
farmacêuticos e durante cerca de uma década permaneceu restrita aos meios acadêmicos. Com 
a Segunda Guerra Mundial, porém, a atenção pelo fungo renasceu, na tentativa de curar feridos 
em batalhas. As pesquisas foram intensificadas e a penicilina passou a ser produzida em grande 
escala, introduzindo efetivamente a Medicina na era dos antibióticos. 
 
 
 
REINO PLANTAE (vegetais) 
 
As plantas são seres pluricelulares e eucariontes. Nesses aspectos elas são semelhantes 
aos animais e a muitos tipos de fungos; entretanto, têm uma característica que as distingue desses 
seres - são autotróficas. Como já vimos, seres autotróficos são aqueles que produzem o próprio 
alimento pelo processo da fotossíntese. 
Utilizando a luz, ou seja, a 
energia luminosa, as plantas 
produzem a glicose, matéria orgânica 
formada a partir da água e do gás 
carbônico que obtêm do alimento, e 
liberam o gás oxigênio. 
As plantas, juntamente com outros 
seres fotossintetizantes, são 
produtoras de matéria orgânica que 
nutre a maioria dos seres vivos da 
Terra, atuando na base das cadeias 
alimentares. Ao fornecer o gás 
oxigênio ao ambiente, as plantas 
também contribuem para a 
manutenção da vida dos seres que, 
assim como elas próprias, utilizam 
esse gás na respiração. As plantas 
conquistaram quase todos os 
ambientes da superfície da Terra. 
 
Os vegetais compõem o Reino Metaphyta ou Plantae. 
A seguir serão descritos alguns grupos desse Reino: 
 
 
 
 
 
21 
1. BRIÓFITAS 
As briófitas mais conhecidas são os musgos e apresentam as seguintes características: 
São plantas, sobretudo terrestres, que vivem preferencialmente em locais úmidos e sombrios, 
formando um tapete esverdeado. 
 Seu corpo não possui raízes 
verdadeiras; é dotado de filamentos 
denominados rizoides; as folhas e o 
caule são bastante delicados. São 
avasculares 9sem vasos condutores de 
seiva). 
 
IMPORTÂNCIA DOS MUSGOS 
Apesar do aspecto modesto, os 
musgos têm grande importância para os 
ecossistemas. Juntamente com os 
liquens, os musgos foram as primeiras 
plantas a crescer sobre rochas, as quais 
desgastam por meio de substâncias produzidas por sua atividade biológica. Desse modo, permitem 
que, depois deles, outros vegetais possam crescer sobre essas rochas. Daí seu importante papel 
nas primeiras etapas de formação dos solos. 
 
 
2. PTERIDÓFITAS 
 As pteridófitas compreendem 
samambaias, avencas, xaxins e cavalinhas são alguns dos 
exemplos mais conhecidos de plantas do grupo das 
pteridófitas. A palavra pteridófita vem do grego pteridon, que 
significa 'feto'; mais phyton, 'planta'. Observe como as folhas 
em brotamento apresentam uma forma que lembra a posição 
de um feto humano no útero materno. Essas plantas vivem, 
preferencialmente, em locais úmidos e sombrios. 
Atualmente, a importância das pteridófitas para o 
interesse humano restringe-se, principalmente, ao seu valor 
ornamental. É comum casas e jardins serem embelezados 
com samambaias e avencas, entre outros exemplos. 
 
 
 
3. GIMNOSPERMAS 
As gimnospermas (do grego Gymnos: 'nu'; e sperma: 
'semente') são plantas terrestres que vivem, preferencialmente, 
em ambientes de clima frio ou temperado. Nesse grupo incluem-
se plantas como pinheiros, as sequoias e os ciprestes. 
As gimnospermas possuem raízes, caule e folhas. Possuem 
também ramos reprodutivos com folhas modificadas 
chamadas estróbilos. Em muitas gimnospermas, como os 
pinheiros e as sequoias, os estróbilos são bem desenvolvidos e 
conhecidos como cones - o que lhes confere a classificação no 
grupo das coníferas. 
 
 
 
 
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Florestas de coníferas de regiões temperadas são ricas 
em árvores do grupo das gimnospermas. No Brasil, destaca-
se a Mata de Araucárias do Sul do país. 
Há produção de sementes: elas se originam nos estróbilos 
femininos. No entanto, as gimnospermas não produzem 
frutos. Suas sementes são "nuas", ou seja, não ficam 
encerradas em frutos. 
 
 
 
4. ANGIOSPERMAS 
Atualmente são conhecidas cerca de 350 mil espécies de plantas. Desse total, mais de 250 
mil são angiospermas. 
A palavra angiospermavem do grego angeios, que significa 'bolsa', e sperma, 'semente'. 
Essas plantas representam o grupo mais variado em número de espécies entre os componentes 
do reino Plantae ou Metaphyta. 
 
 A característica fundamental dos fanerógamos (vegetais superiores) é a presença de flores. 
Nas plantas angiospermas, as flores costumam ser delicadas, coloridas e perfumadas. Afinal, elas 
encerram os órgãos reprodutores e devem exibir atributos suficientes para atraírem insetos e aves, 
que, à busca do néctar, se lambuzam no pólen e vão, a seguir, contribuir para a fecundação de 
outras flores na mesma planta ou em outras plantas da mesma espécie. 
 
ESTRUTURAS DAS ANGIOSPERMAS 
 
RAIZ 
É o órgão encarregado da fixação da planta e da absorção de água e sais minerais. Quanto 
ao meio em que se desenvolvem podem ser subterrâneas, aéreas ou aquáticas e quanto à forma, 
axiais ou fasciculadas. Algumas delas acumulam material de reserva, como a mandioca, beterraba, 
cenoura, etc. 
 
CAULE 
Encarregado da condução da seiva e da sustentação das folhas e órgãos de reprodução. A 
maioria dos caules é aéreo, mas ocorrem também caules subterrâneos e aquáticos. Muitos caules 
reservam substâncias nutritivas como a cana-de-açúcar e batata. 
 
FOLHA 
Órgão encarregado das seguintes funções: fotossíntese, respiração, transpiração (liberação 
de água em forma de vapor) e gutação (liberação 
de água em forma líquida). 
 
FLOR 
 Uma flor completa de angiosperma 
apresenta 4 tipos de elementos: 
as sépalas (que são geralmente verdes e, em 
conjunto, formam o cálice), 
as pétalas (habitualmente coloridas e que 
formam, no seu conjunto, a corola), 
os estames (órgãos reprodutores masculinos 
cujo conjunto forma o androceu) e 
os carpelos ou pistilos (órgãos reprodutores femininos que, juntos, formam o gineceu). 
 
 
 
 
23 
Cada estame possui uma fina haste compacta – o filete, cuja extremidade superior 
sustenta uma antera. Dentro das anteras formam-se os grãos de pólen. 
Cada carpelo tem uma haste – o estilete, em cuja extremidade superior se vê o estigma, uma 
pequena dilatação rugosa. Já em sua base se situa o ovário, 
contendo um ou mais óvulos. 
 
O cálice e a corola representam os verticilos protetores; 
o androceu e o gineceu compõem os verticilos reprodutores. 
 
Quanto ao agente polinizador das flores: 
 Ornitofila – polinizada por pássaros 
 Anemofila – polinizada pelo vento 
 Quiropterofila – polinizada por morcegos 
 Entomofilia – polinizada por insetos 
 Antropofiila – polinizada pelo homem 
 
 
FRUTO E SEMENTE 
Nas angiospermas, depois da fecundação, o ovário transforma-se em fruto. No interior 
dos frutos desenvolvem-se as sementes a partir dos óvulos fecundados. 
Após a polinização e a fecundação, a flor sofre uma modificação extraordinária. De todos os 
componentes que foram vistos anteriormente, acabam sobrando apenas o pedúnculo e o ovário. 
Todo o restante degenera. O ovário sofre uma grande modificação, se desenvolve e agora dizemos 
que virou fruto. Em seu interior, os óvulos viraram sementes. 
Assim, a grande novidade das angiospermas, em termos de reprodução, é a presença 
de frutos. 
 
A semente e a futura planta 
A semente é o óvulo modificado e 
desenvolvido. Toda semente possui um 
envoltório, mais ou menos rígido, um embrião 
inativo da futura planta e um material de reserva 
alimentar chamado endosperma ou albúmen. Em 
condições ambientais favoráveis, principalmente 
de umidade, ocorre a hidratação da semente e 
pode ser iniciada a germinação. Uma "folha" 
embrionária merece especial atenção. é o 
cotilédone. 
Algumas angiospermas possuem dois 
cotilédones são chamadas eudicotiledôneas e 
plantas que possuem um cotilédone são chamadas 
de monocotiledôneas. 
 São monocotiledôneas: arroz, milho, trigo, 
coqueiro, palmeira, capim, bananeira, etc. 
 
 São eudicotiledôneas: feijão, abóbora, café, ervilha, 
tomate, alface laranjeira, canela, etc. 
 
 
 
 
 
 
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REINO ANIMALIA 
 
O Reino Animalia é definido segundo características comuns a todos os 
animais: organismos eucariontes, multicelulares, heterotróficos, que obtêm seu alimento por 
ingestão de nutrientes do meio. O ramo da biologia que estuda os animais é 
denominado Zoologia (zoo = animal, logus = estudo). 
É muito comum, em Zoologia falar-se em animais invertebrados e animais vertebrados. 
 
 
 
ANIMAIS INVERTEBRADOS 
 
Os invertebrados são todos os animais que não possuem vértebras e, 
consequentemente, coluna vertebral. A maior parte dos animais é formada pelos invertebrados, 
caso das esponjas, medusas, planárias, vermes, minhocas, insetos, siris, estrelas-do-mar e outros. 
 
1. FILO PORÍFEROS 
 
Os poríferos (ex.: esponjas) constituem o grupo mais simples dos animais. Embora 
pluricelulares, com células relativamente especializadas, sua organização é rudimentar. A 
simplicidade de sua estrutura coloca as esponjas em níveis 
pouco acima dos protozoários que formam colônias. 
O habitat desses animais é aquático, principalmente 
marinho. Vivem fixos no substrato (fundo dos mares, lagos, 
rios, etc.) 
O nome Porífera (poris=poro; foros=portador) refere-se 
ao fato de os representantes desse filo apresentarem o 
corpo todo perfurado por poros microscópicos por onde 
penetra água, trazendo alimento e oxigênio. No interior há 
uma cavidade, o átrio ou espongiocele, e na parte superior 
há uma abertura maior, o ósculo, do qual sai a água. 
As esponjas são animais filtradores: a água que circunda o seu corpo e entra nelas, forma 
uma corrente. Essa corrente de água transporta não somente oxigênio, mas também 
microrganismos que, uma vez capturados, são utilizados como alimento pela esponja. 
 
 
2. FILO CNIDÁRIOS (celenterados) 
 
O filo Cnidária (cnidários) está representado 
pelas hidras, medusas ou águas-vivas, corais e 
anêmonas-do-mar. Da mesma forma que as esponjas 
são animais aquáticos e a grande maioria é de água 
salgada. 
O nome Cnidária (cnidos = urtiga) é dado porque os 
animais desse filo possuem em seu corpo cnidoblastos, ou células urticantes (que queimam). A 
maioria dos celenterados possui, em torno da boca, um conjunto de tentáculos, utilizados na captura 
de alimento e na defesa. 
Nesse filo existem basicamente dois tipos de indivíduos: as medusas que nadam livremente, 
e os pólipos, que são fixos. Eles podem formar colônias, como é o caso dos corais e das caravelas. 
 
 
 
 
25 
3. FILO PLATELMINTOS – VERMES ACHATADOS 
 
Os platelmintos representam uma série de organismos inferiores considerados vermes, com 
a particularidade de terem o corpo achatado dorsoventralmente. Existem aproximadamente 20 mil 
espécies descritas de platelmintos. Podem ser parasitas ou de vida livre, alguns exemplos: 
planárias, tênias, solitárias e o esquistossomo. 
 
Verminoses mais comuns: 
 
Esquistossomose 
 A Esquistossomose é uma doença conhecida popularmente como 
“barrida d’água”. 
 O Schistossoma mansoni, que é o verme causador dessa doença, se 
instala nas veias do fígado e do intestino do homem, causando diarreia, 
aumento do fígado e do baço e cirrose (lesão no fígado). Geralmente ocorre 
acúmulo de água na barriga, daí o nome “barriga d’ água”. 
 As fêmeas dos vermes, dentro do corpo do doente eliminam ovos que 
saem com as fezes. Se caírem na água, os ovos se abrem e liberam larvas 
chamadas miracídios. Os miracídios nadam procurando seu hospedeiro 
intermediário que é um caramujo. 
 Dentro dos caramujos, os miracídios se transformam em outro tipo de 
larva chamada cercária. As cercárias saem do caramujo e nadam à procura do seu hospedeiro 
definitivo que é o homem. Se uma pessoa entrar na água contaminada, as cercárias penetram 
através da pele ou de ferimentos e caem na corrente sanguínea e vão parar nas veias do fígado e 
intestino. Nas veias do fígado, crescem e transformam-se em adultos. As fêmeas unem-se aos 
machos e novos ciclos recomeçam. 
 
Teníase 
Teníase é a verminose causada pela solitária ou tênia.As 
tênias são popularmente conhecidas como solitárias porque 
habitualmente se mostram isoladas, apenas uma em cada 
indivíduo. Todas as tênias evoluem em dois hospedeiros – um 
intermediário, no qual se desenvolvem até a fase de larva, e um 
definitivo, no qual terminam a evolução, chegando à fase adulta. 
A Taenia saginata tem como hospedeiro intermediário o 
boi. 
 A Taenia solium evolui até a fase de larva no porco. 
Ambas concluem a sua evolução no mesmo hospedeiro 
definitivo – o homem. A larva dessas tênias tem o aspecto de 
uma pipoquinha branca que se aloja na musculatura estriada (carne) do boi ou do porco. Essa larva 
recebe o nome de cisticerco. Pode manter-se viva por muitos anos no músculo do hospedeiro 
intermediário, mas nunca evoluirá para verme adulto se não passar ao hospedeiro definitivo. 
A tênia adulta aloja-se no intestino delgado do homem, onde desenvolve ação espoliativa, isto 
é, nutre-se dos alimentos já digeridos que encontra. O indivíduo parasitado pode apresentar cólicas 
intestinais, perda de apetite, apatia e fraqueza. 
Quando uma pessoa se alimenta de carne contaminada (de vaca ou de porco) crua e mal 
passada, adquire a larva, que se desenvolve no seu intestino e origina a tênia adulta (teníase). 
 
 
 
 
 
 
26 
4. FILO NEMATÓDEOS (nematelmintos) vermes em forma de fio 
 
O filo Nemathelminthes (do grego nematos, fio e helminthes, verme) reúne vermes de corpo 
cilíndrico, alongados e de extremidades afiladas. Alguns nematelmintos têm poucos milímetros de 
comprimento, mas há espécies cujos representantes podem atingir 1m ou mais. As espécies de 
vida livre habitam o solo, a água doce ou o mar. Diversas espécies são parasitas de plantas e de 
animais, incluindo o homem. 
 
 
Principais nematelmintos parasitas do homem 
 
Ascaris lumbricoides (lombriga) 
É causador da ascaridíase. Esses vermes vivem no intestino 
delgado humano, onde exercem ação espoliativa e provocam reações 
alérgicas, cólicas, náuseas e oclusão intestinal. 
 As fêmeas liberam milhares de ovos por dia, que são eliminados 
juntamente com as fezes. Os ovos podem contaminar a água e 
alimentos diversos. Se ingeridos, alcançam o intestino, onde eclodem, 
liberando larvas que atravessam a parede intestinal e caem na corrente 
sanguínea e empreendem uma viagem migratória pelo organismo, 
passando pelo fígado, pelo coração e chegam aos pulmões, onde 
evoluem parcialmente. Depois prosseguem pelos bronquíolos, brônquios, traqueia, laringe e 
faringe, onde são deglutidas, passando pelo esôfago, estômago e retornando ao intestino, onde 
terminam sua evolução e atingem a fase adulta. 
 
A prevenção da ascaridíase consiste em lavar cuidadosamente frutas e verduras, só ingerir 
água tratada, ter cuidados higiênicos e utilizar instalações sanitárias adequadas. 
 
 
Ancylostoma duodenalis (amarelão) 
É o causador da ancilostomose, doença popularmente 
conhecida como amarelão. Os vermes adultos alojam-se no intestino 
delgado, onde provocam hemorragias na mucosa; nutrem-se do 
sangue liberado e a vítima passa a sofrer de intensa anemia, 
tornando-se bastante debilitada e adquirindo uma coloração 
amarela. Daí o nome popular de amarelão. 
As fêmeas liberam os ovos fecundados, que são eliminados 
juntamente com as fezes. Alcançando o solo, os ovos eclodem e 
liberam larvas que podem penetrar através da pele humana, 
principalmente através dos pés descalços, atingindo a corrente 
sanguínea. As larvas, então, migram sucessivamente para os pulmões, os brônquios, a traqueia, a 
laringe e a faringe, e, caindo no tubo digestivo, alcançam o intestino delgado, onde completam o 
seu desenvolvimento, originando as formas adultas. 
 
A prevenção do amarelão consiste no uso de calçados, em cuidados higiênicos e na utilização 
de instalações sanitárias adequadas. 
 
 
 
 
 
 
27 
 
 
5. FILO ANELÍDEOS 
 
Os anelídeos (do latim annelus, “anel”) englobam os vermes que se caracterizam por 
apresentar corpo dividido em anéis. 
Os anelídeos são encontrados no solo (minhocas), no mar (vermes 
marinhos), ou como parasitas de vertebrados aquáticos, principalmente 
de água doce (sanguessuga). 
As minhocas são importantes para a agricultura, pois, vivendo em 
solo úmido, cavam galerias que arejam a terra e distribuem a umidade. 
Além disso, promovem a adubação natural do solo, uma vez que 
trabalham a matéria orgânica em decomposição. 
Nas minhocas, as trocas gasosas são feitas através da superfície do 
corpo; a respiração é, portanto, cutânea. 
 
Minhocas são como "arados naturais" - Ao se remexerem e 
escavarem o solo, as minhocas ingerem porções de terra, e, assim, 
decompõem e transformam resíduos orgânicos em húmus: um excelente 
adubo para as plantas. Além disso, arejam a terra facilitando a penetração 
de água e de raízes. 
 
 
 
 
6. FILO MOLUSCOS 
Os moluscos são o segundo maior grupo de animais em número de espécies (cerca de 
100.000 espécies), sendo suplantado apenas pelos artrópodes. São invertebrados de corpo mole 
e viscoso (do latim mollis= mole). A maioria possui concha calcária protetora, embora algumas 
espécies, como as lesmas e os polvos, não a possuam. A grande maioria vive no mar, embora haja 
algumas espécies terrestres e outras de água doce. Compreendem caramujos, caracóis, lesmas, 
búzios, ostras, mexilhões, mariscos, lulas, polvos e outros menos conhecidos. 
 
VERMINOSES: PROBLEMA QUE TÊM SOLUÇÃO 
As doenças provocadas por esses animais, genericamente chamadas de verminoses, têm 
grande importância socioeconômica em países como o Brasil, onde as condições precárias de 
saneamento básico e moradia favorecem a sua transmissão, contribuindo, por exemplo, para a 
baixa produtividade das pessoas afetadas. Nesse contexto é muito conhecida a figura do Jeca 
Tatu, personagem idealizado por Monteiro Lobato: Jeca Tatu, um camponês brasileiro, 
apresentava-se pálido, magro, fraco e debilitado para o trabalho em decorrência da 
ancilostomose. 
O problema de saúde pública no Brasil depende das condições socioeconômicas da população, 
sobretudo nas regiões onde falta saneamento básico. Experiências em diversos países 
demonstram que os serviços de saúde somente funcionam de maneira satisfatória quando há 
uma relação de compromisso entre a sociedade, os profissionais de saúde e o governo. Para 
tanto, é indispensável que o problema de saneamento básico no Brasil seja encarado com a 
necessária seriedade e que os recursos financeiros exigidos sejam canalizados para este setor. 
 
 
 
 
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Classificação dos moluscos: 
 
Há três classes importantes de moluscos: Gastropoda, Bivalvia e Cephalopoda. 
 
Classe Gastropoda 
Os gastrópodes se caracterizam por terem o ventre achatado 
servindo de pé, com formato palmilha de sapato (do grego gaster, 
ventre e podos, pés). Corresponde ao maior grupo de moluscos, 
marinhos, de água doce e de ambientes terrestres. A concha, quando 
presente, tem formato helicoidal. 
São os caramujos, caracóis e lesmas (sem concha). 
 
Classe Bivalvia 
 Bivalves (duas metades de concha): também são encontrados 
em água doce ou salgada. Sua concha possui duas partes que 
encerram completamente o corpo do animal. 
Os exemplos mais familiares são as ostras, os mexilhões e os 
mariscos. 
Os bivavos são os responsáveis pela produção das pérolas de 
valor comercial. As pérolas são formadas pela deposição de nácar ao 
redor de uma partícula estranha que penetra entre o manto e a concha. 
 
Classe Cephalopoda 
 
Classe Cephalopoda ("pés na cabeça"): moluscos sem concha 
externa, que apresentam uma estrutura interna e uma morfologia 
bastante diferentes dos demais. O pé dos cefalópodes é dividido em 
tentáculos. 
São o polvo, a lula, o náutilo e o calamar, animais exclusivamente 
marinhos. Na lula, existem 10 tentáculos e no polvo, são 8 tentáculos. 
Em cada tentáculo existe ventosas que aderem ao substrato, o que favorece a locomoção do polvo 
sobre rochas. As ventosas também são úteis na apreensão do alimento que,depois, é conduzido 
à boca pelos tentáculos. 
 
 
7. FILO DOS ARTRÓPODES 
 
O filo dos artrópodes (do grego arthros, articulação; podes, pés) constitui o mais vasto grupo 
zoológico, abrigando espécies adaptadas para a vida no ar, na terra, em água doce e salgada. 
Compreendem os insetos, como a mosca, a traça, o piolho; os crustáceos, como o camarão, siri, 
a lagosta; os aracnídeos, como a aranha e o escorpião; os quilópodes, como a centopeia e os 
diplópodes, como o embuá. 
Os artrópodes possuem corpo segmentado, apêndices articulados (patas, antenas e palpos etc.) e 
corpo coberto com exoesqueleto formado por uma substância resistente e impermeável, chamada 
quitina. 
Ao crescer, os artrópodes precisam abandonar o esqueleto velho, pequeno, e fabricar outro, maior. 
Esse fenômeno é chamado muda ou ecdise e ocorre diversas vezes até cessar o crescimento na 
fase adulta. As carapaças deixadas por ocasião das mudas são as exúvias (do latim exuviae, 
"vestidos largados"). 
 
 
 
 
 
29 
Classe Insecta (Insetos) 
Os insetos constituem a classe mais numerosa de artrópodes e mantém profundas relações 
com o homem, benéficas ou não. Entre os prejuízos, há doenças transmitidas por algumas 
espécies. Entre os benefícios, está a fabricação de mel e seda. Os principais representantes dessa 
classe são os artrópodes que se encontram com mais facilidade no dia a dia: formiga, barata, 
mosquito, borboleta, mosca, besouro, joaninha, abelha, gafanhoto, entre muitos outros. 
 
O corpo dos insetos é segmentado e dividido em três 
regiões: cabeça, tórax e abdome. 
Os insetos são também chamados hexápodes, pois 
possuem três pares de patas. 
- Na cabeça encontra-se um par de antenas (animais 
díceros), olhos e aparelho bucal. As antenas têm funções 
táteis e olfativas. 
Os insetos são os únicos artrópodes e os únicos 
invertebrados capazes de voar. 
Os insetos têm respiração traqueal, isto é, realizada 
por traqueias, que são tubinhos que se abrem na parede do 
abdômen (espiráculos) e se ramificam para o interior do corpo do animal. O ar penetra pelos 
espiráculos e vai até os tecidos. A troca de gases é direta entre o tecido e o ar da traqueia. O sangue 
não tem pigmento respiratório e não transporta gases. O gás carbônico sai pelo caminho inverso. 
Os insetos são ovíparos. Em certas espécies de insetos, do ovo emerge um indivíduo muito 
semelhante ao adulto; fala-se, nesse caso, em desenvolvimento direto. Em outros insetos, o 
indivíduo que emerge do ovo difere do adulto; fala-se, então, em desenvolvimento indireto 
(metamorfose). 
Nos insetos com metamorfose incompleta, as formas jovens já têm alguma semelhança com 
o adulto. A cada muda, a semelhança torna-se maior. Ex.: gafanhoto. 
 
Nos insetos com metamorfose completa, do ovo eclode uma larva (forma jovem totalmente 
diferente do adulto). A larva ingere grande quantidade de alimento e realizam mudas até originar a 
pupa ou casulo. Essa forma é dotada de poucos movimentos e sofre profundas transformações, 
que só terminam quando o inseto alcança a forma adulta. 
Ex.: abelha, borboleta, mosca, besouro, etc. 
 
 
Classe Crustácea (Crustáceos): 
Os crustáceos são geralmente aquáticos (camarão, siri, 
caranguejo, lagosta, etc.), com alguns representantes terrestres 
como o tatuzinho-de-jardim. 
Os crustáceos compreendem animais dotados de 
exoesqueleto quitinoso impregnado, em geral, de sais de cálcio, o 
que lhe oferece maior resistência. O corpo é dividido em cefalotórax 
(cabeça e tórax fundidos em uma só peça) e abdômen. Não há um 
número uniforme de patas, mas nos crustáceos superiores 
(camarão, siri, lagosta, caranguejo, etc.) aparecem cinco pares de 
patas (decápodes). 
Os crustáceos são portadores de dois pares de antenas, ambos com funções sensoriais de 
tato e olfato. Os crustáceos respiram através de brânquias, órgãos respiratórios adaptados ao meio 
aquático. 
 
 
 
 
 
 
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Classe Arachnida (Aracnídeos) 
 
A classe dos aracnídeos inclui aranhas, escorpiões e carrapatos. Algumas espécies 
peçonhentas de aranhas e escorpiões podem causar a 
morte, principalmente de crianças pequenas. O número de 
acidentes envolvendo o veneno desses animais é grande 
no Brasil. Essa classe compreende artrópodes tipicamente 
terrestres, incluindo aranhas, escorpiões e carrapatos. Seu 
corpo é dividido em cefalotórax e abdômen. Presença de 
quatro pares de patas. Ausência de antenas. 
O corpo dos aracnídeos é dividido 
em cefalotórax e abdome. Esses animais têm quatro 
pares de patas e não possuem antenas. Apresentam um 
par de pedipalpos (palpos), que são apêndices 
sensoriais, e também um par de quelíceras, apêndices em 
forma de pinça. 
 
Classe Chilopoda (Quilópodes): 
 
Os quilópodes são animais conhecidos 
popularmente como centopeias ou lacraias. Têm o corpo 
longo, cilíndrico, ligeiramente achatado, segmentado em 
numerosos anéis, nos quais se prendem as patas 
articuladas (um par de patas por segmento). Há um par 
de antenas e um aparelho bucal adaptado para a 
inoculação de veneno. 
 
 
Classe Diplopoda (Diplópodes): 
 
Como exemplo cita-se o piolho-de-cobra (embuá) que 
apresenta corpo longo, cilíndrico, segmentado em vários anéis 
onde se prendem as patas articuladas (dois pares de patas por 
segmento). Não são animais venenosos. 
 
 
 
 
 
8. FILO EQUINODERMOS 
 Os equinodermos constituem um grupo de animais 
exclusivamente marinhos e de vida livre. Estão 
representados pela estrela-do-mar, pepino-do-mar, ouriço-
do-mar, lírio-do-mar, serpente-do-mar, etc. 
A palavra equinodermo (echinos=espinho; derma=pele) 
foi empregada para este grupo de animais em função de uma 
característica do grupo: a presença de espinhos na pele. 
Esses espinhos são associados ao endoesqueleto calcário. 
Esse esqueleto é formado por placas calcárias soldadas ou 
articuladas e é recoberto por uma epiderme. 
 
 
 
 
 
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ANIMAIS VERTEBRADOS 
 
Os vertebrados (FILO CORDADOS) compreendem os peixes, anfíbios, répteis, aves e 
mamíferos. Caracterizam-se pela presença de coluna vertebral e de crânio que lhes protege o 
cérebro. Outras características adicionais são a presença de um sistema muscular geralmente 
simétrico - a simetria bilateral é também uma característica dos vertebrados - e de um sistema 
nervoso central, formado pelo cérebro e pela medula espinhal localizados dentro da parte central 
do esqueleto (crânio e coluna vertebral). 
 
 
Características e Classificação dos Cordados 
Todo cordado apresenta, pelo menos em alguma fase de sua existência: 
 notocorda, situada ao longo do eixo mediano dorsal do animal; 
 um tubo nervoso localizado dorsalmente, acima da notocorda; 
 fendas situadas bilateralmente na faringe; 
 cauda pós-anal, primariamente importante para a propulsão no meio aquático. Dela, apenas 
um vestígio - o cóccix, formado de um conjunto de vértebras pequenas no fim da coluna 
vertebral - restou nos seres humanos. 
 
1. Classe Peixes 
São animais aquáticos, geralmente fusiformes e compreendem dois grandes grupos de acordo 
com o tipo de esqueleto: condrictes (peixes cartilaginosos – tubarão, arraia...) e osteíctes (peixes 
ósseo – lambari, salmão, sardinha...). 
Características gerais: 
 Apresentam mandíbulas. 
 São pecilotérmicos, pois sua temperatura 
corpórea varia em função da temperatura 
ambiental. 
 Apresentam respiração branquial, sendo que 
nos peixes ósseos as brânquias são recobertas 
por uma placa chamada opérculo. 
 Ao lado do corpo possuem a linha lateral, que 
tem função de perceber as vibrações e pressão 
da água. 
 O sistema digestório é completo, sendo que pode terminar em ânus ou cloaca. 
 O coração possui duas cavidades – aurícula e ventrículo. 
 Seu corpo é recoberto por escamas, na maioria. 
 Os peixes ósseos possuem uma bolsa no interior do corpo denominada bexiga natatória. 
Ela armazena ar, e tem função de permitir a flutuação do animal. Os peixes que não a 
possuem são obrigados a nadar continuamente para que não afundem com seu próprio

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