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NEEJA
NÚCLEO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DE JOVENS E
ADULTOS
CAXIAS DO SUL – 4ª CRE
Rua Garibaldi, 660 – Centro
Fone 3221-1383
www.neejacaxias.com.br
COMPONENTE CURRICULAR
BIOLOGIA
MÓDULO ÚNICO - 2022
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Objetivos da Biologia
Reconhecer compostos orgânicos e inorgânicos da célula.
Identificar os componentes celulares e relacioná-los às funções vitais da célula.
Caracterizar Vírus e identificar as principais doenças causadas por eles, assim como
as formas de preveni-las.
Caracterizar os reinos Monera, Protista (principais doenças causadas por protozoários)
e Fungi.
Conhecer os principais grupos de plantas (briófitas, pteridófitas, gimnospermas e
angiospermas), identificando suas características básicas e exemplificando com pelo
menos um representante de cada grupo.
Caracterizar os filos de animais invertebrados (poríferos, celenterados, platelmintos,
nematódeos, anelídeos, moluscos, artrópodes e equinodermos).
Conhecer os principais representantes e as características anatômicas e fisiológicas de
peixes, anfíbios, répteis, aves e mamíferos.
Conhecer a anatomia do tubo digestório e o papel de cada órgão no processo
digestório.
Identificar os componentes do sistema respiratório e urinário.
Conhecer os componentes básicos do sistema cardiovascular humano (coração, vasos
sanguíneos e sangue), compreendendo o papel de cada um deles no organismo.
Identificar as principais artérias (aorta e artérias pulmonares) e veias (cavas e veias
pulmonares) ligadas ao coração.
Identificar as principais glândulas endócrinas humanas e seus respectivos hormônios.
Compreender as principais divisões do sistema nervoso (sistema nervoso central e
sistema nervoso periférico) e seus respectivos componentes (encéfalo, medula
espinhal, nervos e gânglios nervosos).
Conhecer a anatomia geral do sistema genital feminino e masculino.
Compreender o uso correto dos métodos contraceptivos.
Conceituar termos usados em genética (alelo dominante, alelo recessivo, indivíduo
homozigoto, indivíduo heterozigótico, fenótipo, genótipo).
Aplicar conhecimentos relativos à segregação de um par de alelos e à probabilidade na
resolução de problemas envolvendo cruzamentos.
Conhecer a determinação genética dos tipos sanguíneos humanos (ABO e Rh) e
resolver problemas sobre esse assunto.
Resolver problemas envolvendo herança de genes localizados em cromossomos
sexuais.
Explicar os pontos principais do lamarckismo e do darwinismo.
Compreender os seguintes conceitos em Ecologia: biosfera, população, comunidade e
ecossistema.
Identificar os níveis tróficos de um ecossistema e compreender as relações entre eles.
Diferenciar relações interespecíficas de intraespecíficas.
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Citologia
A Citologia é a parte da Biologia que se ocupa do estudo da célula
que é a unidade morfológica e funcional dos seres vivos.
As células dos seres vivos são formadas basicamente de
membrana plasmática, citoplasma e núcleo.
Essas células apresentam uma organização interna e são divididas de acordo com esta
organização em: células procariotas e células eucariotas.
A célula eucariota apresenta uma membrana nuclear que separa o material nuclear do
material citoplasmático. Essa membrana é chamada carioteca. Os organismos que apresentam
célula eucariota são chamados seres eucariontes.
A célula procariota não apresenta a membrana nuclear (carioteca) separando o material
nuclear do citoplasma, ficando tudo disperso no interior da célula. Este tipo de célula, mais primitivo,
só é encontrado em bactérias e algas azuis (cianobactérias). Estes seres são chamados
procariontes.
1 COMPOSTOS INORGÂNICOS DA CÉLULA
a) ÁGUA:
A água é a substância mais abundante dentro e fora do corpo dos seres vivos. O surgimento
e a manutenção da vida no nosso planeta estão associados à água. A água tem um papel regulador
de muitas funções de nosso organismo, entre elas:
Melhora o funcionamento do intestino.
Controla a pressão sanguínea.
Previne cãibras.
Transporta nutrientes.
Protege contra pedras nos rins.
Mantém a pele jovem.
b) SAIS MINERAIS:
SAIS MINERAIS FUNÇÕES
Cálcio Forma ossos e dentes; atua no funcionamento dos músculos e nervos e na
coagulação do sangue.
Fósforo Forma ossos e dentes; participa da molécula dos ácidos nucléicos.
Ferro Componente da hemoglobina, que ajuda no transporte de oxigênio.
Sódio Ajuda no equilíbrio dos líquidos do corpo e no funcionamento dos nervos.
Potássio Age como o sódio no equilíbrio dos líquidos e funcionamento dos nervos.
Iodo Faz parte dos hormônios da tireoide, que estimulam o metabolismo.
Flúor Fortalece ossos e dentes.
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2 COMPONENTES ORGÂNICOS DA CÉLULA
a) CARBOIDRATOS:
Os carboidratos são também chamados de glicídios ou açúcares.
Os carboidratos, moléculas orgânicas constituídas por carbono, hidrogênio e oxigênio, têm
basicamente função energética, sendo, dentre os compostos orgânicos, os que fornecem maior
fonte de energia para os seres vivos.
Além da sua função energética, os carboidratos ou glicídios estão presentes na formação de
algumas estruturas dos seres vivos, compondo o revestimento (ou a membrana) das células e
participando das substâncias existentes entre as células de um tecido. Também participam da
composição química dos ácidos nucléicos, que comandam e coordenam toda a atividade celular.
Exemplos de carboidratos:
Glicose: fabricada pelos vegetais através da fotossíntese.
Frutose: encontrada nos frutos.
Sacarose: encontrada em muitos vegetais, principalmente na cana-de-açúcar e na beterraba.
Lactose: encontrada no leite (açúcar do leite).
Maltose: açúcar dos cereais.
Amido: encontrado principalmente em raízes, tubérculos e sementes.
Celulose: constitui o principal componente estrutural da parede celular das células vegetais.
Problemas com a lactose
Leite e laticínios são fontes importantes de proteínas, cálcio e muitas vitaminas. Algumas
pessoas, porém, têm intolerância à lactose por causa de deficiência na produção da enzima
lactase, responsável pela digestão da lactose (o problema pode ter causa genética). O acúmulo
de lactose no intestino provoca diarreia logo após a ingestão de leite. Orientadas pelo médico,
essas pessoas devem tomar leite e consumir laticínios com baixo teor de lactose ou usar aditivos
à base de lactase que podem ser misturados ao leite.
b) LIPÍDIOS:
São substâncias muito abundantes em animais e vegetais. Compreendem os óleos, as
gorduras, as ceras, os lipídios compostos (fosfolipídios = lipídios + fósforo) e os esteroides
(o mais conhecido é o colesterol).
Os lipídios são encontrados no leite e seus derivados, na gema de ovo, nas carnes, nos
óleos e em frutos, como o abacate e o coco.
Os lipídios, juntamente com as proteínas, formam as membranas celulares. Além disso, são
fornecedores de energia e podem acumular-se para constituir reserva energética e funcionar como
isolante térmico.
COLESTEROL: MOCINHO OU BANDIDO?
É comum, nos dias de hoje, as pessoas se queixarem de estar com o colesterol alto. O
colesterol, de fato, é frequentemente relacionado às doenças do coração. Afinal, é normal ou não
termos colesterol no sangue? Que tipos de dano ele realmente causa?
Na verdade, o colesterol é fundamental para o organismo do homem e dos animais. O
colesterol participa da composição química das membranas celulares das células animais e é
precursor do hormônio sexual masculino (testosterona), do hormônio sexual feminino
(estrógeno), dos sais biliares e da vitamina D. Além do colesterol que o nosso corpo produz,
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ingerimos esta substância em alimentos de origem animal. Apesar de ser importante para o
organismo, colesterol em excesso pode ser nocivo à saúde humana.
No sangue humano o colesterol podepeso.
São órgãos locomotores as nadadeiras.
Sua reprodução ocorre por fecundação interna ou externa. Quando externa as larvas são
denominadas alevinos.
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2. Classe Anfíbios
São animais terrestres; sua fase larval, porém, é aquática. São rãs, pererecas, sapos,
salamandras etc.
Características gerais:
Sua respiração é branquial na fase larval e pulmonar e cutânea na fase adulta.
São pecilotérmicos (sangue frio).
Sua pele é úmida para permitir a respiração cutânea.
Sua excreção é por rins que secretam ureia, quando adultos. As
larvas excretam amônia.
Sistema digestório completo com cloaca.
Possuem uma língua pegajosa que se distende para capturar
insetos.
O coração tem três cavidades e o sangue arterial e venoso se
misturam.
O sapo possui glândula paratoide que produz veneno atrás do tímpano.
A reprodução ocorre por fecundação externa, gerando muitos zigotos e de cada um deles
origina-se uma larva, o girino. Este sofre uma série de transformações até chegar a adulto.
Classificação dos anfíbios:
O quadro a seguir mostra as três ordens dos anfíbios e as suas principais características.
Ordens Características Exemplos
Apoda Corpo alongado, cilíndrico e liso, com patas
atrofiadas
Cobras-cegas
Urodela Corpo dotado de cauda e quatro patas Salamandras, tritões
Anura Corpo desprovido de cauda e quatro patas Sapos, rãs, pererecas
3. Classe Répteis
Primeiros Vertebrados Bem-Sucedidos no Meio Terrestre
Os répteis são, evolutivamente, os principais vertebrados capazes de viver em lugares secos,
apesar de existirem répteis que vivem na água. A classe compreende os crocodilos, os jacarés, as
cobras, as tartarugas e os lagartos.
Características gerais:
Possuem pele seca e queratinizada, o que protege o animal da desidratação. Podem
apresentar escamas, placas dérmicas ou carapaça.
São pecilotérmicos (sangue frio).
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O coração possui dois átrios e dois ventrículos não separados totalmente (a
separação completa dos ventrículos é observada nos crocodilianos).
A reprodução ocorre por fecundação interna, com desenvolvimento direto. São ovíparos.
Respiração pulmonar.
O sistema digestório é completo.
Movimentam-se por membros curtos ou, quando não possuem, por rastejamento.
A conquista da terra firme
Vimos que os répteis constituem os primeiros vertebrados efetivamente equipados para a vida
terrestre em lugares secos. As principais adaptações desses animais para a vida terrestre são:
Presença de pele seca e relativamente impermeável;
Fecundação interna e independente da água;
Presença de ovos com casca grossa;
Presença de órgãos respiratórios internos;
Presença de âmnio e alantoide;
Excretam ácido úrico.
Classificação dos répteis:
Escamados – répteis com escamas; podem ser lacertílios – lagartos, lagartixas e
camaleões – e ofídios – cobras.
Crocodilianos – crocodilos e jacarés.
Quelônios – tartarugas, cágados, jabutis.
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4. Classe Aves
Evolutivamente as aves se originaram dos répteis. São encontradas em vários habitats, pois
possuem características que permitem sua adaptação.
Características gerais:
Apresentam corpo coberto de penas sobre
uma pele fina e delicada.
Presença de bico e ausência de dentes.
Membros anteriores transformados em
asas.
São homeotérmicos (temperatura
constante).
Possuem sistema digestório completo, com
cloaca.
Coração com quatro cavidades – dois átrios
e dois ventrículos.
Realizam fecundação interna, são ovíparos com desenvolvimento direto.
A urina é eliminada junto com as fezes.
Possuem ossos pneumáticos que são ligados a sacos aéreos, e estes aos pulmões, o que
facilita o voo do animal.
Penas – são importantes para o voo. As da cauda e das asas são longas e servem para dar
propulsão e direção ao voo. As que cobrem o corpo são curtas, mas protegem contra a
perda de calor provocada pela rápida passagem de ar.
Esterno com carena – sobre o osso esterno há uma estrutura, a carena, que serve de ponto
de inserção dos músculos peitorais ,que auxiliam no batimento das asas.
Ossos pneumáticos – o esqueleto é leve, havendo ossos longos e cheios de ar
(pneumáticos) para diminuir o peso, o que também resulta da ausência de bexiga urinária.
5. Classe Mamíferos
As aves e os mamíferos são os únicos homeotermos da Terra atual, sendo os mamíferos os
únicos a apresentarem glândulas mamárias. A capacidade de manter a temperatura do corpo
elevada e constante foi o principal fator adaptativo dos representantes desse grupo à praticamente
qualquer ambiente terrestre.
Muitos mamíferos voltaram para o meio aquático (baleias, foca, golfinho, peixe-boi) e outros
adaptaram-se ao voo (morcego) e compartilham o meio aéreo com as aves e os insetos.
Características gerais:
São homeotérmicos.
Respiração pulmonar.
Sistema digestório completo.
Coração com dois átrios e dois ventrículos.
Reprodução sexuada com fecundação interna.
São vivíparos: os embriões se desenvolvem dentro do corpo materno.
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Características dos mamíferos
Algumas características diferenciam os mamíferos de todos os outros vertebrados:
glândulas mamárias produtoras de leite com substâncias nutritivas para alimentação dos
recém-nascidos;
corpo coberto por pelos, estruturas de origem epidérmica, ricas em queratina, e
elaboradas por folículos pilosos;
artéria aorta voltada para o lado esquerdo do coração (nas aves, a aorta é voltada para
o lado direito do coração);
pele contendo glândulas sebáceas, cuja secreção oleosa lubrifica os pelos e a própria
pele, e glândulas sudoríparas, produtoras de suor (na verdade, um filtro de água, sais e
ureias), recurso de manutenção da homeotermia e via de eliminação de excretas. Ambas
as glândulas têm origem epidérmica;
músculo diafragma, localizado entre o tórax e o abdômen, utilizado na ventilação
pulmonar;
placenta, órgão que regula as trocas de alimento entre o sangue materno e o sangue fetal,
presente na maioria dos mamíferos chamados placentários.
São exemplos de mamíferos: ser humano, cachorros, girafa, leão, tigre, macaco, boi, urso,
tamanduá, raposa, gato, onça, camelo, ovelha, jaguatirica, morcego, canguru, ornitorrinco entre
outros....
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Fisiologia Animal
A fisiologia é o ramo da biologia que estuda o funcionamento do organismo, ou seja, as
múltiplas funções mecânicas, físicas e bioquímicas nos seres vivos.
DIGESTÃO
A digestão humana é extracelular e envolve processos mecânicos e químicos.
Processos mecânicos
Compreendem a mastigação, a deglutição (ato de engolir) e os movimentos peristálticos. Na
mastigação o bolo alimentar é convenientemente fragmentado, o que facilita a ação enzimática.
Após a deglutição do bolo alimentar, iniciam-se os movimentos peristálticos: no esôfago, no
estômago e no intestino. Tais movimentos possibilitam o fluxo unidirecional do alimento ao longo
do tubo digestório.
Processos químicos
Envolvem a participação de enzimas digestivas.
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Certas substâncias como a água, o álcool, as vitaminas e os sais minerais não sofrem
digestão, são suficientemente pequenas para serem absorvidas pelo organismo.
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SISTEMA DIGESTÓRIO HUMANO
Boca, faringe, esôfago, estômago, intestino
delgado, intestino grosso, e ânus constituem o
tubo digestório humano.
Esse tubo digestório apresenta, ainda, as
seguintes glândula anexas: glândulas salivares,
fígado e pâncreas.
A figura que aparece ao lado mostra o tubo
digestório humano completo, inclusive com as
glândulas anexas.
1. Digestão na boca
A boca é o órgão-sede da mastigação e da
insalivação. Apresentacomo estruturas anexas:
a língua, os dentes e as glândulas salivares.
O volume diário de saliva produzido é de
cerca de 1,5 litro. A saliva constitui-se
principalmente de água (cerca de 95%) , muco
(uma glicoproteína), diversos sais e enzimas
digestivas, entre as quais se destaca a ptialina
que atua na digestão do amido até unidades
menores de maltose.
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2. Digestão no estômago
Após a mastigação e a deglutição, o bolo alimentar passa, sucessivamente para a faringe e
o esôfago, atingindo então o estômago, órgão que produz o suco gástrico.
O suco gástrico possui componentes, entre outros, enzimas e ácido clorídrico (HCl).
O ácido clorídrico torna o suco gástrico ácido. Isso é importante para a atividade da pepsina,
principal enzima gástrica. A pepsina converte as proteínas em frações peptídicas (“pedaços
proteicos”) que terão sua digestão completada no intestino delgado.
Após a passagem pelo estômago, o bolo alimentar é transformado em uma pasta – o quimo.
3. Digestão no intestino delgado
Com cerca de 6 metros de comprimento e 3 centímetros de diâmetro o intestino delgado
subdivide-se em três partes: duodeno, jejuno e íleo.
A digestão no intestino delgado ocorre graças à ação conjunta de três sucos digestivos: biliar,
pancreático e entérico.
a) O suco biliar
Também conhecido como bílis, o suco biliar é produzido de maneira contínua pelo fígado; é
então armazenado na vesícula biliar, de onde é liberado para o duodeno.
A bílis não contém enzimas, mas apresenta sais biliares, que emulsionam lipídios, facilitando
a ação das lípases pancreáticas.
b) O suco pancreático
É produzido pelo pâncreas, órgão anexo ao duodeno.
O suco pancreático é um líquido incolor e rico em enzimas.
Após a digestão no intestino delgado, o alimento é transformado num líquido branco, o quilo.
As moléculas simples são absorvidas pelas micro vilosidades da parede intestinal e lançadas
no sangue. O restante passa para o intestino grosso.
4. Características e funções do intestino grosso
Tubo muscular com cerca de 1,5 metro de comprimento e 7 centímetros de diâmetro. Divide-
se em três segmentos: ceco, cólon e reto.
As principais funções do intestino grosso são:
Reabsorção de água que passa para o sangue;
Formação e acúmulo de fezes;
Fermentação e decomposição dos restos alimentares, graças à ação de inúmeras
bactérias que se abrigam nesse órgão.
ALIMENTOS “DIET” E “LIGHT”
É comum encontrarmos nos rótulos as informações “diet” e “light”. O termo “diet” é usado para dietas
quando determinado componente não pode ser ingerido ou deve ser consumido em quantidades
limitadas. É o caso dos diabéticos, que não podem comer açúcar, dos hipertensos, que não podem ingerir
sódio, dos portadores de insuficiência renal, que não podem comer proteínas, ou das pessoas que não
podem ingerir colesterol. Alimentos dietéticos são, portanto, especialmente feitos para atender as
necessidades de pessoas com determinadas exigências, para a manutenção da sua saúde, mas, de
maneira alguma, significam que são alimentos, necessariamente pouco calóricos e que podem ser
usados por pessoas que querem emagrecer.
Já os alimentos “light” (ou seja, “leves”) são aqueles que possuem redução (mínima de 25%) de calorias
ou de qualquer outro nutriente. Portanto, existem alimentos “light” em sódio, por exemplo, mas normais
em quantidades de calorias; alimentos “light” em colesterol, ou em gorduras. Há até mesmo, adoçantes
“light” que não podem ser usados por diabéticos, porque contêm açúcar. Tanto para a classificação “diet”
como para a “light” é importante, portanto se especificar no produto para qual nutriente o atributo é
aplicável. Logo, cuidado com esses termos!
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SISTEMA RESPIRATÓRIO HUMANO
Na espécie humana, os gases respiratórios percorrem uma
série de órgãos que constituem o chamado tubo respiratório.
Esses órgãos são representados pelas fossas nasais, faringe,
laringe, traqueia, brônquios, bronquíolos e pulmões.
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A laringe apresenta um orifício denominado glote, pelo qual se
comunica com a faringe. Durante a deglutição, esse orifício é
fechado por uma válvula reguladora chamada epiglote.
As fossas nasais (ou cavidades nasais) e a boca são os locais
de entrada do ar que se dirige ao nosso sistema respiratório.
O ar que entra pelas fossas nasais é filtrado, umedecido e
aquecido, antes de ir para a traqueia. Cílios que revestem o
epitélio das fossas nasais retêm partículas de sujeira e micro-
organismos que existem no ar. Em seguida o ar passa pela
laringe (local onde se encontram as nossas cordas vocais – ou pregas vocais), atravessando a glote
que é a entrada da laringe. Logo acima dela há uma estrutura cartilaginosa, a epiglote, que fecha
a passagem do alimento para a laringe, não havendo perigo de o alimento entrar nas vias
respiratórias. A seguir o ar penetra na traqueia, que se bifurca em dois brônquios principais. Cada
brônquio ramifica-se inúmeras vezes e origina bronquíolos progressivamente menos calibrosos, até
se formarem os bronquíolos terminais. Estes, por sua vez, terminam em bolsinhas, de parede
extremamente delgada, os alvéolos pulmonares.
Os pulmões são órgãos de forma cônica, que contém os bronquíolos e os alvéolos. Calcula-
se que cada pulmão possua 400 milhões de alvéolos. Cada alvéolo é formado por uma membrana
muito delicada, que permite as trocas gasosas entre ele o sangue.
Inspiração e expiração
A inspiração compreende a penetração do ar atmosférico até os alvéolos pulmonares e a
expiração é a saída do ar dos pulmões.
No mecanismo respiratório é fundamental a participação do diafragma – um músculo achatado
que separa a cavidade torácica da cavidade abdominal – e dos músculos intercostais externos –
que ficam localizados entre as costelas.
Algumas consequências do hábito de fumar
Mau hálito, dentes manchados e câncer na língua.
Irritação na laringe, que pode provocar câncer.
Destruição dos cílios das células da traqueia, prejudicando, assim, a eliminação de micro
organismos que causam infecções como bronquites, pneumonias etc.
Acidente vascular cerebral.
A pressão arterial aumenta. A possibilidade de mortes por infarto duplica.
Os fumantes têm 50% a mais de possibilidades de sofrer de acidez e úlceras estomacais.
As mulheres grávidas que fumam apresentam riscos de parto prematuro e aborto. Seus bebês
recebem pouco gás oxigênio e nascem fracos.
A nicotina causa dependência, sendo considerada pela OMS (Organização Mundial da Saúde)
uma droga psicoativa
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SISTEMA CIRCULATÓRIO HUMANO
O sistema circulatório humano é uma vasta rede de tubos, de vários tipos e calibres, que
põem em comunicação todas as partes do corpo. Dentro desses tubos circula o sangue,
impulsionado pelas contrações rítmicas do coração.
As funções do sistema circulatório são levar alimento e gás oxigênio a todas as células do
corpo e remover gás carbônico e excreções nitrogenadas que as células tenham produzido. Além
disso, ele contém células especializadas em combater invasores, que protegem nosso organismo
contra infecções causadas por vírus, bactérias e outros seres.
1. Componentes do sistema circulatório
Basicamente, o sistema circulatório humano é formado por vasos sanguíneos e coração.
a ) Vasos sanguíneos: são tubos por dentro dos quais correm o sangue. São de três tipos:
Artérias: vasos que conduzem o sangue do coração para os diversos órgãos do corpo.
Veias: vasos que conduzem o sangue dos órgãos do corpo para o coração.
Capilares: são tubos muito finos, invisíveis a olho nu. Por terem paredes finas, podem trocar
substâncias com os tecidos (células) levando oxigênio e alimento e retirando gás carbônico
e resíduos. Ficam entre as artérias e as veias.
b) Coração:
Tamanho: aproximadamente o de um punho fechado.
- Peso: cerca de 300gramas.
- Número de batimentos cardíacos por minuto: bate ente 72 e 80 vezes/min.
- Função: mantém uma corrente constante de sangue venoso para os pulmões e outra de sangue
arterial para as diferentes partes do corpo.
O coração humano está dividido em quatro cavidades, duas delas chamadas aurículas ou átrios e
duas chamadas ventrículos.
As duas aurículas ou átrios são à
direita (AD) e à esquerda (AE) e ficam
localizadas na parte superior do coração.
Os dois ventrículos são o direito (VD) e o
esquerdo (VE) e ficam localizados na parte
inferior do coração.
O átrio direito comunica-se com o
ventrículo direito através da válvula (ou
valva) atrioventricular direita (chamada
de tricúspide por ser composta de três
partes). O átrio esquerdo comunica-se
com o ventrículo esquerdo através da
válvula (ou valva) atrioventricular
esquerda (também chamada de válvula
mitral ou bicúspide). A função das
válvulas cardíacas é garantir que o sangue
siga uma única direção, sempre dos átrios
para os ventrículos.
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Ligados ao coração existem alguns grandes vasos sanguíneos:
As veias cavas superior e inferior, que chegam ao átrio direito trazendo sangue venoso
do corpo.
A artéria pulmonar, que sai do ventrículo direito levando sangue venoso aos pulmões.
As veias pulmonares que chegam ao átrio esquerdo trazendo sangue arterial dos pulmões.
A artéria aorta, que sai do ventrículo esquerdo levando sangue arterial para todo o corpo.
O fato de um vaso ter o nome de artéria não significa que ele transporte apenas sangue
arterial, isto é, sangue rico em oxigênio. Um exemplo disso é a artéria pulmonar, que leva
sangue venoso – rico em gás carbônico – do coração aos pulmões. As veias também não
transportam apenas sangue venoso. As veias pulmonares, por exemplo, levam sangue
arterial dos pulmões ao coração.
2. A circulação sanguínea
A pequena circulação ou circulação pulmonar ocorre entre o coração e os pulmões e
oxigena o sangue. O coração bombeia sangue venoso pelo VD, que segue para os pulmões pela
artéria pulmonar. O sangue oxigenado retorna ao AE pelas veias pulmonares.
A grande circulação ou circulação sistêmica é a que ocorre entre o coração e o resto
do corpo. O sangue sai do VE pela artéria aorta, levando oxigênio e nutrientes aos tecidos e retorna
ao AD pelas veias cavas superior e inferior.
3. Sangue
O sangue humano é constituído por um líquido amarelado, o plasma e por três tipos de
células: hemácias (células vermelhas), leucócitos
(células brancas) e plaquetas.
HEMÁCIAS, também chamadas
glóbulos vermelhos ou eritrócitos são células
especializadas no transporte de gases. Elas são
produzidas no interior dos ossos, a partir de células
da medula óssea vermelha. Uma hemácia
permanece cerca de120 dias em circulação. Ao fim
desse período, ela perde sua capacidade funcional
e acaba sendo fagocitada e digerida por células do
fígado ou do baço.
LEUCÓCITOS ou glóbulos brancos são células especializadas na defesa do organismo,
combatendo vírus, bactérias e outros agentes invasores que penetrem no corpo. Os leucócitos
também são produzidos na medula dos ossos.
PLAQUETAS ou trombóticos são fragmentos de células especiais presentes na medula
dos ossos. A função das plaquetas é atuar na coagulação do sangue: elas liberam substâncias
denominadas fatores de coagulação nas regiões de ferimentos, estimulando a formação de
coágulos, que detêm uma eventual hemorragia.
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EXCREÇÃO HUMANA
No homem, os rins estão situados dorsalmente, logo acima dos quadris, sua função é filtrar
o sangue. Ligados a eles estão dois ureteres, que transportam a urina até bexiga urinária. Esta
serve de depósito para a urina, que será conduzida ao exterior pela uretra.
O fluído final, que sai dos rins, é a
urina. Cada litro de urina formada por
dia resulta de cerca de 150 litros de
plasma filtrados pelos nefros.
A urina é constituída por 95% de
água e 5% de solutos: ureia, cloreto de
sódio, ácido úrico, creatinina, urobilina
e ácido lático. Forma-se continuamente
e desce pelos ureteres até a bexiga,
onde fica até ser eliminada.
O volume e a composição da urina
variam conforme a alimentação, a
quantidade de líquido ingerido, a taxa
de transpiração, etc.
O volume sanguíneo que passa pelos rins humanos é de 1.200 ml/minuto.
A desidratação é uma deficiência de água no organismo.
A desidratação produz-se quando a eliminação de água do corpo é maior que o volume ingerido. A
deficiência de água, em geral, provoca um aumento da concentração de sódio no sangue.
Os vômitos, a diarreia, o uso de diuréticos (medicamentos que provocam a excreção de excessivas
quantidades de sal e de água pelos rins), o excesso de calor, a febre e uma diminuição do consumo
de água podem conduzir à desidratação. Algumas doenças, como a diabetes mellitus, a diabetes
insípida e a doença de Addison, podem ocasionar desidratação devido às excessivas perdas de
água que as caracterizam.
Em primeiro lugar, a desidratação estimula os centros da sede do cérebro, fazendo com que se
beba mais líquido. Se o consumo não conseguir compensar a água que se perde, a desidratação
agrava-se, a transpiração diminui e produz-se menor quantidade de urina. A água desloca-se
desde o vasto depósito interno das células até ao sangue. Se a desidratação não melhorar, os
tecidos corporais começam a secar. Por fim, as células começam a encolher-se e a funcionar
inadequadamente. As células do cérebro estão entre as mais propensas à desidratação, de
maneira que um dos principais sinais de gravidade é a confusão mental, que pode evoluir para o
coma.
As causas mais frequentes de desidratação, como a sudação excessiva, os vômitos e a diarreia,
provocam uma perda de eletrólitos, especialmente sódio e potássio, além de água.
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SISTEMA HORMONAL HUMANO
O sistema endócrino é formado pelo conjunto de glândulas endócrinas, as quais são
responsáveis pela secreção de substâncias denominadas, genericamente, HORMÔNIOS.
As glândulas endócrinas (do grego endos, dentro, e krinos, secreção) são assim chamadas
porque lançam a sua secreção (hormônios) diretamente no sangue, as principais glândulas
endócrinas humanas são hipófise, tireoide, paratireoides, suprarrenais e pâncreas.
As glândulas exócrinas (do grego exos, fora), que lançam suas secreções para fora do corpo
ou nas cavidades de órgãos ocos, as principais são: glândulas mamárias, sebáceas, sudoríparas e
lacrimais.
COMO AGEM OS HORMÔNIOS
As glândulas endócrinas sempre liberam os hormônios no sangue, porque eles atingem todas
as células do corpo. Cada hormônio atua apenas sobre alguns tipos de células,
denominadas células-alvo. As células-alvo de determinado hormônio possuem, na membrana ou
no citoplasma, proteínas denominadas receptores hormonais, capazes de se combinar
especificamente com as moléculas do hormônio. É apenas quando a combinação correta ocorre
que as células-alvo exibem a resposta característica da ação hormonal.
1. HIPÓFISE
Do tamanho de um grão de ervilha e localizada na base do encéfalo, a hipófise possui uma
porção anterior (também conhecida como (adenoipófise) e outra posterior (neuroipófise), entre as
quais fica uma porção média, pouco desenvolvida na espécie humana.
É considerada a glândula mestra do organismo porque controla a secreção de outras
glândulas através dos hormônios tróficos. São eles:
a) Hormônio tireotrófico – regula a secreção da tireoide.
b) Hormônio adrenocorticotrófico – controla a produção de alguns hormônios das suprarrenais.
c) Hormônios folículo-estimulante e luteinizante – estimulam as gônadas.
d) Hormônio do crescimento (GH) - promove o crescimentode quase todos os tecidos, inclusive
os ossos e a cartilagem. A deficiência desse hormônio na infância provoca o nanismo. Já a
hiperfunção nesse período, causa o gigantismo.
e) Ocitocina – é responsável pelas contrações do parto, estimulando a musculatura do útero.
f) Hormônio antidiurético (ADH) – controla a eliminação de água pelos rins.
g) Prolactina – estimula a produção e a secreção de leite após o parto.
2. TIREOIDE
A tireoide localiza-se no pescoço, logo abaixo das cartilagens da glote, sobre a porção
inicial da traqueia. Os dois principais hormônios tireoidianos são a tiroxina e a triiodotironina. Os
hormônios iodados da tireoide controlam a atividade metabólica de praticamente todas as células
do corpo. Na presença desses hormônios, a respiração celular de todas as células aumenta, com
aumento geral da atividade do organismo. Outro hormônio tireoidiano importante é a calcitonina,
que atua diminuindo a quantidade de cálcio no sangue.
Doenças relacionadas a disfunções na tireoide
Bócio
O bócio trata-se de um aumento anormal de tamanho na região anterior do pescoço causado por
uma tireoide aumentada. Este problema ocorre em, pelo menos, 5% da população em todo o
mundo. A causa mais comum é a falta de iodo, componente químico que a tireoide usa para
produzir hormônios.
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Hipertireoidismo
O organismo fica "acelerado", em função do excesso de hormônio
tireóideo no sangue. Esses casos são, aproximadamente, dez vezes
mais frequentes nas mulheres, afetando ao redor de 2% delas no
mundo inteiro. A doença de Graves, manifestação bastante comum
da doença, é causada por problemas do sistema imunológico, com
maior prevalência em famílias que já apresentaram casos. Nos
Estados Unidos, a doença atinge, aproximadamente, 2,5 milhões de
mulheres.
São sintomas comuns da doença: o aumento da frequência
cardíaca; nervosismo; fraqueza muscular; sudorese; perda de peso; tremores; mudanças
na pele; diminuição do fluxo menstrual; bócio; queda de cabelos.
O HIPOTIREOIDISMO faz com que o organismo trabalhe devagar. Isso ocorre quando há
quantidade insuficiente de hormônio tireóideo no sangue. Estatísticas apontam que mais de cinco
milhões de americanos têm a doença, mesmo havendo muitos que não sabem de sua existência.
Especialistas destacam que a prevalência é maior entre as mulheres.
3. PARATIREOIDES
Localizam-se na parte de trás da tireoide. Elas produzem o paratormônio, que controla a
taxa de cálcio no sangue. Quando a concentração sanguínea de cálcio abaixa, o paratormônio
promove a retirada de cálcio do osso, lançando-o no sangue. Além disso, aumenta a absorção de
cálcio no intestino e a reabsorção pelos túbulos renais.
A hiperfunção das paratireoides pode enfraquecer os ossos, causar lesões renais e
desequilíbrios no organismo e mesmo levar à morte. Na hipofunção, há uma baixa de cálcio no
sangue, causando contrações musculares e podendo provocar a morte por asfixia através da
contração da musculatura da laringe.
4. PÂNCREAS (PARTE ENDÓCRINA)
O pâncreas é uma glândula mista, com duas partes: exócrina, que produz o suco pancreático;
e endócrina, formada por ilhas de células, as ilhotas de Langerhans.
As ilhotas de Langerhans produzem o hormônio insulina e o hormônio glucagon, com efeito
oposto ao da insulina.
A insulina faz baixar o nível de glicose no sangue, facilitando sua entrada nas células e sua
conversão em glicogênio. O glucagon, ao contrário aumenta o nível de glicose no sangue,
estimulando a quebra do glicogênio.
A diabete é provocada pela incapacidade total ou parcial do pâncreas de fabricar a insulina.
Consequentemente, a glicose passa a se acumular no sangue e, ao sair pela urina, arrasta muita
água por osmose.
ATENÇÃO! Após uma refeição rica em carboidratos, aumenta o teor de glicose no sangue,
isto é, aumenta a glicemia, provocando a liberação de insulina pelo pâncreas. A insulina
favorece o ingresso da glicose nas células, principalmente musculares e hepáticas, ao
mesmo tempo em que estimula a formação de glicogênio, reduzindo, assim, a glicemia. Com
a redução da glicemia, reduz-se o teor de insulina e tudo volta ao normal.
Em ocasiões em que você demora a fazer uma refeição, temporariamente seu sangue fica
com baixa taxa de glicose, isto é, ocorre uma hipoglicemia. É normal, nessa ocasião, haver
certa tontura e sonolência. De imediato, o pâncreas libera glucagon que, dirigindo-se às
células hepáticas, favorece a hidrólise do glicogênio armazenado e a liberação de glicose
para o sangue, regularizando a glicemia.
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Diabetes melito
Distúrbio causado pela diminuição na produção de insulina ou pela diminuição da
capacidade de utilização da insulina. A insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas, necessário
para que as células sejam capazes de utilizar o açúcar no sangue. A causa da diabetes melito é
desconhecida, mas acredita-se que a hereditariedade e a dieta tenham um papel importante em
seu desenvolvimento. A diabetes é desencadeada quando o pâncreas produz quantidades
insuficientes de insulina para atender às necessidades do organismo, ou quando o pâncreas produz
insulina, mas as células são incapazes de utilizá-la eficazmente (resistência insulínica).
A insulina é necessária para que o açúcar no sangue (glicose) chegue ao interior das
células; caso isso não ocorra, o organismo não pode utilizá-lo. O excesso de açúcar permanece
no sangue e é então eliminado pelos rins. Sintomas como sede excessiva, micção frequente e fome
se desenvolvem. O metabolismo de carboidratos, gorduras e proteínas é alterado.
A glicose é a principal fonte de energia do organismo, mas quando em excesso, pode trazer várias
complicações à saúde.
Quando não tratada adequadamente, causa doenças tais como infarto do coração, derrame
cerebral, insuficiência renal, problemas visuais e lesões de difícil cicatrização, dentre outras
complicações.
Embora ainda não haja uma cura definitiva para o Diabetes, há vários tratamentos
disponíveis que, quando seguidos de forma regular, proporcionam saúde e qualidade de vida para
o paciente portador.
Atualmente, estima-se que cerca de 240 milhões de pessoas sejam diabéticas, o que
significa que 6% da população têm diabetes.
Segundo uma projeção internacional, a população de doentes diabéticos a nível mundial vai
aumentar até 2025 em mais de 50%, para 380 milhões de pessoas a sofrerem desta doença
crônica.
5. ADRENAIS
As glândulas adrenais ou supra-renais, localizadas uma
sobre cada rim, são constituídas por dois tecidos secretores
bastante distintos. Um deles forma a parte externa da
glândula, o córtex, enquanto o outro forma a sua porção mais
interna, a medula.
A medula adrenal produz dois hormônios principais:
a adrenalina (ou epinefrina) e a noradrenalina. Esses dois
hormônios são quimicamente semelhantes, produzidos a
partir de modificações bioquímicas no aminoácido tirosina.
Quando uma pessoa vive uma situação de estresse (susto,
situações de grande emoção etc.), o sistema nervoso estimula
a medula adrenal a liberar adrenalina no sangue. Sob a ação desse hormônio, os vasos sanguíneos
da pele se contraem e a pessoa fica pálida; o sangue passa a se concentrar nos músculos e nos
órgãos internos, preparando o organismo para uma resposta vigorosa.
A adrenalina também produz taquicardia (aumento do ritmo cardíaco), aumento da pressão arterial
e maior excitabilidade do sistema nervoso. Essas alterações metabólicas permitem que o
organismo de uma resposta rápida à situação de emergência.
A noradrenalina é liberada em doses mais ou menos constantes pela medula adrenal,
independentemente da liberação de adrenalina. Sua principal função é manter a pressão sanguínea
em níveis normais.
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SISTEMA NERVOSO
O neurônio, a célula comum a todo e qualquer sistema nervoso existente no reino Animalia,
assemelha-se, em sua função, a umfio condutor de eletricidade.
Um neurônio típico apresenta três partes distintas: corpo celular, dendritos e axônio.
No corpo celular, a parte mais volumosa da célula
nervosa, se localizam o núcleo e a maioria das
estruturas citoplasmáticas.
Os dendritos (do grego dendron, árvore) são
prolongamentos finos e geralmente ramificados, que
conduzem os estímulos captados do ambiente ou de
outras células em direção ao corpo celular.
O axônio é um prolongamento fino, geralmente mais
longo que os dendritos, cuja função é transmitir para as outras células os impulsos
nervosos provenientes do corpo celular.
Organização do Sistema Nervoso
Dois grandes componentes fazem parte do
sistema nervoso humano: sistema nervoso central
(SNC) e o sistema nervos periférico (SNP).
O sistema nervoso central é formado
pelo encéfalo e pela medula espinhal. O encéfalo
é composto por vários órgãos, entre eles os dois
hemisférios cerebrais (conjuntamente conhecidos
como “cérebro”), o diencéfalo, o cerebelo e o bulbo.
O encéfalo e a medula espinhal são os locais para
onde são encaminhadas todas as informações
captadas pelo organismo, quer se originem no meio
externo, quer surjam no próprio organismo. São também os centros de processamento dessas
informações e de elaboração de respostas.
SISTEMA NERVOSO CENTRAL
Nos vertebrados, o encéfalo se aloja no interior
do crânio e a medula espinhal, no interior de um
canal existente na coluna vertebral. O encéfalo e a
medula são formados por células da glia, por corpos
celulares de neurônios e por feixes de dendritos e
axônios.
Substância branca e cinzenta - A camada mais
externa do encéfalo tem cor cinzenta e é formada
principalmente por corpos celulares de neurônios. Já
a região encefálica mais interna tem a cor branca e é
constituída principalmente por fibras nervosas
(dendritos e axônios). A cor branca se deve à bainha
de mielina que reveste as fibras.
Na medula espinhal, a disposição das substâncias
cinzenta e branca se inverte em relação ao encéfalo:
a camada cinzenta é interna e a branca, externa.
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SISTEMA NERVOSO PERIFÉRICO
O sistema nervoso periférico inclui os receptores espalhados pelo corpo, além
dos gânglios nervosos e todos os nervos que chegam aos órgãos centrais trazendo informações
ou que deles se originam, levando respostas.
Este sistema é formado por gânglios nervosos cranianos, que saem do encéfalo, e raquianos
ou espinhais, que saem da medula.
No homem há 31 pares de nervos raquianos. Cada nervo é formado por dezenas e até
centenas de prolongamentos de neurônios – as fibras nervosas (dendritos ou axônios) – envolvidas
por tecido conjuntivo, que levam e trazem impulsos do encéfalo, da medula e dos gânglios.
No sistema nervoso periférico encontram-se os neurônios sensoriais que recolhem
informações dos órgãos dos sentidos e dos órgãos internos. O conjunto desses neurônios forma a
divisão sensorial. Já os neurônios motores levam mensagens do sistema nervoso central para os
músculos e para as glândulas, formando a divisão motora.
SISTEMA NERVOSO AUTÔNOMO
O sistema nervoso autônomo é um componente do sistema nervoso periférico que atua
regulando algumas funções involuntárias do nosso corpo, tais como ações desempenhadas pelos
sistemas respiratório, digestório, endócrino e cardiovascular.
Nele há as divisões simpática e parassimpática, as quais geralmente apresentam ações
antagônicas. A divisão simpática garante, por exemplo, que o coração bata mais rápido em alguma
situação de estresse, enquanto a parassimpática faz com que o corpo relaxe após essa situação."
47
REPRODUÇÃO HUMANA
O sistema reprodutor, também chamado de genital, garante a reprodução. Nesse
sistema, encontramos estruturas que produzem os gametas, especializadas em garantir a cópula
e, no caso do sistema reprodutor feminino, o órgão em que é gerado o bebê. Além disso, o sistema
reprodutor da mulher é diferente do sistema reprodutivo do homem.
1. SISTEMA REPRODUTOR MASCULINO
No sistema reprodutor masculino, existem órgãos externos e internos. Externamente, há duas
estruturas: o pênis e o saco escrotal.
Pênis: O pênis é o órgão responsável pela cópula e caracteriza-se por possuir um tecido erétil
que se enche de sangue no momento da excitação sexual.
Saco escrotal: É a região onde estão localizados os testículos. Sua temperatura é cerca de
2°C abaixo da temperatura do restante do corpo.
Internamente, os órgãos do sistema reprodutor masculino são: testículo, epidídimo, ducto
deferente, ducto ejaculatório e uretra. Além dessas estruturas, existem as glândulas
acessórias.
Testículo: O testículo é a
gônada masculina, onde são
formados
os espermatozoides. Esses
gametas são produzidos
mais precisamente em
túbulos enrolados,
denominados de túbulos
seminíferos. Os testículos
também produzem a
testosterona. O homem
apresenta dois testículos.
Epidídimo: Local logo acima dos testículos onde os espermatozoides completam sua
maturação e adquirem mobilidade.
Ducto deferente e ejaculatório: É um vaso que parte de cada epidídimo e encontra-se com
o ducto da vesícula seminal, formando os ductos ejaculatórios, os quais se abrem na uretra.
Uretra: Percorre o pênis e é comum ao sistema excretor e reprodutor. Isso significa que pela
uretra saem o sêmen e a urina.
Glândulas acessórias:
Vesículas seminais: Formam cerca de 60% do sêmen. Essa secreção destaca-se pela
presença de frutose que garante energia para os espermatozoides.
Próstata: Produz uma secreção rica em enzimas anticoagulantes e citrato que também é
nutriente para os espermatozoides.
Glândulas bulbouretrais: Produz uma secreção que limpa a uretra antes da ejaculação.
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2. SISTEMA REPRODUTOR FEMININO
Assim como o sistema reprodutor masculino, o sistema reprodutor feminino apresenta órgãos
internos e externos. Os órgãos externos formam a chamada vulva e são constituídos por
lábios maiores, lábios menores e clitóris.
Vulva: A vulva é formada pelos lábios menores, que protegem a entrada da vagina e da uretra,
por lábios maiores que circundam os menores e pelo clitóris, que está localizado acima dos
lábios menores.
Os órgãos internos são: ovários, tuba uterina, útero e vagina.
Ovários: São as gônadas femininas, onde são produzidos os ovócitos. É nos ovários também
que são produzidos os hormônios estrogênio e progesterona. As mulheres apresentam dois
ovários.
Tuba uterina: A tuba uterina são
dois tubos que se estendem dos
ovários até o útero.
A fecundação é um processo
que ocorre normalmente nas
tubas uterinas no primeiro dia
após a ovulação.
Útero: Um órgão muscular em
forma de pera onde o bebê se
desenvolve.
Vagina: Local onde o pênis se
insere na hora da cópula e é
também o canal por onde o bebê
sai na hora do parto.
MÉTODOS CONTRACEPTIVOS:
Contracepção é a prevenção deliberada da gravidez por meio de métodos contraceptivos (ou
anticoncepcionais)
Pílulas anticoncepcionais: combinação adequada de hormônios progesterona e estrógeno
sintéticos, que inibem a secreção de FSH (hormônio folículo-estimulante) e LH (hormônio
luteinizante) pela hipófise, impedindo a maturação do folículo e sua ovulação.
Diafragma: dispositivo colocado no fundo da vagina, impedindo a entrada dos
espermatozoides no colo do útero e, consequentemente, na tuba uterina. Impede a fecundação.
DIU: dispositivo intrauterino que pode ser de material plástico ou metálico e tem o formato de
“T”. Impede a nidação (fixação) do embrião.
Preservativo: retém o esperma ejaculado durante a relação sexual, impedindo a fecundação.
Além disso, protege contra doenças sexualmente transmissíveis.
Vasectomia: processo cirúrgico de secção dos ductos deferentes, impedindo a liberação de
espermatozoides.
Laqueadura (ligadura de trompas): processo cirúrgico de secção das tubas uterinas, o queimpede a fecundação.
Pílula do dia seguinte: contraceptivo de emergência, devendo ser tomado até 72 horas
depois da relação sexual desprotegida. Os hormônios componentes da pílula atuam, basicamente,
de duas formas: impedindo a ovulação (se esta ainda não ocorreu) ou impedindo a implantação do
embrião no útero.
https://www.biologianet.com/anatomia-fisiologia-animal/hormonios.htm
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GENÉTICA
Genética é a ciência que estuda o material hereditário e os mecanismos de sua transmissão
ao longo das gerações.
Os primeiros trabalhos realmente importantes para maior esclarecimento no campo da
Genética foram realizados em um convento, na Áustria, por volta de 1866, por um monge chamado
Gregor Mendel.
CONCEITOS FUNDAMENTAIS:
A) GENE: Porção de DNA que pode ser transcrita em
moléculas de RNA. Contém as informações que serão
passadas de geração a geração. Os genes se situam
em estruturas intracelulares chamadas cromossomos.
B) CARIÓTIPO: Conjunto de cromossomos de uma
determinada espécie.
C) ALELOS: São formas diferentes de um mesmo gene e
ocupam o mesmo lócus em cromossomos homólogos.
D) ALELOS LETAIS: São alelos que podem ocasionar a morte de seu portador.
E) ALELOS MÚLTIPLOS: São três ou mais alelos diferentes para um mesmo lócus.
F) LÓCUS: é o local certo e invariável que cada gene ocupa no cromossomo.
G) CROMOSSOMOS HOMÓLOGOS: Cromossomos que possuem a mesma sequência de
genes, são os cromossomos que formam pares (um de origem materna e outro de origem
paterna). Esses pares só ocorrem nas células somáticas, que são diploides. Num par, os dois
homólogos possuem genes para os mesmos caracteres. E esses genes têm localização
idêntica nos dois cromossomos.
H) GENES ALELOS: são genes responsáveis pela herança de um dado caráter e ocupam um
mesmo lócus em cromossomos homólogos.
I) GENE DOMINANTE: é aquele que manifesta seu efeito tanto em homozigose quanto em
heterozigose. (AA ou Aa).
J) GENE RECESSIVO: é o gene que não se manifesta em presença do seu alelo dominante.
Tais genes se manifestam apenas quando ocorrem em dose dupla (aa).
K) HOMOZIGOTO OU PURO: um indivíduo é homozigoto quando apresenta genes iguais
formando o par de alelos para o desenvolvimento de um dado caráter. (AA ou aa).
L) HETEROZIGOTO OU HÍBRIDO: indivíduo que possui genes alelos diferentes para um mesmo
caráter. Ex.: Aa – olhos castanhos.
M) GENÓTIPO: Conjunto de genes do indivíduo. Ele não é visível, mas pode ser deduzido pela
análise dos descendentes e ascendentes desse indivíduo. O genótipo é representado por
letras que simbolizam os genes. Como o genótipo retrata a constituição genética de uma célula
diploide de um indivíduo, as letras devem vir aos pares para cada caráter representado.
N) FENÓTIPO: Conjunto de características do indivíduo que resulta da expressão do genótipo e
da ação do ambiente.
O) GERAÇÃO PATERNA (P): são os elementos usados no cruzamento inicial, os genitores.
P) PRIMEIRA GERAÇÃO (F1): são os elementos resultantes do cruzamento, os descendentes
da geração paterna.
Q) SEGUNDA GERAÇÃO (F2): são os descendentes do cruzamento de indivíduos de F1.
R) HEREDOGRAMA = Representação das relações de parentesco entre indivíduos.
50
OS TRABALHOS DE MENDEL
Mendel, aliando seus conhecimentos de Ciências Naturais e Matemática, analisou a
hereditariedade de várias características da ervilha. Escolheu a ervilha, entre outras razões, pelo
fato de ocorrer auto fecundação em suas flores, mantendo-se as linhagens puras.
Um aspecto importante de seu trabalho, porém, consistiu em haver pesquisado primeiramente
a hereditariedade de uma característica em particular, para só depois estudar a transmissão de
duas características em conjunto.
Através da polinização feita experimentalmente (manual), Mendel cruzava linhagens puras,
que apresentavam variedades contrastantes para determinada característica (geração parental P),
obtendo assim uma primeira geração filial (F1); as plantas de F1 se reproduziam por auto
fecundação, sendo obtida a segunda geração filial (F2). Analisando matematicamente as
proporções de descendentes obtidas nessas duas gerações, Mendel estabeleceu as duas leis
básicas para o desenvolvimento da genética clássica.
1ª LEI DE MENDEL – LEI DA SEGREGAÇÃO OU LEI DA PUREZA DOS GAMETAS
Trabalho desenvolvido por Mendel em relação à hereditariedade de um caráter das
ervilhas: a cor de suas sementes.
Mendel observou que as sementes podiam ser tanto
amarelas quanto verdes. Considerou então que, se as
sementes eram amarelas, suas células deviam possuir
algum fator responsável pela cor amarela, o mesmo
ocorrendo com a cor verde.
Para selecionar indivíduos puros, isto é, contendo
somente fatores para uma cor (ou só para verde, ou só
para amarelo), Mendel provocou a reprodução das
ervilhas por auto fecundação durante várias gerações. A
seguir, realizou um cruzamento entre uma planta de
sementes amarelas e uma de sementes verdes.
Observando um número bastante grande de indivíduos
da geração resultante, verificou que todos eles
apresentavam sementes amarelas. No entanto, ele sabia
que esses indivíduos possuíam também fator
responsável pela cor verde, pois o pai de semente verde
era puro e só poderia fornecer gametas com fator para
essa cor. Logicamente, esses indivíduos eram híbridos,
com fatores para verde e para amarelo. O que teria
acontecido com o fator verde?
Mendel obteve a resposta ao fazer uma auto
fecundação com um desses descendentes amarelos híbridos. Analisou cerca de mil indivíduos
resultantes dessa auto fecundação e constatou que aproximadamente 75% eram amarelos e 25%
apresentavam sementes verdes. Concluiu, então, que o fator para verde não tinha sido destruído,
apenas não se manifestava na presença do fator para amarelo. Com base nisso, resolveu chamar
o fator para amarelo de dominante e o fator verde de recessivo.
Depois de repetir esse procedimento para outras características (forma da semente, forma da
vagem, altura do caule, etc.) e chegando ao mesmo resultado, Mendel anunciou sua Primeira Lei,
conhecida como Lei da Segregação de um par de fatores ou Lei do Monoibridismo.
51
Cada caráter é condicionado por um par de genes alelos que se separam
(segregam) na formação dos gametas, indo apenas um gene para cada gameta.
Interpretação da 1ª Lei de Mendel de acordo com os conhecimentos atuais:
Se uma planta tem sementes amarelas é porque em suas células existe um gene, que
chamaremos de A, que determina essa cor. Se ela é pura ou homozigota, os dois genes situados
no mesmo lócus do par de cromossomos homólogos são iguais.
Concluímos que os indivíduos da geração paterna, de fenótipo amarelo, têm genótipo AA; e
os indivíduos de sementes verdes têm genótipo aa(sendo o a o gene para verde).
Os indivíduos homozigotos originam apenas um tipo de gameta. Assim, o indivíduo AA produz
gameta A, e o indivíduo aa produz gameta A; a união de gametas A com gametas a dará indivíduos
híbridos ou heterozigóticos. Esses indivíduos da 1ª geração de filhos (F1) são amarelos porque A
domina a.
Geração P: Amarelo X Verde
AA aa
Obtenção de F1
Genótipo: 100% Aa
Fenótipo: 100% amarelo
A autofecundação dos indivíduos Aa é equivalente ao cruzamento de dois indivíduos iguais
(Aa x Aa). Os organismos heterozigotos originam gametas diferentes. Assim, cada organismo Aa
produz A e a. Logo, teremos quatro combinações possíveis para filhos da segunda geração F2: AA,
dois Aa e aa.
Obtenção de F2
Genótipo: 25% AA; 50% Aa; 25% aa
Fenótipo: 75%amarelos
25% verdes
A A
a Aa Aa
a Aa Aa
A a
A AA Aa
a Aa aa
52
GENEALOGIA OU HEREDOGRAMA ou ÁRVORE GENEALÓGICA
A árvore genealógica ou heredograma é um conjunto de símbolos que mostra a transferência
de um caráter através das gerações. É a representação gráfica de um determinado caráterem uma
família. Como construir o heredograma?
O macho é representado por um quadrado e a fêmea por um círculo, e um descendente que
ainda não tenha o sexo identificado é representado por um losango. Cada geração deve ser
identificada por algarismos romanos e todos os membros de uma geração devem ser alinhados
horizontalmente. Os indivíduos da mesma geração devem ser identificados por algarismos
arábicos, iniciando-se a numeração da esquerda para a direita, de modo que o mais velho fique à
esquerda. O heredograma deve ser iniciado de baixo para cima, iniciando-se pela geração mais
nova.
Símbolos Usados no Heredograma
ou = macho normal
ou = macho afetado pelo caráter considerado
ou = fêmea normal
ou = fêmea afetada pelo caráter considerado
= O traço de união entre as figuras indica o cruzamento
= O traço duplo de união indica cruzamento consanguíneo (entre parentes)
= indicativo de indivíduo de sexo não informado
1 2 3 4
Quatro irmãos contados da esquerda para a direita na ordem em que nasceram
= gêmeos dizigóticos
= gêmeos monozigóticos
*********************************************************************
EXEMPLO: Se um indivíduo é homozigoto recessivo, ele envia
o gene recessivo para todos os seus filhos. Dessa forma, como
em um “quebra-cabeças”, os outros genótipos vão sendo
descobertos. Todos os genótipos devem ser indicados, mesmo
que na sua forma parcial (A_, por exemplo).
53
Resolução de problemas envolvendo a 1ª Lei de Mendel (monoibridismo):
Ex: Em cobaias (porquinhos-da-índia), pelos curtos (B__ dominam pelos longos (bb). Qual o
resultado (genótipos e fenótipos) do cruzamento entre um macho de pelo curto e heterozigoto e
uma fêmea de pelo longo?
Pelo curto: B_ (BB ou Bb)
Pelo longo: bb
Resolução: O genótipo da fêmea de pelo curto e heterozigoto é Bb e o do macho de pelo longo
é bb. Uma forma de determinar as fecundações possíveis consiste em usar um esquema que
facilita a visualização das fecundações. Nesse esquema, os gametas de um dos sexos ficam
organizados em colunas e os do outro sexo, em linhas. Cada quadrado indica o resultado de uma
fecundação possível.
Genótipos: 50% Bb ; 50% bb
Fenótipos 50% pelos curtos e 50% pelos longos
Problemas com heredogramas:
Ex: Um casal de pele normal tem um filho albino. Qual o caráter dominante e qual o genótipo de
todos os indivíduos?
Resolução: I. Traduzimos o enunciado do problema em um esquema, indicando com os símbolos
citados na explicação que consta no texto referente aos heredogramas.
II. Passamos à pesquisa do caráter dominante: quando um casal com fenótipos iguais tem pelo
menos um filho com fenótipo diferente, o fenótipo do casal corresponde ao fenótipo dominante.
No problema, como um casal de pele normal teve um filho albino, o caráter dominante é pele
normal. Estabelecemos que A é o gene para pele normal e a é o gene para o albinismo.
III. Colocamos os genótipos nos símbolos, partindo do caráter recessivo, pois sabemos que o
fenótipo recessivo é sempre puro. Começamos pelo filho recessivo, aa. Como cada um desses
alelos vem de cada pai, podemos colocar um a no pai e outro a na mãe. Se o fenótipo dos pais é
pele normal, eles têm de possuir, cada um, um alelo A.
Portanto, o caráter dominante é pele normal e os pais têm genótipo Aa.
aa
Homem
mulher
filho
Aa Aa
54
OS GRUPOS SANGUÍNEOS HUMANOS
No início do século XX, o austríaco Karl Landsteiner, misturando o sangue de diferentes
pessoas, concluiu pela existência, na espécie humana, de quatro tipos básicos de sangue, que
constituem o chamado sistema ABO: grupo AB, grupo A, grupo B e grupo O.
No sangue humano, mais especificamente na membrana plasmática das hemácias, podem
ser encontradas duas proteínas denominadas aglutinogênios A e aglutinogênios B, responsáveis
pela determinação do fenótipo sanguíneo. O plasma sanguíneo, por sua vez, pode abrigar outras
duas proteínas denominadas aglutinina anti-A e aglutinina anti-B. Os aglutinogênios procedem
como antígenos e as aglutininas como anticorpos.
OBS.: Antígenos são proteínas específicas que atuam como corpos estranhos no organismo
de quem não os possua; na presença de antígenos, o organismo elabora proteínas de defesa
denominados anticorpos. O anticorpo, então, combina-se com o antígeno, neutralizando o efeito.
Em relação ao sangue, num indivíduo normal, não é possível a existência de aglutinogênios
e aglutininas de mesmo nome, uma vez que a ocorrência de ambas acarreta o desenvolvimento de
reações do tipo antígenos x anticorpo. Assim, os indivíduos pertencentes ao grupo AB possuem
aglutinogênios A e aglutinogênios B, mas são desprovidos de quaisquer aglutininas; os indivíduos
portadores de sangue tipo A possuem aglutinogênios A e aglutininas anti-B; os pertencentes ao
grupo B possuem aglutinogênios B e aglutininas anti-A; os indivíduos do grupo O, finalmente,
possuem aglutininas anti-A e aglutininas anti-B, sendo destituídos de quaisquer aglutinogênios.
Fenótipo Sanguíneo Aglutinogênios nas
hemácias
Aglutininas no Plasma
AB A e B -
A A Anti-B
B B Anti-A
O - Anti-A e Anti-B
AS TRANSFUSÕES E INCOMPATIBILIDADES SANGUÍNEAS
Nas transfusões sanguíneas, em relação ao sistema ABO, é preciso considerar que a taxa
de aglutinogênios nas hemácias é significativamente maior que a taxa de aglutininas no plasma.
Dessa maneira, são inviáveis as transfusões em que o sangue doado contém aglutinogênios que
encontrarão no receptor as aglutininas contrastantes.
Isso significa que, se o sangue doado contém aglutinogênios A, o sangue receptor não pode
conter aglutininas anti-A; e que, se o sangue doado contém aglutinogênios B, o receptor não pode
apresentar aglutininas anti-B. Assim, exemplificando, um indivíduo do grupo B não pode doar
sangue para outro do grupo O, uma vez que as aglutininas anti-B do receptor reagiriam com os
aglutinogênios B do doador, à semelhança de uma reação antígeno-anticorpo.
Dessa reação, na qual os aglutinogênios B atuariam como antígenos (proteína estranha ao
receptor do grupo O) e as aglutininas anti-B como anticorpos, resulta a aglutinação do sangue
doado, fato que pode provocar a obstrução dos vasos sanguíneos, com consequências que podem
levar o receptor à morte. No entanto, um indivíduo do grupo O pode doar sangue para outro do
grupo B. Isso porque o volume de sangue doado não contém aglutininas em taxa suficiente para
provocar a aglutinação das hemácias do receptor.
OBS.: Numa transfusão mal feita, as hemácias que se aglutinam são aquelas presentes
no sangue doado e, para tanto, devem conter aglutinogênios estranhos, isto é, que não
existem no sangue do receptor.
55
Quadro das transfusões possíveis quanto ao sistema ABO:
Grupo sanguíneo Pode doar a: Pode receber de:
A A e AB A e O
B B e AB B e O
AB AB A, B, AB, O
O A, B, AB, O O
O quadro e o esquema acima mostram que o grupo sanguíneo O (por não conter
aglutinogênios) pode ser doado para todos os grupos existentes; por isso, os indivíduos portadores
de sangue O são denominados doadores universais (observe que o grupo O não pode receber
sangue de nenhum outro grupo, só pode receber do próprio)
O grupo AB (por não possuir aglutininas) pode receber sangue de qualquer outro; daí os
indivíduos pertencentes a esse grupo serem denominados receptores universais.
DETERMINAÇÃO DOS GRUPOS SANGUÍNEOS:
O grupo sanguíneo de uma pessoa pode ser determinado verificando-se a existênciaou não
de aglutinação das hemácias, quando o sangue é misturado com soros portadores de aglutininas.
Para tanto, procede-se assim:
Coleta-se o sangue cujo grupo sanguíneo deseja-se
determinar; em seguida colocam-se duas gotas desse sangue
sobre uma lâmina de microscopia.
Sobre uma das gotas de sangue aplica-se uma gota de
soro contendo aglutininas anti-A; sobre a outra gota de sangue
aplica-se uma gota de soro com aglutininas anti-B.
Interpretação dos resultados:
Não havendo aglutinação em nenhuma das duas gotas de
sangue, o indivíduo pertence ao grupo O;
Havendo aglutinação nas duas gotas de sangue, o
indivíduo é do grupo AB;
Havendo aglutinação apenas na gota de sangue onde se
aplicou o soro anti-A, o indivíduo é do grupo A;
Havendo aglutinação apenas na gota de sangue onde se
aplicou o soro anti-B, o indivíduo é do grupo B.
A HERANÇA DOS GRUPOS SANGUÍNEOS HUMANOS:
Os grupos sanguíneos no homem podem ser identificados de acordo com 3 sistemas: o
sistema ABO, o sistema Rh e o sistema MN. Esses três sistemas transmitem-se
independentemente, pois os pares de genes para cada um deles localizam-se em cromossomos
não-homólogos. O estudo da herança desses três sistemas é, portanto, um caso particular de
triibridismo. Além disso, reúne os principais mecanismos de herança: o sistema ABO é um caso de
polialelia; o sistema Rh é um caso de dominância completa entre dois alelos; o sistema MN é um
caso de ausência de dominância entre dois alelos.
56
a) A herança dos grupos sanguíneos do sistema ABO:
Na manifestação dos grupos sanguíneos do sistema ABO estão envolvidos três alelos, que
ocorrem dois a dois. Os alelos envolvidos são IA, IB, e
i. Dependendo do tipo de relação entre os alelos dos
pares formados, são obtidos os diferentes tipos de
grupos sanguíneos: grupo A, grupo B, grupo AB e
grupo O.
Gene IA: condiciona a síntese do
aglutinogênio A e é dominante sobre o
alelo i.
Gene IB: condiciona a síntese do
aglutinogênio B e é dominante sobre o
alelo i.
Gene i: condiciona a não produção de aglutinogênios.
A relação de dominância entre esses genes pode ser expressa da seguinte maneira: IA=IB>i.
Os genes IA e IB exibem dominância completa em relação ao gene i. Entre si, porém, ocorre
ausência de dominância. Baseado nessa relação, ficou estabelecido o seguinte quadro de fenótipos
e genótipos:
Fenótipos Genótipos
Grupo A IA IA, IA i
Grupo B IB IB, IB i
Grupo AB IA IB
Grupo O ii
Ex.: Que resultados espera-se obter do seguinte cruzamento: IA IB x IA i
IA IB
IA IA IA IA IB
i IA i IB i
Genótipo: 25% IA IA Fenótipo: 50% grupo A
25% IA i 25% grupo AB
25% IA IB 25% grupo B
25% IB i
b) A herança do grupo sanguíneo do sistema Rh:
Em 1940, Landsteiner e Wiener descobriram um outro sistema de grupos sanguíneos, a partir
do sangue do macaco Rhesus. O sangue desse macaco, uma vez injetado em cobaias ou coelhos,
provocava nesses animais a síntese de anticorpos que podiam promover a aglutinação do sangue
doado. Esse fato levou à conclusão de que o sangue do macaco continha um antígeno, que foi
denominado fator Rh ou fator Rhesus; os anticorpos produzidos pelos animais receptores foram
denominados aglutininas anti-Rh.
Landsteiner e Wiener extraíram dos coelhos e cobaias soros contendo aglutininas anti-Rh; em
seguida, misturaram o soro em sangue de diversas pessoas. Constataram que, em alguns casos,
as hemácias se aglutinavam, indicando a presença do fator Rh no sangue humano; essas pessoas
foram denominadas Rh+. Em outros casos, as hemácias não se aglutinavam, indicando a ausência
do fator Rh no sangue; essas pessoas foram denominadas Rh-.
57
Os indivíduos portadores de sangue Rh- não possuem, normalmente, aglutininas
antiRh. No entanto, quando recebem sangue Rh+ tornam-se capazes de produzir essas aglutininas.
Como a produção de aglutininas ocorre de forma lenta, ao se fazer transfusão de sangue de um
doador Rh+ para um receptor Rh-, não deverá ocorrer a aglutinação das hemácias doadas. Mas
uma segunda transfusão de sangue Rh+ poderá provocar a aglutinação das hemácias doadas, uma
vez que as novas aglutininas produzidas, juntamente com as antigas (resultantes da primeira
transfusão) podem perfazer uma quantidade suficientemente alta para promover a aglutinação das
hemácias do doador. Em consequência disso, capilares sanguíneos podem ser destruídos,
chegando a levar o receptor à morte.
A determinação genética do sistema Rh é bastante complexa, mas de modo mais simplificado
pode-se atribuí-la a um par de alelos com relação de dominância completa:
Gene R: condiciona a produção do antígeno denominado fator Rh.
Gene r: condiciona a não produção do fator Rh.
Sabe-se que o gene R é dominante em relação ao seu alelo recessivo r. Conclui-se que existem
três genótipos diferentes para os dois fenótipos.
Fenótipos Genótipos
Rh+ RR, Rr
Rh- rr
Transfusões possíveis dentro do sistema Rh
Indivíduo Recebe de Doa para
Rh+ Rh+ e Rh- Rh+
Rh- Rh- Rh+ e Rh-
Ex.: Que descendentes obtém-se do cruzamento Rr x Rr.
R r
R RR Rr
r Rr rr
Genótipo: Fenótipo:
25% RR 75% Rh+
50% Rr 25% Rh-
25% rr
______________________________________________________________________________
ERITROBLASTOSE FETAL (EF) OU DOENÇA HEMOLÍTICA DO RECÉM-NASCIDO (DHRN):
Uma doença provocada pelo fator Rh é a eritroblastose fetal, caracterizada pela destruição
das hemácias do feto ou do recém-nascido. As consequências desta doença são graves, podendo
levar a criança à morte.
Durante a gestação ocorre passagem, através da placenta, apenas de plasma da mãe para o
filho e vice-versa, devido à chamada barreira hemato-placentária. Pode ocorrer, entretanto,
acidentes vasculares na placenta, o que permite a passagem de hemácias do feto para a circulação
materna.
Nos casos em que o feto possui sangue fator Rh positivo, e a mãe Rh negativo, os
antígenos existentes em suas hemácias estimularão o sistema imune materno a produzir anticorpos
anti-Rh, que ficarão no plasma materno, provocando lise nas hemácias fetais.
A produção de anticorpos obedece a uma cascata de eventos e, por isto, a produção de
anticorpos é lenta e a quantidade pequena num primeiro momento. A partir da segunda gestação
ou após a sensibilização por transfusão sanguínea, se o filho é Rh + novamente, o organismo
58
materno já conterá anticorpos para aquele antígeno e o feto poderá desenvolver a DHPN ou
eritroblastose fetal.
Após o nascimento da criança toma-se medida profilática injetando, na mãe Rh- , soro
contendo anti Rh. A aplicação logo após o parto destrói as hemácias fetais que possam ter passado
pela placenta no nascimento ou antes. Evita-se assim a produção de anticorpos, “zerando o placar
de contagem”. Cada vez que um concepto nascer e for Rh+ deve-se fazer nova aplicação, pois
novos anticorpos serão formados.
Os sintomas no recém-nascido que podem ser observados são anemia (devido à destruição
de hemácias pelos anticorpos), icterícia (a destruição de hemácias aumentada levará a produção
maior de bilirrubina indireta, que não pode ser convertida no fígado) e, após sua persistência, o
aparecimento de uma doença chamada Kernicterus, que corresponde ao depósito de bilirrubina
nos núcleos da base cerebrais, o que gerará retardo no RN.
______________________________________________________________________________
SEXO E HERANÇA GENÉTICA
Assim como outras características, o sexo de um
organismo também é determinado pelos genes. Diversos
estudos demonstram que, na maioria dos animais esses genes
estão situados em cromossomos especiais: os cromossomos
sexuais ou alossomos.
Na espécie humana, as células somáticas abrigam 46
cromossomos, ou 23 pares de homólogos, sendo 23 de origem materna e 23 de origem paterna.
No entanto,a determinação do sexo do indivíduo, resulta da interação de determinados genes
situados em um único par de cromossomos, formado pelos chamados cromossomos sexuais; os
demais cromossomos constituem os autossomos.
Os dois cromossomos sexuais existentes nas mulheres exibem a mesma forma e são
denominados cromossomos X; nos homens, porém, existe apenas um cromossomo X, o outro,
de forma curvada, é denominado cromossomo Y.
É nesse cromossomo que encontra-se um gene que determina o desenvolvimento de
testículos e, consequentemente, o sexo masculino.
Se simbolizarmos o conjunto de autossomos por 2A, as constituições cromossômicas de
um homem e de uma mulher podem ser representadas respectivamente por:
44 A XY ou 46, XY e 44 A XX ou 46, XX
Uma célula masculina, ao sofrer meiose, forma dois tipos de gametas quanto aos
cromossomos sexuais. Metade deles portará um cromossomo X e outra metade um Y. Além, é
claro, de um lote haploide de autossomos. É por isso que o sexo masculino é chamado de
heterogamético, por formar 2 tipos de gametas quanto ao cromossomo sexual. Já as fêmeas
formam apenas um tipo de gameta quanto ao cromossomo sexual, apresentando de um lote
haploide autossomos e um cromossomo sexual X. Por isso, o sexo feminino é chamado
homogamético.
Espermatozoides portadores de cromossomos Y dão origem a machos e os portadores de
cromossomos X dão origem a fêmeas. Em nossa espécie, portanto, é o pai quem define o sexo
do filho.
59
Herança ligada ao sexo
A herança é considerada ligada ao sexo, quando os genes envolvidos se situam no
cromossomo X, em sua parte não homóloga, isto é, sem correspondência no cromossomo Y. O fato
de a mulher apresentar dois cromossomos X permite concluir que ela é dotada, sempre, de genes
ligados ao sexo em dose dupla, formando pares de alelos. Já o homem, por apresentar um
cromossomo X, tem sempre esses genes em dose simples.
OBS.: A herança de caracteres condicionados por genes localizados nos cromossomos não
sexuais (autossômicos) recebe a denominação de herança autossômica. Existem duas anomalias
cuja herança está ligada ao sexo: a hemofilia e o daltonismo.
a) Daltonismo
O daltonismo consiste na impossibilidade de distinguir, nitidamente, as cores verde e
vermelha. Essa anomalia é determinada por um gene recessivo ligado ao sexo (localizado no
cromossomo X), simbolizado por Xd, enquanto o seu alelo dominante, que condiciona visão normal,
é simbolizado por XD.
As mulheres, por apresentarem um par de cromossomos X, podem ter três tipos de genótipos,
quanto a esse fator: XDXD (normal), XDXd (normal portadora) e XdXd (daltônica).
Os homens apresentam apenas um gene para essa característica, que pode ser tanto o alelo
normal quanto o condicionante do daltonismo. Para ser daltônico, o homem precisa receber apenas
um gene Xd da mãe (o outro cromossomo
sexual, Y, o homem recebe do pai).
Os homens podem ter dois tipos de
genótipos quanto a esse fato: XDY (normal)
ou XdY (daltônico).
OBS.; A mulher para ser daltônica,
necessita do gene Xd em dose dupla, o
que vale dizer que precisa ter pai daltônico
(XdY) e a mãe daltônica (XdXd) ou
portadora (XDXd).
b) Hemofilia
A hemofilia consiste numa insuficiência de produção de tromboplastina, enzima fundamental
para o mecanismo da coagulação sanguínea. Essa anomalia é também condicionada por um gene
recessivo (Xh) ligado ao sexo. Assim, chamando de XH o gene dominante que condiciona a
normalidade, podemos concluir os seguintes genótipos e fenótipos:
Sexo Genótipo Fenótipo
Masculino XHY Normal
Masculino XhY Hemofílico
Feminino XHXH Normal
Feminino XHXh Normal portadora ou transmissora
Feminino XhXh Hemofílica
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Ex.: Do cruzamento de uma mulher normal portadora (XHXh) com homem hemofílico (XhY)
obtém-se:
Genótipo:
50% XHXh 50% XhXh 50% XHY 50% XhY
EVOLUÇÃO
Evolução é o processo através do qual ocorrem as mudanças ou transformações nos seres
vivos ao longo do tempo, dando origem a espécies novas.
EVIDÊNCIAS DA EVOLUÇÃO
Registro Fóssil
O fóssil é qualquer vestígio de organismos muito antigos que foram preservados com o passar dos
anos por meio de processos naturais. O estudo dos fósseis permite reconstruir a imagem de uma
espécie já desaparecida e contribui para o estudo da evolução dos seres vivos. A partir das análises
entre semelhanças e diferenças entre as espécies, pode-se concluir sobre o seu surgimento e
desaparecimento.
Adaptação
A adaptação corresponde ao ajustamento que todos os organismos apresentam em relação ao
ambiente em que vivem. As adaptações são características mantidas nas populações ou fixadas
nas espécies por seleção natural porque têm uma importância relativa na sobrevivência e
reprodução dos organismos. São exemplos de adaptação, a camuflagem e o mimetismo.
Órgãos Homólogos
São aqueles com a mesma origem embrionária e semelhanças anatômicas, porém com
funções diferentes. O processo que originou órgãos homólogos é chamado de divergência
evolutiva. Um exemplo são os membros anteriores de grande parte dos vertebrados.
Órgãos Análogos
São aqueles com a origem embrionária e estruturas anatômicas diferentes, mas que exercem
a mesma função. Os órgãos análogos surgem por convergência evolutiva. Um exemplo são as
asas de aves e insetos.
Órgãos Vestigiais
São órgãos atrofiados e sem função aparente. Um exemplo é o apêndice do homem, que
representa um vestígio de um compartimento do intestino que abrigava micróbios para a digestão
da celulose em nossos ancestrais herbívoros.
Semelhanças Embriológicas
Quando se observa o desenvolvimento embrionário de algumas espécies, nota-se que são muito
semelhantes em alguns aspectos. Isso demonstra uma evidência de ancestralidade comum. Por
exemplo, peixes, anfíbios, répteis, aves e mamíferos são muito diferentes quando adultos, mas
seus embriões são muito semelhantes.
Semelhanças Moleculares
Os avanços da Biologia Molecular têm permitido comparar a estrutura genética de diferentes
espécies. Esses estudos complementam-se às semelhanças anatômicas e embrionárias e
confirmam a relação de parentesco entre as espécies.
XH Xh
Xh XHXh XhXh
Y XHY XhY
Fenótipo:
50% mulher portadora
50% mulher hemofílica
50% homem normal
50% homem hemofílico
61
TEORIAS DA EVOLUÇÃO
A Teoria da Evolução tenta explicar o mecanismo que propiciou essa imensa variedade de
seres vivos.
1. LAMARCKISMO
Segundo Jean-Baptiste Lamarck (1744-1829) as transformações das espécies dependeriam
de dois fatores fundamentais, enunciados por ele como leis do mecanismo da evolução. A primeira
dessas leis é a do uso e desuso dos órgãos e a segunda, a lei da herança dos caracteres adquiridos.
Lei do uso e desuso
De acordo com a primeira lei de Lamarck, um órgão se desenvolvia com o uso e se atrofiava
com o desuso. Essa lei encerra uma verdade apenas parcial, pois o ambiente só pode variar as
características fenotípicas dentro de limites predeterminados pelo genótipo.
Além disso, para certas características, o uso e o desuso não têm nenhuma influência.
Lei da herança dos caracteres adquiridos
A segunda lei de Lamarck afirma
que o caráter adquirido (resultante do
desenvolvimento pelo uso ou da atrofia
pelo desuso) seria transmitido aos
descendentes.
Assim, a girafa atual teria surgido
de animais com pescoços menores. Com
o constante esforço do animal para
alcançar as folhas do alto das árvores, o
pescoço aumentaria de tamanho. Esta
nova característica passaria para o filho.
Dessa forma, a girafa atual seria
resultado da repetição deste suposto
mecanismo durante várias gerações.
No entanto, por tudo que sabemos hoje, somente uma modificação nos genes (mutação)
poderá ser transmitida às gerações seguintes – e mesmo assim se esses genes estiverem
presentes nas células germinativas.Assim, ao desenvolver seus músculos com exercícios, um
halterofilista não altera os genes de seus espermatozoides responsáveis pelo desenvolvimento dos
músculos. Por isso, seus filhos não terão músculos mais desenvolvidos.
Entre 1870 e 1875, o biólogo alemão August Weismann (1834-1914) estabeleceu a existência
de duas linhagens de células – as germinativas (que dão origem aos gametas) e as somáticas (que
formam o corpo) – mostrando que somente as modificações surgidas na linhagem germinativa se
transferem aos descendentes.
Numa de suas experiências, cortou o rabo de camundongos por várias gerações seguidas e
nem por isso os descendentes nasceram com rabos menores. Weismann ajudou, assim, a refutar
o lamarckismo.
62
2. DARWINISMO
Charles Darwin (1809-1882), naturalista inglês, desenvolveu uma teoria evolutiva que é a
base da moderna teoria sintética: a teoria da SELEÇÃO NATURAL. Segundo Darwin, os
organismos mais bem adaptados ao meio têm maiores chances de sobrevivência do que os menos
adaptados, deixando um número maior de descendentes. Os organismos mais bem adaptados são,
portanto, selecionados para aquele ambiente.
Em uma viagem às ilhas Galápagos, Charles Darwin (1809-1882) observou que naquele
arquipélago havia espécies características que diferiam ligeiramente umas das outras, como era o
caso dos tentilhões. Começou a perceber, então, que cada população poderia ser o início de uma
nova espécie.
Após sua volta à Inglaterra, Darwin continuou recolhendo fatos relacionados com as variações
de animais e plantas, até que, por acaso, em outubro de 1838, caiu-lhe nas mãos um livro de
Thomas Malthus (1766-1834) sobre população. Nesse livro, chamou a atenção de Darwin o fato de
que apesar de muitas espécies produzirem um grande número de descendentes, apenas alguns
poucos indivíduos conseguiam sobreviver. Concluiu, então, que os indivíduos com mais
oportunidades de sobrevivência seriam aqueles cujas características fossem mais apropriadas para
enfrentar as condições ambientais. Esses indivíduos teriam mais possibilidade de se reproduzir e
deixar descendentes. Nessas condições, as variações favoráveis tenderiam a ser preservadas e as
desfavoráveis destruídas.
Nascia assim, o conceito de seleção natural de acordo com o qual os mais
aptos sobrevivem.
Através do lento e contínuo processo de seleção ao longo das gerações, as espécies podem
se diversificar, tornando-se mais adaptadas ao meio ambiente em que vivem.
O conceito de seleção natural foi a grande contribuição que Darwin deu à teoria da evolução.
Darwin e o pescoço da girafa
A explicação da teoria de
Darwin para o aumento do
pescoço da girafa é diferente da
explicação da teoria de Lamarck.
Para Darwin, em uma população
de girafas, alguns indivíduos
possuíam pescoços mais altos do
que outros. Essa característica
seria hereditária e os indivíduos
com pescoços maiores passaram
a ter maiores chances de
alimentação a partir do instante
em que ocorreu escassez de
alimento próximo ao solo. O
processo se repetiu ao longo das gerações e, com isso, a frequência de animais de pescoço
comprido aumentou de maneira gradativa.
O principal problema da teoria darwiniana foi a falta de uma teoria satisfatória que explicasse
a origem e a transmissão das variações. Darwin não soube explicar a origem das variações na
população: as mutações e as leis de Mendel não eram conhecidas na época.
63
3. NEODARWINISMO ou Teoria Sintética da Evolução –
ampliação da teoria de Darwin
De 1900 até cerca de 1920, os adeptos da genética mendeliana acreditavam que apenas as
mutações eram responsáveis pela evolução e que a seleção natural não tinha importância nesse
processo. Depois disso vários cientistas começaram a conciliar as ideias sobre seleção natural
com os fatos da Genética, o que culminou com a formulação da Teoria sintética da evolução, às
vezes chamada também de Neodarwinismo.
Conforme Darwin já havia proposto, essa teoria considera a população como a unidade
evolutiva. Uma população pode ser definida como um grupamento de indivíduos da mesma espécie
que ocorrem em uma mesma área geográfica, em um mesmo intervalo de tempo.
Cada população apresenta determinado conjunto gênico, que pode ser alterado de acordo com
fatores evolutivos. O conjunto gênico de uma população é o conjunto de todos os genes presentes
nessa população. Assim, quanto maior for o conjunto gênico da população, maior será a
variabilidade genética.
Os principais fatores evolutivos que atuam sobre o conjunto gênico da população podem ser
reunidos em duas categorias:
fatores que tendem a aumentar a variabilidade genética da
população – mutação e permutação;
fatores que atuam sobre a variabilidade genética já
estabelecida – migração, deriva genética e seleção natural.
Sabe-se que uma população está evoluindo quando se verificam alterações na frequência
de seus genes. Atualmente considera-se a evolução como o conceito central e unificador da
Biologia, e uma frase marcante que enfatiza essa ideia foi escrita pelo cientista Dobzhansky:
“Nada se faz em biologia a não ser à luz da evolução”.
64
A Ecologia é a área da
Biologia responsável por
estudar as relações que seres
vivos estabelecem entre si e
com o meio em que
vivem. Ecologia é um termo
derivado do grego que é
formado pela junção das
palavras “oikos”, que significa casa, e “logos”, que significa estudo.
Níveis de organização em ecologia
Quando estudamos biologia, a divisão em
níveis hierárquicos é importante para que o
estudo seja facilitado. Essa divisão apresenta,
geralmente, 12 níveis: átomo,
molécula, organela, célula, tecido, órgão,
sistema, organismo, população,
comunidade, ecossistema e biosfera.
Na ecologia, um organismo não será analisado em
todos esses níveis, sendo alguns deles exclusivos
de outras áreas da biologia. Em ecologia, os níveis
de organização tratados são: organismo,
populações, comunidades, ecossistemas e
biosfera.
Conceitos básicos da ecologia
ORGANISMO: é um indivíduo de uma determinada espécie.
POPULAÇÃO: quando vários organismos da mesma espécie passam a viver numa mesma área,
constitui-se uma população. É o caso da população humana de uma cidade, da população de
esquilos de uma floresta ou da população de sapos de uma lagoa.
COMUNIDADE: as diferentes populações que habitam a mesma área mantêm entre si várias
relações e forma, assim, um novo nível de organização, chamado comunidade ou comunidade
biótica.
ECOSSISTEMA: a ecologia trata também das relações estabelecidas entre os seres vivos e o meio
físico, formado pelo ar, pela luz, pela temperatura, pela umidade, pelo solo, pela água e pelos sais
minerais. Esses fatores são chamados de fatores abióticos ou biótopo.
A reunião e a interação da comunidade com o ambiente físico forma um sistema ecológico ou
ecossistema. Assim, uma floresta – com sua vegetação, seus animais, seu tipo de solo e seu clima
característico – forma um ecossistema. O mesmo podemos dizer de um lago, um oceano, um tronco
de árvore e até mesmo um simples aquário.
65
BIOSFERA: o conjunto de florestas, campos, desertos e de outros grandes ecossistemas de
nosso planeta forma a biosfera. A biosfera é o conjunto de regiões do planeta em condições de
sustentar a vida de modo permanente.
A biosfera constitui uma camada de nosso planeta de aproximadamente 15 quilômetros de
espessura, abrangendo da mais alta montanha às profundezas dos oceanos.
HABITAT: é onde uma determinada espécie vive. A zebra vive na savana africana, sendo esta,
portanto, seu habitat.
NICHO ECOLÓGICO: é o modo de vida de determinado organismo. Precisamos saber do que ela
se alimenta, onde e em que hora do dia obtém esse alimento, onde se reproduz e se abriga, etc. O
nicho corresponde ao “modo de vida”, à “profissão” ou ao papel ecológico que a espécie
desempenha noser transportado associado a lipoproteínas (proteínas
ligadas a lipídios) que podem ser de baixa densidade, identificadas pela sigla LDL (do inglês: low
density lipoprotein), ou de alta densidade, identificadas pela sigla HDL (do inglês: high density
lipoprotein).
A LDL fornece colesterol aos tecidos, mas quando há excesso de colesterol no sangue esse
excesso pode depositar-se nas paredes dos vasos que irrigam o músculo do coração, entupindo-
os aos poucos e dificultando a passagem do sangue (aterosclerose). Por isso, a LDL é chamada
“mau colesterol”. Já a HDL, chamada “bom colesterol”, remove o excesso de colesterol do
sangue, transportando-o para o fígado, onde é degradado e excretado sob a forma de sais
biliares.
Algumas regras básicas parecem ser aceitas hoje pela maioria dos médicos. Inicialmente,
parece prudente controlar a quantidade de alimentos gordurosos que ingerimos. O exercício físico
regular também favorece a destruição do excesso de colesterol, enquanto o fumo, ao contrário,
a dificulta. Pessoas pertencentes a famílias com histórico de doenças cardíacas devem ser ainda
mais rigorosas quanto à dieta, ao fumo e á pratica de exercícios físicos.
c) PROTEÍNAS:
São compostos orgânicos formados pela reunião de moléculas menores chamadas
aminoácidos. São substâncias que entram na constituição (estrutura) do nosso organismo,
participando da formação das células e dos tecidos. São elas também que formam os anticorpos
presentes no sangue e que nos defendem contra as doenças provocadas por agentes infecciosos.
As proteínas são encontradas no feijão, na carne, ovos, por exemplo.
Doença celíaca
Uma pessoa com doença celíaca tem intolerância ao glúten, proteína encontrada no trigo, na
aveia, no centeio, na cevada e no malte.
A ingestão dessa proteína pode provocar na pessoa lesões no intestino delgado, diarreia e
dor abdominal, além de impedir a correta absorção dos alimentos, o que causa desnutrição. Por
isso, os portadores dessa doença devem ter uma dieta sem glúten. O diagnóstico sempre deve ser
feito pelo médico.
d) ÁCIDOS NUCLEICOS:
Os ácidos nucléicos são as maiores macromoléculas encontradas nas células. Apresentam
as seguintes funções:
Coordenam a síntese de todas as proteínas das células;
Transmitem as informações genéticas durante a reprodução celular.
Existem dois tipos de ácidos nucleicos – o ácido desoxirribonucleico, conhecido por DNA ou
ADN, o ácido ribonucleico, conhecido por RNA ou ARN.
Os ácidos nucleicos são constituídos de filamentos longos, formados pela combinação de
grande número de unidades denominadas nucleotídeos. Cada nucleotídeo é formado por três tipos
6
de substâncias químicas: um radical fosfato, uma pentose (açúcar de cinco carbonos) e uma
base nitrogenada (composto cíclico contendo nitrogênio).
As bases nitrogenadas são de dois tipos: bases púricas e bases pirimídicas. As bases púricas
compreendem a adenina (A) e a guanina (G). As bases pirimídicas abrangem a citosina (C), a timina
(T) e a uracila (U).
Bases púricas: adenina e guanina.
Bases pirimídicas: citosina, timina e uracila.
Nos nucleotídeos de DNA as bases púricas são:
adenina (A) e guanina (G) e as pirimídicas são: citosina
(C) e timina (T).
Nos nucleotídeos de RNA as bases púricas são:
adenina (A) e guanina (G) e as pirimídicas são citosina (C)
e uracila (U).
As pentoses são de dois tipos: ribose e
desoxirribose. A ribose é a pentose encontrada nos
nucleotídeos do RNA e a desoxirribose nos nucleotídeos
do DNA.
Esquema mostrando os quatro possíveis
nucleotídeos encontrados no DNA e no RNA.
ESTRUTURA DA MOLÉCULA DO DNA
No DNA encontramos sempre dois filamentos paralelos de nucleotídeos, torcidos em forma
de hélice. Cada filamento é constituído de inúmeros
nucleotídeos, ligados uns aos outros pelo fosfato. Os dois
filamentos são unidos por pontes de hidrogênio entre as bases
nitrogenadas. A base timina se prende à adenina, e a base
citosina está sempre ligada à guanina. Como decorrência desse
emparelhamento obrigatório, a sequência de bases de um
filamento determina a sequência do outro.
AATCCATGT, por exemplo, no outro a sequência
será TTAGGTACA.
A – T
T – A
C – G
G – C
http://www.google.com.br/url?sa=i&source=images&cd=&cad=rja&uact=8&docid=CFUFKTn8KOkdaM&tbnid=FwRjAZG-GHv8wM&ved=0CAgQjRw&url=http://bloggeae.blogspot.com/2009/12/acidos-nucleicos.html&ei=_XhdU7fCMq6-sQTVg4CwDg&psig=AFQjCNGl_m7_aQQvcZgrJSYUWdELtJsdcw&ust=1398721149997787
7
DETERMINAÇÃO DE PARENTESCO
O exame de DNA é uma técnica recente, que proporciona grande progresso na investigação
de parentesco entre pessoas. Ela é resultado do avanço no conhecimento sobre a organização
e a reprodução da vida, da matéria viva, em seu nível molecular.
As pesquisas atingiram um grande nível de desenvolvimento, tornando possível o estudo
dos genes, estruturas que contêm e transmitem a hereditariedade. Os genes são pedaços de
uma molécula chamada ácido desoxirribonucleico – DNA – que, em geral, se encontra no núcleo
da célula. O DNA está presente e define todos os seres vivos.
Partes da Célula
1 MEMBRANA PLASMÁTICA
O envoltório celular presente em todos os tipos de células é a membrana plasmática.
O modelo de estrutura de membrana
plasmática aceito atualmente foi proposto
em 1972 por Singer e Nicholson e
denomina-se modelo de mosaico fluído.
Estrutura: Dupla camada de lipídios
intercalados por moléculas de proteína.
A membrana plasmática não isola
totalmente a célula do meio exterior. Como
unidade viva, a célula precisa adquirir
substâncias do meio externo para garantir sua sobrevivência, assim como precisa eliminar resíduos
de seu metabolismo. Nesse processo, a membrana plasmática exerce um controle sobre as
substâncias que devem entrar ou sair da célula. Ela possui permeabilidade seletiva.
2 CITOPLASMA
O citoplasma das células eucariotas corresponde a toda região compreendida entre a
membrana plasmática e a carioteca (membrana do núcleo).
O citoplasma é formado por um líquido gelatinoso (hialoplasma) no qual ficam mergulhados
os organoides.
ORGANOIDES CITOPLASMÁTICOS
1) Retículo endoplasmático
É um sistema de canais e vesículas internas, que podem ou não ter grânulos aderidos à sua
superfície (ribossomos).
-Retículo endoplasmático liso – não possui ribossomos aderidos. Tem as seguintes funções:
aumenta a superfície interna da célula, permite a circulação intracelular, armazena substâncias e
produz lipídios.
8
-Retículo endoplasmático rugoso – apresenta inúmeros ribossomos aderidos à sua
superfície externa, além de todas as funções exercidas pelo retículo endoplasmático liso, também
participa da síntese de proteínas.
2) Ribossomos: são as estruturas nas quais são produzidas as proteínas das células.
Encontram-se livres no citoplasma tanto nas células eucariontes como nos procariontes. Nos
eucariontes, eles também podem estar aderidos ao retículo endoplasmático rugoso.
3) Complexo de Golgi
É formado por um conjunto de vesículas e bolsas achatadas, umas empilhadas sobre as
outras. Desempenha as funções de armazenamento de
substâncias, que são posteriormente eliminadas pelas
vesículas.
No espermatozoide, o acrossomo (uma estrutura
originada do complexo de Golgi) é repleto de enzimas
digestivas com função de perfurar a membrana que envolve o
óvulo, permitindo assim a fecundação.
4) Lisossomos
São pequenas vesículas que contêm sucos digestivos, com função de realizar a digestão
intracelular.
- Lisossomos e doença: o rompimento dos lisossomos pode ser responsável por algumas
doenças. A silicose é uma doença pulmonar causada por inalação de pó de sílica, comum em
trabalhadores de pedreiras e minas, cujos pulmões perdem aos poucos sua capacidade
respiratória. Aparentemente, as partículas de sílica provocam a destruiçãoecossistema.
CADEIA ALIMENTAR: sequência linear pela qual a matéria e a energia são transferidas de um
nível trófico a outro. A cadeia alimentar mostra uma sequência de seres vivos que servem de
alimento para outros, iniciando-se com os organismos produtores.
TEIA ALIMENTAR: conjunto de várias cadeias alimentares interligadas. Nas teias alimentares, um
mesmo organismo pode estar em diferentes níveis tróficos.
NÍVEL TRÓFICO: conjunto de organismos de um ecossistema que apresentam o mesmo tipo de
nutrição. Todos os organismos que realizam fotossíntese, por exemplo, ocupam o mesmo nível
trófico: os produtores. Existem três níveis tróficos principais: produtores, consumidores e
decompositores.
Produtores: são os organismos autotróficos, ou seja, aqueles capazes de sintetizar seu
próprio alimento. Plantas e algas são organismos produtores.
Consumidores: são aqueles organismos heterotróficos, incapazes de sintetizar seu próprio
alimento, e, desse modo, precisam ingerir outros seres vivos. Os consumidores primários são
aqueles que se alimentam dos produtores, os secundários alimentam-se dos consumidores
primários, os terciários alimentam-se dos consumidores secundários, e assim sucessivamente.
Decompositores: são organismos que realizam a decomposição, processo por meio da qual
obtêm os nutrientes de que necessitam da matéria morta, e promovem a devolução de alguns
compostos químicos para o ambiente.
CADEIAS E TEIAS ALIMENTARES
A sequência linear pela qual a matéria e a energia são transferidas de um nível trófico a outro.
A cadeia alimentar mostra uma sequência de seres vivos que servem de alimento para outros,
iniciando-se com os organismos produtores.
1. Cadeia Alimentar
Os organismos autotróficos (plantas e alguns seres unicelulares) produzem substâncias
orgânicas a partir de gás carbônico, água e sais minerais. A principal fonte de energia usada no
processo da fotossíntese é a luz do sol.
Os compostos orgânicos dos corpos dos autotróficos servirão de alimento a todos os outros
seres vivos, chamados heterotróficos. Por isso, dizemos que os autotróficos são os produtores do
ecossistema.
Para se alimentar, os animais herbívoros dependem diretamente dos vegetais e são, por esse
motivo, chamados de consumidores primários. Os herbívoros, por sua vez, servem de alimento aos
carnívoros, que são os consumidores secundários. Esses carnívoros também podem servir de
alimento para outros carnívoros, que são os consumidores terciários, e assim por diante, formando
uma cadeia alimentar.
https://mundoeducacao.uol.com.br/biologia/nicho-fundamental-nicho-efetivo.htm
66
Cada etapa da cadeia alimentar é chamada de nível trófico. Assim, as plantas ocupam o nível
trófico dos produtores, os animais herbívoros ocupam o nível trófico dos consumidores primários, e
assim por diante.
Parte da matéria orgânica do corpo
dos organismos passa para o nível trófico
seguinte. Outra parte, representada por
folhas, galhos, fezes, excretas e
cadáveres, é devolvida ao ambiente. No
solo ou na água, essa matéria orgânica
morta é transformada em substâncias
minerais pela atividade de organismos
representados, principalmente, por fungos
e bactérias. Esses organismos são
chamados de decompositores.
Como as substâncias minerais
produzidas pela degradação são
utilizadas novamente pelos vegetais na fotossíntese, podemos compreender o papel fundamental
que desempenham os decompositores ao promover a reciclagem da matéria orgânica. Sem eles,
a matéria mineral necessária à fotossíntese acabaria se esgotando e o nosso planeta seria
transformado num amontoado de cadáveres e detritos orgânicos.
2. A teia alimentar
É o conjunto de várias cadeias alimentares interligadas. Nas teias alimentares, um mesmo
organismo pode estar em diferentes níveis tróficos.
Muitos animais têm alimentação variada, enquanto outros servem de alimento para mais de
uma espécie. Portanto, encontramos na comunidade um conjunto de cadeias interligadas,
formando o que se chama de teia alimentar.
Há animais que, por se alimentarem tanto de vegetais quanto de animais, não se prendem a
um único nível trófico, podendo ser ora
consumidores primários, ora consumidores
secundários ou terciários. São os animais
onívoros (omni=“tudo”; vorare=“devorar”),
como por exemplo, o homem.
67
RELAÇÕES ENTRE OS SERES VIVOS
Relações ecológicas são as interações estabelecidas entre os seres vivos.
Os organismos de uma comunidade
biológica interagem entre si, com indivíduos da
mesma espécies (relações intraespecíficas)
ou com indivíduos de outra espécie (relações
interespecíficas).
Essas relações podem influir negativamente ( - )
sobre um ou ambos os organismos que delas
participam, outras influem positivamente ( + ).
Algumas podem ser ainda indiferentes ( 0 ) para
os organismos. Os sinais são utilizados para
especificar se a relação é positiva para ambos os
organismos
( +/+ ), negativa para ambos os organismos ( -
/- ), positiva para um e negativa para o outro ( +/-
), positiva para um e indiferente para o outro ( +/0
), entre outras situações.
RELAÇÕES INTERESPECÍFICAS
Protocooperação
( +/+)
Espécies se associam de maneira não obrigatória e se beneficiam
mutuamente. Ex: caranguejo-ermitão e anêmona. O ermitão serve
de meio de transporte para a anêmona, que o protege de ataques
com substâncias urticantes.
Mutualismo
( +/+ )
Espécies associadas se beneficiam mutuamente. Essa associação
é obrigatória para a sobrevivência das espécies envolvidas. Ex:
cupins e protozoários.
Predatismo
( +/- )
Espécies predadoras matam e se alimentam de indivíduos de outras
espécies (são animais carnívoros). Ex: gaviões que caçam e se
alimentam de roedores.
Parasitismo
( +/- )
Uma espécie parasita tira proveito de outra (hospedeiro),
prejudicando-a. Ex: lombrigas intestinais que parasitam o ser
humano.
Amensalismo
( +/- )
Uma espécie inibe o crescimento de outra através da liberação de
substâncias químicas. Assim, a primeira tem mais recursos para
crescer. Ex: fungos que liberam antibióticos.
Competição
interespecífica
( -/- )
Espécies com nichos ecológicos de alguma forma semelhantes
competem por um mesmo recurso escasso. Ex: competição de
plantas pela água presente no solo.
Comensalismo
( +/0 )
Uma espécie se associa com outra sem prejudicá-la. Nos casos
mais clássicos, uma espécie usa os restos alimentares de outra. Ex:
rêmora e tubarão. A rêmora se prende ao corpo do tubarão e, além
de obter restos de comida, ela consegue um eficiente meio de
transporte.
Inquilinismo
( +/0 )
Uma espécie utiliza o corpo de outra espécie como abrigo, sem
prejudicá-la. Exemplo: bromélias e orquídeas que habitam troncos
de árvores em busca de luz solar.
https://mundoeducacao.uol.com.br/biologia/relacoes-ecologicas.htm
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RELAÇÕES INTRAESPECÍFICAS
Colônias
( +/+ )
Organismos ligados anatomicamente que podem ou não dividir
funções fisiológicas. Ex: recifes de corais.
Sociedades
( +/+ )
Organismos não ligados anatomicamente se organizam de forma
cooperativa. Ex: sociedade de abelhas.
Canibalismo
( +/- )
Um indivíduo se alimenta de outro da mesma espécie. Ex: algumas
fêmeas de aracnídeos e insetos se alimentam do macho após a
cópula.
Competição
intraespecífica
( -/- )
Organismos da mesma espécie competem por um recurso escasso.
Existe praticamente em todas as espécies.
CICLOS DA MATÉRIA
Os organismos retiram constantemente da natureza substâncias e elementos químicos, que
depois retornam ao ambiente.
O processo contínuo de retirada e devolução de elementos químicos à natureza constitui os
ciclos biogeoquímicos.
1. CICLO DO CARBONO
As cadeias de carbono que
formam as moléculas de açúcar são
fabricadas pelos seres autotróficos
por meio da fotossíntese,na qual
ocorre absorção de gás carbônico
do ambiente. A absorção do carbono
atmosférico pelas plantas e outros
seres autotróficos e sua
transformação em substâncias
orgânicas são chamadas de fixação
de carbono ou sequestro de
carbono. Dessa forma, o carbono
passa a circular pela cadeia
alimentar na forma de moléculas
orgânicas. Sua volta ao ambiente se
dá na forma de gás carbônico, por
meio da respiração de praticamente
todos os seres vivos e da
decomposição de seus corpos após
a morte.
O ciclo do carbono está ligado
ao do oxigênio, pois este é
produzido na fotossíntese e lançado
na atmosfera; pela respiração, ele é consumido e se produz novamente gás carbônico. Além da
69
respiração, o gás carbônico é recolocado na atmosfera pela oxidação não biológica da
matéria orgânica em contato com o ar, como ocorre na combustão.
A produção de gás carbônico pela respiração e pela decomposição deveria ser naturalmente
compensada pelo consumo desse gás na fotossíntese. No entanto, o ser humano libera esse gás
na atmosfera, pela queima de combustíveis fósseis (carvão e petróleo) e de madeira, a uma
velocidade muito maior que a de assimilação pela fotossíntese. O resultado é um desequilíbrio no
ciclo de carbono, com aumento progressivo de gás carbônico na atmosfera.
Vejamos as possíveis consequências desse aumento.
EFEITO ESTUFA
O gás carbônico forma uma barreira na atmosfera que deixa passar a luz do Sol e retém o
calor irradiado pela superfície terrestre. Algo semelhante ocorre em uma estufa de vidro na qual se
cultivam plantas. O vidro deixa passar a luz, que é absorvida pelo solo e refletida na forma de calor.
No entanto, as ondas de calor não atravessam bem o vidro e são refletidas, aquecendo a estufa.
Por essa razão, o efeito do aquecimento do planeta é chamado de efeito estufa.
AQUECIMENTO GLOBAL
Com o aumento da produção de gás carbônico, por causa da queima de combustíveis
fósseis (em motores, nas indústrias e nas usinas) e, em menor grau, pelas queimadas de florestas,
a concentração desse gás vem aumentando gradativamente e há muitas evidências de que esse
fato vem provocando um aumento na temperatura média da Terra. Esse fenômeno é chamado de
aquecimento global.
Segundo estudos, em 2009 havia mais gás carbônico no ar do que a média dos últimos
650 mil anos. De 1970 a 2004, a emissão de gases que intensificam o efeito estufa (dos quais o
gás carbônico é o principal) subiu 70%.
Outros estudos mostram aumento no ritmo do derretimento do gelo nos pólos e diminuição
das geleiras nos Andes e no Himalaia. A redução total da camada de gelo no Ártico, medida nos
meses de verão, desde o início da década de 1970, já é de 40%. O aumento da temperatura pode
provocar a subida do nível dos mares por causa da expansão térmica da água (a água quente
ocupa mais volume que a fria) e do degelo de parte das calotas polares. Com isso, grandes áreas
do litoral seriam inundadas, muitas ilhas ficariam submersas e milhões de pessoas ficariam
desabrigadas, constituindo os chamados “refugiados do clima”. Diques teriam de ser construídos
em cidades costeiras. Além disso, o avanço das águas salgadas pode contaminar os reservatórios
de água doce mais próximo das regiões costeiras.
Em 2007, um relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC, do
inglês Intergovemmental Panel on Climate Change), um comitê de mais de 2 mil especialistas de
vários países, afirmou que muito provavelmente o aquecimento global se deve ao aumento das
emissões de gás carbônico provocadas pelo ser humano. Nele se prevê um aumento da
temperatura da Terra entre 1,8 °C e 6,4 °C. Um aumento de mais de 2 °C já seria suficiente para
provocar mudanças climáticas importantes, como um aumento de fenômenos climáticos extremos:
ondas de calor, secas e inundações mais frequente, ciclones tropicais e furacões mais intensos,
aumento de chuvas torrenciais nas latitudes mais extremas e menos chuvas nas áreas
subtropicais.
As áreas afetadas por seca aumentarão e diminuirão os recursos de água potável para boa
parte das pessoas: mais de 1 bilhão de pessoas poderão sofrer com a falta de água.
Todas essas previsões, no entanto, dependem muito do que vai ocorrer com as emissões
de carbono no futuro e de quanto será o aumento da temperatura média do planeta. As
70
consequências serão mais graves, por exemplo, se ocorrer um aumento de temperatura que
ultrapassar os 2°C até 2100, mas menos graves se esse aumento se mantiver em, no máximo, 2°C.
O Protocolo de Kyoto
Pensando nesses problemas, os países têm se reunido e apresentado propostas para
reduzir gradativamente a emissão dos gases causadores do efeito estufa.
Em 2005, entrou em vigor o Protocolo de Kyoto: 141 países apoiaram a redução da
emissão de gás carbônico de 5,2%, em média, com relação aos níveis de 1990 (as cotas de redução
variam de cerca de 6% a 8%, conforme o país). A maioria dos países mais desenvolvidos se
comprometeu a atingir essa meta entre 2008 e 2012, primeiro período de cumprimento do protocolo.
É possível, por exemplo, reduzir o consumo de combustíveis fósseis se houver
equipamentos mais eficientes, que queime menos combustível. Outra saída é investir no
aproveitamento de fontes alternativas de energia, que não emitem gás carbônico.
Além das medidas tomadas por governos e empresas, cada um de nós pode colaborar
para a solução do problema: diminuindo o consumo de energia, evitando o desperdício e usando
lâmpadas e aparelhos com consumo menor ou mais eficientes; utilizando , sempre que possível,
transporte coletivo; mantendo motores bem regulados; reduzindo o volume de lixo, reciclando e
reaproveitando materiais.
2. CICLO DO OXIGÊNIO
O oxigênio participa da composição
de todas as moléculas que fazem parte
da estrutura dos seres vivos. Em sua
forma livre é imprescindível à respiração
dos seres aeróbios, sendo encontrado
como componente da atmosfera ou
dissolvido na água.
O O2 passa pelo meio abiótico (ar e
água) para os seres vivos durante os
processos respiratórios. Sua volta ao
meio abiótico se dá através da
fotossíntese. A maior parte do oxigênio
da atmosfera provém da fotossíntese
realizada pelo fitoplâncton.
Uma parte do oxigênio da
estratosfera (camada da atmosfera
situada entre 10 e 45 km de altura) é
transformada pelos raios ultravioletas do
Sol em gás ozônio (O3). O ozônio forma
uma camada que funciona como um filtro
protetor, retendo cerca de 80% de toda a radiação ultravioleta.
As radiações ultravioleta são úteis em baixa intensidade- por exemplo, ativa a formação de
vitamina D em nossa pele. Em altas doses são extremamente nocivas.
A DESTRUIÇÃO DA CAMADA DE OZÔNIO
A camada de ozônio vem sendo destruída por gases liberados por aviões supersônicos (que
voam acima de 20Km de altitude), por cinzas de vulcões e, principalmente, por um grupo de gases
71
usados na indústria: os clorofluocarbonos, também chamados CFCs. Esses gases são
usados em aerossóis, geladeiras, aparelhos de ar refrigerado e na produção de plásticos e isopor.
Sob a ação dos raios ultravioleta, os CFCs liberam átomos de cloro, que reagem com o ozônio
transformando-o em oxigênio. No final da reação, o átomo de cloro é regenerado, passando a
destruir outra molécula de O3.
O aumento da radiação ultravioleta provocado pela progressiva destruição da camada de
ozônio pode reduzir a fotossíntese das plantas, comprometendo as colheitas, e destruir o
fitoplâncton, provocando desequilíbrios nos ecossistemas aquáticos. No homem esse tipo de
radiação aumenta a incidência de câncer de pele (devido ao aumento da taxa de mutações) e de
catarata (por lesões no cristalino do olho), além de prejuízos no sistema imunológico.
Além de não produzir mais CFCs, em 2007 o Brasil proibiu sua importação e o uso do herbicida
brometo de metila, quetambém destrói a camada de ozônio. O Brasil e outros países em
desenvolvimento assumiram o compromisso de banir os CFCs até 2010 (eles ainda são usados em
geladeiras e aparelhos de ar condicionado antigos, anteriores a 2000). Entre os produtos que
substituíram os CFCs, estão os hidroclorofluorcarbonos (HCFCs), que também têm potencial de
destruição do ozônio, embora menor que o dos CFCs. A produção dos HCFCs deve ser
interrompida em 2015 e sua eliminação deve se dar até 2040.
3. CICLO DO NITROGÊNIO
O nitrogênio é encontrado na forma de N2 na atmosfera e é o principal componente do ar,
correspondendo a cerca de 78% de sua composição. Apesar de sua grande disponibilidade, poucas
espécies são capazes de utilizá-lo dessa forma, sendo essa uma capacidade atribuída a alguns
tipos de bactérias e cianobactérias.
A capacidade de capturar o N2 é essencial para garantir que esse elemento consiga completar seu
ciclo entre os componentes vivos e físico-químicos do planeta. Nos componentes vivos, o nitrogênio
é fundamental, pois faz parte da constituição de proteínas e ácidos nucleicos. Vale destacar
também que sua deficiência no solo desencadeia problemas graves na agricultura.
Os animais conseguem utilizar o nitrogênio na forma de compostos orgânicos, tais como
aminoácidos e proteínas. As plantas e algas, por sua vez, utilizam o nitrogênio na forma de íons
nitrato (NO3-) ou íons amônio. O ciclo do nitrogênio assegura que esse elemento interaja com os
organismos vivos e com o ambiente físico-químico.
→ Etapas do Ciclo do Nitrogênio
O ciclo do nitrogênio começa com a transformação do N2 da atmosfera em outros compostos
nitrogenados. Essa transformação é
denominada de processo de fixação,
que pode ser físico, industrial ou
biológico. A fixação física do
nitrogênio ocorre quando faíscas
elétricas ou relâmpagos entram em
contato com o nitrogênio, o que
causa a formação de amônia. A
fixação industrial é realizada em
fábricas. A fixação biológica ou
biofixação, por sua vez, é a fixação
de nitrogênio por micro-organismos,
sendo essa a forma mais comum de
fixação. Nesse tipo de fixação,
bactérias podem converter o
72
nitrogênio gasoso em amônia (NH3) ou íons amônio (NH4+).
Na fixação biológica, destaca-se a ação das bactérias do gênero Rhizobium. Bactérias desse
gênero associam-se a plantas leguminosas, vivendo em nódulos de suas raízes. Essa relação
estabelecida é um tipo de mutualismo, uma vez que ambas são beneficiadas. Enquanto as plantas
fornecem proteção e alimento, as bactérias fornecem-lhe o nitrogênio. Ao morrerem, essas plantas
liberam o nitrogênio de suas moléculas orgânicas na forma de amônia (NH3).
POLUIÇÃO E DESEQUILÍBRIOS ECOLÓGICOS
1. A POLUIÇÃO DO AR
Além de contribuir para o efeito estufa, a queima de combustíveis fósseis por fábricas, usinas
e veículos motorizados lançam uma série de produtos tóxicos no ar. Um deles, o monóxido de
carbono (CO), é capaz de combinar-se com a hemoglobina do sangue, impedindo o transporte de
oxigênio pelas hemácias e dificultando a oxigenação dos tecidos.
A combustão por fábricas e veículos leva também à formação de óxidos de nitrogênio e de
enxofre, como o dióxido de nitrogênio (NO2) e o dióxido de enxofre (SO2). Esses gases irritam os
olhos, o nariz e a garganta, além de prejudicar as vias respiratórias e os pulmões. Esses óxidos
causam também a chuva ácida. Isso acontece quando eles se combinam com o vapor de água,
formando ácidos, como o ácido nítrico (HNO3) e o ácido sulfúrico (H2SO4). A chuva torna-se tão
ácida (pH menor que 5) que pode destruir plantações, florestas, poluir rios e lagos, corroer prédios
e monumentos.
Outro componente lançado pela queima de combustível é o chumbo, quando adicionado à
gasolina para melhorar o desempenho do motor de carros, lançado no ar, o chumbo pode ser
absorvido pelo organismo, acumulando-se gradativamente e provocando lesões no sistema
nervoso.
2. A POLUIÇÃO DA ÁGUA
Vista do espaço, a Terra parece o Planeta Água, já que ¾ da sua superfície é formada pelos
oceanos, rios, lagos e lagoas. No entanto grande parte dessa água está poluída com resíduos
gerados pelas indústrias, cidades e atividades agrícolas. O acúmulo desses resíduos na água pode
ser identificado pela poluição térmica, que é a descarga de efluentes a altas temperaturas, poluição
física, que é a descarga de material em suspensão, poluição biológica, que é a descarga de
bactérias patogênicas e poluição química que pode ocorrer por deficiência de oxigênio, toxidez e
eutrofização.
3. A POLUIÇÃO DO SOLO
A poluição do solo ocorre pela contaminação de substâncias como lixo, esgoto, agrotóxicos
e outros tipos de poluentes produzidos pela ação do homem. O acúmulo desses materiais por si só
já interfere no ambiente, mas não podemos esquecer que eles também são carregados pelas
chuvas para represas de abastecimento, além de contaminar os lençóis freáticos. Cada brasileiro
produz 1 Kg de lixo doméstico por dia, ou seja, se a pessoa viver 70 anos terá produzido em torno
de 25 toneladas. Se multiplicarmos pela população brasileira, pode-se imaginar a dimensão do
problema.
73
BIBLIOGRAFIA
LINHARES, Sérgio; GEWANDSNAJDER, Fernando. Biologia Hoje – 3º volume. São Paulo:
Ática, 2010.
MACHADO, Sídio. Biologia – De olho no mundo do trabalho – volume único. São Paulo:
Scipione, 2006.
MENDES, Rodrigo. Biologia – Caderno de revisão: Moderna, 2011. Coleção – Conquistando
Espaços – Jovens e Adultos: MW gráfica e editora
SILVA JR, César da; SASSON, Sezar; CALDINI JR, Nelson. Biologia – 9ª edição. São Paulo:
Saraiva, 2010.
https://www.sobiologia.com.br/conteudos/Biologia
https://brasilescola.uol.com.br/biologia
https://www.biologianet.com/anatomia-fisiologia-animal
UZUNIAN, Armênio; BIRNER, Ernesto. Biologia – volume único. 2ª edição. São Paulo:
Harbra, 2004.
https://www.sobiologia.com.br/conteudos/Biologia
https://brasilescola.uol.com.br/biologia
https://www.biologianet.com/anatomia-fisiologia-animal
74
NÚCLEO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS
CAXIAS DO SUL – 4ª CRE
EXERCICIOS DE REVISÃO DE BIOLOGIA
1. Diferencie célula procariota de célula eucariota.
2. Alimentação saudável é uma dieta bem equilibrada, que fornece os nutrientes, vitaminas
e minerais nas proporções adequadas para o bom funcionamento do
organismo. Complete o quadro com a função e exemplos:
Função Exemplos
Carboidratos
Lipídios
Proteínas
3. O que é doença celíaca? Quais os sintomas dessa doença?
4. Quais são as bases nitrogenadas formadoras do DNA e do RNA?
5. Um filamento de DNA apresenta à seguinte sequência: ATACCGTATAAG.
Escreva o filamento complementar.
6. “A célula pode ser vista como uma unidade minúscula e complexa. Nela há estruturas e
processos responsáveis pela nutrição, respiração, circulação de materiais, construção de
substâncias e estruturas, excreção de resíduos, reprodução e pelo controle dessas
atividades”.
Na tabela abaixo, escreva as funções realizadas pelos organoides citoplasmáticos:
Organoide Função
Ribossomos
Complexo de Golgi
Lisossomo
Centríolos
Mitocôndrias
Cloroplastos
7. Em que organoide ocorre a fotossíntese? Explique o que é necessário para que esse
fenômeno ocorra? O que resulta dele?
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8. “Do mesmo modo que uma fábrica pode ser multiplicada pela construção de várias filiais,
também as células se dividem e produzem cópias de si mesmas”.
Há dois tipos de divisão celular: MITOSE E MEIOSE. Diferencie esses processos quanto
ao número de células formadas e a carga cromossômica.
9. Uma célula com 16 cromossomos, ao sofrer mitose, origina quantas células? Qual a carga
cromossômica de cada uma delas?
10. Uma célula com 32 cromossomos,ao sofrer meiose, origina quantas células? Qual a carga
cromossômica de cada uma delas?
11. “Ao abrir um programa de computador, inadvertidamente, colocamos em risco a saúde do
aparelho, podendo até perdê-lo. Do mesmo modo, ao se deixar penetrar por um vírus que
destruirá progressivamente todos os seus “programas” a célula pode estar assinando o seu
atestado de óbito”. Os vírus, assim, causam inúmeras doenças. Cite-as.
12. O controle da proliferação de mosquitos é uma medida adotada para o combate a doenças.
Cite duas viroses em que esta estratégia traz bons resultados.
13. “Um belo dia você acorda com dor de garganta e febre. Vai ao médico e ele introduz uma
daquelas espátulas de madeira no fundo de sua garganta e colhe material. Depois de alguns
minutos, ele diz que você está com uma infecção de garganta provocada por uma bactéria”.
a) A que reino pertence às bactérias?
b) As bactérias são causadoras de inúmeras doenças. Cite-as.
14. Complete a tabela sobre os cinco reinos de seres vivos:
Reinos N º. de células
Unicelulares ou
pluricelulares
Presença de
núcleo:
Procariontes ou
eucariontes
Nutrição
Heterótrofos ou
autótrofos
EXEMPLOS
MONERA
PROTISTA
FUNGOS
VEGETAL
ANIMAL
15. Sobre as doenças causadas pelos protozoários, complete a tabela:
Doença Agente causador Agente transmissor
Malária
Doença de
Chagas
Leishmaniose
76
16. “Há cerca de 3 mil anos, os orientais têm os cogumelos (um tipo de fungo) como
alimentos especiais. Atualmente, eles são consumidos não apenas por seu sabor e textura,
mas também por seu valor nutricional e terapêutico. São conhecidas mais de 220 espécies
e muitas delas podem apresentar valor medicinal”.
Responda:
a) O nome dos fungos fermentadores e 3 produtos fabricados por eles.
b) O nome do antibiótico produzido através de um fungo.
17. Diferencie as plantas pertencentes aos grupos: gimnospermas de angiospermas. Cite
exemplos para cada uma.
18. As plantas são seres vivos e, assim como as pessoas, elas também nascem, crescem, se
reproduzem e morrem. As partes da planta são: raízes, caule, folhas, flores, frutos e
sementes. Complete a tabela:
Partes do vegetal Função Exemplos comestíveis
RAIZ
CAULE
FOLHA
FLOR
FRUTO
SEMENTE
19. As águas-vivas são exemplos de representantes do filo Cnidários que frequentemente
causam acidentes nas praias. São comuns relatos de pessoas que apresentaram
queimaduras por esses animais. Esses seres apresentam como forma de defesa uma célula
capaz de liberar um líquido urticante, que em humanos pode ocasionar queimaduras. O
nome dessa célula é: ______________________________
20. “As verminoses representam, sem dúvida, grande problema de saúde pública,
especialmente nos países subdesenvolvidos. As mais comuns são causadas por várias
espécies de nematelmintos e platelmintos. A falta de redes de água e esgoto, de campanhas
de esclarecimento público, de higiene pessoal e de programas de combate aos
transmissores leva, atualmente, ao aparecimento de centenas de milhares de novos casos
na população brasileira”.
Em relação aos platelmintos, responda:
Verme Doença Forma de transmissão
Esquistossomos
Tênia
77
Em relação aos nematelmintos, responda:
Nome do Verme Doença Forma de transmissão
Ascaridíase
Ancilostomose
21. Caracterize o corpo dos moluscos e cite o nome de alguns representantes:
22. Complete a tabela referente às características de cada classe do filo ARTRÓPODES:
Divisão do
corpo
Nº de
patas
Nº de
antenas
REPRESENTANTES
INSETOS
CRUSTÁCEOS
ARACNÍDEOS
23. “Os seres humanos, como espécie biológica, são bastante complexos. Comparados com
alguns grandes animais, nós não somos tão fortes ou tão rápidos, e nem possuímos presas ou
garras. A diferença é o cérebro humano que dá vazão à nossa mente, que foi capaz de criar
maravilhas. Sozinhos podemos controlar a transmissão de doenças, ir ao espaço a bordo de
foguetes e voar até as estrelas com nossa imaginação”.
A espécie humana pertence ao filo dos cordados, grupo a que pertencem peixes, anfíbios,
répteis, aves e mamíferos. Isso significa que compartilhamos com esses animais algumas
características. Complete a seguinte tabela comparativa:
Peixes Anfíbios Répteis Aves Mamíferos
Respiração
Cavidades do
coração
Temperatura
do corpo
Pele
Fecundação
Exemplos
78
Sobre o corpo humano, responda:
24. Quais são os órgãos que compõem o sistema digestório humano?
25. Quais são os órgãos que compõem o sistema respiratório humano?
26. Em relação aos componentes do sistema cardiovascular humano, responda:
a) Quantas cavidades apresentam o coração?
Como elas são chamadas?
b) Como é denominada a válvula que comunica o AD com o VD?
E a válvula que comunica o AE com o VE?
c) É correto afirmar que artéria só conduz sangue arterial e veia só conduz sangue venoso?
Justifique.
27. Além dos glóbulos vermelhos (Hemácias), o sangue é formado também de glóbulos brancos
(leucócitos) e de plaquetas. Cite as funções desempenhadas pelas hemácias, leucócitos e
plaquetas..
28. Cite os órgãos do sistema urinário humano e a função de cada um.
29. O sistema endócrino pode ser comparado a um “correio”. As “mensagens” são os hormônios,
as moléculas que viajam pelo sangue e assim atingem as diversas partes do corpo. Embora
geralmente mais lenta que a comunicação por via nervosa, a comunicação por via hormonal é
muito eficiente. Por exemplo, quando estamos em situação de perigo, nossas glândulas
suprarrenais, alertadas pelo sistema nervoso, lançam no sangue a adrenalina. Em fração de
segundos, diversas partes do corpo são informadas do perigo pelas moléculas de adrenalina,
preparando-se para reagir.
Com relação ao sistema endócrino, complete a seguinte tabela:
Hormônios Glândula produtora Função
do crescimento
ocitocina
antidiurético
prolactina
insulina
glucagon
adrenalina
30. O que é bócio endêmico?
31. O sistema nervoso pode ser comparado a uma “rede telefônica” em que as mensagens são
pulsos elétricos, que viajam através de “cabos transmissores”, os nervos, estabelecendo a
comunicação entre as partes do corpo e uma “estação central”, o encéfalo e a medula espinal.
Esses órgãos compõem o sistema nervoso central, cuja função é interpretar as informações
obtidas e elaborar as respostas adequadas, enviando-as aos órgãos do corpo responsáveis
pelas ações, geralmente os músculos.
A) Cite a função do cérebro, ponte, bulbo e cerebelo.
B) Cite a função da medula espinhal.
79
32. A sexualidade e a reprodução da espécie humana são temas que geram questões
polêmicas, como liberação do aborto, uso de métodos anticoncepcionais, produção de
“bebês de proveta” e, mais recentemente, possibilidade de clonagem de seres humanos.
Em relação ao sistema reprodutor masculino, responda:
a) Onde são produzidos os espermatozoides?
b) Que função realiza a próstata?
c) Que função realiza a testosterona?
Em relação ao sistema reprodutor feminino, responda:
a) Quais são os órgãos componentes deste sistema e suas respectivas funções?
b) Qual é o local que ocorre a fecundação no corpo da mulher:
c) Cite o nome de alguns métodos contraceptivos:
SOBRE GENÉTICA
33. O gene A condiciona o aparecimento de frutos verdes numa determinada espécie vegetal e é
dominante sobre o alelo a, que condiciona a formação de frutos amarelos. Dê os resultados
dos seguintes cruzamentos:
a) AA x AA c) aa x AA e) Aa x aa
b) Aa x AA d) Aa x Aa f) aa x aa
Inclua na sua resposta os genótipos, fenótipos, proporções genotípicas e fenotípicas dos
descendentes.
34.Em ervilhas, o gene para flor vermelha é representado por (B) e o gene para flor branca por
(b). Pergunta-se: qual a cor dos descendentes dos seguintes cruzamentos?
a)BB x bb b)Bb x bb c) bb x bb
35. Em cobaias, o gene L condiciona pelagem crespa e o gene l condiciona pelagem lisa. Qual a
proporção fenotípica esperada nos filhos de um cruzamento entre duas cobaias heterozigotas?
36. Em ervilha, a forma lisa da semente é dominante sobre a forma rugosa. Cruzando-se uma planta
que apresenta sementes lisas (heterozigota) com outra de sementes rugosas, pergunta-se:
a. Qual a probabilidade de nascerem descendentes de sementes rugosas?
b. E de sementes lisas?
Problemas com heredogramas:
37. O caráter olhos castanhos é dominante sobre olhos azuis. Um casal de olhos castanhos teve
dois filhos de olhos castanhos e um filho de olhos azuis. Qual o genótipo do casal?
38. O albinismo (ausência de pigmento), no homem, é condicionado por um gene recessivo a. A
pigmentação normal é condicionada pelo alelo dominante A. Um homem normal, filho de mãe
albina, casou-se com uma mulher normal, cujo pai era albino. Esse casal teve um filho albino.
Determine o genótipo de todas as pessoas mencionadas.
39. Um homem de olhos azuis, filho de pais de olhos escuros, casou-se com uma mulher de olhos
escuros e teve um filho de olhos azuis. Sabendo-se que o caráter para olhos escuros é dominante
em relação a olhos azuis, dar o genótipo relativo a todas as pessoas mencionadas.
80
Sobre grupos sanguíneos:
40. Quando os pais têm sangue do tipo AB, qual a probabilidade de terem filhos do grupo O?
41. Estabeleça os resultados dos seguintes cruzamentos:
a) IAi x IBi
b) IBi x ii
42. Quais as proporções fenotípicas e genotípicas esperadas para os filhos de um homem AB
casado com uma mulher do grupo O?
43. Um homem com sangue Rh- casa-se com uma mulher Rh+, cujo pai era Rh-. Que tipo de
descendentes pode-se esperar desse casamento quanto ao grupo sanguíneo do sistema Rh?
44. Uma mulher que apresenta fator Rh-, cujos pais são Rh+, é casada com um homem Rh+, cujo
pai é Rh+ e a mãe Rh-. Qual a probabilidade de o casal ter um filho Rh-?
45. Assinale a alternativa do quadro abaixo que contém os possíveis genótipos de um casal e do
seu filho que nasceu com eritroblastose fetal.
PAI MÃE FILHO
a) RR Rr Rr
b) Rr rr rr
c) Rr rr Rr
d) RR Rr Rr
e) RR Rr rr
46. Um determinado banco de sangue possui 4 litros de sangue tipo AB, 7 litros de sangue tipo A,
1 litro de sangue tipo B e 9 litros de sangue tipo O, todos Rh+. Se houver necessidade de transfusões
sanguíneas para um indivíduo com sangue tipo AB, estarão disponíveis para ele, do total acima
mencionado:
a) 4 litros c) 12 litros e) 21 litros
b) 8 litros d)13 litros
47. Pedro está hospitalizado e necessita de transfusão de sangue. Seu grupo sanguíneo é O Rh+.
Os doadores que se apresentaram têm sangue do tipo A Rh+, A Rh-, B Rh+, B Rh-, O Rh+ e
AB Rh- (s) melhor (es) doador (es) é (são) o(s) de sangue:
a) O Rh+ c) B Rh- e B Rh+ e) A Rh+ e B Rh-
b) AB Rh- d) A Rh+ e A Rh-
48. Sobre daltonismo e hemofilia, responda:
a) Cruzando-se um homem normal para daltonismo com uma mulher transmissora, obtemos:
b) Cruzando-se uma mulher normal com um homem daltônico, obtemos:
c) Cruzando-se um homem daltônico com mulher transmissora, obtemos:
d) Uma mulher normal casada com um homem normal e que já teve um filho hemofílico, quer
saber como podem ser seus próximos filhos.
e) Uma mulher normal cujo pai é daltônico quer saber qual a probabilidade de ter uma criança
daltônica, se casada com um homem daltônico.
81
49. A vida na biosfera terrestre nem sempre foi do jeito que observamos hoje. Os seres vivos
podem sofrer modificações ao longo das gerações, caracterizando a evolução. Assim, os seres
que hoje habitam a Terra descendem de outros organismos, dos quais só existem evidências.
Rastreando a história evolutiva dos seres, é possível afirmar que todos possuem um parentesco
evolutivo, que pode ser mais próximo ou mais distante.
Em relação às teorias de evolução, responda:
a) Lamarck propôs duas leis do mecanismo da evolução.
Explique cada uma e cite um exemplo.
b) O que diz a teoria de Darwin? Explique o caso do pescoço das girafas.
50. “Quando entramos numa mata, nos encantam o ambiente e a diversidade biológica.
Admiramos os raios de luz que se refletem nas folhas, os sons dos animais, as cores das flores
e os odores que exalam dos vegetais. Muitos seres vivos ali presentes são fixos, outros são
móveis. Alguns são minúsculos, outros nem tanto.
Os seres vivos formam uma unidade com o ambiente em que vivem. “A partir dessa
ideia, foi criado o termo ecologia”.
Defina ecologia, ecossistema, população e comunidade.
51. “A complexidade dos ecossistemas exige a manutenção das de equilíbrio para que uma
determinada espécie continue a existir em seu ambiente natural. A degradação ambiental conduz
ao desaparecimento de determinadas espécies nos ecossistemas afetados. Um dos fatores
essenciais para o equilíbrio ecológico é a manutenção de todos os elos da cadeia alimentar”.
Caracterize, numa cadeia alimentar, os produtores, os consumidores e os
decompositores.
52. Na natureza todas as espécies são interdependentes de alguma forma. As relações entre os
seres vivos mantêm o equilíbrio na comunidade e regulam o crescimento das populações.
Partindo das informações acima, CITE EXEMPLOS das interações biológicas abaixo.
a) Sociedade
b) Mutualismo
c) Comensalismo
d) Parasitismo
e) Inquilinismo
53. Descreva com suas palavras o ciclo do nitrogênio:
54. O interesse público pelas questões ambientais aumentou nas últimas três décadas. Os meios
de comunicação divulgam diariamente notícias sobre os efeitos nocivos dos agrotóxicos,
derramamento de petróleo nos ambientes aquáticos, efeito estufa e destruição da camada de
ozônio. A maioria das pessoas, independentemente da classe social, sabe que sua vida é afetada
pela degradação ambiental.
A) explique o que é efeito estufa e suas consequências para o ambiente.
B) Alguns gases liberados na atmosfera são responsáveis pela destruição da camada de ozônio.
Que gases são esses? Quais as consequências dessa destruição?
55. Escreva sobre como podemos reduzir a nossa produção de lixo e qual a importância
reciclagem de lixo.da membrana
lisossômica; as enzimas liberadas destroem as células e suas vizinhas, levando-as à morte. Ocorre
na região a formação de um material fibroso, que impede a troca de gases.
5) Centríolo
Essa organela é constituída por um conjunto de 27 microtúbulos
proteicos, dispostos em nove grupos de três, formando um cilindro oco.
Geralmente a célula possui um par de centríolos dispostos
perpendicularmente. Participam do processo de divisão celular.
5) Mitocôndrias
São organelas ovaladas, formadas por duas membranas
lipoprotéicas, cuja função é realizar a respiração celular. A membrana
externa é lisa e a interna apresenta dobras que formam as cristas
mitocondriais. O conteúdo interno é formado pela matriz mitocondrial.
6) Plastos
São orgânulos citoplasmáticos encontrados nas células de plantas
e de algas. Sua forma e tamanho variam conforme o tipo de organismo. Em algumas algas, cada
célula possui um ou poucos plastos, de grande tamanho e formas características. Já em outras
algas e nas plantas em geral, os plastos são menores e estão presentes em grande número por
célula.
9
São organelas típicas de células vegetais, cujas funções são: armazenar substâncias
(leucoplastos) e sintetizar compostos orgânicos (cromoplastos).
Classificação:
Cromoplastos (do grego chromos, cor), que apresentam pigmentos em seu interior. O
cromoplasto mais frequente nas plantas é o cloroplasto, cujo principal componente é a clorofila,
de cor verde, que é o pigmento responsável pela absorção da luz para realização da fotossíntese.
Há também plastos vermelhos, os eritroplastos (do grego eritros, vermelho), que se desenvolvem,
por exemplo, em frutos maduros de tomate. Leucoplastos (do grego leukos, branco), que não
contêm pigmentos exemplo: reserva de amido.
FOTOSSÍNTESE
A fotossíntese é a principal fonte de matéria orgânica para os seres vivos, além de ser o
processo responsável pelo fornecimento de oxigênio para a atmosfera.
O processo da fotossíntese tem esse nome porque só se desencadeia em presença de luz
(photo=foto; synthese=síntese).
Para realizar a fotossíntese a planta necessita de água e dióxido de carbono. A água é
fornecida pela seiva bruta que chega às folhas através dos vasos lenhosos; o dióxido de carbono é
proveniente do ar atmosférico. Como consequência da fotossíntese a planta libera oxigênio para o
ambiente e sintetiza glicose (C6H12O6).
EQUAÇÃO SIMPLIFICADA DA FOTOSSÍNTESE
6CO2 + 12H2O luz C6H12O6 + 6O2 + 6H2O
Clorofila
3. NÚCLEO
O núcleo tem duas funções fundamentais: dirige as atividades da célula e transporta a
informação hereditária, ou seja, transporta os genes.
Os genes formam o DNA (ácido desoxirribonucleico) e o DNA forma o cromossomo.
O que recebemos de nossos pais?
Recebemos os genes (ou o DNA ou cromossomo) que vieram no espermatozoide do pai e
no óvulo da mãe. Um gene é uma receita (código) de como fazer uma proteína.
O núcleo das células que não estão
em processo de divisão apresenta um limite
bem definido, devido à presença
da carioteca ou membrana nuclear,
visível apenas ao microscópio eletrônico.
A maior parte do volume nuclear é
ocupada por uma massa filamentosa
denominada cromatina. Existem ainda um
ou mais corpos densos (nucléolos) e um
líquido viscoso (cariolinfa ou
nucleoplasma).
10
Cromossomos da célula em divisão
Quando a célula vai se dividir, o núcleo e os cromossomos
passam por grandes modificações. Os preparativos para a
divisão celular têm início com a condensação dos
cromossomos, que começam a se enrolar sobre si mesmos,
tornando-se progressivamente mais curtos e grossos, até
assumirem o aspecto de bastões compactos. Durante a
condensação cromossômica, as regiões eucromáticas se
enrolam mais frouxamente do
que as heterocromáticas, que estão condensadas mesmo durante a
interfase.
O que são genes?
As moléculas de DNA dos cromossomos contêm “receitas” para a
fabricação de todas as proteínas da célula. Cada “receita” é um
gene.
Portanto, o gene é uma sequência de nucleotídeos do DNA que
pode ser transcrita em uma versão de RNA e consequentemente
traduzida em uma proteína.
DIVISÃO CELULAR
Do mesmo modo que uma fábrica pode ser multiplicada pela construção de várias filiais,
também as células se dividem e produzem cópias de si
mesmas.
Há dois tipos de divisão celular: mitose e meiose.
Na mitose, a divisão de uma “célula-mãe” gera duas “células-
filhas” geneticamente idênticas e com o mesmo número
cromossômico que existia na célula-mãe. Uma célula n
produz duas células n, uma célula 2n produz duas células 2n
etc.
Trata-se de uma divisão equacional.
11
Uma célula com dois cromossomos origina, por mitose, duas células também com dois
cromossomos.
As células do nosso corpo que se dividem por esse processo são as somáticas (“soma”
vem do grego e significa corpo). Quase todas são somáticas, só as reprodutoras (espermatozoide
e óvulo) é que se dividem por outro processo, a meiose.
Já na meiose, a divisão de uma “célula-mãe” 2n gera “células-filhas” n, geneticamente
diferentes. Neste caso, como uma célula 2n produz quatro células n, a divisão é chamada
reducional. Uma célula com dois cromossomos origina, por meiose, quatro células com um
cromossomo em cada célula (metade).
As células que se dividem por meiose são os gametas, ou seja, células reprodutoras
(espermatozoides e óvulos).
A principal consequência da meiose, sem dúvida, é
o surgimento da diversidade entre os indivíduos que são
produzidos na reprodução sexuada da espécie.
As nossas células somáticas (do corpo) têm 46
cromossomos e as reprodutoras 23 cromossomos
(metade).
Esses 46 cromossomos estão organizados em pares, 23 pares de cromossomos. Em cada
par um cromossomo veio do pai no espermatozoide e o outro veio da mãe no óvulo, portanto
recebemos 23 cromossomos do pai e 23 da mãe.
Quando a célula tem todos os cromossomos (46) chamamos de diploide e quando tem
metade dos cromossomos (23) chamamos de haploide.
As células somáticas (do corpo) são diploides e os gametas (espermatozoides e óvulos)
são haploides.
12
FECUNDAÇÃO
Fecundação ou fertilização é a união de um gameta masculino com feminino, formando o
ovo ou zigoto.
Logo após a entrada do espermatozoide no óvulo, forma-se neste uma membrana
plasmática (membrana de fecundação) que impede a entrada de outros espermatozoides.
O núcleo do espermatozoide que penetrou no óvulo vai constituir o pronúcleo o masculino.
A fusão desse pronúcleo com o núcleo do óvulo só se verifica após completada a maturação do
óvulo.
Desenvolvimento Embrionário dos Mamíferos
Quando o óvulo se desprende do
ovário, pode entrar em contato com
espermatozoide nas tubas uterinas.
Ocorrendo a fusão do núcleo do
espermatozoide com o núcleo do óvulo,
forma-se o zigoto.
O zigoto sofre sucessivas mitoses,
originando a mórula.
É a partir desse aglomerado de
células que se originará o embrião.
Em um estágio mais avançado do
desenvolvimento embrionário surge a
placenta, anexo exclusivo de embriões de
mamíferos.
A placenta origina-se a partir de
vilosidades ou pregas do endométrio (parede interna do útero). É através dela que o embrião se
nutre, respira e elimina suas excreções. Ela também produz hormônios.
O cordão umbilical estabelece as trocas de substâncias entre a mãe e o feto.
À medida que o embrião se desenvolve, ocorre uma diferenciação das células para
executar funções específicas
A partir da nona semana de desenvolvimento até o nascimento, o embrião é chamado feto.
Inicialmente ele mede cerca de 3 cm e pesa aproximadamente 1 grama. Ao nascer podemedir 50
cm e pesar 3,5 kg.
A GRAVIDEZ
Gravidez é o período que se estende desde a fertilização até o nascimento do feto. Dura
cerca de 40 semanas na espécie humana. Durante esse período o abdome da mulher dilata-se
gradualmente. Terminado esse período sobrevém o parto. Após o nascimento da criança a placenta
é expelida do útero.
A gravidez pode ser múltipla, isto é, pode envolver a formação de mais de um feto.
Da gravidez múltipla originam-se gêmeos verdadeiros (ou univitelinos) e gêmeos fraternos.
13
Os gêmeos verdadeiros ou monozigóticos são provenientes de um óvulo fecundado
por um espermatozoide. Esses gêmeos possuem os
mesmos genes e são sempre do mesmo sexo.
A mulher pode liberar dois óvulos ao mesmo
tempo e que podem ser fecundados por dois
espermatozoides. Nesse caso formam-se dois zigotos
que originarão gêmeos fraternos ou dizigóticos.
Os gêmeos dizigóticos possuem equipamentos genéticos diferentes e podem ou não ser
do mesmo sexo.
CLASSIFICAÇÃO DOS SERES VIVOS EM REINOS
Houve um tempo em que os seres vivos eram classificados como animais e plantas. Com o
aperfeiçoamento da microscopia óptica comum e o aperfeiçoamento da microscopia eletrônica,
esse modo de sistematizar tornou-se inadequado. Descobriram-se importantes diferenças entre os
seres vivos. Atualmente a classificação baseia-se no tipo de organização celular e no tipo de
nutrição. Desse modo, os seres vivos dividem-se em cinco reinos:
Reinos Grupos Características
Monera
Bactérias (heterótrofas) e
Cianobactérias (autótrofas)
Unicelulares, procariontes, nutrição ou
heterótrofa
Protista
Protozoários (heterótrofos) e
Algas (autótrofas)
Unicelulares, eucariontes, nutrição
autótrofa ou heterótrofa
Fungi Fungos
Pluricelulares em sua maioria, eucariontes
e nutrição heterótrofa
Plantae (ou
Metaphyta)
Vegetais
Pluricelulares, eucariontes e nutrição
autótrofa
Animalia (ou
Metazoa)
Animais
Pluricelulares, eucariontes e nutrição
heterótrofa
VÍRUS
Vírus são os únicos organismos acelulares da Terra atual
Os vírus são extremamente simples e diferem dos demais seres vivos pela inexistência de
organização celular, por não possuírem metabolismo próprio e por não serem capazes de se
reproduzir sem estar dentro de uma célula hospedeira. São, portanto, parasitas
intracelulares obrigatórios.
ESTRUTURA DOS VÍRUS
Os vírus são seres muito simples e pequenos (medem menos de 0,2 µm), formados
basicamente por uma cápsula proteica envolvendo o material genético, que, dependendo do tipo
de vírus, pode ser o DNA, RNA ou os dois juntos (citomegalovírus).
14
Vírus é uma partícula basicamente proteica que pode infectar organismos vivos.
Vírus são parasitas obrigatórios do interior celular e isso significa que eles somente se
reproduzem pela invasão e possessão do controle da maquinaria de auto reprodução celular. O
termo vírus geralmente refere-se às partículas que infectam eucariontes (organismos cujas
células têm carioteca), enquanto o termo bacteriófago ou fago é utilizado para descrever aqueles
que infectam procariontes (domínios bacteria e archaea).
A palavra vírus vem do Latim vírus que significa fluído venenoso ou toxina. Atualmente é
utilizada para descrever os vírus biológicos, além de designar, metaforicamente, qualquer coisa que
se reproduza de forma parasitária, como ideias. O termo vírus de computador nasceu por analogia.
A palavra vírion ou víron é usada para se referir a uma única partícula viral que estiver fora da
célula hospedeira.
PRINCIPAIS DOENÇAS
CAUSADAS POR VÍRUS:
AIDS, gripe, herpes, dengue,
febre amarela, sarampo, covid,
catapora (varicela), caxumba,
hepatite, poliomielite, rubéola,
condiloma acuminado ou verruga
genital, rotavirus e raiva.
Dengue e febre amarela
A dengue e a febre amarela são causadas por vírus. Em ambas, os vírus são transmitidos ao
ser humano pelas fêmeas do mosquito Aedes aegypti, que são hematófagas, isto é, alimentam-se
de sangue.
A dengue apresenta-se sob duas formas: a clássica e a hemorrágica. Na dengue clássica,
alguns dias depois da picada, a pessoa apresenta febre alta de quatro a sete dias, dores
musculares, articulares (daí o nome popular de “quebra ossos”), na cabeça e nos olhos.
Na dengue hemorrágica, os sintomas iniciais são semelhantes aos da dengue clássica, porém,
depois que a febre começa a ceder, os sintomas se agravam, com queda da pressão arterial,
hemorragias da pele, intestino e gengivas. Nesse caso, se não houver assistência médica, a doença
pode levar o paciente à morte em 10% dos casos.
O combate ao mosquito é a medida mais importante para a prevenção da dengue.
Febre amarela: o doente apresenta febre, vômito, dor no estômago e lesões no fígado, o que
torna a pele amarelada (icterícia). A doença pode se apresentar de forma leve e até sem sintomas
ou de forma grave, podendo levar à morte. A prevenção é feita com combate ao mosquito e
vacinação.
Condiloma acuminado ou verruga genital; é uma doença causada pelo HPV (papiloma vírus
humano), que provoca lesões em forma de “verrugas” na vulva, na vagina e no pênis, que é
transmitido (o vírus) pelo ato sexual. Mulheres que tiveram ou têm o vírus devem fazer exames
ginecológicos periódicos, pois alguns subtipos têm relação com o câncer no colo do útero.
15
Em 2006, foi aprovada uma vacina contra os dois tipos mais comuns de HPV,
responsáveis por 90% das verrugas, e também contra os dois tipos mais perigosos, responsáveis
por 70% dos casos de câncer do colo do útero. A imunização deve ser feita antes que seja iniciada
a vida sexual.
REINO MONERA
Características Gerais:
São organismos microscópicos unicelulares (formados por uma única célula) procariontes,
ou seja, desprovidos de carioteca (membrana nuclear), com o material genético disperso no
citoplasma. Alguns são autótrofos (produzem seu próprio alimento) e, outros heterotróficos (se
alimentam de outros seres vivos).
São representados pelas bactérias e cianobactérias (algas azuis ou cianofíceas). As bactérias
podem viver isoladas ou agrupadas, formando colônias, sendo encontradas em todos os tipos de
habitat. Há muitas formas de vida livre e também, parasitas, podendo ser imóveis ou se
locomoverem por flagelos.
Exemplos da importância das bactérias:
Decomposição de matéria orgânica morta.
Agentes que provocam doença no homem;
Processos industriais, como por exemplo, os
lactobacilos, utilizados na indústria de
transformação do leite em coalhada;
Ciclo do nitrogênio, em que atuam em diversas
fases, fazendo com que o nitrogênio atmosférico
possa ser utilizado pelas plantas;
Engenharia Genética e Biotecnologia para a
síntese de várias substâncias, entre elas a
insulina e o hormônio de crescimento.
Reprodução:
A principal forma de reprodução das bactérias é assexuada por divisão binária, bipartição ou
cissiparidade. Nesse processo, a célula bacteriana duplica seu cromossomo e se divide ao meio,
originado duas novas bactérias idênticas a ela.
As bactérias têm alto poder de reprodução. Em algumas horas, sob condições ambientais
adequadas, uma única célula pode dar origem a milhares de descendentes, todos geneticamente
idênticos entre si. Esse conjunto de seres geneticamente idênticos é denominado clone.
Algumas Doenças causadas por bactérias:
Tuberculose, sífilis, gonorreia, cólera, disenteria, tétano, botulismo, febre tifoide,
gastroenterites, pneumonia, coqueluche, hanseníase, leptospirose e meningite
meningocócica.
Prevenção e tratamento de doenças - O modo mais eficaz de combater as doenças
bacterianas é com o uso prescrito de antibióticos; já no caso das viroses não há medicação
específica. Por outro lado, em ambos cenários, a vacinação é uma grande aliada!16
REINO PROTISTA
A complexidade da célula eucariótica de um protozoário é tão grande, que ela, sozinha,
executa todas as funções que tecidos, órgãos e sistemas realizam em um ser pluricelular complexo.
Locomoção, respiração, excreção, controle hídrico,
reprodução e relacionamento com o ambiente, tudo é
executado por uma única célula, que conta com
algumas estruturas capazes de realizar alguns
desses papéis específicos, como em um organismo
pluricelular.
Segundo a classificação dos seres vivos em cinco
reinos (Whittaker – 1969), um deles, o dos Protistas,
agrupa organismos eucariontes, unicelulares,
autótrofos e heterótrofos. Neste reino se colocam
as algas inferiores: euglenófitas, pirrófitas
(dinoflagelados) e crisófitas (diatomáceas), que
são protistas autótrofos (fotossintetizantes). Os protozoários são protistas heterótrofos.
PROTOZOÁRIOS
Os protozoários são eucariontes unicelulares desprovidos de clorofila, que vivem isolados ou
formando colônias, nos mais variados tipos de habitat. Podem ser aeróbios ou anaeróbios e exibir
vida livre ou associar-se a outros organismos.
Classificação dos protozoários
A classificação dos diferentes filos de protozoários baseia-se na presença e no tipo de
estrutura utilizada na locomoção. Os principais filos são:
Rizópodes ou sarcodíneos: locomovem-se através de pseudópodes. Ex: amebas.
Flagelados: locomovem-se através de flagelos. Ex: tripanossoma.
Ciliados: locomovem-se através de cílios. Ex: paramécio.
Esporozoários: desprovidos de organelas locomotoras. Ex: plasmódio.
Os protozoários e a saúde humana
As doenças causadas por protozoários apresentam:
Agente etiológico: que é o agente causador da doença;
Vetor: que é o agente transmissor, responsável por transmitir o agente etiológico ao indivíduo
sadio.
a) Amebíase ou disenteria amebiana:
Protozoário causador: Entamoeba histolytica (sarcodíneo)
A amebíase é uma doença infecciosa predominante em regiões tropicais e subdesenvolvidas.
O homem é o hospedeiro principal da Entamoeba histolytica. A transmissão se dá por cistos
eliminados nas fezes, ingeridos através da água ou alimentos contaminados.
Ao comer frutas ou verduras mal lavadas ou beber água contaminada, o homem pode ingerir
esses cistos que atingem o intestino delgado, onde se transformam em amebas ativas, que migram
para o intestino grosso.
Na amebíase intestinal, os sintomas são diarreias prolongadas com eliminação de muco e
sangue pelas fezes, cólicas, náuseas e vômitos.
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b) Doença ou Mal de Chagas:
Protozoário causador: Trypanosoma cruzi (flagelado)
A doença de Chagas (nome dado em homenagem a Carlos Chagas, pesquisador brasileiro
que descobriu o ciclo da doença) é extremamente grave e não tem cura.
O agente etiológico da doença é o Trypanosoma cruzi. O vetor é um inseto hematófago
conhecido vulgarmente por barbeiro.
Alterações ambientais, provocadas pela derrubada de matas, fizeram com que o barbeiro,
inseto de hábitos silvestres e noturnos, passasse a conviver com o homem em suas habitações,
alojando-se geralmente em frestas ou rachaduras de casas velhas, em casas de pau a pique, em
paióis e chiqueiros. Na natureza, o barbeiro contamina-se com os tripanossomos, alimentando-se
do sangue de mamíferos da nossa fauna, que são os reservatórios naturais do protozoário: gambás,
tatus, tamanduás, morcegos, preguiças, roedores e macacos.
Os tripanossomos penetram no organismo quando o indivíduo picado se coça, seja
espalhando fezes nos locais das picadas, seja esfregando as mãos contaminadas com as fezes do
barbeiro em mucosas como a da boca e do olho.
Estes protozoários parasitas podem ser encontrados no sangue e formando os “ninhos de
tripanossomos” na musculatura cardíaca. O coração comprometido aumento de volume, fica flácido
e apresenta fibrose, levando à insuficiência cardíaca, que pode ser fatal.
c) Malária:
Protozoário causador: Plasmodium (esporozoário)
A malária (maleita ou impaludismo) tem como agente etiológico os esporozoários do
gênero Plasmodium e como vetor o mosquito anófeles.
Ao picar uma pessoa, o mosquito fêmea injeta saliva anticoagulante e com ela, os
esporos infectantes do Plasmodium. Através da corrente sanguínea, os esporos migram para o
fígado, multiplicam-se, causando um aumento desse órgão. Os esporos resultantes desse período
passam para a corrente sanguínea, penetram nas hemácias, reproduzem-se a custa delas,
rompem-nas e libertam-se para o plasma, voltando a penetrar em outras hemácias e assim o ciclo
nas hemácias se repete. Quando as hemácias rompem, a pessoa tem febre muito alta. Os acessos
de frio e febre se repetem em intervalos de tempos regulares, de acordo com a espécie do
plasmódio causador.
Um novo mosquito suga o sangue da pessoa infestando-se, e abrigando o protozoário
no tubo digestório.
ALGAS
Nos sistemas aquáticos marinhos, existe uma comunidade formadora de uma verdadeira
floresta. Ela é constituída por inúmeros protistas conhecidos simplesmente por algas. Assim como
as florestas terrestres, essa comunidade aquática contribui para o abastecimento do oxigênio da
biosfera.
Sob a denominação algas enquadram-se diversos grupos de protistas diferentes entre si,
mas que mantém uma característica em comum: são todos eucariontes, autótrofos
fotossintetizantes dotados de clorofila.
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Embora sejam encontradas no meio terrestre úmido, é nas
águas doces e no mar que as algas são mais abundantes. No meio
aquático, dependendo do local onde vivem, podem constituir
comunidades conhecidas como fitoplâncton e fitobentos.
O FITOPLÂNCTON é uma comunidade formada principalmente
por numerosas microalgas que flutuam livremente ao sabor das
ondas. São importantes produtoras de alimento orgânico e liberam
oxigênio para a água e a atmosfera. Constitui a base das cadeias
alimentares aquáticas, formando o que se denomina "pasto
marinho".
O FITOBENTOS é uma comunidade de algas, em geral
macroscópicas (algumas atingem dezenas de metros) fixas no
solo marinho (principalmente em rochas).
REINO FUNGI
Os fungos são popularmente conhecidos por bolores, mofos, fermentos, levedos, orelhas-
de-pau, trufas e cogumelos-de-chapéu (champignon), mofos ou bolores, os cogumelos, as
leveduras entre outros.
É um grupo bastante numeroso, formado por cerca de 200.000 espécies espalhadas por
praticamente qualquer tipo de ambiente. São encontrados geralmente onde há pouca luz e muita
umidade. São organismos eucariontes, aclorofilados, heterótrofos e, na grande maioria,
pluricelulares.
Suas células estão associadas formando filamentos
denominados hifas que agrupadas formam o micélio, que tem uma
parte vegetativa, encarregada da nutrição, e uma parte especializada
para a reprodução.
Entre os fungos há formas assexuadas e sexuadas de
reprodução. A reprodução assexuada ocorre através de esporos que
germinam e produzem novas hifas. A reprodução sexuada se dá pela
fusão das extremidades de duas hifas, resultando um zigoto.
OS FUNGOS E SUA IMPORTÂNCIA
Ecológica
Os fungos apresentam grande variedade de modos de vida. Podem viver como saprófagos,
quando obtêm seus alimentos decompondo organismos mortos; como parasitas, quando se
alimentam de substâncias que retiram dos organismos vivos nos quais se instalam, prejudicando-o
ou podendo estabelecer associações mutualísticas com outros organismos, em que ambos se
beneficiam.
Em todos os casos mencionados, os fungos liberam enzimas digestivas
para fora de seus corpos. Essas enzimas atuam imediatamente no meio
orgânico no qual eles se instalam, degradando-o a moléculas simples, que são
absorvidas pelo fungo como uma solução aquosa.
Os fungos saprófagos são responsáveis por grande parte da degradação da
matéria orgânica, propiciando a reciclagemde nutrientes. Juntamente com as
bactérias saprófagas, eles compõem os grupos dos organismos
decompositores, de grande importância ecológica. No processo da
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decomposição, a matéria orgânica contida em organismos mortos é devolvida ao ambiente,
podendo ser novamente utilizada por outros organismos.
Dentre os fungos mutualísticos, existem os que vivem
associados a raízes de plantas formando as micorrizas (mico=
fungo; rizas = raízes). Nesses casos os fungos degradam materiais
do solo, absorvem esses materiais degradados e os transferem à
planta, propiciando-lhe um crescimento sadio. A planta, por sua
vez, cede ao fungo certos açucares e aminoácidos de que ele
necessita para viver. Algumas plantas que formam as micorrizas
naturalmente são o tomateiro, o morangueiro, a macieira e as
gramíneas em geral.
Fungos e produção de alimentos
Cerca de duzentos tipos de cogumelos são usados na
alimentação humana. Algumas espécies são largamente cultivadas,
como é o caso do Agaricus campestris.
Muito fungos são aeróbios, isto é, realizam a respiração, mas alguns
são anaeróbios e realizam a fermentação.
Destes últimos, alguns são utilizados no processo de fabricação de bebidas
alcoólicas, como a cerveja e o vinho, e no processo de preparação do pão.
Nesses processos, o fungo utilizado pertence à espécie Saccharomyces
cerevisiae, capaz de transformar o açúcar em álcool etílico e
CO2 (fermentação alcoólica), na ausência de O2. Na presença de O2 realizam
a respiração. Eles são, por isso, chamados de anaeróbios facultativos.
Na fabricação de bebidas alcoólicas o importante é o álcool produzido na
fermentação, enquanto, na preparação do pão, é o CO2. Neste último
caso, o CO2 que vai sendo formado se acumula no interior da massa,
originando pequenas bolhas que tornam o pão poroso e mais leve.
Alguns fungos são utilizados na indústria de laticínios, como é o
caso do Penicillium camemberti e do Penicillium roqueforte, empregados
na fabricação dos queijos Camembert e Roquefort, respectivamente.
Algumas espécies de fungos são utilizadas diretamente como
alimento pelo homem, é o caso da Morchella e da espécie Agaricus brunnescens, o popular
cogumelo ou champignon, uma das mais amplamente cultivadas no mundo.
Fungos e produção de substâncias de uso farmacêutico
Em Farmacologia, os fungos servem como matéria-prima para a extração de várias drogas de
interesse médico. A penicilina, extraída do Penicillium, é eficaz contra diversas infecções.
DOENÇAS CAUSADAS POR FUNGOS
Certos fungos atuam como parasitas de plantas e animais, inclusive o homem. A ferrugem do
cafeeiro, por exemplo, é uma parasitose provocada por fungos; as micoses que aparecem
comumente nos homens são doenças provocadas por fungos (ex.: sapinho ou candidíase, frieira
ou pé-de-atleta). Alguns fungos produzem infecções graves como a blastomicose que se
caracterizam por lesões profundas na pele e em órgãos internos como os pulmões.
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PENICILLIUM: UMA EXPERIÊNCIA MOFADA, MAS NEM TANTO
Em 1929, Alexander Fleming (1881-1955) pesquisava, na Inglaterra, o comportamento de
culturas de Staphylococus aureus, bactéria capaz de provocar infecções diversas. Apesar das
precauções que tomava, observou que numa das placas de cultura sua experiência havia
literalmente mofado: a colônia de bactérias tinha sido destruída por um mofo verde, colônia de
um fungo conhecido cientificamente como Penicillium notatum.
Depois de exaustivas pesquisas, concluiu que o fungo liberava para o meio externo uma
substância, que denominou penicilina, capaz de inibir o desenvolvimento de certas bactérias.
Essa relação biológica em que uma espécie bloqueia o desenvolvimento ou a reprodução de
outra espécie é conhecida como antibiose ou amensalismo.
Mas a descoberta de Fleming não despertou de imediato o interesse dos laboratórios
farmacêuticos e durante cerca de uma década permaneceu restrita aos meios acadêmicos. Com
a Segunda Guerra Mundial, porém, a atenção pelo fungo renasceu, na tentativa de curar feridos
em batalhas. As pesquisas foram intensificadas e a penicilina passou a ser produzida em grande
escala, introduzindo efetivamente a Medicina na era dos antibióticos.
REINO PLANTAE (vegetais)
As plantas são seres pluricelulares e eucariontes. Nesses aspectos elas são semelhantes
aos animais e a muitos tipos de fungos; entretanto, têm uma característica que as distingue desses
seres - são autotróficas. Como já vimos, seres autotróficos são aqueles que produzem o próprio
alimento pelo processo da fotossíntese.
Utilizando a luz, ou seja, a
energia luminosa, as plantas
produzem a glicose, matéria orgânica
formada a partir da água e do gás
carbônico que obtêm do alimento, e
liberam o gás oxigênio.
As plantas, juntamente com outros
seres fotossintetizantes, são
produtoras de matéria orgânica que
nutre a maioria dos seres vivos da
Terra, atuando na base das cadeias
alimentares. Ao fornecer o gás
oxigênio ao ambiente, as plantas
também contribuem para a
manutenção da vida dos seres que,
assim como elas próprias, utilizam
esse gás na respiração. As plantas
conquistaram quase todos os
ambientes da superfície da Terra.
Os vegetais compõem o Reino Metaphyta ou Plantae.
A seguir serão descritos alguns grupos desse Reino:
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1. BRIÓFITAS
As briófitas mais conhecidas são os musgos e apresentam as seguintes características:
São plantas, sobretudo terrestres, que vivem preferencialmente em locais úmidos e sombrios,
formando um tapete esverdeado.
Seu corpo não possui raízes
verdadeiras; é dotado de filamentos
denominados rizoides; as folhas e o
caule são bastante delicados. São
avasculares 9sem vasos condutores de
seiva).
IMPORTÂNCIA DOS MUSGOS
Apesar do aspecto modesto, os
musgos têm grande importância para os
ecossistemas. Juntamente com os
liquens, os musgos foram as primeiras
plantas a crescer sobre rochas, as quais
desgastam por meio de substâncias produzidas por sua atividade biológica. Desse modo, permitem
que, depois deles, outros vegetais possam crescer sobre essas rochas. Daí seu importante papel
nas primeiras etapas de formação dos solos.
2. PTERIDÓFITAS
As pteridófitas compreendem
samambaias, avencas, xaxins e cavalinhas são alguns dos
exemplos mais conhecidos de plantas do grupo das
pteridófitas. A palavra pteridófita vem do grego pteridon, que
significa 'feto'; mais phyton, 'planta'. Observe como as folhas
em brotamento apresentam uma forma que lembra a posição
de um feto humano no útero materno. Essas plantas vivem,
preferencialmente, em locais úmidos e sombrios.
Atualmente, a importância das pteridófitas para o
interesse humano restringe-se, principalmente, ao seu valor
ornamental. É comum casas e jardins serem embelezados
com samambaias e avencas, entre outros exemplos.
3. GIMNOSPERMAS
As gimnospermas (do grego Gymnos: 'nu'; e sperma:
'semente') são plantas terrestres que vivem, preferencialmente,
em ambientes de clima frio ou temperado. Nesse grupo incluem-
se plantas como pinheiros, as sequoias e os ciprestes.
As gimnospermas possuem raízes, caule e folhas. Possuem
também ramos reprodutivos com folhas modificadas
chamadas estróbilos. Em muitas gimnospermas, como os
pinheiros e as sequoias, os estróbilos são bem desenvolvidos e
conhecidos como cones - o que lhes confere a classificação no
grupo das coníferas.
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Florestas de coníferas de regiões temperadas são ricas
em árvores do grupo das gimnospermas. No Brasil, destaca-
se a Mata de Araucárias do Sul do país.
Há produção de sementes: elas se originam nos estróbilos
femininos. No entanto, as gimnospermas não produzem
frutos. Suas sementes são "nuas", ou seja, não ficam
encerradas em frutos.
4. ANGIOSPERMAS
Atualmente são conhecidas cerca de 350 mil espécies de plantas. Desse total, mais de 250
mil são angiospermas.
A palavra angiospermavem do grego angeios, que significa 'bolsa', e sperma, 'semente'.
Essas plantas representam o grupo mais variado em número de espécies entre os componentes
do reino Plantae ou Metaphyta.
A característica fundamental dos fanerógamos (vegetais superiores) é a presença de flores.
Nas plantas angiospermas, as flores costumam ser delicadas, coloridas e perfumadas. Afinal, elas
encerram os órgãos reprodutores e devem exibir atributos suficientes para atraírem insetos e aves,
que, à busca do néctar, se lambuzam no pólen e vão, a seguir, contribuir para a fecundação de
outras flores na mesma planta ou em outras plantas da mesma espécie.
ESTRUTURAS DAS ANGIOSPERMAS
RAIZ
É o órgão encarregado da fixação da planta e da absorção de água e sais minerais. Quanto
ao meio em que se desenvolvem podem ser subterrâneas, aéreas ou aquáticas e quanto à forma,
axiais ou fasciculadas. Algumas delas acumulam material de reserva, como a mandioca, beterraba,
cenoura, etc.
CAULE
Encarregado da condução da seiva e da sustentação das folhas e órgãos de reprodução. A
maioria dos caules é aéreo, mas ocorrem também caules subterrâneos e aquáticos. Muitos caules
reservam substâncias nutritivas como a cana-de-açúcar e batata.
FOLHA
Órgão encarregado das seguintes funções: fotossíntese, respiração, transpiração (liberação
de água em forma de vapor) e gutação (liberação
de água em forma líquida).
FLOR
Uma flor completa de angiosperma
apresenta 4 tipos de elementos:
as sépalas (que são geralmente verdes e, em
conjunto, formam o cálice),
as pétalas (habitualmente coloridas e que
formam, no seu conjunto, a corola),
os estames (órgãos reprodutores masculinos
cujo conjunto forma o androceu) e
os carpelos ou pistilos (órgãos reprodutores femininos que, juntos, formam o gineceu).
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Cada estame possui uma fina haste compacta – o filete, cuja extremidade superior
sustenta uma antera. Dentro das anteras formam-se os grãos de pólen.
Cada carpelo tem uma haste – o estilete, em cuja extremidade superior se vê o estigma, uma
pequena dilatação rugosa. Já em sua base se situa o ovário,
contendo um ou mais óvulos.
O cálice e a corola representam os verticilos protetores;
o androceu e o gineceu compõem os verticilos reprodutores.
Quanto ao agente polinizador das flores:
Ornitofila – polinizada por pássaros
Anemofila – polinizada pelo vento
Quiropterofila – polinizada por morcegos
Entomofilia – polinizada por insetos
Antropofiila – polinizada pelo homem
FRUTO E SEMENTE
Nas angiospermas, depois da fecundação, o ovário transforma-se em fruto. No interior
dos frutos desenvolvem-se as sementes a partir dos óvulos fecundados.
Após a polinização e a fecundação, a flor sofre uma modificação extraordinária. De todos os
componentes que foram vistos anteriormente, acabam sobrando apenas o pedúnculo e o ovário.
Todo o restante degenera. O ovário sofre uma grande modificação, se desenvolve e agora dizemos
que virou fruto. Em seu interior, os óvulos viraram sementes.
Assim, a grande novidade das angiospermas, em termos de reprodução, é a presença
de frutos.
A semente e a futura planta
A semente é o óvulo modificado e
desenvolvido. Toda semente possui um
envoltório, mais ou menos rígido, um embrião
inativo da futura planta e um material de reserva
alimentar chamado endosperma ou albúmen. Em
condições ambientais favoráveis, principalmente
de umidade, ocorre a hidratação da semente e
pode ser iniciada a germinação. Uma "folha"
embrionária merece especial atenção. é o
cotilédone.
Algumas angiospermas possuem dois
cotilédones são chamadas eudicotiledôneas e
plantas que possuem um cotilédone são chamadas
de monocotiledôneas.
São monocotiledôneas: arroz, milho, trigo,
coqueiro, palmeira, capim, bananeira, etc.
São eudicotiledôneas: feijão, abóbora, café, ervilha,
tomate, alface laranjeira, canela, etc.
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REINO ANIMALIA
O Reino Animalia é definido segundo características comuns a todos os
animais: organismos eucariontes, multicelulares, heterotróficos, que obtêm seu alimento por
ingestão de nutrientes do meio. O ramo da biologia que estuda os animais é
denominado Zoologia (zoo = animal, logus = estudo).
É muito comum, em Zoologia falar-se em animais invertebrados e animais vertebrados.
ANIMAIS INVERTEBRADOS
Os invertebrados são todos os animais que não possuem vértebras e,
consequentemente, coluna vertebral. A maior parte dos animais é formada pelos invertebrados,
caso das esponjas, medusas, planárias, vermes, minhocas, insetos, siris, estrelas-do-mar e outros.
1. FILO PORÍFEROS
Os poríferos (ex.: esponjas) constituem o grupo mais simples dos animais. Embora
pluricelulares, com células relativamente especializadas, sua organização é rudimentar. A
simplicidade de sua estrutura coloca as esponjas em níveis
pouco acima dos protozoários que formam colônias.
O habitat desses animais é aquático, principalmente
marinho. Vivem fixos no substrato (fundo dos mares, lagos,
rios, etc.)
O nome Porífera (poris=poro; foros=portador) refere-se
ao fato de os representantes desse filo apresentarem o
corpo todo perfurado por poros microscópicos por onde
penetra água, trazendo alimento e oxigênio. No interior há
uma cavidade, o átrio ou espongiocele, e na parte superior
há uma abertura maior, o ósculo, do qual sai a água.
As esponjas são animais filtradores: a água que circunda o seu corpo e entra nelas, forma
uma corrente. Essa corrente de água transporta não somente oxigênio, mas também
microrganismos que, uma vez capturados, são utilizados como alimento pela esponja.
2. FILO CNIDÁRIOS (celenterados)
O filo Cnidária (cnidários) está representado
pelas hidras, medusas ou águas-vivas, corais e
anêmonas-do-mar. Da mesma forma que as esponjas
são animais aquáticos e a grande maioria é de água
salgada.
O nome Cnidária (cnidos = urtiga) é dado porque os
animais desse filo possuem em seu corpo cnidoblastos, ou células urticantes (que queimam). A
maioria dos celenterados possui, em torno da boca, um conjunto de tentáculos, utilizados na captura
de alimento e na defesa.
Nesse filo existem basicamente dois tipos de indivíduos: as medusas que nadam livremente,
e os pólipos, que são fixos. Eles podem formar colônias, como é o caso dos corais e das caravelas.
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3. FILO PLATELMINTOS – VERMES ACHATADOS
Os platelmintos representam uma série de organismos inferiores considerados vermes, com
a particularidade de terem o corpo achatado dorsoventralmente. Existem aproximadamente 20 mil
espécies descritas de platelmintos. Podem ser parasitas ou de vida livre, alguns exemplos:
planárias, tênias, solitárias e o esquistossomo.
Verminoses mais comuns:
Esquistossomose
A Esquistossomose é uma doença conhecida popularmente como
“barrida d’água”.
O Schistossoma mansoni, que é o verme causador dessa doença, se
instala nas veias do fígado e do intestino do homem, causando diarreia,
aumento do fígado e do baço e cirrose (lesão no fígado). Geralmente ocorre
acúmulo de água na barriga, daí o nome “barriga d’ água”.
As fêmeas dos vermes, dentro do corpo do doente eliminam ovos que
saem com as fezes. Se caírem na água, os ovos se abrem e liberam larvas
chamadas miracídios. Os miracídios nadam procurando seu hospedeiro
intermediário que é um caramujo.
Dentro dos caramujos, os miracídios se transformam em outro tipo de
larva chamada cercária. As cercárias saem do caramujo e nadam à procura do seu hospedeiro
definitivo que é o homem. Se uma pessoa entrar na água contaminada, as cercárias penetram
através da pele ou de ferimentos e caem na corrente sanguínea e vão parar nas veias do fígado e
intestino. Nas veias do fígado, crescem e transformam-se em adultos. As fêmeas unem-se aos
machos e novos ciclos recomeçam.
Teníase
Teníase é a verminose causada pela solitária ou tênia.As
tênias são popularmente conhecidas como solitárias porque
habitualmente se mostram isoladas, apenas uma em cada
indivíduo. Todas as tênias evoluem em dois hospedeiros – um
intermediário, no qual se desenvolvem até a fase de larva, e um
definitivo, no qual terminam a evolução, chegando à fase adulta.
A Taenia saginata tem como hospedeiro intermediário o
boi.
A Taenia solium evolui até a fase de larva no porco.
Ambas concluem a sua evolução no mesmo hospedeiro
definitivo – o homem. A larva dessas tênias tem o aspecto de
uma pipoquinha branca que se aloja na musculatura estriada (carne) do boi ou do porco. Essa larva
recebe o nome de cisticerco. Pode manter-se viva por muitos anos no músculo do hospedeiro
intermediário, mas nunca evoluirá para verme adulto se não passar ao hospedeiro definitivo.
A tênia adulta aloja-se no intestino delgado do homem, onde desenvolve ação espoliativa, isto
é, nutre-se dos alimentos já digeridos que encontra. O indivíduo parasitado pode apresentar cólicas
intestinais, perda de apetite, apatia e fraqueza.
Quando uma pessoa se alimenta de carne contaminada (de vaca ou de porco) crua e mal
passada, adquire a larva, que se desenvolve no seu intestino e origina a tênia adulta (teníase).
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4. FILO NEMATÓDEOS (nematelmintos) vermes em forma de fio
O filo Nemathelminthes (do grego nematos, fio e helminthes, verme) reúne vermes de corpo
cilíndrico, alongados e de extremidades afiladas. Alguns nematelmintos têm poucos milímetros de
comprimento, mas há espécies cujos representantes podem atingir 1m ou mais. As espécies de
vida livre habitam o solo, a água doce ou o mar. Diversas espécies são parasitas de plantas e de
animais, incluindo o homem.
Principais nematelmintos parasitas do homem
Ascaris lumbricoides (lombriga)
É causador da ascaridíase. Esses vermes vivem no intestino
delgado humano, onde exercem ação espoliativa e provocam reações
alérgicas, cólicas, náuseas e oclusão intestinal.
As fêmeas liberam milhares de ovos por dia, que são eliminados
juntamente com as fezes. Os ovos podem contaminar a água e
alimentos diversos. Se ingeridos, alcançam o intestino, onde eclodem,
liberando larvas que atravessam a parede intestinal e caem na corrente
sanguínea e empreendem uma viagem migratória pelo organismo,
passando pelo fígado, pelo coração e chegam aos pulmões, onde
evoluem parcialmente. Depois prosseguem pelos bronquíolos, brônquios, traqueia, laringe e
faringe, onde são deglutidas, passando pelo esôfago, estômago e retornando ao intestino, onde
terminam sua evolução e atingem a fase adulta.
A prevenção da ascaridíase consiste em lavar cuidadosamente frutas e verduras, só ingerir
água tratada, ter cuidados higiênicos e utilizar instalações sanitárias adequadas.
Ancylostoma duodenalis (amarelão)
É o causador da ancilostomose, doença popularmente
conhecida como amarelão. Os vermes adultos alojam-se no intestino
delgado, onde provocam hemorragias na mucosa; nutrem-se do
sangue liberado e a vítima passa a sofrer de intensa anemia,
tornando-se bastante debilitada e adquirindo uma coloração
amarela. Daí o nome popular de amarelão.
As fêmeas liberam os ovos fecundados, que são eliminados
juntamente com as fezes. Alcançando o solo, os ovos eclodem e
liberam larvas que podem penetrar através da pele humana,
principalmente através dos pés descalços, atingindo a corrente
sanguínea. As larvas, então, migram sucessivamente para os pulmões, os brônquios, a traqueia, a
laringe e a faringe, e, caindo no tubo digestivo, alcançam o intestino delgado, onde completam o
seu desenvolvimento, originando as formas adultas.
A prevenção do amarelão consiste no uso de calçados, em cuidados higiênicos e na utilização
de instalações sanitárias adequadas.
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5. FILO ANELÍDEOS
Os anelídeos (do latim annelus, “anel”) englobam os vermes que se caracterizam por
apresentar corpo dividido em anéis.
Os anelídeos são encontrados no solo (minhocas), no mar (vermes
marinhos), ou como parasitas de vertebrados aquáticos, principalmente
de água doce (sanguessuga).
As minhocas são importantes para a agricultura, pois, vivendo em
solo úmido, cavam galerias que arejam a terra e distribuem a umidade.
Além disso, promovem a adubação natural do solo, uma vez que
trabalham a matéria orgânica em decomposição.
Nas minhocas, as trocas gasosas são feitas através da superfície do
corpo; a respiração é, portanto, cutânea.
Minhocas são como "arados naturais" - Ao se remexerem e
escavarem o solo, as minhocas ingerem porções de terra, e, assim,
decompõem e transformam resíduos orgânicos em húmus: um excelente
adubo para as plantas. Além disso, arejam a terra facilitando a penetração
de água e de raízes.
6. FILO MOLUSCOS
Os moluscos são o segundo maior grupo de animais em número de espécies (cerca de
100.000 espécies), sendo suplantado apenas pelos artrópodes. São invertebrados de corpo mole
e viscoso (do latim mollis= mole). A maioria possui concha calcária protetora, embora algumas
espécies, como as lesmas e os polvos, não a possuam. A grande maioria vive no mar, embora haja
algumas espécies terrestres e outras de água doce. Compreendem caramujos, caracóis, lesmas,
búzios, ostras, mexilhões, mariscos, lulas, polvos e outros menos conhecidos.
VERMINOSES: PROBLEMA QUE TÊM SOLUÇÃO
As doenças provocadas por esses animais, genericamente chamadas de verminoses, têm
grande importância socioeconômica em países como o Brasil, onde as condições precárias de
saneamento básico e moradia favorecem a sua transmissão, contribuindo, por exemplo, para a
baixa produtividade das pessoas afetadas. Nesse contexto é muito conhecida a figura do Jeca
Tatu, personagem idealizado por Monteiro Lobato: Jeca Tatu, um camponês brasileiro,
apresentava-se pálido, magro, fraco e debilitado para o trabalho em decorrência da
ancilostomose.
O problema de saúde pública no Brasil depende das condições socioeconômicas da população,
sobretudo nas regiões onde falta saneamento básico. Experiências em diversos países
demonstram que os serviços de saúde somente funcionam de maneira satisfatória quando há
uma relação de compromisso entre a sociedade, os profissionais de saúde e o governo. Para
tanto, é indispensável que o problema de saneamento básico no Brasil seja encarado com a
necessária seriedade e que os recursos financeiros exigidos sejam canalizados para este setor.
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Classificação dos moluscos:
Há três classes importantes de moluscos: Gastropoda, Bivalvia e Cephalopoda.
Classe Gastropoda
Os gastrópodes se caracterizam por terem o ventre achatado
servindo de pé, com formato palmilha de sapato (do grego gaster,
ventre e podos, pés). Corresponde ao maior grupo de moluscos,
marinhos, de água doce e de ambientes terrestres. A concha, quando
presente, tem formato helicoidal.
São os caramujos, caracóis e lesmas (sem concha).
Classe Bivalvia
Bivalves (duas metades de concha): também são encontrados
em água doce ou salgada. Sua concha possui duas partes que
encerram completamente o corpo do animal.
Os exemplos mais familiares são as ostras, os mexilhões e os
mariscos.
Os bivavos são os responsáveis pela produção das pérolas de
valor comercial. As pérolas são formadas pela deposição de nácar ao
redor de uma partícula estranha que penetra entre o manto e a concha.
Classe Cephalopoda
Classe Cephalopoda ("pés na cabeça"): moluscos sem concha
externa, que apresentam uma estrutura interna e uma morfologia
bastante diferentes dos demais. O pé dos cefalópodes é dividido em
tentáculos.
São o polvo, a lula, o náutilo e o calamar, animais exclusivamente
marinhos. Na lula, existem 10 tentáculos e no polvo, são 8 tentáculos.
Em cada tentáculo existe ventosas que aderem ao substrato, o que favorece a locomoção do polvo
sobre rochas. As ventosas também são úteis na apreensão do alimento que,depois, é conduzido
à boca pelos tentáculos.
7. FILO DOS ARTRÓPODES
O filo dos artrópodes (do grego arthros, articulação; podes, pés) constitui o mais vasto grupo
zoológico, abrigando espécies adaptadas para a vida no ar, na terra, em água doce e salgada.
Compreendem os insetos, como a mosca, a traça, o piolho; os crustáceos, como o camarão, siri,
a lagosta; os aracnídeos, como a aranha e o escorpião; os quilópodes, como a centopeia e os
diplópodes, como o embuá.
Os artrópodes possuem corpo segmentado, apêndices articulados (patas, antenas e palpos etc.) e
corpo coberto com exoesqueleto formado por uma substância resistente e impermeável, chamada
quitina.
Ao crescer, os artrópodes precisam abandonar o esqueleto velho, pequeno, e fabricar outro, maior.
Esse fenômeno é chamado muda ou ecdise e ocorre diversas vezes até cessar o crescimento na
fase adulta. As carapaças deixadas por ocasião das mudas são as exúvias (do latim exuviae,
"vestidos largados").
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Classe Insecta (Insetos)
Os insetos constituem a classe mais numerosa de artrópodes e mantém profundas relações
com o homem, benéficas ou não. Entre os prejuízos, há doenças transmitidas por algumas
espécies. Entre os benefícios, está a fabricação de mel e seda. Os principais representantes dessa
classe são os artrópodes que se encontram com mais facilidade no dia a dia: formiga, barata,
mosquito, borboleta, mosca, besouro, joaninha, abelha, gafanhoto, entre muitos outros.
O corpo dos insetos é segmentado e dividido em três
regiões: cabeça, tórax e abdome.
Os insetos são também chamados hexápodes, pois
possuem três pares de patas.
- Na cabeça encontra-se um par de antenas (animais
díceros), olhos e aparelho bucal. As antenas têm funções
táteis e olfativas.
Os insetos são os únicos artrópodes e os únicos
invertebrados capazes de voar.
Os insetos têm respiração traqueal, isto é, realizada
por traqueias, que são tubinhos que se abrem na parede do
abdômen (espiráculos) e se ramificam para o interior do corpo do animal. O ar penetra pelos
espiráculos e vai até os tecidos. A troca de gases é direta entre o tecido e o ar da traqueia. O sangue
não tem pigmento respiratório e não transporta gases. O gás carbônico sai pelo caminho inverso.
Os insetos são ovíparos. Em certas espécies de insetos, do ovo emerge um indivíduo muito
semelhante ao adulto; fala-se, nesse caso, em desenvolvimento direto. Em outros insetos, o
indivíduo que emerge do ovo difere do adulto; fala-se, então, em desenvolvimento indireto
(metamorfose).
Nos insetos com metamorfose incompleta, as formas jovens já têm alguma semelhança com
o adulto. A cada muda, a semelhança torna-se maior. Ex.: gafanhoto.
Nos insetos com metamorfose completa, do ovo eclode uma larva (forma jovem totalmente
diferente do adulto). A larva ingere grande quantidade de alimento e realizam mudas até originar a
pupa ou casulo. Essa forma é dotada de poucos movimentos e sofre profundas transformações,
que só terminam quando o inseto alcança a forma adulta.
Ex.: abelha, borboleta, mosca, besouro, etc.
Classe Crustácea (Crustáceos):
Os crustáceos são geralmente aquáticos (camarão, siri,
caranguejo, lagosta, etc.), com alguns representantes terrestres
como o tatuzinho-de-jardim.
Os crustáceos compreendem animais dotados de
exoesqueleto quitinoso impregnado, em geral, de sais de cálcio, o
que lhe oferece maior resistência. O corpo é dividido em cefalotórax
(cabeça e tórax fundidos em uma só peça) e abdômen. Não há um
número uniforme de patas, mas nos crustáceos superiores
(camarão, siri, lagosta, caranguejo, etc.) aparecem cinco pares de
patas (decápodes).
Os crustáceos são portadores de dois pares de antenas, ambos com funções sensoriais de
tato e olfato. Os crustáceos respiram através de brânquias, órgãos respiratórios adaptados ao meio
aquático.
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Classe Arachnida (Aracnídeos)
A classe dos aracnídeos inclui aranhas, escorpiões e carrapatos. Algumas espécies
peçonhentas de aranhas e escorpiões podem causar a
morte, principalmente de crianças pequenas. O número de
acidentes envolvendo o veneno desses animais é grande
no Brasil. Essa classe compreende artrópodes tipicamente
terrestres, incluindo aranhas, escorpiões e carrapatos. Seu
corpo é dividido em cefalotórax e abdômen. Presença de
quatro pares de patas. Ausência de antenas.
O corpo dos aracnídeos é dividido
em cefalotórax e abdome. Esses animais têm quatro
pares de patas e não possuem antenas. Apresentam um
par de pedipalpos (palpos), que são apêndices
sensoriais, e também um par de quelíceras, apêndices em
forma de pinça.
Classe Chilopoda (Quilópodes):
Os quilópodes são animais conhecidos
popularmente como centopeias ou lacraias. Têm o corpo
longo, cilíndrico, ligeiramente achatado, segmentado em
numerosos anéis, nos quais se prendem as patas
articuladas (um par de patas por segmento). Há um par
de antenas e um aparelho bucal adaptado para a
inoculação de veneno.
Classe Diplopoda (Diplópodes):
Como exemplo cita-se o piolho-de-cobra (embuá) que
apresenta corpo longo, cilíndrico, segmentado em vários anéis
onde se prendem as patas articuladas (dois pares de patas por
segmento). Não são animais venenosos.
8. FILO EQUINODERMOS
Os equinodermos constituem um grupo de animais
exclusivamente marinhos e de vida livre. Estão
representados pela estrela-do-mar, pepino-do-mar, ouriço-
do-mar, lírio-do-mar, serpente-do-mar, etc.
A palavra equinodermo (echinos=espinho; derma=pele)
foi empregada para este grupo de animais em função de uma
característica do grupo: a presença de espinhos na pele.
Esses espinhos são associados ao endoesqueleto calcário.
Esse esqueleto é formado por placas calcárias soldadas ou
articuladas e é recoberto por uma epiderme.
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ANIMAIS VERTEBRADOS
Os vertebrados (FILO CORDADOS) compreendem os peixes, anfíbios, répteis, aves e
mamíferos. Caracterizam-se pela presença de coluna vertebral e de crânio que lhes protege o
cérebro. Outras características adicionais são a presença de um sistema muscular geralmente
simétrico - a simetria bilateral é também uma característica dos vertebrados - e de um sistema
nervoso central, formado pelo cérebro e pela medula espinhal localizados dentro da parte central
do esqueleto (crânio e coluna vertebral).
Características e Classificação dos Cordados
Todo cordado apresenta, pelo menos em alguma fase de sua existência:
notocorda, situada ao longo do eixo mediano dorsal do animal;
um tubo nervoso localizado dorsalmente, acima da notocorda;
fendas situadas bilateralmente na faringe;
cauda pós-anal, primariamente importante para a propulsão no meio aquático. Dela, apenas
um vestígio - o cóccix, formado de um conjunto de vértebras pequenas no fim da coluna
vertebral - restou nos seres humanos.
1. Classe Peixes
São animais aquáticos, geralmente fusiformes e compreendem dois grandes grupos de acordo
com o tipo de esqueleto: condrictes (peixes cartilaginosos – tubarão, arraia...) e osteíctes (peixes
ósseo – lambari, salmão, sardinha...).
Características gerais:
Apresentam mandíbulas.
São pecilotérmicos, pois sua temperatura
corpórea varia em função da temperatura
ambiental.
Apresentam respiração branquial, sendo que
nos peixes ósseos as brânquias são recobertas
por uma placa chamada opérculo.
Ao lado do corpo possuem a linha lateral, que
tem função de perceber as vibrações e pressão
da água.
O sistema digestório é completo, sendo que pode terminar em ânus ou cloaca.
O coração possui duas cavidades – aurícula e ventrículo.
Seu corpo é recoberto por escamas, na maioria.
Os peixes ósseos possuem uma bolsa no interior do corpo denominada bexiga natatória.
Ela armazena ar, e tem função de permitir a flutuação do animal. Os peixes que não a
possuem são obrigados a nadar continuamente para que não afundem com seu próprio