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Podcast Disciplina: Integração de sistemas CAD / CAM / CNC / FMS Título do tema: Integração dos sistemas CAD / CAM Autoria: Charlie Hudson Turette Lopes Leitura crítica: GILLIAN DA SILVA CRESPO Abertura: Olá ouvinte! No podcast de hoje você aprenderá sobre a programação manual de uma peça a ser usinada em uma máquina CNC. Empresas que trabalham com usinagem de peças possuem vários tipos de equipamentos. São exemplos os tornos mecânicos, as fresadoras, as furadeiras, as retíficas, entre outros. São máquinas operatrizes nas quais o operador exerce comando em tempo integral em seus manípulos e comandos. Ou seja, todos os movimentos da máquina dependem da habilidade e do treinamento do operador. Quando partimos para as máquinas dotadas de Comando Numérico Computadorizado (CNC), veremos equipamentos que realizarão as mesmas operações de usinagem que as anteriormente citadas, porém com maior exatidão, repetibilidade, escalabilidade e podendo ainda conceber as formas geométricas mais complexas, tudo de maneira automatizada. Quando essas empresas recebem pedidos de clientes, é muito importante que o corpo técnico responsável conheça bem as operações de usinagem para que possa comprar a matéria-prima correta, na quantidade correta e talvez o mais importante, defina qual ou quais máquinas serão utilizadas para a manufatura do item. Se a peça for executada em uma máquina CNC, obrigatoriamente um programa deverá ser desenvolvido. Esse programa contém informações diversas, tais como o ponto de troca de ferramentas, que é um local seguro dentro da máquina para que as ferramentas se movam sem colisão com a peça ou partes do equipamento. Dentre outras características do processo de que usinagem serão inseridas têm-se: tipos de ferramentas, parâmetros de corte e, as coordenadas cartesianas que as ferramentas percorrerão. Se equipamento possuir dois eixos, como acontece nos tornos, essas coordenadas serão X e Y. Se o equipamento possuir três eixos, essas coordenadas serão X, Y e Z. Geralmente, peças de três dimensões apresentam perfis mais complexos, possuindo raios, curvas, chanfros, etc. Para essas peças, na maioria das vezes, os programadores optam por utilizar a programação da peça assistida por CAD/CAM, onde um desenho é primeiramente desenvolvido em software de CAD e, posteriormente, exportado para um software de CAM, onde serão definidas ferramentas, parâmetros de corte, geometrias e simulações. Já no caso dos tornos CNC, onde são executadas usinagens em duas dimensões (diâmetro e comprimento), em muitos casos os programadores preferem a programação manual, também conhecida como programação linha a linha, que acaba por gerar um processo com menor número de atividades devido à baixa complexidade das peças trabalhadas Mas como é realizada essa programação manual? Primeiramente, o programador avaliará o desenho técnico da peça, estudando as geometrias, o material empregado e quais serão as ferramentas necessárias para a manufatura daquela peça. Em seguida, ele preencherá o cabeçalho do programa, que contém várias informações, tais como a unidade de medida a ser utilizada (milímetro ou polegada), o tipo de coordenadas (absolutas ou incrementais), o tipo de avanço, valores de rotação, sentido de giro do eixo árvore (horário ou anti- horário). Conhecendo as configurações do equipamento e as características do material, chega o momento programar o caminho que cada ferramenta irá percorrer removendo material da peça. Todos os movimentos realizados pelas ferramentas serão definidos em cima de coordenadas cartesianas, baseadas no mapeamento de cada um dos vértices da peça (encontro entre arestas), que serão escritos nas linhas do programa com suas dimensões equivalentes. Embora seja um processo mais rápido, pois não demanda da utilização de softwares de CAD e CAM, esse tipo de abordagem não é aconselhado quando se está trabalhando com perfis de elevada complexidade. Fechamento: Este foi nosso podcast de hoje! Até a próxima!