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Casca de soja Gérmen de milho Polpa cítrica Raspa de mandioca. andré Felipe, Felipe Gomes, Ian Trindade e Nara Mycelle. Alimentos alternativos Docente: Marcelo Marcondes de godoy VERDES CLASSIFICAÇÃO Casca de soja É um subproduto do soja; Separado durante o processo de extração do óleo da oleaginosa; Representa cerca de 3 a 8% do peso do grão; É considerado intermediário entre volumosos e concentrados; 74% 90% 14% NDT FDN Digestibilidade PB Lignina2% Casca de soja Rego (2019). Se trata de um suplemento energético; Rica em fibra e tem alta digestibilidade; Representa até 80% do valor energético do milho em grão e fornece um teor de fibra superior ao do milho. Weise (2016). Casca de soja Casca de soja Quadro: Comparação dos valores nutricionais entre o milho em grão e casca de soja. Fonte: Rostagno (2017); Goes (2013). Quadro: Valores médios da composição bromatológica da casca de soja com pesquisa de diferentes autores.Casca de soja Bovinos Vacas leiteiras 3,5 a 5,5kg/vaca/dia. teores de Ca e Mg*. Goes et al. (2013) Novilhos nelore substituição de 70% do milho moído por casca de soja. Weise (2016) Bezerros desaleitados CS incluída em até 45% nas rações concentradas. Gomes et al. (2012). até 20% da MS total da ração; teor de lipídeos não pode ultrapassar dos 5%. recomendação Casca de soja - recomendação Suínos em crescimento Casca de soja - a inclusão de até 16% de CS moída. Quadros et al. (2008) Codornas poedeiras Duarte et al. (2013) até 20% sem afetar o desempenho produtivo. Frangos de corte até 4% de CS na ração pode ser utilizada como fonte de fibra. Filho (2022) recomendação Coelhos em crescimento Casca de soja - em até 100%, como substituto do feno de alfafa. Klinger et al. (2015) Ovinos Santa Inês Rego (2019) machos não castrados - até 24% na dieta. Substituição do fubá de milho borregas - até 37,5% da MS da dieta. borregos - até 33,7% da MS na dieta. Substituição - capim coast-cross. ovelhas - inclusão de 54% de CS na MS da ração. FATORES ANTINUTRICIONAIS Inibidor de tripsina encontrado na soja; Interfere na digestão de proteínas; Causa crescimento retardado, hipertrofia pancreática. Controle - tostagem da casca SOJINA Enzima que interfere na hidrólise da ureia do rumén; Produção de amônia; Aumento o pH ruminal. Controle - tratamentos térmicos na CS. URÉASE Casca de soja Subproduto do milho; É considerado uma fonte energética; Rico em lipídeos e proteínas do que em carboidratos. Moagem: Via seca Via úmida gérmen de milho Garcia (2020). LIPÍDEOS 83 MINERAIS 78 AÇÚCARES 70 PROTEÍNAS 26 gérmen de milho Lopes (2018) Classificado em: Integral - obtido a partir do grão de milho inteiro. Desengordurado - processo de extração de oléo do GMI (Gérmen de milho integral). gérmen de milho gérmen de milho (Arquivo pessoal, 2024). Quadro: Valores médios da composição bromatológica do gérmen de milho desengordurado e integral. Frangos de corte Poedeiras leves pode compor até 30% da dieta, com GMD Lopes (2018) Suínos pode ser incluído em até 30%, GMD fase crescimento e terminação. Recomenda-se a inclusão de até 11,8% - GIM Pode ser usado até 20% nas dietas de frangos de corte. recomendaçãogérmen de milho - Oliveira (2018) Soares et al. (2004) Brunelli et al. (2012) *Ac. fítico. Vacas leiteiras substituição de 100% do milho triturado pelo GIM. Araújo (2012) Nelores confinados substituição parcial do milho da dieta por GM em até 70%. recomendaçãogérmen de milho - Ezequiel et al. (2006) **Teor lipídico - gordura insaturada. TANINO FATORES ANTINUTRICIONAIS Os fitatos podem se ligar a minerais como cálcio, ferro, zinco e magnésio, formando complexos insolúveis, o que reduz a biodisponibilidade desses minerais para absorção pelo organismo (Araújo, 2012). FITATO Eles podem se ligar a proteínas e carboidratos, reduzindo a digestibilidade desses nutrientes. Além disso, os taninos podem interferir na atividade de enzimas digestivas e na absorção de alguns minerais. GÉRMEN DE MILHO Subproduto sólido gerado na indústria após o processo de extração do suco de frutas frescas por meio da prensagem; Alimento energético; Valor energético que supera os 80% do milho e abundante em açúcares solúveis (25% da MS); POLPA CÍTRICA POLPA CÍTRICA Formas: POLPA CÍTRICA Polpa ci´trica peletizada(PCP). Polpa cítrica desidratada (PCD). Polpa cítrica in natura. Frangos de corte Coelhos para coelhos em crescimento é de 18,50% o nível de inclusão. Codornas A inclusão de até 6% de polpa cítrica nas dietas não resultou efeitos adversos. Até 15 % de inclusão. maior peso final, rendimento de coxa e sobrecoxa, e uma maior percentagem de gordura abdominal. Vargas (2019) Castlilha et al. (2018) POLPA CÍTRICA - RECOMENDAÇÃO Vargas (2019) Bovinos confinados Borregas PCP quando incluída em até 46% da matéria seca (MS) apresenta equivalência nutricional ao milho. Ovinos 50% de inclusão em substituição à silagem de grão de milho. melhora as condições ruminais e a síntese de proteína microbiana Até 50% da matéria seca do concentrado. Substituição integral do milho Santos (2018) Neves (2021) Gomes (2016) POLPA CÍTRICA - RECOMENDAÇÃO ANTINUTRICIONAIS FATORES Irritação o trato gastrointestinal e diminuir a palatabilidade da ração. Aumenta a viscosidade do conteúdo intestinal e reduz a absorção de nutrientes. Limoneno Linalol Pectina ÓLEOS ESSENCIAIS **Os suínos e aves são mais sensíveis aos óleos essenciais. (Gomes, 2016) A raspa de mandioca consiste na combinação da polpa e da casca da raiz; A mistura é então picada e exposta ao sol até atingir cerca de 14% de umidade; [ ] de ácido cianídrico. Raspa de Mandioca Teor de amido; Não possui matriz proteica nos grânulos de amido. Raspa de Mandioca Seu uso em substituição do milho possibilitam equilibrar disponibilidade de amido e proteína no rúmen, melhorando a fermentação ruminal e a eficiência microbiana (Lourençon, 2015). em comparação ao milho: A inclusão de raspa de mandioca na dieta de bovinos em até 30% da matéria seca pode substituir parcialmente o milho, sem efeitos negativos sobre o desempenho animal (Santos et al., 2015). A inclusão de raspa de mandioca deve ser acompanhada de suplementação proteica para equilibrar a dieta e assegurar o crescimento e a produção adequados dos bovinos (Oliveira et al., 2017). Vacas se alimentando de raspa de mandioca. Fonte: Portal Embrapa. Raspa de Mandioca - recomendação Para suínos até 15 dias a raspa de mandioca pode ser utilizada na ração até 40%. Nas fases de crescimento e engorda, a raspa de mandioca pode substituir completamente qualquer fonte energética na dieta dos suínos. (Silva, 2021). Adição de uma fonte de metionina. Raspa de Mandioca - recomendação Para frangos é recomendado até o nível de 6,77% de inclusão de raspa de mandioca. Até 30% de RM na dieta de frangos de crescimento lento demonstrou melhorar significativamente as características de coloração da pele e carne dos cortes (Lima, 2019). Raspa de Mandioca - recomendação É indicado a inclusão de até 12% de raspa de mandioca na ração de codornas em fase de postura (Pereira, 2016) e (Lima, 2023). Níveis elevados (18% e 24%) em codornas de postura resultam em aumento do consumo de ração e redução do peso dos ovos (Pereira, 2016). Raspa de Mandioca - recomendação ANTINUTRICIONAIS FATORES Ácido cianídrico (HCN) - capaz de inibir a atividade das enzimas da cadeia respiratória. Monogástrios são mais sensíveis ao HCN - altos teores de ácido cianídrico serão absorvidos em excesso no intestino, levando a queda no desempenho ou morte por intoxicação (Silva, 2021). quando hidrolisados por ácidos ou enzimas, liberam acetona, açúcar e ácido cianídrico. Linamarina Lotoaustralina GLICOSÍDEOS CIANOGÊNICOS (Silva, 2021). Suplemento energético para ruminantes, suínos, aves e coelhos; controle desojina e uréase necessário. Alta digestibilidade e valor energético; benefícios para várias espécies, com atenção aos óleos essenciais e pectinas. Alta energia e digestibilidade; processamento essencial para remover ácido cianídrico. Rico em proteínas e energia; adequado para aves, suínos e bovinos, considerando fitatos e taninos. Conclusões do Estudo BENEFÍCIOS DO USO VIABILIDADE ECONÔMICA BOA EFICIÊNCIA NUTRICIONAL REDUÇÃO DE CUSTOS OTIMIZAÇÃO DA PRODUÇÃO ANIMAL Conclusões do Estudo Remover toxinas e controlar fatores antinutricionais; Balanceamento adequado. Verificar níveis máximos de inclusão permitidos para cada espécie. Conclusões do Estudo Cuidados a serem tomados OBRIGADO PELA ATENÇÃO! andre.teixeira@estudante.ifgoiano.edu.br felipe.pires@estudante.ifgoiano.edu.br ian.trindade@estudante.ifgoiano.edu.br kawany.kevelyn@estudante.ifgoiano.edu.br nara.oliveira@estudante.ifgoiano.edu.br