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Mecânica dos Sólidos Curso de Engenharia Mecânica Empresarial Universidade Federal do Rio Grande Escola de Engenharia 1/52 TENSÃOTENSÃO Mecânica dos Sólidos Curso de Engenharia Mecânica Empresarial Universidade Federal do Rio Grande Escola de Engenharia 2/52 Faremos uma revisão dos princípios importantes da estática e mostraremos como eles são usados para determinar os esforços internos em um corpo. Objetivos:Objetivos: Além disso, apresentaremos os conceitos de tensão normal, tensão de cisalhamento e tensão admissível. Mecânica dos Sólidos Curso de Engenharia Mecânica Empresarial Universidade Federal do Rio Grande Escola de Engenharia 3/52 1.1 Introdução 1.2 Equilíbrio de um Corpo Deformável 1.3 Tensão 1.4 Tensão Normal Média 1.5 Tensão de Cisalhamento Média 1.6 Tensão Admissível Mecânica dos Sólidos Curso de Engenharia Mecânica Empresarial Universidade Federal do Rio Grande Escola de Engenharia 4/52 1.1 Introdução Mecânica dos Corpos Rígidos Estática Cinemática Dinâmica É uma ciência física aplicada que trata do estudo das forças e dos movimentos Mecânica dos Corpos Deformáveis Mecânica dos Fluidos Mecânica dos Sólidos Fluidos Incompressíveis Fluidos Compressíveis MECÂNICA Mecânica dos Sólidos Curso de Engenharia Mecânica Empresarial Universidade Federal do Rio Grande Escola de Engenharia 5/52 A Resistência dos Materiais é um ramo da Mecânica que estuda as relações entre cargas externas aplicadas a um corpo deformável e a intensidade das forças interna s que atuam dentro do corpo (Hibbeler, 2004). A Mecânica dos Materiais é um ramo da Mecânica que lida com o comportamento dos corpos sólidos sujeito s a lida com o comportamento dos corpos sólidos sujeito s a diversos tipos de carregamentos. Tem como finalidad e determinar tensões, deformações e deslocamentos nas estruturas e em seus componentes (Gere, 2003). A Mecânica dos Sólidos tem como objetivo principal fornecer ao engenheiro os meios que possibilitam an alisar e projetar máquinas e estruturas (Beer e Johnston, 1982). Mecânica dos Sólidos Curso de Engenharia Mecânica Empresarial Universidade Federal do Rio Grande Escola de Engenharia 6/52 No projeto de qualquer estrutura ou máquina, em primeiro lugar, é necessário usar os princípios da estática para determinar as forças que agem sobre os vários elementos e em seu interior. O tamanho dos elementos, sua deflexão e estabilidade dependem não só das forças internas, mas também do tipo de material de que são feitos. Assim, conhecer o comportamento do materialcomportamento do material é fundamental na disciplina de Resistência dos Materiais. Mecânica dos Sólidos Curso de Engenharia Mecânica Empresarial Universidade Federal do Rio Grande Escola de Engenharia 7/52 1.2 Equilíbrio de um Corpo Deformável Para um corpo em equilíbrio estático, as forças e momentos externos são anulados e não produzem nenhum movimento de translação ou rotação no corpo. A condição necessária e suficiente para o equilíbrio estático de um corpo é que a força resultante e o momento resultante de ( )∑ ∑ ∑ =×= = 0 0 FrM F o � � � � Equações de Equilíbrio:Equações de Equilíbrio: momento resultante de todas forças externas formem um sistema equivalente a zero. Mecânica dos Sólidos Curso de Engenharia Mecânica Empresarial Universidade Federal do Rio Grande Escola de Engenharia 8/52 Para estruturas tridimensionais, o equilíbrio estát ico é verificado se decompormos as duas equações de equilíbrio segundo 3 eixos cartesianos ortogonais, resultando em 6 equações de equilíbrio. = = = = = = ∑ ∑ ∑ ∑ ∑ ∑ 0 0 0 0 0 0 z y x z y x M M M F F F Mecânica dos Sólidos Curso de Engenharia Mecânica Empresarial Universidade Federal do Rio Grande Escola de Engenharia 9/52 Oz yx z MM MM F = == = 0 0 E, em estruturas bidimensionais, se todas as forças e momentos atuam no plano da estrutura, então: ∑ ∑ ∑ = = = 0 0 0 A y x M F F Sendo A um ponto qualquer no plano da estrutura. Assim as equações de equilíbrio ficam reduzidas a: Mecânica dos Sólidos Curso de Engenharia Mecânica Empresarial Universidade Federal do Rio Grande Escola de Engenharia 10/52 Tipos de apoios em uma estrutura plana Apoio do 1º gênero Apoio equivalente a uma força (reação) com linha de ação definida. Mecânica dos Sólidos Curso de Engenharia Mecânica Empresarial Universidade Federal do Rio Grande Escola de Engenharia 11/52 Balancim de ponte: apoio do 1º gêneroBalancim de ponte: apoio do 1º gênero Mecânica dos Sólidos Curso de Engenharia Mecânica Empresarial Universidade Federal do Rio Grande Escola de Engenharia 12/52 Roletes de ponte: apoio do 1º gêneroRoletes de ponte: apoio do 1º gênero Mecânica dos Sólidos Curso de Engenharia Mecânica Empresarial Universidade Federal do Rio Grande Escola de Engenharia 13/52 Apoio equivalente a uma força (reação) com direção desconhecida . Apoio do 2º gênero Mecânica dos Sólidos Curso de Engenharia Mecânica Empresarial Universidade Federal do Rio Grande Escola de Engenharia 14/52 Vinculação de uma pá de retroescavadeira:Vinculação de uma pá de retroescavadeira: apoio do 2º gênero ou rótulaapoio do 2º gênero ou rótula Mecânica dos Sólidos Curso de Engenharia Mecânica Empresarial Universidade Federal do Rio Grande Escola de Engenharia 15/52 Apoio rotulado em ponte:Apoio rotulado em ponte: apoio do 2º gênero ou rótulaapoio do 2º gênero ou rótula Mecânica dos Sólidos Curso de Engenharia Mecânica Empresarial Universidade Federal do Rio Grande Escola de Engenharia 16/52 Apoio equivalente a uma força (reação) de direção desconhecida e um momento . Apoio do 3º gênero ou engaste Mecânica dos Sólidos Curso de Engenharia Mecânica Empresarial Universidade Federal do Rio Grande Escola de Engenharia 17/52 Fixação de uma estrutura: apoio do 3º gênero ou enga steFixação de uma estrutura: apoio do 3º gênero ou enga ste Mecânica dos Sólidos Curso de Engenharia Mecânica Empresarial Universidade Federal do Rio Grande Escola de Engenharia 18/52 Cabe destacar que a aplicação correta das equações de equilíbrio exige a especificação completa de todas as forças conhecidas ou desconhecidas que agem sobre o corpo. A melhor maneira de levar em conta essas forças é desenhar o diagrama de corpo livre do elemento estrutural.corpo livre do elemento estrutural. Mecânica dos Sólidos Curso de Engenharia Mecânica Empresarial Universidade Federal do Rio Grande Escola de Engenharia 19/52 Esforços Internos Os esforços internos são as forças e momentos necessários para manter a integridade manter a integridade de um corpo que está submetido a um conjunto de forças externas. Mecânica dos Sólidos Curso de Engenharia Mecânica Empresarial Universidade Federal do Rio Grande Escola de Engenharia 20/52 Método das Seções Para obtermos as solicitações internas que agem sobre uma determinada região no interior de um corpo, é interior de um corpo, é necessário aplicarmos o Método das Seções. Mecânica dos Sólidos Curso de Engenharia Mecânica Empresarial Universidade Federal do Rio Grande Escola de Engenharia 21/52 1) Desenhar um diagrama de corpo livre da estrutura. 2) Incluir todas as forças externas. 3) Incluir todas as reações de apoio . 4) Dividir a estrutura em duas partes através de um plano (seção). Mecânica dos Sólidos Curso de Engenharia Mecânica Empresarial Universidade Federal do Rio Grande Escola de Engenharia 22/52 5) Tomar isoladamente uma das partes da estrutura. 6) No plano da Essas forças representam os efeitos do material da parte superior do corpo atuando sobre o material adjacente da parte inferior. 6) No plano da seção deverão surgir forças que mantenham a parte isolada da estrutura em equilíbrio . Mecânica dos Sólidos Curso de Engenharia Mecânica Empresarial Universidade Federaldo Rio Grande Escola de Engenharia 23/52 7) Calcular a força resultante e o momento resultante, em relação ao centróide da seção, das forças necessárias para manter a parte isolada do ( )∑ ∑ ∑ =×= = 0 0 FrM F o � � � � manter a parte isolada do corpo em equilíbrio. 8) Aplicar as equações de equilíbrio à parte do corpo que foi isolada. Mecânica dos Sólidos Curso de Engenharia Mecânica Empresarial Universidade Federal do Rio Grande Escola de Engenharia 24/52 9) Decompor a força resultante e o momento resultante segundo as direções normal e tangencial ao plano da seção plano da seção transversal. Mecânica dos Sólidos Curso de Engenharia Mecânica Empresarial Universidade Federal do Rio Grande Escola de Engenharia 25/52 Esforços Internos Simples Esforço normal N : é uma força que atua perperdicularmente ao plano da seção e segundo o eixo da estrutura. Surge quando as forças externas tendem a empurrar ou puxar as duas partes do corpo. Momento torsor T : é um momento cujo eixo de atuação é perpendicular ao plano da seção. Surge quando as cargas externas tendem a torcer uma parte do corpo em relação à outra. Momento fletor M : é um momento cujo eixo de atuação encontra-se contido no plano da seção. Surge quando as cargas externas tendem a fletir o corpo em relação a esse eixo. Esforço cortante V : é uma força de corte que atua no próprio plano da seção. Surge quando as cargas externas tendem a provocar o deslizamento das duas partes do corpo. Mecânica dos Sólidos Curso de Engenharia Mecânica Empresarial Universidade Federal do Rio Grande Escola de Engenharia 26/52 Estrutura contida em um Plano xoy: Cargas Coplanare s Se a estrutura e o carregamento estiverem contidos em um único plano, podemos aplicar também o Método das Seções. Basta secionar a estrutura e aplicar as equações de equilíbrio bidimensionais. = = = ∑ ∑ ∑ 0 0 0 O y x M F F equações de equilíbrio bidimensionais. Mecânica dos Sólidos Curso de Engenharia Mecânica Empresarial Universidade Federal do Rio Grande Escola de Engenharia 27/52 Esforços simples no Plano xoy Mecânica dos Sólidos Curso de Engenharia Mecânica Empresarial Universidade Federal do Rio Grande Escola de Engenharia 28/52 1.3 Tensão O efeito que um lado da seção exerce sobre o outro pode ser reduzido a uma força resultante e a um momento resultante aplicados no centróide da seção. Porém a interação entre os dois lados da seção transversal não ocorre apenas no ponto do centróide. Mecânica dos Sólidos Curso de Engenharia Mecânica Empresarial Universidade Federal do Rio Grande Escola de Engenharia 29/52 Para isso consideramos um elemento de área É necessário, então, determinarmos como acontece essa interação entre os dois lados da seção, ponto a ponto. elemento de área ∆∆∆∆A muito pequeno. Sobre este elemento de área atua apenas uma força elementar ∆∆∆∆F. A força ∆∆∆∆F pode ser decomposta em ∆∆∆∆Fx, ∆∆∆∆Fy, e ∆∆∆∆Fz. Mecânica dos Sólidos Curso de Engenharia Mecânica Empresarial Universidade Federal do Rio Grande Escola de Engenharia 30/52 Tensão normal: é a força por unidade de área que atua no sentido perpendicular à ∆A. lim ZFσ ∆ = Tensão de cisalhamento: é a força por unidade de área que atua tangente à ∆A. 0 lim x zx A F A τ ∆ → ∆ = ∆ Surge então o conceito de Tensão: 0 lim Z z A F A σ ∆ → ∆ = ∆ Se a força normal “puxa” o elemento ∆A, temos uma tensão de traçãotensão de tração . Se a força normal “empurra” o elemento ∆A, temos uma tensão tensão de compressãode compressão . 0A A∆ → ∆ 0 lim y zy A F A τ ∆ → ∆ = ∆ O eixo z especifica a orientação da área, enquanto x e y referem- se às retas de direção das tensões de cisalhamento. Mecânica dos Sólidos Curso de Engenharia Mecânica Empresarial Universidade Federal do Rio Grande Escola de Engenharia 31/52 Estado Geral de Tensão Se o corpo for também secionado por planos paralelos ao plano x-z e ao plano y-z, podemos cortar um elemento cúbico do volume do material. Esse elemento cúbico representa o estado de tensão no ponto analisado. Mecânica dos Sólidos Curso de Engenharia Mecânica Empresarial Universidade Federal do Rio Grande Escola de Engenharia 32/52 Esse estado de tensão é então caracterizado pelos três componentes que atuam em cada face do elemento . Estado Geral de TensãoEstado Geral de Tensão Mecânica dos Sólidos Curso de Engenharia Mecânica Empresarial Universidade Federal do Rio Grande Escola de Engenharia 33/52 Nas faces opostas do cubo existem tensões normais d e mesmo módulo e sentido oposto, por equilíbrio de fo rças. Mecânica dos Sólidos Curso de Engenharia Mecânica Empresarial Universidade Federal do Rio Grande Escola de Engenharia 34/52 E, nas faces adjacentes do cubo existem tensões tangenciais de mesmo módulo e sentido oposto, por equilíbrio de momentos. Mecânica dos Sólidos Curso de Engenharia Mecânica Empresarial Universidade Federal do Rio Grande Escola de Engenharia 35/52 Portanto, são necessárias apenas 6 componentes de tensão para definir o estado geral de tensão em um ponto. Tensor de tensões simétrico: Mecânica dos Sólidos Curso de Engenharia Mecânica Empresarial Universidade Federal do Rio Grande Escola de Engenharia 36/52 Felizmente, na prática, muitos problemas podem ser reduzidos a um estado plano de tensões. Mecânica dos Sólidos Curso de Engenharia Mecânica Empresarial Universidade Federal do Rio Grande Escola de Engenharia 37/52 Com isso, é necessário Com isso, é necessário determinar apenas 3 determinar apenas 3 componentes de tensão:componentes de tensão: No estado plano de tensões as componentes fora do plano são todas nulas. = yxy xyx στ τσ T componentes de tensão:componentes de tensão: Mecânica dos Sólidos Curso de Engenharia Mecânica Empresarial Universidade Federal do Rio Grande Escola de Engenharia 38/52 Unidades A unidade de tensão no Sistema Internacional de Uni dades (SI) é o Newton por metro quadrado (N/m²), ou Pasca l (Pa). = 21 1Pa N m=1 1Pa N m O Pascal é uma unidade pequena para medir tensões e m Engenharia. Na prática usam -se múltiplos do Pascal: kPa = 103 Pa (quilopascal) MPa = 106 Pa (megapascal) GPa = 109 Pa (gigapascal) Observação: 6 2 6 2 2 1 1 10 1 10 N N N MPa mm m m−= = = Mecânica dos Sólidos Curso de Engenharia Mecânica Empresarial Universidade Federal do Rio Grande Escola de Engenharia 39/52 Já no Sistema Inglês de Unidades, a tensão é especificada por: libra por polegada quadrada: psi (pound per square inch) 2 lb psi in = 1 psi = 0,006895 MPa 1 ksi =6,895 MPa Conversão de unidades! quilolibra por polegada quadrada: ksi (kilopound per square inch) 1000ksi psi= Mecânica dos Sólidos Curso de Engenharia Mecânica Empresarial Universidade Federal do Rio Grande Escola de Engenharia 40/52 1.4 Tensão Normal Média Frequentemente, elementos estruturais ou mecânicos são compridos e delgados. Além disso, estão sujeitos a cargas axiais que em geral estão aplicadas nas extremidades do elemento. Aqui, discutiremos a distribuição de tensão média que atua na seção transversal de elementos submetidos a solicitações axiais. Mecânica dos Sólidos Curso de Engenharia Mecânica Empresarial Universidade Federal do Rio Grande Escola de Engenharia 41/52 Para isso, é necessário considerarmos duas Hipóteses Simplificadoras: “A barra deve permanecer reta antes e “A barra deve permanecer reta antes e depois da aplicação da carga e, além depois da aplicação da carga e, além disso, sua seção transversal deve disso, sua seção transversal deve permanecer plana durante a deformação permanecer plana durante a deformação (mudança de volume e forma).”(mudança de volume e forma).”(mudança de volume e forma).”(mudança de volume e forma).” Será analisada a região central da barra, evitando as regiões próximas às cargasaplicadas. Então, linhas horizontais e verticais deformam -se uniformemente quando a barra está submetida ao carregamento P. Mecânica dos Sólidos Curso de Engenharia Mecânica Empresarial Universidade Federal do Rio Grande Escola de Engenharia 42/52 “Para que a barra sofra uma “Para que a barra sofra uma deformação uniformedeformação uniforme , considera, considera--se se que a carga que a carga PP seja aplicada ao longo seja aplicada ao longo do eixo centróide da seção do eixo centróide da seção transversal e que o material seja transversal e que o material seja homogêneo e isotrópico.”homogêneo e isotrópico.” Material homogêneo →→→→→→→→ possui as mesmas propriedades físicas e mecânicas em todo o seu volume. Material isotrópico →→→→→→→→ possui as mesmas propriedades físicas e mecânicas em todas as direções. Mecânica dos Sólidos Curso de Engenharia Mecânica Empresarial Universidade Federal do Rio Grande Escola de Engenharia 43/52 A barra está submetida a uma deformação uniforme constante Resultado de uma tensão normal constante P A σ = σ →→→→ tensão normal média Portanto: σ →→→→ tensão normal média em qualquer ponto da área da seção transversal; P →→→→ resultante da força normal interna, aplicada no centróide da área da seção transversal; A →→→→ área da seção transversal da barra. Mecânica dos Sólidos Curso de Engenharia Mecânica Empresarial Universidade Federal do Rio Grande Escola de Engenharia 44/52 1.5 Tensão de Cisalhamento Média Já para discutirmos a tensão de cisalhamento média, vamos considerar que os apoios são rígidos e que a carga F é suficientemente grande para provocar deformação e falha da provocar deformação e falha da barra ao longo dos planos AB e CD. O diagrama de corpo livre do segmento central não apoiado da barra indica que a força de cisalhamento V = F/2 deve ser aplicada em cada seção para manter o segmento em equilíbrio. Mecânica dos Sólidos Curso de Engenharia Mecânica Empresarial Universidade Federal do Rio Grande Escola de Engenharia 45/52 Assim, a tensão de Assim, a tensão de cisalhamento média cisalhamento média distribuída sobre cada área distribuída sobre cada área secionada é definida por:secionada é definida por: med V A τ =med A τ = ττττmed →→→→ tensão de cisalhamento média na seção, que se supõe ser a mesma em cada ponto da seção; V →→→→ resultante interna da força de cisalhamento na seção, determinada pelas equações de equilíbrio; A →→→→ área da seção transversal. Mecânica dos Sólidos Curso de Engenharia Mecânica Empresarial Universidade Federal do Rio Grande Escola de Engenharia 46/52 Tipos de Cisalhamento Cisalhamento Simples – considerando as juntas sobrepostas de aço (a) e madeira (c) e os diagramas de corpo livre (b) e (d), a área de seção Na prática, existem dois tipos de cisalhamento que merecem destaque: diagramas de corpo livre (b) e (d), a área de seção transversal do parafuso e a superfície de fixação entre os elementos estão submetidas apenas a uma força de cisalhamento simples V = F. Mecânica dos Sólidos Curso de Engenharia Mecânica Empresarial Universidade Federal do Rio Grande Escola de Engenharia 47/52 Conexão parafusada na qual o parafuso é submetido a cisalhamento simples. Mecânica dos Sólidos Curso de Engenharia Mecânica Empresarial Universidade Federal do Rio Grande Escola de Engenharia 48/52 Cisalhamento Duplo – considerando as juntas de dupla sobreposição de aço (a) e madeira (c) e os diagramas de corpo livre (b) e (d), temos uma condição de cisalhamento duplo . Por consequência, V = F/2 atua em cada área secionada. Mecânica dos Sólidos Curso de Engenharia Mecânica Empresarial Universidade Federal do Rio Grande Escola de Engenharia 49/52 Conexão parafusada na qual o parafuso é submetido a cisalhamento duplo. Mecânica dos Sólidos Curso de Engenharia Mecânica Empresarial Universidade Federal do Rio Grande Escola de Engenharia 50/52 1.6 Tensão Admissível O engenheiro responsável pelo projeto de elementos estruturais ou mecânicos deve restringir a tensão do material a um nível seguro. Tensão Tensão AdmissívelAdmissível Para garantir a segurança, é necessário escolher uma tensão admissível que limite a carga aplicada a um valor menor do que a carga que possa levar o elemento à ruptura. Mecânica dos Sólidos Curso de Engenharia Mecânica Empresarial Universidade Federal do Rio Grande Escola de Engenharia 51/52 Um dos métodos para especificar a carga de projeto de um elemento é usar um número denominado Fator de Segurança ( F.S.). . . rup adm F F S F = Frup →→→→ carga de ruptura do material, obtida através de testes experimentais Fadm →→→→ carga admissível Mecânica dos Sólidos Curso de Engenharia Mecânica Empresarial Universidade Federal do Rio Grande Escola de Engenharia 52/52 Se a carga aplicada ao elemento for relacionada lin earmente à tensão desenvolvida no interior do elemento, como n o caso da tensão normal média e da tensão de cisalhamento média . P A σ = med V A τ = É possível expressar o F.S. como a relação entre a tensão de ruptura e a tensão admissível: . . rup adm F S σ σ = . . rup adm F S τ τ =