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FENÔMENOS DE TRANSPORTE I Doutora em Ciência e Tecnologia de Alimentos (UEPG) Mestre em Ciência e Tecnologia de Alimentos (UEPG) MBA em Gestão Empresarial (UNINTER) Engenheira de Alimentos (UEPG) Tecnologia em Alimentos (UTFPR) EMENTA • Propriedades dos Fluidos • Estática dos Fluidos • Movimento dos Fluidos – Cinemática e Dinâmica • Escoamento em regime laminar e turbulento • Escoamento interno e externo • Escoamento dos fluidos por meio de sólidos particulados • Transporte e agitação dos fluidos Limitado por uma superfície (espaço confinado) Escoamento externo: sobre uma superfície Geometria principal: cilíndrica (dutos) Força motriz do escoamento: diferença de P Suportam maiores diferenças de P entre o interior e exterior sem sofrer distorção Bastante utilizado para dutos de ar condicionado Não há grande diferença de P entre lado interno e externo! Área de seção transversal: O escoamento interno pode ser forçado por ventilador ou bomba Queda de P e perda de carga são influenciadas pelo atrito A queda de P é usada para determinar a potência de bombeamento Rugosidade, tipo de escoamento Perda de Carga Altura adicional a que o fluido precisa ser elevado por uma bomba para suprir as perdas por atrito do tubo Depende: - Propriedades do fluido (viscosidade, densidade) - Propriedades do escoamento (Laminar, turbulento, velocidade média) - Propriedades dos tubos (geometria, comprimento, D, seção transversal, rugosidade) - Outros componentes da tubulação (conexões, válvulas, tipos de entrada e saída) material Como se dá o perfil de velocidades ? P1 P2 P1 > P2 Como se dá o perfil de velocidades ? Condição de não escorregamento na superfície (v = 0) e desaceleração progressiva das camadas adjacentes devido à viscosidade Velocidade na seção média começa a aumentar (compensa para manter vazão em massa constante! Como se dá o perfil de velocidades ? Camada Limite: Onde os efeitos das forças de cisalhamento viscosas são sentidas Região de escoamento irrotacional (central): efeitos de atrito são desprezíveis e velocidade permanece constante na direção radial Como se dá o perfil de velocidades ? Região da entrada do tubo até o ponto no qual o perfil de velocidade não irá mudar mais Comprimento da entrada Lh Escoamento hidrodinâmico em desenvolvimento Região onde o perfil de velocidade não irá mudar mais, permanece constante Escoamento hidrodinâmico completamente desenvolvido Qual é o Comprimento característico de entrada hidrodinâmica (Lh)? Laminar Lh = distância da entrada do tubo até onde a tensão de cisalhamento da parede chega aproximadamente a 2% do valor completamente desenvolvido Turbulento Como o L é muito maior que o Lh: Mas quando o comprimento não é > Como se dá o perfil de velocidades ? Variação da velocidade em relação ao comprimento do tubo é 0, não varia com relação a x, permanece constante em cada posição analisada! A velocidade varia com o raio! Cisalhamento também não varia, já que o perfil de velocidades não muda! O que ocorre na Região de Entrada? Como há desaceleração do fluxo na entrada, há > tensão de cisalhamento e > queda de pressão. Tensão de cisalhamento Já não há mais desaceleração, perfil de velocidade constante! Como a velocidade varia em uma seção transversal ? Perfil de velocidades: depende da condição de não escorregamento Velocidade média Centro: v = máx Paredes: v = 0 Constante se o escoamento for incompressível e área constante Mais fácil de trabalhar! Como a velocidade varia em uma seção transversal ? Considerações adotadas: Escoamento estacionário, completamente desenvolvido Perfil de velocidade constante Não há aceleração Fluido incompressível Tubo circular reto Velocidade axial (→) constante (mesma linha de corrente) Não há movimentação do fluido na direção radial Como calcular a velocidade média ? Princípio de Conservação da Massa Como calcular a velocidade média ? Princípio de Conservação da Massa Como calcular a velocidade média ? Princípio de Conservação da Massa Isolando vméd A vméd de escoamento em um tubo circular (raio R), com perfil de velocidade na direção r, pode ser expressa por: Ast = π . r² Como é a diferencial=2 π . r . dr (é só derivar π . r² = 2 π . r . dr... Como calcular a velocidade média ? Princípio de Conservação da Massa Escoamento incompressível Tubo circular Escoamento incompressível Como calcular a velocidade média ? Princípio de Conservação da Massa Perfil de velocidade medida experimentalmente Como calcular a velocidade média ? REGIME LAMINAR Relembrando... Relembrando... Linhas de corrente suaves Movimento altamente ordenado Fluidos altamente viscosos escoam em pequenos tubos ou passagens estreitas Flutuações de velocidade Movimento altamente desordenado Maioria dos escoamentos na prática Relembrando... vmédia mais baixa É Laminar ou Turbulento?? Geometria Rugosidade da superfície Velocidade de escoamento Temperatura da superfície Tipo de fluido A transição do escoamento laminar para turbulento dependerá de fatores como? + rugoso + atrito > v > Re Como definir se é Laminar ou Turbulento?? Número adimensional que reúne as características que influenciam o escoamento Escoamento interno em Tubo circular Nº de Reynolds Como definir se é Laminar ou Turbulento?? Número adimensional que reúne as características que influenciam o escoamento Escoamento interno em Tubo circular Q = A . v Como definir se é Laminar ou Turbulento?? Número adimensional que reúne as características que influenciam o escoamento Forças viscosas insuficientes para suprimir flutuações (rápidas e aleatórias) Forças viscosas suficientes para suprimir flutuações (forças inerciais) TUBOS CIRCULARES Como definir se é Laminar ou Turbulento?? Número de Reynolds Livro Operações Unitárias na Indústria de Alimentos (Tadini et al., 2016) Cálculo do Nº de Reynolds para Tubos não Circulares Reynolds para Tubos não Circulares → Diâmetro Hidráulico Canais abertos P = somente porção molhada! Dh = diâmetro hidráulico Ac = Área de seção transversal P = Perímetro molhado (tubo completamente cheio) Cálculo do Nº de Reynolds para Tubos não Circulares Se o fluido for Não Newtoniano, como se calcula Re? Cálculo do Nº de Reynolds para Tubos não Circulares Se o fluido for Não Newtoniano, como se calcula Re? Cálculo do Nº de Reynolds para Tubos não Circulares Se o fluido for Não Newtoniano, como se calcula Re? Steffe (1996) demonstrou que dificilmente esse tipo de fluido escoa no regime turbulento ESCOAMENTO LAMINAR EM TUBOS Aula09 - Escoamentos Internos e Número de Reynolds: EXERCÍCIO RESOLVIDO - ENADE 2011 - YouTube Balanço de forças! Camadas de cima freiam Camadas abaixo, aceleram Como achar a equação de u(r) para Escoamento Laminar? https://www.youtube.com/watch?v=E4ZuiHmAL3M ESCOAMENTO LAMINAR EM TUBOS Balanço de forças! Depois: Não varia em x! Não varia em x! Não varia em x! Coloca em evidência Se considerarmos ∆x → 0 Se considerarmos ∆r → 0 → área infinitesimal → área infinitesimal: derivada! → área infinitesimal: o quanto a P varia e a tensão de cisalhamento varia! ESCOAMENTO LAMINAR EM TUBOS Balanço de forças! → substituindo → Separando dx de um lado e dr de outro Para toda a seção ESCOAMENTO LAMINAR EM TUBOS ESCOAMENTO LAMINAR EM TUBOS Equação de u(r) para Escoamento Laminar ESCOAMENTO LAMINAR EM TUBOS Quando r = 0, temos a velocidade máxima: ESCOAMENTO LAMINAR EM TUBOS E como seria calculada a Vazão? O sinal – é para cancelar o – de P2- P1 (pois P2 éDE CARGA Como se chegou na fórmula de queda de Pressão P1 – P2? Foi encontrado a partir de balanço de forças para área infinitesimal QUEDA DE PRESSÃO E PERDA DE CARGA A Queda de Pressão está relacionada: - Viscosidade - Geometria - Velocidade P1-P2 = QUEDA DE PRESSÃO E PERDA DE CARGA Como achar o fator de atrito? ESCOAMENTO TURBULENTO EM TUBOS Maior parte dos escoamentos é turbulento Dominado por flutuações aleatórias e rápidas Redemoinhos de fluido (turbilhões) em todo o escoamento Turbilhões = transportam massa, momento e energia Valores altos de coeficiente de atrito, transferência de calor e massa ESCOAMENTO TURBULENTO EM TUBOS ESCOAMENTO TURBULENTO EM TUBOS Como é o PERFIL DE VELOCIDADES? No escoamento turbulento a velocidade passa a variar com x e com r, mas para efeitos de cálculo, considera-se apenas o raio! ESCOAMENTO TURBULENTO EM TUBOS Como calcular a PERDA DE CARGA? Chuta um valor de f Resolve e vê se bate o valor ESCOAMENTO TURBULENTO EM TUBOS Como calcular a PERDA DE CARGA? ESCOAMENTO TURBULENTO EM TUBOS Como calcular a PERDA DE CARGA? ESCOAMENTO TURBULENTO EM TUBOS Como calcular a PERDA DE CARGA? ESCOAMENTO TURBULENTO EM TUBOS PERDA LOCALIZADA ESCOAMENTO TURBULENTO EM TUBOS PERDA LOCALIZADA ESCOAMENTO TURBULENTO EM TUBOSPERDA LOCALIZADA Fluido entra suave Fluido sofre descolamento e recirculação (Perdas >>) ESCOAMENTO TURBULENTO EM TUBOSPERDA LOCALIZADA Passa por uma região de contração, acelera, tem zona de recirculação em cima, e depois volta ao normal! ESCOAMENTO TURBULENTO EM TUBOSPERDA LOCALIZADA Quanto mais arredondado, menores as perdas! ESCOAMENTO TURBULENTO EM TUBOSPERDA LOCALIZADA Quanto mais arredondado, menores as perdas! ESCOAMENTO TURBULENTO EM TUBOSPERDA LOCALIZADA Quanto mais arredondado, menores as perdas! Perda grande ESCOAMENTO TURBULENTO EM TUBOSPERDA LOCALIZADA Perda grande Se a mudança de D é abrupta > Perda de carga ESCOAMENTO TURBULENTO EM TUBOSPERDA LOCALIZADA Perda grande Quanto mais d estiver próximo de D, menor o KL ESCOAMENTO TURBULENTO EM TUBOSPERDA LOCALIZADA Perda grande Quanto mais d suave a curvatura, menor KL ESCOAMENTO TURBULENTO EM TUBOSPERDA LOCALIZADA Perda grande Tem aletas para auxiliar Rosqueado Rosqueado por fora! ESCOAMENTO TURBULENTO EM TUBOSPERDA LOCALIZADA Olha o caminho que o fluido precisa fazer =/ Depende do quanto a válvula está aberta/fechada ESCOAMENTO TURBULENTO EM TUBOSPERDA LOCALIZADA Olha o caminho que o fluido precisa fazer =/ ESCOAMENTO TURBULENTO EM TUBOS PERDA TOTAL PERDA LOCALIZADA + PERDA DISTRIBUÍDA LAMINAR E para quê nós vimos tudo isso?! Escoamento interno TURBULENTO REYNOLDS QUEDA DE PRESSÃO PERDA DE CARGA POTÊNCIA DA BOMBA POTÊNCIA DE BOMBAS POTÊNCIA DE BOMBAS hL POTÊNCIA DE BOMBAS hL Energia da pressão entre a entrada (A) e saída (B) da tubulação Energia cinética v1 – entrada v2 – saída Diâmetro muda ÁreaST muda m = ρ . v . A Para manter a mesma vazão, se a A aumenta, a velocidade precisa reduzir Energia Potencial Diferença de altura entre entrada POTÊNCIA DE BOMBAS hL Trabalho de eixo Trabalho da bomba Precisa computar toda diferença de P, de velocidade de altura, para avaliar quanto de energia que a bomba deva oferecer para o sistema para que o fluido escoe! Perda de carga (energia) Viscosidade - atrito! POTÊNCIA DE BOMBAS hL Atrito viscoso com a tubulação f = fator de atrito L = comprimento D = diâmetro v = velocidade média Perda de carga (energia) Perda de carga devido os acessórios k = constante do acessório v = velocidade média Perda de carga devido a equipamentos Filtros Trocadores de calor