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Instruções para Prova de Vestibular

Instruções da 1ª fase do 4º Simulado UECE 2024.2 — Prova de Conhecimentos Gerais: orienta verificação do caderno, preenchimento e assinaturas da folha de respostas, marcação com caneta transparente azul/preta, regras de anulação/elimininação, itens proibidos e divulgação do gabarito (28/04/2024) e espelho (08/05/2024).

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Questões resolvidas

Prévia do material em texto

Universidade Estadual do Ceará 
Comissão Executiva do Vestibular 
4º SIMULADO UECE 2024.2 
1ª FASE 
PROVA DE CONHECIMENTOS GERAIS 
Educa-se com serviço e abnegação. 
 
4º SIMULADO UECE 2024.2 – PROVA DE CONHECIMENTOS GERAIS – 1ª FASE 
 
 
OSG 3805/24 Página 2 
 
LEIA COM ATENÇÃO AS INSTRUÇÕES PARA A REALIZAÇÃO DA PROVA 
 
1. O candidato deverá verificar se seu caderno de prova, com 85 questões, está completo ou se há falhas ou imperfeições gráficas que 
causem qualquer dúvida. A CEV/UECE poderá não aceitar reclamações após 30 minutos do início da prova. 
2. O candidato deverá preencher os campos em branco da capa da prova, com as devidas informações. 
3. A folha de respostas será o único documento válido para a correção da prova. Ao recebê-la, o candidato deverá verificar se seu nome e 
número de inscrição estão corretos. Se houver discrepância, deverá comunicar imediatamente ao fiscal de sala. 
4. A folha de respostas não deverá ser amassada nem dobrada, para que não seja rejeitada pela leitora óptica. 
5. Após receber a folha de respostas, o candidato deverá ler as instruções nela contidas e seguir as seguintes rotinas: 
5.1. copiar, no local indicado, duas vezes, uma vez com letra cursiva (usual) e outra, com letra de forma, a frase que consta na capa do 
caderno de prova; 
5.2. marcar, na folha de respostas, pintando, com caneta transparente de tinta azul ou preta, o interior do círculo correspondente ao 
número do gabarito que consta no caderno de prova; 
5.3. assinar a folha de respostas 2 (duas) vezes. 
6. As respostas deverão ser marcadas, na folha de respostas, seguindo as mesmas instruções da marcação do número do gabarito (subitem 
5.2), indicando a letra da alternativa de sua opção. É vedado o uso de qualquer outro material para marcação das respostas. Será anulada 
a resposta que contiver emenda ou rasura, apresentar mais de uma alternativa assinalada por questão, ou, ainda, aquela que, devido à 
marcação, não for identificada pela leitura eletrônica, uma vez que a correção da prova se dá por meio eletrônico. 
7. O preenchimento de todos os campos da folha de respostas da Prova de Conhecimentos Gerais será da inteira responsabilidade do 
candidato. Não haverá substituição da folha de respostas por erro do candidato. 
8. Será eliminado da 1ª Fase do Vestibular 2024.2 o candidato que se enquadrar, dentre outras, em pelo menos uma das condições 
seguintes: 
8.1. não marcar, na folha de respostas, o número do gabarito de seu caderno de prova, desde que não seja possível a identificação de 
tal número; 
8.2. não assinar a folha de respostas; 
8.3. marcar, na folha de respostas, mais de um número de gabarito, desde que não seja possível a identificação do número correto do 
gabarito do caderno de prova; 
8.4. fizer, na folha de respostas, no espaço destinado à marcação do número do gabarito de seu caderno de prova, emendas, rasuras, 
marcação que impossibilite a leitura eletrônica, ou fizer sinais gráficos ou qualquer outra marcação que não seja a exclusiva indicação 
do número do gabarito de seu caderno de prova. 
9. Para garantia da segurança, é proibido ao candidato copiar o gabarito em papel, na sua roupa ou em qualquer parte de seu corpo. No 
entanto, o gabarito oficial preliminar e o enunciado das questões da prova estarão disponíveis na página da CEV/UECE 
(www.uece.br/cev), após as 17 horas do dia 28 de abril de 2024 e o espelho da folha de respostas dos candidatos estará disponível após 
as 17 horas do dia 8 de maio de 2024. 
10. Qualquer forma de comunicação entre candidatos implicará a sua eliminação da 1ª Fase do Vestibular 2024.2. 
11. Por medida de segurança, não será permitido ao candidato, durante a realização da prova, portar, dentro da sala de prova, nos 
corredores ou nos banheiros: armas, aparelhos eletrônicos, telefone celular, smartphone, tablet, calculadora, pen drive, fones de ouvido, 
qualquer tipo de relógio (digital ou analógico), notebook, qualquer receptor ou transmissor de dados e mensagens, gravador, gravata, 
chaves, chaveiro, controle de alarme de veículos, óculos (excetuando-se os de grau), caneta (excetuando-se aquela fabricada em material 
transparente, de tinta de cor azul ou preta), lápis, lapiseira, borracha, corretivo e objetos de qualquer natureza (moedas, clipes, grampos, 
cartões magnéticos, carteira de cédulas, lenços, papéis, anotações, panfletos, lanches etc.) que estejam nos bolsos de suas vestimentas, 
bem como outros objetos não permitidos pelo Edital. Todos esses itens serão acomodados em embalagem porta-objetos, disponibilizada 
pelo fiscal de sala, e colocados debaixo da carteira do candidato, somente podendo ser de lá retirados após a devolução da prova ao 
fiscal, quando o candidato sair da sala em definitivo. 
12. Bolsas, livros, jornais, impressos em geral ou qualquer outro tipo de publicação, bonés, chapéus, lenços de cabelo, bandanas ou outros 
objetos que não permitam a perfeita visualização da região auricular deverão ser apenas colocados debaixo da carteira do candidato. 
13. Na parte superior da carteira ficará somente a caneta transparente, o documento de identidade, o caderno de prova e a folha de 
respostas. 
14. Será permitido o uso de água para saciar a sede e de pequeno lanche, desde que acondicionados em vasilhame e embalagem 
transparentes, sem rótulo ou etiqueta, e que fiquem acomodados debaixo da carteira do candidato, de onde somente poderão ser 
retirados com autorização do fiscal de sala. A inobservância de tais condições poderá acarretar a eliminação do candidato, de acordo 
com o inciso I, alínea g do item 118 do Edital que rege o certame. 
15. Os três últimos candidatos deverão permanecer na sala de prova e somente poderão sair do recinto juntos, após a aposição em ata de 
suas respectivas assinaturas; estando nessa condição, o candidato que se recusar a permanecer na sala de prova, no aguardo dos demais 
candidatos, será eliminado do Vestibular 2024.2, de acordo com o inciso I, alínea k do item 118 do Edital que rege o certame. 
16. O candidato, ao sair definitivamente da sala, deverá entregar a folha de respostas e o caderno de prova, assinar a lista de presença e 
receber seu documento de identidade, sendo sumariamente eliminado caso não faça a entrega da folha de respostas. 
17. Os recursos relativos à Prova da 1ª Fase do Vestibular 2024.2 deverão ser interpostos on-line, de acordo com os itens 20 e 28 do 
Cronograma de Eventos do Vestibular.
4º SIMULADO UECE 2024.2 – PROVA DE CONHECIMENTOS GERAIS – 1ª FASE 
 
 
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OSG 3805/24 
 
LÍNGUA PORTUGUESA 
 
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Pietro Brun, meu tetravô paterno, 
embarcou em um navio no final do século 19, 
como tantos italianos pobres, em busca de uma 
utopia que atendia pelo nome de América. Pietro 
queria terra, sim. Mas o que o movia era um 
território de outra ordem. Ele queria salvar seu 
nome, encarnado na figura de meu bisavô, 
Antônio. Pietro fora obrigado a servir o exército 
como soldado por anos demais (...). 1Havia 
chegado a hora de Antônio se alistar, e o pai 
decidiu que não perderia seu filho. Fugiu com ele 
e com a filha Luigia para o sul do Brasil. 2Como 
desertava, meu bisavô Antônio foi levado em um 
bote até o navio que já se afastava do porto de 
Gênova. Embarcou como clandestino. 
Ao desembarcar no Brasil, em 10 de 
fevereiro de 1883, Pietro declarou o nome 
completo. O funcionário do Império, como 
aconteceu tantas e tantas vezes, registrou-o 
conforme ouviu. Tornando-o, no mundo novo, 
Brum – com “m”. Meu pai, Argemiro, filho de José, 
neto de Antônio e bisneto de Pietro, tomou para si 
a missão de resgatar essa história e documentá-la. 
3No início dos anos 1990, cogitamos 
reivindicar a cidadania italiana. Possuímos todos 
os documentos, organizados numa pasta. 4Mas 
entre nós existerelação às classes populares. 
D) O uso excessivo de diminutivos na linguagem é 
um reflexo da colonização portuguesa, que 
impôs uma cultura de submissão e infantilização 
aos brasileiros. 
 
77. [...] Quanto à miscibilidade, nenhum povo 
colonizador dos modernos, excedeu ou sequer 
igualou nesse ponto os portugueses. Foi misturando-
se gostosamente com mulheres de cor logo ao 
primeiro contato e multiplicando-se em filhos 
mestiços que uns milhares apenas de machos 
atrevidos conseguiram firmar-se na posse de terras 
vastíssimas. [...] A miscibilidade mais do que a 
mobilidade, foi o processo pelo qual os portugueses 
compensaram-se da deficiência em massa ou volume 
humano para a colonização em larga escala e sobre 
áreas extensíssimas. 
FREYRE, Gilberto. Casa grande e senzala. 
 
Com base na ideia expressa por Gilberto Freyre sobre 
a miscibilidade dos portugueses no processo de 
colonização, assinale a alternativa correta: 
A) Os portugueses se destacaram pela sua 
resistência em se miscigenar com as populações 
nativas, mantendo-se isolados durante o 
processo de colonização. 
B) A miscibilidade foi um desafio para os 
portugueses, que encontraram dificuldades em 
se misturar com as populações nativas, 
limitando assim a expansão de suas terras 
coloniais. 
C) Os portugueses foram menos miscíveis do que 
outros povos colonizadores modernos, 
resultando em uma colonização menos 
abrangente e menos eficaz em termos 
territoriais. 
D) A miscigenação foi um fator determinante na 
colonização portuguesa, permitindo que eles se 
estabelecessem e ocupassem vastas áreas ao se 
misturarem com mulheres de cor e gerarem 
filhos mestiços. 
 
LÍNGUA ESPANHOLA 
 
• Texto para responder às questões 78 e 79. 
 
Texto 1 
 
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Habitualmente, los principales cambios de 
neumáticos obedecen al desgaste, pero en la moto 
debemos estar más atentos que en el coche, al 
contar con la mitad de agarre sobre el pavimento 
por ser solo dos ruedas. Es uno de los elementos 
más importantes del vehículo y especialmente de la 
moto, porque tienen mucho más desgaste que en 
coche. Por ello, no solamente es vital controlar la 
profundidad reglamentaria, sino realizar 
inspecciones periódicas de su buen estado. De ellos 
depende toda la seguridad activa de la moto, están 
sometidos a grandes esfuerzos y también hay que 
tener en cuenta el tipo de neumático según la época 
o zona donde nos encontremos. Un buen 
mantenimiento y revisión de los mismos garantiza 
una mayor duración. Una simple inspección visual 
para observar posible desgaste, grietas y otros 
desperfectos sirve como alerta para una mayor 
atención y posterior análisis en el taller. Y una 
presión adecuada, no solo aporta seguridad sino 
también ahorro de combustible. 
 
Disponível em: http://www.elmundofinanciero.com 
 
78. Según el autor, los neumáticos de una moto exigen 
más atención de que los de un coche porque 
A) sufren más desgaste de que los neumáticos de 
un automóbil. 
B) dependen de una simple inspección visual del 
desgaste. 
C) consumen menos combustible de que los de un 
automóbil. 
D) exigen más atención y posterior análisis del talle. 
 
4º SIMULADO UECE 2024.2 – PROVA DE CONHECIMENTOS GERAIS – 1ª FASE 
 
 
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79. Uma presión adecuada de los neumáticos, además de 
traer seguridad, 
A) evita la ida a la oficina. 
B) produce economía de combustible. 
C) es uno de los elementos más importantes del 
coche. 
D) controla la regularidad profunda. 
 
• Texto para responder às questões 80 e 81. 
 
Texto 2 
 
Algunas conjeturas sobre el Arca de la Alianza 
 
Ante el misterio derivado de las infructuosas 
búsquedas del Arca de la Alianza, existen algunos teóricos 
que, sin mucho fundamento en la mayoría de los casos, 
hacen mención a las siguientes hipótesis: 
1. Quedó enterrada en el Primer Templo, que está debajo 
del Segundo Templo, ambos sepultados en el monte 
Moriah donde actualmente se encuentra la Cúpula de 
la Roca. 
2. Se oculta en el Monte del Calvario, donde crucificaron 
a Jesucristo. 
3. La sacaron de Jerusalén ante la amenaza de los 
babilónicos y está escondida en la actual Jordania. 
4. Fue llevada a un lugar desconocido en el sur de África. 
5. Los Caballeros Templarios la robaron durante las 
Cruzadas y se encuentra en Escocia. 
6. La tienen guardada en una iglesia de Etiopía. 
 
CincoNoticias, 2 abr. 2019. 
 
80. El texto hace referencia al Arca de la Alianza, objeto 
sagrado de la religión hebraica, lo cual desapareció 
antes de la Era Cristiana. De entre las hipótesis de su 
ubicación, el texto dice que 
A) debe estar oculta en un sitio surafricano 
desconocido. 
B) está guardada sobre el Segundo Templo. 
C) los Templarios la tendrían llevado hacia Etiopía. 
D) los babilónicos la ocultaron en la actual Jordania. 
 
81. Pasando para el futuro imperfecto la frase “La 
sacaron de Jerusalén” en Español se queda 
A) La sacan de Jerusalén. 
B) La sacaban de Jerusalén. 
C) La sacarían de Jerusalén. 
D) La sacarán de Jerusalén. 
 
 
• Texto para responder às questões 82 e 83. 
 
Texto 3 
 
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Un análisis realizado por Coaching Club 
revela que la evolución meteórica de la tecnología, 
asociada a unas agresivas y eficaces campañas de 
marketing, ha conseguido modificar decisivamente 
el modus vivendi de los usuarios de smartphone. De 
este modo, estos usuarios reconocen que apenas 
conciben la existencia sin ese imprescindible 
compañero y asistente electrónico, dando lugar a 
una enfermedad del siglo XXI que sufren ya 3 de 
cada 5 españoles: la nomofobia o miedo irracional 
a salir de casa sin el teléfono móvil. La 
tecnodependencia corrompe la autoconfianza de 
los usuarios. Las mujeres son las que más padecen 
el trastorno de la nomofobia. Coaching Club 
advierte de casos que van más allá de la nomofobia. 
 
Disponível em: http://www.elmundofinanciero.com 
 
82. De acuerdo con lo que leemos en el texto, la 
nomofobia 
A) hace con que un quinto de los españoles salga 
de casa sin smartphone. 
B) aumenta la autoconfianza de los españoles 
usuarios de smartphone. 
C) es sufrida por cerca de sesenta por ciento de la 
población española. 
D) consiste, según la pesquisa, en el miedo 
irracional de usar móvil. 
 
83. En Español el término NOMOFOBIA tiene como sílaba 
tónica la sílaba FO, y corresponde en Portugués a 
NOMOFOBIA, cuya sílaba tónica es BI. A ese grupo de 
vocábulos que cambian la sílaba tónica de una lengua 
a otra nosostros denominamos 
A) heterográficos. 
B) heterosemánticos. 
C) heterotónicos. 
D) heterogenéricos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4º SIMULADO UECE 2024.2 – PROVA DE CONHECIMENTOS GERAIS – 1ª FASE 
 
 
OSG 3805/24 Página 24 
 
• Texto para responder às questões 84 e 85. 
 
Texto 4 
 
La importancia de la lectura 
 
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El libro podría ser considerado, en términos 
técnicos, sólo como un soporte en el cual se 
registran y se almacenan datos, función que hoy en 
día también es cumplida por varios y numerosos 
aparatos tecnológicos. Sin embargo, lo que todavía 
no se le ha podido quitar al libro es su gran alcance 
mundial, es decir, la facilidad con la que ha llegado 
a todos los rincones del planeta, incluso a aquellos 
más lejanos. Al mismo tiempo, el libro permanece 
como una herramienta del saber mucho más 
accesible en términos económicos que varios de los 
aparatos tecnológicos que buscan reemplazarlo. De 
este modo, el libro sigue siendo hoy el principal 
soporte y medio de transmisión de la cultura, de los 
saberes, de los conocimientos infinitos que produce 
el ser humano. 
 
Disponível em: http://www.importancia.org/libro.php. Acesso em: 29 mar. 2013 
(adaptado). 
 
84. El texto enaltece la importancia del libro hoy en día. 
Con base en ese enaltecimiento, podemos afirmar 
que el libro 
A) seráluego sustituido por los aparatos tecnológicos. 
B) tiene un formato sofisticado y de difícil manoseo. 
C) no almacena datos y por eso no rivaliza con la 
tecnología. 
D) es el principal medio de transmisión del conocimiento 
humano. 
 
85. “Lo que TODAVÍA no se quitó al libro fue su alcance 
mundial”. El término destacado es un ejemplo de 
“falso amigo”, porque no corresponde en nuestra 
lengua a “todavia” (conjunção adversativa), pero a 
“ainda” (advérbio). En la frase española ese vocablo 
podría ser sustituido por 
A) aún. 
B) aun. 
C) mas. 
D) más. 
 
 
 
 
 
LÍNGUA INGLESA 
 
TEXT 
 
Screens Are Everywhere in Schools. 
Do They Actually Help Kids Learn? 
 
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A few weeks ago, a parent who lives in 
Texas asked me how much my kids were using 
screens to do schoolwork in their classrooms. She 
wasn’t talking about personal devices. 
(Smartwatches and smartphones are banned in my 
children’s schools during the school day, which I’m 
very happy about; I find any argument for allowing 
these devices in the classroom to be risible.) No, 
this parent was talking about screens that are 
school sanctioned, like iPads and Chromebooks 
issued to children individually for educational 
activities. 
I’m embarrassed to say that I couldn’t 
answer her question because I had never asked or 
even thought about asking. Partly because the 
Covid-19 era made screens imperative in an instant 
— as one ed-tech executive told my colleague 
Natasha Singer in 2021, the pandemic “sped the 
adoption of technology in education by easily five 
to 10 years.” In the early Covid years, when my 
older daughter started using a Chromebook to do 
assignments for second and third grade, I was 
mostly just relieved that she had great teachers 
and seemed to be learning what she needed to 
know. By the time she was in fifth grade and the 
world was mostly back to normal, I knew she took 
her laptop to school for in-class assignments, but I 
never asked for specifics about how devices were 
being used. I trusted her teachers and her school 
implicitly. 
In New York State, ed tech is often 
discussed as an equity problem — with good 
reason: At home, less privileged children might not 
have access to personal devices and high-speed 
internet that would allow them to complete digital 
assignments. But in our learn-to-code society, in 
which computer skills are seen as a meal ticket and 
the humanities as a ticket to the unemployment 
line, there seems to be less chatter about whether 
there are too many screens in our kids’ day-to-day 
educational environment beyond the classes that 
are specifically tech focused. I rarely heard details 
about what these screens are adding to our 
children’s literacy, math, science or history skills. 
And screens truly are everywhere. For 
example, according to 2022 data from the National 
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Assessment of Educational Progress, only about 8 
percent of eighth graders in public schools said 
their math teachers “never or hardly ever” used 
computers or digital devices to teach math, 37 
percent said their math teachers used this 
technology half or more than half the time, and 44 
percent said their math teachers used this 
technology all or most of the time. 
As is often the case with rapid change, “the 
speed at which new technologies and intervention 
models are reaching the market has far outpaced 
the ability of policy researchers to keep up with 
evaluating them,” according to a dazzlingly 
thorough review of the research on education 
technology by Maya Escueta, Andre Joshua 
Nickow, Philip Oreopoulos and Vincent Quan 
published in The Journal of Economic Literature in 
2020. 
Despite the relative paucity of research, 
particularly on in-class use of tech, Escueta and her 
co-authors put together “a comprehensive list of 
all publicly available studies on technology-based 
education interventions that report findings from 
studies following either of two research designs, 
randomized controlled trials or regression 
discontinuity designs.” 
They found that increasing access to devices 
didn’t always lead to positive academic outcomes. 
In a couple of cases, it just increased the amount of 
time kids were spending on devices playing games. 
They wrote, “We found that simply providing 
students with access to technology yields largely 
mixed results. At the K-12 level, much of the 
experimental evidence suggests that giving a child 
a computer may have limited impacts on learning 
outcomes but generally improves computer 
proficiency and other cognitive outcomes.” 
Some of the most promising research is 
around computer-assisted learning, which the 
researchers defined as “computer programs and 
other software applications designed to improve 
academic skills.” They cited a 2016 randomized 
study of 2,850 seventh-grade math students in 
Maine who used an online homework tool. The 
authors of that study “found that the program 
improved math scores for treatment students by 
0.18 standard deviations. This impact is particularly 
noteworthy, given that treatment students used 
the program, on average, for less than 10 minutes 
per night, three to four nights per week,” according 
to Escueta and her co-authors. 
They also explained that in the classroom, 
computer programs may help teachers meet the 
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needs of students who are at different levels, since 
“when confronted with a wide range of student 
ability, teachers often end up teaching the core 
curriculum and tailoring instruction to the middle 
of the class.” A good program, they found, could 
help provide individual attention and skill building 
for kids at the bottom and the top, as well. There 
are computer programs for reading 
comprehension that have shown similar positive 
results in the research. Anecdotally: My older 
daughter practices her Spanish language skills 
using an app, and she hand-writes Spanish 
vocabulary words on index cards. The combination 
seems to be working well for her. 
Though their review was published in 2020, 
before the data was out on our grand remote-
learning experiment, Escueta and her co-authors 
found that fully online remote learning did not 
work as well as hybrid or in-person school. I called 
Thomas Dee, a professor at Stanford’s Graduate 
School of Education, who said that in light of earlier 
studies “and what we’re coming to understand 
about the long-lived effects of the pandemic on 
learning, it underscores for me that there’s a social 
dimension to learning that we ignore at our peril. 
And I think technology can often strip that away.” 
Still, Dee summarized the entire topic of ed 
tech to me this way: “I don’t want to be black and 
white about this. I think there are really positive 
things coming from technology.” But he said that 
they are “meaningful supports on the margins, not 
fundamental changes in the modality of how 
people learn.” 
I’d add that the implementation of any 
technology also matters a great deal; any 
educational tool can be great or awful, depending 
on how it’s used. 
I’m neither a tech evangelist nor a Luddite. 
(Though I haven’t even touched on the potential 
implications of classroom teaching with artificial 
intelligence, a technology that, in other contexts, 
has so much destructive potential.) What I do want 
is the most effectiveeducational experience for all 
kids. 
 
Disponível em: https://www.nytimes.com/2024/03/27. 
 
78. When a parent asked the author about the amount of 
time that her kids were using screens to do 
schoolwork, the author 
A) considered the question a waste of time. 
B) said just what the parent wanted to hear. 
C) managed to find the answer very quickly. 
D) was not able to answer the question itself. 
 
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79. Considering what the author says about our learn-to-
code society, humanities 
A) guarantee a place in the job market. 
B) help kids to develop computer skills. 
C) do not to have much social prestige. 
D) are being more necessary than ever. 
 
80.. The speed at which new technologies and 
intervention models are reaching the market 
A) has never been seen before. 
B) is leaving the policies behind. 
C) destroys the logical reasoning. 
D) threatens the future of children. 
 
81. According to one ed-tech executive, the pandemic of 
Covid-19 
A) accelerated the adoption of technology. 
B) provoked an involution of the education. 
C) delayed the kids’ cognitive development. 
D) caused a rise in the prices of the devices. 
 
82. In general, when confronted with a wide range of 
student ability, teachers 
A) teach the basic curriculum. 
B) prioritize the weakest pupils. 
C) cannot perform their job at all. 
D) prefer to help the best students. 
 
83. According to the text, researchers found that 
increasing access to devices 
A) makes students learn much better. 
B) promotes progress in mathematics. 
C) does not ensure academic benefits. 
D) must be banned from schools today. 
 
84. As to the use of artificial intelligence in the classroom, 
the author 
A) believes that it will revolutionize education. 
B) confesses that she knows nothing about it. 
C) suggests that it should never be employed. 
D) says it can be destructive in other contexts. 
 
85. Considering what Escueta and her co-authors found, 
fully online remote learning 
A) works better than hybrid classes. 
B) is not so good as in-person school. 
C) replaces all other forms of learning. 
D) should not be used in any situation. 
 
R A S C U N H O 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FAB/MRC/DSL/AC/CLY/EDGessa diferença na letra. 5Antes de 
ingressar com a documentação, seria preciso 
corrigir o erro do burocrata do governo imperial 
que substituiu um “n” por um “m”. 6Um segundo 
ele deve ter demorado para nos transformar, e 
com certeza morreu sem saber. E, se soubesse, 
não teria se importado, porque era apenas o nome 
de mais um imigrante a bater nas costas do Brasil 
despertencido de tudo. 
Cabia a mim levar essa empreitada adiante. 
Há uma autonomia na forma como damos 
carne ao nosso nome com a vida que construímos – 
e não com a que herdamos. (...) Eu escolho a 
memória. A desmemória assombra porque não a 
nomeamos, respira em nossos porões como 
monstros sem palavras. A memória, não. É uma 
escolha do que esquecer e do que lembrar – e uma 
oportunidade de ressignificar o passado para 
ganhar um futuro. 7Pela memória, colocamo-nos 
não só em movimento, mas nos tornamos o 
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próprio movimento. Gesto humano, para sempre 
incompleto. 
8Ao fugir para o Brasil, metade dos Brun 
ganhou uma perna a mais. O “n” virou “m”. Mas 
essa perna a mais era um membro fantasma, um 
ganho que revelava uma perda. 
(...) 
9Quando Pietro Brun atravessou o mar deixando 
mortos e vivos na margem que se distanciou, ele 
não poderia ser o mesmo ao alcançar o outro lado. 
10Ele tinha de ser outro, assim como nós, que 
resultamos dessa aventura desesperada. Era 
imperativo que ele fosse Pietro Brum – e depois 
até Pedro Brum. 
 
BRUM, Eliane. Meus desacontecimentos: a história da minha vida com as palavras. 
São Paulo: LeYa, 2014. 
 
01. No texto, a autora narra fatos e expõe suas opiniões 
relacionados à vinda de sua família para o Brasil. 
 
Uma dessas opiniões está explicitada em: 
A) “Havia chegado a hora de Antônio se alistar, e o 
pai decidiu que não perderia seu filho.” (ref. 1) 
B) “No início dos anos 1990 cogitamos reivindicar a 
cidadania italiana.” (ref. 3) 
C) “Antes de ingressar com a documentação, seria 
preciso corrigir o erro do burocrata do governo 
imperial que substituiu um ‘n’ por um ‘m’.” (ref. 5) 
D) “Quando Pietro Brun atravessou o mar deixando 
mortos e vivos na margem que se distanciou, ele 
não poderia ser o mesmo ao alcançar o outro 
lado.” (ref. 9) 
 
02. A partir da narrativa de um episódio familiar, a autora 
elabora reflexões que vão além desse contexto 
pessoal, generalizando-o. 
 
Essa generalização pode ser observada no emprego da 
primeira pessoa do plural no seguinte trecho: 
A) “Mas entre nós existe essa diferença na letra.” 
(ref. 4) 
B) “Um segundo ele deve ter demorado para nos 
transformar,...” (ref. 6) 
C) “Pela memória, colocamo-nos não só em movi-
mento,...” (ref. 7) 
D) “Ele tinha de ser outro, assim como nós,...” (ref. 10) 
 
 
 
 
 
 
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03. Releia o trecho abaixo para responder à questão. 
 
“Ao fugir para o Brasil, metade dos Brun 
ganhou uma perna a mais. O “n” virou “m”. Mas essa 
perna a mais era um membro fantasma, um ganho 
que revelava uma perda.” (ref. 8) 
 
A autora associa a troca de letras no registro 
do sobrenome de seu tetravô à expressão “um 
membro fantasma”. 
 
Essa associação constrói um exemplo da figura de 
linguagem denominada 
A) antítese. 
B) metáfora. 
C) hipérbole. 
D) eufemismo. 
 
04. Releia o trecho abaixo para responder à questão. 
 
“Ao fugir para o Brasil, metade dos Brun 
ganhou uma perna a mais. O “n” virou “m”. Mas essa 
perna a mais era um membro fantasma, um ganho 
que revelava uma perda.” (ref. 8) 
 
Diante da conduta do funcionário do governo 
brasileiro, é possível inferir a seguinte reação por parte 
de Pietro Brun: 
A) Apreço pela nova pátria. 
B) Respeito à memória familiar. 
C) Submissão às práticas oficiais. 
D) Desprezo pelas regras migratórias. 
 
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Há alguns meses fui convidado a visitar o 
Museu da Ciência de La Coruña, na Galícia. Ao final 
da visita, o 1curador anunciou que tinha uma 
surpresa para mim e me conduziu ao 2planetário. 
Um planetário sempre é um lugar sugestivo, 
porque, quando se apagam as luzes, temos a 
impressão de estar num deserto sob um céu 
estrelado. Mas naquela noite algo especial me 
aguardava. 
De repente a sala ficou inteiramente às 
escuras, e ouvi um lindo acalanto de Manuel de 
Falla. Lentamente (embora um pouco mais 
depressa do que na realidade, já que a 
apresentação durou ao todo quinze minutos) o céu 
sobre minha cabeça se pôs a rodar. Era o céu que 
aparecera sobre minha cidade natal – Alessandria, 
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na Itália – na noite de 5 para 6 de janeiro de 1932, 
quando nasci. 3Quase hiper-realisticamente 
vivenciei a primeira noite de minha vida. 
Vivenciei-a pela primeira vez, pois não 
tinha visto essa primeira noite. Provavelmente 
nem minha mãe a viu, exausta como estava depois 
de me dar à luz; mas talvez meu pai a tenha visto, 
ao sair para o terraço, um pouco agitado com o 
fato maravilhoso (pelo menos para ele) que 
testemunhara e ajudara a produzir. 
O planetário usava um artifício mecânico 
que se pode encontrar em muitos lugares. Outras 
pessoas talvez tenham passado por uma 
experiência semelhante. Mas vocês hão de me 
perdoar se durante aqueles quinze minutos tive a 
impressão de ser o único homem desde o início 
dos tempos que havia tido o privilégio de se 
encontrar com seu próprio começo. Eu estava tão 
feliz que tive a sensação – quase o desejo – de que 
podia, deveria morrer naquele exato momento e 
que qualquer outro momento teria sido 
inadequado. Teria morrido alegremente, pois 
vivera a mais bela história que li em toda a minha 
vida. 
4Talvez eu tivesse encontrado a história 
que todos nós procuramos nas páginas dos livros e 
nas telas dos cinemas: uma história na qual as 
estrelas e eu éramos os protagonistas. Era ficção 
porque a história fora reinventada pelo curador; 
era História porque recontava o que acontecera no 
cosmos num momento do passado; era vida real 
porque eu era real e não uma personagem de 
romance. 
 
ECO, Umberto. Seis passeios pelos bosques da ficção. Tradução: Hildegard Feist. 
São Paulo: Companhia das Letras, 1994 (adaptado). 
 
1curador: responsável pelo museu. 
2planetário: local onde é possível reproduzir o movimento 
dos astros. 
 
05. Umberto Eco narra, no segundo parágrafo do texto, 
uma experiência surpreendente que vivenciou. 
 
Pode-se compreender essa experiência pela relação 
que se estabelece entre os seguintes elementos: 
A) tempo cronológico e reconstrução ficcional. 
B) avanço tecnológico e ilusão cinematográfica. 
C) registro documental e sonho cotidiano. 
D) narrativa biográfica e história universal. 
 
 
 
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06. Quase hiper-realisticamente vivenciei a primeira noite 
de minha vida. (ref. 3) 
 
Na palavra destacada, o acréscimo do prefixo “hiper” 
indica ideia de 
A) ampliação. 
B) hierarquia. 
C) proporção. 
D) simultaneidade. 
 
07. “Talvez eu tivesse encontrado a história que todos nós 
procuramos nas páginas dos livros e nas telas dos 
cinemas: uma história na qual as estrelas e eu éramos 
os protagonistas.” (ref. 4) 
 
Na frase acima, o autor procura delimitar um sentido 
para a palavra “história” por meio dos trechos 
destacados. 
 
Esses trechos apresentam uma formulação do tipo 
A) exemplificação. 
B) particularização. 
C) modalização. 
D) dedução. 
 
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Nosso pensamento, como toda entidade 
viva, nasce para se vestir de fronteiras. Essa 
invenção é uma espécie de vício de arquitetura,pois não há infinito sem linha do horizonte. A 
verdade é que a vida tem fome de fronteiras. 
Porque essas fronteiras da natureza não servem 
apenas para fechar. Todas as membranas 
orgânicas são entidades vivas e permeáveis. 1São 
fronteiras feitas para, ao mesmo tempo, delimitar 
e negociar: o “dentro” e o “fora” trocam-se por 
turnos. 
Um dos casos mais notáveis na construção 
de fronteiras acontece no mundo das aves. É o 
caso do nosso tucano, o tucano africano, que 
fabrica o ninho a partir do oco de uma árvore. 
2Nesse vão, a fêmea se empareda literalmente, 
erguendo, ela e o macho, um tapume de barro. 
3Essa parede tem apenas um pequeno orifício, ele 
é a única janela aberta sobre o mundo. Naquele 
cárcere escuro, a fêmea arranca as próprias penas 
para preparar o ninho das futuras crias. 4Se 
quisesse desistir da empreitada, ela morreria, sem 
possibilidade de voar. 5Mesmo neste caso de 
consentida clausura, a divisória foi inventada para 
ser negada. 
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6Mas o que aqueles pássaros construíram 
não foi uma parede: foi um buraco. Erguemos 
paredes inteiras como se fôssemos tucanos cegos. 
De um e do outro lado há sempre algo que morre, 
truncado do seu lado gêmeo. Aprendemos a 
demarcarmo-nos do Outro e do Estranho como se 
fossem ameaças à nossa integridade. Temos medo 
da mudança, medo da desordem, medo da 
complexidade. 7Precisamos de modelos para 
entender o universo (que é, afinal, um pluriverso 
ou um multiverso), que foi construído em 
permanente mudança, no meio do caos e do 
imprevisível. 
A própria palavra “fronteira” nasceu como 
um conceito militar, era o modo como se 
designava a frente de batalha. 8Nesse mesmo 
berço aconteceu um fato curioso: um oficial do 
exército francês inventou um código de gravação 
de mensagens em alto-relevo. Esse código servia 
para que, nas noites de combate, os soldados 
pudessem se comunicar em silêncio e no escuro. 
Foi a partir desse código que se inventou o sistema 
de leitura Braille. No mesmo lugar em que nasceu 
a palavra “fronteira” sucedeu um episódio que 
negava o sentido limitador da palavra. 
A fronteira concebida como vedação 
estanque tem a ver com o modo como pensamos 
e vivemos a nossa própria identidade. 9Somos um 
pouco como a tucana que se despluma dentro do 
escuro: temos a ilusão de que a nossa proteção 
vem da espessura da parede. Mas seriam as asas e 
a capacidade de voar que nos devolveriam a 
segurança de ter o mundo inteiro como a nossa 
casa. 
 
COUTO, Mia. Disponível em: fronteiras.com, 10 ago. 2014 (adaptado). 
 
08. A exposição do autor confere um caráter universal ao 
tema das fronteiras. 
 
No primeiro parágrafo, a marca linguística que melhor 
evidencia esse caráter conferido ao tema é 
A) predomínio dos verbos no presente do indicativo. 
B) emprego das aspas como índice de formalidade. 
C) destaque de estruturas explicativas diversas. 
D) uso de elementos de negação categórica. 
 
 
 
 
 
4º SIMULADO UECE 2024.2 – PROVA DE CONHECIMENTOS GERAIS – 1ª FASE 
 
 
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09. Precisamos de modelos para entender o universo (que 
é, afinal, um pluriverso ou um multiverso), (ref. 7) 
 
Nesse trecho, o conteúdo entre parênteses propõe 
uma reformulação da palavra universo, em função da 
argumentação feita pelo autor. 
 
Essa reformulação explora o(a) 
A) contraste de morfemas de sentidos distintos. 
B) citação de neologismos de valor polissêmico. 
C) comparação de conceitos relacionados ao tema. 
D) enumeração de sinônimos possíveis no contexto. 
 
10. Os dois-pontos podem delimitar uma relação entre 
uma expressão e a especificação de seu sentido. 
 
Observa-se esse uso dos dois-pontos no trecho 
apresentado em: 
A) “São fronteiras feitas para, ao mesmo tempo, 
delimitar e negociar: o “dentro” e o “fora” 
trocam-se por turnos.” (ref. 1) 
B) “Mas o que aqueles pássaros construíram não 
foi uma parede: foi um buraco.” (ref. 6) 
C) “Nesse mesmo berço aconteceu um fato 
curioso: um oficial do exército francês inventou 
um código de gravação de mensagens em alto-
relevo.” (ref. 8) 
D) “Somos um pouco como a tucana que se 
despluma dentro do escuro: temos a ilusão de 
que a nossa proteção vem da espessura da 
parede.” (ref. 9) 
 
O poema a seguir foi adaptado do livro Sonetos de 
Camões: Corpus dos Sonetos Camonianos*. 
 
(*Edição e notas de Cleonice S. M. Berardinelli. Rio de 
Janeiro: Fundação Casa de Rui Barbosa, 1980.) 
 
Texto 4 
Soneto III 
 
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Sete anos de pastor Jacob servia 
Labão, pai de Raquel, serrana bela; 
Mas não servia ao pai, servia a ela, 
E a ela só por prêmio pretendia. 
 
Os dias na esperança de um só dia 
Passava, contentando-se com vê-la; 
Porém o pai, usando de cautela, 
Em lugar de Raquel, lhe dava Lia. 
 
Vendo o triste pastor que com enganos 
Lhe fora assim negada sua pastora, 
Como se a não tivera merecida, 
 
Começa de servir outros sete anos, 
Dizendo: — Mais servira, se não fora 
Para tão longo amor tão curta a vida. 
11. O verso “Como se a não tivera merecida” (3ª estrofe) 
estabelece determinada relação de sentido com os 
dois versos que o antecedem. 
 
Essa relação expressa sentido de 
A) modo. 
B) causa. 
C) finalidade. 
D) adversidade. 
 
A educação pela seda 
 
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06 
Vestidos muito justos são vulgares. Revelar 
formas é vulgar. Toda revelação é de uma 
vulgaridade abominável. 
Os conceitos a vestiram como uma segunda 
pele, e pode-se adivinhar a norma que lhe rege a 
vida ao primeiro olhar. 
 
STRAUSZ, Rosa Amanda. Mínimo múltiplo comum: contos. Rio de Janeiro: José 
Olympio, 1990. 
 
12. Em “Os conceitos a vestiram como uma segunda 
pele...”, o vocábulo a é comumente utilizado para 
substituir termos já enunciados. No texto, entretanto, 
ele tem um uso incomum, já que permite subentender 
um termo não enunciado. 
 
Esse uso indica um recurso denominado 
A) elipse. 
B) catáfora. 
C) designação. 
D) modalização. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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MATEMÁTICA 
 
13. Considere os maiores valores possíveis para os 
naturais a, x e y, de modo que 2a ⋅ 3x ⋅ 5y seja divisor 
de 1 800. Dessa forma, a + x + y vale 
A) 6. 
B) 7. 
C) 8. 
D) 9. 
 
14. Seja f: R → R, tal que, para todo x ∈ R, f(3x) = 3 ⋅ f(x). 
Se f(9) = 45, então f(1) é igual a 
A) 5. 
B) 6. 
C) 9. 
D) 7. 
 
15. No conjunto dos números reais, a equação 
exponencial + ++ =x 2 x x 12 8 4 possui 
A) zero raiz. 
B) uma raiz. 
C) duas raízes. 
D) três raízes. 
 
16. Se ⋅ + ⋅ =3 3a log a b log b 3 e =aa 27, então o valor de 
bb é igual a 
A) 1. 
B) 2. 
C) 3. 
D) 27. 
 
17. A quantidade de números inteiros maiores que 2 500 
formados com quatro dígitos distintos é 
A) 3 917. 
B) 3 808. 
C) 3 528. 
D) 3 712. 
 
18. O quadro numérico exposto a seguir foi construído 
seguindo uma lógica estrutural. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Seguindo a lógica adotada na construção do quadro, 
é possível afirmar corretamente que o número que 
ocupa a posição central da linha 20 é 
A) 31. 
B) 29. 
C) 32. 
D) 30. 
R A S C U N H O 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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19. Se o volume de um paralelepípedo retângulo, cujas 
medidas das arestas distintas são, respectivamente, 
2 cm, 3 cm e 4 cm, é igual ao volume de um cilindro 
circular reto, cuja medida do raio da base é igual a 
2 cm, então é correto afirmar que a medida da altura 
do cilindro, em cm, é 
A) 
π
6. 
B) π6 . 
C) 
π
.
6
 
D) π3 . 
 
20. No quadrilátero XYZW, as medidas dos ângulos 
internos Z e W são, respectivamente, 128 graus e 
76 graus. Se as bissetrizes dos ângulos internos X e Y 
cortam-se no ponto O, pode-se afirmar corretamente 
que a medida do ângulo XÔY é igual a 
A) 156 graus. 
B) 78 graus. 
C) 204 graus. 
D) 102 graus. 
 
21. No plano cartesiano Oxy, a circunferência C é 
tangente ao eixo Ox no ponto de abscissa 5 e contém 
o ponto (1, 2). Nessas condições, o raio de C vale 
A) 5. 
B) 2 5. 
C) 5. 
D) 3 5. 
 
22. Sendo i a unidade imaginária, a correta forma 
algébrica do número 
−
− +
4 2i
2 i
 é 
A) − +
8
2 i.
5
 
B) −
8
2 i.
5
 
C) 2. 
D) −2. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
R A S C U N H O 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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HISTÓRIA 
 
23. Aqueles que compõem a cidade, tão diferentes entre 
si por suas origens, condições e funções, de certa 
forma parecem “semelhantes” uns aos outros. Essa 
similitude funda a unidade da pólis, porque, para os 
gregos, somente os semelhantes podem permanecer 
mutuamente unidos pela Philia, associados a uma 
mesma comunidade. Todos aqueles que participam do 
Estado definem-se como Homoioi, semelhantes, 
depois de maneira mais abstrata, como Isoi, iguais. 
Essa imagem das relações humanas encontrará no 
século VI a.C. a sua expressão rigorosa no conceito de 
isonomia: igual participação de todos os cidadãos no 
exercício do poder. 
 
VERNANT, Jean-Pierre. Les origines de la pensée grecque, 1995 (adaptado). 
 
O autor argumenta que a organização da pólis grega 
A) desconhecia as desigualdades reais entre os ci-
dadãos na esfera das decisões políticas coletivas. 
B) fundava-se no sentimento recíproco de amizade 
entre os cidadãos dos mesmos grupos econô-
micos. 
C) abria-se à participação nas decisões públicas dos 
aliados incondicionais da cidade nos períodos de 
guerra. 
D) enaltecia o exercício da racionalidade política 
em prejuízo dos cultos das divindades do mundo 
grego. 
 
24. “Os humanistas, num gesto ousado, tendiam a 
considerar como mais perfeita e mais expressiva a 
cultura que havia surgido e se desenvolvido no seio do 
paganismo, antes do advento de Cristo. A Igreja, 
portanto, para quem a história humana só atingira a 
culminância na Era Cristã, não poderia ver com bons 
olhos essa atitude.” 
 
SEVCENKO, Nicolau. O Renascimento. São Paulo: Unicamp, 1988, p. 14. 
 
Quanto aos humanistas, pode-se afirmar que 
A) eram, em sua maioria, cristãos e desejavam 
reinterpretar o Evangelho à luz da experiência e 
dos valores da Antiguidade. Exaltavam o 
indivíduo, a vontade e a capacidade de ação dos 
homens. 
B) valorizavam os antigos gregos e romanos em 
detrimento da cultura medieval. Assim, os 
humanistas retornam ao paganismo e fazem 
dessa religião sua crença principal provocando a 
ira da Igreja Católica. 
 
C) acreditavam que somente Deus é a fonte de 
energias criativas ilimitadas, detentor único de 
virtude e glória. Porém, seu teocentrismo não os 
impediu de produzir obras que valorizassem a 
ação humana. 
D) acreditavam, inspirados nos valores clássicos, na 
capacidade transformadora dos homens 
induzidos por força criadora de Deus. Diante 
disso, a Igreja Católica adotou uma política de 
total apoio ao movimento. 
 
25. Na Era da Catástrofe (1914-1945), com a Grande 
Depressão desencadeada pela Crise de 1929, tornava-
-se cada vez mais claro que a paz, a estabilidade social, 
a economia, as instituições políticas e os valores 
intelectuais da sociedade liberal burguesa entraram 
em decadência ou colapso. 
 
HOBSBAWM,E. J. Era dos extremos: o breve século XX, 1914-1991. São Paulo: 
Companhia das Letras, 1995, p. 112 (adaptado). 
 
A partir do excerto acima e dos conhecimentos sobre 
o período histórico que vai de 1914 a 1945, é correto 
afirmar: 
A) A Crise de 1929 e as guerras mundiais levaram 
ao colapso do liberalismo político e econômico 
na Europa e, ao mesmo tempo, à expansão das 
democracias liberais em países africanos e do 
Oriente Médio. 
B) As soluções para a Crise de 1929 centraram-se 
em um aprofundamento das políticas liberais do 
New Deal, que promoviam responsabilidade 
fiscal e diminuição do papel do Estado como 
motor de desenvolvimento. 
C) São marcos da Crise do liberalismo na Europa: o 
colapso das principais democracias, a ascensão de 
governos totalitários e autoritários e a descrença 
no livre-mercado após a Crise de 1929. 
D) Verificou-se, nesse período, o colapso das demo-
cracias liberais, com a ascensão do totalitarismo na 
Europa, e o aumento das liberdades econômicas, 
com a diminuição do papel do Estado como 
solução para a Crise de 1929. 
 
26. “Não há nada mais evidente que a verdade palestina e 
a legitimidade palestina: esta terra é nossa e esta 
pequena parte é uma parte de nossa terra natal, uma 
terra natal real e não mítica. Esta ocupação é uma 
ocupação estrangeira que não escapa à acepção 
universal da palavra ocupação, sejam quais forem os 
títulos de direito divino que ela cita; Deus não é 
propriedade pessoal de ninguém”. 
 
Vários autores. Viagem à Palestina, Ediouro, 2004, p.14. 
 
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Sobre a ocupação do território palestino, é correto 
afirmar que 
A) é um problema diplomático já superado: apenas 
sobrevive na literatura. 
B) não obstante as inúmeras tentativas de 
negociação, Israel mantém a ocupação com 
vistas à expansão. 
C) a ONU tem conseguido resultados positivos e 
favoráveis ao acordo entre ambos os lados. 
D) a Autoridade Palestina é reconhecida em todas as 
instâncias diplomáticas envolvidas no conflito. 
 
27. 
 
 
Representação de Joaquim José da Silva Xavier, Tiradentes. 
 
“Tiradentes é uma figura ímpar na história do 
Brasil. É um personagem que cresce na desgraça, 
quando já não pode ter nenhum peso revolucionário. 
É verdade que era indiscreto, algo irresponsável e de 
vida até certo ponto irregular, mas, por ser o mais 
frágil entre os inconfidentes, essas “más qualidades” 
aparecem nele como se fossem piores do que a 
corrupção e a venalidade dos outros conspiradores, 
como Thomaz Antônio Gonzaga, Cláudio Manuel da 
Costa ou Alvarenga Peixoto, homens de poder 
econômico. 
No entanto, na desgraça, ganhou dignidade, 
enquanto a maioria dos seus companheiros perdeu. 
(...) 
Começam então a erigir estátuas e a financiar 
a historiografia que mitifica o herói. O ápice dessa 
construção de um herói nasce no regime militar de 
1964, com a lei 4.897, que o torna patrono da nação 
brasileira no decreto 58.168, que obriga que sua 
imagem tenha sempre a barba que lembra Jesus 
Cristo”. 
 
CHIAVENATO, Júlio José. As várias faces da Inconfidência Mineira. 
São Paulo: Editora Contexto, 1989, p. 82-83. 
 
 
É possível afirmar que a construção de Tiradentes 
como herói da nação brasileira no século XX, incluindo 
sua aparência e os discursos em torno dele, não se 
refere propriamente aos acontecimentos do século 
XVIII. Assinale a alternativa que caracteriza o 
movimento da Inconfidência Mineira de 1789. 
A) A Inconfidência Mineira era marcadamente 
antirrepublicana. 
B) A Inconfidência Mineira teve como objetivo 
garantir os interesses da elite de Minas Gerais 
daquele momento. 
C) A Inconfidência Mineira defendia o fim imediato 
da escravidão. 
D) A Inconfidência Mineira pretendia a indepen-
dência de toda colônia portuguesa nas Américas. 
 
28. Quando chegar o feliz momento da abolição, não será 
devido nunca à inclinação sincera do povo ou do 
governo, a menos que venham a sofrer grande 
mudança. Pois quase me aventuraria a dizer que não 
há dez pessoas emtodo o Império que considerem 
esse comércio um crime ou o encarem sob outro 
aspecto que não seja o de ganho e perda, de simples 
especulação mercantil, que deve continuar ou cessar 
conforme for vantajoso ou não. Acostumados a não 
fazer nada, os brasileiros, em geral, estão convencidos 
de que os escravos são necessários como animais de 
carga, sem os quais os brancos não poderiam viver. 
 
HENRY CHAMBERLAIN, agente diplomático britânico, em 31/12/1823. 
SOUSA, O. T. Fatos e personagens em torno de um regime. 
Rio de Janeiro: José Olympio, 1960 (adaptado). 
 
Após a emancipação política do Império do Brasil, o 
debate sobre o fim do tráfico intercontinental de 
escravos e da escravidão esteve em pauta, como 
abordado por Henry Chamberlain em 1823. 
 
Naquele contexto, de acordo com o diplomata 
britânico, as resistências à abolição do tráfico e da 
escravidão estavam associadas à conjuntura de 
A) desqualificação do trabalho braçal. 
B) vigência da sociedade burguesa. 
C) instabilidade do regime jurídico. 
D) decadência da estrutura agrária. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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29. Em 1934, um grupo de mulheres brasileiras, liderado 
por Bertha Lutz, elaborou um texto que ficou 
conhecido como Manifesto Feminista. Leia um trecho 
desse documento. 
 
As mulheres, assim como os homens, nascem 
membros livres e independentes da espécie humana, 
dotados de faculdades equivalentes e igualmente 
chamados a exercer, sem peias, os seus direitos e 
deveres individuais, os sexos são interdependentes e 
devem, um ao outro, a sua cooperação. A supressão 
dos direitos de um acarretará, inevitavelmente, 
prejuízos para o outro, e, consequentemente, para a 
Nação. Em todos os países e tempos, as leis, 
preconceitos e costumes tendentes a restringir a 
mulher, a limitar a sua instrução, a entravar o 
desenvolvimento das suas aptidões naturais, a 
subordinar sua individualidade ao juízo de uma 
personalidade alheia, foram baseados em teorias 
falsas, produzindo, na vida moderna, intenso 
desequilíbrio social; a autonomia constitui o direito 
fundamental de todo indivíduo adulto; a recusa desse 
direito à mulher é uma injustiça social, legal e 
econômica que repercute desfavoravelmente na vida 
da coletividade, retardando o progresso geral... 
 
Apud DUARTE, C. L. “Feminismo e literatura no Brasil”. 
Revista de Estudos Avançados, v. 17, n. 49, set/dez 2003. 
Disponível em: https://tinyurl.com/mvx5cazh. Acesso em: 6 jul. 2016. 
 
Tendo em vista a situação das mulheres no Brasil, na 
década de 1930, é correto afirmar que o texto 
A) busca estimular as mulheres a exercerem o seu 
direito de voto que havia sido garantido pela 
Constituição Brasileira de 1891. 
B) defende a superioridade das mulheres e condena 
as decisões da Constituição Brasileira de 1934, 
que negaram o direito ao voto feminino. 
C) diverge das ações feministas do Rio Grande do 
Norte, que culminaram no exercício do direito 
de voto pelas mulheres em 1928. 
D) sustenta a igualdade de gêneros em sintonia 
com campanhas que consagraram o direito de 
voto para as mulheres na Constituição de 1934. 
 
30. ATO INSTITUCIONAL Nº 1, DE 09 DE ABRIL DE 1964 
 
Art. 1º – São mantidas a Constituição de 1946 e as 
Constituições estaduais e respectivas Emendas, com as 
modificações constantes deste Ato. 
(...) 
 
Art. 4º – O Presidente da República poderá enviar ao 
Congresso Nacional projetos de lei sobre qualquer 
matéria, os quais deverão ser apreciados dentro de 
trinta (30) dias, a contar do seu recebimento na 
Câmara dos Deputados, e de igual prazo no Senado 
Federal; caso contrário, serão tidos como aprovados. 
(...) 
 
Art. 10º – No interesse da paz e da honra nacional, e 
sem as limitações previstas na Constituição, os 
Comandantes-em-Chefe, que editam o presente Ato, 
poderão suspender os direitos políticos pelo prazo de 
dez (10) anos e cassar mandatos legislativos federais, 
estaduais e municipais, excluída a apreciação judicial 
desses atos. 
(...) 
Disponível em: planalto.gov.br 
 
O Ato Institucional nº 1 foi editado logo após a 
deposição do presidente João Goulart, em 1964. Nele, 
figuraram medidas destinadas a legitimar as ações do 
novo governo, como indica o texto. 
 
Um dos efeitos imediatos dessas medidas, no que se 
refere à atuação do Poder Legislativo, foi a 
A) ampliação de atribuições decisórias. 
B) restrição de incumbências tributárias. 
C) convocação de eleições parlamentares. 
D) perseguição de grupos oposicionistas. 
 
 
GEOGRAFIA 
 
31. A Geografia alicerçada nas ideias positivistas de 
Augusto Comte fundamenta-se no método científico 
desenvolvido por meio da observação, da descrição e 
da classificação dos fatos, restringindo-se aos aspectos 
visíveis. Desenvolveu-se um estudo fragmentado do 
quadro natural e humano, eliminando qualquer 
relação entre eles, não se preocupando com a análise 
das relações sociais, mas, sim, com o estudo dos 
aspectos visíveis dos fenômenos mensuráveis. 
 
 O texto refere-se à Geografia 
A) crítica. 
B) cultural. 
C) tradicional. 
D) humanística. 
 
 
 
 
 
 
 
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32. A evaporação das águas de infiltração com sais 
dissolvidos causa a cristalização em fissuras e outros 
tipos de descontinuidades, o que tem o mesmo efeito 
do congelamento da água, fragmentando as rochas. 
Essa cristalização pode chegar a exercer pressões 
enormes sobre as paredes das rochas, não somente 
em virtude do próprio crescimento dos cristais, mas 
também por sua expansão térmica quando a 
temperatura aumenta nas horas mais quentes do dia 
ou pela absorção de umidade. 
 
 Todos os fenômenos que causam desagregação e 
fragmentação das rochas, com separação de grãos 
minerais antes coesos, transformando a rocha 
inalterada em material descontínuo e friável, 
constituem o processo de 
A) formação de voçorocas. 
B) intemperismo físico. 
C) laterização. 
D) lixiviação. 
 
33. Solo é a camada superficial da terra arável detentora 
de vida microbiana. O solo é o único ambiente no qual 
se encontram reunidos, em associação íntima, os 
quatro elementos: domínio de rocha ou pedras 
(litosfera); domínio das águas (hidrosfera); domínio do 
ar (atmosfera); domínio de vida (biosfera). Os 
pedólogos adotam várias denominações para os 
diferentes tipos de solo, segundo sua gênese. Os 
latossolos são solos 
A) pouco evoluídos, com ausência de horizonte. 
B) altamente evoluídos e rico em argilominerais. 
C) essencialmente orgânicos. 
D) derivados de rochas calcárias. 
 
34. Para obter-se o terreno para o plantio, o mato precisa 
ser derrubado; galhos e ramos, cortados e, depois de 
secarem, precisam ser queimados. É um trabalho 
duro. Em geral, é feito por um grupo de homens 
acostumados com esse serviço, e que são pagos por 
um chefe, o qual contrata o serviço com os donos das 
terras. Depois de 2 a 3 meses, o Sol seca as folhas e 
os galhos, então, pode-se começar a queima do mato, 
um acontecimento notável, esperado com grande 
tensão. 
 
MAIER, Max Hermann. Um advogado de Frankfurt se torna cafeicultor 
na selva brasileira. CDPH/UEL) 
 
A prática sucessiva de queimada com o intuito de 
favorecer o manejo agrícola tem como consequência: 
A) correção da acidez do solo, mantendo a 
fertilidade natural. 
B) ampliação da capacidade de reter fertilizante no 
solo. 
C) empobrecimento do solo, eliminando atividades 
microbióticas. 
D) dificuldade no processo de lixiviação. 
35. A área de proteção ambiental da Chapada do Araripe 
completou 25 anos. Possui aproximadamente 
2 milhões de hectares e abrange municípios no Ceará, 
em Pernambuco e no Piauí. No Ceará, a APA engloba 
15 municípios: Abaiara, Araripe,Barbalha, Brejo Santo, 
Campos Sales, Crato, Jardim, Missão Velha, Nova 
Olinda, Pena Forte, Porteiras, Potengi, Salitre e 
Santana do Cariri. Criada em 4 agosto de 1997, por 
decreto lei, gerida pelo Instituto Chico Mendes de 
Conservação da Biodiversidade, a Área de Proteção 
Ambiental (APA) é uma unidade de conservação que 
tem como principal objetivo 
A) proteger os meios de vida das populações 
nativas e assegurar o uso sustentável dos 
recursos naturais em áreas com populações 
extrativistas. 
B) proteger integralmente a área, salvo medidas de 
recuperação e manejo. 
C) preservar sítios naturais raros, singulares ou de 
grande beleza cênica. 
D) proteger a diversidade biológica, disciplinar a 
ocupação e assegurar a sustentabilidade no uso 
dos recursos naturais, principalmente de áreas 
extensas e com ocupação humana. 
 
36. A população brasileira começou a ser recontada de 
forma detalhada no dia 1º de agosto. O Censo 
Demográfico 2022, realizado pelo Instituto Brasileiro 
de Geografia Estatística (IBGE), tem por objetivo 
controlar habitantes do território nacional, identificar 
suas características e revelar como vivem os 
brasileiros. As informações do censo são essenciais 
para o desenvolvimento de políticas públicas e 
privadas. O gráfico abaixo mostra o comportamento 
da taxa de natalidade e mortalidade de 1872 a 2010. 
 
 
 
Hervé Théry e Nell A. de Mello-Théry. Atlas do Brasil, 2018 (adaptado). 
 
A análise do gráfico revela o(a) 
A) processo de transição demográfica, que aponta 
para o envelhecimento da população. 
B) retração demográfica, que recupera as 
preocupações malthusianas. 
C) processo de transição demográfica, que alerta 
para o elevado crescimento vegetativo. 
D) o processo de transição demográfica, que sugere 
um futuro boom demográfico. 
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37. O município de Fortaleza (CE) vem apresentando 
situações favoráveis às epidemias de dengue e outras 
arboviroses transmitidas pelo Aedes aegypti devido 
aos fatores socioeconômicos e ambientais prove-
nientes de um crescimento populacional elevado. A 
perspectiva é que, se não houver ações efetivas de 
combate às doenças ligadas ao planejamento da 
cidade, tendo em vista fatores climáticos, sociais e 
epidemiológicos, os casos de dengue e outras 
arboviroses aumentarão. 
 
LIMA JÚNIOR, Antonio Ferreira. Análise espaço-temporal da dengue em 
Fortaleza e sua relação com o clima urbano e variáveis socioambientais. 
2018. 168 f. Dissertação (Mestrado em Geografia), Universidade 
Federal do Ceará, Fortaleza, 2018. (adaptado) 
 
A tendência expressa no texto pode ser potencia-
lizada pelo(a) 
A) manutenção quantitativa da natalidade. 
B) progresso vertiginoso da meteorologia. 
C) conservação perene da biodiversidade. 
D) aumento desenfreado da urbanização. 
 
38. O geógrafo Milton Santos define a globalização da 
seguinte forma: “A globalização é o estágio supremo 
da internacionalização, o processo de intercâmbio 
entre países, que marcou o desenvolvimento do 
capitalismo desde o período mercantil dos séculos 
XVII e XVIII, expande-se com a industrialização, ganha 
novas bases com a grande indústria nos fins do século 
XIX e, agora, adquire mais intensidade, mais 
amplitude e novas feições. O mundo inteiro torna-se 
envolvido em todo tipo de troca: técnica, comercial, 
financeira e cultural. 
 
SANTOS, Milton. Por uma globalização mais humana. 
 
Sobre as bases ou desdobramentos da globalização, 
pode-se afirmar que 
A) consolidou a expansão do capitalismo e 
possibilitoυ o desenvolvimento industrial de 
todos os países emergentes. 
B) internacionalizou a economia e eliminou as 
relações comerciais desfavoráveis. 
C) acelerou o desenvolvimento tecnológico, 
derrubando fronteiras políticas e territoriais, 
permitindo o fim de hierarquias na divisão 
territorial do trabalho. 
D) promoveu uma revolução tecnológica, difun-
dindo de forma instantânea a informação, 
criando novas formas de consumo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FÍSICA 
 
39. Um soldado, fixo em sua posição, durante um 
treinamento de tiro, na instrução militar, utiliza um 
fuzil e dispara, em direção ao alvo, um projétil que se 
desloca com uma velocidade horizontal constante de 
módulo VP. O alvo é atingido, e o som produzido no 
impacto é ouvido pelo mesmo soldado num intervalo 
de tempo ∆t após o disparo. Considerando o módulo 
da velocidade de propagação do som no ar igual a VS, 
desprezando a resistência do ar e a ação da aceleração 
da gravidade, podemos afirmar que a distância da 
arma até o alvo é dada por 
A) ⋅ ⋅ ∆ +S P S PV V t / (V V ). 
B) ⋅ ⋅ ∆ −S P S PV V t / (V V ). 
C) ⋅ ⋅ ∆ −S P P SV V t / (V V ). 
D) ⋅ ∆2
P S(V ) t / V . 
 
40. Uma associação em série, formada por dois resistores 
de resistências R e 2R, foi conectada aos terminais de 
um gerador de força eletromotriz ε e resistência r. Essa 
associação foi imersa em um calorímetro com uma 
massa M de água à temperatura ambiente a fim de 
ferver esse líquido. Qual deve ser o valor de R a fim de 
que a água comece a ferver no menor intervalo de 
tempo possível? 
A) 
r
2
 
B) 
r
3
 
C) 
2r
3
 
D) 
r
4
 
 
41. Dois relógios, A e B, hipotéticos foram construídos de 
forma a operarem com base no período de oscilação, 
respectivamente, de um pêndulo simples e de um 
sistema massa-mola vertical ideal. Admita que os 
relógios se encontram calibrados e operam 
pontualmente. São Brito fixou os dois relógios no teto 
de um elevador que se move aceleradamente para 
cima com aceleração a. 
 
É correto afirmar que o relógio A se 
A) atrasa e o relógio B se adianta. 
B) adianta e o relógio B se atrasa. 
C) adianta e o relógio B continua a operar pontual-
mente. 
D) atrasa e o relógio B continua a operar pontual-
mente. 
 
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42. Uma fonte sonora que emite um apito de frequência 
600 Hz executa, no ar, um movimento harmônico 
simples ao longo do eixo x de um sistema de 
coordenadas cartesianas. Sua abscissa, em função do 
tempo, é dada pela função x = 0,8 ⋅ cos 
π ⋅ + 
 
50 t
4
 no 
sistema internacional de unidades. Qual é a máxima 
frequência aparente ouvida por um observador 
estacionário na posição x = 2 m desse sistema de 
coordenadas? 
Dado: velocidade do som no ar = 340 m/s. 
A) 640 Hz 
B) 680 Hz 
C) 720 Hz 
D) 760 Hz 
 
43. Se as grandezas R, C, E e B são, respectivamente, 
resistência elétrica, capacitância, campo elétrico e 
campo magnético, a grandeza dada pela expressão 
⋅ ⋅
E
R C
B
 tem dimensão de 
A) energia. 
B) diferença de potencial elétrico. 
C) corrente elétrica. 
D) distância. 
 
44. Para encher o pneu de sua bicicleta, um ciclista dispõe 
de uma bomba em formato cilíndrico, cuja área de 
seção transversal é igual a 20 cm2. O pneu dianteiro da 
bicicleta tem volume de 2,4 L e possui, inicialmente, 
uma pressão interna de 0,3 atm. 
A cada bombeamento, o ciclista puxa o êmbolo da 
bomba deslocando-o por uma distância de 36 cm, até 
preencher completamente o cilindro com ar à pressão 
atmosférica de 1 atm. Em seguida, empurra o êmbolo 
de volta, até que toda essa massa gasosa seja 
transferida ao pneu da bicicleta. 
Considere que o volume do pneu permanece 
constante e que o processo é isotérmico, com 
temperatura ambiente de 27 °C. Nessas condições, 
para elevar a pressão do pneu até 6,3 atm, o número 
de repetições que o ciclista deverá fazer, movendo o 
êmbolo até o final do seu curso, é 
A) 20. 
B) 50. 
C) 80. 
D) 95. 
 
 
 
 
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45. Quando um objeto se encontra a uma distância X do 
foco de um espelho convexo gaussiano, sua imagem se 
encontra auma distância Y desse foco. Assim, a 
distância focal desse espelho é dada por 
A) +2 2X Y . 
B) −2 2X Y . 
C) ⋅X Y. 
D) 
+
X Y
.
X Y
 
 
46. Um campo magnético B é perpendicular a um campo 
elétrico E, ambos uniformes. Um feixe de elétrons 
(carga –q e massa m), deslocando-se com certa 
velocidade, é introduzido nesse campo eletromag-
nético, normalmente a E e a B. Desprezando a ação da 
gravidade, verifica-se que o feixe não sofre desvio. 
Desliga-se, então, o campo elétrico E, permanecendo 
apenas o campo magnético B. Nessas condições, o raio 
do MCU que o feixe passa a executar vale: 
A) 
⋅q B
m
 
B) 
⋅
⋅ 2
m E
q B
 
C) ⋅
⋅
2q B
m E
 
D) 
⋅ ⋅
2
m E q
B
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
R A S C U N H O 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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QUÍMICA 
 
DADOS QUE PODEM SER USADOS NESTA PROVA 
 
ELEMENTO 
QUÍMICO 
NÚMERO 
ATÔMICO 
MASSA 
ATÔMICA 
Ag 47 107,86 
A 13 27 
As 33 75 
Cu 29 63,5 
Ga 31 69,7 
In 49 114,8 
Ni 28 58,7 
 
47. A adição de um soluto não volátil em um solvente puro 
provoca o abaixamento de sua pressão de vapor e, em 
consequência, sua temperatura de ebulição é alterada. 
Um estudante resolveu medir, no laboratório, as 
temperaturas de ebulição de quatro soluções aquosas, 
todas de concentração −⋅ 10,5 mol L , e compará-las 
com a da água pura, como mostrado a seguir. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Com relação aos resultados obtidos pelo estudante, 
assinale a afirmativa correta. 
A) A solução de sulfato de alumínio apresentou a 
maior temperatura de ebulição. 
B) A solução de sulfato de sódio apresentou a 
menor temperatura de ebulição. 
C) A solução de glicose apresentou a maior 
temperatura de ebulição. 
D) As soluções de sulfato de magnésio e de sulfato 
de alumínio apresentaram a mesma tempera-
tura de ebulição. 
48. A imagem a seguir mostra a formação de água líquida 
por meio de duas mudanças de estado físico distintas. 
Mudança 1 – água formada na superfície externa de 
um copo. 
Mudança 2 – água proveniente do derretimento de 
gelo. 
 
 
 
Disponível em: www.purizon.com.br 
 
De acordo com as informações fornecidas, afirma-se 
que, nas mudanças citadas, ocorre 
A) liquefação em 1 e em 2; um processo exotérmico. 
B) condensação e processo exotérmico em 1; fusão 
e processo endotérmico em 2. 
C) liquefação e processo endotérmico em 1; fusão 
e processo exotérmico em 2. 
D) sublimação em 1 e liquefação em 2; e ambos os 
processos são exotérmicos. 
 
49. Um material usado como componente de 
equipamentos de proteção balística é o polímero 
poliparafenileno de tereftalamida (aramida), cujo 
nome comercial é Kevlar®. A unidade polimérica é 
formada a partir de dois monômeros diferentes, 
conforme representado na figura abaixo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Avalie as seguintes afirmativas acerca da reação, das 
estruturas e das propriedades dos monômeros e da 
unidade polimérica da aramida. 
I. A estrutura da aramida apresenta somente 
ligações covalentes do tipo sigma (σ). 
II. A unidade polimérica apresenta em sua 
estrutura o grupo funcional amida. 
III. Os carbonos da estrutura do benzeno-1,4-diamina 
possuem hibridização do tipo sp3. 
IV. A fórmula molecular do ácido benzeno-1,4-dioico é 
C8H6O4. 
V. A aramida é obtida por meio de uma reação de 
polimerização por condensação. 
 
Das afirmativas feitas, estão corretas apenas 
A) III e IV. 
B) II, III e V. 
C) I, IV e V. 
D) II, IV e V. 
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50. Uma das etapas da fermentação láctea consiste na 
transformação de ácido pirúvico em ácido láctico, pela 
reação representada pela seguinte equação: 
 
 
 
Na transformação de ácido pirúvico em ácido láctico, 
ocorre __________ do grupo __________ de um 
composto opticamente __________, formando um 
composto opticamente __________ . 
 
As lacunas do texto são preenchidas, respectivamente, 
por 
A) redução – carbonila – inativo – ativo. 
B) redução – carboxila – inativo – ativo. 
C) oxidação – carbonila – inativo – ativo. 
D) oxidação – carboxila – ativo – inativo. 
 
51. A temperatura de ebulição de substâncias está 
relacionada à força de atração existente entre as 
moléculas que as constituem. Essa força de atração, por 
sua vez, tem componentes como a massa das moléculas 
e a interação intermolecular existente entre elas. 
Considere a seguir as moléculas de três substâncias 
orgânicas e suas respectivas temperaturas de ebulição. 
 
Substância 
Massa 
molar 
(g/mol) 
Fórmula 
estrutural 
Temperatura 
de ebulição 
(°C) 
Éter 
dimetílico 
46 3 3H C O CH− − –25 
Etanol 46 
 
78 
Propano-1-ol 60 
 
97 
 
Analisando as fórmulas estruturais e as temperaturas de 
ebulição das substâncias apresentadas na tabela, 
verifica-se que a diferença de temperaturas de ebulição 
A) do éter dimetílico e do etanol deve-se à 
diferença de massa entre as moléculas. 
B) do éter dimetílico e do etanol deve-se à 
diferença entre os tipos de interação 
intermolecular existente entre as moléculas. 
C) do etanol e do propano-1-ol deve-se à diferença 
entre os tipos de interação intermolecular 
existente entre as moléculas. 
D) das três substâncias deve-se à diferença entre os 
tipos de interação intermolecular entre as 
moléculas. 
 
 
52. Atualmente, as lâmpadas incandescentes e 
fluorescentes foram praticamente substituídas por 
novas lâmpadas LED, que apresentam maior eficiência 
luminosa e maior tempo de vida útil que as 
tradicionais. As lâmpadas LED possuem na sua 
composição os elementos alumínio (A), cobre (Cu), 
gálio (Ga), índio (In), arsênio (As), prata (Ag) e níquel 
(Ni). Apesar do seu largo uso, ainda não há um 
programa de reciclagem no país. 
Dados: números atômicos: A = 13; Cu = 29; Ga = 31; 
In = 49; As = 33; Ag = 47; Ni = 28. 
 
Considerando apenas a composição mencionada, a 
reciclagem dessas novas lâmpadas traria vantagens 
porque 
A) os elementos representativos não metálicos 
presentes resultam em acúmulo de material 
biodegradável. 
B) os metais nobres entre os metais de transição 
presentes possuem alto valor agregado. 
C) os elementos lantanídeos presentes representam 
dependência externa para produção. 
D) os elementos representativos presentes produ-
zem óxidos alcalinos corrosivos. 
 
53. A rotulagem do produto químico perigoso é um dos 
meios utilizados pelo fornecedor para transferir ao 
público-alvo as informações essenciais sobre os seus 
perigos. 
ABNT NBR 14725-3:2012 (adaptado). 
 
Uma das formas de informar os perigos de produtos 
químicos é o uso de pictogramas. Observe um deles 
representado na figura a seguir. 
 
 
ABNT NBR 14725-3:2012 (adaptado). 
 
Dentre os produtos químicos que as pessoas 
empregam em suas residências em atividades de 
limpeza, o produto que informa em seu rótulo o perigo 
descrito no pictograma dessa figura é o(a) 
A) removedor, um solvente orgânico usado para 
limpeza e remoção de cera do piso e de graxas 
em equipamentos e tecidos. 
B) ácido muriático, uma solução de ácido clorídrico 
usada para limpar rejunte de pisos. 
C) desentupidor de pias e ralos, que tem a soda 
cáustica usada para remover gordura de 
encanamentos. 
D) água sanitária, uma solução de hipoclorito de 
sódio usada para alvejar roupas. 
 
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54. Muitos dos metais que utilizamos no dia a dia são 
obtidos a partir de seus minérios por meio de um 
processo chamado, genericamente, de metalurgia. Na 
metalurgia, são utilizadas várias reações de 
oxidorredução, sendo uma delas a ustulação. 
Ustulação: aquecimento de sulfetosmetálicos na 
presença de oxigênio (O2), produzindo o metal na sua 
forma elementar e, ainda, dióxido de enxofre (SO2). 
 
USBERCO, João; SALVADOR, Edgard. Química, 14, ed, Reform – São Paulo: Editora 
Saraiva, 2009. v. 2: Química Geral, p. 343. 
 
Acerca da ustulação da Argentita (Ag2S), fazem-se as 
seguintes afirmativas: 
I. É classificada como uma reação de dupla troca. 
II. A equação que representa a ustulação da 
Argentita é + → +2 2 2Ag S O 2Ag SO . 
III. O óxido formado como produto da reação, 
quando reage com a água, produz ácido; este 
mesmo óxido, ao reagir com uma base, forma sal 
e água. 
IV. Considerando o rendimento da reação de 80%, a 
ustulação de 248 kg de Argentita produzirá, 
aproximadamente, 1,79 × 104 L de SO2, nas CNTP. 
V. Considerando o rendimento da reação de 100%, 
a ustulação de 248 kg de Argentita produzirá, 
aproximadamente, 4,0 × 1021 átomos de Ag. 
 
Dados: 
volume molar gasoso nas Condições Normais de 
Temperatura e Pressão (CNTP) = 22,4 L mol-1; 
constante de Avogadro 6,0 × 1023 entidades mol-1; 
massas molares (Ag = 108 e S = 32). 
 
Das afirmativas feitas, estão corretas apenas 
A) I, II e IV. 
B) III e V. 
C) II, III e IV. 
D) II, III e V. 
 
 
BIOLOGIA 
 
55. Plantas que apresentam forte dominância apical, 
como o girassol – Helianthus annuus – podem 
desenvolver vários ramos laterais caso seu ápice seja 
removido. Isso ocorre porque, com a remoção do 
ápice, remove-se também a fonte de hormônio 
responsável pela manutenção da dominância apical. 
 
 
 
Esse hormônio é o(a) 
A) ácido indolialcético. 
B) ácido abscísico. 
C) etileno. 
D) citocinina. 
 
56. “Apomorfias são, portanto, as novidades evolutivas 
que aparecem exclusivamente nos organismos de um 
grupo, definindo-o como tal.” 
 
Amabis & Martho. Biologia dos Organismos. 
 
Em relação às apomorfias, analise os caracteres 
listados a seguir e assinale o item correto. 
I. Pelos. 
II. Mamas. 
III. Presença de crânio. 
IV. Glândulas mamárias. 
V. Anexos embrionários. 
 
A) Nenhum representa apomorfia de mamíferos. 
B) I, II e III são apomorfias de mamíferos. 
C) I, II e IV são apomorfias de mamíferos. 
D) I e IV são apomorfias de mamíferos. 
 
57. Analise as alternativas apresentadas abaixo e marque 
aquela que corresponde aos eventos que ocorrem no 
organismo após uma importante absorção de glicose 
pelo intestino delgado. 
A) Hiperglicemia → aumento da secreção de 
insulina → aumento da síntese de glicogênio 
hepático → diminuição da glicemia. 
B) Hipoglicemia → aumento da secreção de 
insulina → aumento da síntese de glicogênio 
hepático → aumento da glicemia. 
C) Hiperglicemia → diminuição da síntese de 
glicogênio hepático → aumento da secreção de 
insulina → diminuição da glicemia. 
D) Hipoglicemia → aumento da síntese de 
glicogênio hepático → aumento da secreção de 
insulina → aumento da glicemia. 
 
58. Alguns fungos liberam substâncias que são capazes de 
provocar a morte de algumas espécies de bactérias. 
Quando um organismo libera compostos que inibem o 
desenvolvimento de outra espécie, observa-se um 
caso de 
A) competição. 
B) amensalismo. 
C) parasitismo. 
D) mutualismo. 
 
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59. Assinale a alternativa correta quanto à respiração 
celular. 
A) Uma das etapas da respiração celular aeróbia é 
a glicólise, ocorre na matriz mitocondrial e 
produz Acetil-CoA. 
B) A respiração celular aeróbia é um mecanismo de 
quebra de glicose na presença de oxigênio, 
produzindo gás carbônico, água e energia. 
C) O Ciclo de Krebs é uma das etapas da respiração 
celular, ocorre no citoplasma da célula e produz 
duas moléculas de ácido pirúvico. 
D) A cadeia respiratória é a etapa final da 
respiração celular, que ocorre no citoplasma da 
célula, produzindo glicose e oxigênio. 
 
60. Anelídeos e artrópodes têm características anatômicas 
e fisiológicas comuns, o que reforça a hipótese de 
parentesco evolutivo entre esses grupos de 
invertebrados. Assinale a alternativa que apresenta, 
corretamente, duas dessas características comuns. 
A) Cordão nervoso dorsal e respiração cutânea. 
B) Cordão nervoso ventral e corpo segmentado. 
C) Vaso sanguíneo dorsal e respiração traqueal. 
D) Vaso sanguíneo ventral e corpo segmentado. 
 
61. Em um experimento, protistas fotossintetizantes do 
gênero Euglena permaneceram por gerações em um 
meio contendo nucleotídeos radioativos. Após esse 
período, as células desses protistas foram 
homogeneizadas e, em seguida, analisadas quanto à 
presença de DNA com radioatividade. Nessas células, 
um componente que apresentou radioatividade foi 
A) centríolo. 
B) cloroplasto. 
C) complexo golgiense. 
D) membrana plasmática. 
 
62. As bactérias, ao se reproduzirem assexuadamente, 
originam dois indivíduos do mesmo tamanho e 
geneticamente idênticos. Já alguns levedos, para se 
reproduzirem, emitem uma pequena expansão na 
superfície da célula, que cresce e posteriormente se 
destaca, formando um novo indivíduo também 
geneticamente igual. Os dois tipos de reprodução 
descritos são, respectivamente, 
A) cissiparidade e conjugação. 
B) cissiparidade e brotamento. 
C) conjugação e esporulação. 
D) conjugação e cissiparidade. 
 
 
EDUCAÇÃO FÍSICA 
 
63. O atletismo paralímpico é disputado por atletas com 
A) deficiência física, visual ou auditiva. 
B) deficiência física, motora ou mental. 
C) deficiência física, visual ou intelectual. 
D) qualquer deficiência. 
 
64. Tão danosa quanto o sedentarismo, a síndrome 
conhecida como overtraning é causada por altos 
volumes de treinamento, advindos de diversos tipos 
de atividades físicas. Assinale a alternativa que sugere 
como diminuir o risco de desenvolvimento dessa 
patologia. 
A) Evitando que crianças/adolescentes realizem 
atividades físicas. 
B) Não expondo o púbere a atividades de impacto, 
como saltos, corrida, etc. 
C) Estimulando somente práticas lúdicas, como 
danças, brincadeiras e jogos. 
D) Controlando o volume das atividades físicas, não 
excedendo a frequência semanal e o tempo de 
cada sessão de treino para indivíduos em 
desenvolvimento. 
 
65. “É o movimento corporal humano que envolve um 
gasto de energia superior ao gasto energético da 
situação em repouso.” Esse trecho refere-se ao(à) 
A) exercício físico. 
B) atividade física. 
C) esporte. 
D) treinamento esportivo. 
 
66. Qual esporte combina habilidades atléticas e 
performance artística, criando um espetáculo para os 
espectadores? 
A) Futebol. 
B) Natação. 
C) Ginástica rítmica. 
D) Corrida. 
 
67. O que é considerado como doping no esporte? 
A) O uso de substâncias ou métodos proibidos para 
melhorar o desempenho. 
B) A prática de exercícios físicos antes de uma 
competição. 
C) O treinamento em altitude para melhorar a 
resistência. 
D) A reidratação após uma competição. 
 
 
 
 
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FILOSOFIA 
 
68. Atente para o seguinte excerto adaptado da obra de 
Walter Benjamin: “[...] se a utilização própria das 
forças produtivas é impedida pelas relações sociais, 
então o desenvolvimento dos recursos técnicos, dos 
ritmos de produção, das fontes de energia leva a uma 
utilização não própria delas; em consequência, essa 
utilização é encontrada na guerra. [...] A guerra 
imperialista é determinada, em seus traços mais 
terríveis, pela discrepância entre os poderosos meios 
de produção e sua insuficiente utilização no processo 
de produção em outras palavras pelo desemprego e 
pela falta de mercados”. 
 
BENJAMIN, Walter. A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica. 
Porto Alegre: Zouk, 2012, p. 121 (adaptado). 
 
Essa explicação de Walter Benjamin para a guerra, ao 
apoiar-se na contradição entre forças produtivas e 
relações de produção, expressa uma concepção 
A) materialista da história.B) teológica da história. 
C) positivista da história. 
D) idealista da história. 
 
69. “O trabalho de Jean-Pierre Vernant tem como fio 
condutor mostrar como a razão grega era política, isto 
é, como a reflexão ligava-se ao exercício da cidadania. 
Para tal, Vernant traz à cena as estruturas comuns que 
engendraram a cidade e o pensamento racional [...]. 
Trata-se de mostrar, nas palavras de Vernant, como ‘a 
viragem do séc. VIII a.C. ao séc. VII a.C. assegura, pela 
laicização do pensamento político, o advento da 
filosofia’. O aparecimento da polis (a cidade, no 
sentido grego) constitui, no mundo grego, um 
acontecimento decisivo.” 
 
UOL Educação. As Origens do Pensamento Grego. 
Disponível em: https://tinyurl.com/j75zdah3 
 
Essa resenha do livro de Jean-Pierre Vernant nos 
lembra que, para esse pensador francês, a filosofia 
nasce na Grécia clássica 
A) como uma necessidade política de legitimação 
da cidade e suas instituições. 
B) da luta contra as manifestações religiosas que 
surgiram na polis clássica. 
C) graças à prática política da reflexão, da 
argumentação e do debate públicos. 
D) como condição do surgimento da cidade como 
instituição política secularizada. 
70. “As pessoas rancorosas são difíceis e implacáveis, e 
sustentam a sua cólera durante muito tempo, já que 
reprimem a sua emoção; mas a cólera cessa quando 
elas revidam, pois, a vingança as alivia, produzindo 
nelas prazer em vez de sofrimento; se não revidam, 
elas continuam a carregar o peso do ressentimento, 
pois como sua cólera é oculta ninguém tenta sequer 
persuadi-las a acalmar-se, e é preciso tempo para 
uma pessoa digerir a cólera sozinha.” 
 
Aristóteles. Ética a Nicômaco, 1126 a. Trad. Mário da Gama Kury. 
Brasília, DF: EdUNB, 1985. 
 
Para Aristóteles, a justiça é um meio termo entre a 
falta e o excesso. Logo, a vingança se constitui em 
A) justiça, pois devolve àquele que cometeu a falta 
uma falta igual. 
B) injustiça, pois o ressentimento e a cólera são 
expressões da falta. 
C) justiça, pois somente a virtude conduz ao prazer 
e à felicidade. 
D) injustiça, pois o ressentimento e a cólera 
conduzem ao excesso. 
 
71. Atente para o seguinte excerto adaptado da obra de 
Nicolau Maquiavel, O Príncipe: “[...] sendo meu 
propósito escrever uma coisa útil para quem a escuta, 
parece-me mais conveniente seguir mais a verdade 
efetiva da coisa do que a imaginação sobre ela. 
Muitos imaginaram repúblicas e principados que 
jamais foram vistos e que nem se soube se existiram 
na verdade, porque há tanta distância entre como se 
vive e como se deveria viver que aquele que 
abandona o que se faz por aquilo que se deveria fazer 
mais se aproxima da ruína do que da própria 
preservação”. 
 
MAQUIAVEL, Nicolau. O Príncipe. São Paulo: Martins Fontes, 2010 (adaptado). 
 
De acordo com o trecho acima, o pensamento político 
de Maquiavel é 
A) idealista. 
B) realista. 
C) moralista. 
D) utópico. 
 
 
 
 
 
 
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72. Na fórmula do imperativo categórico – “Age de tal 
forma que possas querer que a máxima de tua ação 
se torne lei universal” – que Immanuel Kant propõe 
como critério para a ação moral, é correto concluir 
que 
A) os desejos do indivíduo são importantes para 
uma ação. 
B) o imperativo, como categórico, ordena em toda 
situação. 
C) o que ele chama de lei universal é o que é aceito 
por todos. 
D) a lei moral é sempre a do indivíduo cujo poder é 
universal. 
 
 
SOCIOLOGIA 
 
73. “A modernidade, ao buscar incessantemente a 
eliminação da ambivalência, excluiu, muitas vezes 
fisicamente, os diferentes. 
 
ROSSETTO. Rafael. A Tribalização do Mundo: um estudo propedêutico sobre o 
Estado a partir de Michel Maffesoli. 
 
O conceito de Ambivalência, reportado no texto, 
refere-se: 
A) à noção de estigmatização de determinados 
grupos sociais. 
B) àqueles passíveis de eliminação de acordo com 
critérios patológicos. 
C) àqueles que não se delimitam em determinada 
vertente partidária. 
D) àqueles que conseguem se adequar com 
facilidade a diversos contextos sociais. 
 
74. “se você trabalhasse para um bom patrão, não ficaria 
envergonhado se ele chegasse de surpresa e o 
encontrasse sem fazer nada? Da mesma forma, se é 
você o seu chefe, sinta vergonha da própria inércia, 
porque há muito a ser feito por você mesmo, sua 
família, sua pátria, seu rei.” 
 
FRANKLIN, Benjamin. (1706 – 1790) O caminho da Riqueza. 2003. p.29. 
 
O texto aborda uma forma de como o trabalho pode 
ser significado e compreendido na modernidade. 
Com base nisso, é correto afirmar que: 
A) A modernidade estabeleceu uma visão 
utilitarista em relação trabalho, rompendo 
definitivamente com a representação teológica. 
B) O trabalho, na modernidade, passou a ser 
pensado de modo racional para obedecer a uma 
lógica produtivista. 
C) As indústrias na modernidade ainda não 
conseguiram se desprender de suas amarras 
teóricas medievais. 
D) Não há tanta diferença entre as perspectivas 
medievais e modernas a respeito de como o 
trabalho é representado. 
 
75. “Toda a história deve partir de bases naturais e a sua 
modificação pela ação dos homens ao longo da 
história. Podem distinguir-se os homens dos animais 
pela consciência, pela religião e por tudo o que se 
quiser. Eles (os homens) começam a distinguir-se dos 
animais desde que começaram a produzir os seus 
meios de existência …. Ao produzirem os seus meios 
de existência, os homens produzem, indiretamente, a 
sua vida material.” 
Marx; Engels (1845/1846); Ideologie Allemande. 
 
A partir do texto é possível concluir que na 
perspectiva marxista: 
A) As instituições financeiras são constituídas a 
partir das instituições mais tradicionais como a 
religião. 
B) A realidade social é diretamente influenciada 
pelas relações pautadas a partir das condições 
materiais de existência. 
C) A vida dos indivíduos é definida de maneira 
inescapável pelas condições econômicas. 
D) Qualquer revolução política será menos 
importante que uma revolução econômica. 
 
76. No domínio da linguística, para citar um exemplo, 
esse modo de ser parece refletir-se em nosso pendor 
acentuado para o emprego dos diminutivos. A 
terminação “inho”, aposta às palavras, serve para nos 
familiarizar mais com as pessoas ou os objetos e, ao 
mesmo tempo, para lhes dar relevo. É a maneira de 
fazê-los mais acessíveis aos sentidos e também de 
aproximá-los do coração. Sabemos como é frequente, 
entre portugueses, o zombarem de certos abusos 
desse nosso apego aos diminutivos, abusos tão 
ridículos para eles quanto o é para nós, muitas vezes, 
a pieguice lusitana, lacrimosa e amarga. Um estudo 
atento das nossas formas sintáxicas traria, sem 
dúvida, revelações preciosas a esse respeito. 
 
BUARQUE. Raízes do Brasil. 26. ed. — SP: Companhia das Letras, 1995. p.128) 
 
 
 
 
 
 
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O trecho apresentado destaca o uso frequente de 
diminutivos na linguagem como uma forma de 
familiarizar as pessoas e objetos, aproximando-os do 
coração. Essa observação remete ao conceito de 
“homem cordial”, amplamente discutido na 
sociologia brasileira. Sobre o tema, assinale a 
alternativa correta: 
A) O uso dos diminutivos na linguagem revela uma 
característica afetiva e acolhedora do povo 
brasileiro, refletindo a noção de “homem 
cordial”; proposta por Sérgio Buarque de 
Holanda. 
B) O uso dos diminutivos na linguagem é uma 
estratégia de comunicação utilizada pelas 
minorias marginalizadas, buscando estabelecer 
relações de poder e controle na sociedade 
brasileira. 
C) A frequência do uso de diminutivos na 
linguagem é uma estratégia de poder utilizada 
pelas elites brasileiras para reforçar sua 
superioridade em

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