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RAQUEL VALADÃO COMPILADO DE QUESTÕES – HOSPITALAR – RIBEIRÃO PRETO – SP TEMA 1 A psicologia hospitalar no Brasil é imprescindível na melhoria da qualidade de vida dos pacientes, reconhecendo a importância de cuidados integrais que abordem não apenas necessidades físicas, mas também emocionais e psicológicas. Sua evolução, marcada por antecedentes históricos que remontam aos primórdios da medicina, reflete um compromisso contínuo com a promoção da saúde integral no ambiente hospitalar brasileiro. Nesse contexto, como a Psicologia Hospitalar contribui para a humanização do atendimento hospitalar? a. Fornecendo tratamento cirúrgico para os pacientes. b. Promovendo a humanização do atendimento hospitalar. c. Realizando pesquisas científicas sobre doenças crônicas. d. Excluindo os aspectos emocionais e psicológicos do cuidado de saúde. e. Limitando o acesso aos serviços de saúde mental. Considerando o panorama histórico da saúde no Brasil, desde os tempos coloniais até os dias atuais, é possível observar transformações e desafios enfrentados ao longo do tempo. Desde a fundação dos primeiros hospitais até a implementação do Sistema Único de Saúde (SUS), o país passou por diversas fases e iniciativas para garantir o acesso universal à saúde. Assinale a alternativa correta considerando a história da saúde no Brasil. a. Durante a Ditadura Militar, os investimentos em saúde aumentaram significativamente, resultando em melhorias substanciais nos serviços de saúde pública. b. A 8ª Conferência Nacional de Saúde, realizada em 1986, não teve impacto significativo na formulação de políticas de saúde no Brasil. c. A Constituição de 1988 estabeleceu o direito à saúde como um dever exclusivo dos municípios brasileiros. d. Os avanços na saúde pública brasileira são atribuídos exclusivamente ao setor privado, que se consolidou como principal provedor de serviços de saúde no país. e. O Sistema Único de Saúde (SUS) foi criado com base nas recomendações da 8ª Conferência Nacional de Saúde, visando garantir o acesso universal e gratuito à saúde para todos os brasileiros. No âmbito da epidemiologia, compreendemos a realidade do SUS, responsável por lidar com questões de saúde pública e adoecimento das pessoas. Então, ao estudarmos saúde-doença, nos questionamos sobre o que é saúde, indo além do RAQUEL VALADÃO aspecto fisiopatológico ao incluir relações interpessoais, ambiente e subjetividade. Nesse contexto, singularidades individuais definem se alguém está saudável ou em processo de adoecimento. Qual das seguintes afirmações reflete a visão da teoria multicausal sobre o processo de adoecimento? a. Na teoria multicausal, o adoecimento resulta da interação complexa entre ambiente, agente e hospedeiro. b. Segundo a teoria multicausal, o adoecimento é causado apenas pela genética do indivíduo, excluindo outros fatores como ambiente e exposição a agentes patogênicos. c. Segundo a teoria multicausal, o ambiente não tem influência significativa no processo de adoecimento, sendo as características genéticas do hospedeiro o principal fator determinante. d. Na perspectiva multicausal, o adoecimento é visto como resultado exclusivo da exposição a agentes infecciosos específicos, como vírus e bactérias, desconsiderando outros aspectos, como ambiente e características individuais. e. De acordo com a teoria multicausal, o processo de adoecimento é determinado unicamente pela interação entre ambiente e hospedeiro, excluindo a influência de agentes patogênicos. “Saúde pública” e “saúde coletiva” são termos relacionados, mas que se referem a abordagens distintas no campo da saúde. Qual das seguintes afirmações melhor caracteriza a diferença entre saúde pública e saúde coletiva? a. A saúde pública se concentra exclusivamente na prevenção e no controle de doenças, enquanto a saúde coletiva visa melhorar a qualidade de vida de toda a população. b. Ambas as abordagens utilizam apenas análises numéricas da epidemiologia tradicional para compreender a ocorrência de doenças. c. A saúde pública e a saúde coletiva adotam uma abordagem restrita aos aspectos físicos da saúde, excluindo considerações sobre bem- estar mental e social. d. Os termos “saúde pública” e a “saúde coletiva” são intercambiáveis e se referem à mesma abordagem de promoção da saúde. e. A saúde coletiva enfatiza exclusivamente a detecção e o controle de doenças, enquanto a saúde pública incorpora dados das ciências sociais para planejar estratégias de saúde. RAQUEL VALADÃO No contexto do SUS, cinco princípios são essenciais: equidade, universalidade, integralidade, descentralização e controle social. Esses princípios representam a base sobre a qual o SUS foi construído e guiam suas políticas e ações. Com base nessa informação, qual das seguintes situações cotidianas exemplifica corretamente o princípio da universalidade no SUS? a. Maria, uma enfermeira, sempre realiza reuniões mensais com a comunidade para discutir e ouvir sugestões sobre os serviços de saúde prestados no hospital. b. João, um paciente com uma doença rara, recebe atendimento completo e coordenado entre diferentes especialistas para garantir que todas as suas necessidades de saúde sejam atendidas. c. Ana, que mora em uma área rural, tem acesso aos mesmos serviços de saúde que os moradores das áreas urbanas, sem qualquer discriminação. d. Carlos, um médico, é responsável por garantir que todos os pacientes recebam tratamento adequado, mesmo que alguns precisem de mais atenção e recursos do que outros. e. Paulo, um gestor hospitalar, coordena todas as atividades e decisões de saúde a partir de uma autoridade central para garantir uniformidade e controle nos serviços prestados. As políticas públicas são fundamentais no funcionamento do Sistema Único de Saúde (SUS), definindo diretrizes e ações para promover, proteger e recuperar a saúde da população. Entre os programas específicos implementados para alcançar esses objetivos, destaca-se a implementação de políticas como o Programa Nacional de Humanização (PNH), o Programa Nacional de Atenção Básica (PNAB), o Programa Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC), o Programa Saúde da Família (PSF) e o Programa Nacional de Vigilância em Saúde (PNVS). Considerando esses programas e o contexto das políticas públicas do SUS, qual das seguintes situações cotidianas exemplifica corretamente um aspecto do PNH? a. Os profissionais de saúde realizam reuniões semanais para discutir estratégias de prevenção de doenças na comunidade local. b. Uma equipe multidisciplinar oferece cuidados abrangentes e personalizados a um paciente, considerando não apenas suas necessidades físicas, mas também emocionais e psicológicas. RAQUEL VALADÃO c. Um médico utiliza terapias alternativas, como acupuntura, para tratar pacientes com dores crônicas. d. Um centro de saúde oferece atendimento domiciliar a pacientes idosos que têm dificuldade em se locomoverem até a unidade de saúde. e. Os agentes de saúde visitam regularmente famílias da comunidade para orientar sobre medidas preventivas de saúde e acompanhar o desenvolvimento das crianças. No ambiente hospitalar, a aplicação dos princípios de humanização é fundamental para proporcionar um cuidado integral aos pacientes. Considerando sua importância, abordemos algumas situações cotidianas: Situação 1: durante uma consulta médica, o paciente é recebido com sorriso e cordialidade pela equipe de saúde, que demonstra interesse em ouvir suas preocupações e necessidades. Situação 2: um paciente idoso é acompanhado por um profissional de saúde durante sua caminhada pelo corredor do hospital, garantindo sua segurança e conforto durante o deslocamento. Situação 3: uma mãe que acabou de dar à luz é encaminhada para uma sala confortável e acolhedora, onde recebe orientações sobre os cuidados com o recém-nascido, sendo incentivada a amamentar. Qual princípiomelhor se aplica a essas situações? a. A equidade, garantindo que todos os pacientes recebam o mesmo tratamento, independentemente de sua condição socioeconômica ou de saúde. b. A integralidade, assegurando que os serviços de saúde atendam às necessidades dos pacientes de forma abrangente e integrada. c. A universalidade, proporcionando acesso igualitário aos serviços de saúde para toda a população, sem discriminação. d. O controle social, permitindo que os pacientes participem ativamente das decisões relacionadas ao seu tratamento e ao funcionamento do hospital. e. A descentralização, promovendo a proximidade dos serviços de saúde com a comunidade e garantindo uma gestão mais participativa e eficiente. RAQUEL VALADÃO Considere diferentes situações no contexto da saúde. Situação 1: durante uma consulta médica, o paciente é recebido com pressa e impaciência pelo profissional de saúde, que parece mais preocupado em terminar logo o atendimento do que em compreender as preocupações e necessidades individuais apresentadas pelo paciente. Situação 2: um paciente idoso recebe um tratamento técnico e eficiente durante uma internação hospitalar, mas não há interação ou comunicação empática por parte da equipe de saúde, deixando-o se sentir desvalorizado e isolado. Situação 3: uma mãe que acabou de dar à luz é acolhida por uma equipe de saúde calorosa e atenciosa, que não apenas oferece cuidados médicos adequados, mas também se preocupa em compreender suas necessidades emocionais, oferecendo apoio e encorajamento durante todo o processo. Diante dessas situações, como podemos definir o atendimento humanizado no contexto da saúde? a. O atendimento humanizado no contexto da saúde é caracterizado por priorizar a rapidez e eficiência no atendimento, sem considerar as necessidades individuais dos pacientes. b. O atendimento humanizado no contexto da saúde é definido pela falta de empatia e sensibilidade por parte dos profissionais de saúde. c. O atendimento humanizado no contexto da saúde se concentra exclusivamente na parte técnica do tratamento, negligenciando aspectos emocionais e psicológicos dos pacientes. d. O atendimento humanizado no contexto da saúde é uma abordagem que valoriza a individualidade e as necessidades específicas de cada paciente, promovendo empatia, comunicação eficaz e atenção aos detalhes. e. O atendimento humanizado no contexto da saúde é caracterizado pela ausência de interação entre profissionais de saúde e pacientes, resultando em uma experiência de cuidado impessoal. RAQUEL VALADÃO RAQUEL VALADÃO RAQUEL VALADÃO RAQUEL VALADÃO RAQUEL VALADÃO FIM DO TEMA 1 RAQUEL VALADÃO TEMA 2 A Organização Mundial da Saúde (OMS) diz que saúde não é só não estar doente, mas também se sentir bem física, mental e socialmente. Embora seja difícil alcançar isso totalmente, como psicólogo que cuida de pacientes hospitalizados, você deve a. procurar equilibrar as diversas dimensões de saúde mental do paciente internado como uma prioridade de seu atendimento, uma vez que o equilíbrio emocional impacta positivamente na saúde física. b. se preocupar em atender o paciente naquela emergência clínica, já que o pouco tempo de internação não permite uma intervenção psicoterapêutica mais aprofundada. c. dar ênfase a um atendimento pontual, emergencial e específico para a demanda clínica que o paciente apresente. O importante é que ele permaneça o menor tempo possível internado e que a intervenção seja objetivamente voltada para a alta hospitalar. d. procurar encaminhar as demandas emocionais que o paciente apresentar durante a internação para serviços ambulatoriais que possam contemplar tanto as dimensões sociais como mentais. f. ter sempre em mente que não é possível ter saúde de forma plena. Assim, o importante é reduzir os danos emocionais daquela internação de forma objetiva, levando o paciente a aceitar suas limitações físicas e mentais. Durante muitos anos, a assistência médica no Brasil foi prestada por hospitais particulares lucrativos ou pelas Santas Casas de Misericórdia de forma filantrópica. A oferta de leitos hospitalares pelo Estado para a população em geral era quase inexistente, com algumas casas de saúde recebendo subsídio do Estado. A Reforma Sanitária veio propondo mudanças nesse panorama. Sua proposta era basicamente que a. fosse oferecido atendimento médico aos trabalhadores formais, que tinham a carteira de trabalho assinada, sem burocracias. b. o governo subsidiasse os atendimentos emergenciais da população em geral nas casas de saúde particulares. c. só houvesse atendimento público para os brasileiros desempregados. Os trabalhadores formais deviam ser atendidos nas clínicas de saúde conveniadas. RAQUEL VALADÃO d. houvesse atendimento público para todos os brasileiros, sem distinção, de forma descentralizada, regionalizada e hierarquizada, que são os princípios do SUS. e. os atendimentos médicos para a população em geral pudessem ser realizados nos setores privados, com o subsídio do Estado. O Sistema Único de Saúde (SUS) do Brasil é considerado o maior sistema público de saúde do mundo. Atualmente, após 36 anos de sua implementação, promove mais de 190 milhões de atendimentos ao ano e possui três níveis de assistência: primária, secundária e terciária. A atenção primária é caracterizada por prestar a. atenção de média complexidade, como os hospitais. b. atenção de complexidade intermediária, como os ambulatórios. c. atenção de baixa complexidade, como prevenção e promoção da saúde. d. atenção de alta complexidade com alta tecnologia. e. atenção de baixa complexidade, como os atendimentos de UPAs. As instituições de saúde cuidam de uma população em uma determinada área geográfica. Entre elas, os hospitais são responsáveis por diagnosticar e tratar pacientes internos e externos. Quando classificamos um hospital pelo seu porte, estamos avaliando a. a complexidade do atendimento que presta à população. b. se ele presta atendimento especializado ou atendimento geral. c. se ele é de alta tecnologia, com atendimento modernizado. d. se realiza cirurgia com alta tecnologia e tem UTIs. e. a quantidade de leitos que o hospital disponibiliza para atendimento à população. Em um hospital geral do Rio de Janeiro, chega para atendimento de emergência uma mulher de 45 anos apresentando a seguinte queixa “me ajudem que estou infartando”. A equipe de atendimento inicial e triagem, composta de enfermeiros, a recebe e faz um eletro observando um resultado normal. Diante da situação, uma psicóloga de plantão é chamada e junto com o médico cardiologista identificam que o caso é condizente com um ataque de pânico. Esse caso destaca que a equipe multiprofissional é fundamental nos hospitais porque a. cada profissional pode atuar de forma independente, dando o seu parecer e deixando o paciente decidir qual é a melhor conclusão. b. o conhecimento dos diferentes profissionais permite uma organização do conhecimento e do pensar buscando o melhor atendimento. RAQUEL VALADÃO c. todos os pacientes são atendidos pelos mesmos profissionais, de maneira que o conhecimento técnico, o perfil comportamental, as habilidades e as experiências dos profissionais são sempre os mesmos. d. os saberes técnicos dos diferentes profissionais são voltados para atender várias demandas que podem acontecer simultaneamente, de maneira que todos os pacientes recebem atenção imediata por um profissional de saúde. e. o médico sempre determina o planejamento do atendimento, e os demais profissionais seguem esse planejamento adicionando as suas especificidades e experiência particular, sem se comunicar entre eles. Quando um paciente sem recursos financeiros ou plano de saúde chega a um hospital privado apresentando um infarto, ele pode ser atendido de acordo com a legislação brasileira,que determina o atendimento de urgência e emergência pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Mesmo hospitais privados têm a obrigação legal de prestar atendimento inicial a pacientes em emergência, estabilizando seu quadro de saúde. No entanto, após a estabilização inicial, o que deve ser feito com o paciente? a. Ele pode continuar no hospital particular em que se encontra. b. Ele deve ser transferido a um hospital privado que atenda casos de caridade, como hospitais religiosos. c. Ele deve ser mantido no setor de emergência do hospital que o recebeu. d. Ele deve ser transferido a um hospital público que faz parte do patrimônio da União. e. Ele deve ser mandado para casa, e deixar que ele mesmo decida o que fazer. A psicologia hospitalar pode ser entendida como um conjunto de estudos científicos que têm como objetivo melhorar a qualidade de vida dos pacientes internados. No que diz respeito à sua atuação, é correto afirmar que a. ainda não foi reconhecida pelo Conselho Federal de Psicologia como área de atuação do psicólogo. b. seus diversos tipos de intervenção clínica são reconhecidos na Resolução nº 14/2000 do CFP. c. a atuação do psicólogo hospitalar está reconhecida desde os anos 1970, quando houve a primeira demanda de atendimento. d. o CFP publicou a Resolução nº 013/2007 para chancelar a atuação do psicólogo hospitalar. e. os Conselhos Regionais de Psicologia em todo o país são os responsáveis por autorizar a atuação do psicólogo hospitalar. RAQUEL VALADÃO Na maioria dos hospitais gerais, o atendimento do psicólogo é estabelecido por demanda dos atendimentos de outros profissionais da saúde. Uma das atribuições do psicólogo é proceder à avaliação psíquica, que consiste em a. avaliação clínica do paciente depois do diagnóstico médico. b. avaliação do nível de consciência, memória, orientação de tempo e espaço. c. avaliação dos principais sintomas clínicos de depressão ou ansiedade. d. avaliação neuropsicológica com aplicação de testes psicológicos. e. avaliação do impacto da internação na vida do paciente. RAQUEL VALADÃO RAQUEL VALADÃO RAQUEL VALADÃO RAQUEL VALADÃO RAQUEL VALADÃO TEMA 3 Sabe-se que diferentes abordagens terapêuticas podem se aplicar ao contexto clínico. Na abordagem psicanalítica, pode-se afirmar que um dos principais objetivos terapêuticos é a. identificar pensamentos automáticos. b. promover a reestruturação cognitiva. c. compreender dinâmicas inconscientes e conflitos psíquicos. d. estabelecer uma relação terapêutica empática. e. analisar os padrões de comunicação no sistema familiar. Na psicologia humanista, a ênfase está na relação terapêutica autêntica e empática em que o profissional de psicologia busca criar um ambiente seguro e livre de julgamentos para que o paciente possa perceber suas emoções e experiências de forma genuína. Na abordagem humanista da escuta psicológica, o profissional busca estabelecer a. a interpretação dos conteúdos latentes do paciente. b. uma relação terapêutica baseada na aceitação incondicional e na empatia. c. estratégias de reestruturação cognitiva para modificar comportamentos. d. identificar padrões de comunicação disfuncionais no sistema familiar. e. analisar os conflitos psíquicos do paciente de forma profunda. RAQUEL VALADÃO Ambiente hospitalar é o conjunto de espaços físicos, instalações, equipamentos e recursos humanos que compõem um hospital. Considerando a complexidade emocional desse ambiente, qual estratégia utilizada pelos profissionais de psicologia hospitalar contribui para a promoção de uma boa comunicação? a. Prescrição de medicamentos. b. Uso de linguagem técnica complexa. c. Escuta ativa e empática. d. Desatenção às emoções do paciente. e. Minimização da importância da comunicação não verbal. Uma comunicação efetiva entre profissionais da saúde, pacientes e seus familiares é importante para promover a saúde, garantir o bem-estar emocional e proporcionar um atendimento de qualidade. Levando em conta o papel fundamental da comunicação, qual das alternativas configura uma das principais funções da comunicação na psicologia hospitalar? a. Aumentar a resistência do paciente ao tratamento. b. Reduzir a ansiedade e promover o entendimento sobre o tratamento. c. Ignorar as preocupações emocionais do paciente. d. Minimizar a importância do vínculo terapêutico. e. Limitar a troca de informações entre profissionais de saúde. Em psicologia, o feedback refere-se à informação fornecida a um indivíduo sobre seu desempenho, comportamento ou experiência, com o objetivo de promover a aprendizagem, o desenvolvimento pessoal ou a mudança de comportamento. No contexto das intervenções grupais, é possível falar em feedback? Por quê? a. Não, pois limitaria o crescimento pessoal dos participantes. b. Sim, pois promove a reflexão e o aprendizado a partir das interações grupais. c. Não, pois haveria o risco de ignorar as experiências individuais dos participantes. d. Sim, pois vem reforçar os estigmas relacionados à saúde mental. e. Sim, para reduzir o isolamento social. RAQUEL VALADÃO Estudar grupos em psicologia envolve compreender dinâmicas, liderança, comunicação interpessoal, resolução de conflitos e outros aspectos que afetam o funcionamento e o desempenho do grupo e de seus membros. Qual é a principal diferença entre grupos de apoio psicológico e grupos de terapia cognitivo-comportamental? a. Os grupos de apoio psicológico não têm objetivos terapêuticos. b. Os grupos de TCC não proporcionam suporte emocional. c. Os grupos de TCC são mais estruturados em técnicas específicas. d. Os grupos de TCC não permitem a expressão emocional dos participantes. e. Não há diferença significativa entre esses tipos de grupos. Documentação psicológica é o registro sistemático e organizado de informações relevantes relacionadas a avaliações, intervenções, tratamentos e outros aspectos do trabalho psicológico. Como a documentação psicológica contribui para o processo terapêutico e a gestão de cuidados em saúde mental? a. Trata-se apenas de uma formalidade burocrática sem impacto no tratamento do paciente. b. Registra informações básicas do paciente, como nome e idade. c. Contribui para a elaboração de diagnósticos médicos precisos e definitivos. d. Permite acompanhar a evolução do paciente, identificar padrões de comportamento, avaliar a resposta aos cuidados e ajustar as estratégias de intervenção como necessário. e. Reduz a comunicação interprofissional, tornando o tratamento menos integrado. A documentação psicológica é fundamental para a prestação de cuidados de saúde mental de qualidade, fornecendo um registro preciso e detalhado das informações relevantes para o tratamento de pacientes bem como para a comunicação e a coordenação de cuidados entre profissionais de saúde. Qual é a importância da padronização e das normas na documentação psicológica hospitalar? a. Facilitar a comunicação entre profissionais de saúde. b. Assegurar a uniformidade e a qualidade dos documentos. c. Reduzir a confidencialidade dos pacientes. RAQUEL VALADÃO d. Atender às demandas burocráticas dos hospitais. e. Servir como base para possíveis pesquisas acadêmicas posteriormente. RAQUEL VALADÃO RAQUEL VALADÃO RAQUEL VALADÃO RAQUEL VALADÃO TEMA 4 No atendimento de um pronto-socorro, a equipe médica deve saber distinguir entre duas situações com base na gravidade da condição médica e no risco imediato à vida do paciente. Qual das seguintes afirmações melhor descreve as diferenças entre internação de urgência e emergência? a. A internação de urgência é reservada para pacientes com condições médicas que requerem atenção imediata, enquanto a internação de emergência é para casos menos graves.RAQUEL VALADÃO b. A internação de urgência é para pacientes com condições médicas que não representam risco imediato à vida, enquanto a internação de emergência é para casos que requerem intervenção imediata para salvar vidas. c. A internação de emergência é para pacientes que chegam ao hospital por meios próprios, enquanto a internação de urgência é para pacientes trazidos por serviços de ambulância. d. A internação de urgência é geralmente realizada em hospitais menores ou clínicas, enquanto a internação de emergência é realizada em grandes centros médicos. e. A internação de urgência é destinada a pacientes que apresentam sintomas agudos, enquanto a internação de emergência é para casos de trauma grave. Uma das perdas mais comuns e significativas que os pacientes enfrentam durante a hospitalização, conforme evidenciado pela pesquisa de Casas et al. (2020), é a de autonomia. Isso ocorre quando os pacientes são submetidos a uma série de procedimentos médicos e rotinas hospitalares. Dentro desse contexto, qual seria a melhor forma de o psicólogo hospitalar ajudar? a. Permitir que o paciente faça escolhas dentro de suas capacidades, como decidir sobre aspectos não médicos de seu cuidado ou rotina hospitalar. b. Auxiliar em questões médicas específicas ou em aspectos técnicos do tratamento médico. c. Intervir em fatores externos, como pressão do tempo, conflitos familiares ou questões éticas complexas. d. Oferecer orientações em relação aos aspectos legais e jurídicos relativos a processos médicos específicos. e. Convencer os pacientes a aceitarem tratamentos médicos mais invasivos, que podem ser mais rápidos e efetivos, para acelerar a sua alta. A meditação, atenção plena ou mindfulness, é uma técnica comprovada cientificamente e amplamente utilizada em diversos contextos. Qual é um dos principais benefícios dessa prática para pessoas que se encontram internadas? a. Aumento da sensação de isolamento. b. Diminuição da capacidade de concentração. c. Redução dos níveis de estresse e ansiedade. d. Aumento da resistência à colaboração com a equipe de saúde. e. Desenvolvimento da autocrítica sobre seu estado de saúde. RAQUEL VALADÃO As estratégias de enfrentamento são aquelas que podem ser utilizadas pelo paciente e seus familiares para darem conta das situações estressoras próprias da condição de internação. Qual das seguintes estratégias de enfrentamento pode ajudar a melhorar a aceitação e a adaptação de pessoas internadas? a. Negar a gravidade da condição de saúde para evitar estresse. b. Estabelecer uma rotina diária com horários fixos para atividades. c. Evitar falar sobre sentimentos e preocupações com a equipe de saúde. d. Focar exclusivamente nos aspectos negativos da internação. e. Evitar interações sociais para reduzir o estresse. Qual das seguintes afirmações melhor diferencia uma emergência clínica de uma urgência subjetiva? a. Uma emergência clínica é caracterizada por sintomas graves e iminentes que requerem atenção médica imediata, enquanto uma urgência subjetiva é baseada na percepção do paciente sobre a necessidade de atendimento médico, mesmo que os sintomas não representem uma ameaça à vida. b. Uma emergência clínica é determinada pela presença de sintomas físicos visíveis, como ferimentos graves ou hemorragias, enquanto uma urgência subjetiva é determinada pela presença de sintomas emocionais intensos, como ansiedade ou pânico. c. Uma emergência clínica é uma condição médica que requer tratamento hospitalar prolongado, enquanto uma urgência subjetiva é uma condição médica que pode ser tratada com cuidados primários em um consultório médico. d. Uma emergência clínica é sempre óbvia e facilmente identificada por profissionais de saúde, enquanto uma urgência subjetiva pode ser mal interpretada pelo paciente devido a fatores psicológicos ou emocionais. e. Uma emergência clínica requer intervenção cirúrgica imediata, enquanto uma urgência subjetiva pode ser tratada com medicação de venda livre sem a necessidade de consulta médica. Qual das seguintes situações melhor exemplifica uma urgência subjetiva? a. Um paciente com dor no peito súbita, falta de ar e sudorese intensa, indicativos de um possível infarto do miocárdio. RAQUEL VALADÃO b. Um paciente que comparece à emergência com uma dor de cabeça intensa, embora não tenha histórico de enxaqueca ou outros sintomas neurológicos associados. c. Um paciente com febre baixa e tosse leve que busca atendimento médico imediato por medo de contrair uma doença grave. d. Um paciente com uma ferida leve na perna que exige ser tratada imediatamente, apesar de não apresentar sinais de infecção ou outras complicações. e. Um paciente com dor abdominal leve que solicita avaliação médica urgente, mesmo sem sintomas adicionais ou histórico médico relevante. O processo de luto possui algumas etapas esperadas e pode se manifestar de maneiras diferentes em cada indivíduo. Em que consiste o crescimento pós- traumático após uma perda significativa? a. Uma diminuição da dor da perda. b. A total superação do luto sem cicatrizes emocionais. c. O desenvolvimento de uma nova apreciação pela vida, a melhoria dos relacionamentos e um novo senso de propósito. d. A negação contínua da realidade da perda. e. O não desenvolvimento do luto após a perda. Alguns aspectos socioculturais podem impactar a maneira como cada indivíduo irá compreender e experienciar o processo de luto. Qual é a importância dos rituais culturais no processo de luto? a. São irrelevantes para a maioria das pessoas em luto. b. Estruturam a resposta à morte e promovem a cura. c. Substituem a necessidade de suporte psicológico. d. Apenas prolongam o sofrimento dos enlutados. e. Influenciam o processo de esquecimento e superação. RAQUEL VALADÃO RAQUEL VALADÃO RAQUEL VALADÃO RAQUEL VALADÃO RAQUEL VALADÃO RAQUEL VALADÃO PROVAS RAQUEL VALADÃO