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CAMPINAS-SP
CÂMARA MUNICIPAL DE CAMPINAS - SÃO PAULO
Técnico Legislativo
CONCURSO PÚBLICO Nº 001/2023
CÓD: OP-160DZ-23
7908403547517
• A Opção não está vinculada às organizadoras de Concurso Público. A aquisição do material não garante sua inscrição ou ingresso na
carreira pública,
• Sua apostila aborda os tópicos do Edital de forma prática e esquematizada,
• Dúvidas sobre matérias podem ser enviadas através do site: www.apostilasopção.com.br/contatos.php, com retorno do professor
no prazo de até 05 dias úteis.,
• É proibida a reprodução total ou parcial desta apostila, de acordo com o Artigo 184 do Código Penal.
Apostilas Opção, a Opção certa para a sua realização.
ÍNDICE
Língua Portuguesa
1. Leitura e interpretação de diversos tipos de textos (literários e não literários). ........................................................................ 5
2. Sinônimos e antônimos. ............................................................................................................................................................. 5
3. Sentido próprio e figurado das palavras. ................................................................................................................................... 5
4. Pontuação ................................................................................................................................................................................... 6
5. Classes de palavras: substantivo, adjetivo, numeral, pronome, verbo, advérbio, preposição e conjunção: emprego e sentido
que imprimem às relações que estabelecem. ............................................................................................................................ 9
6. Concordância verbal e nominal. ................................................................................................................................................ 17
7. Regência verbal e nominal. ........................................................................................................................................................ 19
8. Colocação pronominal. .............................................................................................................................................................. 20
9. Crase ........................................................................................................................................................................................... 20
Matemática
1. Resolução de situações-problema, envolvendo: adição, subtração, multiplicação, divisão, potenciação ou radiciação com
números racionais, nas suas representações fracionária ou decimal; ...................................................................................... 29
2. Mínimo múltiplo comum; Máximo divisor comum; .................................................................................................................. 34
3. Porcentagem; ............................................................................................................................................................................ 36
4. Razão e proporção; ................................................................................................................................................................... 37
5. Regra de três simples ou composta; ......................................................................................................................................... 38
6. Equações do 1º ou do 2º graus; ................................................................................................................................................ 40
7. Sistema de equações do 1º grau; .............................................................................................................................................. 43
8. Grandezas e medidas – quantidade, tempo, comprimento, superfície, capacidade e massa; .................................................. 45
9. Relação entre grandezas – tabela ou gráfico; ........................................................................................................................... 47
10. Tratamento da informação – média aritmética simples; ........................................................................................................... 49
11. Noções de Geometria – forma, ângulos, área, perímetro, volume ........................................................................................... 50
12. Teoremas de Pitágoras ou de Tales. ........................................................................................................................................... 60
Noções de Informática
1. MS-Windows 10: conceito de pastas, diretórios, arquivos e atalhos, área de trabalho, área de transferência, manipula-
ção de arquivos e pastas, uso dos menus, programas e aplicativos, interação com o conjunto de aplicativos MS-Office
2016. ................................................................................................................................................................................ 63
2. MS-Word 2016: estrutura básica dos documentos, edição e formatação de textos, cabeçalhos, parágrafos, fontes,
colunas, marcadores simbólicos e numéricos, tabelas, impressão, controle de quebras e numeração de páginas, legen-
das, índices, inserção de objetos, campos predefinidos, caixas de texto .......................................................................... 65
3. MS-Excel 2016: estrutura básica das planilhas, conceitos de células, linhas, colunas, pastas e gráficos, elaboração de
tabelas e gráficos, uso de fórmulas, funções e macros, impressão, inserção de objetos, campos predefinidos, controle
de quebras e numeração de páginas, obtenção de dados externos, classificação de dados ............................................ 73
4. MS-PowerPoint 2016: estrutura básica das apresentações, conceitos de slides, anotações, régua, guias, cabeçalhos e
rodapés, noções de edição e formatação de apresentações, inserção de objetos, numeração de páginas, botões de
ação, animação e transição entre slides ............................................................................................................................ 81
5. Correio Eletrônico: uso de correio eletrônico, preparo e envio de mensagens, anexação de arquivos ............................ 88
6. Tópicos básicos de ambientes Google Workspace (Gmail, Agenda, Meet, Chat, Drive, Documentos, Planilhas, Apresen-
tações, Formulários) e Microsoft Teams (chats, chamadas de áudio e vídeo, criação de grupos, trabalho em equipe:
Word, Excel, PowerPoint) .................................................................................................................................................. 95
ÍNDICE
Conhecimentos Específicos
Técnico Legislativo
1. Rotina legislativa: Ética no serviço público ................................................................................................................................ 107
2. Disciplina hierárquica ................................................................................................................................................................. 111
3. Atendimento com qualidade (público interno e externo); Comunicação interna e externa ..................................................... 115
4. Noções de Direito Administrativo e de Administração Pública: disposições gerais ................................................................... 117
5. Administração Pública Direta e Indireta .................................................................................................................................... 123
6. Transparência da Administração Pública ................................................................................................................................... 124
7. Cidadania e controle social ........................................................................................................................................................6. (UNIFESP - 2015) Leia o seguinte texto:
Você conseguiria ficar 99 dias sem o Facebook?
Uma organização não governamental holandesa está propondo
um desafio que muitos poderão considerar impossível: ficar 99 dias
sem dar nem uma “olhadinha” no Facebook. O objetivo é medir o
grau de felicidade dos usuários longe da rede social.
O projeto também é uma resposta aos experimentos psicológi-
cos realizados pelo próprio Facebook. A diferença neste caso é que
o teste é completamente voluntário. Ironicamente, para poder par-
ticipar, o usuário deve trocar a foto do perfil no Facebook e postar
um contador na rede social.
Os pesquisadores irão avaliar o grau de satisfação e felicidade
dos participantes no 33º dia, no 66º e no último dia da abstinência.
Os responsáveis apontam que os usuários do Facebook gastam
em média 17 minutos por dia na rede social. Em 99 dias sem acesso,
a soma média seria equivalente a mais de 28 horas, 2que poderiam
ser utilizadas em “atividades emocionalmente mais realizadoras”.
(http://codigofonte.uol.com.br. Adaptado.)
Após ler o texto acima, examine as passagens do primeiro pa-
rágrafo: “Uma organização não governamental holandesa está pro-
pondo um desafio” “O objetivo é medir o grau de felicidade dos
usuários longe da rede social.”
A utilização dos artigos destacados justifica-se em razão:
(A) da retomada de informações que podem ser facilmente de-
preendidas pelo contexto, sendo ambas equivalentes seman-
ticamente.
(B) de informações conhecidas, nas duas ocorrências, sendo
possível a troca dos artigos nos enunciados, pois isso não alte-
raria o sentido do texto.
(C) da generalização, no primeiro caso, com a introdução de
informação conhecida, e da especificação, no segundo, com
informação nova.
(D) da introdução de uma informação nova, no primeiro caso,
e da retomada de uma informação já conhecida, no segundo.
(E) de informações novas, nas duas ocorrências, motivo pelo
qual são introduzidas de forma mais generalizada
7. (UFMG-ADAPTADA) As expressões em negrito correspon-
dem a um adjetivo, exceto em:
(A) João Fanhoso anda amanhecendo sem entusiasmo.
(B) Demorava-se de propósito naquele complicado banho.
(C) Os bichos da terra fugiam em desabalada carreira.
(D) Noite fechada sobre aqueles ermos perdidos da caatinga
sem fim.
(E) E ainda me vem com essa conversa de homem da roça.
8. (UMESP) Na frase “As negociações estariam meio abertas só
depois de meio período de trabalho”, as palavras destacadas são,
respectivamente:
(A) adjetivo, adjetivo
(B) advérbio, advérbio
(C) advérbio, adjetivo
(D) numeral, adjetivo
(E) numeral, advérbio
9. (ITA-SP)
Beber é mal, mas é muito bom.
(FERNANDES, Millôr. Mais! Folha de S. Paulo, 5 ago. 2001, p. 28.)
A palavra “mal”, no caso específico da frase de Millôr, é:
(A) adjetivo
(B) substantivo
(C) pronome
(D) advérbio
(E) preposição
10. (PUC-SP) “É uma espécie... nova... completamente nova!
(Mas já) tem nome... Batizei-(a) logo... Vou-(lhe) mostrar...”. Sob o
ponto de vista morfológico, as palavras destacadas correspondem
pela ordem, a:
(A) conjunção, preposição, artigo, pronome
(B) advérbio, advérbio, pronome, pronome
(C) conjunção, interjeição, artigo, advérbio
(D) advérbio, advérbio, substantivo, pronome
(E) conjunção, advérbio, pronome, pronome
11. (BANCO DO BRASIL) Opção que preenche corretamente as
lacunas: O gerente dirigiu-se ___ sua sala e pôs-se ___ falar ___
todas as pessoas convocadas.
(A) à - à – à
(B) a - à – à
(C) à - a – a
(D) a - a – à
(E) à - a - à
12. (FEI) Assinalar a alternativa que preenche corretamente as
lacunas das seguintes orações:
I. Precisa falar ___ cerca de três mil operários.
II. Daqui ___ alguns anos tudo estará mudado.
III. ___ dias está desaparecido.
IV. Vindos de locais distantes, todos chegaram ___ tempo ___
reunião.
(A) a - a - há - a – à
(B) à - a - a - há – a
(C) a - à - a - a – há
(D) há - a - à - a – a
(E) a - há - a - à – a.
LÍNGUA PORTUGUESA
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13. (TRE) O uso do acento grave (indicativo de crase ou não)
está incorreto em:
(A) Primeiro vou à feira, depois é que vou trabalhar.
(B) Às vezes não podemos fazer o que nos foi ordenado.
(C) Não devemos fazer referências àqueles casos.
(D) Sairemos às cinco da manhã.
(E) Isto não seria útil à ela.
14. (ITA) Analisando as sentenças:
I. A vista disso, devemos tomar sérias medidas.
II. Não fale tal coisa as outras.
III. Dia a dia a empresa foi crescendo.
IV. Não ligo aquilo que me disse.
Podemos deduzir que:
(A) Apenas a sentença III não tem crase.
(B) As sentenças III e IV não têm crase.
(C) Todas as sentenças têm crase.
(D) Nenhuma sentença tem crase.
(E) Apenas a sentença IV não tem crase.
15. (UFABC) A alternativa em que o acento indicativo de crase
não procede é:
(A) Tais informações são iguais às que recebi ontem.
(B) Perdi uma caneta semelhante à sua.
(C) A construção da casa obedece às especificações da Prefei-
tura.
(D) O remédio devia ser ingerido gota à gota, e não de uma só
vez.
(E) Não assistiu a essa operação, mas à de seu irmão.
16. (FUNRIO – 2012) “Todos querem que nós
____________________.”
Apenas uma das alternativas completa coerente e adequada-
mente a frase acima. Assinale-a.
(A) desfilando pelas passarelas internacionais.
(B) desista da ação contra aquele salafrário.
(C) estejamos prontos em breve para o trabalho.
(D) recuperássemos a vaga de motorista da firma.
(E) tentamos aquele emprego novamente.
17. (ITA - 1997) Assinale a opção que completa corretamente
as lacunas do texto a seguir:
“Todas as amigas estavam _______________ ansiosas
_______________ ler os jornais, pois foram informadas de que as
críticas foram ______________ indulgentes ______________ ra-
paz, o qual, embora tivesse mais aptidão _______________ ciên-
cias exatas, demonstrava uma certa propensão _______________
arte.”
(A) meio - para - bastante - para com o - para - para a
(B) muito - em - bastante - com o - nas - em
(C) bastante - por - meias - ao - a - à
(D) meias - para - muito - pelo - em - por
(E) bem - por - meio - para o - pelas – na
18. (Mackenzie) Há uma concordância inaceitável de acordo
com a gramática:
I - Os brasileiros somos todos eternos sonhadores.
II - Muito obrigadas! – disseram as moças.
III - Sr. Deputado, V. Exa. Está enganada.
IV - A pobre senhora ficou meio confusa.
V - São muito estudiosos os alunos e as alunas deste curso.
(A) em I e II
(B) apenas em IV
(C) apenas em III
(D) em II, III e IV
(E) apenas em II
19. (CESCEM–SP) Já ___ anos, ___ neste local árvores e flores.
Hoje, só ___ ervas daninhas.
(A) fazem, havia, existe
(B) fazem, havia, existe
(C) fazem, haviam, existem
(D) faz, havia, existem
(E) faz, havia, existe
20. (IBGE) Indique a opção correta, no que se refere à concor-
dância verbal, de acordo com a norma culta:
(A) Haviam muitos candidatos esperando a hora da prova.
(B) Choveu pedaços de granizo na serra gaúcha.
(C) Faz muitos anos que a equipe do IBGE não vem aqui.
(D) Bateu três horas quando o entrevistador chegou.
(E) Fui eu que abriu a porta para o agente do censo.
21. (FUVEST – 2001) A única frase que NÃO apresenta desvio
em relação à regência (nominal e verbal) recomendada pela norma
culta é:
(A) O governador insistia em afirmar que o assunto principal
seria “as grandes questões nacionais”, com o que discordavam
líderes pefelistas.
(B) Enquanto Cuba monopolizava as atenções de um clube, do
qual nem sequer pediu para integrar, a situação dos outros pa-
íses passou despercebida.
(C) Em busca da realização pessoal, profissionais escolhem a dedo
aonde trabalhar, priorizando à empresas com atuação social.
(D) Uma família de sem-teto descobriu um sofá deixado por um
morador não muito consciente com a limpeza da cidade.
(E) O roteiro do filme oferece uma versão de como consegui-
mos um dia preferir a estrada à casa, a paixão e o sonho à regra,
a aventura à repetição.
22. (FUVEST) Assinale a alternativa que preenche corretamente
as lacunas correspondentes.
A arma ___ se feriu desapareceu.
Estas são as pessoas ___ lhe falei.
Aqui está a foto ___me referi.
Encontrei um amigo de infância ___ nome não me lembrava.
Passamos por uma fazenda ___ se criam búfalos.
(A) que, de que, à que, cujo, que.
(B) com que, que, a que, cujo qual, onde.
(C) com que, das quais, a que, de cujo, onde.
(D) com a qual, de que, que, do qual, onde.
(E) que, cujas, as quais, do cujo, na cuja.
LÍNGUA PORTUGUESA
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23. (FESP) Observe a regência verbal e assinale a opção falsa:
(A) Avisaram-no que chegaríamos logo.
(B) Informei-lhe a nota obtida.
(C) Os motoristas irresponsáveis, em geral, não obedecem aos
sinais de trânsito.
(D) Há bastante tempo que assistimos em São Paulo.
(E) Muita gordura não implica saúde.
24. (IBGE) Assinale a opção em que todos os adjetivos devem
ser seguidos pela mesma preposição:
(A) ávido / bom / inconsequente
(B) indigno / odioso / perito
(C) leal / limpo / oneroso
(D) orgulhoso / rico / sedento
(E) oposto / pálido / sábio
25. (TRE-MG) Observe a regência dos verbos das frases reescri-
tas nos itens a seguir:
I - Chamaremos os inimigos de hipócritas. Chamaremos aos ini-
migos de hipócritas;
II - Informei-lhe o meu desprezo por tudo. Informei-lhe do meu
desprezo por tudo;
III - O funcionário esqueceu o importante acontecimento. O
funcionário esqueceu-se do importante acontecimento.
A frase reescrita está com a regência correta em:
(A) I apenas
(B) II apenas
(C) III apenas
(D) I e III apenas
(E) I, II e III
26. (Prefeitura de Piracicaba - SP - Professor - Educação Infantil
- VUNESP - 2020)
Escola inclusiva
É alvissareira a constatação de que 86% dos brasileiros
concordam que há melhora nas escolas quando se incluem alunos
com deficiência.
Uma década atrás, quando o país aderiu à Convenção sobre
os Direitos das Pessoas com Deficiência e assumiu o dever de uma
educação inclusiva, era comum ouvir previsões negativas para tal
perspectiva generosa. Apesar das dificuldades óbvias, ela se tornou
lei em 2015 e criou raízes no tecido social.
A rede pública carece de profissionais satisfatoriamente qualifi-
cados até para o mais básico, como o ensino de ciências; o que dizer
então de alunos com gama tão variada de dificuldades.
Os empecilhos vão desde o acesso físico à escola, como o en-
frentado por cadeirantes, a problemas de aprendizado criados por
limitações sensoriais – surdez, por exemplo – e intelectuais.
Bastaram alguns anos de convívio em sala, entretanto, para
minorar preconceitos. A maioria dos entrevistados (59%), hoje, dis-
corda de que crianças com deficiência devam aprender só na com-
panhia de colegas na mesma condição.
Tal receptividade decerto não elimina o imperativo de contar
com pessoal capacitado, em cada estabelecimento, para lidar com
necessidades específicas de cada aluno. O censo escolar indica 1,2
milhão de alunos assim categorizados. Embora tenha triplicado o
número de professores com alguma formação em educação espe-
cial inclusiva, contam-se não muito mais que 100 mil deles no país.
Não se concebe que possa haver um especialista em cada sala de
aula.
As experiências mais bem-sucedidas criaram na escola uma es-
trutura para o atendimento inclusivo, as salas de recursos. Aí, ao
menos um profissional preparado se encarrega de receber o aluno
e sua família para definir atividades e de auxiliar os docentes do
período regular nas técnicas pedagógicas.
Não faltam casos exemplares na rede oficial de ensino. Compe-
te ao Estado disseminar essas iniciativas exitosas por seus estabele-
cimentos. Assim se combate a tendência ainda existente a segregar
em salas especiais os estudantes com deficiência – que não se con-
funde com incapacidade, como felizmente já vamos aprendendo.
(Editorial. Folha de S.Paulo, 16.10.2019. Adaptado)
Assinale a alternativa em que, com a mudança da posição do
pronome em relação ao verbo, conforme indicado nos parênteses,
a redação permanece em conformidade com a norma-padrão de
colocação dos pronomes.
(A) ... há melhora nas escolas quando se incluem alunos com
deficiência. (incluem-se)
(B) ... em educação especial inclusiva, contam-se não muito
mais que 100 mil deles no país. (se contam)
(C) Não se concebe que possa haver um especialista em cada
sala de aula. (concebe-se)
(D) Aí, ao menos um profissional preparado se encarrega de
receber o aluno... (encarrega-se)
(E) ... que não se confunde com incapacidade, como felizmente
já vamos aprendendo. (confunde-se)
27. (Prefeitura de Caranaíba - MG - Agente Comunitário de Saú-
de - FCM - 2019)
Dieta salvadora
A ciência descobre um micróbio adepto de um
alimento abundante: o lixo plástico no mar.
O ser humano revelou-se capaz de dividir o átomo, derrotar o
câncer e produzir um “Dom Quixote”. Só não consegue dar um des-
tino razoável ao lixo que produz. E não se contenta em brindar os
mares, rios e lagoas com seus próprios dejetos. Intoxica-os também
com garrafas plásticas, pneus, computadores, sofás e até carcaças
de automóveis. Tudo que perde o uso é atirado num curso d’água,
subterrâneo ou a céu aberto, que se encaminha inevitavelmente
para o mar. O resultado está nas ilhas de lixo que se formam, da
Guanabara ao Pacífico.
De repente, uma boa notícia. Cientistas da Grécia, Suíça, Itália,
China e dos Emirados Árabes descobriram em duas ilhas gregas um
micróbio marinho que se alimenta do carbono contido no plástico
jogado ao mar. Parece que, depois de algum tempo ao sol e atacado
pelo sal, o plástico, seja mole, como o das sacolas, ou duro, como o
das embalagens, fica quebradiço – no ponto para que os micróbios,
de guardanapo ao pescoço, o decomponham e façam a festa. Os
cientistas estão agora criando réplicas desses micróbios, para que
eles ajudem os micróbios nativos a devorar o lixo. Haja estômago.
Em “A Guerra das Salamandras”, romance de 1936 do tcheco
Karel Čapek (pronuncia-se tchá-pek), um explorador descobre na
costa de Sumatra uma raça de lagartos gigantes, hábeis em colher
pérolas e construir diques submarinos. Em troca das pérolas que as
LÍNGUA PORTUGUESA
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salamandras lhe entregam, ele lhes fornece facas para se defende-
rem dos tubarões. O resto, você adivinhou: as salamandras se re-
produzem, tornam-se milhões, ocupam os litorais, aprendem a falar
e inundam os continentes. São agora bilhões e tomam o mundo.
Não quero dizer que os micróbios comedores de lixo podem
se tornar as salamandras de Čapek. É que, no livro, as salamandras
aprendem a gerir o mundo melhor do que nós. Com os micróbios
no comando, nossos mares, pelo menos, estarão a salvo.
Ruy Castro, jornalista, biógrafo e escritor brasileiro. Folha de S.
Paulo. Caderno Opinião, p. A2, 20 mai. 2019.
Os pronomes pessoais oblíquos átonos, em relação ao verbo,
possuem três posições: próclise (antes do verbo), mesóclise (no
meio do verbo) e ênclise (depois do verbo).
Avalie as afirmações sobre o emprego dos pronomes oblíquos
nos trechos a seguir.
I – A próclise se justifica pela presença da palavra negativa: “E
não se contenta em brindar os mares, rios e lagoas com seus pró-
prios dejetos.”
II – A ênclise ocorre por se tratar de oração iniciada por verbo:
“Intoxica-os também com garrafas plásticas, pneus, computadores,
sofás e até carcaças de automóveis.”
III – A próclise é sempre empregada quando há locução verbal:
“Não quero dizer que os micróbios comedores de lixo podem se
tornar as salamandras de Čapek.”
IV – O sujeito expresso exige o emprego da ênclise: “O ser hu-
mano revelou-se capaz de dividir o átomo, derrotar o câncer e pro-
duzir um ‘Dom Quixote’”.
Está correto apenas o que se afirma em
(A) I e II.
(B) I e III.
(C) II e IV.
(D) III e IV.
28. (Prefeitura de Birigui - SP - Educador de Creche - VUNESP
- 2019)
Certo discurso ambientalista tradicional recorrentemente bus-
ca indícios de que o problema ambiental seja universal (e de fato
é), atemporal (nem tanto) e generalizado (o que é desejável). Algu-
ma ingenuidade conceitual poderia marcar o ambientalismo apo-
logético; haveria dilemas ambientais em todos os lugares, tempos,
culturas. É a bambificação(*) da natureza. Necessária,no entanto,
como condição de sobrevivência. Há quem tenha encontrado nor-
mas ambientais na Bíblia, no Direito grego, e até no Direito romano.
São Francisco de Assis, nessa linha, prosaica, seria o santo padroeiro
das causas ambientais; falava com plantas e animais.
A proteção do meio ambiente seria, nesse contexto, instintiva,
predeterminando objeto e objetivo. Por outro lado, e este é o meu
argumento, quando muito, e agora utilizo uma categoria freudiana,
a pretensão de proteção ambiental seria pulsional, dado que resiste
a uma pressão contínua, variável na intensidade. Assim, numa di-
mensão qualitativa, e não quantitativa, é que se deveria enfrentar
a questão, que também é cultural. E que culturalmente pode ser
abordada.
O problema, no entanto, é substancialmente econômico. O
dilema ambiental só se revela como tal quando o meio ambiente
passa a ser limite para o avanço da atividade econômica. É nesse
sentido que a chamada internalização da externalidade negativa
exige justificativa para uma atuação contra-fática.
Uma nuvem de problematização supostamente filosófica tam-
bém rondaria a discussão. Antropocêntricos acreditam que a prote-
ção ambiental seria narcisística, centrada e referenciada no próprio
homem. Os geocêntricos piamente entendem que a natureza deva
ser protegida por próprios e intrínsecos fundamentos e característi-
cas. Posições se radicalizam.
A linha de argumento do ambientalista ingênuo lembra-nos o
“salto do tigre” enunciado pelo filósofo da cultura Walter Benjamin,
em uma de suas teses sobre a filosofia da história. Qual um tigre
mergulhamos no passado, e apenas apreendemos o que interessa
para nossa argumentação. É o que se faz, a todo tempo.
(Arnaldo Sampaio de Moraes Godoy. Disponível em: https://www.
conjur.com.br/2011. Acesso em: 10.08.2019. Adaptado)
(*) Referência ao personagem Bambi, filhote de cervo conhe-
cido como “Príncipe da Floresta”, em sua saga pela sobrevivência
na natureza.
Assinale a alternativa que reescreve os trechos destacados em-
pregando pronomes, de acordo com a norma-padrão de regência e
colocação.
Uma nuvem de problematização supostamente filosófica tam-
bém rondaria a discussão. / Alguma ingenuidade conceitual pode-
ria marcar o ambientalismo apologético.
(A) ... lhe rondaria ... o poderia marcar
(B) ... rondá-la-ia ... poderia marcar ele
(C) ... rondaria-a ... podê-lo-ia marcar
(D) ... rondaria-lhe ... poderia o marcar
(E) ... a rondaria ... poderia marcá-lo
29. (Prefeitura de Cabo de Santo Agostinho - PE - Técnico em
Saneamento - IBFC - 2019)
Vou-me embora pra Pasárgada,
lá sou amigo do Rei”.
(M.Bandeira)
Quanto à regra de colocação pronominal utilizada, assinale a
alternativa correta.
(A) Ênclise: em orações iniciadas com verbos no presente ou
pretérito afirmativo, o pronome oblíquo deve ser usado pos-
posto ao verbo.
(B) Próclise: em orações iniciadas com verbos no presente ou
pretérito afirmativo, o pronome oblíquo deve ser usado pos-
posto ao verbo.
(C) Mesóclise: em orações iniciadas com verbos no presente ou
pretérito afirmativo, o pronome oblíquo deve ser usado pos-
posto ao verbo.
(E) Próclise: em orações iniciadas com verbos no imperativo
afirmativo, o pronome oblíquo deve ser usado posposto ao
verbo.
LÍNGUA PORTUGUESA
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30. (Prefeitura de Peruíbe - SP - Inspetor de Alunos - VUNESP
- 2019)
Pelo fim das fronteiras
Imigração é um fenômeno estranho. Do ponto de vista pura-
mente racional, ela é a solução para vários problemas globais. Mas,
como o mundo é um lugar menos racional do que deveria, pessoas
que buscam refúgio em outros países costumam ser recebidas com
desconfiança quando não com violência, o que diminui o valor da
imigração como remédio multiuso.
No plano econômico, a plena mobilidade da mão de obra se-
ria muito bem-vinda. Segundo algumas estimativas, ela faria o PIB
mundial aumentar em até 50%. Mesmo que esses cálculos estejam
inflados, só uma fração de 10% já significaria um incremento da or-
dem de US$ 10 trilhões (uns cinco Brasis).
Uma das principais razões para o mundo ser mais pobre do
que poderia é que enormes contingentes de humanos vivem sob
sistemas que os impedem de ser produtivos. Um estudo de 2016
de Clemens, Montenegro e Pritchett estimou que só tirar um tra-
balhador macho sem qualificação de seu país pobre de origem e
transportá-lo para os EUA elevaria sua renda anual em US$ 14 mil.
A imigração se torna ainda mais tentadora quando se considera
que é a resposta perfeita para países desenvolvidos que enfrentam
o problema do envelhecimento populacional.
Não obstante tantas virtudes, imigrantes podem ser maltrata-
dos e até perseguidos quando cruzam a fronteira, especialmente
se vêm em grandes números. Isso está acontecendo até no Brasil,
que não tinha histórico de xenofobia. Desconfio de que estão em
operação aqui vieses da Idade da Pedra, tempo em que membros
de outras tribos eram muito mais uma ameaça do que uma solução.
De todo modo, caberia às autoridades incentivar a imigração,
tomando cuidado para evitar que a chegada dos estrangeiros dê
pretexto para cenas de barbárie. Isso exigiria recebê-los com inte-
ligência, minimizando choques culturais e distribuindo as famílias
por regiões e cidades em que podem ser mais úteis. É tudo o que
não estamos fazendo.
(Hélio Schwartsman. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.
br/colunas/.28.08.2018. Adaptado)
Considere as frases:
• países desenvolvidos que enfrentam o problema do envelhe-
cimento populacional. (4º parágrafo)
• ... minimizando choques culturais e distribuindo as famí-
lias por regiões e cidades em que podem ser mais
úteis. (6º parágrafo)
A substituição das expressões em destaque por pronomes está
de acordo com a norma-padrão de emprego e colocação em:
(A) enfrentam-no; distribuindo-lhes.
(B) o enfrentam; lhes distribuindo.
(C) o enfrentam; distribuindo-as.
(D) enfrentam-no; lhes distribuindo.
(E) lhe enfrentam; distribuindo-as.
GABARITO
1 D
2 E
3 C
4 B
5 E
6 D
7 B
8 B
9 B
10 E
11 C
12 A
13 E
14 A
15 D
16 C
17 A
18 C
19 D
20 C
21 E
22 C
23 A
24 D
25 E
26 D
27 A
28 E
29 A
30 C
ANOTAÇÕES
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LÍNGUA PORTUGUESA
28
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29
MATEMÁTICA
RESOLUÇÃO DE SITUAÇÕES-PROBLEMA, ENVOLVENDO: ADIÇÃO, SUBTRAÇÃO, MULTIPLICAÇÃO, DIVISÃO, POTEN-
CIAÇÃO OU RADICIAÇÃO COM NÚMEROS RACIONAIS, NAS SUAS REPRESENTAÇÕES FRACIONÁRIA OU DECIMAL;
Conjunto dos números inteiros - z
O conjunto dos números inteiros é a reunião do conjunto dos números naturais N = {0, 1, 2, 3, 4,..., n,...},(N C Z); o conjunto dos opos-
tos dos números naturais e o zero. Representamos pela letra Z.
N C Z (N está contido em Z)
Subconjuntos:
SÍMBOLO REPRESENTAÇÃO DESCRIÇÃO
* Z* Conjunto dos números inteiros não nulos
+ Z+ Conjunto dos números inteiros não negativos
* e + Z*+ Conjunto dos números inteiros positivos
- Z_ Conjunto dos números inteiros não positivos
* e - Z*_ Conjunto dos números inteiros negativos
Observamos nos números inteiros algumas características:
• Módulo: distância ou afastamento desse número até o zero, na reta numérica inteira. Representa-se o módulo por | |. O módulo de
qualquer número inteiro, diferente de zero, é sempre positivo.
• Números Opostos: dois números são opostos quando sua soma é zero. Isto significa que eles estão a mesma distância da origem
(zero).
Somando-se temos: (+4) + (-4) = (-4) + (+4) = 0
Operações
• Soma ou Adição: Associamos aos números inteiros positivos a ideia de ganhar e aos números inteiros negativos a ideia de perder.
ATENÇÃO: O sinal (+) antes do número positivo pode ser dispensado, mas o sinal (–) antes do número negativo nunca pode ser
dispensado.
MATEMÁTICA
30
• Subtração: empregamos quando precisamos tirar uma quan-
tidade de outra quantidade; temos duas quantidades e queremos
saber quanto uma delas tem a mais que a outra; temos duas quan-
tidades e queremos saber quanto falta a uma delas para atingir a
outra. A subtração é a operação inversa da adição. O sinal sempre
será do maior número.
ATENÇÃO: todos parênteses, colchetes, chaves, números, ...,
entre outros, precedidos de sinal negativo, tem o seu sinal inverti-
do, ou seja, é dado o seu oposto.
Exemplo:
(FUNDAÇÃO CASA – AGENTE EDUCACIONAL – VUNESP) Para
zelar pelos jovens internados e orientá-los a respeito do uso ade-
quado dos materiais em geral e dos recursos utilizados em ativida-
des educativas, bem como da preservação predial, realizou-se uma
dinâmica elencando “atitudes positivas” e “atitudes negativas”, no
entendimento dos elementos do grupo. Solicitou-se que cada um
classificasse suas atitudes como positiva ou negativa, atribuindo
(+4) pontos a cada atitude positiva e (-1) a cada atitude negativa.
Se um jovem classificou como positiva apenas 20 das 50 atitudes
anotadas, o total de pontos atribuídos foi
(A) 50.
(B) 45.
(C) 42.
(D) 36.
(E) 32.
Resolução:
50-20=30 atitudes negativas
20.4=80
30.(-1)=-30
80-30=50
Resposta: A
• Multiplicação: é uma adição de números/ fatores repetidos.
Na multiplicação o produto dos números a e b, pode ser indicado
por a x b, a . b ou ainda ab sem nenhum sinal entre as letras.
• Divisão: a divisão exata de um número inteiro por outro nú-
mero inteiro, diferente de zero, dividimos o módulo do dividendo
pelo módulo do divisor.
ATENÇÃO:
1) No conjunto Z, a divisão não é comutativa, não é associativa
e não tem a propriedade da existência do elemento neutro.
2) Não existe divisão por zero.
3) Zero dividido por qualquer número inteiro, diferente de zero,
é zero, pois o produto de qualquer número inteiro por zero é igual
a zero.
Na multiplicação e divisão de números inteiros é muito impor-
tante a REGRA DE SINAIS:
Sinais iguais (+) (+); (-) (-) = resultado sempre positivo.
Sinais diferentes (+) (-); (-) (+) = resultado sempre negativo.
Exemplo:
(PREF.DE NITERÓI) Um estudante empilhou seus livros, obten-
do uma única pilha 52cm de altura. Sabendo que 8 desses livros
possui uma espessura de 2cm, e que os livros restantes possuem
espessura de 3cm, o número de livros na pilha é:
(A) 10
(B) 15
(C) 18
(D) 20
(E) 22
Resolução:
São 8 livros de 2 cm: 8.2 = 16 cm
Como eu tenho 52 cm ao todo e os demais livros tem 3 cm,
temos:
52 - 16 = 36 cm de altura de livros de 3 cm
36 : 3 = 12 livros de 3 cm
O total de livros da pilha: 8 + 12 = 20 livros ao todo.
Resposta: D
• Potenciação: A potência an do número inteiro a, é definida
como um produto de n fatores iguais. O número a é denominado a
base e o número n é o expoente.an = a x a x a x a x ... x a , a é multi-
plicado por a n vezes. Tenha em mente que:
– Toda potência de base positiva é um número inteiro positivo.
– Toda potência de base negativa e expoente par é um número
inteiro positivo.
– Toda potência de base negativa e expoente ímpar é um nú-
mero inteiro negativo.
Propriedades da Potenciação
1) Produtos de Potências com bases iguais: Conserva-se a base
e somam-se os expoentes. (–a)3 . (–a)6 = (–a)3+6 = (–a)9
2) Quocientes de Potências com bases iguais: Conserva-se a
base e subtraem-se os expoentes. (-a)8 : (-a)6 = (-a)8 – 6 = (-a)2
3) Potência de Potência: Conserva-se a base e multiplicam-se
os expoentes. [(-a)5]2 = (-a)5 . 2 = (-a)10
4) Potência de expoente 1: É sempre igual à base. (-a)1 = -a e
(+a)1 = +a
5) Potência de expoente zero e base diferente de zero: É igual
a 1. (+a)0 = 1 e (–b)0 = 1
Conjunto dos números racionais – Q
Um número racional é o que pode ser escrito na forma n
m
,
onde m e n são números inteiros, sendo que n deve ser diferente
de zero. Frequentemente usamos m/n para significar a divisão de
m por n.
N C Z C Q (N está contido em Z que está contido em Q)
MATEMÁTICA
31
Subconjuntos:
SÍMBOLO REPRESENTAÇÃO DESCRIÇÃO
* Q* Conjunto dos números racionais não nulos
+ Q+ Conjunto dos números racionais não negativos
* e + Q*+ Conjunto dos números racionais positivos
- Q_ Conjunto dos números racionais não positivos
* e - Q*_ Conjunto dos números racionais negativos
Representação decimal
Podemos representar um número racional, escrito na forma de fração,em número decimal. Para isso temos duas maneiras possíveis:
1º) O numeral decimal obtido possui, após a vírgula, um número finito de algarismos. Decimais Exatos:
5
2
= 0,4
2º) O numeral decimal obtido possui, após a vírgula, infinitos algarismos (nem todos nulos), repetindo-se periodicamente Decimais
Periódicos ou Dízimas Periódicas:
3
1
= 0,333...
Representação Fracionária
É a operação inversa da anterior. Aqui temos duas maneiras possíveis:
1) Transformando o número decimal em uma fração numerador é o número decimal sem a vírgula e o denominador é composto pelo
numeral 1, seguido de tantos zeros quantas forem as casas decimais do número decimal dado. Ex.:
0,035 = 35/1000
2) Através da fração geratriz. Aí temos o caso das dízimas periódicas que podem ser simples ou compostas.
– Simples: o seu período é composto por um mesmo número ou conjunto de números que se repeti infinitamente. Exemplos:
Procedimento: para transformarmos uma dízima periódica simples em fração basta utilizarmos o dígito 9 no denominador para cada
quantos dígitos tiver o período da dízima.
– Composta: quando a mesma apresenta um ante período que não se repete.
a)
MATEMÁTICA
32
Procedimento: para cada algarismo do período ainda se coloca um algarismo 9 no denominador. Mas, agora, para cada algarismo do
antiperíodo se coloca um algarismo zero, também no denominador.
b)
Procedimento: é o mesmo aplicado ao item “a”, acrescido na frente da parte inteira (fração mista), ao qual transformamos e obtemos
a fração geratriz.
Exemplo:
(PREF. NITERÓI) Simplificando a expressão abaixo
Obtém-se :
(A) ½
(B) 1
(C) 3/2
(D) 2
(E) 3
Resolução:
Resposta: B
Caraterísticas dos números racionais
O módulo e o número oposto são as mesmas dos números inteiros.
Inverso: dado um número racional a/b o inverso desse número (a/b)–n, é a fração onde o numerador vira denominador e o denomi-
nador numerador (b/a)n.
MATEMÁTICA
33
Representação geométrica
Observa-se que entre dois inteiros consecutivos existem infini-
tos números racionais.
Operações
• Soma ou adição: como todo número racional é uma fração
ou pode ser escrito na forma de uma fração, definimos a adição
entre os números racionais
b
a e
d
c , da mesma forma que a soma
de frações, através de:
• Subtração: a subtração de dois números racionais p e q é a
própria operação de adição do número p com o oposto de q, isto é:
p – q = p + (–q)
ATENÇÃO: Na adição/subtração se o denominador for igual,
conserva-se os denominadores e efetua-se a operação apresen-
tada.
Exemplo:
(PREF. JUNDIAI/SP – AGENTE DE SERVIÇOS OPERACIONAIS
– MAKIYAMA) Na escola onde estudo, ¼ dos alunos tem a língua
portuguesa como disciplina favorita, 9/20 têm a matemática como
favorita e os demais têm ciências como favorita. Sendo assim, qual
fração representa os alunos que têm ciências como disciplina favo-
rita?
(A) 1/4
(B) 3/10
(C) 2/9
(D) 4/5
(E) 3/2
Resolução:
Somando português e matemática:
O que resta gosta de ciências:
Resposta: B
• Multiplicação: como todo número racional é uma fração ou
pode ser escrito na forma de uma fração, definimos o produto de
dois números racionais
b
a e
d
c , da mesma forma que o produto de
frações, através de:
• Divisão: a divisão de dois números racionais p e q é a própria
operação de multiplicação do número p pelo inverso de q, isto é: p
÷ q = p × q-1
Exemplo:
(PM/SE – SOLDADO 3ªCLASSE – FUNCAB) Numa operação
policial de rotina, que abordou 800 pessoas, verificou-se que 3/4
dessas pessoas eram homens e 1/5 deles foram detidos. Já entre as
mulheres abordadas, 1/8 foram detidas.
Qual o total de pessoas detidas nessa operação policial?
(A) 145
(B) 185
(C) 220
(D) 260
(E) 120
Resolução:
Resposta: A
MATEMÁTICA
34
• Potenciação: é válido as propriedades aplicadas aos núme-
ros inteiros. Aqui destacaremos apenas as que se aplicam aos nú-
meros racionais.
A) Toda potência com expoente negativo de um número racio-
nal diferente de zero é igual a outra potência que tem a base igual
ao inverso da base anterior e o expoente igual ao oposto do expo-
ente anterior.
B) Toda potência com expoente ímpar tem o mesmo sinal da base.
C) Toda potência com expoente par é um número positivo.
Expressões numéricas
São todas sentenças matemáticas formadas por números, suas
operações (adições, subtrações, multiplicações, divisões, potencia-
ções e radiciações) e também por símbolos chamados de sinais de
associação, que podem aparecer em uma única expressão.
Procedimentos
1) Operações:
- Resolvermos primeiros as potenciações e/ou radiciações na
ordem que aparecem;
- Depois as multiplicações e/ou divisões;
- Por último as adições e/ou subtrações na ordem que aparecem.
2) Símbolos:
- Primeiro, resolvemos os parênteses ( ), até acabarem os cál-
culos dentro dos parênteses,
-Depois os colchetes [ ];
- E por último as chaves { }.
ATENÇÃO:
– Quando o sinal de adição (+) anteceder um parêntese, col-
chetes ou chaves, deveremos eliminar o parêntese, o colchete ou
chaves, na ordem de resolução, reescrevendo os números internos
com os seus sinais originais.
– Quando o sinal de subtração (-) anteceder um parêntese, col-
chetes ou chaves, deveremos eliminar o parêntese, o colchete ou
chaves, na ordem de resolução, reescrevendo os números internos
com os seus sinais invertidos.
Exemplo:
(MANAUSPREV – ANALISTA PREVIDENCIÁRIO – ADMINISTRATI-
VA – FCC) Considere as expressões numéricas, abaixo.
A = 1/2 + 1/4+ 1/8 + 1/16 + 1/32 e
B = 1/3 + 1/9 + 1/27 + 1/81 + 1/243
O valor, aproximado, da soma entre A e B é
(A) 2
(B) 3
(C) 1
(D) 2,5
(E) 1,5
Resolução:
Vamos resolver cada expressão separadamente:
Resposta: E
MÍNIMO MÚLTIPLO COMUM; MÁXIMO DIVISOR CO-
MUM;
Múltiplos
Dizemos que um número é múltiplo de outro quando o primei-
ro é resultado da multiplicação entre o segundo e algum número
natural e o segundo, nesse caso, é divisor do primeiro. O que sig-
nifica que existem dois números, x e y, tal que x é múltiplo de y se
existir algum número natural n tal que:
x = y·n
Se esse número existir, podemos dizer que y é um divisor de x e
podemos escrever: x = n/y
Observações:
1) Todo número natural é múltiplo de si mesmo.
2) Todo número natural é múltiplo de 1.
3) Todo número natural, diferente de zero, tem infinitos múl-
tiplos.
4) O zero é múltiplo de qualquer número natural.
5) Os múltiplos do número 2 são chamados de números pares,
e a fórmula geral desses números é 2k (k ∈ N). Os demais são cha-
mados de números ímpares, e a fórmula geral desses números é 2k
+ 1 (k ∈ N).
6) O mesmo se aplica para os números inteiros, tendo k ∈ Z.
MATEMÁTICA
35
Critérios de divisibilidade
São regras práticas que nos possibilitam dizer se um número é ou
não divisível por outro, sem que seja necessário efetuarmos a divisão.
No quadro abaixo temos um resumo de alguns dos critérios:
(Fonte: https://www.guiadamatematica.com.br/criterios-de-divisibili-
dade/ - reeditado)
Vale ressaltar a divisibilidade por 7: Um número é divisível por
7 quando o último algarismo do número, multiplicado por 2, subtra-
ído do número sem o algarismo, resulta em um número múltiplo de
7. Neste, o processo será repetido a fim de diminuir a quantidade
de algarismos a serem analisados quanto à divisibilidade por 7.
Outros critérios
Divisibilidade por 12: Um número é divisível por 12 quando é
divisível por 3 e por 4 ao mesmo tempo.
Divisibilidade por 15: Um número é divisível por 15 quando é
divisível por 3 e por 5 ao mesmo tempo.
Fatoração numérica
Trata-se de decompor o número em fatores primos. Para de-
compormos este número natural em fatores primos, dividimos o
mesmo pelo seu menor divisor primo, após pegamos o quociente
e dividimos o pelo seu menor divisor, e assim sucessivamente até
obtermos o quociente 1. O produto de todos os fatores primos re-
presenta o número fatorado. Exemplo:
Divisores
Os divisores de um número n, é o conjunto formado por todos
os números que o dividem exatamente. Tomemos como exemplo o
número 12.Um método para descobrimos os divisores é através da fato-
ração numérica. O número de divisores naturais é igual ao produto
dos expoentes dos fatores primos acrescidos de 1.
Logo o número de divisores de 12 são:
Para sabermos quais são esses 6 divisores basta pegarmos cada
fator da decomposição e seu respectivo expoente natural que varia
de zero até o expoente com o qual o fator se apresenta na decom-
posição do número natural.
12 = 22 . 31 =
22 = 20,21 e 22 ; 31 = 30 e 31, teremos:
20 . 30=1
20 . 31=3
21 . 30=2
21 . 31=2.3=6
22 . 31=4.3=12
22 . 30=4
O conjunto de divisores de 12 são: D (12)={1, 2, 3, 4, 6, 12}
A soma dos divisores é dada por: 1 + 2 + 3 + 4 + 6 + 12 = 28
Máximo divisor comum (MDC)
É o maior número que é divisor comum de todos os números
dados. Para o cálculo do MDC usamos a decomposição em fatores
primos. Procedemos da seguinte maneira:
Após decompor em fatores primos, o MDC é o produto dos FA-
TORES COMUNS obtidos, cada um deles elevado ao seu MENOR
EXPOENTE. Exemplo:
MDC (18,24,42) =
Observe que os fatores comuns entre eles são: 2 e 3, então
pegamos os de menores expoentes: 2x3 = 6. Logo o Máximo Divisor
Comum entre 18,24 e 42 é 6.
MATEMÁTICA
36
Mínimo múltiplo comum (MMC)
É o menor número positivo que é múltiplo comum de todos
os números dados. A técnica para acharmos é a mesma do MDC,
apenas com a seguinte ressalva:
O MMC é o produto dos FATORES COMUNS E NÃO-COMUNS,
cada um deles elevado ao SEU MAIOR EXPOENTE.
Pegando o exemplo anterior, teríamos:
MMC (18,24,42) =
Fatores comuns e não-comuns= 2,3 e 7
Com maiores expoentes: 2³x3²x7 = 8x9x7 = 504. Logo o Mínimo
Múltiplo Comum entre 18,24 e 42 é 504.
Temos ainda que o produto do MDC e MMC é dado por: MDC
(A,B). MMC (A,B)= A.B
PORCENTAGEM;
São chamadas de razões centesimais ou taxas percentuais ou
simplesmente de porcentagem, as razões de denominador 100, ou
seja, que representam a centésima parte de uma grandeza. Costu-
mam ser indicadas pelo numerador seguido do símbolo %. (Lê-se:
“por cento”).
Exemplo:
(CÂMARA MUNICIPAL DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS/SP – ANA-
LISTA TÉCNICO LEGISLATIVO – DESIGNER GRÁFICO – VUNESP) O
departamento de Contabilidade de uma empresa tem 20 funcio-
nários, sendo que 15% deles são estagiários. O departamento de
Recursos Humanos tem 10 funcionários, sendo 20% estagiários. Em
relação ao total de funcionários desses dois departamentos, a fra-
ção de estagiários é igual a
(A) 1/5.
(B) 1/6.
(C) 2/5.
(D) 2/9.
(E) 3/5.
Resolução:
Resposta: B
Lucro e Prejuízo em porcentagem
É a diferença entre o preço de venda e o preço de custo. Se
a diferença for POSITIVA, temos o LUCRO (L), caso seja NEGATIVA,
temos PREJUÍZO (P).
Logo: Lucro (L) = Preço de Venda (V) – Preço de Custo (C).
Exemplo:
(CÂMARA DE SÃO PAULO/SP – TÉCNICO ADMINISTRATIVO –
FCC) O preço de venda de um produto, descontado um imposto de
16% que incide sobre esse mesmo preço, supera o preço de com-
pra em 40%, os quais constituem o lucro líquido do vendedor. Em
quantos por cento, aproximadamente, o preço de venda é superior
ao de compra?
(A) 67%.
(B) 61%.
(C) 65%.
(D) 63%.
(E) 69%.
Resolução:
Preço de venda: V
Preço de compra: C
V – 0,16V = 1,4C
0,84V = 1,4C
O preço de venda é 67% superior ao preço de compra.
Resposta: A
Aumento e Desconto em porcentagem
– Aumentar um valor V em p%, equivale a multiplicá-lo por
Logo:
- Diminuir um valor V em p%, equivale a multiplicá-lo por
MATEMÁTICA
37
Logo:
Fator de multiplicação
É o valor final de , é o que chamamos de fator de multiplicação, muito útil para resolução de cálculos de
porcentagem. O mesmo pode ser um acréscimo ou decréscimo no valor do produto.
Aumentos e Descontos sucessivos em porcentagem
São valores que aumentam ou diminuem sucessivamente. Para efetuar os respectivos descontos ou aumentos, fazemos uso dos fato-
res de multiplicação. Basta multiplicarmos o Valor pelo fator de multiplicação (acréscimo e/ou decréscimo).
Exemplo: Certo produto industrial que custava R$ 5.000,00 sofreu um acréscimo de 30% e, em seguida, um desconto de 20%. Qual o
preço desse produto após esse acréscimo e desconto?
Resolução:
VA = 5000 .(1,3) = 6500 e
VD = 6500 .(0,80) = 5200, podemos, para agilizar os cálculos, juntar tudo em uma única equação:
5000 . 1,3 . 0,8 = 5200
Logo o preço do produto após o acréscimo e desconto é de R$ 5.200,00
RAZÃO E PROPORÇÃO;
Razão
É uma fração, sendo a e b dois números a sua razão, chama-se razão de a para b: a/b ou a:b , assim representados, sendo b ≠ 0. Temos
que:
Exemplo:
(SEPLAN/GO – PERITO CRIMINAL – FUNIVERSA) Em uma ação policial, foram apreendidos 1 traficante e 150 kg de um produto pare-
cido com maconha. Na análise laboratorial, o perito constatou que o produto apreendido não era maconha pura, isto é, era uma mistura
da Cannabis sativa com outras ervas. Interrogado, o traficante revelou que, na produção de 5 kg desse produto, ele usava apenas 2 kg da
Cannabis sativa; o restante era composto por várias “outras ervas”. Nesse caso, é correto afirmar que, para fabricar todo o produto apre-
endido, o traficante usou
(A) 50 kg de Cannabis sativa e 100 kg de outras ervas.
(B) 55 kg de Cannabis sativa e 95 kg de outras ervas.
(C) 60 kg de Cannabis sativa e 90 kg de outras ervas.
(D) 65 kg de Cannabis sativa e 85 kg de outras ervas.
(E) 70 kg de Cannabis sativa e 80 kg de outras ervas.
MATEMÁTICA
38
Resolução:
O enunciado fornece que a cada 5kg do produto temos que 2kg
da Cannabis sativa e os demais outras ervas. Podemos escrever em
forma de razão , logo :
Resposta: C
Razões Especiais
São aquelas que recebem um nome especial. Vejamos algumas:
Velocidade: é razão entre a distância percorrida e o tempo gas-
to para percorrê-la.
Densidade: é a razão entre a massa de um corpo e o seu volu-
me ocupado por esse corpo.
Proporção
É uma igualdade entre duas frações ou duas razões.
Lemos: a esta para b, assim como c está para d.
Ainda temos:
• Propriedades da Proporção
– Propriedade Fundamental: o produto dos meios é igual ao
produto dos extremos:
a . d = b . c
– A soma/diferença dos dois primeiros termos está para o pri-
meiro (ou para o segundo termo), assim como a soma/diferença
dos dois últimos está para o terceiro (ou para o quarto termo).
– A soma/diferença dos antecedentes está para a soma/dife-
rença dos consequentes, assim como cada antecedente está para
o seu consequente.
Exemplo:
(MP/SP – AUXILIAR DE PROMOTORIA I – ADMINISTRATIVO –
VUNESP) A medida do comprimento de um salão retangular está
para a medida de sua largura assim como 4 está para 3. No piso
desse salão, foram colocados somente ladrilhos quadrados inteiros,
revestindo-o totalmente. Se cada fileira de ladrilhos, no sentido do
comprimento do piso, recebeu 28 ladrilhos, então o número míni-
mo de ladrilhos necessários para revestir totalmente esse piso foi
igual a
(A) 588.
(B) 350.
(C) 454.
(D) 476.
(E) 382.
Resolução:
Fazendo C = 28 e substituindo na proporção, temos:
4L = 28 . 3
L = 84 / 4
L = 21 ladrilhos
Assim, o total de ladrilhos foi de 28 . 21 = 588
Resposta: A
REGRA DE TRÊS SIMPLES OU COMPOSTA;
Regra de três simples
Os problemas que envolvem duas grandezas diretamente ou
inversamente proporcionais podem ser resolvidos através de um
processo prático, chamado REGRA DE TRÊS SIMPLES.
• Duas grandezas são DIRETAMENTE PROPORCIONAIS quando
ao aumentarmos/diminuirmos uma a outra também aumenta/di-
minui.
• Duas grandezas são INVERSAMENTE PROPORCIONAIS quan-
do ao aumentarmos uma a outra diminui e vice-versa.
MATEMÁTICA
39
Exemplos:
(PM/SP – OFICIAL ADMINISTRATIVO – VUNESP) Em 3 de maio
de 2014, o jornal Folha de S. Paulo publicou a seguinte informação
sobre o número de casos de dengue na cidade de Campinas.
De acordo com essas informações, o número de casos regis-
trados na cidade de Campinas, até 28 de abril de 2014, teve um
aumento em relação ao número de casos registrados em 2007,
aproximadamente, de
(A) 70%.
(B) 65%.
(C) 60%.
(D) 55%.
(E) 50%.
Resolução:
Utilizaremos uma regrade três simples:
ano %
11442 100
17136 x
11442.x = 17136 . 100
x = 1713600 / 11442 = 149,8% (aproximado)
149,8% – 100% = 49,8%
Aproximando o valor, teremos 50%
Resposta: E
(PRODAM/AM – AUXILIAR DE MOTORISTA – FUNCAB) Numa
transportadora, 15 caminhões de mesma capacidade transportam
toda a carga de um galpão em quatro horas. Se três deles quebras-
sem, em quanto tempo os outros caminhões fariam o mesmo tra-
balho?
(A) 3 h 12 min
(B) 5 h
(C) 5 h 30 min
(D) 6 h
(E) 6 h 15 min
Resolução:
Vamos utilizar uma Regra de Três Simples Inversa, pois, quanto
menos caminhões tivermos, mais horas demorará para transportar
a carga:
cami-
nhões
ho-
ras
15 4
(15 – 3) x
12.x = 4 . 15
x = 60 / 12
x = 5 h
Resposta: B
Regra de três composta
Chamamos de REGRA DE TRÊS COMPOSTA, problemas que
envolvem mais de duas grandezas, diretamente ou inversamente
proporcionais.
Exemplos:
(CÂMARA DE SÃO PAULO/SP – TÉCNICO ADMINISTRATIVO
– FCC) O trabalho de varrição de 6.000 m² de calçada é feita em
um dia de trabalho por 18 varredores trabalhando 5 horas por dia.
Mantendo-se as mesmas proporções, 15 varredores varrerão 7.500
m² de calçadas, em um dia, trabalhando por dia, o tempo de
(A) 8 horas e 15 minutos.
(B) 9 horas.
(C) 7 horas e 45 minutos.
(D) 7 horas e 30 minutos.
(E) 5 horas e 30 minutos.
Resolução:
Comparando- se cada grandeza com aquela onde está o x.
M² ↑ varredores ↓ horas ↑
6000 18 5
7500 15 x
Quanto mais a área, mais horas (diretamente proporcionais)
Quanto menos trabalhadores, mais horas (inversamente pro-
porcionais)
Como 0,5 h equivale a 30 minutos, logo o tempo será de 7 ho-
ras e 30 minutos.
Resposta: D
MATEMÁTICA
40
(PREF. CORBÉLIA/PR – CONTADOR – FAUEL) Uma equipe cons-
tituída por 20 operários, trabalhando 8 horas por dia durante 60
dias, realiza o calçamento de uma área igual a 4800 m². Se essa
equipe fosse constituída por 15 operários, trabalhando 10 horas
por dia, durante 80 dias, faria o calçamento de uma área igual a:
(A) 4500 m²
(B) 5000 m²
(C) 5200 m²
(D) 6000 m²
(E) 6200 m²
Resolução:
Operários
↑ horas ↑ dias ↑ área ↑
20 8 60 4800
15 10 80 x
Todas as grandezas são diretamente proporcionais, logo:
Resposta: D
EQUAÇÕES DO 1º OU DO 2º GRAUS;
Equação é toda sentença matemática aberta que exprime uma
relação de igualdade e uma incógnita ou variável (x, y, z,...).
Equação do 1º grau
As equações do primeiro grau são aquelas que podem ser repre-
sentadas sob a forma ax + b = 0, em que a e b são constantes reais, com
a diferente de 0, e x é a variável. A resolução desse tipo de equação é
fundamentada nas propriedades da igualdade descritas a seguir.
Adicionando um mesmo número a ambos os membros de uma
equação, ou subtraindo um mesmo número de ambos os membros,
a igualdade se mantém.
Dividindo ou multiplicando ambos os membros de uma equa-
ção por um mesmo número não-nulo, a igualdade se mantém.
• Membros de uma equação
Numa equação a expressão situada à esquerda da igualdade é
chamada de 1º membro da equação, e a expressão situada à direita
da igualdade, de 2º membro da equação.
• Resolução de uma equação
Colocamos no primeiro membro os termos que apresentam
variável, e no segundo membro os termos que não apresentam va-
riável. Os termos que mudam de membro têm os sinais trocados.
5x – 8 = 12 + x
5x – x = 12 + 8
4x = 20
X = 20/4
X = 5
Ao substituirmos o valor encontrado de x na equação obtemos
o seguinte:
5x – 8 = 12 + x
5.5 – 8 = 12 + 5
25 – 8 = 17
17 = 17 ( V)
Quando se passa de um membro para o outro se usa a ope-
ração inversa, ou seja, o que está multiplicando passa dividindo e
o que está dividindo passa multiplicando. O que está adicionando
passa subtraindo e o que está subtraindo passa adicionando.
Exemplo:
(PRODAM/AM – AUXILIAR DE MOTORISTA – FUNCAB) Um grupo
formado por 16 motoristas organizou um churrasco para suas famílias.
Na semana do evento, seis deles desistiram de participar. Para manter
o churrasco, cada um dos motoristas restantes pagou R$ 57,00 a mais.
O valor total pago por eles, pelo churrasco, foi:
(A) R$ 570,00
(B) R$ 980,50
(C) R$ 1.350,00
(D) R$ 1.480,00
(E) R$ 1.520,00
Resolução:
Vamos chamar de ( x ) o valor para cada motorista. Assim:
16 . x = Total
Total = 10 . (x + 57) (pois 6 desistiram)
Combinando as duas equações, temos:
16.x = 10.x + 570
16.x – 10.x = 570
6.x = 570
x = 570 / 6
x = 95
O valor total é: 16 . 95 = R$ 1520,00.
Resposta: E
Equação do 2º grau
As equações do segundo grau são aquelas que podem ser re-
presentadas sob a forma ax² + bx +c = 0, em que a, b e c são cons-
tantes reais, com a diferente de 0, e x é a variável.
• Equação completa e incompleta
1) Quando b ≠ 0 e c ≠ 0, a equação do 2º grau se diz completa.
Ex.: x2 - 7x + 11 = 0= 0 é uma equação completa (a = 1, b = – 7,
c = 11).
2) Quando b = 0 ou c = 0 ou b = c = 0, a equação do 2º grau se
diz incompleta.
Exs.:
x² - 81 = 0 é uma equação incompleta (b=0).
x² +6x = 0 é uma equação incompleta (c = 0).
2x² = 0 é uma equação incompleta (b = c = 0).
MATEMÁTICA
41
• Resolução da equação
1º) A equação é da forma ax2 + bx = 0 (incompleta)
x2 – 16x = 0 . colocamos x em evidência
x . (x – 16) = 0,
x = 0
x – 16 = 0
x = 16
Logo, S = {0, 16} e os números 0 e 16 são as raízes da equação.
2º) A equação é da forma ax2 + c = 0 (incompleta)
x2 – 49= 0 . Fatoramos o primeiro membro, que é uma diferença
de dois quadrados.
(x + 7) . (x – 7) = 0,
x + 7 = 0 x – 7 = 0
x = – 7 x = 7
ou
x2 – 49 = 0
x2 = 49
x2 = 49
x = 7, (aplicando a segunda propriedade).
Logo, S = {–7, 7}.
3º) A equação é da forma ax² + bx + c = 0 (completa)
Para resolvê-la usaremos a formula de Bháskara.
Conforme o valor do discriminante Δ existem três possibilida-
des quanto á natureza da equação dada.
Quando ocorre a última possibilidade é costume dizer-se que
não existem raízes reais, pois, de fato, elas não são reais já que não
existe, no conjunto dos números reais, √a quando a 0
ax + b 0.
Solução:
-2x > -7
Multiplicando por (-1)
2x 0
-2x + 7 = 0
x = 7/2
Exemplo:
(SEE/AC – PROFESSOR DE CIÊNCIAS DA NATUREZA MATEMÁ-
TICA E SUAS TECNOLOGIAS – FUNCAB) Determine os valores de
que satisfazem a seguinte inequação:
(A) x > 2
(B) x - 5
(C) x > - 5
(D) x 0
ax2 + bx + cpelas desigualdades:
> , ≥ , 0
Resolução:
x2 -3x + 2 > 0
x ‘ =1, x ‘’ = 2
Como desejamos os valores para os quais a função é maior que
zero devemos fazer um esboço do gráfico e ver para quais valores
de x isso ocorre.
Vemos, que as regiões que tornam positivas a função são: x2. Resposta: { x|R| x2}
Exemplo:
(VUNESP) O conjunto solução da inequação 9x2 – 6x + 1 ≤ 0, no
universo dos números reais é:
(A) ∅
(B) R
(C)
(D)
(E)
Resolução:
Resolvendo por Bháskara:
Fazendo o gráfico, a > 0 parábola voltada para cima:
Resposta: C
MATEMÁTICA
43
SISTEMA DE EQUAÇÕES DO 1º GRAU;
SISTEMA DE EQUAÇÕES
— Sistema do 1º grau
Um sistema de equação de 1º grau com duas incógnitas é for-
mado por: duas equações de 1º grau com duas incógnitas diferen-
tes em cada equação. Veja um exemplo:
Resolução de sistemas
Existem dois métodos de resolução dos sistemas. Vejamos:
Método da substituição
Consiste em escolher uma das duas equações, isolar uma das
incógnitas e substituir na outra equação, veja como:
Dado o sistema , enumeramos as equações.
Escolhemos a equação 1 (pelo valor da incógnita de x ser 1) e
isolamos x. Teremos: x = 20 – y e substituímos na equação 2.
3 (20 – y) + 4y = 72, com isso teremos apenas 1 incógnita. Re-
solvendo:
60 – 3y + 4y = 72 → -3y + 4y = 72 -60 → y = 12
Para descobrir o valor de x basta substituir 12 na equação x =
20 – y. Logo:
x = 20 – y → x = 20 – 12 →x = 8
Portanto, a solução do sistema é S = (8, 12)
Método da adição
Esse método consiste em adicionar as duas equações de tal
forma que a soma de uma das incógnitas seja zero. Para que isso
aconteça será preciso que multipliquemos algumas vezes as duas
equações ou apenas uma equação por números inteiros para que a
soma de uma das incógnitas seja zero.
Dado o sistema :
Para adicionarmos as duas equações e a soma de uma das in-
cógnitas de zero, teremos que multiplicar a primeira equação por – 3.
Teremos:
Adicionando as duas equações:
Para descobrirmos o valor de x basta escolher uma das duas
equações e substituir o valor de y encontrado:
x + y = 20 → x + 12 = 20 → x = 20 – 12 → x = 8
Portanto, a solução desse sistema é: S = (8, 12).
Exemplos:
(SABESP – APRENDIZ – FCC) Em uma gincana entre as três equi-
pes de uma escola (amarela, vermelha e branca), foram arrecada-
dos 1 040 quilogramas de alimentos. A equipe amarela arrecadou
50 quilogramas a mais que a equipe vermelha e esta arrecadou 30
quilogramas a menos que a equipe branca. A quantidade de alimen-
tos arrecadada pela equipe vencedora foi, em quilogramas, igual a
(A) 310
(B) 320
(C) 330
(D) 350
(E) 370
Resolução:
Amarela: x
Vermelha: y
Branca: z
x = y + 50
y = z - 30
z = y + 30
Substituindo a II e a III equação na I:
Substituindo na equação II
x = 320 + 50 = 370
z=320+30=350
A equipe que mais arrecadou foi a amarela com 370kg
Resposta: E
MATEMÁTICA
44
(SABESP – ANALISTA DE GESTÃO I -CONTABILIDADE – FCC) Em um campeonato de futebol, as equipes recebem, em cada jogo, três
pontos por vitória, um ponto em caso de empate e nenhum ponto se forem derrotadas. Após disputar 30 partidas, uma das equipes desse
campeonato havia perdido apenas dois jogos e acumulado 58 pontos. O número de vitórias que essa equipe conquistou, nessas 30 parti-
das, é igual a
(A) 12
(B) 14
(C) 16
(D) 13
(E) 15
Resolução:
Considerando:
Vitórias: x
Empate: y
Derrotas: 2
1) Pelo número de partida temos:
x + y + 2 = 30
x + y = 30 – 2
x + y = 28
y = 28 - x
2) A segunda parte nos baseamos nos pontos, assim sendo:
3.x + 1.y + 0.2 = 58
3x + y = 58
Substituindo y da primeira parte na segunda temos:
3x + y = 58
3x + (28 – x) = 58
2x = 58 – 28
2x = 30
x = 30 /2
x = 15
Resposta: E
— Sistema do 2º grau
Utilizamos o mesmo princípio da resolução dos sistemas de 1º grau, por adição, substituições, etc. A diferença é que teremos como
solução um sistema de pares ordenados.
Sequência prática
– Estabelecer o sistema de equações que traduzam o problema para a linguagem matemática;
– Resolver o sistema de equações;
– Interpretar as raízes encontradas, verificando se são compatíveis com os dados do problema.
Exemplos:
(CPTM - MÉDICO DO TRABALHO – MAKIYAMA) Sabe-se que o produto da idade de Miguel pela idade de Lucas é 500. Miguel é 5 anos
mais velho que Lucas. Qual a soma das idades de Miguel e Lucas?
(A) 40.
(B) 55.
(C) 65.
(D) 50.
(E) 45.
MATEMÁTICA
45
Resolução:
Sendo Miguel M e Lucas L:
M.L = 500 (I)
M = L + 5 (II)
substituindo II em I, temos:
(L + 5).L = 500
L2 + 5L – 500 = 0, a = 1, b = 5 e c = - 500
∆ = b2 – 4ac
∆ = 52 – 4.1.(- 500)
∆ = 25 + 2000
∆ = 2025
Então L = 20
M.20 = 500
m = 500 : 20 = 25
M + L = 25 + 20 = 45
Resposta: E
(TJ- FAURGS) Se a soma de dois números é igual a 10 e o seu produto é igual a 20, a soma de seus quadrados é igual a:
(A) 30
(B) 40
(C) 50
(D) 60
(E) 80
Resolução:
Eu quero saber a soma de seus quadrados x2 + y2
Vamos elevar o x + y ao quadrado:
(x + y)2 = (10)2
x2 + 2xy + y2 = 100 , como x . y=20 substituímos o valor :
x2 + 2.20 + y2 = 100
x2 + 40 + y2 = 100
x2 + y2 = 100 – 40
x2 + y2 = 60
Resposta: D
GRANDEZAS E MEDIDAS – QUANTIDADE, TEMPO, COMPRIMENTO, SUPERFÍCIE, CAPACIDADE E MASSA;
O sistema métrico decimal é parte integrante do Sistema de Medidas. É adotado no Brasil tendo como unidade fundamental de me-
dida o metro.
O Sistema de Medidas é um conjunto de medidas usado em quase todo o mundo, visando padronizar as formas de medição.
MATEMÁTICA
46
Medidas de comprimento
Os múltiplos do metro são usados para realizar medição em grandes distâncias, enquanto os submúltiplos para realizar medição em
pequenas distâncias.
MÚLTIPLOS UNIDADE
FUNDAMENTAL SUBMÚLTIPLOS
Quilômetro Hectômetro Decâmetro Metro Decímetro Centímetro Milímetro
km hm Dam m dm cm mm
1000m 100m 10m 1m 0,1m 0,01m 0,001m
Para transformar basta seguir a tabela seguinte (esta transformação vale para todas as medidas):
Medidas de superfície e área
As unidades de área do sistema métrico correspondem às unidades de comprimento da tabela anterior.
São elas: quilômetro quadrado (km2), hectômetro quadrado (hm2), etc. As mais usadas, na prática, são o quilômetro quadrado, o me-
tro quadrado e o hectômetro quadrado, este muito importante nas atividades rurais com o nome de hectare (ha): 1 hm2 = 1 ha.
No caso das unidades de área, o padrão muda: uma unidade é 100 vezes a menor seguinte e não 10 vezes, como nos comprimentos.
Entretanto, consideramos que o sistema continua decimal, porque 100 = 102. A nomenclatura é a mesma das unidades de comprimento
acrescidas de quadrado.
Vejamos as relações entre algumas essas unidades que não fazem parte do sistema métrico e as do sistema métrico decimal (valores
aproximados):
1 polegada = 25 milímetros
1 milha = 1 609 metros
1 légua = 5 555 metros
1 pé = 30 centímetros
Medidas de Volume e Capacidade
Na prática, são muitos usados o metro cúbico(m3) e o centímetro cúbico(cm3).
Nas unidades de volume, há um novo padrão: cada unidade vale 1000 vezes a unidade menor seguinte. Como 1000 = 103, o sistema
continua sendo decimal. Acrescentamos a nomenclatura cúbico.
A noção de capacidade relaciona-se com a de volume. A unidade fundamental para medir capacidade é o litro (l); 1l equivale a 1 dm3.
Medidas de Massa
O sistema métrico decimal inclui ainda unidades de medidas de massa. A unidade fundamental é o grama(g). Assim as denominamos:
Kg – Quilograma; hg – hectograma; dag – decagrama; g – grama; dg – decigrama; cg – centigrama; mg – miligrama
Dessas unidades, só têm uso prático o quilograma, o grama e o miligrama. No dia-a-dia, usa-se ainda a tonelada (t). Medidas Especiais:
1 Tonelada(t) = 1000 Kg
1 Arroba = 15 Kg
1 Quilate = 0,2 g
Em resumo temos:
MATEMÁTICA
47
Relações importantes
1 kg = 1l = 1 dm3
1 hm2 = 1 ha = 10.000m2
1 m3 = 1000 l
Exemplos:
(CLIN/RJ - GARI E OPERADOR DE ROÇADEIRA - COSEAC) Uma
peça de um determinado tecido tem 30 metros, e para se confec-
cionar uma camisa desse tecido são necessários 15 decímetros.Com duas peças desse tecido é possível serem confeccionadas:
(A) 10 camisas
(B) 20 camisas
(C) 40 camisas
(D) 80 camisas
Resolução:
Como eu quero 2 peças desse tecido e 1 peça possui 30 metros
logo:
30 . 2 = 60 m. Temos que trabalhar com todas na mesma unida-
de: 1 m é 10dm assim temos 60m . 10 = 600 dm, como cada camisa
gasta um total de 15 dm, temos então:
600/15 = 40 camisas.
Resposta: C
(CLIN/RJ - GARI E OPERADOR DE ROÇADEIRA - COSEAC) Um
veículo tem capacidade para transportar duas toneladas de carga.
Se a carga a ser transportada é de caixas que pesam 4 quilogramas
cada uma, o veículo tem capacidade de transportar no máximo:
(A) 50 caixas
(B) 100 caixas
(C) 500 caixas
(D) 1000 caixas
Resolução:
Uma tonelada(ton) é 1000 kg, logo 2 ton. 1000kg= 2000 kg
Cada caixa pesa 4kg
2000 kg/ 4kg = 500 caixas.
Resposta: C
RELAÇÃO ENTRE GRANDEZAS – TABELA OU GRÁFICO;
Tabelas
A tabela é a forma não discursiva de apresentar informações,
das quais o dado numérico se destaca como informação central.
Sua finalidade é apresentar os dados de modo ordenado, simples
e de fácil interpretação, fornecendo o máximo de informação num
mínimo de espaço.
Elementos da tabela
Uma tabela estatística é composta de elementos essenciais e
elementos complementares. Os elementos essenciais são:
− Título: é a indicação que precede a tabela contendo a desig-
nação do fato observado, o local e a época em que foi estudado.
− Corpo: é o conjunto de linhas e colunas onde estão inseridos
os dados.
− Cabeçalho: é a parte superior da tabela que indica o conteú-
do das colunas.
− Coluna indicadora: é a parte da tabela que indica o conteúdo
das linhas.
Os elementos complementares são:
− Fonte: entidade que fornece os dados ou elabora a tabela.
− Notas: informações de natureza geral, destinadas a esclare-
cer o conteúdo das tabelas.
− Chamadas: informações específicas destinadas a esclarecer
ou conceituar dados numa parte da tabela. Deverão estar indica-
das no corpo da tabela, em números arábicos entre parênteses, à
esquerda nas casas e à direita na coluna indicadora. Os elementos
complementares devem situar-se no rodapé da tabela, na mesma
ordem em que foram descritos.
Gráficos
Outro modo de apresentar dados estatísticos é sob uma forma
ilustrada, comumente chamada de gráfico. Os gráficos constituem-
-se numa das mais eficientes formas de apresentação de dados.
Um gráfico é, essencialmente, uma figura construída a partir de
uma tabela; mas, enquanto a tabela fornece uma ideia mais precisa
e possibilita uma inspeção mais rigorosa aos dados, o gráfico é mais
indicado para situações que visem proporcionar uma impressão
mais rápida e maior facilidade de compreensão do comportamento
do fenômeno em estudo.
Os gráficos e as tabelas se prestam, portanto, a objetivos distin-
tos, de modo que a utilização de uma forma de apresentação não
exclui a outra.
Para a confecção de um gráfico, algumas regras gerais devem
ser observadas:
MATEMÁTICA
48
Os gráficos, geralmente, são construídos num sistema de eixos
chamado sistema cartesiano ortogonal. A variável independente é
localizada no eixo horizontal (abscissas), enquanto a variável depen-
dente é colocada no eixo vertical (ordenadas). No eixo vertical, o iní-
cio da escala deverá ser sempre zero, ponto de encontro dos eixos.
− Iguais intervalos para as medidas deverão corresponder a iguais
intervalos para as escalas. Exemplo: Se ao intervalo 10-15 kg corres-
ponde 2 cm na escala, ao intervalo 40-45 kg também deverá corres-
ponder 2 cm, enquanto ao intervalo 40-50 kg corresponderá 4 cm.
− O gráfico deverá possuir título, fonte, notas e legenda, ou
seja, toda a informação necessária à sua compreensão, sem auxílio
do texto.
− O gráfico deverá possuir formato aproximadamente quadra-
do para evitar que problemas de escala interfiram na sua correta
interpretação.
Tipos de Gráficos
• Estereogramas: são gráficos onde as grandezas são repre-
sentadas por volumes. Geralmente são construídos num sistema
de eixos bidimensional, mas podem ser construídos num sistema
tridimensional para ilustrar a relação entre três variáveis.
• Cartogramas: são representações em cartas geográficas (mapas).
• Pictogramas ou gráficos pictóricos: são gráficos puramente
ilustrativos, construídos de modo a ter grande apelo visual, dirigi-
dos a um público muito grande e heterogêneo. Não devem ser uti-
lizados em situações que exijam maior precisão.
• Diagramas: são gráficos geométricos de duas dimensões, de
fácil elaboração e grande utilização. Podem ser ainda subdivididos
em: gráficos de colunas, de barras, de linhas ou curvas e de setores.
a) Gráfico de colunas: neste gráfico as grandezas são comparadas
através de retângulos de mesma largura, dispostos verticalmente e com al-
turas proporcionais às grandezas. A distância entre os retângulos deve ser,
no mínimo, igual a 1/2 e, no máximo, 2/3 da largura da base dos mesmos.
b) Gráfico de barras: segue as mesmas instruções que o gráfico
de colunas, tendo a única diferença que os retângulos são dispostos
horizontalmente. É usado quando as inscrições dos retângulos fo-
rem maiores que a base dos mesmos.
MATEMÁTICA
49
c) Gráfico de linhas ou curvas: neste gráfico os pontos são dis-
postos no plano de acordo com suas coordenadas, e a seguir são li-
gados por segmentos de reta. É muito utilizado em séries históricas
e em séries mistas quando um dos fatores de variação é o tempo,
como instrumento de comparação.
d) Gráfico em setores: é recomendado para situações em que
se deseja evidenciar o quanto cada informação representa do total.
A figura consiste num círculo onde o total (100%) representa 360°,
subdividido em tantas partes quanto for necessário à representa-
ção. Essa divisão se faz por meio de uma regra de três simples. Com
o auxílio de um transferidor efetuasse a marcação dos ângulos cor-
respondentes a cada divisão.
Exemplo:
(PREF. FORTALEZA/CE – PEDAGOGIA – PREF. FORTALEZA) “Es-
tar alfabetizado, neste final de século, supõe saber ler e interpretar
dados apresentados de maneira organizada e construir represen-
tações, para formular e resolver problemas que impliquem o reco-
lhimento de dados e a análise de informações. Essa característica
da vida contemporânea traz ao currículo de Matemática uma de-
manda em abordar elementos da estatística, da combinatória e da
probabilidade, desde os ciclos iniciais” (BRASIL, 1997).
Observe os gráficos e analise as informações.
A partir das informações contidas nos gráficos, é correto afir-
mar que:
(A) nos dias 03 e 14 choveu a mesma quantidade em Fortaleza
e Florianópolis.
(B) a quantidade de chuva acumulada no mês de março foi
maior em Fortaleza.
(C) Fortaleza teve mais dias em que choveu do que Florianó-
polis.
(D) choveu a mesma quantidade em Fortaleza e Florianópolis.
Resolução:
A única alternativa que contém a informação correta com os
gráficos é a C.
Resposta: C
TRATAMENTO DA INFORMAÇÃO – MÉDIA ARITMÉTI-
CA SIMPLES;
Média Aritmética
Ela se divide em:
• Simples: é a soma de todos os seus elementos, dividida pelo
número de elementos n.
Para o cálculo:
Se x for a média aritmética dos elementos do conjunto numéri-
co A = {x1; x2; x3; ...; xn}, então, por definição:
MATEMÁTICA
50
Exemplo:
(CÂMARA MUNICIPAL DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS/SP – ANALIS-
TA TÉCNICO LEGISLATIVO – DESIGNER GRÁFICO – VUNESP) Na festa
de seu aniversário em 2014, todos os sete filhos de João estavam
presentes. A idade de João nessa ocasião representava 2 vezes a
média aritmética da idade de seus filhos, e a razão entre a soma das
idades deles e a idade de João valia
(A) 1,5.
(B) 2,0.
(C) 2,5.
(D) 3,0.
(E) 3,5.
Resolução:
Foi dado que: J = 2.M
( I )
Foi pedido:
Na equação ( I ), temos que:
Resposta: E
• Ponderada: é a soma dos produtos de cada elemento multi-
plicado pelo respectivo peso, dividida pela soma dos pesos.
Para o cálculo
ATENÇÃO: A palavra média, sem especificações (aritmética ou
ponderada), deve ser entendida como média aritmética.Exemplo:
(CÂMARA MUNICIPAL DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO/SP – PRO-
GRAMADOR DE COMPUTADOR – FIP) A média semestral de um cur-
so é dada pela média ponderada de três provas com peso igual a 1
na primeira prova, peso 2 na segunda prova e peso 3 na terceira.
Qual a média de um aluno que tirou 8,0 na primeira, 6,5 na segunda
e 9,0 na terceira?
(A) 7,0
(B) 8,0
(C) 7,8
(D) 8,4
(E) 7,2
Resolução:
Na média ponderada multiplicamos o peso da prova pela sua
nota e dividimos pela soma de todos os pesos, assim temos:
Resposta: B
NOÇÕES DE GEOMETRIA – FORMA, ÂNGULOS, ÁREA,
PERÍMETRO, VOLUME
Geometria plana
Aqui nos deteremos a conceitos mais cobrados como períme-
tro e área das principais figuras planas. O que caracteriza a geome-
tria plana é o estudo em duas dimensões.
Perímetro
É a soma dos lados de uma figura plana e pode ser represen-
tado por P ou 2p, inclusive existem umas fórmulas de geometria
que aparece p que é o semiperímetro (metade do perímetro). Basta
observamos a imagem:
Observe que a planta baixa tem a forma de um retângulo.
Exemplo:
(CPTM - Médico do trabalho – MAKIYAMA) Um terreno retan-
gular de perímetro 200m está à venda em uma imobiliária. Sabe-se
que sua largura tem 28m a menos que o seu comprimento. Se o
metro quadrado cobrado nesta região é de R$ 50,00, qual será o
valor pago por este terreno?
(A) R$ 10.000,00.
(B) R$ 100.000,00.
(C) R$ 125.000,00.
(D) R$ 115.200,00.
(E) R$ 100.500,00.
Resolução:
O perímetro do retângulo é dado por = 2(b+h);
Pelo enunciado temos que: sua largura tem 28m a menos que
o seu comprimento, logo 2 (x + (x-28)) = 2 (2x -28) = 4x – 56. Como
ele já dá o perímetro que é 200, então
200 = 4x -56 • 4x = 200+56 • 4x = 256 • x = 64
Comprimento = 64, largura = 64 – 28 = 36
Área do retângulo = b.h = 64.36 = 2304 m2
Logo o valor da área é: 2304.50 = 115200
Resposta: D
MATEMÁTICA
51
• Área
É a medida de uma superfície. Usualmente a unidade básica de área é o m2 (metro quadrado). Que equivale à área de um quadrado
de 1 m de lado.
Quando calculamos que a área de uma determinada figura é, por exemplo, 12 m2; isso quer dizer que na superfície desta figura cabem
12 quadrados iguais ao que está acima.
Planta baixa de uma casa com a área total
Para efetuar o cálculo de áreas é necessário sabermos qual a figura plana e sua respectiva fórmula. Vejamos:
(Fonte: https://static.todamateria.com.br/upload/57/97/5797a651dfb37-areas-de-figuras-planas.jpg)
MATEMÁTICA
52
Geometria espacial
Aqui trataremos tanto das figuras tridimensionais e dos sóli-
dos geométricos. O importante é termos em mente todas as figuras
planas, pois a construção espacial se dá através da junção dessas
figuras. Vejamos:
Diedros
Sendo dois planos secantes (planos que se cruzam) π e π’, o
espaço entre eles é chamado de diedro. A medida de um diedro é
feita em graus, dependendo do ângulo formado entre os planos.
Poliedros
São sólidos geométricos ou figuras geométricas espaciais for-
madas por três elementos básicos: faces, arestas e vértices. Cha-
mamos de poliedro o sólido limitado por quatro ou mais polígonos
planos, pertencentes a planos diferentes e que têm dois a dois so-
mente uma aresta em comum. Veja alguns exemplos:
Os polígonos são as faces do poliedro; os lados e os vértices dos
polígonos são as arestas e os vértices do poliedro.
Um poliedro é convexo se qualquer reta (não paralela a ne-
nhuma de suas faces) o corta em, no máximo, dois pontos. Ele não
possuí “reentrâncias”. E caso contrário é dito não convexo.
Relação de Euler
Em todo poliedro convexo sendo V o número de vértices, A o
número de arestas e F o número de faces, valem as seguintes rela-
ções de Euler:
Poliedro Fechado: V – A + F = 2
Poliedro Aberto: V – A + F = 1
Para calcular o número de arestas de um poliedro temos que
multiplicar o número de faces F pelo número de lados de cada face
n e dividir por dois. Quando temos mais de um tipo de face, basta
somar os resultados.
A = n.F/2
Poliedros de Platão
Eles satisfazem as seguintes condições:
- todas as faces têm o mesmo número n de arestas;
- todos os ângulos poliédricos têm o mesmo número m de ares-
tas;
- for válida a relação de Euler (V – A + F = 2).
Poliedros Regulares
Um poliedro e dito regular quando:
- suas faces são polígonos regulares congruentes;
- seus ângulos poliédricos são congruentes;
Por essas condições e observações podemos afirmar que todos
os poliedros de Platão são ditos Poliedros Regulares.
Exemplo:
(PUC/RS) Um poliedro convexo tem cinco faces triangulares e
três pentagonais. O número de arestas e o número de vértices des-
te poliedro são, respectivamente:
(A) 30 e 40
(B) 30 e 24
(C) 30 e 8
(D) 15 e 25
(E) 15 e 9
Resolução:
O poliedro tem 5 faces triangulares e 3 faces pentagonais, logo,
tem um total de 8 faces (F = 8). Como cada triângulo tem 3 lados e
o pentágono 5 lados. Temos:
Resposta: E
Não Poliedros
Os sólidos acima são. São considerados não planos pois pos-
suem suas superfícies curvas.
Cilindro: tem duas bases geometricamente iguais definidas por
curvas fechadas em superfície lateral curva.
Cone: tem uma só base definida por uma linha curva fechada e
uma superfície lateral curva.
Esfera: é formada por uma única superfície curva.
MATEMÁTICA
53
Planificações de alguns Sólidos Geométricos
Fonte: https://1.bp.blogspot.com/-WWDbQ-Gh5zU/Wb7iCjR42BI/AA-
AAAAAAIR0/kfRXIcIYLu4Iqf7ueIYKl39DU-9Zw24lgCLcBGAs/s1600/re-
vis%25C3%25A3o%2Bfiguras%2Bgeom%25C3%25A9tricas-page-001.
jpg
Sólidos geométricos
O cálculo do volume de figuras geométricas, podemos pedir
que visualizem a seguinte figura:
a) A figura representa a planificação de um prisma reto;
b) O volume de um prisma reto é igual ao produto da área da
base pela altura do sólido, isto é:
V = Ab. a
Onde a é igual a h (altura do sólido)
c) O cubo e o paralelepípedo retângulo são prismas;
d) O volume do cilindro também se pode calcular da mesma
forma que o volume de um prisma reto.
Área e Volume dos sólidos geométricos
PRISMA: é um sólido geométrico que possui duas bases iguais e paralelas.
Exemplo:
(PREF. JUCÁS/CE – PROFESSOR DE MATEMÁTICA – INSTITUTO
NEO EXITUS) O número de faces de um prisma, em que a base é um
polígono de n lados é:
(A) n + 1.
(B) n + 2.
(C) n.
(D) n – 1.
(E) 2n + 1.
Resolução:
Se a base tem n lados, significa que de cada lado sairá uma face.
Assim, teremos n faces, mais a base inferior, e mais a base superior.
Portanto, n + 2
Resposta: B
PIRÂMIDE: é um sólido geométrico que tem uma base e um
vértice superior.
MATEMÁTICA
54
Exemplo:
Uma pirâmide triangular regular tem aresta da base igual a 8
cm e altura 15 cm. O volume dessa pirâmide, em cm3, é igual a:
(A) 60
(B) 60
(C) 80
(D) 80
(E) 90
Resolução:
Do enunciado a base é um triângulo equilátero. E a fórmula
da área do triângulo equilátero é . A aresta da base é a = 8 cm e h
= 15 cm.
Cálculo da área da base:
Cálculo do volume:
Resposta: D
CILINDRO: é um sólido geométrico que tem duas bases iguais,
paralelas e circulares.
CONE: é um sólido geométrico que tem uma base circular e
vértice superior.
Exemplo:
Um cone equilátero tem raio igual a 8 cm. A altura desse cone,
em cm, é:
(A)
(B)
(C)
(D)
(E) 8
Resolução:
Em um cone equilátero temos que g = 2r. Do enunciado o raio
é 8 cm, então a geratriz é g = 2.8 = 16 cm.
g2 = h2 + r2
162 = h2 + 82
256 = h2 + 64
256 – 64 = h2
h2 = 192
Resposta: D
MATEMÁTICA
55
ESFERA: superfície curva, possui formato de uma bola.
TRONCOS: são cortes feitos nas superfícies de alguns dos sóli-
dos geométricos. São eles:
Exemplo:
(ESCOLA DE SARGENTO DAS ARMAS – COMBATENTE/LOGÍSTI-
CA – TÉCNICA/AVIAÇÃO – EXÉRCITO BRASILEIRO) O volume de um
tronco de pirâmide de 4 dm de altura e cujas áreas das bases são
iguais a 36 dm² e 144 dm² vale:
(A) 330 cm³
(B) 720 dm³
(C) 330 m³
(D) 360 dm³
(E) 336 dm³
Resolução:
AB=144 dm²
Ab=36 dm²
Resposta: E
Geometria analítica
Um dos objetivos da Geometria Analítica é determinar a reta
que representa uma certa equação ou obter a equação144
8. Atividade administrativa: conceito; natureza e fins, princípios básicos, deveres do administrador público, o uso e o abuso de
poder ......................................................................................................................................................................................... 146
9. Atos Administrativos: conceitos, classificação, requisitos, atributos, efeitos e invalidação ....................................................... 147
10. Noções básicas sobre funcionamento de uma câmara municipal: composição, atribuições, subsídios, incompatibilidades,
responsabilidades; fiscalização do município ............................................................................................................................ 158
11. Lei nº 8.429/92 atualizada (Lei de Improbidade Administrativa) ............................................................................................... 160
12. Noções de Direito Constitucional: Processo Legislativo; Tipos e Espécies; Procedimento; Fases; Iniciativa; Discussão e Apro-
vação; Execução; Espécies Normativas; Emenda Constitucional; Leis Complementares, Ordinárias e Delegadas, Medida Pro-
visória, Decreto Legislativo e Resoluções................................................................................................................................... 168
13. Processo Legislativo Municipal e suas particularidades............................................................................................................. 174
14. Redação Oficial: Documentos oficiais, tipos, composição e estrutura; Aspectos gerais da redação oficial; Correspondência
oficial: definição, formalidade e padronização; impessoalidade, linguagem dos atos e comunicações oficiais (ofício, e-mail,
mensagem), concisão e clareza, editoração de textos (Manual de Redação da Presidência da República – 3ª edição, revista,
atualizada e ampliada) ............................................................................................................................................................... 175
5
LÍNGUA PORTUGUESA
LEITURA E INTERPRETAÇÃO DE DIVERSOS TIPOS DE
TEXTOS (LITERÁRIOS E NÃO LITERÁRIOS).
Compreender e interpretar textos é essencial para que o obje-
tivo de comunicação seja alcançado satisfatoriamente. Com isso, é
importante saber diferenciar os dois conceitos. Vale lembrar que o
texto pode ser verbal ou não-verbal, desde que tenha um sentido
completo.
A compreensão se relaciona ao entendimento de um texto e
de sua proposta comunicativa, decodificando a mensagem explíci-
ta. Só depois de compreender o texto que é possível fazer a sua
interpretação.
A interpretação são as conclusões que chegamos a partir do
conteúdo do texto, isto é, ela se encontra para além daquilo que
está escrito ou mostrado. Assim, podemos dizer que a interpreta-
ção é subjetiva, contando com o conhecimento prévio e do reper-
tório do leitor.
Dessa maneira, para compreender e interpretar bem um texto,
é necessário fazer a decodificação de códigos linguísticos e/ou vi-
suais, isto é, identificar figuras de linguagem, reconhecer o sentido
de conjunções e preposições, por exemplo, bem como identificar
expressões, gestos e cores quando se trata de imagens.
Dicas práticas
1. Faça um resumo (pode ser uma palavra, uma frase, um con-
ceito) sobre o assunto e os argumentos apresentados em cada pa-
rágrafo, tentando traçar a linha de raciocínio do texto. Se possível,
adicione também pensamentos e inferências próprias às anotações.
2. Tenha sempre um dicionário ou uma ferramenta de busca
por perto, para poder procurar o significado de palavras desconhe-
cidas.
3. Fique atento aos detalhes oferecidos pelo texto: dados, fon-
te de referências e datas.
4. Sublinhe as informações importantes, separando fatos de
opiniões.
5. Perceba o enunciado das questões. De um modo geral, ques-
tões que esperam compreensão do texto aparecem com as seguin-
tes expressões: o autor afirma/sugere que...; segundo o texto...; de
acordo com o autor... Já as questões que esperam interpretação do
texto aparecem com as seguintes expressões: conclui-se do texto
que...; o texto permite deduzir que...; qual é a intenção do autor
quando afirma que...
SINÔNIMOS E ANTÔNIMOS.
Sinonímia e antonímia
As palavras sinônimas são aquelas que apresentam significado
semelhante, estabelecendo relação de proximidade. Ex: inteligente
esperto
Já as palavras antônimas são aquelas que apresentam signifi-
cados opostos, estabelecendo uma relação de contrariedade. Ex:
forte fraco
SENTIDO PRÓPRIO E FIGURADO DAS PALAVRAS.
É possível empregar as palavras no sentido próprio ou no sen-
tido figurado.
Ex.:
– Construí um muro de pedra. (Sentido próprio).
– Dalton tem um coração de pedra. (Sentido figurado).
– As águas pingavam da torneira. (Sentido próprio).
– As horas iam pingando lentamente. (Sentido figurado).
Denotação
É o sentido da palavra interpretada ao pé da letra, ou seja, de
acordo com o sentido geral que ela tem na maioria dos contextos
em que ocorre. Trata-se do sentido próprio da palavra, aquele en-
contrado no dicionário. Por exemplo: “Uma pedra no meio da rua
foi a causa do acidente”.
A palavra “pedra” aqui está usada em sentido literal, ou seja, o
objeto mesmo.
Conotação
É o sentido da palavra desviado do usual, ou seja, aquele que se
distancia do sentido próprio e costumeiro. Por exemplo: “As pedras
atiradas pela boca ferem mais do que as atiradas pela mão”.
“Pedras”, neste contexto, não está indicando o que usualmente
significa (objeto), mas um insulto, uma ofensa produzida pelas pa-
lavras, capazes de machucar assim como uma pedra “objeto” que é
atirada em alguém.
Ampliação de Sentido
Fala-se em ampliação de sentido quando a palavra passa a de-
signar uma quantidade mais ampla de significado do que o seu ori-
ginal.
“Embarcar”, por exemplo, originariamente era utilizada para
designar o ato de viajar em um barco. Seu sentido foi ampliado
consideravelmente, passando a designar a ação de viajar em outros
veículos também. Hoje se diz, por ampliação de sentido, que um
passageiro:
– Embarcou em um trem.
– Embarcou no ônibus das dez.
– Embarcou no avião da força aérea.
– Embarcou num transatlântico.
“Alpinista”, em sua origem, era utilizada para indicar aquele que
escala os Alpes (cadeia montanhosa europeia). Depois, por amplia-
ção de sentido, passou a designar qualquer tipo de praticante de
escalar montanhas.
LÍNGUA PORTUGUESA
6
Restrição de Sentido
Ao lado da ampliação de sentido, existe o movimento inverso,
isto é, uma palavra passa a designar uma quantidade mais restrita
de objetos ou noções do que originariamente designava.
É o caso, por exemplo, das palavras que saem da língua geral e
passam a ser usadas com sentido determinado, dentro de um uni-
verso restrito do conhecimento.
A palavra aglutinação, por exemplo, na nomenclatura gramati-
cal, é bom exemplo de especialização de sentido. Na língua geral,
ela significa qualquer junção de elementos para formar um todo,
todavia, em Gramática designa apenas um tipo de formação de pa-
lavras por composição em que a junção dos elementos acarreta al-
teração de pronúncia, como é o caso de pernilongo (perna + longa).
Se não houver alteração de pronúncia, já não se diz mais aglu-
tinação, mas justaposição. A palavra Pernalonga, por exemplo, que
designa uma personagem de desenhos animados, não se formou
por aglutinação, mas por justaposição.
Em linguagem científica é muito comum restringir-se o significa-
do das palavras para dar precisão à comunicação.
A palavra girassol, formada de gira (do verbo girar) + sol, não
pode ser usada para designar, por exemplo, um astro que gira em
torno do Sol, seu sentido sofreu restrição, e ela serve para designar
apenas um tipo de flor que tem a propriedade de acompanhar o
movimento do Sol.
Existem certas palavras que, além do significado explícito, con-
têm outros implícitos (ou pressupostos). Os exemplos sãode uma reta
dada, estabelecendo uma relação entre a geometria e a álgebra.
Sistema cartesiano ortogonal (PONTO)
Para representar graficamente um par ordenado de números
reais, fixamos um referencial cartesiano ortogonal no plano. A reta
x é o eixo das abscissas e a reta y é o eixo das ordenadas. Como se
pode verificar na imagem é o Sistema cartesiano e suas proprieda-
des.
Para determinarmos as coordenadas de um ponto P, traçamos
linhas perpendiculares aos eixos x e y.
• xp é a abscissa do ponto P;
• yp é a ordenada do ponto P;
• xp e yp constituem as coordenadas do ponto P.
Mediante a esse conhecimento podemos destacar as formulas
que serão uteis ao cálculo.
MATEMÁTICA
56
Distância entre dois pontos de um plano
Por meio das coordenadas de dois pontos A e B, podemos lo-
calizar esses pontos em um sistema cartesiano ortogonal e, com
isso, determinar a distância d(A, B) entre eles. O triângulo formado
é retângulo, então aplicamos o Teorema de Pitágoras.
Ponto médio de um segmento
Baricentro
O baricentro (G) de um triângulo é o ponto de intersecção das
medianas do triângulo. O baricentro divide as medianas na razão
de 2:1.
Condição de alinhamento de três pontos
Consideremos três pontos de uma mesma reta (colineares),
A(x1, y1), B(x2, y2) e C(x3, y3).
Estes pontos estarão alinhados se, e somente se:
Por outro lado, se D ≠ 0, então os pontos A, B e C serão vértices
de um triângulo cuja área é:
onde o valor do determinante é sempre dado em módulo, pois
a área não pode ser um número negativo.
Inclinação de uma reta e Coeficiente angular de uma reta (ou
declividade)
À medida do ângulo α, onde α é o menor ângulo que uma reta
forma com o eixo x, tomado no sentido anti-horário, chamamos de
inclinação da reta r do plano cartesiano.
Já a declividade é dada por: m = tgα
MATEMÁTICA
57
Cálculo do coeficiente angular
Se a inclinação α nos for desconhecida, podemos calcular o co-
eficiente angular m por meio das coordenadas de dois pontos da
reta, como podemos verificar na imagem.
Reta
Equação da reta
A equação da reta é determinada pela relação entre as abscis-
sas e as ordenadas. Todos os pontos desta reta obedecem a uma
mesma lei. Temos duas maneiras de determinar esta equação:
1) Um ponto e o coeficiente angular
Exemplo:
Consideremos um ponto P(1, 3) e o coeficiente angular m = 2.
Dados P(x1, y1) e Q(x, y), com P ∈ r, Q ∈ r e m a declividade da
reta r, a equação da reta r será:
2) Dois pontos: A(x1, y1) e B(x2, y2)
Consideremos os pontos A(1, 4) e B(2, 1). Com essas informa-
ções, podemos determinar o coeficiente angular da reta:
Com o coeficiente angular, podemos utilizar qualquer um dos
dois pontos para determinamos a equação da reta. Temos A(1, 4),
m = -3 e Q(x, y)
y - y1 = m.(x - x1) ⇒ y - 4 = -3. (x - 1) ⇒ y - 4 = -3x + 3 ⇒ 3x + y -
4 - 3 = 0 ⇒ 3x + y - 7 = 0
Equação reduzida da reta
A equação reduzida é obtida quando isolamos y na equação da
reta y - b = mx
– Equação segmentária da reta
É a equação da reta determinada pelos pontos da reta que in-
terceptam os eixos x e y nos pontos A (a, 0) e B (0,b).
Equação geral da reta
Toda equação de uma reta pode ser escrita na forma:
ax + by + c = 0
onde a, b e c são números reais constantes com a e b não si-
multaneamente nulos.
MATEMÁTICA
58
Posições relativas de duas retas
Em relação a sua posição elas podem ser:
A) Retas concorrentes: Se r1 e r2 são concorrentes, então seus
ângulos formados com o eixo x são diferentes e, como consequên-
cia, seus coeficientes angulares são diferentes.
B) Retas paralelas: Se r1 e r2 são paralelas, seus ângulos com o
eixo x são iguais e, em consequência, seus coeficientes angulares
são iguais (m1 = m2). Entretanto, para que sejam paralelas, é neces-
sário que seus coeficientes lineares n1 e n2 sejam diferentes
C) Retas coincidentes: Se r1 e r2 são coincidentes, as retas cor-
tam o eixo y no mesmo ponto; portanto, além de terem seus coe-
ficientes angulares iguais, seus coeficientes lineares também serão
iguais.
Intersecção de retas
Duas retas concorrentes, apresentam um ponto de intersecção
P(a, b), em que as coordenadas (a, b) devem satisfazer as equações
de ambas as retas. Para determinarmos as coordenadas de P, basta
resolvermos o sistema constituído pelas equações dessas retas.
Condição de perpendicularismo
Se duas retas, r1 e r2, são perpendiculares entre si, a seguinte
relação deverá ser verdadeira.
onde m1 e m2 são os coeficientes angulares das retas r1 e r2,
respectivamente.
Distância entre um ponto e uma reta
A distância de um ponto a uma reta é a medida do segmento
perpendicular que liga o ponto à reta. Utilizamos a fórmula a seguir
para obtermos esta distância.
onde d(P, r) é a distância entre o ponto P(xP, yP) e a reta r .
Exemplo:
(UEPA) O comandante de um barco resolveu acompanhar a
procissão fluvial do Círio-2002, fazendo o percurso em linha reta.
Para tanto, fez uso do sistema de eixos cartesianos para melhor
orientação. O barco seguiu a direção que forma 45° com o sentido
positivo do eixo x, passando pelo ponto de coordenadas (3, 5). Este
trajeto ficou bem definido através da equação:
(A) y = 2x – 1
(B) y = - 3x + 14
(C) y = x + 2
(D) y = - x + 8
(E) y = 3x – 4
Resolução:
xo = 3, yo = 5 e = 1. As alternativas estão na forma de equação
reduzida, então:
y – yo = m(x – xo)
y – 5 = 1.(x – 3)
y – 5 = x – 3
y = x – 3 + 5
y = x + 2
Resposta: C
MATEMÁTICA
59
Circunferência
É o conjunto dos pontos do plano equidistantes de um ponto
fixo O, denominado centro da circunferência.
A medida da distância de qualquer ponto da circunferência ao
centro O é sempre constante e é denominada raio.
Equação reduzida da circunferência
Dados um ponto P(x, y) qualquer, pertencente a uma circunfe-
rência de centro O(a,b) e raio r, sabemos que: d(O,P) = r.
Equação Geral da circunferência
A equação geral de uma circunferência é obtida através do de-
senvolvimento da equação reduzida.
Exemplo:
(VUNESP) A equação da circunferência, com centro no ponto
C(2, 1) e que passa pelo ponto P(0, 3), é:
(A) x2 + (y – 3)2 = 0
(B) (x – 2)2 + (y – 1)2 = 4
(C) (x – 2)2 + (y – 1)2 = 8
(D) (x – 2)2 + (y – 1)2 = 16
(E) x2 + (y – 3)2 = 8
Resolução:
Temos que C(2, 1), então a = 2 e b = 1. O raio não foi dado no
enunciado.
(x – a)2 + (y – b)2 = r2
(x – 2)2 + (y – 1)2 = r2 (como a circunferência passa pelo ponto P,
basta substituir o x por 0 e o y por 3 para achar a raio.
(0 – 2)2 + (3 – 1)2 = r2
(- 2)2 + 22 = r2
4 + 4 = r2
r2 = 8
(x – 2)2 + (y – 1)2 = 8
Resposta: C
Elipse
É o conjunto dos pontos de um plano cuja soma das distâncias
a dois pontos fixos do plano é constante. Onde F1 e F2 são focos:
Mesmo que mudemos o eixo maior da elipse do eixo x para
o eixo y, a relação de Pitágoras (a2 =b2 + c2) continua sendo válida.
Equações da elipse
a) Centrada na origem e com o eixo maior na horizontal.
b) Centrada na origem e com o eixo maior na vertical.
MATEMÁTICA
60
TEOREMAS DE PITÁGORAS OU DE TALES.
Teorema de Tales
O Teorema de Tales é uma teoria aplicada na geometria acerca
do conceito relacionado entre retas paralelas e transversais.
““Feixes de retas paralelas cortadas ou intersectadas por seg-
mentos transversais formam segmentos “de retas proporcional-
mente correspondentes”.
Teorema da bissetriz interna: A bissetriz de um Ângulo interno
de um triângulo divide o lado oposto em segmentos proporcionais
aos respectivos lados adjacentes.
Teorema da bissetriz externa: A bissetriz de um ângulo externo
intercepta a reta suporte que contém o lado oposto, dividindo-o em
segmentos proporcionais aos lados adjacentes.
Exemplo:
(PUC-RJ) Considere um triângulo ABC retângulo em A, onde
. é a bissetriz do ângulo . Quanto
mede ?
(A) 42/5
(B) 21/10
(C) 20/21
(D) 9
(E) 8
Resolução:
Do enunciado temos um triângulo retângulo em A, o vértice A
é do ângulo reto. B e C pode ser em qualquer posição. E primeiro
temos que determinar a hipotenusa.
Teorema de Pitágoras:
Pelo teorema da bissetriz interna:
Resposta: A
Teoremade Pitágoras
Em todo triângulo retângulo, o maior lado é chamado de hipo-
tenusa e os outros dois lados são os catetos. Deste triângulo tira-
mos a seguinte relação:
MATEMÁTICA
61
“Em todo triângulo retângulo o quadrado da hipotenusa é igual
à soma dos quadrados dos catetos”.
a2 = b2 + c2
Exemplo:
Um barco partiu de um ponto A e navegou 10 milhas para o
oeste chegando a um ponto B, depois 5 milhas para o sul chegando
a um ponto C, depois 13 milhas para o leste chagando a um ponto D
e finalmente 9 milhas para o norte chegando a um ponto E. Onde o
barco parou relativamente ao ponto de partida?
(A) 3 milhas a sudoeste.
(B) 3 milhas a sudeste.
(C) 4 milhas ao sul.
(D) 5 milhas ao norte.
(E) 5 milhas a nordeste.
Resolução:
x2 = 32 + 42
x2 = 9 + 16
x2 = 25
Resposta: E
ANOTAÇÕES
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MATEMÁTICA
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NOÇÕES DE INFORMÁTICA
MS-WINDOWS 10: CONCEITO DE PASTAS, DIRETÓRIOS,
ARQUIVOS E ATALHOS, ÁREA DE TRABALHO, ÁREA
DE TRANSFERÊNCIA, MANIPULAÇÃO DE ARQUIVOS E
PASTAS, USO DOS MENUS, PROGRAMAS E APLICATI-
VOS, INTERAÇÃO COM O CONJUNTO DE APLICATIVOS
MS-OFFICE 2016.
Conceito de pastas e diretórios
Pasta algumas vezes é chamada de diretório, mas o nome “pas-
ta” ilustra melhor o conceito. Pastas servem para organizar, armaze-
nar e organizar os arquivos. Estes arquivos podem ser documentos
de forma geral (textos, fotos, vídeos, aplicativos diversos).
Lembrando sempre que o Windows possui uma pasta com o
nome do usuário onde são armazenados dados pessoais.
Dentro deste contexto temos uma hierarquia de pastas.
No caso da figura acima temos quatro pastas e quatro arquivos.
Arquivos e atalhos
Como vimos anteriormente: pastas servem para organização,
vimos que uma pasta pode conter outras pastas, arquivos e atalhos.
• Arquivo é um item único que contémum determinado dado.
Estes arquivos podem ser documentos de forma geral (textos, fotos,
vídeos e etc..), aplicativos diversos, etc.
• Atalho é um item que permite fácil acesso a uma determina-
da pasta ou arquivo propriamente dito.
Área de trabalho
Área de transferência
A área de transferência é muito importante e funciona em se-
gundo plano. Ela funciona de forma temporária guardando vários
tipos de itens, tais como arquivos, informações etc.
– Quando executamos comandos como “Copiar” ou “Ctrl + C”,
estamos copiando dados para esta área intermediária.
– Quando executamos comandos como “Colar” ou “Ctrl + V”,
estamos colando, isto é, estamos pegando o que está gravado na
área de transferência.
Manipulação de arquivos e pastas
A caminho mais rápido para acessar e manipular arquivos e
pastas e outros objetos é através do “Meu Computador”. Podemos
executar tarefas tais como: copiar, colar, mover arquivos, criar pas-
tas, criar atalhos etc.
NOÇÕES DE INFORMÁTICA
64
Uso dos menus
Programas e aplicativos e interação com o usuário
Vamos separar esta interação do usuário por categoria para en-
tendermos melhor as funções categorizadas.
– Música e Vídeo: Temos o Media Player como player nativo
para ouvir músicas e assistir vídeos. O Windows Media Player é uma
excelente experiência de entretenimento, nele pode-se administrar
bibliotecas de música, fotografia, vídeos no seu computador, copiar
CDs, criar playlists e etc., isso também é válido para o media center.
– Ferramentas do sistema
• A limpeza de disco é uma ferramenta importante, pois o pró-
prio Windows sugere arquivos inúteis e podemos simplesmente
confirmar sua exclusão.
• O desfragmentador de disco é uma ferramenta muito impor-
tante, pois conforme vamos utilizando o computador os arquivos
ficam internamente desorganizados, isto faz que o computador fi-
que lento. Utilizando o desfragmentador o Windows se reorganiza
internamente tornando o computador mais rápido e fazendo com
que o Windows acesse os arquivos com maior rapidez.
• O recurso de backup e restauração do Windows é muito im-
portante pois pode ajudar na recuperação do sistema, ou até mes-
mo escolher seus arquivos para serem salvos, tendo assim uma có-
pia de segurança.
Inicialização e finalização
Quando fizermos login no sistema, entraremos direto no Win-
dows, porém para desligá-lo devemos recorrer ao e:
NOÇÕES DE INFORMÁTICA
65
MS-WORD 2016: ESTRUTURA BÁSICA DOS DOCU-
MENTOS, EDIÇÃO E FORMATAÇÃO DE TEXTOS,
CABEÇALHOS, PARÁGRAFOS, FONTES, COLUNAS,
MARCADORES SIMBÓLICOS E NUMÉRICOS, TABELAS,
IMPRESSÃO, CONTROLE DE QUEBRAS E NUMERAÇÃO
DE PÁGINAS, LEGENDAS, ÍNDICES, INSERÇÃO DE OBJE-
TOS, CAMPOS PREDEFINIDOS, CAIXAS DE TEXTO
Essa versão de edição de textos vem com novas ferramentas e
novos recursos para que o usuário crie, edite e compartilhe docu-
mentos de maneira fácil e prática1.
O Word 2016 está com um visual moderno, mas ao mesmo
tempo simples e prático, possui muitas melhorias, modelos de do-
cumentos e estilos de formatações predefinidos para agilizar e dar
um toque de requinte aos trabalhos desenvolvidos. Trouxe pou-
quíssimas novidades, seguiu as tendências atuais da computação,
permitindo o compartilhamento de documentos e possuindo inte-
gração direta com vários outros serviços da web, como Facebook,
Flickr, Youtube, Onedrive, Twitter, entre outros.
Novidades no Word 2016
– Diga-me o que você deseja fazer: facilita a localização e a
realização das tarefas de forma intuitiva, essa nova versão possui
a caixa Diga-me o que deseja fazer, onde é possível digitar um ter-
mo ou palavra correspondente a ferramenta ou configurações que
procurar.
– Trabalhando em grupo, em tempo real: permite que vários
usuários trabalhem no mesmo documento de forma simultânea.
1 http://www.popescolas.com.br/eb/info/word.pdf
Ao armazenar um documento on-line no OneDrive ou no Share-
Point e compartilhá-lo com colegas que usam o Word 2016 ou Word
On-line, vocês podem ver as alterações uns dos outros no documento
durante a edição. Após salvar o documento on-line, clique em Com-
partilhar para gerar um link ou enviar um convite por e-mail. Quan-
do seus colegas abrem o documento e concordam em compartilhar
automaticamente as alterações, você vê o trabalho em tempo real.
– Pesquisa inteligente: integra o Bing, serviço de buscas da
Microsoft, ao Word 2016. Ao clicar com o botão do mouse sobre
qualquer palavra do texto e no menu exibido, clique sobre a função
Pesquisa Inteligente, um painel é exibido ao lado esquerdo da tela
do programa e lista todas as entradas na internet relacionadas com
a palavra digitada.
– Equações à tinta: se utilizar um dispositivo com tela sensível
ao toque é possível desenhar equações matemáticas, utilizando o
dedo ou uma caneta de toque, e o programa será capaz de reconhe-
cer e incluir a fórmula ou equação ao documento.
– Histórico de versões melhorado: vá até Arquivo > Histórico
para conferir uma lista completa de alterações feitas a um docu-
mento e para acessar versões anteriores.
– Compartilhamento mais simples: clique em Compartilhar
para compartilhar seu documento com outras pessoas no Share-
Point, no OneDrive ou no OneDrive for Business ou para enviar um
PDF ou uma cópia como um anexo de e-mail diretamente do Word.
NOÇÕES DE INFORMÁTICA
66
– Formatação de formas mais rápida: quando você insere formas da Galeria de Formas, é possível escolher entre uma coleção de
preenchimentos predefinidos e cores de tema para aplicar rapidamente o visual desejado.
– Guia Layout: o nome da Guia Layout da Página na versão 2010/2013 do Microsoft Word mudou para apenas Layout2.
Interface Gráfica
Navegação gráfica
Atalho de barra de status
2 CARVALHO, D. e COSTA, Renato. Livro Eletrônico.
NOÇÕES DE INFORMÁTICA
67
Faixas de opções e modo de exibição
Guia de Início Rápido.3
Ao clicar em Documento em branco surgirá a tela principal do Word 20164.
Área de trabalho do Word 2016.
3 https://www.udesc.br/arquivos/udesc/id_cpmenu/5297/Guia_de_Inicio_Rapido___Word_2016_14952206861576.pdf
4 Melo, F. INFORMÁTICA. MS-Word 2016.
NOÇÕES DE INFORMÁTICA
68
Barra de Ferramentas de Acesso Rápido
Permite adicionar atalhos, de funções comumente utilizadas no trabalho com documentos que podem ser personalizados de acordo
com a necessidade do usuário.
Faixa de Opções
Faixa de Opções é o local onde estão os principais comandos do Word, todas organizadas em grupos e distribuídas por meio de guias,
que permitem fácil localização e acesso. As faixas de Opções são separadas por nove guias: Arquivos; Página Inicial, Inserir, Design, Layout,
Referências, Correspondências, Revisão e Exibir.
– Arquivos: possui diversas funcionalidades, dentre algumas:
– Novo: abrir um Novo documento ou um modelo (.dotx) pré-formatado.
– Abrir: opções para abrir documentos já salvos tanto no computador como no sistema de armazenamento em nuvem da Microsoft,
One Drive. Além de exibir um histórico dos últimos arquivos abertos.
– Salvar/Salvar como: a primeira vez que irá salvar o documento as duas opções levam ao mesmo lugar. Apenas a partir da segunda
vez em diante que o Salvar apenas atualiza o documento e o Salvar como exibe a janela abaixo. Contém os locais onde serão armazenados
os arquivos. Opções locais como na nuvem (OneDrive).
– Imprimir: opções de impressão do documento em edição. Desde a opção da impressora até as páginas desejadas. O usuário tanto
pode imprimir páginas sequenciais como páginas alternadas.
NOÇÕES DE INFORMÁTICA
69
– Página Inicial: possui ferramentas básicas para formatação de texto, como tamanho e cor da fonte, estilos de marcador, alinhamento
de texto, entre outras.
Grupo Área de Transferência
Para acessá-la basta clicar no pequeno ícone de uma setinha para baixo no canto inferior direito, logo à frente de Área de Transferência.
Colar (CTRL + V): cola um item (pode ser uma letra, palavra, imagem) copiado ou recortado.
Recortar (CTRL + X): recorta um item (pode ser uma letra, palavra, imagem)armazenando-o temporariamente na Área de Transferên-
cia para em seguida ser colado no local desejado.
Copiar (CTRL+C): copia o item selecionado (cria uma cópia na Área de Transferência).
Pincel de Formatação (CTRL+SHIFT+C / CTRL+SHIFT+V): esse recurso (principalmente o ícone) cai em vários concursos. Ele permite
copiar a formatação de um item e aplicar em outro.
Grupo Fonte
Fonte: permite que selecionar uma fonte, ou seja, um tipo de letra a ser exibido em seu texto. Em cada texto
pode haver mais de um tipo de fontes diferentes.
Tamanho da fonte: é o tamanho da letra do texto. Permite escolher entre diferentes tamanhos de fonte na lista
ou que digite um tamanho manualmente.
Negrito: aplica o formato negrito (escuro) ao texto selecionado. Se o cursor estiver sobre uma palavra, ela ficará
toda em negrito. Se a seleção ou a palavra já estiver em negrito, a formatação será removida.
Itálico: aplica o formato itálico (deitado) ao texto selecionado. Se o cursor estiver sobre uma palavra, ela ficará
toda em itálico. Se a seleção ou palavra já estiver em itálico, a formatação será removida.
Sublinhado: sublinha, ou seja, insere ou remove uma linha embaixo do texto selecionado. Se o cursor não está
em uma palavra, o novo texto inserido será sublinhado.
Tachado: risca uma linha, uma palavra ou apenas uma letra no texto selecionado ou, se o cursor somente estiver
sobre uma palavra, esta palavra ficará riscada.
Subscrito: coloca a palavra abaixo das demais.
Sobrescrito: coloca a palavra acima das demais.
Cor do realce do texto: aplica um destaque colorido sobre a palavra, assim como uma caneta marca texto.
Cor da fonte: permite alterar a cor da fonte (letra).
NOÇÕES DE INFORMÁTICA
70
Grupo Parágrafo
Marcadores: permite criar uma lista com diferentes marcadores.
Numeração: permite criar uma lista numerada.
Lista de vários itens: permite criar uma lista numerada em níveis.
Diminuir Recuo: diminui o recuo do parágrafo em relação à margem esquerda.
Aumentar Recuo: aumenta o recuo do parágrafo em relação à margem esquerda.
Classificar: organiza a seleção atual em ordem alfabética ou numérica.
Mostrar tudo: mostra marcas de parágrafos e outros símbolos de formatação ocultos.
Alinhar a esquerda: alinha o conteúdo com a margem esquerda.
Centralizar: centraliza seu conteúdo na página.
Alinhar à direita: alinha o conteúdo à margem direita.
Justificar: distribui o texto uniformemente entre as margens esquerda e direita.
Espaçamento de linha e parágrafo: escolhe o espaçamento entre as linhas do texto ou entre parágrafos.
Sombreamento: aplica uma cor de fundo no parágrafo onde o cursor está posicionado.
Bordas: permite aplicar ou retirar bordas no trecho selecionado.
NOÇÕES DE INFORMÁTICA
71
Grupo Estilo
Possui vários estilos pré-definidos que permite salvar configurações relativas ao tamanho e cor da fonte, espaçamento entre linhas
do parágrafo.
Grupo Edição
CTRL+L: ao clicar nesse ícone é aberta a janela lateral, denominada navegação, onde é possível localizar
um uma palavra ou trecho dentro do texto.
CTRL+U: pesquisa no documento a palavra ou parte do texto que você quer mudar e o substitui por
outro de seu desejo.
Seleciona o texto ou objetos no documento.
Inserir: a guia inserir permite a inclusão de elementos ao texto, como: imagens, gráficos, formas, configurações de quebra de página,
equações, entre outras.
Adiciona uma folha inicial em seu documento, parecido como uma capa.
Adiciona uma página em branco em qualquer lugar de seu documento.
Uma seção divide um documento em partes determinadas pelo usuário para que sejam aplicados
diferentes estilos de formatação na mesma ou facilitar a numeração das páginas dentro dela.
Permite inserir uma tabela, uma planilha do Excel, desenhar uma tabela, tabelas rápidas ou converter o texto em
tabela e vice-versa.
NOÇÕES DE INFORMÁTICA
72
Design: esta guia agrupa todos os estilos e formatações disponíveis para aplicar ao layout do documento.
Layout: a guia layout define configurações características ao formato da página, como tamanho, orientação, recuo, entre outras.
Referências: é utilizada para configurações de itens como sumário, notas de rodapé, legendas entre outros itens relacionados a iden-
tificação de conteúdo.
Correspondências: possui configuração para edição de cartas, mala direta, envelopes e etiquetas.
NOÇÕES DE INFORMÁTICA
73
Revisão: agrupa ferramentas úteis para realização de revisão de conteúdo do texto, como ortografia e gramática, dicionário de sinô-
nimos, entre outras.
Exibir: altera as configurações de exibição do documento.
Formatos de arquivos
Veja abaixo alguns formatos de arquivos suportados pelo Word 2016:
.docx: formato xml.
.doc: formato da versão 2003 e anteriores.
.docm: formato que contém macro (vba).
.dot: formato de modelo (carta, currículo...) de documento da versão 2003 e anteriores.
.dotx: formato de modelo (carta, currículo...) com o padrão xml.
.odt: formato de arquivo do Libre Office Writer.
.rtf: formato de arquivos do WordPad.
.xml: formato de arquivos para Web.
.html: formato de arquivos para Web.
.pdf: arquivos portáteis.
MS-EXCEL 2016: ESTRUTURA BÁSICA DAS PLANILHAS, CONCEITOS DE CÉLULAS, LINHAS, COLUNAS, PASTAS E GRÁ-
FICOS, ELABORAÇÃO DE TABELAS E GRÁFICOS, USO DE FÓRMULAS, FUNÇÕES E MACROS, IMPRESSÃO, INSERÇÃO
DE OBJETOS, CAMPOS PREDEFINIDOS, CONTROLE DE QUEBRAS E NUMERAÇÃO DE PÁGINAS, OBTENÇÃO DE DADOS
EXTERNOS, CLASSIFICAÇÃO DE DADOS
O Microsoft Excel 2016 é um software para criação e manutenção de Planilhas Eletrônicas.
A grande mudança de interface do aplicativo ocorreu a partir do Excel 2007 (e de todos os aplicativos do Office 2007 em relação as
versões anteriores). A interface do Excel, a partir da versão 2007, é muito diferente em relação as versões anteriores (até o Excel 2003). O
Excel 2016 introduziu novas mudanças, para corrigir problemas e inconsistências relatadas pelos usuários do Excel 2010 e 2013.
Na versão 2016, temos uma maior quantidade de linhas e colunas, sendo um total de 1.048.576 linhas por 16.384 colunas.
O Excel 2016 manteve as funcionalidades e recursos que já estamos acostumados, além de implementar alguns novos, como5:
- 6 tipos novos de gráficos: Cascata, Gráfico Estatístico, Histograma, Pareto e Caixa e Caixa Estreita.
- Pesquise, encontra e reúna os dados necessários em um único local utilizando “Obter e Transformar Dados” (nas versões anteriores
era Power Query disponível como suplemento.
- Utilize Mapas 3D (em versões anteriores com Power Map disponível como suplemento) para mostrar histórias junto com seus dados.
5 https://ninjadoexcel.com.br/microsoft-excel-2016/
NOÇÕES DE INFORMÁTICA
74
Especificamente sobre o Excel 2016, seu diferencial é a criação e edição de planilhas a partir de dispositivos móveis de forma mais fácil
e intuitivo, vendo que atualmente, os usuários ainda não utilizam de forma intensa o Excel em dispositivos móveis.
Tela Inicial do Excel 2016.
Ao abrir uma planilha em branco ou uma planilha, é exibida a área de trabalho do Excel 2016 com todas as ferramentas necessárias
para criar e editar planilhas6.
6 https://juliobattisti.com.br/downloads/livros/excel_2016_basint_degusta.pdf
NOÇÕES DE INFORMÁTICA
75
As cinco principais funções do Excel são7:
– Planilhas: Você pode armazenar manipular, calcular e analisar dados tais como números, textos e fórmulas. Pode acrescentar grá-
fico diretamente em sua planilha, elementos gráficos, tais como retângulos, linhas, caixas de texto e botões. É possível utilizar formatos
pré-definidos em tabelas.
– Bancos de dados: você pode classificar pesquisar e administrar facilmente uma grande quantidade de informações utilizando ope-
rações de bancos de dados padronizadas.
– Gráficos: você pode rapidamente apresentar de forma visual seus dados. Além de escolher tipos pré-definidos de gráficos, você
pode personalizar qualquer gráfico da maneira desejada.
– Apresentações: Você pode usar estilos de células, ferramentas de desenho,galeria de gráficos e formatos de tabela para criar apre-
sentações de alta qualidade.
– Macros: as tarefas que são frequentemente utilizadas podem ser automatizadas pela criação e armazenamento de suas próprias
macros.
Planilha Eletrônica
A Planilha Eletrônica é uma folha de cálculo disposta em forma de tabela, na qual poderão ser efetuados rapidamente vários tipos de
cálculos matemáticos, simples ou complexos.
Além disso, a planilha eletrônica permite criar tabelas que calculam automaticamente os totais de valores numéricos inseridos, impri-
mir tabelas em layouts organizados e criar gráficos simples.
• Barra de ferramentas de acesso rápido
Essa barra localizada na parte superior esquerdo, ajudar a deixar mais perto os comandos mais utilizados, sendo que ela pode ser
personalizada. Um bom exemplo é o comando de visualização de impressão que podemos inserir nesta barra de acesso rápido.
Barra de ferramentas de acesso rápido.
• Barra de Fórmulas
Nesta barra é onde inserimos o conteúdo de uma célula podendo conter fórmulas, cálculos ou textos, mais adiante mostraremos
melhor a sua utilidade.
Barra de Fórmulas.
• Guia de Planilhas
Quando abrirmos um arquivo do Excel, na verdade estamos abrindo uma pasta de trabalho onde pode conter planilhas, gráficos, tabe-
las dinâmicas, então essas abas são identificadoras de cada item contido na pasta de trabalho, onde consta o nome de cada um.
Nesta versão quando abrimos uma pasta de trabalho, por padrão encontramos apenas uma planilha.
Guia de Planilhas.
7 http://www.prolinfo.com.br
NOÇÕES DE INFORMÁTICA
76
– Coluna: é o espaçamento entre dois traços na vertical. As colunas do Excel são representadas em letras de acordo com a ordem
alfabética crescente sendo que a ordem vai de “A” até “XFD”, e tem no total de 16.384 colunas em cada planilha.
– Linha: é o espaçamento entre dois traços na horizontal. As linhas de uma planilha são representadas em números, formam um total
de 1.048.576 linhas e estão localizadas na parte vertical esquerda da planilha.
Linhas e colunas.
Célula: é o cruzamento de uma linha com uma coluna. Na figura abaixo podemos notar que a célula selecionada possui um endereço que
é o resultado do cruzamento da linha 4 e a coluna B, então a célula será chamada B4, como mostra na caixa de nome logo acima da planilha.
Células.
• Faixa de opções do Excel (Antigo Menu)
Como na versão anterior o MS Excel 2013 a faixa de opções está organizada em guias/grupos e comandos. Nas versões anteriores ao
MS Excel 2007 a faixa de opções era conhecida como menu.
1. Guias: existem sete guias na parte superior. Cada uma representa tarefas principais executadas no Excel.
2. Grupos: cada guia tem grupos que mostram itens relacionados reunidos.
3. Comandos: um comando é um botão, uma caixa para inserir informações ou um menu.
Faixa de opções do Excel.
• Pasta de trabalho
É denominada pasta todo arquivo que for criado no MS Excel. Tudo que for criado será um arquivo com extensão: xls, xlsx, xlsm, xltx ou xlsb.
Fórmulas
Fórmulas são equações que executam cálculos sobre valores na planilha. Uma fórmula sempre inicia com um sinal de igual (=).
Uma fórmula também pode conter os seguintes itens: funções, referências, operadores e constantes.
– Referências: uma referência identifica uma célula ou um intervalo de células em uma planilha e informa ao Microsoft Excel onde
procurar os valores ou dados a serem usados em uma fórmula.
NOÇÕES DE INFORMÁTICA
77
– Operadores: um sinal ou símbolo que especifica o tipo de cálculo a ser executado dentro de uma expressão. Existem operadores
matemáticos, de comparação, lógicos e de referência.
– Constantes: é um valor que não é calculado, e que, portanto, não é alterado. Por exemplo: =C3+5.
O número 5 é uma constante. Uma expressão ou um valor resultante de uma expressão não é considerado uma constante.
– Níveis de Prioridade de Cálculo
Quando o Excel cria fórmulas múltiplas, ou seja, misturar mais de uma operação matemática diferente dentro de uma mesma fórmula,
ele obedece a níveis de prioridade.
Os Níveis de Prioridade de Cálculo são os seguintes:
Prioridade 1: Exponenciação e Radiciação (vice-versa).
Prioridade 2: Multiplicação e Divisão (vice-versa).
Prioridade 3: Adição e Subtração (vice-versa).
Os cálculos são executados de acordo com a prioridade matemática, conforme esta sequência mostrada, podendo ser utilizados pa-
rênteses “ () ” para definir uma nova prioridade de cálculo.
– Criando uma fórmula
Para criar uma fórmula simples como uma soma, tendo como referência os conteúdos que estão em duas células da planilha, digite
o seguinte:
Funções
Funções são fórmulas predefinidas que efetuam cálculos usando valores específicos, denominados argumentos, em uma determinada
ordem ou estrutura. As funções podem ser usadas para executar cálculos simples ou complexos.
Assim como as fórmulas, as funções também possuem uma estrutura (sintaxe), conforme ilustrado abaixo:
Estrutura da função.
NOÇÕES DE INFORMÁTICA
78
NOME DA FUNÇÃO: todas as funções que o Excel permite usar em suas células tem um nome exclusivo.
Para obter uma lista das funções disponíveis, clique em uma célula e pressione SHIFT+F3.
ARGUMENTOS: os argumentos podem ser números, texto, valores lógicos, como VERDADEIRO ou FALSO, matrizes, valores de erro
como #N/D ou referências de célula. O argumento que você atribuir deve produzir um valor válido para esse argumento. Os argumentos
também podem ser constantes, fórmulas ou outras funções.
• Função SOMA
Esta função soma todos os números que você especifica como argumentos. Cada argumento pode ser um intervalo, uma referência
de célula, uma matriz, uma constante, uma fórmula ou o resultado de outra função. Por exemplo, SOMA (A1:A5) soma todos os números
contidos nas células de A1 a A5. Outro exemplo: SOMA (A1;A3; A5) soma os números contidos nas células A1, A3 e A5.
• Função MÉDIA
Esta função calcula a média aritmética de uma determinada faixa de células contendo números. Para tal, efetua o cálculo somando os
conteúdos dessas células e dividindo pela quantidade de células que foram somadas.
NOÇÕES DE INFORMÁTICA
79
• Função MÁXIMO e MÍNIMO
Essas funções dado um intervalo de células retorna o maior e menor número respectivamente.
• Função SE
A função SE é uma função do grupo de lógica, onde temos que tomar uma decisão baseada na lógica do problema. A função SE verifica
uma condição que pode ser Verdadeira ou Falsa, diante de um teste lógico.
Sintaxe
SE (teste lógico; valor se verdadeiro; valor se falso)
Exemplo:
Na planilha abaixo, como saber se o número é negativo, temos que verificar se ele é menor que zero.
Na célula A2 digitaremos a seguinte formula:
NOÇÕES DE INFORMÁTICA
80
• Função SOMASE
A função SOMASE é uma junção de duas funções já estudadas aqui, a função SOMA e SE, onde buscaremos somar valores desde que
atenda a uma condição especificada:
Sintaxe
SOMASE (intervalo analisado; critério; intervalo a ser somado)
Onde:
Intervalo analisado (obrigatório): intervalo em que a função vai analisar o critério.
Critério (obrigatório): Valor ou Texto a ser procurado no intervalo a ser analisado.
Intervalo a ser somado (opcional): caso o critério seja atendido é efetuado a soma da referida célula analisada. Não pode conter texto
neste intervalo.
Exemplo:
Vamos calcular a somas das vendas dos vendedores por Gênero. Observando a planilha acima, na célula C9 digitaremos a função
=SOMASE (B2:B7;”M”; C2:C7) para obter a soma dos vendedores.
• Função CONT.SE
Esta função conta quantas células se atender ao critério solicitado. Ela pede apenas dois argumentos, o intervalo a ser analisado e o
critério para ser verificado.
Sintaxe
CONT.SE (intervalo analisado; critério)
Onde:
Intervalo analisado (obrigatório): intervalo em que a função vai analisar o critério.
Critério (obrigatório): Valor ou Texto a ser procurado no intervalo a ser analisado.
Aproveitando o mesmo exemplo da função anterior, podemos contar a quantidade de homens e mulheres.
Naplanilha acima, na célula C9 digitaremos a função =CONT.SE (B2:B7;”M”) para obter a quantidade de vendedores.
NOÇÕES DE INFORMÁTICA
81
MS-POWERPOINT 2016: ESTRUTURA BÁSICA DAS APRESENTAÇÕES, CONCEITOS DE SLIDES, ANOTAÇÕES, RÉGUA,
GUIAS, CABEÇALHOS E RODAPÉS, NOÇÕES DE EDIÇÃO E FORMATAÇÃO DE APRESENTAÇÕES, INSERÇÃO DE OBJETOS,
NUMERAÇÃO DE PÁGINAS, BOTÕES DE AÇÃO, ANIMAÇÃO E TRANSIÇÃO ENTRE SLIDES
O aplicativo Power Point 2016 é um programa para apresentações eletrônicas de slides. Nele encontramos os mais diversos tipos de
formatações e configurações que podemos aplicar aos slides ou apresentação de vários deles. Através desse aplicativo, podemos ainda,
desenvolver slides para serem exibidos na web, imprimir em transparência para projeção e melhor: desenvolver apresentações para pa-
lestras, cursos, apresentações de projetos e produtos, utilizando recursos de áudio e vídeo.
O MS PowerPoint é um aplicativo de apresentação de slides, porém ele não apenas isso, mas também realiza as seguintes tarefas8:
– Edita imagens de forma bem simples;
– Insere e edita áudios mp3, mp4, midi, wav e wma no próprio slide;
– Insere vídeos on-line ou do próprio computador;
– Trabalha com gráficos do MS Excel;
– Grava Macros.
Tela inicial do PowerPoint 2016.
– Ideal para apresentar uma ideia, proposta, empresa, produto ou processo, com design profissional e slides de grande impacto;
– Os seus temas personalizados, estilos e opções de formatação dão ao utilizador uma grande variedade de combinações de cor, tipos
de letra e feitos;
– Permite enfatizar as marcas (bullet points), com imagens, formas e textos com estilos especiais;
– Inclui gráficos e tabelas com estilos semelhantes ao dos restantes programas do Microsoft Office (Word e Excel), tornando a apre-
sentação de informação numérica apelativa para o público.
– Com a funcionalidade SmartArt é possível criar diagramas sofisticados, ideais para representar projetos, hierarquias e esquemas
personalizados.
– Permite a criação de temas personalizados, ideal para utilizadores ou empresas que pretendam ter o seu próprio layout.
– Pode ser utilizado como ferramenta colaborativa, onde os vários intervenientes (editores da apresentação) podem trocar informa-
ções entre si através do documento, através de comentários.
8 FRANCESCHINI, M. Ms PowerPoint 2016 – Apresentação de Slides.
NOÇÕES DE INFORMÁTICA
82
Novos Recursos do MS PowerPoint
Na nova versão do PowerPoint, alguns recursos foram adicionados. Vejamos quais são eles.
• Diga-me: serve para encontrar instantaneamente os recursos do aplicativo.
• Gravação de Tela: novo recurso do MS PowerPoint, encontrado na guia Inserir. A Gravação de Tela grava um vídeo com áudio das
ações do usuário no computador, podendo acessar todas as janelas do micro e registrando os movimentos do mouse.
• Compartilhar: permite compartilhar as apresentações com outros usuários on-line para edição simultânea por meio do OneDrive.
• Anotações à Tinta: o usuário pode fazer traços de caneta à mão livre e marca-texto no documento. Esse recurso é acessado por
meio da guia Revisão.
• Ideias de Design: essa nova funcionalidade da guia Design abre um painel lateral que oferece sugestões de remodelagem do slide
atual instantaneamente.
NOÇÕES DE INFORMÁTICA
83
Guia Arquivo
Ao clicar na guia Arquivo, serão exibidos comandos básicos: Novo, Abrir, Salvar, Salvar Como, Imprimir, Preparar, Enviar, Publicar e
Fechar9.
Barra de Ferramentas de Acesso Rápido10
Localiza-se no canto superior esquerdo ao lado do Botão do Microsoft Office (local padrão), é personalizável e contém um conjunto de
comandos independentes da guia exibida no momento. É possível adicionar botões que representam comandos à barra e mover a barra
de um dos dois locais possíveis.
Barra de Título
Exibe o nome do programa (Microsoft PowerPoint) e, também exibe o nome do documento ativo.
Botões de Comando da Janela
Acionando esses botões, é possível minimizar, maximizar e restaurar a janela do programa PowerPoint.
9 popescolas.com.br/eb/info/power_point.pdf
10 http://www.professorcarlosmuniz.com.br
NOÇÕES DE INFORMÁTICA
84
Faixa de Opções
A Faixa de Opções é usada para localizar rapidamente os comandos necessários para executar uma tarefa. Os comandos são organiza-
dos em grupos lógicos, reunidos em guias. Cada guia está relacionada a um tipo de atividade como gravação ou disposição de uma página.
Para diminuir a desorganização, algumas guias são exibidas somente quando necessário. Por exemplo, a guia Ferramentas de Imagem
somente é exibida quando uma imagem for selecionada.
Grande novidade do Office 2007/2010, a faixa de opções elimina grande parte da navegação por menus e busca aumentar a produti-
vidade por meio do agrupamento de comandos em uma faixa localizada abaixo da barra de títulos11.
Painel de Anotações
Nele é possível digitar as anotações que se deseja incluir em um slide.
Barra de Status
Exibe várias informações úteis na confecção dos slides, entre elas: o número de slides; tema e idioma.
Nível de Zoom
Clicar para ajustar o nível de zoom.
Modos de Exibição do PowerPoint
O menu das versões anteriores, conhecido como menu Exibir, agora é a guia Exibição no Microsoft PowerPoint 2010. O PowerPoint
2010 disponibiliza aos usuários os seguintes modos de exibição:
– Normal,
– Classificação de Slides,
– Anotações,
– Modo de exibição de leitura,
– Slide Mestre,
– Folheto Mestre,
– Anotações Mestras.
O modo de exibição Normal é o principal modo de edição, onde você escreve e projeta a sua apresentação.
11 LÊNIN, A; JUNIOR, M. Microsoft Office 2010. Livro Eletrônico.
NOÇÕES DE INFORMÁTICA
85
Criar apresentações
Criar uma apresentação no Microsoft PowerPoint 2013 engloba: iniciar com um design básico; adicionar novos slides e conteúdo; es-
colher layouts; modificar o design do slide, se desejar, alterando o esquema de cores ou aplicando diferentes modelos de estrutura e criar
efeitos, como transições de slides animados.
Ao iniciarmos o aplicativo Power Point 2016, automaticamente é exibida uma apresentação em branco, na qual você pode começar
a montar a apresentação. Repare que essa apresentação é montada sem slides adicionais ou formatações, contendo apenas uma caixa
de texto com título e subtítulo, sem plano de fundo ou efeito de preenchimento. Para dar continuidade ao seu trabalho e criar uma outra
apresentação em outro slide, basta clicar em Página Inicial e em seguida Novo Slide.
• Layout
O layout é o formato que o slide terá na apresentação como títulos, imagens, tabelas, entre outros. Nesse caso, você pode escolher
entre os vários tipos de layout.
Para escolher qual layout você prefere, faça o seguinte procedimento:
1. Clique em Página Inicial;
2. Após clique em Layout;
3. Em seguida, escolha a opção.
Então basta começar a digitar.
NOÇÕES DE INFORMÁTICA
86
Formatar texto
Para alterar um texto, é necessário primeiro selecioná-lo. Para selecionar um texto ou palavra, basta clicar com o botão esquerdo
sobre o ponto em que se deseja iniciar a seleção e manter o botão pressionado, arrastar o mouse até o ponto desejado e soltar o botão
esquerdo.
Para formatar nossa caixa de texto temos os grupos da guia Página Inicial. O primeiro grupo é a Fonte, podemos através deste grupo
aplicar um tipo de letra, um tamanho, efeitos, cor, etc.
Fonte: altera o tipo de fonte.
Tamanho da fonte: altera o tamanho da fonte.
Negrito: aplica negrito ao texto selecionado. Também pode ser acionado através do comando Ctrl+N.
Itálico: aplica Itálico ao texto selecionado. Também pode ser acionado através do comando Ctrl+I.
Sublinhado: sublinha o texto selecionado. Também pode ser acionado através do comando Ctrl+S.
Tachado: desenha uma linha no meio do texto selecionado.
Sombra de Texto: adiciona uma sombra atrás do texto selecionado para destacá-lo no slide.
Espaçamento entre Caracteres: ajusta o espaçamento entre caracteres.
Maiúsculas e Minúsculas: altera todo o texto selecionado para MAIÚSCULAS, minúsculas, ou outros usoscomuns de maiúsculas/
minúsculas.
Cor da Fonte: altera a cor da fonte.
Alinhar Texto à Esquerda: alinha o texto à esquerda. Também pode ser acionado através do comando Ctrl+Q.
Centralizar: centraliza o texto. Também pode ser acionado através do comando Ctrl+E.
Alinhar Texto à Direita: alinha o texto à direita. Também pode ser acionado através do comando Ctrl+G.
Justificar: alinha o texto às margens esquerda e direita, adicionando espaço extra entre as palavras conforme o necessário, promoven-
do uma aparência organizada nas laterais esquerda e direita da página.
Colunas: divide o texto em duas ou mais colunas.
Excluir slide
Selecione o slide com um clique e tecle Delete no teclado.
Salvar Arquivo
Para salvar o arquivo, acionar a guia Arquivo e sem sequência, salvar como ou pela tecla de atalho Ctrl + B.
Inserir Figuras
Para inserir uma figura no slide clicar na guia Inserir, e clicar em um desses botões:
– Imagem do Arquivo: insere uma imagem de um arquivo.
– Clip-Art: é possível escolher entre várias figuras que acompanham o Microsoft Office.
– Formas: insere formas prontas, como retângulos e círculos, setas, linhas, símbolos de fluxograma e textos explicativos.
– SmartArt: insere um elemento gráfico SmartArt para comunicar informações visualmente. Esses elementos gráficos variam desde
listas gráficas e diagramas de processos até gráficos mais complexos, como diagramas de Venn e organogramas.
– Gráfico: insere um gráfico para ilustrar e comparar dados.
– WordArt: insere um texto com efeitos especiais.
NOÇÕES DE INFORMÁTICA
87
Transição de Slides
A Microsoft Office PowerPoint 2016 inclui vários tipos diferentes de transições de slides. Basta clicar no guia transição e escolher a
transição de slide desejada.
Exibir apresentação
Para exibir uma apresentação de slides no Power Point.
1. Clique na guia Apresentação de Slides, grupo Iniciar Apresentação de Slides.
2. Clique na opção Do começo ou pressione a tecla F5, para iniciar a apresentação a partir do primeiro slide.
3. Clique na opção Do Slide Atual, ou pressione simultaneamente as teclas SHIFT e F5, para iniciar a apresentação a partir do slide
atual.
Slide mestre
O slide mestre é um slide padrão que replica todas as suas características para toda a apresentação. Ele armazena informações como
plano de fundo, tipos de fonte usadas, cores, efeitos (de transição e animação), bem como o posicionamento desses itens. Por exemplo, na
imagem abaixo da nossa apresentação multiuso Power View, temos apenas um item padronizado em todos os slides que é a numeração
da página no topo direito superior.
Ao modificar um ou mais dos layouts abaixo de um slide mestre, você modifica essencialmente esse slide mestre. Embora cada layout
de slide seja configurado de maneira diferente, todos os layouts que estão associados a um determinado slide mestre contêm o mesmo
tema (esquema de cor, fontes e efeitos).
Para criar um slide mestre clique na Guia Exibição e em seguida em Slide Mestre.
NOÇÕES DE INFORMÁTICA
88
CORREIO ELETRÔNICO: USO DE CORREIO ELETRÔNI-
CO, PREPARO E ENVIO DE MENSAGENS, ANEXAÇÃO
DE ARQUIVOS
E-mail
O e-mail revolucionou o modo como as pessoas recebem men-
sagem atualmente12. Qualquer pessoa que tenha um e-mail pode
mandar uma mensagem para outra pessoa que também tenha
e-mail, não importando a distância ou a localização.
Um endereço de correio eletrônico obedece à seguinte estru-
tura: à esquerda do símbolo @ (ou arroba) fica o nome ou apelido
do usuário, à direita fica o nome do domínio que fornece o acesso.
O resultado é algo como:
maria@apostilas.com.br
Atualmente, existem muitos servidores de webmail – correio
eletrônico – na Internet, como o Gmail e o Outlook.
Para possuir uma conta de e-mail nos servidores é necessário
preencher uma espécie de cadastro. Geralmente existe um conjun-
to de regras para o uso desses serviços.
Correio Eletrônico
Este método utiliza, em geral, uma aplicação (programa de cor-
reio eletrônico) que permite a manipulação destas mensagens e um
protocolo (formato de comunicação) de rede que permite o envio
e recebimento de mensagens13. Estas mensagens são armazenadas
no que chamamos de caixa postal, as quais podem ser manipuladas
por diversas operações como ler, apagar, escrever, anexar, arquivos
e extração de cópias das mensagens.
Funcionamento básico de correio eletrônico
Essencialmente, um correio eletrônico funciona como dois pro-
gramas funcionando em uma máquina servidora:
– Servidor SMTP (Simple Mail Transfer Protocol): protocolo de
transferência de correio simples, responsável pelo envio de men-
sagens.
– Servidor POP3 (Post Office Protocol – protocolo Post Office)
ou IMAP (Internet Mail Access Protocol): protocolo de acesso de
correio internet), ambos protocolos para recebimento de mensa-
gens.
Para enviar um e-mail, o usuário deve possuir um cliente de
e-mail que é um programa que permite escrever, enviar e receber
e-mails conectando-se com a máquina servidora de e-mail. Inicial-
mente, um usuário que deseja escrever seu e-mail, deve escrever
sua mensagem de forma textual no editor oferecido pelo cliente
de e-mail e endereçar este e-mail para um destinatário que possui
o formato “nome@dominio.com.br“. Quando clicamos em enviar,
nosso cliente de e-mail conecta-se com o servidor de e-mail, comu-
nicando-se com o programa SMTP, entregando a mensagem a ser
enviada. A mensagem é dividida em duas partes: o nome do desti-
natário (nome antes do @) e o domínio, i.e., a máquina servidora
de e-mail do destinatário (endereço depois do @). Com o domínio,
o servidor SMTP resolve o DNS, obtendo o endereço IP do servi-
dor do e-mail do destinatário e comunicando-se com o programa
12 https://cin.ufpe.br/~macm3/Folders/Apostila%20Internet%20-%20Avan%E-
7ado.pdf
13 https://centraldefavoritos.com.br/2016/11/11/correio-eletronico-webmail-
-e-mozilla-thunderbird/
SMTP deste servidor, perguntando se o nome do destinatário existe
naquele servidor. Se existir, a mensagem do remetente é entregue
ao servidor POP3 ou IMAP, que armazena a mensagem na caixa de
e-mail do destinatário.
Ações no correio eletrônico
Independente da tecnologia e recursos empregados no correio
eletrônico, em geral, são implementadas as seguintes funções:
– Caixa de Entrada: caixa postal onde ficam todos os e-mails
recebidos pelo usuário, lidos e não-lidos.
– Lixeira: caixa postal onde ficam todos os e-mails descarta-
dos pelo usuário, realizado pela função Apagar ou por um ícone de
Lixeira. Em geral, ao descartar uma mensagem ela permanece na
lixeira, mas não é descartada, até que o usuário decida excluir as
mensagens definitivamente (este é um processo de segurança para
garantir que um usuário possa recuperar e-mails apagados por en-
gano). Para apagar definitivamente um e-mail é necessário entrar,
de tempos em tempos, na pasta de lixeira e descartar os e-mails
existentes.
– Nova mensagem: permite ao usuário compor uma mensa-
gem para envio. Os campos geralmente utilizados são:
– Para: designa a pessoa para quem será enviado o e-mail. Em
geral, pode-se colocar mais de um destinatário inserindo os e-mails
de destino separados por ponto-e-vírgula.
– CC (cópia carbono): designa pessoas a quem também repas-
samos o e-mail, ainda que elas não sejam os destinatários principais
da mensagem. Funciona com o mesmo princípio do Para.
– CCo (cópia carbono oculta): designa pessoas a quem repas-
samos o e-mail, mas diferente da cópia carbono, quando os destina-
tários principais abrirem o e-mail não saberão que o e-mail também
foi repassado para os e-mails determinados na cópia oculta.
– Assunto: título da mensagem.
– Anexos: nome dado a qualquer arquivo que não faça parte
da mensagem principal e que seja vinculada a um e-mail para envio
ao usuário. Anexos, comumente, são o maior canal de propagação
de vírus e malwares, pois ao abrirmos um anexo, obrigatoriamente
ele será “baixado” para nosso computador e executado. Por isso,
recomenda-se a abertura de anexos apenas de remetentesconfiá-
veis e, em geral, é possível restringir os tipos de anexos que podem
ser recebidos através de um e-mail para evitar propagação de vírus
e pragas. Alguns antivírus permitem analisar anexos de e-mails an-
tes que sejam executados: alguns serviços de webmail, como por
exemplo, o Gmail, permitem analisar preliminarmente se um anexo
contém arquivos com malware.
– Filtros: clientes de e-mail e webmails comumente fornecem
a função de filtro. Filtros são regras que escrevemos que permitem
que, automaticamente, uma ação seja executada quando um e-mail
cumpre esta regra. Filtros servem assim para realizar ações simples
e padronizadas para tornar mais rápida a manipulação de e-mails.
Por exemplo, imagine que queremos que ao receber um e-mail de
“joao@blabla.com”, este e-mail seja diretamente descartado, sem
aparecer para nós. Podemos escrever uma regra que toda vez que
um e-mail com remetente “joao@blabla.com” chegar em nossa cai-
xa de entrada, ele seja diretamente excluído.
NOÇÕES DE INFORMÁTICA
89
14
Respondendo uma mensagem
Os ícones disponíveis para responder uma mensagem são:
– Responder ao remetente: responde à mensagem selecionada para o autor dela (remetente).
– Responde a todos: a mensagem é enviada tanto para o autor como para as outras pessoas que estavam na lista de cópias.
– Encaminhar: envia a mensagem selecionada para outra pessoa.
Clientes de E-mail
Um cliente de e-mail é essencialmente um programa de computador que permite compor, enviar e receber e-mails a partir de um ser-
vidor de e-mail, o que exige cadastrar uma conta de e-mail e uma senha para seu correto funcionamento. Há diversos clientes de e-mails
no mercado que, além de manipular e-mails, podem oferecer recursos diversos.
– Outlook: cliente de e-mails nativo do sistema operacional Microsoft Windows. A versão Express é uma versão mais simplificada e
que, em geral, vem por padrão no sistema operacional Windows. Já a versão Microsoft Outlook é uma versão que vem no pacote Microsoft
Office possui mais recursos, incluindo, além de funções de e-mail, recursos de calendário.
– Mozilla Thunderbird: é um cliente de e-mails e notícias Open Source e gratuito criado pela Mozilla Foundation (mesma criadora do
Mozilla Firefox).
Webmails
Webmail é o nome dado a um cliente de e-mail que não necessita de instalação no computador do usuário, já que funciona como uma
página de internet, bastando o usuário acessar a página do seu provedor de e-mail com seu login e senha. Desta forma, o usuário ganha
mobilidade já que não necessita estar na máquina em que um cliente de e-mail está instalado para acessar seu e-mail. A desvantagem da
utilização de webmails em comparação aos clientes de e-mail é o fato de necessitarem de conexão de Internet para leitura dos e-mails,
enquanto nos clientes de e-mail basta a conexão para “baixar” os e-mails, sendo que a posterior leitura pode ser realizada desconectada
da Internet.
Exemplos de servidores de webmail do mercado são:
– Gmail
– Yahoo!Mail
– Microsoft Outlook: versão on-line do Outlook. Anteriormente era conhecido como Hotmail, porém mudou de nome quando a Mi-
crosoft integrou suas diversas tecnologias.
14 https://support.microsoft.com/pt-br/office/ler-e-enviar-emails-na-vers%C3%A3o-light-do-outlook-582a8fdc-152c-4b61-85fa-ba5ddf07050b
NOÇÕES DE INFORMÁTICA
90
15
Diferença entre webmail e correio eletrônico
O webmail (Yahoo ou Gmail) você acessa através de seu navegador (Firefox ou Google Chrome) e só pode ler conectado na internet.
Já o correio eletrônico (Thunderbird ou Outlook) você acessa com uma conexão de internet e pode baixar seus e-mails, mas depois pode
ler na hora que quiser sem precisar estar conectado na internet.
INTERNET: NAVEGAÇÃO NA INTERNET, CONCEITOS DE URL, LINKS, SITES, BUSCA E IMPRESSÃO DE PÁGINAS
Navegação e navegadores da Internet
• Internet
É conhecida como a rede das redes. A internet é uma coleção global de computadores, celulares e outros dispositivos que se comunicam.
• Procedimentos de Internet e intranet
Através desta conexão, usuários podem ter acesso a diversas informações, para trabalho, laser, bem como para trocar mensagens,
compartilhar dados, programas, baixar documentos (download), etc.
• Sites
Uma coleção de páginas associadas a um endereço www. é chamada web site. Através de navegadores, conseguimos acessar web
sites para operações diversas.
15 https://www.dialhost.com.br/ajuda/abrir-uma-nova-janela-para-escrever-novo-email
NOÇÕES DE INFORMÁTICA
91
• Links
O link nada mais é que uma referência a um documento, onde o usuário pode clicar. No caso da internet, o Link geralmente aponta
para uma determinada página, pode apontar para um documento qualquer para se fazer o download ou simplesmente abrir.
Dentro deste contexto vamos relatar funcionalidades de alguns dos principais navegadores de internet: Microsoft Internet Explorer,
Mozilla Firefox e Google Chrome.
Internet Explorer 11
• Identificar o ambiente
O Internet Explorer é um navegador desenvolvido pela Microsoft, no qual podemos acessar sites variados. É um navegador simplifi-
cado com muitos recursos novos.
Dentro deste ambiente temos:
– Funções de controle de privacidade: Trata-se de funções que protegem e controlam seus dados pessoais coletados por sites;
– Barra de pesquisas: Esta barra permite que digitemos um endereço do site desejado. Na figura temos como exemplo: https://www.
gov.br/pt-br/
– Guias de navegação: São guias separadas por sites aberto. No exemplo temos duas guias sendo que a do site https://www.gov.br/
pt-br/ está aberta.
– Favoritos: São pastas onde guardamos nossos sites favoritos
– Ferramentas: Permitem realizar diversas funções tais como: imprimir, acessar o histórico de navegação, configurações, dentre outras.
Desta forma o Internet Explorer 11, torna a navegação da internet muito mais agradável, com textos, elementos gráficos e vídeos que
possibilitam ricas experiências para os usuários.
• Características e componentes da janela principal do Internet Explorer
À primeira vista notamos uma grande área disponível para visualização, além de percebemos que a barra de ferramentas fica automa-
ticamente desativada, possibilitando uma maior área de exibição.
NOÇÕES DE INFORMÁTICA
92
Vamos destacar alguns pontos segundo as indicações da figura:
1. Voltar/Avançar página
Como o próprio nome diz, clicando neste botão voltamos página visitada anteriormente;
2. Barra de Endereços
Esta é a área principal, onde digitamos o endereço da página procurada;
3. Ícones para manipulação do endereço da URL
Estes ícones são pesquisar, atualizar ou fechar, dependendo da situação pode aparecer fechar ou atualizar.
4. Abas de Conteúdo
São mostradas as abas das páginas carregadas.
5. Página Inicial, favoritos, ferramentas, comentários
6. Adicionar à barra de favoritos
Mozila Firefox
Vamos falar agora do funcionamento geral do Firefox, objeto de nosso estudo:
Vejamos de acordo com os símbolos da imagem:
1 Botão Voltar uma página
2 Botão avançar uma página
3 Botão atualizar a página
4 Voltar para a página inicial do Firefox
5 Barra de Endereços
6 Ver históricos e favoritos
7 Mostra um painel sobre os favoritos
(Barra, Menu e outros)
8 Sincronização com a conta FireFox (Va-
mos detalhar adiante)
9 Mostra menu de contexto com várias
opções
NOÇÕES DE INFORMÁTICA
93
– Sincronização Firefox: Ato de guardar seus dados pessoais na
internet, ficando assim disponíveis em qualquer lugar. Seus dados
como: Favoritos, históricos, Endereços, senhas armazenadas, etc.,
sempre estarão disponíveis em qualquer lugar, basta estar logado
com o seu e-mail de cadastro. E lembre-se: ao utilizar um computa-
dor público sempre desative a sincronização para manter seus da-
dos seguros após o uso.
Google Chrome
O Chrome é o navegador mais popular atualmente e disponi-
biliza inúmeras funções que, por serem ótimas, foram implementa-
das por concorrentes.
Vejamos:
• Sobre as abas
No Chrome temos o conceito de abas que são conhecidastam-
bém como guias. No exemplo abaixo temos uma aba aberta, se qui-
sermos abrir outra para digitar ou localizar outro site, temos o sinal (+).
A barra de endereços é o local em que se digita o link da página
visitada. Uma outra função desta barra é a de busca, sendo que ao
digitar palavras-chave na barra, o mecanismo de busca do Google é
acionado e exibe os resultados.
Vejamos de acordo com os símbolos da imagem:
1 Botão Voltar uma página
2 Botão avançar uma página
3 Botão atualizar a página
4 Barra de Endereço.
5 Adicionar Favoritos
6 Usuário Atual
7 Exibe um menu de contexto que iremos
relatar seguir.
O que vimos até aqui, são opções que já estamos acostumados
ao navegar na Internet, mesmo estando no Ubuntu, percebemos que
o Chrome é o mesmo navegador, apenas está instalado em outro sis-
tema operacional. Como o Chrome é o mais comum atualmente, a
seguir conferimos um pouco mais sobre suas funcionalidades.
• Favoritos
No Chrome é possível adicionar sites aos favoritos. Para adi-
cionar uma página aos favoritos, clique na estrela que fica à direita
da barra de endereços, digite um nome ou mantenha o sugerido, e
pronto.
Por padrão, o Chrome salva seus sites favoritos na Barra de Fa-
voritos, mas você pode criar pastas para organizar melhor sua lista.
Para removê-lo, basta clicar em excluir.
• Histórico
O Histórico no Chrome funciona de maneira semelhante ao
Firefox. Ele armazena os endereços dos sites visitados e, para aces-
sá-lo, podemos clicar em Histórico no menu, ou utilizar atalho do
teclado Ctrl + H. Neste caso o histórico irá abrir em uma nova aba,
onde podemos pesquisá-lo por parte do nome do site ou mesmo
dia a dia se preferir.
NOÇÕES DE INFORMÁTICA
94
• Pesquisar palavras
Muitas vezes ao acessar um determinado site, estamos em
busca de uma palavra ou frase específica. Neste caso, utilizamos
o atalho do teclado Ctrl + F para abrir uma caixa de texto na qual
podemos digitar parte do que procuramos, e será localizado.
• Salvando Textos e Imagens da Internet
Vamos navegar até a imagem desejada e clicar com o botão
direito do mouse, em seguida salvá-la em uma pasta.
• Downloads
Fazer um download é quando se copia um arquivo de algum
site direto para o seu computador (texto, músicas, filmes etc.). Nes-
te caso, o Chrome possui um item no menu, onde podemos ver o
progresso e os downloads concluídos.
• Sincronização
Uma nota importante sobre este tema: A sincronização é im-
portante para manter atualizadas nossas operações, desta forma,
se por algum motivo trocarmos de computador, nossos dados esta-
rão disponíveis na sua conta Google.
Por exemplo:
– Favoritos, histórico, senhas e outras configurações estarão
disponíveis.
– Informações do seu perfil são salvas na sua Conta do Google.
No canto superior direito, onde está a imagem com a foto do
usuário, podemos clicar no 1º item abaixo para ativar e desativar.
Safari
O Safari é o navegador da Apple, e disponibiliza inúmeras fun-
ções implementadas.
Vejamos:
• Guias
– Para abrirmos outras guias podemos simplesmente teclar
CTRL + T ou
Vejamos os comandos principais de acordo com os símbolos
da imagem:
1 Botão Voltar uma página
2 Botão avançar uma página
3 Botão atualizar a página
4 Barra de Endereço.
5 Adicionar Favoritos
6 Ajustes Gerais
7 Menus para a página atual.
8 Lista de Leitura
NOÇÕES DE INFORMÁTICA
95
Perceba que o Safari, como os outros, oferece ferramentas bas-
tante comuns.
Vejamos algumas de suas funcionalidades:
• Lista de Leitura e Favoritos
No Safari é possível adicionar sites à lista de leitura para posterior
consulta, ou aos favoritos, caso deseje salvar seus endereços. Para
adicionar uma página, clique no “+” a que fica à esquerda da barra de
endereços, digite um nome ou mantenha o sugerido e pronto.
Por padrão, o Safari salva seus sites na lista de leitura, mas você
pode criar pastas para organizar melhor seus favoritos. Para remo-
vê-lo, basta clicar em excluir.
• Histórico e Favoritos
• Pesquisar palavras
Muitas vezes, ao acessar um determinado site, estamos em
busca de uma palavra ou frase específica. Neste caso utilizamos o
atalho do teclado Ctrl + F, para abrir uma caixa de texto na qual po-
demos digitar parte do que procuramos, e será localizado.
• Salvando Textos e Imagens da Internet
Vamos navegar até a imagem desejada e clicar com o botão
direito do mouse, em seguida salvá-la em uma pasta.
• Downloads
Fazer um download é quando se copia um arquivo de um al-
gum site direto para o seu computador (texto, músicas, filmes etc.).
Neste caso, o Safari possui um item no menu onde podemos ver o
progresso e os downloads concluídos.
TÓPICOS BÁSICOS DE AMBIENTES GOOGLE WORKSPA-
CE (GMAIL, AGENDA, MEET, CHAT, DRIVE, DOCUMEN-
TOS, PLANILHAS, APRESENTAÇÕES, FORMULÁRIOS) E
MICROSOFT TEAMS (CHATS, CHAMADAS DE ÁUDIO E
VÍDEO, CRIAÇÃO DE GRUPOS, TRABALHO EM EQUIPE:
WORD, EXCEL, POWERPOINT)
A empresa GOOGLE disponibiliza várias ferramentas para todos
os públicos. Suas ferramentas garantem a privacidade e a segurança
abrangendo cenários como: educação, trabalho, lazer, ferramentas
para o dia a dia, uso, científico, programação, etc.
Dentro deste contexto vamos listas abaixo as várias ferramen-
tas GOOGLE de acordo com a categoria de aplicabilidade:
— Ferramentas de busca
Pesquisa do GOOGLE: Trata-se de um mecanismo de pesquisa
na web e o principal produto do Google.
Alertas do GOOGLE: Trata-se de um serviço de notificação por
e-mail que envia os alertas com base nos termos de pesquisa esco-
lhidos sempre que encontra novos resultados. Os alertas incluem
resultados da web, resultados dos Grupos do Google, notícias e ví-
deos.
Google arts & culture: Trata-se de uma plataforma online para
visualizar obras de arte e artefatos culturais.
Google assistant: Trata-se de um assistente virtual que ajuda
em tarefas do dia a dia.
NOÇÕES DE INFORMÁTICA
96
Google bookmarks: Trata-se de um serviço gratuito de armaze-
namento de favoritos online.
Google books: Trata-se de um site que lista livros publicados
e hospeda uma grande seleção pesquisável de livros digitalizados.
Pesquisa personalizada do GOOGLE:
Trata-se de uma experiência de mecanismo de pesquisa perso-
nalizável para uso em sites.
Google dataset search: Permite pesquisar conjuntos de dados
em repositórios de dados e sites de governos locais e nacionais.
Google finance: Trata-se de notícias, opiniões e dados finan-
ceiros.
Google flights: Trata-se de um motor de busca de passagens
aéreas.
Imagens do Google: Trata-se de um mecanismo de busca de
imagens.
Google News: Trata-se de um serviço automatizado de compi-
lação de notícias e mecanismo de busca de notícias em mais de 20
idiomas.
Patentes do Google: Trata-se de um mecanismo de pesquisa
para pesquisar milhões de patentes, cada resultado com sua pró-
pria página, incluindo desenhos, reivindicações e citações.
Google scholar: Trata-se de um mecanismo de busca para o
texto completo da literatura acadêmica em uma variedade de for-
matos de publicação e campos acadêmicos. Inclui praticamente to-
dos os periódicos revisados por pares.
Google shopping: Trata-se de um motor de busca de produtos
em lojas online.
YouTube: Trata-se de um serviço de hospedagem de vídeo.
— Serviços de publicidade
Google ads: Trata-se de uma plataforma de publicidade online.
ADMOB: Trata-se de uma rede de publicidade móvel.
Google adsense: Trata-se de um programa de publicidade con-
textual para editores da web que oferece anúncios baseados em
texto que são relevantes para as páginas de conteúdo do site.
Google Ad Manager: Trata-se de uma plataforma de troca de
anúncios.
Google Marketing Platform: Trata-se de uma plataforma de
análise e publicidade online.
Google Tag Manager: Trata-se de um sistema de gerenciamen-
to de TAGS para gerenciar TAGS JAVASCRIPT e HTML, incluindo web
BEACONS, para rastreamento e análise da web.
— Ferramentas de comunicação e publicação
Blogger: Trata-se de uma ferramenta de publicação de WEB-LOG;
Feedburner: Trata-se de uma ferramenta em serviços de geren-
ciamento de FEED de notícias, incluindo análise de tráfego de FEED
e recursos de publicidade.
Gmail: Trata-se de um serviço de e-mail.
Conta do Google: Trata-se de controlar como um usuário se
apresenta nos produtos do Google.
Google chat: Trata-se de um software de mensagens instantâ-
neas com capacidade de criar “SALAS” - MULTIUSUÁRIO.
Google charts: Trata-se de uma geração de imagem de gráfico
interativa e baseada na WEB a partir de JAVASCRIPT fornecido pelo
usuário.
Google classroom: Trata-se de um sistema de gerenciamento
de conteúdo para escolas que auxilia na distribuição e classificação
de tarefas e na comunicação em sala de aula.
Google currents: Trata-se de um quadro de avisos digital.
Editores do google docs: Trata-se de um pacote de escritório
de produtividade com recursos de colaboração e publicação de do-
cumentos. Fortemente integrado com o GOOGLE DRIVE.
Google docs: Trata-se da edição de documentos.
Planilhas Google: Trata-se da edição de planilhas.
Apresentações Google: Trata-se da edição de apresentação.
Desenhos Google: Trata-se da diagramação.
Formulários Google: Trata-Se Da Criação De Pesquisas.
Google Sites: Trata-se da criação e publicação de páginas da
web.
Google Keep: Trata-se de anotações.
Google Domains: Serviço de registro de domínio, com parcei-
ros de publicação de sites.
Google Drive: Trata-se de serviço de hospedagem de arquivos
com opção de sincronização; totalmente integrado com os Editores
do Google Docs.
Google Fonts: Serviço de hospedagem de WEBFONTS.
Grupos do Google: Serviço de discussão online que também
oferece acesso USENET.
Google Meet: Trata-se de uma plataforma de videoconferên-
cia.
Google Translate: Serviço que permite realizar a tradução au-
tomática de qualquer texto ou página web entre pares de idiomas.
Google Voice: Trata-se de um sistema VOIP que fornece um nú-
mero de telefone que pode ser encaminhado para linhas telefônicas
reais.
— Produtos relacionados a mapas
Google Maps: Trata-se de serviço de mapeamento que indexa
ruas e exibe imagens de satélite e de rua, fornecendo direções e
busca de empresas locais.
Google My Maps: Trata-se de uma ferramenta social de criação
de mapas personalizados baseada no Google Maps.
Galeria do Google Maps: Trata-se de uma coleção de dados e
mapas históricos.
Google Mars: Imagens de Marte usando a interface do GOO-
GLE MAPS. Elevação, imagens visíveis e imagens infravermelhas po-
dem ser mostradas.
Google Moon: Trata-se de imagens da Lua da NASA através da
interface do GOOGLE MAPS.
Google Street View: Trata-se de fornece panoramas interativos
de posições ao longo de muitas ruas do mundo.
Google Sky: Trata-se de veja planetas, estrelas e galáxias.
Google Santa Tracker: Trata-se de simula o rastreamento do
Papai Noel na véspera de Natal.
— Ferramentas estatísticas
Google Analytics: Trata-se de um gerador de estatísticas de
tráfego para sites definidos, com integração do GOOGLE ADS. Os
webmasters podem otimizar campanhas publicitárias, com base
nas estatísticas.
Google Surveys: Trata-se de uma ferramenta de pesquisa de
mercado.
Firebase: Trata-se de uma coleção aberta, CREATIVE COM-
MONS, licenciada por atribuição de dados estruturados e uma pla-
taforma FREEBASE para acessar e manipular esses dados por meio
da API FREEBASE.
Google Ngram Viewer: Trata-se de gráficos de frequências ano
a ano de qualquer conjunto de STRINGS delimitadas por vírgulas
nos corpora de texto do Google.
NOÇÕES DE INFORMÁTICA
97
Google Public Data Explorer: Trata-se de fornecer dados públicos e previsões de organizações internacionais e instituições acadêmi-
cas.
Tensorflow: Trata-se de um serviço de aprendizado de máquina que simplifica o design de redes neurais de maneira mais fácil e visível
Google Trends: Trata-se de um aplicativo gráfico para estatísticas de pesquisa na web, mostrando a popularidade de termos de pes-
quisa específicos ao longo do tempo. Vários termos podem ser mostrados de uma só vez. Os resultados podem ser exibidos por cidade,
região ou idioma. Notícias relacionadas são mostradas. Tem a subseção “GOOGLE TRENDS FOR WEBSITES” que mostra a popularidade dos
sites ao longo do tempo.
Relatório de atividades do Google: Trata-se de um relatório mensal que inclui estatísticas sobre o uso do Google por um usuário,
como LOGIN, alterações de autenticação de terceiros, uso do Gmail, calendário, histórico de pesquisa e YOUTUBE.
Google Data Studio: Trata-se de uma ferramenta online para converter dados em relatórios e painéis informativos personalizáveis.
— Produtos voltados para negócios
Google Workspace: Trata-se de um conjunto de aplicativos da WEB para empresas, instituições educacionais e organizações sem fins
lucrativos que inclui versões personalizáveis de vários produtos do Google acessíveis por meio de um nome de domínio personalizado. Os
serviços incluem, entre outros, GMAIL, Contatos do GOOGLE, GOOGLE AGENDA, EDITORES DO GOOGLE DOCS, GOOGLE SITES, GOOGLE
MEET, GOOGLE CHAT, GOOGLE CLOUD SEARCH e muito mais.
Google meu negócio: Perfil de empresa gratuito para interação online com o cliente.
Google Tables (beta): Trata-se de uma ferramenta de automação de fluxo de trabalho empresarial.
Conclusão
Vimos na lista acima que a Google possui várias ferramentas para diversos fins. Mas popularmente para a maioria das pessoas as
ferramentas DOCS, MAPS, MEET, YOUTUBE, GMAIL, DRIVE, DUO, CHAT são amplamente utilizadas.
A empresa Google tem várias ferramentas voltadas aos programadores para o mundo MOBILE, CLOUD (nuvem) e etc.
Chats
O Microsoft Teams (MS Teams) consegue reunir todas as funções que o mercado necessita: compartilhamento, armazenamento e
colaboração de arquivos, bate-papos (chats), videoconferências, agendamento de reuniões, criação de canais e grupos, integração de
aplicativos no local de trabalho, edição de documentos em tempo real, etc.
Ainda é possível curtir e fazer menções a mensagens enviadas, escolher fundos para as videochamadas(blackground), gravar e enviar
(upload) vídeos, todas essas funcionalidades similares às que possuem uma rede social. O Microsoft Teams é gratuito para todas as insti-
tuições de ensino, públicas ou privadas, registradas no MEC.
O Chat trata-se de um bate-papos recentes individuais ou em grupo e de lista de contatos.
Inicie uma conversa
Com a equipe toda... Clique em Teams, escolha uma equipe e um canal, escreva sua mensagem e clique em Enviar.
Com uma pessoa ou grupo... Clique em Novo bate-papo, digite o nome da pessoa ou grupo no campo Para, escreva sua mensagem e
clique em Enviar.
NOÇÕES DE INFORMÁTICA
98
Chamadas de áudio e vídeo
Encontre o convite para a reunião no canal da sua equipe ou no calendário do Teams. Clique para abrir o item da reunião e selecione
Entrar. Em uma chamada de vídeo o limite é de 300 pessoas.
Verifique sua conexão de áudio e vídeo, ligue a câmera e ative o som do microfone para ser ouvido. Selecione Entrar agora para entrar
na reunião. Você também pode ingressar em uma reunião com o áudio e a câmera “desligada”, para isso é só dele selecionar os ícones
correspondentes e muta-los.
NOÇÕES DE INFORMÁTICA
99
Faça chamadas de vídeo e áudio
Clique em Chamada de vídeo ou Chamada de áudio para ligar para alguém de um bate-papo. Para discar um número, clique em Cha-
madas à esquerda e digite um número de telefone. Veja seu histórico de chamadas e correio de voz na mesma área.
Criação de grupos
O MS Teams está organizado em equipes (grupos de trabalho) e canais (acesso para compartilhar arquivos). Ao invés da usual troca
de e-mails, é possível criar equipes diversas para reuniões pontuais, assim como grupos de trabalho que se reúnem semanalmente ou
mensalmente, conforme a demanda ou projeto. A equipe pode ser pública ou privada. Dentro dela, além de trocar informações com todos
os participantes, é possível incluir e até mesmo criar arquivos que ficarão salvos no grupo.
NOÇÕES DE INFORMÁTICAmuitos. É
o caso do pronome outro, por exemplo, que indica certa pessoa ou
coisa, pressupondo necessariamente a existência de ao menos uma
além daquela indicada.
Prova disso é que não faz sentido, para um escritor que nunca
lançou um livro, dizer que ele estará autografando seu outro livro. O
uso de outro pressupõe, necessariamente, ao menos um livro além
daquele que está sendo autografado.
PONTUAÇÃO.
Para a elaboração de um texto escrito, deve-se considerar o uso
adequado dos sinais de pontuação como: pontos, vírgula, ponto e
vírgula, dois pontos, travessão, parênteses, reticências, aspas, etc.
Tais sinais têm papéis variados no texto escrito e, se utilizados
corretamente, facilitam a compreensão e entendimento do texto.
— A Importância da Pontuação
1As palavras e orações são organizadas de maneira sintática, se-
mântica e também melódica e rítmica. Sem o ritmo e a melodia, os
enunciados ficariam confusos e a função comunicativa seria preju-
dicada.
O uso correto dos sinais de pontuação garante à escrita uma
solidariedade sintática e semântica. O uso inadequado dos sinais de
pontuação pode causar situações desastrosas, como em:
– Não podem atirar! (entende-se que atirar está proibido)
– Não, podem atirar! (entende-se que é permitido atirar)
1 BECHARA, E. Moderna gramática portuguesa. 37ª ed. Rio de Janeiro: Nova
Fronteira, 2009.
— Ponto
Este ponto simples final (.) encerra períodos que terminem por
qualquer tipo de oração que não seja interrogativa direta, a excla-
mativa e as reticências.
Outra função do ponto é a da pausa oracional, ao acompanhar
muitas palavras abreviadas, como: p., 2.ª, entre outros.
Se o período, oração ou frase terminar com uma abreviatura,
o ponto final não é colocado após o ponto abreviativo, já que este,
quando coincide com aquele, apresenta dupla serventia.
Ex.: “O ponto abreviativo põe-se depois das palavras indicadas
abreviadamente por suas iniciais ou por algumas das letras com que
se representam, v.g. ; V. S.ª ; Il.mo ; Ex.a ; etc.” (Dr. Ernesto Carneiro
Ribeiro)
O ponto, com frequência, se aproxima das funções do ponto e
vírgula e do travessão, que às vezes surgem em seu lugar.
Obs.: Estilisticamente, pode-se usar o ponto para, em períodos
curtos, empregar dinamicidade, velocidade à leitura do texto: “Era
um garoto pobre. Mas tinha vontade de crescer na vida. Estudou.
Subiu. Foi subindo mais. Hoje é juiz do Supremo.”. É muito utilizado
em narrações em geral.
— Ponto Parágrafo
Separa-se por ponto um grupo de período formado por orações
que se prendem pelo mesmo centro de interesse. Uma vez que o
centro de interesse é trocado, é imposto o emprego do ponto pa-
rágrafo se iniciando a escrever com a mesma distância da margem
com que o texto foi iniciado, mas em outra linha.
O parágrafo é indicado por ( § ) na linguagem oficial dos artigos
de lei.
— Ponto de Interrogação
É um sinal (?) colocado no final da oração com entonação inter-
rogativa ou de incerteza, seja real ou fingida.
A interrogação conclusa aparece no final do enunciado e requer
que a palavra seguinte se inicie por maiúscula. Já a interrogação
interna (quase sempre fictícia), não requer que a próxima palavra
se inicia com maiúscula.
Ex.: — Você acha que a gramática da Língua Portuguesa é com-
plicada?
— Meu padrinho? É o Excelentíssimo Senhor coronel Paulo Vaz
Lobo Cesar de Andrade e Sousa Rodrigues de Matos.
Assim como outros sinais, o ponto de interrogação não requer
que a oração termine por ponto final, a não ser que seja interna.
Ex.: “Esqueceu alguma cousa? perguntou Marcela de pé, no pa-
tamar”.
Em diálogos, o ponto de interrogação pode aparecer acompa-
nhando do ponto de exclamação, indicando o estado de dúvida de
um personagem perante diante de um fato.
Ex.: — “Esteve cá o homem da casa e disse que do próximo mês
em diante são mais cinquenta...
— ?!...”
— Ponto de Exclamação
Este sinal (!) é colocado no final da oração enunciada com ento-
nação exclamativa.
Ex.: “Que gentil que estava a espanhola!”
“Mas, na morte, que diferença! Que liberdade!”
LÍNGUA PORTUGUESA
7
Este sinal é colocado após uma interjeição.
Ex.: — Olé! exclamei.
— Ah! brejeiro!
As mesmas observações vistas no ponto de interrogação, em re-
lação ao emprego do ponto final e ao uso de maiúscula ou minúscu-
la inicial da palavra seguinte, são aplicadas ao ponto de exclamação.
— Reticências
As reticências (...) demonstram interrupção ou incompletude de
um pensamento.
Ex.: — “Ao proferir estas palavras havia um tremor de alegria
na voz de Marcela: e no rosto como que se lhe espraiou uma onda
de ventura...”
— “Não imagina o que ela é lá em casa: fala na senhora a todos
os instantes, e aqui aparece uma pamonha. Ainda ontem...
Quando colocadas no fim do enunciado, as reticências dispen-
sam o ponto final, como você pode observar nos exemplos acima.
As reticências, quando indicarem uma enumeração inconclusa,
podem ser substituídas por etc.
Ao transcrever um diálogo, elas indicam uma não resposta do
interlocutor. Já em citações, elas podem ser postas no início, no
meio ou no fim, indicando supressão do texto transcrito, em cada
uma dessas partes.
Quando ocorre a supressão de um trecho de certa extensão,
geralmente utiliza-se uma linha pontilhada.
As reticências podem aparecer após um ponto de exclamação
ou interrogação.
— Vírgula
A vírgula (,) é utilizada:
- Para separar termos coordenados, mesmo quando ligados por
conjunção (caso haja pausa).
Ex.: “Sim, eu era esse garção bonito, airoso, abastado”.
IMPORTANTE!
Quando há uma série de sujeitos seguidos imediatamente de
verbo, não se separa do verbo (por vírgula) o ultimo sujeito da série
.
Ex.: Carlos Gomes, Vítor Meireles, Pedro Américo, José de Alen-
car tinham-nas começado.
- Para separar orações coordenadas aditivas, mesmo que estas
se iniciem pela conjunção e, proferidas com pausa.
Ex.: “Gostava muito das nossas antigas dobras de ouro, e eu le-
vava-lhe quanta podia obter”.
- Para separar orações coordenadas alternativas (ou, quer, etc.),
quando forem proferidas com pausa.
Ex.: Ele sairá daqui logo, ou eu me desligarei do grupo.
IMPORTANTE!
Quando ou exprimir retificação, esta mesma regra vigora.
Ex.: Teve duas fases a nossa paixão, ou ligação, ou qualquer ou-
tro nome, que eu de nome não curo.
Caso denote equivalência, o ou posto entre os dois termos não
é separado por vírgula.
Ex.: Solteiro ou solitário se prende ao mesmo termo latino.
- Em aposições, a não ser no especificativo.
Ex.: “ora enfim de uma casa que ele meditava construir, para
residência própria, casa de feitio moderno...”
- Para separar os pleonasmos e as repetições, quando não tive-
rem efeito superlativamente.
Ex.: “Nunca, nunca, meu amor!”
A casa é linda, linda.
- Para intercalar ou separar vocativos e apostos.
Ex.: Brasileiros, é chegada a hora de buscar o entendimento.
É aqui, nesta querida escola, que nos encontramos.
- Para separar orações adjetivas de valor explicativo.
Ex.: “perguntava a mim mesmo por que não seria melhor depu-
tado e melhor marquês do que o lobo Neves, — eu, que valia mais,
muito mais do que ele, — ...”
- Para separar, na maioria das vezes, orações adjetivas restritiva
de certa extensão, ainda mais quando os verbos de duas orações
distintas se juntam.
Ex.: “No meio da confusão que produzira por toda a parte este
acontecimento inesperado e cujo motivo e circunstâncias inteira-
mente se ignoravam, ninguém reparou nos dois cavaleiros...”
IMPORTANTE!
Mesmo separando por vírgula o sujeito expandido pela oração
adjetiva, esta pontuação pode acontecer.
Ex.: Os que falam em matérias que não entendem, parecem fa-
zer gala da sua própria ignorância.
- Para separar orações intercaladas.
Ex.: “Não lhe posso dizer com certeza, respondi eu”
- Para separar, geralmente, adjuntos adverbiais que precedem
o verbo e as orações adverbiais que aparecem antes ou no meio da
sua principal.
Ex.: “Eu mesmo, até então, tinha-vos em má conta...”
- Para separar o nome do lugar em datas.
Ex.:100
Trabalho em equipe: Word, Excel, PowerPoint, SharePoint e OneNote
É possível criar atividades de aprendizado para alunos com aplicativos integrados do Office (Word, Excel, PowerPoint, SharePoint e
OneNote).
NOÇÕES DE INFORMÁTICA
101
Agendamento de reuniões e gravação
Com esta ferramenta você realiza aulas, reuniões de colaboração da equipe ou treinamentos em reuniões online. Qualquer Teams ou
chamada pode ser gravada para capturar atividades de compartilhamento de áudio, vídeo e tela. A gravação acontece na nuvem e é salva
para que você possa compartilhá-la com segurança em toda a sua organização.
Atenção: a partir de agosto de 2021, o Teams de reunião não serão mais salvas no Microsoft Stream. Seguindo em frente, todas as
gravações de reunião serão salvas OneDrive e SharePoint. Algumas organizações já estão optando por fazer essa alteração. Para esses
usuários, a migração para OneDrive e SharePoint começou em outubro de 2020.
NOÇÕES DE INFORMÁTICA
102
Clique em Reunir agora na área em que você digita uma mensagem para iniciar uma reunião em um canal. (Se você clicar em Res-
ponder e depois em Reunir agora, a reunião será baseada naquela conversa.) Crie um nome para a reunião e comece a convidar pessoas.
Selecione Reunir agora para iniciar a reunião imediatamente ou agendar uma reunião para agendar a reunião para o futuro. Os mem-
bros do canal verão um convite para a reunião no calendário se você decidir agendá-la para mais tarde.
Depois que a gravação é interrompida, ela é processada (o que pode demorar um pouco) e salva no Microsoft Stream e, em seguida,
está pronta para ser reproduzida.
NOÇÕES DE INFORMÁTICA
103
Iniciar gravação
Ao começar a gravar uma reunião, você também ativará transcrições ao vivo (se o administrador de TI permitir transcrições). Através
do passo a passo, podemos iniciar uma gravação:
1) Iniciar ou ingressar na reunião.
2) Vá para os controles de reunião e selecione Mais ações Botão Mais opções > Iniciar gravação.
Todos na reunião são notificados de que a gravação e a transcrição foram iniciadas.
Fique atento: você não pode fazer várias gravações da mesma reunião ao mesmo tempo. Se uma pessoa começar a gravar uma reu-
nião, essa gravação será armazenada na nuvem e estará disponível para todos os participantes.
Parar a gravação:
1) Vá para os controles de reunião e selecione Mais ações Botão Mais opções .
2) Escolha uma destas opções:
3) Parar a gravação: interrompe a gravação e a transcrição ao vivo.
4) Parar transcrição: interrompe apenas a transcrição ao vivo. A gravação continua até que você selecione Parar a gravação.
Encontrar gravações:
1) As gravações estão disponíveis em locais diferentes, dependendo do tipo de reunião.
2) gravação é processada e salva SharePoint se foi uma reunião de canal ou OneDrive se foi qualquer outro tipo de reunião.
3) A gravação da reunião aparece no chat de reunião ou na conversa do canal (se você estiver se encontrando em um canal). A grava-
ção não expira.
NOÇÕES DE INFORMÁTICA
104
QUESTÕES
1. (CESP -UERN) Na suíte Microsoft Office, o aplicativo
(A) Excel é destinado à elaboração de tabelas e planilhas eletrô-
nicas para cálculos numéricos, além de servir para a produção
de textos organizados por linhas e colunas identificadas por nú-
meros e letras.
(B) PowerPoint oferece uma gama de tarefas como elaboração
e gerenciamento de bancos de dados em formatos .PPT.
(C) Word, apesar de ter sido criado para a produção de texto, é
útil na elaboração de planilhas eletrônicas, com mais recursos
que o Excel.
(D) FrontPage é usado para o envio e recebimento de mensa-
gens de correio eletrônico.
(E) Outlook é utilizado, por usuários cadastrados, para o envio
e recebimento de páginas web.
2. (FUNDEP – UFVJM-MG) Assinale a alternativa que apresenta
uma ação que não pode ser realizada pelas opções da aba “Página
Inicial” do Word 2010.
(A) Definir o tipo de fonte a ser usada no documento.
(B) Recortar um trecho do texto para incluí-lo em outra parte
do documento.
(C) Definir o alinhamento do texto.
(D) Inserir uma tabela no texto
3. (CESPE – TRE-AL) Considerando a janela do PowerPoint 2002
ilustrada abaixo julgue os itens a seguir, relativos a esse aplicativo.
A apresentação ilustrada na janela contém 22 slides ?.
( ) CERTO
( ) ERRADO
4. (CESPE – CAIXA) O PowerPoint permite adicionar efeitos so-
noros à apresentação em elaboração.
( ) CERTO
( ) ERRADO
5. (VUNESP-2019 – SEDUC-SP) Na rede mundial de computado-
res, Internet, os serviços de comunicação e informação são disponi-
bilizados por meio de endereços e links com formatos padronizados
URL (Uniform Resource Locator). Um exemplo de formato de ende-
reço válido na Internet é:
(A) http:@site.com.br
(B) HTML:site.estado.gov
(C) html://www.mundo.com
(D) https://meusite.org.br
(E) www.#social.*site.com
6. (IBASE PREF. DE LINHARES – ES) Quando locamos servido-
res e armazenamento compartilhados, com software disponível e
localizados em Data-Centers remotos, aos quais não temos acesso
presencial, chamamos esse serviço de:
(A) Computação On-Line.
(B) Computação na nuvem.
(C) Computação em Tempo Real.
(D) Computação em Block Time.
(E) Computação Visual
7. (CESPE – SEDF) Com relação aos conceitos básicos e modos
de utilização de tecnologias, ferramentas, aplicativos e procedimen-
tos associados à Internet, julgue o próximo item.
Embora exista uma série de ferramentas disponíveis na Inter-
net para diversas finalidades, ainda não é possível extrair apenas o
áudio de um vídeo armazenado na Internet, como, por exemplo, no
Youtube (http://www.youtube.com).
( ) CERTO
( ) ERRADO
8. FCM - CEFETMINAS - 2023 - Agente Fazendário (Pref Conta-
gem)
Preencha as lacunas do texto a seguir supondo que o Windows
10 esteja instalado no disco rígido de um computador.
Para verificar o espaço no disco rígido, no qual o Windows 10
está instalado, abra o e, em seguida, selecione à esquer-
da. O espaço disponível no disco aparecerá em . Os termos
que preenchem corretamente as lacunas são, respectivamente,
(A) Painel de Controle / Hardware / Dispositivos e unidades
(B) Painel de Controle / Hardware / Dispositivos de armazena-
mento
(C) Explorador de Arquivos / Este Computador / Dispositivos e
unidades
(D) Painel de Controle / Este Computador / Dispositivos de ar-
mazenamento
(E) Explorador de Arquivos / Acesso rápido / Dispositivos de
armazenamento
9. FCM - CEFETMINAS - 2023 - Agente Fazendário (Pref Conta-
gem)
O Windows 10 permite personalizar a Barra de Tarefas, alte-
rando seu local e o tamanho dos botões, por exemplo. Para abrir
a janela por meio da qual podese personalizar a Barra de Tarefas,
clique com o botão direito do mouse em qualquer espaço vazio na
Barra de Tarefas e, em seguida, clique com o botão esquerdo do
mouse em
(A) Abrir.
(B) Propriedades.
(C) Configurações.
(D) Propriedades da Barra de Tarefas.
(E) Configurações da Barra de Tarefas.
NOÇÕES DE INFORMÁTICA
105
10. CESGRANRIO - 2023 - Escriturário (BANRISUL)
Considere um computador que utiliza o sistema operacional
Windows 10 e no qual o botão esquerdo do mouse está configu-
rado como botão principal. Um usuário desse sistema operacional
deseja criar um atalho na área de trabalho para a página inicial do
sistema de webmail da empresa. Para abrir o assistente que auxilia
na criação de atalhos para programas locais ou de rede, arquivos,
pastas, computadores ou endereços na Internet, esse usuário pre-
cisa
(A) clicar com o botão esquerdo do mouse na área de traba-
lho, selecionar a opção Novo e, em seguida, selecionar a opção
Atalho.
(B) clicar com o botão direito do mouse na área de trabalho,
selecionar a opção Novo e, em seguida, selecionar a opção Ata-
lho.
(C) fazer um duplo clique com o botão esquerdo do mouse na
área de trabalho, selecionar a opção Atalho e, em seguida, se-
lecionar a opção Endereços na Internet.
(D) fazer um duplo clique com o botão direito do mouse na
área de trabalho, selecionar a opçãoAtalho e, em seguida, se-
lecionar a opção Endereços na Internet.
(E) fazer um duplo clique com o botão direito do mouse na área
de trabalho, selecionar a opção Assistentes e, em seguida, sele-
cionar a opção Atalho.
GABARITO
1 A
2 D
3 CERTO
4 CERTO
5 D
6 B
7 ERRADO
8 C
9 E
10 B
ANOTAÇÕES
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CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
Técnico Legislativo
ROTINA LEGISLATIVA: ÉTICA NO SERVIÇO PÚBLICO
A questão ética é um fator imprescindível para uma sociedade
e por isso sempre encontramos diversos autores tentando definir
o que vem a ser ética e como ela se interfere em uma sociedade.
O tema “Ética” é por si só polêmico, entretanto causa ainda
mais inquietação quando falamos sobre a Ética na Administração
Pública, pois logo pensamos em corrupção, extorsão, ineficiência,
etc., porém na realidade o que devemos ter como ponto de referên-
cia em relação ao serviço público, ou na vida pública em geral, é que
seja fixado um padrão a partir do qual possamos em seguida julgar
a atuação dos servidores públicos ou daqueles que estiverem en-
volvidos na vida pública, entretanto não basta que haja padrão, tão
somente, é necessário que esse padrão seja ético, acima de tudo.
Assim, Ética Pública seria a moral incorporada ao Direito, conso-
lidando o valor do justo. Diante da relevância social de que a Ética
se faça presente no exercício das atividades públicas, as regras éti-
cas para a vida pública são mais do que regras morais, são regras
jurídicas estabelecidas em diversos diplomas do ordenamento, pos-
sibilitando a coação em caso de infração por parte daqueles que
desempenham a função pública.
Todas as diretivas de leis específicas sobre a ética no setor pú-
blico partem da Constituição Federal (CF), que estabelece alguns
princípios fundamentais para a ética no setor público. Em outras
palavras, é o texto constitucional do artigo 37, especialmente o
caput, que permite a compreensão de boa parte do conteúdo das
leis específicas, porque possui um caráter amplo ao preconizar os
princípios fundamentais daadministração pública. Estabelece a
Constituição Federal:
Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer
dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municí-
pios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, mora-
lidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte: [...]
São princípios da administração pública, nesta ordem:
Legalidade
Impessoalidade
Moralidade
Publicidade
Eficiência
Princípios de natureza ética relacionados à função pública
Além destes cinco princípios administrativo-constitucionais di-
retamente selecionados pelo constituinte, podem ser apontados
como princípios de natureza ética relacionados à função pública a
probidade e a motivação:
a) Princípio da Probidade: um princípio constitucional incluído
dentro dos princípios específicos da licitação, é o dever de todo o
administrador público, o dever de honestidade e fidelidade com o
Estado, com a população, no desempenho de suas funções. Possui
contornos mais definidos do que a moralidade. Diógenes Gaspari-
ni[] alerta que alguns autores tratam veem como distintos os prin-
cípios da moralidade e da probidade administrativa, mas não há ca-
racterísticas que permitam tratar os mesmos como procedimentos
distintos, sendo no máximo possível afirmar que a probidade ad-
ministrativa é um aspecto particular da moralidade administrativa.
b) Princípio da Motivação: É a obrigação conferida ao admi-
nistrador de motivar todos os atos que edita, gerais ou de efeitos
concretos. É considerado, entre os demais princípios, um dos mais
importantes, uma vez que sem a motivação não há o devido pro-
cesso legal, uma vez que a fundamentação surge como meio inter-
pretativo da decisão que levou à prática do ato impugnado, sendo
verdadeiro meio de viabilização do controle da legalidade dos atos
da Administração.
Motivar significa mencionar o dispositivo legal aplicável ao caso
concreto e relacionar os fatos que concretamente levaram à aplica-
ção daquele dispositivo legal. Todos os atos administrativos devem
ser motivados para que o Judiciário possa controlar o mérito do ato
administrativo quanto à sua legalidade. Para efetuar esse controle,
devem ser observados os motivos dos atos administrativos.
Em relação à necessidade de motivação dos atos administrati-
vos vinculados (aqueles em que a lei aponta um único comporta-
mento possível) e dos atos discricionários (aqueles que a lei, dentro
dos limites nela previstos, aponta um ou mais comportamentos
possíveis, de acordo com um juízo de conveniência e oportunida-
de), a doutrina é uníssona na determinação da obrigatoriedade de
motivação com relação aos atos administrativos vinculados; toda-
via, diverge quanto à referida necessidade quanto aos atos discri-
cionários.
Meirelles1 entende que o ato discricionário, editado sob os li-
mites da Lei, confere ao administrador uma margem de liberdade
para fazer um juízo de conveniência e oportunidade, não sendo ne-
cessária a motivação. No entanto, se houver tal fundamentação, o
ato deverá condicionar-se a esta, em razão da necessidade de ob-
servância da Teoria dos Motivos Determinantes. O entendimento
majoritário da doutrina, porém, é de que, mesmo no ato discricio-
nário, é necessária a motivação para que se saiba qual o caminho
adotado pelo administrador. Gasparini2, com respaldo no art. 50
da Lei n. 9.784/98, aponta inclusive a superação de tais discussões
doutrinárias, pois o referido artigo exige a motivação para todos
os atos nele elencados, compreendendo entre estes, tanto os atos
discricionários quanto os vinculados.
1 [ MEIRELLES, Hely Lopes. Direito administrativo brasileiro. São Paulo:
Malheiros, 1993.]
2 [ GASPARINI, Diógenes. Direito administrativo. 9ª ed. São Paulo:
Saraiva, 2004.]
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
108
Etica e cidadania
As instituições sociais e políticas têm uma história. É impossível
não reconhecer o seu desenvolvimento e o seu progresso em mui-
tos aspectos, pelo menos do ponto de vista formal. A escravidão era
legal no Brasil até 120 anos atrás. As mulheres brasileiras conquis-
taram o direito de votar apenas há 60 anos e os analfabetos apenas
há alguns anos. Chamamos isso de ampliação da cidadania. Existem
direitos formais (civis, políticos e sociais) que nem sempre se reali-
zam como direitos reais. A cidadania nem sempre é uma realidade
efetiva enem sempre é para todos. A efetivação da cidadania e a
consciência coletiva dessa condição são indicadores do desenvolvi-
mento moral e ético de uma sociedade.
Para a ética, não basta que exista um elenco de princípios fun-
damentais e direitos definidos nas Constituições. O desafio ético
para uma nação é o de universalizar os direitos reais, permitido a
todos cidadania plena, cotidiana e ativa. É preciso fundar a respon-
sabilidade individual numa ética construída e instituída tendo em
mira o bem comum, visando à formação do sujeito ético. Desse
modo, será possível a síntese entre ética e cidadania, na qual possa
prevalecer muito mais uma ética de princípios do que uma ética do
dever. A responsabilidade individual deverá ser portadora de princí-
pios e não de interesses particulares.
Ética do exercício no trabalho
Atitudes comportamentais
O sucesso profissional e pessoal pode fazer grande diferença
quando se une competência técnica e competência comportamen-
tal. De acordo com especialistas no assunto, se essas competências
forem desenvolvidas, a organização ganha em qualidade e rapidez,
e o servidor conquista o respeito dos usuários internos e externos.
A competência técnica tem como base o conhecimento adquiri-
do na formação profissional. É própria daqueles cuja formação pro-
fissional é adequada à função que exercem. De modo geral, são pro-
fissionais que revelam a preocupação em se manterem atualizados.
A competência comportamental é adquirida na experiência. Faz
parte das habilidades sociais que exigem atitudes adequadas das
pessoas para lidar com situações do dia-a-dia. De modo geral, o de-
senvolvimento dessa competência é estimulado pela curiosidade,
paixão, intuição, razão, cautela, audácia, ousadia.
Sabe-se que não é fácil alcançar o equilíbrio entre esses dois
tipos de competência. É comum se encontrar pessoas capacitadas
realizando diferentes atividades com maestria, porém, com dificul-
dade em manterem relacionamentos interpessoais de qualidade.
Tratam de forma grosseira tanto os usuários internos como os ex-
ternos. Lutam para que suas ideias sempre prevaleçam. Não con-
versam, gritam. Falam alto ao telefone. Fingem que não veem as
pessoas.
As organizações, ao contrário, buscam cada vez mais ter em
seus quadros servidores com sólida formação técnica que, capazes
de cultivar valores éticos, como justiça, respeito, tolerância e soli-
dariedade, demonstrem atitudes positivas e adequadas ao atendi-
mento de qualidade. Para compor esse perfil, o profissional neces-
sita saber ouvir, conduzir uma negociação, participar de reuniões,
vestir-se adequadamente, conversar educadamente, tratar bem os
usuários internos e externos.
As organizações, ao contrário, buscam cada vez mais ter em
seus quadros servidores com sólida formação técnica que, capazes
de cultivar valores éticos, como justiça, respeito, tolerância e soli-
dariedade, demonstrem atitudes positivas e adequadas ao atendi-
mento de qualidade. Para compor esse perfil, o profissional neces-
sita saber ouvir, conduzir uma negociação, participar de reuniões,
vestir-se adequadamente, conversar educadamente, tratar bem os
usuários internos e externos.
Dimensões da qualidade nos deveres dos servidores públicos
Os direitos e deveres dos servidores públicos estão descritos na
Lei 8.112, de 11 de dezembro de 1990. Entre os deveres (art. 116),
há dois que se encaixam no paradigma do atendimento que tem
como foco principal o usuário. São eles: (1) “atender com presteza
ao público em geral, prestando as informações requeridas” e (2)
“tratar com urbanidade as pessoas”.
Presteza e urbanidadenem sempre são fáceis de avaliar, uma
vez que não têm o mesmo sentido para todas as pessoas, como
demonstram as situações descritas a seguir.
• Serviços realizados em dois dias úteis, por exemplo, podem
não corresponder às reais necessidades dos usuários quanto ao
prazo.
• Um atendimento cortês não significa oferecer ao usuário aqui-
lo que não se pode cumprir. Para minimizar as diferentes interpre-
tações para esses procedimentos, uma das opções é a utilização do
bom senso:
• Quanto à presteza, o estabelecimento de prazos para a en-
trega dos serviços tanto para os usuários internos quanto para os
externos pode ajudar a resolver algumas questões.
• Quanto à urbanidade, é conveniente que a organização inclua
tal valor entre aqueles que devem ser potencializados nos setores
em que os profissionais que ali atuam ainda não se conscientizaram
sobre a importância desse dever.
Uma parcela expressiva da humanidade tem demonstrado que
não é mais aceitável tolerar condutas inadequadas na prestação de
serviços e acredita que o século XXI exigirá mudanças de postura do
ser humano. Aos poucos, nasce a consciência de que precisamos
abandonar velhas crenças, como “errar é humano”, “santo de casa
não faz milagres”, “em time que está ganhando não se mexe”, “gos-
to não se discute”, entre outras, substituindo-as por:
a) “acertar é humano” – o ser humano tem demonstrado capa-
cidade de eliminar desperdícios, erros, falhas, quando é cobrado
por suas ações;
b) “santo de casa faz milagres” – organizações e pessoas, quan-
do valorizadas, têm apresentado soluções criativas na identificação
e resolução de problemas;
c) “em time que está ganhando se mexe sim” – em todas as
atividades da vida profissional ou pessoal, o sucesso pode ser con-
seguido por meio da melhoria contínua dos processos, das atitudes,
do comportamento; a avaliação daqueles que lidam diretamente
com o usuário pode apontar os que têm perfil adequado para o
desempenho de atividades de atendimento ao público;
d) “gosto se discute” – profissões antes não aceitas ou pensa-
das, além de aquecerem o mercado de trabalho, contribuem para
que os processos de determinada atividade ou serviço sejam refor-
mulados em busca da qualidade total.
Além dessas mudanças, há necessidade da adoção de outros
paradigmas em consonância com as transformações que a globali-
zação e as novas tecnologias vêm trazendo para a humanidade. O
desenvolvimento pessoal é um deles e está entre os temas debati-
dos na atualidade, por se tratar de um valor indispensável à cida-
dania.
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
109
Autores de diversas áreas do conhecimento defendem que a
humanidade deve conscientizar-se de que cada indivíduo é respon-
sável pelo seu próprio desenvolvimento e que, para isso, cada ci-
dadão necessita planejar e cuidar do seu destino, contribuindo, de
forma responsável, para o progresso da comunidade onde vive. O
novo século exige a harmonia e a solidariedade como valores per-
manentes, em resposta aos desafios impostos pela velocidade das
transformações da atualidade.
Não é à toa que as organizações estão exigindo habilidades in-
telectuais e comportamentais dos seus profissionais, além de apu-
rada determinação estratégica. Entre outros requisitos, essas habi-
lidades incluem:
- atualização constante;
- soluções inovadoras em resposta à velocidade das mudanças;
- decisões criativas, diferenciadas e rápidas;
- flexibilidade para mudar hábitos de trabalho;
- liderança e aptidão para manter relações pessoais e profissio-
nais;
- habilidade para lidar com os usuários internos e externos.
Ética do Exercício Profissional
DIFERENÇA ENTRE ÉTICA E MORAL
É de extrema importancia saber diferenciar a Ética da Moral.
São duas ciências de conhecimento se diferenciam, no entanto, tem
muitas interligações entre elas.
A moral se baseia em regras que fornecem uma certa previsão
sobre os atos humanos. A moral estabelece regras que devem ser
assumidas pelo homem, como uma maneira de garantia do seu
bem viver. A moral garante uma identidade entre pessoas que po-
dem até não se conhecer, mas utilizam uma mesma refêrencia de
Moral entre elas.
A Ética já é um estudo amplo do que é bem e do que é mal.
O objetivo da ética é buscar justificativas para o cumprimento das
regras propostas pela Moral. É diferente da Moral, pois não estabe-
lece regras. A reflexão sobre os atos humanos é que caracterizam o
ser humano ético.
Ter Ética é fazer a coisa certa com base no motivo certo.
Ter Ética é ter um comportamento que os outros julgam como
correto.
A noção de Ética é, portanto, muito ampla e inclui vários princí-
pios básicos e transversais que são:
1. O da Integridade– Devemos agir com base em princípios e
valores e não em função do que é mais fácil ou do que nos trás mais
benefícios
2. O da Confiança/Credibilidade – Devemos agir com coerência
e consistência, quer na ação, quer na comunicação.
3. O da Responsabilidade – Devemos assumir a responsabilida-
de pelos nossos atos, o que implica, cumprir com todos os nossos
deveres profissionais.
4. O de Justiça– As nossas decisões devem ser suportadas,
transparentes e objetivas, tratando da mesma forma, aquilo que é
igual ou semelhante.
5. O da Lealdade – Devemos agir com o mesmo espírito de le-
aldade profissional e de transparência, que esperamos dos outros.
6. O da Competência– Devemos apenas aceitar as funções para
as quais tenhamos os conhecimentos e a experiência que o exercí-
cio dessas funções requer.
7. O da Independência– Devemos assegurar, no exercício de
funções de interesse público, que as nossas opiniões, não são in-
fluenciadas, por fatores alheios a esse interesse público.
Abaixo, alguns Desafios Éticos com que nos defrontamos dia-
riamente:
- Se não é proibido/ilegal, pode ser feito – É óbvio que, existem
escolhas, que embora, não estando especificamente referidas, na
lei ou nas normas, como proibidas, não devem ser tomadas.
- Todos os outros fazem isso – Ao longo da história da humani-
dade, o homem esforçou-se sempre, para legitimar o seu compor-
tamento, mesmo quando, utiliza técnicas eticamente reprováveis.
DECRETO Nº 1.171, DE 22 DE JUNHO DE 1994
Aprova o Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do
Poder Executivo Federal.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso das atribuições que lhe
confere o art. 84, incisos IV e VI, e ainda tendo em vista o disposto
no art. 37 da Constituição, bem como nos arts. 116 e 117 da Lei n°
8.112, de 11 de dezembro de 1990, e nos arts. 10, 11 e 12 da Lei n°
8.429, de 2 de junho de 1992,
DECRETA:
Art. 1º Fica aprovado o Código de Ética Profissional do Servidor
Público Civil do Poder Executivo Federal, que com este baixa.
Art. 2º Os órgãos e entidades da Administração Pública Federal
direta e indireta implementarão, em sessenta dias, as providências
necessárias à plena vigência do Código de Ética, inclusive mediante
a Constituição da respectiva Comissão de Ética, integrada por três
servidores ou empregados titulares de cargo efetivo ou emprego
permanente.
Parágrafo único. A constituição da Comissão de Ética será co-
municada à Secretaria da Administração Federal da Presidência da
República, com a indicação dos respectivos membros titulares e su-
plentes.
Art. 3º Este decreto entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 22 de junho de 1994, 173° da Independência e 106° da
República.
ANEXO
CÓDIGO DE ÉTICA PROFISSIONAL DO SERVIDOR PÚBLICO
CIVIL DO PODER EXECUTIVO FEDERAL
CAPÍTULO I
SEÇÃO I
DAS REGRAS DEONTOLÓGICAS
I - A dignidade, o decoro, o zelo, a eficácia e a consciência dos
princípios morais são primados maiores que devem nortear o ser-
vidor público, seja no exercício do cargo ou função, ou fora dele, já
que refletirá o exercício da vocação do próprio poder estatal. Seus
atos, comportamentos e atitudes serão direcionados para a preser-
vação da honra e da tradição dos serviços públicos.
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
110
II - O servidor público não poderá jamaisdesprezar o elemento
ético de sua conduta. Assim, não terá que decidir somente entre o
legal e o ilegal, o justo e o injusto, o conveniente e o inconveniente,
o oportuno e o inoportuno, mas principalmente entre o honesto e
o desonesto, consoante as regras contidas no art. 37, caput, e §4°,
da Constituição Federal.
III - A moralidade da Administração Pública não se limita à dis-
tinção entre o bem e o mal, devendo ser acrescida da idéia de que
o fim é sempre o bem comum. O equilíbrio entre a legalidade e a
finalidade, na conduta do servidor público, é que poderá consolidar
a moralidade do ato administrativo.
IV- A remuneração do servidor público é custeada pelos tributos
pagos direta ou indiretamente por todos, até por ele próprio, e por
isso se exige, como contrapartida, que a moralidade administrativa
se integre no Direito, como elemento indissociável de sua aplicação
e de sua finalidade, erigindo-se, como conseqüência, em fator de
legalidade.
V - O trabalho desenvolvido pelo servidor público perante a co-
munidade deve ser entendido como acréscimo ao seu próprio bem-
-estar, já que, como cidadão, integrante da sociedade, o êxito desse
trabalho pode ser considerado como seu maior patrimônio.
VI - A função pública deve ser tida como exercício profissional
e, portanto, se integra na vida particular de cada servidor público.
Assim, os fatos e atos verificados na conduta do dia-a-dia em sua
vida privada poderão acrescer ou diminuir o seu bom conceito na
vida funcional.
VII - Salvo os casos de segurança nacional, investigações poli-
ciais ou interesse superior do Estado e da Administração Pública,
a serem preservados em processo previamente declarado sigiloso,
nos termos da lei, a publicidade de qualquer ato administrativo
constitui requisito de eficácia e moralidade, ensejando sua omissão
comprometimento ético contra o bem comum, imputável a quem
a negar.
VIII - Toda pessoa tem direito à verdade. O servidor não pode
omiti-la ou falseá-la, ainda que contrária aos interesses da própria
pessoa interessada ou da Administração Pública. Nenhum Estado
pode crescer ou estabilizar-se sobre o poder corruptivo do hábito
do erro, da opressão ou da mentira, que sempre aniquilam até mes-
mo a dignidade humana quanto mais a de uma Nação.
IX - A cortesia, a boa vontade, o cuidado e o tempo dedicados
ao serviço público caracterizam o esforço pela disciplina. Tratar
mal uma pessoa que paga seus tributos direta ou indiretamente
significa causar-lhe dano moral. Da mesma forma, causar dano a
qualquer bem pertencente ao patrimônio público, deteriorando-o,
por descuido ou má vontade, não constitui apenas uma ofensa ao
equipamento e às instalações ou ao Estado, mas a todos os homens
de boa vontade que dedicaram sua inteligência, seu tempo, suas
esperanças e seus esforços para construí-los.
X - Deixar o servidor público qualquer pessoa à espera de solu-
ção que compete ao setor em que exerça suas funções, permitindo
a formação de longas filas, ou qualquer outra espécie de atraso na
prestação do serviço, não caracteriza apenas atitude contra a ética
ou ato de desumanidade, mas principalmente grave dano moral aos
usuários dos serviços públicos.
XI - O servidor deve prestar toda a sua atenção às ordens legais
de seus superiores, velando atentamente por seu cumprimento, e,
assim, evitando a conduta negligente. Os repetidos erros, o descaso
e o acúmulo de desvios tornam-se, às vezes, difíceis de corrigir e
caracterizam até mesmo imprudência no desempenho da função
pública.
XII - Toda ausência injustificada do servidor de seu local de tra-
balho é fator de desmoralização do serviço público, o que quase
sempre conduz à desordem nas relações humanas.
XIII - O servidor que trabalha em harmonia com a estrutura or-
ganizacional, respeitando seus colegas e cada concidadão, colabora
e de todos pode receber colaboração, pois sua atividade pública é
a grande oportunidade para o crescimento e o engrandecimento
da Nação.
SEÇÃO II
DOS PRINCIPAIS DEVERES DO SERVIDOR PÚBLICO
XIV - São deveres fundamentais do servidor público:
a) desempenhar, a tempo, as atribuições do cargo, função ou
emprego público de que seja titular;
b) exercer suas atribuições com rapidez, perfeição e rendimen-
to, pondo fim ou procurando prioritariamente resolver situações
procrastinatórias, principalmente diante de filas ou de qualquer ou-
tra espécie de atraso na prestação dos serviços pelo setor em que
exerça suas atribuições, com o fim de evitar dano moral ao usuário;
c) ser probo, reto, leal e justo, demonstrando toda a integridade
do seu caráter, escolhendo sempre, quando estiver diante de duas
opções, a melhor e a mais vantajosa para o bem comum;
d) jamais retardar qualquer prestação de contas, condição es-
sencial da gestão dos bens, direitos e serviços da coletividade a seu
cargo;
e) tratar cuidadosamente os usuários dos serviços aperfeiçoan-
do o processo de comunicação e contato com o público;
f) ter consciência de que seu trabalho é regido por princípios
éticos que se materializam na adequada prestação dos serviços pú-
blicos;
g) ser cortês, ter urbanidade, disponibilidade e atenção, respei-
tando a capacidade e as limitações individuais de todos os usuá-
rios do serviço público, sem qualquer espécie de preconceito ou
distinção de raça, sexo, nacionalidade, cor, idade, religião, cunho
político e posição social, abstendo-se, dessa forma, de causar-lhes
dano moral;
h) ter respeito à hierarquia, porém sem nenhum temor de re-
presentar contra qualquer comprometimento indevido da estrutu-
ra em que se funda o Poder Estatal;
i) resistir a todas as pressões de superiores hierárquicos, de con-
tratantes, interessados e outros que visem obter quaisquer favores,
benesses ou vantagens indevidas em decorrência de ações imorais,
ilegais ou aéticas e denunciá-las;
j) zelar, no exercício do direito de greve, pelas exigências especí-
ficas da defesa da vida e da segurança coletiva;
l) ser assíduo e freqüente ao serviço, na certeza de que sua au-
sência provoca danos ao trabalho ordenado, refletindo negativa-
mente em todo o sistema;
m) comunicar imediatamente a seus superiores todo e qualquer
ato ou fato contrário ao interesse público, exigindo as providências
cabíveis;
n) manter limpo e em perfeita ordem o local de trabalho, se-
guindo os métodos mais adequados à sua organização e distribui-
ção;
o) participar dos movimentos e estudos que se relacionem com
a melhoria do exercício de suas funções, tendo por escopo a reali-
zação do bem comum;
p) apresentar-se ao trabalho com vestimentas adequadas ao
exercício da função;
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
111
q) manter-se atualizado com as instruções, as normas de serviço
e a legislação pertinentes ao órgão onde exerce suas funções;
r) cumprir, de acordo com as normas do serviço e as instruções
superiores, as tarefas de seu cargo ou função, tanto quanto possí-
vel, com critério, segurança e rapidez, mantendo tudo sempre em
boa ordem.
s) facilitar a fiscalização de todos atos ou serviços por quem de
direito;
t) exercer com estrita moderação as prerrogativas funcionais
que lhe sejam atribuídas, abstendo-se de fazê-lo contrariamente
aos legítimos interesses dos usuários do serviço público e dos juris-
dicionados administrativos;
u) abster-se, de forma absoluta, de exercer sua função, poder
ou autoridade com finalidade estranha ao interesse público, mes-
mo que observando as formalidades legais e não cometendo qual-
quer violação expressa à lei;
v) divulgar e informar a todos os integrantes da sua classe so-
bre a existência deste Código de Ética, estimulando o seu integral
cumprimento.
SEÇÃO III
DAS VEDAÇÕES AO SERVIDOR PÚBLICO
XV - E vedado ao servidor público;
a) o uso do cargo ou função, facilidades, amizades, tempo, po-
sição e influências, para obter qualquer favorecimento, para si ou
para outrem;
b) prejudicar deliberadamente a reputação de outros servidores
ou de cidadãos que deles dependam;
c) ser, em função de seuespírito de solidariedade, conivente
com erro ou infração a este Código de Ética ou ao Código de Ética
de sua profissão;
d) usar de artifícios para procrastinar ou dificultar o exercício
regular de direito por qualquer pessoa, causando-lhe dano moral
ou material;
e) deixar de utilizar os avanços técnicos e científicos ao seu al-
cance ou do seu conhecimento para atendimento do seu mister;
f) permitir que perseguições, simpatias, antipatias, caprichos,
paixões ou interesses de ordem pessoal interfiram no trato com o
público, com os jurisdicionados administrativos ou com colegas hie-
rarquicamente superiores ou inferiores;
g) pleitear, solicitar, provocar, sugerir ou receber qualquer tipo
de ajuda financeira, gratificação, prêmio, comissão, doação ou van-
tagem de qualquer espécie, para si, familiares ou qualquer pessoa,
para o cumprimento da sua missão ou para influenciar outro servi-
dor para o mesmo fim;
h) alterar ou deturpar o teor de documentos que deva encami-
nhar para providências;
i) iludir ou tentar iludir qualquer pessoa que necessite do aten-
dimento em serviços públicos;
j) desviar servidor público para atendimento a interesse parti-
cular;
l) retirar da repartição pública, sem estar legalmente autoriza-
do, qualquer documento, livro ou bem pertencente ao patrimônio
público;
m) fazer uso de informações privilegiadas obtidas no âmbito in-
terno de seu serviço, em benefício próprio, de parentes, de amigos
ou de terceiros;
n) apresentar-se embriagado no serviço ou fora dele habitual-
mente;
o) dar o seu concurso a qualquer instituição que atente contra a
moral, a honestidade ou a dignidade da pessoa humana;
p) exercer atividade profissional aética ou ligar o seu nome a
empreendimentos de cunho duvidoso.
CAPÍTULO II
DAS COMISSÕES DE ÉTICA
XVI - Em todos os órgãos e entidades da Administração Pública
Federal direta, indireta autárquica e fundacional, ou em qualquer
órgão ou entidade que exerça atribuições delegadas pelo poder
público, deverá ser criada uma Comissão de Ética, encarregada de
orientar e aconselhar sobre a ética profissional do servidor, no tra-
tamento com as pessoas e com o patrimônio público, competin-
do-lhe conhecer concretamente de imputação ou de procedimento
susceptível de censura.
XVII -- (Revogado pelo Decreto nº 6.029, de 2007)
XVIII - À Comissão de Ética incumbe fornecer, aos organismos
encarregados da execução do quadro de carreira dos servidores, os
registros sobre sua conduta ética, para o efeito de instruir e funda-
mentar promoções e para todos os demais procedimentos próprios
da carreira do servidor público.
XIX - (Revogado pelo Decreto nº 6.029, de 2007)
XX - (Revogado pelo Decreto nº 6.029, de 2007)
XXI - (Revogado pelo Decreto nº 6.029, de 2007)
XXII - A pena aplicável ao servidor público pela Comissão de
Ética é a de censura e sua fundamentação constará do respectivo
parecer, assinado por todos os seus integrantes, com ciência do fal-
toso.
XXIII - (Revogado pelo Decreto nº 6.029, de 2007)
XXIV - Para fins de apuração do comprometimento ético, en-
tende-se por servidor público todo aquele que, por força de lei,
contrato ou de qualquer ato jurídico, preste serviços de natureza
permanente, temporária ou excepcional, ainda que sem retribuição
financeira, desde que ligado direta ou indiretamente a qualquer ór-
gão do poder estatal, como as autarquias, as fundações públicas,
as entidades paraestatais, as empresas públicas e as sociedades de
economia mista, ou em qualquer setor onde prevaleça o interesse
do Estado.
XXV - (Revogado pelo Decreto nº 6.029, de 2007)
DISCIPLINA HIERÁRQUICA
Poder disciplinar3, segundo Maria Sylvia Zanella Di Pietro, é “o
poder que compete à Administração Pública para apurar infrações
funcionais e aplicar penalidades aos seus servidores e demais pes-
soas sujeitas à disciplina dos órgãos e serviços”.
Não deve ser confundido com a punição dos administrados ou
indivíduos que não obedecem às limitações e restrições impostas
no interesse público, pois esta é situação de aplicação do poder de
polícia.
O exercício do poder disciplinar é obrigatório. A autoridade
administrativa que descobre uma irregularidade no serviço tem o
dever de instaurar o procedimento adequado para a sua apuração
3 [ Nohara, Irene Patrícia D. Direito Administrativo. (11th edição).
Grupo GEN, 2022.]
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
112
e, se for o caso, deve aplicar a pena cabível; caso contrário, pode
até incorrer em crime de condescendência criminosa (art. 320 do
Código Penal). Obrigatório é o dever de apurar, contudo a punição
ocorrerá apenas se for devidamente comprovada a irregularidade
cometida pelo servidor público.
O jus puniendi realizado no Direito Penal não se confunde com
o poder disciplinar, pois este é efetivado no âmbito administrativo
e compreende, via de regra, infrações relacionadas com o exercí-
cio funcional. Enquanto o Direito Penal é instrumento de controle
social e suas sanções são direcionadas às condutas mais gravosas
que afetam relevantes bens jurídicos, a sanção derivada do ilícito
administrativo se presta a proteger a organização administrativa,
sendo voltada a disciplinar o comportamento dos servidores e de-
mais pessoas sujeitas à disciplina dos órgãos e serviços.
A punição disciplinar não tem natureza criminal. Assim, a san-
ção criminal pode ser aplicada a um servidor pela prática de cri-
me contra a Administração e deste mesmo evento também deve a
Administração aplicar a sanção decorrente do ilícito administrativo,
sem que ocorra bis in idem.
Importante: toda condenação criminal por delito funcional (cri-
me contra a administração pública) acarreta a punição disciplinar,
mas nem toda punição disciplinar tem implicações penais.
Na ponderação da pena, que varia de estatuto para estatuto,
mas que geralmente abrange a advertência, a suspensão, a demis-
são, a cassação de aposentadoria ou disponibilidade, a destituição
de cargo em comissão e a destituição de função comissionada, a
Administração deve considerar a natureza e a gravidade da infração
e os danos que dela provierem para o serviço público, conforme Lei
nº 8.112/90.
Os procedimentos disciplinares são, em regra, bem menos
formais do que os procedimentos do processo penal. No concer-
nente às nulidades, por exemplo, determina o art. 305 do Estatuto
dos Funcionários Civis do Estado de São Paulo (Lei nº 10.261, de
28.10.1968) que “não será declarada a nulidade de nenhum ato
processual que não houver influído na apuração da verdade subs-
tancial ou diretamente na decisão do processo ou da sindicância”,
sendo regra derivada do preceito pas de nullité sans grief. Não se
admite, todavia, o emprego de provas ilícitas no processo admi-
nistrativo disciplinar, que será analisado pormenorizadamente em
item próprio no capítulo referente ao processo administrativo.
Importa enfatizar que discricionariedade, conforme exposto,
não significa arbítrio ou ausência de critérios, pois a Administração
deve motivar e justificar a punição e a gradação da pena aplica-
da em função dos dados concretos apurados por meios regulares
e deve se pautar no critério de proporcionalidade, previsto como
princípio de obediência obrigatória no art. 2º da Lei de Processo Ad-
ministrativo federal (Lei nº 9.784/99). Assim, deve haver adequação
entre a falta cometida e a pena aplicada.
A aplicação da penalidade pressupõe a apuração por procedi-
mento legal, em que devem ser assegurados o contraditório e a
ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes, que o art.
5º, LV, da Constituição Federal de 1988 garantiu expressamente nos
processos administrativos no geral.
Consiste no poder que possui a Administração de investigar o
cometimento de infrações funcionais (relacionadas com a Adminis-
tração) e aplicar penas aos seus agentes públicos e demais pessoas
submetidas à disciplina do Poder Público.
O poder disciplinar[ Almeida, Fabrício Bolzan D. Manual de di-
reito administrativo. (5th edição). Editora Saraiva, 2022.]atinge não
só os agentes públicos como também outras pessoas submetidas à
disciplina da Administração. Ex.: aluno de escola pública, quando
recebe algum tipo de penalidade (suspensão, advertência), enqua-
dra-se entre as pessoas submetidas ao poder disciplinar. O mesmo
ocorre com o particular que é contratado pela Administração para
realizar a construção de uma ponte, por exemplo, e não cumpre
com as suas obrigações contratuais. A imposição de multa nesse
caso decorre do poder disciplinar. Concessionárias e Permissioná-
rias do serviço público também poderão ser penalizadas em decor-
rência do Poder Disciplinar.
A atuação pelo Poder Disciplinar pode ser discricionária ou vin-
culada. Ora a atuação administrativa no desempenho do Poder Dis-
ciplinar será discricionária (como o enquadramento de alguma con-
duta irregular do servidor numa infração administrativa, em razão
de ser esta considerada um tipo aberto – ex.: falta de greve, pois,
neste caso, o agente público precisa de certa liberdade para saber
se houve ou não gravidade na infração), ora será vinculada (como
no caso da obrigatoriedade de se apurar infração funcional, caso a
Administração tome ciência da ocorrência de alguma irregularidade
– art. 143 da Lei n. 8.112/90).
Para melhor entendimento acerca do Poder Disciplinar, leciona
Ana Cláudia Campos[ Campos, Ana C. Direito Administrativo Facili-
tado. (2nd edição). Grupo GEN, 2021.] que, para a corrente majori-
tária adotada em concursos públicos, diz-se que o poder disciplinar
é discricionário, trazendo ainda algumas observações:
Caso 1: digamos que o superior hierárquico tenha indícios de
que o seu subordinado (servidor federal) esteja aplicando irregular-
mente dinheiro público. Qual medida deverá ser adotada?
– Passo 1: instaurar um processo administrativo disciplinar (ato
vinculado)
Lei 8.112/1990, art. 143. A autoridade que tiver ciência de ir-
regularidade no serviço público é obrigada a promover a sua apu-
ração imediata, mediante sindicância ou processo administrativo
disciplinar, assegurada ao acusado ampla defesa.
– Passo 2: constatada a culpa, deverá punir (ato vinculado)
Lei 8.112/1990, art. 141. As penalidades disciplinares serão apli-
cadas. (grifos nossos)
– Passo 3: deverá aplicar a punição de demissão (ato vinculado)
Lei 8.112/1990, art. 132. A demissão será aplicada nos seguin-
tes casos: [...] VIII – aplicação irregular de dinheiros públicos. (grifos
nossos)
Caso 2: digamos que o superior hierárquico tenha indícios de
que o seu subordinado (servidor federal) esteja exercendo uma ati-
vidade incompatível com o seu cargo e com o horário de trabalho.
Qual medida deverá ser adotada?
– Passo 1: instaurar um processo administrativo disciplinar (ato
vinculado)
Lei 8.112/1990, art. 143. A autoridade que tiver ciência de ir-
regularidade no serviço público é obrigada a promover a sua apu-
ração imediata, mediante sindicância ou processo administrativo
disciplinar, assegurada ao acusado ampla defesa.
– Passo 2: Constatada a culpa deverá punir (ato vinculado)
Lei 8.112/1990, art. 141. As penalidades disciplinares serão apli-
cadas. (grifos nossos)
– Passo 3: Poderá suspender ou converter a suspensão em mul-
ta (ato discricionário)
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
113
Lei 8.112/1990, art. 130, § 2.º Quando houver conveniência
para o serviço, a penalidade de suspensão poderá ser convertida
em multa, na base de 50% (cinquenta por cento) por dia de venci-
mento ou remuneração, ficando o servidor obrigado a permanecer
em serviço.
– Passo 4: Prazo da punição de suspensão (ato discricionário)
Lei 8.112/1990, art. 130. A suspensão será aplicada [...] não po-
dendo exceder de 90 (noventa) dias.
Obs.: Perceba que a discricionariedade vai existir apenas na se-
leção da punição (suspensão ou multa) e na quantificação do tempo
da sanção.
Poder Hierárquico4
A estruturação da Administração Pública, compreendida como a
instituição dos órgãos encarregados da execução de certas e deter-
minadas atribuições, faz-se com a observância do princípio da hie-
rarquia, que é a relação de subordinação existente entre os órgãos
públicos com competência administrativa e, por conseguinte, entre
seus titulares, decorrente do exercício da atribuição hierárquica,
chamada por alguns de poder hierárquico.
Em consonância com o princípio da hierarquia, os órgãos da
Administração Pública são estruturados de tal forma que se cria
uma relação de coordenação e subordinação entre uns e outros,
cada qual com atribuições definidas na lei. Desse princípio, que só
existe relativamente às funções administrativas, não em relação às
legislativas e judiciais, decorre uma série de prerrogativas para a
Administração: a de rever os atos dos subordinados, a de delegar
e avocar atribuições, a de punir; para o subordinado surge o dever
de obediência.
Com a instituição da súmula vinculante pelo artigo 103-A da
Constituição Federal (acrescentado pela Emenda Constitucional nº
45/04, sobre reforma do Poder Judiciário), é estabelecida uma su-
bordinação hierárquica dos órgãos do Judiciário ao Supremo Tribu-
nal Federal; isto porque, se a decisão judicial contrariar ou aplicar
indevidamente a súmula, o Supremo Tribunal Federal poderá cassá-
-la se acolher reclamação a ele dirigida, e determinar que outra seja
proferida. A mesma subordinação ocorrerá com as decisões defi-
nitivas proferidas em ações diretas de inconstitucionalidade e nas
ações declaratórias de constitucionalidade de lei ou ato normativo
federal ou estadual (art. 102, § 2º, da Constituição).
A mesma hierarquia decorre de outras sentenças judiciais que
funcionam como precedentes de observância obrigatória no âmbi-
to do próprio Judiciário, como em relação aos recursos com reper-
cussão geral, conforme artigos 102, § 3º, da Constituição Federal e
1.035 do CPC.
Essa competência é a que se reconhece ao Executivo para dis-
tribuir e escalonar as funções de seus órgãos, ordenar e rever a
atuação de seus agentes, estabelecendo a relação de subordinação
entre os servidores do seu quadro de pessoal.
Assim, por intermédio do Poder Hierárquico que a administra-
ção realiza a distribuição e o escalonamento de seus órgãos, fun-
ções e agentes. Dele decorre a forma piramidal da administração,
contudo não há hierarquia entre funções típicas do poder legislati-
vo e poder judiciário.
Com o exercício dessa atribuição objetiva-se ordenar, coorde-
nar, controlar e corrigir as atividades administrativas.
4 [ Spitzcovsky, Celso. Esquematizado - Direito Administrativo. (5th
edição). Editora Saraiva, 2022.]
Ordena-se, isto é, organiza-se repartindo e escalonando as fun-
ções dos agentes públicos, de modo que possam desempenhar efi-
cientemente as respectivas responsabilidades.
Coordena-se na medida em que se dispõe sobre a realização das
funções dos respectivos órgãos, evitando-se o desvio e a superpo-
sição de função.
Controla-se quando se acompanha a conduta e o rendimento
dos agentes públicos e se observa a aplicação da legislação.
Corrigem-se, pela ação revisora dos superiores, os atos dos
agentes públicos de menor hierarquia que atentem contra o mérito
ou legalidade.
Do exercício dessa atribuição decorrem as competências de dar
ordens, de fiscalizar, de rever, de delegar e de avocar.
Pela atribuição de dar ordens determina-se ao subordinado o
ato a ser praticado ou a conduta a ser observada.
Mediante a faculdade de fiscalizar mantêm-se sob vigilância os
atos e o comportamento dos subalternos, visando enquadrá-los
nos limites da legislação a ser obedecida.
Por meio da atribuição de rever apreciam-se os atos e a condu-
ta dos subordinados, para garanti-los, se conformes com a lei e o
mérito, ou para desfazê-los, quando não atendam aos requisitos de
conveniência e oportunidade e de legalidade.
Por meio da competência de delegar, as competências recebi-
das são atribuídas a outrem, geralmente um subordinado, com o
objetivo de assegurar maior rapidez e eficiência às decisões, colo-
cando-se, dessemodo, na proximidade dos fatos o agente compe-
tente para dar o necessário atendimento. Trata-se, portanto, de ato
administrativo, não de mandato. O delegado não age em nome do
delegante; atua no exercício da competência recebida.
A delegação, com essa finalidade e no âmbito federal, está re-
gulada pelos arts. 11 e 12 do Decreto-Lei federal n. 200/67, que a
inclui entre os “princípios fundamentais” da Administração Federal
(art. 6º). Ainda são exemplos de delegação o disposto no parágrafo
único do art. 84 da Constituição da República, e o art. 47, parágrafo
único, da Constituição paulista. Assim, se autorizada em lei, a com-
petência é delegável e legítimos os atos decorrentes do exercício da
delegação. Não obstante essa legitimidade, a delegação não deve
ser praticada com grande frequência, dado sobrecarregar o subal-
terno.
O ato praticado em função da delegação recebida é do delega-
do, não cabendo ao delegante responder pelos erros ou ilegalida-
des cometidos, pois que nenhum ato, no caso, foi por ele, delegan-
te, praticado, embora não seja pacífica essa inteligência. Enquanto
vigorar a delegação, o delegante não pode exercer as competências
delegadas ou, como afirma Régis Fernandes de Oliveira “o delegan-
te tem o exercício de sua competência suspenso em relação à maté-
ria objeto da delegação; não pode prover sobre o assunto concomi-
tantemente com o delegado”. Essa circunstância não significa que
o delegante perdeu, em definitivo, a competência delegada. Sendo
assim, é evidente que continua seu titular e, portanto, a qualquer
momento pode revogar a delegação e reassumir a competência,
respeitados os atos praticados pelo delegado. O ato de delegação
pode estar consubstanciado numa portaria, decreto ou outro veí-
culo.
Pela ação de avocar ou avocação chamam-se para si funções
atribuídas a outrem que lhe é subordinado. Essa prática, apesar
de legal, não deve ser abusiva, dados os inconvenientes que pode
trazer, a exemplo da deslocação, da diminuição e da extinção dos
níveis ou graus dos recursos administrativos e o fato de prestigiar
o subordinado (RDA, 179-80: 163). A deslocação é a passagem da
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
114
competência, digamos, do Diretor para o Secretário. A diminuição
é a supressão de um ou mais níveis recursais. Recorre-se do Dire-
tor para o Secretário e deste para o Prefeito. Com o chamamento,
pelo Secretário, da competência do Diretor, suprime-se um nível,
dado que o recurso, agora, só poderá ser dirigido ao Prefeito. A ex-
tinção põe fim aos níveis de recurso. Assim, se o Prefeito avocar,
extingue-se a possibilidade da interposição de recurso, por inexis-
tir autoridade superior para apreciá-lo. Diga-se, ainda, que para o
exercício da avocação há de existir motivo relevante de interesse
público. Exemplo da faculdade de avocar encontra-se no art. 170
do Decreto-Lei federal n. 200/67, que dispõe sobre a organização da
Administração Federal e estabelece diretrizes para a reforma admi-
nistrativa. O art. 170 desse Decreto-Lei estatui que “o Presidente da
República, por motivo relevante de interesse público, poderá avo-
car e decidir qualquer assunto na esfera da Administração Federal”.
Assim, nota-se, sem grande esforço, que a hierarquia é peculiar
ao Poder Executivo e que existe na União, nos Estados-Membros, no
Distrito Federal, nos Municípios e nas entidades da Administração
Pública indireta. Não existe no Judiciário e no Legislativo, enquanto
Poderes Judiciário e Legislativo, mas nas estruturas administrativas
existentes no interior dos órgãos que lhes dão sustentação (Secre-
tarias, Diretorias). Esses órgãos podem e devem ser estruturados
segundo o princípio da hierarquia.
O Poder Hierárquico “é o de que dispõe o Executivo para dis-
tribuir e escalonar as funções de seus órgãos, ordenar e rever a
atuação de seus agentes, estabelecendo a relação de subordinação
entre os servidores do seu quadro pessoal[ (Meirelles, 2013).]”.
Em termos técnicos, costuma-se definir o poder hierárquico
como aquele conferido ao administrador para distribuir e escalo-
nar as funções dos órgãos públicos e ordenar e rever a atuação dos
agentes, estabelecendo entre eles uma relação de subordinação.
Pode-se dizer, de outra forma, que o poder hierárquico repre-
senta aquele conferido ao administrador para organizar toda a
estrutura da Administração Pública e fiscalizar a atuação daqueles
que ali estejam.
Para Guardar:
O poder hierárquico tem por objetivo:
– Dar ordens;
– Editar atos normativos internos para ordenar a atuação dos
subordinados;
– Fiscalizar a atuação e rever atos;
– Delegar competências;
– Avocar atribuições;
– Aplicar sanções.
O exercício do poder hierárquico implica a fixação de campos de
competência dos órgãos (integrantes da estrutura direta da Admi-
nistração), das pessoas jurídicas (integrantes da estrutura indireta),
bem como na organização dos servidores em carreiras.
Em síntese, a questão relacionada ao poder hierárquico revela
sua importância, na medida em que atos editados pela Adminis-
tração por pessoa que não tinha legitimidade para tanto apresen-
tam-se como sinônimo de atos inválidos e, portanto, passíveis de
apreciação pelo Judiciário.
Em outras palavras, dentro da Administração Pública, em vis-
ta dos interesses por ela representados, não é competente quem
quer, mas tão somente aquele expressamente autorizado por lei.
Para a segunda hipótese, a importância desse princípio se reve-
la, em especial, para aqueles que, embora não integrantes da Admi-
nistração, litigam contra ela.
A título de exemplo, o conhecimento da forma pela qual se es-
trutura a Administração assume contornos importantes em relação
à propositura de ações judiciais contra o Poder Público, em especial
quando se trata de mandado de segurança.
Com efeito, é sabido que o mandado de segurança pode ser
impetrado, em vista do perfil a ele conferido pelo art. 5º, LXIX, da
CF, contra atos de autoridade que representem agressão a direito
líquido e certo.
Ilustre-se que, o conceito de autoridade não abrange todos os
agentes públicos, mas tão somente aqueles investidos de poder de
decisão; vale dizer, aqueles que tenham competência para desfazer
o ato que está sendo questionado, não sendo outra a diretriz esta-
belecida no art. 1º, § 2º, III, da Lei n. 9.784/99. Confira-se:
Art. 1º Esta Lei estabelece normas básicas sobre o processo ad-
ministrativo no âmbito da Administração Federal direta e indireta,
visando, em especial, à proteção dos direitos dos administrados e
ao melhor cumprimento dos fins da Administração. (...)
§ 2º Para os fins desta Lei, consideram-se: (...)
III — autoridade — o servidor ou agente público dotado de po-
der de decisão.
Outrossim, importante registrar que a mesma orientação, a títu-
lo de regulamentação do art. 5º, LXIX, da Constituição, foi oferecida
pelo art. 1º, § 1º, e pelo art. 6º, § 3º, da Lei n. 12.016/2009, discipli-
nadora do mandado de segurança:
Art. 1º (...)
§ 1º Equiparam-se às autoridades, para os efeitos desta Lei, os
representantes ou órgãos de partidos políticos e os administradores
de entidades autárquicas, bem como os dirigentes de pessoas jurí-
dicas ou as pessoas naturais no exercício de atribuições do poder
público, somente no que disser respeito a essas atribuições.
Art. 6º (...)
§ 3º Considera-se autoridade coatora aquela que tenha pratica-
do o ato impugnado ou da qual emane a ordem para a sua prática.
Essa observação vem a propósito da constatação de uma enor-
me quantidade de ações que não tiveram seu mérito sequer apre-
ciado em razão da composição irregular do polo passivo, vale dizer,
terem sido ajuizadas não contra a autoridade, mas contra aqueles
que tão somente cumpriram ordens e que, portanto, não podem
desfazer o ato lesivo a direito líquido e certo.
A importância do poder hierárquico, sob essa ótica, cristaliza-se
em função da possibilidade de responsabilização dos agentes envol-
vidos em práticas irregulares e da detecção de prática de atosnulos
por agentes que não tinham competência para tanto.
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
115
ATENDIMENTO COM QUALIDADE (PÚBLICO INTERNO
E EXTERNO); COMUNICAÇÃO INTERNA E EXTERNA
O atendimento ao cliente é a interação direta entre um
consumidor que faz uma compra e o representante da empresa que
está vendendo. A maioria dos varejistas enxergam essa interação
direta como um fator crítico para garantir a satisfação do comprador
e incentivar a repetição de negócios.
Ainda hoje, quando grande parte do atendimento ao cliente é
feito por sistemas automatizados de autoatendimento, a opção de
falar com um ser humano é vista como necessária para a maioria das
empresas. É um aspecto fundamental no atendimento humanizado.
Nos bastidores da maioria das empresas estão pessoas que
nunca encontram ou cumprimentam as pessoas que compram
seus produtos. Os representantes de atendimento ao cliente são
os que têm contato direto com os compradores. As percepções dos
compradores sobre a empresa e o produto são moldadas em parte
por sua experiência em lidar com essa pessoa.
Por esse motivo, muitas empresas trabalham arduamente para
aumentar os níveis de satisfação de seus clientes.
O custo da satisfação do cliente
Durante décadas, as empresas de muitos setores procuraram
reduzir os custos de pessoal automatizando seus processos o
máximo possível.
No atendimento ao cliente, isso tem levado muitas empresas
a implementar sistemas online e por telefone que tiram o máximo
de dúvidas ou resolvem o máximo de problemas sem a presença
humana.
Mas, no final, há questões de atendimento ao cliente para as
quais a interação humana é indispensável, criando uma vantagem
competitiva.
A Amazon é um exemplo de empresa que está fazendo de tudo
para automatizar uma operação vasta e complexa. Já que entregou
4,2 bilhões de pacotes nas portas de seus clientes em 2020.
No entanto, a Amazon ainda oferece atendimento ao cliente 24
horas por dia, por telefone, além de serviços de e-mail e chat ao
vivo.
A maioria das empresas bem-sucedidas reconhece a
importância de fornecer um excelente atendimento ao cliente. A
interação cortês e empática com um representante de atendimento
ao cliente treinado pode significar a diferença entre perder ou reter
um cliente.
Principais componentes do bom atendimento ao cliente
Proprietários de pequenos negócios bem-sucedidos entendem
instintivamente a necessidade de um bom atendimento ao cliente.
Grandes empresas estudam o assunto em profundidade e têm
algumas conclusões básicas sobre os principais componentes:
– A atenção oportuna às questões levantadas pelos clientes
é crítica. Exigir que um cliente espere na fila ou fique em espera
prejudica uma interação antes de começar.
– O atendimento ao cliente deve ser um processo de etapa
única para o consumidor.
– Se um cliente ligar para uma linha de apoio, o representante
deve, sempre que possível, acompanhar o problema até à sua
resolução.
– Se um cliente precisar ser transferido para outro departamento,
o representante original deve acompanhar o cliente para garantir
que o problema foi resolvido.
— Atendimento interno
O atendimento ao cliente interno envolve tudo o que uma
organização pode fazer para ajudar seus funcionários a cumprir suas
obrigações, atingir suas metas e desfrutar de seu trabalho. Abrange
como diferentes departamentos se comunicam uns com os outros
e como os indivíduos interagem com seus colegas, subordinados e
superiores. É um aspecto vital dos negócios modernos, pois cria o
ambiente no qual uma empresa tem mais chances de sucesso.
Por que o atendimento ao cliente interno é importante?
A importância do atendimento ao cliente interno não pode
ser exagerada, especialmente para um departamento como o de
recursos humanos, onde as interações internas são parte integrante
de suas tarefas diárias. Existem vários benefícios em cultivar um
bom atendimento ao cliente interno como uma de suas metas
de negócios, por isso é fácil entender por que é um aspecto tão
valorizado dos negócios modernos.
Os benefícios incluem:
– Aumentar a produtividade da equipe.
– Aumentar a satisfação dos funcionários com sua experiência
de trabalho.
– Criação de canais de comunicação claros.
– Estimular a fidelidade dos funcionários.
– Resolver problemas mais rapidamente.
– Melhorar o atendimento ao cliente externo.
Existem muitas dicas e práticas recomendadas de atendimento
ao cliente que podem ser implementadas em uma empresa para
desenvolver um excelente atendimento ao cliente interno. A
criação de um programa que consiste em todos ou na maioria
desses elementos pode ter um grande impacto na produtividade e
no moral da equipe.
— Atendimento externo
Muito provavelmente, você pode se lembrar vividamente de
experiências boas e ruins ao interagir com o atendimento ao cliente
externo pessoalmente ou por telefone. Você interage com a equipe
externa de atendimento ao cliente ao fazer reservas para jantar,
verificar um livro na biblioteca ou comprar um carro novo, para citar
apenas alguns exemplos encontrados na vida cotidiana. O trabalho
de um representante externo de atendimento ao cliente é ajudá-lo
– o cliente – dentro dos parâmetros da política da empresa.
Atendimento ao cliente externo é o negócio de ajudar indivíduos
e entidades fora da organização a obter bens, produtos, informações
e serviços. Os usuários finais podem ser compradores, patronos de
cinema, turistas, clientes empresariais ou empresas interessadas
em contratar serviços. O atendimento ao cliente externo avalia as
necessidades do usuário final e estabelece processos e protocolos
para atender a essas expectativas.
A pessoa média não distingue entre atendimento ao cliente
externo e atendimento ao cliente em geral. No entanto, os termos
são mais sutis nos negócios. As grandes organizações tendem a ser
muito claras sobre os papéis e suas funções de atendimento para
com o cliente externo versus interno. Ambas as áreas são essenciais
para o bom funcionamento e sucesso de uma organização.
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
116
Atendimento ao Cliente Externo x Interno
O atendimento externo existe para prestar os mais diversos
tipos de atendimento àqueles que estão fora da organização.
Por outro lado, o atendimento ao cliente interno refere-se ao
atendimento, suporte e assistência estendidos aos funcionários e
partes interessadas filiadas à organização. O help desk de TI e os
recursos humanos, por exemplo, se esforçam para fornecer um
atendimento eficiente ao cliente interno. Departamentos e equipes
que dependem uns dos outros são provedores e receptores de
atendimento ao cliente interno.
Importância do Atendimento ao Cliente Externo
O Advertising Specialty Institute, ou ASI, afirma que o
atendimento ao cliente externo trata de atender e exceder as
necessidades e desejos dos clientes. Exemplos de bom atendimento
ao cliente externo incluem saudar calorosamente um hóspede do
hotel, servir alegremente os clientes do restaurante, emitir um
reembolso sem complicações e processar um pedido com eficiência.
Empresas que valorizam o relacionamento com o cliente vão além
para conhecer seus clientes e atender seus desejos e expectativas
de qualidade.
A ASI observa ainda que um bom atendimento ao cliente
interno e externo anda de mãos dadas. Clientes internos, como
funcionários, parceiros de negócios e acionistas, têm maior
probabilidade de serem bons embaixadores da empresa e prestar
atendimento ao cliente com um sorriso se estiverem genuinamente
felizes e leais à empresa.
Receita e Rentabilidade
A qualidade do atendimento ao cliente externo afeta o
comportamento do consumidor e os resultados de uma empresa
em todos os setores industriais. A menos que um monopólio
venda um produto muito necessário e tenha uma vantagem no
mercado, o atendimento ao cliente externo desempenha um papel
fundamental na lucratividade. Clientes satisfeitos que gostam e
confiam na empresa continuarão voltando e comprando.
De acordocom a Ameritas – uma seguradora de vida que se
orgulha de seu excelente atendimento ao cliente – os benefícios
de um ótimo atendimento ao cliente externo são mensuráveis. Por
exemplo, de acordo com Ameritas:
– 97% dos clientes satisfeitos compartilham suas experiências
de atendimento ao cliente.
– 70% dos compradores gastam mais dinheiro se obtiverem um
bom atendimento ao cliente.
– 59% mudarão para uma nova empresa para obter um melhor
atendimento ao cliente.
Lealdade do consumidor
As qualidades de atendimento ao cliente externo mais
valorizadas pelos clientes são eficiência, cortesia, empatia e uma
conexão pessoal. Fornecer um ótimo serviço cria uma base de
clientes leais que oferece uma proteção contra concorrentes
famintos que entram no mercado. Mesmo que os preços em
uma pequena empresa sejam um pouco mais altos do que os
encontrados em um grande varejista, os clientes podem pagar mais
para obter assistência imediata, informações confiáveis, atenção
pessoal e uma garantia confiável.
Os clientes que são ignorados, maltratados ou frustrados
por suas interações com o atendimento ao cliente externo
provavelmente comprarão na próxima vez que precisarem comprar
um item idêntico ou semelhante. Com a crescente popularidade do
merchandising online, os clientes têm infinitas opções quando se
trata de gastar seu dinheiro. Uma equipe externa de atendimento
ao cliente ineficaz, inacessível, mal treinada ou rude pode levar
uma empresa à falência com o tempo.
ATENDIMENTO INTERNO
O atendimento ao cliente interno envolve tudo o que uma or-
ganização pode fazer para ajudar seus funcionários a cumprir suas
obrigações, atingir suas metas e desfrutar de seu trabalho. Abrange
como diferentes departamentos se comunicam uns com os outros
e como os indivíduos interagem com seus colegas, subordinados e
superiores. É um aspecto vital dos negócios modernos, pois cria o
ambiente no qual uma empresa tem mais chances de sucesso.
Por que o atendimento ao cliente interno é importante?
A importância do atendimento ao cliente interno não pode ser
exagerada, especialmente para um departamento como o de recur-
sos humanos, onde as interações internas são parte integrante de
suas tarefas diárias. Existem vários benefícios em cultivar um bom
atendimento ao cliente interno como uma de suas metas de negó-
cios, por isso é fácil entender por que é um aspecto tão valorizado
dos negócios modernos.
Os benefícios incluem:
• Aumentando a produtividade da equipe.
• Aumentar a satisfação dos funcionários com sua experiência
de trabalho.
• Criação de canais de comunicação claros.
• Estimular a fidelidade dos funcionários.
• Resolver problemas mais rapidamente.
• Melhorar o atendimento ao cliente externo.
Existem muitas dicas e práticas recomendadas de atendimento
ao cliente que podem ser implementadas em uma empresa para
desenvolver um excelente atendimento ao cliente interno. A cria-
ção de um programa que consiste em todos ou na maioria desses
elementos pode ter um grande impacto na produtividade e no mo-
ral da equipe.
ATENDIMENTO EXTERNO
Muito provavelmente, você pode se lembrar vividamente de ex-
periências boas e ruins ao interagir com o atendimento ao cliente
externo pessoalmente ou por telefone. Você interage com a equipe
externa de atendimento ao cliente ao fazer reservas para jantar, ve-
rificar um livro na biblioteca ou comprar um carro novo, para citar
apenas alguns exemplos encontrados na vida cotidiana. O trabalho
de um representante externo de atendimento ao cliente é ajudá-lo
– o cliente – dentro dos parâmetros da política da empresa.
Atendimento ao cliente externo é o negócio de ajudar indiví-
duos e entidades fora da organização a obter bens, produtos, in-
formações e serviços. Os usuários finais podem ser compradores,
patronos de cinema, turistas, clientes empresariais ou empresas
interessadas em contratar serviços. O atendimento ao cliente ex-
terno avalia as necessidades do usuário final e estabelece processos
e protocolos para atender a essas expectativas.
A pessoa média não distingue entre atendimento ao cliente ex-
terno e atendimento ao cliente em geral. No entanto, os termos são
mais sutis nos negócios. As grandes organizações tendem a ser mui-
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
117
to claras sobre os papéis e as funções dos papéis de atendimento ao
cliente externo versus interno. Ambas as áreas são essenciais para o
bom funcionamento e sucesso de uma organização.
Atendimento ao Cliente Externo x Interno
O atendimento externo existe para prestar os mais diversos
tipos de atendimento àqueles que estão fora da organização. Por
outro lado, o atendimento ao cliente interno refere-se ao atendi-
mento, suporte e assistência estendidos aos funcionários e partes
interessadas filiadas à organização. O help desk de TI e os recursos
humanos, por exemplo, se esforçam para fornecer um atendimento
eficiente ao cliente interno. Departamentos e equipes que depen-
dem uns dos outros são provedores e receptores de atendimento
ao cliente interno.
Importância do Atendimento ao Cliente Externo
O Advertising Specialty Institute, ou ASI, afirma que o atendi-
mento ao cliente externo trata de atender e exceder as necessida-
des e desejos dos clientes. Exemplos de bom atendimento ao cliente
externo incluem saudar calorosamente um hóspede do hotel, servir
alegremente os clientes do restaurante, emitir um reembolso sem
complicações e processar um pedido com eficiência. Empresas que
valorizam o relacionamento com o cliente vão além para conhecer
seus clientes e atender seus desejos e expectativas de qualidade.
A ASI observa ainda que um bom atendimento ao cliente inter-
no e externo anda de mãos dadas. Clientes internos, como funcio-
nários, parceiros de negócios e acionistas, têm maior probabilidade
de serem bons embaixadores da empresa e prestar atendimento ao
cliente com um sorriso se estiverem genuinamente felizes e leais à
empresa.
NOÇÕES DE DIREITO ADMINISTRATIVO E DE
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA: DISPOSIÇÕES GERAIS
ESTADO, GOVERNO E ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
— Estado
Conceito, Elementos e Princípios
Adentrando ao contexto histórico, o conceito de Estado veio a
surgir por intermédio do antigo conceito de cidade, da polis grega
e da civitas romana. Em meados do século XVI o vocábulo Estado
passou a ser utilizado com o significado moderno de força, poder
e direito.
O Estado pode ser conceituado como um ente, sujeito de
direitos, que possui como elementos: o povo, o território e a
soberania. Nos dizeres de Vicente Paulo e Marcelo Alexandrino
(2010, p. 13), “Estado é pessoa jurídica territorial soberana, formada
pelos elementos povo, território e governo soberano”.
O Estado como ente, é plenamente capacitado para adquirir
direitos e obrigações. Ademais, possui personalidade jurídica
própria, tanto no âmbito interno, perante os agentes públicos e os
cidadãos, quanto no âmbito internacional, perante outros Estados.
Vejamos alguns conceitos acerca dos três elementos que
compõem o Estado:
– Povo: Elemento legitima a existência do Estado. Isso ocorre
por que é do povo que origina todo o poder representado pelo
Estado, conforme dispões expressamente art. 1º, parágrafo único,
da Constituição Federal:
Parágrafo único. Todo o poder emana do povo, que o exerce por
meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta
Constituição.
O povo se refere ao conjunto de indivíduos que se vincula
juridicamente ao Estado, de forma estabilizada.
Entretanto, isso não ocorre com estrangeiros e apátridas,
diferentemente da população, que tem sentido demográfico e
quantitativo, agregando, por sua vez, todos os que se encontrem
sob sua jurisdição territorial, sendo desnecessário haver quaisquer
tipos de vínculo jurídico do indivíduo com o poder do Estado.
Com vários sentidos, o termo pode ser usado pela doutrina
como sinônimo de nação e, ainda, no sentido de subordinação a
uma mesma autoridade política.
No entanto, a titularidade dos direitos políticosSão Paulo, 14 de janeiro de 2020.
- Para separar os partículas e expressões de correção, continua-
ção, explicação, concessão e conclusão.
Ex.: “e, não obstante, havia certa lógica, certa dedução”
Sairá amanhã, aliás, depois de amanhã.
- Para separar advérbios e conjunções adversativos (porém, to-
davia, contudo, entretanto), principalmente quando pospostos.
Ex.: “A proposta, porém, desdizia tanto das minhas sensações
últimas...”
- Algumas vezes, para indicar a elipse do verbo.
Ex.: Ele sai agora: eu, logo mais. (omitiu o verbo “sairei” após
“eu”; elipse do verbo sair)
- Omissão por zeugma.
Ex.: Na classe, alguns alunos são interessados; outros, (são) re-
lapsos. (Supressão do verbo “são” antes do vocábulo “relapsos”)
LÍNGUA PORTUGUESA
8
- Para indicar a interrupção de um seguimento natural das ideias
e se intercala um juízo de valor ou uma reflexão subsidiária.
- Para evitar e desfazer alguma interpretação errônea que pode
ocorrer quando os termos estão distribuídos de forma irregular na
oração, a expressão deslocada é separada por vírgula.
Ex.: De todas as revoluções, para o homem, a morte é a maior
e a derradeira.
- Em enumerações
sem gradação: Coleciono livros, revistas, jornais, discos.
com gradação: Não compreendo o ciúme, a saudade, a dor da
despedida.
Não se separa por vírgula:
- sujeito de predicado;
- objeto de verbo;
- adjunto adnominal de nome;
- complemento nominal de nome;
- oração principal da subordinada substantiva (desde que esta
não seja apositiva nem apareça na ordem inversa).
— Dois Pontos
São utilizados:
- Na enumeração, explicação, notícia subsidiária.
Ex.: Comprou dois presentes: um livro e uma caneta.
“que (Viegas) padecia de um reumatismo teimoso, de uma
asma não menos teimosa e de uma lesão de coração: era um hos-
pital concentrado”
“Queremos governos perfeitos com homens imperfeitos: dispa-
rate”
- Em expressões que se seguem aos verbos dizer, retrucar, res-
ponder (e semelhantes) e que dão fim à declaração textual, ou que
assim julgamos, de outrem.
Ex.: “Não me quis dizer o que era: mas, como eu instasse muito:
— Creio que o Damião desconfia alguma coisa”
- Em alguns casos, onde a intenção é caracterizar textualmente
o discurso do interlocutor, a transcrição aparece acompanhada de
aspas, e poucas vezes de travessão.
Ex.: “Ao cabo de alguns anos de peregrinação, atendi às suplicas
de meu pai:
— Vem, dizia ele na última carta; se não vieres depressa acharás
tua mãe morta!”
Em expressões que, ao serem enunciadas com entonação espe-
cial, o contexto acaba sugerindo causa, consequência ou explicação.
Ex.: “Explico-me: o diploma era uma carta de alforria”
- Em expressões que possuam uma quebra na sequência das
ideias.
Ex.: Sacudiu o vestido, ainda molhado, e caminhou.
“Não! bradei eu; não hás de entrar... não quero... Ia a lançar-lhe
as mãos: era tarde; ela entrara e fechara-se”
— Ponto e Vírgula
Sinal (;) que denota pausa mais forte que a vírgula, porém mais
fraca que o ponto. É utilizado:
- Em trechos longos que já possuam vírgulas, indicando uma
pausa mais forte.
Ex.: “Enfim, cheguei-me a Virgília, que estava sentada, e travei-
-lhe da mão; D. Plácida foi à janela”
- Para separar as adversativas onde se deseja ressaltar o con-
traste.
Ex.: “Não se disse mais nada; mas de noite Lobo Neves insistiu
no projeto”
- Em leis, separando os incisos.
- Enumeração com explicitação.
Ex.: Comprei alguns livros: de matemática, para estudar para
o concurso; um romance, para me distrair nas horas vagas; e um
dicionário, para enriquecer meu vocabulário.
- Enumeração com ponto e vírgula, mas sem vírgula, para mar-
car distribuição.
Ex.: Comprei os produtos no supermercado: farinha para um
bolo; tomates para o molho; e pão para o café da manhã.
— Travessão
É importante não confundir o travessão (—) com o traço de
união ou hífen e com o traço de divisão empregado na partição de
sílabas.
O uso do travessão pode substituir vírgulas, parênteses, colche-
tes, indicando uma expressão intercalada:
Ex.: “... e eu falava-lhe de mil cousas diferentes — do último bai-
le, da discussão das câmaras, berlindas e cavalos, de tudo, menos
dos seus versos ou prosas”
Se a intercalação terminar o texto, o travessão é simples; caso
contrário, se utiliza o travessão duplo.
Ex.: “Duas, três vezes por semana, havia de lhe deixar na algi-
beira das calças — umas largas calças de enfiar —, ou na gaveta da
mesa, ou ao pé do tinteiro, uma barata morta”
IMPORTANTE!
Como é possível observar no exemplo, pode haver vírgula após
o travessão.
O travessão pode, também, denotar uma pausa mais forte.
Ex.: “... e se estabelece uma cousa que poderemos chamar —,
solidariedade do aborrecimento humano”
Além disso, ainda pode indicar a mudança de interlocutor, na
transcrição de um diálogo, com ou sem aspas.
Ex.: — Ah! respirou Lobo Neves, sentando-se preguiçosamente
no sofá.
— Cansado? perguntei eu.
— Muito; aturei duas maçadas de primeira ordem (...)
Neste caso, pode, ou não, combinar-se com as aspas.
LÍNGUA PORTUGUESA
9
— Parênteses e Colchetes
Estes sinais ( ) [ ] apontam a existência de um isolamento sin-
tático e semântico mais completo dentro de um enunciado, assim
como estabelecem uma intimidade maior entre o autor e seu leitor.
Geralmente, o uso do parêntese é marcado por uma entonação es-
pecial.
Se a pausa coincidir com o início da construção parentética, o
sinal de pontuação deve aparecer após os parênteses, contudo, se
a proposição ou frase inteira for encerrada pelos parênteses, a no-
tação deve aparecer dentro deles.
Ex.: “Não, filhos meus (deixai-me experimentar, uma vez que
seja, convosco, este suavíssimo nome); não: o coração não é tão
frívolo, tão exterior, tão carnal, quanto se cuida”
“A imprensa (quem o contesta?) é o mais poderoso meio que
se tem inventado para a divulgação do pensamento”. (Carta inserta
nos Anais da Biblioteca Nacional, vol. I) [Carlos de Laet]
- Isolar datas.
Ex.: Refiro-me aos soldados da Primeira Guerra Mundial (1914-
1918).
- Isolar siglas.
Ex.: A taxa de desemprego subiu para 5,3% da população eco-
nomicamente ativa (PEA)...
- Isolar explicações ou retificações.
Ex.: Eu expliquei uma vez (ou duas vezes) o motivo de minha
preocupação.
Os parênteses e os colchetes estão ligados pela sua função dis-
cursiva, mas estes são utilizados quando os parênteses já foram em-
pregados, com o objetivo de introduzir uma nova inserção.
São utilizados, também, com a finalidade de preencher lacunas
de textos ou para introduzir, em citações principalmente, explica-
ções ou adendos que deixam a compreensão do texto mais simples.
— Aspas
A forma mais geral do uso das aspas é o sinal (“ ”), entretanto,
há a possibilidade do uso das aspas simples (‘ ’) para diferentes fina-
lidades, como em trabalhos científicos sobre línguas, onde as aspas
simples se referem a significados ou sentidos: amare, lat. ‘amar’
port.
As aspas podem ser utilizadas, também, para dar uma expres-
são de sentido particular, ressaltando uma expressão dentro do
contexto ou indicando uma palavra como estrangeirismo ou uma
gíria.
Se a pausa coincidir com o final da sentença ou expressão que
está entre aspas, o competente sinal de pontuação deve ser utili-
zado após elas, se encerrarem somente uma parte da proposição;
mas se as aspas abarcarem todo o período, frase, expressão ou sen-
tença, a respectiva pontuação é abrangida por elas.
Ex.: “Aí temos a lei”, dizia o Florentino. “Mas quem as há de
segurar? Ninguém.”
“Mísera, tivesse eu aquela enorme, aquela Claridade imortal,
que toda a luz resume!”
“Por que não nasce eu um simples vaga-lume?”
- Delimitam transcrições ou citações textuais.
Ex.: Segundo Rui Barbosa: “A política afina o espírito.”
— Alínea
Apresenta a mesma função do parágrafo, uma vez que denota
diferentes centros de assuntos. Como o parágrafo, requer a mudan-
ça de linha.
De forma geral, aparece em forma de número ou letra seguida
de um traço curvo.
Ex.: Os substantivos podem ser:
a) própriosé determinada
pela nacionalidade, que nada mais é que o vínculo jurídico
estabelecido pela Constituição entre os cidadãos e o Estado.
O Direito nos concede o conceito de povo como sendo o
conjunto de pessoas que detém o poder, a soberania, conforme
já foi explicitado por meio do art. 1º. Parágrafo único da CFB/88
dispondo que “Todo poder emana do povo, que exerce por meio
de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta
Constituição”.
— Território: pode ser conceituado como a área na qual o
Estado exerce sua soberania. Trata-se da base física ou geográfica
de um determinado Estado, seu elemento constitutivo, base
delimitada de autoridade, instrumento de poder com vistas a dirigir
o grupo social, com tal delimitação que se pode assegurar à eficácia
do poder e a estabilidade da ordem.
O território é delimitado pelas fronteiras, que por sua vez,
podem ser naturais ou convencionais. O território como elemento
do Estado, possui duas funções, sendo uma negativa limitante
de fronteiras com a competência da autoridade política, e outra
positiva, que fornece ao Estado a base correta de recursos materiais
para ação.
Por traçar os limites do poder soberanamente exercido, o
território é elemento essencial à existência do Estado, sendo, desta
forma, pleno objeto de direitos do Estado, o qual se encontra a
serviço do povo e pode usar e dispor dele com poder absoluto e
exclusivo, desde que estejam presentes as características essenciais
das relações de domínio. O território é formado pelo solo,
subsolo, espaço aéreo, águas territoriais e plataforma continental,
prolongamento do solo coberto pelo mar.
A Constituição Brasileira atribui ao Conselho de Defesa
Nacional, órgão de consulta do presidente da República,
competência para “propor os critérios e condições de utilização
de áreas indispensáveis à segurança do território nacional e
opinar sobre seu efetivo uso, especialmente na faixa de fronteira
e nas relacionadas com a preservação e a exploração dos
recursos naturais de qualquer tipo”. (Artigo 91, §1º, III,CFB/88).
Os espaços sobre o qual se desenvolvem as relações sociais próprias
da vida do Estado é uma porção da superfície terrestre, projetada
desde o subsolo até o espaço aéreo. Para que essa porção territorial
e suas projeções adquiram significado político e jurídico, é preciso
considerá-las como um local de assentamento do grupo humano
que integra o Estado, como campo de ação do poder político e
como âmbito de validade das normas jurídicas.
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
118
— Soberania: Trata-se do poder do Estado de se auto administrar.
Por meio da soberania, o Estado detém o poder de regular o seu
funcionamento, as relações privadas dos cidadãos, bem como as
funções econômicas e sociais do povo que o integra. Por meio desse
elemento, o Estado edita leis aplicáveis ao seu território, sem estar
sujeito a qualquer tipo de interferência ou dependência de outros
Estados.
Em sua origem, no sentido de legitimação, a soberania está
ligada à força e ao poder. Se antes, o direito era dado, agora é
arquitetado, anteriormente era pensado na justiça robusta, agora é
engendrado na adequação aos objetivos e na racionalidade técnica
necessária. O poder do Estado é soberano, uno, indivisível e emana
do povo. Além disso, todos os Poderes são partes de um todo que
é a atividade do Estado.
Como fundamento do Estado Democrático de Direito, nos
parâmetros do art.1º, I, da CFB/88), a soberania é elemento
essencial e fundamental à existência da República Federativa do
Brasil.
A lei se tornou de forma essencial o principal instrumento de
organização da sociedade. Isso, por que a exigência de justiça e de
proteção aos direitos individuais, sempre se faz presente na vida
do povo. Por conseguinte, por intermédio da Constituição escrita,
desde a época da revolução democrática, foi colocada uma trava
jurídica à soberania, proclamando, assim, os direitos invioláveis do
cidadão.
O direito incorpora a teoria da soberania e tenta compatibilizá-
la aos problemas de hoje, e remetem ao povo, aos cidadãos e à
sua participação no exercício do poder, o direito sempre tende
a preservar a vontade coletiva de seu povo, através de seu
ordenamento, a soberania sempre existirá no campo jurídico, pois
o termo designa igualmente o fenômeno político de decisão, de
deliberação, sendo incorporada à soberania pela Constituição.
A Constituição Federal é documento jurídico hierarquicamente
superior do nosso sistema, se ocupando com a organização
do poder, a definição de direitos, dentre outros fatores. Nesse
diapasão, a soberania ganha particular interesse junto ao Direito
Constitucional. Nesse sentido, a soberania surge novamente em
discussão, procurando resolver ou atribuir o poder originário e seus
limites, entrando em voga o poder constituinte originário, o poder
constituinte derivado, a soberania popular, do parlamento e do
povo como um todo. Depreende-se que o fundo desta problemática
está entranhado na discussão acerca da positivação do Direito em
determinado Estado e seu respectivo exercício.
Assim sendo, em síntese, já verificados o conceito de Estado e
os seus elementos. Temos, portanto:
ESTADO = POVO + TERRITÓRIO + SOBERANIA
Obs. Os elementos (povo + território + soberania) do Estado não
devem ser confundidos com suas funções estatais que normalmente
são denominadas “Poderes do Estado” e, por sua vez, são divididas
em: legislativa, executiva e judiciária
Em relação aos princípios do Estado Brasileiro, é fácil encontra-
los no disposto no art. 1º, da CFB/88. Vejamos:
Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união
indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-
se em Estado democrático de direito e tem como fundamentos:
I - a soberania;
II - a cidadania;
III - a dignidade da pessoa humana;
IV - os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa;
V - o pluralismo político.
Ressalta-se que os conceitos de soberania, cidadania e
pluralismo político são os que mais são aceitos como princípios
do Estado. No condizente à dignidade da pessoa humana e aos
valores sociais do trabalho e da livre inciativa, pondera-se que
estes constituem as finalidades que o Estado busca alcançar. Já os
conceitos de soberania, cidadania e pluralismo político, podem ser
plenamente relacionados com o sentido de organização do Estado
sob forma política, e, os conceitos de dignidade da pessoa humana
e os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa, implicam na
ideia do alcance de objetivos morais e éticos.
— Governo
Conceito
Governo é a expressão política de comando, de iniciativa pública
com a fixação de objetivos do Estado e de manutenção da ordem
jurídica contemporânea e atuante.
O Brasil adota a República como forma de Governo e o federalismo
como forma de Estado. Em sua obra Direito Administrativo da Série
Advocacia Pública, o renomado jurista Leandro Zannoni, assegura
que governo é elemento do Estado e o explana como “a atividade
política organizada do Estado, possuindo ampla discricionariedade,
sob responsabilidade constitucional e política” (p. 71).
É possível complementar esse conceito de Zannoni com a
afirmação de Meirelles (1998, p. 64-65) que aduz que “Governo é a
expressão política de comando, de iniciativa, de fixação de objetivos
do Estado e de manutenção da ordem jurídica vigente”. Entretanto,
tanto o conceito de Estado como o de governo podem ser definidos
sob diferentes perspectivas, sendo o primeiro, apresentado sob o
critério sociológico, político, constitucional, dentre outros fatores.
No condizente ao segundo, é subdividido em sentido formal sob um
conjunto de órgãos, em sentido material nas funções que exerce e
em sentido operacional sob a forma de condução política.
O objetivo final do Governo é a prestação dos serviços públicos
com eficiência, visando de forma geral a satisfação das necessidades
coletivas. O Governo pratica uma função política que implicauma
atividade de ordem mediata e superior com referência à direção
soberana e geral do Estado, com o fulcro de determinar os fins da
ação do Estado, assinalando as diretrizes para as demais funções e
buscando sempre a unidade da soberania estatal.
— Administração pública
Conceito
Administração Pública em sentido geral e objetivo, é a atividade
que o Estado pratica sob regime público, para a realização dos
interesses coletivos, por intermédio das pessoas jurídicas, órgãos
e agentes públicos.
A Administração Pública pode ser definida em sentido amplo e
estrito, além disso, é conceituada por Di Pietro (2009, p. 57), como
“a atividade concreta e imediata que o Estado desenvolve, sob
regime jurídico total ou parcialmente público, para a consecução
dos interesses coletivos”.
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
119
Nos dizeres de Di Pietro (2009, p. 54), em sentido amplo, a
Administração Pública é subdividida em órgãos governamentais e
órgãos administrativos, o que a destaca em seu sentido subjetivo,
sendo ainda subdividida pela sua função política e administrativa
em sentido objetivo.
Já em sentido estrito, a Administração Pública se subdivide em
órgãos, pessoas jurídicas e agentes públicos que praticam funções
administrativas em sentido subjetivo, sendo subdividida também
na atividade exercida por esses entes em sentido objetivo.
Em suma, temos:
SENTIDO SUBJETIVO
Sentido amplo {órgãos gover-
namentais e órgãos administra-
tivos}.
SENTIDO SUBJETIVO Sentido estrito {pessoas jurídi-
cas, órgãos e agentes públicos}.
SENTIDO OBJETIVO Sentido amplo {função política e
administrativa}.
SENTIDO OBJETIVO Sentido estrito {atividade exerci-
da por esses entes}.
Existem funções na Administração Pública que são exercidas
pelas pessoas jurídicas, órgãos e agentes da Administração que
são subdivididas em três grupos: fomento, polícia administrativa e
serviço público.
Para melhor compreensão e conhecimento, detalharemos cada
uma das funções. Vejamos:
a. Fomento: É a atividade administrativa incentivadora do
desenvolvimento dos entes e pessoas que exercem funções de
utilidade ou de interesse público.
b. Polícia administrativa: É a atividade de polícia administrativa.
São os atos da Administração que limitam interesses individuais em
prol do interesse coletivo.
c. Serviço público: resume-se em toda atividade que a
Administração Pública executa, de forma direta ou indireta,
para satisfazer os anseios e as necessidades coletivas do povo,
sob o regime jurídico e com predominância pública. O serviço
público também regula a atividade permanente de edição de atos
normativos e concretos sobre atividades públicas e privadas, de
forma implementativa de políticas de governo.
A finalidade de todas essas funções é executar as políticas
de governo e desempenhar a função administrativa em favor do
interesse público, dentre outros atributos essenciais ao bom
andamento da Administração Pública como um todo com o
incentivo das atividades privadas de interesse social, visando
sempre o interesse público.
A Administração Pública também possui elementos que a
compõe, são eles: as pessoas jurídicas de direito público e de direito
privado por delegação, órgãos e agentes públicos que exercem a
função administrativa estatal.
— Observação importante:
Pessoas jurídicas de direito público são entidades estatais
acopladas ao Estado, exercendo finalidades de interesse imediato
da coletividade. Em se tratando do direito público externo, possuem
a personalidade jurídica de direito público cometida à diversas
nações estrangeiras, como à Santa Sé, bem como a organismos
internacionais como a ONU, OEA, UNESCO.(art. 42 do CC).
No direito público interno encontra-se, no âmbito da
administração direta, que cuida-se da Nação brasileira: União,
Estados, Distrito Federal, Territórios e Municípios (art. 41, incs. I, II
e III, do CC).
No âmbito do direito público interno encontram-se, no campo
da administração indireta, as autarquias e associações públicas
(art. 41, inc. IV, do CC). Posto que as associações públicas, pessoas
jurídicas de direito público interno dispostas no inc. IV do art. 41
do CC, pela Lei n.º 11.107/2005,7 foram sancionadas para auxiliar
ao consórcio público a ser firmado entre entes públicos (União,
Estados, Municípios e Distrito Federal).
Princípios da administração pública
De acordo com o administrativista Alexandre Mazza (2017),
princípios são regras condensadoras dos valores fundamentais de
um sistema. Sua função é informar e materializar o ordenamento
jurídico bem como o modo de atuação dos aplicadores e intérpretes
do direito, sendo que a atribuição de informar decorre do fato de
que os princípios possuem um núcleo de valor essencial da ordem
jurídica, ao passo que a atribuição de enformar é denotada pelos
contornos que conferem à determinada seara jurídica.
Desta forma, o administrativista atribui dupla aplicabilidade aos
princípios da função hermenêutica e da função integrativa.
Referente à função hermenêutica, os princípios são amplamente
responsáveis por explicitar o conteúdo dos demais parâmetros
legais, isso se os mesmos se apresentarem obscuros no ato de tutela
dos casos concretos. Por meio da função integrativa, por sua vez,
os princípios cumprem a tarefa de suprir eventuais lacunas legais
observadas em matérias específicas ou diante das particularidades
que permeiam a aplicação das normas aos casos existentes.
Os princípios colocam em prática as função hermenêuticas e
integrativas, bem como cumprem o papel de esboçar os dispositivos
legais disseminados que compõe a seara do Direito Administrativo,
dando-lhe unicidade e coerência.
Além disso, os princípios do Direito Administrativo podem ser
expressos e positivados escritos na lei, ou ainda, implícitos, não
positivados e não escritos na lei de forma expressa.
— Observação importante:
Não existe hierarquia entre os princípios expressos e implícitos.
Comprova tal afirmação, o fato de que os dois princípios que dão
forma o Regime Jurídico Administrativo, são meramente implícitos.
Regime Jurídico Administrativo: é composto por todos os
princípios e demais dispositivos legais que formam o Direito
Administrativo. As diretrizes desse regime são lançadas por dois
princípios centrais, ou supraprincípios que são a Supremacia do
Interesse Público e a Indisponibilidade do Interesse Público.
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
120
Supremacia do Interesse
Público
Conclama a necessidade da
sobreposição dos interesses da
coletividade sobre os individuais.
Indisponibilidade do Inte-
resse Público
Sua principal função é orientar
a atuação dos agentes públicos
para que atuem em nome e em
prol dos interesses da Adminis-
tração Pública.
Ademais, tendo o agente público usufruído das prerrogativas
de atuação conferidas pela supremacia do interesse público, a
indisponibilidade do interesse público, com o fito de impedir que
tais prerrogativas sejam utilizadas para a consecução de interesses
privados, termina por colocar limitações aos agentes públicos
no campo de sua atuação, como por exemplo, a necessidade de
aprovação em concurso público para o provimento dos cargos
públicos.
Princípios Administrativos
Nos parâmetros do art. 37, caput da Constituição Federal,
a Administração Pública deverá obedecer aos princípios da
Legalidade, Impessoalidade, Moralidade, Publicidade e Eficiência.
Vejamos:
– Princípio da Legalidade: Esse princípio no Direito
Administrativo, apresenta um significado diverso do que apresenta
no Direito Privado. No Direito Privado, toda e qualquer conduta do
indivíduo que não esteja proibida em lei e que não esteja contrária
à lei, é considerada legal. O termo legalidade para o Direito
Administrativo, significa subordinação à lei, o que faz com que o
administrador deva atuar somente no instante e da forma que a lei
permitir.
— Observação importante: O princípio da legalidade considera
a lei em sentido amplo. Nesse diapasão, compreende-se comolei,
toda e qualquer espécie normativa expressamente disposta pelo
art. 59 da Constituição Federal.
– Princípio da Impessoalidade: Deve ser analisado sob duas
óticas:
a) Sob a ótica da atuação da Administração Pública em relação
aos administrados: Em sua atuação, deve o administrador pautar
na não discriminação e na não concessão de privilégios àqueles que
o ato atingirá. Sua atuação deverá estar baseada na neutralidade e
na objetividade.
b) Em relação à sua própria atuação, administrador deve
executar atos de forma impessoal, como dispõe e exige o parágrafo
primeiro do art. 37 da CF/88 ao afirmar que: ‘‘A publicidade dos atos,
programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá
ter caráter educativo, informativo ou de orientação social, dela não
podendo constar nomes, símbolos ou imagens que caracterizem
promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos.’’
– Princípio da Moralidade: Dispõe que a atuação administrativa
deve ser totalmente pautada nos princípios da ética, honestidade,
probidade e boa-fé. Esse princípio está conexo à não corrupção na
Administração Pública.
O princípio da moralidade exige que o administrador tenha
conduta pautada de acordo com a ética, com o bom senso, bons
costumes e com a honestidade. O ato administrativo terá que
obedecer a Lei, bem como a ética da própria instituição em que o
agente atua. Entretanto, não é suficiente que o ato seja praticado
apenas nos parâmetros da Lei, devendo, ainda, obedecer à
moralidade.
– Princípio da Publicidade: Trata-se de um mecanismo de
controle dos atos administrativos por meio da sociedade. A
publicidade está associada à prestação de satisfação e informação
da atuação pública aos administrados. Via de regra é que a atuação
da Administração seja pública, tornando assim, possível o controle
da sociedade sobre os seus atos.
Ocorre que, no entanto, o princípio em estudo não é absoluto.
Isso ocorre pelo fato deste acabar por admitir exceções previstas
em lei. Assim, em situações nas quais, por exemplo, devam ser
preservadas a segurança nacional, relevante interesse coletivo e
intimidade, honra e vida privada, o princípio da publicidade deverá
ser afastado.
Sendo a publicidade requisito de eficácia dos atos administrativos
que se voltam para a sociedade, pondera-se que os mesmos não
poderão produzir efeitos enquanto não forem publicados.
– Princípio da Eficiência: A atividade administrativa deverá
ser exercida com presteza, perfeição, rendimento, qualidade e
economicidade. Anteriormente era um princípio implícito, porém,
hodiernamente, foi acrescentado, de forma expressa, na CFB/88,
com a EC n. 19/1998.
São decorrentes do princípio da eficiência:
a. A possibilidade de ampliação da autonomia gerencial,
orçamentária e financeira de órgãos, bem como de entidades
administrativas, desde que haja a celebração de contrato de gestão.
b. A real exigência de avaliação por meio de comissão especial
para a aquisição da estabilidade do servidor Efetivo, nos termos do
art. 41, §4º da CFB/88.
A Administração Pública é um conceito multifacetado que pode
ser abordado de diferentes maneiras, dependendo do enfoque de-
sejado. Este texto visa esclarecer o que se entende por Adminis-
tração Pública em sentido amplo e em sentido estrito, destacando
seus aspectos objetivo e subjetivo, bem como as funções adminis-
trativas e os sujeitos responsáveis por desempenhá-las.
Administração Pública em Sentido Amplo
• Aspecto Objetivo
Em sentido amplo, o aspecto objetivo da Administração Públi-
ca refere-se à atividade administrativa em si, ou seja, ao conjunto
de funções e ações que o Estado e suas entidades desempenham
para atender ao bem comum. Isso inclui a prestação de serviços
públicos, a regulamentação de atividades, o controle de recursos e
a implementação de políticas públicas.
• Aspecto Subjetivo
O aspecto subjetivo, por outro lado, diz respeito aos entes que
compõem a Administração Pública. Isso inclui não apenas os órgãos
e entidades estatais, mas também os agentes públicos responsáveis
por executar as atividades administrativas. Em outras palavras, o
aspecto subjetivo abrange o “quem” faz a administração.
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
121
• Administração Pública e Governo
É importante distinguir Administração Pública de Governo. En-
quanto o Governo se refere aos poderes Executivo, Legislativo e Ju-
diciário e suas respectivas funções, a Administração Pública é uma
extensão do Poder Executivo e se concentra na implementação e
gestão das políticas públicas.
Administração Pública em Sentido Estrito
• Funções Administrativas
Em sentido estrito, a Administração Pública diz respeito às
funções administrativas propriamente ditas, que são basicamente
planejar, organizar, dirigir e controlar. Essas funções são exercidas
por diversos órgãos e entidades, desde ministérios até autarquias
e fundações públicas.
• Sujeitos Incumbidos de Desempenhá-las
Os sujeitos responsáveis por desempenhar as funções adminis-
trativas são os agentes públicos, que podem ser servidores públicos
estatutários, empregados públicos ou ocupantes de cargos políti-
cos. Cada categoria tem deveres e responsabilidades específicos,
bem como diferentes níveis de autonomia e poder decisório.
Entender a Administração Pública em seus diferentes sentidos
e aspectos é fundamental para compreender como o Estado fun-
ciona e como ele interage com a sociedade. Em sentido amplo, a
Administração Pública abrange tanto as atividades realizadas pelo
Estado (aspecto objetivo) quanto os entes e agentes responsáveis
por essas atividades (aspecto subjetivo). Em sentido estrito, foca-se
nas funções administrativas e nos sujeitos que as desempenham.
As disposições gerais sobre a Administração Pública estão elen-
cadas nos Artigos 37 e 38 da CF. Vejamos:
CAPÍTULO VII
DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
SEÇÃO I
DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer
dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Muni-
cípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, mo-
ralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte: (Redação
dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
I - os cargos, empregos e funções públicas são acessíveis aos
brasileiros que preencham os requisitos estabelecidos em lei, assim
como aos estrangeiros, na forma da lei; (Redação dada pela Emen-
da Constitucional nº 19, de 1998)
II - a investidura em cargo ou emprego público depende de
aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e
títulos, de acordo com a natureza e a complexidade do cargo ou
emprego, na forma prevista em lei, ressalvadas as nomeações para
cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exone-
ração; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
III - o prazo de validade do concurso público será de até dois
anos, prorrogável uma vez, por igual período;
IV - durante o prazo improrrogável previsto no edital de convo-
cação, aquele aprovado em concurso público de provas ou de pro-
vas e títulos será convocado com prioridade sobre novos concursa-
dos para assumir cargo ou emprego, na carreira;
V - as funções de confiança, exercidas exclusivamente por ser-
vidores ocupantes de cargo efetivo, e os cargos em comissão, a se-
rem preenchidos por servidores de carreira nos casos, condições e
percentuais mínimos previstos em lei, destinam-se apenas às atri-
buições de direção, chefia e assessoramento; (Redação dada pela
Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
VI - é garantido ao servidor público civil o direito à livre associa-
ção sindical;
VII - o direito de greve será exercido nos termos e nos limites
definidos em lei específica; (Redação dada pela Emenda Constitu-
cional nº 19, de 1998)
VIII - a lei reservará percentual dos cargos e empregos públicos
para as pessoas portadoras de deficiência e definirá os critérios de
sua admissão;
IX - a lei estabelecerá os casos de contratação por tempo de-
terminado para atender anecessidade temporária de excepcional
interesse público; (Vide Emenda constitucional nº 106, de 2020)
X - a remuneração dos servidores públicos e o subsídio de que
trata o §4º do art. 39 somente poderão ser fixados ou alterados por
lei específica, observada a iniciativa privativa em cada caso, assegu-
rada revisão geral anual, sempre na mesma data e sem distinção de
índices; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
(Regulamento)
XI - a remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos, fun-
ções e empregos públicos da administração direta, autárquica e
fundacional, dos membros de qualquer dos Poderes da União, dos
Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, dos detentores de
mandato eletivo e dos demais agentes políticos e os proventos,
pensões ou outra espécie remuneratória, percebidos cumulativa-
mente ou não, incluídas as vantagens pessoais ou de qualquer ou-
tra natureza, não poderão exceder o subsídio mensal, em espécie,
dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, aplicando-se como li-
mite, nos Municípios, o subsídio do Prefeito, e nos Estados e no
Distrito Federal, o subsídio mensal do Governador no âmbito do
Poder Executivo, o subsídio dos Deputados Estaduais e Distritais no
âmbito do Poder Legislativo e o subsidio dos Desembargadores do
Tribunal de Justiça, limitado a noventa inteiros e vinte e cinco cen-
tésimos por cento do subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do
Supremo Tribunal Federal, no âmbito do Poder Judiciário, aplicável
este limite aos membros do Ministério Público, aos Procuradores e
aos Defensores Públicos; (Redação dada pela Emenda Constitucio-
nal nº 41, 19.12.2003)
XII - os vencimentos dos cargos do Poder Legislativo e do Poder
Judiciário não poderão ser superiores aos pagos pelo Poder Execu-
tivo;
XIII - é vedada a vinculação ou equiparação de quaisquer espé-
cies remuneratórias para o efeito de remuneração de pessoal do
serviço público; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19,
de 1998)
XIV - os acréscimos pecuniários percebidos por servidor público
não serão computados nem acumulados para fins de concessão de
acréscimos ulteriores; (Redação dada pela Emenda Constitucional
nº 19, de 1998)
XV - o subsídio e os vencimentos dos ocupantes de cargos e em-
pregos públicos são irredutíveis, ressalvado o disposto nos incisos
XI e XIV deste artigo e nos arts. 39, §4º, 150, II, 153, III, e 153, §2º, I;
(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
122
XVI - é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos,
exceto, quando houver compatibilidade de horários, observado em
qualquer caso o disposto no inciso XI: (Redação dada pela Emenda
Constitucional nº 19, de 1998)
a) a de dois cargos de professor; (Redação dada pela Emenda
Constitucional nº 19, de 1998)
b) a de um cargo de professor com outro técnico ou científico;
(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
c) a de dois cargos ou empregos privativos de profissionais de
saúde, com profissões regulamentadas; (Redação dada pela Emen-
da Constitucional nº 34, de 2001)
XVII - a proibição de acumular estende-se a empregos e funções
e abrange autarquias, fundações, empresas públicas, sociedades de
economia mista, suas subsidiárias, e sociedades controladas, direta
ou indiretamente, pelo poder público; (Redação dada pela Emenda
Constitucional nº 19, de 1998)
XVIII - a administração fazendária e seus servidores fiscais terão,
dentro de suas áreas de competência e jurisdição, precedência so-
bre os demais setores administrativos, na forma da lei;
XIX – somente por lei específica poderá ser criada autarquia e
autorizada a instituição de empresa pública, de sociedade de eco-
nomia mista e de fundação, cabendo à lei complementar, neste
último caso, definir as áreas de sua atuação; (Redação dada pela
Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
XX - depende de autorização legislativa, em cada caso, a criação
de subsidiárias das entidades mencionadas no inciso anterior, assim
como a participação de qualquer delas em empresa privada;
XXI - ressalvados os casos especificados na legislação, as obras,
serviços, compras e alienações serão contratados mediante pro-
cesso de licitação pública que assegure igualdade de condições a
todos os concorrentes, com cláusulas que estabeleçam obrigações
de pagamento, mantidas as condições efetivas da proposta, nos ter-
mos da lei, o qual somente permitirá as exigências de qualificação
técnica e econômica indispensáveis à garantia do cumprimento das
obrigações. (Regulamento)
XXII - as administrações tributárias da União, dos Estados, do
Distrito Federal e dos Municípios, atividades essenciais ao funcio-
namento do Estado, exercidas por servidores de carreiras específi-
cas, terão recursos prioritários para a realização de suas atividades
e atuarão de forma integrada, inclusive com o compartilhamento
de cadastros e de informações fiscais, na forma da lei ou convênio.
(Incluído pela Emenda Constitucional nº 42, de 19.12.2003)
§1º A publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campa-
nhas dos órgãos públicos deverá ter caráter educativo, informativo
ou de orientação social, dela não podendo constar nomes, símbolos
ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou
servidores públicos.
§2º A não observância do disposto nos incisos II e III implicará a
nulidade do ato e a punição da autoridade responsável, nos termos
da lei.
§3º A lei disciplinará as formas de participação do usuário na
administração pública direta e indireta, regulando especialmente:
(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
I - as reclamações relativas à prestação dos serviços públicos
em geral, asseguradas a manutenção de serviços de atendimento
ao usuário e a avaliação periódica, externa e interna, da qualidade
dos serviços; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
II - o acesso dos usuários a registros administrativos e a infor-
mações sobre atos de governo, observado o disposto no art. 5º, X e
XXXIII; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) (Vide
Lei nº 12.527, de 2011)
III - a disciplina da representação contra o exercício negligente
ou abusivo de cargo, emprego ou função na administração pública.
(Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
§4º - Os atos de improbidade administrativa importarão a sus-
pensão dos direitos políticos, a perda da função pública, a indispo-
nibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário, na forma e grada-
ção previstas em lei, sem prejuízo da ação penal cabível.
§5º A lei estabelecerá os prazos de prescrição para ilícitos prati-
cados por qualquer agente, servidor ou não, que causem prejuízos
ao erário, ressalvadas as respectivas ações de ressarcimento.
§6º As pessoas jurídicas de direito público e as de direito priva-
do prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que
seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o
direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa.
§7º A lei disporá sobre os requisitos e as restrições ao ocupante
de cargo ou emprego da administração direta e indireta que possi-
bilite o acesso a informações privilegiadas. (Incluído pela Emenda
Constitucional nº 19, de 1998)
§8º A autonomia gerencial, orçamentária e financeira dos ór-
gãos e entidades da administração direta e indireta poderá ser am-
pliada mediante contrato, a ser firmado entre seus administradores
e o poder público, que tenha por objeto a fixação de metas de de-
sempenho para o órgão ou entidade, cabendo à lei dispor sobre:
(Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998) (Regulamen-
to) (Vigência)
I - o prazo de duração do contrato; (Incluído pela Emenda Cons-
titucional nº 19, de 1998)
II - os controles e critérios de avaliação de desempenho, direi-
tos, obrigações e responsabilidade dos dirigentes; (Incluído pela
Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
III - a remuneração do pessoal. (Incluído pela Emenda Constitu-
cional nº 19, de1998)
§9º O disposto no inciso XI aplica-se às empresas públicas e às
sociedades de economia mista, e suas subsidiárias, que receberem
recursos da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Muni-
cípios para pagamento de despesas de pessoal ou de custeio em
geral. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
§10. É vedada a percepção simultânea de proventos de aposen-
tadoria decorrentes do art. 40 ou dos arts. 42 e 142 com a remune-
ração de cargo, emprego ou função pública, ressalvados os cargos
acumuláveis na forma desta Constituição, os cargos eletivos e os
cargos em comissão declarados em lei de livre nomeação e exone-
ração. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 20, de 1998) (Vide
Emenda Constitucional nº 20, de 1998)
§11. Não serão computadas, para efeito dos limites remunera-
tórios de que trata o inciso XI do caput deste artigo, as parcelas de
caráter indenizatório previstas em lei. (Incluído pela Emenda Cons-
titucional nº 47, de 2005)
§12. Para os fins do disposto no inciso XI do caput deste artigo,
fica facultado aos Estados e ao Distrito Federal fixar, em seu âmbito,
mediante emenda às respectivas Constituições e Lei Orgânica, como
limite único, o subsídio mensal dos Desembargadores do respectivo
Tribunal de Justiça, limitado a noventa inteiros e vinte e cinco cen-
tésimos por cento do subsídio mensal dos Ministros do Supremo
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
123
Tribunal Federal, não se aplicando o disposto neste parágrafo aos
subsídios dos Deputados Estaduais e Distritais e dos Vereadores.
(Incluído pela Emenda Constitucional nº 47, de 2005)
§13. O servidor público titular de cargo efetivo poderá ser rea-
daptado para exercício de cargo cujas atribuições e responsabilida-
des sejam compatíveis com a limitação que tenha sofrido em sua
capacidade física ou mental, enquanto permanecer nesta condição,
desde que possua a habilitação e o nível de escolaridade exigidos
para o cargo de destino, mantida a remuneração do cargo de ori-
gem. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
§14. A aposentadoria concedida com a utilização de tempo de
contribuição decorrente de cargo, emprego ou função pública, in-
clusive do Regime Geral de Previdência Social, acarretará o rom-
pimento do vínculo que gerou o referido tempo de contribuição.
(Incluído pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
§15. É vedada a complementação de aposentadorias de servi-
dores públicos e de pensões por morte a seus dependentes que
não seja decorrente do disposto nos §§14 a 16 do art. 40 ou que
não seja prevista em lei que extinga regime próprio de previdência
social. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 103, de 2019)
§16. Os órgãos e entidades da administração pública, individual
ou conjuntamente, devem realizar avaliação das políticas públicas,
inclusive com divulgação do objeto a ser avaliado e dos resultados
alcançados, na forma da lei. (Incluído pela Emenda Constitucional
nº 109, de 2021)
Art. 38. Ao servidor público da administração direta, autárquica
e fundacional, no exercício de mandato eletivo, aplicam-se as se-
guintes disposições: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº
19, de 1998)
I - tratando-se de mandato eletivo federal, estadual ou distrital,
ficará afastado de seu cargo, emprego ou função;
II - investido no mandato de Prefeito, será afastado do cargo,
emprego ou função, sendo-lhe facultado optar pela sua remune-
ração;
III - investido no mandato de Vereador, havendo compatibili-
dade de horários, perceberá as vantagens de seu cargo, emprego
ou função, sem prejuízo da remuneração do cargo eletivo, e, não
havendo compatibilidade, será aplicada a norma do inciso anterior;
IV - em qualquer caso que exija o afastamento para o exercício
de mandato eletivo, seu tempo de serviço será contado para todos
os efeitos legais, exceto para promoção por merecimento;
V - na hipótese de ser segurado de regime próprio de previdên-
cia social, permanecerá filiado a esse regime, no ente federativo
de origem. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 103, de
2019)
Uso e abuso de poder
De antemão, depreende-se que o exercício de poder acontece
de forma legítima quando desempenhado pelo órgão competente,
desde que esteja nos limites da lei a ser aplicada, bem como em
atendimento à consecução dos fins públicos.
No entanto, é possível que a autoridade, ao exercer o poder,
venha a ultrapassar os limites de sua competência ou o utilize para
fins diversos do interesse público. Quando isto ocorre, afirma-se
que houve abuso de poder. Ressalta-se que o abuso de poder ocorre
tanto por meio de um ato comissivo, quando é feita alguma coisa
que não deveria ser feita, quanto por meio de um ato omissivo, por
meio do qual se deixa de fazer algo que deveria ser feito.
Pode o abuso de poder se dividido em duas espécies, são elas:
– Excesso de poder: Ocorre a partir do momento em que a
autoridade atua extrapolando os limites da sua competência.
– Desvio de poder ou desvio de finalidade: Ocorre quando a
autoridade vem a praticar um ato que é de sua competência, porém,
o utiliza para uma finalidade diferente da prevista ou contrária ao
interesse público como um todo.
Convém mencionar que o ato praticado com abuso de poder
pode ser devidamente invalidado pela própria Administração por
intermédio da autotutela ou pelo Poder Judiciário, sob controle
judicial.
ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA DIRETA E INDIRETA
Administração direta e indireta
A princípio, infere-se que Administração Direta é correspondente
aos órgãos que compõem a estrutura das pessoas federativas que
executam a atividade administrativa de maneira centralizada. O
vocábulo “Administração Direta” possui sentido abrangente vindo a
compreender todos os órgãos e agentes dos entes federados, tanto
os que fazem parte do Poder Executivo, do Poder Legislativo ou do
Poder Judiciário, que são os responsáveis por praticar a atividade
administrativa de maneira centralizada.
Já a Administração Indireta, é equivalente às pessoas jurídicas
criadas pelos entes federados, que possuem ligação com as
Administrações Diretas, cujo fulcro é praticar a função administrativa
de maneira descentralizada.
Tendo o Estado a convicção de que atividades podem ser
exercidas de forma mais eficaz por entidade autônoma e com
personalidade jurídica própria, o Estado transfere tais atribuições
a particulares e, ainda pode criar outras pessoas jurídicas, de
direito público ou de direito privado para esta finalidade. Optando
pela segunda opção, as novas entidades passarão a compor a
Administração Indireta do ente que as criou e, por possuírem
como destino a execução especializado de certas atividades, são
consideradas como sendo manifestação da descentralização por
serviço, funcional ou técnica, de modo geral.
Administração pública é o conjunto de órgãos, serviços e agen-
tes do Estado que procuram satisfazer as necessidades da socieda-
de, tais como educação, cultura, segurança, saúde, etc. Em outras
palavras, administração pública é a gestão dos interesses públicos
por meio da prestação de serviços públicos, sendo dividida em ad-
ministração direta e indireta.
Dica de Estudo: FASE
Fazem parte da Administração Pública Indireta:
F - FUNDAÇÕES PÚBLICAS
A - AUTARQUIAS
S - SOCIEDADES DE ECONOMIA MISTA
E - EMPRESA PÚBLICA
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
124
TRANSPARÊNCIA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
O princípio da transparência é decorrência lógica da publicidade
e deve estar presente em toda atuação do gestor e agente públicos,
inclusive no procedimento de licitação e de contratação adminis-
trativa.
No Estado Democrático de Direito a transparência, mais que
indispensável instrumento de controle social sobre os gastos públi-
cos, deve consagrar-se como princípio de ética e moralidade públi-
cas que, por sua vez, consubstanciam a austeridade e a eficácia da
gestão pública em todas as instâncias de poder.
Encontra-se previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei
complementar 101/00), no seu art. 48, quea transparência será
assegurada mediante a “liberação ao pleno conhecimento e acom-
panhamento da sociedade, em tempo real, de informações porme-
norizadas sobre a execução orçamentária e financeira, em meios
eletrônicos de acesso público”.
Já segundo a Lei de Acesso à Informação (Lei nº 12.527/2011),
a prefeitura deve disponibilizar informações, que vão além das
de execução financeira e orçamentária. O art. 8º, § 1°, da LAI, Lei
12.527/2011, determina que devem estar à disposição da socie-
dade, independentemente de solicitação, no mínimo, as seguintes
informações: registro das competências e estrutura organizacional,
endereços e telefones das respectivas unidades e horários de aten-
dimento ao público; registros de quaisquer repasses ou transferên-
cias de recursos financeiros; registros das despesas; informações
referentes a procedimentos licitatórios, inclusive os respectivos
editais e resultados, bem
como a todos os contratos celebrados; dados gerais para o
acompanhamento de programas, ações, projetos e obras de órgãos
e entidades; e respostas a perguntas mais frequentes da socieda-
de. Essas informações podem ser disponibilizadas para a sociedade
em outro espaço virtual, como, por exemplo, no portal da própria
prefeitura.
O objetivo é aumentar a transparência da gestão pública, per-
mitindo que o cidadão acompanhe como os recursos públicos estão
sendo utilizados, e ajude a fiscalizar. Essas informações que a pre-
feitura divulga sem que ninguém tenha solicitado é a denominada
transparência ativa.
A transparência, referente à possibilidade de acesso do cidadão
a informações governamentais, é elemento essencial para o contro-
le do aparelho do Estado pela sociedade.
A transparência5 do Estado, expressa na possibilidade de acesso
do cidadão à informação governamental, constituía um requisito
fundamental. Configurada como um direito e, simultaneamente,
projeto de igualdade, o acesso à informação governamental so-
mou-se a outras perspectivas democratizantes.
A democratização do Estado apresentava como um dos pres-
supostos o controle do seu aparelho pela sociedade civil. Assim, a
transparência do Estado, expressa na possibilidade de acesso do
cidadão à informação governamental, constituía um requisito es-
sencial. A esse respeito ensina Bresser Pereira que, “eficiência ad-
ministrativa e democracia são dois objetivos políticos maiores da
sociedade contemporânea, ainda que vistos como contraditórios
pelo saber convencional. Pois bem, uma tese fundamental que
5 [ Matias-Pereira, José. Administração Pública, 5ª edição. Grupo GEN,
2018.]
orientou a Reforma Gerencial de 1995 contradiz tal saber: a maior
eficiência por ela buscada só se efetivará se o regime político for
democrático”.
É perceptível que a prática da democracia no Brasil tem se ma-
nifestado, entre outros aspectos, pela cobrança cada vez mais in-
tensa de ética e transparência na condução dos negócios públicos.
Visando responder a essas demandas, os instrumentos já existentes
na administração federal foram reforçados e outros foram criados.
Ao nível de discurso o governo demonstra que está consciente que
a corrupção drena recursos que seriam destinados a produzir e re-
alizar bens e serviços públicos em favor da sociedade, a gerar negó-
cios e a criar e manter empregos. A corrupção e a má administração
das verbas e recursos públicos são vistos como enormes obstáculos
ao desenvolvimento nacional, porque implicam diretamente redu-
ção da atividade econômica e diminuição da qualidade de vida da
população.
A transparência no serviço público não se restringe apenas dis-
ponibilizar informações verídicas, é um conjunto de metodologias
que obrigam todas as entidades públicas a prestar contas com a
população, utilizando a internet como meio principal, divulgando
as ações do governo em relação ao uso da verba, às atitudes políti-
cas e de planejamento. Não apenas isso, mas também informações
disponíveis, com linguagem acessível à população.
O Portal da Transparência do Governo Federal é um exemplo
disponibilização de informações. É um site de acesso livre, no qual
o cidadão pode encontrar informações sobre como o dinheiro pú-
blico é utilizado, além de se informar sobre assuntos relacionados
à gestão pública do Brasil. Desde a criação, a ferramenta ganhou
novos recursos, aumentou a oferta de dados ano após ano e con-
solidou-se como importante instrumento de controle social, com
reconhecimento dentro e fora do país.
Importante:
Publicidade: Obrigação do Estado em divulgar seus atos (salvo
sigilosos).
Transparência: Forma como o Estado deve se comprometer em
divulgar. Está acima da mera publicidade. A informação deve ser
clara, precisa, disponível, acessível, verídica e de linguagem aces-
sível.
A transparência e a Lei de Acesso à Informação (LAI) são concei-
tos e instrumentos legais fundamentais para promover a abertura e
a disponibilidade de informações por parte dos órgãos e entidades
públicas.
Vamos explorar esses conceitos e como a LAI contribui para a
transparência governamental:
Transparência
Transparência refere-se à prática de disponibilizar informações
de maneira clara, acessível e compreensível para o público em ge-
ral. Em um contexto governamental, a transparência implica que
as ações, decisões e gastos do governo sejam abertos ao escrutínio
público. Isso contribui para a prestação de contas, fortalece a con-
fiança na administração pública e permite que os cidadãos partici-
pem ativamente no processo democrático.
Lei de Acesso à Informação (LAI)
A Lei de Acesso à Informação (Lei nº 12.527/2011 no Brasil) é
um instrumento legal que regulamenta o direito dos cidadãos de
acessarem informações públicas. Ela estabelece procedimentos
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
125
claros e objetivos para a solicitação e a divulgação de informações
públicas, promovendo a transparência e o princípio do acesso à in-
formação como um direito fundamental.
— Principais pontos da LAI incluem
Abrangência
A LAI se aplica a todos os órgãos e entidades públicas dos pode-
res Executivo, Legislativo e Judiciário, em todos os níveis de governo
(federal, estadual e municipal), bem como a entidades privadas sem
fins lucrativos que recebam recursos públicos.
Princípios
A lei estabelece princípios fundamentais, como a publicidade, a
autenticidade, a integridade e a primazia do interesse público, ga-
rantindo que as informações sejam disponibilizadas de forma fide-
digna e que a proteção do interesse público prevaleça.
Procedimentos para Solicitação
A LAI define procedimentos claros para solicitar informações
públicas, incluindo prazos para resposta, formas de disponibilização
e a possibilidade de recursos em caso de negativa de acesso.
Divulgação Ativa
Além das solicitações individuais, a LAI estabelece a obrigação
de os órgãos e entidades públicas divulgarem ativamente um con-
junto mínimo de informações, como dados orçamentários, contra-
tos, licitações, estrutura organizacional, entre outros.
Responsabilização
A lei prevê medidas para responsabilizar aqueles que dificultem
ou impeçam o acesso à informação, incluindo sanções administrati-
vas e penais em casos de infrações.
Proteção de Informações Sensíveis
A LAI também prevê a proteção de informações sensíveis, como
aquelas relacionadas à segurança nacional, a questões diplomáticas
e à privacidade individual.
Empoderamento Cidadão
A transparência e a LAI buscam empoderar os cidadãos, permi-
tindo que participem ativamente da fiscalização do governo e con-
tribuam para uma gestão pública mais eficiente.
Impacto na Governança e Democracia
A aplicação efetiva da transparência e da LAI contribui para for-
talecer a governança, promover a confiança na administração públi-
ca e consolidar os princípios democráticos.
Entender esses pontos essenciais é crucial para compreender
como a transparência e a LAI desempenham um papel vital na re-
lação entre governo e sociedade, promovendo uma administração
pública mais aberta,responsável e participativa.
Assim, a transparência e a LAI são essenciais para fortalecer a
participação cidadã, e garantir o direito à informação. O acesso à
informação pública contribui para uma sociedade mais informada,
empoderada e capaz de regular as ações governamentais.
Até janeiro de 2022, a Lei de Acesso à Informação (Lei nº
12.527/2011) estava em vigor no Brasil. No entanto, é importante
observar que leis podem ser modificadas, atualizadas ou revogadas
ao longo do tempo.
Recomenda-se, sempre verificar fontes oficiais, como o Diário
Oficial da União, o site oficial da Presidência da República, ou o site
do Senado Federal para obter informações atualizadas sobre a Lei
de Acesso à Informação. Essas fontes fornecerão os textos mais re-
centes, emendas ou quaisquer mudanças na legislação.
Além disso, é possível que tenham ocorrido alterações legislati-
vas após a minha última atualização em janeiro de 2022. Instruí-se
verificar fontes confiáveis e atualizadas para obter informações pre-
cisas sobre o estado atual da Lei de Acesso à Informação no Brasil.
— Lei de acesso à informação
A Lei de acesso à informação – LAI, Lei nº 12.527, sancionada
em 18 de novembro de 2011, regulamenta o direito constitucional
de acesso dos cidadãos às informações públicas e é aplicável aos
três poderes da União, dos estados, do Distrito Federal e dos muni-
cípios. Esta Lei representou um importante passo para a consolida-
ção do regime democrático brasileiro e para o fortalecimento das
políticas de transparência pública6.
Esta Lei institui como princípio fundamental que o acesso à
informação pública é a regra, e o sigilo somente a exceção. Para
garantir o exercício pleno do direito de acesso previsto na Consti-
tuição Federal, a Lei define os mecanismos, prazos e procedimentos
para a entrega das informações solicitadas à administração pública
pelos cidadãos. A Lei igualmente determina que os órgãos e entida-
des públicas deverão divulgar um rol mínimo de informações proa-
tivamente por meio da internet.
Os pedidos de acesso à informação podem ser encaminhados pelo
Sistema Eletrônico do Serviço de Informações ao Cidadão (e-SIC).
O acesso à informação contribui para aumentar a eficiência do
Poder público, diminuir a corrupção e elevar a participação social.
Trata-se de um direito do cidadão e dever do Estado, abrangendo os
três poderes (Judiciário, Legislativo e Executivo), em todas as esfe-
ras do governo (municipais, estaduais, distrital e federal)7.
Principais aspectos
O acesso é a regra, enquanto o sigilo, exceção:
— Pedidos não exigem motivação;
— Fornecimento gratuito de informações, salvo custos de re-
produção.
Escopo
Todas as informações produzidas ou custodiadas pelo poder pú-
blico são públicas e, portanto, acessíveis a todos os cidadãos, ressal-
vadas as hipóteses de sigilo legalmente estabelecidas.
Não são pedidos de informação:
— Desabafos, reclamações, elogios (esse tipo de manifestação
deve ser feito para a Ouvidoria do órgão);
— Consultas sobre a aplicação de legislação (devem ser encami-
nhadas ao canal adequado);
— Denúncias.
Qualquer pessoa pode pedir uma informação pública, tanto
pessoas físicas, quanto jurídicas, independente de idade e de na-
cionalidade.
6 https://www.gov.br/capes/pt-br/acesso-a-informacao/servico-de-in-
formacao-ao-cidadao/sobre-a-lei-de-acesso-a-informacao
7 https://www.gov.br/acessoainformacao/pt-br/central-de-conteudo/
infograficos/arquivos/entenda-a-lai/noticias
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
126
— Transparência da administração pública
A disponibilidade e o acesso à informação são os pilares da
transparência pública; esta, por sua vez, é condição necessária para
o processo de controle social pela cidadania. O controle social exige
a atitude de “accountability”, isto é, a adequada prestação de con-
tas dos gestores públicos e a assunção de responsabilidades com
relação aos resultados da atuação governamental8.
A Transparência na administração pública é uma obviedade. A
população detentora final do poder político e provedora dos recur-
sos para o desenvolvimento das atividades estatais deve ser brinda-
da com o acesso à informação necessária para exercer seu direito
de controle e de avaliação das políticas e dos serviços promovidos
pelos governos.
Ainda assim, o tema da transparência ganhou mais força após
a expansão da administração pública gerencial, cuja preocupação
com a satisfação das necessidades dos usuários impulsionou que
lhes fossem disponibilizadas informações financeiras, operacionais
e mesmo, em determinada medida, estratégicas das diversas enti-
dades públicas.
Alguns podem dizer que a Constituição de 1988, de caráter for-
temente burocrático em sua versão original, já previa a adoção da
transparência, ao definir o princípio da publicidade para a adminis-
tração pública. Mas a transparência é muito mais doque publicida-
de.
De fato, não se trata de simplesmente publicar atos adminis-
trativos nos veículos de informação oficiais, cumprindo requisito
formal de validade dos atos administrativos, mas de uma atitude
permanente, um esforço efetivo de comunicar, intensamente, por
diversos meios disponíveis, a ação governamental e os resultados
dela advindos aos usuários internos e externos. Não se confunde
com a propaganda das ações de governo, já que tenciona munir o
cidadão de dados e informações suficientes para que ele mesmo
realize a avaliação das políticas públicas.
Importante destacar que a transparência pública não se restrin-
ge à exposição de resultados alcançados por governos e órgãos pú-
blicos frente a seus objetivos, indicadores e metas. Ainda que essa
informação seja essencial para o conhecimento da cidadania, ser
transparente implica inclusive dar a conhecer o processo cotidiano
de produção dos bens e serviços públicos.
Nesse sentido, a atitude de transparência no âmbito público
tem como aliado o processo de informatização, que permitiu às or-
ganizações públicas se conhecerem e se darem a conhecer melhor.
De fato, as últimas duas décadas foram ricas na expansão da atua-
ção dos governos e de suas organizações no ambiente virtual, em
especial na rede mundial de computadores, a internet.
Esse fenômeno foi denominado de governo eletrônico. Hoje,
praticamente todos os principais órgãos públicos possuem sofisti-
cados sítios de internet.
A disponibilização intensiva de serviços e informações públicas
nos meios eletrônicos e digitais, as quais se servem de distintas pla-
taformas de apresentação como computadores e dispositivos mó-
veis (tablets e smartphones), não pode desconsiderar o existente
nível de exclusão digital da comunidade, em especial quando para-
lelamente ocorre uma diminuição da atenção presencial, sob pena
de gerar uma grande quantidade de cidadãos alijados do atendi-
mento de suas demandas por serviços públicos.
8 Curso transparência na gestão pública: controle cidadão/coorde-
nação, Cliff Villar; ilustração, Carlus Campos. – Fortaleza: Edições
Demócrito Rocha/TCE, 2017.
Assim, espera-se que governos e órgãos públicos que adotam
o governo eletrônico com maior intensidade incentivem também a
diminuição da exclusão digital.
A disseminação de iniciativas de governo eletrônico está forte-
mente ligada à questão da transparência. Em verdade, é uma obri-
gação dos governos democráticos facilitar o acesso a informações
públicas e, assim, aproximar o cidadão do governo.
O uso de sites para divulgar informações de maneira ampla é
um instrumento fundamental para atender a esse princípio. Além
da disponibilização de informações públicas por meio da internet,
o processo de transparência e de acesso à informação deve ser efe-
tivo, de forma que, mesmo não constando das atuais publicações,
outros mecanismos operacionais de atendimento sejam oferecidos
à cidadania.
Ademais, os entes públicos devem incentivar a participação po-
pular no debate sobre as próprias estratégias de implementação
das políticas públicas, inclusive durante a elaboração do planeja-mento e dos orçamentos. De fato, o orçamento público é a lei por
meio da qual os governos estabelecem e comunicam o que preten-
dem fazer com recursos públicos arrecadados.
Ainda que a iniciativa de elaboração dos orçamentos seja dos
chefes de cada poder, Executivo, Legislativo e Judiciário, sua apro-
vação passará sempre pelo parlamento. Nos municípios, essa lei é
votada uma vez por ano na câmara municipal, representando um
momento oportuno de participação da cidadania.
Em muitas cidades do Brasil, a população participa ativamen-
te do processo do orçamento, e os moradores decidem como será
utilizado o dinheiro arrecadado ou recebido pela prefeitura; e, de-
pois, acompanham de perto se essas decisões foram respeitadas
no momento do gasto. Assim, para ter mais informações sobre o
dinheiro público, cada cidadão também pode procurar os vereado-
res da cidade.
Eles têm o dever de fiscalizar o uso dos recursos públicos e de
prestar informações sobre a gestão governamental, já que a Câma-
ra Municipal fiscaliza a Prefeitura.
No Brasil existe estrutura normativa que se vincula à adoção de
práticas de transparência pública. As principais leis relacionadas ao
tema em nível nacional são:
• a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) – Lei Complementar
101, de 4 de maio de 2000;
• a Lei de Acesso à Informação (LAI) – Lei nº 12.527, de 18 de
novembro de 2011.
O Ministério da Transparência, Fiscalização e Controladoria-Ge-
ral da União é o órgão do Governo Federal responsável por realizar
atividades relacionadas à defesa do patrimônio público e ao incre-
mento da transparência da gestão, por meio de ações de controle
interno, auditoria pública, correição, prevenção e combate à cor-
rupção e ouvidoria. Também têm papel fundamental nesse âmbito
os Tribunais de Contas e as Controladorias Gerais.
Observando a prática de efetiva transparência e acesso à infor-
mação dos estados e municípios brasileiros, a CGU idealizou a Esca-
la Brasil Transparente (EBT), a partir da qual elaboraram-se rankings
entre os estados e entre os municípios de cada um deles. Em nível
internacional, o Brasil é um dos oito fundadores da Parceria para
Governo Aberto ou OGP (do inglês, Open Government Partnership),
criada em 2011, que pretende difundir e estimular, em nível global,
práticas governamentais relacionadas à transparência dos gover-
nos, ao acesso à informação pública e à participação social.
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
127
O Comitê Interministerial Governo Aberto (Ciga), composto por
13 ministérios e coordenado pela Controladoria-Geral da União,
tem o papel de orientar a implementação e a elaboração dos Planos
de Ação do Brasil.
— Portal da Transparência
Toda a discussão sobre acesso à informação, transparência,
controle social, “accountability”, participação popular e cidadania
seria absolutamente estéril se, ao fim, não fosse possível o exercí-
cio prático da transparência pública. Um exemplo bem sucedido de
iniciativas que têm promovido o substantivo incremento da trans-
parência governamental é o Portal da Transparência9.
A Administração Pública deve incrementar permanentemente
a transparência pública, ampliando a divulgação das ações gover-
namentais, o que contribui para o fortalecimento da democracia,
valorizando e desenvolvendo as noções de cidadania. Quanto mais
informado o cidadão, mais ele pode participar dos processos deci-
sórios públicos e identificar suas falhas, aumentando a eficiência
da gestão e contribuindo para o combate à corrupção, pois o país
passa a contar com milhões de fiscais da boa administração pública.
Para tanto, o Governo Federal criou um portal que permite ao
cidadão o acompanhamento da execução financeira dos seus pro-
gramas e ações: o Portal da Transparência. O Portal da Transpa-
rência do Governo Federal é um canal pelo qual o cidadão pode
acompanhar a utilização dos recursos federais arrecadados com
impostos no fornecimento de serviços públicos à população, além
de se informar sobre outros assuntos relacionados à Administração
Pública Federal.
O site, lançado em 2004 e remodelado em junho de 2018, é
mantido pela CGU e tem o objetivo de garantir e ampliar a transpa-
rência da gestão pública e fortalecer a participação social na fiscali-
zação dos gastos e investimentos do Poder Executivo Federal.
Por meio dele, qualquer cidadão pode obter informações sobre
a correta aplicação dos recursos públicos, principalmente no que
diz respeito às ações destinadas à sua comunidade. Dentro eviden-
temente da lógica do Governo Eletrônico, o portal está disponível
na internet, no endereço eletrônico www.portaldatransparencia.
gov.br.
Trata-se de importante ferramenta para o controle social, per-
mitindo ao cidadão conhecer o destino do dinheiro público, am-
pliando as condições de controle desse dinheiro. O Portal usa lin-
guagem simples e é de fácil navegação, podendo ser acessado, sem
necessidade de uso de senha, e utilizado por pessoas ainda que sem
familiaridade com o sistema orçamentário-financeiro brasileiro.
As principais consultas disponíveis são:
• Gastos Diretos do Governo – compras ou contratação de
obras e serviços. A pesquisa é estruturada e pode ser feita por ór-
gão ou por tipo de despesa, e, ainda, podem ser consultados os gas-
tos realizados por meio de Cartões de Pagamentos do Governo Fe-
deral (conhecidos também como cartões corporativos do governo);
• Transferências de Recursos – como é feita a transferência do
dinheiro público federal a estados, municípios, Distrito Federal e
mesmo diretamente ao cidadão, como é o caso do Bolsa Família.
Pode-se também consultar a distribuição de recursos de programas
como o Bolsa Família, a merenda escolar e a aplicação de recursos
do Sistema Único de Saúde (SUS), entre outros;
9 Curso transparência na gestão pública: controle cidadão/coorde-
nação, Cliff Villar; ilustração, Carlus Campos. – Fortaleza: Edições
Demócrito Rocha/TCE, 2017.
• Recursos que transitam por convênios firmados pelo Gover-
no Federal, possibilitando verificar se as entidades municipais, es-
taduais ou mesmo privadas estão dando correto andamento às ati-
vidades realizadas com recursos federais repassados via convênio;
• Remuneração de servidores públicos.
Os estados e muitos municípios brasileiros também já estrutu-
raram seus portais de transparência.
LEI Nº 12.527, DE 18 DE NOVEMBRO DE 2011.
Regula o acesso a informações previsto no inciso XXXIII do art.
5º , no inciso II do §3º do art. 37 e no §2º do art. 216 da Constituição
Federal; altera a Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990; revoga a
Lei nº 11.111, de 5 de maio de 2005, e dispositivos da Lei nº 8.159,
de 8 de janeiro de 1991; e dá outras providências.
A PRESIDENTA DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Na-
cional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
CAPÍTULO I
DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 1º Esta Lei dispõe sobre os procedimentos a serem observa-
dos pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios, com o fim de
garantir o acesso a informações previsto no inciso XXXIII do art. 5º
, no inciso II do §3º do art. 37 e no §2º do art. 216 da Constituição
Federal.
Parágrafo único. Subordinam-se ao regime desta Lei:
I - os órgãos públicos integrantes da administração direta dos
Poderes Executivo, Legislativo, incluindo as Cortes de Contas, e Ju-
diciário e do Ministério Público;
II - as autarquias, as fundações públicas, as empresas públicas,
as sociedades de economia mista e demais entidades controladas
direta ou indiretamente pela União, Estados, Distrito Federal e Mu-
nicípios.
Art. 2º Aplicam-se as disposições desta Lei, no que couber, às
entidades privadas sem fins lucrativos que recebam, para realiza-
ção de ações de interesse público, recursos públicos diretamente
do orçamento ou mediante subvenções sociais, contrato de gestão,
termo de parceria, convênios, acordo, ajustes ou outros instrumen-
tos congêneres.
Parágrafo único. A publicidade a que estão submetidas as en-
tidades citadas no caput refere-se à parcela dos recursospúblicos
recebidos e à sua destinação, sem prejuízo das prestações de contas
a que estejam legalmente obrigadas.
Art. 3º Os procedimentos previstos nesta Lei destinam-se a as-
segurar o direito fundamental de acesso à informação e devem ser
executados em conformidade com os princípios básicos da adminis-
tração pública e com as seguintes diretrizes:
I - observância da publicidade como preceito geral e do sigilo
como exceção;
II - divulgação de informações de interesse público, indepen-
dentemente de solicitações;
III - utilização de meios de comunicação viabilizados pela tecno-
logia da informação;
IV - fomento ao desenvolvimento da cultura de transparência na
administração pública;
V - desenvolvimento do controle social da administração públi-
ca.
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
128
Art. 4º Para os efeitos desta Lei, considera-se:
I - informação: dados, processados ou não, que podem ser utili-
zados para produção e transmissão de conhecimento, contidos em
qualquer meio, suporte ou formato;
II - documento: unidade de registro de informações, qualquer
que seja o suporte ou formato;
III - informação sigilosa: aquela submetida temporariamente
à restrição de acesso público em razão de sua imprescindibilidade
para a segurança da sociedade e do Estado;
IV - informação pessoal: aquela relacionada à pessoa natural
identificada ou identificável;
V - tratamento da informação: conjunto de ações referentes à
produção, recepção, classificação, utilização, acesso, reprodução,
transporte, transmissão, distribuição, arquivamento, armazena-
mento, eliminação, avaliação, destinação ou controle da informa-
ção;
VI - disponibilidade: qualidade da informação que pode ser co-
nhecida e utilizada por indivíduos, equipamentos ou sistemas au-
torizados;
VII - autenticidade: qualidade da informação que tenha sido
produzida, expedida, recebida ou modificada por determinado in-
divíduo, equipamento ou sistema;
VIII - integridade: qualidade da informação não modificada, in-
clusive quanto à origem, trânsito e destino;
IX - primariedade: qualidade da informação coletada na fonte,
com o máximo de detalhamento possível, sem modificações.
Art. 5º É dever do Estado garantir o direito de acesso à infor-
mação, que será franqueada, mediante procedimentos objetivos e
ágeis, de forma transparente, clara e em linguagem de fácil com-
preensão.
CAPÍTULO II
DO ACESSO A INFORMAÇÕES E DA SUA DIVULGAÇÃO
Art. 6º Cabe aos órgãos e entidades do poder público, observa-
das as normas e procedimentos específicos aplicáveis, assegurar a:
I - gestão transparente da informação, propiciando amplo aces-
so a ela e sua divulgação;
II - proteção da informação, garantindo-se sua disponibilidade,
autenticidade e integridade; e
III - proteção da informação sigilosa e da informação pessoal,
observada a sua disponibilidade, autenticidade, integridade e even-
tual restrição de acesso.
Art. 7º O acesso à informação de que trata esta Lei compreende,
entre outros, os direitos de obter:
I - orientação sobre os procedimentos para a consecução de
acesso, bem como sobre o local onde poderá ser encontrada ou
obtida a informação almejada;
II - informação contida em registros ou documentos, produzidos
ou acumulados por seus órgãos ou entidades, recolhidos ou não a
arquivos públicos;
III - informação produzida ou custodiada por pessoa física ou
entidade privada decorrente de qualquer vínculo com seus órgãos
ou entidades, mesmo que esse vínculo já tenha cessado;
IV - informação primária, íntegra, autêntica e atualizada;
V - informação sobre atividades exercidas pelos órgãos e enti-
dades, inclusive as relativas à sua política, organização e serviços;
VI - informação pertinente à administração do patrimônio pú-
blico, utilização de recursos públicos, licitação, contratos adminis-
trativos; e
VII - informação relativa:
a) à implementação, acompanhamento e resultados dos progra-
mas, projetos e ações dos órgãos e entidades públicas, bem como
metas e indicadores propostos;
b) ao resultado de inspeções, auditorias, prestações e tomadas
de contas realizadas pelos órgãos de controle interno e externo, in-
cluindo prestações de contas relativas a exercícios anteriores.
VIII – (VETADO). (Incluído pela Lei nº 14.345, de 2022)
§1º O acesso à informação previsto no caput não compreende
as informações referentes a projetos de pesquisa e desenvolvimen-
to científicos ou tecnológicos cujo sigilo seja imprescindível à segu-
rança da sociedade e do Estado.
§2º Quando não for autorizado acesso integral à informação por
ser ela parcialmente sigilosa, é assegurado o acesso à parte não sigi-
losa por meio de certidão, extrato ou cópia com ocultação da parte
sob sigilo.
§3º O direito de acesso aos documentos ou às informações ne-
les contidas utilizados como fundamento da tomada de decisão e
do ato administrativo será assegurado com a edição do ato decisó-
rio respectivo.
§4º A negativa de acesso às informações objeto de pedido for-
mulado aos órgãos e entidades referidas no art. 1º , quando não
fundamentada, sujeitará o responsável a medidas disciplinares, nos
termos do art. 32 desta Lei.
§5º Informado do extravio da informação solicitada, poderá o
interessado requerer à autoridade competente a imediata abertura
de sindicância para apurar o desaparecimento da respectiva docu-
mentação.
§6º Verificada a hipótese prevista no §5º deste artigo, o respon-
sável pela guarda da informação extraviada deverá, no prazo de 10
(dez) dias, justificar o fato e indicar testemunhas que comprovem
sua alegação.
Art. 8º É dever dos órgãos e entidades públicas promover, inde-
pendentemente de requerimentos, a divulgação em local de fácil
acesso, no âmbito de suas competências, de informações de inte-
resse coletivo ou geral por eles produzidas ou custodiadas.
§1º Na divulgação das informações a que se refere o caput, de-
verão constar, no mínimo:
I - registro das competências e estrutura organizacional, endere-
ços e telefones das respectivas unidades e horários de atendimento
ao público;
II - registros de quaisquer repasses ou transferências de recur-
sos financeiros;
III - registros das despesas;
IV - informações concernentes a procedimentos licitatórios, in-
clusive os respectivos editais e resultados, bem como a todos os
contratos celebrados;
V - dados gerais para o acompanhamento de programas, ações,
projetos e obras de órgãos e entidades; e
VI - respostas a perguntas mais frequentes da sociedade.
§2º Para cumprimento do disposto no caput, os órgãos e enti-
dades públicas deverão utilizar todos os meios e instrumentos legí-
timos de que dispuserem, sendo obrigatória a divulgação em sítios
oficiais da rede mundial de computadores (internet).
§3º Os sítios de que trata o §2º deverão, na forma de regula-
mento, atender, entre outros, aos seguintes requisitos:
I - conter ferramenta de pesquisa de conteúdo que permita o
acesso à informação de forma objetiva, transparente, clara e em
linguagem de fácil compreensão;
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
129
II - possibilitar a gravação de relatórios em diversos formatos
eletrônicos, inclusive abertos e não proprietários, tais como plani-
lhas e texto, de modo a facilitar a análise das informações;
III - possibilitar o acesso automatizado por sistemas externos
em formatos abertos, estruturados e legíveis por máquina;
IV - divulgar em detalhes os formatos utilizados para estrutura-
ção da informação;
V - garantir a autenticidade e a integridade das informações dis-
poníveis para acesso;
VI - manter atualizadas as informações disponíveis para acesso;
VII - indicar local e instruções que permitam ao interessado co-
municar-se, por via eletrônica ou telefônica, com o órgão ou entida-
de detentora do sítio; e
VIII - adotar as medidas necessárias para garantir a acessibilida-
de de conteúdo para pessoas com deficiência, nos termos do art.
17 da Lei nº 10.098, de 19 de dezembro de 2000, e do art. 9º da
Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, aprovada
pelo DecretoLegislativo nº 186, de 9 de julho de 2008.
§4º Os Municípios com população de até 10.000 (dez mil) ha-
bitantes ficam dispensados da divulgação obrigatória na internet
a que se refere o §2º , mantida a obrigatoriedade de divulgação,
em tempo real, de informações relativas à execução orçamentária e
financeira, nos critérios e prazos previstos no art. 73-B da Lei Com-
plementar nº 101, de 4 de maio de 2000 (Lei de Responsabilidade
Fiscal).
Art. 9º O acesso a informações públicas será assegurado me-
diante:
I - criação de serviço de informações ao cidadão, nos órgãos e
entidades do poder público, em local com condições apropriadas
para:
a) atender e orientar o público quanto ao acesso a informações;
b) informar sobre a tramitação de documentos nas suas respec-
tivas unidades;
c) protocolizar documentos e requerimentos de acesso a infor-
mações; e
II - realização de audiências ou consultas públicas, incentivo à
participação popular ou a outras formas de divulgação.
CAPÍTULO III
DO PROCEDIMENTO DE ACESSO À INFORMAÇÃO
SEÇÃO I
DO PEDIDO DE ACESSO
Art. 10. Qualquer interessado poderá apresentar pedido de
acesso a informações aos órgãos e entidades referidos no art. 1º
desta Lei, por qualquer meio legítimo, devendo o pedido conter a
identificação do requerente e a especificação da informação reque-
rida.
§1º Para o acesso a informações de interesse público, a identi-
ficação do requerente não pode conter exigências que inviabilizem
a solicitação.
§2º Os órgãos e entidades do poder público devem viabilizar
alternativa de encaminhamento de pedidos de acesso por meio de
seus sítios oficiais na internet.
§3º São vedadas quaisquer exigências relativas aos motivos de-
terminantes da solicitação de informações de interesse público.
Art. 11. O órgão ou entidade pública deverá autorizar ou conce-
der o acesso imediato à informação disponível.
§1º Não sendo possível conceder o acesso imediato, na forma
disposta no caput, o órgão ou entidade que receber o pedido deve-
rá, em prazo não superior a 20 (vinte) dias:
I - comunicar a data, local e modo para se realizar a consulta,
efetuar a reprodução ou obter a certidão;
II - indicar as razões de fato ou de direito da recusa, total ou
parcial, do acesso pretendido; ou
III - comunicar que não possui a informação, indicar, se for do
seu conhecimento, o órgão ou a entidade que a detém, ou, ainda,
remeter o requerimento a esse órgão ou entidade, cientificando o
interessado da remessa de seu pedido de informação.
§2º O prazo referido no §1º poderá ser prorrogado por mais 10
(dez) dias, mediante justificativa expressa, da qual será cientificado
o requerente.
§3º Sem prejuízo da segurança e da proteção das informações e
do cumprimento da legislação aplicável, o órgão ou entidade pode-
rá oferecer meios para que o próprio requerente possa pesquisar a
informação de que necessitar.
§4º Quando não for autorizado o acesso por se tratar de infor-
mação total ou parcialmente sigilosa, o requerente deverá ser infor-
mado sobre a possibilidade de recurso, prazos e condições para sua
interposição, devendo, ainda, ser-lhe indicada a autoridade compe-
tente para sua apreciação.
§5º A informação armazenada em formato digital será fornecida
nesse formato, caso haja anuência do requerente.
§6º Caso a informação solicitada esteja disponível ao público
em formato impresso, eletrônico ou em qualquer outro meio de
acesso universal, serão informados ao requerente, por escrito, o
lugar e a forma pela qual se poderá consultar, obter ou reproduzir
a referida informação, procedimento esse que desonerará o órgão
ou entidade pública da obrigação de seu fornecimento direto, salvo
se o requerente declarar não dispor de meios para realizar por si
mesmo tais procedimentos.
Art. 12. O serviço de busca e fornecimento da informação é
gratuito, salvo nas hipóteses de reprodução de documentos pelo
órgão ou entidade pública consultada, situação em que poderá ser
cobrado exclusivamente o valor necessário ao ressarcimento do
custo dos serviços e dos materiais utilizados. (Vide Lei nº 14.129,
de 2021) (Vigência)
Parágrafo único. Estará isento de ressarcir os custos previstos no
caput todo aquele cuja situação econômica não lhe permita fazê-lo
sem prejuízo do sustento próprio ou da família, declarada nos ter-
mos da Lei nº 7.115, de 29 de agosto de 1983.
Art. 12. O serviço de busca e de fornecimento de informação
é gratuito. (Redação dada pela Lei nº 14.129, de 2021) (Vigência)
§1º O órgão ou a entidade poderá cobrar exclusivamente o va-
lor necessário ao ressarcimento dos custos dos serviços e dos ma-
teriais utilizados, quando o serviço de busca e de fornecimento da
informação exigir reprodução de documentos pelo órgão ou pela
entidade pública consultada. (Incluído pela Lei nº 14.129, de 2021)
(Vigência)
§2º Estará isento de ressarcir os custos previstos no §1º deste
artigo aquele cuja situação econômica não lhe permita fazê-lo sem
prejuízo do sustento próprio ou da família, declarada nos termos da
Lei nº 7.115, de 29 de agosto de 1983. (Incluído pela Lei nº 14.129,
de 2021) (Vigência)
Art. 13. Quando se tratar de acesso à informação contida em
documento cuja manipulação possa prejudicar sua integridade, de-
verá ser oferecida a consulta de cópia, com certificação de que esta
confere com o original.
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
130
Parágrafo único. Na impossibilidade de obtenção de cópias, o
interessado poderá solicitar que, a suas expensas e sob supervisão
de servidor público, a reprodução seja feita por outro meio que não
ponha em risco a conservação do documento original.
Art. 14. É direito do requerente obter o inteiro teor de decisão
de negativa de acesso, por certidão ou cópia.
SEÇÃO II
DOS RECURSOS
Art. 15. No caso de indeferimento de acesso a informações ou
às razões da negativa do acesso, poderá o interessado interpor re-
curso contra a decisão no prazo de 10 (dez) dias a contar da sua
ciência.
Parágrafo único. O recurso será dirigido à autoridade hierarqui-
camente superior à que exarou a decisão impugnada, que deverá se
manifestar no prazo de 5 (cinco) dias.
Art. 16. Negado o acesso a informação pelos órgãos ou enti-
dades do Poder Executivo Federal, o requerente poderá recorrer à
Controladoria-Geral da União, que deliberará no prazo de 5 (cinco)
dias se:
I - o acesso à informação não classificada como sigilosa for ne-
gado;
II - a decisão de negativa de acesso à informação total ou par-
cialmente classificada como sigilosa não indicar a autoridade classi-
ficadora ou a hierarquicamente superior a quem possa ser dirigido
pedido de acesso ou desclassificação;
III - os procedimentos de classificação de informação sigilosa es-
tabelecidos nesta Lei não tiverem sido observados; e
IV - estiverem sendo descumpridos prazos ou outros procedi-
mentos previstos nesta Lei.
§1º O recurso previsto neste artigo somente poderá ser dirigido
à Controladoria-Geral da União depois de submetido à apreciação
de pelo menos uma autoridade hierarquicamente superior àque-
la que exarou a decisão impugnada, que deliberará no prazo de 5
(cinco) dias.
§2º Verificada a procedência das razões do recurso, a Controla-
doria-Geral da União determinará ao órgão ou entidade que adote
as providências necessárias para dar cumprimento ao disposto nes-
ta Lei.
§3º Negado o acesso à informação pela Controladoria-Geral da
União, poderá ser interposto recurso à Comissão Mista de Reavalia-
ção de Informações, a que se refere o art. 35.
Art. 17. No caso de indeferimento de pedido de desclassificação
de informação protocolado em órgão da administração pública fe-
deral, poderá o requerente recorrer ao Ministro de Estado da área,
sem prejuízo das competências da Comissão Mista de Reavaliação
de Informações, previstas no art. 35, e do disposto no art. 16.
§1º O recurso previsto neste artigo somente poderá ser dirigido
às autoridades mencionadas depois de submetido à apreciação de
pelo menos uma autoridade hierarquicamente superiorb) comuns
— Chave
Este sinal ({ }) é mais utilizado em obras científicas. Indicam a
reunião de diversos itens relacionados que formam um grupo.
2Ex.: Múltiplos de 5: {0, 5, 10, 15, 20, 25, 30, 35,… }.
Na matemática, as chaves agrupam vários elementos de uma
operação, definindo sua ordem de resolução.
Ex.: 30x{40+[30x(84-20x4)]}
Também podem ser utilizadas na linguística, representando
morfemas.
Ex.: O radical da palavra menino é {menin-}.
— Asterisco
Sinal (*) utilizado após ou sobre uma palavra, com a intenção
de se fazer um comentário ou citação a respeito do termo, ou uma
explicação sobre o trecho (neste caso o asterisco se põe no fim do
período).
Emprega-se ainda um ou mais asteriscos depois de uma inicial,
indicando uma pessoa cujo nome não se quer ou não se pode decli-
nar: o Dr.*, B.**, L.***
— Barra
Aplicada nas abreviações das datas e em algumas abreviaturas.
CLASSES DE PALAVRAS: SUBSTANTIVO, ADJETIVO,
NUMERAL, PRONOME, VERBO, ADVÉRBIO,
PREPOSIÇÃO E CONJUNÇÃO: EMPREGO E SENTIDO
QUE IMPRIMEM ÀS RELAÇÕES QUE ESTABELECEM.
Para entender sobre a estrutura das funções sintáticas, é preci-
so conhecer as classes de palavras, também conhecidas por classes
morfológicas. A gramática tradicional pressupõe 10 classes grama-
ticais de palavras, sendo elas: adjetivo, advérbio, artigo, conjunção,
interjeição, numeral, pronome, preposição, substantivo e verbo.
2 https://bit.ly/2RongbC.
LÍNGUA PORTUGUESA
10
Veja, a seguir, as características principais de cada uma delas.
CLASSE CARACTERÍSTICAS EXEMPLOS
ADJETIVO
Expressar características, qualidades ou estado dos
seres
Sofre variação em número, gênero e grau
Menina inteligente...
Roupa azul-marinho...
Brincadeira de criança...
Povo brasileiro...
ADVÉRBIO Indica circunstância em que ocorre o fato verbal
Não sofre variação
A ajuda chegou tarde.
A mulher trabalha muito.
Ele dirigia mal.
ARTIGO
Determina os substantivos (de modo definido ou inde-
finido)
Varia em gênero e número
A galinha botou um ovo.
Uma menina deixou a mochila no ôni-
bus.
CONJUNÇÃO
Liga ideias e sentenças (conhecida também como co-
nectivos)
Não sofre variação
Não gosto de refrigerante nem de pizza.
Eu vou para a praia ou para a cachoei-
ra?
INTERJEIÇÃO Exprime reações emotivas e sentimentos
Não sofre variação
Ah! Que calor...
Escapei por pouco, ufa!
NUMERAL
Atribui quantidade e indica posição em alguma sequên-
cia
Varia em gênero e número
Gostei muito do primeiro dia de aula.
Três é a metade de seis.
PRONOME Acompanha, substitui ou faz referência ao substantivo
Varia em gênero e número
Posso ajudar, senhora?
Ela me ajudou muito com o meu tra-
balho.
Esta é a casa onde eu moro.
Que dia é hoje?
PREPOSIÇÃO Relaciona dois termos de uma mesma oração
Não sofre variação
Espero por você essa noite.
Lucas gosta de tocar violão.
SUBSTANTIVO
Nomeia objetos, pessoas, animais, alimentos, lugares
etc.
Flexionam em gênero, número e grau.
A menina jogou sua boneca no rio.
A matilha tinha muita coragem.
VERBO
Indica ação, estado ou fenômenos da natureza
Sofre variação de acordo com suas flexões de modo,
tempo, número, pessoa e voz.
Verbos não significativos são chamados verbos de liga-
ção
Ana se exercita pela manhã.
Todos parecem meio bobos.
Chove muito em Manaus.
A cidade é muito bonita quando vista
do alto.
Substantivo
Tipos de substantivos
Os substantivos podem ter diferentes classificações, de acordo com os conceitos apresentados abaixo:
• Comum: usado para nomear seres e objetos generalizados. Ex: mulher; gato; cidade...
• Próprio: geralmente escrito com letra maiúscula, serve para especificar e particularizar. Ex: Maria; Garfield; Belo Horizonte...
• Coletivo: é um nome no singular que expressa ideia de plural, para designar grupos e conjuntos de seres ou objetos de uma mesma
espécie. Ex: matilha; enxame; cardume...
• Concreto: nomeia algo que existe de modo independente de outro ser (objetos, pessoas, animais, lugares etc.). Ex: menina; cachor-
ro; praça...
• Abstrato: depende de um ser concreto para existir, designando sentimentos, estados, qualidades, ações etc. Ex: saudade; sede;
imaginação...
• Primitivo: substantivo que dá origem a outras palavras. Ex: livro; água; noite...
• Derivado: formado a partir de outra(s) palavra(s). Ex: pedreiro; livraria; noturno...
• Simples: nomes formados por apenas uma palavra (um radical). Ex: casa; pessoa; cheiro...
• Composto: nomes formados por mais de uma palavra (mais de um radical). Ex: passatempo; guarda-roupa; girassol...
LÍNGUA PORTUGUESA
11
Flexão de gênero
Na língua portuguesa, todo substantivo é flexionado em um dos dois gêneros possíveis: feminino e masculino.
O substantivo biforme é aquele que flexiona entre masculino e feminino, mudando a desinência de gênero, isto é, geralmente o final
da palavra sendo -o ou -a, respectivamente (Ex: menino / menina). Há, ainda, os que se diferenciam por meio da pronúncia / acentuação
(Ex: avô / avó), e aqueles em que há ausência ou presença de desinência (Ex: irmão / irmã; cantor / cantora).
O substantivo uniforme é aquele que possui apenas uma forma, independente do gênero, podendo ser diferenciados quanto ao gêne-
ro a partir da flexão de gênero no artigo ou adjetivo que o acompanha (Ex: a cadeira / o poste). Pode ser classificado em epiceno (refere-se
aos animais), sobrecomum (refere-se a pessoas) e comum de dois gêneros (identificado por meio do artigo).
É preciso ficar atento à mudança semântica que ocorre com alguns substantivos quando usados no masculino ou no feminino, trazen-
do alguma especificidade em relação a ele. No exemplo o fruto X a fruta temos significados diferentes: o primeiro diz respeito ao órgão
que protege a semente dos alimentos, enquanto o segundo é o termo popular para um tipo específico de fruto.
Flexão de número
No português, é possível que o substantivo esteja no singular, usado para designar apenas uma única coisa, pessoa, lugar (Ex: bola;
escada; casa) ou no plural, usado para designar maiores quantidades (Ex: bolas; escadas; casas) — sendo este último representado, geral-
mente, com o acréscimo da letra S ao final da palavra.
Há, também, casos em que o substantivo não se altera, de modo que o plural ou singular devem estar marcados a partir do contexto,
pelo uso do artigo adequado (Ex: o lápis / os lápis).
Variação de grau
Usada para marcar diferença na grandeza de um determinado substantivo, a variação de grau pode ser classificada em aumentativo
e diminutivo.
Quando acompanhados de um substantivo que indica grandeza ou pequenez, é considerado analítico (Ex: menino grande / menino
pequeno).
Quando acrescentados sufixos indicadores de aumento ou diminuição, é considerado sintético (Ex: meninão / menininho).
Novo Acordo Ortográfico
De acordo com o Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, as letras maiúsculas devem ser usadas em nomes próprios de
pessoas, lugares (cidades, estados, países, rios), animais, acidentes geográficos, instituições, entidades, nomes astronômicos, de festas e
festividades, em títulos de periódicos e em siglas, símbolos ou abreviaturas.
Já as letras minúsculas podem ser usadas em dias de semana, meses, estações do ano e em pontos cardeais.
Existem, ainda, casos em que o uso de maiúscula ou minúscula é facultativo, como em título de livros, nomes de áreas do saber,
disciplinas e matérias, palavras ligadas a alguma religião e em palavras de categorização.
Adjetivo
Os adjetivos podem ser simples (vermelho) ou compostos (mal-educado); primitivos (alegre) ou derivados (tristonho). Eles podem
flexionar entre o feminino (estudiosa) e o masculino (engraçado), e o singular (bonito) e o plural (bonitos).
Há, também, os adjetivos pátrios ou gentílicos, sendo aqueles que indicam o local de origem de uma pessoa, ou seja, sua nacionali-
dade (brasileiro; mineiro).
É possível, ainda, que existam locuções adjetivas, isto é, conjunto de duas ou mais palavras usadas para caracterizar o substantivo. São
formadas, em sua maioria, pela preposição DE +à autorida-
de que exarou a decisão impugnada e, no caso das Forças Armadas,
ao respectivo Comando.
§2º Indeferido o recurso previsto no caput que tenha como
objeto a desclassificação de informação secreta ou ultrassecreta,
caberá recurso à Comissão Mista de Reavaliação de Informações
prevista no art. 35.
Art. 18. Os procedimentos de revisão de decisões denegatórias
proferidas no recurso previsto no art. 15 e de revisão de classifica-
ção de documentos sigilosos serão objeto de regulamentação pró-
pria dos Poderes Legislativo e Judiciário e do Ministério Público, em
seus respectivos âmbitos, assegurado ao solicitante, em qualquer
caso, o direito de ser informado sobre o andamento de seu pedido.
Art. 19. (VETADO).
§1º (VETADO).
§2º Os órgãos do Poder Judiciário e do Ministério Público infor-
marão ao Conselho Nacional de Justiça e ao Conselho Nacional do
Ministério Público, respectivamente, as decisões que, em grau de
recurso, negarem acesso a informações de interesse público.
Art. 20. Aplica-se subsidiariamente, no que couber, a Lei nº
9.784, de 29 de janeiro de 1999, ao procedimento de que trata este
Capítulo.
CAPÍTULO IV
DAS RESTRIÇÕES DE ACESSO À INFORMAÇÃO
SEÇÃO I
DISPOSIÇÕES GERAIS
Art. 21. Não poderá ser negado acesso à informação necessária
à tutela judicial ou administrativa de direitos fundamentais.
Parágrafo único. As informações ou documentos que versem so-
bre condutas que impliquem violação dos direitos humanos prati-
cada por agentes públicos ou a mando de autoridades públicas não
poderão ser objeto de restrição de acesso.
Art. 22. O disposto nesta Lei não exclui as demais hipóteses le-
gais de sigilo e de segredo de justiça nem as hipóteses de segredo
industrial decorrentes da exploração direta de atividade econômi-
ca pelo Estado ou por pessoa física ou entidade privada que tenha
qualquer vínculo com o poder público.
SEÇÃO II
DA CLASSIFICAÇÃO DA INFORMAÇÃO QUANTO AO GRAU E
PRAZOS DE SIGILO
Art. 23. São consideradas imprescindíveis à segurança da socie-
dade ou do Estado e, portanto, passíveis de classificação as infor-
mações cuja divulgação ou acesso irrestrito possam:
I - pôr em risco a defesa e a soberania nacionais ou a integridade
do território nacional;
II - prejudicar ou pôr em risco a condução de negociações ou as
relações internacionais do País, ou as que tenham sido fornecidas
em caráter sigiloso por outros Estados e organismos internacionais;
III - pôr em risco a vida, a segurança ou a saúde da população;
IV - oferecer elevado risco à estabilidade financeira, econômica
ou monetária do País;
V - prejudicar ou causar risco a planos ou operações estratégi-
cos das Forças Armadas;
VI - prejudicar ou causar risco a projetos de pesquisa e desen-
volvimento científico ou tecnológico, assim como a sistemas, bens,
instalações ou áreas de interesse estratégico nacional;
VII - pôr em risco a segurança de instituições ou de altas autori-
dades nacionais ou estrangeiras e seus familiares; ou
VIII - comprometer atividades de inteligência, bem como de in-
vestigação ou fiscalização em andamento, relacionadas com a pre-
venção ou repressão de infrações.
Art. 24. A informação em poder dos órgãos e entidades públi-
cas, observado o seu teor e em razão de sua imprescindibilidade à
segurança da sociedade ou do Estado, poderá ser classificada como
ultrassecreta, secreta ou reservada.
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
131
§1º Os prazos máximos de restrição de acesso à informação,
conforme a classificação prevista no caput, vigoram a partir da data
de sua produção e são os seguintes:
I - ultrassecreta: 25 (vinte e cinco) anos;
II - secreta: 15 (quinze) anos; e
III - reservada: 5 (cinco) anos.
§2º As informações que puderem colocar em risco a segurança
do Presidente e Vice-Presidente da República e respectivos cônju-
ges e filhos(as) serão classificadas como reservadas e ficarão sob si-
gilo até o término do mandato em exercício ou do último mandato,
em caso de reeleição.
§3º Alternativamente aos prazos previstos no §1º , poderá ser
estabelecida como termo final de restrição de acesso a ocorrência
de determinado evento, desde que este ocorra antes do transcurso
do prazo máximo de classificação.
§4º Transcorrido o prazo de classificação ou consumado o even-
to que defina o seu termo final, a informação tornar-se-á, automa-
ticamente, de acesso público.
§5º Para a classificação da informação em determinado grau de
sigilo, deverá ser observado o interesse público da informação e uti-
lizado o critério menos restritivo possível, considerados:
I - a gravidade do risco ou dano à segurança da sociedade e do
Estado; e
II - o prazo máximo de restrição de acesso ou o evento que de-
fina seu termo final.
SEÇÃO III
DA PROTEÇÃO E DO CONTROLE DE INFORMAÇÕES SIGILOSAS
Art. 25. É dever do Estado controlar o acesso e a divulgação de
informações sigilosas produzidas por seus órgãos e entidades, asse-
gurando a sua proteção.(Regulamento)
§1º O acesso, a divulgação e o tratamento de informação clas-
sificada como sigilosa ficarão restritos a pessoas que tenham ne-
cessidade de conhecê-la e que sejam devidamente credenciadas na
forma do regulamento, sem prejuízo das atribuições dos agentes
públicos autorizados por lei.
§2º O acesso à informação classificada como sigilosa cria a obri-
gação para aquele que a obteve de resguardar o sigilo.
§3º Regulamento disporá sobre procedimentos e medidas a se-
rem adotados para o tratamento de informação sigilosa, de modo a
protegê-la contra perda, alteração indevida, acesso, transmissão e
divulgação não autorizados.
Art. 26. As autoridades públicas adotarão as providências ne-
cessárias para que o pessoal a elas subordinado hierarquicamente
conheça as normas e observe as medidas e procedimentos de segu-
rança para tratamento de informações sigilosas.
Parágrafo único. A pessoa física ou entidade privada que, em
razão de qualquer vínculo com o poder público, executar atividades
de tratamento de informações sigilosas adotará as providências ne-
cessárias para que seus empregados, prepostos ou representantes
observem as medidas e procedimentos de segurança das informa-
ções resultantes da aplicação desta Lei.
SEÇÃO IV
DOS PROCEDIMENTOS DE CLASSIFICAÇÃO, RECLASSIFICAÇÃO
E DESCLASSIFICAÇÃO
Art. 27. A classificação do sigilo de informações no âmbito da
administração pública federal é de competência:(Regulamento)
I - no grau de ultrassecreto, das seguintes autoridades:
a) Presidente da República;
b) Vice-Presidente da República;
c) Ministros de Estado e autoridades com as mesmas prerroga-
tivas;
d) Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica; e
e) Chefes de Missões Diplomáticas e Consulares permanentes
no exterior;
II - no grau de secreto, das autoridades referidas no inciso I, dos
titulares de autarquias, fundações ou empresas públicas e socieda-
des de economia mista; e
III - no grau de reservado, das autoridades referidas nos incisos
I e II e das que exerçam funções de direção, comando ou chefia,
nível DAS 101.5, ou superior, do Grupo-Direção e Assessoramento
Superiores, ou de hierarquia equivalente, de acordo com regula-
mentação específica de cada órgão ou entidade, observado o dis-
posto nesta Lei.
§1º A competência prevista nos incisos I e II, no que se refere
à classificação como ultrassecreta e secreta, poderá ser delegada
pela autoridade responsável a agente público, inclusive em missão
no exterior, vedada a subdelegação.
§2º A classificação de informação no grau de sigilo ultrassecreto
pelas autoridades previstas nas alíneas “d” e “e” do inciso I deverá
ser ratificada pelos respectivos Ministros de Estado, no prazo pre-
visto em regulamento.
§3º A autoridade ou outro agente público que classificar infor-
mação como ultrassecreta deverá encaminhar a decisão de que tra-
ta o art. 28 à Comissão Mista de Reavaliação de Informações, a que
se refere o art. 35, no prazo previsto em regulamento.
Art. 28. A classificação de informação em qualquer grau de si-
gilo deverá sersubstantivo:
• de criança = infantil
• de mãe = maternal
• de cabelo = capilar
Variação de grau
Os adjetivos podem se encontrar em grau normal (sem ênfases), ou com intensidade, classificando-se entre comparativo e superlativo.
• Normal: A Bruna é inteligente.
• Comparativo de superioridade: A Bruna é mais inteligente que o Lucas.
• Comparativo de inferioridade: O Gustavo é menos inteligente que a Bruna.
• Comparativo de igualdade: A Bruna é tão inteligente quanto a Maria.
• Superlativo relativo de superioridade: A Bruna é a mais inteligente da turma.
• Superlativo relativo de inferioridade: O Gustavo é o menos inteligente da turma.
• Superlativo absoluto analítico: A Bruna é muito inteligente.
• Superlativo absoluto sintético: A Bruna é inteligentíssima.
Adjetivos de relação
São chamados adjetivos de relação aqueles que não podem sofrer variação de grau, uma vez que possui valor semântico objetivo, isto
é, não depende de uma impressão pessoal (subjetiva). Além disso, eles aparecem após o substantivo, sendo formados por sufixação de um
substantivo (Ex: vinho do Chile = vinho chileno).
LÍNGUA PORTUGUESA
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Advérbio
Os advérbios são palavras que modificam um verbo, um adjetivo ou um outro advérbio. Eles se classificam de acordo com a tabela
abaixo:
CLASSIFICAÇÃO ADVÉRBIOS LOCUÇÕES ADVERBIAIS
DE MODO bem; mal; assim; melhor; depressa ao contrário; em detalhes
DE TEMPO ontem; sempre; afinal; já; agora; doravante;
primeiramente
logo mais; em breve; mais tarde, nunca mais, de
noite
DE LUGAR aqui; acima; embaixo; longe; fora; embaixo; ali Ao redor de; em frente a; à esquerda; por perto
DE INTENSIDADE muito; tão; demasiado; imenso; tanto; nada em excesso; de todos; muito menos
DE AFIRMAÇÃO sim, indubitavelmente; certo; decerto; deveras com certeza; de fato; sem dúvidas
DE NEGAÇÃO não; nunca; jamais; tampouco; nem nunca mais; de modo algum; de jeito nenhum
DE DÚVIDA Possivelmente; acaso; será; talvez; quiçá Quem sabe
Advérbios interrogativos
São os advérbios ou locuções adverbiais utilizadas para introduzir perguntas, podendo expressar circunstâncias de:
• Lugar: onde, aonde, de onde
• Tempo: quando
• Modo: como
• Causa: por que, por quê
Grau do advérbio
Os advérbios podem ser comparativos ou superlativos.
• Comparativo de igualdade: tão/tanto + advérbio + quanto
• Comparativo de superioridade: mais + advérbio + (do) que
• Comparativo de inferioridade: menos + advérbio + (do) que
• Superlativo analítico: muito cedo
• Superlativo sintético: cedíssimo
Curiosidades
Na linguagem coloquial, algumas variações do superlativo são aceitas, como o diminutivo (cedinho), o aumentativo (cedão) e o uso
de alguns prefixos (supercedo).
Existem advérbios que exprimem ideia de exclusão (somente; salvo; exclusivamente; apenas), inclusão (também; ainda; mesmo) e
ordem (ultimamente; depois; primeiramente).
Alguns advérbios, além de algumas preposições, aparecem sendo usados como uma palavra denotativa, acrescentando um sentido
próprio ao enunciado, podendo ser elas de inclusão (até, mesmo, inclusive); de exclusão (apenas, senão, salvo); de designação (eis); de
realce (cá, lá, só, é que); de retificação (aliás, ou melhor, isto é) e de situação (afinal, agora, então, e aí).
Pronomes
Os pronomes são palavras que fazem referência aos nomes, isto é, aos substantivos. Assim, dependendo de sua função no enunciado,
ele pode ser classificado da seguinte maneira:
• Pronomes pessoais: indicam as 3 pessoas do discurso, e podem ser retos (eu, tu, ele...) ou oblíquos (mim, me, te, nos, si...).
• Pronomes possessivos: indicam posse (meu, minha, sua, teu, nossos...)
• Pronomes demonstrativos: indicam localização de seres no tempo ou no espaço. (este, isso, essa, aquela, aquilo...)
• Pronomes interrogativos: auxiliam na formação de questionamentos (qual, quem, onde, quando, que, quantas...)
• Pronomes relativos: retomam o substantivo, substituindo-o na oração seguinte (que, quem, onde, cujo, o qual...)
• Pronomes indefinidos: substituem o substantivo de maneira imprecisa (alguma, nenhum, certa, vários, qualquer...)
• Pronomes de tratamento: empregados, geralmente, em situações formais (senhor, Vossa Majestade, Vossa Excelência, você...)
Colocação pronominal
Diz respeito ao conjunto de regras que indicam a posição do pronome oblíquo átono (me, te, se, nos, vos, lhe, lhes, o, a, os, as, lo, la,
no, na...) em relação ao verbo, podendo haver próclise (antes do verbo), ênclise (depois do verbo) ou mesóclise (no meio do verbo).
Veja, então, quais as principais situações para cada um deles:
• Próclise: expressões negativas; conjunções subordinativas; advérbios sem vírgula; pronomes indefinidos, relativos ou demonstrati-
vos; frases exclamativas ou que exprimem desejo; verbos no gerúndio antecedidos por “em”.
Nada me faria mais feliz.
LÍNGUA PORTUGUESA
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• Ênclise: verbo no imperativo afirmativo; verbo no início da frase (não estando no futuro e nem no pretérito); verbo no gerúndio não
acompanhado por “em”; verbo no infinitivo pessoal.
Inscreveu-se no concurso para tentar realizar um sonho.
• Mesóclise: verbo no futuro iniciando uma oração.
Orgulhar-me-ei de meus alunos.
DICA: o pronome não deve aparecer no início de frases ou orações, nem após ponto-e-vírgula.
Verbos
Os verbos podem ser flexionados em três tempos: pretérito (passado), presente e futuro, de maneira que o pretérito e o futuro pos-
suem subdivisões.
Eles também se dividem em três flexões de modo: indicativo (certeza sobre o que é passado), subjuntivo (incerteza sobre o que é
passado) e imperativo (expressar ordem, pedido, comando).
• Tempos simples do modo indicativo: presente, pretérito perfeito, pretérito imperfeito, pretérito mais-que-perfeito, futuro do pre-
sente, futuro do pretérito.
• Tempos simples do modo subjuntivo: presente, pretérito imperfeito, futuro.
Os tempos verbais compostos são formados por um verbo auxiliar e um verbo principal, de modo que o verbo auxiliar sofre flexão em
tempo e pessoa, e o verbo principal permanece no particípio. Os verbos auxiliares mais utilizados são “ter” e “haver”.
• Tempos compostos do modo indicativo: pretérito perfeito, pretérito mais-que-perfeito, futuro do presente, futuro do pretérito.
• Tempos compostos do modo subjuntivo: pretérito perfeito, pretérito mais-que-perfeito, futuro.
As formas nominais do verbo são o infinitivo (dar, fazerem, aprender), o particípio (dado, feito, aprendido) e o gerúndio (dando, fa-
zendo, aprendendo). Eles podem ter função de verbo ou função de nome, atuando como substantivo (infinitivo), adjetivo (particípio) ou
advérbio (gerúndio).
Tipos de verbos
Os verbos se classificam de acordo com a sua flexão verbal. Desse modo, os verbos se dividem em:
Regulares: possuem regras fixas para a flexão (cantar, amar, vender, abrir...)
• Irregulares: possuem alterações nos radicais e nas terminações quando conjugados (medir, fazer, poder, haver...)
• Anômalos: possuem diferentes radicais quando conjugados (ser, ir...)
• Defectivos: não são conjugados em todas as pessoas verbais (falir, banir, colorir, adequar...)
• Impessoais: não apresentam sujeitos, sendo conjugados sempre na 3ª pessoa do singular (chover, nevar, escurecer, anoitecer...)
• Unipessoais: apesar de apresentarem sujeitos, são sempre conjugados na 3ª pessoa do singular ou do plural (latir, miar, custar,
acontecer...)
• Abundantes: possuem duas formas no particípio, uma regular e outra irregular (aceitar = aceito, aceitado)
• Pronominais: verbos conjugados com pronomes oblíquos átonos, indicando ação reflexiva (suicidar-se, queixar-se, sentar-se, pen-
tear-se...)
• Auxiliares: usados em tempos compostos ou em locuções verbais (ser, estar, ter, haver, ir...)
• Principais: transmitem totalidade da ação verbal por si próprios (comer, dançar, nascer, morrer, sorrir...)
• De ligação: indicam um estado, ligando uma característica ao sujeito (ser, estar, parecer, ficar, continuar...)
Vozes verbais
As vozes verbais indicam se o sujeito pratica ou recebe a ação, podendo ser três tipos diferentes:• Voz ativa: sujeito é o agente da ação (Vi o pássaro)
• Voz passiva: sujeito sofre a ação (O pássaro foi visto)
• Voz reflexiva: sujeito pratica e sofre a ação (Vi-me no reflexo do lago)
Ao passar um discurso para a voz passiva, é comum utilizar a partícula apassivadora “se”, fazendo com o que o pronome seja equiva-
lente ao verbo “ser”.
Conjugação de verbos
Os tempos verbais são primitivos quando não derivam de outros tempos da língua portuguesa. Já os tempos verbais derivados são
aqueles que se originam a partir de verbos primitivos, de modo que suas conjugações seguem o mesmo padrão do verbo de origem.
• 1ª conjugação: verbos terminados em “-ar” (aproveitar, imaginar, jogar...)
• 2ª conjugação: verbos terminados em “-er” (beber, correr, erguer...)
• 3ª conjugação: verbos terminados em “-ir” (dormir, agir, ouvir...)
LÍNGUA PORTUGUESA
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Confira os exemplos de conjugação apresentados abaixo:
Fonte: www.conjugação.com.br/verbo-lutar
LÍNGUA PORTUGUESA
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Fonte: www.conjugação.com.br/verbo-impor
LÍNGUA PORTUGUESA
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Preposições
As preposições são palavras invariáveis que servem para ligar dois termos da oração numa relação subordinada, e são divididas entre
essenciais (só funcionam como preposição) e acidentais (palavras de outras classes gramaticais que passam a funcionar como preposição
em determinadas sentenças).
Preposições essenciais: a, ante, após, de, com, em, contra, para, per, perante, por, até, desde, sobre, sobre, trás, sob, sem, entre.
Preposições acidentais: afora, como, conforme, consoante, durante, exceto, mediante, menos, salvo, segundo, visto etc.
Locuções prepositivas: abaixo de, afim de, além de, à custa de, defronte a, a par de, perto de, por causa de, em que pese a etc.
Ao conectar os termos das orações, as preposições estabelecem uma relação semântica entre eles, podendo passar ideia de:
• Causa: Morreu de câncer.
• Distância: Retorno a 3 quilômetros.
• Finalidade: A filha retornou para o enterro.
• Instrumento: Ele cortou a foto com uma tesoura.
• Modo: Os rebeldes eram colocados em fila.
• Lugar: O vírus veio de Portugal.
• Companhia: Ela saiu com a amiga.
• Posse: O carro de Maria é novo.
• Meio: Viajou de trem.
Combinações e contrações
Algumas preposições podem aparecer combinadas a outras palavras de duas maneiras: sem haver perda fonética (combinação) e
havendo perda fonética (contração).
• Combinação: ao, aos, aonde
• Contração: de, dum, desta, neste, nisso
Conjunção
As conjunções se subdividem de acordo com a relação estabelecida entre as ideias e as orações. Por ter esse papel importante de
conexão, é uma classe de palavras que merece destaque, pois reconhecer o sentido de cada conjunção ajuda na compreensão e interpre-
tação de textos, além de ser um grande diferencial no momento de redigir um texto.
Elas se dividem em duas opções: conjunções coordenativas e conjunções subordinativas.
Conjunções coordenativas
As orações coordenadas não apresentam dependência sintática entre si, servindo também para ligar termos que têm a mesma função
gramatical. As conjunções coordenativas se subdividem em cinco grupos:
• Aditivas: e, nem, bem como.
• Adversativas: mas, porém, contudo.
• Alternativas: ou, ora…ora, quer…quer.
• Conclusivas: logo, portanto, assim.
• Explicativas: que, porque, porquanto.
Conjunções subordinativas
As orações subordinadas são aquelas em que há uma relação de dependência entre a oração principal e a oração subordinada. Desse
modo, a conexão entre elas (bem como o efeito de sentido) se dá pelo uso da conjunção subordinada adequada.
Elas podem se classificar de dez maneiras diferentes:
• Integrantes: usadas para introduzir as orações subordinadas substantivas, definidas pelas palavras que e se.
• Causais: porque, que, como.
• Concessivas: embora, ainda que, se bem que.
• Condicionais: e, caso, desde que.
• Conformativas: conforme, segundo, consoante.
• Comparativas: como, tal como, assim como.
• Consecutivas: de forma que, de modo que, de sorte que.
• Finais: a fim de que, para que.
• Proporcionais: à medida que, ao passo que, à proporção que.
• Temporais: quando, enquanto, agora.
LÍNGUA PORTUGUESA
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CONCORDÂNCIA VERBAL E NOMINAL.
Concordância é o efeito gramatical causado por uma relação harmônica entre dois ou mais termos. Desse modo, ela pode ser verbal
— refere-se ao verbo em relação ao sujeito — ou nominal — refere-se ao substantivo e suas formas relacionadas.
• Concordância em gênero: flexão em masculino e feminino
• Concordância em número: flexão em singular e plural
• Concordância em pessoa: 1ª, 2ª e 3ª pessoa
Concordância nominal
Para que a concordância nominal esteja adequada, adjetivos, artigos, pronomes e numerais devem flexionar em número e gênero,
de acordo com o substantivo. Há algumas regras principais que ajudam na hora de empregar a concordância, mas é preciso estar atento,
também, aos casos específicos.
Quando há dois ou mais adjetivos para apenas um substantivo, o substantivo permanece no singular se houver um artigo entre os
adjetivos. Caso contrário, o substantivo deve estar no plural:
• A comida mexicana e a japonesa. / As comidas mexicana e japonesa.
Quando há dois ou mais substantivos para apenas um adjetivo, a concordância depende da posição de cada um deles. Se o adjetivo
vem antes dos substantivos, o adjetivo deve concordar com o substantivo mais próximo:
• Linda casa e bairro.
Se o adjetivo vem depois dos substantivos, ele pode concordar tanto com o substantivo mais próximo, ou com todos os substantivos
(sendo usado no plural):
• Casa e apartamento arrumado. / Apartamento e casa arrumada.
• Casa e apartamento arrumados. / Apartamento e casa arrumados.
Quando há a modificação de dois ou mais nomes próprios ou de parentesco, os adjetivos devem ser flexionados no plural:
• As talentosas Clarice Lispector e Lygia Fagundes Telles estão entre os melhores escritores brasileiros.
Quando o adjetivo assume função de predicativo de um sujeito ou objeto, ele deve ser flexionado no plural caso o sujeito ou objeto
seja ocupado por dois substantivos ou mais:
• O operário e sua família estavam preocupados com as consequências do acidente.
CASOS ESPECÍFICOS REGRA EXEMPLO
É PROIBIDO
É PERMITIDO
É NECESSÁRIO
Deve concordar com o substantivo quando
há presença de um artigo. Se não houver essa
determinação, deve permanecer no singular e no
masculino.
É proibida a entrada.
É proibido entrada.
OBRIGADO / OBRIGADA Deve concordar com a pessoa que fala. Mulheres dizem “obrigada” Homens
dizem “obrigado”.
BASTANTE
Quando tem função de adjetivo para um
substantivo, concorda em número com o substantivo.
Quando tem função de advérbio, permanece
invariável.
As bastantes crianças ficaram doentes
com a volta às aulas.
Bastante criança ficou doente com a
volta às aulas.
O prefeito considerou bastante a
respeito da suspensão das aulas.
MENOS É sempre invariável, ou seja, a palavra “menas”
não existe na língua portuguesa.
Havia menos mulheres que homens na
fila para a festa.
MESMO
PRÓPRIO
Devem concordar em gênero e número com a
pessoa a que fazem referência.
As crianças mesmas limparam a sala
depois da aula.
Eles próprios sugeriram o tema da
formatura.
MEIO / MEIA
Quando tem função de numeral adjetivo, deve
concordar com o substantivo.
Quando tem função de advérbio, modificando um
adjetivo, o termo é invariável.
Adicione meia xícara de leite.
Manuela é meio artista, além de ser
engenheira.
LÍNGUA PORTUGUESA
18
ANEXO INCLUSO Devem concordar com o substantivo a que se
referem.
Segue anexo o orçamento.
Seguem anexas as informações
adicionais
As professoras estão inclusas na greve.
O material está incluso no valor da
mensalidade.
Concordância verbal
Para que a concordância verbal esteja adequada, é preciso haver flexão do verbo em número e pessoa, a depender do sujeito com o
qual ele se relaciona.
Quando o sujeito composto é colocado anterior ao verbo, o verbo ficará no plural:
• A menina e seu irmão viajaram para a praia nas férias escolares.Mas, se o sujeito composto aparece depois do verbo, o verbo pode tanto ficar no plural quanto concordar com o sujeito mais próximo:
• Discutiram marido e mulher. / Discutiu marido e mulher.
Se o sujeito composto for formado por pessoas gramaticais diferentes, o verbo deve ficar no plural e concordando com a pessoa que
tem prioridade, a nível gramatical — 1ª pessoa (eu, nós) tem prioridade em relação à 2ª (tu, vós); a 2ª tem prioridade em relação à 3ª (ele,
eles):
• Eu e vós vamos à festa.
Quando o sujeito apresenta uma expressão partitiva (sugere “parte de algo”), seguida de substantivo ou pronome no plural, o verbo
pode ficar tanto no singular quanto no plural:
• A maioria dos alunos não se preparou para o simulado. / A maioria dos alunos não se prepararam para o simulado.
Quando o sujeito apresenta uma porcentagem, deve concordar com o valor da expressão. No entanto, quanto seguida de um subs-
tantivo (expressão partitiva), o verbo poderá concordar tanto com o numeral quanto com o substantivo:
• 27% deixaram de ir às urnas ano passado. / 1% dos eleitores votou nulo / 1% dos eleitores votaram nulo.
Quando o sujeito apresenta alguma expressão que indique quantidade aproximada, o verbo concorda com o substantivo que segue
a expressão:
• Cerca de duzentas mil pessoas compareceram à manifestação. / Mais de um aluno ficou abaixo da média na prova.
Quando o sujeito é indeterminado, o verbo deve estar sempre na terceira pessoa do singular:
• Precisa-se de balconistas. / Precisa-se de balconista.
Quando o sujeito é coletivo, o verbo permanece no singular, concordando com o coletivo partitivo:
• A multidão delirou com a entrada triunfal dos artistas. / A matilha cansou depois de tanto puxar o trenó.
Quando não existe sujeito na oração, o verbo fica na terceira pessoa do singular (impessoal):
• Faz chuva hoje
Quando o pronome relativo “que” atua como sujeito, o verbo deverá concordar em número e pessoa com o termo da oração principal
ao qual o pronome faz referência:
• Foi Maria que arrumou a casa.
Quando o sujeito da oração é o pronome relativo “quem”, o verbo pode concordar tanto com o antecedente do pronome quanto com
o próprio nome, na 3ª pessoa do singular:
• Fui eu quem arrumei a casa. / Fui eu quem arrumou a casa.
Quando o pronome indefinido ou interrogativo, atuando como sujeito, estiver no singular, o verbo deve ficar na 3ª pessoa do singular:
• Nenhum de nós merece adoecer.
Quando houver um substantivo que apresenta forma plural, porém com sentido singular, o verbo deve permanecer no singular. Ex-
ceto caso o substantivo vier precedido por determinante:
• Férias é indispensável para qualquer pessoa. / Meus óculos sumiram.
LÍNGUA PORTUGUESA
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REGÊNCIA VERBAL E NOMINAL.
A regência estuda as relações de concordâncias entre os termos que completam o sentido tanto dos verbos quanto dos nomes. Dessa
maneira, há uma relação entre o termo regente (principal) e o termo regido (complemento).
A regência está relacionada à transitividade do verbo ou do nome, isto é, sua complementação necessária, de modo que essa relação
é sempre intermediada com o uso adequado de alguma preposição.
Regência nominal
Na regência nominal, o termo regente é o nome, podendo ser um substantivo, um adjetivo ou um advérbio, e o termo regido é o
complemento nominal, que pode ser um substantivo, um pronome ou um numeral.
Vale lembrar que alguns nomes permitem mais de uma preposição. Veja no quadro abaixo as principais preposições e as palavras que
pedem seu complemento:
PREPOSIÇÃO NOMES
A
acessível; acostumado; adaptado; adequado; agradável; alusão; análogo; anterior; atento; benefício;
comum; contrário; desfavorável; devoto; equivalente; fiel; grato; horror; idêntico; imune; indiferente; inferior;
leal; necessário; nocivo; obediente; paralelo; posterior; preferência; propenso; próximo; semelhante; sensível; útil;
visível...
DE
amante; amigo; capaz; certo; contemporâneo; convicto; cúmplice; descendente; destituído; devoto; diferente;
dotado; escasso; fácil; feliz; imbuído; impossível; incapaz; indigno; inimigo; inseparável; isento; junto; longe; medo;
natural; orgulhoso; passível; possível; seguro; suspeito; temeroso...
SOBRE opinião; discurso; discussão; dúvida; insistência; influência; informação; preponderante; proeminência;
triunfo...
COM acostumado; amoroso; analogia; compatível; cuidadoso; descontente; generoso; impaciente; ingrato;
intolerante; mal; misericordioso; ocupado; parecido; relacionado; satisfeito; severo; solícito; triste...
EM abundante; bacharel; constante; doutor; erudito; firme; hábil; incansável; inconstante; indeciso; morador;
negligente; perito; prático; residente; versado...
CONTRA atentado; blasfêmia; combate; conspiração; declaração; fúria; impotência; litígio; luta; protesto; reclamação;
representação...
PARA bom; mau; odioso; próprio; útil...
Regência verbal
Na regência verbal, o termo regente é o verbo, e o termo regido poderá ser tanto um objeto direto (não preposicionado) quanto um
objeto indireto (preposicionado), podendo ser caracterizado também por adjuntos adverbiais.
Com isso, temos que os verbos podem se classificar entre transitivos e intransitivos. É importante ressaltar que a transitividade do
verbo vai depender do seu contexto.
Verbos intransitivos: não exigem complemento, de modo que fazem sentido por si só. Em alguns casos, pode estar acompanhado
de um adjunto adverbial (modifica o verbo, indicando tempo, lugar, modo, intensidade etc.), que, por ser um termo acessório, pode ser
retirado da frase sem alterar sua estrutura sintática:
• Viajou para São Paulo. / Choveu forte ontem.
Verbos transitivos diretos: exigem complemento (objeto direto), sem preposição, para que o sentido do verbo esteja completo:
• A aluna entregou o trabalho. / A criança quer bolo.
Verbos transitivos indiretos: exigem complemento (objeto indireto), de modo que uma preposição é necessária para estabelecer o
sentido completo:
• Gostamos da viagem de férias. / O cidadão duvidou da campanha eleitoral.
Verbos transitivos diretos e indiretos: em algumas situações, o verbo precisa ser acompanhado de um objeto direto (sem preposição)
e de um objeto indireto (com preposição):
• Apresentou a dissertação à banca. / O menino ofereceu ajuda à senhora.
LÍNGUA PORTUGUESA
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COLOCAÇÃO PRONOMINAL.
A colocação do pronome átono está relacionada à harmonia da
frase. A tendência do português falado no Brasil é o uso do prono-
me antes do verbo – próclise. No entanto, há casos em que a norma
culta prescreve o emprego do pronome no meio – mesóclise – ou
após o verbo – ênclise.
De acordo com a norma culta, no português escrito não se ini-
cia um período com pronome oblíquo átono. Assim, se na lingua-
gem falada diz-se “Me encontrei com ele”, já na linguagem escrita,
formal, usa-se “Encontrei-me’’ com ele.
Sendo a próclise a tendência, é aconselhável que se fixem bem
as poucas regras de mesóclise e ênclise. Assim, sempre que estas
não forem obrigatórias, deve-se usar a próclise, a menos que preju-
dique a eufonia da frase.
Próclise
Na próclise, o pronome é colocado antes do verbo.
Palavra de sentido negativo: Não me falou a verdade.
Advérbios sem pausa em relação ao verbo: Aqui te espero pa-
cientemente.
Havendo pausa indicada por vírgula, recomenda-se a ênclise:
Ontem, encontrei-o no ponto do ônibus.
Pronomes indefinidos: Ninguém o chamou aqui.
Pronomes demonstrativos: Aquilo lhe desagrada.
Orações interrogativas: Quem lhe disse tal coisa?
Orações optativas (que exprimem desejo), com sujeito ante-
posto ao verbo: Deus lhe pague, Senhor!
Orações exclamativas: Quanta honra nos dá sua visita!
Orações substantivas, adjetivas e adverbiais, desde que não se-
jam reduzidas: Percebia que o observavam.
Verbo no gerúndio, regido de preposição em: Em se plantando,
tudo dá.
Verbo no infinitivo pessoal precedido de preposição: Seus in-
tentos são para nos prejudicarem.
Ênclise
Na ênclise, o pronome é colocado depois do verbo.
Verbo no início da oração,desde que não esteja no futuro do
indicativo: Trago-te flores.
Verbo no imperativo afirmativo: Amigos, digam-me a verdade!
Verbo no gerúndio, desde que não esteja precedido pela pre-
posição em: Saí, deixando-a aflita.
Verbo no infinitivo impessoal regido da preposição a. Com
outras preposições é facultativo o emprego de ênclise ou próclise:
Apressei-me a convidá-los.
Mesóclise
Na mesóclise, o pronome é colocado no meio do verbo.
É obrigatória somente com verbos no futuro do presente ou no
futuro do pretérito que iniciam a oração.
Dir-lhe-ei toda a verdade.
Far-me-ias um favor?
Se o verbo no futuro vier precedido de pronome reto ou de
qualquer outro fator de atração, ocorrerá a próclise.
Eu lhe direi toda a verdade.
Tu me farias um favor?
Colocação do pronome átono nas locuções verbais
Verbo principal no infinitivo ou gerúndio: Se a locução verbal
não vier precedida de um fator de próclise, o pronome átono deve-
rá ficar depois do auxiliar ou depois do verbo principal.
Exemplos:
Devo-lhe dizer a verdade.
Devo dizer-lhe a verdade.
Havendo fator de próclise, o pronome átono deverá ficar antes
do auxiliar ou depois do principal.
Exemplos:
Não lhe devo dizer a verdade.
Não devo dizer-lhe a verdade.
Verbo principal no particípio: Se não houver fator de próclise,
o pronome átono ficará depois do auxiliar.
Exemplo: Havia-lhe dito a verdade.
Se houver fator de próclise, o pronome átono ficará antes do
auxiliar.
Exemplo: Não lhe havia dito a verdade.
Haver de e ter de + infinitivo: Pronome átono deve ficar depois
do infinitivo.
Exemplos:
Hei de dizer-lhe a verdade.
Tenho de dizer-lhe a verdade.
Observação
Não se deve omitir o hífen nas seguintes construções:
Devo-lhe dizer tudo.
Estava-lhe dizendo tudo.
Havia-lhe dito tudo.
CRASE.
Crase é o nome dado à contração de duas letras “A” em uma
só: preposição “a” + artigo “a” em palavras femininas. Ela é de-
marcada com o uso do acento grave (à), de modo que crase não
é considerada um acento em si, mas sim o fenômeno dessa fusão.
Veja, abaixo, as principais situações em que será correto o em-
prego da crase:
• Palavras femininas: Peça o material emprestado àquela alu-
na.
• Indicação de horas, em casos de horas definidas e especifica-
das: Chegaremos em Belo Horizonte às 7 horas.
• Locuções prepositivas: A aluna foi aprovada à custa de muito
estresse.
• Locuções conjuntivas: À medida que crescemos vamos dei-
xando de lado a capacidade de imaginar.
• Locuções adverbiais de tempo, modo e lugar: Vire na próxima
à esquerda.
LÍNGUA PORTUGUESA
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Veja, agora, as principais situações em que não se aplica a crase:
• Palavras masculinas: Ela prefere passear a pé.
• Palavras repetidas (mesmo quando no feminino): Melhor termos uma reunião frente a frente.
• Antes de verbo: Gostaria de aprender a pintar.
• Expressões que sugerem distância ou futuro: A médica vai te atender daqui a pouco.
• Dia de semana (a menos que seja um dia definido): De terça a sexta. / Fecharemos às segundas-feiras.
• Antes de numeral (exceto horas definidas): A casa da vizinha fica a 50 metros da esquina.
Há, ainda, situações em que o uso da crase é facultativo
• Pronomes possessivos femininos: Dei um picolé a minha filha. / Dei um picolé à minha filha.
• Depois da palavra “até”: Levei minha avó até a feira. / Levei minha avó até à feira.
• Nomes próprios femininos (desde que não seja especificado): Enviei o convite a Ana. / Enviei o convite à Ana. / Enviei o convite à
Ana da faculdade.
DICA: Como a crase só ocorre em palavras no feminino, em caso de dúvida, basta substituir por uma palavra equivalente no masculino.
Se aparecer “ao”, deve-se usar a crase: Amanhã iremos à escola / Amanhã iremos ao colégio.
QUESTÕES
1. (ENEM - 2012) “Ele era o inimigo do rei”, nas palavras de seu biógrafo, Lira Neto. Ou, ainda, “um romancista que colecionava desa-
fetos, azucrinava D. Pedro II e acabou inventando o Brasil”. Assim era José de Alencar (1829-1877), o conhecido autor de O guarani e Ira-
cema, tido como o pai do romance no Brasil.
Além de criar clássicos da literatura brasileira com temas nativistas, indianistas e históricos, ele foi também folhetinista, diretor de
jornal, autor de peças de teatro, advogado, deputado federal e até ministro da Justiça. Para ajudar na descoberta das múltiplas facetas
desse personagem do século XIX, parte de seu acervo inédito será digitalizada.
História Viva, n.º 99, 2011.
Com base no texto, que trata do papel do escritor José de Alencar e da futura digitalização de sua obra, depreende-se que
(A) a digitalização dos textos é importante para que os leitores possam compreender seus romances.
(B) o conhecido autor de O guarani e Iracema foi importante porque deixou uma vasta obra literária com temática atemporal.
(C) a divulgação das obras de José de Alencar, por meio da digitalização, demonstra sua importância para a história do Brasil Imperial.
(D) a digitalização dos textos de José de Alencar terá importante papel na preservação da memória linguística e da identidade nacional.
(E) o grande romancista José de Alencar é importante porque se destacou por sua temática indianista.
2. (FUVEST - 2013) A essência da teoria democrática é a supressão de qualquer imposição de classe, fundada no postulado ou na
crença de que os conflitos e problemas humanos – econômicos, políticos, ou sociais – são solucionáveis pela educação, isto é, pela coope-
ração voluntária, mobilizada pela opinião pública esclarecida. Está claro que essa opinião pública terá de ser formada à luz dos melhores
conhecimentos existentes e, assim, a pesquisa científica nos campos das ciências naturais e das chamadas ciências sociais deverá se fazer a
mais ampla, a mais vigorosa, a mais livre, e a difusão desses conhecimentos, a mais completa, a mais imparcial e em termos que os tornem
acessíveis a todos.
(Anísio Teixeira, Educação é um direito. Adaptado.)
No trecho “chamadas ciências sociais”, o emprego do termo “chamadas” indica que o autor
(A) vê, nas “ciências sociais”, uma panaceia, não uma análise crítica da sociedade.
(B) considera utópicos os objetivos dessas ciências.
(C) prefere a denominação “teoria social” à denominação “ciências sociais”.
(D) discorda dos pressupostos teóricos dessas ciências.
(E) utiliza com reserva a denominação “ciências sociais”.
LÍNGUA PORTUGUESA
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3. (UERJ - 2016)
A última fala da tirinha causa um estranhamento, porque assinala a ausência de um elemento fundamental para a instalação de um
tribunal: a existência de alguém que esteja sendo acusado.
Essa fala sugere o seguinte ponto de vista do autor em relação aos usuários da internet:
(A) proferem vereditos fictícios sem que haja legitimidade do processo.
(B) configuram julgamentos vazios, ainda que existam crimes comprovados.
(C) emitem juízos sobre os outros, mas não se veem na posição de acusados.
(D) apressam-se em opiniões superficiais, mesmo que possuam dados concretos.
4 - (UEA - 2017) Leia o trecho de Quincas Borba, de Machado de Assis:
E enquanto uma chora, outra ri; é a lei do mundo, meu rico senhor; é a perfeição universal. Tudo chorando seria monótono, tudo
rindo cansativo; mas uma boa distribuição de lágrimas e polcas1, soluços e sarabandas2, acaba por trazer à alma do mundo a variedade
necessária, e faz-se o equilíbrio da vida.
(Quincas Borba, 1992.)
1 polca: tipo de dança.
2 sarabandas: tipo de dança.
De acordo com o narrador,
(A) os erros do passado não afetam o presente.
(B) a existência é marcada por antagonismos.
(C) a sabedoria está em perseguir a felicidade.
(D) cada instante vivido deve ser festejado.
(E) os momentos felizes são mais raros que os tristes.
5 – (ENEM 2013)
Cartum de Caulos, disponível em www.caulos.com
LÍNGUA PORTUGUESA
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O cartum faz uma crítica social. A figura destacada está em
oposição às outras e representa a
(A) opressão das minorias sociais.
(B) carência de recursos tecnológicos.
(C) falta de liberdade de expressão.
(D) defesa da qualificação profissional.
(E) reação ao controle do pensamento coletivo.