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UNIVERSIDADE ESTADUAL DO MARANHÃO
PROGRAMA DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES - ENSINAR
CURSO DE LICENCIATURA EM MATEMÁTICA
RAPHAEL CANTANHEDE E CANTANHEDE
METODOLOGIA APLICADA AO ENSINO DA MATEMÁTICA: FICHAMENTO DE CITAÇÃO 
AXIXÁ – MA
2024
FICHAMENTO DE CITAÇÃO
REBOUÇAS, Ana Priscila Sampaio; AMARAL, Natarsia Camila Luso. Base Nacional Comum Curricular (BNCC): Discursos e Implicações para a Educação Matemática. Pesquisa em Foco, São Luís, vol. 25, n. 2, p. 107-123. Jul./Dez. 2020.
1 “Como sugere Mainardes (2006), esta abordagem possibilita a consideração de diversos níveis de análise, além disso, permite explorar diferentes metodologias de estudo para análise dos contextos nessa perspectiva”.
Comentário: Mainardes (2006) enfatiza a importância de uma abordagem multidimensional na análise das políticas educacionais, utilizando várias metodologias para entender os contextos de influência. Isso reflete uma mudança na pesquisa educacional, onde a complexidade dos fenômenos sociais é reconhecida e analisada sob múltiplas perspectivas, permitindo uma compreensão mais profunda e integrada.
2 “Os autores citados apontam que, com a redemocratização do país e promulgação da Constituição Federal de 1988, ocorreram mudanças que abrangeram toda a organização da educação nacional (CURY; REIS; ZANARDI, 2018)” 
Comentário: Cury, Reis e Zanardi (2018) destacam as transformações significativas na educação brasileira pós-redemocratização e Constituição de 1988. Este período crucial reestruturou políticas públicas para promover maior igualdade e inclusão, refletindo um esforço renovado para garantir direitos e oportunidades educacionais a todos os cidadãos. Pois a educação brasileira engloba uma vasta diversidade e complexidade sociocultural, no qual o currículo é peça fundamental na construção social e o mesmo reflete as amplas intencionalidades e opiniões presentes na sociedade.
3 “A influência de concepções de autores europeus e norte-americanos, no campo das políticas educacionais, tem sido significativa, pois em um contexto de globalização espalha-se o discurso de que é preciso adaptar a educação às mudanças econômicas e de concorrência internacional (KRAWCZYK, 2005)”
Comentário: Krawczyk (2005) discute a crescente influência de autores europeus e norte-americanos nas políticas educacionais, um fenômeno amplificado pela globalização. Nesse contexto, a necessidade de adaptar a educação às transformações econômicas e à concorrência internacional se torna evidente. Esse discurso é impulsionado pela percepção de que a educação deve preparar os indivíduos não apenas para o mercado de trabalho local, mas também para um mercado global competitivo.
A globalização trouxe consigo a disseminação de modelos educacionais que priorizam habilidades e competências valorizadas internacionalmente, muitas vezes em detrimento das necessidades locais e culturais específicas. Isso se traduz em uma ênfase crescente em áreas como ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM), além de competências como pensamento crítico, resolução de problemas e habilidades digitais.
4 “Após homologação desse documento regulatório, em 2017, as redes de ensino de todo o país estão sendo mobilizadas em torno do documento, tendo em vista que precisam implementar o ‘currículo mínimo’, muitas das vezes sem refletirem sobre as problemáticas que o envolvem”
Comentário: A implementação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) em 2017 gerou mobilização nas redes de ensino para adotar o currículo mínimo. No entanto, a falta de reflexão sobre as complexidades e diversidades regionais representa um desafio significativo, destacando a dificuldade de harmonizar um currículo nacional com as necessidades locais e as realidades educacionais diversas.
5 “Deste modo, compreende-se o porquê de o currículo integrar o cerne das discussões educacionais que vêm sendo travadas desde a década de 1990, sob a égide do discurso da qualidade (OLIVEIRA; CISOTTO, 2011)”
Comentário: Oliveira e Cisotto (2011) abordam como o currículo se tornou central nas discussões educacionais desde os anos 1990, influenciado pelo discurso de qualidade. A pressão por resultados mensuráveis e a busca por padrões de excelência impulsionaram mudanças significativas nas políticas curriculares, refletindo uma tendência global de gestão educacional voltada para a eficiência.
6 “No próprio documento temos a informação de que este é voltado para a ‘implantação’, ‘divulgação’ e ‘ampliação’ de um currículo como podemos ver no texto abaixo: a Base Nacional Comum Curricular é um documento de caráter normativo que define o conjunto orgânico e progressivo de aprendizagens essenciais que todos os alunos devem desenvolver ao longo das etapas e modalidades da Educação Básica” (p. 112).
Comentário: A BNCC se propõe a estabelecer um padrão mínimo de conhecimentos e habilidades que devem ser desenvolvidos por todos os estudantes durante as etapas da Educação Básica. Este esforço de padronização busca promover a equidade educacional, assegurando que todos os alunos tenham a oportunidade de adquirir um núcleo comum de saberes, o que pode contribuir para reduzir as disparidades educacionais entre diferentes regiões e escolas do país.
A implementação deste currículo normativo envolve uma série de desafios e implicações. A necessidade de adaptar as realidades locais a um padrão nacional pode gerar tensões, especialmente em um país com a diversidade e as dimensões do Brasil. Cada região possui suas especificidades culturais, sociais e econômicas, que devem ser levadas em consideração na aplicação das diretrizes da BNCC.
7 “Atualmente, uma das principais pautas colocada na agenda da educação brasileira tem sido a discussão sobre a Base Nacional Comum Curricular, o que tem mobilizado diferentes grupos públicos e/ou privados” (P.108).
Comentário: A BNCC é um tema central na agenda educacional brasileira, sendo discutida amplamente por diversos grupos, indicando sua importância e impacto na estrutura educacional do país. A discussão envolve diferentes perspectivas e interesses, incluindo professores, gestores educacionais, pais, estudantes e especialistas em educação, todos buscando contribuir para um currículo mais alinhado com as necessidades contemporâneas e as especificidades regionais do Brasil.
Vale ressaltar que a importância desse debate em torno da BNCC, vai além de questões pedagógicas, pois perspectivas sociais e políticas compõem essa roda de discussões o que está amplamente conectado aos resultados obtidos no meio educacional o que reflete diretamente na formação de cidadãos e na equiparação das desigualdades educacionais presentes no Brasil.
8 “Os resultados apontam que pesquisas e avanços na área da educação matemática têm sido ignorados e que continuaremos com a reprodução de um ensino de matemática conteudista, que desconsidera os saberes dos alunos e a realidade em que estão inseridos” (p. 108).
Comentário: 
A crítica à abordagem conteudista no ensino de matemática ressalta a necessidade de integrar pesquisas recentes e metodologias que valorizem o conhecimento prévio dos alunos e sua contextualização. Por isso, se faz necessário o ensino pautado no diálogo com reflexões nas experiências e vivências dos alunos, fazendo com que a participação e interdisciplinaridade seja cada vez mais presente no contexto educacional.
9 “Por todas essas questões aqui levantadas e tantas outras que não podemos e não temos a pretensão de esgotar, aponta-se por este estudo a necessidade contínua de discussão sobre a BNCC e currículo, tendo em conta a natureza e a relevância que a questão suscita” (p. 112).
Comentário: A necessidade contínua de discussão sobre a BNCC e os currículos evidencia a complexidade e a importância do tema, bem como as implicações para a educação brasileira.
10 “A ausência de especialista/pesquisadores locais na área de currículo, fez com que profissionais internacionais pertencentes a fundações privadas fizessem parte da construção desse texto, imprimindo seus ideais queserão difundidos em todos os rincões do Brasil” (p. 112).
Comentário: A participação de especialistas internacionais na elaboração da BNCC levanta preocupações sobre a adequação das diretrizes às especificidades e realidades socioculturais brasileiras.
11 “No entanto, destaca-se que a terceira versão não teve discussão aberta e seu texto primeiro foi enxugado e direcionado” (p. 112)
Comentário: 
A terceira versão da BNCC foi elaborada sem uma discussão aberta, o que pode comprometer a transparência e a representatividade do processo.
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