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Escola: São Francisco das Chagas. Professor: Jefferson Alves. Disciplina: Estudos Amazônicos. 4º Bimestre Série: 6º ano A, B, (TURMA “E” ANEXO). Antes de ler o texto, o aluno deve assistir as videoaulas de Estudos Amazônicos postadas no canal no Youtube da SEMED-Itaituba para o 4º bimestre, pois, esse conteúdo é uma complementação a eles e tem como objetivo ajudar o aluno a responder a atividade e a prova, as aulas podem ser acessadas nos links abaixo: Aula 1: https://youtu.be/50a5PsZlJKA Aula 2: https://youtu.be/9eaRKEvc-6o Aula 3: https://youtu.be/y-UGQdNygO8 Texto único complementar de Estudos Amazônicos 6º ano A, B, E São Francisco 4º Bimestre Conhecendo o espaço geográfico amazônico A Amazônia compreende um conjunto de ecossistemas que envolve a bacia hidrográfica do Rio Amazonas, bem como a Floresta Amazônica; é considerada a região de maior biodiversidade do planeta e o maior bioma do Brasil. Não é exclusivamente brasileira, sendo, portanto, encontrada em outros países. Clima O clima predominante na Amazônia é o equatorial úmido. Trata-se de uma região caracterizada por longos períodos de chuvas, com índices pluviométricos que variam entre 1.500 mm e 3.600 mm por ano. A umidade do ar é elevada, chegando a 80%, e as temperaturas variam entre 22ºC e 28ºC. Hidrografia https://youtu.be/50a5PsZlJKA https://youtu.be/9eaRKEvc-6o https://youtu.be/y-UGQdNygO8 A Amazônia abrange a região da bacia Amazônica, considerada a maior bacia hidrográfica do planeta, ocupa mais de 7 milhões de km2. O principal rio é o Rio Amazonas, o qual possui mais de 1.100 afluentes que nele deságuam. Os rios são, muitas vezes, caracterizados pela cor de suas águas. Há os rios barrentos, devido à concentração de nutrientes e sedimentos, como o Rio Amazonas; há os rios de águas pretas, caracterizados pela presença de areia e húmus, como o rio Negro; e há os rios de águas claras, que não apresentam tanta concentração de nutrientes e possuem corredeiras em seus trechos, como o rio Xingu. Os principais rios são: • Rio Amazonas: nasce na Cordilheira dos Andes, no Peru. Entra no Brasil conhecido como Solimões. Em alguns trechos, sua largura pode atingir 100 metros. É um rio bastante navegável. • Negro: é considerado o maior afluente à margem esquerda do Rio Amazonas. • Tapajós: nasce na divisa entre os estados do Mato Grosso, Pará e Amazonas, desaguando na margem direita do Rio Amazonas. • Madeira: nasce na Cordilheira dos Andes, na Bolívia. Relevo Na Amazônia são encontradas três principais formas de relevo: planícies, representadas pelas áreas inundadas pelos rios; planaltos, representados pelas regiões de serras; e depressões, como a região das depressões norte e sul amazônicas. A estrutura geológica da região compreendida pelo bioma é formada pelo Escudo das Guianas. Há presença de bacias sedimentares ao longo da região do Rio Amazonas. Escudos cristalinos são encontrados ao norte e ao sul dessas bacias sedimentares. Devastação Nas últimas décadas, a Amazônia tem sofrido um aumento no desmatamento de suas áreas. De acordo com uma pesquisa realizada pelo norte-americano Thomas Lovejoy (professor da George Mason University) e pelo brasileiro Carlos Nobre (coordenador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Mudanças Climáticas), o bioma amazônia pode sofrer perdas irreversíveis devido ao desmatamento. O qual, segundo os pesquisadores, já chegou a 17% nos últimos 50 anos, sendo que o limite seria 20%, para que não houvesse consequências irreversíveis para o clima e o ciclo hidrológico. Segundo o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), o desmatamento no bioma aumentou cerca de 40% entre os anos de 2017 e 2018, perdendo-se quase 4.000 km2 de mata nativa. A ocorrência do desmatamento deu-se, principalmente, em áreas privadas, assentamentos e unidades de conservação. O espaço amazônico: questões sociais e ambientais A metade da população mundial, cerca de 3 bilhões de habitantes, vive nos países em desenvolvimento localizados na faixa tropical. A tendência de crescimento, no milênio que se inicia, deverá promover maior pressão sobre o ambiente urbano, bem como a conversão de novas áreas para atendimento às necessidades de produção de alimentos, fibras e energia. Nesse contexto, a Amazônia com uma área de 5 milhões de km2, mais da metade do território brasileiro, com 20 milhões de habitantes, desperta a atenção por suas riquezas potenciais e desempenha um papel estratégico na percepção dos poderes que orientam os investimentos em economia globalizada. Embora a região pareça uniforme, apresenta uma série de ecossistemas bem distintos, como florestas de transição, florestas com vegetação densa, microclimas de altitude e cerrados. Para o aproveitamento sustentável desses recursos naturais dois grandes desafios devem ser levados em consideração: a biodiversidade da região e a recuperação de áreas já alteradas ou degradadas, incorporando-as ao processo de desenvolvimento. O uso sustentável das áreas para a agricultura deve ser baseado no contexto da legislação ambiental e florestal, que nas áreas de floresta é de 20% da área e nos cerrados de 65%. No caso de áreas degradadas ou alteradas existem cerca de 60 milhões de hectares. Calcula-se que existam cerca de 600 mil famílias de pequenos produtores na região que derrubam e queimam cerca de dois hectares por ano e que os cultivam apenas por dois anos. Isto significa um desmatamento inercial de 1.200.000 ha/ano. Um hectare de floresta desmatada produz 100 t de C02. Assim, há a necessidade de serem incrementados o uso dessas áreas com tecnologias simples que permitam aos pequenos agricultores permanecerem na área por mais tempo. A produção agropecuária na Amazônia já é uma realidade. Atualmente, existe um rebanho com mais de 35 milhões de bovinos e uma produção significativa de dendê, pimenta-do-reino, cupuaçu, açaí, guaraná, castanha-do-Brasil, madeiras nativas, frutas exóticas e grãos. Se por um lado essa agricultura obteve vários avanços, por outro ainda é significativo o baixo uso de tecnologia e a agricultura de subsistência de derruba e queima. Se dos 60 milhões de hectares de áreas antropizadas, fosse intensificada a agricultura em 40% destas, poderiam ser produzidas mais de 60 milhões de toneladas de grãos, sem a necessidade de novos desmatamentos. Trabalhos realizados pela Embrapa constatam que o uso de recursos do bioma através de agronegócios sustentáveis com a marca Amazônia constitui fator de competitividade na oferta dos produtos amazônicos nos mercados globais. Na linha ambiental foi lançado recentemente o Programa de Desenvolvimento Socioeconômico Ambiental da Produção Familiar Rural da Amazônia (PROAMBIENTE), o qual incentiva o uso sustentável dos recursos naturais, priorizando o emprego de sistemas de produção que incorporem tecnologias mitigadoras de impactos ambientais, o preparo da terra sem uso do fogo, a utilização de áreas alteradas/degradadas através da implantação de sistemas alternativos de uso da terra, o uso de sistemas agropastoris, sistemas agroflorestais, agro extrativismo e o extrativismo florestal madeireiro e não madeireiro, práticas indígenas e tradicionais e a verticalização da produção familiar rural. Para a Embrapa, com o PROAMBIENTE, o espaço rural amazônica adquire um novo papel perante a sociedade, pois seus atores sociais deixam de ser fornecedores de produtos primários, sendo valorizado o caráter multifuncional da produção econômica associada à inclusão social e conservação do meio ambiente.