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Disciplina
Legislação, Segurança do
Trabalho e Meio ambiente -
impactos ambientais e
certificações
Unidade 1
Meio ambiente e as questões ambientais
Aula 1
Introdução aos recursos naturais e às questões ambientais
Introdução da aula
Os recursos naturais e as preocupações ambientais prevaleceram não apenas no Brasil mas
também em outros países do mundo. O nosso país tem experimentado diferentes problemas de
enfrentamento a emergências ambientais, esgotamento dos recursos naturais e degradação
ambiental. Nesta unidade, estudante, serão destacados os conceitos de poluição ambiental, bem
como seus efeitos e desastres sob as características do solo, do ar e da água. Serão também
discutidas oportunidades quanto ao uso consistente de recursos naturais e meio ambiente,
insinuações precisas para meio ambiente, crescimento econômico e sustentabilidade ambiental.
Disciplina
Legislação, Segurança do
Trabalho e Meio ambiente -
impactos ambientais e
certificações
As questões sociais foram levadas em consideração e foram ressaltadas as medidas que são
essenciais para levar à preservação e sustentação dos recursos naturais e do meio ambiente.
Poluição e suas interfaces
No atual Antropoceno, a poluição ambiental é um problema global que está diretamente ligado à
rápida industrialização e urbanização. Devido ao rápido avanço na industrialização e urbanização
em todo o mundo, vários poluentes são liberados das indústrias e resíduos urbanos no solo, na
água e no ar. A poluição prejudica a sustentabilidade ambiental e os serviços ecossistêmicos.
No Brasil, de acordo com a Lei nº 6.938 (BRASIL, 1981), entende-se como:
Poluição, a degradação da qualidade ambiental resultante de atividades que direta ou
indiretamente: a) prejudiquem a saúde, a segurança e o bem-estar da população; b)
criem condições adversas às atividades sociais e econômicas; c) afetem
desfavoravelmente a biota; d) afetem as condições estéticas ou sanitárias do meio
ambiente; e) lancem matérias ou energia em desacordo com os padrões ambientais
estabelecidos. (BRASIL, 1981, [s. p.])
Conforme consta na referida de�nição, tais poluentes têm capacidade de interagir com a água, o
solo e o ar. A interação com a água se dá, principalmente, de acordo com a característica de uso
e ocupação urbana de uma bacia hidrográ�ca. Uma bacia hidrográ�ca é entendida como uma
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Legislação, Segurança do
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impactos ambientais e
certificações
área de captação natural de precipitação, delimitada topogra�camente por um divisor de água
que converge os �uxos para uma única saída chamada foz (BORTOLOTI et al., 2015). 
Uma bacia hidrográ�ca é de fundamental importância para os recursos hídricos, pois são as
unidades de planejamento e gestão adotadas pela Política Nacional de Recursos Hídricos,
instituída pela Lei nº 9.433, de 8 de janeiro de 1997 (BRASIL, 1997). A correta delimitação de
seus divisores de água e sua rede de drenagem é de grande importância para estudos
relacionados à modelagem de vazões, processos erosivos, transporte e deposição de poluentes
químicos.
A poluição no solo refere-se à contaminação do solo devido a produtos químicos perigosos,
como metais pesados, poluentes orgânicos e inorgânicos que in�uenciam negativamente o meio
ambiente e a saúde humana.
A interação dos poluentes com esses elementos (água, ar e solo) pode se dar por meio de fontes
difusas ou pontuais. A poluição por fonte pontual é uma única fonte identi�cável que se origina
de locais separados e pode ser calculada em modelagem matemática (FENKER et al., 2015). As
fontes pontuais de poluição incluem usinas de energia elétrica, usinas de dessalinização,
descargas industriais e lançamentos de esgoto em corpos hídricos, conforme ilustrado na Figura
1.
Figura 1 | Lançamento de esgoto em rio - Fonte: Pixabay. 
A poluição por fonte difusa, por outro lado, não apresenta uma fonte identi�cável, originando-se
de diferentes pontos (FENKER et al., 2015). As fontes de poluição difusa são, principalmente, o
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escoamento agrícola, incluindo fertilizantes (cargas de nitrogênio e fósforo) e pesticidas, além
da emissão de poluentes gerados por veículos, sobretudo em grandes centros urbanos.
Figura 2 | Lançamento de poluentes por escapamento de veículo - Fonte: Unsplash.
Efeitos da poluição na água, no solo e no ar
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impactos ambientais e
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O solo é criado de substâncias orgânicas e inorgânicas. As substâncias orgânicas são derivadas
da decomposição de animais e plantas, considerando que substâncias inorgânicas lixiviam no
solo pela quebra química das rochas. Os solos férteis são muito importantes para suprir a
necessidade de produção de alimentos para a população mundial. No entanto, o solo é poluído
por diferentes tipos de poluentes e contaminantes devido às atividades naturais e humanas
(FENKER et al., 2015).  
A poluição do solo costumava ser um problema local, principalmente associado às atividades
insustentáveis, como o descarte descontrolado de resíduos, porém, nas últimas décadas, tem
recebido maior atenção, tornando-se um problema ambiental geral. A poluição do solo pode
resultar de atividades intencionais e não intencionais, abrangendo emissões diretas para o solo e
processos ambientais complexos, que resultam na contaminação indireta de solos após
emissões para o ar ou a água. Poluição industrial no local e gestão inadequada de resíduos,
atividades de mineração, aplicações intencionais diretas de materiais no solo e deposição
atmosférica são as principais fontes de poluição do solo. 
Os solos oferecem suporte para os ecossistemas naturais, bem como para a maioria das
atividades humanas; portanto, as consequências da poluição do solo, tanto para a saúde humana
quanto para o meio ambiente, estão diretamente relacionadas aos usos do solo.
A poluição do ar representa uma grande ameaça, no século XXI, sobretudo em relação às suas
potenciais alterações no clima. A extensão dos problemas de poluição do ar inclui deposição
ácida, amianto, dióxido de carbono, poluição interna, chumbo, transporte de longo alcance,
acidentes nucleares, radiação não ionizante, gás ozônio estratosférico, substâncias tóxicas e
a�ns (BARBOZA; SANCHES; BARREIROS, 2017). Embora, em muitos casos, a massa total de
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emissões naturais ultrapasse as emissões de poluentes em escala mundial, elas são dispersas.
As emissões de poluentes são emitidas de fontes pontuais ou de áreas limitadas. Como
resultado, os níveis de qualidade do ar ambiente local podem aumentar para níveis
ambientalmente indesejáveis e até mesmo perigosos para a saúde.
Finalmente, a poluição também pode apresentar in�uência severa nos recursos hídricos. A
poluição da água destrói importantes fontes de alimentos e contamina a água potável com
produtos químicos que podem causar danos imediatos e de longo prazo à saúde humana. A
poluição da água também prejudica gravemente os ecossistemas aquáticos. Rios, lagos e
oceanos são usados como esgotos a céu aberto para resíduos industriais e residenciais.
Pesticidas, herbicidas, derivados de petróleo, metais pesados (como mercúrio, chumbo e zinco),
detergentes e resíduos industriais podem matar organismos aquáticos ou tornar o ambiente tão
inóspito que as espécies não podem mais prosperar. Rios e córregos demonstram alguma
capacidade de recuperação dos efeitos de certos poluentes, mas lagos, baías, lagoas, rios lentos
e oceanos têm pouca resistência aos efeitos da poluição da água. A poluição de fontes difusas
continua a ser uma séria ameaça às águas receptoras, assim como o lançamento contínuo de
esgoto e e�uentes industriais em todo o mundo (BARBOZA; SANCHES; BARREIROS, 2017).
A importância do monitoramento da poluição
O monitoramento ambiental é fundamental para a proteção da saúde humana ecom o meio
ambiente são chamados de “aspectos”, que podem ter um impacto negativo ou positivo no meio
ambiente. Normalmente, os aspectos podem incluir emissões para o ar, descargas de e�uentes e
geração de resíduos. Os aspectos, por sua vez, podem gerar impactos ambientais, como
aquecimento global, poluição da água ou solo contaminado.
Todas as atividades geram impactos. Alguns, como os de um serviço baseado em escritório,
podem ter impactos ambientais relativamente menores, como menos materiais residuais e
menor consumo de energia ligado à poluição do ar, considerando que alguns aspectos
industriais pesados, como processos que causam emissões para o ar e descargas para a água,
podem ter impactos ambientais signi�cativos. Gerenciar aspectos e impactos ambientais é, sem
dúvida, um componente essencial e importante na busca por um planejamento ambiental em
uma organização.
O Sistema de Gestão Ambiental deve gerenciar todos os aspectos considerados signi�cativos na
organização. O que é signi�cativo para um local não será necessariamente para outro.
Determinar quais impactos ambientais são signi�cativos não requer uma Avaliação de Impacto
Ambiental, e adotar uma abordagem de ciclo de vida não requer uma Análise de Ciclo de Vida
completa a ser realizada. 
Ao determinar quais aspectos são signi�cativos, a organização precisa adotar uma abordagem
que funcione para suas circunstâncias especí�cas, considerando seu tamanho, o local e a
natureza do negócio realizado. A abordagem adotada deve considerar o signi�cado de cada
aspecto nas seguintes circunstâncias: 
Condições normais de operação.
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Condições anormais de operação (por exemplo, partida, parada, manutenção).
Acidentes e emergências.
Atividades anteriores.
Atividades planejadas.
Para contextualizar sua aprendizagem, imagine que você trabalha para uma universidade, a qual,
devido a novas regulamentações, terá que realizar um inventário dos aspectos e impactos
ambientais relacionados às suas atividades. Para agilizar o processo, seu chefe direcionou um
responsável por setor, �cando você responsável pelo setor do restaurante. Somado a isso, você
também recebeu uma planilha, semipreenchida, já indicando os processos existentes no
restaurante, como mostra o Quadro 1.
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impactos ambientais e
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Quadro 1 | Planilha para levantamento dos aspectos e impactos ambientais - Fonte: elaborado pelo autor.
Diante deste exposto, escolha ao menos três etapas de processos e descreva quais são os
possíveis aspectos ambientais que podem ser observados nessas atividades e, ainda, os
impactos ambientais decorrentes delas.
_______
Re�ita
Todas as atividades, inevitavelmente, geram aspectos ambientais, que podem interagir de forma
positiva ou negativa com o ambiente. Listar todos os aspectos relacionados a uma atividade é,
portanto, essencial na caracterização dos impactos. Mas, como garantir que todos os aspectos
de uma atividade foram levantados? Seguem alguns itens a serem veri�cados:
Operações, principais equipamentos e áreas de atividade.
Obrigações de conformidade.
Requisitos de quaisquer licenças, autorizações e acordos do local.
Relatórios de incidentes (e quase acidentes).
Necessidades e expectativas das partes interessadas.
Atividades realizadas fora do local.
Alterações no layout, mudanças ou compras de novos equipamentos.
Quaisquer atividades, produtos e serviços novos/modi�cados futuros.
Videoaula: Resolução do estudo de caso
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A identi�cação dos aspectos ambientais deve levar em conta se uma determinada atividade,
produto ou serviço causa, dentre outros exemplos:
Emissões de ar.
Descargas de e�uentes.
Resíduos resultantes.
Contaminação do solo.
Uso de recursos (por exemplo, água, combustível e recursos naturais e materiais).
Uma vez identi�cado o aspecto ambiental e a causa dele, o próximo passo é identi�car os
potenciais impactos ambientais associados a ele que podem afetar negativamente o meio
ambiente e a saúde humana.
Usando uma abordagem de ciclo vivo, os principais tipos de impactos são aqueles associados a:
Insumos, por exemplo, recursos extraídos usados na forma de matérias-primas e energia,
que podem dar origem à degradação da terra e ao esgotamento dos recursos naturais
Saídas, por exemplo, emissões para o ar, descargas para a água e resíduos, que podem
causar poluição.
Atividades e processos no local, por exemplo, armazenamento, limpeza, montagem e
embalagem, que também podem causar poluição ou perda de materiais e outros recursos.
O Quadro 2 mostra um exemplo de processos com aspectos e seus respectivos impactos
ambientais.
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impactos ambientais e
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Quadro 2 | Levantamento dos aspectos e impactos ambientais - Fonte: elaborado pelo autor.
É importante ressaltar que um único processo, normalmente, pode ter muitos aspectos, e cada
aspecto pode ter mais de um impacto.
O processo de avaliação de aspectos e impactos ambientais permite a identi�cação e a
priorização dos riscos ambientais e auxilia o entendimento sobre a medida em que esses riscos
são efetivamente gerenciados. Desenvolver e implementar um aspecto e impacto ambiental
ajuda a garantir que os riscos ambientais sejam considerados de forma consistente em todas as
atividades associadas a uma propriedade e, quando relevante, em todo o portfólio. 
O processo de avaliação reúne as principais partes interessadas da propriedade para determinar
a causa e os efeitos associados aos riscos ambientais. Isso ajuda a identi�car os proprietários
de risco apropriados, que devem ser responsáveis pelo desenvolvimento de medidas de controle
de risco. 
Uma avaliação de aspecto e impacto é um passo importante para conectar as várias partes
componentes da gestão de risco ambiental. Ela fornece um método estruturado de ponta a ponta
para preencher um registro de risco ambiental, junto a uma abordagem baseada em evidências,
para explicar como e por que os riscos selecionados foram escolhidos.
Resumo visual
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Fonte: elaborada pelo autor.
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Referências
BARBOZA, S. G.; SANCHES, W.; BARREIROS, E. Sociedade e meio ambiente. Londrina, PR: Editora
e Distribuidora Educacional S.A., 2017.
BORTOLOTI, F. da S. et al. Recursos naturais, meio ambiente e desenvolvimento. Londrina, PR:
Editora e Distribuidora Educacional S.A., 2015.
BRASIL. Lei nº 6.938, de 31 de agosto de 1981. Dispõe sobre a Política Nacional do Meio
Ambiente, seus �ns e mecanismos de formulação e aplicação, e dá outras providências. Brasília,
DF: Presidência da República, [2022]. Disponível em: 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6938.htm. Acesso em: 15 out. 2022.
BRASIL. Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998. Dispõe sobre as sanções penais e
administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, e dá outras
providências. Brasília, DF: Presidência da República, [2022]. Disponível em:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9605.htm. Acesso em: 15 out. 2022.
FENKER, E. A. et al. Gestão ambiental: incentivos, riscos e custos. São Paulo, SP: Atlas, 2015.
REIS, A. C. dos; CAMARGO, R. S. Gestão de recursos ambientais. Porto Alegre, RS: SAGAH, 2018.
,
Unidade 2
Planejamento e gestão ambiental
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6938.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9605.htm
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impactos ambientais e
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Aula 1
O Sistema de Gestão Ambiental, a Produção mais Limpa e a Ecoe�ciência nas empresas
Introdução da aula
O desenvolvimento sustentável requer métodos e ferramentas para medir e comparar os
impactos ambientais das atividades humanas para o fornecimento de bens e serviços. Os
impactos ambientais incluem as emissões para o meio ambiente através do consumo de
recursos, bem como outras intervenções (por exemplo, uso da terra) associadas ao fornecimento
de produtos, as quais ocorrem ao extrair os recursos, produzir os materiais, fabricar os produtos,
consumir/usar os produtos e no �m de vida deles (recolha/triagem, reutilização, reciclagem,
eliminação de resíduos). Essas emissões e esses consumos contribuem para uma ampla gama
de impactos, como mudanças climáticas, destruição do ozônio estratosférico, eutro�zação,
acidi�cação, estresse toxicológico na saúde humana e nos ecossistemas, esgotamento de
recursos – água e terra –, entre outros. Portanto, existe uma necessidade crescente e clara de
ser proativo e fornecer soluções para mitigar e/ou evitar que esses impactos ocorram e permitir
que o ambiente como um todo seja mais resiliente.
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Legislação, Segurança do
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impactos ambientais e
certificações
Operações sustentáveis
Com essa introdução, podemos perceber a necessidade de repensarmos o nosso modo de
produção. Para isso, devemos buscar uma produção mais limpa, a qual busca redução de
resíduos e otimização do uso de recursos naturais através de estratégias econômica ambiental e
tecnológica integradas aos processos e produtos. Para isso, podemos utilizar algumas
estratégias, como Sistema de Gestão Ambiental, Análise de Ciclo de Vida e Rotulagem
Ambiental. 
Um Sistema de Gestão Ambiental (SGA) é uma forma de administrar que busca auxiliar uma
organização a atingir suas metas ambientais por meio de revisão, avaliação e melhoria
consistentes de sua produção e, consequentemente, seu desempenho ambiental. Esse sistema é
de�nido pela norma ISO 14001 (ABNT, 2015). Essa é uma norma internacionalmente acordada,
que estabelece requisitos para um sistema de gestão ambiental. Sua �nalidade é ajudar as
organizações a melhorarem o seu desempenho ambiental através da utilização mais e�ciente
dos recursos e da redução de desperdícios, obtendo uma vantagem competitiva e a con�ança
das partes interessadas.
Através do SGA, buscamos ecoe�ciência, que nada mais é do que uma estratégia de gestão
baseada no conceito de criar mais bens e serviços usando menos recursos naturais e gerando
menos resíduos e poluição. A ecoe�ciência é uma medida de sustentabilidade que combina
desempenho ambiental e econômico. Essa ferramenta pode ser vista como um indicador de
desempenho ambiental ou como uma estratégia empresarial para o desenvolvimento
sustentável (ČUČEK et al., 2015).
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Legislação, Segurança do
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impactos ambientais e
certificações
Uma ferramenta muito e�caz no SGA é a Avaliação de Ciclo de Vida (ACV), que foi de�nida pela
ISO 14040 e pela ISO 14044. É a reunião e a avaliação das entradas e saídas e o potencial
ambiental de um sistema de produto durante a vida útil dele, ou seja, é um processo de avaliação
dos efeitos que um produto tem no meio ambiente durante todo o período de sua vida, buscando
aumentar a e�ciência do uso de recursos (ABNT, 2001). 
Para aplicar essa estratégia, é necessário de�nir as limitações do estudo, sendo que ACV é
comumente referida como uma análise "do berço ao túmulo". Os elementos-chave da ACV são:
(1) identi�car e quanti�car as cargas ambientais envolvidas, por exemplo, a energia e as
matérias-primas consumidas, as emissões e os resíduos gerados; (2) avaliar os potenciais
impactos ambientais dessas cargas; (3) avaliar as opções disponíveis para reduzir esses
impactos ambientais (MURALIKRISHNA; MANICKAM, 2017).
Uma forma de garantirmos o consumo de produtos e/ou serviços ecologicamente corretos é
através da rotulagem ambiental, que é um mecanismo baseado em informações sobre
características ambientais de produtos que estão disponibilizadas nos rótulos de embalagens.
Dessa forma, os consumidores conseguem comparar e optar, de maneira clara, por adquirir
produtos de menor impacto ambiental dentre os disponíveis no mercado. A rotulagem também
pode ser conhecida como: selo verde ou ecológico, declaração ambiental, rótulo ecológico, eco
rótulo, eco selo e etiqueta ecológica (MOURA, 2013).
Podemos dizer que essa abordagem é tanto um instrumento econômico como de comunicação,
visto que, através das informações presentes nos produtos, busca incentivar positivamente
padrões de produção e consumo, aumentando a consciência para a necessidade de usar os
recursos naturais de forma mais responsável (MOURA, 2013).
Produção sustentável e o ACV
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Legislação, Segurança do
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impactos ambientais e
certificações
Como vimos, o SGA é um conjunto de processos e práticas que permitem que uma organização
reduza seus impactos ambientais e aumente sua e�ciência operacional através do mapeamento
de estruturas que ela pode seguir para estabelecer um sistema ambientalmente e�caz.
Com a crescente atribuição de importância, da sociedade às questões ambientais, surgiu a
necessidade de desenvolvimento de abordagens e ferramentas de gestão que possibilitassem às
empresas e a todas as partes interessadas avaliar as consequências ambientais das decisões
tomadas em relação aos seus processos e/ou produtos �nais. Para tomadas de decisões mais
assertivas, viu-se a necessidade de comparar produtos ou processos (e até mesmo sua
destinação �nal) distintos, do ponto de vista de seus impactos ambientais. 
Para descobrir o nível de sustentabilidade de um produto, é necessário medir o seu nível de
ecoe�ciência. Para isso, desenvolveu se a ferramenta de ACV de produtos ou serviços (ERBE,
2016).
Pro�ssionais e pesquisadores de muitos domínios se reúnem na ACV para calcular os
indicadores dos impactos ambientais potenciais mencionados, os quais estão ligados aos
produtos – apoiando a identi�cação de oportunidades para prevenção da poluição e reduções no
consumo de recursos, ao mesmo tempo em que leva todo o ciclo de vida do produto em
consideração (MURALIKRISHNA; MANICKAM, 2017).
Através do ACV, é possível identi�car oportunidades para melhorar os aspectos ambientais dos
produtos em vários pontos do seu ciclo de vida; selecionar indicadores relevantes de
desempenho ambiental, incluindo técnicas de medição; melhorar o marketing da empresa (por
exemplo, uma declaração ambiental, esquema de rotulagem ecológica ou declarações do
produto).
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Legislação, Segurança do
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impactos ambientais e
certificações
Essa ferramenta pode ser dividida em quatro etapas, conforme segue:
1. De�nição de objetivo e escopo: os limites do sistema descrevem o que é levado na
avaliação e o que é deixado de fora. Por exemplo, pequenas quantidades de ingredientes
que contribuem pouco para a pegada total podem ser deixadas de fora do escopo do
estudo.
2. Análise de inventário: aqui, você observa todas as entradas e saídas ambientais associadas
a um produto ou serviço. Um exemplo de insumo ambiental – algo que você tira do meio
ambiente para colocar no ciclo de vida do produto – é o uso de matérias-primas e energia.
As saídas ambientais – o que o ciclo de vida do seu produto coloca no meio ambiente –
incluem a emissão de poluentes e os �uxos de resíduos, por exemplo.
3. Avaliação de impacto: na avaliação de impacto do ciclo de vida, você tira as conclusões
que lhe permitem tomar melhores decisões de negócios. Você classi�ca os impactos
ambientais de todos os processos coletados e modelados no inventário e os traduz em
temas ambientais, como aquecimento global ou saúde humana. 
4. Interpretação: durante a fase de interpretação, você veri�ca se suas conclusões estão bem
fundamentadas. O padrão ISO 14044 descreve várias veri�cações para testar os dados e os
procedimentosque você usou para apoiar suas conclusões.
Com a crescente preocupação dos consumidores com o impacto ambiental dos bens e serviços
que compram, a rotulagem ambiental surgiu como uma ferramenta fundamental para a tomada
de decisões de compra sustentáveis. Os benefícios comerciais da rotulagem ambiental para
compradores e fornecedores deram origem a uma in�nidade de alegações ambientais,
esquemas de rotulagem e iniciativas, cada uma oferecendo diferentes medidas e referências.
Isso aumentou a conscientização sobre o impacto ambiental de produtos e serviços.
Sendo sustentável na prática
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A ACV é uma metodologia que considera todo o ciclo de vida de um produto. Considere que
você, estudante, realizará um ACV de um veículo. Para isso, você deve considerar as etapas,
desde a fase de fabricação (incluindo produção de material e montagem do veículo), a fase de
uso (incluindo produção e combustão de combustível), até a fase de �m de vida (incluindo
descarte e reciclagem em �m de vida). Isso ajudará a garantir que as escolhas de projeto e
engenharia feitas para reduzir as emissões do veículo em uma fase da vida útil dele resultem em
uma redução total das emissões do ciclo de vida.
Como empresa, a primeira coisa que deve ser pensada é implementar um sistema de gestão.
Como você faria? Quais aspectos você considera relevantes e quais etapas devem ser seguidas?
Um exemplo de análise que podemos realizar sobre as escolhas de emissões de produção é em
relação ao impacto das escolhas de materiais nas emissões de GEE (gases do efeito estufa) do
ciclo de vida. 
Considere o seguinte estudo de caso: praticamente todas as montadoras estão adicionando
veículos elétricos a bateria (BEV) às suas frotas para atender aos novos regulamentos de
emissões. A redução de peso estrutural tornou-se o foco principal para aumentar o alcance da
bateria com as ofertas atuais da tecnologia de baterias veiculares. Sem uma estratégia de
avaliação do ciclo de vida implementada, pode ser que decisões relevantes resultem em um
maior impacto ambiental.
Nesse caso, é necessário comparamos materiais que constituem o carro. Levando em
consideração dois tipos, um feito de alumínio e outro usando aço de alta resistência avançado
(AHSS), podemos fazer a análise do ACV desses materiais e determinar o impacto da escolha do
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material no ciclo de vida do veículo, desde a fabricação, a alimentação durante o uso, até a
reciclagem no �nal de sua vida útil.
Nesse caso, com a energia necessária para produzir 1 milhão de veículos com uso intensivo de
alumínio, você pode fabricar, alimentar e reciclar 1 milhão de AHSS BEVs, além de ter energia
restante su�ciente para alimentar 170 mil BEVs adicionais por toda a vida útil ou fornecer a
energia total demanda para 77 mil lares dos EUA por 12 anos (com base em dados de 2015
disponíveis publicamente).
Considerando esse caso, podemos pensar em inserir uma rotulagem ambiental para que os
consumidores tenham mais consciência do produto que estão adquirindo. Em sua percepção, o
que é relevante destacar no rótulo? E qual tipo de rotulagem você acredita que melhor se adequa
a essa situação?
Nesse caso, poderíamos adotar uma rotulagem ambiental do tipo III, a qual destacará
informações sobre a ACV realizada no produto. Dados ambientais, que foram quanti�cados de
acordo com um conjunto de parâmetros previamente selecionados e fundamentados no estudo
realizado, atestarão a preocupação ambiental e a busca de uma produção mais e�ciente e
menos poluente.
Videoaula: O Sistema de Gestão Ambiental, a Produção mais Limpa e a
Ecoe�ciência nas empresas
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No vídeo de hoje, entenderemos o contexto histórico em que surgiu a ecoe�ciência e quais
ferramentas podem ser aplicadas em relação ao SGA de empresas, como ACV e Rotulagem
Ambiental. 
A ACV é uma técnica de avaliação e quanti�cação de impactos ambientais possíveis, associados
a um produto e/ou serviço. Discutiremos como realizá-la e suas etapas. Já a Rotulagem
Ambiental informa os consumidores sobre os impactos ambientais de um produto ou serviço
para orientá-los durante a compra e permitir que façam uma escolha inteligente. Essa ferramenta
pode ter três variações, de acordo com a necessidade do produtor.
Saiba mais
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No site ACV Brasil, é possível descobrir como funciona a Análise de Ciclo de Vida e a Rotulagem
Ambiental. Nesse ambiente, é possível ter acesso a cursos, treinamento e softwares para realizar
cálculos.
Referências
https://acvbrasil.com.br/
https://acvbrasil.com.br/
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Legislação, Segurança do
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impactos ambientais e
certificações
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR ISO 14001. Sistema de Gestão
Ambiental – Requisitos com orientações para uso. Rio de Janeiro, RJ: ABNT, 2015.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR ISO 14040. Gestão Ambiental –
Avaliação do Ciclo de Vida – Princípios e Estrutura. Rio de Janeiro, RJ: ABNT, 2001.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR ISO 14044. Gestão Ambiental –
Avaliação do Ciclo de Vida – Requisitos e Orientações. Rio de Janeiro, RJ: ABNT, 2009.
ČUČEK, L. et al. Chapter 5 – Overview of environmental footprints. In: KLEMES, J. J. Assessing
and Measuring Environmental Impact and Sustainability. Amsterdã: Elsevier, 2015. p. 131-193.
ERBE, M. C. L. Gestão ambiental na indústria. In: PHILIPPI JR., A.; SAMPAIO, C. C.; FERNANDES, V.
(Eds.). Gestão empresarial e sustentabilidade. Barueri, SP: Manole, 2016.
MOURA, A. M. M. de. O Mecanismo de Rotulagem Ambiental: perspectivas de aplicação no
Brasil. Boletim Regional, Urbano e Ambiental, IPEA, Rio de Janeiro, 2013.
MURALIKRISHNA, I. V.; MANICKAM, V. Chapter Five - Life Cycle Assessment. In:
MURALIKRISHNA, I. V.; MANICKAM, V. Environmental Management. Oxford: Butterworth-
Heinemann, 2017. p. 57-75.
Aula 2
Gestão de riscos, prevenção de incêndios e desastres
Disciplina
Legislação, Segurança do
Trabalho e Meio ambiente -
impactos ambientais e
certificações
Introdução da aula
O aumento vertiginoso da população, a ocupação desordenada dos ambientes e a intensi�cação
de processos industriais têm causado adversidades, que vêm se intensi�cando nas últimas
décadas em diversas partes do mundo, como aumento de enchentes, furacões, secas extremas,
deslizamentos de encostas, entre outros fenômenos, que podem ser chamados de desastres
naturais.
Para que esses riscos sejam minimizados, é essencial a implementação de uma Gestão de
Riscos Ambientais, que pode ser de�nida como o esforço consciente e coordenado na avaliação
do impacto potencial e/ou existente de diversas atividades produtivas sobre o meio ambiente e
as pessoas. O objetivo do gerenciamento de riscos é aumentar a capacidade das organizações
para atingir objetivos e ajudar a gerenciar ameaças, situações adversas e aproveitar qualquer
oportunidade que faça aumentar essa capacidade.
Conceitos importantes sobre gestão de risco
Disciplina
Legislação, Segurança do
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impactos ambientais e
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O processo de identi�cação e/ou antecipação de possíveis riscos, problemas ou desastres é
denominado gerenciamento de risco, logo a Gestão de Riscos Ambientais é um conjunto de
atividades que visa supervisionar e controlar uma organização quanto ao risco ambiental.
Essa gestão permite que procedimentos sejam implementados para evitar o risco, mitigar seu
impacto ou, pelo menos, ajudar a lidar com seu potencial efeito. E para que isso seja e�ciente,
uma empresa ou organização deve fazer uma avaliação realista do verdadeiro nível de riscoe
planejar ações baseadas nessa realidade.
Os incêndios �orestais causados pelo homem, no entanto, desempenham o papel mais
signi�cativo na maioria das regiões do mundo. A principal razão é a negligência, incluindo
incêndios de uso da terra que escaparam e, às vezes, incêndio criminoso (BARSANO, 2014).
A prevenção de incêndios destrutivos deve ser um elemento integral das políticas de uso da terra
e estratégias de gestão de incêndios. A prevenção de incêndios deve abordar uma ampla gama
de elementos e setores da sociedade, recursos naturais e gestão ambiental, ordenamento do
território e desenvolvimento tecnológico. As políticas e estratégias contra incêndios variam de
região para região devido às diferentes características do ecossistema e aos fatores culturais,
sociais e econômicos envolvidos. A prevenção de incêndios bem-sucedida deve abordar as
causas subjacentes da aplicação indevida do fogo e outros fatores responsáveis pelo aumento
dos incêndios prejudiciais (GOTTI; SOUZA, 2017).
A gestão de risco de desastres envolve atividades relacionadas à:
Prevenção: atividades e medidas para evitar riscos de desastres novos e existentes (muitas
vezes, menos onerosos do que ajuda e resposta a desastres). Por exemplo, realocar
pessoas e bens expostos para longe de uma área de risco.
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Mitigação: a diminuição ou limitação dos impactos adversos de perigos e desastres
relacionados. Por exemplo, construir defesas contra inundações, plantar árvores para
estabilizar encostas e implementar códigos rígidos de uso da terra e construção civil. 
Transferência: o processo de transferência formal ou informal das consequências
�nanceiras de riscos particulares de uma parte para outra, por meio do qual uma família,
comunidade, empresa ou autoridade estatal obterá recursos da outra parte após a
ocorrência de um desastre, em troca de benefícios sociais ou �nanceiros contínuos ou
compensatórios fornecidos a essa outra parte. Por exemplo, o seguro. 
Preparação: o conhecimento e as capacidades dos governos, organizações pro�ssionais
de resposta e recuperação, comunidades e indivíduos para efetivamente antecipar,
responder e se recuperar dos impactos de eventos ou condições de perigo prováveis,
iminentes ou atuais. Por exemplo, instalar sistemas de alerta precoce, identi�car rotas de
evacuação e preparar suprimentos de emergência (LOPES, 2017).
Dentro do gerenciamento de riscos, existem dois conceitos muito importantes e que precisam
ser compreendidos, são eles: risco e perigo. O perigo diz respeito à fonte com potencial de
causar algum dano ao colaborador. Já o risco refere-se à probabilidade de exposições
ocupacionais perigosas ocorrerem e à gravidade dos danos que podem ser causados. Então, o
primeiro passo consiste justamente em identi�car os perigos e riscos em um ambiente de
trabalho (SEITO et al., 2008).
Classi�cações dos riscos ambientais
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Podemos considerar como riscos ambientais os agentes físicos, químicos, biológicos,
mecânicos e ergonômicos que podem existir nos ambientes de trabalho e que são capazes de
prejudicar o bem-estar de um colaborador de acordo com a sua natureza, concentração ou
intensidade e tempo de exposição. Para elaborarmos e implementarmos programas, como o
Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA), é necessário que sejam discutidos quais
são os agentes de risco ou riscos ambientais e de qual forma é possível antecipar, reconhecer,
avaliar e, assim, controlar as possibilidades de haver riscos ambientais existentes ou que
venham a existir, sejam os agentes físicos, químicos e biológicos (BRASIL, 1995).
Os agentes de risco são classi�cados em cinco tipos, conforme podemos veri�car no Quadro 1 a
seguir:
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Quadro 1 | Tipos de riscos, suas características e consequências - Fonte: elaborada pela autora.
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Aplicação do gerenciamento de riscos e desastres
A análise de risco ambiental é fundamental para as organizações de qualquer porte ou setor. Em
primeiro lugar, ela ajuda na proteção à saúde humana, já que evita ao máximo a incidência de
acidentes ambientais. Além disso, permite que a empresa possua um excelente gerenciamento
ambiental integrado aos seus processos internos.
Em resumo, podemos dizer que o serviço é de suma importância para todos aqueles que
desejam contribuir com o meio ambiente e ter uma imagem ambiental sólida no mercado.
A implementação dessas atividades e medidas raramente é feita de forma isolada e inclui uma
série de atividades associadas, incluindo:
Identi�cação e medição do risco de desastres.
Educação e desenvolvimento do conhecimento.
Informar as pessoas sobre seu risco (conscientização).
Incorporando o DRM (gerenciamento de risco de desastres) no planejamento e
investimento nacional.
Fortalecimento dos arranjos institucionais e legislativos.
Fornecer proteção �nanceira para pessoas e empresas em risco (planejamento �nanceiro e
de contingência).
Integração de RRD (redução do risco de desastres) em vários setores, incluindo saúde,
meio ambiente etc.
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As atividades para reduzir o risco podem ser descritas como estruturais, como o planejamento
do uso do solo e implementação de códigos de construção, e não estruturais, por exemplo,
conscientização, formulação de políticas e legislação. A forma como os governos, a sociedade
civil e outros atores organizam o DRM, por exemplo, por meio de arranjos institucionais,
legislação e descentralização, e mecanismos de participação e prestação de contas, é
denominado governança de risco. Há evidências claras que sugerem que países de baixa renda
com governança fraca são mais vulneráveis e menos resilientes ao risco de desastres.
Todos os anos ocorrem queimas em várias centenas de milhões de hectares de �orestas e
outros tipos de vegetação (bosques, matagais, pastagens, savanas, estepes) em todo o mundo.
Essas ocorrências são comumente designados como incêndios �orestais. As suas causas
podem ser por motivos descontrolados ou por causa do uso do fogo como ferramenta de
manejo na agricultura, pastorícia e silvicultura (incêndios de uso da terra, queimadas prescritas),
que dependem das condições ambientais locais (clima, tipo de vegetação) e da cultura com suas
características especí�cas, condições sociais e econômicas.
Os incêndios na vegetação produzem emissões de gases e partículas que têm impactos na
composição e no funcionamento da atmosfera global. Essas emissões interagem com as da
combustão de combustíveis fósseis e outras fontes tecnológicas, que são a principal causa das
alterações climáticas, aceleradas pela ação humana. Episódios prolongados de incêndio e
fumaça demonstram que as emissões de fumaça de incêndios na vegetação também afetam a
saúde e levam à perda de vidas humanas. 
Cenários de mudanças climáticas indicam que a mudança dos regimes de fogo (aumento da
pressão do fogo) e outros distúrbios causados pelo homem levarão a um maior empobrecimento
da biodiversidade e da capacidade de suporte dos sistemas de vegetação devido ao fogo. A
degradação e savanização de �orestas tropicais, a perda de ecossistemas de turfeiras e certas
�orestas dependentes do permafrost são os exemplos mais proeminentes.
Assim, ao contrário da maioria dos perigos geológicos e hidrometeorológicos, os incêndios na
vegetação representam um perigo que pode ser previsto, controlado e, em muitos casos,
prevenido (DISASTER..., 2022).
Videoaula: Gestão de riscos, prevenção de incêndios e desastres
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Os custos sociais e econômicos gerados por desastres são exorbitantes, fato que deveria
impulsionar o planejamento de longo prazo a se tornar princípio orientador para a
sustentabilidade. No vídeo sobre o conteúdo estudado, entenderemos o que é uma Gestão de
Risco de Desastre (GRD), quais os principais fatores desencadeadores e quais as
vulnerabilidades que ela acentua.
Além disso, discutiremos como podemos elaborar uma GRD, quais componentes ela deve ter
para ser colocada em prática e seus processos, que buscam evitar e/ou mitigar riscos e
desastres ambientais.
Saiba mais
No livro Gestão Ambiental, escrito por Isabella Alice Gotti e Ana Cláudia Oliveira de Souza, você
conseguirá aprofundar mais os seus estudos sobre os temas abordados na aula. Para isso, faça
uma leitura das páginas 173 a 185. Esse livro está na Biblioteca Virtual.
Referências
https://biblioteca-virtual-cms-serverless-prd.s3.us-east-1.amazonaws.com/ebook/999-gestao-ambiental-kls.pdf
https://biblioteca-virtual-cms-serverless-prd.s3.us-east-1.amazonaws.com/ebook/999-gestao-ambiental-kls.pdf
Disciplina
Legislação, Segurança do
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BARSANO, P. R. Controle de riscos: prevenção de acidentes no ambiente ocupacional. São Paulo,
SP: Érica, 2014.
BRASIL. NR-9. Riscos Ambientais. In: BRASIL. Segurança e Medicina do Trabalho. 29. ed. São
Paulo, SP: Atlas, 1995. 
DISASTER risk reduction & disaster risk management. PreventionWeb, 2022. Disponível em:
https://www.preventionweb.net/understanding-disaster-risk/key-concepts/disaster-risk-
reduction-disaster-risk-management. Acesso em: 2 set. 2022.
GOTTI, I. A.; SOUZA, A. C. O. de. Gestão ambiental. Londrina, PR: Editora e Distribuidora
Educacional S.A., 2017.
LOPES, I. T. de P. Gestão de Risco de Desastres: integrando os riscos de acidentes industriais à
gestão territorial. 2017. Dissertação (Mestrado em Planejamento Energético) – Universidade
Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2017.
SEITO, A. I. et al. (Coord.). A segurança contra incêndio no Brasil. São Paulo, SP: Projeto, 2008.
Aula 3
Auditorias ambientais
Introdução da aula
https://www.preventionweb.net/understanding-disaster-risk/key-concepts/disaster-risk-reduction-disaster-risk-management
https://www.preventionweb.net/understanding-disaster-risk/key-concepts/disaster-risk-reduction-disaster-risk-management
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Uma auditoria ambiental é um exame sistemático para avaliar a responsabilidade ambiental de
uma empresa. Tem como objetivo identi�car a conformidade ambiental e veri�car as lacunas na
implementação da responsabilidade ambiental e se atende aos objetivos declarados, junto às
ações corretivas relacionadas.
A auditoria examina os perigos ou riscos potenciais apresentados pela empresa. As áreas
examinadas podem incluir políticas e procedimentos ambientais da empresa, práticas de uso de
energia, reciclagem, resíduos, conservação e poluição. Em seguida, a empresa pode usar os
resultados para determinar quais mudanças precisam ser feitas para conformidade.
Em sentido amplo, a auditoria ambiental visa ajudar a proteger o meio ambiente e minimizar os
riscos das atividades empresariais ao meio ambiente e à segurança e saúde humana.
Conceitos importantes sobre auditoria ambiental
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Legislação, Segurança do
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Uma auditoria ambiental fornece uma avaliação do desempenho ambiental de uma empresa ou
organização. Ela revela detalhes sobre as atividades do local e sua conformidade com os
regulamentos ambientais. As informações de auditoria são apresentadas à equipe de gestão e
aos funcionários.
Esse processo avalia e quanti�ca o desempenho ambiental e é possível identi�car problemas de
conformidade ou de implementação do sistema de gerenciamento. Na perspectiva da empresa,
visa veri�car se ela cumpriu os regulamentos e requisitos ambientais e atingiu as metas
ambientais previamente estabelecidas (ABNT, 2015).
Normalmente, a auditoria ambiental é composta por três elementos: métricas acordadas (o que
deve ser medido e como), desempenho medido em relação a essas métricas e relatórios sobre
os níveis de conformidade ou variação. O problema, no entanto, e o assunto da maior parte do
debate, é o que e como medir. Como a auditoria ambiental não é obrigatória, não há padrões de
auditoria e nenhuma atividade auditável que seja mandatória. Assim, uma organização pode se
envolver com uma auditoria social e ambiental em qualquer nível que escolher (exceto aqueles
setores regulamentados, para os quais é obrigatório). Estruturas existem, como as ferramentas
de coleta de dados para a Global Reporting Initiative (GRI), AA1000 e a coleção de padrões ISO
14000, mas não há nenhuma obrigação a elas.
Existem três tipos principais de auditorias ambientais: auditorias de conformidade ambiental,
auditorias de gestão ambiental e auditorias ambientais funcionais (ERBE, 2012).
Auditoria de conformidade ambiental analisa o status de conformidade legal da empresa
ou do local.
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Auditoria de gestão ambiental ajuda a organização ou a empresa a entender como está se
saindo em seus próprios padrões de desempenho ambiental.
Auditoria ambiental funcional mede os efeitos de uma questão ou atividade especí�ca. Ele
investiga áreas especí�cas de preocupação, como monitoramento da qualidade do ar,
gerenciamento de materiais ou gerenciamento de águas residuais. A auditoria ambiental
funcional é menos comum e pode ser incluída em uma auditoria de conformidade
ambiental ou em uma auditoria de gestão ambiental.
A condução da auditoria se dá através dos auditores, os quais têm como principal atribuição
coletar informações, que podem ser levantadas através de entrevistas, exame de documentos e
observações, e comparar com os critérios da auditoria e relatar o resultado ao cliente. Os
auditores ambientais avaliam as operações e os procedimentos ambientais para empresas,
governos ou empresas de serviços públicos (LA ROVERE, 2000).
Eles são responsáveis por garantir que os padrões ambientais estejam sendo atendidos pelo
negócio e detectar problemas de conformidade existentes ou de�ciências de gestão ambiental.
Uma vez que os problemas são detectados, eles fazem recomendações para correções.
É recomendável que a auditoria seja conduzida por pelo menos dois auditores. Os auditores
podem ser internos, externos ou corporativos, e eles podem realizar dois tipos diferentes de
auditorias: auditorias de conformidade ambiental e auditorias de desempenho da gestão.
A equipe auditora deve ser formada por um auditor líder e por tantos quantos auditores forem
necessários, podendo incluir especialistas técnicos e observadores. A equipe auditora deve ser
imparcial, isto é, não ter prestado serviços de consultoria ou trabalhado na organização, para que
se caracterize total independência no processo.
Contabilidade e auditoria ambiental
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O “movimento” da contabilidade social e ambiental começou em meados da década de 1980,
quando pela primeira vez foi coerentemente fundamentado que havia um argumento moral para
as empresas, além de relatarem o uso de recursos dos acionistas, prestarem contas de seu
impacto nos ambientes naturais. Embora já existissem instrumentos contábeis para reportar o
desempenho �nanceiro, não havia nenhum para contabilizar os impactos não custeáveis, e foi
isso que deu origem à moderna contabilidade social e ambiental.
Se, por exemplo, um processador de carne compra carne bovina e a processa para venda
posterior (por exemplo, como hambúrgueres), o custo da carne bovinainclui todos os custos
identi�cáveis incorridos pela cadeia de suprimentos até aquele ponto (mais margens de lucro, de
curso). Assim, para a carne bovina, esses custos incluirão elementos de agricultura, custos da
terra, custos logísticos, custos do abatedouro, e assim por diante. No entanto, o agricultor que
produziu a carne bovina pode ter criado o gado em terras compradas em decorrência do
desmatamento. Ele pode ter pagado um preço de mercado pela terra para pastar seu gado, mas
o desmatamento inicial tem implicações que não poderiam ter sido contabilizadas no preço que
ele pagou pela terra. Por exemplo, você poderia atribuir um custo à perda do habitat das espécies
ou à perda da capacidade de processamento de gases de efeito estufa? É por causa das
di�culdades em alocar os custos dessas externalidades que, dizem os ambientalistas, o preço
dessa carne não re�ete o custo real – ou total –, que deveria incluir o custo para o meio
ambiente. Isso igualmente se aplica a quase qualquer produto, é claro, não apenas à carne
bovina. No caso de petróleo e gás, por exemplo, a pegada ambiental inclui a extração de uma
fonte de energia não renovável e a liberação de gases de efeito estufa (gases à base de carbono
e enxofre) no meio ambiente.
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O que tudo isso tem a ver com auditoria? É importante porque, cada vez mais, muitos
investidores e outras partes interessadas querem saber sobre a pegada ambiental de uma
organização, além de seu desempenho econômico. Normalmente, existem três fontes de
pressão para isso (ACCA GLOBAL, 2022):
Há uma crença crescente de que as questões ambientais representam uma fonte de risco
em termos de responsabilidades imprevistas (ou previstas), danos à reputação ou
similares.
O desempenho ético de uma empresa, como seu comportamento social e ambiental, é um
fator na decisão de algumas pessoas de se envolver com a empresa em seus mercados de
recursos e produtos. Isso signi�ca, por exemplo, que alguns consumidores não comprarão
de empresas com reputação ética desfavorável (ou seja, em mercados de produtos). Em
mercados de recursos, funcionários em potencial podem usar o desempenho ético como
critério na escolha do empregador em potencial.
Um número crescente de investidores está usando o desempenho social e ambiental como um
critério-chave para suas decisões de investimento. Embora isso tenha sido um fator nos fundos
éticos desde que surgiram no início da década de 1980, a preocupação ética tornou-se mais
mainstream, ou seja, convencional, nos últimos anos.
Condução de uma auditoria ambiental
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Existem três estágios ou fases principais, que serão discutidos a seguir, que compõem a
auditoria ambiental: pré-audição, auditoria e pós-auditoria.
Fase 1: pré-auditoria
Nessa etapa, é criada a equipe de auditoria, incluindo uma mistura de habilidades, talentos e
perspectivas. Além disso, é necessário criar um plano de auditoria, o qual terá todos os
procedimentos que serão aplicados e os documentos que terão necessidade de ser analisados.
Nesse momento, é possível solicitar e revisar documentos, incluindo licenças ou pedidos de
licença, registros de produção e relatórios.
Auditorias anteriores, incluindo ações corretivas e status de itens de auditoria anteriores, devem
ser levadas em consideração nessa etapa para servirem como base.
Ainda nessa etapa, é recomendável que os auditores preparem uma lista de perguntas que os
reguladores fariam, perguntas de acompanhamento em auditorias anteriores e solicitações de
materiais adicionais necessários.
Os auditores devem preencher a Tabela de Divulgação de Violação à medida que os problemas
são identi�cados.
Fase 2: auditoria
O primeiro passo na fase de auditoria é de�nir as regras básicas; após isso, determinar o que
acontece e quais problemas são identi�cados.
É importante que sejam conduzidas reuniões diárias, para manter todos informados. Também,
deve ser feita uma revisão dos documentos: políticas; compliance; treinamento; controles,
monitoramento e registros de ar/água/resíduos/ruído; procedimentos de resposta a
emergências; resposta a reclamações.
O auditor deve veri�car se os documentos correspondem quanto à integridade, à consistência e à
conformidade legal e se estão atualizados, além de realizar uma inspeção do local e avaliar as
operações para conformidade. Caso seja necessário, ele deve pegar amostras para
comprovações e testes.
Entrevistar o pessoal de EHS (segurança do trabalho), operações, gerenciamento e manutenção
é fundamental para ver se as políticas são compreendidas e tratadas de forma consistente.
Por �m, deve ser realizada uma reunião de encerramento, listando e discutindo todos os
problemas e desenvolvendo ações corretivas para cada problema.
Fase 3: pós-auditoria
Elaboração do Relatório de Auditoria Ambiental e Formulário de Divulgação de Infrações.
Listar problemas con�rmados e áreas de preocupação.
Listar itens de ação e acompanhamento necessário.
Uma auditoria pode ser uma ferramenta valiosa para determinar a conformidade das instalações
com os regulamentos ambientais atuais e registrar o progresso que está sendo feito. Ela oferece
benefícios adicionais para o negócio, por exemplo, uma auditoria ambiental pode ajudar
empresas a evitar multas por agências reguladoras, identi�cando problemas de não
conformidade e dando tempo para ações corretivas antes de uma inspeção.
Além disso, as auditorias aumentam a conscientização sobre os padrões ambientais e as
responsabilidades dos funcionários. O aumento da conformidade leva a menos ações de
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�scalização e penalidades.
Auditorias ambientais regulares identi�cam e informam a administração sobre as mais recentes
regulamentações que se aplicam ao negócio. Elas são capazes de melhorar as relações com os
funcionários e a imagem da empresa na comunidade.
Empresas com programas de gestão ambiental são desejáveis para investidores e funcionários.
As auditorias ambientais reduzem os custos operacionais, identi�cando os problemas mais
cedo, minimizando o desperdício e permitindo que a empresa planeje ações corretivas.
Videoaula: Auditorias ambientais
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Para assistir este conteúdo é necessário que você acesse o AVA pelo
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para assistir mesmo sem conexão à internet.
As auditorias ambientais e seus resultados apresentam informações úteis sobre a gestão e o
desempenho do ambiente da empresa, para fornecer à administração como subsídio para a
tomada de decisões; identi�cam riscos relacionados à responsabilidade ambiental e tomam
medidas para implementá-los; garantem que as operações da empresa estejam em
conformidade com as leis e os requisitos ambientais e, se não, tomam as ações corretivas
necessárias. No vídeo sobre o conteúdo dessa aula, discutiremos os processos e as
características da auditoria ambiental.
Saiba mais
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Na dissertação de mestrado Auditoria ambiental: instrumento do princípio da prevenção no
sistema de gestão e direito ambiental, escrito por Alencar João Dall’Agnol, você conseguirá
aprofundar mais os seus estudos sobre os temas abordados na aula. Para isso, faça uma leitura
das páginas 70 a 101.
Referências
https://www.livrosgratis.com.br/ler-livro-online-11235/auditoria-ambiental--instrumento-do-principio-da-prevencao-no-sistema-de-gestao-e-direito-ambiental
https://www.livrosgratis.com.br/ler-livro-online-11235/auditoria-ambiental--instrumento-do-principio-da-prevencao-no-sistema-de-gestao-e-direito-ambiental
Disciplina
Legislação, Segurança do
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ACCA GLOBAL. Environmental auditing. 2022. Disponívelem:
https://www.accaglobal.com/gb/en/student/exam-support-resources/professional-exams-study-
resources/strategic-business-leader/technical-articles/rea.html. Acesso em: 9 set. 2022.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR ISO 14001. Sistemas de gestão
ambiental – especi�cação e diretrizes para uso. Rio de Janeiro, RJ: ABNT, 2015.
ERBE, M. C. L. Sistemas de Gestão Ambiental. Curitiba, PR: Instituto Federal do Paraná, 2012.
LA ROVERE, E. L. Manual de Auditoria Ambiental. Rio de Janeiro, RJ: Qualitymark, 2000.
Aula 4
Certi�cações ambientais
Introdução da aula
https://www.accaglobal.com/gb/en/student/exam-support-resources/professional-exams-study-resources/strategic-business-leader/technical-articles/rea.html.%20Acesso%20em:%209%20set.%202022
https://www.accaglobal.com/gb/en/student/exam-support-resources/professional-exams-study-resources/strategic-business-leader/technical-articles/rea.html.%20Acesso%20em:%209%20set.%202022
Disciplina
Legislação, Segurança do
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A sustentabilidade é, atualmente, uma tendência signi�cativa no desenvolvimento de negócios.
Como resultado, mais empresas estão se tornando mais conscientes de como suas atividades
comerciais afetam o meio ambiente. Por esse motivo, elas procuram tomar decisões informadas
sobre a redução de suas pegadas de carbono.
O movimento em direção à sustentabilidade nas operações de negócios traz muitos benefícios.
Por exemplo, clientes e consumidores estão se tornando mais informados sobre questões
ambientais. Como resultado, eles tendem a interagir com empresas que compartilham suas
preocupações. Além disso, tornar-se mais ecologicamente correto também aumenta o interesse
de clientes, a �delidade à marca e até mesmo o recrutamento dos melhores talentos.
Assim, a certi�cação ambiental está se tornando cada vez mais importante.
Conceitos importantes sobre certi�cação ambiental
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A agenda ambiental, social e de governança (ESG) está mudando a forma como as organizações
pensam sobre seu desempenho. Os consumidores estão exigindo produtos e serviços que sejam
ambiental e eticamente corretos. Os investidores estão olhando além da linha de fundo para
práticas responsáveis, e as pessoas estão procurando locais de trabalho mais solidários e
inclusivos.
Neste mundo em rápida mudança, as demandas sobre os negócios são muitas e variadas, mas
uma coisa é constante: a necessidade de demonstrar transparência, ação e progresso. Essa
necessidade pode ser sanada caso a empresa apresente uma certi�cação e/ou um selo
ambiental que comprove suas boas práticas ambientais.
Um esquema de certi�cação ambiental é quando um terceiro avalia suas operações e seus
processos de negócios. A certi�cação ambiental é para empresas de qualquer porte que
desejam garantir que suas práticas e operações sejam amigáveis ao meio ambiente. Ela pode
ser obtida por empresas que buscam garantir a seriedade da implementação de suas políticas
ambientais, demonstrando o seu comprometimento com práticas sustentáveis e
estabelecimento de um sistema de gestão ambiental (GUÉRON, 2003). 
Além de implementar práticas sustentáveis nos processos da empresa, para se obter uma
certi�cação ambiental, é necessário estar atento e cumprir com todas as leis ambientais e
normas vigentes. Assim, será possível atestar que os produtos e serviços de uma determinada
empresa possuem um diferencial em relação à qualidade ambiental, ou seja, garante que um
certo produto e/ou serviço foi gerado de maneira sustentável e de acordo com o meio ambiente.
A certi�cação também é útil para empresas que desejam atrair parceiros estratégicos e escalar
dentro de um setor.
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Entre os selos ambientais e as certi�cações, podemos dizer que há algumas diferenças. As
certi�cações possuem um reconhecimento a nível nacional ou internacional e, necessariamente,
precisam passar por um processo de auditoria realizado por uma empresa certi�cadora. Os
selos ambientais são, geralmente, emitidos por organizações de terceiro setor, que conferem um
caráter nacional ou regional à validação do selo (AGUIAR; TRENTINI, 2014).
Os selos são ferramentas utilizadas através de in�uências em padrões de consumos, para
alcançar objetivos, como proteção do meio ambiente, estímulo à inovação ambientalmente
saudável na indústria e desenvolvimento da consciência ambiental dos consumidores (GUÉRON,
2003).
No Brasil, em 1992, instituído pelo CONMETRO, foi criado o Sistema Brasileiro de Certi�cação
(SBC), órgão que possui como objetivo disciplinar e estruturar as questões de certi�cação no
país, bem como levantar características e normas de conformidade adequadas às nossas
necessidades (INMETRO, 2022).
A certi�cação de produtos no Brasil pode ser compulsória (obrigatória) ou voluntária. No entanto,
em razão da constante evolução da conscientização do consumidor, é possível notar que ela
vem se tornado, de maneira gradativa, compulsória. Podemos observar isso no comércio, no qual
há a preferência, senão exigência, por produtos que sejam fabricados de acordo com normas de
segurança e de saúde, considerando, ainda, os aspectos ambientais envolvidos nos processos
de produção.
Benefícios da certi�cação ambiental
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Obter uma certi�cação pode trazer diversos benefícios. Dentre eles, podemos citar os seguintes:
Os clientes procuram cada vez mais mitigar o impacto de seus projetos no meio ambiente
e reforçar a estratégia de responsabilidade social corporativa de seus negócios. 
Além de atender às demandas de suas iniciativas ambientais, as empresas estão sob
crescente pressão para gerenciar o cumprimento da legislação ambiental, melhorar suas
credenciais ecológicas e atender às expectativas dos consumidores. Isso pode ser na
forma de cumprir certas metas regulatórias, reduzir resíduos e emissões de carbono ou
apoiar projetos locais sustentáveis, por exemplo. Assim, ao ser certi�cada ambientalmente,
sua empresa tem mais chances de vencer licitações.
A necessidade de cumprir certos padrões ambientais para se pré-quali�car para um pedido
de licitação pode custar recursos �nanceiros e tempo. Mas, se você puder demonstrar que
já atendeu aos critérios exigidos por meio de sua certi�cação ambiental, economizará
esses recursos cruciais para sua empresa e se colocará à frente de outros licitantes. 
Ao passar pelo processo de certi�cação, você colocará suas práticas e políticas ambientais
sob os holofotes. Ao fazer isso, melhorará sua compreensão do que sua empresa está
fazendo certo e onde você pode melhorar.
Ser certi�cado ambientalmente exige que você envolva sua equipe em toda a organização
e faça melhorias contínuas. Incentivar a participação e o feedback da equipe e das partes
interessadas, geralmente, traz benefícios comerciais inesperados.
Mas, como é o processo de obtenção de um certi�cado ou selo ambiental? Primeiramente, é
importante entender o signi�cado, para uma empresa ou um projeto, da obtenção de um
certi�cado de ambiental. Em geral, isso con�rma que a presença de características sustentáveis 
foi comprovada por órgãos especí�cos. 
A seguir, foram levantados alguns passos (Figura 1) que podem ser seguidos e que podem
ajudar empresas nessa jornada de certi�cação.
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Figura 1 | Passos para obtenção de certi�cação - Fonte: elaborada pela autora
Identi�que em qual nicho seu negócio se encaixa
A primeira coisa é o ramo da sua empresa. Isso é importante ser de�nido, já que determinadas
certi�cações podem ter padrões distintos, a depender das atividades exercidas nos negócios,
a�nal, cada ramo causa impactos diferentes sobre o ambiente.
Entenda as regras e os procedimentos necessários
Apósdeterminar o certi�cado ou selo desejado, é necessário conhecer suas regras e critérios.
Nessa etapa, é preciso ter uma atenção especial, principalmente, nas normas vigentes, já que
isso impacta na construção de um planejamento estratégico adequado.
Faça uma pré-auditoria
Antes de solicitar a auditoria pelo órgão responsável, é interessante que se realize uma por conta
própria, analisando criteriosamente os processos internos. Com essa é veri�cação inicial, é
possível entender se a empresa está preparada para passar por todo o processo de auditoria,
além de antecipar melhorias e fornecer insights.
Auditoria de certi�cação
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Após o primeiro contato com a empresa certi�cadora, haverá um prazo para que se possa
cumprir todas as condições necessárias para receber o certi�cado/selo desejado. Com todos os
procedimentos cumpridos, uma auditoria mais profunda e detalhada será feita e, assim, será
elaborado o relatório de análise, que pode resultar ou não na certi�cação.
Principais selos e certi�cações ambientais
Existem diversas certi�cações de sustentabilidade disponíveis no mercado. Cada um tem
�nalidades e requisitos especí�cos, para poder atender melhor à necessidade e ao objetivo
particular de cada empresa.
No Quadro 1, a seguir, destacaremos algumas dessas certi�cações e selos que possuem grande
destaque nacional e internacional.
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Quadro 1 | Certi�cações e selos ambientais - Fonte: elaborado pela autora.
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Videoaula: Certi�cações ambientais
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A certi�cação ambiental é concedida a empresas que, nos processos de geração de seus
produtos, respeitam os dispositivos legais referentes às questões ambientais e apresentam
determinados procedimentos exigidos pelo órgão certi�cador. No vídeo sobre o conteúdo dessa
aula, iremos nos aprofundar na importância da certi�cação ambiental, como e por quem ela pode
ser realizada e seus benefícios.
Saiba mais
Na dissertação de mestrado Auditoria ambiental: instrumento do princípio da prevenção no
sistema de gestão e direito ambiental, escrita por Alencar João Dall’Agnol, você conseguirá
https://www.livrosgratis.com.br/ler-livro-online-11235/auditoria-ambiental--instrumento-do-principio-da-prevencao-no-sistema-de-gestao-e-direito-ambiental
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aprofundar mais os seus estudos sobre os temas abordados na aula. Para isso, faça uma leitura
das páginas 70 a 101.
Referências
AGUIAR, C. C.; TRENTINI, F. O papel da certi�cação na proteção ambiental realizada pela
atividade agrária. Rev. Fac. Dir. UFG, v. 38, n. 2, p. 57-79, 2014.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR ISO 14001. Sistemas de gestão
ambiental – especi�cação e diretrizes para uso. Rio de Janeiro, RJ: ABNT, 2015.
GUÉRON, A. L. Rotulagem e certi�cação ambiental: uma base para subsidiar a análise da
certi�cação �orestal no Brasil. 2003. Dissertação (Mestrado em Planejamento Energético) –
Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2003.
INSTITUTO NACIONAL DE METROLOGIA, QUALIDADE E TECNOLOGIA. SBC. 2022. Disponível em:
http://www.inmetro.gov.br/qualidade/comites/sbc.asp. Acesso em: 15 set. 2022.
Aula 5
Resumo da unidade
http://www.inmetro.gov.br/qualidade/comites/sbc.asp
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O processo de gestão ambiental e sustentabilidade
Olá, estudante! Chegamos ao �m de mais uma unidade. Nela, vimos tópicos importantes sobre
sustentabilidade, como alcançá-los e como demonstrar essa conquista aos nossos clientes,
fornecedores e demais partes interessadas.
O primeiro passo para alcançar essa sustentabilidade dentro das empresas é por meio do
Sistema de Gestão Ambienta (SGA), o qual é um conjunto de processos e práticas que permitem
que uma organização reduza seus impactos ambientais e aumente sua e�ciência operacional,
concentrando recursos no cumprimento dos compromissos identi�cados na política da
organização, que podem incluir a redução ou a eliminação dos impactos ambientais negativos de
seus produtos, serviços e atividades e/ou aumentar seus efeitos positivos.
O SGA pode ser desenvolvido em conformidade com o padrão ISO 14001, a principal certi�cação
ambiental, como parte da estratégia de uma organização para implementar sua política
ambiental e atender às regulamentações governamentais. Quando nós adotamos e buscamos a
certi�cação da ISO 14001, o alcance de outras certi�cações e/ou selos ambientais e a aplicação
da Análise de Ciclo de Vida de produtos se tornam mais fáceis.
Vamos retomar alguns conceitos?
Selos e certi�cações são instrumentos que de�nem determinadas demandas ambientais e
demonstram, de maneira clara, ao consumidor que a empresa atende a esses princípios
ambientais. Esses princípios podem ser diversos, dentre eles, e�cácia energética, e�cácia no uso
da água, construção de imóveis com materiais verdes, desempenho ambiental de produtos e
serviços, conservação ambiental, extração de madeira de maneira sustentável, entre outros.
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A Análise de Ciclo de Vida (ACV) tem como objetivo determinar toda a gama de custos, impactos
e externalidades para um determinado projeto, desde a origem da matéria-prima (berço) até o
ponto �nal projetado (túmulo). Os quatro principais processos da ACV são de�nir os objetivos e
o escopo da ACV; realizar uma análise de inventário; avaliar os impactos; interpretar os
resultados ao longo do caminho para poder tomar as medidas necessárias para cortar custos,
diminuir riscos e diminuir impactos indesejáveis.
Outra questão importante que não gera nenhum tipo de certi�cação, mas que é exigido por
empresas, principalmente as de grande porte, é o Plano de Risco Ambiental. Esse plano é um
processo de identi�cação sistemática de perigos ambientais, analisando a probabilidade de
ocorrência e gravidade das consequências potenciais e gerenciando o nível de risco resultante e
como atuar sobre eles, caso ocorram.
Depois de rever esses conceitos, podemos chegar à conclusão de que, quando as empresas
buscam por certi�cações ambientais e pela elaboração de um plano de riscos, além de
atenderem à legislação ambiental e buscarem a aplicação das melhores práticas ambientais,
muitos outros benefícios podem ser observados para a organização e para a sociedade.
Videoaula: Resumo da unidade
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Chegamos ao �m de mais uma unidade. De maneira resumida, ao longo das aulas, nós focamos
no estabelecimento da gestão ambiental através da implantação de medidas de mitigação,
monitoramento e eliminação de impactos ambientais e sociais adversos. No vídeo sobre o
resumo dessa unidade, retomaremos conceitos importantes que vimos ao longo da unidade,
assim como relembraremos a importância de certi�cações, de práticas sustentáveis e como
podemos alcançar esse nível de gestão.
Estudo de caso
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A extração de recursos refere-se à retirada de materiais do ambiente para uso humano, incluindo
combustíveis fósseis (petróleo,gás e carvão), rochas e minerais, biomassa via desmatamento,
pesca e caça e água. Desde os primeiros motores a vapor a carvão dos anos 1700, continuamos
a aumentar a taxa de extração e transporte de recursos para uso em todo o mundo. Devido às
demandas da crescente população humana global e às expectativas de padrões de vida mais
altos, precisamos encontrar processos sustentáveis e renováveis para sustentar a vida moderna.
Para contextualizar a aprendizagem ao longo dessa unidade, imagine que você trabalha em uma
empresa que produz bebidas e gostaria de passar a produzir produtos com impactos ambientais
menores. No caso, você gostaria de começar sua transição sustentável através da embalagem,
ou seja, você quer saber qual é o impacto causado para a fabricação de uma garrafa PET contra
o impacto causado por uma garrafa de alumínio.
O uso de plástico é sempre muito discutido como um grande vilão ambiental, principalmente
quando avaliamos a sua produção (que pode ser de substâncias derivadas do petróleo), a sua
rápida utilização e descarte e, �nalmente, a sua lenta decomposição quando descartado de
maneira incorreta. No entanto, será que esse material não pode ser um bom aliado ambiental?
Será que seu impacto ambiental pode ser menor que do alumínio? A�nal, o alumínio possui uma
cadeia de extração bastante estressante ambientalmente. 
É nesse contexto que queremos que você, estudante, analise as possibilidades, de acordo com o
levantamento de dados sobre os dois produtos, e faça a melhor escolha para o seu negócio.
Vimos, ao longo das aulas, que alguns selos nos ajudam a identi�car de maneira clara e rápida
produtos considerados verdes. Mas, antes de conseguirmos algum desses selos para a sua
empresa, é preciso realizar um estudo comparativo de materiais e, posteriormente, passar por
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um processo de auditoria, de terceira parte, que garanta que de fato há uma degradação
ambiental menor ao se realizar a comparação entre produtos.
Como nós podemos realizar essa análise? Qual ferramenta pode ser útil para solucionar nosso
problema? E quais resultados podemos obter? Será possível obter um selo verde que mostre que
nosso produto possui preocupação ambiental?
_______
Re�ita
Caro estudante, você já re�etiu sobre a exploração dos recursos naturais? Além da exacerbada
exploração, você já pensou sobre como essa extração é feita e quais impactos ela causa para a
natureza e para a sociedade? É importante, também, re�etir como nós extraímos matéria-prima
do meio ambiente e descartamos sem nos preocupar com a sua destinação �nal ou
decomposição.
Após a leitura da situação apresentada anteriormente, você deverá analisar, entre as ferramentas
estudadas, qual é a que possibilita realizar uma comparação entre impactos ambientais. 
Para isso, o primeiro passo que você deve tomar é em relação ao Sistema de Gestão Ambiental.
Você deve entender se a sua organização já possui um SGA e, caso positivo, qual o seu nível de
maturidade. Lembre-se de que o SGA é baseado na norma ISO 14.000, que também está
relacionada com a obtenção desse certi�cado, além de facilitar a aquisição de outras
certi�cações.
Tendo isso em mente, é possível entender quais são os passos para fazer esse estudo, quais
dados devem ser analisados, como podemos relacioná-lo com certi�cações e se é possível obter
alguma através dele e quais benefícios eles trarão para a sua empresa. 
Uma boa forma de fazermos essa análise comparativa entre produtos é através da Análise do
Ciclo de Vida. Essa ferramenta, baseada na ISO 14.000, além de nos dar respaldo sobre qual
material é menos agressivo ao meio ambiente, nos permite também obter uma Rotulagem
Ambiental do tipo 3 – Declaração Ambiental de Produto.
Vamos lá?
Videoaula: Resolução do estudo de caso
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Estudante, você deve se lembrar de que o Sistema de Gestão Ambiental (SGA) é uma estrutura
que ajuda uma organização a atingir suas metas ambientais por meio de revisão, avaliação e
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melhoria consistentes de seu desempenho ambiental. No nosso estudo de caso, devemos
começar exatamente com o SGA. É através desse sistema de gestão que conseguiremos
alcançar a possibilidade de atender a requisitos regulatórios de maneira sistemática e
econômica.
Os requisitos para se atender ao SGA estão especi�cados através da ISO 14000. Essa norma ISO
permite que a organização desenvolva uma estrutura que facilite a proteção do meio ambiente
com rápida resposta às mudanças das condições ambientais. Outro ponto importante é que
essa norma possui rami�cações que permitem o atendimento de ferramentas que focam no
desenvolvimento sustentável, como a ACV.
A Avaliação do Ciclo de Vida (ACV) é regida pela norma ISO 14040, e seu objetivo é identi�car
oportunidades para melhorar os aspectos ambientais dos produtos e a tomada de decisão de
acordo com os dados obtidos. Nesse contexto, a ACV é uma ótima ferramenta de análise e
comparação entre dois produtos para veri�car qual deles possui menor impacto negativo.
No estudo de caso proposto, ao realizarmos a ACV para entender qual tipo de material é menos
danoso ao meio ambiente, devemos observar todas as entradas e saídas ambientais associadas
através de um Inventário de Ciclo de Vida. Há softwares que já possuem esses inventários
prontos, porém também há a possibilidade de se criar um para um produto especí�co. Nesse
caso, é preciso entender as emissões de dióxido de carbono e outros gases de efeito estufa em
cada etapa do ciclo de vida do produto.
Após feito esse inventário, nós temos em mãos a quantidade de CO2 emitida na construção,
tanto para a garrafa PET quanto para a garrafa de alumínio e, dessa forma, podemos analisar
qual possui menor depreciação ambiental.
É relevante destacar que podemos dividir os impactos em diferentes categorias, como
ecotoxicidade humana, danos à camada de ozônio, potencial de aquecimento global,
depreciação da vida humana, entre outros. Assim, �ca fácil visualizar o impacto dos materiais
em cada uma dessas categorias.
Após ter sido realizada a ACV e escolhido o produto com menor impacto, é possível solicitar que
uma empresa certi�cadora, credenciada pelo INMETRO, realize uma auditoria de terceira parte e
possibilite a emissão de um certi�cado.
É dessa forma que podemos informar aos nossos consumidores, através de rotulagem
ambiental e certi�cação, que eles estão consumindo um produto com baixo impacto ambiental e
de uma empresa que se preocupa com suas decisões.
Resumo visual
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Figura | Mapa mental do processo de gestão ambiental e certi�cação - Fonte: elaborada pela autora.
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Referências
AGUIAR, C. C.; TRENTINI, F. O papel da certi�cação na proteção ambiental realizada pela
atividade agrária. Rev. Fac. Dir. UFG, v. 38, n. 2, p. 57-79, 2014.
ERBE, M. C. L. Sistemas de Gestão Ambiental. Curitiba, PR: Instituto Federal do Paraná, 2012.
FERNANDES, V. (Ed.). Gestão empresarial e sustentabilidade. Barueri, SP: Manole, 2016.do meio
ambiente. À medida que a população humana continua a aumentar e o desenvolvimento
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industrial e o uso de energia continuam a se expandir, e apesar dos avanços no controle da
poluição, a produção contínua de poluição permanece inevitável. Avanços contínuos no
desenvolvimento, aplicação e automação de dispositivos de monitoramento são necessários
para aumentar a precisão e a relação custo-benefício dos programas de monitoramento.
Igualmente importante é a necessidade de produzir mais cientistas e engenheiros que tenham o
conhecimento e o treinamento necessários para desenvolver e operar com sucesso dispositivos
de monitoramento e gerenciar programas de monitoramento.
No Brasil, os monitoramentos de qualidade do ar seguem os padrões estabelecidos pelo Instituto
Brasileiro de Meio Ambiente (IBAMA) e aprovados pelo Conselho Nacional de Meio Ambiente
(CONAMA), por meio da Resolução CONAMA nº 03/90 (CONAMA, 1990). Tal padronização
classi�ca a qualidade do ar em cinco categorias, como mostra o Quadro 1.
Quadro 1 | Padrão de qualidade do ar - Fonte: adaptado de Mendonça et al. (2019).
Em relação à poluição dos solos, é fundamental a aplicação do chamado Plano de Reabilitação
de Áreas Degradadas (PRAD). Este documento descreve em detalhes todas as atividades de
reabilitação planejadas e realizadas em um solo contaminado, as atividades de reabilitação
planejadas e outros passivos ambientais, ou seja, compromissos ambientais para evitar,
indenizar ou compensar riscos ou impactos adicionais, são apresentados aos órgãos
licenciadores; sua não conformidade resulta na retirada da licença de operador (NERI; SÁNCHEZ,
2012). 
A remediação do solo é o processo usado para remover, degradar contaminantes/poluentes para
obter solo para vegetação e um ecossistema saudável. É um processo crucial para entender,
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com base na natureza do solo, sua matéria orgânica e diversidade biológica. Portanto, a
remediação de poluentes do solo usando uma combinação de diferentes tecnologias, como
engenharia, química, microbiologia, biologia do solo, geologia e ciências ambientais, é
sustentável e e�caz. Existem muitas abordagens, estratégias de remediação de poluentes,
dependendo da fonte do poluente e seu tipo, natureza do solo, composição, parâmetro biológico,
físico e químico do solo, tipo de contaminante, sua natureza, massa ou nível de contaminação.
Por �m, cabe ainda ressaltar a importância de se monitorar a qualidade das águas. O
monitoramento fornece informações básicas, como qualidade e quantidade do recurso. Há
muitas maneiras de monitorar as condições da água, incluindo coleta de amostras da condição
química da água, sedimentos e tecidos de peixes para determinar os níveis dos principais
constituintes, como oxigênio dissolvido, nutrientes, metais, óleos e pesticidas. Também é
possível monitorar as condições físicas, como temperatura, vazão, sedimentos e o potencial de
erosão das margens dos córregos e dos lagos. 
As medições biológicas da abundância e variedade de plantas aquáticas e vida animal e a
capacidade dos organismos de teste para sobreviver na amostra de água também são
amplamente utilizadas para monitorar as condições da água. O monitoramento pode ser
realizado em estações �xas de forma contínua; em locais selecionados, de acordo com a
necessidade, para caracterizar uma bacia hidrográ�ca; de forma temporária ou sazonal (por
exemplo, durante o verão nas praias de banho); em locais aleatórios em uma área ou um estado;
ou em caráter de emergência (como após um derramamento). 
Cada vez mais, os esforços de monitoramento visam determinar a condição de bacias
hidrográ�cas inteiras – a área drenada por rios, lagos e estuários. Isso ocorre porque há impacto
das atividades terrestres nas águas que drenam a terra e a interconexão de todos os tipos de
corpos d'água, incluindo os subterrâneos.
Videoaula: Introdução aos recursos naturais e às questões ambientais
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para assistir mesmo sem conexão à internet.
Olá, estudante! Certamente, você já ouviu falar sobre poluição, certo? Mas, como podemos
conceituá-la? Será que ela se manifesta de formas diferentes no solo, na água ou no ar? Neste
vídeo, veremos exemplos de poluição hídrica. Além disso, identi�caremos elementos
fundamentais que proporcionam a poluição do solo. E veremos, ainda, sobre a poluição
atmosférica e sua interface com as mudanças climáticas e a saúde humana.
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Saiba mais
O Índice de Qualidade da Água (IQA) é um meio pelo qual os dados de qualidade da água são
resumidos para serem reportados ao público de maneira consistente. É semelhante ao índice UV
ou índice de qualidade do ar e nos diz, em termos simples, qual é a qualidade da água potável de
um abastecimento de água potável. 
Essencialmente, o IQA mede o escopo, a frequência e a amplitude das excelências da qualidade
da água e, em seguida, combina as três medidas em uma pontuação. Este cálculo produz uma
pontuação entre 0 e 100. 
Quanto maior a pontuação, melhor a qualidade da água. As pontuações são classi�cadas em
uma das cinco categorias descritas a seguir: 
Ótima (valor IQA 91 a 100): a qualidade da água é protegida com virtual ausência de
comprometimento; as condições estão muito próximas dos níveis primitivos. Esses valores
de índice só podem ser obtidos se todas as medições atenderem às diretrizes
recomendadas praticamente o tempo todo. 
Boa (valor IQA 71 a 90): a qualidade da água é protegida com uma ligeira presença de
de�ciência; as condições estão próximas de níveis primitivos. 
Razoável (valor IQA 37 a 51): a qualidade da água é geralmente protegida, mas
ocasionalmente prejudicada; as condições, às vezes, se afastam dos níveis desejáveis. 
Ruim (valor IAQ 20 a 36): a qualidade da água é frequentemente prejudicada; muitas vezes,
afasta-se dos níveis desejáveis. 
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Péssima (valor IQA 0-19): a qualidade da água é quase sempre prejudicada; as condições,
geralmente, se afastam dos níveis desejáveis.
O WQI foi desenvolvido pelo National Sanitation Foundationi, nos Estados Unidos, e desde 1975 é
utilizado pela CETESB, em São Paulo, para monitoramento da qualidade hídrica. Atualmente, a
Agência Nacional das Águas também utiliza essa metodologia, com a intenção de fornecer uma
ferramenta para simpli�car a comunicação de dados de qualidade da água.
Saiba mais acessando os Indicadores de qualidade - Índice de qualidade das águas (IQA).
Referências
BARBOZA, S. G.; SANCHES, W.; BARREIROS, E. Sociedade e meio ambiente. Londrina, PR: Editora
e Distribuidora Educacional S.A., 2017.
BORTOLOTI, F. da S. et al. Recursos naturais, meio ambiente e desenvolvimento. Londrina, PR:
Editora e Distribuidora Educacional S.A., 2015.
BRASIL. Lei nº 6.938, de 31 de agosto de 1981. Dispõe sobre a Política Nacional do Meio
Ambiente, seus �ns e mecanismos de formulação e aplicação, e dá outras providências. Brasília,
DF: Presidência da República, [2022]. Disponível em:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6938.htm. Acesso em: 19 set. 2022.
BRASIL. Lei nº. 9.433, de 08 de janeiro de 1997. Institui a Política Nacional de Recursos Hídricos,
cria o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos, regulamenta o inciso XIX do
http://pnqa.ana.gov.br/indicadores-indice-aguas.aspx
http://pnqa.ana.gov.br/indicadores-indice-aguas.aspx
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art. 21 da Constituição Federal, e altera o art. 1º da Lei nº 8.001, de 13 de março de 1990, que
modi�coua Lei nº 7.990, de 28 de dezembro de 1989. Brasília, DF: Presidência da República,
[2022]. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9433.htm. Acesso em: 19 set.
2022.
CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE. Resolução nº 003, de 28 de junho de 1990. Dispõe
sobre padrões de qualidade do ar previstos no PRONAR. Brasília, DF: CONAMA, [2022]. Disponível
em: https://www.ibram.df.gov.br/images/resol_03.pdf. Acesso em: 15 out. 2022.
FENKER, E. A. et al. Gestão ambiental: incentivos, riscos e custos. São Paulo, SP: Atlas, 2015.
MENDOÇA, G. L. et al. Poluição atmosférica, problemas respiratórios e cardiovasculares:
investigando o setor ferroligas em Pirapora/MG, Brasil. Caminhos de Geogra�a, Uberlândia, v. 20,
n. 80, p. 398-417, jun. 2019.
NERI, A. C.; SÁNCHEZ, L. E. Guia de boas práticas de recuperação ambiental em pedreiras e
minas de calcário. São Paulo, SP: ABGE, 2012.
Aula 2
Aspectos gerais da legislação ambiental
Introdução da aula
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9433.htm
https://www.ibram.df.gov.br/images/resol_03.pdf
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A legislação ambiental brasileira reconhece que os recursos naturais são escassos e, nesse
sentido, pretende gerar diferentes medidas de defesa para controlar atividades que possam
ameaçar os recursos naturais. Esta medida tende a referir-se aos diferentes setores da vida e,
assim, os diferentes aspectos são regulados por lei de forma divisível. Isso signi�ca que a
legislação ambiental toca outros ramos do Direito que também são necessários para incorporar
na missão de proteger o meio ambiente. Nesta aula, aprofundaremos nossas discussões em
relação às principais legislações ambientais brasileiras pertinentes, enfocando, principalmente,
as leis de crimes ambientais.
Introdução à legislação ambiental brasileira
Durante a década de 1980, acidentes envolvendo poluição ambiental em países estimularam
negociações sobre várias convenções ambientais internacionais. Os efeitos do acidente de 1986,
na usina nuclear de Chernobyl, na Ucrânia – ainda parte da União Soviética –, foram
especialmente signi�cativos (BARBOZA; SANCHES; BARREIROS, 2017).
Durante esta década, o Brasil também se viu diante de importantes avanços na esfera de direito
ambiental. Considerando a hierarquia legal, e não a ordem de promulgação, a Constituição
Federal de 1988 concedeu proteção especial inédita ao meio ambiente, que foi declarada como
um direito fundamental (BRASIL, 1988). O art. 225 prevê que “todos têm direito ao meio ambiente
ecologicamente equilibrado, bem de uso comum e essencial à sadia qualidade de vida, cabendo
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ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras
gerações” (BRASIL, 1988, [s. p.]).
Vale ressaltar que, embora a Constituição trate de questões ambientais, principalmente por meio
do Título VIII (Ordem Social), Capítulo VI (que inclui o art. 225), há diversos outros artigos em seu
texto relacionados ao tema, como o art. 3º (dignidade da pessoa humana); art. 5º (proteção do
direito à vida e à saúde), art. 186, inciso II (função ecológica da propriedade); art. 170 (função
social da propriedade) e art. 182 (política de desenvolvimento urbano).
A caminhada ambiental brasileira no âmbito legal, porém, iniciou antes mesmo da Constituição
Federal. Em 1973, o Brasil criou a Secretaria Especial de Meio Ambiente, por meio do Decreto
Federal nº 73.030. Em seguida, a Lei nº 6.938 criou a Política Nacional do Meio
Ambiente (PNMA) (BRASIL, 1981), cujo principal objetivo foi estabelecer normas que viabilizem o
desenvolvimento sustentável, utilizando mecanismos e instrumentos capazes de garantir maior
proteção ao meio ambiente.
O PNMA abrange diversas questões ambientais, incluindo de�nição de normas, licenciamento,
avaliação de impacto ambiental, áreas especiais de preservação, incentivo à produção mais
limpa e zoneamento ambiental (BORTOLOTI et al., 2015).
Desde então, as questões ambientais vêm recebendo cada vez mais atenção no Poder
Legislativo brasileiro com a promulgação de diversas regulamentações ambientais que obrigam
os setores público e privado a considerarem constantemente a agenda ambiental em suas
atividades.
Dentre as legislações ambientais brasileiras, destacam-se:
Lei nº 9.433/1997: Lei da Política Nacional de Recursos Hídricos. 
Lei nº 9.605/1998: Infrações penais e administrativas ambientais.
Decreto nº 6.514/2007. 
Lei nº 10.650/2003: Acesso à informação ambiental. 
Lei nº 9.795/1999: Lei da Política Nacional de Educação Ambiental. 
Lei nº 9.985/2000: Lei do Sistema Nacional de Unidades de Conservação. 
Lei nº 10.650/2003: Acesso à informação ambiental. 
Lei nº 11.445/2007: Lei da Política Nacional de Saneamento Básico (reformulada pela Lei
nº 14.026/2020, que atualiza o marco legal nacional de saneamento básico). 
Decreto nº 6.040/2007: Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável e Povos e
Comunidades Tradicionais. 
Lei nº 12.187/2009: Lei da Política Nacional de Mudanças Climáticas. 
Lei nº 12.305/2010: Lei da Política Nacional de Resíduos Sólidos. 
Lei Complementar nº 140/2011: Clari�ca e delimita as competências ambientais de cada
esfera de governo no Brasil, com o objetivo de evitar con�itos e sobreposições, inclusive no
que diz respeito ao licenciamento ambiental. 
Lei nº 12.587/2012: Lei Nacional de Política Urbana. 
Lei nº 12.651/2012: Novo Código Florestal. 
Decreto nº 7.747/2012: Política de Proteção Territorial e Ambiental de Terras Indígenas. 
Lei nº 13.123/2015: Lei da Política Nacional de Biodiversidade.
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Legislação, Segurança do
Trabalho e Meio ambiente -
impactos ambientais e
certificações
Danos e crimes contra o meio ambiente
Atualmente, a economia mundial tem se mostrado cada vez mais ambiciosa, e essa condição se
deve à necessidade de atender à demanda social de recursos naturais para serem convertidos
em bens materiais. Dessa forma, essa conduta desenfreada praticada por pessoas físicas e
jurídicas permite ações que vão além do planejamento e até mesmo da não observância da
legislação, a �m de colocar o meio ambiente em risco, ameaçando a qualidade de vida presente
e, principalmente, futura. Com base nessa situação, aumenta signi�cativamente a preocupação
da sociedade com as agressões cometidas contra o meio ambiente.
A necessidade de proteção legal do meio ambiente surgiu a partir do momento em que sua
degradação passou a ameaçar não só o bem-estar mas também a qualidade de vida humana e
sua própria sobrevivência (MACHADO, 2013).
A responsabilidade por danos ambientais também foi prevista no § 3º do art. 225 da
Constituição Federal (BRASIL, 1988), que estabelece que condutas e atividades lesivas ao meio
ambiente sujeitarão os infratores e as pessoas físicas e jurídicas a sanções penais e
administrativas, independentemente da obrigação de reparar o dano causado, podendo, inclusive,
punição, tendo em vista que sanção administrativa ou civil não exclui penal, e vice-versa (BRASIL,
1998). Ou seja, a sanção será aplicada sem prejuízo da reparação do dano que deva ser
restituído pelo causador, independentemente de culpa, conforme estabelecido no art. 927 do
Código Civil brasileiro (BRASIL, 2002).
Assim, diante desse cenário, o ordenamento jurídico brasileiro, principalmente no que diz
respeito à questão ambiental, em tempos passados, nunca foi e�caz na aplicação de penas no
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combate aos crimes cometidos contra o meio ambiente, e isso se deve às diversas leis que
tinham funções especí�cas, a �m de enfraquecer as penas para crimes ambientais cometidos,
como a própria PNMA, o Código da Caça e o até então Código Florestal vigente (MACHADO,
2013).
Nesse contexto, as infrações administrativas só passaram a receber atenção relevante a partir
da promulgação da Lei de Crimes Ambientais,instituída pela Lei nº 9.605/98, que dedicou
capítulo especí�co a isso, permitindo uma nova fase para o aprimoramento jurídico-ambiental
(BRASIL, 1997).
O objetivo da Lei de Crimes Ambientais foi, principalmente, a proteção do meio ambiente e a
preservação da natureza em todos os elementos essenciais à vida humana e à manutenção do
equilíbrio ecológico, buscando proteger a qualidade do meio ambiente no que se refere à vida
como forma de proteção do direito fundamental da pessoa humana, a vida como forma de
proteção do direito fundamental da pessoa humana (CURI, 2012).
A Lei de Crimes Ambientais é considerada a mais signi�cativa em relação ao avanço político e
jurídico na defesa dos recursos ambientais brasileiros, somando-se a outras legislações
pertinentes sobre responsabilidade ambiental. Apesar do nome, a lei não se restringe ao
estabelecimento de sanções contra crimes ambientais; ela também aborda contravenções
administrativas contra o meio ambiente. A norma inaugura a punição do sistema com
penalidades especí�cas para os infratores e orienta as ações de monitoramento por meio de
diferentes categorias de crimes ambientais.
Em seu art. 70, a lei de�ne o conceito de infração administrativa do meio ambiente como
"qualquer ato ou omissão que viole as regras legais de uso, gozo, promoção, proteção e
recuperação do meio ambiente”, sendo este um conceito bastante amplo (BRASIL, 1998, [s. p.]).
Somado a isso, a legislação estabelece, em termos gerais, o procedimento administrativo de
apuração de infrações e a sanções aplicáveis. Os decretos federais nº 6.514 (BRASIL, 2008a) e
nº 6.686 (BRASIL, 2008b) regulamentam os tipos de infrações ambientais e penalidades
administrativas aplicáveis a cada caso concreto.
Compreendo a aplicação da Lei de Crimes Ambientais
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Encontrar uma de�nição su�ciente, abrangente e geralmente aceita de crime ambiental tem se
mostrado difícil. Há uma série de razões para isso. Em primeiro lugar, o estudo do crime
ambiental é um campo de investigação relativamente novo (MACHADO, 2013). Em segundo
lugar, o dano e a causalidade individualizados podem ser difíceis de identi�car, pois,
normalmente, envolvem múltiplos atos, que nem sempre podem produzir consequências
imediatas e podem permanecer indetectáveis por anos após o ato (MORAES; PUGLIESI, 2014). 
O crime ambiental é frequentemente visto como “sem vítimas” (BRICKNELL, 2010). A vitimização
é complexa em termos de tempo, espaço, impacto e quem ou o que é vitimizado. 
No Brasil, o conceito de crime ambiental abrange uma ampla gama de violações que resultam
em danos ao meio ambiente e à vida humana, desde erros administrativos ou de manutenção de
registros até o real despejo ilegal de poluentes no meio ambiente – todas estas contempladas na
Seção V da referida lei (BRASIL, 1981).
No Brasil, o art. 29 da Lei nº 9.605 de�ne como crime contra a fauna “matar, perseguir, caçar,
apanhar, utilizar espécimes da fauna silvestre, nativos ou em rota migratória, sem a devida
permissão, licença ou autorização da autoridade competente, ou em desacordo com a obtida”
(BRASIL, 1998, [s. p.]). 
Os artigos 30, 31, 32, 33, 34, 35, 36 e 37 da mesma lei ainda reforçam outras ações relacionadas
a crimes ambientais contra a fauna, destacando-se (BRASIL, 1998):
Art. 30. Exportar para o exterior peles e couros de anfíbios e répteis em bruto, sem a
autorização da autoridade ambiental competente;
Art. 31. Introduzir espécime animal no País, sem parecer técnico o�cial favorável e
licença expedida por autoridade competente:
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Art. 32. Praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres,
domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos:
(...)
Art. 35 - Pescar mediante a utilização de: (i) explosivos ou substâncias que, em
contato com a água, produzam efeito semelhante; II - substâncias tóxicas, ou outro
meio proibido pela autoridade competente. (BRASIL, 1998, [s. p.])
Conforme reportado, con�gura-se como crime contra a fauna, por exemplo, o comércio ilegal de
animais, conforme ilustrado na Figura 1. 
Figura 1 | Comércio ilegal de animais: exemplo de crime contra fauna - Fonte: Wikimedia Commons. 
Os crimes relacionados com espécies da �ora envolvem o comércio ilícito, bem como a posse de
espécies abrangidas pela Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de
Fauna e Flora Selvagens e de quaisquer outras espécies protegidas pela legislação nacional.
No Brasil, são considerados crimes contra a �ora, dentre outros (BRASIL, 1998):
Art. 38. Destruir ou dani�car �oresta considerada de preservação permanente,
mesmo que em formação, ou utilizá-la com infringência das normas de proteção;
Art. 39. Cortar árvores em �oresta considerada de preservação permanente, sem
permissão da autoridade competente;
(...)
Art. 41. Provocar incêndio em mata ou �oresta:
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(...)
Art. 46. Receber ou adquirir, para �ns comerciais ou industriais, madeira, lenha, carvão
e outros produtos de origem vegetal, sem exigir a exibição de licença do vendedor,
outorgada pela autoridade competente, e sem munir-se da via que deverá
acompanhar o produto até �nal bene�ciamento. (BRASIL, 1998, [s. p.])
Conforme reportado, con�gura-se como crime contra a �ora, por exemplo, o desmatamento,
como ilustrado na Figura 2.  
Figura 2 | Desmatamento de área intocada: exemplo de crime contra �ora - Fonte: Wikimedia Commons. 
Fato é que as legislações ambientais são fundamentais e necessárias, pois podem prevenir os
piores excessos, e a existência de regulamentação e �scalização é, em si, um importante
impedimento. As leis ambientais trabalham para proteger a terra, o ar, a água e o solo. A
negligência delas resulta em várias punições, como multas, serviço comunitário e, em alguns
casos extremos, prisão. Sem essas leis, o governo não seria capaz de punir aqueles que tratam
mal o meio ambiente.
Videoaula: Aspectos gerais da legislação ambiental
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Olá, estudante! As leis ambientais podem ser a única instituição entre nós e a exaustão
planetária. É também uma instituição que precisa ser conciliada com a liberdade humana e as
aspirações econômicas. Neste vídeo, faremos considerações importantes sobre a legislação
ambiental braseira, fazendo um passeio pelos regimes legais existentes que regem o uso de
recursos naturais no Brasil.
Saiba mais
Embora a Constituição Federal tenha dado proteção constitucional-penal na esfera ambiental (§
3º do art. 225), e a Lei nº 6.938/81 tenha disciplinado e formatado a Política Nacional do Meio
Ambiente Ambiental (PNMA), foi somente com a chegada da Lei nº 9.605/98 que se atendeu à
necessidade de legislação infraconstitucional voltada especialmente para a esfera ambiental.
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Saiba mais lendo o artigo Uma breve análise crítica sobre a lei dos crimes ambientais face ao
princípio da taxatividade de Eliezer e Reis (2016).
Referências
BARBOZA, S. G.; SANCHES, W.; BARREIROS, E. Sociedade e meio ambiente. Londrina, PR: Editora
e Distribuidora Educacional S.A., 2017.
BORTOLOTI, F. da S. et al. Recursos naturais, meio ambiente e desenvolvimento. Londrina, PR:
Editora e Distribuidora Educacional S.A., 2015.
BRASIL. [Constituição (1988)]. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília,
DF: Congresso Nacional, [2022]. Disponível em:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm. Acesso em: 15out. 2022.
BRASIL. Decreto nº 6.514, de 22 de julho de 2008. Dispõe sobre as infrações e sanções
administrativas ao meio ambiente, estabelece o processo administrativo federal para apuração
destas infrações, e dá outras providências. Brasília, DF: Presidência da República, [2022].
Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2008/decreto/d6514.htm.
Acesso em: 15 out. 2022.
BRASIL. Decreto Federal nº 6.686, de 10 de dezembro de 2008. Altera e acresce dispositivos ao
Decreto nº 6.514, de 22 de julho de 2008, que dispõe sobre as infrações e sanções
administrativas ao meio ambiente e estabelece o processo administrativo federal para apuração
destas infrações. Brasília, DF: Presidência da República, [2022]. Disponível em:
https://periodicos.uniformg.edu.br:21011/periodicos/index.php/cursodireitouniformg/article/view/391
https://periodicos.uniformg.edu.br:21011/periodicos/index.php/cursodireitouniformg/article/view/391
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2008/decreto/d6514.htm
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2008/decreto/d6686.htm. Acesso em: 15
out. 2022.
BRASIL. Lei Complementar nº 140, de 8 de dezembro de 2011. Fixa normas, nos termos dos
incisos III, VI e VII do caput e do parágrafo único do art. 23 da Constituição Federal, para a
cooperação entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios nas ações
administrativas decorrentes do exercício da competência comum relativas à proteção das
paisagens naturais notáveis, à proteção do meio ambiente, ao combate à poluição em qualquer
de suas formas e à preservação das �orestas, da fauna e da �ora; e altera a Lei no 6.938, de 31
de agosto de 1981. Brasília, DF: Presidência da República, [2022]. Disponível em:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/lcp140.htm. Acesso em: 15 out. 2022.
BRASIL. Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002. Institui o Código Civil. Brasília, DF: Presidência
da República, [2022]. Disponível em:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm. Acesso em: 15 out. 2022.
BRASIL. Lei nº 6.938, de 31 de agosto de 1981. Dispõe sobre a Política Nacional do Meio
Ambiente, seus �ns e mecanismos de formulação, e dá outras providências. Brasília, DF:
Presidência da República, [2022]. Disponível em:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6938.htm. Acesso em: 15 out. 2022.
BRASIL. Lei nº 9.433, de 8 de janeiro de 1997. Institui a Política Nacional de Recursos Hídricos,
cria o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos, regulamenta o inciso XIX do
art. 21 da Constituição Federal, e altera o art. 1º da Lei nº 8.001, de 13 de março de 1990, que
modi�cou a Lei nº 7.990, de 28 de dezembro de 1989. Brasília, DF: Presidência da República,
[2022]. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9433.htm. Acesso em: 15 out.
2022.
BRASIL. Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998. Dispõe sobre as sanções penais e
administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, e dá outras
providências. Brasília, DF: Presidência da República, [2022]. Disponível em:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9605.htm. Acesso em: 15 out. 2022.
BRICKNELL, S. Environmental Crime in Australia. Research and Public Policy, Series 109.
Canberra: Australian Institute of Criminology, 2010.
CURI, D. (Org.). Gestão ambiental. São Paulo, SP: Pearson Education do Brasil, 2012.
 ELIEZER, C. R.; REIS, M, P. Uma breve análise crítica sobre a lei dos crimes ambientais face ao
princípio da taxatividade. R. Curso Dir. UNIFOR, Formiga, v. 7, n. 1, p. 101-129, jan./jun. 2016.
Disponível em:
https://periodicos.uniformg.edu.br:21011/ojs/index.php/cursodireitouniformg/article/view/391/
510. Acesso em: 23 ago. 2022.
MACHADO, P. A. L. Direito Ambiental Brasileiro. 21. ed. São Paulo, SP: Malheiros, 2013.
MORAES, C. S. B.; PUGLIESI, E. (Org.). Auditoria e certi�cação ambiental. Curitiba, PR:
Intersaberes, 2014.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2008/decreto/d6686.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/lcp140.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6938.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9433.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9605.htm
https://periodicos.uniformg.edu.br:21011/ojs/index.php/cursodireitouniformg/article/view/391/510
https://periodicos.uniformg.edu.br:21011/ojs/index.php/cursodireitouniformg/article/view/391/510
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Aula 3
Licenciamento ambiental
Introdução da aula
Prezado estudante! O licenciamento ambiental é o procedimento por meio do qual o poder
público, representado por órgãos ambientais, autoriza e acompanha a implantação e a operação
de atividades ou empreendimentos que utilizam recursos naturais ou que sejam efetivas ou
potencialmente poluidores.
Embora o licenciamento ambiental seja previsto desde a Política Nacional de Meio Ambiente (Lei
nº 6.938/1981), a sua aplicação como instrumento de política ambiental foi sendo aprimorada ao
longo do tempo, na medida em que foi introduzido na legislação ambiental de estados e
municípios.
Nesta aula, estudante, abordaremos os conceitos que envolvem impacto ambiental e
licenciamento ambiental; de que forma o licenciamento é aplicado; quais os tipos de licença
ambiental existentes; ainda, quais estudos ambientais podem ser solicitados ao longo do
processo, com foco, principalmente, no Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e no Relatório de
Impacto Ambiental (RIMA). Bom estudo!
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Impacto e licenciamento ambiental
Regulamentos especí�cos da Avaliação de Impacto Ambiental entraram em vigor no Brasil a
partir da década de 1980. Em 1986, o Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), órgão
ambiental recém-criado pela Política Nacional do Meio Ambiente (BRASIL, 1981), aprovou a
Resolução nº 1/1986, que estabeleceu os componentes básicos do sistema brasileiro de EIA,
após longas negociações entre organizações ambientais e outros setores governamentais (CURI,
2012).
O art 1º da Resolução CONAMA nº 01/1986 trouxe a de�nição de impacto ambiental, que se
aplica a:
Qualquer alteração das propriedades físicas, químicas e biológicas do meio ambiente,
causada por qualquer forma de matéria ou energia resultante das atividades
humanas que, direta ou indiretamente, afetam: I - a saúde, a segurança e o bem-estar
da população; II - as atividades sociais e econômicas; III - a biota; IV - as condições
estéticas e sanitárias do meio ambiente; V - a qualidade dos recursos ambientais.
(CONAMA, 1986, p. 636)
 A Resolução Conama nº 1/1986 sofreu uma mudança signi�cativa em 1997, por meio da
Resolução Conama nº 237/1997, revogando o artigo que previa que o estudo de impacto
ambiental deveria ser realizado por uma equipe que não dependesse direta ou indiretamente do
proponente do projeto (CONAMA, 1997). Tal mudança possibilitou o surgimento de suspeitas
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sobre a honestidade do processo, levando em consideração o con�ito de interesses que estaria
nesse novo formato.
Essa resolução estabelece a demanda da avaliação de impacto ambiental para atividades
consideradas com impacto signi�cativo para o meio ambiente, apresentando uma lista de
atividades sujeitas a um Estudo de Impacto Ambiental (EIA). Com base nessa lista, os órgãos
ambientais selecionam os projetos que devem ser submetidos a um rito de licenciamento
ambiental.
De acordo com a Resolução CONAMA nº 237/1997, considera-se licenciamento ambiental:
Procedimento administrativo pelo qual o órgão ambiental competente licencia a
localização, instalação, ampliação e a operação de empreendimentose atividades
utilizadoras de recursos ambientais, consideradas efetiva ou potencialmente
poluidoras ou daquelas que, sob qualquer forma, possam causar degradação
ambiental, considerando as disposições legais e regulamentares e as normas
técnicas aplicáveis ao caso. (CONAMA, 1997, [s. p.])
Em outras palavras, a política brasileira estabeleceu o licenciamento ambiental como
instrumento administrativo pelo qual o órgão de administração ambiental competente autoriza e
estabelece as condições, as restrições e as medidas de controle ambiental que devem ser
obedecidas pelo empresário, pessoa física ou jurídica, para localizar, instalar, expandir e operar
empreendimento ou atividades que possam causar degradação ambiental. Ou seja, qualquer
construção, instalação, ampliação, funcionamento de estabelecimentos e atividades que utilizem
recursos ambientais efetivos ou potencialmente poluidores, ou capazes de causar degradação
ambiental, deve ter licenciamento prévio pelo órgão público competente.
A �nalidade do licenciamento é garantir a preservação, a melhoria e a recuperação da qualidade
ambiental propícia à vida, visando assegurar o desenvolvimento socioeconômico, a segurança
nacional e a proteção da dignidade da vida humana (BARBOZA; SANCHES, 2017). Dentro desse
contexto, a Resolução também trouxe, em seu Anexo I, a lista de atividades passíveis de
licenciamento ambiental no âmbito federal, incluindo: extração e tratamento de minerais;
indústria de produtos minerais não metálicos; indústria metalúrgica; indústria de material
elétrico, eletrônico e comunicações; indústria de couros e peles; indústria química; indústria de
produtos de matéria plástica; indústria têxtil, de vestuário, calçados e artefatos de tecidos;
indústria de produtos alimentares e bebidas; obras civis, entre outros (CONAMA, 1997).
Fases, tipos aplicação das licenças ambientais
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Antes de nos aprofundarmos num conceito mais técnico do licenciamento ambiental, é válido
fazer uma re�exão a partir de uma simples analogia. No caso em tela, a comparação será com
algo mais comum e de fácil entendimento a qualquer pessoa: o licenciamento de veículos.
Segundo a legislação de trânsito brasileira, os veículos automotores precisam ser licenciados
junto aos órgãos de trânsito estaduais para que possam circular. Este é um procedimento
administrativo realizado quando da aquisição do veículo e envolve vistorias, emplacamento etc.
O simples emplacamento e a obtenção do documento não encerram as obrigações do
proprietário, pois ele precisará pagar taxas e impostos, realizar vistorias periódicas, além de
manter o veículo em bom estado de conservação. Podemos extrair do exemplo do licenciamento
dos veículos pontos de contato com o licenciamento ambiental. Tanto em um como no outro
surge a clara noção de controle. 
Assim, o licenciamento ambiental é o procedimento através do qual o poder público,
representado por órgãos ambientais, autoriza e acompanha a implantação e a operação de
atividades ou empreendimentos que utilizam recursos naturais ou que sejam efetivas ou
potencialmente poluidoras.
No Brasil, além das normativas estabelecidas pelo Conama a nível federal, cada estado e
município tem autonomia para de�nir quais atividades são passíveis do processo de
licenciamento ambiental. 
Dado esta explicação, torna-se essencial compreender os tipos e as fases do licenciamento.
Pode-se assumir duas situações básicas: (1) empresas que licenciam suas atividades antes de
iniciar suas operações e (2) empresas que licencia suas atividades depois que já estão
instaladas e em operações.
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Na situação 1, em linhas gerais, podemos admitir que, no licenciamento ambiental preventivo, as
etapas se sucedem e o empreendedor cumpre as exigências típicas de cada fase: licença prévia,
de instalação e de operação. Esta modalidade é a regra no licenciamento ambiental. Dentro
deste processo, as licenças serão emitidas em três estágios, sequenciais e dependentes, como
mostra o Quadro 1.
Quadro 1 | Licenciamento prévio, de instalação e operação - Fonte: adaptado de Conama (1997).
O licenciamento ambiental corretivo (situação 2) consiste numa licença que seja capaz de
englobar, na medida do possível, os três tipos de licença, ou mesmo na emissão sucessiva
destas licenças. Esta modalidade é adotada no caso de regularização de empreendimentos
prontos ou atividades em funcionamento.
Cada estado e município denomina essas fases/tipos de licenciamento de uma forma. É comum
serem chamados de Licenciamento Ambiental Corretivo (LAC); Licenciamento Ambiental
Concomitante (LAC); Licenciamento Ambiental Simpli�cado (LAS) etc.  
Os empreendimentos que serão obrigados a obter licença ambiental serão elencados na
legislação ambiental local, seguindo a lista de referência presente no Anexo I da Resolução nº
237/97 do CONAMA, bem como nas legislações estaduais e municipais.
Atividades que não façam parte desta listagem não precisam de licença ambiental. Entretanto,
muitas vezes, o empreendedor necessita de um documento que ateste que sua atividade é
dispensada do licenciamento ambiental, para poder apresentá-lo em processos licitatórios,
obtenção de crédito etc. O órgão ambiental poderá, então, emitir uma Declaração de Dispensa de
Licenciamento Ambiental (CURI, 2012).
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Entendendo o EIA/RIMA
O instrumento previsto no Brasil para licenciamento de empreendimentos que possam ter
impacto ambiental, desde 1986, por decisão do Conama, é o Estudo de Impacto Ambiental (EIA),
que precede o Relatório de Impacto Ambiental (RIMA).
Tendo como ponto de partida um diagnóstico socioeconômico e ambiental, o EIA/RIMA faz um
prognóstico das consequências do trabalho e sugere medidas para minimizar os impactos
negativos e maximizar os positivos. O EIA e o RIMA são documentos complementares, razão
pela qual são sempre mencionados em conjunto. Enquanto o EIA é um conjunto de laudos
técnicos destinados a instruir o processo de licenciamento, o RIMA é o documento que reproduz
as conclusões do EIA, porém em linguagem acessível e fácil. O objetivo da RIMA é informar o
público comum.
No caso especí�co do EIA, de acordo com art. 5º (CONAMA, 1986), deve contemplar no seu
escopo: 
Todas as alternativas tecnológicas e de localização de projeto, considerando, dentro desse
item, a possibilidade de não execução do projeto.
A identi�cação e a avaliação dos impactos ambientais gerados nas fases de implantação e
operação da atividade.
Os limites espaciais quanto às áreas direta ou indiretamente afetadas pelos impactos,
denominadas áreas de in�uência do projeto.
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Os planos e programas governamentais, propostos e em implantação, na área de in�uência
do projeto e sua compatibilidade.
A Figura 1 sintetiza o escopo contemplado pelo EIA.
Figura 1 | Fluxograma do EIA - Fonte: elaborada pelo autor.
 EIA e o RIMA são documentos complementares, razão pela qual são sempre mencionados em
conjunto. Enquanto o EIA é um conjunto de laudos técnicos destinados a instruir o processo de
licenciamento, o RIMA é o documento que reproduz as conclusões do EIA, porém em linguagem
acessível e fácil. O objetivo da RIMA é informar o público comum, com um linguajar simples e
acessível à sociedade. 
Nessa perspectiva, o EIA deve ser contemplado considerando uma sequência de etapas lógicas
e interconectadas, em que os resultados obtidos em uma fase interferem diretamente na fase
subsequente (SÁNCHEZ, 2008). Dentro desse plano de trabalho, propõe-se o desenvolvimento
das atividades em uma cadeia ou sequência lógica ou orgânica, considerando as
cumulatividades e sinergia existentes entre os processos. A Figura 2 ilustra um roteiro de Plano
de Trabalho propostopara elaboração de um EIA.
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Figura 2 | Etapas do EIA/RIMA - Fonte: adaptada de Sanchez (2008).
Por se tratar de um documento técnico, a apreciação e a interpretação das informações contidas
em um EIA tornam-se de difícil acesso para membros das sociedades civis, sobretudo
populações com interesse direto no empreendimento. Considerando esse efeito, a legislação
brasileira faz a exigência do RIMA, concomitante ao EIA, com o intuito de reproduzir as
informações-base do EIA em um linguajar simples, didático e que possa facilmente ser avalizado
pela população geral. Assim, o roteiro para a elaboração do RIMA seguirá os mesmos moldes do
EIA, sintetizando as informações técnicas existentes para gerar, no �nal, um documento enxuto,
direto e assertivo.
Videoaula: Licenciamento ambiental
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Olá, estudante! No processo de licenciamento ambiental, o ideal é que o empreendimento
busque adequar-se ao procedimento regular, obtendo as licenças conforme o estágio de sua
obra ou atividade. Existem três tipos de licenças ambientais no Brasil, e cada uma corresponde a
uma etapa especí�ca do processo para obtenção da licença ambiental completa. Neste vídeo,
faremos considerações importantes sobre o licenciamento ambiental no Brasil, discutindo as
três principais tipologias de licenças: Licença Prévia, Licença de Instalação e Licença de
Operação.
Saiba mais
A e�cácia da Avaliação de Impacto Ambiental (AIA) tem sido analisada através da aplicação de
critérios de boas práticas, com destaque para a avaliação da qualidade dos estudos nele
envolvidos. No entanto, tal abordagem restringe-se a elementos diretamente ligados ao tema dos
estudos, deixando de lado aspectos importantes. O objetivo dos autores, neste artigo, foi analisar
a efetividade dos sistemas de AIA por meio da aplicação de 20 critérios de efetividade a um
conjunto de 37 processos de licenciamento ambiental nos estados de São Paulo (SP) e Minas
Gerais (MG).
Saiba mais acessando lendo o artigo sugerido a seguir: 
ALMEIDA, M. R.; MONTAÑO, M. A efetividade de avaliação de impacto ambiental nos estados de
São Paulo e Minas Gerais. Ambiente & Sociedade, v. 20, n. 2, p. 77-104, 2017.
https://www.scielo.br/j/asoc/a/g3dnKcQqyV3BqnZs9kyVCVh/?lang=en
https://www.scielo.br/j/asoc/a/g3dnKcQqyV3BqnZs9kyVCVh/?lang=en
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Referências
BARBOZA, S. G.; SANCHES, W.; BARREIROS, E. Sociedade e meio ambiente. Londrina, PR: Editora
e Distribuidora Educacional S.A., 2017.
BORTOLOTI, F. da S. et al. Recursos naturais, meio ambiente e desenvolvimento. Londrina, PR:
Editora e Distribuidora Educacional S.A., 2015.
BRASIL. [Constituição (1988)]. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília,
DF: Senado Federal, [2022]. Disponível em:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm. Acesso em: 27 out. 2022.
BRASIL. Lei nº 6.938, de 31 de agosto de 1981. Dispõe sobre a Política Nacional do Meio
Ambiente, seus �ns e mecanismos de formulação e aplicação, e dá outras providências. Brasília,
DF: Presidência da República, [2022]. Disponível em:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6938.htm. Acesso em: 27 out. 2022.
CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE. Resolução nº 01, de 23 de janeiro de 1986. Dispõe
sobre critérios básicos e diretrizes gerais para a avaliação de impacto ambiental. Brasília, DF:
CONAMA, [2022]. Disponível em:
http://www.ima.al.gov.br/wizard/docs/RESOLU%C3%87%C3%83O%20CONAMA%20N%C2%BA00
1.1986.pdf. Acesso em: 27 out. 2022.
CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE. Resolução nº 237, de 19 de dezembro de 1997.
Dispõe sobre conceitos, sujeição e procedimento para obtenção de Licenciamento Ambiental, e
dá outras providências. Brasília, DF: CONAMA, [2022]. Disponível em:
https://www.legisweb.com.br/legislacao/?id=95982. Acesso em: 27 out. 2022.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6938.htm
http://www.ima.al.gov.br/wizard/docs/RESOLU%C3%87%C3%83O%20CONAMA%20N%C2%BA001.1986.pdf
http://www.ima.al.gov.br/wizard/docs/RESOLU%C3%87%C3%83O%20CONAMA%20N%C2%BA001.1986.pdf
https://www.legisweb.com.br/legislacao/?id=95982
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CURI, D. (org.). Gestão ambiental. São Paulo, SP: Pearson Education do Brasil, 2012. 
SÁNCHEZ, L. E. Avaliação de impacto ambiental: conceitos e métodos. São Paulo, SP: O�cina de
Textos, 2008.
Aula 4
Controle ambiental
Introdução da aula
Prezado estudante! 
Nos últimos anos, houve um notável crescimento do interesse em questões ambientais e em
sustentabilidade, bem como a melhor gestão do desenvolvimento em harmonia com o meio
ambiente. Associada a esse crescimento de interesse, há a introdução de nova legislação,
emanada de fontes nacionais e internacionais, que buscam in�uenciar a relação entre
desenvolvimento e meio ambiente.
Nesta aula, abordaremos os conceitos de Avaliação de Impacto Ambiental; discutiremos as
principais técnicas e ferramentas utilizadas para quanti�cação de impactos; conheceremos as
diferenças entre estudos, planos e programas ambientais, identi�cando quanto e de que forma
cada um é requisitado pelo órgão ambiental e aplicado pelo empreendedor.
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Avaliação de Impacto Ambiental
O desenvolvimento de atividades e empreendimentos está, inevitavelmente, associado a
impactos positivos e negativos nos componentes ambientais. Embora os prováveis impactos
negativos não possam ser anulados completamente, as atividades de desenvolvimento tão
necessárias não podem ser impedidas (BARBOZA; SANCHES; BARREIROS, 2017). A Avaliação de
Impacto Ambiental (AIA) ajuda a identi�car potenciais impactos ambientais de uma atividade de
projeto proposta. 
A AIA pode ser de�nida como um processo que visa identi�car, prever, avaliar e propor medidas
mitigadoras aos efeitos biofísicos, sociais ou qualquer outro tipo relevante originado de
propostas de desenvolvimento, antes que os compromissos sejam assumidos (CURI, 2012).
Essa é uma ferramenta projetada para identi�car e prever o impacto de um projeto no ambiente
biogeofísico e na saúde e bem-estar do homem; interpretar e comunicar informações sobre o
impacto; analisar alternativas de local e processo e fornecer soluções para peneirar ou
diminuir/mitigar as consequências negativas sobre o homem e o meio ambiente.
A Política Nacional de Meio Ambiente (PNMA) – instituída pela Lei nº 6.938/1981 – de�ne meio
ambiente como “o conjunto de condições, leis, in�uências e interações de ordem física, química
e biológica, que permite, abriga e rege a vida em todas as suas formas” (BRASIL, 1981, [s. p.]).
Essa de�nição se mostra insu�ciente ao não fazer menção às interações de ordem social, as
quais precisam ser levadas em conta na análise ambiental.
De acordo com Sánchez (2008), em algumas jurisdições, os estudos de impacto ambiental, na
prática, não se limitam às repercussões físicas e ecológicas dos projetos de desenvolvimento.
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Eles também incluem suas consequências nos planos econômico, social e cultural. Esse
entendimento faz total sentido quando se pensa que as repercussões de um projeto podem ir
além de suas consequências sob o meio ecológico.
Segundo Waihern (1988), o impacto ambiental consiste numa associação entre componentes
temporais e espaciais, descrito como a mudança em um parâmetro ambiental emresposta a
uma atividade especí�ca, analisado em um período determinado e restrito a uma área de�nida,
quando comparado sob as mesmas especi�cações ao que acontecerá com o ambiente, caso a
atividade não fosse iniciada. A Figura 1 ilustra o que foi exposto anteriormente.
Figura 1 | Representação do conceito de impacto ambiental - Fonte: adaptada de Sánchez (2008).
De modo geral, um documento que contempla a AIA envolve nove etapas, a saber: (1) Sumário
executivo; (2) Descrição do projeto e quadro legal e administrativo; (3) Escopo e triagem; (4)
Descrição do ambiente existente; (5) Análise de alternativas e base para a seleção da alternativa
proposta; (6) Questões ambientais do projeto; (7) Medidas mitigadoras; (8) Plano de gestão e
monitoramento ambiental; (9) Apêndices/anexos (SÁNCHEZ, 2008).
Assim, a partir das informações contidas em (7) e (8), são traçadas as estratégias que
contemplarão os programas e planos ambientais necessários para mitigação dos impactos
ambientais negativos diagnosticados, bem como os procedimentos quanto aos monitoramentos
necessários à sua execução.
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Ferramentas de AIA
Existem vários métodos disponíveis para orientar os estudos que envolvem a AIA. Os chamados
checklists, ou listas de veri�cação, são mais amplamente utilizados nos países em
desenvolvimento pelas autoridades, para orientar os autores do EIA em seu pensamento
(SÁNCHEZ, 2008). O princípio desse método é fornecer uma estrutura aos autores de AIA para
que eles não esqueçam nenhum ponto importante. Checklists são boas ferramentas, mas não
podem levar em consideração todos os casos particulares que podem ser atendidos durante um
AIA; no entanto, geralmente, são su�cientes para projetos de pequena escala. 
Este método pode, ainda, ser combinado com o uso de diretrizes ambientais, amplamente
propostas por autoridades ou agências doadoras. Embora os métodos do tipo EIA estejam
disponíveis para diferentes atividades, são fornecidas listas de veri�cação tanto para vários
setores de atividade (indústrias, silvicultura, agricultura) como para os diferentes tipos de áreas
afetadas (zonas úmidas, �orestas tropicais, zonas costeiras).
O Método Ad Hoc indica amplas áreas de possíveis impactos, listando parâmetros (por exemplo,
�ora e fauna) susceptíveis de serem afetados pela atividade proposta ou qualquer
desenvolvimento; ele envolve a montagem de uma equipe de especialistas, que identi�ca os
impactos na sua área de especialização. 
Aqui, cada parâmetro é considerado separadamente, e a natureza dos impactos (longo ou curto
prazo, reversíveis ou irreversíveis) também é levada em conta. Nesse método, o avaliador conta
com uma abordagem intuitiva e faz uma avaliação qualitativa de base ampla, servindo como
uma avaliação, e ajuda na identi�cação de áreas importantes, como vida selvagem, espécies
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ameaçadas, vegetação natural, vegetação exótica, pastoreio, características sociais, drenagem
natural, água subterrânea, ruído, qualidade do ar, espaço aberto, recreação, saúde e segurança,
valores econômicos e equipamentos públicos. 
Há também a Matriz de Leopold, um método qualitativo de AIA desenvolvido, em 1971, por Luna
Leopold e colaboradores, para a Agência Americana de Geologia (SÁNCHEZ, 2008). É usado para
identi�car e atribuir pesos numéricos aos potenciais impactos ambientais dos projetos
propostos sobre o meio ambiente. 
O sistema é uma referência cruzada de matriz bidimensional, contendo as atividades vinculadas
ao projeto que devem ter impacto sobre o homem e o meio ambiente versus as condições
ambientais e sociais existentes que poderiam ser afetadas pelo projeto. 
A Matriz Leopold propõe um framework para todos os desenvolvedores. Por um lado, é muito
detalhada para projetos de papel e celulose; por outro lado, não é su�cientemente precisa para
tais projetos. Geralmente, é mais e�ciente acomodar o projeto conforme necessário e
desenvolver uma matriz personalizada para ele. Um exemplo de uma possível Matriz de Leopold
é mostrado na Figura 2.
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Figura 2 | Matriz de Leopold adaptada para diagnóstico de Impacto Ambiental no Cemitério Público de Queimadas - PB
- Fonte: adaptada de Albuquerque, Cerqueira e Albuquerque (2017).
Uma das falhas fundamentais desse método é a falta de critérios ou métodos padronizados para
atribuir valores de magnitude e signi�cância que podem levar a julgamentos subjetivos. Na
mesma linha, o método também foi identi�cado como sem a capacidade de facilitar qualquer
grau de envolvimento público, principalmente em função dos julgamentos de valor subjetivos do
usuário. O tamanho da matriz também foi criticado, por ser muito detalhada para alguns projetos
e, ao mesmo tempo, muito imprecisa para outros (BARBOZA; SANCHES; BARREIROS, 2017).
Diferença entre estudos e planos ambientais
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Estudos, planos e programas ambientais são comumente citados como sendo o mesmo tipo de
documento e com a mesma �nalidade. Porém, torna-se fundamental distingui-los quanto ao
momento em que podem ser solicitados, bem como a função básica diante da proteção dos
recursos naturais.
Um estudo ambiental consiste em uma avaliação prévia dos impactos ambientais que poderão
ser causados por um determinado empreendimento e/ou atividade (SANCHEZ, 2008. De forma
geral, o estudo ambiental é requisitado pelo órgão ambiental como uma etapa necessária à
obtenção da licença prévia.
Dentro desta categoria, estão: Estudo de Impacto Ambiental (EIA); Relatório de Impacto
Ambiental (RIMA); Relatório Ambiental Simpli�cado; Estudo Ambiental Preliminar; Relatório
Ambiental Preliminar; etc.
Para a elaboração do estudo, é comum que o órgão ambiental emita um Termo de Referência
(TR), que servirá como roteiro básico para nortear o trabalho a ser executado (SANCHEZ, 2008).
A título de exemplo, a mostra a estrutura inicial de um TR feito pelo Instituto de Meio Ambiente
de Alagoas, visando à elaboração do Estudo Ambiental Simpli�cado (EAS).
Por outro lado, os programas ou planos ambientais consistem em documentos que trazem um
conjunto de medidas, as quais serão adotadas visando à minimização e/ou mitigação dos
impactos ambientais relacionados à atividade/empreendimento (SANCHEZ, 2008). A execução
do programa é a aplicação prática do que foi planejado previamente. Geralmente, tal execução é
realizada de forma concomitante à atividade licenciada, podendo ser posterior, de acordo com a
situação. 
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Dentro deste contexto, são considerados programas/planos ambientais: Plano de Controle
Ambiental (PCA); Plano de Gerenciamento de Resíduos (PGRS); Plano de Recuperação de Áreas
Degradadas (PRAD); Programa de Compensação Ambiental; Programa de Educação Ambiental
(PEA); Plano Básico Ambiental (PBA); Plano de Monitoramento Ambiental; etc.
Em uma licença prévia emitida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos
Naturais Renováveis (IBAMA), referente ao licenciamento da BR-158 MT – Subtrecho Divisa
MT/PA – Entroncamento BR-242 MT.
Os tópicos a seguir ilustram um exemplo de licença prévia emitido pelo IBAMA com as
exigências de programas ambientais (IBAMA, 2008):
2.5 - Detalhar, no âmbito do Plano Básico Ambiental (PBA), incluindo as observações
constantes no Parecer Técnico nº 103/2008 — COTRA/CGTMOIDILIC/IBAMA, os seguintes
programas ambientais propostos no EIA/RIMA:
Programa de Gesto Ambiental e Controle da Dragagem.
Programa de Monitoramento da Qualidade da Água.
Programa de Monitoramento dos Sedimentos - Sedimentologia e Geoquímica.
Programa de Monitoramento da Biota Aquática - Bioindicadores e Ecotoxicológica.
Programa de apoio àsComunidades de Pesca.
Programa de Comunicação Social.
Programa de Compensação Ambiental.
Com base na constatação da avaliação de impacto, os planos e programas são elaborados para
minimizar os impactos adversos e enumerar várias etapas a serem tomadas para a melhoria do
ambiente (BORTOLOTI et al., 2015). Os planos e programas auxiliam na formulação, na
implementação e no monitoramento de parâmetros ambientais durante o comissionamento do
projeto. Consiste em ferramentas que visam garantir um ambiente seguro e ambiente limpo. 
Um projeto pode ter identi�cado as medidas de mitigação adequadas, mas, sem um plano de
manejo para executá-lo, os resultados desejados podem não ser obtidos. O Plano de Gestão
prevê a implementação adequada de medidas de mitigação para reduzir os impactos adversos
decorrentes das atividades do projeto (CURI, 2012).
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Olá, estudante! A Avaliação de Impacto Ambiental (AIA) é um processo de medição e avaliação
do impacto de qualquer projeto e desenvolvimento proposto no meio ambiente, incluindo os seus
benefícios. Neste vídeo, entenderemos melhor sobre como os impactos ambientais de uma
atividade/empreendimento são quanti�cados; a importância e o papel da avaliação de impactos
ambientais; a diferença e relevância dos estudos, planos e programas ambientais na mitigação
dos impactos.
Saiba mais
O licenciamento ambiental é um dos instrumentos de controle mais importantes, pois é através
dele que o poder público estabelece condições e limites ao exercício de determinada atividade
econômica. No trabalho Processo de licenciamento ambiental em empreendimentos:
condicionantes e compensações, Silva e colaboradores discutem teoricamente os fundamentos
do licenciamento ambiental, suas condicionantes e as compensações exigidas.
Referências
http://www.sapientiae.com.br/index.php/librolegis/article/view/CBPC2674-6409.2019.001.0001
http://www.sapientiae.com.br/index.php/librolegis/article/view/CBPC2674-6409.2019.001.0001
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ALBUQUERQUE, H. N.; CERQUEIRA, J. S.; ALBUQUERQUE, I. S. S. Impactos ambientais no
cemitério público de Queimadas-PB, Brasil. Revista Espacios, v. 38, n. 37, 2017.
BRASIL. Lei nº 6.938, de 31 de agosto de 1981. Dispõe sobre a Política Nacional do Meio
Ambiente, seus �ns e mecanismos de formulação e aplicação, e dá outras providências. Brasília,
DF: Presidência da República, [2022]. Disponível em:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6938.htm. Acesso em: 15 out. 2022.
BARBOZA, S. G.; SANCHES, W.; BARREIROS, E. Sociedade e meio ambiente. Londrina, PR: Editora
e Distribuidora Educacional S.A., 2017.
BORTOLOTI, F. da S. et al. Recursos naturais, meio ambiente e desenvolvimento. Londrina, PR:
Editora e Distribuidora Educacional S.A., 2015.
CURI, D. (Org.). Gestão ambiental. São Paulo, SP: Pearson Education do Brasil, 2012. 
INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS.
Processo nº 02001.002419/2004-53. Empreendimento BR 158 MT - Subtrecho Divisa MT/PA -
Entroncamento BR 242 MT. Brasília, DF: IBAMA, 2008.
SÁNCHEZ, L. E. Avaliação de impacto ambiental: conceitos e métodos. São Paulo, SP: O�cina de
Textos, 2008.
SILVA, C. E. et al. Processo de licenciamento ambiental em empreendimentos: condicionantes e
compensações. Libro Legis, v. 1 n. 1, 2019. 
WAIHERN, P. Environmental impact assessment: theory and pra�ce. London: Unwin Hyman, 1988.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6938.htm
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Aula 5
Resumo da unidade
A importância da regularização ambiental
O desenvolvimento econômico é a base material para alcançar a modernização, mas o rápido
desenvolvimento da economia é muitas vezes acompanhado da destruição do ambiente natural
e do consumo massivo de energia. Desde o início do século XXI, com o desenvolvimento
sustentável profundamente enraizado no coração das pessoas, as questões ambientais
tornaram-se gradualmente o foco das atenções (BARBOZA; SANCHES; BARREIROS, 2017). Nos
últimos anos, a poluição ambiental, os danos ecológicos e o consumo excessivo de recursos
estão se tornando muito graves (BORTOLOTI et al., 2015). Diante da grave situação ambiental, os
países começaram a implementar diversas medidas para reduzirem a poluição ambiental.
No Brasil, grande parte dessas iniciativas se deram a partir da década de 1980, com a
promulgação da Política Nacional de Meio Ambiente (BRASIL, 1981), a qual abrange diversas
questões ambientais, incluindo de�nição de normas, licenciamento, avaliação de impacto
ambiental, áreas especiais de preservação, incentivo à produção mais limpa e zoneamento
ambiental (BORTOLOTI et al., 2015). Desde então, diferentes outros instrumentos foram criados
com o intuito de criar regulamentações ambientais que obrigam os setores público e privado a
considerarem constantemente a agenda ambiental em suas atividades.
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Um exemplo foi a promulgação da Lei de Crimes Ambientais (BRASIL, 1998). Até antes da
existência dela, o arcabouço jurídico brasileiro nunca foi e�caz na aplicação de penas no
combate aos crimes cometidos contra o meio ambiente, e isso se deve às diversas leis que
tinham funções especí�cas, a �m de enfraquecer as penas para crimes ambientais cometidos
(REIS; CARMARGO, 2018). A norma inaugura a punição do sistema com penalidades especí�cas
para os infratores e orienta as ações de monitoramento por meio de diferentes categorias de
crimes ambientais (FENKER et al., 2015).
Outro importante avanço desse período foi a criação na PNMA do licenciamento ambiental. A
�nalidade do licenciamento é garantir a preservação, a melhoria e a recuperação da qualidade
ambiental propícia à vida, visando assegurar o desenvolvimento socioeconômico, a segurança
nacional e a proteção da dignidade da vida humana (BARBOZA; SANCHES; BARREIROS, 2017).
As etapas do licenciamento ambiental podem resultar em diferentes categorias e exigir grupos
de documentos ambientais diferentes: estudos e programas ambientais. O primeiro consiste em
uma avaliação prévia dos impactos ambientais que poderão ser causados por um determinado
empreendimento (ex.: Estudo de Impacto Ambiental (EIA); Relatório de Impacto Ambiental
(RIMA); Estudo de Impacto em Vizinhança (EIV) etc.); já o segundo contempla as medidas que
serão adotadas, visando à minimização e/ou mitigação dos impactos ambientais anteriormente
identi�cados (ex.: Plano Básico Ambiental (PBA); Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos
(PGRS); Programa de Educação Ambiental (PEA)).
Videoaula: Resumo da unidade
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Olá, estudante! A proteção ambiental é uma questão global, com leis promulgadas como
regulamentos e diretrizes transnacionais e nacionais, visando ao uso sustentável dos recursos.
As leis são projetadas para proteger a saúde humana, os ecossistemas e garantir que as
atividades econômicas, essenciais à sociedade, sejam realizadas de forma sustentável. Neste
vídeo, abordaremos os conceitos ligados ao meio ambiente, como poluição, impactos
ambientais, fases de licenciamento ambiental e, por �m, as etapas que envolvem as licenças.
Vem com a gente!
Estudo de caso
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As atividades, os produtos e os serviços de uma organização que interagem

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