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Desigualdades Sociais no Brasil

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Lima Pit

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Questões resolvidas

Explique a relação entre classe e raça na determinação das desigualdades sociais no Brasil, segundo o autor Carlos Ribeiro

4 - Qual é uma das questões que pesam a favor do efeito de naturalização que dificulta analisar e desnaturalizar o Estado e seu funcionamento? (0,5 ponto)

a) A incerteza de que o Estado sempre oferecerá uma realidade estrutural a ser respeitada.
b) A ideia de que o Estado atende aos interesses pessoais e de grupos em vez do bem comum.
c) A compreensão de que as estruturas do Estado são construídas para atender a interesses específicos.
d) A certeza de que o Estado está situado acima dos interesses pessoais e de grupos e pretende o bem comum e a estabilidade social.

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Questões resolvidas

Explique a relação entre classe e raça na determinação das desigualdades sociais no Brasil, segundo o autor Carlos Ribeiro

4 - Qual é uma das questões que pesam a favor do efeito de naturalização que dificulta analisar e desnaturalizar o Estado e seu funcionamento? (0,5 ponto)

a) A incerteza de que o Estado sempre oferecerá uma realidade estrutural a ser respeitada.
b) A ideia de que o Estado atende aos interesses pessoais e de grupos em vez do bem comum.
c) A compreensão de que as estruturas do Estado são construídas para atender a interesses específicos.
d) A certeza de que o Estado está situado acima dos interesses pessoais e de grupos e pretende o bem comum e a estabilidade social.

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CENTRO UNIVERSITÁRIO DA GRANDE DOURADOS
ATIVIDADES COM RESPOSTAS IGUAIS ÀS DO COLEGA SERÃO ZERADAS. PROCURE SEMPRE ABRIR O ARQUIVO ENVIADO, PARA CERTIFICAR QUE ENVIOU CORRETAMENTE.
ATIVIDADE REFERENTE ÀS AULAS 05- 06 - 07 E 08 - ENVIAR NO PORTFÓLIO 2
RESPONDER NO GABARITO APENAS
	Questão 01
Carlos Ribeiro, um importante sociólogo brasileiro, aborda as desigualdades sociais no Brasil com base em uma análise que combina as dimensões de classe e raça. Segundo ele, tanto a classe quanto a raça têm papéis significativos na determinação das desigualdades, mas suas influências ocorrem de maneiras distintas e inter-relacionadas.
1. Classe social: Ribeiro argumenta que as desigualdades econômicas e de classe têm raízes históricas profundas no Brasil, associadas à estruturação do mercado de trabalho, à concentração de renda e à herança de um sistema econômico excludente. A classe define, em grande parte, o acesso a recursos como educação, emprego e saúde, o que impacta diretamente a mobilidade social.
2. Raça: No entanto, o autor também enfatiza que a raça é um fator estrutural de desigualdade no Brasil. Pessoas negras e pardas, historicamente marginalizadas pela escravidão e pelo racismo estrutural, continuam a enfrentar maiores barreiras em termos de acesso a oportunidades sociais e econômicas. Mesmo quando indivíduos negros e brancos ocupam as mesmas posições de classe, as diferenças raciais ainda se manifestam na forma de discriminação, diferenças salariais e tratamento desigual em vários contextos.
 Ribeiro não vê classe e raça como fatores isolados, mas sim como dimensões que se sobrepõem. No Brasil, o pertencimento racial está fortemente correlacionado com a posição de classe. Pessoas negras são mais frequentemente encontradas em posições socioeconômicas desfavorecidas. Assim, enquanto a classe social explica parte das desigualdades, a raça agrava e perpetua essas disparidades. O autor ressalta que, mesmo quando se controla a variável de classe, as desigualdades raciais persistem, mostrando que o racismo é um fenômeno autônomo que influencia profundamente as dinâmicas de exclusão.
	Questão 02
A mobilidade social ascendente no Brasil enfrenta uma série de obstáculos estruturais que dificultam o avanço de indivíduos e grupos em direção a melhores condições socioeconômicas. Alguns dos principais desafios incluem:
1. Desigualdade educacional: O sistema educacional brasileiro é marcado por profundas desigualdades, com escolas públicas frequentemente apresentando menor qualidade de ensino, falta de recursos e infraestrutura inadequada.
2. Desigualdade de renda e concentração de riqueza: O Brasil é um dos países com maior concentração de renda no mundo. A grande diferença entre os mais ricos e os mais pobres perpetua um ciclo de pobreza, no qual as famílias de baixa renda encontram dificuldade em acumular capital e investir na educação e desenvolvimento de seus filhos.
3. Mercado de trabalho excludente: O mercado de trabalho no Brasil valoriza, em grande parte, diplomas de instituições de ensino de prestígio, o que exclui muitas pessoas que não têm acesso a essas universidades. 
4. Desigualdade racial e de gênero: No Brasil, as pessoas negras e as mulheres, em especial as mulheres negras, enfrentam barreiras adicionais para ascender socialmente. Essas populações são sub-representadas em cargos de liderança e em setores bem remunerados, além de serem mais afetadas por discriminação no mercado de trabalho.
5. Falta de acesso a capital e crédito: Empreender pode ser uma das formas de ascender socialmente, mas muitas pessoas de baixa renda enfrentam dificuldades em obter crédito ou capital para iniciar um negócio.
Soluções para promover uma sociedade mais justa e igualitária:
1. Investimento em educação pública de qualidade: Uma educação básica de qualidade para todos é fundamental. Políticas públicas que visem a melhoria das escolas públicas, com capacitação de professores, infraestrutura adequada e currículos atualizados, podem nivelar as oportunidades desde cedo. Além disso, é essencial garantir a permanência dos estudantes na escola e expandir o acesso ao ensino superior, com políticas de cotas e bolsas de estudo.
2. Reforma tributária progressiva: Uma reforma tributária que cobre mais impostos sobre grandes fortunas e bens de luxo e alivie a carga tributária sobre os mais pobres pode ajudar a reduzir a desigualdade. Essa mudança geraria recursos para investir em políticas públicas que visem a redistribuição de renda e a melhoria das condições de vida dos mais vulneráveis.
3. Políticas de inserção no mercado de trabalho: Programas de qualificação profissional acessíveis, com foco em áreas de alta demanda, podem ajudar a incluir jovens de baixa renda no mercado de trabalho formal e em setores mais bem remunerados. Além disso, o combate à discriminação racial e de gênero deve ser uma prioridade, com incentivos à diversidade nas empresas e fiscalização de práticas discriminatórias.
4. Criação de mecanismos de crédito inclusivo: Facilitar o acesso ao crédito para pequenos empreendedores e oferecer linhas de financiamento com taxas de juros acessíveis pode fomentar o empreendedorismo entre as classes mais baixas. 
5. Políticas afirmativas e de combate à discriminação: Ações afirmativas para promover a inclusão de minorias raciais e de gênero são necessárias para corrigir disparidades históricas. Isso inclui ampliar as políticas de cotas em universidades e no serviço público, além de incentivar o setor privado a adotar práticas de inclusão.
Essas medidas, combinadas com um esforço contínuo para reduzir a desigualdade estrutural e promover a justiça social, podem gerar uma sociedade mais justa e com mais oportunidades de mobilidade social ascendente.
	Questão 03
	Questão 04
	Questão 05
	Questão 06
	Questão 07
	Questão 08
	A
	D
	D
	B
	B
	D
1 - Explique a relação entre classe e raça na determinação das desigualdades sociais no Brasil, segundo o autor Carlos Ribeiro. (1 ponto)
2 - Analise os principais obstáculos para a mobilidade social ascendente no Brasil, conforme apresentados no texto. Discorra sobre possíveis soluções para superar esses obstáculos e promover uma sociedade mais justa e igualitária. (1 ponto)
3 - Qual é a concepção de Pierre Bourdieu sobre as prenoções em relação ao Estado? (0,5 ponto)
a) Prenoções são opiniões espontâneas construídas alheias a qualquer análise mais sólida, a qualquer metodologia científica eficaz. Por isso, várias considerações a respeito do Estado não passam de impressões sem qualquer fundamento lógico e racional.
b) Prenoções são opiniões fundamentadas em uma análise científica, que permitem entender o Estado de uma maneira lógica e desnaturalizada. Por isso, devemos nos basear nelas para estudar o Estado.
c) Prenoções são opiniões fundamentadas em uma análise sociológica, que permitem entender o Estado de uma maneira lógica e desnaturalizada. Por isso, devemos nos basear nelas para estudar o Estado.
d) Prenoções são opiniões que se originam do senso comum, mas que podem ser transformadas em análises científicas e sociológicas eficazes. Por isso, devemos valorizar o conhecimento popular para estudar o Estado.
4 - Qual é uma das questões que pesam a favor do efeito de naturalização que dificulta analisar e desnaturalizar o Estado e seu funcionamento? (0,5 ponto)
a) A incerteza de que o Estado sempre oferecerá uma realidade estrutural a ser respeitada.
b) A ideia de que o Estado atende aos interesses pessoais e de grupos em vez do bem comum.
c) A compreensão de que as estruturas do Estado são construídas para atender a interesses específicos.
d) A certeza de que o Estado está situado acima dos interesses pessoais e de grupos e pretende o bem comum e a estabilidade social.
5 - De acordo com a teoria bourdieusiana do Estado, qual é uma das funções mais gerais do Estado? (0,5 ponto)
a) Produção e distribuição de bens e serviços públicos para toda a sociedade.
b) Proteção e promoçãodos direitos individuais e coletivos dos cidadãos.
c) Coerção e manutenção da ordem pública em benefício das camadas sociais mais influentes.
d) Produção e canonização das classificações sociais, ou seja, codificações e qualificações legitimadas pelas instituições do Estado. 
6 - Qual a importância do conceito de classe social para a tradição sociológica brasileira, de acordo com o texto? (0,5 ponto)
a) O conceito de classe social não tem importância para a tradição sociológica brasileira, uma vez que a sociedade brasileira é dividida apenas em cinco classes sociais definidas por faixa de renda.
b) A importância do conceito de classe social é fundamental para a tradição sociológica brasileira, pois permite perceber as diferenças de oportunidades de vida e renda entre as camadas sociais e a continuidade histórica de elementos definidores da hierarquia social.
c) O conceito de classe social é importante apenas na perspectiva que valoriza a busca de hierarquias entre grupos ocupacionais, não sendo relevante para a distinção entre tipos de relações de trabalho.
d) O conceito de classe social é importante apenas para a perspectiva que privilegia distinções e oposições entre tipos de relações de trabalho, não sendo relevante para a busca de hierarquias entre grupos ocupacionais.
7 - De acordo com Carlos Ribeiro, qual é a relação entre a sociedade agrária e a moderna sociedade de classes no Brasil? (0,5 ponto)
a) Não há relação entre essas duas sociedades.
b) A sociedade agrária deixou uma herança de contrastes e desigualdades que continuam a marcar a moderna sociedade de classes.
c) A moderna sociedade de classes não foi influenciada pela sociedade agrária.
d) A sociedade agrária foi completamente substituída pela moderna sociedade de classes.
8 - De acordo com a pesquisa da OECD, qual é a situação da mobilidade social no Brasil? (0,5 ponto)
a) As políticas econômica e social têm sido eficazes em gerar mecanismos para a mobilidade social ascendente.
b) As taxas de mobilidade social descendente têm diminuído nos últimos anos.
c) As políticas públicas têm contribuído para a transformação das estratificações sociais mais tradicionais.
d) A mobilidade social ascendente é baixa e as pessoas na parte inferior da escala de renda têm poucas chances de subir.
Bons estudos!
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