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RESUMO n.º 01 – AULA 14/08/24 PROCESSO COLETIVO CONCEITO: É considerado coletivo o processo em que a relação jurídica litigiosa (objeto do processo) é coletiva. Uma relação jurídica é coletiva se em um de seus polos (ativo ou passivo), encontra-se um grupo (categoria, classe, etc.), envolvendo direito, dever ou estado de sujeição de um grupo. Portanto, ou há postulação de um direito coletivo (lato sensu) ou se afirma existir uma situação jurídica passiva coletiva, de titularidade de um grupo de pessoas. Ao tratar do processo coletivo, a doutrina faz menção às ações coletivas e ao incidente de julgamento de demandas repetitivas (processo único que abarca pretensões ou defesas sustentadas por muitas partes ou pessoas representadas). Obs.: Relembrar da legitimidade extraordinária – não é uma exclusividade dos processos coletivos. Ex.: Legitimidade do MP para promover ação de alimentos para incapaz. Portanto, LEGITIMIDADE, COMPETÊNCIA E COISA JULGADA não compõem o conceito de processo coletivo, mas todas poderão receber uma disciplina própria, peculiar em relação ao processo individual. Não são causa do processo coletivo, mas apenas consequências do tratamento jurídico diferenciado dado a tais ações. CARACTERÍSTICAS DO PROCESSO COLETIVO BRASILEIRO A) LEGITIMAÇÃO PARA AGIR – normalmente atribuída a um legitimado extraordinário por força de lei B) REGIME DA COISA JULGADA COLETIVA - permite a extensão in utilibus para as situações jurídicas individuais; C) INTERESSE PÚBLICO – requisito para o prosseguimento de um processo coletivo, determinando a intervenção obrigatória do MP. Exemplos de ações coletivas: Ação Civil Pública (Lei 7347/1985), Ação Popular; Mandado de Segurança Coletivo; Ação de Improbidade Administrativa, as Ações Coletivas para defesa de direitos individuais homogêneos (art. 91 a 100/CDC). Os dissídios coletivos trabalhistas também são exemplos de ação coletiva. CONCEITO DE GRUPO Grupo é o sujeito de direito que é titular da situação jurídica coletiva afirmada e um processo coletivo. Também pode ser chamado de classe, comunidade ou coletividade. Membro do grupo – O grupo é sempre um conjunto de outros sujeitos de direito, que pode ser tanto um indivíduo como outro grupo. Ex.: grupo de todas as comunidades indígenas. A pretensão coletiva não é de titularidade de membro de grupo, mas do próprio grupo. Obs.: Nas ações coletivas, o membro do grupo pode ser beneficiado com a decisão favorável ao grupo, independentemente de qualquer manifestação sua para aderir ao grupo. Obs.: No julgamento de casos repetitivos, o sujeito de direito que deseje ser membro do grupo (na hipótese de não haver ação coletiva pendente), precisa manifestar sua intenção em fazer parte do grupo, ajuizando sua ação individual. Seja na ação coletiva ou nos casos de julgamento de processos repetitivos, o membro do grupo tem a possibilidade de se excluir dele. Condutor do processo coletivo – em regra, a parte do processo coletivo costuma ser um terceiro, legitimado extraordinário, que não é o grupo, nem é o membro do grupo. Ex.: MP. Mas, por exemplo, na ação popular, o membro do grupo pode ser o condutor do processo. Na ação coletiva a situação jurídica coletiva é a questão principal do processo, seu objeto litigioso. Obs.: Mas algumas questões estão proibidas, conforme consta do parágrafo único da Lei 7347/1985: Art. 1º Regem-se pelas disposições desta Lei, sem prejuízo da ação popular, as ações de responsabilidade por danos morais e patrimoniais causados: (Redação dada pela Lei nº 12.529, de 2011). l - ao meio-ambiente; ll - ao consumidor; III – a bens e direitos de valor artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico; III – à ordem urbanística; (Incluído pela Lei nº 10.257, de 10.7.2001) (Vide Medida provisória nº 2.180-35, de 2001) III – a bens e direitos de valor artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico; IV - (VETADO). IV – a qualquer outro interesse difuso ou coletivo. (Incluído pela Lei nº 8.078 de 1990) IV – a bens e direitos de valor artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico; (Renumerado do Inciso III, pela Lei nº 10.257, de 10.7.2001) (Vide Medida provisória nº 2.180-35, de 2001) IV - a qualquer outro interesse difuso ou coletivo. (Incluído pela Lei nº 8.078 de 1990) V - por infração da ordem econômica. (Incluído pela Lei nº 8.884 de 1994) V - a qualquer outro interesse difuso ou coletivo. (Renumerado do Inciso IV, pela Lei nº 10.257, de 10.7.2001) (Vide Medida provisória nº 2.180-35, de 2001) V - por infração da ordem econômica e da economia popular; (Redação dada pela Medida provisória nº 2.180-35, de 2001) (Vide Lei nº 12.529, de 2011) V - por infração da ordem econômica; (Redação dada pela Lei nº 12.529, de 2011). VI - por infração da ordem econômica. (Renumerado do Inciso V, pela Lei nº 10.257, de 10.7.2001) VI - à ordem urbanística. (Incluído pela Medida provisória nº 2.180-35, de 2001) VII – à honra e à dignidade de grupos raciais, étnicos ou religiosos. (Incluído pela Lei nº 12.966, de 2014) VIII – ao patrimônio público e social. (Incluído pela Lei nº 13.004, de 2014) Parágrafo único. Não será cabível ação civil pública para veicular pretensões que envolvam tributos, contribuições previdenciárias, o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço - FGTS ou outros fundos de natureza institucional cujos beneficiários podem ser individualmente determinados. (Incluído pela Medida provisória nº 2.180-35, de 2001) A coisa julgada coletiva somente pode BENEFICIAR os membros do grupo. Ajuizada por terceiro legitimado, a decisão final vincula o grupo necessariamente e os membros do grupo, no caso de ser favorável. Pendente a ação coletiva, cabe ao membro do grupo, caso queira sair do âmbito de incidência da ação coletiva, propor ação individual ou nela prosseguir, uma vez informado da pendência do processo coletivo. 2 1 RESUMO n.º 01 – AULA 14 / 08 / 24 PROCESSO COLETIVO CONCEITO: É considerado coletivo o processo em que a relação jurídica litigiosa (objeto do processo) é coletiva. Uma relação jurídica é coletiva se em um de seus polos (ativo ou passivo), encontra - se um grupo (categoria, classe, etc.), envolvendo direito, dever ou estado de sujeição de um grupo. Portanto, ou há postulação de um direito coletivo (lato sensu) ou se afirma existir uma situação jurídica passiva coletiva, de titularidade de um grupo de pessoas. Ao tratar do processo c oletivo, a doutrina faz menção às ações coletivas e ao incidente de julgamento de demandas repetitivas (processo único que abarca pretensões ou defesas sustentadas por muitas partes ou pessoas representadas ) . Obs.: R elembr ar da l egitimidade extraordinária – não é uma e xclusividade dos processo s coletivo s . Ex.: Legitimidade do MP para promover ação de alimentos para incapaz. Portanto, LEGITIMIDADE, COMPETÊNCIA E COISA JULGADA não compõe m o conceito de processo coletivo, mas todas poderão receber uma disciplina própria, pe culiar em relação ao processo individual. Não são causa do processo coletivo, mas apenas consequ ê ncias do tratamento jurídico diferenciado dado a tais ações. CARACTERÍSTICAS DO PROCESSO COLETIVO BRASILEIRO A) LEGITIMAÇÃO PARA AGIR – normalmente atribuída a um legitimado extraordinário por força de lei B) REGIME DA COISA JULGADA COLETIVA - permite a extensão in utilibus para as situações jurídicas individuais; C) INTERESSE PÚBLICO – requisito para o prosseguimento de um processo coletivo, determinando a in tervenção obrigatória do MP. 1 RESUMO n.º 01 – AULA 14/08/24 PROCESSO COLETIVO CONCEITO: É considerado coletivo o processo em que a relação jurídica litigiosa (objeto do processo) é coletiva.Uma relação jurídica é coletiva se em um de seus polos (ativo ou passivo), encontra-se um grupo (categoria, classe, etc.), envolvendo direito, dever ou estado de sujeição de um grupo. Portanto, ou há postulação de um direito coletivo (lato sensu) ou se afirma existir uma situação jurídica passiva coletiva, de titularidade de um grupo de pessoas. Ao tratar do processo coletivo, a doutrina faz menção às ações coletivas e ao incidente de julgamento de demandas repetitivas (processo único que abarca pretensões ou defesas sustentadas por muitas partes ou pessoas representadas). Obs.: Relembrar da legitimidade extraordinária – não é uma exclusividade dos processos coletivos. Ex.: Legitimidade do MP para promover ação de alimentos para incapaz. Portanto, LEGITIMIDADE, COMPETÊNCIA E COISA JULGADA não compõem o conceito de processo coletivo, mas todas poderão receber uma disciplina própria, peculiar em relação ao processo individual. Não são causa do processo coletivo, mas apenas consequências do tratamento jurídico diferenciado dado a tais ações. CARACTERÍSTICAS DO PROCESSO COLETIVO BRASILEIRO A) LEGITIMAÇÃO PARA AGIR – normalmente atribuída a um legitimado extraordinário por força de lei B) REGIME DA COISA JULGADA COLETIVA - permite a extensão in utilibus para as situações jurídicas individuais; C) INTERESSE PÚBLICO – requisito para o prosseguimento de um processo coletivo, determinando a intervenção obrigatória do MP.