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METODOLOGIA DO ESPORTE I - VÔLEI E BASQUETE Patrick da Silveira Gonçalves Características e fundamentos do basquete Objetivos de aprendizagem Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados: Identificar os fundamentos técnicos individuais presentes em uma partida de basquete. Relacionar as características das posições e funções do basquete. Comparar as características específicas do esporte formal com a modalidade 3x3. Introdução O basquete é um esporte cujas disputas envolvem duas equipes que têm como objetivo principal somar pontos passando a bola entre um aro suspenso, evitando que a equipe adversária faça o mesmo. Para chegar a esse objetivo, muitos movimentos corporais são aplicados, resultando em fundamentos técnicos que possibilitam que os jogadores contribuam com o objetivo de sua equipe. Atualmente, existem duas modalidades oficiais de basquete: o 5x5 (também chamado de basquete formal) e o 3x3. De modo geral, ambas as modalidades apresentam fundamentos técnicos muito parecidos. No entanto, a intensidade e a frequência desses movimentos tendem a se modificar em cada uma das variações. Neste capítulo, você estudará os principais fundamentos técnicos do basquete – esporte que, em uma de suas variações, foi acrescentado aos Jogos Olímpicos de Verão –, compreenderá as diferentes posições e funções desempenhadas por cada um dos jogadores e comparará as principais características do basquete formal com as do basquete 3x3. C02_Caracteristicas_Fundamentos_Basquete.indd 1 05/09/2018 09:56:30 Fundamentos técnicos do basquete Podemos presumir que, no início da história do basquete, há mais de um século, os jogadores não tinham tanta desenvoltura e acurácia quanto os atletas atuais. Os poucos recursos materiais e físicos para a prática adequada, os escassos estudos científi cos acerca dessa modalidade e a falta de algum esporte que se aproximasse ao basquete em termos de gestos motores podem ter contri- buído para que os movimentos técnicos fossem bastante rudimentares. No entanto, o rápido crescimento do esporte, o surgimento de diversas equipes, os avanços da ciência e a alta competitividade que permeiam o universo do basquete contribuíram para o avanço técnico de seus movimentos. Nesse sentido, podemos reconhecer que os fundamentos técnicos são essenciais para o desenvolvimento do esporte. Para Filin (1996), o objetivo das técnicas esportivas é proporcionar uma ação mais econômica e efetiva dos movimentos, melhorando, assim, os resultados. Ou seja, o esporte, quando está sendo desenvolvido, requer movimentos corporais ordenados, de forma a contribuir para que sejam alcançados os objetivos que o jogo propõe. No caso de uma equipe de basquete, o objetivo primordial é realizar e somar mais pontos que a equipe adversária (AMERICAN..., 2000). Para que esse objetivo se materialize, cada um dos jogadores, em ações individuais ou coletivas, deve realizar movimentos, na tentativa de fazer com que a bola entre na cesta adversária e de impedir o avanço dos jogares adversários sobre sua própria cesta. Com isso, podemos presumir que os atletas que obtiverem melhor desenvolvimento técnico estarão mais próximos de alcançar os seus objetivos. Reconhecendo os diferentes tipos de técnicas no basquete, Río (2003) elabora a perspectiva de que elas podem ser divididas em técnicas individuais e coletivas. As técnicas individuais, como o nome sugere, são aquelas em que os movimentos não requerem a participação de outro jogador. Por outro lado, as técnicas coletivas dependem da participação de pelo menos outro jogador em determinada sequência de movimentos. Como exemplo de uma técnica individual, podemos citar o salto e o arremesso. O desenvolvimento dessas técnicas exige a participação apenas daquele sujeito que salta ou arremessa. Como exemplo de técnica coletiva, podemos citar o passe e a recepção. Nesse caso, o sujeito que passa uma bola necessita de outro jogador que a receba, e aquele que a recebe, necessita de alguém que lhe tenha passado a bola. Características e fundamentos do basquete2 C02_Caracteristicas_Fundamentos_Basquete.indd 2 05/09/2018 09:56:30 Neste momento, vamos dedicar nossa atenção à análise das técnicas indi- viduais, que, como dito, podem ser desenvolvidas por apenas um jogador e compõem os fundamentos técnicos dessa modalidade. De modo mais espe- cífico, podemos classificar as técnicas individuais em movimentos corporais básicos, drible e arremesso (RÍO, 2003). Movimentos corporais básicos Os movimentos corporais básicos são os movimentos mais simples de se- rem executados no basquete. No entanto, ainda que sua técnica não exija uma demanda cognitiva e física muito alta do atleta, esses movimentos são extremamente importantes, uma vez que servem de início e de fi m dos mo- vimentos mais complexos. Em uma analogia às estruturas escritas e verbais da linguagem, Río (2003) explica que eles agem como os verbos nas frases escritas ou faladas. Ou seja, eles são centrais e denotam as ações das jogadas que ocorrem durante uma partida. Entre esses movimentos, encontram-se a posição corporal, os giros, as mudanças de direção e os saltos. A posição corporal envolve o modo como o atleta se posta dentro de quadra quando não está de posse da bola. Ainda que possa parecer algo sim- ples de ser realizado, esse movimento envolve cuidados e atenção constante dos jogadores. Para manter uma boa posição corporal, é necessário deixar os joelhos levemente flexionados, de forma a facilitar o movimento rápido dos membros inferiores durante o jogo. Da mesma forma, os cotovelos devem estar levemente flexionados e as mãos devem sempre estar a postos, prontas para receber, bloquear ou arremessar a bola, estando, portanto, à frente ou acima do corpo, com as palmas viradas predominantemente para o local e/ou indivíduo em que a bola está. Geralmente, crianças e adolescentes, quando estão iniciando suas vivências no basquete e não recebem as orientações adequadas, tendem a manter os joelhos estendidos e os braços relaxados ao lado do corpo (AMERICAN..., 2000; OLIVEIRA, 2007). Por consequência, a recepção não ocorre com eficiência, já que as mãos não estão a postos, demandando mais tempo para que o jogador se posicione para segurar a bola. Da mesma forma, ao manter os joelhos estendidos, há um tempo maior para posicionar as pernas para realizar as trocas de posições e efetuar os dribles. O giro consiste em uma mudança corporal a partir do deslocamento sobre apenas um ponto de contato realizado com os pés. Isto é, um dos membros inferiores age como um eixo, e o restante do corpo desliza sobre esse eixo, mudando a direção em que o jogador se encontra. Esse movimento pode variar sua amplitude e está presente em muitas situações práticas do jogo de 3Características e fundamentos do basquete C02_Caracteristicas_Fundamentos_Basquete.indd 3 05/09/2018 09:56:31 basquete. Serve tanto para defender, mudando a posição corporal de forma rápida para bloquear a passagem de um adversário, quanto para atacar, de modo a desvencilhar-se da marcação de um jogador adversário. Além disso, ele pode ser utilizado para realizar as fintas durante o passe da bola (OLIVEIRA, 2007). De modo geral, eles são desenvolvidos para frente e para trás, dependendo dos objetivos do jogador durante a partida. No link a seguir, você poderá visualizar a sequência de movimentos que compõem o giro, além de aprender alguns exercícios para aperfeiçoar esse fundamento técnico. https://goo.gl/yS6KMP As mudanças de direção são as variações negativas ou positivas na velocidade em que um jogador se desloca, modificando a sua direção. Esse fundamento é muito essencial no basquete, uma vez que a movimentação tática é um importante fator e possibilita que a equipe chegue à vitória. As mudanças de ritmo podem ser classificadas em fase de freada, de giro e de saída (RIO, 2003). As fases de freada buscam reduzir drasticamentea velocidade de deslocamento do jogador. Para tanto, a mudança de direção após uma freada sugere que o peso corporal repouse sobre o pé que está à frente do corpo e cujo lado será aquele para onde o corpo deverá deslocar-se. Os braços, durante a freada, devem aproximar-se do corpo, diminuindo o centro de gravidade e a ação explosiva subsequente. A fase de giro consiste, como o nome sugere, em realizar o giro descrito anteriormente com uma amplitude suficiente para posicionar o corpo na direção desejada. Por sua vez, a fase de saída consiste em buscar novamente a velocidade por meio do recrutamento dos diversos músculos corporais e da coordenação corporal, possibilitando que a saída ocorra de forma explosiva. O salto é um importante movimento dentro do basquete. Muitas vezes, a bola encontra-se no alto após um arremesso e durante um passe ou longe do jogador (AMERICAN..., 2000). Assim, é necessário que os jogadores saltem de modo a recuperar o mais rápido possível a bola, evitando que os jogadores Características e fundamentos do basquete4 C02_Caracteristicas_Fundamentos_Basquete.indd 4 05/09/2018 09:56:31 adversários tomem sua posse. Podemos destacar que existem dois tipos de salto, os saltos em altura e os saltos em longitude. Os saltos em altura são os mais comuns, ocorrendo na disputa da bola quando ela se encontra no alto após um lançamento. Os saltos em longitude são incomuns, uma vez que o risco de queda e de lesões é iminente. No entanto, o salto com a projeção do atleta à frente pode ser fundamental em alguns momentos decisivos do jogo, evitando que a bola saia de quadra e que sua posse fique com a outra equipe, o que representa riscos de sofrer pontos. Além desses movimentos, podemos citar as paradas bruscas, quando um jogador em deslocamento acelerado deve conter o avanço repentinamente, como nas ocasiões quando surgem os adversários, de forma inesperada, e as corridas, que permitem o rápido avanço em direção à cesta, a um adversário ou na forma de se deslocar para um local específico da quadra, assumindo posições táticas específicas (FERREIRA; ROSE JUNIOR, 2010). Posições corporais de defesa Quando um jogador está sem a posse de bola e tem a responsabilidade de roubá-la de um adversário, ele deve posicionar-se de maneira que os seus movimentos corporais impeçam a progressão do jogador e possibilitem o rápido movimento. Para se posicionar de maneira a evitar a atuação livre do atacante adversário, o defensor deve postar-se com as pernas levemente afastadas lateralmente, podendo posicionar uma delas à frente. Os joelhos devem estar semifl exionados, permitindo o deslocamento rápido. O tronco deve estar levemente inclinado à frente, mantendo a estabilidade corporal e um alcance maior das mãos também à frente. As mãos e os braços podem situar-se em posições diversas. Se a bola estiver sendo driblada pelo adver- sário, os braços devem permanecer semifl exionados, com as mãos à altura da cintura, prontos para roubar a bola (FERREIRA; ROSE JUNIOR, 2010). Se o adversário está segurando a bola, as mãos podem ganhar a altura dos ombros, ir acima da cabeça, ou, ainda, uma mão acima e a outra próxima da cintura, conforme for necessário para impedir a progressão, o arremesso ou o passe do jogador atacante. A Figura 1, a seguir, ajuda a demonstrar a posição de defesa. 5Características e fundamentos do basquete C02_Caracteristicas_Fundamentos_Basquete.indd 5 05/09/2018 09:56:31 Figura 1. Posição corporal de defesa. Durante a posição de defesa, o corpo pode assumir diversas posições conforme for necessário para impedir a ação adversária. Fonte: Ferreira e Rose Junior (2010, p. 46-47). Drible Driblar consiste em quicar a bola, que é a forma mais comum de conduzi- -la durante uma partida de basquete. As outras formas existentes são muito limitadas, uma vez que, ao segurar a bola, mantendo-a em suas mãos, o atleta só pode mover-se por, no máximo, dois passos. Existem dois tipos de dribles: os de avanço e os de proteção. Em ambos os casos, o domínio motor dos membros superiores deve ser muito apurado, a fi m de proporcionar o correto contato com a bola, sem permitir que o jogador perca o controle da mesma. Ou seja, o domínio motor de um jogador, ao manejar a bola, deve ser tão efi caz que quase dê a impressão de que esse jogador não está de posse dela. Os movimentos de drible devem ser automatizados, de modo que o jogador não perca muito tempo para controlar a bola. Muitas pessoas confundem o termo drible com finta. Embora, em alguns casos, possam ser aplicados como sinônimos, existem diferenças significativas entre eles. Driblar significa conduzir a bola, mantendo o seu controle por todo o deslocamento. No caso do basquete, o ato do drible consiste em quicar a bola com apenas uma das mãos, sem segurá-la, podendo deslocar-se ao mesmo tempo. A finta consiste em enganar ou desviar a atenção de um adversário, de modo a efetuar um passe, arremesso ou um deslocamento em direção à cesta. Assim, em uma ação da partida, podemos vislumbrar um jogador apenas realizando o drible, fintando algum adversário sem se deslocar ou, ainda, driblando e fintando um adversário. Características e fundamentos do basquete6 C02_Caracteristicas_Fundamentos_Basquete.indd 6 05/09/2018 09:56:31 Para que o movimento do drible seja eficaz, o contato da bola com uma das mãos deve ser enfatizado. Esse movimento de colocar a mão na porção superior da bola impulsionando-a contra o solo e fazendo-a voltar à mão pode ser analisado em quatro fases (RÍO, 2003). Concebendo o momento em que a bola toca o solo e volta ao contato com a mão do jogador, percebemos que existe uma fase em que o pulso se encontra levemente flexionado, propor- cionando o primeiro contato com a bola a partir da face interna da ponta dos dedos. Esse fragmento da ação consiste na fase de amortização, em que se diminui a velocidade e a força com que a bola sobe a partir da extensão da articulação dos dedos e do pulso. Em seguida, a bola entra em contato com toda a palma da mão, garantindo que o jogador efetue o seu controle ao ajustar a sua posição nos milésimos de segundo em que a bola e a mão se encontram em contato. Depois do controle, é realizado um movimento de impulso com a flexão do punho e dos dedos, deslocando a bola para baixo, em direção ao solo. O momento em que a bola se encontra em deslocamento e sem o contato com as mãos é chamado de fase aérea. Com isso, o drible pode ser efetuado tanto parado quanto em movimento, com apenas uma das mãos ou utilizando as duas, alternadamente. Os momentos de realização do drible são diversos. Podem ser desenvolvidos para progredir com a bola em direção à cesta ou para proteger a sua posse de um adversário. Com isso, muitas variações são possíveis. O drible pode ser realizado após um giro, junto ao movimento de mudança de direção, passando a bola à frente ou por trás do corpo e por baixo das pernas, quando a situação do jogo necessitar, e, ainda, alternando as mãos para fintar um jogador adversário. Além disso, podemos destacar que ele pode ser executado com a bola próxima ao solo, sem ultrapassar a cintura, ou ultrapassando-a, em uma altura mais elevada (FERREIRA; ROSE JUNIOR, 2010). Arremesso O arremesso pode ser considerado o gesto motor mais importante do basquete, pois, sem ele, não ocorre a marcação de pontos e a possibilidade de uma equipe vencer. Assim, o arremesso consiste em um gesto motor que ocorre ao fi nal de uma sequência de outros gestos motores individuais ou coletivos. Embora existam diversas possibilidades de executar um arremesso, a forma mais comum consiste em elevar a bola à frente do corpo, em uma altura superior à cabeça (AMERICAN..., 2000). Uma das mãos é posicionada abaixo da bola e será predominantemente utilizada para impulsioná-la em direção à cesta, fazendo com que ela gire de forma a bater na tabela e ir para baixo, em direção 7Características e fundamentos do basqueteC02_Caracteristicas_Fundamentos_Basquete.indd 7 05/09/2018 09:56:31 à cesta. A outra mão se mantém na lateral da bola, ajudando a impulsioná-la e a controlar a direção que deve tomar. Ainda que essa ação possa demandar movimentos mais evidentes de membros superiores, vários grupos musculares são recrutados para garantir a acurácia do movimento. A Figura 2 ajuda a exemplifi car uma situação de arremesso. Figura 2. Posição corporal durante o arremesso. Embora o arremesso seja realizado predo- minantemente pelos membros superiores, note que ocorre a movimentação de diversas articulações. O arremesso pode ser dividido em quatro fases: (a) posição inicial, (b) fase inicial do arremesso, (c) fase final do arremesso e (d) posição final e rotação da bola. Fonte: Río (2003, p. 55). Certamente, um jogo de basquete é muito dinâmico e nem sempre as possibilidades de arremessar a bola à cesta ocorrem de modo a permitir que o jogador se posicione no melhor local e da melhor forma para efetuar os movimentos necessários. Assim, outras formas de arremesso também são possíveis e bastante comuns durante a partida de basquete (RÍO, 2003). Pode- mos elencar diversas formas de realizar um arremesso. Entre as possibilidades mais comuns, encontram-se: Arremesso livre: também chamado de lance livre, ocorre quando um jogador de ataque sofre uma falta ao tentar arremessar a bola contra a cesta. Por ora, vamos apenas classificar esse arremesso como um dos possíveis de serem realizados em uma partida de basquete. Sua Características e fundamentos do basquete8 C02_Caracteristicas_Fundamentos_Basquete.indd 8 05/09/2018 09:56:31 peculiaridade consiste em ser desenvolvido a partir de uma distância fixa e demarcada, sem nenhum tipo de marcação ou jogador adversário próximo e, portanto, sofrendo pouca influência externa. Arremesso em suspensão ( jump): os movimentos dos membros superio- res são executados do mesmo modo que o arremesso livre. No entanto, o uso de força nos membros inferiores possibilita que o jogador deixe o solo, saltando e ganhando vários centímetros em altura, que, muitas vezes, são suficientes para superar o bloqueio realizado pelo adversário. Bandeja: é executada quando o jogador atacante se desloca em direção à cesta adversária. Ao se aproximar, realiza duas passadas, utilizando uma de suas pernas para realizar o salto e arremessar a bola à cesta. Gancho: é um arremesso em que o jogador atacante, de posse da bola, posiciona seu corpo entre o adversário e a bola. Com uma de suas mãos, lança a bola sobre a cabeça em direção à cesta. Enterrada: ocorre quando um jogador que está muito próximo da cesta salta e coloca a bola diretamente dentro do aro, utilizando uma ou duas mãos. Dentre os arremessos possíveis, esse é o que tem maior eficácia, uma vez que as chances de erro do jogador atacante (geralmente o pivô) são mínimas. Certamente, existem outros tipos de arremessos que são possíveis de serem realizados durante uma partida de basquete. No entanto, a prática constante dos jogadores faz com que eles busquem a melhor forma de arremessar a bola, executando um dos movimentos anteriormente descritos. Determinados tipos de arremessos também são desenvolvidos com maior recorrência por jogadores que realizam funções táticas específicas durante o jogo de basquete. Assim, na próxima seção, vamos discutir as diferentes posições táticas possíveis durante um jogo de basquete e suas principais funções durante a partida. Posições e funções do basquete No início, as equipes de basquete não tinham posições e fundamentos táticos tão defi nidos durante a execução dos jogos. Cabe lembrar que esse esporte surgiu em 1891, em Springfi eld, onde o professor de educação física James Naismith propôs um jogo a partir de elementos básicos que estavam presentes nos esportes da época (NAISMITH, 1941). Ou seja, a preocupação inicial era propor um jogo que fosse constituído por elementos competitivos, coletivos e que pudesse ser executado com uma bola, tal qual eram o futebol americano, o lacrosse e 9Características e fundamentos do basquete C02_Caracteristicas_Fundamentos_Basquete.indd 9 05/09/2018 09:56:31 o futebol, e motivasse os jovens adultos a praticar um esporte no inverno e em um ambiente reduzido, que pudesse fornecer abrigo às intempéries do tempo, como as constantes nevascas de Springfi eld. Assim, a preocupação inicial de Naismith não era a fundamentação tática que viria a se desenvolver no esporte. A crescente esportivização dessa nova modalidade, aliada ao surgimento de diversas equipes e competições, foi ampliando as buscas de estratégias com as quais as equipes conseguissem infiltrar-se nas defesas adversárias, convertendo as cestas em pontos e, ao mesmo tempo, criando estratégias para impedir que o ataque adversário tivesse êxito. Aos poucos, foi convencionando-se que as equipes poderiam contar com jogadores de características diferentes, desempenhando funções específicas durante um jogo. Até a década de 1980, as equipes eram compostas por jogadores que desempenhavam uma ou duas de três funções táticas. Contava-se, então, com o armador, os alas (também chamados de laterais) e os pivôs (OLIVEIRA, 2007). Uma equipe tradicional tinha, entre os titulares, um armador, que tinha como função realizar a condu- ção da bola, infiltrando a defesa adversária e realizando passes que pusessem os companheiros de equipe em uma posição privilegiada para realizar o arremesso. Havia dois alas, jogadores de bom arremesso que, geralmente, realizavam cestas de locais longe dos aros e que desarmavam os ataques adversários. Além disso, também jogavam dois pivôs, que, normalmente, eram os jogadores mais altos do time e ficavam localizados próximo às cestas, recebendo passes pelo alto e disputando os rebotes com os jogadores adversários. No entanto, distribuir cinco jogadores em três funções diferentes passou a não ser uma boa estratégia. Imagine que, em uma equipe que conta com apenas um armador, tal qual eram os times mais tradicionais, basta realizar uma marcação mais efetiva sobre esse jogador e a equipe passa a perder seus passes e conduções de bola de maior qualidade. Assim, é comum que dois ou mais jogadores executem diferentes funções durante uma partida, ainda que suas características não sejam exatamente iguais. Atualmente, as equipes de basquete profissional atribuem aos seus esquemas táticos cinco funções diferentes: o armador, o ala-armador, o ala, o ala-pivô e o pivô (RÍO, 2003; OLIVEIRA, 2007). Além disso, podemos classificar os jogadores a partir do local em quadra em que geralmente desenvolvem suas jogadas. Aqueles que atuam mais próximo à cesta adversária são denominados frontcourt players (na tradução literal, em português, jogadores da quadra da frente) e aqueles que atuam mais distantes, backcourt players (na tradução literal, em portu- guês, jogadores da quadra de trás). Embora não haja, no basquete, jogadores que exclusivamente atacam ou defendem, eles são chamados de jogadores de ataque e de defesa, respectivamente. Os jogadores de defesa são os primeiros Características e fundamentos do basquete10 C02_Caracteristicas_Fundamentos_Basquete.indd 10 05/09/2018 09:56:32 a tentar conter os contra-ataques e pouco se aproximam à cesta adversária. A Figura 3, a seguir, ajuda a elucidar essas posições. Figura 3. Posições do basquete. A dinâmica do jogo de basquete permite a constante troca de posições, assim como a possibilidade de os jogadores desempenharem todas as funções em quadra. No entanto, algumas características ainda são preservadas de acordo com a posição e a especialidade do jogador. A seguir, vamos discutir algumas dessas características. Armador O armador, também referido como posição 1, é o jogador que geralmente possui maior agilidade. A maioria das jogadas ofensivas se origina nessa posição, uma vez que o jogador tem um ótimo controle da bola, o que lhe permiteconduzi-la de forma efi ciente para o campo de ataque. Além disso, é um jogador de excelente passe, muitas vezes, colocando os pivôs perto de fazer a cesta. Geralmente, esses jogadores são baixos, o que facilita a veloci- 11Características e fundamentos do basquete C02_Caracteristicas_Fundamentos_Basquete.indd 11 05/09/2018 09:56:32 dade de deslocamento dentro de quadra (OLIVEIRA, 2007). No entanto, um dos maiores armadores de todos os tempos foi Magic Johnson, que tem uma estatura de aproximadamente 206 cm. Com isso, podemos elencar algumas características que os armadores devem ter (OSTOJIC; MAZIC; DIKIC, 2006): bom domínio de bola; bom passe de curta, média e longa distância; boa visão periférica; saber “ler o jogo”, isto é, tomar a decisão adequada ao momento da partida, ditando o ritmo do ataque; ótimo nível de entrosamento com o treinador e com os companheiros de equipe; rapidez em iniciar um contra-ataque; tempo de experiência no basquete; ser bom driblador, realizando fintas para confundir a defesa adversária; maior altura no salto vertical em relação às outras posições; menor estatura em relação às outras posições; menor peso e gordura corporal em relação às outras posições; maior capacidade aeróbica em relação às outras posições. Ala-armador Com apenas um jogador com exímia capacidade de realizar passes, dribles e fi ntas com precisão, os times facilmente teriam seus armadores marcados e anuladas boa parte de suas capacidades ofensivas. Nesse sentido, o ala-armador, também referido como posição 2, ganha destaque ao auxiliar o armador nas formulações táticas ofensivas. No entanto, a sua função em quadra não é apenas a de ser um segundo armador: esse jogador também tem a tarefa de realizar arremessos de longas e médias distâncias. Em jogos nos quais os times adversários apresen- tam uma grande efi ciência defensiva, difi cultando as infi ltrações, arremessar de longe pode ser uma boa opção para converter os pontos. Foi nessa posição que jogou Michael Jordan, considerado um dos maiores jogadores de basquete de todos os tempos. De modo geral, podemos destacar algumas das principais características dessa posição (OSTOJIC; MAZIC; DIKIC, 2006): bom arremesso de média e longa distância; boa capacidade de fintar os adversários, realizando infiltrações na defesa adversária; bom entrosamento com o armador; Características e fundamentos do basquete12 C02_Caracteristicas_Fundamentos_Basquete.indd 12 05/09/2018 09:56:32 boa capacidade de efetuar passes aos pivôs e demais jogadores; menor estatura em relação às outras posições; menor peso e gordura corporal em relação às outras posições; maior capacidade aeróbica em relação às outras posições. Ala O ala, também referido como posição 3, geralmente joga mais próximo da cesta adversária que o ala-armador. Por jogar em uma posição intermediária entre todos os jogadores, ele reúne características de cada uma das diferentes posições do basquete (OLIVEIRA, 2007). Tem uma boa habilidade para realizar as infi ltrações, tal como as posições 1 e 2, mas, geralmente, apresenta massa corporal e estatura superiores, o que lhe permite disputar as bolas de rebote com os grandes jogadores de times adversários. Além disso, tem um bom passe e um bom arremesso de média distância. Um dos principais jogadores dessa posição foi Larry Bird, exímio arremessador de médias e longas distâncias. Como características fundamentais dessa posição, podemos citar (OSTOJIC; MAZIC; DIKIC, 2006): velocidade de execução de passes e arremessos; ser bom infiltrador; boa capacidade de arremessos de média distância; boa capacidade de disputar rebotes; boa capacidade de realizar passes aos jogadores mais adiantados (ala- -pivô e pivô); estatura intermediária em relação às outras posições; peso e gordura corporal intermediários em relação às outras posições; capacidade aeróbica intermediária em relação às outras posições. Ala-pivô O ala-pivô, a posição 4 do basquete, atua próximo ao garrafão adversário, devendo ter boa impulsão vertical e boa envergadura. Sua principal função é recuperar o rebote após o arremesso de um colega de equipe. Assim como os pivôs, é comum que esses jogadores joguem de costas, recebendo os passes dos armadores, realizando os giros e arremessando em direção à cesta. Nessa posição, podemos destacar a atuação de Bob Pettit, jogador das décadas de 1950 e 1960, que obteve uma média de 16,2 rebotes ganhos por partida. Como características fundamentais dessa posição, podemos destacar (OSTOJIC; MAZIC; DIKIC, 2006): 13Características e fundamentos do basquete C02_Caracteristicas_Fundamentos_Basquete.indd 13 05/09/2018 09:56:32 boa velocidade de contra-ataque; boa coordenação de membros inferiores, possibilitando giros rápidos; altura e envergadura; bom entrosamento com os armadores e o pivô; estatura intermediária em relação às outras posições; peso e gordura corporal intermediários em relação às outras posições; capacidade aeróbica intermediária em relação às outras posições. Pivô Por último, o pivô, a posição 5 do basquete, é o jogador que está mais pró- ximo à cesta adversária. Por esse motivo, normalmente, são os jogadores que realizam mais pontos por partida. Além de receberem os passes e efetuarem os arremessos, os pivôs ainda desenvolvem, frequentemente, as jogadas com armadores e alas, efetuando o bloqueio dos jogadores adversários a partir de sua imposição física e proporcionando a infi ltração dos colegas de equipe (OLIVEIRA, 2007). Um dos principais pivôs da história foi o norte-americano Wilt Chamberlain, que, em toda sua carreira, obteve uma impressionante média de 30,1 pontos por jogo. Como características primordiais dos pivôs, podemos elencar (OSTOJIC; MAZIC; DIKIC, 2006): disputar e ganhar a posse de bola durante os momentos de rebote; boa coordenação de membros inferiores, possibilitando giros rápidos; altura e envergadura; bom entrosamento com alas e pivôs. alta estatura; maior estatura em relação às outras posições; maior peso e gordura corporal em relação às outras posições; menor capacidade aeróbica em relação às outras posições. Por estarem próximos à cesta adversária, é bastante comum que os pivôs consigam realizar muitos pontos. O jogador que mais pontuou na história da NBA, a principal liga de basquete do mundo, foi o pivô Kareem Abdul-Jabbar, que fez 38.387 pontos (distribuídos em uma média de 24,6 pontos por jogo) entre o final da década de 1960 e o final da década de 1980. Características e fundamentos do basquete14 C02_Caracteristicas_Fundamentos_Basquete.indd 14 05/09/2018 09:56:32 Assim, podemos reconhecer que o basquete, geralmente, está estruturado em cinco diferentes posições. Evidentemente, as situações dinâmicas de uma partida de basquete, muitas vezes, sugerem aos jogadores que desenvolvam gestos motores, papéis técnicos e táticos que fogem às suas características fundamentais. Por exemplo, nos segundos finais de uma partida, na tentativa de realizar os pontos que determinarão a vitória da sua equipe, um armador pode tentar realizar um arremesso de longa distância, ainda que essa não seja a sua especialidade. Além disso, podemos perceber que as posições básicas do basquete se aplicam somente ao modelo de jogo em que estão presentes cinco jogadores. No basquete 3x3, como o nome sugere, cada equipe conta com ape- nas 3 jogadores, que desempenharão suas funções diferentemente do basquete tradicional. Na próxima seção, veremos as características dessa modalidade. As características do basquete formal e do basquete 3x3 O basquete 3x3 surgiu nas ruas das periferias de Nova York, na década de 1960. Sua ofi cialização, no entanto, deu-se no início da década de 1990, quando alguns campeonatos ofi ciais passaram a ser realizados. O reconhecimento dessa modalidade pela Federação Internacional de Basquete só veio aocorrer em 2007, à medida que o 3x3 ganhava cada vez mais adeptos, principalmente do público jovem (BUZO, 2010). Em 2007, buscando redesenhar os Jogos Olímpicos na tentativa de ganhar adesão do público jovem urbano, o Comitê Olímpico Internacional anunciou a inserção de novas modalidades esportivas, entre elas, o basquete 3x3. Com isso, percebemos que essa modalidade ainda está atravessando uma fase inicial de profi ssionalização e de constituição como esporte de alto rendimento. Fundamentalmente, ambas as modalidades apresentam características muito próximas. Ou seja, o objetivo do jogo pressupõe que as equipes realizem passes, arremessos, fintas e dribles na tentativa de realizar cestas e garantir a superioridade, em termos de pontuação, sobre a equipe adversária. No entanto, o 3x3 é desenvolvido em uma quadra substancialmente menor que a do basquete tradicional, sendo realizado com apenas uma cesta e com número menor de jogadores. Essas diferenças são fundamentais para as especificidades técnicas e as funções táticas de seus jogadores. De modo geral, é possível constatar que o basquete 3x3, ou o jogo reduzido, demanda uma maior mobilidade dos jogadores, exigindo a sua constante movi- mentação e participação nos jogos. Além disso, há um maior tempo de contato 15Características e fundamentos do basquete C02_Caracteristicas_Fundamentos_Basquete.indd 15 05/09/2018 09:56:32 com a bola, solicitando dos jogadores uma frequência maior na realização de passes, conduções, arremessos e dribles. Cabe salientar, nesse sentido, que o basquete 3x3 é uma excelente oportunidade para o ensino do esporte, uma vez que os constantes contatos e possibilidades de executar todos os gestos técnicos e táticos são enfatizados, tornando a aprendizagem mais desafiante e motivadora. A quantidade maior de cestas convertidas, no mesmo sentido, aumenta a percepção de competência, tornando os praticantes engajados nessa modalidade. O Quadro 1, a seguir, apresenta uma comparação entre o jogo de basquete formal e a modalidade de 3x3 realizados por jogadoras de 10 a 12 anos de idade, iniciantes na modalidade de basquete, com frequência de treino de duas vezes por semana. A comparação entre os dois formatos do jogo levou em consideração o período de jogo idêntico e a participação pelo mesmo tempo por todas as jogadoras. Os dados apresentados representam a quantidade total de movimentos técnicos realizados pelas equipes em ambas as modalidades. Fonte: Adaptado de Tavares e Veleirinho (1999). Situação de jogo Basquete formal (5x5) Basquete reduzido (3x3) Arremessos convertidos 28 43 Arremessos não convertidos 64 153 Perda de bola definitiva 125 189 Perda de bola momentânea 15 42 Jogadas iniciadas e com finalização 85 301 Roubo/intercepção de bola 14 77 Rebote ofensivo 29 60 Quadro 1. Comparação da recorrência de jogadas entre o basquete formal e basquete reduzido 3x3 Com base nos números apresentados, podemos reconhecer que o jogo de basquete, ainda que realizado em um mesmo período, quando aos moldes do 3x3, tem suas situações de jogo intensificadas. A possibilidade de arremes- sos, porque o jogo é realizado em uma quadra menor que a do convencional, Características e fundamentos do basquete16 C02_Caracteristicas_Fundamentos_Basquete.indd 16 05/09/2018 09:56:32 aumenta consideravelmente. Por consequência, aumenta também o número de cestas convertidas em uma partida. No basquete 3x3, os jogadores tendem a jogar muito próximo da linha demarcada e em seu interior. Assim, há uma maior incidência de momentos em que os jogadores estão perto da tabela, o que dificulta a acurácia dos pas- ses e faz com que os jogadores sejam interceptados mais vezes. Além disso, devido ao fato de o jogo reduzido ser predominantemente próximo à tabela, podemos reparar que muitas jogadas iniciadas chegam à conclusão, ou seja, ao arremesso. Da mesma forma, a possibilidade de os atletas estarem perto da tabela facilita seus movimentos de rebote. É importante ressaltar que os estudos de Tavares e Veleirinho (1999) ainda trazem o número de arremessos realizados por cada uma das jogadoras colabo- radoras. Algumas das atletas, quando participaram do jogo formal, realizaram poucos arremessos durante o jogo ou não os efetuaram. Quando analisadas no jogo reduzido, as mesmas jogadoras apresentaram um número de tentativas de arremesso superior, e nenhuma das atletas ficou sem arremessar menos de quatro vezes durante a partida. O número máximo de arremessos realizados por uma única atleta durante o jogo formal foi de 36 tentativas, enquanto no jogo reduzido foi de 84 tentativas. A partir dessas análises, podemos levantar a perspectiva de que o basquete 3x3 apresenta maior quantidade de situações em que os atletas realizam arremessos, passes, infiltrações e dribles (TAVARES; VELEIRINHO, 1999). Esse pode ser considerado um dos motivos pelo qual o esporte tem-se popularizado consideravelmente nos últimos anos. Em relação às posições e funções táticas, o número reduzido de jogadores na partida exige que esses atletas apresentem uma excelente qualidade nos seus fundamentos técnicos, tendo que realizar, muitas vezes, certo revezamento em suas posições dentro de quadra. Ou seja, ainda que os atletas apresentem características distintas, a dinâmica do jogo de basquete 3x3 exige que os jogadores atuem de forma muito parecida durante o jogo. É importante des- tacar que o jogo oficial de basquete 3x3 permite apenas um jogador reserva, embora com substituições ilimitadas. Quer dizer, durante o jogo de basquete reduzido, o jogador reserva que entra em quadra deve buscar desempenhar as funções daquele que saiu e que, quando tornar a participar do jogo, desenvolve as funções de outro jogador, em um formato de revezamento de posições e funções táticas entre todos os jogadores. As posições táticas que são atribuídas no basquete formal não apresentam muita correspondência no basquete reduzido. Nesse sentido, é importante ressaltar que existem poucos jogadores do basquete formal, mesmo entre aqueles que estão no auge da NBA, que se propõem a participar de suas seleções 17Características e fundamentos do basquete C02_Caracteristicas_Fundamentos_Basquete.indd 17 05/09/2018 09:56:32 na modalidade 3x3. Ainda que sejam exímios jogadores e de uma acurácia técnica significativa, a proposta do basquete 3x3 fugiria à especialização tática que se formou ao longo dos anos da prática do basquete (OLIVEIRA, 2007). O basquete formal apresenta jogadores específicos para cada posição. A quantidade de jogadores reservas, que, muitas vezes, supera o número de titulares, permite que, mesmo após uma substituição, o formato tático da equipe se mantenha parecido ou o mesmo. Com isso, vemos que os fundamentos técnicos estão presentes tanto na modalidade 3x3 quanto no basquete formal. No entanto, as disposições da quadra permitem que os jogadores possam especializar-se na função tática de sua equipe, que, geralmente, está dividida entre armadores, ala-armadores, alas, ala-pivô e pivô. No basquete 3x3, essas variações de posições não se dão com tanta evidência, e os jogadores desempenham todas as funções ao mesmo tempo. Assim, compreender essas possibilidades técnicas, táticas e suas diferenças nas variações do basquete é fundamental tanto para professores iniciantes quanto para aqueles que se propõem a desenvolver o esporte de alto rendimento, uma vez que apresentam características fundamentais que guiarão as crianças na continuidade no esporte ou garantirão a vitória de uma equipe profissional, respectivamente. AMERICAN SPORT EDUCATION PROGRAM. Ensinando basquetebol para jovens. 2. ed. São Paulo: Manole, 2000. BUZO, A. Hip hop: dentro do movimento. Rio de Janeiro: Aeroplano, 2010. FERREIRA, A. E. F.; ROSE JUNIOR, D. Basquetebol: técnicas e táticas, uma abordagem didático-pedagógica. 2. ed. São Paulo: EPU, 2010. FILIN, V. P. Desporto juvenil: teoria e metodologia. Londrina:CID, 1996. NAISMITH, J. Basketball: Its Origins and Development. New York: New York Association Press, 1941. OLIVEIRA, V. 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