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ANTI-INFLAMATÓRIOS E 
IMUNOSSUPRESSORES 
 
 
 
 
 
 
 
 
PROCESSO INFLAMATÓRIO 
 Ativação de mecanismos efetores para a manutenção da homeostasia em resposta a antígenos, traumas ou agentes infecciosos, 
mediada por moléculas solúveis e específicas  Envolve a ativação do sistema imune inato e adaptativo 
 Sinais cardinais da inflamação: calor, rubor, inchaço, dor e perda de função. 
 Funções: 
o Impedir a penetração de invasores 
o Eliminar invasores ou células infectadas 
o Isolar o local infeccionado 
o Reparar o tecido danificado pelo trauma, patógeno ou pela resposta do hospedeiro 
AVANÇOS DO CONHECIMENTO DA INFLAMAÇÃO 
 Celsus (I d.C): Observação dos sinais clínicos da inflamação. 
 Galeno (300 d.C): Inflamação como mecanismo de defesa – Pus 
 Juhn Hunter (1794): Inflamação como mecanismo de reparo – Primeiro livro. 
 Virchow (1871): Envolvimento celular – proliferação. 
 Cohnheim (1873): Visualização de corpúsculos brancos, envolvimento celular, diapedese. 
 Metchnikoff (1908): Fagocitose 
 Lewis (1927): Envolvimento do sistema nervoso na inflamação – Histamina 
DOR 
 Experiência sensorial e emocional desagradável, associada a lesão tecidual real ou potencial, ou descrita como tal. 
 Experiência dolorosa: 
o Nocicepção 
o Reatividade emocional 
 Dor: estado subjetivo, ativadas as vias nociceptivas, outros fatores (sistemas endógenos de analgesia e o contexto no qual se produz 
a nocicepção e o estado afetivo prévio do indivíduo influem poderosamente na forma de sentir dor. 
 Nocicepção: termo fisiológico que se refere aos mecanismos neurológicos através dos quais se detecta um estímulo lesivo. 
INFLAMAÇÃO 
 A inflamação representa cerca de 85% de todos os processos patológicos que ocorrem na prática médica e hospitalar. 
 
FASES DO PROCESSO DE INFLAMAÇÃO 
 Fase Humoral: mediadores da inflamação 
o Eicosanoides 
o Histamina 
o Bradicinina 
o Interleucinas 
o NO e espécies reativas de oxigênio (EROs) 
 
 
 
 Fase Celular: leucócitos 
o Marginalização e adesão 
o Quimiotaxia 
o Fagocitose 
o Ativação leucocitária com liberação extracelular de produtos da inflamação. 
 
 Células do sistema imune inato (ex. macrófagos) reconhecem infecções ou injúrias via seu extenso repertório de receptores imune 
inatos. 
 Ao reconhecer os sinais de infecção ou injúrias os fagócitos desencadeiam uma série de respostas incluindo a liberação de citocinas 
pró-inflamatórias. 
 O dano tecidual provoca a liberação de mediadores inflamatórios, fatores vasoativos e quimiotáticos que estimulam o aumento local 
do fluxo sanguíneo e da permeabilidade capilar, permitindo a exsudação de células. 
MIGRAÇÃO CELULAR 
PMN: neutrófilos são os primeiros a chegar 
 
 
 
 
 
CLASSIFICAÇÃO QUANTO A DURAÇÃO 
1. Aguda 
o 8 a 10 dias 
o Período curto sem sequelas 
o Geralmente sintomas locais 
o Sinais cardinais 
2. Crônico 
o > 2 semanas 
o Pode gerar sequelas como cicatrizes e perda de função 
o Pode ser gerada a partir da inflamação aguda. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
INFLAMAÇÃO E CITOCINAS 
 As citocinas pró-inflamatórias, além de contribuírem para a defesa do hospedeiro, são responsáveis por muitas manifestações 
clínicas da infecção e da doença inflamatória. 
 TNF-α e IL-1β: Promovem o aumento da temperatura corporal, febre, através do aumento da síntese de prostaglandinas no 
hipotálamo. 
 IL-1β e IL-6: Promovem o aumento na síntese de proteínas de fase aguda e fibrinogênio. 
 TNF-α: Produzido em grandes quantidades em infecções graves, podendo desencadear em anormalidades sistêmicas com 
importância clínica. 
 Citocinas anti-inflamatórias: IL-10 e TGF-beta. 
 
 
 
 
 
LPS: Bactérias gram negativas. Ácido lipoteicoico: Bactérias gram positivas. 
 
 
 
 
TRATAMENTO FARMACOLÓGICO DA INFLAMAÇÃO 
Envolve dois objetivos primários: 
 Aliviar os sintomas e preservar a função, que em geral constituem as principais queixas constantes do paciente; 
 Retardar ou deter o processo responsável pela lesão tecidual 
 
 
 
 Analgésicos não opóides; não opióides + opóides e analgésicos opoides. 
o Fármacos que inibem a enzima ciclo-oxigenase (COX) – os antiinflamatórios não esteroidais (AINEs) e os coxibes. 
o Fármacos antirreumáticos – os antirreumáticos modificadores da doença (ARMDs), incluindo alguns imunossupressores. 
o Glicocorticoides. 
o Anticitocinas e outros agentes biológicos. 
o Outros fármacos que não pertencem a esses grupos, incluindo antihistamínicos e fármacos usados para controlar a gota. 
 
FÁRMACOS INIBIDORES DA COX – AINES 
Dividido em grupo químico e seletividade COX. 
 AINES tradicionais: fármacos semelhantes à aspirina e também conhecidos como analgésicos antipiréticos → são os mais usados 
de todos os agentes anti-inflamatórios. 
 AINES seletivos para a COX-2 (Coxibes) 
o Atualmente existem mais de 50 exemplos diferentes no mercado global. 
 
 
GRUPO QUÍMICO 
 
 A aspirina contém um grupamento acetil que é responsável pela inativação da enzima COX  Os AINEs mais “clássicos” são ácidos 
carboxílicos. 
 Os coxibes geralmente contêm grupamentos sulfonamida ou sulfona → Importantes na determinação da seletividade da molécula, 
pois impedem o acesso ao canal hidrofóbico da enzima COX-1 
 Mecanismo de ação: Bloqueio da Formação de PGs por inibição da COX. 
Farmacodinâmica 
 Vários AINEs apresentam possíveis mecanismos adicionais de ação: 
o Inibição da quimiotaxia, 
o Infrarregulação da produção de interleucina-1 (IL-1), 
o Radicais livres e superóxido 
o Interferência nos eventos intracelulares mediados pelo cálcio. 
 
SELETIVIDADE DOS AINES PARA COX 
 
 
 
 
USOS TERAPÊUTICOS 
 Diminuem a sensibilidade dos vasos sanguíneos à bradicinina e à histamina 
 Afetam a produção de linfocinas pelos linfócitos T 
 Revertem a vasodilatação da inflamação. 
Todos os mais recentes são: 
 Analgésicos, 
 Anti-inflamatórios 
 Antipiréticos → exceto os seletivos da COX-2 e os salicilatos não-acetilados. 
 Inibem a agregação plaquetária 
Efeitos pleiotrópicos! 
 AINES: redução de 50% no risco relativo dessa ne-oplasia quando os fármacos são tomados durante cinco anos ou mais. 
Usos clínicos 
 Febre, Dor, Edema 
 Afecções inflamatórias mais agudas, como fraturas, entorses, traumas esportivos e outras lesões de partes moles. 
 Úteis no tratamento de dores pós-operatórias, odontológicas, menstruais e para o alívio de cefaleias e enxaqueca. 
 Limitações para uso em inflamações crônicas. 
 Vários AINEs estão à disposição para venda livre (MIPs / OCTs) 
 São amplamente usados para tratar dores e desconfortos menores e outras doenças. 
Formulações: 
 i.v., i.m., v.o., tópico. 
 Liberação controlada ou não. 
 
 
 Cápsulas, comprimidos, pós, cremes, pomadas, géis, soluções (xaropes, gotas). 
FARMACOCINÉTICA 
 A diversidade química dos AINES é responsável pela ampla variedade de características farmacocinéticas. 
Características em comum: 
 Todos são ácido fracos, exceto nabumetona (pró-fármaco). 
 Bem absorvidos com biodisponibilidade praticamente inalterada na presença de alimentos. 
 Maioria liga-se fortemente às proteínas plasmáticas (cerca de 98%) – principalmente à albumina. 
 Metabolismo comumente hepático normalmente Fase I (CYP3A e CYP2C) e Fase II. Poucos metabolizados diretamente em Fase II 
(glicuronidação). 
 Excreção principalmente renal e graus variáveis de excreção biliar e reabsorção. 
 Encontrados no líquido sinovial após administrações repetidas. 
EFEITOS COLATERAIS 
 A taxa de efeitos colaterais pode ser alta, particularmente por serem usados extensamente na população idosa, mais vulnerável, e 
frequentemente por períodos de tempo prolongados. 
 SNC: Cefaleias, zumbido, tontura e meningite asséptica (raro). 
 Cardiovasculares: Retenção hídrica, hipertensão, edema, infarto do miocárdio (raramente) e insuficiênciacardíaca congestiva. 
 Gastrintestinais: 
o São os efeitos indesejáveis mais comuns, principalmente no uso mais prolongado e em doses altas. 
o Resultam da inibição da COX-1 gástrica. 
o Dor abdominal, displasia, náuseas, vômitos, úlceras ou sangramento. 
o 34-46% dos pacientes (EUA: cerca de 100.000 pessoas por ano hospitalizados) 
 
 Hematológicos: Trombocitopenia, neutropenia, anemia aplásica – todos raros. 
 Hepáticos: Provas de função hepáticas anormais, insuficiência hepática (raro). 
 Pulmonares: Asma (principalmente ácido acetilsalicílico). 
 Cutâneos: São efeitos idiossincráticos que incluem exantemas de todos os tipos, prurido, síndrome de Steven-Johnson. 
 Renais: Insuficiência renal, falência renal, hiperpotassemia e proteinúria. 
o Observada principalmente em indivíduos com comprometimento da função renal por inibição da vasodilatação 
compensatória mediada pela prostaglandina I2/E2. 
o Uso abusivo: Nefropatia analgésica – nefrite crônica e necrose papilar renal. 
ATENÇÃO 
 AINES não são recomendados para tratar sinais e sintomas de Dengue, sob risco de piorar hemorragias. Manejo clínico mais seguro 
é o Paracetamol (v.o) 
 
 
ÁCIDO ACETILSALICÍLICO 
 Hipócrates (400 a.C): recomendava o uso da S. alba para o tratamento de reumatismo. 
 Edward Stone (1763): 1g de S. alba em 4/4h. 
 Dose anti-inflamatória: 500 mg 
 Dose antitrombótica: 100 a 325 mg 
USO TERAPÊUTICO 
 Atualmente é um medicamento isento de prescrição (MIP). 
 Anti-inflamatório: ainda muito utilizado, principalmente encontrado em associações de antigripais e analgésicos. 
 Antiagregante plaquetário (Antitrombótico): 
o Atualmente, o uso clínico é sobretudo como um fármaco cardiovascular, dada sua capacidade de causar uma prolongada 
inibição da COX-1 plaquetária e, portanto, reduzir sua agregação. 
o Efeito mais duradouro que de outros AINEs. 
 Efeitos pleiotropicos: adjuvante ao tratamento de câncer colorretal, diarreia induzida por radiação. 
FARMACOCINÉTICA 
 Absorção: estômago e intestino delgado. 
 Fatores que influenciam absorção: o Composição, velocidade de desintegração e dissolução do comprimido. 
o Alimentos, pH, tempo de esvaziamento gástrico. 
o pKa = 3,5 (pH 2,5 – 91% não ionizado; pH 4,5 – 91% ionizado). 
 Distribuição: livres e ligados à albumina o Ultrapassa barreira HE, placentária, líquido sinovial, peritoneal, saliva, fezes, leite e suor. 
 Metabolismo: esterases (hidrólise – produz salicilato) e conjugação hepática. 
 Excreção: Renal o Influenciada por fatores relacionados ao pH urinário e competição com outros ácidos orgânicos. 
EFEITOS ADVERSOS 
 Considerar os efeitos gerais para os anti-inflamatórios. 
 Destacam-se: 
o Efeitos GI 
o Doses altas podem acarretar distúrbios ácido-básicos e salicilismo (tinido, vertigem, diminuição da audição e, algumas 
vezes, por náuseas e vômitos.) 
o Síndrome de Reye, um distúrbio raro em crianças que se caracteriza por encefalopatia hepática após uma doença viral 
aguda, tem uma taxa de mortalidade de 20-40%. Não se prescreve o AAS na pediatria. 
INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS 
 Principalmente deslocamento da Varfarina de sua ligação com as proteínas plasmáticas. 
 Antagoniza o efeito de alguns agentes anti-hipertensivos e uricosúricos, como a probenecida e a sulfimpirazona. 
 Pode reduzir a eliminação de uratos – não indicada para pacientes com gota. 
CONTRA-INDICAÇÕES 
 Pelos efeitos anticoagulantes 
o Alterações na coagulação (hemofilia, deficiência de vit. K) 
o Cirurgias 
 Pelos efeitos no TGI 
o Úlcera péptica o Gastrite ou sangramento GI 
 Gravidez 
o Gestação prolongada 
o Trabalho de parto prolongado 
o Risco de sangramento materno 
 Pediatria: Síndrome de Reye 
 
 
INIBIDORES NÃO- SELETIVOS DA COX 
DERIVADO DO ÁCIDO FENILACÉTICO – DICLOFENACO 
 Derivado do ácido fenilacético que é não seletivo como inibidor da COX. 
 Introduzidos na década de 1970. 
 Inibição da COX superior a indometacina e propiônicos 
 Usos clínicos: 
o Analgesia e ação anti-inflamatória em geral. 
o Gota, artrite, enxaqueca e dismenorreia. 
o Dor e inflamação pós-operatória. 
 Uso tópico: inflamação de músculo, articulações e tendões. 
 Considerar os efeitos gerais, com destaque para: 
o TGI (20%): sangramentos, ulcerações ou perfuração da mucosa. 
 Comum fazer associações com omeprazol e misoprostol para diminuir lesão gástrica principalmente se uso mais 
longo. 
o Hepatotoxicidade (15%): aumento das transaminases (TGO/TGP). 
o Efeitos renais em pacientes de alto risco (dose de 150 mg/dia). 
 
DERIVADOS DO INDOL – INDOMETACINA 
 Introduzidos na década de 1960 
 Potente inibidor não seletivo da COX, 
 Também pode inibir as fosfolipases A e C, reduzir a migração dos neutrófilos e diminuir a proliferação das células T e B. 
 Difere ligeiramente das outras classes nos usos clínicos: 
o Osteoartrite 
o Acelerar o fechamento do canal arterial no RN 
o Síndrome de Sweet (dermatose aguda febril neutrofílica) 
o AR juvenil 
o Pleurite, síndrome nefrótica, diabetes insípido 
o Vasculite urticariforme 
o Dor pós-episiotomia 
o Profilaxia da ossificação heterotópica na artroplastia 
o Gota 
o Inibição de parto prematuro 
EFEITOS COLATERAIS 
 TGI: efeitos mais sérios 
 Dentre os efeitos colaterais pode incluir pancreatite 
 
 
 SNC: vertigens, tonturas, confusão mental, alucinações, depressão e psicoses. 
 Neutropenia, trombocitopenia, anemia aplástica. 
 A cefaleia, que acomete 15 a 25% dos pacientes, pode estar associada a tontura, confusão e depressão. 
 Manifestações dérmicas. 
CONTRA-INDICADO 
 Doenças TGI 
 Insuficiência hepática e renal 
 Doenças psiquiátricas, epilepsia, Parkinson. 
DERIVADOS DO ÁCIDO PROPIÔNICO 
Introduzidos na década de 1970 
 Ibuprofeno 
 Flurbiprofeno 
 Cetoprofeno 
 Naproxeno 
IBUPROFENO 
Uso Clínico: 
 Anti-inflamatório de venda livre, considerado o mais seguro. 
 Em doses de cerca de 2.400 mg ao dia, equivale a 4 g de ácido acetilsalicílico em seu efeito anti-inflamatório. 
 Excelente efeito analgésico e antitérmico (normalmente pode ser obtido em doses menores a 2.400 mg ao dia). 
 IV é efetivo no fechamento do canal arterial em prematuros, com grande parte da mesma eficácia e segurança da indometacina 
Efeitos colaterais mais frequentes 
 Sistema GI: 5 a 10% 
 Agranulocistose 
 Erupções cutâneas 
 Cefaleia 
 Tonturas 
 Prolongamento do tempo de sangramento. 
Contra-indicação: hipersensibilidade cruzada, doenças TGI, insuficiência hepática e renal. 
 
ibuprofeno + arginato 
 
 
 
DERIVADO DO ÁCIDO NAFTILPROPIÔNICO – NAPROXENO 
Único AINE atualmente comercializado como enantiômero isolado. 
 Fração livre significativamente maior nas mulheres do que nos homens, porém sua meia-vida é semelhante em ambos os sexos. 
 Baixo índice de sangramento GI, porém duas vezes maior que com o Ibuprofeno. 
Uso clínico: Indicações reumatológicas em geral 
FENAMATOS 
Introduzidos na década de 1950 
 Ácido mefenâmico 
 Ácido flufenâmico 
 Ácido etofenâmico 
Usos clínicos comuns: 
 Dismenorreia primária 
 Dor moderada a intensa 
 Profilaxia da enxaqueca 
Efeitos Colaterais mais frequentes: 
 TGI: dispepsia, desconforto gástrico 
 Anemia hemolítica 
Contra-indicação: Doenças TGI e alteração na função renal 
DERIVADOS DO ÁCIDO ACÉTICO – ETODOLACO 
Uso clínico comum na Osteoartrite e Artrite reumatoide. 
 Dose analgésica: 200 a 400 mg, 3 a 4 vezes ao dia. 
 Dose recomendada na OA e na AR é de 300 mg, 2 ou 3 vezes ao dia, até 500 mg, duas vezes ao dia inicialmente → Dose de 
manutenção de 600 mg/dia. 
Efeitos Colaterais mais frequentes: Depressão (2%), fraqueza (6%), exantema, erupção cutânea, prurido (3%), cólicas abdominais (6%) • TGI 
(7%) 
DERIVADOS DO OXICAN 
Introduzidos na década de 1980 
 Piroxicam 
 Tenoxicam 
 Meloxicam 
Usos clínicos comuns: 
 Reumatologia habitual 
 Dor pós-operatória 
Gota 
 Dismenorreia 
 Artrite 
PIROXICAM 
 
 
Inibidor não seletivo da COX, inibe a migração dos leucócitos polimorfonucleares. Diminui a produção de radicais de oxigênio; Inibe a função 
dos linfócitos 
 Meia-vida mais longa permite administração de 1 única dose ao dia. 
 Doses acima de 20 mg/dia: incidência aumentada de úlcera péptica e sangramento até 9,5 vezes maior que outros AINES. 
Efeitos Colaterais/Adversos 
Os mais frequentes incluem: 
 TGI (16%) 
 Cefaleia, zumbidos 
 Edema 
 Pruridos, erupções cutâneas 
 Aumento de TGO e TGP 
 Anemias 
 Trombocitopenia, leucopenia 
 Eosinofilia 
Contra-indicação: Doenças do TGI, alterações na coagulação e doenças renais 
INIBIDORES PREFERENCIAIS COX2 
DERIVADO DO OXICAN – MELOXICAM 
Enolcarboxamida relacionada com o piroxicam que inibe preferencialmente a COX-2 em comparação com a COX-1, em especial quando 
administrado na dose terapêutica mais baixa de 7,5 mg/dia. 
 Não é tão seletivo quanto os coxibes e por isso é considerado “preferencialmente” seletivo, e não “altamente” seletivo. 
 Efeitos colaterais como outros AINES, porém considera-se menos associado a distúrbios gastrintestinais e complicações que anti-
inflamatórios como piroxicam, diclofenaco e naproxeno. 
 Bem mais caro. 
Osteoartrites: 7,5 mg – 1 vez ao dia. Artrite reumatoide 15 mg – 1 vez ao dia. 
DERIVADOS DA FENOXIMETANOSSULFANILIDA – NIMESULIDA 
Anti-inflamatório com efeito analgésico e antitérmico. Em termos de indicações terapêuticas, foi demonstrado que a relação risco-benefício da 
nimesulida em formulações sistêmicas é positiva apenas nas seguintes situações: 
 Tratamento da dor aguda 
 Tratamento sintomático da osteoartrose dolorosa 
 Dismenorreia 
As formulações tópicas estão indicadas no alívio sintomático da dor associada a entorses e tendinites agudas traumáticas. 
Efeitos Colaterais/Adversos 
 Reações adversas como os outros AINES, mas as hepáticas são provavelmente o principal problema de segurança deste 
medicamento. → Reações idiossincráticas sendo difícil identificar exatamente quais os fatores de risco específicos associados à sua 
ocorrência. oNão indicado para pacientes com insuficiência hepática. oInterromper tratamento em caso de alterações hepáticas. 
 Contraindicada em crianças 90%. 
 Metabolismo: extensamente por via hepática (CYP2C9). 
 Excreção: renal 
 Pode interagir com a Varfarina. 
Efeitos Adversos Comuns: 
 Cefaleia 
 Tonturas 
 Rashes cutâneos (estrutura de sulfonamida) 
 Edema periférico causado por retenção hídrica 
 Em razão do papel potencial da COX-2 no fechamento de úlceras, pacientes com doença preexistente devem evitar o fármaco se 
possível 
 
 
 
 
A é mais eficaz e mais seletivo para a COX-2, quanto maior IC50 mais seletivo é o fármaco
 
 
 
 
OUTROS ANALGÉSICOS (BAIXA SELETIVIDADE COX-1 E COX-2) – COX-3(?) 
 
 
PARACETAMOL e DIPIRONA 
PARACETAMOL (ACETAMINOFENO) 
Um dos analgésicos antipiréticos não narcóticos mais comumente usados e faz parte de muitas preparações patenteadas de venda livre 
(MIPs). 
 Excelente efeito analgésico e antipirético atribuído à inibição da síntese de prostaglandinas no SNC. 
 Útil no alívio da dor de intensidade leve a moderada, como cefaleia, mialgia, dor pós-parto e outras circunstâncias nas quais o ácido 
acetilsalicílico é um analgésico efetivo. 
 Não possui atividade anti-inflamatória (muito discreta). 
 Não compartilha os efeitos gástricos ou plaquetários adversos dos outros AINEs. 
 Por vezes não classificado como um AINE. 
Mecanismo de Ação: Não está elucidado. Algumas hipóteses: 
 Inibição seletiva da isoforma COX-3 no SNC 
 Influência no ambiente de oxidação-redução local no SNC 
 Efeito dos metabólitos do paracetamol nos canais Trp (Transient receptor potential channels). 
Farmacocinética 
 Absorção: bem absorvido quando administrado v.o. 
 Cmáx: 30-60 min. 
 Meia-vida plasmática: 2-4h (doses tóxicas chega a 8h) 
 Fraca ligação à proteínas plasmáticas 
 Metabolismo: hepático (Conjugação em glicuronídeo ou sulfato). 
 Excreção: renal 
Efeitos Colaterais/Adversos 
 Nas doses terapêuticas são poucos e incomuns, embora algumas vezes ocorram reações alérgicas na pele. 
 Uso regular por longos períodos pode causar lesão renal. 
 Discreto aumento das enzimas hepáticas. • Em doses acima da terapêutica (10 a 15g) causa falência hepática. 
 Os sintomas iniciais de intoxicação aguda pelo paracetamol são náuseas e vômitos, além de tontura, desorientação e 
excitação, sendo a hepatotoxicidade uma manifestação tardia que ocorre 24 a 48 horas mais tarde. 
 
Paracetamol – Antídoto: Se o paciente for avaliado suficientemente próximo do momento da ingestão, a lesão hepática poderá ser prevenida 
por administração de agentes que aumentem a formação de glutationa no fígado: 
 Acetilcisteína (i.v.) 
 Metionina (v.o.) 
 
 
Decorridas mais de 12 horas da ingestão de uma alta dose, os antídotos que, por si mesmos, podem causar efeitos adversos (náuseas, 
reações alérgicas) têm menos probabilidade de ser úteis. 
OBS: TYLENOL - A dor aguda e a febre podem ser tratadas efetivamente com 325 a 500 mg, quatro vezes ao dia, com doses 
proporcionalmente menores para crianças. Na atualidade, recomenda-se que a dose para adultos não ultrapasse 4 g/dia na maioria dos casos. 
DIPIRONA 
Derivado de pirazolona comumente empregado em tratamento de dor pós- operatória, cólica renal, dor oncológica e enxaqueca → Mesmas 
indicações do paracetamol. 
 MIP 
 Apresenta raras complicações gastrointestinais em comparação a outros AINEs. 
 Nos EUA e Reino Unido, a dipirona foi banida, devido à ocorrência de reações alérgicas graves (como edema de glote e anafilaxia) e 
idiossincrásicas (agranulocitose potencialmente fatal, Síndrome de Stevens Johnson). 
 Em uso no Brasil, em alguns países europeus (Rússia, Espanha, Bulgária) e muitas partes de África, América Central e do Sul, sendo 
um analgésico não opioide dos mais populares. 
 Tendo igual eficácia e menor segurança em relação a outros analgésicos, considera-se que não há razão para emprego de dipirona, 
seja em adultos ou em crianças. 
 Haveria indicação apenas para tratamento de febre intensa, não controlada por outras medidas, ou em pacientes intolerantesa 
outros analgésicos não opioides 
Farmacocinética: 
 Não completamente elucidada. 
 Após administração oral, a dipirona é completamente hidrolisada em sua porção ativa, 4-N-metilaminoantipirina (MAA). Não alterada 
com administração de alimentos. 
 A biodisponibilidade absoluta da MAA é de aproximadamente 90%. 
 Ligação às proteínas do MAA é de 58% 
 Metabolismo: Hepático, diversos metabólitos: MAA, 4-aminoantipirina (AA), 4-N-formilaminoantipirina (FAA) 
 Excreção: renal. 
Efeitos Adversos/Colaterais 
 Frequentes: náusea, vômitos, dor abdominal, diarreia e erupção cutânea. 
 Infrequentes: anafilaxia, asma, edema angioneurótico, crise transitória de hipotensão. 
 Raros e muito graves: depressão medular, neutropenia, agranulocitose, anemia, plaquetopenia. 
 Sinais da agranulocitose: dor e edema na garganta, sensibilidade e aftas na boca). 
 Agranulocitose pode ser fatal em 10% dos casos. 
 Choque anafilático e Stevens Johnson. 
 Distúrbios renais. 
 Contra indicado na gravidez e na lactação. 
OBS: Não recomendado em menores de 3 meses ou > 5 Kg por risco de disfunção renal. 
 
 
 
CETOROLACO 
AINE promovido para uso sistêmico, principalmente como analgésico em curto prazo (cuja administração não deve se estender por mais de 1 
semana). 
 Não atua como agente anti-inflamatório (embora tenha propriedades típicas dos AINEs). 
 Analgésico efetivo, que vem sendo utilizado com sucesso para substituir a morfina em algumas situações envolvendo dor pós-
operatória leve a moderada. 
 Mais administrado vias i.v. e i.m. porém possui apresentação v.o. 
 Associado a um opioide, pode diminuir a necessidade deste em 25 a 50%. 
Efeitos Colaterais/Adversos 
 Não usar por mais de 5 dias. 
 Relativo aos demais AINES 
 Úlcera, hemorragia gástrica, melena, dispepsia, náusea, vômitos, diarreia, constipação. 
 Tontura, sonolência, cefaleia (17%), euforia, alucinação. 
 Reduz atividade plaquetária. 
 Edema. 
 Sudorese. 
 
Caso Clínico – Farmacológico: 
Identificação: M.L.S., 66 anos, feminino, branca, casada, professora, procedente de Ribeirão Preto. 
História clínica: A paciente procurou atendimento devido a dor, edema e calor na articulação do joelho esquerdo, o que dificultava a deambulação 
e o subir/descer escadas. Já apresentava esses sintomas há aproximadamente 10 anos, mas se intensificaram após sua última viagem, quando 
sobressaiu a incapacidade funcional. A paciente não tinha outras queixas. Na história pregressa, referiu ter seu pai morrido de infarto do 
 
 
miocárdio. Ao exame físico, a pressão arterial era de 128/92 mmHg. A articulação comprometida apresentava-se quente, edemaciada e com dor 
à movimentação. A paciente era obesa. 
Exames radiológicos comprovaram o diagnóstico de osteartrose de joelho, bilateral, com maior comprometimento do joelho esquerdo. Ainda na 
tentativa de adiar a solução cirúrgica, foram-lhe recomendados ibuprofeno, gelo no local, exercícios dentro d’água e dieta de emagrecim 
Perguntas: 
1. Qual é a vantagem de ibuprofeno em relação aos demais AINE e ao paracetamol? 
2. Determine seu esquema de administração e a duração do tratamento. 
3. Quais os potenciais riscos deste medicamento? 
4. Por que ocorrem manifestações digestivas, quais são elas e como podem ser contornadas? 
5. Quais são os AINE contraindicados nesta paciente? Por quê? 
6. Que resultados são esperados com injeção intra-articular de corticoide? 
FÁRMACOS ANTIRREUMÁTICOS – MODIFICADORES DA DOENÇA 
 
ARTRITE REUMATOIDE 
A artrite reumatoide é uma das afecções inflamatórias crônicas mais comuns nos países desenvolvidos, e uma causa comum de incapacidade. 
 Inflamação Crônica  As articulações afetadas se tornam edemaciadas, doloridas, deformadas e imóveis. 
 Altamente incapacitante. 
 As citocinas inflamatórias primárias, IL-1 e especialmente TNF-α, têm papel importante na doença. 
EPIDEMIOLOGIA 
 Prevalência é de 0,5 a 1 % nos adultos 
 Incidência maior em mulheres (2 a 3 vezes) 
 Incidência > em mulheres até os 45 anos 
 Componente genético significativo 
 Área rural da Nigéria: 0 casos Tribos americanas nativas: 5% de prevalência 
ETIOLOGIA E PATOGENIA 
 
 
 
 
Artrite reumatoide avançada: edema nos tendões sobre as superfícies dorsais de ambos os punhos, delinhamento muscular grave e 
deformidade dos dedos 
 
 
 
ANTIRREUMÁTICOS MODIFICADORES DA DOENÇA (ARMD) 
São os mais utilizados, comumente associados aos AINES. Ao contrário dos AINE, que apenas reduzem os sintomas, os ARMD visam suspender 
ou reverter a própria doença subjacente. 
 Diversos mecanismos de ação. 
 Fármacos biológicos e não-biológicos. 
Função  Retardar o efeito da doença 
ARMD NÃO-BIOLÓGICOS: Metotrexato, Azatioprina, Cloroquina e hidroxicloroquina, Ciclofosfamida, Ciclosporina, Leflunomida, Micofenolato 
de mofetila, Sulfassalazina e Tofacitinibe 
ARMD BIOLÓGICOS: Modulador das células T (Abatacepte), Agente citotóxico das células B (Rituximabe), Anticorpo antirreceptor de IL-6 
(Tocilizumabe), Agentes inibidores da IL-1 (Anacinza, Rinolacepte, Canacinumabe) e Agentes bloqueadores do TNF-α. 
 
 
 
 
ARMD NÃO-BIOLÓGICOS: 
METROTEXATO 
Antagonista do ácido fólico que tem atividade citotóxica e imunossupressora, é o ARMD de primeira linha para o tratamento da AR, sendo 
usado em 50 a 70% dos pacientes. 
 Citotoxicidade: Usado também na quimioterapia do câncer. 
 Na AR, é utilizado em doses mais baixas que para tratamento anticâncer. 
 Superior a muitos outros ARMD em termos de eficácia e tolerância do paciente, sendo frequentemente administrado em conjunto 
com fármacos anticitocinas. 
 Dose normal de 15 a 25 mg por semana. 
 Efeitos aumentados com doses de 30 a 35 mg por semana. 
USOS TERAPÊUTICOS: 
 Tem sido usado na artrite crônica juvenil, psoríase, artrite psoriática, espondilite anquilosante, polimiosite, dermatomiosite, 
granulomatose de Wegener, arterite de células gigantes, LES e vasculite. 
 Utilizado também na gravidez ectópica. 
MECANISMO DE AÇÃO DO METROTEXATO: 
 
 
O metotrexato foi originalmente desenvolvido na década de 1940 como um antagonista do folato para o tratamento de vários tipos de câncer e, 
portanto, há muito tempo se considera que esse mecanismo também está relacionado ao tratamento de AR. 
 O mecanismo de ação do metotrexato ainda não foi totalmente definido, porém a potencialização da sinalização de adenosina 
demonstram os dados mais robustos. 
 Pela inibição do folato, foi demonstrado que o metotrexato reduz o nível de concentrações de purina e piridina em linfócitos T, além 
de que baixas doses de metotrexato mostraram reduzir os níveis de ATP e GTP enquanto aumentavam os níveis de UTP, induzindo 
redução na proliferação de células T e aumento na apoptose. 
 
 
O metotrexato exerce efeitos inibitórios diretos na proliferação e estimula a apoptose nas células imunes inflamatórias. Além disso, inibe as 
citocinas pró-inflamatórias ligadas à sinovite reumatoide. 
 Antagonismo do folato 
 Adesão de moléculas 
 Citosinas 
 Eicosanoides e MMPs 
 Sinalizador de adenosina 
 Doador de metil 
 Espécies reativas de oxigênio 
FARMACOCINÉTICA: 
 Absorção: V.O. = 70% 
 Metabolismo: fase 1- hidroxilação. Fármaco e metabólitos são glutamatados no interior da célula e permanecem por períodos 
prolongados. 
 Meia-vida sérica: 6 a 9h. 
 A hidroxicloroquina pode reduzir a depuração ou aumentar a reabsorção tubular do metotrexato. 
 Excreção: Urina e bile (30%). 
EFEITOS COLATERAIS/ADVERSOS: 
 
 
 Efeitos mais comuns: Náusea e úlceras. 
 Efeitos devido à inibição da proliferação celular  suplementação de ácido fólico poderia diminuir esses efeitos 
 Leucopenia 
 Anemia 
 Estomatite 
 Ulcerações gastrintestinais 
 Alopecia 
 Hepatotoxicidade:enzimas hepáticas elevadas. (cirrose rara) 
 Contraindicado durante a gravidez 
SULFASSALAZINA 
Muito utilizada na artrite reumatoide ativa (alternativa ao metotrexato)e, também para doença inflamatória intestinal crônica. Outros usos: 
artrite crônica juvenil, AP, EA e uveíte associada à espondiloartropatia. 
 Provavelmente atua, em parte, inibindo as vias da COX e da lipo-oxigenase ou eliminando os radicais livres tóxicos, embora também 
reduza a liberação de IL-8 dos miofibroblastos do cólon, sugerindo um mecanismo imunossupressor adicional. 
 Inibem a liberação de citocinas inflamatórias produzidas por monócitos ou macrófagos, como, por exemplo, IL-1, -6 e -12 e TNF-α. 
 A molécula é ativa, mas também é metabolizada em sulfapiridina e ácido 5- aminossalicílico, sendo a sulfapirida um metabólito ativo 
para AR 
 
FARMACOCINÉTICA: 
 Absorção: V.O 10 a 20% → Uma fração sofre recirculação êntero-hepática no intestino, onde o fármaco é reduzido pelas bactérias 
intestinais, liberando sulfapiridina e ácido 5-aminossalicílico. 
 A sulfapiridina é bem absorvida, ao passo que o ácido 5-aminossalicílico permanece não absorvido. 
 Meia-vida: 6 a 17h. 
 Excreção: Parte excretada inalterada na urina, já a sulfapiridina é excretada após acetilação e hidroxilação hepáticas. 
EFEITOS COLATERAIS/ADVERSOS: 
Cerca de 30% dos pacientes em uso de sulfassalazina interrompem a medicação devido à ocorrência de toxicidade. 
 Efeitos comuns: náuseas, vômitos, cefaleia e exantema. 
 Mais raras: anemia hemolítica e metemoglobinemia. 
 Neutropenia: 1 a 5%. 
 Trombocitopenia: rara. 
 Infertilidade reversível nos homens. 
CLOROQUINA E HIDROXICLOROQUINA 
 
 
São fármacos 4-aminoquinolínicos usados, sobretudo, em prevenção e tratamento de malária. Também são usados como ARMD, mas 
geralmente fica reservada para casos em que outros tratamentos tenham falhado. 
 Costuma ser indicada para tratar o lúpus eritematoso sistêmico (LES), e Síndrome de Sjögren, mas são contraindicadas para 
pacientes com Artropatia Psoriática, uma vez que pioram as lesões de pele. 
 Os efeitos antirreumáticos não aparecem antes de 1 mês ou mais após o início do tratamento, e somente metade dos pacientes 
tratados responde ao fármaco (em geral de 3 a 6 meses para se obter uma resposta) 
 A dose de ataque pode aumentar a taxa de resposta. 
 Não há evidências de que esses compostos alteram a lesão óssea na AR nas doses habituais (até 6,4 mg/kg/dia de hidroxicloroquina 
ou 200 mg/dia de cloroquina). 
MECANISMO DE AÇÃO: 
 
FARMACOCINÉTICA: 
 Absorção: Sofrem rápida e praticamente absorção completa 
 Distribuição: 
 Cmáx: em torno de 3h 
 50% ligam-se às proteínas no plasma. 
 Vd → Cloroquina: 100 a 1000 L/Kg 
 Ligam extensamente aos tecidos, sobretudo àqueles que contêm melanina, como os olhos. 
 Metabolismo: Hepático 
 Excreção: principalmente na urina, com meia-vida inicial de 3 a 5 dias, mas com meia-vida de eliminação terminal muito mais longa, 
de 1 a 2 meses 
EFEITOS COLATERAIS/ADVERSOS: 
Costuma ser bem tolerada mesmo a longo prazo, mas em pacientes com AR em doses mais altas cuidar com: 
 Ototoxicidade irreversível 
 Toxicidade ocular: (raramente ocorre se as doses forem abaixo de 250 mg/ dia para a cloroquina e 6,4 mg/ kg/dia para a 
hidroxicloroquina). 
 Aconselha-se uma monitoração oftalmológica a cada 12 meses. 
 Pele: Prurido, principalmente em africanos. Exantema 
 TGI: Dispepsia, náuseas, vômitos, dor abdominal. 
 SNC: Pesadelos 
Outros raros: confusão, psicose, convulsões, agranulocitose, dermatite esfoliativa, alopecia, branqueamento dos cabelos, hipotensão e 
alterações ECG (alargamento do QRS, anormalidades da onda T). 
CONTRAINDICAÇÕES E PRECAUÇÕES: 
 
 
 Injeções intramusculares ou infusões intravenosas de cloridrato de cloroquina podem resultar em hipotensão grave e parada 
respiratória e cardíaca, e devem ser evitadas. 
 A cloroquina é contraindicada em pacientes com psoríase ou porfiria. 
 Em geral, não deve ser utilizada nos pacientes com anormalidades retinianas ou do campo visual ou com miopatia. 
 A cloroquina deve ser usada com cautela nos pacientes com transtornos hepáticos, neurológicos ou hematológicos. 
 É considerada segura em gestantes e crianças. 
LEFLUNOMIDA 
Tão efetiva quanto o metotrexato na AR, incluindo inibição da lesão óssea. Comumente utilizada em associação com o MTX para melhores 
resultados. Convertida tanto no intestino como no plasma, a seu metabólito ativo, o A77-1726. Inibe a proliferação dos linfócitos T e diminui a 
produção de autoanticorpos por estes linfócitos. 
MECÂNSIMO DE AÇÃO: 
 O MECANISMO DE AÇÃO CONSISTE EM INIBIR A DI-HIDROROTATO-DESIDROGENASE, RESULTANDO EM DIMINUIÇÃO 
NA SÍNTESE DE RIBONUCLEOTÍDEOS E NA INTERRUPÇÃO DAS CÉLULAS ESTIMULADAS NA FASE G1 DO 
CRESCIMENTO CELULAR 
 INIBE A PROLIFERAÇÃO DOS LINFÓCITOS T E DIMINUI A PRODUÇÃO DE AUTOANTICORPOS POR ESTES LINFÓCITOS 
 
 
EFEITOS DO MECÂNISMO DE AÇÃO: 
↓ Linfócitos B ↑ IL-10 ↓ IL-8 ↓ TNF-alfa ↓ Ativação do NF-Kb 
EFEITOS COLATERAIS/ADVERSOS: 
Os efeitos podem ser diminuídos com a diminuição da dose 
 Diarreia em 25% dos pacientes 
 Elevação de enzimas hepáticas 
 Alopecia leve, ganho de peso e elevação da pressão arterial 
 Raro: leucopenia e trombocitopenia 
 Contraindicado durante a gravidez 
AZATIOPRINA 
A azatioprina está aprovada para uso na AR e doença intestinal crônica em uma dose de 1 a 2 mg/kg/dia. Transplantes: variação de 3 a 5 
mg/Kg/dia – dose inicial e 1 a 3 mg/kg/dia de manutenção. 
 Indicada também na prevenção da rejeição do transplante renal em associação com outros imunossupressores. 
 Outras: AP, na artrite reativa, na polimiosite, no LES, doença inflamatória intestinal refratária, na manutenção da remissão na 
vasculite e na doença de Behçet. 
 Atua por meio de seu metabólito principal, a 6-tioguanina. 
MECÂNISMO DE AÇÃO: 
 
 
 
A 6-tioguanina suprime a síntese de ácido inosínico, a função das células B e das células T, a produção de imunoglobulinas e a secreção de 
IL-2 
A azatioprina bloqueia especificamente a atividade de troca de vav no Rac1 em células T pela incorporação de 6-Thio-GTP 
O bloqueio induzido pela azatioprina da ativação de Rac1 causa a supressão da ativação de NF-kB e STAT3, levando a uma via mitocondrial 
de apoptose 
 
FARMACOCINÉTICA: 
 A azatioprina pode ser administrada por via oral ou parenteral. 
 Metabolismo bimodal: metabolizadores rápidos (eliminam 4 vezes mais rápido) que metabolizadores lentos. 
 A produção de 6-tioguanina depende da tiopurina--metiltransferase (TPMT), e os pacientes com atividade baixa ou ausente da TPMT 
(0,3% da população) apresen-tam um risco particularmente alto de mielossupressão em consequência das concentrações excessivas 
do fármaco ori-ginal, se a dose não for ajustada. 
 Reduzir a dose em 30% se associada ao alopurinol. 
EFEITOS COLATERAIS/ADVERSOS: 
 Supressão da medula óssea 
 Distúrbios gastrintestinais: náusea, vômitos, diarreia 
 Aumento no risco de infecção 
 Estomatite 
 Febre, calafrios 
 Erupção cutânea 
 Mialgia 
 Alopecia 
 Pneumonite 
Micofelonato de mofetila 
Derivado semissintético do ácido micofenólico, isolado a partir do bolor Penicillium glaucus. Convertido em ácido micofenólico, sua forma ativa. 
Efetivo no tratamento da doença renal causada por LES e pode ser útil na vasculite e na granulomatose de Wegener. Tem sido utilizado ainda 
na artrite reumatoide, doença inflamatória intestinal e alguns distúrbios dermatológicos. 
 Utilizado também para profilaxia de rejeição pós-transplante. 
MECANISMO DE AÇÃO: 
 Sua forma ativa inibe a Inosina monofosfato desidrogenase (IMP), essencial para a síntese de purinas, levando à supressão da 
proliferação dos linfócitos T e B. 
 
 
 Interfere na adesão dos leucócitos às células endoteliais por meio da inibição da E-selectina, P-selectina e molécula de adesão 
intercelular 1. 
 
FARMACOCINÉTICA: 
 Administrado como MMF para aumento da biodisponibilidade. 
 Disponível nas formas oral e intravenosa. 
 A forma oral é rapidamente metabolizada em ácido micofenólico. Interações medicamentosas CYP3A. 
 Níveis plasmáticos do fármaco são monitorados frequentemente. 
EFEITOS COLATERAIS/ADVERSOS: 
 Cefaleia (20 a 50%), dor, tremor, insônia, (febre 20%) 
 Hipertensão (30 a 80%) 
 Edema (50%) 
 Náuseas, dispepsia e dor abdominal (20%). 
 Hepatotoxicidade 
 Leucopenia (30%), trombocitopenia (20%) e anemia (30 a 40%) 
 Aumento na incidência de infecções 
CICLOSPORINA 
Antibiótico peptídico, composto natural identificado primeiramente em fungos. Agente imunossupressor com eficácia no transplante de órgãos 
humanos, no tratamento da doença do enxerto versus hospedeiro (DEVH) após transplante de células-tronco hematopoiéticas. 
 Nefrose refratária na glomeruloesclerose focal. 
 Tratamento de distúrbios autoimunes selecionados: psoríase grave, artrite reumatoide grave, uveíte endógena. 
Principais Efeitos: 
 Diminuição da proliferação clonal de linfócitos T, primariamente por inibição da síntese de IL-2 e possivelmente também por 
diminuição da expressão dos receptores para IL-2. 
 Redução da indução e da proliferação clonal de linfócitos T citotóxicos a partir de linfócitos T precursores CD8+. 
 Redução da função de linfócitos T efetores responsáveis por respostas mediadas por células (ex.: diminuição da hipersensibilidade 
tardia) 
 Certa redução das respostas de linfócitos B dependentes de linfócitos T. 
MECANISMO DE AÇÃO: 
 A ciclosporina (CsA) se liga à ciclofilina (CpN), formando um complexo que se liga e bloqueia a função da enzima calcineurina (CaN). 
 Como resultado, o CaN falha em desfosforilar o componente citoplasmático do fator nuclear das células T ativadas (NF-ATc), o 
transporte do NF-ATc para o núcleo e a ligação do NF-ATc ao componente nuclear do fator nuclear de células T ativadas (NF-ATn). 
 O complexo NF-ATc – NF-ATn se liga ao promotor do gene da interleucina 2 (IL-2) e inicia a produção de IL-2. Consequentemente, 
as células T não produzem IL-2, o que é necessário para a ativação completa das células T 
FARMACOCINÉTICA: 
 
 
 Absorção: Mal absorvida V.O., mas pode ser administrada por esta via em uma formulação mais facilmente absorvida, ou por infusão 
intravenosa. 
 Distribuição: acumula na maioria dos tecidos em concentrações três a quatro vezes maiores que as observadas no plasma. Uma 
parte do fármaco permanece no tecido linfomieloide e em depósitos de gordura por algum tempo depois de suspensa a 
administração. 
 Cmax: 3 a 4h 
 Meia-vida: Aproximadamente 24h 
 Metabolismo hepático 
 Excreção de seus metabólitos principalmente através da bile 
EFEITOS COLATERAIS/ADVERSOS: 
 O efeito adverso mais comum e mais grave da ciclosporina é a nefrotoxicidade, que não se acredita estar ligada à inibição da 
calcineurina. 
 Hepatotoxicidade 
 Hipertensão 
 Distúrbios TGI 
 Efeitos adversos menos importantes incluem: anorexia, letargia, hirsutismo, tremores, parestesias (formigamento), hipertrofia 
gengival (em especial quando prescrita juntamente com antagonistas do cálcio como anti-hipertensivos). 
 Não tem efeito depressor sobre a medula óssea 
ARMD BIOLÓGICOS – IMUNOSSUPRESSORES (FÁRMACOS ANTICITOCINAS) 
BIOFÁRMACOS ANTICITOCINAS 
Representam o maior avanço conceitual e tecnológico que houve no tratamento de inflamação crônica grave em décadas. Produção é difícil e 
cara, limitando seu uso. 
 Em geral restrita aos pacientes que não respondem adequadamente a outras terapias com ARMD, e eles são fornecidos sob 
supervisão de um especialista. 
 Alguns são administrados em combinação com o metotrexato, que aparentemente tem uma ação sinérgica anti-inflamatória 
ANTICITOCINAS – INDICAÇÕES: 
 Em geral, esses produtos biofarmacêuticos só são administrados a pacientes gravemente afetados ou àqueles em quem outras 
terapias falharam. 
 Uma proporção desses pacientes (cerca de 30%) não responde – motivo desconhecido. 
 A terapia costuma ser descontinuada se nenhum benefício terapêutico for evidente em 2 a 4 semanas. 
 Se o tratamento for iniciado usando fármacos como o infliximabe em combinação com o metotrexato, essa taxa de falha é reduzida, 
sendo alcançado um resultado terapêutico final superior. 
Mecanismo de ação: 
 O mecanismo da maioria consiste em neutralizar as citocinas solúveis próinflamatórias como IL-1, IL-6 e TNF-α. 
 Anti-TNF-α: Adalimumabe, certolizumabe pegol, golimumabe, etanercepte e infliximabe. 
 Anti-IL-1: Anacinra, secuquinumabe e canaquinumabe. 
 Anti-IL-6: Tocilizumabe. 
 Anti-IL-12 e 23: Ustequinumabe. 
Outros imunossupressores biológicos utilizados, principalmente para profilaxia de rejeição de transplantes: 
 Inibidor de Linfócitos T - interferindo em ativação, proliferação ou migração: abatacepte, alentuzumabe, basiliximabe, belatacepte, 
daclizumabe e natalizumabe. 
 Inibidor de Linfócitos B: rituximabe e o belimumabe 
Anti-TNF-α 
 Alguns têm como alvo tanto a forma solúvel quanto a forma insolúvel do TNF, enquanto outros são mais seletivos. 
 
 
 Os anticorpos que têm como alvo o TNF ligado à membrana (p. ex., infliximabe e adalimumabe) podem matar a célula hospedeira por 
meio da lise induzida pelo sistema complemento. 
 Isso produz uma qualidade diferente de efeito do simples sequestro do mediador solúvel (p. ex., pelo etanercepte). 
 Provavelmente, esse fato é a razão pela qual alguns desses fármacos exibem um perfil farmacológico levemente diferente, apesar de 
ostensivamente agirem por intermédio do mesmo mecanismo de ação. 
 
Farmacocinética: 
 Sendo proteínas, nenhum desses fármacos pode ser administrado por via oral. 
 A administração em geral é por injeção subcutânea ou infusão intravenosa, e seus perfis farmacocinéticos são enormemente 
variados. 
 Os esquemas de dosagens diferem: o anacinra é em geral administrado diariamente; o efalizumabe e o etanercepte 1 ou 2 
vezes/semana; o adalimumabe, o certolizumabe pegol, o infliximabe e o rituximabe, a cada 2 semanas; e o abatacepte, o 
belimumabe, o golimumabe, o natalizumabe e o tocilizumabe, todos os meses. 
 Por vezes, administra-se uma dose de ataque como preliminar antes da administração regular 
Efeitos Colaterais/Adversos 
 Em geral, tratamentos com anticitocinas e antileucócitos – como qualquer tratamento que interfira na função imunológica – pode 
precipitar infecções latentes como tuberculose ou hepatite B e predispor às infecções oportunistas. 
 Desenvolvimento de síndrome psoríase-símile (raro). 
 Hipersensibilidade, reações no local da injeção ou sintomas GI leves podem ser observados com qualquer desses fármacos 
 
ANTI-INFLAMATÓRIOS ESTEROIDAIS (CORTICOIDES) 
Corticoides  Mais importante ferramenta para tratamento das doenças inflamatórias. 
1. Hidrocortisona 
2. Cortisona 
3. Corticosterona 
4. Prednisona 
5. Metilprednisona 
6. Triancionolona 
7. Dexametasona 
8. Betametasona 
9. Beclometasona 
10. Budezonida 
11. Fludrocortisona 
CAROLINE CARNEIRO – MED UNC 
 
 
Os coeticóides: 
 Hormônios esteroides com 21 carbonos, derivados do metabolismo do colesterol. 
 Produzidos pelas glândulas adrenais. 
 São potentes agentes imunossupressores e anti-inflamatórios 
 
 
ESTEROIDES ADRENAIS: 
 Mineralocorticoide: Regulação de sais (Na+), água, equilíbrio ácido-básico, e no SNC (apetite por sal e regulação osmótica). 
 Glicocorticoide: Regulação do equilíbrio de sódio e água, resposta ao estresse, modulação do metabolismo de carboidratos e 
triglicerídeos, função cardiovascular e imunológica e atuação no SNC (regeneração e morte neuronal, aprendizagem, memória e 
adaptação). 
CAROLINE CARNEIRO – MED UNC 
 
 
 
FÁRMACOS CORTICOIDES 
 Com exceção da terapia de reposição, os glicocorticoides são mais comumente usados graças às suas propriedades anti-
inflamatórias e imunossupressoras. 
 No contexto da terapia anti-inflamatória, suas ações metabólicas e de outros tipos são consideradas como efeitos adversos. 
 Têm sido desenvolvidos esteroides sintéticos que exibemuma separação parcial das ações glicocorticoides dos mineralocorticoides, 
mas não foi ainda possível separar completamente as ações anti-inflamatórias de outras ações dos glicocorticoides. 
 Anti-inflamatório; Imunossupressor; Antimitótico; Vasoconstritor 
 Terapia de reposição em pacientes com insuficiência suprarrenal (doença de Addison). 
 Tratamento anti-inflamatório/imunossupressor: 
 Na asma 
 Por via tópica, em várias condições inflamatórias de pele, olhos, orelha ou nariz. 
 Estados de hipersensibilidade (reações alérgicas graves). 
 Em doenças com componentes autoimunes e inflamatórios. 
 Para prevenir a doença do enxerto versus hospedeiro após transplante de órgãos ou medula óssea. 
 Em doenças neoplásicas. 
 Em combinação com agentes citotóxicos no tratamento de doenças malignas específicas (doença de Hodgkin, leucemia 
linfocítica aguda). 
 Para reduzir o edema cerebral em pacientes com tumores cerebrais metastáticos ou primários (dexametasona). 
USOS TERAPÊUTICOS – SISTÊMICO 
 Reposição hormonal por insuficiência adrenal aguda ou crônica. 
 Artrite reumatoide 
 Cardite reumática inflamatória 
 Doenças colagenosas como LES e poliartrite nodosa 
 Doenças e manifestações alérgicas como urticária, doença do soro, febre do feno, dermatite de contato, edema angioneurótico, 
reações à medicamentos. 
CAROLINE CARNEIRO – MED UNC 
 
 Choque hemorrágico, endotoxinas, veneno de cobra, traumatismo, anafilaxia 
USOS TERAPÊUTICOS – TÓPICO 
 Dermatite de contato 
 Eczema atópico de crianças 
 Eczema seborreico 
 Prurido anal e vulvar 
 Psoríase 
 Líquen plano 
 Lupus eritematoso discoide crônico 
 
 
FÁRMACOS CORTICOIDES 
 
 
CAROLINE CARNEIRO – MED UNC 
 
 
EFEITOS: 
O aparecimento dos efeitos fisiológicos e farmacológicos é tardio, mas alguns efeitos são imediatos: 
 Efeitos genômicos 
 Efeitos não genômicos 
Mecanismo de ação: 
 
CORTICOIDES SISTÊMICOS 
 Hidrocortisona  Potência semelhante ao cortisol 
 Deflazacort  3x mais potente que o cortisol 
 Budesonida 
 Prednisona  4-5x mais potente que o cortisol 
 Prednisolona  4-5x mais potente que o cortisol 
 Triancinolona  5x mais potente que o cortisol 
 Metilprednisolona  5-7,5x mais potente que o cortisol 
 Dexametasona  25-30x mais potente que o cortisol 
 Betametasona  25-30x mais potente que o cortisol 
CAROLINE CARNEIRO – MED UNC 
 
 
CORTISOL/CORTISONA E HIDROCORTISONA 
 Hidrocortisona forma sintética da cortisona. 
 Utilizados na terapia de reposição hormonal na deficiência da adrenal. 
 Hidrocortisona possui menor potência anti-inflamatórias comparando-se aos outros fármacos glicocorticoides. 
 Possui atividade mineralocorticoide. 
PREDNISONA E PREDNISOLONA 
 Prednisona = Pro-fármaco da prednisolona. 
 Primeira escolha para tratamentos anti-inflamatórios e imunossupressores a longo prazo e DPOC. 
 Prednisona é o corticoide oral padrão pela eficácia e por ser barata. 
 Prednisolona é o corticoide de escolha para administração sistêmica em crianças. Pode ser interessante mais interessante que a 
prednisona para pacientes com deficiência hepática. 
 Atividade mineralocorticoide baixa 
DEXAMETASONA/BETAMETASONA 
São as mais potentes: 
 Utilizada para doenças inflamatórias crônicas 
 Autoimunes 
 Oncológicas 
 Dermatológicas 
 Hematológicas 
 Edema cerebral 
 Choque séptico 
 Vômitos por quimioterapia 
DEFLAZACORT 
Glicocorticoide de potência intermediária, produz menos osteoporose e diabetes. 
POTÊNCIA DOS GLICOCORTICOIDES TÓPICOS 
Corticoides uso Tópico divididos em 4 grupos de acordo com a potência 
CAROLINE CARNEIRO – MED UNC 
 
 
 
 
CAROLINE CARNEIRO – MED UNC 
 
 
 
 
EFEITOS COLATERAIS: 
Corticoides Tópicos Efeitos observados principalmente no uso oclusivo. 
 Atrofia cutânea epidérmica e dérmica 
 Estrias 
 Erupções acneiformes 
 Dermatite perioral 
 Dermatite de contato alérgica 
 Facilitação de infecções fúngicas, bacterianas e virais 
CAROLINE CARNEIRO – MED UNC 
 
 Púrpura 
 Hipertricos 
 
 
 
 
 
CAROLINE CARNEIRO – MED UNC 
 
 
RECOMENDAÇÕES PARA UTILIZAÇÃO DE GLICOCORTICOIDES TÓPICOS DE POTÊNCIA MUITO ALTA: 
 Utilizar diariamente por períodos curtos (até 2 semanas) 
 Doses limites de 45 a 50g/semana 
 Quando possível, evitar utilizar em regiões de alta permeabilidade cutânea 
Recomendações – Uso Tópico 
 Pomadas e cremes com corticoides são geralmente usadas 2 a 3 vezes ao dia na fase aguda da doença e 1 vez ao dia (ou a cada 2 
dias) após a melhora. 
 Lavar a pele para retirar o produto aplicado anteriormente 
 Cuidado ao aplicar em local com pele escoriada 
 Aplicar somente no local da lesão • Lavar as mãos antes e após a aplicação 
 Não fazer curativo oclusivo 
 Evitar uso de corticoides de classe I na face 
 O uso de corticoides de classe I geralmente é limitado a 2 semanas 
 Quanto mais potente o corticoide, maior a absorção sistêmica e maior a chance de causar supressão do eixo Hipotálamo-Hipófise-
Adrenal

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