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Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI Administração (FLC49503ADG) – Experiência Profissional: Educação Empreendedora Educação Empreendedora Autores: Letícia Zilli Rosalen, Cíntia Lia Gnadt, Lara Talia Camargo Soares, Linniker Boito Tutor externo: Andressa Martins Guterres Empreendedorismo vem ganhando cada vez mais espaço e relevância global, onde suas atividades são associadas a geração de empregos e renda para as pessoas e as empresas. Um dos maiores desafios é conseguir empreender e manter o negócio/ ideia rentável, a falta de incentivo do governo também é um fator relevante. Quando consegue se juntar a parceria entre governo, acadêmico e mercado obtém-se resultados satisfatórios. O modo empreender é mais forte do que propriamente saber fazer, hoje grandes startups surgem e geram valor absurdo no mercado. Fillion (1993) chama de visão empreendedora onde o empreendedor chega onde deseja e motiva outras pessoas da organização a trabalharem pelo mesmo propósito. Aspectos subjetivos das pessoas também são destaques nos estudos de Choo (2003), segundo ele, insight nascem no coração e na mente das pessoas, ou seja, pode ser que esta ideia já está formada na mente, só esperando a melhor oportunidade para lançar e pôr em prática. Os estudos de Nassif 2019NASSIF, Mônica Erichsen. As possibilidades cognitivas e experiências do indivíduo residem tanto na sua determinação estrutural e biológica, que se modifica continuamente, quanto nas suas interações com o meio. “As emoções são um meio natural de avaliar o ambiente que nos rodeia e reagir de forma adaptativa”. Segundo o autor, “cada dia que passa acumulam-se mais dados sobre o fato de que os sentimentos e as emoções que os causam, desempenham um papel decisivo no comportamento social”. Promover a educação para desenvolver as competências empreendedoras e a mentalidade dos cidadãos tornou-se uma missão importante na agenda política educacional. (LAALO; HEINONEN, 2016). Segundo as autoras: Desde 2006 que o sentido de iniciativa e empreendedorismo é reconhecido como uma das oito competências-chave para a aprendizagem ao longo da vida definidas pela União Europeia. As competências-chave são consideradas necessárias para a realização e desenvolvimento pessoal, inclusão social, cidadania ativa e emprego e, portanto, necessárias para todos os membros de uma sociedade baseada no conhecimento (LAALO; HEINONEN, 2016, p. 697). De acordo com os autores Hisrich, Peters e Shepherd, devido à complexidade e dinamismo das organizações atuais, caracterizadas por mudanças rápidas e contínuas, os gestores precisam ter a mentalidade empreendedora, o que significa a possibilidade de pensar, agir e se movimentar rapidamente, mesmo de maneira incerta, repensando suas ações, estratégias, sistemas, inclusive a sua cultura organizacional e recursos disponíveis. A mentalidade empreendedora é moldada por modelos mentais influenciados pela educação, experiências e relações sociais, impulsionando a ação empreendedora através de diversas dimensões como conhecimento, habilidades emocionais, relacionamentos e criatividade. Esses modelos mentais favorecem a iniciativa empreendedora, com agentes que possuem um perfil específico e acesso a redes e recursos variados. A teoria da ação empreendedora destaca a importância do reconhecimento de oportunidades, a tomada de decisão e a motivação interna para o sucesso empreendedor. A visão empreendedora fornece um referencial que orienta os empreendedores em direção aos seus objetivos, motivando outros na organização, enquanto a energia e liderança são características essenciais. A mentalidade empreendedora envolve uma abordagem de vida que busca transformar oportunidades em realizações concretas, indo além da simples posse de um negócio. O texto destaca a relevância da educação para o desenvolvimento da mentalidade empreendedora, que se torna essencial no mundo em que vivemos hoje, cheio de mudanças. Essa mentalidade, tem algumas características como iniciativa, adaptabilidade e criatividade, as quais são fundamentais para enfrentarmos os desafios atuais e construirmos um futuro promissor. Essas competências são importantes para o desenvolvimento pessoal, inclusão social e empregabilidade. Por exemplo, em um contexto organizacional onde há mudanças rápidas, gestores com mentalidade empreendedora, e capacidade de agir e pensar rapidamente, são cada vez mais valorizados. A educação formal e informal, as experiências pessoais e as relações interpessoais moldam os modelos mentais que impulsionam a ação empreendedora. Podemos desenvolver habilidades como o reconhecimento de oportunidades, a tomada de decisões, a resolução de problemas e a gestão de recursos. A motivação interna e a visão empreendedora são como guias na busca por objetivos e na inspiração de outros. A energia e a liderança também são ferramentas essenciais para transformar ideias em ações e gerar resultados mais assertivos e corretos. Pessoas com uma visão clara podem orientar suas ações em direção aos seus objetivos e inspirar também outras pessoas dentro da organização e da sociedade como um todo, utilizando suas habilidades e energia para transformar essas visões em uma realidade alcançável. Possuir uma mentalidade empreendedora vai além de somente abrir um negócio. Ela também visa transformar oportunidades em realizações concretas e efetivas. Ela também busca transformar ideias em ações e realizações, contribuindo para o desenvolvimento pessoal, inclusão social, cidadania e gerar mais empregos. É uma estratégia fundamental para capacitar os indivíduos a reconhecer e explorar oportunidades, tomar decisões assertivas e motivar-se internamente para alcançar o sucesso. Esse conjunto de atitudes não apenas beneficia os próprios empreendedores, mas também contribui significativamente para a construção de um futuro mais próspero e sustentável para todos. Assim sendo, compreendemos que a educação empreendedora desempenha um papel crucial no desenvolvimento da mentalidade empreendedora, impulsionando o crescimento econômico e a inovação, também, preparando os cidadãos para enfrentar os desafios do mercado de trabalho, além disso, promove uma mentalidade de resiliência e proatividade. O estudo contribuiu significativamente para a nossa formação, propiciando habilidades e atitudes valiosas tanto na área profissional quanto pessoal, percebemos que a educação empreendedora não prepara indivíduos apenas para gerenciar ou iniciar negócios, mas também desenvolve um conjunto diversificado de competências. Em suma, é um pilar essencial para a formação de cidadãos capazes de inovar, criar e adaptar-se a um mundo em constante transformação. 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