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AUTISMO: O PAPEL DO PROFISSIONAL DE APOIO ESCOLAR
 Daremos inicio a esse estudo nos amparando legalmente na Lei 13.146,
conhecida como Lei Brasileira de Inclusão e no Estatuto da Pessoa com
deficiência, que entrou em vigor em 2015, mais precisamente em seu artigo
3º, inciso XIII que define direitos e deveres dos profissionais de apoio as
pessoas com deficiência, mas nos ataremos aqui somente aos educandos
com TEA (Transtorno do Espectro Autismo)
 É preciso destacar que o trabalho do Profissional de Apoio Escolar
está diretamente ligado ao campo educacional, mas estes profissionais
devem direcionar também aos cuidados com: alimentação, higiene e
locomoção, além da interação, socialização e aprendizagem cognitiva.
 Ao Profissional de Apoio Escolar compete a acessibilidade do autista
ao ambiente escolar, importando mencionar que ao se falar em
acessibilidade, entendam além das barreiras arquitetônicas, podendo esse
profissional atender entre um a três educandos autistas, dependendo do seu
grau de comprometimento psicomotor. Vale a pena desmistificar a falsa
compreensão de que o profissional de apoio escolar é um auxiliar do
professor, muito pelo contrário, esse profissional está em sala para atender as
demandas do educando autista e não para auxiliar o professor e suas
demandas, logicamente que ambos devem trabalhar juntos para proporcionar
ao educando autista novos horizontes.
 A título de informação, cabe ressaltar que ainda não há um critério
definido para a contratação do profissional de apoio, como por exemplo o
grau de instrução, ou formação acadêmica que o candidato deve ter para ser
um profissional de apoio escolar.
 Tem-se ainda um fator muito importante para a família de educandos
autistas, esse profissional de apoio escolar deve ser disponibilizado ao
educando que comprovadamente, via laudo médico, tenha essa necessidade,
sem nenhum ônus a família, mesmo que o educando esteja devidamente
matriculado em uma instituição particular.
 Garantir o atendimento aos autistas no ambiente escolar é uma
obrigação dos órgãos educacionais competentes, portanto conforme já foi
esclarecido anteriormente, não pode ser cobrado nenhum valor financeiro a
família, e caso isso ocorra, torna-se necessário tomar as providências
cabíveis para que o responsável seja punido, no rigor da lei.
 A LBI, conhecida como Lei Brasileira de Inclusão, também garante
constitucionalmente a contratação do profissional de apoio escolar, cabendo a
este profissional ter empatia, estar sensível a causa do autismo e acima de
tudo ter um grande senso humanitário para buscar compreender o mundo dos
autistas, respeitando-o e assegurando-o o direito mais constitucional de
todos, o direito a vida.
 Quando se forma um elo de ligação entre o profissional de apoio escolar
e o educando autista, certamente essa ligação será um impulsionador do
processo evolutivo do educando, desde as coisas mais simples na acolhida do
educando a escola ao momento do seu retorno ao seio familiar.
 Dentro de uma premissa condizente a inclusão de pessoa com deficiência
ao universo educacional, o papel do profissional de apoio é indiscutivelmente
essencial ao processo de desenvolvimento desse individuo, não só como
educando, mas também como cidadão em formação. 
 Nesse processo de construção de uma sociedade inclusiva é preciso
salientar que o Transtorno do Espectro Autismo é apenas mais um dos
desafios que podemos encontrar frente a essa perspectiva, e que devemos
nos unir para que além de acolher esses indivíduos, inclui-los no meio social.
 Contudo, infelizmente, ainda não é possível vislumbrar grandes avanços
no campo educacional com autistas, uma vez que grande parte das escolas
brasileiras não conta com o profissional de apoio, dificultando e
sobrecarregando o trabalho do professor em sala de aula. E essa busca
incansável pela igualdade de direitos a todas as pessoas com deficiência,
incluindo-se os autistas, perpassa por uma educação condizente com a
realidade de cada um dos educandos inseridos na escola, pois somente
dessa forma poderemos alcançar novos patamares e em um futuro próximo
poder nos intitularmos, sociedade inclusiva. 
 REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
VOLKMAR, Fred R. Guia essencial para a compreensão e tratamento. Porto
Alegre. Editora Artmed, 2019
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