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Você atua como professor(a) em uma escola pública brasileira de Ensino Fundamental II Almirante Sérgio Hoffman Telles de Paiva. A escola acaba de receber dois estudantes surdos no 6° ano, sendo:

- Lucas Aparecido da Silva Filho, 11 anos, Surdo filho de pais ouvintes, sem acesso precoce à Libras, com comunicação restrita a gestos caseiros e pouca escolarização formal;

- Souellyn de Sampaio Costa Oliveira, 12 anos, Surda filha de pais surdos, usuária fluente de Libras desde a primeira infância.

Você sabe que a escola nunca teve estudantes Surdos anteriormente. Do mesmo modo, você sabe que toda a e pedagógica:

entende a surdez sob uma perspectiva clínico-terapêutica,

e

não

predominantemente socioantropológica;

acredita que o foco deve ser a oralização dos alunos, pois a língua de sinais não é capaz de expressar conceitos amplos e aprofundados como a língua de modalidade oral-auditiva;

desconhece a diferença entre "linguagem" e "língua" no que se refere à Libras, inclusive falando, em reuniões pedagógicas, muitas vezes o termo 'linguagem de sinais' dos

'surdos-mudos, 'alunos da inclusão, aqueles lá ou 'mudos; não compreende a proposta bilíngue (Libras como L1 e

português escrito como L2);

solicita que o intérprete "ensine Libras" aos estudantes e

"resolva" todas as dificuldades e barreiras comunicativas, e essa posição inclusive é defendida pelos seus pares docentes da escola.

Além disso, alguns professores afirmam que "incluir é tratar igual", "que todos são iguais", "que não têm tempo de planejar adaptações", 'que não têm formação para isso", "que ninguém os consultou acerca do recebimento desses alunos na escola",

"que o intérprete de Libras tem que dar aula também, mas que não tem formação pedagógica para isso", "que a escola não possui uma Sala de Recursos Multifuncionais e profeccar especialista em Atendimento Educacional Especiali enfim, vivem defendendo que não deve haver adap curricular, pois não estudaram para isso e que a inclusão só é linda no papel; a realidade é dura.

Durante uma reunião pedagógica, você é convidado(a), aliás, praticamente convocado(a) a orientar a equipe por meio de formações continuadas - já que sabem que você estudou na graduação bastante sobre educação inclusiva, educação especial e principalmente, Libras - sobre:

• aquisição da Libras como primeira língua;

• perspectiva bilíngue versus perspectiva inclusiva; ensino de português escrito como língua adicional;

• terapêutica;

visão socioantropológica da surdez versus visão clínico-

papel do intérprete de Libras e suas atribuições em sala de

aula;

papel do professor regente em sala de aula a partir da

compreensão de que todos os alunos são de sua

responsabilidade;

• adequações pedagógicas coerentes com a cultura surda;

• comunidade surda, família e comunidade escolar;

modalidades linguísticas - línguas orais-auditivas versus

línguas visuais-espaciais;

fundamentos legais que garantem os direitos linguísticos

dos estudantes surdos. Diante disso, a coordenação solicita que você elabore um Plano de Ação Pedagógica para Inclusão Bilíngue dos Estudantes Surdos na Escola, que seja efetivo e urgente com vistas a implementação de fato da Perspectiva da Educação Inclusiva com aproximações com a Perspectiva de Educação Bilíngue dessa e nessa escola. OBSERVAÇÃO: é importante que você se dedique a de fato fazer esse plano de ação de modo a visualizar na prática quais seriam tuas estratégias para tomadas de decisão, de maneira detalhada, organizando as temáticas e os conteúdos que serão abordados, periodicidade da formação - uma vez por semana, duas vezes etc., duração dos encontros, materiais utilizados, enfim, é fundamental que de fato você faça esse plano de ação, tudo bem?

MAS ATENÇÃO:

Você NÃO deverá entregar o plano de ação em si, mas produzir um memorial analítico, relatando:

suas reflexões;

as decisões pedagógicas tomadas;

os fundamentos teóricos utilizados;

os conflitos conceituais enfrentados;

• os conteúdos desse plano de ação a ser implementado nas

formações continuadas; e as soluções propostas.

Ou seja, esse Desafio Profissional não é sobre entregar um produto, mas sim resgatar o processo como um todo de modo a cumprir todas as etapas de realização para que consigas escrever, em um Memorial Analítico, todas as ações dispensadas.

ETAPA 2 - Materiais de referência (ambientação) para o

Desafio Profissional

BRASIL. Lei n° 10.436, de 24 de abril de 2002. Dispõe sobre a

Língua Brasileira de Sinais - Libras. Disponível em:

https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/110436.htm

BRASIL. Decreto n° 5.626, de 22 de dezembro de 2005.

Regulamenta a Lei n° 10.436/2002. Disponível em: ETAPA 3 - Levantamento de conceitos teóricos (preencher no

Template Padrão Unico).

ETAPA 4 - Aplicação dos conceitos teóricos ao Desafio

Profissional (preencher no Template Padrão Unico).

ETAPA 5 - ETAPA AVALIATIVA - Redação do produto - Memorial 


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Maria

há 3 meses

Respostas

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há 3 meses

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