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Estudo dirigido FIT 641 – Algodão 1. Em relação ao bicudo do algodoeiro, quais são as medidas de manejo da praga durante o pré-plantio e o pós-plantio? O bicudo-do-algodoeiro (Anthonomus grandis) é uma das principais pragas do algodoeiro e exige um manejo estratégico para minimizar suas populações e o impacto na cultura. Durante o pré-plantio, uma das medidas fundamentais é a destruição de restos culturais e soqueiras da safra anterior, pois esses resíduos podem servir de abrigo para o bicudo durante o período de entressafra. A realização da rotação de culturas também é recomendada para reduzir a presença contínua do hospedeiro. Além disso, é importante o monitoramento das áreas próximas ao cultivo de algodão, eliminando possíveis focos de infestações. No pós-plantio, deve-se implementar o monitoramento frequente com armadilhas para detectar a presença da praga e observar os estágios de desenvolvimento das plantas, uma vez que o bicudo tem maior impacto durante a formação dos botões florais. O uso de inseticidas deve ser criterioso, aplicando-se produtos químicos em momentos específicos e conforme o nível de infestação detectado, para evitar resistência da praga. 2. Quais são as principais doenças que afetam o algodoeiro? Escolha uma delas e explique os danos que causa à cultura, além das medidas de manejo recomendadas. Dentre as doenças que afetam o algodoeiro, destacam-se a ramulose, o murchamento bacteriano, o oídio, a antracnose, e a mancha de alternaria. Uma das doenças mais importantes é a ramulose, causada pelo fungo Colletotrichum gossypii. Essa doença provoca deformação nas folhas, formação de manchas circulares e pode comprometer seriamente o desenvolvimento vegetativo da planta, reduzindo a produtividade. As lesões nas folhas dificultam o processo fotossintético e prejudicam o enchimento das maçãs, o que pode resultar em fibras de menor qualidade. Para o manejo da ramulose, recomenda- se o uso de sementes sadias e variedades resistentes, além da rotação de culturas. A aplicação de fungicidas pode ser necessária em casos de alta pressão da doença, mas deve ser utilizada de forma integrada com outras práticas para maior eficácia e menor impacto ambiental. 3. O que é um nutriente limitante? Quais os nutrientes limitantes para o algodoeiro? Um nutriente limitante é aquele cuja disponibilidade no solo é insuficiente para atender à demanda da cultura, afetando seu crescimento e produtividade. No algodoeiro, os nutrientes mais comuns que se tornam limitantes incluem nitrogênio (N), fósforo (P), potássio (K) e boro (B). O nitrogênio é fundamental para o crescimento vegetativo e formação de estruturas foliares, enquanto o fósforo é essencial para o desenvolvimento radicular e processos energéticos da planta. O potássio atua na regulação osmótica e no transporte de nutrientes, sendo vital para a resistência a estresses. O boro, por sua vez, é necessário para a formação de células e tecidos reprodutivos. A deficiência de qualquer um desses nutrientes limita o crescimento adequado do algodoeiro, e seu manejo adequado requer análise de solo e a aplicação de fertilizantes conforme as necessidades específicas da cultura. 4. Qual é o momento ideal para adubar o algodoeiro com os nutrientes necessários, levando em consideração o desenvolvimento da planta e as características de cada nutriente? O algodoeiro apresenta diferentes exigências nutricionais ao longo de seu desenvolvimento, o que torna essencial realizar a adubação nos momentos adequados para garantir seu crescimento saudável e a produtividade. A adubação de base é realizada no plantio, fornecendo nutrientes essenciais como fósforo e potássio, que são importantes para o desenvolvimento inicial das raízes e estabelecimento da planta. Com o avanço do ciclo, na fase vegetativa, aumenta a demanda por nitrogênio, nutriente responsável pelo desenvolvimento foliar, que auxilia na fotossíntese e crescimento geral. Na fase de formação de maçãs e flores, a planta exige maior quantidade de potássio, que melhora a qualidade das fibras e contribui para a resistência contra estresses hídricos e doenças. Além disso, nutrientes como boro e magnésio devem ser aplicados conforme análise de solo e necessidades específicas, pois auxiliam na formação celular e metabolismo energético. A sincronização da adubação com o estágio de crescimento da planta maximiza o aproveitamento dos nutrientes e evita desperdícios, otimizando o rendimento da cultura. 5. Descreva os sintomas de deficiência dos seguintes nutrientes no algodoeiro: • Nitrogênio (N): A deficiência de nitrogênio é observada pelo amarelecimento das folhas mais velhas, conhecido como clorose, que começa nas pontas e bordas das folhas, progredindo para o centro. A planta apresenta crescimento reduzido e menor desenvolvimento vegetativo. • Fósforo (P): A falta de fósforo causa um crescimento atrofiado e a coloração das folhas pode apresentar um tom verde-escuro ou arroxeado nas folhas mais velhas, especialmente nas bordas. Essa deficiência compromete o desenvolvimento radicular e a formação de frutos. • Potássio (K): A deficiência de potássio é caracterizada pelo amarelecimento e necrose nas bordas das folhas mais velhas, além de redução no tamanho das folhas e fragilidade da planta, que fica mais suscetível a pragas e doenças. • Magnésio (Mg): A carência de magnésio causa clorose entre as nervuras das folhas mais velhas, deixando um aspecto mosqueado. Com a progressão da deficiência, as folhas podem apresentar manchas marrons e secar. • Enxofre (S): A deficiência de enxofre é semelhante à de nitrogênio, mas os sintomas aparecem primeiro nas folhas novas. As folhas ficam amareladas e pequenas, prejudicando o crescimento geral da planta. • Boro (B): A falta de boro provoca deformação nas folhas novas, com espessamento das nervuras e aparência enrugada. Essa deficiência pode afetar o desenvolvimento dos botões florais e prejudicar a formação das maçãs. 6. Em relação à colheita do algodão, responda: • Umidade Ideal da Pluma: A umidade ideal da pluma para a colheita do algodão é entre 8% e 12%. Essa faixa de umidade preserva a qualidade das fibras, reduzindo os riscos de danos mecânicos durante a colheita e minimizando problemas de armazenamento. • Tipos de Colhedoras e Diferenças: Existem dois principais tipos de colhedoras de algodão: as colhedoras de fuso e as colhedoras de escova. As colhedoras de fuso utilizam fusos rotativos que arrancam a pluma do capulho sem afetar tanto a estrutura das plantas, sendo mais indicadas para colheitas em alta escala e com menor contaminação da fibra. Já as colhedoras de escova utilizam escovas rotativas para retirar o algodão dos capulhos, podendo ser mais eficientes em áreas menores e com plantas de porte menor. A escolha do tipo de colhedora depende do sistema de cultivo e das condições do algodoeiro na área de produção. 7. Quais os métodos de destruição de soqueiras? Explique-os. A destruição de soqueiras é uma prática essencial para o manejo fitossanitário do algodoeiro, pois impede a sobrevivência de pragas, como o bicudo-do-algodoeiro, e reduz a incidência de doenças entre safras. Existem vários métodos para a eliminação das soqueiras, incluindo o método mecânico, o método químico e o método cultural. No método mecânico, são utilizados implementos agrícolas como roçadeiras e trituradores para cortar e destroçar as plantas após a colheita. Esse método promove a rápida decomposição dos resíduos e elimina potenciais hospedeiros de pragas e doenças. No método químico, aplica-se herbicidas que matam as plantas remanescentes, impedindo seu rebrotamento. Esse método é particularmente útil em áreas extensas onde o manejo mecânico seria inviável. O método cultural envolve práticas como a rotaçãode culturas, que alterna o algodão com outras culturas que não servem de hospedeiro para pragas específicas, reduzindo a população de pragas e incidência de doenças no ciclo seguinte. A escolha do método de destruição de soqueiras depende das condições da lavoura e dos recursos disponíveis, sendo comum a combinação de técnicas para maior eficiência. 8. Quais são as etapas do beneficiamento do algodão? O beneficiamento do algodão é o processo pelo qual as fibras são separadas das sementes e outros resíduos para produzir plumas de alta qualidade, prontas para uso industrial. Esse processo envolve várias etapas: 1. Recepção e Secagem: Após a colheita, o algodão é transportado para a usina de beneficiamento, onde passa por uma secagem para atingir uma umidade adequada. A secagem é importante para evitar a deterioração das fibras e facilitar as etapas seguintes. 2. Pré-limpeza: Nessa fase, são removidas impurezas maiores, como pedaços de folhas, galhos e resíduos de solo. A pré-limpeza ajuda a proteger os equipamentos de processamento e melhora a qualidade da fibra. 3. Descaroçamento: Esta é a etapa principal do beneficiamento, em que as sementes são separadas das fibras. O processo é realizado em máquinas específicas chamadas descaroçadores. A separação das sementes é essencial para a obtenção de uma pluma pura e livre de impurezas. 4. Limpeza Secundária: Após o descaroçamento, o algodão passa por uma nova limpeza para remover partículas menores e garantir um nível de pureza adequado. Essa limpeza secundária assegura a qualidade final da fibra. 5. Prensagem e Enfardamento: A fibra limpa é prensada em fardos para facilitar o transporte e armazenamento. Os fardos são rotulados com informações sobre a qualidade e origem, prontos para serem enviados às indústrias têxteis.