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Doenças fúngicas em aves Alunas: Andressa Coelho, Milena Pastorello, Natália Valduga e Thalia Weiand Megabacteriose Causada pelo fungo Macrorhabdus ornithogaster. O agente encontrado no tecido gástrico de aves e, é responsável por causar a doença caracterizada por vômitos, diarreia e perda de peso progressiva, deixando as aves debilitadas em pouco tempo. Estresse, problemas nutricionais, manejo inadequado, muda de penas, podem levar o sistema imunológico da ave a ficar debilitado facilitando a ocorrência. Transmissão: por meio de regurgitação de alimento pela mãe para os filhotes ou através do contato com as fezes de pássaros que são portadores da doença. Prevenção: através de práticas sanitárias adequadas, quarentena e viveiros fechados. Tratamento: antifúngicos, vitaminas, suplementos, estimuladores de apetites e melhorar a qualidade da alimentação. Diagnostico Megabacteriose O diagnóstico inclui o monitoramento e observação das fezes da ave, atualmente a técnica de Reação em Cadeia da Polimerase (PCR), é a mais sensível e detecta nas fezes da ave o DNA da megabactéria . Na necropsia, a infecção é detectada através da preparação salina da raspagem da junção do proventrículo e do ventrículo que demostrará a presença desses microrganismos. Pode ser realizado o cultivo visando o isolamento do agente, as megabacterias só crescem em meio agar MRS, não formam esporos, entretanto muitos autores relatam dificuldade no cultivo da megabacteria. Esfregaço da moela contendo Megabacteriose Criptococose A criptococose é uma micose profunda que acomete o tecido cutâneo, o trato respiratório e o sistema nervoso central, causada por leveduras do gênero Cryptococcus. Patógeno é frequentemente isolado de excrementos de pombos e psitacídeos, possuindo inúmeras fontes ambientais e a infecção ocorre por inalação de esporos. A espécie C. gattii, que é encontrada em eucaliptos e árvores nativas, já foi descrita como agente etiológico da criptococose respiratória e disseminada em aves. Os sinais clínicos dependem do órgão ou sistema acometido. A infecção do trato respiratório superior pode cursar com presença de massa nasal, secreção ocular e dispneia. Animais com lesões no sistema nervoso central apresentam incoordenação, paralisia progressiva e dificuldade de voo. Diagnostico Criptococose Além da anamnese e dos achados do exame físico, exames complementares como citológico, sorológico, histológicos e isolamento fúngico podem auxiliar no diagnostico. A coloração com tinta (nanquim) evidencia a forma circular e espessa da cápsula desse fungo. Diagnóstico definitivo é baseado na identificação do agente por citologia e cultura do exsudato nasal, fluido cerebrospinal e tecidos e nodos linfáticos. Tratamento; Candidíase em aves Causados por fungos do gênero Cândida e é Comum em aves jovens. Perus, galinhas, psitacídeos e outras aves podem ser acometidas. Transmissão ocorre horizontalmente. Comum causar infecções no trato digestivo superior e raramente nos sacos aéreos e pulmões. Lesões ocorrem no tratos digestório, respiratório, reprodutivo e/ou nos olhos. Sinais clínicos: anorexia, perda de peso, inapetência, sonolência, regurgitação, penas arrepiadas, e dispneia. Tratamento pode ser feito com nistatina, anfotericina B, fluconazol e cetoconazol e é indicado a limpeza do ambiente. Diagnostico Cândida Através dos sinais clínicos, exame citológico e cultivo micológico para identificação do agente. Com auxílio de swabs coletar amostras de lesões do trato digestivo. Inicialmente pode ser realizado o exame microscópico usando colorações para fungos. É possível visualizar estruturas arredondadas compatíveis com leveduras, hifas e bactérias. Na necropsia são vistas placas necróticas esbranquiçadas, associadas à exsudato catarral no sistema digestório. Pode ser feito o teste do tubo com o intuito da visualização do tubo germinativo e sua morfologia. O diagnóstico definitivo é feito pela cultura micológica e exame histopatológico. Histoplasmose Causada pelo agente Histoplasma Capsulatum. Relatada principalmente em aves de cativeiro. Acomete também os seres humanos. Encontrada com frequência em ambientes úmidos, contendo fezes de aves contaminadas. Contaminação ocorre de forma direta. Sintomas variam, podendo ser uma doença silenciosa, restrita ao sistema respiratório, gastrointestinal ou neurológica. O tratamento pode ser feito com itraconazol e Anfotericina B. Medidas de prevenção devem ser implantadas, como a limpeza do ambiente e uso de máscaras em locais contaminados. Diagnostico Histoplasmose nas aves O diagnóstico micológico pode ser feito por exame microscópico, cultura do fungo, histopatológico e imunológico. Em cultivo de ágar Sabouraud, ocorre o crescimento de colônias aveludadas de coloração branco amarronzadas. Diagnóstico é baseado no encontro do fungo em fluidos ou tecidos, na cultura de materiais biológicos e na sorologia. O histopatológico é realizado a partir de material corado com hematoxilina e eosina, PAS ou GOMORI, observando principalmente a presença de macrófagos, contendo em seu interior as formas leveduriformes do fungo. Dactilariose Determinada pelo fungo Dactylaria gallopava Age sobre o sistema nervoso central, resultando em grave encefalite Apresenta contaminação esporádica, sendo a cama a principal forma de contaminação ambiental Aves podem apresentar opacidade do globo ocular, andar cambaleante e incoordenado, torcicolo ou mesmo opistótono. Diagnostico: Microscopia direta, Histopatologia e cultivo. Colônias variando de lisas a rugosas com coloração cinza- amarronzada e pigmentos avermelhados são características do fungo. A observação das caracteristicas do fungo podem ser realizadas com fita-adesiva Dermatomicose aviaria Micose superficial caracterizada pela formação de crostas branco-amareladas, principalmente, na crista e barbelas. Em casos mais crônicos pode atingir toda a cabeça, pescoço e regiões sem penas. Em casos mais graves podem também acometer regiões empenadas formando lesões em forma de favo ao redor dos folículos das penas. Afeta galinha, perus e outras aves domésticas, além de silvestres e ornamentais. ASPERGILOSE A aspergilose ou pneumonia micótica é causada por diversas espécies de fungos do gênero Aspergillus, é a micose mais comum em aves; Aspergillus fumigatus e o Aspergillus flavus; Acomete uma gama de espécies aviárias; Embora seja uma doença de importância econômica, ela não é uma doença zoonótica ou contagiosa; Forma respiratória são as de maior importância; Em galinhas e perus, a doença é endêmica, já em aves silvestres, é esporádica. Forma aguda ou crônica ASPERGILOSE Os frangos afetados desenvolvem sonolência e inapetência, dispnéia, e depressão. Paresia posterior e fraqueza podem estar presentes; Infecções recentes: lesões com pequenos nódulos caseosos esbranquiçados nos pulmões ou nos sacos aéreos torácicos e abdominais; O diagnóstico é difícil devido a ausência de sinais clínicos, o que o torna tardio; Pós-morte podendo ser por meio de cultura ou exame microscópico de preparações frescas. MICOTOXICOSES A ingestão de alimentos que contenham micotoxinas (produtos tóxicos de fungos ambientais que se desenvolvem em alimentos) pode causar graves efeitos sobre a saúde animal e humana; Presença de micotoxinas em grãos e rações; AFLATOXINAS: Aspergillus flavus, a primeira mudança é alteração no tamanho dos órgãos internos. Ocorre aumento de tamanho no fígado, baço e rins, enquanto a bursa e timo estão diminuídos; Em surtos de aflatoxicose no campo, uma das características mais marcantes é a má absorção que se manifesta como partículas de ração mal digeridas na excreta das aves. MICOTOXICOSES TRICOTECENOS: As principais micotoxinas deste grupo são: toxina T-2; deoxynivalenol (DON); diacetoxyscirpenol (DAS), todas produzidas através de diversas espécies de fungos do gênero Fusarium; Intoxicações crônicas: envolve a toxina T-2 ou DAS, causam redução no consumo de ração e ganhode peso, lesões orais, necrose dos tecidos linfóide, hematopoiético e mucosa oral, com eventuais distúrbios nervosos; ZEARALENONA: O principal fungo produtor é o Fusarium graminearum, os sinais clínicos não são específicos, mas incluíram redução na conversão alimentar, pequena alteração no peso dos órgãos, redução na fertilidade e mudança no comportamento das aves. MICOTOXICOSES FUMONISINAS: o fungo produtor de fumonisina é Fusarium moniliforme; Os sinais clínicos são reduções na conversão alimentar, no ganho de peso e no peso corporal, além de mortalidade, diarréia, ascite, edema e congestão renal e aumento do peso corporal do fígado, proventículo e moela; A simples presença ou detecção de micotoxinas na ração de aves não implica com certeza que a mesma irá produzir efeitos tóxicos. A dose tóxica está diretamente relacionada com a sensibilidade das aves para a micotoxina ingerida e, no caso de aflatoxinas, com os níveis de conforto das aves, ou seja, quanto menos stress tiver o lote, mais resistente ele se torna para níveis mais elevados de aflatoxina; PREVENÇÃO E TRATAMENTO O melhor método para controlar a contaminação de micotoxinas em alimentos é prevenir o crescimento de fungos; Plantio de genótipos de plantas mais resistentes à contaminação por fungos de armazenagem; Procedimentos para diminuição da umidade dos grãos colhidos e a armazenagem. O tratamento de micotoxinas pode ser feito com o uso de adsorvente de micotoxinas em pó na ração. image1.jpeg image2.jpeg image3.jpeg image4.jpeg image5.jpeg image6.jpg image7.jpg image8.jpeg image9.jpg