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UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO 
CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE 
DEPARTAMENTO DE ENFERMAGEM
PTS - PROJETO TERAPÊUTICO SINGULAR
 
CASO MANUEL BUNDALELÊ
EQUIPE
L. CAROLINA
KAILANEELLEN
ADRIELLY
MILENA
ANAMNESE EANAMNESE E
ASPECTOS FÍSICOS,ASPECTOS FÍSICOS,
SOCIAIS ESOCIAIS E
PSÍQUICOSPSÍQUICOS
01
PACIENTE M., INTERNADO PELA PRIMEIRA VEZ NO HOSPITAL PSIQUIÁTRICO EM 2003,
APRESENTANDO UM DELÍRIO REFERIDO COMO “IMPORTUNAÇÃO DO DIABO QUE TERIA
INTRODUZIDO UM OBJETO EM SEU ÂNUS”. 
PACIENTE ASSÍDUO AO INÍCIO DO TRATAMENTO, ENTRETANTO PASSAVA SEMANAS
SEM DAR NOTÍCIAS, DIFICULTANDO A VINCULAÇÃO COM O SERVIÇO. POSSUÍA MUITAS
DEMANDAS, POIS DEMONSTRAVA DIFÍCIL SOCIALIZAÇÃO COM A EQUIPE E COM OS
USUÁRIOS, EM RAZÃO DA NOMEAÇÃO QUE RECEBERA, “MANUEL BUNDALELÊ”.
INICIOU O USO DE DROGAS AOS 13 ANOS. ESSE USO FOI INTENSIFICADO QUANDO
MOROU NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, EM DECORRÊNCIA DA FRUSTRAÇÃO POR
NÃO PASSAR NO EXAME PARA INGRESSAR NO COLÉGIO NAVAL.
SITUAÇÕES VIVIDAS PELOS SEUS FAMILIARES, LEVOU-LHES À IDENTIFICÁ-LOS COMO
PORTADOR DE “UMA DOENÇA SEXUAL”. 
REFERIU REPETIDAMENTE A AUSÊNCIA DO PAI SOFRIDA NA INFÂNCIA, BEM COMO UMA
GRANDE PERDA AMOROSA, DEVIDO A SUA FIXAÇÃO SEXUAL, POIS QUANDO SEU
APETITE SEXUAL NÃO ERA ATENDIDO, FICAVA BASTANTE AGRESSIVO E “O DIABO
ESTAVA APLAUDINDO: HÁ UMA SACANAGEM NO MUNDO”. FIXADO NESSE TEMA,
FALAVA MUITO DAS MULHERES COM BUNDAS GRANDES E SENTIA-SE PERSEGUIDO POR
ELAS, A PONTO DE EXCITAR-SE E DESEJÁ-LAS O TEMPO TODO, MAS, AO PERCEBER QUE
NÃO HAVIA NENHUMA MULHER, SENTIA UM ENORME VAZIO E BEBIA.
SENTIA-SE PERSEGUIDO NA RUA COM A PERCEPÇÃO DE QUE AS PESSOAS O
OLHAVAM DE FORMA AMEAÇADORA, SOBRETUDO QUANDO ESTAVA OLHANDO AS
BUNDAS DAS MULHERES, E QUE TODOS OS HOMENS SE COMUNICAVAM NO CELULAR
PARA QUE A POLÍCIA PASSASSE A PERSEGUI-LO. SENTIA-SE AGREDIDO, SENTIA
SOCOS NA CABEÇA E EMPURRÕES. 
EM 2021 APÓS TER INGERIDO BEBIDA ALCOÓLICA, FOI ATROPELADO. LAMENTAVA-SE
DE QUE A VIDA ERA DIFÍCIL E QUE O ÚNICO JEITO SERIA A MORTE. NO MESMO ANO
TAMBÉM INICIOU O TRABALHO ASSISTIDO NO CENTRO DE CONVIVÊNCIA, MAS APÓS
OS DOIS ACIDENTES (RELACIONADOS À DESORGANIZAÇÃO EM QUE SE ENCONTRAVA,
EXCESSO DE ÁLCOOL E DROGAS) PAROU DE FREQUENTAR O CENTRO, ALEGANDO
DOR NO JOELHO E DIFICULDADE DE CAMINHAR.
HÁ ALGUNS ANOS SUA ROTINA É PASSAR O DIA NO CAPS E ENCONTRAR COM SUA
MÃE NO TRABALHO AO FINAL DO DIA. TAL DINÂMICA OCORRE APÓS SITUAÇÕES DE
TENSÃO COM OS VIZINHOS DA VILA ONDE RESIDIA (MASTURBAÇÃO NA VARANDA DA
CASA, OLHAR AS VIZINHAS, PROVOCAR E INSINUAR), NECESSITANDO AGUARDAR SUA
MÃE PARA IREM JUNTOS PARA CASA, ESTANDO PROIBIDO DE FICAR SOZINHO. 
RECEBEU ACOMPANHAMENTO TERAPÊUTICO COM TÉCNICO DE ENFERMAGEM AOS
SÁBADOS, QUE APÓS ALGUNS MESES FOI INTERROMPIDO POR DESCUMPRIMENTO DE 
ACORDOS PACTUADOS E DESRESPEITO. 
POSSUI UM CASAL DE IRMÃOS DE UMA SEGUNDA UNIÃO DA MÃE, QUE POUCO ERAM
MENCIONADOS. A IRMÃ NÃO RESIDE COM ELES, E O IRMÃO MAIS NOVO, QUANDO
MENCIONADO, APARECE NAS RELAÇÕES DE CONFLITO, DISPUTA, MAS TAMBÉM DE
PROTEÇÃO (POR SER O IRMÃO MAIS NOVO - 17 ANOS - É REFERIDO PELO PRÓPRIO
MANUEL COMO ALGUÉM A QUEM NÃO PODE FERIR, UMA PROTEÇÃO, MAS TAMBÉM
COMO ALGUÉM QUE DISPUTA A LIDERANÇA E COMANDO NA CASA E OS AFETOS DA
MÃE, EM UM RELAÇÃO TENSA E INTENSA. PREOCUPA-SE COM A CONDUÇÃO DA VIDA
DO IRMÃO E TEME QUE CURSE A MESMA ROTA DE VIDA, CONSIDERADA “ERRADA” QUE
ELE SEGUIU.
RELAÇÕES SOCIAIS,RELAÇÕES SOCIAIS,
REDE DE APOIO EREDE DE APOIO E
VULNERABILIDADESVULNERABILIDADES
02
PERDA AMOROSA RELACIONADA À COMPORTAMENTO AGRESSIVO
TRABALHOU NO CENTRO DE CONVIVÊNCIA, MAS PAROU DE FREQUENTAR APÓS
OS EPISÓDIOS DE ATROPELAMENTO, FAZENDO USO ABUSIVO DE ÁLCOOL E
DROGAS, ALEGANDO DOR NO JOELHO E DIFICULDADE PARA CAMINHAR
 MOROU COM AVÓS MATERNOS E TEM FORTE LIGAÇÃO COM AVÔ
MÃE MUITO JOVEM ABANDONADA PELO MARIDO E PAI AUSENTE
ATUALMENTE, PASSA OS DIAS ÚTEIS NO CAPS E SE ENCONTRA
COM SUA MÃE NO TRABALHO AO FIM DO DIA, DEVIDO A TENSÃO
COM VIZINHOS ONDE RESIDIA.
RELAÇÃO DISTANTE COM IRMÃ QUE NÃO RESIDE COM ELE E SEU
OUTRO IRMÃO
VÍNCULO “TENSO E INTENSO” COM IRMÃO MAIS NOVO
Ferido, sujeito a ser atacado, derrotado:
frágil, prejudicado ou ofendido.
VULNERAVÉL
FATOR DE RISCO
Fator de risco é um termo estatístico utilizado
para designar uma condição ambiental,
característica, ou comportamento que
aumenta a probabilidade da ocorrência de
determinada doença.
X
X
X
X
X
X
X
XDelírio persecutório e ideações
suicidas.
Difícil vinculação com serviço e dor no
joelho com dificuldade para
caminhar.
Difícil inserção social com equipe e
usuários.
Início do uso de drogas aos 13 anos e
intensificação após frustração.
Ausência do pai.
Perda amorosa e agressividade após
não ter apetite sexual correspondido.
Relata comunicar-se com os anjos e
diabo.
Fixação sexual;
Alucinações auditivas e visuais 
X Uso abusivo de álcool e drogas
Uso de bebida alcoólica seguido de
atropelamento 2xX
Bom relacionamento com a mãe 
Chance de resgatar o relacionamento com o irmão mais novo
Tratamento em CAPS 
Potencial para reinserção em sociedade devido a trabalhos
anteriores 
Relação harmônica com o avô 
Potencial de estudo por vontade do paciente 
Trabalho assistindo no centro de convivência se restaurar o
estado de saúde 
DIAGNÓSTICODIAGNÓSTICO
NANDA-INANDA-I 
03
CARACTERÍSTICAS DEFINIDORAS 
 Apoio social insuficiente 
Ausência de interesse em melhorar
comportamento de saúde 
Padrão de Ausência de comportamento de
busca de saúde 
Incapacidade de assumir responsabilidade de
atender a práticas básicas de saúde 
Definição: Incapacidade de identificar, controlar
e/ou buscar ajuda para manter o bem-estar 
MANUTENÇÃO INEFICAZ
DA SAÚDE -00099
FATORE RELACIONADOS
Estratégias de enfrentaremo ineficazes
Habilidade de comunicação ineficazes 
Tomada de decisões prejudica 
CONDIÇÕES ASSOCIADAS 
Alterações da função cognitiva 
Transtornos perceptivos 
CARACTERÍSTICAS DEFINIDORAS 
Agir sem pensar 
Busca de sensações 
Comportamento violento 
Familiaridade excessiva com estranhos
PROMISCUIDADE SEXUAL
Definição: padrão de reações rápidas e não planejadas a
estímulos internos ou externos, sem levar em conta as
consequências negativas dessas reações ao indivíduo
impulsivo ou aos outros 
CONTROLE DE IMPULSOS
INEFICAZ- 00222
FATORE RELACIONADOS
Abuso de substâncias 
Desesperança 
CONDIÇÕES ASSOCIADAS 
Alterações da função cognitiva 
Alteração no desenvolvimento 
Transtorno de personalidade 
CARACTERÍSTICAS DEFINIDORAS 
Comportamento incosistente 
Confusão em relação à valores
ideológicos 
Confusão em relação à valores culturais 
Descrição de si mesmo por meio de ideias
delirantes 
Sensação de vazio
Definição: incapacidade de manter uma
percepção integrada e completa de si mesmo 
DISTÚRBIO NA IDENTIDADE
PESSOAL-00121
FATORE RELACIONADOS
Alteração no papel social 
Estado maníaco 
CONDIÇÕES ASSOCIADAS 
Transtorno psiquiátrico 
Transtorno de identidade dissociativa 
CARACTERÍSTICAS DEFINIDORAS 
Comportamentais- abuso de substâncias,
comportamento não confiável
Emocionais - depressão,
desesperança,sentir-se diferentes dos
outro,tensão 
Papéis e relacionamentos- habilidades de
relacionamento insuficiente 
Definição: funcionamento familiar que falha
em sustentar o bem-estar de seus membros
PPROCESSOS FAMILIARES
DISFUNCIONAIS -00063
FATORE RELACIONADOS
Abuso de substâncias 
Estratégia de enfrentamento ineficazes 
CONDIÇÕES ASSOCIADAS 
Fatores biológicos
METAS DEMETAS DE
INTERVENÇÃOINTERVENÇÃO
04
PASSÍVEIS DE AJUSTE CONFORME A NECESSIDADE
ORIENTAM O CRONOGRAMA DE ATIVIDADES
AVANÇO GRADUAL DO QUADRO
Restabelecimento e fortalecimento do vínculo com o Centro de Atenção Psicossocial (Caps)
Acompanhamento psicológico para redução dos comportamentos de risco simultâneo à
acompanhamento psiquiátrico para estabilização dos sintomas psicóticos
Acompanhamento e tratamento dos sintomas somáticos de dor no joelho e dificuldade
para caminhar em USF ou UBS
Desenvolvimento de habilidades de socialização com intervenções terapêuticas
Discussão de metas pessoais do paciente coma equipe
Plano de prevenção de novos acidentes e plano de prevenção de crises coordenado com o
SAMU em caso de emergência
Inserção em atividades comunitárias do Caps e das USFs
Inserção em grupos de apoio para redução do uso de álcool e drogas
Exploração saudável de centros religiosos ou grupos sociais para sociabilização e suporte
emocional
Coordenação com o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) para estímulo de
atividades recreativas e ocupacionais e melhoria da relação com familiares
Abordagem terapêutica sobre a percepção de sexualidade e imagem corporal, incluindo
estratégias de manejo da agressividade
Realização de intervenções terapêuticas acerca dos delírios persecutórios e alucinações
Desenvolvimento de hábitos saudáveis de autocuidado
Promoção da autonomia habitacional e financeira
Apoio psicológico contínuo e monitoramento de risco de suicídio
Estabelecimento de rede de apoio maior
Criação de um plano de vida e reintegração social
DIVISÃO DEDIVISÃO DE
RESPONSABILIDADESRESPONSABILIDADES
05
PAPEL DE CADA
PROFISSIONAL NO PTS
PSIQUIATRA (CAPS I)1.
PSICOLÓGO (CAPS I)2.
ENFERMEIRO (CAPS I E UBS)3.
ASSISTENTE SOCIAL (CAPS I)4.
EQUIPE DE SAÚDE DA FAMÍLIA (ESF)5.
SAMU6.
SERVIÇO HOSPITALAR DE
REFERÊNCIA
7.
AVALIAR/AJUSTAR MEDICAÇÃO1.
TERAPIA INDIVIDUAL E EM GRUPO2.
SAÚDE FÍSICA E MENTAL (SSVV)3.
INSERÇÃO EM ATIVIDAS SOCIAIS4.
VISITAS DOMICILIARES5.
EMERGÊNCIAS
PSIQUIÁTRICAS/CRISES AGUDAS
6.
MAIS GRAVE7.
SEGUNDA TERÇA QUARTA QUINTA SEXTA SÁBADO DOMINGO
CAPS I
TERAPIA INDIVIDUAL
COM PSICÓLOGO
UBS 
ATENDIMENTO COM
ENFERMEIRO 
CREAS
INTEGRAÇÃO COM
ASSISTENTE SOCIAL
CAPS I
ATIVIDADES DE
CONVIVÊNCIA
CAPS I
ATENDIMENTO COM
PSIQUIATRA
UBS
VISITA DOMICILIAR
COM ACS E
ENFERMEIRO
CAPS I
OFICINA DE
AROMATERAPIA
CAMINHADA
ACOMPANHADA
COM UM EDUCADOR
FÍSICO
CAPS I
ATIVIDADES
COLETIVAS
(TERAPIA EM
GRUPO)
GRUPO DE APOIO
ÁLCOOL E DROGAS
CAPS I
OFICINA DE
ARTESANATO
VISITA AO AVÔ
(GRANDE VÍNCULO)
CASA 
ATIVIDADE
INDIVIDUAL
(LEITURA, PINTAR)
ENCONTRO COM A
MÃE 
ENCONTRO COM A
MÃE 
ENCONTRO COM A
MÃE 
ENCONTRO COM A
MÃE 
ENCONTRO COM A
MÃE 
CRONOGRAMA CRONOGRAMA 
PERIODICIDADE
Semanalmente: Reuniões de reavaliação entre os profissionais
do CAPS I para discutir o progresso de Manuel.
Mensalmente: Reavaliação do PTS com participação de Manuel,
familiares, e equipe multidisciplinar para ajustar metas e
abordagens.
Trimestralmente: Reuniões com todos os serviços envolvidos,
incluindo CAPS, ESF, UBS e familiares, para ajustes mais amplos
no tratamento.
REFERÊNCIAS
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/cit/2017/res0011_17_01_2017_rep.html#:~:text=Estabelec
e%20o%20Plano%20Operativo%20para,Sa%C3%BAde%20(PNEPS%2DSUS).
A EDUCAÇÃO PERMANENTE NO DESENVOLVIMENTO DE COMPETÊNCIAS DOS PROFISSIONAIS DE
ENFERMAGEM. https://doi.org/10.1590/0104-070720140021600011
https://aps-repo.bvs.br/aps/quais-sao-os-passos-para-o-desenvolvimento-de-um-projeto-terapeutico-
singular-na-aps/
https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saes/desmad/raps
https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saes/desmad/raps
https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saes/dahu/atencao-domiciliar
https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saes/dahu/atencao-domiciliar
OBRIGADAOBRIGADA
POR ASSISTIR!POR ASSISTIR!

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